ENTREVISTA COM BARRY BLACK /// COMO TRATAR AS PESSOAS /// PESQUISA SOBRE OS ADVENTISTAS /// UM JESUÍTA EM BUSCA DA VERDADE
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Exemplar avulso: R$ 2,84 | Assinatura: R$ 34,00
DEZEMBRO 2018
O ANONIMATO DE JESUS POR QUE OS EVANGELHOS NÃO SE PREOCUPAM COM DETALHES DE ALGUMAS FASES DA VIDA DE CRISTO
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Editor Texto
C.Qualidade
Depto. Arte
EDITORIAL
COMO UM HUMILDE PERSONAGEM NASCIDO NUMA ENCRUZILHADA DO MUNDO TRANSFORMOU A HISTÓRIA
Para muitos, Natal é a estação das luzes, dos presentes e do consumo. Para outros, é a época de pensar sobre a Luz do mundo, o Presente do Céu para a Terra e a oferta de vida. Tudo começou de um jeito que não parecia promissor, mas superou as expectativas. Ninguém sabe o dia certo de Sua chegada, porém esse detalhe não importa muito. Seu nascimento não é uma simples data histórica, mas um evento profético. O essencial é o personagem, que reorganizou a contagem do tempo, mudou o calendário e redefiniu o futuro. Ele nasceu em uma vila obscura, num país dominado, símbolo da relativa insignificância humana e da própria dominação do planeta. Mas escreveu o nome da cidade no mapa e ofereceu liberdade para os povos. A partir de um ponto na geografia, Ele afetou o cosmos. Não frequentou escolas convencionais, porém tornou-Se o Mestre dos mestres. Conhecendo a letra e o espírito da Torah como ninguém, falou com sotaque celestial. Ensinava para transformar vidas, e não simplesmente para transferir conhecimento. Seus vívidos aforismos e Suas metáforas criativas não eram apenas lampejos de inteligência, mas revelações da verdade eterna para mostrar o caminho da felicidade sem fim. Ele não deixou cartas nem diários, mas Suas biografias (evangelhos) testificam da grandeza de Seus feitos e do brilho da Sua trajetória. Muitos detalhes de Sua vida se perderam nos
JESUS CRISTO VEIO COMO FILHO DO HOMEM PARA QUE OS FILHOS DA HUMANIDADE POSSAM SE TORNAR FILHOS DE DEUS
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MARCOS DE BENEDICTO
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MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista
No 1340
Publicaçã
Órgão Geral da Igrej
“Aqui está a paciê guardam os mand
Editor: Marcos De Bened
Editores Associados: Má
Conselho Consultivo: Ted Edward Heidinger Zevall Domingos José de Souza Marlinton Lopes, Mauríci Stanley Arco
Projeto Gráfico: Eduardo Ilustração da Capa: Adob
Adventist World é uma sede mundial da Igrej mensalmente na África Áustria, Brasil, Core
Editor: Bill Knott Editores associados: Lae
Editores-assistentes: Sa Jordache, Wilona Karima Chun, Jae Man Park, Hyo Tradutora: Sonete Costa
Arte e Design: Types & S
Gerente Financeiro: Kim
Gerente Internacional de
Gerente de Operações: M
Conselheiros: Mark A. Fin
Comissão Administrativa Chun, Karnik Doukmetzia Lust, Ray Wahlen, Juan P
CASA PUBLI
Editora da Igre
Rodovia Estadual SP 127 Caixa Postal 34; CEP 1827 Fone (15) 3205-8800 – Fa
SERVIÇO DE ATENDIMENT LIGUE GRÁTIS: 0800 9790 Segunda a quinta, das 8 Sexta, das 8h às 15h45 /
Diretor-Geral: José Carlos
Diretor Financeiro: Uilson
Redator-Chefe: Marcos D
Gerente de Produção: Re
Gerente de Vendas: João
Chefe de Arte: Marcelo d
Não se devolvem origina
As versões bíblicas usad e a Nova Versão Internac
Exemplar avulso: R$ 2,8
Números atrasados: Pre
Todos os direitos reserva ou parcial, por qualquer do autor e da Editora.
Depto. Arte
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www.revi
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O NOME ACIMA DE TODOS OS NOMES
labirintos da memória, mas os fragmentos registrados formam a silhueta de uma figura maior do que um conjunto de dados biográficos. Temos apenas vislumbres de Seus sentimentos e de Suas emoções, mas sabemos que, por Suas falas e Seus atos, Ele reescreveu a ética e redefiniu o amor. Os milagres que realizou são sinais do poder de Deus no presente e antecipações do reino futuro. Os embates que travou com os poderes do mal representam a vitória da luz no conflito cósmico com as forças das trevas. Dos quatro principais ofícios da religião e da sociedade de Seu povo, Ele personificou todos e não teve titularidade em nenhum. Era um sacerdote sem santuário, um profeta sem púlpito, um juiz sem corte, um rei sem trono. No entanto, Seu santuário é o templo do Céu, Sua tribuna alcança as galáxias, Sua corte efetuará o juízo final, Seu trono terá duração eterna. Vivendo em um ambiente em ebulição, com sonhos nacionalistas, Ele lutou para estabelecer um reino que transcende território, política e ideologia. Um reino que começa no coração, mas cuja cintilância um dia encherá a Terra e se espalhará pelos espaços infindos. Sua passagem pelo planeta foi curta, mas deixou uma marca para a eternidade. Quando foi pregado numa cruz, parecia que Seu nome cairia no esquecimento no dia seguinte. Mas esse próprio ato extremo atraiu todos os olhares. O símbolo de Sua morte se tornou o símbolo da vida, e sua influência aumenta com o tempo, até o dia em que todo joelho se dobrará diante Dele. Para alguns, Ele era apenas um camponês carismático, um judeu marginalizado, um profeta apocalíptico. Mas, ultrapassando os rótulos, Ele era o Deus encarnado. Você pode tentar minimizáLo, mas isso não irá maximizá-lo. Jesus Cristo, o personagem central da história, o nome acima de todos os nomes, mais do que um grande herói, é o Filho do Homem e o Filho de Deus. Que toda língua declare que Ele é o Senhor, para a glória de Deus Pai! ]
Tiragem: 155.500
No 1340
o 2018
Dezembro 2018
Ano 113
www.revistaadventista.com.br
Publicação Mensal – ISSN 1981-1462 Órgão Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil
Seus mas Seus finiu u são nte e mbamal conevas. reli, Ele uladote pito, ono. mplo galáfinal,
“Aqui está a paciência dos santos: Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” Apocalipse 14:12 Editor: Marcos De Benedicto Editores Associados: Márcio Tonetti e Wendel Lima Conselho Consultivo: Ted Wilson, Erton Köhler, Edward Heidinger Zevallos, Marlon Lopes, Alijofran Brandão, Domingos José de Souza, Gilmar Zahn, Leonino Santiago, Marlinton Lopes, Maurício Lima, Moisés Moacir da Silva e Stanley Arco Projeto Gráfico: Eduardo Olszewski Ilustração da Capa: Adobe Stock
Adventist World é uma publicação internacional produzida pela sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia e impressa mensalmente na África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Coreia do Sul, Estados Unidos e México v. 14, no 12
SUMÁRIO
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Os “anos ocultos” de Jesus
A personificação do amor
Aprenda com o Mestre
A referência de como devemos tratar os mais vulneráveis
O respeito e cuidado de Cristo pelos excluídos
O que os evangelhos revelam sobre a fase menos conhecida do Messias
Editor: Bill Knott Editores associados: Lael Caesar, Gerald Klingbeil, Greg Scott
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Editores-assistentes: Sandra Blackmer, Stephen Chavez, Costin Jordache, Wilona Karimabadi (Silver Spirng, EUA); Pyung Duk Chun, Jae Man Park, Hyo-Jun Kim (Seul, Coreia do Sul)
Passado e futuro
Arauto adventista
Fé que move montanhas
O jesuíta argentino que precedeu o movimento milerita
A idosa que fez o improvável para a construção de uma igreja
Tradutora: Sonete Costa
Considere o ontem para avançar rumo ao amanhã
Arte e Design: Types & Symbols Gerente Financeiro: Kimberly Brown Gerente Internacional de Publicação: Pyung Duk Chun Gerente de Operações: Merle Poirier Conselheiros: Mark A. Finley, John M. Fowler, E. Edward Zinke Comissão Administrativa: Si Young Kim, Bill Knott, Pyung Duk Chun, Karnik Doukmetzian, Suk Hee Han, Yutaka Inada, German Lust, Ray Wahlen, Juan Prestol-Puesán, G. T. Ng, Ted N. C. Wilson
CASA PUBLICADORA BRASILEIRA Rodovia Estadual SP 127 – km 106 Caixa Postal 34; CEP 18270-970 – Tatuí, SP Fone (15) 3205-8800 – Fax (15) 3205-8900
2 EDITORIAL
30 BOA PERGUNTA
37 SAÚDE
SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CLIENTE LIGUE GRÁTIS: 0800 9790606 Segunda a quinta, das 8h às 20h Sexta, das 8h às 15h45 / Domingo, das 8h30 às 14h
4 CANAL ABERTO
31 BEM-ESTAR
38 ENTENDA
32 PRIMEIROS PASSOS
39 EDUCAÇÃO
A opinião de quem lê
5 BÚSSOLA
Diretor-Geral: José Carlos de Lima
Atitude correta
Diretor Financeiro: Uilson Garcia Redator-Chefe: Marcos De Benedicto
6 ENTREVISTA
Gerente de Produção: Reisner Martins
A hora sagrada
Gerente de Vendas: João Vicente Pereyra Chefe de Arte: Marcelo de Souza
8 PAINEL
Não se devolvem originais, mesmo não publicados. As versões bíblicas usadas são a Nova Almeida Atualizada e a Nova Versão Internacional, salvo outra indicação. Exemplar avulso: R$ 2,84 | Assinatura: R$ 34,00
Números, fatos, gente, internacional
20 AÇÃO SOCIAL
Trabalho em equipe
Números atrasados: Preço da última edição.
24 VIDA ADVENTISTA
O que é isso para tanta gente?
Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem prévia autorização escrita do autor e da Editora. Tiragem: 155.500
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28 MINHA HISTÓRIA
Natal em Papua-Nova Guiné
A lei de Cristo
Herança genética Quando Deus nos dá uma grande tarefa
33 NOVA GERAÇÃO Aceite o plano divino
34 RETRATOS
Conversão entre os amishs
35 COMUNICAÇÃO Evangelismo digital
36 INTERNACIONAL Califórnia em chamas
Cuidado integral Como os adventistas vivem a fé A missão continua
40 IGREJA
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O nome acima de todos os nomes
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Editora da Igreja Adventista do Sétimo Dia
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buliutou ansogia. mas Terra ndos. urta, ernicruz, quepróolharnou ncia a em Dele. camginaMas, Deus mizá. ntral os os erói, Deus. eéo i! ]
Dez. 2018
mena de unto
O ritmo sul-americano
42 MEMÓRIA
Dormiram no Senhor
47 INSTITUCIONAL
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Sol do meio-dia
48 ESTANTE
Editor Texto
50 EM FAMÍLIA
C.Qualidade
Lista de leitura
Tempo de reconciliação Depto. Arte
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CANAL ABERTO
BÚS
Espetacular a matéria de capa da edição de novembro, “A vitória do amor”. A certeza de que o inimigo de Deus já foi vencido fortalece nossa fé, apesar de todas as mazelas que nos afrontam dia a dia. É essencial que saibamos identificar a existência de um conflito cósmico por trás de tudo o que acontece no Universo, especialmente neste mundo. Sem essa compreensão, dificilmente aceitaremos a existência do próprio Deus, Sua natureza, Seu tempo, Suas misericórdias e notadamente o sacrifício de Cristo por nós na cruz do Calvário, e, ainda mais, o conflito menor existente no nosso coração. Avancemos com fé, pois aquele que perseverar até o fim será salvo (Mt 24:13). Alexandro Garcia Gomes Narcizo Alves / Costa Rica (MS)
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TEODICEIA E UNIDADE
Diariamente nossos sentidos são chocados pelas notícias mundiais que avassalam a humanidade. A excelente matéria “A vitória do amor” foi oportuna para que tenhamos uma compreensão melhor sobre os bastidores do grande conflito entre o bem e o mal. No fim, a teodiceia será conclusiva e, como diz o antigo hino, “um dia Ele esclarecerá”. Recordome de um artigo que escrevi para a Revista Adventista quando cursava Teologia: “Agradecimento à dor”. Ainda jovem, como eu poderia compreender o significado tão profundo das dores que afligem a humanidade? Hoje, como pastor, recebo pedidos constantes de oração pelos dilemas e sofrimentos de pessoas que desesperadamente buscam alívio e compreensão. Aproveito para agradecer ao pastor Erton Köhler seu equilibrado parecer sobre o voto tomado pela Associação Geral sobre a falta de conformidade de organizações e instituições. Não permitamos que o inimigo destrua a unidade da igreja! Léo Ranzolin / Estero (EUA)
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Editor Texto
C.Qualidade
PRESSA NA MISSÃO
Quero registrar minha especial alegria pela publicação da matéria “Um líder que tem pressa” (novembro), do jornalista Heron Santana. Glória a Deus
pela vida altaneira do pastor Geovani Souto Queiroz, ao lado da sua esposa, Rosecler. Conheci o juvenil Geovani crescendo na quietude da verdejante fazenda Quaraçu, de muita fruta e muito gado, e seus pais, Geovani e Joana, que se mostraram exemplares na educação dos filhos. Tive o privilégio de conviver com seus irmãos, avós maternos, tios e toda a parentela como colunas valorosas da igreja de Vitória da Conquista e cercanias do vasto oeste baiano. Recebi muito apoio deles para o desempenho do meu pastorado nos dias floridos da minha juventude. O sonho de minha esposa e meu é reencontrá-los no regresso do nosso Senhor Jesus Cristo. Samuel Kettle / Sumaré (SP)
CARREIRA MILITAR
Antes de mais nada, desejo demonstrar meu carinho e respeito por esta revista e dizer que sou um leitor assíduo. Mas, como militar, quero também manifestar meu sentimento de tristeza ao ler a matéria “Salvar em vez de destruir” (agosto), de autoria do pastor Ted Wilson. Nitidamente o autor foi tendencioso ao apresentar apenas uma nota do site Adventists in Uniform, de forma a direcionar todo o comentário para o não combatente, ou seja, a pessoa que
se recusa a trabalhar com uma arma. A própria fonte citada diz: “Observe que a Igreja Adventista do Sétimo Dia defende a posição de não combatência, mas não exige isso. Assim, enquanto alguns membros estão dispostos a treinar com armas e usá-las, outros, por causa de sua consciência individual, preferem não ter qualquer ligação com armas ou serviço militar.”
AT
Tiago Moretti / via e-mail
Sem dúvida, a carreira militar é honrada e necessária para a segurança do país e a ordem da sociedade. A própria igreja reconhece isso. Ao mesmo tempo, respeitamos a posição do autor da referida matéria, que apenas traduzimos. O pastor Ted Wilson certamente não condena todas as atividades militares. O aspecto central do artigo é a opção pela paz e a vida, valores defendidos pela igreja.
TRÊS
ERTO
TEMPERANÇA
O editorial de outubro se referiu à Sociedade Americana de Temperança e seu enorme impacto na sociedade da época. Também citou um artigo em que Ellen G. White declarou que a Igreja Adventista deveria estar na dianteira de todas as reformas. Gostaria de fazer um apelo para que a liderança da igreja pense no atual momento do Brasil e formule um plano de vanguarda nesse sentido, oferecendo todo o conhecimento que adquirimos ao longo dos anos orientados por Deus sobre saúde e temperança. Quem sabe, poderíamos criar uma sociedade ou grupo de temperança para oferecer apoio e ajuda na orientação e recuperação de pessoas. Não seria a hora de darmos um passo maior nessa direção? Estamos vendo com olhos proféticos tamanha oportunidade que se apresenta perante nós? Fábio Germano / Santa Vitória do Palmar (RS) Expresse sua opinião. Escreva para ra@cpb.com.br. ou envie sua carta para Revista Adventista, caixa postal 34, CEP 18270-970, Tatuí, SP.
Os comentários publicados não representam necessariamente o pensamento da revista e podem ser editados por questão de clareza ou espaço.
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O TRIUNFO DO BEM
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Revis
ATITUDE CORRETA
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TRÊS OPÇÕES SEGURAS PARA LIDAR COM OS ESCÂNDALOS ERTON KÖHLER
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ociee seu poca. Ellen venodas pelo ense mule tido, que rienmpecriar ança entaseria nessa proue se
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Was Wrong (Eu Estava Errado) é o título da autobiografia de Jim Bakker, publicada em 1996. Nela o ex-evangelista e fundador do ministério pentecostal Louvai ao Senhor conta como sua desonestidade, imoralidade e desequilíbrio o levaram a perder a honra e ser condenado a 45 anos de prisão. Como um dos mais famosos evangelistas da televisão e conselheiro de presidentes norte-americanos, ele chegou ao fundo do poço. Passou a ser conhecido apenas como o preso número 07407-058 e parecia não mais haver misericórdia para ele. No entanto, em seu pior momento, aconteceu um verdadeiro milagre. Um dos guardas da prisão o chamou e anunciou: “Billy Graham está aqui e quer vê-lo.” Era difícil acreditar que Billy Graham houvesse ido a um lugar como aquele somente para encontrá-lo! Mas, quando Bakker entrou na sala, lá estava Billy Graham com os braços abertos. “Nunca me esquecerei da atitude daquele homem, que havia acabado de ser escolhido como um dos mais influentes do mundo e que havia ministrado a milhões de pessoas, mas que tomou tempo em sua agenda atarefada para ministrar a um prisioneiro”, relata Bakker. Aquele ato de bondade resgatou sua esperança. Infelizmente, você e eu também conhecemos gente especial, cheia de talentos, usada por Deus e admirada pelas pessoas, mas que acabou caindo em alguma área da vida. Talvez alguém da própria família, um amigo ou sua referência espiritual. Quem sabe um líder,
“SER CRISTÃO SIGNIFICA PERDOAR O IMPERDOÁVEL NOS OUTROS, PORQUE DEUS PERDOOU O INDESCULPÁVEL EM VOCÊ” (C. S. LEWIS) pastor ou pregador... A reação normal é de tristeza, dor e até decepção. É sempre difícil saber como agir nessas horas, mas quero deixar três opções seguras que podem ajudar a encontrar a atitude correta. Primeiro, é importante conhecer a maneira com que a Bíblia trata esses casos. Ela apresenta inúmeras situações envolvendo pecado, traição, escândalo e falsidade. Com certeza você se lembra da história de líderes, patriarcas, profetas, reis e apóstolos que caíram. A biografia de cada um deles está na Bíblia, acompanhada das consequências de seus atos e da profundidade de seu arrependimento, ao lado da grandeza do perdão de Deus. Foram vasos de barro que se quebraram (2Co 4:7), ajudando-nos a tirar os olhos do mensageiro para nos concentrar na mensagem. A Bíblia também lembra que o grande conflito entre Cristo e Satanás está por trás das
crises espirituais que conhecemos. Há um inimigo irado (Ap 12:12) procurando destruir primeiro aqueles que têm maior influência. Isso não é desculpa para o pecado, para a disciplina eclesiástica redentora ou para as correções necessárias, mas um convite de amor e restauração aos caídos. Em segundo lugar, siga a atitude que Jesus teve em casos semelhantes. Leia os evangelhos e veja qual foi Sua atitude com pessoas humilhadas e escandalizadas, mas arrependidas, que chegavam até Sua presença. Ele não desistiu de gente simples ou famosa, dos rejeitados, corruptos, hipócritas e todo o tipo de pecadores, sem importar sua condição social ou espiritual. “Cada pessoa que cede à tentação torna-se ferida e magoada pelo adversário. Mas onde quer que haja pecado, há um Salvador”, assegura Ellen G. White (Educação, p. 113). O pecado é a característica do homem, mas o perdão é a marca de Jesus. Em terceiro lugar, faça o que gostaria que os outros fizessem caso você cometesse o mesmo erro. Temos a tendência de julgar aos outros com justiça e a nós mesmos com misericórdia. Porém, quando nos colocamos no lugar do caído, podemos exercer mais profundamente o perdão. “Devemos lembrar que os seres humanos são falíveis e falhos, e que Aquele que tem todo o poder é nossa forte torre de defesa”, escreve Ellen G. White (Profetas e Reis, p. 202). Em momentos de crise, escândalo ou decepção, lembre-se de que já existe muito sofrimento e há duras consequências a ser enfrentadas pelo caído. Por isso, não aumente o tamanho dos problemas divulgando e compartilhando comentários e conjecturas, mas cumpra as recomendações de Mateus 18:15-23, ore intensamente e siga o exemplo de Jesus. ]
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ERTON KÖHLER é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul
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ENTREVISTA
C ARMEL A MONK CR AWFORD
Barry C. Black
Como 62o capelão do Senado dos Estados Unidos, Barry C. Black personifica uma trajetória guiada pela providência. Criado no subúrbio de Baltimore nos anos 1950 e 1960, sua mãe, uma trabalhadora doméstica, certa vez levou algumas coisas para casa. O prêmio de Barry foi um antigo álbum gravado do 57o capelão do Senado, Peter Marshall. Inspirado pelos “sermões melodiosos” de Marshall, Black os memorizou e procurava reproduzi-los para seus amigos do bairro, com sotaque escocês e tudo. Ele nunca sonhou que um dia ocuparia o mesmo lugar, tornando-se um dos mais longevos capelães (desde 2003), o primeiro afro-americano e o primeiro adventista a exercer a função. Nesta entrevista, concedida originalmente à revista Message e aqui sintetizada, Black fala um pouUMA CONVERSA COM O CAPELÃO DO SENADO quinho sobre seu trabalho.
