GONICK, HUFFMAN - Física em quadrinhos_Capa gráfica_lombada 11mm.pdf 1 22/05/2026 16:22:16
FÍSICA EM QUADRINHOS
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Você não precisa ser cientista para entender essas e muitas outras ideias complexas. Aqui tudo está explicado: velocidade, aceleração, explosões, eletricidade, magnetismo, circuitos, um gostinho da teoria da relatividade e muito mais. E isso com ilustrações simples, claras e muito engraçadas. A física nunca mais será a mesma!
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Leia também: } Álgebra em quadrinhos (roteiro e arte: Larry Gonick)
} Cálculo em quadrinhos (roteiro e arte: Larry Gonick)
} Química geral em quadrinhos (roteiro: Craig Criddle; arte: Larry Gonick)
FÍSICA EM QUADRINHOS
Se você acha que só sua conta bancária pode ficar negativa, se imagina que a Lei de Ohm determina por quanto tempo você deve meditar, se acredita que a mecânica newtoniana vai consertar seu carro, então precisa de Física em quadrinhos para tudo ficar mais claro.
FÍSICA EM QUADRINHOS
FÍSICA
EM
QUADRINHOS LARRY GONICK E ART HUFFMAN TRADUÇÃO
CARLOS ALBERTO BATISTA DA SILVA FILHO
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Física em quadrinhos Título original: The Cartoon Guide to Physics © 2005 Larry Gonick e Arthur Huffman Published by arrangement with William Morrow Paperbacks, an imprint of HarperCollins Publishers © 2026 Editora Edgard Blücher Ltda.
Publisher Edgard Blücher Editor Eduardo Blücher Coordenação editorial Rafael Fulanetti Coordenação de produção Ana Cristina Garcia Tradução Carlos Alberto Batista da Silva Filho Diagramação Marcela Badolatto Revisão de texto Denise Pisaneschi Capa Thiago Cordeiro
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Heytor Diniz Teixeira, CRB-8/10570
Rua Pedroso Alvarenga, 1245, 4o andar 04531-012 – São Paulo – SP – Brasil Tel.: 55 11 3078-5366 contato@blucher.com.br www.blucher.com.br
Gonick, Larry Física em quadrinhos / Larry Gonick, Arthur Huffman ; tradução de Carlos Alberto Batista da Silva Filho. – São Paulo : Blucher, 2026. 220 p. : il. – (Série Ciência em Quadrinhos)
Segundo o Novo Acordo Ortográfico, conforme 5. ed. do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, Academia Brasileira de Letras, março de 2009.
É proibida a reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem autorização escrita da editora. Todos os direitos reservados pela Editora Edgard Blücher Ltda.
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Bibliografia ISBN 978-85-212-2899-8 (Impresso) ISBN 978-85-212-2898-1 (Eletrônico - Epub) ISBN 978-85-212-2897-4 (Eletrônico - PDF) Título original: The cartoon guide to physics. 1. Física – Caricaturas e Desenhos animados. 2. História em quadrinhos. I. Título. II. Série. III. Huffman, Arthur. IV. Silva Filho, Carlos Alberto Batista da. CDU 53 Índice para catálogo sistemático: 1. Física CDU 53
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CONTEÚDO PARTE UM: MECÂNICA Capítulo 1. Movimento ................................................... 3 2. A maçã e a lua ........................................... 18 3. Projéteis .................................................... 33 4. Movimento dos satélites e ausência de peso ..... 37 5. Outras órbitas ............................................ 42 6. A terceira Lei de Newton ............................ 47 7. Mais sobre forças ....................................... 53 8. Momento e impulso .................................... 64 9. Energia ...................................................... 73 10. Colisões ................................................... 83 11. Rotação ................................................... 90
PARTE DOIS: ELETRICIDADE e MAGNETISMO Capítulo 12. Carga ..................................................... 105 13. Campos elétricos .................................... 117 14. Capacitores ............................................ 123 15. Correntes elétricas ................................. 128 16. Em série e em paralelo ........................... 142 17. Campos magnéticos ............................... 149 18. Ímãs permanentes .................................. 160 19. Indução de Faraday ................................ 164 20. Relatividade ........................................... 169 21. Indutores ............................................... 177 22. AC & DC ................................................. 180 23. Equações de Maxwell e a luz .................. 189 24. Eletrodinâmica quântica ......................... 195 Índice remissivo ........................................... 209
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MOVIMENTO O primeiro conceito que queremos entender é MOVIMENTO : pássaros voando, planetas girando, árvores caindo. Todo o Universo está em movimento!!
