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SEXTA-FEIRA ORLEANS, SC 20 DE JANEIRO DE 2017 VALOR: R$ 3,00

Foto: Daniel Librelato

UM HORIZONTE

OBSTRUÍDO Serra do Rio do Rastro em Lauro Müller tem grande potencial turístico, porém falta de incentivo e de políticas públicas impedem aquilo que poderia ser a peça-chave para o desenvolvimento do município. Pág. 09

ESPECIAL LM

ESPORTE

SAÚDE

HISTÓRIA

NATAÇÃO

IMUNIZAÇÃO

Em referência aos 60 anos de emancipação político-administrativa de Lauro Müller, o JH traz um especial com uma linha do tempo com diversas imagens históricas do município considerado o berço do carvão mineral do país. Págs. 10 e 11

Na ala “Desarme”, da página Entrando de Carrinho, Mauro Fernandes fala sobre o planejamentos e das razões que impediram que disputasse os jogos no Rio e dos novos desafios em Florianópolis, pela Unisul. Pág. 14

Reduzir a incidência de câncer, principalmente de colo de útero, é o objetivo da vacinação contra o papilomavírus humano (HPV), dessa vez em meninos, na faixa etária de 12 a 13 anos, pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. Pág. 03


NOTÍCIAS JH

GERAL

SEXTA-FEIRA,

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20 DE JANEIRO DE 2017

ARTIGO

SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO CLAMA POR AJUDA

SIGA O JH

Por Marco Antônio Barbosa* O ano começou com uma bomba relógio, que já ‘tic-tateava’ há muitos anos, explodindo. As rebeliões em presídios de todo o Brasil deixaram mais de 120 mortos, sendo o maior caso desde o Massacre do Carandiru. Mas o que foi feito para mudar o cenário desde 1992, quando este último caso chocou o país? Passaram 24 anos e, ao invés de melhorar, as coisas pioraram e muito. É falta de informação chamar estes casos de ‘acidente’, como fez o presidente Michel Temer em um dos seus discursos. Esta dinamite já estava fadada a estourar e, caso medidas urgentes não sejam tomadas, a explosão pode e deve continuar. Os números não deixam dúvidas disso. Segundo o Ministério da Justiça, temos mais de 622 mil detentos atualmente no país para 371 mil vagas no sistema carcerário. Temos então uma proporção de 1,6 presos para cada vaga. Se não existe estrutura nem para acomodação, como realizar o trabalho que é esperado: o de ressocialização dessas pessoas? ‘Mas o crime organizado tomou conta, não existe regeneração’, podem dizer. Esta afirmação é errônea, pois as facções crescem quando não se dá oportunidade, na ausência do Estado. Se levarmos em consideração que do total de presos, 272 mil (43%) aguardam por um julgamento nos mesmos presídios, percebemos um colapso em todo o sistema. Como mantemos pessoas que podem nem ser culpadas, no mesmo lugar de criminosos? Segundo os dados, o Brasil ganha 3 mil novos detentos por ano, sendo que 1.300 não passaram por julgamento. Alimentamos as facções com novas pessoas, que vão para as cadeias sem julgamento e sem oportunidade. O problema do sistema carcerário passa por uma agilidade maior da Justiça. Além disso, as leis precisam ser revistas. Não podemos deixar no mesmo lugar, um homem que rouba para comer, com um que matou, sequestrou ou já faz parte do crime organizado. A ressocialização muda e cada um deve ser tratado de forma diferente. O que acontece é que o estado não dá conta de prover oportunidades para todos, mas o crime sim. Outro fator é conter o crime organizado. Maior fiscalização nas fronteiras, investimento inteligência e união das polícias são importantes para isso. Como um preso dentro de uma cadeia consegue controlar uma facção e o Estado não evita? É preciso coibir a comunicação. Isso também passa por uma polícia mais bem treinada e remunerada. Existem muitas tecnologias no Brasil capazes de auxiliar neste cenário, mas a gestão disso precisa ser consciente para que o dinheiro seja aplicado da melhor maneira possível. Muitos presídios de segurança máxima do Brasil possuem tecnologias de ponta, mas ela não funciona se o sistema é corrupto, se não existe integração de dados. Também precisamos creditar uma parcela ao senso comum de que ‘bandido bom, é bandido morto’, utilizado pela sociedade. Segundo 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 57% da população pensa desta forma. Isso só faz com que a situação seja deixada cada vez mais as margens da prioridade. Não existe pressão popular para uma mudança. Matar nunca pode ser considerado uma solução. Devemos dar uma nova oportunidade com a ressocialização feita corretamente. Nos Estados Unidos, após o oferecimento de cursos profissionalizantes para os presidiários, o número de reincidência criminal passou de 70% para 7%. Quantas vidas não foram possíveis salvar. Não somente de detentos, mas de vítimas. A sociedade falha como um todo a cada rebelião. Todos os dados, todos os exemplos mostram para a necessidade de uma gestão mais competente, mais profissional. É possível recuperar quem quer e ser justo com quem não quer. Enquanto o Governo não age, assistimos a tudo e ainda julgamos com sentença de morte, como um tribunal, em que muitos nem tiveram a oportunidade de serem julgados. Amanhã o filho de qualquer um pode estar do outro lado da grade. Você vai protestar contra a precariedade ou vai pedir que ele seja morto? Precisamos nos colocar na pele de quem não teve uma oportunidade, antes de negar ajuda.

*Marco Antônio Barbosa é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil.

JORNAL JH EIRELI ME - ED. 96

(48) 3466-3001 Rua João Ramiro Machado, 321, Centro Orleans/SC CEP: 88870-000 CNPJ: 19.864.071/0001-60

PAINEL DO LEITOR “Que triste perder tudo o que se construiu uma vida toda por desleixo da administração pública. Eu acredito que Maria Benedet deve sim receber uma nova residência. (Edição 95, páginas 06 e 07).” Sérgio Rabello Mendes, carpinteiro. “Sorte que várias pessoas estão abraçando a solidariedade e ajudando as famílias que foram atingidas pelas águas (Edição 95, páginas 06 e 07).” Guilherme Locks Lindermann, auxiliar de escritório. “Há que se ter um planejamento referente a esses eventos climáticos. Chamamos de desastre mas na realidade é negligência do poder público (Edição 95, páginas 06 e 07). Muito disso também é falta de fiscalização pelas áreas de risco.” Romildo Pizzoni Guizo, aposentado.

CHARGE

* A opinião expressa pelo cartunista não reflete a linha editorial do veículo.

EDITOR-CHEFE

Daniel Librelato Massuco Jornalista JP/SC 5303 daniel@noticiasjh.com.br

OUVIDORIA

Dúvidas, reclamações e sugestões. Ligue para o telefone (48) 3466.3001 ou envie um e-mail para ouvidoria@noticiasjh.com.br

CIRCULAÇÃO

Braço do Norte, Grão Pará, Lauro Müller, Orleans, Pedras Grandes, Rio Fortuna, São Ludgero, São Martinho e Urussanga.


