S O B N O V A D I R E Ç Ã O /// C A S A M E N T O A O R E D O R D O M U N D O /// A N T E S D E D I Z E R S I M /// L Í D E R D E U M A G E R A Ç Ã O
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Exemplar avulso: R$ 2,84 | Assinatura: R$ 34,00
FEVEREIRO 2018
SINTONIA COM COM DEUS SINTONIA DEUS
Designer
Editor Texto
EM MEIO A TANTOS RUÍDOS, ENCONTRE A FREQUÊNCIA CERTA
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EM MEIO A TANTOS RUÍDOS, ENCONTRE A FREQUÊNCIA CERTA
Depto. Arte
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EDITORIAL
NESTE MUNDO CHEIO DE SONS E DISTRAÇÕES, ESCUTAR É UMA HABILIDADE ESSENCIAL MARCOS DE BENEDICTO
Aproximadamente 360 milhões de pessoas ao redor do mundo têm problema de audição, segundo a Organização Mundial de Saúde. E 1,1 bilhão de jovens correm esse risco por causa da exposição a ruídos excessivos. Mas o que não costuma ser contabilizado é outro tipo de perda auditiva: a surdez espiritual. Esse é um problema real que pode afetar todos nós. Ouvir é uma experiência que começa cedo. Adam S. McHugh iniciou seu premiado livro The Listening Life (InterVarsity, 2015) com estas palavras: “Ouvir vem primeiro. Você ouve mesmo antes de ter consciência disso. De dentro do útero, o bebê já ouve a voz dos pais. Depois do nascimento, ele passará os meses seguintes ouvindo as palavras que eles falam, sussurram e cantam para ele, até que um dia começará a ecoar essas palavras, uma sílaba imperfeita de cada vez.” Entretanto, em algum momento, conforme o autor reconhece, começamos a violar essa regra e a inverter a ordem natural das coisas: em vez de ouvir, primeiro falamos. E alguns falam sem parar... Talvez seja por isso que Tiago (1:19) aconselha cada um a ser pronto para ouvir, mas cuidadoso ao falar. Na antiguidade, em sociedades com baixo nível de alfabetização e limitado acesso a fontes escritas, a comunicação era basicamente oral. Portanto, ouvir era uma arte, e algumas pessoas chegavam a memorizar livros inteiros. Não é por acaso que a palavra “ouvir”, ao lado de suas variações, aparece mais de 1.500 vezes na
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SE VOCÊ QUER QUE DEUS O OUÇA, PRECISA PRIMEIRO APRENDER A OUVI-LO
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Editor Texto
C.Qualidade
MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista
No 1330
Publicaçã
Órgão Geral da Igrej
“Aqui está a paciê guardam os mand
Editor: Marcos De Bened
Editores Associados: Má
Conselho Consultivo: Ted Edward Heidinger Zevall Domingos José de Souza Leonino Santiago, Marlin Moacir da Silva
Projeto Gráfico: Eduardo Designer Gráfico: Renan Ilustração da capa: © me
Adventist World é uma sede mundial da Igrej mensalmente na África Áustria, Brasil, Core
Editor: Bill Knott Editores associados: Lae
Editores-assistentes: Sa Jordache, Wilona Karima Chun, Jae Man Park, Hyo
Arte e Design: Types & S
Gerente Financeiro: Kim
Gerente Internacional de
Gerente de Operações: M
Conselheiros: Mark A. Fin
Comissão Administrativa Chun, Karnik Doukmetzia Lust, Ray Wahlen, Juan P Ted N. C. Wilson
CASA PUBLI
Editora da Igre
Rodovia Estadual SP 127 Caixa Postal 34; CEP 1827 Fone (15) 3205-8800 – Fa
SERVIÇO DE ATENDIMENT LIGUE GRÁTIS: 0800 9790 Segunda a quinta, das 8 Sexta, das 8h às 15h45 /
Diretor-Geral: José Carlos
Diretor Financeiro: Uilson
Redator-Chefe: Marcos D
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Gerente de Vendas: João
Chefe de Arte: Marcelo d
Não se devolvem origina
As versões bíblicas usad e a Nova Versão Internac
Exemplar avulso: R$ 2,6
Números atrasados: Pre
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Foto: Shaun Menaryo | Lightstock
A ARTE DE OUVIR
Bíblia, a começar pelo primeiro “credo”: “Ouve, Israel” (Dt 6:4). Jesus usou várias vezes a expressão “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mt 11:15; 13:9, 43; Mc 4:9, 23; Lc 8:8; 14:35). É como se Ele estivesse pedindo: “Preste atenção! Isto é importante.” A frase aparece repetidamente também em Apocalipse 2 e 3, incluindo o conhecido apelo de 3:20. Para o apóstolo Paulo, a fé vem por ouvir a mensagem da Palavra (Rm 10:17). Naturalmente, ler a Palavra é um ato com um poder indiscutível. Porém, ouvi-la, no sentido literal e metafórico, tem um efeito maravilhoso. Ellen White comentou: “A Bíblia é a voz de Deus a falar-nos exatamente como se pudéssemos ouvi-Lo com os nossos ouvidos” (Nos Lugares Celestiais, p. 135). Ao ouvir, concentramos a mente e o coração em algo ou alguém além de nós mesmos e o Espírito Santo nos impressiona a agir em determinada direção. O problema é que, muitas vezes, apenas ouvimos, mas não escutamos. Há uma sutil diferença entre os dois verbos: enquanto o primeiro está mais ligado ao sentido físico e à captação do som, o segundo tem mais a ver com prestar atenção e compreender o significado, retendo a mensagem. Os cristãos comprometidos acham que têm que falar, falar e falar, e em voz alta, o que é verdade. Mas a dimensão do ouvir não pode ser esquecida. Deus reclamou várias vezes de que Seu povo não O ouvia (Sl 81:11; Jr 17:23; Ez 3:27; Zc 7:11). Ser surdo por não querer ouvir é sinal de rebeldia. Como enfatiza a matéria de capa desta edição, ouvir é uma disciplina espiritual que precisa ser resgatada e praticada. Não no sentido místico, mas no sentido de entender e obedecer. Se você quer que Deus o ouça, precisa primeiro aprender a ouvi-Lo. Isso exige atenção e senso de urgência. Certos sons, como gritos e choros, têm o poder de chamar nossa atenção imediatamente. A voz de Deus também deve ser ouvida com rapidez. ]
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Ano 113
Publicação Mensal – ISSN 1981-1462 Órgão Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil “Aqui está a paciência dos santos: Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” Apocalipse 14:12 Editor: Marcos De Benedicto Editores Associados: Márcio Tonetti e Wendel Lima Conselho Consultivo: Ted Wilson, Erton Köhler, Edward Heidinger Zevallos, Marlon Lopes, Alijofran Brandão, Domingos José de Souza, Geovani Souto Queiroz, Gilmar Zahn, Leonino Santiago, Marlinton Lopes, Maurício Lima e Moisés Moacir da Silva
vem avra Palacutíral e hoso. a voz mo se ouvi). Ao ação smos a agir
Projeto Gráfico: Eduardo Olszewski Designer Gráfico: Renan Martin Ilustração da capa: © mertsaloff | Fotolia
Adventist World é uma publicação internacional produzida pela sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia e impressa mensalmente na África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Coreia do Sul, Estados Unidos e México v. 14, no 2 Editor: Bill Knott Editores associados: Lael Caesar, Gerald Klingbeil, Greg Scott Editores-assistentes: Sandra Blackmer, Stephen Chavez, Costin Jordache, Wilona Karimabadi (Silver Spirng, EUA); Pyung Duk Chun, Jae Man Park, Hyo-Jun Kim (Seul, Coreia do Sul)
apes. Há rbos: gado som, estar ado,
Arte e Design: Types & Symbols Gerente Financeiro: Kimberly Brown Gerente Internacional de Publicação: Pyung Duk Chun Gerente de Operações: Merle Poirier
SUMÁRIO
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Aprenda a ouvir Deus
Não é bom estar só
Sete facetas da vida a dois
Desenvolva a habilidade que é a base do crescimento espiritual
Saiba como o casamento é celebrado ao redor do mundo
A Bíblia apresenta o ideal de Deus para o matrimônio
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Acasalados ou casados?
Proteja seu casamento
Pastor dos jovens
Questões importantes para quem planeja subir ao altar
Blinde seu coração e sua mente
O garoto sem perspectivas que se tornou o líder de uma geração
Conselheiros: Mark A. Finley, John M. Fowler, E. Edward Zinke Comissão Administrativa: Si Young Kim, Bill Knott, Pyung Duk Chun, Karnik Doukmetzian, Suk Hee Han, Yutaka Inada, German Lust, Ray Wahlen, Juan Prestol-Puesán, G. T. Ng, Ted N. C. Wilson
2 EDITORIAL
32 VISÃO GLOBAL
41 SAÚDE
Rodovia Estadual SP 127 – km 106 Caixa Postal 34; CEP 18270-970 – Tatuí, SP Fone (15) 3205-8800 – Fax (15) 3205-8900
4 CANAL ABERTO
34 NOVA GERAÇÃO
42 VOLUNTARIADO
SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CLIENTE LIGUE GRÁTIS: 0800 9790606 Segunda a quinta, das 8h às 20h Sexta, das 8h às 15h45 / Domingo, das 8h30 às 14h
5 BÚSSOLA
35 PRIMEIROS PASSOS
43 INSTITUCIONAL
36 PERSPECTIVA
45 MEMÓRIA
37 BEM-ESTAR
46 BOA PERGUNTA
38 RETRATOS
47 EM FAMÍLIA
28 DEVOCIONAL
39 INTERNACIONAL
50 ESTANTE
30 MINHA HISTÓRIA
40 MISSÃO
Editora da Igreja Adventista do Sétimo Dia
A opinião de quem lê A grande comissão
6 ENTREVISTA
Diretor-Geral: José Carlos de Lima
Ciência da criação
Diretor Financeiro: Uilson Garcia Redator-Chefe: Marcos De Benedicto
8 PAINEL
Gerente de Produção: Reisner Martins
Datas, números, fatos, gente, internacional
Gerente de Vendas: João Vicente Pereyra Chefe de Arte: Marcelo de Souza
17 GUIA
Não se devolvem originais, mesmo não publicados. Foto: Shaun Menaryo | Lightstock
A arte de ouvir
As versões bíblicas usadas são a Nova Almeida Atualizada e a Nova Versão Internacional, salvo outra indicação. Exemplar avulso: R$ 2,84 | Assinatura: R$ 34,00
Declarações que não são de Ellen White Unidos pela missão
Números atrasados: Preço da última edição. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem prévia autorização escrita do autor e da Editora.
Meu amigo Michael
Momento decisivo Filhos de Deus Mão invisível
Em favor da justiça Prevenção não tem idade Novas salas de aula na Índia Resgate da dignidade
Cuidar de quem cuida
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CASA PUBLICADORA BRASILEIRA
Bagagem missionária Vem e vê
Dormiram no Senhor
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Fevereiro, 2018
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Fev. 2018
No 1330
Livros apócrifos
Remédio para a alma e o coração
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Editor Texto
O apóstolo do caminho
C.Qualidade
Investimento em saúde Depto. Arte
Tiragem: 158.000
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CANAL ABERTO
BÚS
LEGADO ECOLÓGICO
Moura, que tornavam simples os temas mais complicados. Penso que essa parceria pode durar por um tempo, mas não será longa. Desejo sabedoria a vocês nessa desafiadora tarefa.
Muito relevante o artigo de Cindy Tutsch, na edição de janeiro (p. 24, 25), sobre a compreensão de Ellen White acerca do cuidado da natureza. Como um povo que proclama a primeira mensagem angélica (Ap 14:6, 7), que aponta para Deus como Criador, devemos estar na vanguarda da preservação ambiental. Além disso, nossa mensagem de saúde também tem muito a dizer sobre um estilo de vida sustentável.
Ezekiel Figueira / Via e-mail
ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS
VOANDO PARA MEU PASSADO
A história do Andrew McChesney, contada na edição de janeiro (p. 26, 27), é a triste realidade de muitos lares que passam pelo divórcio e ficam esfacelados. Filhos dessas famílias podem acabar perdendo o rumo e se distanciando de Deus. Em deliberada rebelião, Andrew foi para o mundão; mas, felizmente, ele voltou. Lourenço Gonzalez / Niterói (RJ)
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MENTOR DE MISSIONÁRIOS
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Editor Texto
C.Qualidade
Parabenizo o pastor Carlson, perfilado na edição de janeiro, por ter discipulado inúmeros alunos, mesmo sem nunca ter liderado uma igreja (p. 48, 49). Sempre enxerguei as escolas adventistas como nosso maior campo missionário. O ponto é que precisamos escolher melhor os capelães, não colocando apenas pastores recém-formados, que podem olhar essa função como “castigo”, mas ministros mais experientes e qualificados. Que nossos seminários também atentem para essa necessidade na formação dos novos pastores! Adolfo Victor Tito Rojas / São Paulo (SP)
PRECISA-SE DE FÉRIAS
Excelente o artigo da seção “Em família” de janeiro (p. 46). De maneira simples e direta, a doutora Talita Castelão
apresentou os malefícios de uma vida sem férias. Como diretor de um colégio adventista, tenho o desafio de viver isso e conscientizar meus colaboradores da importância de uma pausa na rotina. Washington Alencar / Piracicaba (SP)
DISTRIBUIÇÃO DA REVISTA
Que notícia fantástica o pastor Marcos De Benedicto anunciou no editorial de janeiro: a Revista Adventista será franqueada para os irmãos de todo o Brasil! Contudo, deve-se cuidar com a distribuição desse material, a fim de que as edições cheguem aos leitores com cheiro de prelo. Luiz Farias / São Gabriel do Oeste (MS)
DUETO DESAFINADO
Parabenizo a equipe por manter assuntos agradáveis de serem lidos. Todavia, expresso meu descontentamento com a junção da Revista Adventista e Adventist World. Penso que a união das duas enfraqueceu ambas. O resultado foi uma revista confusa e sem identidade, uma dupla que não combinou as vozes. Acho, por exemplo, que os logotipos das revistas deveriam aparecer apenas no expediente e no rodapé das páginas. Outro ponto foi a perda repentina dos colunistas Silmar Cristo, Wilson Paroschi e Ozeas
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Everson Wolff Silva / Campo Grande (MS)
ERTO
SETENTA VEZES SETE
Parabenizo a revista pelo excelente artigo de dezembro, intitulado “Setenta vezes sete”, de Roy Adams, que tratou sobre as implicações de uma resposta de Jesus para o perdão em casos de ofensas graves. Foi esclarecedor e libertador. Tenho compartilhado o conteúdo com outras pessoas. Ygor de Carvalho / Nova Iguaçu (RJ)
TOLERÂNCIA ZERO
Elucidativa a resposta à aparente contradição entre Ezequiel 18:20 e Êxodo 20:5 oferecida pelo artigo “Tolerância zero”, na edição de dezembro (p. 36, 37). O autor pontuou, sem subterfúgios, sobre as consequências do pecado e o mecanismo de hereditariedade, e classificou adequadamente três níveis de transgressão. Josildo Isidio de Melo / São Paulo (SP) Expresse sua opinião. Escreva para ra@cpb.com.br. ou envie sua carta para Revista Adventista, caixa postal 34, CEP 18270-970, Tatuí, SP.
Os comentários publicados não representam necessariamente o pensamento da revista e podem ser editados por questão de clareza ou espaço.
Foto: © Shaun Menary | Lightstock
Luvercy Ferreira / São Paulo (SP)
Parabenizo a equipe pela nova proposta da Revista Adventista. Como toda mudança, vai levar um tempo para adaptação. Pode ser que alguns estranhem, mas logo a maioria estará satisfeita com o novo modelo. Destaco a maior leveza da revista, a enxutez das matérias e a diversificação de articulistas e do público-alvo. Além disso, com a ampliação da tiragem, muitos poderão ter acesso a esse periódico que serve de tônico para a saúde espiritual da igreja.
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Revis
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A GRANDE COMISSÃO
ENTENDA POR QUE DISCIPULADO É PRIMEIRO SER PARA DEPOIS FAZER ERTON KÖHLER
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Foto: © Shaun Menary | Lightstock
conxodo rânmbro subs do ditaente
m.br.
comissão evangélica (Mt 28:18-20) é uma das porções bíblicas mais marcantes do Novo Testamento. Prefiro chamála de “a grande comissão”, pois, segundo Ellen White, ela “abrange todos os crentes em Cristo até o fim dos séculos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 822). É tão grande que a vida, missão e multiplicação da igreja estão ligadas diretamente à sua mensagem. Esse mandado de Cristo resume a missão que Ele pessoalmente iniciou e depois nos chamou a continuar. Apesar de sintética, a ordem é abrangente em suas implicações e nos desafia a fazer da missão o “todo” da igreja, confiando nos “todos” de Jesus: 1. “Toda” autoridade. Temos aqui a certeza de que vamos em nome do Senhor. Esse nome tem poder para abrir portas, derrubar muros, quebrar corações insensíveis, resolver problemas insolúveis, levantar o abatido e resgatar o que está perdido. 2. “Todas” as nações. Nosso trabalho é local, mas a visão precisa ser mundial. Por essa razão, não somos uma igreja congregacional, que atua de forma independente. Cuidamos da obra em
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SE ENFATIZARMOS APENAS A PROCLAMAÇÃO, SEM DAR AO DISCIPULADO O SEU DEVIDO LUGAR, A GRANDE COMISSÃO PODE SE TORNAR UMA GRANDE OMISSÃO
nossa região, mas também fazemos sacrifícios a fim de enviar pessoas e recursos para apoiar projetos globais. Precisamos alcançar pessoas tanto do outro lado da rua quanto do outro lado do mundo. 3. “Todas” as coisas que vos tenho ordenado. Pregamos uma mensagem completa, distintiva, com fundamento profético, que transforma a vida na Terra e prepara para a vida no Céu. 4. “Todos” os dias. Esta é a segurança de que o Senhor estará conosco quando a missão for fácil
ou difícil, quando estivermos felizes ou tristes, quando alcançarmos os resultados esperados ou enfrentarmos a frustração, quando formos aplaudidos ou criticados. Se os “todos” da grande comissão nos lembram da abrangência dessa ordem, os verbos desse mandamento nos mostram qual é o foco. A ênfase de Cristo não está apenas no “ide”, mas no imperativo “fazei discípulos”. Neste aspecto, se nos limitarmos a proclamar a mensagem, sem dar a devida prioridade ao discipulado, a grande comissão pode se tornar uma grande omissão. Observe que a ordem de Cristo para fazer discípulos não envolvia nenhuma tarefa nova ou complicada, mas apenas um apelo aos apóstolos para que repetissem aquilo que já haviam experimentado. Isso nos ensina que discipulado é primeiro ser para depois fazer. Se alguém não for discípulo verdadeiro, por mais que promova, incentive ou ordene, não será capaz de fazer outros discípulos. Não somos chamados para promover programas, ideias ou projetos, nem para fazer a gestão de uma instituição. Por mais que isso seja necessário, precisamos ver a igreja como o corpo de Cristo, que primeiro necessita ser formada por discípulos genuínos para então fazer discípulos verdadeiros. Afinal, como diz John Maxwell, “você ensina o que conhece, mas gera apenas o que é”. Desenvolva uma visão correta de discipulado. Ele não tem que ver com um novo programa para a igreja, nem com o aumento de estruturas, materiais, reuniões, logotipos ou títulos criativos. Nem com o empobrecimento da mensagem bíblica ou com entretenimento. Tem que ver com conversão e desenvolvimento espiritual de pessoas, relacionamentos genuínos e especialmente com fidelidade no cumprimento integral da grande comissão. ]
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BÚSSOLA
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Editor Texto
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ERTON KÖHLER é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul
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ENTREVISTA
MÁRCIO TONETTI
Marcos Natal de Souza Costa
Foi a leitura de uma revista publicada pela Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), na década de 1960, que motivou o goiano Marcos Natal de Souza Costa a seguir carreira como geólogo. Depois de ter adquirido experiência na exploração mineral e cursado doutorado em Geologia na Unesp, ele passou a se dedicar integralmente à pesquisa e divulgação do criacionismo no país. Além de participar de simpósios e congressos, desenvolveu um trabalho pioneiro à frente do Núcleo de Estudo das Origens (NEO) do Unasp, campus São Paulo. A partir deste ano, Marcos terá o desafio de liderar não somente a NOVO PRESIDENTE DA SOCIEDADE CRIACIONISTA BRASILEIRA SCB, mas também o GRI (Geoscience Research Institute) sul-americano. Nesta entrevista, E DO INSTITUTO SUL-AMERICANO DE PESQUISA EM GEOCIÊNCIA FALA SOBRE COMO PRETENDE AMPLIAR O o geólogo fala de como pretende ampliar o TRABALHO DE PESQUISA E DIVULGAÇÃO DO CRIACIONISMO apoio à igreja e fortalecer a influência dessas duas entidades no meio científico.