Aqui está uma pista de corrida em linha reta marcada com distâncias positivas para frente e distâncias negativas para trás.
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Vamos observar meu amigo astronauta RINGO à medida que ele dirige um carro nessa pista. O carro está se movendo a uma velocidade constante. Então, ele percorre a mesma distância a cada intervalo de tempo. Podemos escrever:
Após 1 segundo
Após 2 segundos...
Após 4 segundos...
.
E, após duas horas, eu dou uma descansada.
A distância d é igual à velocidade v vezes o tempo t . Se a velocidade for 10 M/S , então, a cada segundo, Ringo percorre 10 metros. Após 2 segundos, ele terá percorrido 20 metros, após 3 segundos, 30 metros. Em um minuto, 600 metros
E, em uma hora (3.600 s), ele percorre
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A MAÇÃ E A LUA Para entender o movimento da Lua, e todos os outros movimentos ao nosso redor, primeiro devemos perguntar: o que os objetos fazem quando NENHUMA força está agindo?
Por séculos, a Física dormiu sob a sombra de
ARISTÓTELES
(384-322 a.C.). Aristóteles acreditava que o movimento "natural" dos objetos CELESTIAIS (Lua, estrelas) era CIRCULAR , enquanto objetos TERRESTRES (maçãs, pedras, você) tendem "naturalmente" A CAIR .
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Com relação aos objetos terrestres, Aristóteles achava que, depois de cair, eles atingiam o repouso, a não ser que alguma força os empurrase para o lado.
Note que, se a Lua se move naturalmente de forma circular, não precisamos de nenhuma gravidade para explicar seu movimento. É apenas "Natural".
Ainda não se mexeu!
E, instintivamente, nós concordamos com ele! Parece que uma força é necessária para manter algo se movendo, como o motor que impulsiona o carro.
Quando o motor é desligado, o carro gradualmente ... acaba... parando...
VRUMMM Foi necessária a genialidade DE Galileu para afirmar que
Puff
téc
clank tic
zzzz
z
Cai fora!
NENHUMA FORÇA
é necessária para manter um objeto em
MOVIMENTO RETILÍNEO e UNIFORME. 19
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PROJÉTEIS Até agora, estávamos pesando e soltando coisas.
Agora, vamos atirar!
A fim de distinguir os movimentos horizontais e verticais?
A trajetória mais simples de um projétil é um lançamento horizontal: deixar um carro em velocidade cair de um penhasco ou atirar uma bala horizontalmente. A chave para entender esse movimento é perceber que a gravidade age apenas VERTICALMENTE . Ela tem efeito apenas sobre o movimento de QUEDA.
Não. Para nos defendermos de extraterrestres disfarçados de alvos.
Força e aceleração são para baixo
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ESSE ato responde imediatamente uma famosa questão: Se Ringo soltar uma bala no mesmo momento que eu atiro uma bala horizontalmente, qual das balas tocará o chão primeiro? (As balas iniciam o movimento na mesma altura.)
Elas ATINGEM O CHÃO NO MESMO MOMENTO , porque elas CAEM A UMA MESMA TAXA. O movimento horizontal não afeta em nada o movimento vertical!
Exemplo: Suponha que eu atire uma bala da altura do meu ombro 1,22 m. Então a altura de queda é
d =
1 gt 2 , então 2
1.22 m = 1 (9.8 m/s 2 )t 2 2 Então, t = √ 1.22 s 2 /4.9 – 0.5s BANG
Mesma aceleração e mesma velocidade para baixo.
Agora, segue outra questão: o que acontece se a espingarda for disparada para cima, fazendo um certo ângulo com a direção horizontal?
Se a velocidade horizontal é 300 m/s, então, a bala se afasta 150 metros em meio segundo.
150 m
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MOVIMENTO
DOS SATÉLITES E AUSÊNCIA DE
Agora, estamos na Lua, onde não existe RESISTÊNCIA do ar. Veja enquanto eu atiro balas horizontalmente com velocidade cada vez maior. Cada bala leva o mesmo tempo para atingir o chão - o movimento horizontal não afeta a taxa da queda -Porém, quanto mais velozes, mais elas se distanciam antes de encostar na Lua.