A HORA SAGRADA
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No clima político de hoje, com todas as tensões que vemos na mídia, o senhor acha mais difícil se relacionar com pessoas de diferentes partidos, ideologias e crenças? Eu não acho difícil. Primeiro, minha posição é não partidária e não sectária. Assim, não preciso tomar partido. Isso não significa colocar meu cérebro numa posição neutra. Apenas ensino sobre a Bíblia para os senadores em um desjejum de oração. Quando perguntam sobre minha perspectiva a respeito de um assunto, posso dizer o que penso de maneira transparente, geralmente usando princípios teológicos ou filosóficos para apoiar meu ponto de vista. As pessoas se envolvem nos estudos bíblicos no Senado? Surge algum tema “adventista”, no sentido genérico, como os últimos dias e a segunda vinda de Jesus? Hoje estudamos sobre o Espírito Santo, que testifica de Cristo e está sempre conosco. Que dom maravilhoso! Conversamos sobre
isso durante uma hora com nossos legisladores, o que é empolgante. Há muitas denominações protestantes que acreditam na segunda vinda de Jesus, embora de maneiras diferentes. Então há familiaridade com certos assuntos.
que seríamos amigos... Se alguém dissesse que eu almoçaria com Coretta King... Se falasse que eu faria a oração no dia em que Rosa Parks, em seu caixão, foi homenageada na rotunda do Capitólio... Seria difícil acreditar.
O senhor parece transmitir um senso extremo de calma neste momento, considerando os acontecimentos. Busco a orientação da Bíblia, como Filipenses 4:6 e 7 (“Não andeis ansiosos de coisa alguma...”) e Mateus 6:34 (“basta ao dia o seu próprio mal”). Não concentro preocupações de ontem nem do futuro no dia de hoje. Isso seria mais do que eu poderia lidar. Mas posso manejar facilmente um dia de cada vez.
O que o senhor pensa sobre o fato de os Estados Unidos serem uma nação cristã? Isso não fere seu senso de liberdade religiosa? A capelania do Senado foi estabelecida em 1789; portanto, antes da Primeira Emenda, que proíbe o Congresso de fazer leis sobre religião. Os fundadores na nação desejavam uma separação entre Igreja e Estado, mas não uma separação entre Deus e o Estado. Há uma distinção entre as duas coisas.
Talvez exista aqui um senso de companheirismo que o senhor perceba melhor do que nós. Mas já surgiu algum debate ou conflito que o fez pensar em se afastar para orar sobre sua função? Esse não é o meu estilo. Sou fascinado pela história. Houve um tempo, 1857, em que a Suprema Cor te [no caso Dred Scott v. Sandford] disse que eu sou 3/5 humano. Tivemos duas guerras mundiais. Houve momentos de grandes crises. Então, se os tempos atuais são desafiadores, Deus nos conduziu por situações muito piores. Se alguém tivesse dito que eu viveria para ver um presidente afro-americano [Barack Obama] e
O Espírito o move a dizer alguma coisa em particular? Como o senhor mantém vivo seu fervor espiritual? Um ministro alimenta o povo com o que ele descobre ser bom para sua própria nutrição (1Co 11:23). Falo do que me inspira. Num voo, as comissárias de bordo informam que, em caso de turbulência, as máscaras de oxigênio irão cair. Coloque a máscara em você antes de colocá-la em alguém. Então coloco a “máscara” primeiro em mim mesmo, passando tempo em oração e estudo da Bíblia. A exposição de qualidade à influência das Escrituras quase irá garantir a santificação. ]
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Foto: Drew Angerer
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DOS ESTADOS UNIDOS
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Foto: Drew Angerer
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uma mo o rvor
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PAINEL F AT O S
ESTUDO BÍBLICO PARA ADOLESCENTES
TALENTO PARA A ROBÓTICA
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Prestes a completar 70 anos de existência, a Igreja Adventista do Capão Redondo, na capital paulista, lançou no início de novembro a pedra fundamental do novo templo, que terá capacidade para 3 mil pessoas. Previsto para ser inaugurado em 2020, o prédio será construído em novo endereço: rua Professora Eunice Bechara de Oliveira, número 923.
93% das cidades paulistas
têm presença adventista, segundo dados divulgados na assembleia quinquenal da sede administrativa da igreja no estado, realizada nos dias 23 e 24 de outubro.
EVENTOS
2O CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUEOLOGIA BÍBLICA
Sabemos para onde vamos, sabemos onde estamos, mas temos que cuidar para não nos perdermos no caminho.
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Erton Köhler, líder da igreja na América do Sul, no Concílio Anual, em novembro
C.Qualidade
No fe volta Nort de 1 cado dade em C dias, pasto eoa ment
O evento realizado no Unasp, campus Engenheiro Coelho (SP), nos dias 16 a 18 de novembro, recebeu mais de 400 participantes. Um dos palestrantes foi o arqueólogo Adolfo Roitman, curador dos manuscritos do Mar Morto.
Fotos: Jhonatan Cunha / Ely Braga / Southwestern Adventist University
NOVO TEMPLO
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Fotos: David Sebastian and the Inter-American Division / João Victor dos Santos / Unasp
Com o objetivo de despertar o interesse das novas gerações pelo estudo da Bíblia, a igreja no Sul do Brasil produziu dois guias de estudos ilustrados, com histórias em quadrinhos e desafios práticos. Produzido para a faixa etária de 10 a 15 anos, o novo material tem sido usado pelos desbravadores.
Depois de vencerem um campeonato de robótica em nível nacional, sete desbravadores porto-riquenhos representaram a nação caribenha na final de um concurso para estudantes promovido pela Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). O projeto dos adolescentes adventistas foi testado e comentado ao vivo por astronautas da Nasa que estão em órbita na maior estrutura já montada no espaço pelo homem.
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Com tem u motiv atrás sedio nisté
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O L H A R D I G I TA L
SITE DO APOCALIPSE No feriado da Proclamação da República, dois grandes eventos voltados para as novas gerações mobilizaram adventistas de Norte a Sul do país. Castanhal, no Pará, foi o ponto de encontro de 10 mil jovens que participaram do “Reset”, programa marcado por mensagens espirituais, batismos e ações de solidariedade. Na mesma data, o centro de eventos Expo Renault Barigui, em Curitiba, recebeu 7 mil adventistas que, durante quatro dias, fortaleceram a fé por meio dos sermões proferidos pelo pastor Gary Blanchard, líder mundial dos jovens adventistas, e o amor ao próximo através de ações como a doação de alimentos e uma feira de saúde no centro da capital paranaense.
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Fotos: Jhonatan Cunha / Ely Braga / Southwestern Adventist University
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Fotos: David Sebastian and the Inter-American Division / João Victor dos Santos / Unasp
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1O SIMPÓSIO NACIONAL DE MISSÃO PRISIONAL Com uma das maiores populações carcerárias do mundo, o Brasil tem um vasto campo para a assistência religiosa. Pensando em motivar e capacitar pessoas para levar o evangelho a quem está atrás das grades, a Faculdade Adventista da Amazônia (Faama) sediou nos dias 2 a 4 de novembro o primeiro encontro do ministério das prisões realizado no contexto adventista brasileiro.
FILME PREMIADO
O curta-metragem Truth (Verdade, em tradução livre), que conta a história de Sojourner Truth, escrava que se tornou referência na luta pela justiça social nos Estados Unidos do século 19, rendeu a três professores da Southwestern Adventist University premiação numa das categorias do Emmyaward, considerado uma das maiores honras outorgadas pela TV norte-americana. Eles receberam o troféu numa cerimônia realizada em Houston, no Texas, no início de novembro. No ocasião, Kyle Portbury também foi indicado ao Emmy como diretor da produção cinematográfica.
Resu rican estã o pr past
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CAMPORIS DE JOVENS
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Uma nova plataforma criada pela igreja irá ajudar aqueles que desejam entender as profecias apocalípticas. Lançado em novembro, durante o Concílio Anual sul-americano, o site apocalipse.com reúne diversas palestras em vídeo, artigos e links sobre o tema, além de abrir a possibilidade de o internauta tirar dúvidas por meio de um chat.
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nível eprepara aciontes stroura já
RETORNO À SKY Depois de um período fora da grade da operada de TV por assinatura, a programação da TV Novo Tempo voltou a ser transmitida pela Sky no início de novembro. O conteúdo da emissora adventista pode ser assistido no canal 33 e em alta definição no 433.
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BODAS DE MERCÚRIO (69 ANOS)
GENTE
BODAS DE VINHO (70 ANOS)
De David de Oliveira e Lygia Machado Miranda de Oliveira, em cerimônia realizada pelo pastor José Machado de Miranda. Ele foi obreiro bíblico em Joinville, onde o casal reside. Adventistas há quase 70 anos, eles têm cinco filhos, dez netos e sete bisnetos.
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De Gerhard e Irene Lübke, em cerimônia realizada pelo sobrinho do casal, Domingos Marques das Neves, na Igreja Adventista de Ilhota (SC). Adventistas de berço, eles apoiaram a construção de várias igrejas. O casal tem três filhos, quatro netos e três bisnetos.
BODAS DE OURO (50 ANOS)
320.000 refugiados
De Norval Lopes Damaceno e Maria Lucia Damaceno. Eles tem três filhos e uma neta.
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são atendidos pela ADRA sul-americana.
NOMEAÇÕES 3
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1 Do pastor Stanley Arco para liderar a igreja nos estados da Bahia e Sergipe (União Leste Brasileira). Ele substituirá o pastor Geovani Queiroz, que se aposentou. Nos últimos quatro anos, o paranaense liderou a igreja no Chile (União Chilena). 2 De William Ferreira como tesoureiro da União Leste Brasileira. Ele exercia a mesma função na Associação Bahia.
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5 Do pastor Daniel Montalvan, que atuava como secretário da União Peruana do Norte, como ministerial associado. 6 Do pastor Herbert Boger para liderar o Ministério Pessoal da igreja na América do Sul. Ele atuava como líder do departamento de Mordomia Cristã.
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9 De Antônio Marcos Alves, que liderava o departamento de Educação no estado de São Paulo, como diretor do Unasp, campus Engenheiro Coelho. Ele substitui o pastor Paulo Martini, que permaneceu na função por 15 anos. 10 De Murilo Bezerra como diretor financeiro do Unasp, campus Engenheiro Coelho. Ele exercia a mesma função no Centro Médico de Vida Saudável (CEVISA).
3 Do pastor Everon Donato, novo secretário da União Nordeste Brasileira. Desde 2011, ele atuava como líder do Ministério Pessoal na sede sul-americana da igreja.
7 Do pastor Josanan Alves Jr. como líder sul-americano de Mordomia Cristã. Ele trabalhava como líder dos departamentos de Mordomia Cristã e Saúde na sede administrativa da Igreja Adventista para a região Nordeste do Brasil.
11 Do Dr. Afonso Ligório Cardoso como diretor do Unasp, campus Hortolândia. Ele era pró-reitor de Graduação do Unasp.
4 Do pastor Lucas Alves como secretário ministerial da igreja na América do Sul no lugar do pastor Carlos Hein. Ele exercia a função de associado.
8 De Telson Vargas como pró-reitor administrativo do Unasp. Ele atuava como tesoureiro assistente da sede da igreja para a América do Sul.
Para acompanhar outras nomeações, confira o portal adventista (www.adventistas.org), onde há links para os sites das Uniões.
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INTERNACIONAL
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LAR TEMPORÁRIO
Depois de servir à Signs por quase 52 anos, Ray Portbury, gerente de produção da editora adventista da Austrália, aposentou-se. Ele começou a trabalhar na instituição como aprendiz de encadernação e foi o servidor que permaneceu mais tempo na editora, fundada há 133 anos.
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Fotos: Arquivo pessoal / SandraTorres-DSA / Adventist Record
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Fotos: Naasom Azevedo / Arquivo pessoal
or finheio no ISA).
INAUGURAÇÃO DE ESTÚDIO A LifeStyleTV, canal adventista sueco, inaugurou sua nova sede no início de setembro na cidade de Brunskog. A nova estrutura, que funcionará numa mansão que pertenceu a um cantor de ópera, oferece espaço maior e conta com mais tecnologia. Assim, a emissora adventista que transmite para toda a Escandinávia poderá ampliar a produção de conteúdo e o alcance da mensagem.
2,5 mil novas congregações adventistas ao redor do mundo.
Gibbs Salika foi nomeado pelo governo da Papua-Nova Guiné para liderar os tribunais do país por um período de dez anos. Membro da Igreja Adventista Hohola, em Port Moresby, ele atuava como vice-presidente da Justiça e já foi juiz do Tribunal Nacional e do Supremo Tribunal por dois mandatos consecutivos.
Atualmente, existe
um adventista para cada
361 habitantes do planeta.
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Nos últimos 12 meses, foram estabelecidas
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CHEFE DA JUSTIÇA
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Há mais de 20 anos, a ADRA do Chile oferece apoio a crianças e adolescentes que, por negligência, maus-tratos e abuso, entre outros motivos, precisam ser afastados da família durante um período. Atualmente, mais de duas mil famílias adotivas recebem assistência da agência humanitária, que, no fim de outubro, promoveu um seminário internacional sobre o tema na Universidade de San Sebastian, em Santiago.
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Colaboradores: Andrew McChesney, Anne Seixas, Carmen Moraga, Damian Chambers, Darcy Force, David Sebastian, Felipe Lemos, C.Qualidade
Gustavo Cidral, Jana Riess, Jhenifer Costa, Mairon Hothon, Márcio Basso Gomes, Márcio Tonetti, Maritza Brunt, Vanessa Arba, Wagner Cantori e Wendel Lima
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É APRESENTAR A ORDEM CRONOLÓGICA DOS EVENTOS DA VIDA DE JESUS, MAS SIM A IDENTIDADE DO SALVADOR E O
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SIGNIFICADO DE SUA MISSÃO Leonardo Godinho Nunes, Francisco Natannael Gomes de Lima, Frederico Damásio Cairo e João Renato Alves da Silva
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O que foi registrado sobre a vida de Jesus é suficiente para que possamos crer e ter a vida eterna
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ORDEM CRONOLÓGICA Lucas inicia sua escrita mencionando a utilidade informativa sobre a vida de Cristo, enquanto Mateus vai de imediato à genealogia. Isso transcorre não por escassez de relatos, mas porque “muitos empreenderam uma narração” (Lc 1:1). É necessário, portanto, montar um quebra-cabeça para unir a história entre os evangelhos de Mateus e Lucas.
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Sendo que Lucas (1:24-36) situa a gravidez de Maria e sua visita a Isabel no mês de kislev (novembro-dezembro), seis meses após a concepção de João Batista em sivan (maio-junho), temos o nascimento de Jesus na terceira semana de tishrei (setembro-outubro), no período em que acontecia a Festa dos Tabernáculos. Lucas 3:23 parece concordar com essa posição, pois, considerando que o ministério de Jesus durou três anos e meio e Ele foi crucificado na Páscoa (14/15 de nissan), retrocedendo 33 anos e meio ou acrescentando seis meses a partir desse evento, chegamos a uma conclusão similar. É significativa a possibilidade de Jesus ter nascido por ocasião do período da Festa dos Tabernáculos, já que os sete dias dessa festa prenunciavam a era do reino de Israel e sua redenção (M. F. Unger, The New Unger’s Bible Handbook, p. 261 e 264). Entretanto, o mês do nascimento de Jesus somente poderia corresponder ao dia dessa festa se o mesmo tivesse ocorrido em um ano de 12 meses do calendário judaico. Sendo organizado de acordo com a colheita da cevada, a cada dois ou três anos acrescentava-se um 13º mês, porque havia um atraso de 11 dias por ano. Para alinhar a colheita da cevada com o mês de nissan, era necessária uma duplicação, isto é, um segundo adar. Em um ciclo de 19 anos, sete deles eram compostos por 13 meses dentro do calendário lunissolar dos judeus para compensar a menor quantidade de dias do calendário lunar em relação ao calendário solar. Retrocedendo 19 anos a partir do ano 1 a.C., nota-se que somente os anos 4 e 5 a.C. seriam anos de 12 meses, pois dentro do ciclo de 19 anos o 3º, 6º, 8º, 11º, 14º, 17º e 19º foram anos de 13. Portanto, o possível ano do nascimento de Jesus está localizado entre 4 e 5 a.C. e teria ocorrido entre setembro e outubro, na semana da Festa dos Tabernáculos.
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eria muito bom se tivéssemos todos os dados sobre o nascimento e a vida do nosso Salvador, o grande personagem do Natal, mas não temos, especialmente no que se refere aos Seus primeiros anos. É evidente a dificuldade de traçar a ordem cronológica dos eventos da vida de Jesus, visto que não foi a intenção dos autores do Novo Testamento descrevê-los detalhadamente. Devido à vastidão do Império Romano nos tempos de Cristo, com territórios e calendários variados, diferenças culturais e religiosas, todas as tentativas de estabelecer uma data para o nascimento de Jesus sempre serão imprecisas. No período helênico, os calendários siríacos locais variavam até mesmo de cidade para cidade. Contudo, as iniciativas para conhecer melhor o início da vida de Jesus são válidas, embora não sejam tão eficazes. Nos evangelhos pouco é relatado acerca da infância de Jesus. Do ponto de vista da datação de Seu nascimento, praticamente todos os livros do Novo Testamento guardam silêncio. Apenas os livros de Mateus e Lucas falam diretamente a respeito desse evento. Lucas entra na discussão quando menciona o 15º ano do início do governo de Tibério (Lc 3:1, 23). No Oriente, principalmente em Antioquia, onde provavelmente Lucas tenha escrito seu evangelho, era comum que se fizesse uma contagem a partir do tempo em que o imperador começava a governar sozinho. Assim, o 15º ano de Tibério corresponderia ao ano romano de 779-780, ou 26-27 d.C. Por esse viés, retrocedendo 30 anos (a idade aproximada de Jesus [Lc 3:23]), o nascimento Dele teria ocorrido por volta de 3-4 a.C. A morte de Herodes provavelmente tenha ocorrido logo após um eclipse lunar entre março e abril do ano 4 a.C., pois foi nessa ocasião que aconteceu um fenômeno do tipo e não antes nem depois. Assim, dada a informação da morte de Herodes no ano 4 a.C., e tendo Jesus provavelmente 2 anos ou menos (Mt 2:16), podemos inferir que Jesus teria nascido entre 4 e 6 a.C. Outro indício com respeito à data do nascimento de Jesus é visto em Lucas 1:5. Zacarias, pai de João Batista, era sacerdote do turno de Abias (oitavo turno). Os sacerdotes se reuniam em 24 turnos conforme suas famílias para organizar o serviço do santuário (1Cr 24:1-4, 7-19). O oitavo turno (de Abias) executava suas atividades após a Festa do Pentecostes, visto que cada turno tinha duração de sete dias (1Cr 9:25; 2Cr 23:8). Porém, na época de três das grandes festas judaicas (Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos), todos os 24 grupos deveriam se apresentar. Assim, o turno de Abias provavelmente tenha ocorrido no segundo sábado do mês de sivan (maio-junho). Logo após o fim do turno de Zacarias, Isabel ficou grávida (Lc 1:24). Tendo em vista que o turno dos sacerdotes durava sete dias, Zacarias terminou seu turno na terceira semana de sivan (maio-junho). Acrescentando-se nove meses de gestação, chegamos ao nascimento de João Batista no mês de nissan (marçoabril), período da Páscoa.
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EQUIVALÊNCIA DE MESES ENTRE OS CALENDÁRIOS
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Número de dias
Ao descrever a genealogia de Jesus, Lucas diverge de Mateus, posicionando-a posteriormente (Mt 1:1-17; Lc 3:23-38), embora os dois evangelistas intencionem demonstrar Cristo sob a ótica divino-humana. Segundo Mateus, a genealogia está dividida em três partes de 14 personagens: de Abraão a Davi, de Davi até o exílio em Babilônia e do exílio até Cristo (Mt 1:17). Mateus apresenta uma sequência de pai para filho (“Abraão gerou...”). Já Lucas descreve de filho para pai (“filho de...”), finalizando com “Filho de Deus” (Lc 3:38), mostrando Cristo como “o ente Santo”, “chamado Filho de Deus” (Lc 1:35). Após a genealogia, a história de Jesus continua. O sacerdote Zacarias exercia sua função no templo, quando o anjo informou-o: “Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João” (Lc 1:13). Depois de algum tempo, em alguma cidade da Judeia, Maria encontrou Isabel em avançada gestação (Lc 1:39). Ouvindo a voz de Maria, João Batista moveu-se dentro de Isabel, que exaltou o Senhor. De igual modo, Maria expressou sua gratidão, permanecendo na casa de Isabel durante três meses (Lc 1:56). Após o retorno de Maria para a cidade de Nazaré, João Batista nasceu. Por ocasião do decreto de César Augusto exigindo o recenseamento, José e Maria saíram de Nazaré e se dirigem a Belém, onde nasceu Jesus (Lc 2:1-7). Esse fato é marcado por outro encontro nas imediações de Belém: a visita de mensageiros celestes aos pastores (Lc 2:8, 9), que durante a noite “conversavam entre si acerca do prometido Salvador, e oravam pela vinda do Rei” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 47). Então os pastores se dirigiram a Belém, encontrando o bebê (Lc 2:8-17).