CIÊNCIA DA CRIAÇÃO
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Editor Texto
C.Qualidade
Como você pretende aproximar SCB e GRI da igreja local? A ideia é que o GRI e a SCB trabalhem de maneira integrada e complementar. Vamos trabalhar nos próximos anos na formação de pesquisadores e no incentivo à realização de estudos científicos em áreas de interesse do criacionismo. Porém, o primeiro passo será fazer o levantamento e cadastro dos profissionais com conhecimentos em temas relacionados à ciência das origens. Também pretendemos ampliar a produção de materiais
Em quais aspectos as pesquisas criacionistas precisam avançar na América do Sul? Já temos pesquisas de campo consolidadas na área de paleontologia no Peru e na Bolívia. Porém, precisamos incluir o Brasil nesses projetos e buscar novas áreas potenciais nos demais países sulamericanos. O território brasileiro, por exemplo, é rico em sítios paleontológicos e ambientes geológicos que podem ser explorados a partir do paradigma criacionista. Como o criacionismo pode ter uma ênfase mais propositiva do que desconstrutiva ou apologética em relação ao evolucionismo? O ponto mais importante é produzirmos nossos próprios estudos. Não podemos ficar na dependência da reinterpretação de dados produzidos pela ciência naturalista. Isso passa pela necessidade de gerar novos conhecimentos com base na observação, coleta de dados e experimentação.
Quais áreas emergentes deveriam receber maior atenção? A teoria da evolução, conforme entendida hoje, com forte ênfase na seleção natural, vem sendo questionada pela biologia evolutiva do desenvolvimento e a epigenética. Essas abordagens fornecem uma nova safra de dados que poderão reforçar e dar sólido apoio aos modelos criacionistas de interpretação da origem e diversificação dos seres vivos. Outro terreno fértil é a tafonomia, ramo da paleontologia que tem estudado a ocorrência de tecidos moles preservados em fósseis supostamente muito antigos. Como você avalia o legado do doutor Ruy Vieira, fundador da SCB e presidente da entidade por mais de 40 anos? Ele é um ícone do criacionismo no Brasil, porque produziu materiais e exerceu um papel fundamental na difusão e consolidação desse paradigma. O trabalho dele fez com que o país se tornasse uma referência em criacionismo no contexto adventista mundial. ] MÁRCIO TONETTI é editor associado da Revista Adventista
Liçõ Es Sab
Foto: Arquivo pessoal
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paradidáticos, vídeos, textos, painéis temáticos, para dar suporte a professores e gestores educacionais. Outra ênfase será a abertura de centros criacionistas, principalmente em nossas instituições de ensino superior.
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C
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C.Q.
motivos do coração
Custo SANTA LÚCIA
GUIANA
Georgetown
SURINAME
Paramaribo
TRINIDAD E TOBAGO
SÃO VICENTE E GRANADINAS
BARBADOS
MARTINICA
DOMINICA
GUADALUPE
ANTÍGUA E BARBUDA
ANGUILLA
ILHAS VIRGENS BRITÂNICAS
MONTSERRAT
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GUIANA FRANCESA
Centro de Influência e Centro Evangelístico, na Universidade Adventista das Antilhas, em Mayaguez, Porto Rico. Igreja na Universidade do Sul do Caribe, em Maracas, Trinidad e Tobago. Prédio para Centro Comunitário, no Hospital Adventista do Sudeste, em Villahermosa, no México.
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PORTO RICO ILHAS VIRGENS SÃO CRISTÓVÃO E NÉVIS
ANTILHAS HOLANDESAS
GRANADA
VENEZUELA
BRASIL
Letra Gigante Código: 5771/13558
Código: 5770
Código: 11735
Código: 15997
Código: 5772
Código: 5774
Código: 5776
RA Fev2018 ARUBA
Editor
Projetos Especiais
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REPÚBLICA DOMINICANA
TURCOS E CAICOS
HAITI
Bogotá
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Mar do Caribe
JAMAICA
BAHAMAS
Capa Espiral
CUBA
PERU
EQUADOR
PANAMÁ
ILHAS CAYMAN
NICARÁGUA
HONDURAS
BELIZE
Golfo do México
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GUATEMALA
EL SALVADOR
COSTA RICA
Oceano Pacífico
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ADP 1º-2018— Espiral E.U.A.
POPULAÇÃO 0 482.000 378.000 3.768.000 44.802.526 11.208.000 10.630.000 1.085.000 16.554.000 291.000 11.093.000 8.200.000 30.022.709 2.732.000 15.787.555 6.611.685 20.811.622 41.393.778 15.241.445 4.041.000 3.415.000 6.408.000 27.950.378 11.218.000 5.801.303 299.929.000
Cidade do México
MÉXICO
MEMBROS 144 32.344 42.814 236.257 80.179 33.158 313.245 31.763 247.997 8.970 442.913 172.123 200.872 296.793 160.639 217.729 100.015 148.877 153.970 73.459 32.875 198.124 158.597 215.942 92.151 3.691.950
37187 l
Divisão Interamericana
Exemplar Avulso: R$ 13,90 Assinatura Anual: R$ 48,90
os Periód A Ç i HE DA
CON
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IGREJAS 1 85 91 620 227 325 792 147 896 38 573 459 1.509 677 559 1.113 886 632 599 324 310 754 716 511 516 13.360
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Adultos | PROFESSOR
UNIÕES Divisão Atlântico Caribenha Belizenha Caribenha Central Mexicana Cubana Dominicana Guiana-Antilhas Francesas Guatemalteca Holandesa Caribenha Haitiana Hondurenha Interoceânica Mexicana Jamaicana Leste Venezuelana Chiapas Mexicana Norte-Colombiana Norte-Mexicana Oeste Venezuelana Panamenha Porto-Riquenha Salvadorenha Sul-Colombiana Sul da América Central Sudeste Mexicana TOTAL
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Depto. Arte
15 98100-5073
0800-9790606 | CPB livraria |
cpb.com.br |
Rol do Berço
Código: 5773
Jardim da Infância
Código: 6236
Comentário de EGW
Editor Texto
Primários
Juvenis
Código: 5775
Aluno
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Adolescentes
Jovens
Professor Mapa Divisão Interamericana
Jan Fev Mar 2018 l
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Mordom a cr stã
Lições da Escola Sabatina
Brochura/Espiral
Professor + Comentário de EGW Código: 13620
Escola Sabatina
Lição da
Conexão 2.0 Trimestral Código: 9223
Ancião Ministério
riam
Mensal Código: 8322 Mensal Código: 5766
Mensal Código: 5767
Vida e Saúde Mensal Código: 5769
Nosso Amiguinho Nosso Amiguinho Jr.
Revista Adventista
Trimestral Código: 7225
Bimestral Código: 5795
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Foto: Arquivo pessoal
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dos norte-americanos apoiam o aborto legal, segundo uma pesquisa re e e o e Research Center, enquanto 40% dizem que a prática deveria ser ilegal em todos os casos ou na maioria deles. Entre os adventistas, 42% são a favor e 54% são contra.
Uma pesquisa da Associação Americana de Psicologia realizada com 3.440 adultos mostrou que, para aliviar o estresse, os entrevistados escutam música (47%), fazem exercício físico (46%), oram (29%) e praticam meditação ou ioga (12%). Nos últimos anos, a prática da oração caiu 8%, enquanto a de técnicas orientais subiu 3%.
O 5o Campori Sul-Americano de Desbravadores será realizado em uas e i es o il a oles e tes cada uma: de 8 a 13 e de 15 a 20 de janeiro de 2019. A decisão inédita foi tomada no dia 19 de dezembro pela sede sul-americana da igreja. A razão é o expressivo crescimento (112%) de clubes de desbravadores desde 2014, quando foi realizada a última edição do megaevento. Seis mil voluntários vão trabalhar no Parque do Peão de Barretos (SP) para receber essa multidão de acampantes. As i s ri es para o eve o ser o abertas em abril.
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IGR
A promulgação do novo código penal da Bolívia parecia afrontar de forma clara, entre outros aspectos, a liberdade religiosa. O artigo 88, item 11, previa prisão de 7 a 12 anos e reparação econômica para quem recrutasse pessoas para participação em o i os ar a os ou e or a i a es reli iosas A re a A ve is a e i iu u pro u ia e o o ial (http://bit.ly/2r26BAI) mostrando preocupação com as i pli a es essa le isla o ressio a o por v rios grupos sociais, felizmente, o governo boliviano recuou e decidiu cancelar a aplicação do código.
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Foto: Icaro Assunção / Ícone: Vecteezy.com
dos 21 mil entrevistados numa pesquisa realizada em 28 países acreditam que 2018 será melhor do que o ano passado. No Brasil, esse índice é de 84%.
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Fotos: © palidachan | Fotolia; Wikipédia; Shutterstock; noticias.adventistas.org
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A Universidade de Loma Linda vai oferecer a partir es e a o u pro ra a e e u ri o o fase em vegetarianismo. Único curso na área no sul da Califórnia (EUA), a instituição adventista tem acumulado o know-how de cinco décadas de pesquisa sobre a saúde de vegetarianos e de 35 anos como sede de um congresso internacional de nutrição saudável.
SINAL DE ALERTA NA BOLÍVIA
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CAMPORI EM DOSE DUPLA
PhD EM VEGETARIANISMO
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EVENTOS
OLIMPÍADA DE 2020 Animados com os resultados das séries de 2017, e planejando realizar outras 160 campanhas evangelísticas simultâneas em maio, os líderes da Igreja Adventista no Japão já estão de olho nas Olimpíadas e A i eia a er a es e i pa o ura e os jogos de Tóquio sse u ra e esa o para os 15 mil adventistas que vivem num país com 120 mil es e a i a es
Brasileiros que ganham até 10 mil reais no ano doam proporcionalmente duas vezes mais do que os que recebem 100 mil
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Dez mil pessoas celebraram os 90 anos de estabelecimento da antiga Missão Baixo Amazonas, hoje Associação Norte do Pará. A cerimônia foi realizada no ginásio Mangueirinho, em Belém, no dia 16 de dezembro, e resultou na arrecadação de duas toneladas de alimentos para doação. Hoje o Pará concentra 200 mil adventistas, 37 escolas e uma faculdade. No dia 14 dezembro, a sede da igreja foi homenageada na Assembleia Legislativa, e o pastor Paulo Godinho, líder dos adventistas na região, e cinco pioneiros adventistas receberam a Comenda da Ordem do Mérito Cabanagem.
MÚSICOS MARCAM CADÊNCIA
partir o sul acua sosede dável.
Foto: Icaro Assunção / Ícone: Vecteezy.com
O 24o Encontro de Músicos do Unasp, campus Engenheiro Coelho, realizado de 16 a 20 de janeiro, reuniu 42 professores e 270 participa es e o as re i es o rasil eve o ar ou pela a u a as ul eres a re ia a par i ipa o e ovos o posi ores e arra jadores e o aumento de caravanas. No encerramento, músicos tocaram de luto pelo falecimento da violinista Berenice Liedke, e houve u a o e a e ao aes ro a ir e er u os i eali a ores do encontro, que se aposentou depois de 42 anos de carreira.
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Coreia do Norte, Afeganistão, Somália, Sudão e Paquistão são os piores países para um cristão viver, segundo levantamento anual divulgado em janeiro pela ONG Portas Abertas. Além do território nortecoreano, Oriente Médio, norte da África e Ásia Central s o as re i es ais os is ao ris ia is o epois e registrar uma queda de 83% no número de cristãos or os e para a lis a e i e i cou o aumento de 154% desses casos.
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22 DE FEVEREIRO
Essa data marca o início da campanha de Dez Dias de Oração e Dez Horas de Jejum, que termina no sábado 3 de março. Os adventistas sul-americanos serão incentivados este ano a orar especialmente pelas famílias da igreja e da comunidade. Acesse adventistas.org/10dias.
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IGREJA PERSEGUIDA
Fotos: © palidachan | Fotolia; Wikipédia; Shutterstock; noticias.adventistas.org
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90 ANOS DA IGREJA NO PARÁ
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BODAS DE DIAMANTE (60 ANOS) e Nascimento Jesus da Silva e Marina Ancelmo da Silva, no dia 10 de dezembro de 2017, em São Joaquim (SC). A cerimônia foi realizada pelo pastor Marlinton Lopes, líder da igreja na região Sul do Brasil, que no início de seu ministério trabalhou como pastor nessa cidade. asal e se e l os e e os seis bisnetos e uma trineta.
A cada um real e ise es s ais pelo e os 5,92 retornam em benefícios para a sociedade.
BODAS DE OURO (50 ANOS) e Jair do Carmo Silva e Maria Helena da Silva, em cerimônia realizada no dia 7 de janeiro, pelo pastor Wesley Stephanio, na Igreja e ila ra o e o arlos asal e qua ro l os i o netos e um bisneto.
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e Luiz Ferelli e Teresinha Izabel Ferelli, em 3 de dezembro. O casal e r s l os e seis e os
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não são fundamentalistas.
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Os adventistas do sétimo dia
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Nicholas Miller, professor de História da Igreja na iversi a e A re s a pales ra e a er ura o e o ro da Associação de Historiadores Adventistas, na Universidade Adventista de Washington, no início de janeiro. Ele enfatizou que, apesar de o adventismo ser um movimento conservador, temos evitado os erros do fundamentalismo.
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A Un tista demi lha re ção p um p aro de Me parti
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Quem acompanha a leitura do livro Amor Eterno, evo io al a e para as ul eres e u a op o a ais para re e ir so re as e peri ias ali rela a as iaria e e o per l Adventistas Sul o a e oo pu li a v eos e a r s i u os e que e ise opes l er o i is rio a ul er a região, comenta o devocional do dia.
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Dorvalina dos Santos Pothin completou cem anos no dia 2 de dezembro. Casada com Florier o o i ela e i o l os e e os e nove bisnetos.
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MEDITAÇÕES EM VÍDEO
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DEPOIS DA TEMPESTADE Porto Rico continua a se recuperar da devastação causada pelo furacão Maria, que passou duas vezes pelo Caribe: em setembro e outubro. “Essa tempestade nos atingiu terrivelmente”, disse Luís ivera esoureiro a re a A ve is a e or o i o elo e os e plos so rera a os s rios e cinco das 20 escolas adventistas do país foram afetadas. O hospital adventista local continua atendendo a comunidade.
Ao comemorar 110 anos de educação adventista, o Colégio Adventista San Yu, única instituição educacional da igreja em Cingapura, celebrou a expansão de seu prédio, bem como a matrícula de 500 alunos, sendo que 10% deles são adventistas e 40% são chineses. O pastor Ted Wilson, líder u ial os a ve is as par i ipou as ele ra es e ove ro
COLHEITA NO PAQUISTÃO Cerca de 2 mil pessoas reque ara u a s rie eva el s i a e r s ias o e ou u ro pr i o a a ore api al o Paquistão. Mais de 150 pessoas foram batizadas como resultado conjunto do envolvimento dos membros e e il a ve is as orea os que i er e era pela a pa a e aioria islâmica, o país tem 11 mil adventistas, 118 igrejas e um seminário teológico.
UNIVERSIDADE PREMIADA
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adventistas vivem na América Central
Foi a primeira vez que ele me abraçou em toda a minha vida.
Samuel Saw presi e e a ivis o ul sia a o ala o so re o momento em que seu pai, de 76 anos, emergiu do batismo
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Colaboradores: Adventist World, Andrew McChesney, Jael Eneas, James Ponder, Jéssica Guidolin, Juliana Lima, Libna Stevens,
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11 de 24 i es a ivis o era eri a a a i re a ora recentemente afetadas por desastres naturais
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A Universidade de Montemorelos, instituição adventista do México, recebeu a medalha de prata da Academia Nacional de Medicina da França. “Essa medalha representa um reconhecimento especial à instituição por sua contribuição para o avanço da Medicina e um passo a mais na parceria que temos”, disse André aro i presi e e o or rio a A a e ia a io al de Medicina da França, durante um congresso em que participou na universidade, em novembro.
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CELEBRAÇÃO EM CINGAPURA
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INTERNACIONAL
Marcos Paseggi, Onesphore Yadusoneye, Teresa Costello e Yonat Shimron (Religion News Service)
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APRENDA A OUVIR
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DANIEL REYNAUD E PAUL BOGACS
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A DISCIPLINA MAIS NEGLIGENCIADA No entanto, uma disciplina espiritual nunca é mencionada nessas listas, apesar de ser apresentada com frequência nas Escrituras: escutar ou ouvir, duas palavras tratadas como sinônimas na Bíblia, e que têm cerca de 700 ocorrências no texto sagrado. Quase 500 dessas menções estão na forma imperativa ou de instrução, como uma prática a ser seguida. A mais conhecida delas é a Shema, a oração mais importante para os judeus: “Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor” (Dt 6:4). Essa mesma ideia aparece no Novo Testamento com a expressão “aquele que tem ouvidos, ouça” (Mt 11:15; Mc 4:9; Ap 2:7, 11, 17, 29; 3:6, 13, 22). Escutar está implícito em disciplinas como oração e meditação, mas a prática de escutar não costuma ser encarada como uma disciplina em si. Na Bíblia, há muitos textos para listar com os termos “ouvir” e “escutar”. E os livros que mais enfatizam esse hábito são os de instrução, profecia e evangelho: Levítico, Deuteronômio, Samuel, Jó, Salmos, Provérbios, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos e Apocalipse.
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APESAR DE SER MUITO NEGLIGENCIADA, ESSA HABILIDADE É A BASE DE TODO O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL
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ocê já imaginou Deus no topo de Sua escada celestial pedindo ao mundo: “Alguém, por favor, Me ouça?” Nossa vida é cercada de ruído. O problema é que o barulho nos atrapalha, impedindo-nos de viver com propósito e que o propósito de Deus se cumpra na Terra. Existe apenas um modo de diminuir o ruído de nossa incessante tagarelice, de romper com nosso narcisismo e colocar o foco de nossa atenção em Deus, em nossa alma e nas provações e lutas que nos cercam: a prática das disciplinas espirituais mencionadas na Bíblia. Apesar de a palavra "disciplina" e seu conceito não serem muito apreciados, há uma longa tradição cristã que olha com grande consideração para as disciplinas espirituais. Ignorar essas disciplinas é um perigo para nós. As disciplinas espirituais são aqueles hábitos que nutrem a saúde e a maturidade da espiritualidade – ou da santificação, se preferir. A Bíblia fala delas com frequência, embora isso não apareça no texto bíblico de forma sistematizada, como ocorre também com outras doutrinas e práticas. O caminho é selecionar e organizar o que as Escrituras dizem sobre o assunto, a fim de estabelecer categorias e listas sobre o tema. Ao longo dos séculos, vários escritores cristãos coletaram e definiram disciplinas espirituais de acordo com sua tradição religiosa. O que se vê é que não há uma lista definitiva, ainda que muitas categorias sejam sinônimas e sobrepostas. Hábitos como orar, estudar a Palavra, louvar, adorar, confessar, doar e viver em comunidade são recorrentes. Porém, outras disciplinas são menos citadas, como caridade, contemplação, jejum, serviço e simplicidade. A maioria delas aparece com uma longa lista de versos bíblicos que podem ser facilmente compilados numa rápida consulta a uma concordância bíblica. As três disciplinas mais citadas são oração (240 vezes), louvor (mais de 200) e adoração (cerca de 150).
