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OPINIÃO

ANA DALSASSO “A apreensão que tomou conta de todos os brasileiros no período que antecedeu a realização da Rio 2016 hoje ninguém mais lembra em função do sucesso alcançado pelo evento, que não surpreendeu apenas a nação, mas sim o mundo inteiro.” Pg. 09

SEXTA-FEIRA ORLEANS, SC 26 DE AGOSTO DE 2016 VALOR: R$ 3,00

ENTREVISTA

VISÕES DE UM GRANDE

EMPRESÁRIO “A máquina pública precisa ser levada a sério e com honestidade.” Pedro Lole

AGRICULTURA

ENTREVISTA

ESPORTE

TÉCNICAS

LARA ZAPPELINI SOUZA

TAÇA CEGERO

Oficina capacita agricultores de Orleans no plantio de aipim e batata-doce. Durante o encontro, participantes puderam trocar informações sobre as melhores formas de produção. Pg. 05

A discussão da redução da maioridade penal foi o tema principal do encontro com a Promotora de Justiça da Comarca da Orleans. Confira opiniões e dados aprofundados no texto. Pg. 07

Bicão ou Cuzidos? Quem leva o caneco? A grande decisão está marcada para este sábado, dia 27. Na ida, deu Bicão, que venceu por 3x1, e agora pode até empatar que será bicampeão. Pg. 22

ESPECIAL ORLEANS 103 ANOS A Cidade das Colinas está prestes a completar mais um aniversário de emancipação político-administrativa. Para celebrar a data o JH prepara um material exclusivo no qual conta a história do município sob diversos pontos de vista. Pgs. 11 à 18


NOTÍCIAS JH

GERAL

SEXTA-FEIRA,

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26 DE AGOSTO DE 2016

ARTIGO

FEDERALIZAÇÃO E A MUDANÇA NA REALIDADE BRASILEIRA

SIGA O JH

Por Cesar Abreu*

“Ou o Brasil muda a federação ou a federação acaba com o Brasil”. Assim disse o constitucionalista Ives Gandra. É preciso, pois, repensar, reavaliar e reestruturar a federação brasileira, não buscar fragmentá-la. A nossa República, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, assim, não pode ser abolida, no todo ou em parte, traduzindo cláusula pétrea (imodificável) essa vedação. Não há negar, universal o princípio, que “um povo tem sempre o direito de rever, de reformar e de modificar a sua Constituição e nenhuma geração pode sujeitar as gerações futuras às suas leis”. Esse postulado, entretanto, não prega o rompimento do pacto fundador da federação, mas o direito de revisão das leis para o fortalecimento e aprimoramento da unidade nacional. Portanto, necessário brigar pela afirmação do princípio federativo, conferindo-se aos estados a indispensável autonomia. Para além, o atributo da participação na formulação da vontade nacional, afastando-se qualquer subordinação dos Estados à União. A descentralização do poder estatal precisa se tornar efetiva, extirpada a sina centralizadora do poder, que transforma os estados em verdadeiros governos de província, não mais do que meras autarquias. Mudar essa realidade perversa, que faz a União de tudo dona e senhora, exige:

PAINEL DO LEITOR “Estamos sempre que estarmos atentos aos golpes (E.75, pg03). É de surpreender o descaramento das pessoas, nem uma senhora de 72 anos foi poupada.” Sávio Alberton Caciatore, correspondente bancário.

“Juliana Alberton deu um show de autoestima com seu ensaio fotográfico (ed.75, pg08). As imagens ficaram espetaculares.” Osvair Claudino Souza, químico.

“Gosto muito das análises aprofundadas acerca do Tigre que o Eduardo Madeira faz toda semana. Um olhar crítico com embasamento.” Everaldo Toledo Silva, auxiliar mecânico.

CHARGE

1) postura política que imponha aos detentores do poder a visão cívica de que os estados não são entes subordinados ao Governo Federal; 2) rever a estrutura federativa, equilibrando e fortalecendo os estados (e municípios), devolvendo-lhes o grau de autonomia que marcou o nascimento do federalismo no Brasil; 3) retirar da Constituição tudo aquilo que agride o sentimento federativo, devolvendo aos estados e municípios, naquilo que lhes cabe, o domínio e as ações de seus bens naturais, os monopólios econômicos, legislativos e de competência em questões que digam respeito ao seu peculiar interesse e desenvolvimento, com revisão, em especial, da repartição das rendas públicas. Vamos juntos lutar por convergências, pela vitória da democracia, escolhendo nas eleições municipais os melhores candidatos, aqueles que possam tornar o país cada vez mais justo, coeso, fraterno e solidário. *Cesar Abreu é desembargador e presidente do TRE-SC.

* A opinião expressa pelo cartunista não reflete a linha editorial do veículo.

JORNAL JH EIRELI ME - ED. 76

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CIRCULAÇÃO

Braço do Norte, Grão Pará, Lauro Müller, Orleans, Pedras Grandes, Rio Fortuna, São Ludgero, São Martinho e Urussanga.


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NOTÍCIAS JH, SEXTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2016

AGRICULTURA

COLUNA

TÉCNICAS

OFICINA CAPACITA AGRICULTORES DE ORLEANS NA PRODUÇÃO DE AIPIM E BATATA-DOCE

CRÔNICAS

XILO BUSSOLO

agentexb960@gmail.com

Durante o encontro, participantes puderam trocar informações sobre as melhores formas de produção

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Epagri promoveu uma oficina técnica sobre produção de aipim e batata-doce para agricultores familiares no município de Orleans, no Sul do Estado. A atividade foi realizada no dia 10 de agosto na propriedade do casal Osmar e Marilene Fambomel e envolveu produtores rurais e técnicos da Empresa. Na oficina, os participantes puderam trocar informações sobre as melhores formas de produzir aipim e batata-doce. Eles discutiram aspectos técnicos ligados à produção, como preparo do solo, épocas de plantio, variedades, adubação e controle de pragas e doenças. O grupo também pôde conhecer quatro cultivares de aipim lançados pela Estação Experimental da Epagri em Urussanga: SCS260 Uirapuru, SCS261 Ajubá, SCS262 Sempre Pronto e SCS 263 Guapo. Alguns assuntos tiveram destaque no encontro, como a

VIVA O NEYMAR!

H

ocorrência da mosca-do-broto (Silba pendula (Bezzi)), que vem preocupando os agentes técnicos e produtores de aipim da região. “Também se discutiu a ocorrência de doenças fúngicas de solo na batata-doce, que vem limitando e até mesmo inviabilizando a produção em algumas propriedades”, conta o engenheiro-agrônomo Fabiano Alberton, extensionista da

Epagri de Orleans. A família Fambomel trocou o plantio de fumo pela produção de aipim e batata-doce há seis anos. Este ano, com apoio da Epagri, está implantando uma unidade com variedades de aipim e irá fazer o cultivo de acordo com os princípios do Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH).

á quem pregue aos quatro ventos que um dos ideais da vida seria o cidadão se tornar um rico/pobre ao invés de um pobre/rico, que no frigir dos ovos, a diferença entre ambos vai daqui à lua, se é que alguém deseja saber. No atual momento o melhor exemplo de um pobre/rico seria o nosso Neymar, atleta pertencente ao nababesco Barcelona da Catalunha, recém laureado como Medalhista de Ouro na modalidade de Futebol de Campo no final da 31ª Olimpíada realizada no Brasil e para ser melhor ainda, num Maracanã lotado até a boca, mais parecendo ser domingo de Fla X Flu. E o que acontece... Acontece que o Neymar, nascido mais quebrado que arroz de terceira, graças à habilidade que possui no manejo da bola com os pés, já ganhou tanto ‘cascalho’, tanto ‘faz-me rir’ que, além de jatinhos, iates e ilhas particulares que adquiriu, poderia sim, candidatar-se para ir morar na decantada Pasárgadas, lá ser amigo do Rei, escolher a mulher que mais lhe ‘apetitasse’ e usufruir dela na cama que bem quisesse ou escolhesse. Como diria o outro: ‘É isso daí, bicho!’. E o porquê disso? Para quem não viu, terminado o jogo contra a Alemanha, Neymar se aproximou das arquibancadas e a alguns torcedores, provavelmente velhos ‘desafetos’, desferiu-lhes palavras de baixo-calão, dentre elas o tradicional ‘caralho’, incutido que está há trocentos anos na verborragia do povo brasileiro. Todavia, porém, o quem vem a ser esse ‘caralho?’. Resposta simples: ‘caralho’ ou ‘casa do caralho’ nada mais é do que uma cesta ou balaio que se encontra no alto dos mastros das caravelas tipo aquelas do ‘imortal’ Vasco da Gama, o marinheiro que era avesso às ações de higiene corporal e por causa disso, fedia mais que os gambás. Então assim: eram mandados para a ‘casa do caralho’ dois tipos de subalternos: os que iam simplesmente cumprir as ordens de serviço, cujos objetivos eram detectar a aproximação de esquadras inimigas ou aqueles que, por um motivo ou outro, se rebelavam dentro da própria embarcação e necessariamente eram ‘punidos’. Dependendo da falta cometida, havia os que permaneciam na ‘casa’ por um dia inteiro, até. E como se tratava de um local de muito balanço por causa da oscilação das águas, não havia quem não vomitasse até as tripas por causa dos enjôos provocados. Voltando ao Neymar, a lição que fica é a de que não basta só o dinheiro, que é importante, mas não é tudo na vida homem. Ele precisa também é evoluir e crescer em todos os sentidos: o pobre/ rico igual ao Neymar, que nos ensinou que ‘caralho’ é um termo que pode ser utilizado em qualquer situação, que não mata, não fere e não deprecia a quem quer que seja, absolutamente. Uma prova disso? Lá vai, então: ‘Eleitores que não vão votar no meu candidato para prefeito nas eleições de 2016 em Orleans City: Vão pra casa do caralho, vão!’ A única resposta que eles poderão me dar é a seguinte: ‘Não, o meu estômago é muito fraco!’ . Então, se é assim, deu, né?


NOTÍCIAS JH, SEXTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2016

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NOTÍCIAS JH

ENTREVISTA

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26 DE AGOSTO DE 2016

CAFÉ COM A GUARUJÁ

“É PRECISO REESTRUTURAR AS LEIS ATUAIS E OS MÓDULOS SOCIOEDUCATIVOS”, AVALIA PROMOTORA DE JUSTIÇA Para Lara Zappelini Souza, estas medidas seriam mais eficazes do que a redução da maioridade final Por Eduardo Madeira

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discussão da redução da maioridade penal é antiga no país e atinge picos dependendo da insegurança da população. Quanto mais insegura se sente, mais este tema é debatido. Recentemente, Câmara dos Deputados e Senado Federal levantaram o assunto e tentam chegar a um consenso. O Jornal JH! trouxe para a discussão a promotora de justiça da comarca de Orleans, Lara Zappelini Souza. Observando pela ótica estadual e regional, ela afirma que uma reestruturação das leis atuais e dos módulos socioeducativos seriam ações com maior eficiência do que a diminuição da idade penal. Durante participação no programa Café com a Guarujá, a promotora relatou que uma das principais dificuldades no trato com adolescentes infratores em Santa Catarina está na questão da obtenção de vagas nos centros de reabilitação. Para Lara, é melhor encontrar uma forma de criar mais vagas nos centros do que colocar os adolescentes junto de infratores considerados “profissionais”. Confira os principais trechos da entrevista: JH!: Qual foi o caminho que você trilhou para chegar a promotoria? Lara: Não é um caminho fácil. É preciso cursar Direito, ter três anos de atividade jurídica para poder fazer o concurso, que é bastante concorrido e com muitas fases. Para ser Promotor de Justiça é preciso conhecer várias áreas e a população espera que um membro do Ministério Público represente a sociedade e lute pelos direitos, tendo co-

nhecimento amplo das leis. Quando fiz, o concurso demorou um ano, considerando todas as etapas. É preciso ter dedicação, estudo e foco.

histórias novas todos os dias,

também é desvinculado do Poder Judiciário. As pessoas confundem muitas vezes e entendem que o MP tem alguma subordinação ao juiz, inclusive por atuar no mesmo espaço físico, mas é um órgão independente. Essa independência traz a possibilidade de investigar os casos de corrupção, de demandar os administradores públicos. O Ministério Público tem autonomia.

previsto na própria constituição. Crimes dolosos contra a vida, aqueles em que a pessoa possui intenção de matar, são passíveis do tribunal do júri, como prevê a lei. Vamos exemplificar com um homicídio: é feita uma investigação pelo delegado de polícia, ele relata o inquérito policial, que é levado ao MP. O promotor analisa se é realmente caso de homicídio, quem é o autor, se há provas e faz a denúncia, onde é aberto um processo. O réu se defende e o juiz decide se é caso de crime doloso contra a vida, mandando então ao tribunal do júri. Então, 25 pessoas são sorteadas para compor no dia do júri. De lá, são sorteados sete jurados. O MP vai expor todos os fatos e as provas do crime. A pessoa possui direito de defesa e o advogado o defende. Ao término, os jurados dizem se o consideram culpado ou inocente.