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NOTÍCIAS JH, SEXTA-FEIRA, 20 DE JANEIRO DE 2017

GERAL

AVISO

PONTE SERÁ FECHADA EM ORLEANS NESTA SEXTA-FEIRA

LEITOR

Local será liberado após 60 dias por conta da construção de uma nova obra

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Prefeitura Municipal de Orleans emitiu um comunicado na tarde da última quinta-feira, na qual informou que, à partir das 08h de segunda-feira 23/01, a estrada que liga as comunidades de Rio Novo, Rio Carlota, Brusque do Sul e Chapadão es-

tará interrompida no período de 60 dias devido a construção de uma nova ponte próximo à uma residência em Rio Novo. A construção se deve ao mau estado da atual ponte. Para os que desejam se dirigir até as referidas localidades, a estrada geral

do Mercado Tessmann (apenas referência) e o acesso à comunidade de Rio Laranjeiras próximo à localidade do senhor Antônio Orbem (apenas referência) estarão liberadas.

SAÚDE

IMUNIZAÇÃO

VACINAÇÃO CONTRA HPV PARA MENINOS É INCENTIVADA EM CAMPANHA A população-alvo da campanha deste ano são meninos de 12 e 13 anos

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agência de notícias da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina divulgou esta semana que reduzir a incidência de câncer, principalmente de colo de útero, é o objetivo da vacinação contra o papilomavírus humano (HPV), dessa vez em meninos, na faixa etária de 12 a 13 anos, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos postos de vacinação de todo o país. Até o ano passado, esta imunização era feita apenas em meninas. De acordo com Vanessa Vieira da Silva, gerente de Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina, aproximadamente 11 mil meninos serão vacinados em todo o ano de 2017. Além da prevenção de colo de útero nas meninas, a importância da vacinação nos meninos é a de evitar câncer de pênis, de garganta, de ânus e as verrugas genitais que podem ocorrer em ambos os sexos. “Vacinando todo esse público, à medida que forem entrando na faixa etária de atividade sexual, eles estarão protegidos. Assim, vamos conseguir reduzir a transmissão e a circulação dos quatro subtipos que a vacina protege”, explicou Vanessa.

Foto: Miriam Zomer/Agência AL.

Desses, dois subtipos são os que mais causam verrugas genitais que favorecem a transmissão dos vírus. Os outros dois subtipos são os que mais provocam câncer. Segundo a gerente de imunização, eles são responsáveis por 80% do número de casos de câncer de colo de útero, doença que mais tem matado mulheres nos últimos anos. HPV para meninos O esquema vacinal para os meninos contra HPV é de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Para os que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla (9 a 26 anos) e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). No caso dos portadores de HIV, é necessário apresentar prescrição médica. Atualmente, a vacina HPV para

meninos é utilizada como estratégia de saúde pública em seis países (Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá). Portanto, o Brasil assegura a sétima posição e a vanguarda na América Latina. A vacina é totalmente segura e aprovada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS). A decisão de ampliar a vacinação para o sexo masculino está de acordo com as recomendações das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Imunologia, Obstetrícia e Ginecologia, além de DST/AIDS e do mais importante órgão consultivo de imunização dos Estados Unidos (Advisory Committee on Imunization Practices). A vacina disponibilizada para os meninos é a quadrivalente,

que já é oferecida desde 2014 pelo SUS para as meninas. Confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal. Vale ressaltar que os cânceres de garganta e de boca são o sexto tipo de câncer no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal são atribuíveis à infecção pelo HPV. A seguir veja como será a oferta de vacinas para meninos por ano: Ano | População-alvo 2017 | Meninos de 12 e 13 anos 2018 | Meninos de 11 e 12 anos 2019 | Meninos de 10 e 11 anos 2020 | Meninos de 9 e 10 anos

Nome: Ana Cristina Durante Lunardi. Apelido: Cris. Aniversário: 07/07/1994 Signo: Câncer. Profissão: Repórter. Um Filme: As duas Faces de um Crime(1996). Um livro: A Revolução dos Bichos (George Orwell). Cidade Natal: Orleans Hobby: Acampar, fazer trilha, mas não subestimo uma boa programação no Netflix. Maior Conquista: Classificação de ingresso em universidades pelo Enem/ ProUni. Maior sonho: Acima de tudo é o de não perder minha essência, viver a vida leve e feliz. Frase: “Não existe nada de completamente errado no mundo, mesmo um relógio parado, consegue estar certo duas vezes por dia”. Qualidade: Carismática. Defeito: Braveza. Uma Mania: Dormir com travesseiro no rosto. Pessoa que mais admira: Minha mãe. Lembrança: Quando meu irmão caçula nasceu, nosso presente de Deus. Presente marcante: Com certeza, minha primeira prancha de surf. Comida: Sushi. Esporte: Taekwondo, skate longboard e surf. Time: Corinthians. Animal de estimação: Khira, nossa poodle e integrante da família.


NOTÍCIAS JH

NEGÓCIOS

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20 DE JANEIRO DE 2017

AGROINDÚSTRIA

AURORA É A SEGUNDA ENTRE AS EMPRESAS MAIS ADMIRADAS DO BRASIL

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Cooperativa Central Aurora Alimentos – um dos maiores grupos agroindustriais do Brasil – com sede em Chapecó é a segunda empresa mais admirada do Brasil. A conclusão é do site de carreira Love Mondays que, a partir das opiniões dos empregados e ex-empregados da empresa, divulgou um ranking com as

50 empresas que têm os funcionários mais felizes e satisfeitos no Brasil. Na região, a Auriverde é uma das associadas da Aurora. O site Love Mandays funciona como uma plataforma utilizada por profissionais para escolha de locais onde querem trabalhar. Para a elaboração do ranking foram considera-

das as empresas com mais de 50 avaliações publicadas. Além da nota geral, também é possível verificar satisfação em relação à remuneração, benefícios, oportunidades de carreira, cultura da empresa e qualidade de vida. Há ainda a porcentagem de funcionários que recomendariam a Aurora a um amigo ou colega de profissão. Os principais setores da eco-

nomia brasileira entraram na avaliação, destacando-se os segmentos farmacêutico, TI e telecomunicações, alimentos, construção e bens de consumo, entre outros. Segunda colocada nesse ranking nacional, a Aurora apresentou elevados índices de satisfação geral dos colaboradores (4,382 para um limite máximo de 5,0) que inclui avaliação da satisfação em vários quesitos. Quase a totalidade (mais de 95%) dos colaboradores recomenda a empresa para amigos. O vice-presidente Neivor Canton realça que o resultado anunciado pelo site Love Mondays confirma que a organização está no caminho certo em termos de gestão de seus recursos humanos. O gerente de gestão de pessoas Nelson Paulo Rossi lembra que a Aurora foi eleita por seus empregados em 2014 uma das 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil, em pesquisa da revista Você S/A. Em 2016 a Aurora ficou na sexta posição

do ranking da Love Mondays. “Para conseguir um lugar na seleta lista das melhores é preciso vencer etapas que foram sendo trabalhadas ao longo dos anos. A etapa mais importante é ser avaliado pelos principais interessados – os empregados”, expõe. Rossi observa “sabemos que ainda há muito a ser feito, porém, as ações implementadas se refletem na satisfação de nossa equipe”. Com mais de 26.000 trabalhadores, a Aurora obteve a distinção em face do equilíbrio nas áreas de remuneração e benefícios, oportunidades de crescimento interno, preocupação com a qualidade de vida de todos que trabalham na empresa e manutenção da cultura cooperativista como um dos seus alicerces. “A conjugação desses fatores propiciou o reconhecimento daqueles que contribuem para fazer a Aurora um ótimo lugar para se trabalhar”, concluiu Rossi. (Fonte: Aurora)