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Samuel e Elias, e dos apóstolos a Timóteo, o orientação pessoal faz parte desse desenvolvimento (2Tm 4:11). O último passo tem que ver com a experiência – tentativa e erro. Isso é vital, mas precisa ser precedido e moldado pelos passos anteriores. Caso contrário, corremos um risco maior de fazer uma interpretação seletiva da Palavra de Deus, seguindo apenas o que gostaríamos que Ele nos dissesse. O ponto é que geralmente fazemos o contrário: primeiro tentamos acertar por meio de tentativa e erro, para depois recorrer à orientação da Palavra, do Espírito e de conselheiros espirituais.
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COMO ESCUTAR A DEUS Como qualquer disciplina, esse hábito requer prática. E a principal maneira de exercitá-lo é por meio do contato com a Palavra de Deus, escrita e falada. A Bíblia é o padrão para identificar a voz Dele; por isso, a centralidade das Escrituras é absoluta no desenvolvimento da espiritualidade. Em segundo lugar, é preciso afinar a percepção à direção do Espírito, e isso se dá por meio da oração, confissão e solitude. O Espírito da verdade fala diretamente ao ouvido do nosso coração. Um terceiro elemento é ser mentoreado por alguém. Conselheiros espirituais nos ajudam também a ouvir a Palavra de Deus, quando esse acompanhamento envolve submissão e prestação de contas. De Josué a
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O BENEFÍCIO DE OUVIR A Bíblia associa “escutar” e “ouvir” a muitas virtudes. Entre elas estão compaixão (Êx 22:27); justiça (Dt 1:16, 17; Mq 3:9); sabedoria e conhecimento (Dt 4:1; Jó 5:27; 34:16; Pv 1:5; Mt 15:10); reverência (Dt 4:10); disciplina (Dt 4:36); felicidade (Lc 11:28; Ap 1:3); percepção da presença, orientação e atuação de Deus (1Rs 8; 2Rs 19:16; Jr 22:29; 36:3; Is 30:21; Ez 3:17); contrição (Ne 1:6); atitude de louvor (Is 24:16); humildade (Jr 13:15; Ne 9:17); confiança (Mq 7:7); coragem pa ra ser f iel e testemun ha r (Zc 8:9; 3Jo 4; Mt 11:4; Sl 66:16); obediência (Dt 5:27; 31:12); senso de pertencimento à família de Deus (Lc 8:21; Jo 8:47); e fé (Jo 9:27; 11:42). Seria difícil compilar uma lista mais piedosa do que esta! Como se pode observar, a disciplina de escutar é crucial para o desenvolvimento da espiritualidade, porque ela nos ajuda a distinguir a vontade de Deus da nossa. Tomado por egoísmo, nosso coração é enganoso e humanamente incurável (Jr 17:9). Mesmo entre os cristãos bem-intencionados, muitas atitudes equivocadas podem ser tomadas em nome de Deus, que na verdade mais prejudicam do que ajudam. Daí a ênfase bíblica em “dar ouvidos” a Deus. Ouvir a voz Dele ilumina a alma (Sl 19:8).
OUVIR UNS AOS OUTROS As disciplinas espirituais são recursos para nos conectarmos com Deus. No entanto, aprendê-las pode ser difícil, especialmente ouvir Alguém que não está presente em “carne e osso”, e a quem poucas pessoas já ouviram audivelmente. É por isso que ouvir a Deus envolve três dimensões: contato com Ele, com os outros e consigo mesmo. Na Bíblia, ouvir está associado a relacionamento e empatia entre seres humanos (Jó 31:35; Gn 23:13-15) e ao amor romântico (Ct 2:14; 8:13). A Bíblia encoraja o escutar recíproco (Jz 9:7) e observa que o silêncio ocorre como um caminho para a sabedoria e a compreensão (Jó 33:31, 33; 34:2, 10, 16). Na conversação, é comum elaborar seu ponto de vista enquanto o outro fala e esperar que ele dê uma “brecha” para que você expresse sua opinião. Em outras palavras, não estamos realmente escutando. A mudança está em incorporar a mentalidade de Cristo para nossos relacionamentos interpessoais (Fp 2:5). Fazer o favor de realmente ouvir alguém é um ato cristão tanto quanto doar alimento aos famintos e visitar prisioneiros (Mt 25:40). Além disso, Deus pode Se comunicar conosco por meio das pessoas; mas, para ouviLo, precisamos estar atentos a elas. A Bíblia está repleta de conceitos que não são intuitivos para a humanidade que está desligada de Deus, “como os últimos serão os primeiros”, “os mansos herdarão a terra”, “perder a vida é ganhá-la” e o “líder é servo de todos”. Poderíamos acrescentar outros dois paradoxos: “Eu me sinto poderoso quando falo, mas sou poderoso quando escuto” e “Quanto o os
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Os livros bíblicos que mais enfatizam o hábito de escutar são os de instrução, profecia e os evangelhos
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Na Bíblia, ouvir está associado a relacionamento e empatia entre seres humanos. Por isso, fazer o favor de realmente ouvir alguém é um ato cristão tão importante quanto a caridade
DANIEL REYNAUD, PhD, é diretor adjunto da Faculdade
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de Artes, Enfermagem e Teologia no Avondale College, na
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Austrália; PAUL BOGACS é pastor e professor na mesma
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JESUS SABIA OUVIR Os evangelhos apresentam Jesus como Alguém que tinha muita habilidade em ouvir. Ele poderia ser chamado também de Mestre nessa técnica. Em primeiro lugar, Ele ouviu Seu Pai. Cristo disse várias vezes que Seu ministério era cumprir os planos que tinha ouvido de Deus (Jo 6:38; 7:16). Ele também adiantou que Seu sucessor, o Espírito, faria o mesmo (Jo 16:13). De fato, fazer a vontade do Pai exigiu do Filho escutar muito. Isso deve ter ocorrido nos diversos períodos longos em que Jesus passou em oração, alguns a noite toda (Mc 1:35; Lc 5:16; 6:12; Mt 14:23). Talvez Ele não tenha passado todo esse tempo falando, mas ouvindo também. No Getsêmani, por exemplo, Ele orou para ser dispensado da agonia da cruz, mas demonstrou submissão à voz do Pai e encarou o Calvário. Em segundo lugar, Jesus escutou os outros. Ao ouvir o Pai, Seu coração se tornou hipersensível aos que O rodeavam, ao ponto de conseguir ouvir os clamores não expressos e mesmo desconhecidos. Nicodemos, a mulher no poço, Zaqueu e o paralítico que foi descido pelo telhado, entre outros, tiveram seus pedidos atendidos por Ele. Ao ouvir o clamor deles, Jesus revelou o coração amoroso do Pai. O terceiro ponto é que Jesus era sensível ao falar de Si mesmo. As muitas horas passadas em oração testificam a consciência de Sua necessidade do Pai. Ele chorou pela Jerusalém rebelde (Mt 23:37), clamou para não ter que enfrentar a cruz (Mc 14:35) e, próximo de Sua morte, pediu ajuda porque estava com sede (Jo 19:28). Cristo conhecia as próprias necessidades e tinha uma percepção apurada do que se passava ao Seu redor, de modo que conseguiu diferenciar um toque proposital de um aleatório empurrão da multidão (Lc 8:45, 46). Por fim, a Bíblia apresenta Deus como “El Shama”, Aquele que ouve (Gn 16:11). Aliás, se no vasto Universo existe Alguém que escuta tudo, é Ele. Deus ouve cada oração, sabe quando um pardal cai e quantos fios de cabelo há em nossa cabeça (Lc 12:6, 7). Uma das singularidades da fé cristã é que adoramos um Deus que está ansioso por Se comunicar conosco e demonstrar que responde nosso clamor por salvação. Para nos ouvir, Ele Se fez um de nós e habitou entre nós (Jo 1:14). Essa é parte da teologia que envolve a disciplina de ouvir a Deus. O desafio agora é experimentar ouvi-Lo diária e mais claramente. Quando você pretende começar? ]
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maior for a posição de liderança, mais o líder precisa escutar”. Entender isso nos fará ver que um ouvido atento para um desabafo pode ser tão poderoso quanto uma pregação eloquente no púlpito. Isso ocorre porque argumentos convincentes podem vencer uma oposição espiritual, mas deixam um rastro de perdas, enquanto escutar com intencionalidade pode gerar a mesma mudança por mais tempo e causando menos danos. Por sua vez, a Bíblia também encoraja escutar a si mesmo. A conscientização da alma é mencionada em muitos versos (1Sm 1:15; Jó 7:11; Sl 31:9; 35:3; 42; 62:1-5; 130:5; 131:2; Pv 19:8) e está associada à satisfação e à vida renovada (Is 55:2, 3). Ouvir a si mesmo permite que você identifique suas necessidades e leve isso em conta, em vez de ignorá-las. Agindo assim, você estará mais disponível para aceitar e receber o amor curador de Deus. Historicamente, os protestantes são receosos quanto a um tom muito intimista na espiritualidade, porque isso pode levar à autossuficiência ou escorregar para o misticismo. Contudo, o livro de Salmos, o mais extenso da Bíblia, é o que aprensenta a maior densidade de linguagem introspectiva. Imagine essa coletânea de hinos e poesias sem poderosas expressões que vieram do íntimo da alma humana. Tente remover todas as declarações “eu”, “a mim” ou “meu” dos Salmos e veja como a leitura fica pobre e ineficaz. Foi em reconhecimento da própria dor, angústia, ira e alegria que os salmistas irromperam em canção, buscaram ao Senhor compaixão e louvaram Seu nome com naturalidade.
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o relacionamento entre fé, espiritualidade e saúde mental Depto. Arte
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DECLARAÇÕES QUE NÃO SÃO DE ELLEN WHITE É PRECISO VERIFICAR A FONTE ANTES DE COMPARTILHAR UMA INFORMAÇÃO NA INTERNET OU NO PÚLPITO WENDEL LIMA
VIDA CAMPESTRE “Deus tem uma arca de Noé para os nossos dias, e esta chamase vida no campo. É por meio dela que devemos ser salvos do dilúvio do pecado.” Ellen e muitos pioneiros adventistas viviam na zona rural, reconheciam os benefícios de uma vida simples no campo, mas ela mesmo escreveu vastamente sobre a missão nas metrópoles. Além disso, curiosamente, a expressão “vida no campo” só aparece uma vez nos escritos dela em português (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 403), e não é na citação acima.
egwwritings.org, siga cinco passos:
2
Se a citação tiver “fonte”, pesquise no livro e página indicados.
Caso não encontre, busque pela frase principal.
Pesquise as
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palavras-chave em inglês e português.
4
Se estiver relacionada a um texto bíblico,
tente localizar a citação no índice escri-
Veri-
turístico.
fique por
5
tópico no Comprehensive Index of Ellen G. White Writings.
PARA SABER + Acesse o documento “Declarações incorretamente atribuídas a Ellen G. White” e um tutorial sobre o site EGW Writings em centrowhite.org.br.
WENDEL LIMA é editor associado da Revista Adventista
Fonte: “O que a irmã White não disse: um estudo sobre algumas citações falsamente atribuídas a Ellen G. White”, de Thais Cristina Benedetti (TCC do curso de Teologia do Unasp, 2017)
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NATUREZA DE CRISTO “Em Sua humanidade, Cristo participou de nossa natureza pecaminosa, caída. Senão, não seria então ‘em tudo semelhante aos irmãos’ (Hb 2:17), não seria como nós em tudo [...] tentado, não venceria como temos de vencer, e não seria, portanto, o completo e perfeito Salvador de que o homem necessita e deve ter para ser salvo. A ideia de que Cristo nasceu de uma mãe imaculada ou isenta de pecado, sem herdar tendências para pecar, e por isso não pecou, põe-No à parte do domínio de um mundo caído, e do próprio lugar onde é necessário o auxílio.” Essa citação não aparece nem no índice escriturístico, associado ao texto de Hebreus 2:17. Além, disso tal pensamento contraria a teologia bíblica e de Ellen White sobre a salvação. ]
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Usando o site
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TEMPO IDEAL DE NAMORO Ellen White alertou quanto aos casamentos precoces e ao risco de tomar essa decisão com base na paixão, mas não falou sobre um tempo ideal de namoro. Ela e Tiago White, por exemplo, namoraram cerca de 18 meses antes de se casarem. Em Testemunhos Sobre Conduta Sexual, Adultério e Divórcio, p. 19, Ellen aconselhou um casal a esperar de um a dois anos para subir ao altar; porém, o contexto revela que é um conselho pontual e não normativo.
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COMO VERIFICAR SOZINHO?
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as redes sociais é comum se compartilhar pensamentos falsamente atribuídos a pessoas importantes. De Confúcio a Lutero, de Mahatma Gandhi a Martin Luther King Jr., frases e imagens de personalidades históricas são repassadas sem verificação. Ellen White, pioneira adventista, também não escapa disso, ainda mais pelo fato de seu acervo conter cerca de 100 mil páginas. A título de exercício, separamos três citações equivocadamente creditadas a ela.
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ÍNDIA COR, ALEGRIA E MUITA COMIDA Qualquer descrição que se fizer sobre o casamento na Índia será limitada, porque há muitas diferenças entre as celebrações da tradição hindu, muçulmana e cristã, sem contar a enorme diversidade cultural entre as regiões desse grande e populoso país. O relato a seguir é dos costumes matrimoniais dos cristãos que vivem no sul da Índia. As atividades do casamento começam muitos dias antes da cerimônia principal. Tanto a noiva quanto o noivo passam, separadamente, por uma série de “banhos” com perfumes especiais, açafrão e cúrcuma em pó. Esse rito é conduzido por uma senhora idosa da comunidade deles. O objetivo é embelezar o casal, numa forma de preparo para o grande dia. A cerimônia propriamente dita reúne todos os parentes das duas famílias envolvidas. As mulheres usam seus sáris mais finos e os homens vestem suas melhores camisas e calças. Alguns também usam trajes mais tradicionais. Por sua vez, a noiva usa um sári comprado para a ocasião. Em um dos momentos mais importantes da cerimônia, conhecido como thali, o noivo amarra uma linha especial ao redor do pescoço da noiva como um símbolo de amor e confiança. Os noivos trocam coroas de flores, sinalizando assim que a união está completa. Uma grande refeição é servida após a cerimônia. A comida é servida em folhas de bananeira com uma vasta variedade de arroz e caril, além de doces especiais. É esperado que todos os que vão à cerimônia participem da recepção. Os casamentos indianos são tipicamente cheios de cor e alegria. O evento é considerado por muitos um dos momentos mais importantes da história da família dos noivos.
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eus é romântico? Bem, cremos que sim. Do Jardim do Éden herdamos duas instituições cujo objetivo é nos manter perto do Criador e do cônjuge: o sábado e o casamento. O sábado é um lembrete semanal de que Deus supre nossas necessidades materiais, físicas, emocionais e espirituais. O mesmo pode ser dito sobre o casamento, união idealizada para que nos sintamos realizados integralmente. Vale lembrar que nossos primeiros pais não se sentiram verdadeiramente completos até que Deus os unisse. Desde então, sempre que um homem e uma mulher estão diante de um líder religioso ou civil e prometem amar e honrar um ao outro, eles se comprometem a fazer o melhor para que as necessidades materiais, físicas, emocionais e espirituais de seu parceiro sejam supridas. Na matéria a seguir, você vai ler relatos de como o casamento é celebrado em algumas regiões do mundo. Apesar de os costumes variarem, o desejo do ser humano parece ser o mesmo: não estar só (Gn 2:18).
CHINA ENTRE O MATERIALISMO E A TRADIÇÃO Como efeito colateral do impressionante crescimento da economia chinesa nos últimos 40 anos, o materialismo tem alterado drasticamente a cultura milenar do país. Na China, a definição tradicional de um casamento ideal é: “um homem inteligente que se casa com uma mulher bonita” (lang cai nu mao). Porém, hoje, o esposo dos sonhos deve ser alto (gao), rico (fu) e bonito (shuai). Além da pele clara, os homens também devem encontrar mulheres ricas e bonitas. O processo de procurar alguém para casar também passou por mudanças importantes. Por influência de uma cultura relativamente liberal e a popularização das mídias sociais, abriu-se na China um “grande mercado” para a procura do parceiro certo. No entanto, um traço da tradição chinesa permanece: a influência dos pais. O casamento ainda é a união de duas famílias, e não de duas pessoas. Por isso, encontrossurpresa marcados pelos pais e chamados de xiangqin ainda são uma prática comum. Eles também podem vetar a escolha do futuro genro ou nora. A festa de casamento varia conforme a cultura da região e a condição financeira das famílias. As celebrações se iniciam quando o noivo vai até a família da noiva para demonstrar sua apreciação e respeito pelos pais e parentes idosos dela. A mesma atitude é retribuída pela noiva. É comum também servir chá e receber envelopes vermelhos com dinheiro. As comemorações sempre terminam com um banquete nupcial, refeição que pode reunir poucas dezenas de pessoas ou até milhares de convidados. A China é oficialmente um país ateu, mas se casar numa igreja cristã se tornou modismo. Mesmo os não cristãos são atraídos pela decoração, música e ambiente solene dos templos. Para muitas igrejas, realizar cerimônias de casamento se tornou um ministério importante e lucrativo.
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ANDREW TOMPKINS é doutorando em Teologia e trabalha no escritório da Missão Adventista na
EUGENE HSU é chinês e aposentou-se como
sede mundial da igreja. Ele encontrou Anuradha,
vice-presidente mundial da Igreja Adventista
sua esposa, quando trabalhava na Índia
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Uma noite após os ritos de iniciação, o rapaz vai à casa dos sogros para “raptar” a moça, enquanto os sogros fingem que estão dormindo. No entanto, a garota não vai para os aposentos do rapaz. Ela dorme com a mãe dele até o dia do casamento. Poucos dias depois, o rapaz volta à casa dos sogros para dizer oficialmente que a filha desaparecida está na casa dele. A partir de então começam os preparativos para o casamento. Vale destacar que, até que o casamento seja oficializado, os jovens podem desistir do acordo realizado pelas famílias. Mesmo depois que o rapaz leva a moça para sua casa, ela ou os pais dela ainda podem se opor à união. A celebração da união em si não tem nenhum aspecto espiritual; é apenas uma grande festa, com muita comida, música e dança. O elemento religioso, por sua vez, está presente nas cerimônias de iniciação, quando o rapaz e a moça são dedicados ao amuleto do espírito de um ancestral que aquela comunidade acredita estar governando o clã. Em Benin, as cerimônias de casamento dos adventistas e de outros casais cristãos quase sempre se assemelham ao estilo ocidental.
próprio romance há 46 anos. Eles vivem em Silver Spring,
ULRIKE KOUATO-BAUR e seu esposo, Toussaint, serviram por 20 anos como missionários
Maryland (EUA)
em Benin, no oeste da África
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Jovens adventistas recémcasados, em Benin, no oeste da África
STEPHEN CHAVEZ e sua esposa, Linda, estão escrevendo o C.Qualidade
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BENIN ESCOLHIDOS NA INFÂNCIA Nas tribos animistas do norte de Benin, no oeste da África, existem vários tipos de casamento. Em um deles, a união é arranjada pela família, que escolhe a esposa do filho muitas vezes ainda quando ela é criança. Menino e menina crescem sabendo que foram escolhidos um para o outro. Na adolescência, o garoto começa a trabalhar na lavoura do sogro para pagar o dote pela filha. Perto dos 18 anos, o rapaz e a moça participam das cerimônias de iniciação, e em seguida estão prontos para casar. Contudo, até esse momento eles não têm relações íntimas.