“E incluindo algumas histórias tristes, como crimes e hisquem tórias envolvendo crianças. Essa área da infância demanme da muito emocionalmente, JH!: Qual é a hierarquia do porque muitas vezes se torna não se emocionar. Ministério Público? Está co-su- inevitável Cada dia é uma novidade. bordinado a algum órgão? Lara: O Ministérionhece Público é desvinculado do Poder Exe- JH!: Como funciona o júri cutivo e não é subordinado sabe popular? a ninguém do governo. Ele Lara: O júri popular está

JH!: Como chegam as coisas ao Ministério Público? Lara: Os problemas chegam por intermédio de representações das pessoas, que chegam ao Ministério Público para relatar os acontecimentos. Eu, como Promotora, vejo o que fazer para resolver estas situações. Em questões criminais, começa com a pessoa indo à delegacia, que vai investigar o crime. Após a investigação, o delegado encaminha ao MP o resultado do inquérito policial, que vai fazer com que o Ministério Público processe o responsável pelo crime. Em relação a outras áreas, elas chegam diretamente a nós, seja por denúncia na ouvidoria ou nos procurando na promotoria. O Ministério Público é a porta de entrada da justiça. JH!: Já encontrasse casos chocantes na sua carreira? Lara: Em uma promotoria a gente encontra de tudo, com casos em todas as áreas. Como a atuação no MP é muito ampla, encontramos

JH!: Quanto a criança e ao adolescente, as leis dizem que elas não podem trabalhar. Qual a visão da promotora sobre isso? Lara: Observo muito aqui em Orleans que a evasão escolar é muito forte por causa da situação de emprego. Apesar da crise econômica, ainda há oferta de emprego e muitos adolescentes não querem mais estudar e preferem se inserir no mercado de trabalho mais cedo. O que precisamos pensar é que, para o futuro, o mais impor-

tante é o estudo. Não dá para abandonar o estudo. Os pais devem pensar assim e deixar de apoiar o abandono dos estudos para ingressar no mercado de trabalho. É possível o trabalho dos adolescentes a partir dos 16 anos e dos 14 é possível nas empresas que possuam o programa do Jovem Aprendiz. Essas proibições não impedem de fazer um serviço em casa ou dar uma ajuda na roça, mas não pode explorar aquele trabalho ou obriga-lo naquilo. JH!: O que existe de fato na lei na questão de proteção aos menores? Lara: As leis não são benevolentes, mas existem as medidas socioeducativas, que são sanções para quem comete ato infracional, podendo ser advertência, serviço à comunidade, liberdade assistida ou uma internação. As leis de repressão a atos infracionais e ressocialização são boas, só que encontramos entraves na aplicação dessas leis. Infelizmente, em Santa Catarina, estão faltando vagas de internações. O adolescente pode ficar, no máximo, cinco dias na delegacia e depois ser transferido para o Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) ou Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep). O problema maior é conseguir vagas. A maioria está lotada. JH!: O que dá para dizer a respeito da redução da maioridade penal? Lara: Muito melhor do que isso seria a criação de vagas nestas instituições para diminuir a sensação de impunidade e melhorar os programas de medidas socioeducativos. Precisam de maior acompanhamento, estudos e atividades para serem reinseridos na

sociedade. Não adianta pegar um adolescente de 16 anos e colocar junto com a criminalidade “profissional”. Por vezes, pensamos que estamos fazendo uma grande coisa o retirando da sociedade, só que ele vai voltar um dia. Queremos que volte melhor e não pior. É preciso reestruturar as leis atuais e os módulos socioeducativos é melhor do que reprimir mais e reduzir a maioridade penal. JH!: Tem novidade para o MP de Orleans? Lara: O MP trocou de sede e não funciona mais no fórum. Temos uma sede própria, na mesma rua, e no próximo mês, chegará um novo promotor na cidade para atuar junto comigo, a exemplo do que acontece no judiciário. Haverá um atendimento melhor a população e os casos serão resolvidos muito mais rápido porque temos uma grande demanda.


NOTÍCIAS JH

PONTO A PONTO

SEXTA-FEIRA,

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26 DE AGOSTO DE 2016

noticias@noticiasjh.com.br

MULHER DESTAQUE

O ano de 2016 será um marco para Luciana Damazio Bussolo. Ela foi eleita a mulher mais empreendedora da Terra das Colinas e sua empresa, a

Tutt Presentes & Decorações receberá dois prêmios no Troféu Lussa Librelato. À família Bussulo, os nossos parabéns!

APAIXONADO PELOS ANIMAIS MEDALHA DE OURO O patriarca Pedro Loli e sua família formada por mais 04 mulheres empreendedoras tem demonstrado que empreendedorismo está no sangue. Hoje, a rede de lojas LCL está presente em sete cidades de Santa Catarina e conta com a competência de mais de 140 colaboradores. São 29 anos de uma história de muito trabalho

e ótimos exemplos. No Troféu Lussa Librelato deste ano eles faturarão o maior número de troféus de toda história do prêmio em uma única noite, serão quatro as categorias premiadas. Para a cidade de Orleans é uma honra ser a matriz de umas das maiores empresas do ramo, na região.

EMPREENDEDORISMO Este ano o Posto Hoffmann e todos os seus clientes estão muito felizes com o troféu em dose dupla que a família Hoffmann receberá. Uma empresa familiar, com décadas de tradição na

prestação de serviços que herdou dos pais Alfredo Hoffmann e Augusta, um legado de trabalho, honestidade e dedicação.

O amor é a força que move o mundo. Foi por amor aos animais que Wagner Alberton deixou a faculdade de química para dedicar-se ao curso de

Medicina Veterinária. E é feliz que subirá por três vezes ao palco na noite mais esperada do ano para ser aplaudido por clientes e amigos.

ESPORTE

Apaixonado por esporte, o competente Antônio Pizzolatti Junior – o China, formado em educação física, com especialização em fisiologia do exercício e prescrição do exercício e

pós-graduando em Reabilitação de Lesões e Doenças Musculoesqueleticas, comemora os dois troféus que receberá durante a Noite das Estrelas.


NOTÍCIAS JH, SEXTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2016

COLUNA

OPINIÃO

ANA MARIA DALSASSO amdalsasso@yahoo.com.br

RIO 2016

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apreensão que tomou conta de todos os brasileiros no período que antecedeu a realização da Rio 2016 hoje ninguém mais lembra em função do sucesso alcançado pelo evento, que não surpreendeu apenasa nação, mas sim o mundo inteiro. Na semana anterior à abertura escrevi aqui neste espaço: “o evento dará ao Brasil a oportunidade de projetar sua imagem para o mundo, em especial a cidade do Rio de Janeiro que terá a chance de tornar-se um potencial turístico mundial, considerando as belezas naturais que possui, como em nenhum outro lugar do mundo, desde que tudo transcorra dentro da normalidade”. A maior preocupação era que tudo transcorresse bem, fato que aos olhos do mundo e degrande parte da nação brasileira, incluo-me também, parecia impossível dada à crise generalizada que o país atravessa e a imagem negativa que dele é projetada no exterior. Mas, na medida em que as coisas foram acontecendo, dissiparam-se os medos e o resultado foi recompensador frente às grandes lições colhidas. Houve uma aprendizagem mútua com a troca de conhecimentos e experiências, além da alegria da prática esportiva. Muitas foram as lições apreendidas que o tempo mostrará, mas algumas devem ser comentadas e aproveito este espaço para fazê-lo. Há que se ressaltar em alto e bom tom o espírito esportivo, a superação, dedicação, com uma alta dose de humildade por parte de nossos atletas oriundos de famílias desfavorecidas economicamente, que transpuseram limites e conseguiram chegar ao pódio graças ao esforço e garra, sem esquecer suas origens e, acima de tudo a família, alicerce da sociedade. Cidadãos que incorporaram o espírito patriótico, respeitaram as cores do país provando que Pátria e família estão acima de qualquer vaidade pessoal. Os que venceram o fizeram com maestria e mostraram que humildade é uma virtude de poucos. Um exemplo para nossas crianças e jovens para que valorizem as conquistas oriundas da persistência e comprometimento. Vencer num esporte de elite onde milhões são investidos é diferente de vencer à custa de sacrifícios próprios. E falando nisso, cabe aqui uma referência à seleção de futebol masculino. Entraram de salto alto e por pouco não foram ao chão. Criticados, vaiados, desacreditados e liderados em campo por um capitão que, sem desmerecer as grandes qualidades de bom atleta, é desprovido da grande virtude chamada: humildade. Neymar é intempestivo e maleducado, atitudes que tiram o brilho do grande talento que tem. Decepcionante a atitude do nadador americano: bem- nascido, mas malcriado. Que apunição recebida sirva de exemplo para que se resgate o valor chamado “respeito” perdido por muitos. Foi marcante o sentimento de nacionalismo que tomou conta da nação levando aos quatro cantos do mundo uma impressão diferente da tinham até então. Que o amor ao hino e à bandeira passe a ser rotina na vida de cada brasileiro, que nas escolas se cultivem atitudes de civismo, que essa explosão de patriotismo não ocorra apenas nos grandes eventos esportivos, mas que se incorpore à rotina de todos.

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NOTÍCIAS JH, SEXTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2016

RIQUEZAS DA NOSSA

HISTORIA

(Parte 1, ACOMPANHE A CONTINUAÇÃO DO ESPECIAL NA PRÓXIMA EDIÇÃO)

A trajetória dos sobrenomes portugueses como precursores da colonização

Por Teka D. Carminati

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emos na cultura Orleanense um fato que por muitos já era certo e, hoje, trago a discussão para quebrar esse paradigma: o início da colonização. Muito se fala em italianos, alemães, letos, poloneses, mas o que não se sabe é que a cultura portuguesa bem como a afro foi tão importante quanto qualquer outra que tenha aqui se instalado. Se analisarmos os registros históricos nos livros já publicados em Orleans pelos ilustres historiadores Pe. João Leonir Dall’Alba e Jucely Lottin, Celso de Oliveira Souza e outros, veremos que Orleans nasceu quase portuguesa. Nos primeiros anos de fundação de Orleans, a cidade,“a praça”, surgiu com predominância do elemento de origem portuguesa ou açoriana, ladeada por espanhóis e afrodescendentes - chamados de brasileiros ou nacionais - alguns franceses que aqui chegaram em função da construção da estrada de ferro e a exploração do carvão. Os italianos, alemães, poloneses e letos que aqui chegaram foram assentados no interior do município e só com o passar dos anos foram deixando as atividades do campo, integrando-se à vida da cidade. No recenseamento de 1896, aparecem os seguintes sobrenomes de descendentes de portugueses, espanhóis e afrodescendentes: Santiago, Fernandes, Conceição, Moreira, Jesus, Oliveira, Epifânio, Oliveira, Souza, Felicidade, Martins, Mattos, Cascaes, Madeira, Miranda, Silva, Rabello, Nunes, Dias, Farias, Magalhães, Figueiredo, Bor-