O relato sagrado informa: “Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém”, guiados pela estrela. A procura dos magos pelo Rei chegou aos ouvidos de Herodes, provocando alvoroço em Jerusalém, por causa da indagação: “Onde está o recémnascido Rei dos Judeus?” (Mt 2:1, 2). Mesmo conhecendo sobre o Messias, os judeus se recusavam a admitir que o Redentor de Israel viesse de forma discreta (Mt 2:4-6). Entre o nascimento de Jesus e a chegada dos magos, ao que tudo indica, Ele foi apresentado no templo. Isso ocorreu aos 40 dias de vida do menino, isto é, 33 dias após a circuncisão (Lc 2:21-38; cf. Lv 12:2-8). O sacerdote, sem perceber quem estivera em seus braços, julgando Maria e José pelas simples vestes, devolveu a criança aos braços da mãe escrevendo o nome “Jesus” como primeiro filho (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 52). Esse Jesus, contudo, foi reconhecido como o Redentor por personagens não ilustres (Lc 2:25-38). Após a visita dos magos, eles recebem uma mensagem para voltar por outra rota (Mt 2:12). E um anjo ordenou que José e Maria fugissem para o Egito a fim de proteger a criança (Mt 2:13-18; cf. Os 11:1). “Tendo Herodes morrido” (Mt 2:19), José foi advertido a voltar para Israel, habitando em Nazaré (Mt 2:23; Lc 2:39). Ali Jesus cresceu. PERÍODO DE SILÊNCIO Em toda a Escritura, encontramos apenas uma referência aos chamados “anos ocultos” de Jesus. Em Lucas 2:41-52 há uma menção ao menino Jesus, então com 12 anos, indo com a família de Nazaré para Jerusalém a fim de celebrar a Páscoa. Terminada a festa típica, retornando seus pais para casa, perceberam que Ele havia ficado em Jerusalém. Procurado durante três dias, Jesus foi encontrado no templo discorrendo sobre as Escrituras. “E todos os que O ouviam muito se admiravam” (Lc 2:47). Isso é tudo. Quando Jesus volta a aparecer no relato bíblico, já é adulto. Em 27 d.C., com cerca de 30 anos de idade, foi batizado por João Batista
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FESTA DAS LUZES Muitos cristãos gostam das luzes do Natal. Mas será que a luz realmente tem algo que ver com essa ocasião? Para o teólogo Richard Davidson, se fosse para eliminar os símbolos associados ao Natal e deixar apenas um, a escolha seriam as luzes, pois ele vê evidências bíblicas de que a encarnação de Jesus ocorreu na época do Hanukkah (“dedicação” ou “inauguração”), o Festival das Luzes. Pelos cálculos dele, no artigo “Christmas Festival of Lights”, publicado em 2006 na revista Andrews University Seminary Studies, Jesus teria sido concebido por volta da época do Natal (dezembro) e nascido no período da Festa dos Tabernáculos (setembro-outubro). Segundo Davidson, não seria por acaso que João (1:9, 14) conecta o tema da encarnação de Jesus com a luz, se é que ele estava realmente consciente de que o Salvador foi concebido durante o festival que celebra a vitória da luz sobre a escuridão. No momento mais escuro da história, a Luz verdadeira veio ao mundo.
dezoito anos, depois de haver reconhecido ser o Filho de Deus, reconheceu também os laços que O ligavam ao lar de Nazaré, e cumpria Seus deveres de filho, irmão, amigo e cidadão” (O Desejado de Todas as Nações, p. 82). Em resumo, os evangelhos apresentam um “eloquente” silêncio sobre os “anos ocultos” da vida de Jesus Cristo. Eles não inventaram relatos fantasiosos sobre o Salvador. “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez”, comenta João. “Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos” (Jo 21:25). O que foi registrado sobre a vida de Jesus é suficiente para que possamos crer e ter a vida eterna. Jesus foi um ser real. Nasceu, cresceu e viveu na Palestina. Isso é história. Mas tudo o que Ele experimentou só tem valor se fizer parte da sua história. Isso é redenção. ]
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e deu início ao Seu ministério público (Lc 3:23). Contudo, por inferência bíblica, como foi a vida Dele entre os 12 e 30 anos? Lucas 2:40 e 52 registra resumidamente o período de juventude de Jesus. Parece que o evangelista não estava interessado em narrar esse período, e sim em “estabelecer o sentido de missão de Jesus, e como o Senhor Se preparava para ela” (Craig A. Evans, Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Lucas, p. 56). O verso 40 marca a transição da infância à juventude de Jesus, e o verso 52, da juventude à fase adulta. E nos dois textos a graça de Deus é enfatizada: “e a graça de Deus estava sobre Ele” (Lc 2:40); “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (Lc 2:52). Para os judeus, os 12 anos eram a linha divisória entre a infância e a juventude. Aos 13 anos de idade, o jovem era considerado filho da lei, devendo assim cumprir todos os deveres religiosos dos adultos. E esperava-se dele que fosse a Jerusalém todos os anos e participasse das principais festas instituídas pelo Senhor. Alguns imaginam que Jesus deve ter sido ensinado como qualquer outra criança, sendo aprendiz de algum rabino. Porém, tal ideia não tem fundamento bíblico, uma vez que Ele não foi membro de nenhuma escola rabínica, e os mestres da lei sabiam disso (Mc 1:22). Ao que parece, os primeiros professores de Jesus foram seus próprios pais (Lc 2:42, 52). De acordo com Ellen G. White, “ao avançar da infância para a juventude, [Jesus] não procurou as escolas dos rabis. Não necessitava da educação obtida de tais fontes; pois Deus Lhe servia de instrutor” (O Desejado de Todas as Nações, p. 70). Há fortes evidências de que Jesus viveu na companhia de Seus pais em Nazaré até o início do Seu ministério público. Nazaré era uma vila pequena, entre as colinas da baixa Galileia. Distava uns 80 km de Jerusalém. Os escritores bíblicos retratam que Jesus foi criado em Nazaré (Lc 2:51; 4:16) e que Ele foi “de Nazaré da Galileia” para ser batizado por João Batista no rio Jordão (Mc 1:9). E, após o aprisionamento de João Batista, Jesus, “deixando Nazaré, foi viver em Cafarnaum” (Mt 4:12 e 13). Por haver morado em Nazaré boa parte dos anos de Sua vida, Jesus era conhecido pelas pessoas como “o Nazareno” (Mt 2:23; 26:71; Lc 18:37; Jo 1:45, 46; 18:5, 7; 19:19). Nessa cidade, residiu com Seus quatro irmãos (Tiago, José, Simão e Judas), além de irmãs não nomeadas pelos evangelhos (Mt 13:55-57; Mc 6:3-4). Ao que consta, a família de Jesus teria pelo menos nove componentes. Segundo a Bíblia, José, o pai de Jesus, era carpinteiro (tekton) em Nazaré e tinha seu próprio negócio naquele pequeno vilarejo (Mt 13:55). Numa passagem paralela, Marcos apresenta Jesus sendo reconhecido como carpinteiro (tekton) por Seus contemporâneos (Mc 6:3). O evangelista revela que Jesus aprendeu o ofício e trabalhou com José. Em todos esses anos considerados “ocultos” em que viveu em Nazaré, Jesus já sabia quem Ele era e reconhecia Sua filiação divina e missão messiânica (Lc 2:49). Ellen G. White comenta que, depois do episódio ocorrido no templo, Jesus voltou de Jerusalém com Seus pais e ajudou-os na vida diária. E ocultava dentro de Si o mistério de Sua missão, esperando submisso o tempo designado para iniciar Sua obra. “Durante
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LEONARDO GODINHO NUNES é diretor do Seminário Adventista de Teologia na Bahia; FRANCISCO NATANNAEL GOMES DE LIMA, FREDERICO DAMÁSIO CAIRO e JOÃO RENATO ALVES DA SILVA
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são graduados em Teologia pelo mesmo seminário Depto. Arte
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RELACIONAMENTO
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JESUS É A REFERÊNCIA DE COMO DEVEMOS TRATAR AS PESSOAS
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KAREN HOLFORD eus sorriu lembrando-Se da profunda alegria que sentiu ao modelar no barro o corpo escultural de Adão. Então, Seus dedos amorosos estavam esculpindo Eva, a mulher perfeita tomada da costela do primeiro homem. Para trazer Seus filhos à existência, bastava Ele falar e o primeiro casal apareceria, semelhantemente ao que ocorreu com o restante da criação. Porém, Deus quis mostrar apreço especial por esses seres inteligentes ao moldá-los com Suas próprias mãos. Imprimiu neles Sua própria imagem, criando-os para um relacionamento amoroso. Adão e Eva eram iguais e se complementavam.
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Cuidariam um do outro, da própria família e de toda a criação (Gn 1:26-28). Nós somos igualmente preciosos para Deus, criados para viver em harmonia uns com os outros, abençoando uns aos outros, sendo humildes, incentivando e protegendo uns aos outros, independentemente de idade, sexo, etnia ou qualquer outra diferença. Ninguém tem o direito de abusar do outro, nem humilhar, machucar e controlar qualquer pessoa. Por milhares de anos, movidos por orgulho e egoísmo, muitos fizeram mau uso do poder e optaram pelo abuso, pela coerção e violência. Crianças, mulheres, estrangeiros e outras pessoas vulneráveis sempre foram as vítimas preferidas de lideranças opressoras. Contudo, os devastadores e destrutivos desequilíbrios de poder não fazem parte do plano de Deus, seja nas relações entre senhor e servo, judeu e gentio, adulto e criança ou homem e mulher. Os que exercem poder sobre outros muitas vezes são
Foto: Annie Sharina Spratt Mae Agellon
A personificação do amor
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REFERÊNCIA EM JESUS Jesus nasceu neste mundo arruinado por aqueles que haviam usado erroneamente seus poderes espirituais, físicos, emocionais e intelectuais. Ele veio para resgatar os relacionamentos à mutualidade amorosa originalmente planejada por Deus, curando os quebrantados, valorizando os oprimidos e mostrando como viver para servir. O convívio social do Mestre foi marcado pelas virtudes descritas por Paulo como fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gl 5:22 e 23). Quando a mulher flagrada em adultério foi jogada aos pés de Jesus como um saco de lixo (Jo 8), por exemplo, Ele escreveu na areia uma série de pecados ocultos, e cuidadosamente os apagou, mostrando respeito pela dignidade de todos. Ele a aceitou, perdoou e transformou completamente a vida dela. Pela primeira vez, ela compreendeu o que significava ser verdadeiramente amada. Em outra situação, Jesus saiu do Seu caminho para Se encontrar com a mulher samaritana que tirava água do poço sob o calor do meio-dia. O desprezo entre judeus e samaritanos era mútuo, mas Jesus Se recusou a julgá-la ou Se aproveitar de Sua posição de homem judeu. Ele escolheu tornar-Se vulnerável e simplesmente pedir a ela água para beber. Ela foi surpreendida pela gentileza e o tratamento digno oferecido por aquele Desconhecido, ainda mais porque Ele mostrou conhecer os maiores segredos do coração dela. Por meio daquela conversa, Jesus recuperou o valor dela como ser humano e a fez ter certeza do amor de Deus. Como resultado, ela saiu com confiança para evangelizar sua cidade inteira (Jo 4:1-42). Por sua vez, num outro relato, espremido por uma multidão, Jesus foi tocado por uma mulher que sangrava havia muitos anos. Ela estava exausta, financeiramente falida e oprimida. Por isso, ela acreditava que sua única esperança era tocar a barra do manto de Jesus e desaparecer no meio do povo que O seguia. Jesus ouviu o clamor do coração daquela mulher e sentiu fé em seu toque. Embora poderoso, Ele era humilde. Não atribuiu a Si a cura, mas à confiança da mulher Nele (Mc 5:34). Cristo havia restaurado tanto a saúde quanto a dignidade daquela filha de Deus.
NENHUMA ATITUDE
TOLEROU OFENSIVA E DE SUPERIORIDADE CONTRA QUALQUER SER HUMANO. ELE DEFENDEU ABERTAMENTE OS MAIS VULNERÁVEIS, MESMO QUANDO SUA VOZ ERA A ÚNICA
Mais um exemplo. Uma pobre viúva, envergonhada, havia colocado dois centavos na salva de ofertas. Ela saiu rapidamente, mas Jesus a percebeu. Falando alto o suficiente para que ela ouvisse (Lc 21:3), Ele expressou Sua profunda apreciação pela fiel generosidade dela. Aquele reconhecimento público do Mestre fez com que ela deixasse o templo naquele dia, quem sabe com lágrimas nos olhos, porque ela havia enxergado que era mais preciosa que todo o dinheiro do mundo diante de Deus. Um último relato. Cheia de amor e gratidão, Maria derramou perfume sobre os pés de Jesus (Jo 12:3). Quando Simão e Judas usaram aquele momento para envergonhá-la e insultá-la, Jesus os fez calar. Ele não tolerou aquele abuso verbal. O texto deixa claro o nítido contraste entre o cinismo cruel deles e a maneira gentil e eloquente de Jesus. Ele também elogiou publicamente Maria e, com firmeza, colocou aqueles homens abusivos no seu devido lugar. Hoje, Ele nos convida a seguir Seu exemplo.
IMITANDO CRISTO Jesus demonstrou profundo respeito e carinho por todos, inclusive em relação aos desprezados pela sociedade da época. Ele não tolerou nenhuma atitude ofensiva e de superioridade contra qualquer ser humano. Ele defendeu abertamente os mais vulneráveis, mesmo quando Sua voz era a única. Ele usou Seu poder para equilibrar este mundo desequilibrado por Satanás. Paulo resumiu assim a maneira com que devemos nos inspirar no exemplo de Jesus: “Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios” (Rm 12:10, NVI). Quando usamos mal nosso poder e desrespeitamos os outros, caímos muito mais baixo do que as pessoas a quem empurramos. Porém, quando seguimos o exemplo de Jesus, amando e respeitando os outros, chegamos mais perto do plano original de Deus para nós e nossos relacionamentos. ] KAREN HOLFORD é terapeuta familiar e diretora do
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motivados por inclinações que não são as mais nobres. Pior ainda, representam mal o caráter amoroso e protetor de Deus.
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Ministério da Família da Divisão Transeuropeia da Igreja Adventista
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COMPORTAMENTO
RESP Ouv com meir mãe três i nam dão Q no te part lei. S que Seu dura infor a res pala relat e qu N vez, vinh temp não ciou Filho de co Po Jesus a Joã para a su prof dian para uma Sua
m nosso tempo, infelizmente, os noticiários estão repletos de reportagens sobre assédio sexual, abuso e maus-tratos contra as mulheres. O pior é constatar que esse não é um fenômeno recente. Quem sabe, se Jesus estivesse entre nós hoje, ergueria a voz em público para ler o seguinte texto: “O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Ele Me ungiu para pregar boas-novas aos pobres. Ele Me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos” (Lc 4:18, NVI).
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Aprenda com o Mestre CRISTO DEMONSTROU RESPEITO E CUIDADO PELAS MULHERES NUMA ÉPOCA EM QUE AS CULTURAS JUDAICA E GRECO-ROMANA AS DEPRECIAVAM GEOFFREY G. MBWANA
DESDE O PRINCÍPIO A expressão fundamental do respeito de Deus pela humanidade pode ser traçada desde o princípio, quando Ele nos criou à Sua imagem. Embora o pecado tenha deformado esses traços, ainda assim homens e mulheres partilham dele. Essa igualdade entre homens e mulheres é evidenciada pelo fato de Eva ter sido criada a partir do corpo de Adão, sua costela, e pelo fato de o primeiro homem ter olhado para a primeira mulher e se identificado com quem ele viu (Gn 2:23). Mesmo Adão tendo sido criado primeiro, seu valor era igual ao de Eva. Paulo faz referência ao relato de Gênesis, aconselhando que cada marido deveria amar a esposa como a seu próprio corpo, como a si mesmo (Ef 5:28). O fato é que Deus ama tanto os homens como a mulheres e é Seu desejo que a humanidade haja de idêntica maneira. Podemos inferir isso especialmente ao notar como Jesus tratou as mulheres durante Seu ministério. A postura Dele foi revolucionária. De modo geral, a cultura greco-romana e judaica de Sua época consideravam as mulheres inferiores aos homens. Ele, porém, foi na contramão da atitude de Seu tempo, reconhecendo a dignidade das mulheres.
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TRANSPONDO AS BARREIRAS CULTURAIS O encontro de Jesus com a mulher samaritana no poço também nos ajuda a entender a postura anticultural Dele no trato com as mulheres. Ao sentar-Se no poço em plena luz do dia e respeitosamente pedir água à mulher, Ele derrubou a barreira de um preconceito. Não sem razão, a mulher ficou chocada: “Como o senhor, sendo judeu, pede a mim, uma samaritana, água para beber”? (Jo 4:9, NVI). Jesus não olhou para as mulheres pelas lentes da cultura hegemônica de Seu tempo. Ele olhou para elas como o Deus que as criou teria olhado. Jesus não assediou aquela mulher nem procurou abusar dela. Ele procurou honrar e restaurar seu valor, oferecendo o que ela mais precisava: a água da vida (v. 10).
AS PRÁTICAS
O MAIOR AMOR Um último exemplo. A mulher flagrada em adultério foi levada a Jesus pelos mestres da lei e fariseus. Ao que parece, intencionalmente os acusadores dela não levaram o homem com quem ela havia adulterado. Então Jesus ordenou que os acusadores que não tivessem pecado apedrejassem a mulher. Contudo, ninguém levantou a mão e todos foram embora. Voltando-Se para a mulher, Ele disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou? [...] Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado” (Jo 8:10, 11, NVI). Ao não mencionar o adultério, Jesus repreendeu o tratamento injusto que os acusadores queriam dar para a mulher. Mais uma vez o Mestre Se levantou contra práticas culturais depreciativas em relação às mulheres. O fato é que a cruz de Cristo é a maior expressão de amor e respeito igualitário dado por Deus em relação a homens e mulheres. A vida de Jesus foi oferecida por todos, indistintamente. As práticas culturais que depreciam, difamam, assediam ou abusam de mulheres são contra o espírito de Jesus. A linguagem e a postura Dele são de amor e respeito, elevando assim a dignidade de cada ser humano. ]
CULTURAIS QUE DEPRECIAM, DIFAMAM, ASSEDIAM OU ABUSAM DE
MULHERES SÃO CONTRA OS ENSINOS E A
POSTURA DE JESUS
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Na casa de Simão, Judas sugeriu que o perfume com o qual Maria ungiu os pés de Jesus fosse doado para a causa dos pobres. Contudo, imediatamente Jesus defendeu Maria: “Deixe-a em paz; que o guarde para o dia do Meu sepultamento” (Jo 12:7, NVI). Quando um grupo de mulheres judias levou seus filhos para Jesus abençoar, o que já era uma iniciativa anticultural, os discípulos não permitiram. Percebendo isso, Jesus interrompeu Seus ensinamentos e ordenou: “Deixem vir a Mim as crianças e não as impeçam; pois o reino dos Céus pertence aos que são semelhantes a elas” (Mt 19:14, NVI). Dessa maneira, Cristo confirmou o valor das crianças, bem como das mulheres. Entendemos que desse relato podemos identificar um princípio aplicável a todas as culturas e épocas.
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RESPEITO E CUIDADO AMOROSO Ouvimos com frequência que, se você quer saber como um jovem vai tratar sua esposa, veja primeiro como é o relacionamento dele com sua mãe e suas irmãs. A Bíblia apresenta apenas três incidentes mais específicos sobre o relacionamento de Jesus e Maria, mas todos eles nos dão a ideia de que Ele era cordial e respeitoso. Quando Jesus foi esquecido pelos Seus pais no templo, por exemplo, eles O encontraram participando de um debate com os mestres da lei. Sua mãe O questionou e Cristo respondeu que era esperado que Ele estivesse na casa do Seu Pai (Lc 2:49). Essa não era uma resposta dura e desrespeitosa. O propósito Dele era informar os pais. Maria não ficou ofendida com a resposta; ao contrário, ela guardou aquelas palavras no coração (Lc 2:51). No desfecho do relato, Lucas registra que Jesus foi para Nazaré e que Ele era obediente aos Seus pais. No contexto do casamento de Caná, por sua vez, Maria relatou a Jesus que não havia mais vinho fresco para os convidados. Embora o tempo de o Mestre iniciar Seu ministério público não houvesse ainda chegado, Jesus providenciou o vinho. O fato de Maria pedir para seu Filho adulto é um indicativo do relacionamento de confiança e respeito que havia entre eles. Por fim, quando estava pendurado na cruz, Jesus olhou para Sua mãe e disse (referindo-Se a João): “Aí está o seu filho”. Então, olhando para o discípulo João, o Mestre disse: “Aí está a sua mãe” (Jo 19:26 e 27, NVI). Jesus amava profundamente Sua mãe. Por isso, mesmo diante da morte, Ele providenciou alguém para cuidar dela. Em Maria, Jesus enxergava uma pessoa digna de duplo respeito: por ser Sua mãe e ao mesmo tempo filha de Deus.