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NOTÍCIAS JH, SEXTA-FEIRA, 20 DE JANEIRO DE 2017

COLUNA

GERAL

CRÔNICAS

XILO BUSSOLO

VOCÊ FOTÓGRAFO

agentexb960@gmail.com

OS LAGARTOS DO CAMPO BOM

A

história desta feita nos dá conta de um cidadão que, a exemplo de milhares de outros tantos, sonhou em construir uma casa junto à orla marítima, sendo que o local escolhido acabou não sendo outro que não o nosso indesvendável ‘Good Camp’, fonte inesgotável de causos e mais causos não só hilários, como também pitorescos. E ponham ‘riquezas’ nisso! Bem, sem maiores delongas, o negócio foi o seguinte: um conceituado cidadão morador de Florianópolis, bem ‘abonado’ por sinal, mandou construir uma ‘senhora’ casa no referido balneário para nela não só veranear com a família, como também usufruir da paz e da tranquilidade junto a amigos, fãs e também ‘puxadores-de-saco’ que, apesar de dizerem que não, eles sempre hão. E como hão! Aliás, segundo o ‘impagável’ Cálinho Tezza, é difícil o fim-de-semana em que os mesmos não se reúnem na casa do tal cidadão para degustar uma ‘carninha’, beber ‘quase todas’ e acabar dando vez e voz a umas cantorias ao som de violas e violões por conta de duplas sertanejas, que é o que mais hai, também. ‘E quando que não hai, é só passar antes no Oratório, convidar o Eli Machado e o João Antunes, que aí só não canta quem não sabe ou quem está realmente doente da cabeça ou do pé!’ – assegurou. Daí, o que é que aconteceu: para melhor atender e dar destaque a esses cantores, o cidadão este construiu em frente a sua casa uma espécie de palco ou tablado de 2 X 2 metros de assoalho em madeira de Lei (que é pra modi dos cupins não comer tão rápido, eheheh...) e disposto a uns 15 centímetros do solo. Pronto! Aquilo foi mais que o suficiente para que um casal de lagartos que viviam em constante ‘lua-de-mel’ pelos escombros e areias do Campo Bom uma vez que por lá as fêmeas entram no cio duas ou três vezes/ano, olhasse um para o outro, se abraçasse e dissessem: ‘Viva a Dilma Rousseff! Viva o programa Nossa Casa, Nossa Vida!’. E aí, o ‘espaço’ foi devidamente ocupado, é óbvio sem ser lá muito ululante.

E

ric Goy fez esta imagem de tirar o fôlego do Cânion do Funil, localizado em Lauro Müller e visto do alto de Bom Jardim da Serra.

FRASES DA SEMANA “Isso é para muitos de nós aprendermos a não bancarmos os “amiguinhos” e os “parças” da direção, porque os mesmos, quando estão fora da cidade, são os primeiros a darem com os dois pés no peito dos repórteres. Falta de transparência e cinismo marcam a gestão Dal Farra. Eduardo Madeira, radialista e colunista de esportes do JH, sobre o presidente do Criciúma, Jaime Dal Farra, o qual durante entrevista à rádio CBN Diário, em Florianópolis, eximiu-se de qualquer responsabilidade pelo cenário do clube e ainda culpou a imprensa pelo fato de o torcedor se afastar do estádio Heriberto Hülse.

“Estamos respirando por aparelhos.” Sílvio Ávila Júnior, diretor do Hospital Henrique Lage. Em entrevista à Rádio Guarujá, ele disse que a situação financeira do hospital é péssima.

“Lauro Müller tem apenas uma solução para realmente se desenvolver: o turismo.” Cláudio Lotin, um dos fundadores do Ecomuseu Serra do Rio do Rastro, em Lauro Müller. Segundo ele, a cidade está perdendo tempo e não valoriza o maior tesouro que tem que é as belezas naturais.

O ano passou rápido. Na temporada seguinte, entre filhos, amiguinhos destes e parentes do conceituado cidadão, estavam lá uma dúzia de crianças brincando num monte de areião estrategicamente colocado nas proximidades do tal palco ou tablado, quando de repente, estabeleceu-se um tremendo de um alarido com gritos e pedidos de ‘socorro’ partindo para tudo quanto é lado. Acorreram os adultos e quando lá chegaram, deram de cara não só com o casal de lagartos, como também com um grande número de filhotes cujos ovos haviam recém descascado. Juntos, como se fosse um exército, ameaçavam morder ou chicotear com os rabos a quem deles se aproximasse. E aí, expulsá-los como? Segundo o Cálinho, tentou-se de tudo, inclusive a soltura de rojões e foguetes de 12 tiros, mas foi tudo em vão. - Ué, em vão por quê? – perguntei. - Ah, desde quando lagarto escuta barulho de tiro de foguete? – respondeu. . Tóiiiiiiimmm... Então, deu!

“Fotos antigas mexem com todos, não à toa a palavra mais citada na minha página é ‘saudade’.” Daniel Schuch, arquivista digital, cujo acervo ultrapassa 10 mil fotos de Lauro Müller, durante entrevista para o especial de 60 anos de emancipação político-administrativa do município publicado nesta edição do JH.


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NOTÍCIAS JH, SEXTA-FEIRA, 20 DE JANEIRO DE 2017

COLUNA

OPINIÃO

VARIEDADES

ANA MARIA DALSASSO

BRUNA SPRICIGO

amdalsasso@yahoo.com.br

O TERROR DO CRIME ORGANIZADO

D

iante do caos instalado no país em função das rebeliões nos presídios e os transtornos causados à nação toda, resolvi fazer uns recortes dos noticiários frequentes nos últimos dias, para mais uma vez argumentar meu ponto de vista sobre estes vagabundos que matam, estupram, assaltam, roubam o dinheiro da educação, saúde e segurança e ainda são defendidos pelos tais “direitos humanos” e por muitos cidadãos ao nosso redor. Que há uma falência total no sistema penitenciário brasileiro, que não existem políticas públicas de ressocialização, que há superlotação nos presídios, tudo isso sabemos, e temos de admitir que um país que não consegue dominar o bandido preso, nunca dominará o bandido que está aqui fora, porque eles trabalham num sistema interligado inteligente e organizado. Estamos nas mãos deles, tanto dentro quanto fora das penitenciárias, por isso não me comovo com as mortes que estão acontecendo, mas sim com as fugas porque são bem superiores às mortes.