Se analisarmos os registros históricos nos livros já publicados em Orleans pelos ilustres historiadores Pe. João Leonir Dall’Alba e Jucely Lottin, Celso de Oliveira Souza e outros, veremos que Orleans nasceu quase portuguesa. ges, Viana, Santos, Roque, Prazeres, Albino, Padilha, Solano, Floriano, Neves, Azevedo, Lima, Barboza, Fontoura, Camargo, Mello, Joaquim, Maria, Marcelino, Jacintho, Duarte, Machado, Nascimento, Boava, Bernardo, Cabral, Campos, Tavares, Gregório, Silveira, Rodrigues, Vieira, Constantino, Francisco, Pereira, Alves, Almeida, Caetano, Bento, Moraes, Alexandre, Aguiar, Luiz, Avelino, Ferreira, Guedes, Henrique, Abreu, Santana, Leite, Moraes, Luz, Motta, Betta, Mendonça, Teixeira, Monteiro, Cardoso, Eusébio, Leal, Porto, Adriano, Domingos, Figueiredo, Laurindo, Leandro, Alexandrino, Brito, Prudente, Goulart, Gertrudes, Branco, Gonçalves, Delfino, Antunes, Custodio, Cachoeira, Correa, Búrigo, Rosa, Costa, Moreira, Gabriel, Torres, Cruz, Passos, Thomé, Anastácio, Marcelino, Ramos, Estácio, Passos, Alves, Ouríques na sua grande maioria oriundos da cidades de Tubarão, Laguna, Florianópolis, Rio de Janeiro. Eram trabalhadores para a construção da estrada de ferro, depois funcionários de cartórios, repartições públicas e professores para lecionar no Grupo Escolar Costa Carneiro. Formaram aqui suas famílias e participaram ativamente da vida social, influenciando a cultura local com seus costumes e carac-

terísticas próprias. Muito forte foi a influência principalmente a portuguesa também na arquitetura, basta analisarmos o acervo de fotos antigas do site fotosefatosdeorleans. com.br. A primeira casa de moradia foi de Pedro Silvano. Existia apenas os galpões para alojamento dos operários e armazenamento de materiais da estrada de ferro. O primeiro policial, Antonio Francisco dos Santos, também faz menção à colonização portuguesa. Alguns delegados de polícia eram das famílias Rocha, Sampaio, Nunes, Cunha. No comércio eram os Pinhos, Medeiros, Bittencourt, Cardoso, Costas, Mattos, Moraes, Silva, Siqueira instalados principalmente nas ruas Getúlio Vargas e XV de Novembro. O primeiro Grupo Escolar recebeu o nome de um português: Costa Carneiro, o Curso Regional recebeu o nome de Olímpio Adolfo de Souza Pitanga. Os primeiros professores, tanto da cidade bem como do interior, tinham os seguintes sobrenomes: Fernandes, Fortes, Araújo, Inocente, Reis, Fraga, Abreu, Souza, Silva, Mattos, San-

tiago, Machado, Moraes, Alves,Martins, Mendonça, Pereira, Fabre, Dias, Figueiró, Maia, Oliveira, Nunes, Medeiros, Peixoto, Pontes, Castro, Cascaes, Nascimento, Santana, Mendes, Goulart, Vieira, Mattos,Rocha e eram na sua grande maioria oriundos de Laguna, Florianópolis e Rio de Janeiro. A partir da década de 1960 os sobrenomes italianos, alemães e letos foram aumentando gradativamente na área educacional. Na política não foi diferente, o primeiro prefeito foi José Thomas da Silva. Até 1940, os sobrenomes foram de políticos e administradores eram: Fernandes, Guedes, Souza, Nunes, Cardoso Bittencourt, Vargas, Pacheco dos Reis. A partir daí, foram Souza, Dutra, Antunes Mattos, Chaves Cabral, Pereira Alves, Miranda Gomes, Padilha, intercalados por prefeitos de origem italiana, alemã e polonesa. No poder Legislativo, a partir do primeiro Conselho Municipal, em 1913, as primeiras legislaturas destacamos os seguintes sobrenomes: Gomes de Carvalho, Antunes Mattos, Machado, Medeiros, Cascaes, Luciano, Silva, Lisboa, Campos, Soares, Cardoso, Antunes, Oliveira Souza, Cataneo, Dias André, Padilha, Fernandes, Martins, Silva, Medeiros, Felisbino, Pacheco

dos Reis, Silveira, Nazário, Damásio e Francisco. A partir da década de 1950 predominaram os sobrenomes italianos, alemães. Com a instalação da Comarca de Orleans em 1934 destacamos os sobrenomes dos primeiros juízes: Oliveira, Cunha, Mello, Ramos, Luz, Carneiro, Campos, Guimaraes, Costa, Carvalho, Borges, Teixeira, estes juntamente com suas esposas e filhos tiveram grande influência na vida social da cidade. As primeiras formações da Banda Estrela do Oriente, fundada em 1912, além de sobrenomes alemães, italianos, poloneses, os portugueses e espanhóis predominavam, eram os Cascaes, Rocha, Medeiros, Verani, Nunes, Figueiró, Flauzino, Brigido, Silva, Amaral, Dias, Madalena, Lima, Medeiros, Santos, Santiago e muitos outros. Além disso existia também na cidade a banda dos alemães. Se analisarmos os livros de registros de nascimento, casamento e óbitos dos cartórios, bem como de batismos e casamentos das Paróquias, vamos encontrar os mesmos sobrenomes já citados anteriormente. O tempo passou, os filhos dos “brasileiros” cresceram e os pais foram em busca de melhores escolas, melhores condições de vida e trabalho, o que os fez voltar às suas cidades de origem e abandonar Orleans. Para dar continuidade a nossa centenária história, ficaram os alemães, os italianos, os poloneses, alguns letos, muitos brasileiros e afrodescendentes que se tornaram o elemento estrutural da cidade e ,hoje, continuam construindo nossa bela e querida Orleans. Parabéns, Orleans!


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NOTÍCIAS JH, SEXTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2016

Uma bela lembrança Memórias de fotos e fatos da Cidade das Colinas

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Por Delavi Pizzolatti Pesquisador.

ntre os anos 70 e 80, a cidade de Orleans viveu o auge das festividades em comemoração ao aniversário do município. Pode-se dizer que foram “anos dourados”, marcados pelas programações culturais do mês de agosto, entre elas, a famosa “Semana Cultural” que atraía pessoas da cidade de Orleans e região para participar dos eventos, a exemplo do afamado Festival da Canção, do concurso de poemas, das gincanas, das olimpíadas escolares e do lançamento do Livro anual

denominado “Sinos de Orleans”. Coincidentemente, nesta época, passei a trabalhar como tipógrafo na GOL - Gráfica Orleans Ltda, de propriedade de Milton Crema e João Valério Bussolo (Lelo), onde conheci pessoas que contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento da cultura de Orleans. Entre elas posso citar o Pe. João Dall’ Alba, Pe. Cornélio Dall’ Alba, Pe. Santos Sprícigo, Valdemar e Sueli Mazurana, Luiz Carminati,

Banda Estrela do Oriente - Rua XV de Novembro

Desfile de 7 de setembro - 1968 Rua XV Novembro

Maria Fumaça - Turma da Manutenção da Ferrovia Dona Thereza Cristina - Trecho Pindotiba, Santa Clara. Decada de 40.

Os últimos bugres de Orleans. Plinio Verani, Canharã, Japru. Três Barras 1952

Usina De Força E Luz Da Barra Do Rio Novo

Rei Nomo Mundinho - Carro Cavalo Marinho Clube 14 - Carro da Rainha.

Celso de Oliveira Souza, Osmundino Mateus, Paulo Afonso Dalsasso, a dupla sertaneja Castelinho e Ferrerinho, Januário Debiasi, Vadico Pfützenreuter, Valter Debiasi, Toni Cascaes, Lelo Mattei e suas inesquecíveis marchinhas de carnaval. osso afirmar que foi o convívio com essas pessoas diretamente ligadas e envolvidas com o esporte e a cultura orleanense que despertou em mim o interesse de arquivar panfletos, convites, cartões, propagadas políticas e fotos, ou seja, guardava uma unidade de todo o material produzido e impresso na gráfica onde trabalhava. Assim, no ano de 2010, surgiu a ideia de divulgar todo esse material arquivado através de um site, por meio do qual foi possível disponibilizar um vasto acervo de “fatos e fotos” da história de Orleans, sendo contada através dos registros de sua gente. Ressalto que a ideia somente se tornou possível devido ao apoio e colaboração dos amigos Valter Debiasi, Valdenir Ascari Montanha, Fernando Debiasi, Carlos Roberto Quarezemin, Terezinha Debiasi Carminati e Luiz AntonioWasen, os quais também são idealizadores desse projeto. or meio do site (www.fatosefotosdeorleans.com. br) estamos conseguindo resgatar a cultura e a história da nossa querida Orleans centenária, pois, a cada dia, registra-se um satisfatório número de visualizações ao conteúdo disponível demonstrando que o objetivo vem sendo alcançado. Na oportunidade, gostaria de agradecer a todos que visitam o site “fatos e fotos e Orleans”. São através de seus comentários, críticas e elogios que buscamos resgatar e publicar da melhor forma a rica história de Orleans.

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por meio do contato dos visitantes do site que temos o verdadeiro incentivo de estar sempre buscando novas fotos ou qualquer outra forma de registro antigo, pois a única intenção é mostrar para você nossa vasta cultura, famílias que aqui moraram ou ainda moram, além de personagens marcantes que auxiliaram a construir nossa cidade. A você que ainda não conhece nosso trabalho, deixo aqui o convite para que acesse o site e descubra todo o acervo disponível. Parabéns, Orleans, pelos seus 103 anos de emancipação político-administrativa! A seguir imagens de momentos importantes da nossa história.


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NOTÍCIAS JH, SEXTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2016

Grupo Escolar Costa Carneiro

A LUTA PELA

EDUCAÇÃO Por Celso de Oliveira Souza Professor

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er uma ideia mais precisa sobre a História da Educação de Orleans é uma tarefa difícil, pois não temos material de arquivo que possamos fazer uma pesquisa e dar aos fatos uma ordem de ocorrência dos acontecimentos com precisão. O que escrevemos é com base em notícias e depoimentos de pessoas que tinham alguma ligação com as atividades escolares. Ficaram os materiais para o controle diário daqueles que faziam o aprendizado das primeiras letras. Mesmo Orleans, sendo um município instalado em 20 de outubro de 1913, não foi criado um sistema educacional. Tinham-se escolas particulares que funcionavam nas casas dos professores, inclusive, posteriormente, as públicas. A igreja católica cedia seus espaços para o trabalho escolar. Até 1918 as escolas que surgiram eram particulares, pagas pelos alunos e por governos das etnias que se estabeleceram no município. Em 1906 havia três escolas italianas: Rio Pinheiros com o prof. Giuseppe Mattei, Rio das Furnas com o Prof. Ferdinando Fabre e no Barracão com o Prof. Lopoldo Hanoff. Tinha uma escola dos Letos em Rio Novo. Também em Grão Pará, quem sabe em 1903 tinha uma escola com um prof. Alemão. Comenta-se que os polacos também tinham uma escola naquela localidade. Também temos a notícia de que em 1885 tinha um profes-

Aprender a ler e escrever em Orleans era para os mais vocacionados

sor público de nome Antônio Martins Mendonça. Certamente, tenha lecionado em alguma residência. Ainda por estes tempos tinha a escola de Dona Júlia Dias Nunes. E, em 1907 um professor francês, Fernando Faberi, lecionava na Vila de Orleans. Em 1912 a Vila de Orleans tinha três escolas: Dona Emilia Feldmann, leta e batista tinha uma escola com carteiras para cinco alunos, funcionando das oito às cinco da tarde em sua casa. A disciplina dos alunos era controlada com surras de vara de madeira de lei, trazida pelos alunos. Pagavam-se mensalidades, marcando o início da escola comunitária. Os cadernos vinham da Itália. No Rio Pinheiros a escola tinha dificuldade de funcionar devido à disputa das lideranças em colocar o professor. Isto foi tão forte, que botaram fogo na escola com muitos alunos dentro, forçando os mesmos fugiram, pulando as janelas, para não morrerem queimados. Professores de escolas públicas que aparecem nos registros: Otto Pfutezenreuter, nomeado chefe escolar em primeiro de abril de 1919, já no mês de maio é nomeado professor provisório, Antônio da Cunha Peixoto; em 1922 o professor José Verano Pontes; em 1923 o professor Vidal Pereira Alves; em 1923 o chefe escolar é Antônio da Silva Cascaes; em 1924 o professor João Puerta de Castro. O que tudo indica é que houve duas escolas públicas

em Orleans e uma particular da Dona Emília Feldmann com destacada competência, ensinando diversas línguas. Também se destacou como professor o Prof. Maia. As escolas não eram mistas, tinha a escola dos meninos e das meninas. Também coletamos outros nomes de professores: Prof. José Figueiró em 1927, Prof. Osmar Nunes em 1929, Dona Mauritânia do Carmo e Dona Adélia Pacheco dos Reis em 1917, Dona Inocência Marins de Oliveira, Dona Maria Amaral da Silva, Dona Margarita Medeiros, Dona Julieta Lentz, Dona Oscarina e Dona Orlandina. Em 1902 os letos inauguram uma escola sob a regência do prof. Guilherme Butler e em 1916 assume o prof. Carlos Leimann. Neste período se discute a criação de uma escola agrícola, mas nada acontece e ainda hoje somos carentes deste benefício. O Senhor Vidal Pereira Alves assume como professor em 1923, como terceiro professor público e sendo o segundo com formação de normalista. O primeiro prédio escolar, para abrigar a Escola Costa Carneiro, iniciou sua construção em 1929 pela iniciativa de Luis Cascaes Verani, com os seus recursos. Fez os alicerces e paredes. Esperava o reembolso do Governo do Estado, mas a revolução de outubro de 1930 demitiu o governador e o seu substituto não pagou nada. O prédio só foi inaugurado em 1935.