Foto: Henry Stober
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AMÉRICA DO NORTE EM BUSCA DO ROMANCE PERFEITO Por aqui, a produção cultural está saturada de “amor”. O romance é um dos temas preferidos de músicas, livros e revistas. Programas de televisão promovem e, ao mesmo tempo, desacreditam a busca pelo relacionamento perfeito. Títulos e mais títulos são escritos para se ensinar a aproveitar ao máximo a vida a dois. Graças às mídias especializadas em celebridades, desejamos ter casamentos extravagantes como de muitos cantores, atletas e artistas. Por isso, são publicados revistas e livros inteiros sobre como realizar o casamento perfeito, no local perfeito, com comida, roupas e acessórios perfeitos. No entanto, nossa fixação por casamentos perfeitos não evita que os Estados Unidos estejam entre os cinco países com maior taxa de divórcio do mundo, segundo levantamento realizado em outubro pelo jornal britânico The Telegraph. Entre os americanos, é comum ouvir histórias de casais se divorciando antes de conseguir pagar pelo exorbitante custo da cerimônia. Contudo, curiosamente o Canadá e os Estados Unidos também estão entre os cinco países em que os casais permanecem casados por mais tempo. Também é comum ouvir por aqui a respeito de casamentos que duraram 60, 70 e até 80 anos. Na minha família, por exemplo, dos 13 casais de tios, somente um se divorciou. Os demais permaneceram casados por décadas, até um dos cônjuges morrer. No fundo do coração, os norte-americanos acreditam que casamentos saudáveis e duradouros contribuem para uma sociedade moralmente forte. Compreendemos que o objetivo do romance não é apenas ouvir a célebre frase eu vos declaro marido e mulher, mas desfrutar de “um pedacinho do Céu na Terra” e estender esse privilégio pela eternidade (Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, p. 30).
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ADA GONZALEZ, PhD, é terapeuta familiar. Nascida em Cuba, morou na Espanha, Costa
FAITH E JOSEPH NGONDO se casaram em 2016, em
Rica e México
Malawi, no sul da África
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MALAWI PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE No Malawi, sul da África, a preparação para o casamento é parte da cerimônia, seja ela religiosa ou meramente civil. Cartório e igreja devem ser pessoalmente notificados um mês antes da celebração. Em nosso país, a comunidade em geral e especialmente os idosos desempenham parte importante na união de dois jovens. Nosso casamento foi realizado no civil e religioso, em junho de 2016, e foi seguido por um aconselhamento matrimonial detalhado. A família, amigos e a maioria dos convidados adquirem roupas novas para a ocasião, que são compradas ou emprestadas de acordo com um esquema de cores previamente determinado. Comissões se reúnem para planejar todos os pormenores do dia, mas as decisões são executadas apenas com o aval dos noivos. No ensaio para a cerimônia devem estar presentes todos os que participam do cortejo, inclusive os pais, o oficiante e os responsáveis por acender as velas na igreja. A entrada no templo segue o estilo tradicional do Ocidente. O casamento em Malawi é um evento de um dia inteiro. Os noivos se preparam num local à parte. Para a cerimônia que começa às 9h, por exemplo, os cuidados no cabelereiro têm início cinco horas antes. Os noivos tomam o desjejum nesse lugar reservado e usam um traje caro e digno de rei e rainha. O registro da união tem validade mundial quando um selo do governo é usado na certidão de casamento. O almoço é oferecido em várias casas: dos pais da noiva, do noivo e de amigos. A recepção é o momento de comemorar com toda a comunidade: amigos, conhecidos e até os curiosos. Ninguém é deixado de fora da periakyani (jogar dinheiro) e de outras festividades. Esse dia feliz que deixa lembranças para a vida toda é seguido por uma longa lua de mel. Indo muito além da formalidade, as famílias realmente se tornam apenas uma: a mãe do noivo agora é a mãe da noiva, e vice-versa; o mesmo ocorre com os irmãos e os demais parentes. ]
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AMÉRICA LATINA O VALOR DA FAMÍLIA Apesar de os latino-americanos serem culturalmente diversos, alguns traços comuns parecem marcar os hispanos quanto ao relacionamento conjugal. Família no centro. As necessidades da família são vistas como mais importantes do que os problemas pessoais; por isso, cada membro da família está disposto a se sacrificar para benefício dos outros. Embora a discussão sobre os papel dos gêneros tenha também mexido com os latinos, ainda permanece a ênfase nos princípios tradicionais. O “machismo” ainda está vivo. Em nossa cultura, o homem deve ser forte, corajoso e honrado, porque deve atuar como protetor e provedor para sua família, e tudo isso é positivo. Porém, o “machismo” provoca problemas quando gera desigualdade entre homem e mulher, privando o sexo feminino de seu direito à independência, liberdade de opinião e tomada de decisão. No entanto, os que possuem maior grau de instrução tendem a romper com isso e compartilhar o poder de maneira mais igualitária. Expectativas e papéis bem claros. Nas famílias tradicionais, a liderança do esposo é incontestável. Ele é o responsável pelo bemestar físico e financeiro da família, enquanto cabe à esposa o cuidado dos filhos e a manutenção da casa. Embora muitas mulheres também trabalhem fora, elas são consideradas as principais cuidadoras não só de sua família, mas dos pais e parentes mais velhos. Amor dramático. A maioria dos casais se une por amor. No entanto, quando se tornam pais, eles tendem a priorizar os filhos. O romance é altamente valorizado, mas muitas vezes numa perspectiva melodramática; como das telenovelas, o amor é algo inatingível e trágico.
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RICHARD DAV IDSON
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1. HETEROSEXUAL E MONÔGAMICO O padrão bíblico, exemplificado pelo primeiro casal e que serviria de referência para todos os futuros casamentos (Gn 2:18-24), é de uma dualidade heterossexual entre um marido [no hebraico, “homem”] e sua esposa [no original, “mulher”] (v. 24). A associação dos dois substantivos no singular também indica claramente que se trata de uma relação monogâmica, a ser compartilhada com exclusividade por duas pessoas.
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2. COMPLEMENTAÇÃO E IGUALDADE O relato da criação é iniciado com a formação do homem (Gn 2:7). Ele estava sozinho e isso “não [era] bom”, pois necessitava de uma “auxiliadora/ ajudadora” (‘ezer kenegdo) que lhe fosse ideal (v. 18). Assim, Deus “construiu” (v. 22), do hebraico banah, que indica “design estético”, uma mulher para estar ao lado dele e o complementar. Quando viu Eva pela primeira vez, Adão de fato exclamou: “Finalmente, ela é o meu complemento!” (v. 23). Gênesis 2 também descreve a mulher como o clímax, a coroa da criação. Ela foi criada da costela de Adão para mostrar que deveria permanecer ao seu lado, não apenas como uma “parte complementar”, mas uma “parceira igual”. 3. EXCLUSIVIDADE Ao descrever o primeiro casamento (Gn 2:22, 23), Moisés resumiu vários princípios do relacionamento a dois. O primeiro deles é
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s princípios de Deus para o casamento aparecem logo nas primeiras páginas das Escrituras, e esse modelo estabelece a base para a abordagem sobre o assunto ao longo de toda a Bíblia. Do relato da vida a dois no paraíso, podemos extrair uma “gema” preciosa, cujas sete facetas você vai conhecer a seguir.
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que o homem deve “deixar” (‘azab) pai e mãe. O termo hebraico significa “abandonar” e “renunciar”, e também foi utilizado para descrever a atitude apóstata de Israel de trocar Jeová por falsos deuses (Dt 28:20). O “deixar” de Gênesis 2:24 indica a necessidade de libertação das interferências que possam comprometer a exclusividade do relacionamento conjugal. O curioso é que, no tempo de Moisés, se esperava que a mulher deixasse sua família, mas ele declara algo revolucionário para sua cultura: o homem também devia partir! Ambos deveriam “renunciar” aos vínculos anteriores para formar uma unidade familiar distinta, publicamente reconhecida e respeitada pelas famílias do casal, pela comunidade religiosa e pela sociedade em geral.
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O CASAMENTO ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER ESTÁ INTIMAMENTE LIGADO AO NÍVEL DE RELACIONAMENTO ESPIRITUAL QUE AMBOS NUTREM COM DEUS
7. BELEZA E ALEGRIA Quando “Deus viu todas as coisas que havia feito”, inclusive a instituição do casamento, disse “que era muito bom” (Gn 1:31). A expressão “muito bom” (tov me’od) dá a ideia de aprovação da bondade, plenitude, adequabilidade e beleza de tudo que foi criado. Após a formação da mulher, “o Senhor Deus [...] a levou até ele” (Gn 2:22, NVI), indicando que o próprio Criador realizou o primeiro casamento. Por isso, no plano divino, casamento e espiritualidade não se separam. O relacionamento entre esposo e esposa está intimamente ligado à relação espiritual que ambos mantêm com o Senhor. RETORNO AO ÉDEN No Novo Testamento, Jesus santificou o matrimônio ao realizar Seu primeiro milagre em uma festa de casamento (Jo 2:1-11). Tanto Cristo como Paulo confirmaram o ideal edênico para o casamento citando Gênesis 2:24 (Mt 19:5; Ef 5:31). No Apocalipse, João usou a comparação do casamento para exemplificar o relacionamento entre Deus e Seu povo no fim do grande conflito entre o bem e o mal e para descrever a nova criação (Ap 19:7; 21:2, 9; 22:17). Por fim, destaco o que Cantares de Salomão, um livro que ilustra o retorno do casamento ao modelo edênico, diz sobre o amor entre esposo e esposa. Ali, essa união é comparada nada mais nada menos do que com uma labareda que vem do Senhor (Ct 8:6). [Foi essa expressão que Davidson usou no título do seu livro sobre sexualidade no Antigo Testamento lançado em 2007: Flame of Yahweh.] Deus é a fonte suprema do amor santificado. Se permitirmos, Ele produzirá em nós a chama que manterá nosso casamento aceso. ]
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5. INTIMIDADE Depois de renunciar aos vínculos familiares anteriores para o compromisso do casamento, o casal deve se “tornar uma só carne” (Gn 2:24). Isso indica principalmente a união sexual entre o homem e a mulher (1Co 6:16). Perceba que essa união em “uma só carne” não vem antes de “deixar” os vínculos anteriores, ou seja, não pode preceder o compromisso do casamento. Além disso, o termo “carne” (basar) no Antigo Testamento se refere não apenas ao corpo, mas à pessoa por completo. Assim, “uma só carne” significa dependência e reciprocidade em todas as áreas da vida, algo que se objetiva no casamento. A ideia de intimidade também é reforçada no verso 25, no qual lemos que o casal estava nu, mas eles não sentiam vergonha um do outro. Concluímos que Deus planejou a relação sexual no contexto do casamento para ser uma expressão de
6. PROCRIAÇÃO Em Gênesis 2, o propósito primordial da experiência de se tornar “uma só carne” no casamento não é ter filhos. Isso não diminui a importância da procriação, como a bênção divina para que a humanidade fosse fecunda e se multiplicasse (Gn 1:28). Porém, no relato de Gênesis como um todo, o valor da união sexual independe da procriação. O sexo não precisa ser justificado apenas como um meio para um fim superior, isso é, ter filhos.
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4. PERMANÊNCIA Tanto o homem como a mulher devem ligarse (dabaq) um ao outro, permanecendo fisicamente próximos, como a pele está da carne e a carne dos ossos. No Antigo Testamento, o termo é muitas vezes usado se referindo à aliança permanente que unia Israel ao Senhor (Dt 10:20; 11:22). Gênesis 2:24 claramente indica um contexto de aliança, um “juramento de solidariedade” expresso por Adão e Eva (v. 23), algo equivalente aos votos do casamento moderno. A palavra dabaq também enfatiza as dimensões internas da união, como uma devoção e fé inabaláveis entre os parceiros, amor mútuo e imutável, afeição, fidelidade e compromisso permanentes.
amor, prazer, celebração e união, uma verdadeira bênção para ser desfrutada sem medo nem constrangimento.
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RICHARD M. DAVIDSON é PhD e professor de Interpretação do Antigo Testamento na Universidade Andrews (EUA)
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Acasalados ou casados?
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SE OS JOVENS DE HOJE SE ACONSELHASSEM COM ELLEN G. WHITE A RESPEITO DA PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO, TALVEZ ELA DISSESSE O SEGUINTE...
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Esse processo parece ser muito demorado. Poucos têm ideias corretas acerca da relação conjugal. Muitos pensam que o casamento é a conquista da perfeita bem-aventurança; mas se eles soubessem um quarto dos pesares de homens e mulheres ligados pelos votos matrimoniais em cadeias que eles não podem e não ousam quebrar, e não se surpreenderiam que eu traçasse estas linhas. [...] Milhares há que se acham acasalados, porém não casados. [...] Eis por que eu desejaria advertir os jovens que se acham em idade casadoura a refrear a pressa na escolha de um companheiro. Agora estou preocupado. Como posso me preparar? Antes de assumir as responsabilidades que o casamento envolve, os jovens devem ter na vida prática uma experiência que os prepare para os deveres e encargos desse casamento. Relação tão importante como a do casamento, e tão vasta no alcance de seus resultados, não deve ser assumida precipitadamente, sem suficiente preparo, e antes de se acharem bem desenvolvidas as faculdades mentais e físicas. Os anjos estão observando essa luta. Deixo-o com esse assunto para que considere e decida por si mesmo.
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Como posso saber que ela é a pessoa certa? Pesem, os que pretendem casar-se, todo sentimento e observem todas as modalidades de caráter naquele com quem desejam unir o destino de sua vida. Seja todo passo em direção da aliança matrimonial caracterizado pela modéstia, simplicidade, sinceridade e o fervoroso propósito de agradar e honrar a Deus. O casamento afeta a vida futura tanto neste mundo como no vindouro. O cristão sincero não fará planos que Deus não possa aprovar. Se você foi abençoado com pais tementes a Deus, peça conselhos deles. Exponha a eles suas esperanças e planos, aprenda as lições de suas experiências de vida, e será poupado de muita dor. Acima de tudo, faça de Cristo seu Conselheiro. Estude Sua Palavra com oração […].
Procure o jovem, para lhe ficar ao lado, aquela que esteja habilitada a assumir a devida parte dos encargos da vida, cuja influência o enobreça e refine, fazendo-o feliz com seu amor.
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Deus realmente Se importa com qual mulher escolho me casar? Escrevo-lhe […] da mesma forma que escreveria a meu filho […]. Que este seja o propósito dominante de seu coração para desenvolver um homem completo em Cristo Jesus! Com Cristo, você pode atuar corajosamente; sem Ele, não pode fazer nada. Cristo o comprou por um preço infinito. Você é Sua propriedade, e em todos os seus planos você deve levar isso em conta. Principalmente em suas relações matrimoniais, seja cuidadoso ao escolher alguém que se manterá ombro a ombro com você no crescimento espiritual.
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Como posso saber que ele é a pessoa certa? Antes de dar a mão em casamento, toda mulher deveria indagar se é digno aquele com quem está para unir seu destino. Qual é seu passado? É pura sua vida? É o amor que ele exprime de caráter nobre, elevado ou é simples inclinação emotiva? Tem os traços de caráter que a tornarão feliz? Poderá ela encontrar verdadeira paz e alegria na afeição dele? Será permitido a ela conservar sua individualidade ou terá que submeter seu juízo e consciência ao domínio do marido? Como discípula de Cristo, ela não pertence a si mesma; foi comprada por preço. Receba a jovem como companheiro vitalício tão somente ao que possua traços de caráter puros e varonis, que seja diligente, honesto e tenha aspirações, que ame e tema a Deus.
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Esse processo parece ser muito demorado. O amor é uma planta de origem celeste. Não é insensato; não é cego. É puro e santo. Porém, a paixão do coração natural é algo totalmente diferente. Enquanto o amor puro inclui Deus em todos os seus planos e está em perfeita harmonia com Seu Espírito, a paixão é teimosa, precipitada, insensata, desrespeitando todos os limites, e fazendo do objeto de sua escolha um ídolo.
Os casamentos planejados impulsivamente e de forma egoísta em geral não dão bom resultado, antes se demonstram lamentáveis fracassos. Agora estou preocupada. Como posso me preparar? O coração deseja o amor humano, mas esse amor não é bastante forte, nem bastante puro ou precioso bastante para suprir o lugar do amor de Jesus. Unicamente em seu Salvador a esposa pode encontrar sabedoria, força e graça para enfrentar os cuidados, responsabilidades e tristezas da vida. Deve constituí-Lo sua força e guia. Que a mulher se entregue a Cristo antes de se entregar a qualquer amigo terreno, e não assuma nenhuma relação que entre em atrito com isso. Os que encontram a verdadeira felicidade precisam da bênção dos Céus sobre tudo que possuem e fazem. Consultem a Deus e a seus pais tementes a Deus, jovens amigos. Orem sobre o assunto. Pesem cada sentimento e observem todo desenvolvimento de caráter naquele a quem vocês pensam ligar o destino de sua vida. O passo que estão prestes a dar é um dos mais importantes da sua vida, e não deve ser dado precipitadamente. Se bem que amem, não amem cegamente. Considerem a ver se sua vida conjugal seria feliz ou destituída de harmonia e arruinada. Formulem a pergunta: Essa união me ajudará na direção do Céu? Aumentará meu amor para com Deus? Ampliará minha esfera de utilidade nesta vida? Caso essas reflexões não apresentem motivos de recuos, então prossigam no temor de Deus. ]
A PIONEIRA ORIENTOU A ANALISAR O CARÁTER DO PRETENDENTE, A CONSIDERAR AS MOTIVAÇÕES PARA ESSA UNIÃO E A PEDIR CONSELHO PARA OS PAIS
CINDY TUTSCH foi diretora associada do Patrimônio Literário de Ellen G. White, localizado em Silver Spring, Maryland (EUA)
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Deus realmente Se importa com o rapaz que escolho para me casar? Se homens e mulheres têm o hábito de orar duas vezes ao dia antes de pensar em casamento, devem fazê-lo quatro vezes quando pensam em dar esse passo. O casamento é uma coisa que influenciará e afetará sua vida tanto neste mundo como no futuro. Não temos que nos agradar a nós mesmos, pois Cristo não Se agradou a Si mesmo. Não quero que entendam que estou querendo dizer que alguém deva casar-se com uma pessoa a quem não ame. Isso seria pecado. Porém, a fantasia e a natureza emocional não devem ter permissão de dirigir para a ruína. Deus requer de todo coração o supremo afeto.
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Fontes: os textos foram extraídos dos
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livros Mensagens aos Jovens, p. 435460; O Lar Adventista, p. 44; e Cartas Para Jovens Namorados, p. 19-22. Alguns parágrafos foram arranjados para criar um tom conversacional, mas nenhuma ideia foi acrescentada ao texto original.