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GEOFFREY G. MBWANA, natural da Tanzânia, é vicepresidente da sede mundial da Igreja Adventista
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Trabalho em equipe CONHEÇA UM PROJETO DA ADRA QUE JÁ CAPACITOU DUAS MIL MULHERES DE MADAGÁSCAR PARA COMBATER A MALÁRIA E A MORTALIDADE INFANTIL KIMI-ROUX JAMES
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ara todos os que assistem ao telejornal ou conferem as notícias pelo celular ou tablet, as manchetes frequentemente contêm vários relatos de insultos e violência contra as mulheres. De fato, essas histórias podem ser encontradas todos os dias, em todas as partes do mundo.
Mas para um homem de Madagáscar, país insular na costa leste da África, não é suficiente ouvir essas histórias e se sentir mal com elas. Ao contrário, ele vê a possibilidade de agir em relação ao assunto como parte central de suas crenças como um servo de Deus. Com o apoio da esposa, ele passou a trabalhar com projetos de educação em saúde, a fim de beneficiar mães de família dessa região do mundo. Jean Rasamiarisoa, 42 anos, é um agricultor que trabalha muitas horas por dia. Ele e a esposa, Hanta, de 37 anos, têm sete filhos. Hanta permanece em casa cuidando das crianças, preparando as refeições, lavando e costurando as roupas da família. “Na cultura malgaxe, cuidar das crianças é tradicionalmente considerado um trabalho de mulher”, diz Mireille Ravoninjatovo, diretor de comunicação da ADRA Madagáscar, a agência humanitária adventista no país. No entanto, na comunidade Ampitanam, no centro-sul de Madagáscar, esse casal se empenhou para oferecer informação a respeito de saúde e higiene feminina e infantil. UNINDO ESFORÇOS Por vários anos, a comunidade de Jean e Hanta foi assolada pela pneumonia, diarreia e desnutrição. E o número de mortos na R e v i s t a A d ve n t i s t a // A d ve n t i s t Wo r l d // Dezembro 2018
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AÇÃO SOCIAL
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CONHECIMENTO É PODER Desde de que o programa Astory foi criado, tremendas mudanças têm ocorrido por meio do esforço das agentes locais. Assim como Hanta,
ANALFABETA,
muitas delas se dispuseram a ensinar mulheres e suas famílias sobre melhores práticas de saúde. A atuação delas têm colaborado para que haja mudança de hábitos na comunidade. “As pessoas faziam suas necessidades fisiológicas ao ar livre, não lavavam as mãos com sabão e, quando estavam doentes, não iam ao hospital”, diz Jean. Jean e Hanta perceberam um impacto positivo na própria família. Eles notaram que seus filhos, após ouvirem as aulas dos pais, desenvolveram hábitos mais saudáveis e não mais ficaram doentes. O número de pessoas com diarreia e malária tem sido significativamente reduzido. Hanta está muito feliz com o trabalho que tem realizado e agradece o esposo por tê-la apoiado quando ela pensou em desistir do curso por ser analfabeta. Hanta se matriculou também no curso de alfabetização oferecido no projeto Astory. Sua leitura tem melhorado e ela tem servido com o esposo na conscientização da comunidade quanto à saúde preventiva. “Trabalho com minha esposa porque gosto do tipo de informação que o projeto oferece e das mudanças que percebo na comunidade. Quero ser um modelo para outras famílias da minha vila”, disse Jean. “Quero que façam o que faço e que cuidem da saúde da esposa e da família. O homem deve apoiar sua esposa, não maltratá-la; deve ajudá-la e permanecer ao seu lado”, resume o agricultor. Ele aprendeu que, como filha de Deus, cada mulher deve ser honrada, amada, apoiada e respeitada. A ADRA continua atuando por meio de projetos como o Asotry em Madagáscar e em outras regiões da África. Iniciativas como essas possibilitam que ferramentas, conhecimento, microcrédito e assistência veterinária cheguem aos pequenos agricultores e pecuaristas. Dessa maneira, e com o engajamento das famílias e líderes locais, o amor e o cuidado de Deus por todos Seus filhos – sejam eles homens, mulheres, meninos ou meninas – podem ser demonstrados ao redor do mundo. ]
COM O APOIO DO ESPOSO HANTA CONSEGUIU SE TORNAR UMA INSTRUTORA VOLUNTÁRIA E LEVAR ORIENTAÇÃO SOBRE SAÚDE E HIGIENE
PESSOAL PARA AS FAMÍLIAS DE SUA COMUNIDADE
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área de Ampitana continuava crescendo. Até que em 2014, com a ajuda da Agência Americana de Desenvolvimento Internacional (USAID), foi fundado o projeto Asotry, que significa “colheita” em malgaxe (idioma do país). O programa de segurança alimentar terá cinco anos de duração. Em contato com a comunidade de Ampitana, a ADRA nomeou algumas mulheres como “mães-líderes”. Essas voluntárias receberam treinamento na área de saúde e combate à desnutrição, a fim de se tornarem multiplicadoras da iniciativa. A ideia é melhorar o acesso daquelas pessoas aos alimentos e o preparo delas para enfrentar possíveis desastres naturais. Uma frente importante do projeto é atuar com as gestantes e mães de crianças pequenas a fim de reduzir a mortalidade infantil. As líderes locais visitam as casas e oferecem instrução sobre nutrição, amamentação, cuidado pré-natal e higiene pessoal. Desde o início do programa, há quase quatro anos, 2 mil multiplicadoras foram treinadas e 16 mil mulheres beneficiadas. “Quando Hanta e Jean ouviram sobre o projeto Asotry, tiveram dúvida se deveriam participar. O maior problema foi o fato de Hanta ser analfabeta, e tanto ela como o esposo temiam que esse problema a incapacitasse de instruir outras mulheres”, relata Mireille Ravoninjatovo. Por insistência de outros membros da comunidade, Hanta concordou em fazer o curso. Durante o treinamento, porém, ela não conseguia acompanhar as lições. A dificuldade foi tamanha que o instrutor dela sugeriu que Hanta desistisse. Ela também pensou em desistir, mas, vendo seu esforço, o esposo a apoiou para que terminasse o curso. Ele foi além. Ajudou a esposa a organizar seu próprio grupo de capacitação e listou todas as mulheres que ela precisava visitar. Jean passou a ter uma dupla jornada: passava horas na lavoura e outra parte do tempo ajudando a esposa com as visitas e capacitações. Para legitimar o trabalho da esposa nas palestras para grupos maiores, ele a apresentava para o grupo, recomendando que todos atentassem para as orientações que ela ofereceria. De tanto ouvir a esposa explicar os mesmos procedimentos, Jean acabou decorando as aulas e ministrou algumas em certas ocasiões.
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KIMI-ROUX JAMES trabalha na área de estratégia de comunicação da ADRA
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VISÃO GLOBAL
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ue privilégio estar em Battle Creek, Michigan (EUA), refletindo no tema: “O passado com um futuro: Inspirados pelo passado para seguirmos em frente com a direção de Deus”. O Senhor tem guiado Seu povo e está prestes a completar Sua obra final por meio dele, proclamando as três mensagens angélicas de Apocalipse 14, e a quarta mensagem angélica de Apocalipse 18, chamando as pessoas para que saiam da confusão espiritual de Babilônia e aceitem a verdade bíblica completa. O cerne das três mensagens angélicas é a justiça de Cristo e o retorno de Seus filhos para o culto verdadeiro a Deus, como preparo para a breve vinda de Jesus. A sociedade contemporânea está repleta de influências que procuram desviar a igreja de Deus da missão de proclamar a verdade profética a ela confiada pelo Céu. Por isso, minha mensagem é para cada membro da igreja ao redor do globo, incluindo cada um de nós aqui em Battle Creek, uma vez que todos somos membros de uma igreja local, em algum lugar. “Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois Aquele que prometeu é fiel” (Hb 10:23). Permaneçamos firmes à confissão de nossa fé, como os pioneiros fizeram. Eles enfrentaram muitos obstáculos e antagonismos, assim como nós hoje. Porém, precisamos nos apegar à verdade de Deus, Sua Palavra e Seu amor por Sua igreja. Esta igreja não vai fracassar; ela não irá se desintegrar e permanecerá até o fim.
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Passado e futuro CONSIDERE O ONTEM PARA AVANÇAR RUMO AO AMANHÃ TED WILSON
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PERMANEÇA FIRME Ao vermos o mundo se desintegrando ao nosso redor, é preciso rogar pela chuva serôdia. Deus irá derramar Seu Espírito sobre todos que se humilharem e amoldarem sua vida segundo Sua vontade. Permaneça fi rme à verdade bíblica de que desde a eternidade a Trindade é formada por três Pessoas divinas e iguais. Há os que proclamam algumas heresias antitrinitárias e confusas. Nossos pioneiros enfrentaram a mesma coisa e foram guiados à compreensão correta por meio do estudo das Escrituras e orientação de Ellen White. Pode ser que alguns adotem a ostentação mundana no vestuário pessoal, estilo de vida e conduta. Irmãos e irmãs, permaneçam fi rmes também nesse aspecto, no estilo de vida simples de Deus.
Foto: Daniel Fossum
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Outros, por sua vez, podem supervalorizar problemas sociais e minimizar a relevância das verdades bíblicas na atualidade. Há problemas sociais pertinentes que precisamos atender, mas sempre no contexto da advertência de Deus para o tempo do fim. Conservem o que vocês possuem para que ninguém tome sua coroa da vida (Ap 3:11). Pode ser que enfrentemos os que tentam derrubar a crença na observância do sábado e na criação bíblica, mas permaneçamos fi rmes na verdade de que este planeta foi criado recentemente, em seis dias literais, e que o sábado é o memorial da criação. Lembre-se do dia de sábado para o santificar (Êx 20:8). Pode ser que encontremos aqueles que demonstram desprezo pelos que vivem o estilo de vida simples, saudável e vegetariano, segundo o conselho bíblico e dos escritos de Ellen White. Porém, permaneçamos fi rmes à verdade de Deus.
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Foto: Daniel Fossum
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RESISTA Pode ser que alguns na família da sua igreja manifestem um espírito independente que leve à desunião, mas na igreja há muitos resistindo a esse ataque. Os pioneiros enfrentaram situações semelhantes, e o mesmo Deus que os guiou está nos conduzindo hoje. Há influências fora e dentro da igreja que procuram mudar o casamento bíblico entre um homem e uma mulher. Contudo, permaneça firme à orientação bíblica, que provê parâmetros seguros para a sexualidade humana e o conceito de família. Pode ser que haja em sua igreja aqueles que demonstrem falta de respeito pela autoridade da igreja. Meus irmãos e irmãs, tenham bom ânimo e permaneçam firmes à verdade de Deus. Pode ser que vocês encontrem pessoas que façam comentários depreciativos e demonstrem desinteresse pelo dom profético. Amigos, o ministério de Ellen White é um dos maiores presentes de Deus para Sua igreja no tempo do fim. Continue firme. Alguns podem promover métodos não bíblicos de crescimento da igreja, revelando desconfiança na Palavra de Deus e no conselho inspirado; porém, resistam a essas tentativas. A Bíblia nos diz que devemos julgar todas as coisas e reter o que é bom (1Ts 5:21). Alguns descartam o papel singular do movimento adventista em favor de influências ecumênicas. Evite as concessões do ecumenismo e permaneça firme à verdade de Deus. Outros ainda tentam minimizar, distorcer ou destruir nossa confiança na justiça de Cristo
CRISTO É O
ENTREGA DIÁRIA “Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-lo como Seu”, escreveu Ellen G. White (Parábolas de Jesus, p. 69). No entanto, isso só ocorrerá na medida em que nos rendermos diariamente a Ele. Pode haver ainda alguns que ignoram nossas doutrinas distintivas, criticando o cronograma profético dos 2.300 anos, com desfecho em 1844. No entanto, muitos na igreja estão resistindo a essas tentativas. “Guarda o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós” (2Tm 1:14). Pode haver também na sua igreja local aqueles que introduzem música mundana e estilos de culto não bíblicos. No entanto, há muitos na igreja que estão resistindo a essas tentativas. Alguns desencorajam a ampla distribuição de livros inspirados, como O Grande Conflito. No entanto, Ellen White declarou que esse livro deveria ser distribuído mais do que qualquer outra obra escrita por ela. Mais uma vez, permaneça firme à verdade de Deus.
VERDADEIRO LÍDER DESTA IGREJA. ELE É O ÚNICO QUE
PODE NOS GUIAR EM SEGURANÇA AO LAR
A ÚLTIMA GERAÇÃO Família da igreja, há em nossas fileiras aqueles que menosprezam nossa expectativa de sermos a última geração antes da volta de Cristo. Pergunto: quem não gostaria de fazer parte disso? Que privilégio é reconhecer que Jesus deseja voltar o mais rápido possível! Por isso, devemos estar prontos e continuar pregando nossa esperança. A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi chamada para ocupar um lugar singular na história. Dias difícieis estão diante de nós. Não devemos olhar uns para os outros nem para especialistas de fora, mas fixar, coletivamente e individualmente, nossos olhos em Cristo. Ele é o verdadeiro Líder dessa igreja e o único que pode nos guiar em segurança ao lar (este texto foi adaptado do sermão proferido no Concílio Anual da igreja, em 13 de outubro de 2018). ] TED WILSON é presidente mundial da Igreja Adventista. Você pode acompanhar o
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como um poder que justifica e santifica o pecador. Mas a instrução de Deus permanece relevante: devemos desenvolver nossa salvação com temor e tremor, sabendo que é Deus quem efetua em nós tanto o querer como o realizar (Fp 2:12 e 13).
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líder por meio das redes sociais: Twitter (@pastortedwilson) e Facebook (fb.com.br/ pastortedwilson)
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VIDA ADVENTISTA
O que é isso para tanta gente? A EXPERIÊNCIA DE UM PROFESSOR E TRÊS ALUNOS QUE SE DEPARARAM COM A MISÉRIA HUMANA NA PERIFERIA DE BEIRUTE, NO LÍBANO
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inalmente encontramos Shanifa (nome fictício), que esperava por nós, em pé, perto de uma estátua, em Bourj Hammoud, um subúrbio pobre e superlotado em Beirute, Líbano. Levamos alguns mantimentos que a igreja da Universidade Adventista do Oriente Médio enviou para ela. Aparentava ser mais idosa do que eu imaginava. Ela era magra e parecia preocupada. No entanto, seus olhos brilhavam de expectativa. Ela estava feliz por nos encontrar. Três estudantes e eu a seguimos pela rua, subindo a escada estreita e abarrotada até seu apartamento. Ali, seu esposo estava sentado no sofá com um respirador na boca e no nariz. Aparentemente, ele estava muito doente, como um morto-vivo.
Colocamos no chão da sala de estar nossas sacolas com os mantimentos e nos assentamos nos móveis confortáveis, porém surrados. Shanifa começou pegando as notas das despesas médicas e nos mostrou todos os remédios de que seu esposo necessitava, bem como as vultosas contas hospitalares que precisavam ser pagas. Às vezes, seu esposo abria os olhos; às vezes, não. Olhei para ele e imaginei quanto tempo viveria. Ele puxava seu roupão de banho para se aquecer. Parecia que Shanifa só precisava de alguém com
OUTRA PARADA Então Shanifa quis saber se gostaríamos de visitar a casa de sua filha, distante dali uns dez minutos a pé. Ela perguntou se teríamos alguma coisa para doar à filha, mas já não tínhamos mantimentos. Ela disse que a filha tem uma garota com necessidades especiais. Fizemos uma oração por aquela família necessitada e então saímos para nossa próxima visita. Shanifa nos conduziu por uma rua lotada de carros que passavam desconfortavelmente muito perto de nós. Ela parou em outro bloco de apartamentos escuro e sombrio. Ali encontramos sua filha, Luna, com a pequena Ariane sentada em seu colo. A mãe paciente tentava alimentar a filha, cujo corpo era minúsculo e torcido. Controlei-me para não chorar e lembrei a mim mesmo que estávamos ali para dar um pouco de
Foto: Qasim Sadiq, Firdaus Ansari, Mosoianu Bogdan, Samridhhi Sondhi, Ali Marel, and Marie Couffon De Trevros
quem falar, embora estivesse evidente que ela necessitava desesperadamente de ajuda. Sempre hospitaleira, ela servia balas e doces enquanto conversávamos. Nossos estudantes pensavam alto se conseguiriam a insulina para a diabetes do esposo. O remédio fabricado no Egito devia ser mais barato do que o comercializado no Líbano. Os problemas de Shanifa e o estresse financeiro a faziam falar repetidamente sobre suas lutas, como se não tivéssemos acreditado nela desde a primeira vez.
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CONTROLEI-ME PARA NÃO CHORAR E LEMBREI A MIM MESMO QUE ESTÁVAMOS ALI PARA DAR UM POUCO DE AMOR E APOIO
MAIS POBREZA Luna perguntou se poderíamos visitar seus amigos, descritos por ela como muito, muito pobres. Despedimo-nos e continuamos subindo vários blocos de degraus sujos para fazer outra visita. Finalmente, chegamos à porta e fomos recebidos por um senhor idoso, com apenas dois dentes tortos. Ele nos mandou entrar. A sala bagunçada tinha um odor tão forte de cigarro que era difícil evitar a tosse. Havia bem pouco ar naquele ambiente. A esposa do homem, impressionantemente magra, estava acamada. Nos assentamos para conversar. Fiquei surpreso com o fato de que o marido falava inglês, mas eu precisava prestar atenção para entendê-lo. Num lindo quadro, Jesus era retratado em pé sobre as águas e salvando Pedro, que estava afundando. Na parede atrás de mim estava a cena da Última Ceia. Os quadros tinham sido pintados pelo filho deles. Na sala havia algumas cadeiras simples e duas camas. A esposa conseguiu sentar-se. Era diabética e tinha problemas cardíacos. Um pacote enorme de cigarros estava sobre a mesa próxima a ela, presumivelmente do seu esposo. Ele nos mostrou os pés dela com os dedos vermelhos e amontoados, parecendo feridos e em carne viva. Ele disse que a esposa não conseguia dormir devido à dor nas pernas. O diabetes estava cobrando caro.
TANTAS NECESSIDADES... Nossa conclusão foi de que as necessidades da humanidade são muitas e de que muito daquele sofrimento poderia ser evitado. Compartilhar o amor de Deus pode fazer muita diferença, mas eu me sentia tão impotente... O que fizemos parecia ser como uma gota no oceano. Foi como os discípulos de Jesus se sentiram diante da multidão que precisava ser alimentada: “O que é isso para tanta gente”? (Jo 6:9, NVI). Visitamos três apartamentos em Bourj Hammoud. Provavelmente houvesse centenas de conjuntos de apartamentos naquele subúrbio e milhares de pessoas pobres que necessitavam de ajuda prática e espiritual. O que são três visitas diante de tanta necessidade? O ponto era que precisávamos fazer o que estava ao nosso alcance. Às vezes estamos muito confortáveis com a realidade, mas naquela oportunidade fiquei frente a frente com as consequências desastrosas do pecado na humanidade. O que podemos fazer não é o suficiente, mas precisamos tentar. Que Deus nos ajude a fazer a diferença, mesmo que seja apenas para uma pessoa. ] GEORGE D. JACKSON é diretor do departamento de Artes e Ciências da Universidade
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Foto: Qasim Sadiq, Firdaus Ansari, Mosoianu Bogdan, Samridhhi Sondhi, Ali Marel, and Marie Couffon De Trevros
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Logo nossa terceira visita caminhava para o fim. Fizemos outra oração e voltamos para a rua movimentada. Os alunos pediram desculpas para o dono de uma loja que, irritado, reclamava do local em que estacionamos nosso carro. No fim, tudo ficou bem. Um dos alunos perguntou: “Podemos ir a algum lugar antes de voltarmos para o campus?” Estávamos todos mergulhados em nossos pensamentos e realmente precisávamos conversar sobre aquela experiência. Foi no shopping que comemos algo e tivemos a chance de falar sobre aquelas visitas comoventes.
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amor e apoio. Mas eu também tenho uma filha, e isso era muito duro para o coração de um pai. Em um instante reconheci minhas bênçãos. Porém, ao mesmo tempo, fiquei impressionado com aquela situação desesperadora. Ariane não parecia muito maior que um bebê. Perguntei a idade dela: 21 anos! Usava fraldas, não falava, apenas sorria. A mãe, Luna, parecia mais velha do que provavelmente era. Ela tentava pacientemente alimentar a filha, que tem problemas para comer devido ao que aparenta ser uma infecção na gengiva. Elas queriam me mostrar qual era o problema, então cheguei perto. A mãe queria me mostrar outra coisa no lado de Ariane, mas adiantei que não sou um profissional de saúde e que não poderia ajudar. Que frustração! Luna explicou que ninguém os ajudava porque seu esposo é estrangeiro. Ela pediu que eu orasse por eles. O que dizer nessa oração? A situação era tão desesperadora... Durante a prece, mencionei que Jesus sempre está conosco, mesmo em tempos difíceis. Pedi por uma bênção sobre aquela família e que os anjos estivessem com eles.