A criação do Colégio Toneza Cascaes aconteceu por pressão. Os políticos de Orleans souberam que em Lauro Muller tinham feito um movimento para ser criada lá esta importante escola. Reagiram e na madrugada, apertados em um jeep, foram para Florianópolis conquistar para Orleans esta escola. Só saíram de lá com os documentos da sua criação em mãos. O Seu Haine disse que para montar a indústria deles de fundição, foram buscar socorro numa Escola Industrial em Florianópolis, facilitado por seu irmão Valter, que estava estudando lá. Conseguiram os projetos e um professor, que os visitou umas duas vezes, para que pudessem trabalhar e produzir. Até os anos quarenta as nossas escolas só proporcionavam as primeiras letras. Quem tivesse interesse de continuar estudos, se deslocava para os centros maiores, a exemplo de Florianópolis, Porto Alegre e São Paulo. Muitos de Orleans frequentaram escola em Laguna. Muitas famílias deixaram a cidade, para dar oportunidade de estudo aos filhos. Depois veio o curso Complementar, o curso normal regional e o ginásio. A partir dos anos sessenta se implanta as escolas de ensino médio para formar professores, contadores e o curso científico para preparar pessoas para os vestibulares. Apesar do lento desenvolvimento educacional de Orleans, tivemos iniciativas impor-

tantes para desenvolver nossa cultura, como os dez jornais que foram criados, com funcionamento por curtos períodos até 1930, e a iniciativa de pessoas que estudavam e tinham importantes bibliotecas. Um marco que merece um registro importante para a nossa educação e cultura foi o Instituto São José. Muitos dos padres que por ali passaram, destacamos o padre Honorino Dall’Alba, uma inteligência singular, que deixou marcas importantes na formação dos nossos cidadãos e de alguns projetos que o Pe. João desenvolveu mais tarde. Uma pessoa que marcou o movimento educacional e cultural de Orleans com suas iniciativas foi o Pe. João Leonir Dall’Alba, que fez ampla reforma do ensino em 1974 e protagonizou a criação da Fundação Educacional Barriga Verde. A história da Educação de Orleans recebeu um legado importante do Pe. Santos, especialmente, com a criação da Escola Santos Sprícigo, no bairro Alto Paraná. Era um povoado muito carente e uma escola no seio deles, foi a grande ideia que o Vigário teve, para melhorar em tudo o que eles precisavam. O bom desenvolvimento que eles tem hoje, devem muito ao trabalho do Pe. Santos Sprícigo com a Escola. Mesmo com o pouco que se fez pelo progresso educacional e cultural de Orleans e região conseguimos implantar uma Instituição de Educação Superior, O Centro Universitário Barriga Verde – UNIBAVE, que vai precisar de muito esforço para se manter de pé. Faz-se necessário crescimento populacional para ter um número mínimo de alunos que possa dar sustentação a estrutura de uma escola deste nível. Se quisermos desenvolver o munícipio, não podemos ignorar a necessidade de escolas, que tragam os ensinamentos que precisamos, para fazer as coisas que desejamos.


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OS MOVIMENTOS DA CAPITAL DA CULTURA

Por Edina Furlan Rampineli

Professora e secretária do Instituto Histórico e Geográfico das Terras dos Condes - Encostas da Serra Geral

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esses103 anos de emancipação político-administrativa, Orleans viu surgir muitas instituições de ensino e entidades, responsáveis pela organização de movimentações culturais importantes, que engrandeceram nossa terra e nossa gente.Tentarei sintetizar um pouco dessa história. Inicialmente, a cultura orleanense teve a contribuição de profissionais que chegavam nestas terras para exercer diversos cargos na educação, comércio, indústria, prestação de serviços e órgãos públicos.A chegada de imigrantes de diversas etnias também contribuiu nesse processo. Os jornais, editados em Orleans a partir de 1915, além de repassarem informações do contexto nacional, e até mesmo mundial, mantinham a população informada dos acontecimentos locais, espalhando desta forma a cultura geral na gente orleanense. Para marcar o centenário da edição do primeiro Jornal, “A Gazeta Orleanense”, em 2015 foi lançado o livro,“Cem anos de história da imprensa na Região Carbonífera”, uma publicação do Instituto Histórico e Geográfico das Terras do Condes - Encostas da Serra Geral – IHGTC-ESG, em parceria com o Centro Universitário Barriga Verde-Unibave. O cinema serviu por muito tempo como fonte de entretenimento popular, contribuindo para a ampliação de conhecimentos de diversas culturas, influenciando, de certa maneira o comportamento dos cidadãos. O Cine Luiz Verani serviu de palco, não só para a execução de bons filmes, como também para apresentações culturais, que animavam os orleanenses, assim como hoje, acontece no Orleans Tênis Clube (1963). A Sociedade Musical Estrela do Oriente, criadaem1912, abrilhantou muitos eventos cívicos, religiosos, políticos, educacionais, sociais e até fúnebres. Retretas dominicais e alvoradas festivas eram frequentemente realizadas pela banda. Pelo sucesso que alcançou, foi muito requisitada para atuar em outros municípios do Estado de Santa Catarina, tendo uma importante atuação nos festejos do Cinquentenário de emancipação política do Município de Orleans, em 1963. A banda Estrela do Oriente, de tão gloriosas tradições, sobreviveu por muito tempo, paralisando às vezes e reerguendo-se mais adiante, sempre por iniciativa e auxílio de pessoas da comu-

nidade orleanense, que valorizavam a arte musical e compreendiam o valor desse conhecimento para a formação das pessoas. Em 2015, um grupo de pessoas, lideradas pelo Sr. Raulino Canarin Rocha e Paulovick Pizzolatti Debiasi, maestro da Banda Unibave, criaram a Associação Musical Estrela do Oriente, com o intuito de reativar essa importante entidade. Com o passar do tempo, novas entidades foram criadas e movimentos culturais importantes foram surgindo. Os anos 50 foram marcados por grandes avanços científicos, tecnológicos e mudanças culturais e comportamentais, uma década conhecida como o período dos “anos dourados”. Foi neste período que um grupo de jovens idealistas de Orleans iniciou um movimento interessante para a criação de uma agremiação cultural. O “Grêmio Cultural Machado de Assis” (1954) tinha como principais propósitos, desenvolver a formação cultural, cívica e física da juventude; propagar o culto das virtudes cristãs e da tradição nacional; promover conferências sobre assuntos econômicos, científicos e morais e realizar festividades nas datas cívicas. Seu nome foi inspirado em homenagem a Joaquim Maria Machado de Assis, poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. O exemplo desse escritor brasileiro, constituiu o espírito na nova agremiação, que tinha como lema, “Assim como da pira ascende a luz, ascenda do livro a sabedoria!”, frase de Tranquilo Zomer, um dos sócios fundadores da nova agremiação. Paralela às atividades intelectuais, desenvolviam-se programações voltada ao esporte e ao lazer. Criaram o time de futebol, Clube Estudantil Orleanense – CEO. Promoviam bailes estudantis, com coroação da rainha dos estudantes, além de soirées nas tardes de domingo. Incentivados por este movimento e com o apoio dos integrantes da UESO, Lauro Muller criou a União dos Estudantes Secundários de Lauro Muller - ULMES e Braço do Norte também iniciou as tratativas para criação de um movimento estudantil, similar, naquele município. Para execução das Semanas culturais buscava-se apoio junto a outros órgãos estaduais e federais, pois o movimento tomou tamanha dimensão que os recursos municipais não eram insuficientes. Boas justificativas eram apresentadas junto às as reivindicações: “Orleans, geograficamente centralizando uma vasta região, é inegavelmente polo cultural entre os municípios de Lauro Muller, Braço do Norte, Bom Jardim da Serra, São Ludgero, Urussanga, Pedras Grandes, além de outros centros maiores que também participam de nossas promoções culturais, principalmente da Semana Cultural de Orleans - SECOR”(CMC, 1988). Pe. João Leonir e Membros do Conselho Municipal de Cultura no Lançamento de Sinos de Orleans Para a organização dos eventos a comunidade era convidada a partici-

par. As equipes eram compostas por representantes de diversos segmentos da sociedade que opinavam, tomavam decisões, programavam os eventos e agilizavam a sua execução. Luiz Carminatti (2007), destacou, “Já se passavam alguns anos que o Grêmio Cultural Machado de Assis havia adormecido em suas atividades culturais em Orleans, muito embora tenha plantado sua semente, e eis que Orleans recebe esse personagem que mudaria totalmente o destino de nossa cidade.”. Nas Semanas Culturais desenvolviam-se exposições de artes plásticas e artesanato, jogos de inverno, concursos de poemas e declamações, festivais de corais, concursos de teatros, festivais da canção, festivais de danças, festivais de ginástica rítmica, gincanas culturais, exposições de trabalhos científicos, lançamentos de edições da coletânea de poemas “Sinos de Orleans”, uma explosão de criatividade e manifestação cultural a repetir-se anualmente, que fazia vibrar um povo inteiro. Orleans também teve tradição nos carnavais. O Clube 14 (1927) e o Clube União (1930), proporcionaram belíssimos desfiles de carros alegóricos, com gente muito feliz. Há quem diga que foi considerado um dos melhores carnavais de Santa Catarina. Esse movimento foi reativado, ganhando força na metade da década 2000, com a apresentação dos Blocos de Carnaval: Metamorfose, Alegria Alegria, Brinca Quem Quer, Cem Compromisso e também com a Charanga 2001 e o saudoso Cartola de Prata. “Orleans, antes da década de 70, uma comunidade comum localizada no interior do Estado, conhecida até a década de sessenta, por Capital do Torresmo, Capital da Banha ou simplesmente, Terra das Colinas” (EDGAR ZOMER, 2007). “A partir de 1970 uma nova cidade começou a se destacar a nível regional, estadual e federal pelas características culturais adquiridas, passando a ser reconhecida como Capital da Cultura” (FRANCISCO ZOMER, 2007). Capital da Cultura? É um título forte! Significativo para Orleans. Muito já se fez e sabemos que nosso povo tem

competência e disposição para fazer muito mais pela cultura e pela educação de sua gente. Porém, para consolidar esse título nobre, precisa de mais investimentos e de muita atenção dos governantes; precisa daintegrações das instituições e participação mais efetiva da comunidade em geral, para solidificar este título que lhe foi outorgado. Ações isoladas das diversas entidades só terão força e ganharão amplitude, se forem integradas em um grande movimento, conjunto. Vamos pensar nisso? Parabéns Orleans!