PESO
Porém, na medida em que as balas caem mais distantes, algo de novo acontece: a Lua não é plana, é Redonda!! O chão começa a curvar abaixo da bala, se afastando dela.
A bala está 1.22 m acima do chão. Na Terra, a bala cai em 1/2 s., mas, aqui, onde a gravidade é mais fraca, ela leva 1.2 s. (se o chão estiver nivelado).
Então, na medida em que eu atirar com velocidades cada vez maiores, acabará acontecendo de o chão se curvar 1.22 m no tempo que a bala cair 1.22 m. Nesse caso, a bala AINDA estará a uma altura de 1.22 m em relação ao chão.
A bala agora está em uma ÓRBITA de altitude 1.22 m ao redor da Lua. Ela cai sem cessar, mas o chão abaixo da bala está constantemente curvando, mantendo a altura fixa.
1.22 m
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É claro que isso ocorre apenas quando não há atrito com o ar para diminuir a velocidade da bala (e nenhum obstáculo com 1.22 m de altura!). Esse experimento ilustra o princípio do movimento de um satélite. A partir da Terra, lançamos satélites que sobem além da atmosfera. Então, lá em cima, inclinamos o satélite e damos velocidade HORIZONTAL o suficiente para que, na medida em que eles caiam, a Terra se curve o necessário, mantendo a altitude do satélite.
Analogamente, nosso satélite natural, a Lua, está caindo o tempo todo. Mas seu movimento para frente é veloz o suficiente para que ela se mantenha à mesma altitude acima da Terra. (A órbita da Lua é circular, aproximadamente.)
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O U T R A S Ó R B I TA S Até agora, vimos apenas as órbitas circulares: um satélite viaja horizontalmente com a velocidade exata tal que ele caia para fora do caminho em linha reta de forma a coincidir com a curvatura de um círculo. Mas o que aconteceria se ele fosse lançado com outra velocidade, ou com outra inclinação?
V grande
Também conhecida como "a matemática feia"
Uma forma de encontrar a órbita é com uma velha conhecida e respeitada técnica matemática denominada "força bruta".
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O método da força bruta começa com a fórmula da força gravitacional
antes
depois
(M = massa da Terra, m = massa do satélite, r = distÂncia entre elas, G = constante.) Essa é a força sobre o satélite, podemos, então, calcular sua aceleração através da segunda lei de Newton, a=F/m . Então, depois podemos calcular o quanto sua velocidade muda por conta dessa aceleração.
Mas, espera aí - depois de se mover um pouco, r é diferente, de forma que a força no satélite será diferente! Então, precisaremos RE -calcular a aceleração e a nova velocidade nos instantes posteriores... e, então, recalcular novamente... e novamente... e novamente... milhares de vezes!!!
A cada passo, calcule: nova força, nova aceleração, nova velocidade, nova posição nova força, nova aceleração
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A TERCEIRA LEI DE NEWTON
Amador! Eu tenho DEZ!
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Até agora, já vimos as duas primeiras leis de Newton. Agora, vejamos sua terceira lei. Ela é:
Um objeto se move "naturalmente" com vetor velocidade constante.
Terceira lei de Newton: quando um objeto exerce uma força em um segundo objeto, esse segundo objeto exerce uma força de mesma intensidade e direção, porém no sentido oposto à primeira força.
Em outras palavras,
AÇÃO É IGUAL À REAÇÃO.
Por exemplo, quando eu empurro uma parede, a parede me empurra de volta com a mesma força. A força gravitacional que a Terra faz na Lua é igual à força com a qual a Lua puxa a Terra.
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MAIS SOBRE FORÇAS AH, Eu sei várias do Newton...
As leis de Newton podem servir para dizer o que as forças fazem: Na ausência de forças, os objetos MANTÊM o vetor velocidade constante. Uma força produz uma aceleração proporcional à força e inversamente proporcional à massa. Objetos exercem forças de mesma intensidade, mas em sentidos opostos um Ao outro.
A força é uma grandeza "vetorial". Assim como o vetor velocidade e o vetor aceleração, a força tem, além da MAGNITUDE , uma DIREÇÃO e um sentido. Ou seja, forças podem puxar em diferentes direções.
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Nesse caso, a soma de todas as forças, a força resultante, é zero, porque a massa não está acelerada. (segunda lei de Newton novamente!)