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VIDA ADVENTISTA
Proteja seu casamento
BLINDE SEU CORAÇÃO, MENTE E ALMA E USE SUA FORÇA PARA DEFENDER O RELACIONAMENTO COM SEU CÔNJUGE JARROD STACKELROTH
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CORAÇÃO O coração é um símbolo do centro das emoções humanas. Protegê-lo significa também
MENTE A mente é o centro dos nossos pensamentos. Jesus nos mostrou que as intenções são importantes quando disse que o ódio é um nível de assassinato, e a cobiça, de adultério (Mt 5:21, 22 e 28). O pecado se origina na mente e essa é em grande medida alimentada pelos olhos. Por isso, quando
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existe num casamento o vício da pornografia, um cônjuge tende a ver o outro como desinteressante e pouco atraente. A fantasia parece ser melhor do que a realidade. Contudo, mais do que apenas tentar sufocar os maus pensamentos, devemos treinar nossa mente para enxergar o melhor do nosso cônjuge. Para tanto, é preciso resgatar as boas memórias e contabilizar as bênçãos que vivenciaram juntos. É fácil cair na rotina dos pensamentos negativos; por isso, deve-se exercitar a mente e os olhos para desenvolver admiração e carinho pelo cônjuge. ALMA A alma é o centro da espiritualidade. E cultivar juntos essa dimensão da vida é fundamental para unir o casal. Isso significa ter as mesmas crenças e práticas e acrescentar Deus ao casamento. Afinal, “o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade” (Ec 4:12). Ter a mesma fé como base do relacionamento faz com que o casal viva para a glória de Deus.
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compartilhar nossos mais profundos sentimentos com a pessoa certa. A traição não começa com o sexo, mas com uma conexão emocional com alguém que não é o cônjuge. O ponto é que as emoções podem ser controladas. E um sinal de maturidade é estabelecer limites ao redor do coração. Você não deve falar a respeito dos seus anseios mais íntimos com quem não é casado(a), especialmente se essa conversa acontecer a sós. Por outro lado, todo ser humano busca intimidade, e isso precisa ocorrer com quem escolhemos compartilhar a vida. Portanto, renove hoje o compromisso de ser completamente aberto com seu cônjuge.
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o passado, os homens ricos construíam castelos para proteger suas posses e pessoas mais próximas. Hoje construímos muros altos para manter os ladrões longe de casa e das coisas que para nós são valiosas. No entanto, muitas pessoas gastam pouco tempo, recursos e energia na proteção de um dos bens mais preciosos, ainda que seja imaterial: o casamento. Manter-se casado custa muito; porém, mais custoso é separar-se. Quando um casamento é desfeito, sofrem o casal, os filhos, os familiares, os amigos e a própria igreja. Contudo, existe um texto bíblico que pode servir de inspiração para blindar o casamento. Ele trata do relacionamento entre o ser humano e Deus, mas suas implicações podem ser úteis também para a união entre um homem e uma mulher. Em Marcos 12:30 está escrito: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças.” Além de nos desafiar a uma intimidade maior com Deus, esse mandamento dado por Jesus nos oferece um modelo de relacionamento cuja base é a honra, o autossacrifício, o respeito e a admiração mútuos.
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FORÇA A força é encontrada em nossas mãos e braços. Porém, nem sempre ela estará em nossos músculos, e sim em nossas ações. Isso significa uma postura prudente, especialmente em relação ao sexo oposto. Em outras palavras, procure não ir a nenhum lugar sozinho com alguém que não seja seu cônjuge. Não se insinue por meio de toques físicos, abraços demorados ou linguagem de duplo sentido. Proteja seu casamento delimitando o espaço físico desse relacionamento.
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Em contrapartida, use suas mãos, toque e contato físico para servir seu cônjuge. Priorize passar tempo com ele(a). Ajude nas tarefas domésticas, cozinhe, faça-lhe presentes com suas próprias mãos, massageie seu parceiro(a). Use sua força a serviço do seu casamento, e assim o amor de vocês vai crescer e se tornar mais profundo. Estabeleça limites físicos também para a intimidade a dois. Descubra o que deixa seu cônjuge desconfortável. Talvez tenha que abandonar essa prática. As orientações de Deus devem nortear nosso relacionamento com Ele e com o cônjuge, pois o casamento foi criado por Ele para refletir a imagem do Criador. Quando estabelecemos limites emocionais, mentais, físicos e espirituais ao nosso redor, estamos protegendo nosso casamento para nós mesmos, nossos filhos e para todos que podem ser abençoados por esse relacionamento. ] JARROD STACKELROTH é editor da revista Adventist Record, periódico da Igreja
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Assim, os cônjuges podem ter diferenças de opinião, cultura e origem familiar, e quem é casado sabe que o tempo revela quão numerosas são as diferenças. Porém, se ambos buscarem a Deus, vão seguir na mesma direção. No fim das contas, devoção a Deus também significa devoção de um para com o outro. Unidos em Cristo, os dois têm um denominador comum. A mesma referência para construir sua identidade, sonhos e propósitos. Dedique tempo para orar um com o outro. Leiam a Palavra de Deus juntos. Conversem sobre espiritualidade, a respeito de como interpretam os acontecimentos do mundo e aquilo que ocorre com vocês. Consultem a Deus sobre as grandes decisões familiares e procurem conselhos na Bíblia, por meio da oração e de amigos e conselheiros espirituais.
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QUANDO UM CASAMENTO É DESFEITO, SOFREM O CASAL, OS FILHOS, OS FAMILIARES, OS AMIGOS E A PRÓPRIA IGREJA
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MISSÃO George Byron Tripp
Da esquerda para a direita: as irmãs Mabel e Ella White; e o casal May e W. C. White segurando os gêmeos, Henry and Herbert (1896)
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llen White foi uma missionária relutante. A sede mundial da igreja havia pedido que ela considerasse viajar para a Austrália a fim de iniciar a missão adventista ali, mas, aos 64 anos de idade, a pioneira pensava que seu período de viagens havia terminado. Ela estava ocupada escrevendo sobre a vida de Cristo e realmente achou que seria desnecessária essa mudança. Embora tivesse orado a respeito, não recebeu resposta direta de Deus sobre o que fazer. Mesmo assim, em 12 de novembro de 1891, ela partiu de navio, com seu filho William, para a longa viagem até a Austrália. Mary, a esposa de William (Willie), havia morrido um ano antes, deixando-o viúvo com duas filhas pequenas, Mabel (5) e Ella (9). Como William estimava que eles passariam dois anos no exterior e sua rotina seria marcada por muitas viagens, resolveu deixar as meninas nos Estados Unidos sob os cuidados de Mary Mortesen. Uma jovem de trinta e poucos anos, responsável e amorosa.
VIUVEZ PRECOCE George Byron Tripp nasceu em Nova York; porém, ainda muito jovem se mudou com a família para Minnesota. Em 1883, conheceu Amanda McDonald e se casou com ela. Três anos depois, eles já haviam perdido dois filhos gêmeos recém-nascidos e tinham um menino chamado George. Em 1891, Amanda morreu tragicamente, deixando Byron sozinho para criar o filho. Ele entrou para o ministério trabalhando em Minnesota, e mais tarde aceitou o chamado para se tornar o presidente da Associação da Virgínia. CARTAS MAL INTERPRETADAS A missão de dois anos inicialmente planejada para Ellen White e seu filho já havia chegado ao quarto ano. Ainda envolvida no trabalho na Austrália,
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CONHEÇA A HISTÓRIA DE TRÊS CASAIS QUE COLOCARAM A CAUSA DE DEUS ACIMA DOS PRÓPRIOS SENTIMENTOS
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CHAMADOS PARA A ÁFRICA Em 1894, surgiu a oportunidade de estabelecer uma nova sede da missão adventista na África. Em fevereiro do ano seguinte, na assembleia mundial da igreja, solicitaram que o pastor Byron Tripp fosse o superintendente da Missão Matabele. Preocupado com o cuidado de seu filho na África, Tripp visitou o então presidente mundial da igreja. Sua pergunta direta a Olsen foi: “O senhor conhece alguma moça que me recomendaria como esposa?” Olsen que, havia pouco tempo tinha lidado com a situação de Mary e as filhas de Willie White, imediatamente sugeriu Mary Mortensen. Byron achou aquela uma boa sugestão, e pediu a moça em casamento. Ela aceitou prontamente, e eles se casaram em abril de 1895, pouco depois
que Mabel e Ella White partiram de Michigan (EUA) para a Austrália a fim de se encontrarem com a nova madrasta. Alguns dias após o casamento, Byron, Mary e o filho dele, George, embarcaram em direção à África, acompanhados por outro casal, W. H. Anderson e a esposa. Finalmente chegaram à sede da missão no fim de julho e começaram a trabalhar. Logo o doutor A. S. Carmichael se uniu a eles. E em setembro de 1897 chegaram Frank B. Armitage, sua esposa, Anna, e a filha, Violet, de 9 anos, completando assim o pequeno grupo de missionários. No entanto, três meses mais tarde, em dezembro, a malária atacou o pequeno grupo. O doutor Carmichael morreu em fevereiro de 1898 e Byron Tripp faleceu uma semana mais tarde. Pouco depois morreram Anna Armitage e George, o filho de Tripp. Para seguir com o trabalho na missão restaram a família Anderson, Mary Tripp e Frank Armitage.
QUESTÃO DE PRIORIDADE Sem se conhecerem muito bem, Mary e Byron Tripp se casaram e ajudaram a estabelecer a missão adventista na África. Por sua vez, Mary e Frank Armitage se uniram por causa do amor também que tinham pelo trabalho em solo africano. Foi a longa parceria deles de amor e respeito que possibilitou que servissem a Deus tanto tempo em terras estrangeiras. Hoje, nossas prioridades são bem diferentes. Procuramos primeiro o amor, e a missão vem depois. Histórias como as de Mary, que demonstram uma dedicação incomum ao trabalho do Senhor, são muito raras. Esses pioneiros e missionários colocaram seus sentimentos em segundo plano, porque estavam completamente comprometidos com a obra de Deus. Eles se casaram por causa da missão e acabaram construindo relacionamentos significativos. Receberam uma bênção especial pelo fato de se dedicarem a Deus, ao próximo e à proclamação sobre o breve retorno de Cristo. ]
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prioridades
Tanto Mary como Frank desejavam continuar seu trabalho na África. Isso os motivou a se casarem em fevereiro de 1899. Eles permaneceram no campo missionário, no Zimbábue e na África do Sul, por mais 26 anos, e lá tiveram duas filhas, além de Violet, fruto do primeiro casamento de Frank. Em 1925, a família Armitage voltou para os Estados Unidos devido a problemas de saúde de Mary, e trabalharam mais oito anos na Califórnia. Mary morreu em abril de 1950, tendo dedicado a maior parte de sua vida ao trabalho missionário. Willie e May White, por sua vez, enquanto permaneceram na Austrália, tiveram três filhos, fora as duas filhas do primeiro casamento de Willie. Ellen White e sua família ficaram ao todo nove anos na terra dos cangurus.
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Ellen contratou May Lacey como sua assistente. Logo ficou evidente que Willie, com 40 anos, estava apaixonado pela jovem de apenas 21. Após um curto tempo de namoro, boa parte dele a distância, Willie pediu May em casamento. Eles se casaram em 9 de maio de 1895. Durante os quatro anos que esteve distante das filhas, Willie foi um pai fiel, escrevendo regularmente para elas, bem como para Mary Mortensen. Uma carta datada de 26 de fevereiro de 1895 de O. A. Olsen, presidente da sede mundial da igreja, para Willie revelou que Mary e as meninas haviam interpretado mal as correspondências enviadas pelo filho de Ellen White. Mary entendeu que o pai das meninas estava expressando interesse nela. Ela compartilhou essa suspeita com as filhas de Willie, que ficaram encantadas com a ideia de um possível casamento entre os dois, tendo em vista que haviam desenvolvido grande carinho pela moça. Em fevereiro de 1895, porém, quando a carta com a notícia do noivado de Willie com May Lacey chegou, suas filhas ficaram tão desoladas a ponto de Ella, então com 13 anos, ir conversar com o presidente mundial da igreja para falar de seu desgosto. Olsen a descreveu como que estando quase fora de si com a ideia de perder Mary. A carta de Olsen para William White relatando essa situação fez com que os planos fossem mudados imediatamente. Mary, que devia acompanhar as meninas na viagem para a Austrália e trabalhar para Ellen White, não mais devia ir. E as meninas viajariam com outra companhia, partindo no início de abril de 1895.
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MERLE POIRIER é gerente de operações da revista Adventist World
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MINHA HISTÓRIA
MEU AMIGO MICHAEL A CONVERSÃO DE UM HOMEM DAS ILHAS SALOMÃO QUE FOI EVANGELIZADO POR UM DESCONHECIDO COLEGA DE TRABALHO
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– Diminuí a velocidade da escavadeira, e o homem atravessou o terreno destruído da colina, vindo na minha direção. Quando chegou, ele subiu no aro da roda, se apresentou como Michael e perguntou se podia andar na escavadeira comigo aquele dia. Respondi que não, porque era muito perigoso, e a empresa exigia que todos seus trabalhadores usassem capacete. Dizendo isso, Arnold levantou seu capacete amarelo e manchado, para todos verem. – Disse que ele poderia andar comigo um pouco, mas só se tivesse um capacete igual ao meu, e eu não tinha outro para emprestar. O homem sorriu e disse que voltaria rapidamente. Fiquei observando enquanto ele andava pelo meio do mato, de volta à entrada da floresta, até que desapareceu na sombra e apareceu novamente alguns segundos depois com um capacete igual ao meu, só que novo em folha. – Perguntei-me por que esse homem, o tal de Michael, havia se esquecido do capacete. Quando ele subiu no aro outra vez, perguntou
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pastor Tana estava fazendo o apelo do fim do sermão, e ninguém ia à frente. Em vez de as pessoas por quem ele tinha orado responderem entregando a vida a Jesus, a congregação estava em silêncio e imóvel. O ministro esperou um pouco, dando ao Espírito Santo tempo para trabalhar em meio ao silêncio. Foi quando uma agitação no fundo do salão chamou a atenção de todos. O homem que estava levantando do banco era Arnold, um motorista de escavadeira que morava do outro lado da ilha. Baixo e forte, seus músculos eram visíveis mesmo sob a camiseta. Seu rosto, da cor do carvão, estava escurecido por trabalhar sob o sol intenso das Ilhas Salomão. Seus olhos, quase sempre semicerrados, estavam bem abertos e brilhavam. Arnold se dirigiu ao orador como se tivesse uma missão urgente. – Vocês me conhecem – disse o motorista, fazendo um breve silêncio que foi preenchido com resmungos e acenos de quem concordava. – Morei aqui por muito tempo e trabalhei duro nas florestas por vários anos. Sempre fiz bem meu trabalho e fui um homem honesto. – Todos no auditório concordaram. – Preciso contar uma história para o senhor – continuou Arnold. – Há seis semanas, numa terça-feira, eu estava dirigindo para cima da colina a fim de buscar mais toras para levar à praia, quando um homem desconhecido acenou lá da entrada da floresta. Era bem alto, pele tão negra quanto a minha, um típico habitante das Ilhas Salomão – descreveu o motorista.
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onde poderia sentar-se. Eu lhe apontei um lugar seguro à minha direita. Ele assentou-se, acelerei e fomos colina acima. Arnold falou sobre seu amigo por mais alguns minutos. Contou como Michael se encontrava com ele todas as manhãs no mesmo local, e o acompanhava na escavadeira durante o dia todo. Falou sobre a bondade do homem, sua fala suave e que manejava a máquina melhor do que o próprio Arnold. – Embora Michael tivesse uma voz suave, eu conseguia ouvir cada palavra que ele dizia, como se estivéssemos sentados juntos, embaixo de uma palmeira, à beira do lago. Suas palavras eram perfeitamente claras. – Sobre o que vocês conversavam o dia todo? – perguntou um dos habitantes da ilha, de um banco próximo à janela do salão. – Era maravilhoso – respondeu Arnold. – Michael tinha uma Bíblia, a qual sempre estudávamos enquanto eu dirigia a escavadeira. Ele me mostrou que Deus criou o mundo porque nos ama e me explicou a respeito de Moisés, os Dez Mandamentos, Abraão, José, Davi e de outros grandes homens e mulheres. – Ele falou sobre Jesus, assim como o pastor Tana tem pregado? – alguém indagou ao motorista. – Sim, falou. Na verdade, ele contou sobre Jesus durante a semana passada inteira. Discorreu sobre Seu nascimento, ministério, parábolas, milagres e morte. Na última vez que conversamos, apenas dois dias atrás, Michael me falou sobre a ressurreição de Jesus e, com base nas Escrituras, argumentou que certamente Ele em breve voltará. – Onde está esse Michael agora? – perguntou o pastor Tana. – Essa é a parte mais interessante, pastor – respondeu Arnold. – Há duas sextas-feiras, no fim do nosso trabalho e estudo, Michael me disse que não poderia mais andar comigo por
Foto: Thinkstock Photos
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muito tempo. Ele me lembrou que no dia seguinte seria sábado, o dia do Senhor, e na sequência me falou algo impressionante. – Michael me disse que havia gostado muito de ter passado aquele tempo comigo e que, se não tivesse outras responsabilidades para atender, ficaria. Foi então que ele me adiantou que eu não ficaria sozinho, porque Deus estava enviando um pastor das Ilhas Salomão para cá. Michael acrescentou que esse homem chamado Lawrence Tanabose ensinaria sobre Jesus e a Bíblia na grande casa/escola aqui nesta colina. Ele concluiu dizendo que eu deveria ir a essas reuniões, porque o pastor Tana era alguém de confiança, muito amigo de Deus e que conhecia bem as histórias da Bíblia. Imediatamente, enquanto Arnold fez uma pausa, houve muita conversa alta em todo o auditório. – O que mais esse Michael disse? – vários perguntaram. – Ele me aconselhou a participar das reuniões, ouvir o que o pastor tinha para dizer e confirmar para todo o nosso povo que aquilo que estava sendo ensinado eram verdades sobre Deus. Michael me disse ainda que eu devia aprender a falar como o pastor Tana, a fim de compartilhar essa mensagem com o povo da ilha para que todos também pudessem dizer “sim” para Jesus. Houve um profundo silêncio no salão enquando todos pensavam e se decidiam. Foi quando Arnold quebrou o silêncio. – Antes de Michael descer da minha escavadeira, com seu capacete novo, que então estava sujo e amassado, ele perguntou se eu aceitava Jesus como meu Salvador. Eu disse um sonoro “sim”! Então ele me pediu que eu contasse ao pastor Tana sobre minha decisão. – Pastor Tana – Arnold virou-se para o pregador. – Vim à frente hoje porque o que o senhor e o Michael disseram é a mesma verdade. Por isso, eu aceitei Jesus como meu Salvador. ]
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DICK DUERKSEN é pastor e um contador de histórias em Portland, Oregon (EUA)
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VISÃO GLOBAL
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OS MOVIMENTOS EM FAVOR DA UNIÃO DAS IGREJAS CRISTÃS MOSTRAM QUE ESTAMOS VIVENDO EM TEMPOS PROFÉTICOS TED WILSON
urante as comemorações dos 500 anos da Reforma Protestante foi realizado um culto especial em Londres, na Inglaterra, que reforça a percepção de que estamos vivendo tempos proféticos. No dia 31 de outubro do ano passado, líderes de várias denominações se reuniram na Abadia de Westminster para apoiar um acordo entre as Igrejas Luterana e Católica Romana, que tentam resolver sua controvérsia histórica em torno da doutrina da justificação pela fé. Segundo o que a agência de notícias anglicana publicou no mesmo dia, Justin Welby, arcebispo de Canterbury, declarou que, quando a Federação Luterana Mundial e a Igreja Católica assinaram um documento em 1999, o impasse teológico de 1517 foi resolvido. De acordo com ele, isso ocorreu num momento decisivo para a construção da unidade e reconciliação das igrejas cristãs.