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Belezas de Orleans Orleans, nos caminhos que se cruzam, entre a serra e o litoral, que um dia já foi caminho dos tropeiros, trilho do trem. Cidade das colinas, dos vales, das montanhas, de belezas sem igual. Dote da princesa, sinônimo de realeza, da arte e da cultura de poetas, escritores e das esculturas do “Zé diabo” imortal. História tão rica que imigrantes construíram deixando o legado como a roda d’água que ainda gira, sob a água cristalina do museu que se mostra como foto do passado. Sua gente se mistura, nascem lindas e formosas descendências desta terra que acolhe de braços abertos, culturas e etnias formando um mosaico de muitas influências. Nossa visão alcança o belo cartão postal da encosta da serra, nosso território privilegiado de paisagens, de matas e águas, dos rios laranjeiras, hipólito, minador, capivaras e pinheiros, de muitas trilhas e cânions, é um recanto abençoado de terra. Nosso parque da serra furada e a janela furada, cartões postais além do gigantesco parque nacional de São Joaquim advertem que somos nós os guardiões destes tesouros naturais. Escoteiros, cavaleiros, aventureiros das terras das colinas, das encostas, das trilhas do Imaruí, do Canyon do Malacara, desbravam ,descobrem e protegem belezas escondidas. Nosso homem do campo, que enfrenta a luta árdua todo dia sabe o valor que esta terra tem, produzindo frutos que sustentam

a família e a cidade, e lhes permite uma vida em harmonia. Nossas fábricas diversificadas e seus operários, gerando riquezas plantam sonhos, permitem projetos, garantem dignidade e levam o nome de Orleans além-fronteiras. Igrejas, praças, clubes, ginásios, escolas e estradas, acervo de belas obras, feitas pela mão do homem, memórias protegidas e contadas em livros e fotos, que guardarão para sempre a nossa história. Em cada momento a cidade cresce, se expande, se

agiganta, toma proporções amplas e modernas, acompanhando tendências, resultado de um povo trabalhador que não parou no tempo. Basta olhar para uma colina e temos uma faculdade, para outra colina e temos uma santa a nos proteger, noutra direção, vemos uma “nova Orleans” surgir

Por Fernando Monteiro Balthazar

Poeta embora logo ali, vemos o Rio Tubarão e o seu sofrer. Rio que virou vítima da ação do homem, poluído e raso. Quem dera o tempo tivesse perdoado sua cheia de 74, e tivéssemos suas águas límpidas para banhos e pescarias além do trem passando, para sempre,nas suas cercanias. Mas nosso presente é de aniversário Da Orleans jovem centenária que soma anos. E nosso desejo é que os sinos da linda matriz ressoem forte por longos e abençoados dias nas colinas repletas de belezas e cheias de alegrias.


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AgronegóciO: uma das nossas maiores riquezas

Por Alexandro A. Kempfer Gestor Regional Sul de Santa Catarina da Cooperativa Regional Auriverde

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potencial brasileiro para produção agropecuária é o maior entre todos os países que tem por prioridade o agronegócio. A área que o Brasil possui, em termos de território, é muito grande, porém ainda pouco explorada. Viemos crescendo a cada ano e sendo cada vez mais eficientes, mas ainda falta bastante para chegarmos à eficiência de produção de outros países que são referências mundiais. A agricultura está se tornando cada vez mais técnica e acaba fazendo uma seleção natural, onde quem não se atualiza às tecnologias de produção fica para trás, assim é com todos os setores. Em nosso estado, não é diferente, principalmente em nossa região. A constante atualização de mercado faz com que os produtores precisem adequar-se às tecnologias que vão de encontro às necessidades de produção. Tanto pela mão de obra que está cada vez mais escassa no campo, quanto pela necessidade de melhores resultados. Na região encontramos muitas propriedades que fizeram grandes investimentos no agronegócio. No setor suínos, vemos produtores investindo em tecnologias que possam trazer bem estar animal, como é o caso de algumas granjas

como destaque em Orleans, do Sr. Altair Borguesan e do Sr. Valmir Galvane Baggio, ambos da localidade de Brusque do Sul, que investiram em um sistema de pressão negativa de ar que foram conhecer em uma viagem que fizeram para a Espanha, onde se reduz estresse térmico dos animais e faz uma conversão melhor na alimentação, entre outros benefícios, onde trouxe mais benefícios para a produção, mais bem estar animal e mais qualidade de vida para o produtor. No setor bovinos, vemos um constante crescimento de produtividade, onde está se investindo na criação de gados de corte e de leite. No setor gado de leite há uma evolução grande em termos de produtividade, onde há alguns anos tinham-se produções abaixo de 10 litros por animal e hoje vemos animais com produções superiores a 30 litros por dia, o que daqui a um curto prazo estaremos com estes dados ultrapassados. Então há uma constante melhoria do manejo dos animais, seja

no investimento em melhores tecnologias em pastagens, uma adequação da nutrição, um manejo correto feito pelo produtor, vacinações em dia, uso de equipamentos como ordenhas canalizadas que diminuem a quantidade de tempo e auxiliam na qualidade do leite, uso de armazenamento através de tanques granel, onde a poucos anos era feito com tarros de ferro. Este setor teve um grande crescimento, devido à demanda e a constante melhoria de produção, o que fez o negócio ser mais rentável, atraindo os olhares dos empresários rurais. O fumo é um grande propulsor de renda para os produtores do campo, onde temos grandes áreas de plantio, e faz com que se subsidiem também as nossas pequenas propriedades. Pois mesmo em áreas menores, podem-se ter bons retornos financeiros. Hoje é uma das principais fontes de renda do produtor. Porém o grande desafio desta cultura está na crescente falta de mão de obra no campo, que faz com que

muitos migrem para outras formas de rentabilidade. Nos grãos, temos grande parte da produção destinada à nutrição animal, onde grande parte do milho é colhida em forma de silagem para a alimentação de gado leiteiro, onde vemos híbridos com grandes produções por hectare, trazendo ótimos retornos em proteína (leite) para os produtores. Mas também temos outras produções, como a avicultura, que tem por base as integradoras onde o produtor tem rendimentos feitos através da conversão das aves; a horticultura e a fruticultura, onde tem-se produções que atendem a demanda dos municípios da região; a piscicultura, que atende além de outros estados a região de Orleans que é um dos, senão o maior consumidor da nossa região de carne de peixe, mais especificamente da tilápia; produção de panificados, onde temos alguns produtores que produzem para o consumidor final, principalmente nas feiras, a

qual temos uma toda a sexta-feira no jardim da igreja que, por sinal, com produtos de ótima qualidade; os embutidos, a cachaça, os queijos...enfim, somos um município bem diversificado, com vários tipos de culturas e produções. Mas o que mais temos de riqueza no agronegócio do nosso município de Orleans são os nossos produtores. Assim como o mercado muda, eles vêm melhorando constantemente. A aceitação da assistência técnica, onde profissionais buscam melhorias e eles têm esta receptividade. A busca por conhecimento como os cursos D’olho na qualidade e QT Rural, que ajudam os produtores a criar planilhas e fazer cálculos de quanto estão ganhando e o que precisam mudar. E é assim que se leva o produto do campo para a mesa de cada consumidor. Não tem outro caminho a não ser através das mãos do produtor e de nossa terra. Sendo assim, a nossa maior riqueza é o Agronegócio!


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Academia Orleanense de Letras – ACOL ideia de imortalidade é mágica e seduz a todos, mas o conceito de eternidade não deve ser compreendido nos quadros estreitos da materialidade e terrenalidade. Ele transcende estes aspectos para sugerir o imaterial, o inexplicável, o belo, mesmo que feio...

Luiza Liene Bressan membro da Academia Orleanense de Letras.

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Academia foi uma escola criada por Platão em 387 a.C., situada nos jardins consagrados ao herói ateniense Academus e que, embora destinada oficialmente ao culto das musas, teve intensa atividade filosófica. Por meio do nome do herói ateniense, Academus, guerreiro em Troia, originou-se a palavra Academia, como sendo um lugar de lições e diálogos sobre filosofia, matemática, música, astronomia e legislação. Um trabalho contínuo, ad infinitum. Assim, a razão da existência das Academias de Letras não éter um fim em si mesmas. Sua principal missão é divulgar e imortalizar os trabalhos que seus acadêmicos produzem. A

A Academia de Letras está para o escritor como a chuva está para a terra. O escritor planta e a Academia de Letras faz com essa planta se consolide, se fortaleça e se multiplique, espalhando o conhecimento de um autor para muitas gerações posteriores, imortalizando-o em seu fazer literário. A diversidade de saberes agregados à Academia de Letras está fortemente associada a seus componentes cuja formação oscila do mais letrado ao mais sensível, todos engajados na arte de re(inventar) a vida por meio da palavra escrita, metaforizando-a para, assim, figurar a vida. Na ACOL este espírito é de (re)inventar a vida na palavra, é permanente desde seus fundadores. Atualmente, a Academia Orleanense de Letras conta a produção literária de: Andréa Maria Bianco- em licença, Pe. Cornélio Dall’Alba, Elzira Ber-

ger Zomer- vice-presidenta, Edson Sprícigo, Fernando Furlan, Filipe Marchioro Pfützenreuterem licença, Luiz Carminati- tesoureiro, Luiza Liene Bressanatual presidenta, Sueli Tereza Mazzuco Mazurana e Valdemar M. Mazurana- secretário. Desde sua fundação há 35 anos, muitos foram aqueles que contribuíram para que a semente do “Escrever Sempre”, lema que conduz a ACOL. Neste espaço, destacamos a Produção Literária dos membros fundadores da academia Orleanense de Letras. Pe. Cornélio Dall’Alba Junto à capacidade de produzir e transmitir cultura, a experiência religiosa é a marca mais distintiva da humanidade. E isso desde os primórdios. A literatura fala de uma realidade, mas com uma linguagem especial, que não tem por objetivo retratar a vida, mas representá-la artisticamente. E a linguagem literária, com sua multissignificação, permite diferentes graus de leitura de um texto que quebra a rotina da linguagem, incita-se o leitor a pensar e aguça sua curiosidade intelectual. Esta característica da linguagem literária é muito presente na obra do acadêmico Cornélio. Delicado, primoroso é seu trabalho com a linguagem literária, impregnada de religiosidade, religando o ser humano,

como criatura, a seu Criador. Luiz Carminati Outro ícone da cultura Orleanense. Com Sueli e Valdemar constitui uma tríade de sustentação da ACOL. De espírito ponderado e agregador de diferenças, o poeta e escritor Luiz Carminati também possui uma significativa produção literária. Carminati escreve em prosa e verso. Seus poemas costumam sugerir imagens essenciais da literatura e do que ela nos fala diretamente, sem a necessidade de conceituação e análise interpretativa. Já suas publicações em prosa resgatam a memória de Orleans e de suas “gentes”, num fazer plural que se estrutura na singularidade do vigor de suas palavras, encorpados, fortes, vibrantes. Sueli Tereza Mazurana

Mazzuco

Seu trabalho incansável junto às agremiações culturais faz da escritora, poetisa, mãe, professora, militante uma das principais sustentações da ACOL. Sua produção literária é muito significativa. A autora produz Literatura para “todos os gostos e idades”, no sentido de respeitar e escrever para todas as faixas etárias: da criança ao adulto, do pouco letrado ao universitário. A originalidade da autora em sua criação está em trans-

formar o casual em essencial, numa linguagem simples - não simplória - que abarca todos os saberes e fazeres das personagens que compõem seu universo literário, a vida comunitária, os costumes sociais, hábitos, linguagem, jogos, brincadeiras e festas... E nestes encontros felizes se constitui a riqueza incomensurável da obra literária da Sueli. Valdemar M. Mazurana O fazer literário do professor Valdemar M. Mazurana é vasto e transita pela prosa e pelo verso com a mesma propriedade. Um dos acadêmicos fundadores da ACOL sua obra contempla temáticas cotidianas, focadas, principalmente, no contexto da imigração italiana no sul do Brasil. Nesta italianidade, a maior ferramenta do autor está na palavra e em suas múltiplas faces: ora é poeta, desnudando-a, ora é prosador, estabelecendo uma interlocução com os leitores, pois estes, em muitos momentos, são personagens de seus contos e crônicas, interagindo numa narrativa fluida e envolvente. A obra literária de Valdemar M. Mazurana pode ser lida nas revistas e livros coletivos da ACOL, como também em publicações individuais, sempre contemplando na gênese da poética a tendência de se inserir no microcosmo para atingir o universal.