Força de suporte (força normal) Consideremos as forças em uma esquiadora descendo uma montanha a uma velocidade constante. Existe o peso dela, A força de suporte exercida pelo chão (força normal) e a força de atrito. Mas, novamente, a força TOTAL deve ser zero.
Atrito
Peso
Você vê por que essas forças somam zero?
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M O M E NT O E I M P U L S O FORÇA =
Voltemos à segunda lei de Newton, F=ma . Já que a aceleração é a taxa de mudança do vetor velocidade, podemos reescrever a equação como:
MASSA X ( taxa de mudança do vetor velocidade)
Não é bem isso, Ringo...
Mas Newton acreditava que a equação correta deveria ser:
FORÇA = TAXA DE MUDANÇA DE (massa x vetor velocidade).
Agora Sim!
As duas opções são iguais apenas se a massa não mudar!
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Chamamos a grandeza massa x velocidade de
Quanto tempo você tem?
MOMENTO.
momento
A equação diz que a força depende da taxa de variação do momento.
UIIII!
Um objeto de pequena massa e velocidade moderada, como um carrinho de bebê descendo uma ladeira, tem apenas um momento moderado. Não é necessária muita força para modificar sua velocidade até zero (ou seja, para pará-lo). Por outro lado, uma carreta descendo uma ladeira...
Tem, essencialmente, o momento de um carrinho de bebê a uma velocidade de um milhão de kilômetros por hora!
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ENERGIA Isaac Newton inventou a ciência da mecânica quase que sozinho. MAS EXISTE um elemento que ele não percebeu: ENERGIA .
o quê? Também não dava para eu pensar em tudo!!
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Existem vários tipos de energia, mas a definição básica é feita em termos do
TRABALHO
Dá para entender POR QUE eu evitei essa ideia repugnante!
.
Todos temos um entendimento do significado de trabalho mas, na Física, a definição é muito precisa: dizemos que um trabalho foi realizado quando uma força F move um objeto por uma distância d . O trabalho é denotado por W e definido como força vezes distância . Fico exausto só de ver isso.
Nessa definição, apenas a força na direção do movimento conta. Se eu puxar uma carroça fazendo um certo ângulo com a direção de movimento, apenas a parte horizontal da minha força realizará QUALQUER trabalho.
O trabalho feito no deslocamento dé
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COLISÕES
opa!
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As colisões fornecem boas ilustrações da conservação do momento e da energia. Vamos começar deixando algumas coisas caírem no chão. Soltarei algumas bolas feitas de diferentes materiais e VAMOS observar o quão alto elas quicam. Como você pode ver, algumas quicam mais alto que outras.
missão cumprida!
papel madeira molhado
metal
borracha
Se uma bola quicar de volta até a altura em que foi lançada, dizemos que ela é
Bolinha de silicone
Elástico!
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R O TA Ç Ã O
Todos nós sabemos que um objeto com massa, como essa "roda da fortuna", tem . GIRÁ-LA É DIFÍCIL NO COMEÇO, e, uma vez que ela esteja girando, ela dá muitas voltas antes de o atrito conseguir pará-la por completo. Assim como a inércia usual resiste a acelerações, a inércia rotacional resiste a acelerações de giro.
INÉRCIA ROTACIONAL
CLAC CLAC CLAC Esse negócio já está girando há três intervalos comerciais...
Para, para, para...
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Você já percebeu que a inércia rotacional depende não apenas da massa total, mas também da maneira como essa massa é distribuída? Uma massa na periferia, distante do centro, tem mais inércia rotacional que uma massa próxima ao centro!
Grande inércia rotacional: difícil de começar a girar
Pequena inércia rotacional: mais fácil de começar a GIRAR
Vamos fazer uma corrida onde os competidores são um anel, com a maior parte da massa na periferia, e uma roda, com a maior parte de sua massa próxima ao centro. Ambos têm o mesmo diâmetro, a mesma massa total e são largados em um plano inclinado. A roda com a massa no centro rapidamente assume a dianteira, porque é mais fácil de girá-la que o anel.
Dizemos que a INÉRCIA
ROTACIONAL* ROTACIONAL é o ANÁLOGO ROTACIONAL da massa.
*Na Física, o nome técnico para a inércia rotacional é o "momento de inércia".