Citando apenas algumas das tantas manchetes que circularam essa semana, nos damos conta de que a situação é bem mais grave do que se supõe, até porque a atual crise penitenciária já vem sendo anunciada há muito, mas nossas autoridades pagaram ver. As respostas, entre tantas, aí estão:“Nova rebelião de presos no Brasil é destaque na imprensa internacional; após rebelião, vídeo mostra presos cavando túnel em penitenciária do RN; vídeo mostra tráfico de drogas no pátio da Cadeia Pública de Natal; repercute novo massacre em penitenciária brasileira – desta vez em Roraima; investigação mostra como quadrilhas agem dentro de presídios; presídios do RN vivem mais uma madrugada de tensão e medo; Forças Armadas vão atuar dentro dos presídios brasileiros; tropa de choque retira de Alcaçuz 220 presos de uma facção; defensoria e STF discutem prisão domiciliar para esvaziar cadeias; comboio para transferência de presos chega ao presídio de Alcaçuz (RN); lei de combate ao tráfico contribui com superlotação de presídios; presos de SP são flagrados com microcelulares nos estômago; recontagem de presos no AM eleva número de fugitivos de 184 para 225”... Essas e tantas outras notícias levam-nos a reflexões, questionamentos, anseios, incertezas...

bru_spricigo@hotmail.com

LAURO MÜLLER COMEMORA 60 ANOS DE EMANCIPAÇÃO RELATO SOBRE A COLONIZAÇÃO DE LAURO MÜLLER

B

arcos e locomotivas a vapor no século XIX passaram a circular em várias partes do mundo, tendo como combustível principal o precioso carvão mineral. Não foi por outro motivo que o governo brasileiro, ao tomar conhecimento da existência de carvão em terras catarinenses, resolveu enviar equipes de geólogos, técnicos e engenheiros contratados de países europeus para constatar a veracidade das informações. A descoberta das jazidas carboníferas data de 1841, quando o Dr. Júlio Parigot, comissionado pelo Governo, visitou a região, em estudos geológicos. Os primeiros indícios da existência de hulha negra foram dados em Laguna por tropeiros, procedentes do planalto serrano, que estacionavam na localidade de Barro Branco. Jun-

tando pedras, usando-as como pequenos fogões improvisados, notaram que muitas delas ardiam, logo ao iniciar a combustão. Em 1861, o Governo celebrou contrato com o Visconde de Barbacena para a lavra de carvão mineral, numa área de duas léguas quadradas, várias vezes prorrogadas e finalmente iniciadas em 1880, produzindo pequenas escalas. Em 1874, o Governo Imperial, por solicitação do Visconde de Barbacena, deu a um grupo inglês, a concessão para construir a Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina, concluída em setembro de 1884 e inaugurada em janeiro do ano seguinte. Este fato de suma Breve Relato sobre a colonização de Lauro Müller importância para a região, motivou a exploração da primeira mina de carvão, no Quilômetro Um.

Paralelo a isso, acompanhamos aqui as queixas sobre a falta de verbas para hospitais, pobres morrendo nas filas sem atendimento, faltam creches para as crianças, faltam vagas nas escolas, funcionários mal remunerados. Os presos reclamam que estão apinhados nas celas... O que dizer das escolas onde faltam: materiais, espaço, merenda, professores? Nas escolas e nos hospitais pode haver super lotação? Defendo a ideia de que preso deveria produzir para seu sustento, ao invés de ficar sem fazer nada, pois como diz o velho provérbio “mente desocupada, oficina do diabo”. Lá eles têm tempo para arquitetar planos, estão protegidos, são isentos dos compromissos que temos aqui fora, a familia recebe auxílio, se morrem lá a família é indenizada... Acredito que tem muito vadio por aí querendo virar bandido! Existe muita podridão, muito dinheiro, muito poder envolvido no tráfico de drogas. Há poucos dias assisti uma entrevista do Fernandinho Beira Mar, condenado a mais de duzentos anos de prisão, e surpreendi-me com a frieza nas respostas e a intrínseca certeza de que sairá da prisão e será um cidadão do bem. Questionado sobre qual tráfico rende mais dinheiro: maconha, cocaína ou armas, não hesitou na resposta dizendo: é a POLÍTICA. Uma resposta que não nos surpreende, mas vem a pergunta: por que tal afirmação? Seria uma forma de garantir sua liberdade sob a proteção dos políticos que ele poderá delatar? Até porque também revelou que está escrevendo um livro no qual fará revelações bombásticas sobre o mundo do crime, inclusive crimes políticos nunca esclarecidos, mas ele sabe em detalhes. De bobo não tem nada: aproveitou a mídia e divulgou um livro, que talvez nem exista, mas assusta quem tem “rabo preso”.

Foto: Rodrigo Luciano

O tempo nos dará a resposta... Só esperamos que, se sair, não se candidate a nenhum cargo poltico!

A EMANCIPAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA

*A opinião acima é de responsabilidade do colunista e pode não refletir a linha editorial do veículo.

A tarefa de conseguir separar o então distrito de Lauro Müller do município de Orleans não foi nada fácil. Primeiro, foi necessário conquistar a maioria dos votos na Câmara de Vereadores de Orleans. E Breve Relato sobre a colonização de Lauro Müller. Foi no dia 23 de outubro do ano de 1956, que a Resolução nº 89 foi aprovada em primeiro turno, por cinco votos a favor e 4 contrários. Mas era preciso uma segunda e última votação e essa aconteceu no dia 25 do mesmo mês e voltou e receber

os cinco votos favoráveis. Desta vez os quatro vereadores que votaram contra na primeira votação, abstiveram-se, ou seja, deixaram de votar. A primeira batalha era, então, vencida. Lauro Müller fora fecundada; já existia nos papéis, mas para nascer, de fato, precisava ser instalada. Foi o então Governador Jorge Lacerda, pelo decreto nº 60 de 11 de janeiro de 1957, quem fixou a data de 20 de janeiro daquele ano, para a instalação do município de Lauro Müller. Informações: Livro – Lauro Müller a História, Compilado por Arnaldo Lopes.


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TURISMO

UM CAMINHO INEXPLORADO Serra do Rio do Rastro está entre as belezas naturais mais impactantes do país, porém pouco desenvolve o turismo. Fotos: Daniel Librelato

A Serra do Rio do Rastro além das belezas naturais também é cercada de histórias. Uma delas é possível notar entre as rochas como a em destaque. Entre o vão apontado passava a antiga estrada do local, aberta no meio da rocha de forma manual, já que não havia explosivos.

