PSICANÁLISE
Marina Ramalho Miranda
série
O que fazer?
Q A I O L U P X T S NH AE T YOP SDFG J K G T R AN S T ORNO S B A L IMENT A R E S G C Z V K L U T U A RW D T NU Y X Z Q T P GH FHTNPM I T R Y VX A S K Y HN J MQ R Y B EHR BHAX T G M F L G T B N A F S MK
TRANSTORNOS ALIMENTARES
TRANSTORNOS ALIMENTARES
Marina Ramalho Miranda
Série O que fazer? Coordenadoras da série Luciana Saddi Sonia Soicher Terepins Susana Muszkat Thais Blucher
Transtornos alimentares ©2026 Marina Ramalho Miranda Luciana Saddi, Sonia Soicher Terepins, Susana Muszkat, Thais Blucher (coordenadoras) Editora Edgard Blücher Ltda. Série O que fazer? Publisher Edgard Blücher Editor Eduardo Blücher Coordenador editorial Rafael Fulanetti Coordenadora de produção Ana Cristina Garcia Produção editorial Maísa Kawata Preparação de texto Nanci Ricci Diagramação Thiago Cordeiro Capa Juliana Midori Horie
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Heytor Diniz Teixeira, CRB-8/10570
Rua Pedroso Alvarenga, 1245, 4o andar 04531-934 – São Paulo – SP – Brasil Tel.: 55 11 3078-5366 contato@blucher.com.br www.blucher.com.br Segundo o Novo Acordo Ortográfico, conforme 6. ed. do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, Academia Brasileira de Letras, julho de 2021. É proibida a reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem autorização escrita da editora.
Miranda, Marina Ramalho Transtornos alimentares / Marina Ramalho Miranda. – São Paulo : Blucher, 2026. 88 p. : il. – (Série O que fazer?) Bibliografia ISBN 978-85-212-2758-8 (Impresso) ISBN 978-85-212-2759-5 (Eletrônico – Epub) ISBN 978-85-212-2756-4 (Eletrônico – PDF)
1. Psicanálise. 2. Distúrbios alimentares. 3. Transtornos alimentares. I. Título. CDU 159.964.2
Todos os direitos reservados pela Editora Edgard Blücher Ltda.
Índice para catálogo sistemático: 1. Psicanálise CDU 159.964.2
Dedico este livro àqueles que me permitiram chegar mais perto de seu sofrimento no universo da alimentação. Que se libertem do mundo hermético dos transtornos alimentares. Que voltem a sonhar com um futuro colorido de afetos calorosos. Que alcem voos sob as luzes de novos espaços da imaginação, criatividade e fertilidade!
Sumário
A série O que fazer?
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Introdução
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1.
Mas, afinal, o que são e quais são os transtornos alimentares?
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2.
Transtornos alimentares e a psicanálise
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3.
Pandemia e transtornos alimentares
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4.
Para finalizar
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Referências
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Filmes que abordam o tema
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A série O que fazer?
A série O que fazer? nasceu de uma dupla necessidade: divulgar de forma coloquial e simples o conhecimento psicanalítico e científico, normalmente restrito à clínica particular, e auxiliar o público leigo a entender determinadas situações e buscar soluções para seus dramas cotidianos. A psicanálise tem mais de cem anos de experiência em diferentes formas de atendimento. Ela é bastante reconhecida pelo sucesso dos resultados e por um conjunto sólido de reflexões a respeito das questões humanas. Acreditamos que temos muito a contribuir com a sociedade de modo geral. Esta série de livros é a prova do desenvolvimento e crescimento de nosso ofício. Compartilhar dados confiáveis, fornecidos por um profissional capacitado, sobre problemas atuais nas áreas de saúde, educação e família é o nosso objetivo. Afinal, quem não se sente perdido, sem saber o que fazer, em meio a tanta informação dispersa e disparatada nos mais tradicionais meios de comunicação e nas redes sociais? A série O que
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fazer? procura criar um guia, uma espécie de orientador científico – que ultrapasse a mera lista de informações –, possibilitando a compreensão ampla e profunda de determinada situação ou questão, pois acreditamos que compreender está a meio caminho de solucionar. Contudo, não se engane: estes não são livros de autoajuda, pois solucionar nem de longe é sinônimo de resolver e, muitas vezes, significa apenas aprender a conviver com o que pouco podemos modificar. Mesmo assim, é melhor percorrer um trajeto difícil se este estiver devidamente iluminado. Luciana Saddi
Introdução
O que fazer... Não consigo entender o que está acontecendo... Por que faço isso comigo? Não consigo comer... e se eu não comer, vão me internar. Se como carne, sinto que estou comendo cadáver... aquilo cresce na minha boca, vai ficando gigante, a saliva tem gosto de sangue... não aguento engolir e saio correndo para vomitar... Estou presa no meu corpo. Não consigo parar de olhar o meu corpo e ver se engordei e... de pensar na próxima refeição...vivo para isso. (Maria, 16 anos) Como isto foi acontecer em nossa família? Não tem lógica, nem explicação cabível alguma...a infância dela foi tão tranquila.