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Adventista do Oriente Médio, no Líbano Depto. Arte
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HISTÓRIA
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A DESCOBERTA DE MANUSCRITOS DE 200 ANOS MOSTRAM QUE UM JESUÍTA ARGENTINO JÁ ACREDITAVA EM ALGUMAS VERDADES BÍBLICAS ANTES DO MOVIMENTO MILERITA AECIO E. CAIRUS
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e atualmente mais de 21 milhões de adventistas do sétimo dia são encontrados em todas as regiões do globo, em grande medida isso é fruto do esforço evangelístico e financeiro dos pioneiros norte-americanos dessa denominação que surgiu na segunda metade do século 19. Porém, o que os manuscritos descobertos recentemente mostram é que algumas das principais crenças proclamadas pelo movimento adventista já eram defendidas por um argentino há 200 anos. Escritos de Francisco H. Ramos Mejía (1773-1828), datados de 1818, revelam que esse sul-americano acreditava na segunda vinda de Cristo pré-milenar, no sábado bíblico e no estado inconsciente dos mortos, antes mesmo de a mensagem de Guilherme Miller conseguir milhares de adeptos nos Estados Unidos.
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Ilustração: Brett Meliti
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ARAUTO ADVENTISTA
ANTES DOS MILERITAS O movimento millerita, que floresceu nos Estados Unidos na década de 1840, foi precedido por um despertamento semelhante na Europa, nos anos 1820. O movimento europeu foi grandemente influenciado pelo livro The Coming of the Messiah in Glory and Majesty (A Vinda do Messias em Glória e Majestade), escrito pelo padre jesuíta Manuel Lacunza, que nasceu no Chile em 1731, mas morreu na Itália em 1801. Contrariando a maioria dos cristãos de sua época, que imaginavam a volta de Jesus para depois da conversão do mundo todo ao cristianismo e um milênio de paz, Lacunza mostrou que a Bíblia localiza a volta de Jesus antes do milênio (pré-milenalista). Em 1825, Edward Irving traduziu o manuscrito de Lacunza para o inglês, e os entusiastas da profecia começaram a estudá-lo durante as conferências de Albury Park (1826-1831), próximo a Londres, na Inglaterra. O diálogo público sobre o assunto se espalhou para outros lugares, publicações e livros. Logo a compreensão de que a segunda vinda aconteceria antes do milênio foi aceita pelas igrejas evangélicas. No entanto, muitas igrejas tradicionais, tanto a católica como as denominações protestantes, estavam “presas” à visão resistente de suas lideranças.
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A IMPORTÂNCIA DE RAMOS MEJÍA Não são somente os adventistas que têm interesse pela história de Ramos Mejía. Ele foi um patriota argentino, eleito membro do conselho municipal de Buenos Aires (1810-1811), que trabalhou como pecuarista, lecionou religião para os indígenas locais e foi o representante
Francisco H. Ramos Mejía descobriu por si mesmo verdades bíblicas que seriam restauradas pelos
dessas comunidades tradicionais em acordos com o governo federal (infelizmente, repetidamente violados pelo próprio governo). Sua proximidade com a população nativa encheu o governo de desconfiança. Em 1821, Ramos Mejía recebeu uma ordem para deixar o território indígena e foi confinado até sua morte na fazenda Los Tapiales, perto da atual cidade de Ramos Mejía, na região metropolitana de Buenos Aires. Os protestantes também se interessam pelo estudo da biografia e das ideias dele, pois, apesar de ter sido educado por jesuítas, Ramos Mejía aderiu a crenças que contrariavam alguns ensinos católicos. Por exemplo, ele rejeitou a crença de que Cristo Se manifesta literalmente no pão e vinho da missa. Para ele, isso era idolatria. Mejía acreditava que a salvação é somente pela fé, e não pelo mérito humano. Ramos Mejía também considerou uma “iniquidade milenar” a doutrina do papa como representante de Cristo e associou a função do pontífice ao poder antagônico de Apocalipse 13:3. Ele considerava de grande interesse a obra de Lacunza, fundamentou sua esperança para a vida além da sepultura somente na ressurreição e seu conceito de humanidade era muito moderno, entendendo o espírito e a vida como a mesma coisa (Jo 6:63).
Já no começo do século 19, Ramos Mejía fez um contraste entre o mandamento do sábado como algo alinhado com a vontade do Criador e a “nota dissonante” da guarda do domingo. Ele afi rmou que, embora o domingo se assemelhe superficialmente ao sábado (como o sacrifício de Caim), falta a ele seu significado intrínseco. Assim, a observância do sábado como o verdadeiro dia de descanso devia ser restaurada. É verdade que os adventistas norte-americanos restauraram várias crenças bíblicas sem a ajuda de Ramos Mejía, mas a descoberta dos escritos desse jesuíta argentino mostram que, ao longo do tempo, pessoas de diversas etnias e culturas conseguiram enxergar por si mesmas, a partir da orientação do Espírito Santo, verdades singulares das Escrituras. A última advertência divina ao mundo deve chegar “a toda nação, tribo, língua e povo” (Ap 14:6). A recuperação desse manuscrito bicentenário pode ser um sinal da providência para nos lembrar de nossa responsabilidade de espalhar urgentemente a mensagem bíblica por todo o globo. ]
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adventistas décadas depois
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ENQUANTO ISSO, NA AMÉRICA DO SUL... Contudo, na América do Sul outro homem pregou esse “pacote completo” de doutrinas hoje identificadas como adventistas do sétimo dia. Algumas décadas antes de o movimento milerita contagiar os Estados Unidos, Francisco H. Ramos Mejía, um argentino formado num seminário jesuíta, adquiriu a obra de Lacunza em 1816 ou 1817. Mejía escreveu muitas notas nas páginas do livro, defendendo não apenas o pré-milenismo, mas também o estado inconsciente dos mortos. Em 1820, em Buenos Aires, ele foi proibido pelo governo de pregar sobre a guarda do sábado e de santificar esse dia. Graças às informações de um jornal protestante publicado em 1913, alguns eruditos adventistas da Argentina e dos Estados Unidos desconfiavam da existência de manuscritos de Mejía. Porém, isso só foi confi rmado em 2016, quando uma parte considerável desses manuscritos foi doada anonimamente. Outro manuscrito de Mejía foi destruído por descendentes dele que se sentiram ofendidos por suas ideias contrárias a vários pontos da teologia católica. Hoje esse material faz parte do acervo da biblioteca da Universidad Adventista del Plata (UAP), na Argentina. O volume recuperado tem 280 notas de Mejía, escritas num espanhol arcaico e com letras apertadas no restrito espaço das margens.
Ilustração: Brett Meliti
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Do outro lado do Atlântico, por sua vez, entre 1816 e 1818, Guilherme Miller havia chegado sozinho à conclusão de que a volta de Jesus seria pré-milenar. Assim, quando o eco do movimento europeu chegou à costa leste dos Estados Unidos, Miller estava inclinado às mesmas ideias. Embora esse pregador batista tenha sido o predecessor mais importante do adventismo do sétimo dia, ele não chegou a aceitar verdades bíblicas como o sábado e o estado inconsciente dos mortos. Essas contribuições teológicas seriam dadas por José Bates, Tiago White e George Storrs.
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AECIO E. CAIRUS, PhD, aposentado, foi professor e diretor do programa de doutorado no Instituto Adventista Internacional de
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Estudos Avançados (AIIAS), nas Filipinas Depto. Arte
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MINHA HISTÓRIA
Natal em Papua-Nova Guiné
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DICK DUERKSEN
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astamos muito tempo tentando trazer as pessoas para nossas igrejas, e com bem pouco sucesso”, confessou frustrado o pastor Dale. “Elas têm medo de nós e se irritam porque queremos tirar suas tradições. Embora alguns sejam batizados quando realizamos séries de evangelismo, muitos retornam imediatamente para seu estilo de vida anterior. É difícil fazer alguém mudar.” Vi tristeza no rosto de Dale. Visto que ele foi missionário por muitos anos, perguntei se tinha descoberto alguma forma de levar a vida de Jesus para as pessoas a quem serviu nas florestas tropicais de Papua-Nova Guiné. “Só uma forma”, disse ele. “Nós realizamos treinamentos e workshops anuais para os líderes jovens da nossa igreja, buscando em oração como Deus desejava que trabalhássemos com as pessoas ao nosso redor. Após certo período, decidimos virar tudo de cabeça para baixo. Em vez de esperar que as pessoas viessem para a igreja, nós passamos a levar a igreja até as pessoas”, explicou Dale.
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TEORIA E PRÁTICA Como parte do treinamento, certo número de jovens começou a imaginar como seria uma igreja sem paredes, bancos ou janelas. Apenas ouvidos, olhos, mãos, pernas e corações. A equipe estudou os evangelhos e o livro de Atos para ver como Jesus e os discípulos foram igreja entre o povo. Eles também estudaram os princípios de discipulado encontrados nos capítulos finais do livro A Ciência do Bom Viver, da pioneira adventista Ellen G. White. “Na minha parte preferida do livro (página 470), ela afirma que o mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável. Ler essas palavras nos fez imaginar maneiras de sermos cristãos amáveis.”
Foto: Zbynek Pospisil
EM VEZ DE TRAZER PESSOAS PARA A IGREJA, JOVENS VOLUNTÁRIOS EXPERIMENTARAM LEVAR A IGREJA ATÉ A COMUNIDADE
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Foto: Zbynek Pospisil
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O IMPACTO DO AMOR O homem doente ficou quieto por um instante. Ele sabia que ninguém mais cuidaria dele daquela maneira. Isso nunca havia sequer passado pela cabeça dele. Pensar que aqueles jovens tinham limpado sua casa, dado banho nele, cortado lenha, levado comida para muitos dias e até cozinhado pra ele… Além das canções e orações, e tudo sem cobrar! As lágrimas escorriam por sua face ao falar para os jovens: “Nosso povo não sabe como fazer o que vocês fizeram por mim hoje. Mas todos precisam aprender a cuidar
das pessoas dessa maneira. Por favor, diga ao seu professor que vamos dar o terreno para vocês. Precisamos de um curso permanente aqui, para que todos os nossos jovens possam aprender a fazer o que vocês fizeram.” Na aula daquela noite, os jovens contaram e recontaram suas experiências com aquele homem. “Agora compreendo o que significa ser amoroso. Significa esquecer de si mesmo e mergulhar fundo nas necessidades de outra pessoa. Significa lavar o cabelo de uma pessoa hostil e limpar suas roupas. Significa cantar canções alegres para pessoas tristes. Significa escolher amar a quem não se deixa ser amado e até mesmo os que tentam nos prejudicar”, testemunhou um dos jovens voluntários. Poucas semanas depois, aquele senhor idoso procurou um dos nossos líderes leigos. “Quero ser batizado”, disse ele. “Mas nunca estudamos com o senhor e o senhor nunca veio à igreja. Por que quer ser batizado?”, questionou o líder local. “Outro dia eu estava doente e seus jovens me viram. Eles limparam minha casa, meu jardim e cortaram lenha. Eles cozinharam para mim e até me levaram ao riacho para me banhar. Se isso é cristianismo, então quero ser cristão!” ] DICK DUERKSEN é pastor e mora em Portland,
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SERVIR QUALQUER UM Alguns jovens encontraram um homem que estava muito doente. Ele não conseguia se movimentar direito; por isso, sua casa e jardim precisavam de cuidado. Ele precisava de alimento e de amigos. Mas o homem era muito hostil. Na verdade, ele desprezava os adventistas e tentou atrapalhar ao máximo o treinamento para os jovens na sua cidade. Ele até enviou espias para que se infiltrassem no acampamento e descobrissem o que estava sendo feito ali. “Naquela oportunidade, os jovens voltaram para as aulas e nem mencionaram que descobriram alguém que precisava de ajuda. Eles estavam com medo de ajudá-lo e precisaram de muito incentivo para voltar à casa daquele homem”, contou o pastor. “Vocês querem me ajudar o dia todo?”, perguntou incrédulo o homem. “Sim, senhor. O senhor se importa?”, responderam os jovens. Chocado, ele concordou meneando a cabeça. Na manhã seguinte, 17 jovens foram à casa dele munidos de facões, ancinhos, machados, pás, panos e sabão. Também levaram para ele alimentos saudáveis suficientes para vários dias. Enquanto um grupo varria e limpava ao redor da casa, outros voluntários limpavam detalhadamente o interior do imóvel. Eles até lavaram à mão a roupa dele e colocaram no varal para secar. Algumas moças fizeram uma refeição saborosa, enquanto os rapazes carregaram seu paciente até o riacho e lhe deram um banho. Enquanto ele estava fora, limparam a esteira em que ele dormia. Lá no riacho, os jovens lavaram o cabelo, o corpo e as unhas de seu novo amigo, cantando e rindo enquanto trabalhavam. Tudo feito por mãos cuidadosas e corações amorosos. Aquele foi o melhor banho que ele já havia tomado. De volta para casa, tudo estava pronto; uma refeição apetitosa foi servida em louças limpas. O homem estava impressionado, mas os jovens ainda não tinham terminado. Eles falaram sobre algumas ervas que podiam ajudá-lo. Cantaram para ele, recitaram algumas promessas da Bíblia e o convidaram a confiar em Deus, pedindo sua própria cura.
UM JOVEM VOLUNTÁRIO DISSE QUE TINHA FINALMENTE APRENDIDO O QUE SIGNIFICA SER AMOROSO: ESQUECER-SE DE SI MESMO E MERGULHAR FUNDO NAS NECESSIDADES DE OUTRA PESSOA
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Como resultado, os jovens de Papua-Nova Guiné realizaram inúmeras e lindas ações para suprir as necessidades básicas dos doentes e daquelas pessoas que estavam passando por grandes mudanças na vida, como o casamento, entrando na vida adulta ou gerando o primeiro filho. Como parte do treinamento, os jovens tinham que praticar na comunidade o que aprendiam na teoria.
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Oregon, nos Estados Unidos Depto. Arte
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BOA PERGUNTA
BEM
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ÁNGEL MANUEL RODRÍGUEZ
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análise dos dois textos bíblicos em questão (1Co 9:21 e Gl 6:2) nos faz pensar mais uma vez em temáticas recorrentes: o papel da lei na vida cristã e a dicotomia que muitos protestantes estabelecem entre lei e evangelho. O que pode tornar a questão um pouco mais confusa é que ora Paulo escreveu positivamente em relação à lei e ora ele fez o contrário. Por causa dessas más interpretações, muitos têm sugerido que a expressão “lei de Cristo” sirva para designar o que, na igreja cristã, tomou o lugar da lei do Antigo Testamento. Essa “lei de Cristo” seriam os ensinos éticos de Jesus, ou a lei do amor, que supostamente teria substituído a lei judaica. No entanto, essas possibilidades são apenas suposições. Felizmente, muitos estudiosos do Novo Testamento, assim como os adventistas fazem há muito tempo, concluem que a separação entre fé, evangelho e lei não seja algo que estava nos escritos de Paulo (Rm 9:30-32). Em Gálatas 6:2, por exemplo, o contexto está diretamente conectado à ideia de que o amor cristão é cumprimento da lei (Gl 5:14). E o próprio texto de
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ÁNGEL MANUEL RODRÍGUEZ, pastor, professor e teólogo aposentado, foi diretor do Instituto de Pesquisa Bíblica
O PRINCÍPIO DO AMOR RESUME A LEI, MAS NÃO A ELIMINA, NEM A SUBSTITUI
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COM BASE EM 1 CORÍNTIOS 9:21 E GÁLATAS 6:2, ELA SERIA DISTINTA DA LEI DO ANTIGO TESTAMENTO?
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A LEI DE CRISTO
Gálatas 6:2 nos oferece uma ilustração específica desse princípio: levar as cargas pesadas uns dos outros. Porém, isso não significa que a lei do amor tenha substituído a lei do Antigo Testamento, mas que a lei é verdadeiramente cumprida quando a obediência é uma expressão do amor cristão. Sim, o princípio do amor resume a lei, mas não a elimina. O próprio apóstolo nos mostra na carta aos Gálatas que o fruto do Espírito (5:22 e 23) está enraizado nos princípios da lei de Deus. Romanos 13:8 vai mais ao ponto, quando Paulo repetiu a ideia de que o amor cumpre a lei, pois em seguida ele citou alguns mandamentos do Decálogo para mostrar que o amor se expressa na obediência a eles (v. 9). Quando Paulo reafirmou a obediência aos Dez Mandamentos (Rm 7:7; Ef 4:28; 5:3-5; 6:1-3; Cl 3:5), ele indicou claramente que o amor resume a lei, mas não a elimina, nem a substitui. Em 1 Coríntios 9:21, por sua vez, Paulo tratou da disposição de se adaptar ao seu público para cumprir sua missão: tornar-se sem-lei, embora não estivesse livre da lei de Cristo, a fim de ganhar os sem-lei. Nessa passagem, ele também igualou a lei de Deus com a de Cristo. O que isso significa? Significa simplesmente que a “lei de Cristo” é como os princípios eternos, já explicitados no Antigo Testamento e encarnados por Cristo (Mt 5:17-48) em contraste com o ensino distorcido de boa parte dos líderes judeus de Sua época (Mt 7:28 e 29). Em resumo, na vida e nos ensinos de Cristo podemos encontrar o verdadeiro propósito da lei e, nesse sentido, ela se tornou a “lei de Cristo” (2Co 3:12-16). Tal lei deve ser obedecida por amor e ser expressa em amor, não na tentativa de ser aceito por Deus. ]
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BEM-ESTAR
straar as rém, mor Teseirancia Sim, mas o nos ruto zado
SEUS GENES CARREGAM DOENÇAS EM POTENCIAL, MAS É SEU ESTILO DE VIDA QUE DETERMINA QUANDO PUXAR O GATILHO PETER N. LANDLESS E ZENO L. CHARLES-MARCEL
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queles que têm uma herança genética desfavorável às vezes precisam lidar ainda b e m j ove n s c om problemas sérios e crônicos, como pressão alta e diabetes. Diz o ditado popular que podemos escolher nossos amigos, mas não nossos pais, o que significa que não temos escolha sobre nossa predisposição genética. Porém, existem boas notícias. Outro ditado muito conhecido, e talvez mais citado, afirma que “os genes carregam a arma, mas é o estilo de vida que puxa o gatilho”. De fato, o estilo de vida pode influenciar até nos efeitos da nossa genética, alterando assim a qualidade e longevidade da nossa existência. A hipertensão, por exemplo, que pode acompanhar uma pessoa por toda a vida, apresenta
vários fatores de risco, inclusive o histórico familiar. O ponto é que esse problema pode ser minimizado ou postergado por meio da adoção de bons hábitos. Fatores de risco que podem ser mudados são ganho de peso e obesidade (que muitas vezes iniciam na infância), excesso de consumo de sal e gordura, ingestão insuficiente de potássio (encontrado nas frutas e vegetais), sedentarismo e consumo de álcool. Mudar qualquer um desses hábitos já pode ter impacto sobre a pressão sanguínea, mas os melhores resultados são obtidos quando esse conjunto de hábitos é revisto. Dessa maneira, os benefícios podem ser cumulativos. No entanto, o desafio é que poucos adultos mudam seu estilo de vida após o diagnóstico de hipertensão. É muito difícil manter
permanentemente uma mudança. Precisamos de motivação. Ter alguém que possa nos animar e a quem devemos prestar contas é igualmente importante. Porém, qual é a melhor motivação? A crença de que Cristo nos comprou pagando um preço muito alto. A despeito da história familiar e de todos os outros fatores relacionados à hipertensão, o que podemos fazer é repensar o estilo de vida. Pesquisas científicas, como a publicada numa edição deste ano da revista acadêmica da Associação Médica Americana (320, nº 13 [2018]: p. 1338-1348), têm mostrado que a adoção de hábitos saudáveis tem impacto na saúde de qualquer pessoa, independentemente de etnia, idade ou sexo. Acima de tudo, devemos confiar nas promessas de Deus: tudo podemos Naquele que nos fortalece (Fp 4:13) e o poder Dele se aperfeiçoa em nossa fraqueza (2Co 12:9). ] PETER LANDLESS é cardiologista e diretor do
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HERANÇA GENÉTICA
MUDAR OS HÁBITOS NÃO É FÁCIL; POR ISSO, É IMPORTANTE TER ALGUÉM PARA NOS ANIMAR E PARA QUEM PODEMOS PRESTAR CONTA
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Ministério da Saúde da sede mundial adventista em Silver Spring, Maryland (EUA); ZENO
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CHARLES-MARCEL é clínico geral e diretor associado desse ministério
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PRIMEIROS PASSOS AGORA É SUA VEZ Você não precisa ser grande para fazer um trabalho importante para Deus. A exemplo de Dorcas, pense em algo novo que você possa fazer para revelar o amor de Deus. Se quiser nos contar sua ideia, mande sua história para o e-mail kidsview@ adventistreview.org. Talvez ela possa ser publicada aqui na revista.