Por Redação Notícias JH

C

oluna White, a estrada mais espetacular do mundo e 6.200 hectares de terras protegidas ao longo da Serra Geral. Estes são um dos maiores patrimônios de Santa Catarina localizados no município de Lauro Müller. Por meio do Ecomuseu Serra do Rio do Rastro, cidade tem oportunidade de deslanchar no cenário catarinense, mas falta de apoio e interesse ainda fazem com que o setor turístico não se desenvolva. Dados divulgados pela revista Exame apontam que o turismo está em pleno auge e permite que milhões de pessoas no mundo conheçam locais diferentes de onde residem. Em 2015, 1,184 bilhão de pessoas saíram de seus países para fazer turismo, o que representa uma progressão de 4,4% interanual. Em 2014, os rendimentos com o turismo internacional – gerados pelos gastos de alojamento, compras e transportes – alcançaram 1,5 trilhão de dólares (contra 900 bilhões em 2010). Considerada uma indústria limpa por gerar milhares de empregos e por não poluir – desde que aplicada práticas sustentáveis - o turismo cresce a cada ano, porém, investidores e administradores públicos dos mais variados âmbitos parecem desprezar o fato. “A estrada da Serra do Rio do Rastro já foi considerada a mais espetacular do mundo. Não há quem não pare diversas vezes para contemplar nossas paisagens. Precisamos nos fortificar, pois estamos muito atrasados em relação a outras cidades e corremos riscos em relação a isso” relata Claudio Lottin, um dos fundadores do Ecomuseu Serra do Rio do Rastro. A fundação do Ecomuseu em maio de 2013 teve por objetivo enfatizar

17 marcos de concreto espalhados ao longo da subida da Serra descrevem as características geológicas da Terra. A falta de investimentos e manutenção faz com que hoje os marcos estejam deteriorados e encobertos de mato.

a importância da preservação do patrimônio ambiental, bem como o reconhecimento e a valorização do patrimônio material e imaterial. O Ecomuseu possui uma dimensão de 6.200 hectares, localizada ao longo das encostas da Serra Geral, fazendo divisas com Bom Jardim da Serra, Treviso e Orleans. “Toda a mata decorrente do território do Ecomuseu será preservada. Não se trata apenas de desenvolvimento, mas de preservação também. Além disso, temos a Coluna White que atrai geólogos do mundo todo e pouco exploramos isso. Se conseguirmos nos unir, poderemos fazer projeções muito positivas para nossa cidade. Lauro Müller tem apenas uma solução para realmente se desenvolver, é com o turismo. Infelizmente estamos muito atrasados”, pontua Lottin. Coluna White De acordo com o Wikipédia, Coluna White é a denominação da exposição da coluna estratigráfica da Bacia do Paraná na Serra do Rio do Rastro, no trecho da Rodovia SC-438, em Lauro Müller. Esta coluna é considerada uma coluna geológica clássica do antigo supercontinente Gondwana no Brasil. Seu nome é uma homenagem ao geólogo norte-americano Israel Charles White que estudou a geologia da Bacia do Paraná entre os anos de 1904 e 1906, como chefe da Comissão de Estudos das Minas de Carvão. Esta comissão foi criada pelo governo brasileiro para estudar o potencial energético do carvão da Bacia do Paraná e que era minerado de forma incipiente no sul do Brasil. “Já vi gente da França aqui para es-

Cláudio Lottin, um dos fundadores do Ecomuseu, vê o turismo como a peça-chave para o desenvolvimento de Lauro Müller.

tudar as camadas geológicas e simplesmente não tivemos uma abordagem correta porque não tínhamos ninguém que pudesse falar com eles. Essa demanda engloba uma das atribuições do Ecomuseu, que seria a de recepção à turistas de todo mundo, assim como outras funções, como a de preservar a beleza e manutenção das estradas”, pontua Cláudio. Ainda de acordo com o Wikipédia, em Lauro Müller ocorrem afloramentos de rochas do Grupo Itararé e da Formação Rio Bonito. Conforme sobe-se a serra, sucessivamente ocorrem afloramentos das formações Rio Bonito, Palermo, Irati, Teresina, Serra Alta, Rio do Rasto, Botucatu, e finalmente, os basaltos dos derrames vulcânicos cretácicos da Formação Serra Geral, no topo da serra. Todos os afloramentos são sinalizados por 17 marcos de concreto que descrevem as características de cada afloramento. Hoje, estes pontos estão deteriorados e encobertos por mato. O objetivo da Comissão de Estudos das Minas de Carvão, criada pelo governo brasileiro em 1904, era iden-

tificar a potencialidade dos carvões brasileiros, frente a crescente necessidade de recursos energéticos do país, Israel White foi designado chefe da comissão e trabalhou dois anos, junto com uma equipe de técnicos brasileiros e estrangeiros, no mapeamento das jazidas de carvão da Bacia do Paraná. A publicação do seu relatório em 1908, em Inglês e Português, e que ficou conhecido como “Relatório White”, foi um grande marco para o conhecimento da geologia da Bacia do Paraná. As denominações introduzidas por ele para a designação das unidades geológicas desta Bacia ficaram consagradas, tendo sido pouco modificadas na sua concepção ao longo dos tempos, sendo considerado o “marco zero” na sistematização estratigráfica da mesma. Por outro lado, este trabalho documenta um precioso conteúdo científico no campo da Paleontologia: o reconhecimento da ocorrência de restos fósseis de Mesosaurus brasiliensis em estratos permianos do “Schisto preto de Iraty” e a preposição de sua equivalência geológica com unidades da Bacia do Karoo, na África do Sul.


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UMA HISTÓRIA FEITA DE TRILHOS E IMAGENS Acervo digital de fotos da cidade de Lauro Müller narram grandes momentos do passado do município Por Daniel Librelato Massuco e Ademio Eing

O

que era para ser apenas uma publicação comum nas redes sociais tornou-se uma paixão para o lauromüllense Daniel Schuch. Em 2006, ao publicar uma foto da enchente da década de 70 no extinto Orkut, uma mobilização em torno da imagem foi se originando o que o impulsionou a postar outra foto, desta vez de um desfile cívico.

IGREJA MATRI

A MAIS ANTIGA

Uma relíquia. Esta imagem retrata a vista parcial de Lauro Müller em 1928. A foto foi feita do morro do castelo e mostra a então pacata e charmosa vila.

Novamente muitas pessoas interagiram com a imagem. Hoje com um acervo de 10 mil fotos, o lauromüllense continua a se dedicar a esta paixão com o apoio da população. “Fotos antigas mexem com todos, não à toa a palavra mais citada na minha página é ‘saudade’. A emoção das pessoas ao reconhecer um familiar já falecido ou até uma história importante me emociona muito”, relata. A seguir, imagens do acervo digital de Daniel que retratam momentos únicos da cidade de Lauro Müller.