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EMBORA NÃO
QUEIRAMOS SER
NOSSA TAREFA Como adventistas, temos o privilégio de caminhar no sentido oposto desses ventos ecumênicos e continuar o trabalho que não foi concluído pelos reformadores, mas que deve prosseguir até a volta de Jesus: restaurar a verdade bíblica e proclamar essa mensagem (O Grande Conflito, p. 148). Deus usou Martinho Lutero e muitos outros para construir o alicerce do retorno à santa Palavra de Deus. Peça ao Espírito Santo que nos ajude a nunca desviar dessa clara compreensão que temos sobre a Bíblia e o relógio profético. Como Jesus disse: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” “o que Espírito diz às igrejas (Mt 11:15; Ap 2:17). Embora não queiramos ser rotulados como alarmistas, é óbvio que estamos vivendo nos últimos dias da história da Terra. Portanto, que Deus nos guie como Seu movimento profético, ao proclamarmos as três mensagens angélicas (Ap 14:6-12), cujo centro é Cristo e Sua justiça; e a advertência do quarto anjo (Ap 18:1-4), que convida as pessoas a abandonar a confusão religiosa atual e a retornar ao verdadeiro culto a Deus. ]
ROTULADOS COMO ALARMISTAS, É ÓBVIO QUE
ESTAMOS VIVENDO NOS ÚLTIMOS DIAS DA HISTÓRIA DA TERRA
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CENÁRIO PROFÉTICO A Igreja Adventista do Sétimo Dia não participou dessas iniciativas, e evidentemente não participará. Nossa igreja promove e incentiva a liberdade religiosa e de consciência para todos. Portanto, respeita o direito de outras denominações e religiões tomarem seus votos. Contudo, os adventistas têm procurado decidir com base na Bíblia e não fazer concessões doutrinárias. Fundamentados no método histórico-gramatical de estudo e interpretação das Escrituras, bem como na visão historicista das profecias bíblicas, cremos que um pouco antes do retorno de Cristo à Terra ocorrerão os eventos descritos nos livros de Daniel e Apocalipse, principalmente no capítulo 13 do último livro da Bíblia. Nós, os adventistas do sétimo dia, reconhecemos esse evento ocorrido no aniversário da Reforma Protestante como um sinal significativo de confirmação da interpretação que temos defendido há anos, com base na Bíblia e nos escritos de Ellen G. White. A pioneira escreveu que a união entre protestantes e católicos seria o caminho para a imposição da guarda do domingo (O Grande Conflito, p. 579, 580). Ainda segundo a profetisa, a crença comum na imortalidade da alma e na santidade do domingo possibilitaria a união do protestantismo norte-americano com o espiritismo e o catolicismo, e esse processo resultaria em intolerância religiosa. “Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para pegar a mão do espiritismo. Eles se estenderão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência dessa tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência” (O Grande Conflito, p. 588). Em um artigo do dia 27 de outubro no jornal The Washington Post, Stanley Hauerwas, conhecido teólogo protestante americano, observou que “o abismo entre as denominações parece
cada vez menor. O mesmo ocorre entre o catolicismo e o protestantismo”. No campo político, um fato chama a atenção, pois aponta para essa mesma direção profética. No dia 13 de novembro, Mike Pense, vice-presidente dos Estados Unidos, encontrou-se com o cardeal Pietro Parolin, diplomata-chefe do Vaticano, em Washington (DC). Após a reunião, Pence publicou no Twitter que se sentia honrado por ter recebido o líder religioso na Casa Branca para uma conversa produtiva de como poderiam trabalhar juntos a fim de promover os direitos humanos, combater o sofrimento humano e proteger a liberdade religiosa. Sabemos pela profecia bíblica que esses movimentos em favor do ecumenismo e de aproximação política com o Vaticano não acontecerão apenas nos Estados Unidos, mas também em muitos outros lugares do mundo. Devemos atentar para os sinais dos tempos.
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Desde que foi assinada, a declaração conjunta tem sido adotada por outros órgãos protestantes, como o Concílio Metodista Mundial (2006), o Concílio Consultivo Anglicano (2016) e a Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas. Os líderes desses grupos religiosos também marcaram presença na cerimônia e testemunharam a leitura da resolução anglicana em apoio à convergência doutrinária das igrejas.
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TED WILSON é o presidente mundial da Igreja Adventista Depto. Arte
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NOVA GERAÇÃO
SENTI QUE MEU MAU HUMOR IA EVAPORANDO ENQUANTO EU DISTRIBUÍA SOPA PARA AQUELES DESABRIGADOS
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FILHOS DE DEUS
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AO CONVERSAR COM SEM-TETOS, UMA JOVEM ADVENTISTA LEMBROU-SE DE QUE OS MARGINALIZADOS PELA SOCIEDADE TAMBÉM SÃO SEUS IRMÃOS
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uma bebida quente para ser distribuída pelos meus colegas. Outra pessoa conhecida veio e apresentou seus amigos e juntos me contaram sobre a participação deles em um coral da comunidade. Eles estavam felizes. Senti que meu mau humor ia se evaporando enquanto distribuía a sopa, ouvindo as histórias daquelas pessoas que moram nas ruas. A maioria só queria alguém com quem pudesse conversar. Enquanto ouvia, lembrei-me do medo que senti na primeira vez que participei desse ministério. Minha preocupação era como deveria me relacionar com os moradores de rua. Para ser honesta, eu estava acostumada a passar longe daquelas camas de papelão e pratinhos de esmolas, como se aquelas pessoas não estivessem ali. Esse ministério me fez lembrar que os moradores de rua também são gente. Mais tarde, voltando para casa, tive certeza de que tinha feito a diferença na minha comunidade, mesmo que por meio de um gesto tão simples. Até meu humor mudou por causa do amor que recebi dos meus amigos sem-tetos. Veio à minha mente o texto: “Quem dá alívio aos outros, alívio receberá” (Pv 11:25, NVI). A lição aprendida foi que, apesar de frequentemente ignorados, os marginalizados da sociedade também são filhos de Deus. Eles são os “pequeninos” ou os “menores irmãos” a que Jesus Se referiu (Mt 25:40). Por isso, quero aprender a ver em cada ser humano um membro da família de Cristo e mostrar, por meio de ações de amor, como é o Irmão mais velho deles. ] LYNETTE ALLCOCK leciona inglês para estrangeiros em Watford, na Inglaterra
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Foto: Arquivo pessoal
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lha o tanto de gente!” Meu coração acelerou quando encostamos o carro. “Será que temos comida suficiente para todo esse povo?”, perguntei a um amigo que estava sentado perto de mim. No entanto, minha real preocupação era que, naquela noite, eu não estava com vontade de ajudar ninguém. Tinha sido uma semana difícil, e eu havia discutido com os voluntários do ministério da minha igreja que ajudam alguns sem-tetos em Londres. Pensei: “Que diferença eu poderia fazer daquele jeito, cansada e malhumorada?” Ironicamente, esse ministério havia sido criado por causa de uma das minhas paixões: testemunhar sobre Cristo por meio do serviço comunitário. Os voluntários de Watford organizavam uma visita mensal a Londres para distribuir alimentos, roupas e outros itens básicos para os desabrigados. Embora eu estivesse me esforçando para estar com os jovens nessa iniciativa, já fazia algum tempo que não participava com o grupo. Porém, naquele momento, decidi descer da van e enfrentar a multidão. Imediatamente avistei uma velha amiga, e seu rosto com marcas profundas se iluminou ao me ver. “Faz tanto tempo que não vejo você!”, ela exclamou. “Pensei que tivesse se mudado”, completou. De repente, meu sorriso de cera se tornou genuíno, respondendo ao seu abraço. Perguntei sobre a filha dela que estava hospitalizada, e continuamos conversando enquanto eu preparava
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PRIMEIROS PASSOS PARA PENSAR
MÃO INVISÍVEL A GAROTA SALVA ENQUANTO DESCIA DE UMA ROCHA
WILONA KARIMABADI E RANDY FISHELL
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FATOS SOBRE AS MÃOS
Ilustração: Xuan Le
Foto: Arquivo pessoal
2 A maior corrente de mãos dadas envolveu 3.343 participantes e foi organizada pela Federação Esportiva de Cegos de Hong Kong, na China, no dia 2 de novembro de 2013. 3 Pedro, um dos discípulos de Jesus, foi salvo de um afogamento porque o Mestre lhe estendeu a mão. Leia a história em Mateus 14:22-32.
“Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a Minha mão direita vitoriosa” (Is 41:10, NVI)
cuidadosamente até chegar com segurança ao chão. Algum tempo depois, Lacey leu o livro It Must Have Been an Angel (Deve Ter Sido Um Anjo), de Marjorie Lewis Lloyd, e se lembrou daquela descida da rocha. Mais tarde ela disse: – Mal posso esperar para agradecer pessoalmente meu anjo por aquele livramento e apertar sua mão! ]
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amos mostrar para a sua e a minha mãe que podemos subir aquela rocha? – Lacey desafiou sua amiga Erin. O lado da frente da rocha tinha cerca de 13 metros de altura, com uma inclinação quase em linha reta. E na base havia pedras irregulares espalhadas pelo chão. Erin aceitou o desafio, e logo as duas meninas estavam escalando a rocha. Na subida, por duas vezes um pedaço da pedra se quebrou, mas mesmo assim elas chegaram com facilidade ao topo. – Vamos encontrar um caminho mais emocionante para a decida – sugeriu Lacey, depois que descansaram um pouco. Ela apontou para uma área mais difícil, no outro lado da rocha. – Que tal descer por ali? – insistiu. – Ótimo, mas você vai primeiro! – respondeu Erin sorrindo. Lacey subiu numa lateral da rocha e começou a descer. Enquanto as meninas escolhiam onde apoiar os pés, ainda bem no alto na rocha, a parte em que Lacey se segurava começou a se esmiuçar. Ela sentiu que estava caindo e o pensamento terrível de que poderia ficar aleijada ou até morrer passou por sua mente. Nesse momento, Lacey sentiu que uma mão enorme com cinco dedos a empurrou na direção da rocha. Rapidamente ela se agarrou às pedras ao redor e olhou em volta para ver quem a tinha socorrido. Contudo, Erin ainda estava lá em cima, e não havia ninguém mais subindo. De quem era a mão que ela sentiu? Tremendo, Lacey desceu
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1 A maioria dos seres humanos tem 27 ossos em cada mão.
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▸ Mesmo que você não tenha sentido de verdade a mão de alguém, lembra-se de alguma ocasião em que Deus salvou você de um perigo? Existe alguma situação agora da qual você gostaria que Ele o socorresse? Compartilhe isso com um amigo ou um adulto de confiança. Mais do que isso, fale com Deus em oração.
WILONA KARIMBADI é editora-assistente da Adventist World e RANDY FISHELL é autor de
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livros infantis Editor Texto
Fonte: adaptação da história “That Hand”, de Muriel Parfitt Polk, publicada no livro Guide’s Greatest Miracle Stories (Review
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and Herald, 2001) Depto. Arte
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PERSPECTIVA
BEM
EM FAVOR DA JUSTIÇA
OS ADVENTISTAS DEVEM PROMOVER A JUSTIÇA SOCIAL COM BASE NO EVANGELHO, SEM ADERIR ÀS IDEOLOGIAS QUE CONTRARIAM SUAS CRENÇAS COSTIN JORDACHE
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humano enquanto anunciamos apaixonadamente que Cristo virá.
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MÃO NA MASSA Identifique uma necessidade. Procure por pessoas pelas quais ninguém se importa, sejam aquelas que passam fome, estão em situação de rua, ou enfrentam uma doença e a solidão. Ajude uma pessoa por vez. Não tente mudar o mundo. Comece por uma pessoa ou família a quem possa adotar e acompanhar. Antes de oferecer algo, aproxime-se e descubra como pode ajudar. Respeite a dignidade dela. Defenda a justiça. Não se limite ao assistencialismo. Você deve ajudar para que essa pessoa saia dessa condição de vulnerabilidade e não mais tenha seus direitos violados. Portanto, se necessário, denuncie a injustiça! ]
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COSTIN JORDACHE é editor de notícias da revista Adventist World
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No Novo Testamento essa ênfase continua. Jesus não economizou palavras para distinguir “ovelhas” e “bodes”, e o critério utilizado por Ele é o cuidado para com os “pequeninos irmãos” (Mt 25). Para Tiago, a “religião pura” incluiu proteger as viúvas e órfãos (Tg 1:27). Tendo isso em mente, é certo que existem maneiras pelas quais os adventistas podem apoiar as causas de justiça social e participar do seu discurso até o ponto em que essa postura não implique apoio às ideologias que contrariam suas convicções religiosas. Embora da perspectiva adventista esse assunto tenha muitas nuances, parece claro que o coração de Deus é justo e sofre por aqueles que são esquecidos, maltratados e marginalizados. O Dia Mundial de Justiça Social, 20 de fevereiro, simplesmente nos lembra do privilégio que temos de minimizar o sofrimento
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POR TER RAÍZES JUDAICO-CRISTÃS, A COMUNIDADE ADVENTISTA TEM UM CONCEITO DE JUSTIÇA SOCIAL FUNDAMENTADO EM PRINCÍPIOS TÃO ANTIGOS QUANTO O PENTATEUCO
Foto: Nina Strehl
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pós uma década de discussões sobre o desenvolvimento social no mundo, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu, em 2007, a data de 20 de fevereiro como o Dia Mundial da Justiça Social. Desde então, anualmente essa data tem servido para gerar diálogos importantes entre pessoas, organizações e governos. A definição da ONU para justiça social é um conjunto de princípios e objetivos que envolvem a erradicação da opressão social e pobreza, além da promoção de relações trabalhistas justas e o acesso equitativo à educação e à assistência de saúde, entre outros direitos. A questão é que ao longo do tempo esse termo tem sido associado às ideologias políticas questionáveis do ponto de vista adventista. O que tem levado muitos membros a pensar sobre qual deveria ser sua atitude em relação à bandeira da justiça social. Por ter raízes judaico-cristãs, a comunidade adventista tem um conceito de justiça social fundamentado em princípios tão antigos quanto o Pentateuco. É suficiente uma leitura superficial dos cinco primeiros livros da Bíblia para concluir que Deus sempre esteve preocupado com a natureza equitativa das leis da sociedade. Ele orientou, por exemplo, para que ninguém tirasse vantagem do outro, que os estrangeiros não fossem oprimidos (Êx 22:21) nem os tribunais julgassem injustamente (Lv 19:15).
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BEM-ESTAR
PREVENÇÃO NÃO TEM IDADE
APESAR DE AS PESSOAS DE MEIA-IDADE SOFREREM MAIS DE DOENÇAS CARDÍACAS, OS JOVENS NÃO PODEM DESCUIDAR DA SAÚDE
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PETER LANDLESS E ZENO CHARLES-MARCEL
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Foto: Nina Strehl
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s doenças cardiova sc u la r es são a principal causa de morte evitável no mundo. Segundo a ONU, somente em 2015 cerca de 18 milhões de pessoas morreram em decorrência de problemas no coração, sendo que a maior parte dos casos foi registrada nos países pobres e em desenvolvimento. As estatísticas também mostram que a arteriosclerose, doença das artérias, afeta todo o sistema vascular, fragilizando especialmente o coração e o cérebro. Dos 18 milhões de óbitos relatados em 2015, 41% foram causados por enfermidades coronárias e 37% por derrame cerebral. Essa vulnerabilidade de dois dos principais órgãos do corpo
humano ocorre porque eles dependem de abundante oxigenação, algo que é comprometido com a obstrução dos vasos sanguíneos. Entre os fatores de risco está a faixa etária. É verdade que esse elemento não pode ser visto isoladamente, pois é necessário avaliar a condição de saúde e o histórico familiar da cada pessoa. Contudo, os jovens levam vantagem de modo geral, porque a maior incidência de problemas cardíacos nos homens começa a partir dos 45 anos e, nas mulheres, aos 55 anos. A idade de risco para elas é mais tardia porque existe uma proteção hormonal até a menopausa. No entanto, para os jovens, um histórico familiar de derrames e ataques cardíacos eleva o risco.
PETER LANDLESS é cardiologista e diretor
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Acrescente a essa equação o uso do fumo. Ele é um grande fator de risco e problema de saúde pública. Quem sofre mais com isso são os países emergentes, por duas razões: (1) as nações mais ricas já possuem um longo histórico de sanções e processos contra a indústria do tabaco, o que faz com que essas empresas acabem explorando os mercados em desenvolvimento; (2) os países mais pobres possuem menor infraestrutura de saúde para atuar na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças relacionadas ao cigarro. A hipertensão descontrolada, uma dieta não saudável, o uso do álcool, sedentarismo, obesidade, diabetes e as taxas anormais de colesterol e triglicerídeos também figuram como fatores de risco para as doenças cardíacas. Vale destacar que há um debate em curso sobre a importância das gorduras na alimentação. Porém, existem evidências convincentes de que o colesterol tem relação direta com a aterosclerose, doença degenerativa das artérias que provoca o derrame cerebral e ataque do coração. O ponto é que esse problema pode acometer os jovens também. Por isso, cuidado com as gorduras saturadas e as guloseimas hipercalóricas! A questão é que, quanto mais cedo começa a prevenção, mais efetiva ela se torna. Portanto, mesmo na juventude, a saudável combinação de alimentação equilibrada, atividade física regular, descanso e confiança em Deus ainda são o melhor remédio. ]
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A IDADE DE RISCO PARA AS MULHERES É MAIS TARDIA PORQUE EXISTE UMA PROTEÇÃO HORMONAL ATÉ A MENOPAUSA
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do Ministério da Saúde da sede mundial adventista em Silver Spring, Maryland (EUA); E O
ARLE - AR EL é clínico geral e diretor
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associado desse mesmo ministério Depto. Arte
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Foto: ADRA Romania, Trans-European Division News
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Os problemas de infraestrutura do Colégio Adventista de Graceland, no nordeste da Índia, impossibilitavam seu crescimento. A solução foi o ministério Maranatha International construir 12 novas salas de aula. Com a reforma, a unidade saltou de 300 para 480 alunos matriculados Fotografia: Maranatha Volunteers International
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INTERNACIONAL
ADRA Romênia é homenageada pelo trabalho com os refugiados na Europa e no Oriente Médio. Agência também se destaca no combate à violência doméstica WENDEL LIMA
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ano de 2017 foi de reconhecimento para a ADRA Romênia. No dia 11 de dezembro, líderes da agência humanitária adventista receberam o prêmio de primeiro lugar na categoria ONGs que implementaram projetos em países desfavorecidos. A iniciativa “Esperança para os imigrantes” foi premiada em Bucareste, capital romena, num evento em parceria entre o Ministério das Relações Exteriores do país, entidades da sociedade civil e a ONU. “Não há barreiras para Deus. Ele nos chama a trazer boas-novas de paz e salvação”, comemorou Ştefan Tomoiagă, presidente da ADRA Romênia. “Esses voluntários decidiram colocar-se em um contexto mais amplo e fizeram esforços além das fronteiras do país, oferecendo alívio e apoio aos refugiados na Grécia e no Iraque”, destacou Mihai Brasov, voluntária e coordenadora do projeto da ADRA.