CHARLOTTE ISHKANIAN
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orcas tem 11 anos e vive em Papua-Nova Guiné, do outro lado do mundo. Ela estava participando de um acampamento de férias numa cidade a quase duas horas de viagem da sua casa. Ela gostou muito dos trabalhos manuais e das histórias bíblicas que aprendeu ali. Seu passatempo preferido era decorar os papéis em que escrevia os versos da Bíblia que era desafiada a decorar. Por isso, quando o acampamento já estava terminando, Dorcas teve uma ideia. Logo que voltou para casa, ela pediu que seu pai fi zesse algumas cópias de versos bíblicos para que ela os distribuísse entre os amigos dela na escola, quando as aulas recomeçassem. Seus versos preferidos, Dorcas deu para suas duas melhores amigas. As meninas pegaram os cartões, aceitaram decorar aqueles versos juntas e, no dia seguinte, quando todas iriam se reunir, convidaram mais oito crianças para que participassem. Aquilo surpreendeu muito Dorcas. A garota deu um cartão para cada um dos seus amigos e eles passaram a se encontrar todos os dias no recreio para decorar trechos da Bíblia. Em duas semanas, já não mais eram apenas dez
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“E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: ‘Como são belos os pés dos que anunciam boas-novas!’” (Rm 10:15, NVI)
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crianças e sim 20 participando dos encontros. Ao saber do interesse das crianças, a mãe de Dorcas sugeriu que todos os amiguinhos da filha se reunissem na casa dela às quartas e sextas à noite. A casa de Dorcas era mais fresca e seca, por ter sido construída sobre estacas. A menina e sua mãe planejaram um programa para as 20 crianças. Elas cantaram, ouviram histórias bíblicas e fizeram trabalhos manuais. E o grupo continuou crescendo. Logo, cem crianças e alguns pais estavam indo à casa de Dorcas para estudar a Bíblia. Aos sábados, cerca de 50 deles assistiam ao culto. Um dia, Dorcas soube que vários adultos estavam decidindo seguir a Jesus e ser batizados. Pouco tempo depois ela também foi batizada junto com um grupo de adultos. Resultado: uma nova igreja estava sendo plantada em sua cidade, porque Dorcas permitiu que Deus a usasse. Nós também podemos fazer grandes coisas para Deus se seguirmos as ideias que Ele nos dá (esta história foi originalmente publicada na revista KidsView de março de 2009). ] CHARLOTTE ISHKANIAN foi editora do Informativo Mundial das Missões para crianças
de c foram milh esse quan para “M Há t mais min Será fosse a Ele ções D lheir cênc lha n mud a dep tanto que q mas Poré assim
Foto: Arquivo pessoal
A GAROTINHA DE PAPUA-NOVA GUINÉ QUE COMEÇOU UMA NOVA IGREJA DISTRIBUINDO CARTÕES COM VERSOS BÍBLICOS PARA SEUS COLEGAS DE ESCOLA
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Ilustração: Xuan Le
QUANDO DEUS NOS DÁ UMA GRANDE TAREFA
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NOVA GERAÇÃO
ACEITE O PLANO DIVINO
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Foto: Arquivo pessoal
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Ilustração: Xuan Le
ários uir a mpo zada ltos. stava ade, Deus mos us se nos ente w de
NÃO SE DISTRAIA COM SUAS FRAGILIDADES OU A CRÍTICA DOS OUTROS. OLHE PARA JESUS. O CHAMADO DELE É UMA PROMESSA
BEERSHEBA MAYWALD
O problema é que inicialmente corri Dele como Jonas, dei desculpas como Moisés e lutei contra Ele como Jacó. Até que minhas inquietações me levaram a aceitar Seu chamado, mas sem entusiasmo. No seminário, eu temia as apresentações, me esquivava de alguns convites, e os olhares de surpresa, desorientação e desânimo me assustavam. Na Índia a escolha de uma profissão dá orgulho à família, mas eu escolhi um caminho que traz pouca ou nenhuma honra para meus familiares. Novamente argumentei com Deus, dizendo-Lhe que era frágil, que as pessoas não iriam me aceitar e que existiam outras candidatas ao ministério melhores do que eu. Ele me ouviu pacientemente por vários anos até que finalmente respondeu: “Quando você é fraca, aí é que é forte.” Foi então que parei, baixei minha cabeça e respondi como Maria: “Que aconteça comigo conforme a Tua palavra” (Lc 1:38, NVI). Na verdade, durante todo esse tempo eu fiz as perguntas erradas. Cabia a mim somente me aquietar e me entregar. Dali em diante, não atentei mais para as vozes e olhares de desânimo, e me apoiei em Deus e nos meus queridos. Substituí o medo pelas promessas de Deus. Agora continuo segurando na mão Dele e vivendo sustentada por Sua força. Por isso, da próxima vez que você se deparar com uma multidão necessitada e ouvir Deus dizendo “deem-lhes vocês algo para comer”, não olhe para a cesta nem se distraia com as vozes da multidão. Olhe apenas para Jesus. Leve a Ele o que tem, e Ele alimentará a multidão. Sua ordem é uma promessa. Abrace Seu chamado e você estará no coração do plano de Deus. ]
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A RELUTÂNCIA DE UMA JOVEM INDIANA PARA ENCARAR SUAS LIMITAÇÕES E A DESAPROVAÇÃO SOCIAL PARA CURSAR TEOLOGIA
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as o que é isso para tanta gente”? (Jo 6:9, NVI). Foi essa a pergunta que os discípulos fizeram quando os cinco pães de cevada e dois pequenos peixes foram levados a Jesus para alimentar milhares de ouvintes famintos. Foi esse questionamento também que fiz quando estava com muita dificuldade para aceitar meu chamado. “Mal tenho cinco pães e dois peixes. Há tanta gente por aí que tem muito mais do que eu. Sou muito pequena e minha contribuição é insignificante. Será que faria alguma diferença se eu fosse a Jesus e me entregasse totalmente a Ele?” Essas foram algumas inquietações que passaram pelo meu coração. Deus tem sido meu Amigo e Conselheiro desde o início da minha adolescência. Como filha de pastor que trabalha no campo missionário, as muitas mudanças da minha família me levaram a depender Daquele que é constante. Portanto, quando Ele falou comigo, eu sabia que queria servi-Lo como missionária, mas nunca imaginei estudar Teologia. Porém, Ele abriu apenas uma porta e assim consegui discernir Seu plano.
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BEERSHEBA MAYWALD, natural da Índia, está cursando um mestrado em Religião no Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados, nas Filipinas
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RETRATOS
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Andy e Naomi Weaver, com seus oito filhos, testemunharam no Concílio Anual da igreja realizado em Battle Creek, Michigan (EUA), em outubro. Nascidos numa comunidade amish, eles abraçaram a fé adventista por influência de um vizinho e da leitura dos livros O Grande Conflito e O Desejado de Todas as Nações, ambos de Ellen G. White. Batizados em 2013, eles lideram um projeto de evangelismo entre os amish numa comunidade rural de Ohio (westsalemmission.org). Fotografia: Brent Hardinge/ANN
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Fotos: Adobe Stock / Divisão do Pacífico Sul-Asiático
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COMUNICAÇÃO
Centro inaugurado nas Filipinas pretende ampliar o alcance da igreja no mundo virtual EDWARD RODRIGUEZ
om o apoio da Rádio Mundial Adventista (AWR, na sigla em inglês), que tem feito esforços contínuos para levar o evangelho a grupos não alcançados, a sede da Igreja Adventista do Sétimo Dia para a região do Pacífico Sul-Asiático inaugurou o primeiro centro de evangelismo digital das Filipinas. O projeto irá funcionar em Silang, uma cidade com cerca de 250 mil habitantes. O Centro de Evangelismo Digital (CDE, na sigla em inglês) pretende se conectar às pessoas que têm feito contato com a igreja por meio da AWR, levando-as a um aprendizado mais profundo sobre Jesus através de estudos bíblicos e evangelismo on-line. À medida que mais CDEs são planejados para ser estabelecidos em outras regiões do mundo, a AWR está buscando estabelecer parcerias com sedes administrativas e instituições regionais adventistas para promover o crescimento da influência on-line da igreja.
Fotos: Adobe Stock / Divisão do Pacífico Sul-Asiático
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EDWARD RODRIGUEZ atua na equipe de comunicação da Divisão do Pacífico
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EVANGELISMO DIGITAL
Outro objetivo de centros como esse é utilizar as mídias sociais como uma ferramenta adicional no evangelismo. Facebook, WhatsApp, YouTube e Instagram, entre outras plataformas, são alguns dos caminhos pelos quais os evangelistas digitais podem alcançar uma vasta população no mundo virtual. Os líderes da Rádio Mundial Adventista citaram o número significativo de chamadas telefônicas e mensagens de texto recebidas diariamente por meio de programas de rádio e redes sociais. Durante a cerimônia de inauguração do novo centro, eles disseram: “Esperamos que esses contatos continuem e que a jornada espiritual dessas pessoas não termine aí. Há milhares de pessoas em todo o mundo ouvindo intencionalmente nossos programas, mas na maioria das vezes fica só nisso. Precisamos encontrar uma forma de nos conectar e fazer amizade com eles. É aí que entra o Centro de Evangelismo Digital”, disse Kyle Allen, vicepresidente da Rádio Mundial Adventista. “Não temos respondido a milhares de pessoas que se conectam conosco diariamente de diferentes partes do mundo depois de terem ouvido nossos programas. O Centro de Evangelismo Digital servirá para responder aos comentários que recebemos em vários idiomas ”, acrescentou Allen. Após esforços bem-sucedidos na África, nas Filipinas e no Japão, a liderança da AWR viu a necessidade de estabelecer esses centros para atender às crescentes necessidades dos ouvintes. “A primeira fase do novo Centro de Evangelismo Digital irá concentrar a atenção nas Filipnas e na Índia. Um grupo pioneiro de missionários digitais irá para as Filipinas para um ano em missão. Eles serão treinados para facilitar o evangelismo e fazer com que o contato inicial possa continuar”, afirma Karen Glassford, que irá coordenar o projeto na região. “Um programa de rádio promove o engajamento, que pode levar a uma oração ou ao estudo da Bíblia. Existe uma possibilidade ilimitada de compartilhar Jesus com apenas uma ligação”, acrescenta Karen, que recentemente passou a fazer parte da equipe da Rádio Adventista Mundial. O Centro de Evangelismo Digital das Filipinas começará as atividades em janeiro, quando toda a logística, licenças e otimização digital do centro de atendimento ao cliente estarão finalmente funcionando. ]
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Novo projeto da Rádio Mundial Adventista irá atender pessoas nas Filipinas e na Índia
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INTERNACIONAL
SAÚ Além de atingir uma escola e um hospital adventistas, o fogo destruiu completamente o templo adventista de Paradise, cidade devastada pelo incêndio
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KIMBERLY LUSTE MARAN
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Editor Texto
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esde o fim do ano passado, o estado mais populoso dos Estados Unidos tem sido atingido por incêndios avassaladores. No entanto, o “Camp Fire”, que deixou a Califórnia em chamas no mês de novembro, foi considerado um dos piores das últimas décadas. No mesmo período, outro incêndio, mais ao sul do estado, matou três pessoas. Com isso, até o fechamento desta edição da Revista Adventista, 80 pessoas haviam morrido e quase mil pessoas continuavam desaparecidas. O fogo consumiu mais de 60 mil hectares, destruindo cerca de 8 mil casas. Como resultado, mais de 50 mil moradores tiveram que ser deslocados da área de risco. O desast re at i ngiu ta mbém a comunidade adventista californiana.
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KIMBERLY LUSTE MARAN atua na equipe de Comunicação da Divisão Norte-Americana
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Foto: Arquivo pessoal
Como o pior incêndio da história do estado norte-americano afetou a comunidade adventista na regão
Estima-se que 1,3 mil membros da igreja tenham sido afetados. As chamas provocaram danos em parte da estrutura da Escola Adventista e do Hospital Adventista Feather River, em Paradise, cidade montanhosa de quase 27 mil habitantes localizada a cerca de 145 quilômetros ao norte da capital do estado, Sacramento, que foi praticamente arrasada pelas chamas. Com o apoio de socorristas e de profissionais de outras unidades de saúde, a equipe médica e os pacientes do Hospital Feather River foram retirados em segurança. O centro de saúde adventista foi fechado para que os danos fossem avaliados. Como apoio imediato, a sede estadual da igreja destinou 100 mil dólares ao escritório administrativo que atende o norte da Califórnia. Ao longo de todo o mês de novembro, igrejas locais igualmente se mobilizaram para arrecadar uma oferta especial que foi destinada ao auxílio das vítimas. “O apoio financeiro para a recuperação do que foi perdido no incêndio consistiu numa das
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Foto: Nancy Hamilton
CALIFÓRNIA EM CHAMAS
principais formas de ajudar”, ressaltou W. Derrick Lea, coordenador da resposta a desastres e de serviços comunitários na sede da Divisão Norte-Americana. Isso porque centenas de moradores tiveram que ficar em abrigos e necessitaram de artigos básicos, como alimento, água potável, roupas e calçados. Em parceria com organizações humanitárias locais, voluntários adventistas se uniram para ajudar a comunidade. Nancy Hamilton, que mora na região e trabalha como cinegrafista em uma produtora de filmes cristãos, usou suas credenciais de imprensa para gravar vídeos de residências, indo de rua em rua, a fim de auxiliar quem não pôde entrar na área para verificar se sua propriedade havia sido danificada. Por sua vez, Katlyn Dordevic se voluntariou como enfermeira e cuidou dos feridos. “Foram muitas mudanças de curativos, testes de pressão arterial e triagem rápida para determinar necessidades médicas”, ela escreveu em seu perfil no Facebook. Em entrevista a uma emissora de televisão local, Dan Martella, pastor da Igreja Adventista de Paradise, cujo templo foi completamente destruído, disse que, apesar de ter perdido sua igreja e sua casa, foi motivado pelo espírito de solidariedade demonstrado pela comunidade adventista. “O derramamento de amor foi esmagador”, ele enfatizou. ]
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LARRY BECKER
Universidade de Loma Linda, na Califórnia (EUA), conta com um centro oncológico de referência. No entanto, a instituição de saúde adventista tem ido além do diagnóstico e do tratamento da doença. Buscando oferecer atendimento mais amplo aos pacientes, ela criou o Centro de Recursos de Câncer (CRC). Nesse espaço exclusivo, o objetivo não é apenas tratar doenças, mas cuidar de todas as dimensões da pessoa.
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Pacientes que lutam contra o câncer são muitas vezes sobrecarregados com ansiedade à medida que são submetidos a testes e diagnósticos. Eles também são inundados com informações sobre sua condição médica e possíveis caminhos de tratamento. “Diante disso, nossos serviços fornecem apoio psicológico, social e espiritual. Todas essas peças devem ser unidas para que os pacientes voltem a ter saúde completa. Eles não estão aqui apenas para diagnóstico e tratamento. Garantimos que os serviços certos sejam disponibilizados no momento certo”, afirma Tamie Vasquez, coordenadora do projeto. Cada paciente que visita o Centro de Recursos de Câncer da Universidade de Loma Linda preenche um formulário de avaliação de
problemas. Um enfermeiro revisa as respostas e, se houver necessidade, imediatamente encaminha o paciente para uma ampla gama de serviços de apoio. “Evidentemente, priorizamos pessoas que apresentem alta pontuação de angústia”, explica a terapeuta familiar Gabriela Gutierrez. “Muitas vezes, nosso contato inicial leva à terapia ou ao apoio contínuo”, completa. Os grupos de apoio às mulheres com câncer atendem a maioria dos pacientes. Essas equipes se adaptam às necessidades específicas e estão abertas a pacientes e cuidadores. Um dos aspectos trabalhados na terapia é o impacto da doença nos relacionamentos e na vida íntima do casal. “O câncer está se
LARRY BECKER é diretor de Relações Públicas da
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Saiba como a Universidade de Loma Linda tem oferecido apoio diferenciado a pacientes com câncer
tornando cada vez mais uma doença crônica. Isso muda a pessoa e seus relacionamentos. Por isso, é importante falar sobre o impacto de uma doença como essa num relacionamento conjugal e como lidar com esse tipo de situação”, a terapeuta acrescenta. Praticamente todos os pacientes têm pelo menos uma conversa sobre esse problema e aproximadamente 60% necessitam de várias sessões para resolver o impasse. Gabriela procura ajudar os casais a pensar como o câncer afetou seus relacionamentos íntimos e aborda os problemas da imagem corporal. Os casais relembram como se conectaram antes do câncer e como podem manter o relacionamento íntimo, apesar da doença. Os resultados são gratificantes. “As mulheres têm dito que se sentem mais leves e com esperança. É um privilégio ajudar pessoas a seguir em frente”, ressalta. A abordagem fundamentada na fé para a saúde e a cura acrescenta um componente importante para o trabalho do Centro de Recursos de Câncer. Ser capaz de incorporar uma abordagem espiritual é uma parte intrincada do cuidado. Porém, isso continua sendo um tabu em muitas instituições seculares. “Em muitos lugares, os terapeutas têm medo de iniciar conversas sobre Deus”, afirma Gabriela Gutierrez. “Eles vão esperar até que um paciente traga à tona a religião. A voz de Deus é uma voz poderosa para uma pessoa nesta jornada. Eu aprecio o fato de que esta instituição nos permite explorar as dimensões espirituais do cuidado”, conclui. ]
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CUIDADO INTEGRAL
Foto: Arquivo pessoal
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Além de cuidar da autoestima de mulheres com câncer, oferecendo a elas perucas gratuitamente, a universidade adventista oferece aconselhamento, suporte nutricional, aulas de culinária saudável e acompanhamento nas sessões de exercícios físicos em ambientes adequados. Tamie Vasquez, na foto, é a responsável pela coordenação do programa
Foto: Nancy Hamilton
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SAÚDE
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Universidade de Loma Linda, nos Estados Unidos Depto. Arte
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ENTENDA
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COMO OS ADVENTISTAS VIVEM A FÉ PESQUISA GLOBAL SERVIRÁ DE BASE PARA O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA IGREJA
SAÚDE
WENDEL LIMA
Os norte-americanos são campeões no vegetarianismo, mas é nas regiões que mais se consome carne que os adventistas acreditam que seguir a
esde o último quinquênio, a sede mundial da Igreja Adventista tem aplicado um questionário a fim de entender melhor as crenças, atitudes e o comportamento dos adventistas. Essa base de dados tem servido para a elaboração do planejamento estratégico da denominação. Na pesquisa divulgada em 2013, 26.343 pessoas de nove Divisões foram entrevistadas (margem de erro de 3%). Porém, no estudo apresentado neste ano, a amostragem foi bem maior: 63.756 adventistas de 13 Divisões (margem de erro de 1%). Abaixo você confere os principais destaques deste último levantamento.
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ou veganos
▪ 9% bebem álcool
▪ 3% consomem tabaco
IGREJA
Em relação à pesquisa de 2013, a leitura
As crenças espiritualistas e a incompre-
Os adventistas não pretendem mudar
da Bíblia subiu 7%, a frequência à igreja
ensão sobre o mandamento bíblico do
de religião, mas estão insatisfeitos
caiu 7% e aumentou em 5% os que nunca
sábado são grandes desafios no sul e
com sua vivência de fé na igreja local.
realizam o culto familiar.
sudeste da Ásia.
▪ 82% disseram que muito provavel-
leem
Bíblia
▪ 36% estudam diariamente a Lição da Escola Sabatina
83%
▪ 17% leem os escritos de Ellen G. White diariamente
A CO
Inte vário de o tran
mente continuarão vinculados à Igreja Adventista por toda a vida. concordam que o
48%
sábado é o dia bíblico para adoração e que o juízo pré-
▪ 13% acreditam que os mortos se co-
apenas
satisfeitos com
no santuário celestial ▪ 33% disseram que a alma é uma entidade
JULI
estão muito
advento começou em 1844
separada do corpo (dualismo).
▪ 65% oram todos os dias
sua igreja local.
MISSÃO
municam com os vivos e que um cristão
Os adventistas da África e América
pode consultar feiticeiros ou curandeiros.
Latina são os mais envolvidos em atividades missionárias. ▪ 28% ajudam semanalmente em algum
37%
44%
culto familiar
têm certeza de que
realizam o todos os dias
ministério. não
acreditam ou não Jesus voltará à Terra em sua geração.
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▪ 35% participam semanalmente de um pequeno grupo ▪ 71% frequentam semanalmente a igreja
▪ 68% frequentam semanalmente a
44%
ajudam
outros com suas dúvidas e lutas espirituais.
▪ 15% têm dúvida ou não acreditam que Deus criou a vida na Terra num passado recente e ao longo de uma semana literal.
▪ 25% testemunham semanalmente para não adventistas.
Escola Sabatina Fonte: The Global Church Member Survey (2018), disponível em adventistarchives.org.
Foto: Giovanna Carolina Alves
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vegetarianos
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PRÁTICAS ESPIRITUAIS
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mensagem de saúde garante a própria salvação.
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EDUCAÇÃO
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A MISSÃO CONTINUA
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Internato gaúcho pelo qual passaram vários líderes adventistas celebra 90 anos de olho na formação de missionários transculturais
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JULIANA PRADO
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Foto: Giovanna Carolina Alves
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undado em 14 de novembro de 1928 pelo missionário norteamericano Abraham Harder, ao longo de 90 anos o Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (IACS) tem se destacado como uma escola de formação de servidores da igreja. Líderes como os pastores Erton Köhler, Alberto Timm, os irmãos Marlon e Marlinton Lopes e Ronald, Wagner, Elbert e Martin Kuhn já passaram pelo internato gaúcho, localizado em Taquara, a 70 km de Porto Alegre. Porém, nos dias 2 a 4 de novembro, por ocasião da comemoração do 90º aniversário da instituição, um passo importante foi dado na história desse educandário: a inauguração de seu Instituto de Missões. O objetivo é oferecer, além de uma educação centrada nos valores adventistas e regrada pela típica disciplina de um internato, a oportunidade de treinamento e engajamento dos alunos em projetos missionários transculturais.