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A EDUCAÇÃO E O FUTURO Fundação Educacional Barriga Verde – Febave , 42 anos de história e desenvolvimento

Por Elcio Willemann Reitor do Centro Universitário Barriga Verde – Unibave

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Fundação Educacional Barriga Verde – Febave, mantenedora do Centro Universitário Barriga Verde – Unibave, Escola Barriga Verde, Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, Esculturas do Paredão, Centro de Educação Infantil Social Othília Debiasi, Centro de Qualificação Profissional, Escola de EducaçãoProfissional Técnica Colônia Grão Pará, Escola de Educação Profissional Técnica Vale da Uva Goethe e Hospital Veterinário Unibave,viabiliza, pela possibilidade financeira e estrutura física, o funcionamento de todas as entidades. A Febave foi criada pela Lei Municipal n° 491, de 23 de setembro de 1974, funcionando por quase três anos em regime autárquico. Em 31 de março de 1977, pela Lei n° 528,foi aprovada a alteração de seu estatuto, transformando-a em uma FundaçãoFilantrópica, sem fins lucrativos, dotada de autonomia administrativa, patrimonial e financeira.Declaradade Utilidade Pública: Municipal,conforme Lei nº 543/77, Estadual, pela Lei nº 5.534 de 31/05/79, e Federal, Proc. MJ. nº 74.999/77.Qualificada como Instituição Comunitária de Educação Superior (ICES), conforme Lei nº 12.881, de 12 de novembro de 2013 e Portaria nº 734 do Ministério da Educação – MEC. Tendo seu Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social – CEBAS renovado pela Portaria MEC nº 468, de 22 de junho de 2015. A Febave, no desenvolvimento de suas atividades e ações não distribui lucros, dividendos, bonificações ou vantagens a qualquer título, bem como a seus diretores, associados, benfeitores ou entidades que com ela mantêm convênios. Tendo como principais finalidades (Art. 2º, do seu Estatuto): criar, coordenar, agregar, organizar, instalar e manter unidades de Ensino, Educação e Cultura em diferentes níveis; cooperar com

os poderes públicos e em iniciativa de outros órgãos no estudo e equacionamento de problemas relacionados com o desenvolvimento da região. Iniciou suas atividades auxiliando na administração de escolas municipais, desenvolveu projetos para melhorar a qualidade do ensino, estimulou professores à capacitação e desencadeou um processo de melhoria na infraestrutura física. Tinha um grande projeto de unificação das redes de ensino do município, para que se pudesse ampliar a oferta na Educação Básica e Superior. Em convênio com o Centro do Bem-Estar do Menor – CEBEM, em 1980, foi pioneira no atendimento a crianças(3 a 6 anos) de Orleans (SC) que possuíam uma situação econômica desfavorável,atualmente denominado de Centro de Educação Infantil Social Othília Debiasi. Desenvolveu importantes projetos culturais no início da década de 1980, como: Esculturas do Paredão e o Museu ao Ar Livre, único do gênero na América Latina, constituindo-se como fonte ímpar de possibilidades de estudos, pesquisas e preservação do patrimônio cultural. A partir de 2011, o Museu ao Ar Livre passou a ser denominado Museu ao Ar Livre Princesa Isabel. Ainda, no setor educacional, além de atuar no ensino municipal, coordenou os Cursos Técnicos de Contabilidade e Secretariado e criou o Curso Supletivo de I e II Graus (1983 e 1988, respectivamente), oportunizando o acesso à escola a muitos até então sem oportunidades de ascender socialmente. Em 1988, implantou-se uma Escola de Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), denominada Escola Barriga Verde – EBV, atendendo estudantes de Orleans (SC) e de outros municípios da região. Em 1998, iniciouas atividades na Educação Superior,

implantando a Faculdade de Administração de Empresas do Alto Vale do Rio Tubarão – FAAVART e, no ano de 1999, a Faculdade de Educação do Alto Vale do Rio Tubarão – FEAVART,consolidando-se o Ensino Superior em Orleans (SC).Nos anos seguintes, foram criados novos cursos: Museologia, Ciências Contábeis, Administração em Agronegócios, Direito, Psicologia e Matemática. Em face do crescimento institucional, no ano de 2004, os dirigentes da Febave propuseram a transformação das Faculdades Isoladas em um Centro de Educação Superior, promovendo a unidade, bem como a organização da estrutura administrativa e atribuições dos diversos níveis de decisão, sendo credenciada como Centro de Educação Superior Febave – CESFEBAVE. No ano de 2005, recebeu autorização para a implantação do Curso de Enfermagem. Em 21 de fevereiro de 2006, houveo grande salto:a instituição recebeu autorização para transformação em Centro Universitário, por meio do Decreto Estadual nº 4.269, de 26 de abril, recebendo a nova nomenclatura de Centro Universitário Barriga Verde – Unibave. Assumiu, então, uma característica multi-campi, com campus em Orleans (SC) e Cocal do Sul (SC). Ainda em 2006, foram autorizados os cursos de Engenharia Cerâmica, Farmácia e Educação Física. Em 2007, Sistemas de Informação e Engenharia de Produção. Em 2009, Agronomia e Engenharia Ambiental e Sanitária e, em 2010, Engenharia Civil e Medicina Veterinária, no campus sede de Orleans (SC). O Unibave vem

crescendo regionalmente e ganhando credibilidade nacional, abrindo portas, firmando parcerias e oferecendo Educação Superior de qualidade, comprometida com a região pela inserção, assim como conectada às ações globais, primando pelo desenvolvimento social. Diante de seus princípios, mantém atividades contínuas e permanentes, como forma de solidificar e concretizar sua missão: “Promover educação para atender às necessidades humanas de forma sistêmica, criativa e sustentável”. Atualmente, são ofertados dezesseiscursos de graduação, além de vários de pós-graduação, qualificação profissionale programas de extensão. Em 2010, com a finalidade de contribuir para a inclusão técnica do contingente de jovens residentes e atuantes no sistema produtivo rural, a Febave implantou a Escola Técnica Agrícola Colônia GrãoPará e, em 2011, em Pedras Grandes, a Escola Técnica Agrícola Vale da Uva Goethe. Em 2012, foi inaugurado o Hospital Veterinário Unibave, um grande prestador de serviços à comunidade das Encostas da Serra Geral, com estrutura para atendimento clínico, cirúrgico e diagnóstico, oferecendo atendimento aos animais domésticos, produção e silvestres. Na trajetória evolutiva, o Unibave continua no processo de consolidação com uma forte base na região, projetando uma proposta arrojada, por meio da qual pretende intensificar uma formação que estimule toda a comunidade acadêmica a inovar e empreender, aplicando conhecimentos apropriados para dar continuidadeno desenvolvimentodo seu entorno. Atualmente, a Febave possui uma estrutura física de 15.516,56m², de área constru-

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ída, no campus sede,dispondo de 85 salas de aula, todas climatizadas, mais de 70 laboratórios de ensino e pesquisa, biblioteca, Centro de Documentação Histórica, Casa da Cidadania, Clínica de Psicologia, Museu ao Ar Livre Princesa Isabel e Hospital Veterinário Unibave. Os próximos anos serão definitivos para a consolidação do Ensino Superior em Orleans (SC) e região. Até 2020, os esforços da instituição estarão concentrados na ampliação dos laboratórios para atender plenamente o projeto pedagógico de seus cursos, além de atualização permanente da infraestrutura física, tecnológica e seu acervo bibliográfico. No que se refere à extensão universitária, investe-se e planejam-se atividades, cotidianamente que, ao longo do tempo, proporcionarão resultados significativos para o desenvolvimento de Orleans (SC) e região das Encostas da Serra Geral. Por outro lado, as propostas de pesquisa estão acontecendo por meio de estudos iniciados nas áreas de laticínios e piscicultura, que no entendimento da comunidade acadêmica será, sem sombra de dúvida, o que dará condições de manutenção da situação socioeconômica da região. Para tanto, tem-se a necessidade de ampliação da área territorial onde o Unibave está instalado, pois é necessária a implantação de fazenda experimental com infraestrutura adequada aos ensaios científicos que serão desenvolvidos por acadêmicos e pesquisadores. A Febave, ao longo de sua história, e com forte apoio da sociedade edificou um fabuloso patrimônio social artístico e cultural que é um dos mais belos exemplos de história na construção de uma fundação. Não queremos parar por aqui, agradecemos todos que colaboraram, de forma direta e indireta, e pedimos, ainda mais, o apoio da sociedade para dar continuidade neste processo de consolidação e ampliação das atividades da fundação.


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CAPA

ENTREVISTA

“NAS CIRCUNSTÂNCIAS ECONÔMICAS DO MERCADO ATUAL, É U CRESCIMENTO DA EMPRESA DE FORMA SUSTENTÁVEL E RENT

E

dedicação, inclusive para me fazer acreditar e investir os poucos bens que tínhamos num sonho que era dela. Com o passar dos anos, com todo o esforço que tivemos, os clientes perceberam que oferecíamos um trabalho sério, honesto e com boas opções de compra, inclusive, diferenciadas para nossa cidade.

m 1987, nasceu a primeira loja do grupo LCL no município de Orleans. Com o passar do tempo e uma história recheada de força e superação, a marca hoje está entre as de maior destaque em Santa Catarina no seu segmento. Nesta Edição Especial do Aniversário de Orleans, o JH traz a entrevista com Pedro Lole, um dos nomes à frente deste grande projeto chamado LCL. Acompanhe: JH!: De onde surgiu a ideia de montar uma loja como a LCL? Pedro Lole: Inicialmente um sonho da senhora Rosângela Coan Lole, minha esposa, que sempre esteve envolvida com o comércio e desde menina fomentava um sonho de ter seu próprio negócio. JH!: Quais foram os principais desafios de se empreender numa cidade como Orleans no início do empreendimento? Lole: Há 29 anos era muito difícil iniciar um negócio, já que o mercado dependia muito da renda gerada pela agricultura e ainda haviam poucos empregos em nosso município, e ainda possuíamos forte concorrência dentro da cidade no ramo escolhido. Procedemos de famílias humildes, meus pais agricultores, os pais da minha esposa possuíam um pequeno armazém de secos e molhados, sendo que para iniciar nosso negócio nos desfizemos do nosso primeiro carro zero km e uma casa na praia recém construída, o dinheiro levantado serviria para comprar uma sala comercial de aproximadamente 50m² no centro de Orleans e que hoje ainda sedia a LCL enxovais. Na sequência, necessitamos de mais recursos financeiros para comprar estoque, em função disto, mantivemos a sala fechada por cinco meses até podermos abrí-la devidamente montada. Durante estes meses

investigamos onde haviam promoções de presentes nas cidades vizinhas para irmos comprando e compondo nosso estoque. Mesmo espalhando todos os produtos adquiridos nas prateleiras ainda ficou muito vazio, e foi aí que minha esposa teve a grande ideia, vender os presentes do nosso casamento que ainda estavam embalados. No início achei a ideia “maluca”, mas acebei concordando, era a nossa única saída. Foi um grande início, sendo que ela cumpriu a promessa e mais tarde os comprou para nossa casa novamente! O desenvolvimento do negócio veio da dedicação e esforço que tivemos para ampliar cada vez mais o relacionamento com os clientes em busca de produtos diferenciados

e atendimento de qualidade. JH!: Como foi fazer com que as pessoas acreditassem no sonho de vocês? Lole: No início, a minha esposa teve muito foco e

JH!: Quando já estavam em um caminho próspero, a LCL passou por um momento difícil, que foi o momento em que uma das unidades pegou fogo. Como foi o processo de superação? Lole: Foi no ano de 1992, e de fato foi uma grande baque, pois perdemos mais de 50% de um estoque que já estava pago, sendo que o incêndio ocorreu numa época em que não tínhamos nenhum seguro contra incêndio da loja. Levamos algum tempo até nos reestabelecermos, já que eu havia saído do meu emprego e tínhamos acabado de construir o referido prédio onde a loja ficava. Mas com muita luta, ajuda dos clientes e fornecedores, e mais uma vez com o foco e força que sempre mantivemos no negócio, reconstruímos tudo em um ano. JH!: Que lição é possível

Pedro e Rosangela cercados pela família.