MINEIROS

Esta imagem mostra quatro trabalhadores das minas de carvão de Lauro Muller na década de 60. É possível ver que à época os mineiros trabalhavam sem proteção alguma. Um detalhe presente na imagem e também na casa de muitos lauromüllenses é o das lanternas de carbureto nas mãos dos trabalhadores, as quais hoje servem como lembrança desta época.

FORÇA DAS ÁGUAS

Era segunda-feira, 15 de fevereiro de 1971 quando uma enxurrada caiu na encosta da serra e rapidamente se alastrou por toda a região. Rios de lama e entulho tomaram a cidade, destruindo casas, estradas e plantações. Lauro Müller foi praticamente devastada pela força das águas dos rios, caracterizando o período como a Primeira Enchente.

GUIOMAR GEREMIAS Por décadas o farmacêutico Guiomar Geremias foi uma das referências mais fortes em saúde no município de Lauro Müller. Daniel tem um carinho especial por esta imagem, pois, segundo ele, o farmacêutico foi o responsável por Daniel estar vivo hoje. Durante o período da segunda enchente, em 1974, a família Schuch ficou isolada do centro da cidade por conta da intensidade das águas do Rio Tubarão. Neste período, como a casa estava localizada próxima à antiga rodoviária, não tinham comunicação com as pessoas localizadas no outro lado da margem. Daniel ficou doente e, sem ter acesso a atendimento médico, o pai do então menino, no desespero, escreveu um recado pedindo ajuda e o colocou dentro de uma lata, a qual foi jogada no rio amarrada em uma corda. O bilhete chegou às mãos do farmacêutico o qual deu um tratamento. Os medicamentos eram enviados dentro da mesma lata do bilhete, sem contato físico entre ambos, fazendo-se a comunicação apenas por meio da palavra escrita. O tratamento surtiu efeito e salvou a vida do garoto.


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IZ DE LAURO MÜLLER

RÁPIDO SULINO O veículo era famoso em seu tempo e pertenceu a Antonio Amandio e foi o único transporte coletivo nas décadas de 50 e 60 para levar as pessoas à capital catarinense, Florianópolis. A população tinha grande carinho pelo ônibus clássico.

Em 1945 foi concluída a construção da Igreja Matriz de Lauro Müller, porém, foi demolida em 1973 para dar espaço à atual igreja. Parte da população ainda diz preferir a estética da primeira.

VILA OPERÁRIA

PRAÇA HENRIQUE LAGE A imagem da década de 60 retrata a Praça Henrique Lage. No centro é possível ver o Antigo Clube Cruz de Malta, à direita o cinema e mais ao fundo o castelo.

Esta imagem é da década de 60 e mostra Vila Operária à noite. Nesta época, a Energia elétrica era de 110 Wolts, fornecida pela Companhia Nacional de Mineração Barro Branco.

MARIA FUMAÇA A saudosa Maria Fumaça desfilou por Lauro Muller até os anos 70. O trem fazia parte da vida da população regional e é até hoje lembrada de forma saudosa. A locomotiva Maria Fumaça fez sua última viagem partindo de Lauro Müller com destino a Tubarão, no dia 24 de março de 1974, às 16h30min.

CARNAVAL Em destaque na imagem o Bloco do Pereira em um carnaval de 1979 fazendo festa nas Rua Valter Veterli, em Lauro Müller. Ao fundo é possível ver o castelo ainda com a cor branca.

IMAGENS E COLABORAÇÃO Quem quiser colaborar com o acervo digital do lauromüllense pode enviar imagens para daniellschuch@gmail. com, assim como entrar em contato por meio da fanpage no Facebook procurando por Daniel Schuch ou @fotosantigasdelauromuller.

SUSTO NOS ARES Um fato pra lá de inusitado já aconteceu Lauro Müller. Nesta foto é possível ver um acidente aéreo que aconteceu no município em maio de 1983, no qual um avião do Rio Grande Sul fez uma aterrissagem de emergência às margens do Rio Tubarão, no Bairro Arizona. Felizmente só foram registrados danos materiais.


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ENTRANDO DE CARRINHO

EDUARDO MADEIRA

jmadeira.eduardo@gmail.com

DESARME COM MAURO FERNANDES: ORLEANENSE REVELA META EM TÓQUIO 2020

Na ala “Desarme”, da página Entrando de Carrinho, Fernandes fala conosco sobre o planejamento para Tóquio, das razões que impediram que disputasse os jogos no Rio e dos novos desafios em Florianópolis, pela Unisul. Confira mais: Trocasse o Minas pela Unisul. Essa troca no meio do ciclo olímpico foi um fator para que você não participasse dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro? Não. Eu estava bem confiante em conseguir a vaga, mas quando vim para cá (Florianópolis) em 2015, optei por ter um técnico mais específico para mim, que pudesse me dar mais atenção. O Minas é uma grande equipe, gostei muito, mas é muita gente. Estava tudo dentro do planejamento, só que no começo de 2016, com o surto de caxumba, acabei pegando e não pude nem participar da seletiva. Sobre a escolha do técnico, o Marquinho, você já conhecia o trabalho dele? Quando nadava em Criciúma, pe-

guei Seleção Catarinense e um dos técnicos era ele. O Marquinho já pegou muitos ótimos atletas, como o primeiro brasileiro campeão mundial júnior. Sempre tive muito respeito por ele. E sou um atleta que acredita muito nos treinos e as atividades dele são bem desafiadoras. É isso que preciso para me motivar e ir cada vez mais longe.

Foto: Acervo pessoal

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assados os Jogos Olímpicos – Rio 2016, iniciou-se outro ciclo esportivo, desta vez visando Tóquio 2020. Um dos atletas que tem como meta estar no Japão daqui há três anos e meio é o nadador orleanense Mauro Fernandes. Depois de passagem pelo Minas, em Belo Horizonte, ele está na Unisul, em Florianópolis, e vem focando nas provas de 200m e 400m para chegar na Ásia.