WENDEL LIMA é editor associado da Revista Adventista (com informações
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RESGATE DA DIGNIDADE
Os vencedores foram selecionados entre 170 projetos inscritos em sete categorias. O encontro anual, que visa discutir empatia, solidariedade e desenvolvimento sustentável, reuniu também diplomatas, jornalistas, acadêmicos e ativistas. Em 2015 e 2016, a ADRA Rômenia enviou equipes de voluntários para atender os refugiados na Grécia. No ano passado, foi a vez de colaborar com o hospital adventista que é mantido em parceria com a ADRA Internacional e a iniciativa Adventist Help em Erbil, no Iraque. A unidade atende uma região que tem três campos de refugiados com milhares de pessoas. Mesmo com o bloqueio de alguns dos materiais na fronteira entre a Turquia e o Iraque, os dez voluntários romenos puderem oferecer assistência médica, dentária e psicológica aos deslocados. Durante a primeira viagem da equipe, no início de 2017, os voluntários descobriram que os refugiados gostariam de voltar a ter acesso a livros. Nas duas viagens seguintes realizadas por eles, foram arrecadados quase 300 livros, e uma biblioteca comunitária foi organizada. No último Natal, a agência lançou o videoclipe “Love is the way” (O amor é o caminho) para divulgar as ações desse projeto. Reunindo músicos profissionais e alguns artistas conhecidos nacionalmente, o objetivo é dar visibilidade para a iniciativa e angariar recursos. A agência tem se destacado também, desde 2009, por operar um abrigo de atendimento emergencial para as vítimas de violência doméstica. Ali, as mulheres abusadas encontram comida, acomodações, assistência médica e orientação jurídica para denunciar o abusador. As beneficiadas pela ação tem passado por transformações ao descobrirem um novo jeito de viver com base em valores espirituais e hábitos saudáveis. Um passo à frente foi dado também pela agência em 2017. Complementando o acolhimento oferecido no abrigo, a ADRA Romênia organizou workshops ao longo do ano para capacitar as mulheres a conseguir sua independência financeira, fator fundamental para que resgatem a própria dignidade. No início de dezembro, a agência participou de um encontro num hotel de Bucareste em que foi apresentado um estudo nacional de avaliação do trabalho de 55 organizações que atuam no combate à violência doméstica. ]
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Profissionais voluntários da Romênia atuaram em campos de refugiados na Grécia e no Iraque
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da ADRA Romênia, Adventist Review e ANN) Depto. Arte
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MISSÃO
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TRACEY BRIDCUTT
Associação Médica de Fiji (FMA, sigla em inglês) vai disponibilizar um programa de reeducação de estilo de vida para todos os médicos do país, que é formado por um conjunto de ilhas no sul do Pacífico. CHIP, como é abreviado o nome do projeto na língua inglesa, tem o objetivo de reduzir os fatores de risco de doenças não transmissíveis, como as cardiovasculares e diabetes, que têm aumentado entre a população local. A resolução foi tomada na conferência nacional da FMA de 2017. Alipate Vakamocea, o secretário da entidade e também líder do Ministério de Saúde da Igreja Adventista no país, fez uma palestra sobre o programa durante o encontro anual. Ele falou sobre quatro médicos falecidos havia pouco tempo devido a doenças crônicas e apresentou o testemunho de uma patologista que teve seu estilo de vida transformado ao assumir hábitos mais saudáveis. No almoço da conferência foi servido um cardápio vegetariano, o que chocou muitos
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TRACEY BRIDCUTT é editora-chefe da revista Adventist Record, periódico da Igreja Adventista para a Oceania
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Foto: Divulgação HAM
Igreja quer ajudar a melhorar a qualidade de vida em Fiji. Programa de reeducação de hábitos vai envolver todos os médicos do país
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Fotos: Adventist Record
INVESTIMENTO EM SAÚDE
médicos presentes, que apreciam comer Turma de 33 carne. “No entanto, queríamos dar a menalunos do sagem de que já é hora de nós, médicos, cuiprograma CHIP. darmos de nossa saúde e praticar o que preAgora o projeto gamos”, justifica o doutor Vakamocea. da igreja vai O programa foi implementado pela igreja ser estendido há alguns anos em Fiji. Em setembro, uma a todos os turma de 33 pessoas conluiu mais uma edimédicos do ção do curso, colhendo já resultados positipaís, segundo o vos, por exemplo, no controle de diabetes. doutor Alipate O líder da igreja em Fiji destaca também Vakamocea que essa iniciativa abre portas para a prega(à dir.) ção adventista no país. No início de dezembro, a denominação inaugurou um centro de bem-estar, com lanchonete, loja de alimentos saudáveis, livraria e consultórios médicos. Esse centro de influência urbano, construído em Suva, capital do país, foi erguido com os recursos levantados pelas ofertas missionárias da Escola Sabatina. Com o novo local, a igreja ganhou um espaço para realizar eventos para até 1,5 mil pessoas, abrigar uma pequena congregação que se reunia num templo precário e oferecer atividades comunitárias ao longo da semana. O prédio foi inaugurado durante uma visita do pastor Ted Wilson, líder mundial dos adventistas, que, no sábado, dia 2 de dezembro, falou para 10 mil pessoas no estádio AZN. Essas atividades reforçam o que pontuou Maveni Kaufononga, presidente da União local da Igreja Adventista, nas reuniões administrativas de fim de ano: “Quase tudo o que fazemos aqui tem que ver com saúde.” Ele acrescentou que provalvemente Fiji seja hoje o país mais “doente” da região sul do Pacífico, mas que até 2030 ele poderá ser o mais “saudável”. ]
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SAÚDE
CUIDAR DE QUEM CUIDA
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índice de profissionais estressados, sedentários e com sobrepeso tem crescido no Brasil. É o que mostrou, por exemplo, uma pesquisa divulgada em 2016 pelo plano de saúde SulAmérica com 40 mil trabalhadores de dez capitais brasileiras. O levantamento também apontou que o modo de se conduzir a carreira profissional tem influência direta na própria saúde. A pesquisa indicou que o sedentarismo é o problema mais recorrente e que, ironicamente, os profissionais de saúde são os menos ativos. Até há poucos meses, Débora Vidal se encaixava bem nessas estatísticas. A técnica
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Fotos: Adventist Record
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de laboratório do Hospital Adventista de Manaus (HAM) confessa que até gostava de praticar vôlei, mas com a rotina agitada no trabalho acabou se descuidando e adotando um estilo de vida que lhe rendeu hipertensão, sobrepeso, diabetes e colesterol e triglicerídeos alterados. A história dela começou a mudar quando a empresa em que ela trabalha decidiu priorizar a humanização no ambiente de trabalho. Segundo Eliane Basílio, coordenadora do departamento de Gestão de Pessoas do HAM, uma nova ênfase foi implementada na instituição com base no fortalecimento da missão, valores e protocolos organizacionais, desenvolvimento profissional e qualidade de vida.
No ano passado, quando o médico do trabalho do HAM fazia o acompanhamento da saúde dos colaboradores do hospital, os exames laboratoriais mostraram índices alarmantes de alguns funcionários. Por isso, dez deles foram selecionados para participar de um projetopiloto de reeducação de estilo de vida com abordagem multidisciplinar. Durante seis meses os participantes tiveram uma rotina semanal diferenciada, envolvendo atividades espirituais, acompanhamento psicológico e nutricional, além de um programa de exercícios físicos. Débora foi a vencedora dessa primeira temporada do programa. “Perdi 27 quilos em seis meses,
Dez funcionários participaram do programa de reeducação do estilo de vida. Ao centro, Débora Vidal, vencedora do primeiro ciclo, e Gideon Basílio, diretor-geral do HAM
e tudo mudou na minha vida. Agradeço imensamente ao hospital pela oportunidade de mudar nosso estilo de vida”, reconhece. Foi por essa e outras iniciativas que o HAM ficou em primeiro lugar na categoria gestão de pessoas do prêmio “Referências da Saúde’’. A instituição também foi classificada como a 6ª melhor na área de saúde para se trabalhar no Brasil, segundo a consultoria norte-americana Great Place to Work, que há quase 30 anos divulga um ranking que envolve corporações de mais de 50 países. “Estar entre as melhores instituições de saúde para se trabalhar no Brasil é resultado não só do esforço de uma equipe multidisciplinar, mas, acima de tudo, do favor de Deus. Todas as vezes que procuramos ressaltar os princípios bíblicos de saúde e cuidado do próximo, Deus estará à frente”, conclui Gideon Basílio, diretor-geral do hospital. ]
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TATIANE VIRMES
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Programa de gestão de pessoas transforma Hospital Adventista de Manaus na 6a melhor instituição de saúde para se trabalhar no Brasil
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TATIANE VIRMES é jornalista Depto. Arte
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VOLUNTARIADO
INS Além de desenvolver projetos de saúde e ações evangelísticas, brasileiros ajudaram a levantar recursos para construção de igrejas nas ilhas de São Tomé e Príncipe
JENNY VIEIRA
egundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem crescido o número de jovens que escolhem permanecer na casa dos pais por mais tempo. A chamada “geração canguru” já envolve um em cada quatro brasileiros na faixa dos 25 aos 34 anos. A decisão de viver com a família está relacionada a diferentes fatores, incluindo aspectos financeiros (desemprego, custo habitacional), bem como questões psicológicas (comodismo), educacionais (dedicação exclusiva aos estudos) e sociodemográficas.
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Na contramão dessa tendência, um grupo de jovens tem se destacado pela coragem de sair cedo de casa em busca de uma experiência diferente: o voluntariado. Em 2017, mais de 800 jovens sulamericanos foram selecionados para participar do projeto One Year in Mission (Um Ano em Missão). A brasiliense Ana Claudia Rodrigues, de 23 anos, fez parte desse grupo. Ela foi chamada para liderar uma equipe de nove voluntários
da região Centro-Oeste do Brasil no arquipélago de São Tomé e Príncipe. Localizada a 350 quilômetros da costa oeste da África, no Golfo da Guiné, a República de São Tomé e Príncipe é conhecida como o segundo menor país do continente. O território de 1001 km², no meio do Oceano Atlântico, comporta aproximadamente 200 mil habitantes, sendo 62% deles de baixa renda, segundo dados do Banco Mundial.
Durante os meses em que o grupo de brasileiros permaneceu no arquipélago, diversas mudanças aconteceram. Além de atender membros da igreja, a equipe do Um Ano em Missão promoveu em algumas comunidades projetos sociais e de evangelização, como feiras de saúde, corridas para incentivar a prática de exercícios físicos e a realização de estudos bíblicos. Como resultado do trabalho dos voluntários, 56 pessoas foram batizadas na Igreja Adventista. “Em São Tomé e Príncipe há pessoas que nunca viram uma Bíblia. No Brasil, temos tantos exemplares disponíveis, mas nem sempre valorizamos essa facilidade de acesso às Escrituras”, conta Elisabeth Gonçalves, de 32 anos, uma das voluntárias. Segundo o pastor Fernando Lopes, líder da Igreja Adventista no país, uma das maiores necessidades locais é a de recursos financeiros. “Não temos valores suficientes para aumentar as igrejas e construir novas congregações. Por isso, o trabalho dos voluntários é de extrema importância”, explica. A equipe de missionários também organizou bazares beneficentes para a arrecadação de recursos e construção de novas igrejas. Dentre os muitos resultados gerados pelo trabalho dos jovens que decidem dedicar um ano à missão, seja dentro ou fora do país, os mais significativos podem ser vistos na vida deles mesmos. “Eles voltam para casa com uma bagagem diferente: uma vida transformada pelas experiências vividas no campo missionário”, afirma Joni Oliveira, líder do projeto na região Centro-Oeste do Brasil. ] JENNY VIEIRA é assessora de comunicação da sede administrativa da Igreja Adventista para a região Centro-Oeste do Brasil
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Brasileiros dedicam período para ações sociais e evangelísticas no arquipélago de São Tomé e Príncipe. Num dos menores países africanos, 62% da população é de baixa renda e poucos têm acesso à Bíblia
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INSTITUCIONAL
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NOVA TEMPORADA DA SÉRIE PROVAI E VEDE VAI DESTACAR FIDELIDADE A DEUS NOS ALTOS E BAIXOS DA VIDA
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HERBERT BOGER
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acompanhar o testemunho de pessoas que vivenciaram experiências significativas com Deus. Essas histórias contadas em vídeo por meio da série Provai e Vede têm um elemento unificador: o convite para exercer fé em Deus. Ver o testemunho de alguém, observar suas reações frente ao problema, perceber os passos dados na busca de uma solução, ouvir sua confissão de fé e identificar a mão de Deus conduzindo a situação, tudo isso nos torna coparticipantes de histórias reais e comuns que mostram a ação sobrenatural do Senhor em nossos dias.
Em 2018, a igreja vai acompanhar mais 52 histórias de fidelidade a Deus nas finanças e na guarda do sábado, testemunhos de cura de doenças e relatos de pessoas que têm experimentado transformação por meio dos seus momentos devocionais diários. Os vídeos tratam também de experiências missionárias transculturais, de gente que tem sido mantida além-mar por causa da liberalidade da igreja em nosso subcontinente. A série também é uma oportunidade de a igreja se enxergar como uma grande família, de conhecer novos rostos e se emocionar com histórias como a de Evandro, de Palmas (PR), que vendeu uma fábrica de cerveja para ser batizado; do leproso Hugo, de Cochabamba, na Bolívia, que precisou mergulhar sete vezes no lago Titicaca para ser curado; e de Antônio, um incansável plantador de igrejas, que vive no interior da Bahia e já levou mais de 500 pessoas ao batismo. Venha e veja! HERBERT BOGER JR. é o líder do departamento de Mordomia Cristã da sede
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O NÚMERO DE IGREJAS QUE TÊM ACOMPANHADO SEMANALMENTE A SÉRIE PROVAI E VEDE SUBIU DE 49% (2015) PARA 79% (2017)
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resposta de Filipe a Natanael continua um convite mais atual do que nunca (Jo 1:46), e o testemunho de Davi também (Sl 34:8). Em tempos de pós-modernidade, em que a crença em verdades absolutas é fortemente rejeitada, todos precisam, por si mesmos, experimentar o evangelho e ver se ele, de fato, é real. O filósofo francês Jean-François Lyotard, um dos principais pensadores da pós-modernidade, ao analisar as mudanças culturais das últimas décadas, escreveu que há uma incredulidade crescente para com as metanarrativas. Em outras palavras, verdades abrangentes que procuram explicar a realidade, como o plano da redenção apresentado na Bíblia, acabam sendo desacreditadas. Desse modo são rejeitadas argumentações meramente racionais que pretendem ser universais e normativas. Portanto, a fim de alcançar a geração pós-moderna, a igreja não pode insistir no mero discurso, mas precisa colaborar com Deus para que as pessoas experimentem individual e coletivamente as promessas confiáveis da Palavra. Sendo assim, precisamos resgatar elementos básicos do cristianismo, como viver os princípios bíblicos, desenvolver amizades autênticas, atender as necessidades do semelhante e dar aos novos discípulos a oportunidade de pertencer a uma comunidade para então crer como ela. A cada culto de sábado de manhã, os adventistas de oito países sulamericanos têm a oportunidade de
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sul-americana da Igreja Adventista Depto. Arte
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Essa é a chave!
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A Oração Radical
Você e Deus
Se Meu Povo Orar
Você está pronto para fazer uma oração radical, que revolucione sua vida e o deixe perplexo diante dos resultados? Uma oração à qual Deus responderá com um definido “sim”? Descubra a oração incrivelmente poderosa que permitirá Deus mudar o mundo por seu intermédio.
Este livro mostrará a você o que é a oração. As condições de atendimento. O que pedir. O que é a oração intercessora. Formas de orar. Os silêncios de Deus. Você também descobrirá que muitas vezes a negativa de Deus é a melhor maneira de responder à oração.
Este é um livro embebido de paixão pela oração como o método escolhido por Deus para estabelecer Seu reino por meio de nós e para suprir nossas maiores necessidades. Estas páginas darão a você as ferramentas necessárias para experimentar a oração como o relacionamento, o poder e a chave para os ilimitados recursos do Céu.
Derek J. Morris
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Daniel Nestares, aos 95 anos, em Libertador San Martin, Argentina. Foi pastor e administrador da igreja, dedicando 48 anos de serviço à missão adventista. Trabalhou como tesoureiro de internatos no Uruguai e na Argentina, diretor do Hospital Adventista del Plata e tesoureiro da União Austral. Na sede sul-americana da igreja, ele atuou como diretor do Ministério da Saúde e secretário executivo. O pastor Nestares também serviu como diretor financeiro da universidade adventista das Filipinas e do hospital da igreja no Nepal. Viúvo, deixa três filhos e netos. Boa parte deles trabalha ou trabalhou na organização adventista.
Egon Loeschner, aos 79 anos, em Ariquemes (RO), vítima de uma queda do telhado. Paulista de Araraquara, bisneto de pioneiros adventistas da região de Gaspar Alto (SC), Egon foi um dos pioneiros do adventismo em Ariquemes, onde dedicou-se como diácono e levou várias pessoas ao batismo por influência de seu exemplo e dedicação. Deixa sua segunda esposa, três filhos, cinco netos e dois bisnetos. Estocil Spada, aos 87 anos, em Benedito Novo (SC), vítima de falência múltipla de órgãos. Paulistano, foi batizado em 1959 e destacou-se por seu engajamento na igreja e como missionário na comunidade. Apreciava muito o encontros de família. Deixa a esposa. Helga Lenz, aos 80 anos, em Benedito Novo (SC), vítima de problemas cardiovasculares. Era membro da Igreja de Alto Benedito Novo. Leu a Bíblia completa 33 vezes. Deixa o esposo, quatro filhos, netos e bisnetos. José Gonçalves Fernandes, aos 76 anos, em Pires do Rio (GO). Batizado havia 40 anos, era conhecido como Zé Francino. Cedeu sua casa para a realização dos cultos da segunda congregação adventista da cidade enquanto
o templo era construído. Viúvo, deixa sete filhos e 11 netos. José Batista de Castro, aos 93 anos, vítima de mal de Alzheimer. Militar aposentado, foi combatente na 2a Guerra Mundial. Deixa a esposa, Florinda, filhos e netos. José Soares da Silva, aos 86 anos, em Campinas (SP), vítima de AVC. Baiano de Jacaraci, fez carreira militar como enfermeiro. Convertido ao adventismo em sua juventude, ajudou no plantio de igrejas em Aquidauana, Nioaque (MS) e em Campinas (SP). Deixa a esposa, Áurea, nove filhos e oito netos. Leônidas Geraldo dos Santos, aos 96 anos, em Brasília (DF), de morte natural. Graduou-se em Teologia no antigo CAB, atual Unasp, campus São Paulo, em 1958. Trabalhou como contador na Superbom e pastor distrital no Pará, Amazonas, Roraima e Rio de Janeiro. Era conhecido por seu entusiasmo em pregar, cantar, visitar e construir e plantar igrejas. Deixa um casal de filhos e quatro netos. Lúcia Maria da Silva Toledo, aos 55 anos, vítima de AVC. Batizada havia quase 30 anos, dedicou-se a
arrecadar alimentos para ajudar pessoas carentes. Deixa o esposo, Sebastião, quatro filhos e quatro netos. Nelson Cordolino Neto, aos 77 anos, vítima de insuficiência cardíaca. Batizado havia dez anos, era membro da Igreja de Valença do Piauí (PI). Deixa a esposa, três filhos e três netos. Rachel Lindquist, aos 81 anos, vítima de atropelamento. Durante toda a sua carreira trabalhou como professora e preceptora em colégios e internatos adventistas. Apoiou financeiramente muitos estudantes de nossos seminários e instituições de ensino. Na aposentadoria, dedicou-se ao ministério dos idosos na igreja de Peruíbe (SP). Deixa cinco filhos, 13 netos e uma bisneta. Rubens Ferrari, aos 90 anos, em Caldas Novas (GO). Membro da terceira geração de adventistas de sua família, Rubens nasceu na capital paulista, no então campus do CAB, hoje Unasp. Foi militar da aeronáutica, morou em várias regiões do Brasil e sempre procurou ajudar as igrejas pelas quais passou, inclusive na construção de templos. Morou por 40 anos em Pirassununga (SP), e foi conhecido por seu zelo missionário. Viúvo, deixa oito filhos, 19 netos e 13 bisnetos.