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CARGA Agora, vamos passar de mecânica para eletricidade e magnetismo. Na mecânica, usamos uma propriedade básica da matéria chamada MASSA . Em eletricidade, o conceito básico é a CARGA (elétrica).
Conceito mecânico
Conceito elétrico
Note que a mecânica nunca nos disse o que "realmente" é a massa, disse apenas como ela se comporta. Da mesma forma, o eletromagnetismo clássico (E&M) nos diz como as cargas se comportam, mas não o que elas são.
Algo que você faz com cartões de transporte público?
Algo que os caminhões transportam?
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É fácil gerar um pouco de carga elétrica - basta passar um pente de borracha no seu cabelo ou esfregar um bastão de borracha em pelagem animal.*
Pendure o bastão carregado em uma haste e aproxime um outro bastão carregado de forma semelhante - haverá uma REPULSÃO entre eles.
Fique parado!
Mas se eu esfregar um bastão de plástico em um lenço de seda...
Através de experimentos como esses, aprendemos que Existem
DOIS tipos de carga... ele atrai o bastão de borracha! e que cargas iguais se repelem e cargas opostas se atraem!!
Eu amo seda!
*Esse efeito é mais facilmente percebido em regiões secas, como localidades frias e/ou distantes do mar.
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CAMPOS ELÉTRICOS Lembre da gravitação! A Terra exerce uma força na Lua, um corpo que está a muitos kilômetros de distância. Da mesma forma, uma carga elétrica pode exercer força em outra que esteja distante.
Como um objeto pode exercer uma força em outro que ele não esteja tocando? Como a força pode ser transmitida pelo espaço? Quão rápido essa força chega lá?
Mais rápido que um viciado em cafeína acelerado?
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Campo? Prefiro Praia!
O começo da resposta pode ser obtido imAginando que a Terra preenche o espaço com seu
Que babaca!
CAMPO GRAVITACIONAL . É o campo (o que quer que ele seja!) que causa as forças nas massas sobre o campo.
Analogamente, uma carga elétrica preenche o espaço com um
CAMPO ELÉTRICO . Quando outra carga está sobre esse campo elétrico, uma força elétrica age nela!
Ele está em todo o ESPAÇO!
Não encontrei o campo!
Podemos visualizar o campo elétrico imaginando que colocamos uma pequena carga positiva de teste em vários lugares e registramos a intensidade e a direção da força sobre a carga teste nesses vários pontos. Aqui, o Ringo segura uma carga positiva e eu ando carregando a carga teste e registrando a força em cada uma das posições.
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CAPACITORES Símbolo elétrico
Um capacitor consiste em dois condutores separados por um isolante. Por exemplo, duas placas de metal com uma camada de ar entre elas.
Um capacitor é carregado removendo cargas de uma das placas e colocando-as na outra placa.
CAPACITOR A maneira mais fácil de fazer isso é conectar brevemente o capacitor a uma bateria. A bateria suga as cargas de uma das placas e despeja na outra.
Interruptor
BATERIA
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Quando o interruptor está fechado (ligado), a eletricidade flui e cargas são transportadas de um lado para o outro do capacitor. A quantidade de carga transportada é proporcional ao potencial (Voltagem) da bateria. Então, escrevemos:
A constante de proporcionalidade é um número que depende das características do capacitor. Ela é chamada de:
Carga = constante . Voltagem A capacitância é medida na unidade FARAD , em homenagem a Michael
Quanto maior a capacitância, maior a quantidade de carga que o capacitor pode armazenar.
Por sua vez, a capacitância é diretamente proporcional à área das placas e inversamente proporcional à separação entre elas. Quanto maior e mais próximas às placas, mais cargas elas conseguirão armazenar.
Elas se atraem, percebe?
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CORRENTES ELÉTRICAS O maior feito do Físico Italiano Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio
além de conseguir memorizar seu próprio nome, foi a invenção da bateria elétrica, em 1794.
Volta percebeu que, se você inserir dois metais distintos em uma solução química ácida, surgirá uma diferença de potencial entre eles.
Chame de VOLTAGEM!
Isso significa que as cargas "querem" ir da extremidade de um metal para a extremidade do outro. Se você conectar essas extremidades com um fio, cargas vão fluir pelo fio.
Potencial aqui
grazie!
Ácido
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Agora, eu colocarei três lâmpadas EM SÉRIE conectadas a uma bateria. Isso significa que as lâmpadas estão conectadas por fios, uma depois da outra.