Qual estrutura você encontrou na Unisul, em Florianópolis? A Unisul, no complexo aquático, teve os anos gloriosos entre 2008 e 2009, quando formaram uma equipe bem forte, nivelada com forças nacionais. Depois, aconteceram alguns problemas e houve uma queda. Mas, agora estão novamente reestruturando a equipe desde a base para voltar a estar competitiva em nível nacional. O complexo é incrível e a estrutura é perfeita. O que você trouxe de experiência de Minas Gerais para cá? Meu tempo no Minas foi fenomenal. Gostei muito de lá. Eles nos ensinam a ser atletas mesmo, tendo a disciplina necessária para isso. Aos garotos na Unisul, sempre passo que não é só treinar, é preciso saber o que fazer e o que quer para ter um objetivo. Você tem se aventurado também em travessias. Qual o intuito disso? Faz parte do treinamento porque dá muito ritmo de competição. Estou gostando desse caminho também. Como são provas muito longas, de

1.500, 5.000 e até 10.000 metros, ela dá muita base e resistência. E como minhas provas nas piscinas são mais longas, isso ajuda a dar condicionamento. É uma experiência totalmente diferente nadar em mar aberto, e é uma coisa que eu fazia quando era bem novo, quando nadava em Criciúma. E qual teu objetivo principal para 2017? No fim de do último ano, no Brasileiro Absoluto, consegui a 6ª colocação nos 400m e quero estar entre os

três primeiros neste ano, pegando um pódio absoluto pela primeira vez. Como está o planejamento para chegar aos Jogos Olímpicos – Tóquio 2020? Depois das Olimpíadas de 2016, começamos a focar mais nas provas específicas, treinando mais os 200m e 400m medley. Por enquanto, são mais treinamentos e competições preparatórias. Até lá, não há o que fazer, somente treinar.

DAL FARRA

E A ESTREIA?

REFORÇOS

Falando um pouco de futebol, nesta semana o presidente do Criciúma, Jaime Dal Farra esteve na rádio CBN Diário, em Florianópolis, e voltou ao expediente de se eximir de qualquer responsabilidade pelo cenário do clube. O pior foi colocar nas costas da imprensa a culpa de o torcedor se afastar do estádio Heriberto Hülse. Isso é para muitos de nós aprendermos a não bancarmos os “amiguinhos” e os “parças” da direção, porque os mesmos, quando estão fora da cidade, são os primeiros a darem com os dois pés no peito dos repórteres. Falta de transparência e cinismo marcam a gestão Dal Farra.

Difícil imaginar o que poderemos ver do Criciúma na estreia da Copa da Primeira Liga, diante do Fluminense. Os dois times estão mudados, com novos treinadores. Por se tratar de um jogo inicial de temporada, é previsível que tenhamos uma partida lenta, de pouco ritmo e com as duas equipes errando muito. Dará uma pequena (e até irreal) margem do que poderemos ver no restante da temporada.

Tem mais gente chegando no Atlético Tubarão. Nesta semana, o zagueiro Gérson e o meia Ferrón foram anunciados oficialmente. O defensor tem 24 anos, pertence ao Grêmio, mas nunca atuou profissionalmente pelo clube. Recentemente, esteve no Mumbai City (Índia). Já o uruguaio tem 22 anos e defendia o Ríver, do Uruguai.


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NOTÍCIAS DO VALE

MARCELO VALÉRIO publique.bn@gmail.com

RICARDO MEDEIROS ASSUMIRÁ ADR DO VALE

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PSD, capitaneado pelo deputado estadual José Nei Ascari, já definiu o nome do novo comandante da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) que compreende sete municípios do Vale (Braço do Norte, Grão-Pará, São Ludgero, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, Armazém e São Martinho). Já citado em primeira mão aqui no JH entre os mais cotados, o jovem vereador Ricardo Me-

deiros já aceitou o convite e deve assumir oficialmente a “antiga SDR” na próxima semana. Nesta sexta, dia 20, e no início da próxima semana, Ricardo estará em Florianópolis, onde terá uma conversa com líderes da sigla e com o governador Colombo. Em seguida deverá ser programada a sua posse. Em seu lugar na Câmara de Vereadores assumirá o suplente Mário Jorge Danielski (PSD).

FUTEBOL EM BN

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Campeonato Municipal de Futebol já tem data para iniciar em Braço do Norte. Será no dia 11 de março com a partida de estreia do atual campeão, a A.A.

RIO FORTUNA 1 Prefeito de Rio Fortuna, Lindomar Ballmann (PSD), nos concedeu uma entrevista exclusiva falando sobre os primeiros 15 dias de seu governo. Mostrou-se preocupado com a recuperação do novo posto de saúde –

inaugurado em dezembro e que apresentou diversos vazamentos e infiltrações, tendo até que ser adiada a mudança para a nova unidade de saúde. Os danos nas estradas do interior, devido às chuvas, foram outro

assunto abordado. Segundo o prefeito o momento é de total atenção à manutenção das estradas, para facilitar o escoamento da produção e já visando ao início do transporte escolar, em fevereiro.

RIO FORTUNA 2 Lindomar Ballmann, o secretário de Administração, Planejamento e Finanças, Júnior Schmitz, e o engenheiro agrimensor, Guilherme Moreira, estiveram na Amurel tratando de assun-

União, ainda sem o adversário definido. A data foi definida na primeira reunião realizada no dia 12, que contou com representantes de oito equipes interessadas – América, São José, Paula Ramos, Galátikus, Continental, Cruzeiro do Sul, União e Botafogo. Ainda com possibilidade da participação do Rio Bonito. Segundo o diretor de esportes, Mário Henrique Leite Souza, no dia 8 de fevereiro os times devem entregar as fichas de inscrição e a confirmação. Já o congresso técnico, que definirá a fórmula de disputa e o sorteio das chaves, será dia 15 de fevereiro.

tos relacionados à gestão pública. Receberam o relatório do movimento econômico da cidade contendo informações relativas à participação dos municípios catarinenses no produto da

MORÊS Em São Ludgero também já está definido quem irá comandar o esporte da cidade. O prefeito Volnei Weber, oficializou o professor Edmilson Paulo Mores, como o novo presidente da CME. Ele já vinha atuando como treinador nas categorias de base do futsal.

Diretamente de São Ludgero, a bela flamenguista Gabriela Fuchter, a qual também arrasou na Porcada Summer, em Laguna. E claro, adoramos!

arrecadação do ICMS, ano base 2015 para o exercício 2017, e orientações sobre o movimento econômico, as etapas, resumo de atividades de apoio da Amurel.

GATA DA TORCIDA


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MODA EM VOGA

ANNE VERAN

anneveran94@gmail.com www.anneveran.com.br

TRUQUES PARA MARCAR A CINTURA

E

xistem vários tipos de corpo, e sabemos que nem todos possuem a tão desejada cinturinha. Quero apresentar

algumas maneiras e truques de estilo que vão mudar sua maneira de se vestir e fazer você adquirir aquela cinturinha linda.

Coloque cintos, partes debaixo com cintura alta, blusas por dentro da calça, contraste de cores e texturas.

AS BOLSAS DA ESTAÇÃO

A

s bolsas são indispensáveis na hora de montar um look e sair de casa, e se você é uma apaixonada por tendências, já deve ter visto por aí os modelos lúdicos das bolsas no momento. Conchas, unicórnios, frutinhas e muito mais, e para quem pensou que isso era coisa de criança, está enganado, pode apostar qualquer idade sem medo!

CABELOS “OLHO DE TIGRE”

CLIC DA SEMANA

O cabelo do momento é o “tiger eye hair”, mais conhecido como olho de tigre, por sua cor ser semelhante a eles. Ao contrário das mechas super loiras, essa nova técnica é feita apenas para iluminar os cabelos naturais, bem discreta e fashion. Aposte nessa tendência!