tirar deste momento? Lole: Nós nos tornarmos muito mais fortes após esse grande percalço, aprendemos a não nos abalar mais por dificuldades materiais e que, com o tempo, sempre tem solução desde que você se mantenha dedicado e focado em seu trabalho, foi o que fizemos. JH!: A LCL teve suas bases em linhas de produtos populares. Quando surgiu a ideia de investir em produtos mais sofisticados, principal característica da LCL Design? Lole: Por volta de 1993, um ano após a superação do incêndio da loja e assim que acabamos de reformar o prédio atingido, reabrimos o mesmo com móveis e decorações. Esta ideia no implemento deste ramo surgiu porque, assim que a edificação queimou, locamos a sala comercial em frente a ele para receber a antiga loja de eletrodomésticos e móveis populares. Na época, também já atendíamos clientes de toda região Sul do estado, inclusive arquitetos, que procuravam produtos de design diferenciados, sendo assim o crescimento nesse setor foi inevitável, e que continuou progredindo com o interesse da minha filha Flávia por projetos de móveis planejados e decorativos, o que também


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UM GRANDE DESAFIO MANTER TODA A ESTRUTURA E O TÁVEL.”

a levou cursar arquitetura e urbanismo mais tarde, possibilitando a expansão da LCL Design em outras cidades como Braço do Norte, Tubarão e Criciúma. JH!: Diante de todos os segmentos das LCL, quem forma o público de vocês hoje? Lole: Todo público em geral, já que dispomos de uma grande diversidade de produtos com preços variados em nossas lojas. O Sul do estado é composto por muitas localidades pequenas e nossas cidades que são polos comerciais também procuram resolver grande parte de suas aquisições, no menor número de lojas possíveis, o que facilita a negociação e otimiza o tempo. Sempre trabalhamos dentro deste ideal, oferecer diversidade para mobiliar uma casa, isso para que nossos clientes encontrem praticamente tudo que precisam dentro do nosso ramo em nossas lojas. JH!: Houve algum momento na história que vocês consideraram a “grande oportunidade” de fazer a LCL dar um salto no crescimento? Se sim, qual seria? Lole: Foi um trabalho a longo prazo e constante, visando sempre o crescimento sadio da empresa, trabalhando unicamente com crediário próprio, numa busca incansável por parcerias com fornecedores que nos oportunizam produtos diferenciados e de qualidade. Não podemos destacar um

momento ou oportunidade, foram vários e foram acontecendo com o tempo. JH!: Hoje a LCL Design é referência estadual quando o assunto é sofisticação. Como foi o trabalho para alcançar este resultado? Lole: Iniciamos pela procura por produtos diferenciados em feiras nacionais. Na medida que este seguimento foi tomando corpo e de fato tendo crescimento, a busca por parceiros exclusivos e de renome internacional foi inevitável. A formatação de equipes de consultores de vendas capazes de atender a este público, inclusive a profissionais da área, foi a grande chave para construirmos um caminho sólido, com práticas coesas de negócio. O relacionamento com profissionais arquitetos e decoradores através do Núcleo Catarinense de decoração, do qual fazemos parte há sete anos e do qual minha filha e arquiteta Flávia é diretora na região Sul, também foi um marco importante para a atual plataforma de crescimento destas lojas. A busca de informações nesta área é constante. JH!: Em algum momento pensaram em desistir? Lole: Jamais, sempre buscamos enfrentar qualquer dificuldade. JH!: Qual o maior desafio de se estar à frente de uma grande empresa? Lole: Nas circunstâncias econômi-

Pedro ao lado da esposa Rosangela Coan Lole, proprietários da LCL.

cas do mercado atual, é um grande desafio manter toda a estrutura e o crescimento da empresa de forma sustentável e rentável. JH!: Houve alguma mudança na maneira de se administrar a empresa do início da marca para cá? Lole: A mudança é constante, vivemos em um país economicamente e politicamente instável, sendo que novas regras de consumo são impostas o tempo todo, não oportunizando trabalhar com projeções a longo prazo. Por isso temos que estar atentos a cada mudança, ser dinâmicos na implementação destas, sempre discutindo e ouvindo nossos colaboradores e consumidores. JH!: Como você se sente ao estar à frente de uma marca de peso como a LCL? Lole: Ao mesmo tempo que é uma grande responsabilidade, é muito prazeroso ter a marca reconhecida e poder contar com minha esposa e minhas filhas Flávia, Luciana e Heloisa, bem como todo o quadro de colaboradores e par-

ceiros para o continuo crescimento da empresa. JH!: Qual seu maior sonho? Lole: Que minhas filhas deem continuidade ao nosso negócio com muita dedicação e seriedade. JH!: Em relação ao futuro da LCL, o que podemos esperar? Lole: Almejamos continuar melhorando nossas lojas e crescendo, abrindo novas unidades, mas dentro de uma realidade possível de trabalho para nossa família. JH!: Este ano será marcado pelas Eleições Municipais. Você, enquanto um grande empresário, o que espera da classe política para o futuro de Orleans? Lole: Espero que cada político eleito tenha a mesma dedicação e responsabilidade que eu sempre tive com minha empresa durante estes 29 anos. A máquina pública precisa ser levada a sério e com honestidade.


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ENTRANDO DE CARRINHO

EDUARDO MADEIRA

jmadeira.eduardo@gmail.com

QUEM PODE SUBSTITUIR GUSTAVO?

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novela acabou e Gustavo se foi. O artilheiro da Série B com 11 gols e xodó mais recente da torcida carvoeira foi negociado com o Corinthians e passa a deixar uma lacuna no setor ofensivo do Criciúma – lacuna essa que já foi vista no período entre a saída de Zé Carlos, em 2013, e a efetivação de “Gustagol” neste ano. Mas o futebol é dinâmico e não há tempo para lamentação. Roberto Cavalo precisa encontrar soluções dentro do próprio elenco para suprir a saída de Gustavo. O fato é que as opções existem, sejam elas capazes de substituir Gustavo à altura ou não. Hoje faço uma breve apresentação destes nomes.

- JHEIMY (28 ANOS, 1,80M):

- HÉLIO PARAÍBA (24 ANOS, 1,88M):

- ROBERTO (30 ANOS, 1,78M):

- ADALGISO PITBULL (26 ANOS, 1,76M):

- LUIZ EDUARDO (18 ANOS):

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ais baixo e mais velho que Gustavo, o maranhense veio com pinta de titular no início do ano. Uma lesão no terceiro jogo e um desastrado tratamento orquestrado pelo presidente Jaime Dal Farra fez com que perdesse espaço exatamente para o novo reforço corintiano. Tem apenas 254 minutos na competição, o que representa uma média de 28.2 por jogo, mas já marcou dois gols em nove finalizações (sendo cinco certas). É o jogador que, tecnicamente, mais se assemelha a Gustavo, sendo, inclusive, mais técnico. Deve ser o substituto natural.

indo do Guarani de Palhoça no começo da Série B, o atacante natural de João Pessoa é um centímetro mais baixo que Gustavo e foi o primeiro substituto durante a lesão de Jheimy. Já têm dois gols em 218 minutos, tendo números semelhantes aos de seu atual concorrente de posição: nove finalizações, sendo cinco certas e quatro para fora. Não é tão forte fisicamente e nem é tão técnico. Por ser pouco experiente, possui margem para progressão, mas, a princípio, será opção no banco.

HORA DE VENCER Nesta sexta-feira temos bola rolando para o clássico Norte-Sul entre Criciúma x Joinville. Jogo importante para o Tigre, onde a vitória se faz obrigatória. O time do Sul está na parte mais embolada da tabela da Série B. Só para termos uma ideia, a distância para

o Luverdense, primeiro time acima da zona de rebaixamento, é de quatro pontos, mesma distância para o CRB, primeira equipe dentro do G4. Ou seja, vencer é preciso, principalmente diante de um rival que está na penúltima colocação.

experiente atacante, que atua preferencialmente pela extrema-direita, seria uma opção para um modelo de jogo de diferente. Quando Cavalo optar por uma equipe mais ágil, que aposte no jogo pelo chão e na mobilidade dos homens de frente, Roberto pode ser o homem mais centralizado, função que já exerceu em outros clubes. Para tê-lo como o atacante mais avançado, é preciso ter meias inteligentes que preencham os espaços no setor ofensivo.

itbull é um caso muito semelhante ao de Roberto. Homem mais móvel e opção quando for investido em um modelo de jogo mais ágil, com um setor de ataque com muita mobilidade. Pelas poucas chances que recebeu até agora, podemos até dizer que é uma opção quase que desconsiderada pela comissão técnica.

OUVIDO NA GUARUJÁ! E não custa repetir: dia de Criciúma em campo é dia de ouvido colado na Guarujá. Aguardo pela companhia de vocês a partir das 20h desta sexta-feira, dia 26, para acompanhar o clássico contra o Joinville conosco. Estarei

nessa com o narrador Amarildo Telles e com o plantonista Iago Telles. Lembrando que vocês podem nos ouvir no AM 960, em guaruja.radio. br e agora em nosso aplicativo: pesquise por Rádio Guarujá AM e baixe gratuitamente!

ara fechar a lista, uma aposta da base carvoeira. Apesar de ser o reserva imediato de Flávio na equipe sub-20, Luiz Eduardo é um dos nomes que mais chama a atenção entre as camadas inferiores do clube. No último ano, foi um dos artilheiros do estadual sub-17, com 12 gols, e atualmente tenta se adaptar ao time sub-20. Entre os profissionais, já atuou por 15 minutos em um jogo no Campeonato Catarinense. É um nome a ficar de olho.

SÃO LUDGERO Bicão ou Cuzidos? Quem leva o caneco na Taça Cegero 2016? A grande decisão será neste sábado, no ginásio Lino Philippi. Na ida, deu Bicão, que venceu por 3x1, e agora pode até empatar que será bicampeão em São Ludgero. Cuzidos precisa, agora, vencer no tempo normal para forçar a prorrogação. A bola rola a partir das 18h.


NOTÍCIAS JH, SEXTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2016

COLUNA

COMENTÁRIOS DO TELLES

AMARILDO TELLES

amarildo_telles@hotmail.com

O Tigre fez um bom jogo contra o Náutico na semana que passou e obteve uma vitória fora de casa, resultado que no primeiro turno os carvoeiros só conseguiram uma vez. Isso fez com que o torcedor do Criciúma tenha uma melhor esperança neste returno do campeonato. E para coroar de vez esta retomada, o Tigre recebe o Joinville nesta sexta-feira, dia 26, no Majestoso.Com uma boa vitória, aumenta o sonho do torcedor em brigar por uma vaga a elite do futebol brasileiro.

FICA EM CASA Uma medida cautelar aplicada pela Promotoria do Torcedor garantiu que 20 torcedores do Inter não compareçam aos estádios pelos próximos 12 jogos da equipe. Eles foram identificados pela participação no quebra-quebra no Beira-Rio após a derrota por 1x0 para o Corinthians, no dia 31 de julho.Dois deles foram flagrados tentando acessar novamente as dependências do estádio no último domingo, no empate em 1x1 com o São Paulo. Encaminhados ao Juizado do Torcedor, ficou definido que terão de permanecer afastados de 12 partidas do Colorado e ainda precisarão se apresentar à delegação de polícia mais próxima de suas residências nas datas.

FÓRMULA 1 Estão abertas as vendas de ingressos para o GP do Brasil de Fórmula 1. As entradas começaram a ser vendidas pela internet, através do único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br. Os ingressos variam de R$ 570 (setor G) a R$ 14.440 (Premium Paddock Club) e dão acesso aos três dias de evento. A corrida será disputada nos dias 11, 12 e 13 de novembro, no autódromo de Interlagos, em São Paulo, e é válida como penúltima etapa dos Mundiais de Pilotos e Construtores.

DANDO ADEUS Bruno Henrique está deixando o Corinthians. Vinculado ao clube apenas até o final do ano, o volante recebeu proposta vantajosa do Palermo, da Itália, e seguirá para a Europa nos próximos dias. Ele deve assinar por quatro anos com o clube italiano.