Usando nossa analogia mecânica, cada lâmpada é como um cano preenchido com cascalho. Agora, a corrente (de água) tem três vezes mais cascalho para penetrar -
O triplo da resistência!*
Estamos assumindo que a RESISTÊNCIA da lâmpada é independente da corrente que passa por ela, o que não é o caso, já que a temperatura do filamento depende fortemente da corrente que o atravessa.
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ÉTICOS
CAMPOS
GN
MA
Milhares de anos atrás, os gregos DESCOBRIRAM que certas rochas metálicas da região de MAGNESIA , na Ásia Menor, ATRAÍA objetos de Ferro e podia atrair ou repelir rochas semelhantes. Por isso o nome "magnetismo"...
Ainda bem que não era da AMNÉSIA.
Sim, teríamos que esquecer tudo sobre eles...
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ÍMÃS PERMANENTES Todos os campos magnéticos são gerados por cargas elétricas se movendo.
Todos?
Onde estão as cargas que geram o campo magnético de um ÍMÃ de ferro? Essas cargas são os elétrons nos próprios átomos de ferro!
Um ÍMÃ em miniatura!
Um elétron orbitando o núcleo atômico é como uma pequena corrente circular. Então, ele produz um CAMPO MAGNÉTICO ORBITAL . Além disso, o elétron gira em torno do seu próprio eixo, gerando um CAMPO MAGNÉTICO DE SPIN. *
Campo de spin Núcleo órbita
linhas de campo orbitais
*Em Inglês, "spin" significa girar.
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INDUÇÃO DE FA R A D AY Durante os doze anos seguintes à descoberta de Oersted, "eletricistas" tentaram encontrar o fenômeno complementar: como usar um campo magnético para gerar uma corrente elétrica? Finalmente, em 1832, Michael Faraday fez uma sugestão -
Movimentem o Ímã!
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R E L AT I V I D A D E
Corra! É um capítulo que escapou de um livro de física AVANÇADA !
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INDUTORES
Um indutor é apenas uma bobina feita com fios. Algumas vezes ela envolve um núcleo de ferro, para intensificar os efeitos magnéticos. Seu símbolo em um circuito elétrico é:
COM UM INDUTOR NÚCLEO DE FERRO.
INDUTOR
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AC & DC E Raul Seixas?
Até agora, CONSIDERAMOS apenas a corrente direta, DC ("Direct Current", em Inglês): um fluxo de cargas que segue uma única direção no fio.
Mas, geralmente, usamos corrente alternada, AC ("Alternating Current", em Inglês), na qual a corrente muda de sentido periodicamente. Na sua casa, a corrente é alternada, ela INVERTE o sentido do fluxo 120 vezes por segundo.
tempo T
tempo T + (1/120) S
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EQUAÇÕES DE MAXWELL E A LUZ (E COMO!)
Tecnicamente, os campos elétrico e magnético são CAMPOS VETORIAIS , têm uma magnitude e uma direção em cada ponto do espaço. Para descrever um campo vetorial, é preciso saber como o campo emerge de um ponto, ou DIVERGE , e como o campo circula, ou ROTACIONA , em torno desse ponto. (Divergência e Rotacional são os termos matemáticos.) Em 1873, James Clerk
escreveu quatro equações que especificam o rotacional e a divergência dos campos elétrico e magnético.
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ELETRODINÂMICA QUÂNTICA
Agora vamos descobrir o que "realmente" é uma carga elétrica.
Estranho. É isso que ela é...
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GONICK, HUFFMAN - Física em quadrinhos_Capa gráfica_lombada 11mm.pdf 1 22/05/2026 16:22:16
FÍSICA EM QUADRINHOS
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Você não precisa ser cientista para entender essas e muitas outras ideias complexas. Aqui tudo está explicado: velocidade, aceleração, explosões, eletricidade, magnetismo, circuitos, um gostinho da teoria da relatividade e muito mais. E isso com ilustrações simples, claras e muito engraçadas. A física nunca mais será a mesma!
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FÍSICA EM QUADRINHOS
Se você acha que só sua conta bancária pode ficar negativa, se imagina que a Lei de Ohm determina por quanto tempo você deve meditar, se acredita que a mecânica newtoniana vai consertar seu carro, então precisa de Física em quadrinhos para tudo ficar mais claro.
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