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Eu me sinto ofendida, agredida, quando minha filha vomita a minha comida! O que será que fizemos de errado? (Pais de Maria) Essas são algumas das perguntas e desabafos que escutamos com frequência na clínica dos transtornos alimentares, mais fortemente nas anorexias e bulimias, questões estas que sinalizam a presença da intensa dor, desespero, sofrimento, culpas e penitências tomando conta dos sentimentos de todos os que estão envolvidos com esses sintomas e, ao mesmo tempo, a sombra de um não-saber... Desabafos, pedidos desesperados de ajuda, vindos de jovens que sofrem as agruras do tormento que os transtornos do comer lhes trazem, ao lado das perguntas feitas principalmente por seus pais, que não conseguem entender como sua filha(o) desenvolveu um sintoma tão sério, sem lógica, cheio de contradições muito difíceis de compreender, e em muitos casos, que chegam traiçoeiramente, sem aviso, sem serem previstos, após, em geral, uma infância e um início de puberdade sem grandes perturbações, aparentemente serenas, comparáveis àquela calmaria que antecede tempestades... Questões que mais parecem pistas de intrincados e misteriosos quebra-cabeças, cujas peças não correspondem aos espaços vazios, nada se ajusta nem constitui um sentido, porquanto as genuínas estão perdidas e sem chance de serem por eles avistadas. Assim nasceu a motivação para esta escrita, que não pretende responder a essas questões com verdades absolutas, nem soluções universais, nem respostas que possam correr o risco de fechar ou
1. Mas, afinal, o que são e quais são os transtornos alimentares?
Desde há muito tempo, alguns homens e muitas mulheres são acometidos por esse estranho movimento de restringir sua alimentação lentamente até a total ou quase total abstinência. E igualmente longínqua é a atitude de provocar a expulsão do alimento ingerido com ou sem a introdução dos dedos ou de algum objeto que cumpra a função de estimular o retorno da alimentação, assim sentida como algo a ser expurgado de si. Também conhecemos aquelas situações em que os indivíduos comem descontroladamente grandes quantidades de alimento até se sentirem desconfortavelmente cheios. E muitas vezes sem fome! Refiro-me àquelas situações nas quais o comer e o beber já não se encontram mais a serviço do viver e a comida e seus derivados já não estimulam uma ingestão necessária e habitual, ou seja, as vontades do corpo passam a agir ao contrário, como contravontades e caminham na contramão da natureza, invertendo os sinais do desenvolvimento saudável e apontando para consequências sombrias e dolorosas no corpo e na mente.
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Assim vivem os indivíduos que sofrem de transtornos alimentares. De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, estima-se que mais de 70 milhões de pessoas no mundo sejam afetadas por algum transtorno alimentar, incluindo anorexia, bulimia, compulsão alimentar e outros. Anorexia nervosa e a bulimia estão relacionadas a maiores taxas de mortalidade dentre os transtornos mentais.1 Coordenador do programa de transtornos alimentares do Hospital da Universidade de São Paulo (USP), Táki Cordás aponta que, das 70 milhões de pessoas no mundo com alguma intolerância alimentar, pelo menos 20% estão no Brasil. O total representa 15 milhões de pessoas. [...] A pesquisa que aponta a análise de Cordás foi realizada em 16 países, incluindo o Brasil, e conclui que um em cada cinco jovens de seis a 18 anos tem transtorno alimentar. No caso de mulheres, chega a um terço.2 Complementando cientificamente as respostas à pergunta que abre este tópico, recorro ao manual diagnóstico dos transtornos mentais elaborado pela psiquiatria, que é o instrumento de consulta por excelência na prática clínica na área da saúde mental: o DSM, nº 5, que muito nos auxilia na definição dos conceitos e que facilita a comunicação na equipe multidisciplinar: 1 2
Dados de 2022 do Ministério da Saúde. Cordás em audiência pública na Câmara dos Deputados em 11 de julho de 2024 (Hekally, 2024).