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“Ações missionárias são uma tendência para esta geração, que é formada por jovens com muita energia e que conseguem fazer melhor a conexão entre o que cremos e um mundo que está em busca de esperança”, sublinha o pastor Elbert Kuhn, diretor do Serviço Voluntário Adventista (SVA) na sede mundial da igreja, que junto com outros ilustres ex-alunos participou da comemoração do 90º aniversário do IACS. O diretor do Instituto de Missão do IACS, pastor Willian Branga, adianta que a ideia é fazer da instituição um polo de recrutamento, treinamento e envio de missionários oriundos de todo o Rio Grande do Sul. Por exemplo, a escola de missões local irá trabalhar também em parceria com o Instituto de Missões do Instituto Adventista Paranaense (IAP), com a ADRA (agência humanitária da igreja) e o Adventist Frontier Mission Brasil, um ministério de apoio. A expectativa da liderança do IACS é que essas novas experiências possam ampliar a visão de mundo dos alunos e aguçar a sensibilidade deles para o voluntariado. João Cesi Lopes dos Santos, diretor-geral da instituição, explica que a formação de missionários está no DNA do IACS, pois esse foi o ideal que inspirou sua fundação. “Agora, nosso Instituto de Missões vai sistematizar as ações de serviço, ampliando assim nossa atuação ao redor do mundo”, resume Cesi. Cerca de 5 mil pessoas participaram da celebração que homenageou, entre vários servidores e ex-alunos, dois netos dos fundadores do internato: Elmer e Harley. “Estar nesta celebração é emocionante por tudo que nossos avós vivenciaram aqui. Deus demonstrou Seu cuidado por este lugar de diversas maneiras”, pontuou Elmer Harder. O maestro Waldemar Wensell também foi homenageado por ter, há 50 anos, composto o hino da instituição. Por sua vez, a tradição musical do IACS foi celebrada com as apresentações do quarteto Arautos do Rei e do solista norte-americano Wintley Phipps, e pelo lançamento do DVD Casa de Esperança, produção do coral de adolescentes do internato. Hoje com 1.350 alunos, o IACS recebeu vários investimentos em sua infraestrutura ao longo do ano, como a restauração da igreja do campus, que havia sido atingida por um tornado em 2015; e a inauguração do Centro de Eventos Aparecida Macedo, um espaço para práticas esportivas e atividades culturais. ]
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Na celebração que reuniu mais de 5 mil pessoas no início de novembro, professores, ex-alunos e líderes da igreja que passaram pela instituição em Taquara (RS) foram homenageados
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JULIANA PRADO é jornalista e assessora de comunicação do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul
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IGREJA
O RITMO SUL-AMERICANO
Além de lançar programas, votar orçamentos e tratar de regulamentos, o concílio anual tem sido o momento de refletir sobre tendências e pensar a direção da igreja na América do sul MÁRCIO TONETTI
o calendário adventista sul-americano, novembro é o mês em que ocorre uma das reuniões administrativas mais importantes da denominação no continente. O Concílio Anual define os rumos e o ritmo da igreja, e as decisões ali tomadas exercem impacto na vida de quase 2,5 milhões de membros.
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O encontro deste ano reuniu 222 pastores e líderes de sedes administrativas e instituições na sede sul-americana, em Brasília (DF), nos dias 9 a 13 de novembro. Além do espaço dedicado à apresentação de relatórios, nomeações, aprovação de documentos e atualização de regulamentos, foram lançados novos programas, projetos e ferramentas de trabalho. Uma das novidades lançadas oficialmente foi a Bíblia Missionária, que terá uma tiragem inicial de 500 mil exemplares em português e espanhol. A intenção é que ela seja um recurso prático para quem ministra estudos bíblicos. A versão traz um estudo bíblico interativo sobre o Apocalipse em que é possível visualizar imagens e símbolos proféticos através de animações em 3D e “realidade aumentada”. Essa tecnologia também permite que, ao escanear os códigos com o celular, a pessoa interaja com a igreja e tire dúvidas através do WhatsApp. A intenção é conectar os internautas com o site apocalipse.com, nova plataforma apresentada na ocasião. Pensando em novas formas de atender as pessoas que estabelecem contato com a igreja através de seus vários canais de comunicação, a
liderança sul-americana também propôs um novo plano estratégico envolvendo a Escola Bíblica. Mensalmente, mais de 3 milhões de pessoas entram em contato com a Rede Novo Tempo de Comunicação em busca de conhecimento bíblico. Além de oferecer novos formatos de estudos e atualizar o site biblia.com.br, o plano envolve a construção de um processo mais efetivo de contato pessoal com os interessados. Para que isso seja possível, a igreja oferecerá um apoio financeiro adicional para manter por um ano 16 pastores (um por União) que façam a ponte entre os interessados, a Escola Bíblica e as congregações locais. Ao mesmo tempo, a igreja pretende ampliar o diálogo e oferecer atenção personalizada nos próprios canais em que as pessoas têm feito contato. Somente neste ano, mais de 58 mil pessoas que chegaram às mídias sociais da igreja e ao Portal Adventista foram atendidas pela equipe de evangelistas digitais da sede sul-americana. Tendo em vista que as pessoas igualmente têm recorrido cada vez mais à internet para buscar informações sobre estilo de vida, foi lançado ainda o portal querovidaesaude.com, que reunirá
informações sobre a mensagem adventista de saúde. O endereço será divulgado nas embalagens de produtos fabricados pelas indústrias de alimentos da igreja. Com o objetivo de alimentar espiritualmente o público interno, a liderança da igreja também apresentou novos materiais que estarão à disposição dos membros a preços simbólicos. Um deles é a série Conflito em linguagem contemporânea, coleção de cinco volumes de Ellen G. White que poderá ser adquirida em 2019 por apenas 15 reais. INDICADORES A divulgação de dados atualizados sobre a realidade da igreja é outro item da agenda dos concílios anuais. Na área da Secretaria, um dos pontos que chamaram a atenção no relatório deste ano foram algumas diferenças entre as regiões que formam a área coordenada pela Divisão SulAmericana. Os dados mostram que, na região norte do continente, há uma força maior na mobilização dos membros para o cumprimento da missão, o que tem gerado bons resultados na evangelização e ganho de crianças e jovens. De outro lado, na região sul a
Foto: Gustavo Leighton
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ESPAÇO PARA REFLEXÃO Além de tratar de orçamentos, programas e regulamentos da igreja, a agenda do Concílio Anual costuma reservar espaço para refletir sobre a visão que tem orientado as ações e programas da denominação no continente. Neste ano, o foco das atenções foi a educação adventista. Em uma palestra proferida no evento, a doutora Lisa BeardsleyHardy, diretora mundial do departamento de Educação, apresentou um amplo levantamento de estudos norteamericanos realizados nos últimos 50 anos que mostraram o impacto positivo dos valores ensinados em sala de aula nas decisões ao batismo. Outros estudos revelaram que a educação adventista também exercia um papel fundamental na conservação dos membros. No entanto, os tempos mudaram e novos desafios têm sido colocados diante dos educadores. Um deles é a falta de base familiar e religiosa de muitos alunos que chegam à rede, como mostrou uma pesquisa realizada em agosto pelo departamento sulamericano de Arquivos, Estatísticas e Pesquisa com mais de 90 mil alunos de escolas, colégios e universidades. Esse novo cenário tornou ainda mais desafiadora a tarefa de fazer com que a educação adventista resulte no maior compromisso dos alunos com a igreja. Começar e terminar o Concílio Anual com batismos que foram influenciados pela obra educacional e mostrar que a maioria dos líderes da igreja hoje são fruto do ensino adventista foi uma forma de reafirmar que esses dois objetivos precisam continuar sendo prioridade no currículo. ] MÁRCIO TONETTI é editor associado da Revista
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Foto: Gustavo Leighton
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capacidade de conservação dos membros tem se evidenciado. “Os dados revelaram, ainda, que no norte a igreja é mais jovem que no sul e que a maioria dos membros tem menos tempo de adventismo”, afirma o pastor Edward Heidinger, secretário executivo da sede sulamericana da denominação. Já na área financeira, o relatório mostrou que, apesar de nos últimos três anos a fidelidade nos dízimos e ofertas ter crescido 103% entre pessoas de 10 a 14 anos e 35% entre as pessoas com idade entre 15 e 19 anos, a maioria dos membros da igreja ainda não devolve o dízimo regularmente. Outro desafio para a igreja tem sido as turbulências no mercado financeiro. O câmbio flutuante fez com que, em alguns países, a denominação registrasse déficit nas arrecadações na comparação com o período anterior. Embora as crises financeiras tenham levado a igreja a adotar um orçamento mais conservador, a liderança sulamericana tem procurado manter e em alguns casos aumentar os investimentos nas atividades diretamente relacionadas com a missão.
às orações da igreja na Ásia, África e Oriente Médio”, acrescentou o coordenador do projeto, pastor Herbert Boger, que recentemente percorreu nove países dessas regiões a fim de conhecer de perto as necesidades do campo missionário mundial.
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FOCO NA MISSÃO Nos últimos quatro anos, a Divisão Sul-Americana aplicou 171 milhões de reais em construção de igrejas, materiais de apoio para evagelismo, projetos como Missão Calebe e Um Ano em Missão, feiras de saúde, produções audiovisuais como as que foram usadas na Semana Santa, aplicativos, entre outras iniciativas missionárias. E em 2019 irá destinar para cada União o valor de 300 mil dólares visando ao plantio de novas congregações, especialmente nas 35 cidades com mais de 1 milhão de habitantes. Ao mesmo tempo, a igreja no continente também tem olhado para as necessidades da missão ao redor do mundo. “Vocês estão financiando muitos projetos na Janela 10/40 e a minha oração é que Deus continue abençoando ricamente a Divisão Sul-Americana”, frisou o pastor Artur Stele, um dos vice-presidentes da sede mundial adventista, convidado para proferir os devocionais durante a programação. Reforçando esse compromisso com as missões mundiais, os líderes sul-americanos tomaram um voto para manter por mais cinco anos o apoio aos missionários que estão em lugares desafiadores para a pregação do evangelho. Financiar missões de longa duração nessas regiões custa caro. Para se ter uma ideia, a igreja mundial destina anualmente cerca de 26 milhões de dólares para esse propósito. Por entender que um trabalho como esse exige um tempo maior, a igreja aprovou um orçamento de 10 milhões de dólares para manter por mais cinco anos 20 das 25 famílias enviadas em 2015 para lugares desafiadores para a pregação do evangelho. “Estamos dando um passo de fé, mas acreditamos que Deus irá prover os recursos”, observou o pastor Erton Köhler. “A decisão de continuar oferecendo esse apoio financeiro é a resposta
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MEMÓRIA
Alfredo Maister, aos 90 anos, em Maués (AM), vítima de infarto. Catarinense e batizado havia 60 anos, mesmo sendo semianalfabeto evangelizou muitas pessoas e ajudou a fundar quatro igrejas. Morreu na esperança de ressuscitar na volta de Jesus. Deixa a esposa, oito filhos, 18 netos e 18 bisnetos.
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Antônio Adão, aos 93 anos, vítima de aneurisma de aorta abdominal, enquanto participava de um culto familiar. Conhecido como Ticho, serviu a Deus por 27 anos na Igreja do Prata, cidade do Triângulo Mineiro. Deixa a esposa, Lia, nove filhos, netos e bisnetos.
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Antônio Alves de Freitas, aos 85 anos, em Três Lagoas (MS), vítima de AVC. Batizado em 1964, foi pioneiro da Igreja Central de Três Lagoas, onde serviu como ancião, professor da Escola Sabatina e diácono-chefe. Trabalhou também para abrir vários pontos de pregação na cidade e levar muitas pessoas ao batismo. Deixa a esposa, três filhos, oito netos e cinco bisnetos. Antônio Cezar Alencar Mendes, aos 30 anos, vítima de pneumonia. Solteiro, era membro da Igreja
Central de Caxias do Sul (RS), onde cantava no Coral Jovem. Aster Naemi Belz Sartorti, aos 85 anos, em Blumenau (SC). Bisneta de Guilherme Belz, um dos pioneiros do adventismo no Brasil, era membro da Igreja Central de Blumenau. Serviu à igreja como pianista e diaconisa. Foi muito ativa no ministério de assistencial social. Deixa o esposo, um casal de filhos e quatro netos. Débora Silva de Oliveira, aos 43 anos, em Guarulhos (SP), vítima de câncer. Nascida em lar adventista, era membro da Igreja do Colégio Adventista de Gopoúva (SP), na qual serviu na Escola Sabatina, Ministério da Criança e do Adolescente e no Clube de Desbravadores. Deixa sua mãe e três filhos. Domingos Marques das Neves, aos 81 anos, em Blumenau (SC), vítima de aneurisma cerebral. Professou a fé adventista por 67 anos e era membro da Igreja Central de Blumenau, onde serviu como ancião e diretor/professor da Escola Sabatina. Deixa a esposa, Brunilda, com quem foi casado por 54 anos, cinco filhos e oito netos. Donato Ludvig, aos 82 anos, vítima de infecção generalizada. Nascido em lar adventista, frequentou igrejas em Cuiabá
(MT), onde serviu como diácono. Mais recentemente era membro de uma igreja em Novo Hamburgo (RS). Deixa um filho. Elton Hartmann Marks, aos 57 anos, em São Bernardino, Califórnia (EUA), vítima de um glioblastoma multiforme (tumor cerebral). Trabalhou na área de informática da então Associação Paulista. Em 1996, mudou-se para a Califórnia. Era membro da Igreja da Universidade de Loma Linda. Deixa a esposa, Márcia, e os pais, pastor Albino e Mirian Marks. Etelvida de Almeida Pinto, aos 95 anos, vítima de derrame cerebral. Natural de Cabeceira do Apa (MS), foi uma adventista atuante, ajudando a estabelecer igrejas em Campo Grande (MS), com seu falecido esposo, Crescêncio. Mulher de fé e oração, mesmo depois de ter uma das pernas amputadas por causa de uma trombose e de se tornar cadeirante, não desanimou. Confiava em Deus e intercedia por todos à sua volta. Teve dez filhos (um deles falecido), 21 netos e 16 bisnetos. Francisco Oecksler, aos 89 anos, em Blumenau (SC), de morte natural. Catarinense da cidade de Gaspar, foi um adventista fiel, servindo
à igreja por muitos anos como professor da classe dos juvenis, tesoureiro, ancião, diretor da Escola Sabatina e do Ministério Pessoal. Amava participar das campanhas de recolta. Deixa a esposa, Aster (com quem foi casado por 54 anos), cinco filhos, oito netos e três bisnetos. Geraldo Alves, aos 83 anos, vítima de cirrose hepática. Batizado havia 61 anos, era membro atuante da Igreja de Lindoeste (PR). Juntamente com a família, liderou o plantio de diversas igrejas na região e contribuía financeiramente com a TV Novo Tempo. Deixou nove filhos, 17 netos e sete bisnetos. Gustavo Alves, aos 18 anos, vítima de acidente automobilístico. Nascido em lar adventista, residia com a família no Instituto Educacional Pastor Manoel Soares, em Braganey (PR). Deixa os pais e dois irmãos. Ilse Rose Worle, aos 91 anos, em Artur Nogueira (SP), vítima de falência de múltiplos órgãos. Natural de Porto Alegre (RS), foi uma fiel serva do Senhor. Trabalhou como secretária da Associação SulRio-Grandense, preceptora no Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (IACS) e funcionária da CPB. Deixa um irmão e sobrinhos.
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João Francisco Leme Marques, aos 86 anos, em São Paulo (SP), vítima de septicemia (infecção
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Joel Santos Borges, aos 69 anos, em São Paulo (SP), vítima de insuficiência renal crônica. Nascido num lar adventista em Cruz das Almas (BA), educou os filhos na mesma orientação religiosa. Foi diácono por muitos anos na Igreja do Unasp, campus São Paulo, e ultimamente frequentava a igreja do Jd. Amália, também na zona sul da capital paulista. Deixa a esposa e quatro filhos. José Santana, aos 52 anos, em Castanheiras (RO), vítima de acidente de trabalho. Batizado havia um ano, era diácono da Igreja de Jarinópolis. Deixa a esposa, um casal de filhos e um casal de netos. Juventina Rosa Beni Pussi, aos 86 anos, em São Paulo (SP), vítima de pneumonia e falência de múltiplos órgãos. Foi batizada na Igreja Central de Osasco (SP), da qual foi membro
por quatro anos e serviu como diaconisa. Também frequentou a Igreja de Vila Rodrigues por dez anos e a Igreja de Jardim Veloso por 24 anos, onde atuou como diaconisa-chefe. Nos últimos seis anos frequentou a Igreja do Jardim Imperial, em Atibaia (SP). Fiel dizimista e colaboradora da TV Novo Tempo, ela gostava muito de ler a Bíblia. Seu maior desejo era ver toda a sua família preparada para a volta de Jesus. Deixa três filhos, três netas e uma bisneta. Lilian Seidl, aos 46 anos, vítima de embolia pulmonar. Filha do pastor Amilton e Norma Lígia Seidl, Lilian era muito ativa na igreja. Ela servia no Ministério Infantil e da Música, deixando assim uma grande lacuna na Igreja de Lahr, na Alemanha. Deixa o esposo, Martinho, e três filhas pequenas. Lydia Lina Bergold, aos 98 anos, em Porto Alegre (RS), de morte natural. Nascida em lar adventista, foi líder do evangelismo infantil na Igreja Central de Porto Alegre por mais de 60 anos. Deixa duas filhas, netos e bisnetos. Luzete Pereira da Luz, aos 84 anos, vítima de AVC hemorrágico. Foi pioneira do Ministério da Mulher na cidade de Antonina (PR) e serviu como diaconisa. Deixa o esposo, Dinizart, sete filhos, 13 netos e 11 bisnetos.
Noêmia Maria de Oliveira Vieira, aos 93 anos, vítima de um coágulo cerebral. Nascida em Canavieiras (BA) e batizada em 1980, era membro da Igreja Central da cidade. Serviu como diaconisa, secretária da igreja, líder do ministério de assistência social e conselheira dos jovens. Gostava de cantar e pregar. Era conhecida por sua postura cristã equilibrada. Deixa sete filhos, nove netos e quatro bisnetos. Ondina Oliveira, aos 91 anos, em Hortolândia (SP), vítima de câncer. Batizada na adolescência, sempre foi atuante nas igrejas que frequentou. Era membro da Igreja de Jardim São Sebastião. Viúva, deixa sete filhos, 32 netos, 25 bisnetos e um trineto. Rafael Antônio P. Ferreira, aos 30 anos, vítima de um mal súbito enquanto dirigia uma moto. Rafael morava em Limeira (SP) e era membro da Igreja do Jardim Morro Branco. Ele era um líder cristão íntegro e dedicado, que atuou como tesoureiro da igreja por 11 anos. Deixa a esposa, Anna Jessie, e uma filha. Theresinha de Oliveira Lima, aos 87 anos, em Rafard (SP), vítima de infecção generalizada.
Batizada em 1998 pelo pastor Olmir Tochetto, Theresinha era discreta e mansa. Muito dedicada às atividades da igreja como diaconisa, assídua aos cultos, fiel nos dízimos e na guarda dos mandamentos, era amiga de todos. Teve três filhos (sendo um deles falecido), oito netos e nove bisnetos. Sebastião Pereira de Souza, aos 84 anos, em Lages (SC), de infecção generalizada. Adventista havia 43 anos, frequentava a Igreja Central da cidade. Destacou-se como instrutor bíblico e por distribuir folhetos missionários, atividades em que esteve envolvido até sua última semana de vida. Doou tempo, disposição e recursos para a missão adventista, ajudando na fundação da Igreja de Santa Helena e na liderança da Igreja de Araucária, ambas em Lages. Gostava também de organizar exposições de sua coleção de Bíblias. Deixa a esposa, Márcia, seis filhos, 17 netos e dez bisnetos. Vicentina Gonçalves Rodrigues, aos 68 anos, no Gama (DF), vítima de câncer de endométrio. Batizada havia mais de 40 anos, era membro da Igreja Central do Gama. Serviu à igreja por muitos anos como diaconisa, professora da Escola Sabatina dos adultos e das crianças e no Ministério da Música. Gostava de cantar em coral, quarteto, trio e dupla com sua irmã. Deixa o esposo, dois filhos e dez netos.
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generalizada). Nascido em lar adventista e patriarca da família Marques, ele era membro da Igreja Central Paulistana, comunidade na qual era conhecido por sua mansidão. Deixa a esposa, Geny (pianista da igreja ao longo de 66 anos), quatro filhos, netos e bisnetos.