O clic da semana está esbanjando fofura! O lindo Miguel, filho do casal Leonardo Silveira e Juliana Nogueira, mostra que tem estilo desde pequenininho, todo fashion com esse cabelão. Quem aguenta? Vai dar trabalho, mamãe e papai!

“Estilo e moda são duas coisas distintas, a moda é reflexo da cultura e do momento, o estilo é expressão pessoal.” Titta Aguiar, personal stylist.


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SOCIEDADE EM DESTAQUE

IZABEL CRISTINA

iclunardi@hotmail.com

FELICIDADES, SAÚDE E SUCESSO

DESTAQUES JH

Queridíssima a linda aniversariante Jaque Contessi trocou idade neste dia 11 de janeiro e comemorou a data em alto estilo ao lado dos amigos e da família. Desejamos muita saúde e muitas alegrias no teu caminho, sempre!

E

m Férias. O belo e jovem casal Dra. Silvia Cristina Bernardo Vieira e Demerson Baschirotto, ao lado dos gêmeos curtem as belezas e o encantamento das piscinas naturais a 9 km da Costa, em Porto Seguro!

Feliz Aniversário especial para a simpática e inesquecível professora Ladyr Schambeck Truá. No próximo dia 22 completa idade nova e recebe o a homenagem na coluna do querido filho Rudy e da sua linda nora Jaciara. Felicidades e muitos anos de vida nós te desejamos!

M

uita alegria e bênçãos marcam a vida das famílias Pieri e Menegat com a vinda do pequeno Bento que, ao lado do irmão Vicente, são o orgulho dos papais André e Carolina. Lindos!

Homenagem à Dona Maurina. “Nada supera a dor da perda, mas existem pessoas com dons especiais, a exemplo do grande Maicon Librelato que ficou pouco tempo entre nós, mas deixou uma grande história.” Com carinho, João Vitor Furlan.

B

elíssima. A colunista social Graziela Gislon completa idade nova no dia 24 de janeiro e vem embelezar a coluna desta semana. Felicidades e sucesso é o que desejamos!

Em Família. Os orgulhosos dedicados papais Junior e Débora curtem as férias ao lado do seu príncipe Benjamin!


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SOCIAL

GRAZIELA GISLON grazitm@gmail.com

PORCADA SUMMER

ANIVERSARIANTE

U

ma das festas mais esperadas do verão, a Porcada Summer, surpreendeu todas as expectativas. Cerca de 10 mil pessoas participaram do evento no último sábado, dia 14.

A encantadora Sarah Becker Spricigo, filha de Rafael e Juliéti, completou 9 aninhos na última semana, dia 12. Parabéns!

FAMÍLIA ZOMER

EM DESTAQUE

Nossos conterrâneos, Leonardo Zanin e Karoline Pavan, direto da Itália.

Pensamento

“Nenhuma grande descoberta foi feita jamais sem um palpite ousado. “

Isaac Newton

As mulheres da família Zomer, leitoras da coluna, embelezam a edição do JH! da semana.

FÉRIAS DIVERTIDAS Para garantir a diversão nas férias, algumas atrações do Nações Shopping estão com preços especiais. A rede GNC Cinemas estendeu a promoção de meia-entrada para dois dias da semana: terças e quartas-feiras. Além disso, na pista de patinação no gelo, Piazza Pattinale, terças e quartas-feiras, com R$ 20,00 é possível patinar durante uma hora inteira.

ARRIBA, ABAJO, AL CENTRO Y ADENTRO Preparem-se! Com camisetas esgotadas nos primeiros dias, está chegando à festa “DYKM?”. A edição México, no Parque Lago Azul, promete uma megaestrutura de 2,5 mil metros quadrados, bebida gelada e muitas surpresas.


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CONTRA-CAPA COMUNICAÇÃO

PEDRAS GRANDES TERÁ INTERNET E TELEFONIA MÓVEL NO MEIO RURAL Por Redação Notícias JH

Foto: Divulgação/SAR.

S

anta Catarina tem projeto pioneiro para levar internet e telefonia móvel para municípios com carência em infraestrutura de comunicação básica. Já no período de fase final de instalação, o Projeto Piloto em Comunidades Rurais Digitais atenderá onze cidades com a instalação de antenas repetidoras de sinal de internet e telefonia. Pedras Grandes está entre os municípios que serão beneficiados na região. O secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, explica que, com a internet e telefonia, muitos serviços poderão ser oferecidos para o cidadão, como por exemplo: comércio eletrônico, ensino à distância, turismo rural dentre outros. Além de oferecer a oportunidade de inclusão digital e inclusão social às comunidades rurais. “O interior tem a mesma necessidade de se comunicar

do que as cidades. Hoje não se tem desenvolvimento sem infraestrutura. O telefone e a internet são ferramentas que precisam estar na mão do cidadão, onde ele morar”, ressalta. Além de Pedras Grandes, os municípios de Ipuaçu, Ca-

tanduvas, Bom Retiro, Major Vieira, Trombudo Central, Botuverá, Bocaina do Sul, Pinheiro Preto, Tigrinhos e Anitápolis também terão a infraestrutura para instalação de internet e telefonia móvel. Em alguns casos, as torres repetidoras de sinal são to-

talmente alimentadas por energia solar, gerada por painéis e kits de bateria. Esta semana o gerente de tecnologia da informação da Secretaria de Estado da Agricultura, Fabio Luiz Ferri, e o consultor técnico, Marcos Vinicius Vanzin, visitaram os municípios atendidos para verificar as estruturas de telecomunicações, qualidade dos sinais de transmissão entre as torres e a configuração dos sistemas de cadastramento dos usuários e gestão dos conteúdos. Durante 24 meses, os custos de implantação, manutenção, operação e gestão ficarão a cargo da Secretaria da Agricultura e da Pesca. Após esse período, o município será responsável pelos custos. Segundo o secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional de Videira, Euro Vieceli, o Projeto leva in-

formação ao homem do campo. “Uma iniciativa pioneira e revolucionária. Somos sabedores da importância de conter o êxodo rural, mas só haverá iniciativas efetivas quando as condições para permanecer no campo forem boas, e a internet é um item indispensável” afirma. Programa SC Rural O Programa SC Rural nasceu em 2011 e termina em junho de 2017, é executado pelo Governo do Estado em parceria com o Banco Mundial e destina recursos não reembolsáveis a empreendimentos da agricultura familiar, mediante contrapartida dos beneficiários. Os empreendimentos apoiados abrangem atividades agrícolas ou não agrícolas (como o turismo rural) por meio de projetos de caráter estruturante, de melhorias de sistemas produtivos ou planos de negócios, além de outras ações implementadas por cooperativas e associações de agricultores familiares.


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