2. Transtornos alimentares e a psicanálise
Quando o nada comer, o comer o nada e o tudo devorar passam a ocupar o lugar central no psiquismo de adolescentes e jovens adultos, impedindo o desenvolvimento de suas potencialidades criativas, condenando-os a eternas repetições e aprisionando suas vontades e expectativas em fases anteriores do seu desenvolvimento psíquico, estamos próximos de psicopatologias conhecidas como Transtornos Alimentares. São vistos pela psicanálise como manifestações de um intenso sofrimento psíquico, sintomas orais (região da boca, orofaringe e correlatos) que escondem angústias arcaicas ligadas a épocas bastante primitivas da vida mental. Emoções máximas, pensamento onipotente, forte necessidade de possuir um controle no alcance da perfeição, assim como ideias contraditórias e um mundo de sensações ocupam o lugar dos afetos. Exercitando de início o trabalho com limites, pois são infinitas e sedutoras as frentes que esse complexo tema me convida a
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pesquisar, opto preliminarmente por abordar o caminho da construção de lugares nesse difícil processo analítico. O par analista-paciente se defronta com as rachaduras dos alicerces identitários e com a consequente constatação da presença de afetos embrionários envolvidos nas histórias passionais dos vínculos primitivos. São histórias recontadas em sessão, com uma linguagem não apenas da sensorialidade a que estamos acostumados na clínica dos déficits simbólicos, e sim com uma linguagem ainda mais incipiente, algumas vezes manifestada por alusões a secreções, barulhos viscerais, cheiros e eructações (arrotos). Donos de uma inteligência acurada alojada num perfil psíquico sensível, esses jovens têm sua atenção e percepção semelhante a um eficiente radar constantemente ligado e pronto para captar toda e qualquer mínima mudança no humor dos pais, dos professores, dos colegas, e inclusive dos profissionais, e por ironia, completamente distanciados de si próprio, do que querem e para onde irão. Intoxicam-se facilmente com ideias recorrentes de perder peso e emagrecer de qualquer modo e sempre mais. Diante de pensamentos negativos, esses jovens, entremeados pela sensação de estar sendo invadidos por excessos de gordura, de comidas, de açúcar, sentem muito medo das entradas e das incertezas. Segue-se a vontade premente de deles se livrar, elementos sentidos como tóxicos, que não sabem como neles entraram e nem como expulsá-los. “Veneno é comida que faz adoecer” (Freud, 1933/1976) Estamos prestes a mergulhar num mundo de secreções corporais, de contradições profundas, de despropósitos, de poucas pala-
3. Pandemia e transtornos alimentares
Jovens que apresentam ao analista seu corpo ferido, muitas vezes machucado violentamente por abusos concretos ou imaginários causando cortes em seu desenvolvimento mental, vivem descontinuidades que paralisam seu desenvolvimento. A pandemia provocou cortes. Interrompeu caminhos de evolução e desenvolvimentos de toda ordem. Atacou não só os recursos defensivos de nossa imunidade física, mas também os recursos do psiquismo de modo invasivo, intrusivo, traiçoeiro, violento. Vírus que humilha, contradizendo a autoestima do ser saudável e que desafia o esforço da manutenção do equilíbrio físico e mental. Julieta, vitoriosa, me fala em análise: Viu como eu tinha razão? Sempre tive medo de um descontrole me pegar! Não é exatamente o que está acontecendo? O vírus chegou arrebentando nossas certezas de controle. Ninguém pode com ele!
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A pandemia criou formações sintomáticas defensivas contra as angústias em excesso e instigou o uso do corpo como forma de expressão emocional. Um inimigo invisível que não deu trégua em dois anos de surgimento, provando ao mundo sua força repleta de malignidade e crueldade, isolando e afastando pessoas amadas, jogando-as numa sombra mortífera, arrancando, sem dó, a esperança. O corpo humano se protagonizou na pandemia, passando a ser monitorado o tempo todo, tornando-se alvo de muitas investigações científicas. O medo da morte se tornou um tema mais recorrente do que sempre foi, e o medo do viver livre também. A pandemia se foi, mas deixou marcas profundas. Continua ressoando ameaças, destilando sua crueldade, reativando eventos traumáticos, sugerindo rituais obsessivos e provocando atuações e comportamentos violentos. Para nossas meninas e meninos que sofrem de transtornos alimentares a presença de um objeto intrusivo em sua mente é confirmada por uma realidade externa de intrusão e traição representada pelo vírus, reforçando também os pensamentos delirantes persecutórios de que a comida fantasiada é venenosa e, se for ingerida, causará danos terríveis, assim como o vírus que, se invadir sorrateiramente o indivíduo e entrar pelas cavidades orais, atingindo as mucosas da orofaringe ou da fossa nasal poderão conduzi-lo à morte. Muitos pacientes da clínica dos transtornos alimentares decretaram um lockdown psíquico, como forma de se blindar contra os imprevisíveis ataques da gordura que algum alimento possa furtivamente conter ou, ainda, pelo medo do seu próprio descontrole com a ingestão de alimentos.