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PERFIL
FÉ QUE MOVE MONTANHAS
A APOSENTADA DE QUASE 80 ANOS QUE FEZ O IMPROVÁVEL PARA PLANTAR UMA IGREJA
ocê já sonhou com algo que julgou ser impossível realizar? O que fez para tornar real o que planejou? Por diversos motivos, existem pessoas que desistem antes de começar o que planejaram. Outras renunciam na primeira dificuldade. No entanto, há quem, literalmente, enfrente e desafie as adversidades em busca da realização. É o caso da dona Maria do Carmo Carvalho. Nascida no interior da Bahia, Maria do Carmo veio de uma família religiosa. Aos 15 anos, conheceu o evangelho por meio de uma amiga e se tornou membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Seu interesse e compromisso com os ensinamentos bíblicos eram sinceros. Do dinheiro que recebia como arrumadeira na pensão da irmã, Paula, devolvia fielmente o dízimo e doava outra parte como oferta de gratidão a Deus. “Creio que devemos ser obedientes ao que a Bíblia nos pede”, ela observa. Aos 18 anos, com o consentimento dos pais, mudou-se para São Paulo e foi trabalhar na casa de outra família. “No começo, chorei bastante de saudade. Mas a minha patroa gostava muito de mim e me adaptei à nova vida”, conta. Maria do Carmo casou-se e teve duas gestações, infelizmente interrompidas. “Na primeira, o bebê nasceu morto. Na outra, tive um aborto depois de uma queda. Sofri como nunca, porque desejava muito ter filhos”, afirma. Com 14 anos de casamento, veio o divórcio. “Fiquei muito decepcionada. Depois de um tempo, conheci a cidade de Juquiá e fui parar na comunidade Itopava. Foi ali que pude dedicar meu tempo
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para o trabalho missionário, que é o que eu amo fazer”, conta. A aposentada tem 79 anos e vive sozinha num vilarejo de Juquiá, município localizado a cerca de 170 quilômetros da capital paulista. Ela sonhava construir uma igreja a fim de estudar a Bíblia e apresentar o amor de Deus à vizinhança, objetivo que parecia muito distante de alcançar. “Eu sabia, desde o início, que não seria fácil. Por mais que tivesse pressa, tive que ser paciente, porque dependia de várias coisas”, ela afirma. Convicta do que pretendia, ela abriu mão de um terreno e o doou para que nele fosse edificado um templo. “Eu sempre imaginei um lugarzinho em que a gente pudesse se reunir. Como tinha esse lote, não pensei duas vezes e o doei à igreja”, declara. O desejo de evangelizar impulsionou Maria do Carmo a dar outro grande passo. Otimista e cheia de
energia, ela fez a terraplenagem sozinha com apenas uma enxada e um saco de estopa para arrastar a terra. Recém-chegado na cidade, Anderson Bernardes dos Reis, pastor local, soube do caso de dona Maria do Carmo. “Quando fui visitá-la, fiquei perplexo. De acordo com engenheiros, ela removeu, sem a ajuda de nenhum equipamento motorizado, mais de 200 metros cúbicos de terra. Isso equivale a aproximadamente dezoito caminhões de terra”, ele enfatiza. Com o passar do tempo, o testemunho da gigante que tem um metro e meio de altura e pesa menos de 50 quilos se tornou conhecido até mesmo fora do Brasil. Através de um vídeo divulgado na internet (goo.gl/BDBjVG) e que já alcançou mais de 35 mil visualizações, sua história chegou ao outro lado do mundo. “Fiquei encantada ao assistir ao testemunho da dona Maria. Percebi que a vontade dela de construir uma igreja vem do amor que ela tem por Jesus e pelo próximo. Essa história impactou minha vida”, comenta
Foto: União Leste Brasileira
DANÚBIA FRANÇA
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Márcia Meguro Ohira Fukuroi, que mora no Japão. O Jardim Itopava, onde Maria do Carmo reside, tem aproximadamente 130 famílias e é considerado um bairro carente. Para ter acesso à saúde, educação e farmácia, entre outros serviços, é necessário ir até Juquiá. Porém, boa parte dos moradores não tem transporte. Então percorrem um longo e precário trajeto. “Quando vou ao mercado, caminho cerca de 5 km. Da mesma forma quando vou à igreja. Quando chove, eu coloco bota e capa. Não gosto de perder nenhum culto no sábado, já que nos outros cultos à noite é complicado ir, porque a
VIDA SIMPLES As mãos calejadas de dona Maria revelam que sua vida sempre foi marcada por muito trabalho e esforço. Quando passou a viver nessa comunidade rural, sua rotina se tornou mais simples. Sua paixão é lidar com a terra, de onde ela também tira boa parte do que consome. A alimentação saudável, rica em frutas, legumes e tubérculos, explica de onde ela tira forças para
DANÚBIA FRANÇA é jornalista e atua como assessora de Comunicação da sede da igreja
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Foto: União Leste Brasileira
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realizar tarefas improváveis para uma pessoa da sua idade. “Nunca fiz questão de morar no luxo. Tudo o que tenho aqui é suficiente para mim”, assegura. Maria do Carmo não frequentou escola, mas gosta de comprar literatura e ler antes de distribuíla. Tudo o que sabe procura compartilhar com os amigos. Já chegou a ministrar 13 estudos bíblicos ao mesmo tempo. Um dos frutos de seu trabalho foi a família de Gonçalo Silva de Alencar. “Certo dia, a irmã Maria do Carmo bateu à nossa porta e perguntou se eu e minha família queríamos estudar a Bíblia. Aceitamos e foi a melhor coisa que fizemos. Ela é muito dedicada e atenciosa, o que nos ajudou muito na decisão de seguir inteiramente a Cristo”, afirma. Por se preocupar também com as crianças da comunidade, ela dedica um dia na semana para realizar atividades recreativas e educativas. Para ela, o amor, o cuidado e a educação religiosa devem ser ensinados e reforçados na infância para que os valores sejam levados até a fase adulta. Para Maria do Carmo, nunca é tarde para sonhar. Ela sente que ainda pode fazer muito mais. “Minha responsabilidade agora aumentou. Sinto que meu trabalho está apenas começando. Há muitas pessoas que precisam conhecer Jesus”, ela afirma. ]
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APESAR DA PEQUENA ESTATURA, MARIA DO CARMO É GIGANTE NA FÉ E TEM MOSTRADO QUE O AMOR PELA MISSÃO PODE REMOVER GRANDES OBSTÁCULOS
estrada é cheia de buracos e fica muito escura”, comenta Maria. Depois de terminar um serviço que estava realizando, Maria do Carmo se sentiu mal. Ela conseguiu falar com um vizinho, que a levou de carro para a casa do pastor Anderson. “Assim que nos vimos, ela disse que não estava bem. Percebi que estava diferente do normal e a levei ao pronto-socorro. Então foi constatado que ela havia tido um AVC”, relata o pastor. Maria do Carmo ficou internada por alguns dias e, quando recebeu alta, foi morar por dois meses com a sobrinha para continuar o tratamento. Apesar da saúde fragilizada, ela continuava com o plano de construir a igreja antes de finalizar o ano de 2018. No entanto, outros desafios acabaram surgindo. Havia pouco tempo para concluir o trabalho, e o período chuvoso estava dificultando o avanço da construção. Porém, depois de muita oração e trabalho, o que parecia ser impossível tornou-se real. No dia 11 de novembro do ano passado, Maria do Carmo, os moradores da região, membros da igreja central de Juquiá, líderes da Associação Paulista Sul e convidados testemunharam o momento da inauguração da Igreja Adventista de Itopava. A cerimônia de abertura aconteceu no novo prédio e foi marcada com batismos. “Ver as pessoas tomando decisões e sendo batizadas faz com que esse prédio realmente tenha significado e isso é maravilhoso. Podemos ver que o sonho da irmã Maria do Carmo está se realizando em dobro. O templo foi inaugurado e, acima de tudo, as pessoas estão se unindo à igreja”, ressalta o pastor Reis. Além de um salão construído por Maria, que hoje é usado para atividades com crianças e jovens, o templo dispõe de cozinha equipada, estrutura adaptada para pessoas com necessidades especiais, e de uma área para confraternização.
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para a região sul da capital paulista Depto. Arte
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SOL DO MEIO-DIA AÇÕES DE SERVIÇO SÃO COMO A LUZ DO AMANHECER, MAS O TESTEMUNHO INTENCIONAL SOBRE CRISTO É QUE ILUMINA POR COMPLETO O MUNDO JONI ROGER OLIVEIRA
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Afinal, a luz que brilha ao meiodia (v. 10) é mais intensa do que a do alvorecer (v. 8), embora a primeira preceda a segunda. Entender isso pode nos ajudar a ir além do assistencialismo no voluntariado. A luz do testemunho se torna mais intensa quando um coração toca o outro e existe a abertura para que o missionário ajude a quem ele está servindo a também se encontrar com Cristo. Como escreveu Ellen G. White, “somente vida gera vida” (O Desejado de Todas as Nações, p. 250). Esse deve ser nosso foco ao pensar em Missão Calebe, Um Ano em Missão, Serviço Voluntário Adventista e outros projetos que a igreja oferece (veja oportunidades de servir em sva.adventistas.org).
A jovem Alice (nome fictício) está experimentando isso no Iraque. A voluntária procura minimizar o sofrimento das vítimas da guerra num campo de refugiados. Ao servir essas pessoas, ela ganhou a confiança de uma família. Mesmo sendo muçulmanos, o chefe dessa família um dia pediu de presente uma Bíblia. As conversas sobre Jesus haviam despertado o interesse dele pelo livro sagrado dos cristãos. Com muita alegria, a voluntária o presenteou com duas Bíblias em árabe, exemplares que têm sido lidos com avidez por ele, a esposa e as filhas. Essa família já deixou o campo de refugiados e retornou para sua cidade de origem, que está completamente destruída. Por causa do desprendimento de uma jovem voluntária, o Espírito Santo tem hoje em suas mãos uma família muçulmana que está sendo lapidada para Seu serviço naquele lugar. O testemunho dessa garota foi dado com paixão e brilhou como o sol do meio-dia em um campo de refugiados. ] JONI ROGER OLIVEIRA é pastor e diretor do Serviço Voluntário Adventista na sede sul-
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VOLUNTÁRIOS QUE DESEJAM ILUMINAR O MUNDO PRECISAM SERVIR AO PRÓXIMO SEM SE ESQUECER DO TESTEMUNHO INTENCIONAL A RESPEITO DE CRISTO
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volu nt a r iado é u m movimento significativo ao redor do mundo. Seg u ndo o relatór io anual de voluntariado da ONU, estima-se que, em 2017, 1 bilhão de pessoas serviram como voluntárias, sendo 70% delas de modo informal e 30% por meio de organizações. No contexto adventista da América do Sul, o crescimento do número de voluntários que servem por meio de programas oficiais da igreja cresceu sensivelmente em dez anos (2008-2018): de 78 para mais de 900 voluntários, algo em torno de 1.000% de acréscimo! Entretanto, ainda é muito comum associar o trabalho do voluntário apenas às ações de serviço. Como igreja, precisamos pensar para além disso. Precisamos ter a intencionalidade de satisfazer as necessidades físicas, materiais e sociais de uma pessoa, e também as aflições de sua alma. No importante capítulo de Isaías 58, o profeta vincula o jejum com a renúncia própria e a ajuda aos famintos e aflitos. Dessa maneira, nossa luz pode despontar nas trevas, e nossa noite ser como o meio-dia (v. 10). Embora nos versos anteriores (6 e 7), Deus tenha listado algumas necessidades que precisam ser supridas, como dar pão ao faminto, teto para os desabrigados, roupas para os que estão nus, justiça para o injustiçado e libertação para os oprimidos, é somente no verso 10 que Ele apresenta a condição final para que nossa luz brilhe como se fosse meio-dia: testemunhar sobre nossa experiência pessoal com Cristo.
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americana da igreja Depto. Arte
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ESTANTE
LISTA DE LEITURA
O CLUBE DE LEITURA DE 2019 OFERECE ALGUNS LIVROS INTERESSANTES PARA ENRIQUECER SUA VIDA GLAUBER ARAÚJO, ARIANE OLIVEIRA E EDUARDO RUEDA
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m todo começo de ano, somos tentados a fazer listas de resoluções que nem sempre são cumpridas ao longo dos 12 meses seguintes. Uma das explicações para essa frustração anual é que geralmente as pessoas estabelecem metas que não são realistas, seja em termos de prazo ou nível de dificuldade.
Para ajudar você a fazer uma lista de leitura interessante e factível, separamos um resumo das obras escolhidas pela Igreja Adventista na América do Sul para o Clube de Leitura de 2019. Existem títulos para todas as faixas etárias: crianças, adolescentes e jovens universitários. Abaixo, você confere o que pode esperar dessas obras.
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infantil e apresenta temas conhecidos de modo criativo e interessante. O livro é ilustrado e interativo. Os textos são curtos, fáceis de ler e ajudam a criança a entender que Deus criou o mundo de maneira detalhada, o que evidencia o planejamento cuidadoso do Criador. O livro também mostra que Deus deseja levar Seus filhos para viver no Céu, lugar de paz, perfeição e alegria, preparado com muito amor.
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DE ONDE VIM? PARA ONDE VOU? (6 A 9 ANOS) O livro explica o relato bíblico da criação e as características do Céu descritas nas Escrituras, de jeito simples, com experiências, atividades e linguagem atrativa para as crianças. O autor, Orlando Palmieri, aproveita a curiosidade
EXPEDIÇÃO GALÁPAGOS (10 A 15 ANOS) O que pode acontecer quando um adolescente viaja com o pai até o arquipélago de Galápagos, conhece o “amor de sua vida”, faz amizade com um leão-marinho e visita lugares incríveis? O resultado só pode ser aventura, conhecimento e diversão. O livro Expedição Galápagos, escrito por Michelson Borges, é fruto das observações, experiências in loco e emoções vividas pelo autor durante uma viagem com um grupo de pesquisadores a esse arquipélago do Equador. Ao ler o “diário” das aventuras vividas pelo
personagem Thiago, o leitor aprende um pouco mais sobre história, geografia, ciências e paleontologia. Além disso, entende por que o autor diz ter visto na “terra de Darwin” apenas evidências das digitais do Criador. PRAZER EM CONHECER ELLEN WHITE (16 A 35 ANOS) Ler os livros de Ellen White é sempre uma aventura emocionante. Seus textos retratam uma época que não mais existe, quando as pessoas se vestiam, viajavam e se relacionavam de maneira totalmente diferente da nossa. Ao ler os conselhos e as advertências desta grande escritora, muitas pessoas se esquecem completamente do contexto em que ela viveu e o que a levou a escrever tantos livros. Prazer em Conhecer Ellen White (2018, 152 p.), de autoria de George Knight, ajuda os leitores a conhecer as experiências e a vida da autora que escreveu best-sellers como Caminho a Cristo e O Grande Conflito. Dividido em duas seções, a primeira apresenta sua vida e seu ministério profético, enquanto a segunda aborda seus escritos, explicando os diferentes temas que ela tratou e o contexto em que seus livros foram publicados. Na época em que Ellen White viveu, o meio de transporte mais utilizado
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NO PRINCÍPIO (UNIVERSITÁRIOS) Se existe uma questão que ainda gera debates acalorados entre a religião e a ciência, é o dilema sobre a origem da vida. Cientistas e líderes religiosos têm oferecido diversas respostas para essa indagação, e o debate tem ganhado repercussão na mídia e desdobramentos no campo jurídico. Figuram na arena pública a disputa de duas explicações seminais: a que
enxerga acaso (evolucionismo) e a que pressupõe planejamento (criacionismo e Teoria do Design Inteligente) para o surgimento e desenvolvimento da vida. Para os que estudam a Bíblia, o relato de Gênesis é fundamental, pois é a base para a narrativa e a teologia que se desenvolvem no livro sagrado. É por isso que No Princípio (2018, 319 p.) aborda temas como a cosmovisão bíblica, a interpretação dos primeiros capítulos de Gênesis, as referências que Cristo e o Novo Testamento fazem ao relato da criação, a insuficiência da teoria neodarwinista e suas consequências no mundo ocidental. Com uma abordagem séria e acadêmica, bem como acessível, este livro renovará sua compreensão sobre esse tema polêmico. Esta obra, por ser mais teológica e filosófica, difere das outras que foram publicadas em anos recentes, cuja ênfase era mais científica. Dessa maneira, ela cobre um aspecto do debate até aqui pouco analisado.
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era a carruagem. A bicicleta havia sido recém-inventada e a luz elétrica só começou a se popularizar quando a autora já estava bem idosa. Muito do que ela escreveu reflete o mundo em que viveu. Alguns de seus testemunhos tratam de assuntos que podem até parecer estranhos para a geração atual, concentrada em celulares, tablets e mídias sociais. Por isso, para que se possa ter melhor apreciação dos seus escritos, o leitor precisa ter um conhecimento básico da vida e do cotidiano da autora. Suas lutas e batalhas a transformaram em uma das 100 pessoas mais influentes dos Estados Unidos.
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CONSELHOS SOBRE MORDOMIA (ADULTOS) Tendo em vista o mundo materialista em que vivemos, é inegável o fato de que, dentre todas as coisas que Deus nos confiou para cuidar, uma das mais difíceis de administrar é o dinheiro. Segundo alguns, o bolso é o “órgão” mais sensível do ser humano. E, de acordo com Jesus, onde está nosso tesouro aí está nosso coração (Mt 6:21). Conselhos sobre Mordomia é uma compilação de escritos da pioneira adventista Ellen G. White, extraídos principalmente de artigos que ela publicou no periódico Review and Herald. Inicialmente lançado em 1940, em inglês, e depois em 1968, em português, a obra apresenta orientação sobre riqueza, liberalidade, motivos corretos para doar, investimentos, empréstimos, dívidas e votos. São conselhos gerais e específicos que se aplicam aos membros e instituições adventistas. Acima de tudo, a obra apresenta o conceito bíblico de mordomia, cujo fundamento está em duas verdades incontestáveis: Deus é o dono de tudo (Sl 24:1) e tudo que vem Dele deve ser usado para Sua glória. Com base nesses dois valores, podemos desfrutar melhor as bênçãos que rebemos Dele e abençoar mais pessoas com os recursos que Ele nos têm confiado. ]
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GLAUBER ARAÚJO é editor de livros denominacionais, ARIANE OLIVEIRA é editora de livros infantojuvenis e EDUARDO RUEDA é editor
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dos livros de Ellen G. White na CPB Depto. Arte
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TEMPO DE RECONCILIAÇÃO AS FESTIVIDADES DE FIM DE ANO SEMPRE SÃO UMA OPORTUNIDADE DE FAZER UM BALANÇO DA VIDA E RESTAURAR RELACIONAMENTOS TALITA CASTELÃO
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ACALORADOS POR DIVERGÊNCIAS IDEOLÓGICAS E POLÍTICAS, ENTRAMOS NUM VERDADEIRO TSUNAMI DE DESENTENDIMENTOS NOS ÚLTIMOS MESES
São como um saco de plumas soltas no topo de uma montanha. Então o jeito é construir uma nova ponte sobre o abismo que se criou. Porém, como fazer isso? Se você se desentendeu feio com alguém, precisa avaliar a intensidade da briga, saber o que deseja do relacionamento daqui em diante e dar a si mesmo um tempo para tentar se colocar no lugar do outro, pensando em como se sentiria caso estivesse no lugar dele. Bondade e gentileza são necessárias se você decidir fazer um novo contato. Por isso, assuma a responsabilidade e tente reconstruir o respeito e a confiança novamente. Não se esqueça de ser humilde. Saiba que provavelmente aquela pessoa querida também esteja sofrendo e almejando uma oportunidade de resolver as coisas com você. Acordo, conciliação, congraçamento, harmonia e concordância. Todas essas palavras são bem-vindas e necessárias em nossa trajetória de vida. Como consta numa postagem que recebi há pouco tempo: “Independentemente do lado em que você esteja, cultive a paz!” ] TALITA CASTELÃO é psicóloga clínica, sexóloga e doutora em Ciências
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cravo brigou com a rosa debaixo de uma sacada. O cravo ficou ferido e a rosa despedaçada. O cravo ficou doente. A rosa foi visitar. O cravo teve um desmaio, a rosa pôs-se a chorar. Essa conhecida canção popular ilustra bem a experiência que todos já tivemos de, em algum momento, ter rompido um relacionamento em que, no fundo, as duas partes envolvidas lamentam a dissolução. Se você já falou o que não devia e ouviu o que não queria, saiba que não está sozinho. A lista dos que passaram por isso é grande e aumentou consideravelmente nos últimos meses. Acalorados por divergências ideológicas e políticas, entramos num verdadeiro tsunami de desentendimentos. Seja nas mídias sociais ou pessoalmente, filhos e pais, irmãos e irmãs, cônjuges e namorados, amigos e colegas, gestores e funcionários não conseguiam dialogar. O cenário de devastação nos afetos ainda é visível e sabe-se lá quando vai ser modificado. Porém, uma coisa é certa: não temos todo o tempo do mundo. As razões para divergência podem ser variadas, mas quem reconhece a brevidade da vida preza a segunda chance, por andar a segunda milha, por chegar em segundo lugar, mas ter com quem celebrar. Ou será que somos mais felizes quando “ganhamos” uma discussão e perdemos um relacionamento significativo? As pessoas são únicas e têm sensibilidade e tolerância variadas, mas às vezes todos nós exageramos e precisamos retroceder. Não necessariamente em nossa forma de pensar, mas em nosso modo de tratar e conviver. Afinal, todos habitamos no mesmo planeta e não temos para onde fugir. Refletindo em tantos laços desfeitos ao longo de 2018, creio que a palavra reconciliação seja uma das mais adequadas para esta época do ano. Muita gente precisa restabelecer relações e daria tudo para voltar a certo momento e recolher as ofensas que distribuiu deliberadamente... Contudo, as palavras não podem ser recolhidas.
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