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36807/5479 - REVISTA ADVENTISTA Redação
Daniel Aguiar Grandolfo, aos 37 anos, vítima de acidente automobilístico. Era membro da Igreja Central de Presidente Prudente (SP). Cantou no coral jovem do Instituto Adventista Paranaense (IAP) e no grupo Brothers Vocal, com o qual se apresentou no programa Teleton de 2016 no SBT. Gostava também de distribuir milhares de livros missionários a cada ano, e chegou a entregar alguns exemplares para artistas e políticos. Era presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp) e morreu ao voltar de uma viagem a trabalho de Brasília para o interior de São Paulo. Deixa sua esposa grávida de cinco meses, Joyce, e uma filha pequena.
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MEMÓRIA
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“ B E M - AV E N T U R A D O S O S M O R T O S Q U E , D E S D E A G O R A , M O R R E M N O S E N H O R ”
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BOA PERGUNTA
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POR QUE NAS VERSÕES CATÓLICAS DA BÍBLIA O LIVRO DE DANIEL TEM OS CAPÍTULOS 13 E 14? M. GONÇALVES OZEAS MOURA
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A RE COM LIDA
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OZEAS MOURA, doutor em Teologia Bíblica, com especialização em Antigo Testamento, é professor no Unasp, campus Engenheiro Coelho (SP)
HÁ RAZÕES DE SOBRA PARA CONSIDERAR O MATERIAL APÓCRIFO COMO NÃO INSPIRADO
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ara os protestantes, os acréscimos dos capítulos 13 e 14 ao livro de Daniel fazem parte da literatura apócrifa, que foi adicionada pela Igreja Católica, no Concílio de Trento (1545-1563), ao material canônico do Antigo Testamento. Por sua vez, os católicos chamam essa literatura de deuterocanônica, pois defendem sua inspiração e acréscimo posterior à coleção de livros do Antigo Testamento. Os apócrifos que constam nas versões da Bíblia católica foram produzidos no período intertestamentário (425 a.C. a 120 d.C) e são os seguintes: Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, além de acréscimos ao livro de Ester e de Daniel. No caso desse último, o capítulo 13 narra a história de Susana e a participação do adolescente Daniel no julgamento dela, enquanto que o capítulo 14 relata Daniel explodindo um dragão, que representava o deus Bel, e destruindo o templo dessa divindade. Especificamente sobre os acréscimos ao livro de Daniel, vê-se que há boas razões para não considerá-los inspirados, e sim como fábulas. No caso de Daniel 13 podem ser apontados dois problemas. O primeiro é o anacronismo (diferença de tempo) entre a adolescência de Daniel e o julgamento de Susana. A história dela pressupõe que os judeus estivessem em Babilônia há muito tempo, visto que o marido de Susana já era homem que morava numa casa com jardim e fonte,
riqueza improvável para um judeu nos anos iniciais do cativeiro, tempo esse em que Daniel ainda era aluno da escola real. A segunda inconsistência é a dificuldade de provar que adolescentes participassem de julgamentos, como o que livrou Susana do apedrejamento. Quanto ao acréscimo do capítulo 14, vê-se nitidamente seu caráter de fábula, pelas seguintes razões: (1) a falta de referências históricas de que Daniel tivesse destruído o templo do deus Bel; (2) o caráter estranho do relato da explosão de um dragão, mediante uma receita ainda mais bizarra, feita de piche, gordura e pelos; e (3) a contradição sobre a razão de Daniel ter sido lançado na cova dos leões. Ele foi punido por ter sido leal a Deus (Dn 6:5), e não por ter destruído o templo de Bel. Em relação aos demais livros considerados apócrifos pelos protestantes, existem razões de sobra para não considerá-los inspirados. Eles ensinam, por exemplo, que: (1) dar esmola purifica o doador de seu pecado (Tb 2:8, 9; Eclo 3:30); (2) é possível expulsar demônios com feitiçaria (Tb 6:8, 18); (3) a alma é imortal (Br 3:4; Sb 3:1-4); (4) pode-se orar e fazer sacrifício pelos mortos (2Mc 12:40-46); (5) vingança, crueldade e egoísmo são atitudes não condenáveis (Jt 9:2; Eclo12:5, 6; 33:27; 42:4). Além disso, nem Jesus nem os apóstolos citaram esses livros, certamente porque não os consideravam inspirados. Aliás, nem os autores dos apócrifos reivindicaram inspiração para seus escritos (2Mc 15:37-39). ]
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LIVROS APÓCRIFOS
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EM FAMÍLIA
REMÉDIO PARA A ALMA E O CORAÇÃO
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A RELIGIÃO E A PSICOLOGIA SE COMPLEMENTAM NO DESAFIO DE LIDAR COM A COMPLEXIDADE HUMANA
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A RELIGIÃO NÃO É UMA ILUSÃO RETRÓGRADA NEM A PSICOLOGIA UMA CIÊNCIA QUE NEGA A IMPORTÂNCIA DE DEUS
Uma recente conferência adventista no Reino Unido levantou a discussão sobre as convergências e divergências históricas entre psicologia e religião. O psiquiatra e psicoterapeuta Torben Bergland, diretor do departamento de saúde da Divisão Transeuropeia da igreja, tocou num dos principais pontos desse diálogo: tanto os aspectos religiosos quanto os psicológicos têm muito que ver com nossa história de vida. No fundo, as questões centrais dessa discussão são “Quem é seu Deus?” e “Quem é você?”. Quanto à escolha de um profissional da mesma religião, deve-se levar em conta acima de tudo a opção por um psicólogo ético e competente. Esse profissional será aquele que respeitará os valores e crenças dos pacientes, sem jamais tentar impor suas convicções pessoais, sejam elas religiosas ou científicas. Por fim, seria falta de fé procurar um cardiologista quando se tem um problema cardíaco ou um ortopedista quando se quebra o braço? De idêntico modo não é incredulidade procurar um profissional para tratar de traumas, dores emocionais e angústias que, diga-se de passagem, todos temos. ] TALITA CASTELÃO é psicóloga clínica, sexóloga
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uando o assunto é religião e psicologia, muitas vezes há uma grande confusão entre os cristãos. O campo do conhecimento associado a figuras como o austríaco Sigmund Freud ainda é visto com preconceito por muitos religiosos. Alguns perguntam se é falta de fé buscar a ajuda de um psicólogo e se não seria arriscado fazer psicoterapia com um profissional que não professa a mesma religião do paciente. Ao se resgatar um pouco dessa história, percebe-se que já houve momentos de melhor diálogo. Por exemplo, entre as décadas de 1890 e 1920 houve um forte movimento intelectual que procurou entender a religião de uma perspectiva psicológica. A chamada psicologia da religião começou a dar seus primeiros passos com o livro The Varieties of the Religious Experience (A variedade das experiências religiosas), obra de William James publicada em 1902. Esse campo do conhecimento compreende não apenas o estudo da crença em algo transcendente, o que no Ocidente é comumente associado a um relacionamento com o Deus judaicocristão, mas também aos aspectos psicológicos da experiência religiosa. O declínio desse tipo de estudo após os anos 1920 ocorreu por causa de pelo menos três fatores: (1) o esforço dos psicólogos em reconhecer a psicologia como uma ciência séria, num contexto em que predominava o modelo positivista de pesquisa; (2) a própria subjetividade do fenômeno religioso enquanto objeto de estudo; e (3) a influência das teorias behaviorista e psicanalítica de Freud, que reduziram o estudo da psicologia ao comportamento observável e a religião a uma ilusão da humanidade. Desde então, muitos pesquisadores têm associado o que é religioso com processos psicopatológicos e uma mentalidade retrógrada. Em contrapartida, religiosos têm acusado a psicologia de negar Deus ou de substituí-Lo por uma experiência egoísta e autocentrada. A verdade é que tanto a psicologia quanto a religião existem para o bem do ser humano, pois ambas contemplam dimensões da existência que não podem ser ignoradas: a emoção e a espiritualidade.
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TALITA CASTELÃO
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e doutora em Ciências Depto. Arte
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PERFIL
PASTOR DOS JOVENS COM SIMPATIA, SIMPLICIDADE E VOZ GRAVE, JOSÉ MARIA BARBOSA MARCOU UMA GERAÇÃO DA IGREJA MÁRCIO BASSO GOMES
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MUDANÇAS NO INTERNATO Primogênito de 15 irmãos (quatro homens e 11 mulheres), Barbosa brinca que precisou de um ENA para mudar de vida. O pastor faz menção ao extinto Educandário Nordestino Adventista, em Belém de Maria (PE), desativado em 2000 por conta de enchentes. Foi ali que Zé Maria foi batizado aos 15 anos pelo pastor João Bork. Sua formação acadêmica e espiritual ainda estaria vinculada ao antigo IAE (Instituto Adventista de Ensino), onde cursou Teologia, e à Universidade Andrews (EUA), campus em que
estudou um mestrado em Liderança, no fim da década de 1970. O homem que ministrou para multidões de jovens em eventos tem como referência de liderança Martin Luther King Jr. e o personagem bíblico Moisés, a quem Deus deu habilidades, revelou Sua graça e utilizou a fim de converter em realidade para o povo de Israel o sonho de liberdade. José imaginava ser engenheiro agrônomo, pois cresceu observando os campos do pai produzindo cana, milho e mandioca. Entretanto, os inúmeros apelos que ouviu no internato para que jovens dedicassem a vida ao ministério o fizeram decidir ser pastor. Temeroso de falar com o pai sobre a escolha, Barbosa orou e escreveu uma carta. A resposta, por telegrama, veio cheia de graça: “Com a mesma alegria que o recebemos quando você nasceu, damos a você a permissão para que siga aquilo que está escolhendo.”
Anteriormente zombador dos colegas que decidiram ser pastores, Barbosa começou a considerar o ministério uma obra do Espírito Santo, “uma convicção crescente da qual não podia escapar de jeito nenhum”. José sentiu que Jesus estaria ao seu lado para ajudá-lo em todos o momentos. E isso lhe trouxe paz e segurança. Dos anos de internato ele ainda recebeu outra bênção: conhecer a professora Neuza de Azevedo. Eles se casaram em Jacareí (SP), em 1963, cidade na qual o pai da noiva, Emílio Rodrigues de Azevedo, atuava como pastor. Dessa união que completa 55 anos (bodas de ametista), nasceram as filhas Jussara, Cristiane e Daniele, além dos netos Benjamin, Ana Elisa e Giulia. José Maria vê na paciência uma das grandes virtudes da esposa, virtude aliás que ele confessa não ter. Por isso, enxerga em Neuza a mulher certa para estar ao seu lado. É a ela que o pastor dedicou o livro Momentos de Graça (CPB), devocional de 2011. Escrever esse material foi para ele o maior desafio da vida. Em sua reflexão preferida, a
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ol, praia, esporte, desleixo e reprovação na escola. Assim era a vida de um jovem de Patos, sertão da Paraíba, que passou bronzeados anos na Praia do Meio, em Natal (RN). Nascido na primavera de 1938, ele viveu o início de sua juventude sem pensar muito no futuro. Porém, contrariando a maré negativa das expectativas familiares, o pastor que completa 80 anos em 2018 se tornou líder de milhares de jovens sulamericanos, marcando a história de quem viveu essa fase da vida nas décadas de 1980 e 1990. Falo de José Maria Barbosa Silva, um ícone da igreja na minha geração. Ele liderou por 12 anos (1990-2002) o Ministério Jovem na sede sul-americana da denominação. Eu tinha 13 anos quando ele assumiu essa função e lembro-me bem da presença marcante desse homem de 1,86 metro de altura. O púlpito o tornava um gigante e sua voz grave tocou a vida de muita gente. Foi a voz dele que ouvi na entrevista por telefone. Conversar com o pastor Zé Maria faz bem. Ele continua inspirando alegria. Suas palavras simples e mente jovial transmitem carisma, motivação e inteligência.
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ELE NÃO TEVE UMA JUVENTUDE INICIALMENTE MUITO PROMISSORA, MAS ACABOU SE TORNANDO UMA REFERÊNCIA NA LIDERANÇA DE JOVENS
VOCAÇÃO PARA A JUVENTUDE Depois de estudar e casar-se, Zé Maria começou o ministério no Peru, como pastor associado da Igreja Central de Lima. Nos anos seguintes, ele serviu como pastor distrital e líder de jovens na Missão do Lago Titicaca. Em 1971, ele voltou para o Brasil para liderar a Igreja Central de Brasília, que na época tinha 160 membros. Formada por pessoas de vários estados, a comunidade era conhecida por sua cordialidade e simpatia. Foi nessa congregação que ele ajudou a estabelecer o Clube de Desbravadores Cruzeiro do Sul, uma prévia do que seria uma das marcas do seu ministério. Na sequência, José Maria trocou Brasília pelo Sul do Brasil, onde foi diretor do Ministério Jovem da Associação Sul-Rio-Grandense. A mesma função ele exerceu na Associação Paulistana, na capital paulista. Foi no centro de São Paulo que ele pastoreou também a Igreja Central Paulistana (1980-1982), “uma congregação com um potencial humano fora de série, da qual guardo lindas recordações”, destaca. Em seguida, ele teve uma passagem como secretário ministerial e evangelista da Associação Paulista Leste, até assumir a liderança do Ministério Jovem na União Central Brasileira. Foi nesse período que José Maria assinou por dez anos uma coluna de aconselhamento pastoral na Revista Adventista. Barbosa ainda foi professor do seminário teológico e capelão do Unasp e diretor interno de um colégio em regime de internato. Contudo, sua maior contribuição para a igreja foi à frente do ministério jovem, especialmente nos 12 anos em que trabalhou na Divisão Sul-Americana. Entre as alegrias da liderança dos jovens, estava a organização de eventos e acampamentos. Acampar com a juventude era sua preferência, pois assim podia estar mais perto do rebanho, de maneira informal, envolvido com bate-papos, brincadeiras e mensagens devocionais. Uma das experiências mais marcantes para ele foi o 1º Campori de Líderes de Desbravadores da América do Sul, realizado aos pés do vulcão Villarica,
em Pucón, no sul do Chile. “No evento para 1,2 mil líderes, as atividades eram desafiadoras. Havia a subida ao vulcão para observar o nascer do sol, remar num caiaque no lago e descer de rafting no rio Pucón”, relata. Em seu trabalho com os jovens, Zé Maria enfatizou o envio de estudantes para que servissem como missionários no exterior por um ano. “Muitos que passaram por essa experiência estão hoje em posição de liderança na igreja mundial”, garante. É do tempo dele também a realização do projeto Prisma (Projeto de Integração e Serviço da Mocidade Adventista). Com proposta semelhante à Missão Calebe, o programa levava anualmente estudantes e profissionais de saúde a dedicar algumas semanas ao trabalho nas lanchas com os ribeirinhos na Amazônia. “Só aqueles que foram é que podem contar o quanto isso significou para eles”, recorda Barbosa. O tempo passou, mas Zé Maria acredita que os desafios de hoje do ministério jovem são os mesmos de sua época: formar líderes e envolver os jovens na igreja. “Sem uma liderança forte em cada nível da denominação, o crescimento bem estruturado fica comprometido”, avalia. Ele não crê em resultados rápidos, e ressalta que os líderes precisam atentar para o tripé formativo espiritual: família, igreja e escola. Apesar de enfatizar a franqueza e a abertura para questionamentos, ele defende uma linguagem simples, mas sem vulgaridade. Zé Maria lamenta o enfraquecimento dos cultos jovens na igreja local, e diz que é preciso sentar com a juventude para encontrar novos caminhos. “O jovem precisa de um ponto de encontro aos sábados à tarde”, reforça o pastor octogenário, que teve uma juventude inicialmente não muito promissora, mas que construiu um ministério que continua sendo referência. ]
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do dia 8 de março, Zé Maria escreveu: “É bom que a mulher continue sendo esse mistério, pois se nós, homens, pretendêssemos entendêlas completamente, possivelmente tentaríamos reinventá-las a nosso gosto.” Ele, que acredita na instituição do casamento como fator de estabilidade e crescimento emocional, prega a renúncia do egoísmo como receita de felicidade no matrimônio.
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MÁRCIO BASSO GOMES é jornalista Depto. Arte
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O APÓSTOLO DO CAMINHO
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LIVRO AJUDA A ENTENDER A PASSAGEM DE PAULO POR SETE CIDADES DO 1o SÉCULO E COMO A JORNADA ESPIRITUAL DELE PODE INSPIRAR A NOSSA GLAUBER ARAÚJO
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on he c ido como fariseu irrepreensível e perseguidor implacável, Paulo se transformou em um dos maiores propagadores da mensagem cristã durante os primeiros anos do cristianismo. Convertido por meio de uma experiência dramática, o inimigo dos cristãos se tornou o maior defensor do “Caminho” (At 9:2; 19:9, 23; 22:4). Hoje, quase 2 mil anos após seu martírio em Roma, Paulo é considerado por muitos o maior teólogo e missionário de todos os tempos, tendo sua influência superada unicamente por Cristo. Ao descrevê-lo, Ellen White atestou que “o coração do apóstolo ardia em amor aos pecadores, e ele punha todas as suas energias na obra de ganhar as pessoas. Não existiu jamais um obreiro mais abnegado e perseverante” (Obreiros Evangélicos, p. 59). Muitos dos versos bíblicos mais conhecidos e estimados por cristãos saíram da mente de Paulo. Suas palavras transformaram a vida de milhões e mudaram o curso da história. Gigantes da teologia como Agostinho, Martinho Lutero, João Wesley, Karl Barth e C. S. Lewis beberam de sua produção literária. Milhares de livros já foram escritos sobre o apóstolo, e
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TRILHAR O CAMINHO NÃO É FÁCIL, MAS PAULO CAMINHOU OLHANDO PARA O ALVO DE SUA SOBERANA VOCAÇÃO EM CRISTO JESUS
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muito ainda continua sendo descoberto e escrito a respeito de Paulo. É por isso que a CPB lançou no fim do ano passado o livro De Tarso a Roma (2017, 112 p.). A obra do pastor, evangelista e educador neozelandês Rex D. Edwards descreve a impressionante jornada de Paulo, desde suas origens, em Tarso, até sua morte, em Roma. Conhecido por sua habilidade de relacionar descobertas arqueológicas contemporêneas e o mundo da Bíblia, o autor estruturou sua obra em sete capítulos que relatam a passagem do apóstolo por sete cidades da época: Damasco, Antioquia, Filipos, Bereia, Atenas, Cesareia e Roma. O livro oferece uma descrição detalhada dos tempos em que Paulo viveu e as principais características das cidades por onde ele passou. A obra é enriquecida pelas contribuições de especialistas que dedicaram a vida para estudar o contexto em que Paulo viveu, bem como o pensamento e a influência do “apóstolo aos gentios”. Contudo, a maior contribuição desta obra é o olhar pastoral que lança para a vida de Paulo. Vivemos quase dois milênios depois dos eventos relatados na Bíblia. Muito daquele cenário desapareceu. As religiões que predominavam na época se extinguiram. No entanto, as necessidades e os conflitos do ser humano continuam sendo os mesmos. Por isso, entender o processo de transformação e amadurecimento pelo qual Paulo passou é de extrema importância para aqueles que também sonham com a coroa incorruptível (1Co 9:25).
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“Fé requer viver. É mais do que professar e entender a teologia. No fim, envolve compromisso com a vontade de Deus. A fé tem um conteúdo que enche a mente e move o coração até o momento em que a vida transformada se torna evidente. O objetivo da fé é a fidelidade a Jesus Cristo” (p. 49).
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Trilhar o “caminho” não é fácil, porque envolve lutas e decepções, mas em Paulo encontramos o exemplo de alguém que prosseguiu para o alvo, em direção ao prêmio de sua soberana vocação em Cristo Jesus (Fp 3:14).
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GLAUBER ARAÚJO é pastor, mestre em Ciências da Religião e editor de livros denominacionais na CPB
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