4. Para finalizar
O que fazer? Ao final desta escrita, espero ter munido o leitor com informações, ponderações e até mesmo inquietações que possam servir de estofo para a edificação do que fazer para cuidar da dor desses jovens e de suas sofridas famílias acometidas por essas dramáticas perturbações. E esse O que fazer? receberá diferentes olhares, cuidadosas abordagens, hipóteses-respostas com reflexões diversas, livres do fechamento em protocolos que ditem regras a seguir, pois respeitará a preciosidade que é a singularidade e especificidade de cada jovem e cada família! Buscar ajuda que amplie o acesso, estreito e quase impossível, a essa bolha que aprisionou esses meninos e meninas, quase crianças, em seus corpos, burlando a possibilidade de pensar a dor que transborda desse encarceramento é fundamental. Acredito que um olhar que aprofunde a compreensão do que não está aparecendo de forma clara à percepção da família ou do jovem pode abrir frestas nesse mundo fechado por forças poderosas, desconhecidas e perigosas e conduzi-los à busca da ajuda urgente e necessária.
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Formar um time que “vista a camisa” do futuro paciente, que acolha seu sofrimento, que saiba trabalhar no ritmo de conta-gotas, oferecendo ao paciente e à sua família suaves e delicadas colheradas de alimento psicanalítico e que seja instrumentado a viver nas bordas das situações-limite beirando abismos que convidem à desistência da caminhada conjunta, um time que não se acovarde com as sombras de destrutividade, uma equipe com fé nas possibilidades saudáveis do futuro paciente e que procure não perder o apetite para o trabalho. Uma equipe multi/interdisciplinar composta por médico psiquiatra, psicólogo ou psicanalista, nutricionista, orientador familiar, educador físico, endocrinologista, ginecologista, entre outros, farão as vezes de uma família-prótese enquanto a família interna está sendo re-unida assim restaurando a história de amor de seus casais parentais. A família e especialmente a mãe precisam de acolhimento e se possível atendimento psicanalítico. A mãe, sofrida e assustada e com um mundo de dúvidas e perguntas que faz a si mesma, percebendo que algo muito grave aconteceu, mas sem ter ideia do que, de quando e do porquê. Compartilha com a filha do sentimento claro de impotência e desamparo diante da magnitude dos sintomas alimentares e percebe, com clareza, que está enredada com ela nesse aprisionamento de corpos e de mente. Mãe e filha, envolvidas na dinâmica psíquica da anorexia e da bulimia, percebem-se vulneráveis na dependência que se criou entre ambas, num labirinto de emoções confusas, onde uma não pode parar de nutrir a outra, tendo como cenário o vínculo de interdependência. A família precisa ser parte ativa da equipe de tratamento, mantendo contato constante com ela, atualizando o que se vive
Após longa experiência com pacientes classificados pela psiquiatria como “portadores de transtorno alimentar”, Marina Miranda considera que a principal questão não são os sintomas ruidosos e paradoxais dessas patologias, mas o que eles “manifestam pelo avesso” – angústias primitivas, fantasias apavorantes e defesas destrutivas que os sustentam. O trabalho clínico consiste em acolher a singularidade da pessoa e vivê-la junto dela. O risco maior é o de que as palavras do analista soem como tentativas de fazê-la “engolir” essas palavras e, com elas, os monstros que a recusa em se alimentar (ou o vomitar compulsivo do que foi ingerido) quer manter distantes, ainda que tendo o risco de morrer. Essa renúncia à onipotência exige uma equipe pluridisciplinar para atentar aos múltiplos aspectos da doença: efeitos deletérios sobre diversos sistemas do organismo, problemas emocionais intrapsíquicos e com o ambiente familiar, reclusão defensiva em seu modo de ser. Esta obra interessa não apenas a profissionais e famílias que vivenciam o transtorno alimentar, mas também ao público em geral, pois habitamos uma sociedade na qual a repressão mais violenta já não incide sobre a sexualidade, e sim sobre a alimentação e seus correlatos.
Renato Mezan
APOIO
Dr. Cláudio Laks Eizirik Coordenador do comitê Psicanálise e Saúde Mental da IPA
PSICANÁLISE