DE BAR EM BAR No final da semana que passou, estive no oeste do Estado em diversas cidades daquela região. O que me chamou a atenção foi uma história em que o sobrinho do seu Venâncio, Marildo, que éterceiro sargento da Polícia Militar de Concórdia, me contou.Segundo ele, é real! Conta à história que um morador da cidade de Concordia tinha uma vaca muito bonita e pronta para ser abatida para um bom churrasco. Alguns amigos do proprietário da vaca diziam a ele: -Vamos matar esta vaca! Porém, o dono do animal dizia: - De maneira alguma! Esta vaca entende os meus sentimentos, pois converso com ela e falo tudo oque estou sentindo.Por exemplo: quando estou feliz, ela ouve e fica feliz, mas quando a minha vida está dura, falo para ela as minhas dificuldades e ela chora de correr lágrimas dos olhos.

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26 DE AGOSTO DE 2016

MODA EM VOGA

ANNE VERAN

anneveran94@gmail.com www.bloglife2you.com.br

ESPECIAL:

A

COMO USAR

TROFÉU LUSSA LIBRELATO

manhã é o grande dia e acredito que muitos já escolheram o look para brilhar no lindo evento, não é mesmo? Mas além do look, já sabe qual o penteado que vai usar? Ou qual acessório/maquiagem vai combinar melhor com a ocasião? Fique atento às dicas!

TENDÊNCIA

A

s bandanas geralmente são vistas como acessórios para cabelos, mas agora elas estão voltando como pulseiras. Parece um pouco mais ousado, porém temos que confessar que fica super estiloso, né? Pode apostar!

O o look!

s sapatos mocassim estão voltando e muita gente ainda tem dúvidas na hora de montar um look com ele e, pensando nisso, quero deixar aqui três maneiras super estilosas e bem fáceis de copiar

CLIC DA SEMANA

O

clic da semana está especial demais! Quero, através desta foto, representar todos os amados leitores do JH, que votaram em mim na categoria Colunista de Jornal. Agradeço de coração e digo que isto nos motiva a fazer ainda mais o nosso melhor, que é para vocês! Obrigada! Com carinho, Anne Veran.


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26 DE AGOSTO DE 2016

VARIEDADES

BRUNA SPRICIGO

bru_spricigo@hotmail.com

ELEIÇÕES 2016 10 perguntas que você precisa fazer para definir seu voto

A

política anda muito degenerada. Mas na solidão da cabine temos a chance e a obrigação de dar uma resposta a tudo isso. Votar é teclar um desejo, não um desejo pessoal, individual, menor, mas um desejo social, gregário, coletivo. Por isso, prepare-se para o dia das eleições para definir seu voto, sempre faça perguntas e decida a escolha de acordo com as respostas– ou melhor, que os candidato (a)s dão. Veja algumas: 1 – Qual a história de vida do(a) candidato(a) no que se refere à sua atuação social; quando e em que nível já esteve dedicado a alguma ação de interesse público?

2 – A honestidade em sua vida pregressa é inquestionável? 3 – Quais são as principais linhas programáticas de seu partido, quais suas figuras públicas mais conhecidas e seus valores ético-políticos? 4 – Como o(a) candidato(a) pretende contribuir para superar os graves problemas da desigualdade social, da irresponsabilidade ambiental, das várias violências, dos preconceitos? 5 – Como considera os servidores públicos, sem os quais não administra, e que relação pretende ter com eles, subordinada ao dever maior de sempre a servir à população? 6 – Como se posiciona em relação aos recorrentes escândalos nacionais de corrupção, e que papel seu par-

tido tem no combate a esses crimes e aos políticos que os cometem? 7 – Quem está financiando sua campanha, e com que objetivos, considerando que, em geral, empresas não fazem ‘doações’ e sim investimentos? 8 – Como ele está desenvolvendo sua campanha: pelo convencimento através de ideias, projetos e causas, buscando o voto de opinião, ou na base da compra de votos, da promessa de emprego, vaga na escola, leito em hospital e outras formas do crime de captação de sufrágio? 9 – Quais suas propostas concretas para as políticas públicas mais importantes na cidade, os recursos e as maneiras de implementá-las?

10 – Como considera o povo de quem busca o apoio: como massa de manobra, tola, a ser dirigida, ou como cidadania ativa, cuja consciência, informação e participação permanente deve se estimular?

NOITE CULTURAL ENCANTA O PÚBLICO NO CENTREVENTOS NELSON RIGHETTO Cerca de 500 alunos e professores de escolas da rede municipal e estadual participaram do espetáculo

U

m verdadeiro espetáculo, repleto de grandes emoções. Foi assim que foi considerada pelo público a Noite Cultural 2016 de Lauro Müller realizada na noite do dia 19, no Centreventos Nelson Righetto. Mais de duas mil pessoas lotaram o local para acompanhar as 14 apresentações que destacaram a cultura do país.

sentações os mais variados ritmos e temas. O prefeito Fabrício Kusmin Alves acompanhou o evento juntamente com a primeira dama Gilvania Coan Miranda Alves, secretários municipais e outras autoridades. O evento, organizado pelo Governo do Município, por meio da Secretaria de Educação, teve o objetivo de integrar alunos e a sociedade lauromüllense, além de inCerca de 500 alunos e pro- centivar a cultura, que tamfessores de escolas da rede bém é educação. municipal e estadual, além de entidades do município, Fonte: ASCOM Lauro Müller. participaram do espetáculo abordando em suas apre-


NOVELAS VELHO CHICO

Sexta, 26 de agosto A notícia da volta de Santo se espalha pela cidade. Queiroz avisa a Carlos que Santo está vivo. Luzia se enfurece ao ver Tereza em sua casa. Todos questionam Santo sobre o atentado. Luzia pede a Bento para não contar a verdade para o marido. Santo estranha o comportamento da família. Afrânio flagra Martim em seu escritório. Tereza volta para casa. Luzia pede para falar com Santo.

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NOTÍCIAS JH, SEXTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2016

Sábado, 27 de agosto Luzia se lamenta para Miguel. Santo conforta Olívia. Queiroz conta para Afrânio sobre a volta de Santo. Tereza afirma a Iolanda que vai se separar de Carlos. Martim estranha a devoção que Cícero tem por Afrânio. Tereza se despede do pai. Chico Criatura se recusa a falar para Queiroz o que sabe sobre o atentado contra Santo. Santo presta depoimento ao delegado. Beatriz decide fazer um abaixo-assinado contra o

projeto dos vereadores. Martim desconfia de Carlos. Carlos convoca uma reunião com seus aliados em Brasília.

HAJA CORAÇÃO

Sexta, 26 de agosto Apolo fica sem entender a hostilidade com que as pessoas da vila o recebem. Tancinha deixa claro para Beto que ainda ama Apolo. Adônis fica sensibilizado com o interesse de Shirlei em ajudá-lo. Felipe observa Shirlei e Adônis de longe e conclui que eles estão juntos. Aparício en-

comenda a Camila uma produção de fotos em Angra dos Reis para a nova campanha do Grand Bazzar para aproximá-la de Giovanni. Beto e Tancinha se sentem atraídos durante uma roda de samba. Apolo fica arrasado ao ver o vídeo onde ele aparece com uma mulher. Carol avisa a Cris que Shirlei não está namorando Adônis. Francesca nota que Shirlei está triste desde que pediu demissão. Henrique constata que Felipe está apaixonado por Shirlei. Apolo é desprezado

pela vizinhança da vila. Tancinha e Beto chegam de viagem e se deparam com Apolo. Sábado, 27 de agosto Tancinha despreza Apolo e pede a ele para esquecê-la. Aparício e Agilson tentam se esconder de Rebeca quando ela aparece de surpresa na mansão. Fedora e Lucrécia acusam Rebeca de ser amante de Aparício. Henrique pergunta a Penélope se ela o deixaria caso algum de seus filhos não gostasse dele. Ariovaldo simula um

infarto para distrair Fedora e Lucrécia enquanto Agilson tira Rebeca da mansão. Francesca incentiva Tancinha a ficar com Beto quando a filha confessa a atração que sentiu por ele. Carol conta a Shirlei que Felipe terminou o namoro com Jéssica. André nota o interesse de Tamara por Apolo. Aparício fica preocupado ao perceber que alguns membros do Conselho estão a favor de Fedora. Adriana diz a Apolo que precisa conversar com ele.


NOTÍCIAS JH 27 SEXTA-FEIRA,

26 DE AGOSTO DE 2016

SOCIEDADE EM DESTAQUE

IZABEL CRISTINA

iclunardi@hotmail.com

DESTAQUES JH

FELICIDADES, SAÚDE E SUCESSO...

O querido casal Sandro Rosa e Iara Rohden Rosa, ao lado do príncipe Thales comemoram o aniversário do papai Sandro. Muita saúde e muita paz à família!

D

estaque para o diretor da Câmara de Vereadores, Sandro de Pieri e sua bela esposa Gislane Jeremias que, juntos, brindam o aniversário dele, nesta sexta-feira, dia 26. A coluna deseja votos de muito sucesso!

Linda de Viver a princesa Maria Alice Bratti Marcom, ao lado dos dedicados pais e avós, completou 5 meses no último dia 22. Família linda!

O empresário José Porfírio filho comemora seu aniversário no domingo, dia 28. Recebe a homenagem da família. Parabéns, Zé!

E

mbelezando a coluna da semana a queridíssima Graziela Cândido dos Santos que brindou idade nova no último dia 20. Desejamos um caminho de Felicidade e Paz!

A Familia deseja muitas felicidades a Volnei Felizardo, que completou 50 anos no dia 28 de Agosto, a comemoração foi no dia 20, no Salão festas do Rio Laranjeiras, junto com seus familiares e amigos.

A

njo lindo. O pequeno Augusto Melo Sprícigo recebe o sacramento do Batismo, comemorando ao lado dos papais e de toda a família. Beijinhos com amor!

F

eliz Aniversário ao advogado Áthila Mattei que trocou idade no último dia 16. Desejamos carinhosamente muito sucesso sempre!


NOTÍCIAS JH 28 SEXTA-FEIRA,

26 DE AGOSTO DE 2016

NOTÍCIAS DO VALE

GRÃO-PARÁ

MARCELO VALÉRIO

ENIO BAGIO

publique.bn@gmail.com

eniobagio@bol.com.br

SEMANA DE PREVENÇÃO DAS DEFICIÊNCIAS

E

sta semana foi bastante movimentada para professores e alunos das APAEs da região e, claro, a APAE de Grão-Pará também trabalhou forte. Na segunda-feira, iniciou os trabalhos com uma passeata pelas principais ruas da cidade para divulgar a campanha de Prevenção de Deficiências. A passeata contou com a participação das escolas municipal Professor Gregório Wessler e estadual Doutor Miguel de Patta, ainda o C.E.I. Tio Patinhas e o SCFV Grão-Pará, com o lema “O futuro se faz com a conscientização das diferenças”. Já na terça-feira os alunos participaram da corrida rústica no município de Rio Fortuna, na quarta-feira participaram de um lanche doado pelo

Bar do seu Arcanjo. Na quinta-feira ocorreu um café colonial em família, juntamente com uma tarde recreativa. “Foi uma semana bastante movimentada, mas estamos felizes pelo apoio recebido de todos os pais dos nossos alunos, bem como do nosso corpo docente. E aproveitamos a oportunidade para pedir mais uma vez o apoio de todos, no pedágio da APAE, que será realizado na segunda-feira, dia 26. Colabore conosco para que cada vez mais possamos prestar um bom atendimento aos nossos alunos”, pontuou a diretora da APAE de Grão-Pará, Viviane Kafka Ascari. Esta campanha acontece em nível nacional de 21 a 29 de agosto.

COOPERJOVEM PROMOVE PALESTRA EDUCACIONAL EM BN

O

programa Cooperjovem, que tem como objetivo divulgar e difundir os princípios e a filosofia do cooperativismo, em parceria com a Cerbranorte, Cergral, Cooperzém e Sicoob/Credivale promoveram uma importante palestra sobre “Criatividade e Inovação na Educação”, com o renomado professor, Max Haetinger. Além dos quase 300 professores e representantes das escolas envolvidas no programa, marcaram presença os presidentes Antônio da Silva, Blasius Lehmkuhl, Ivonir Buss, e a jovem Cristieli dos Santos Martins, representando o presidente Vaninho Cardoso. As escolas que desenvolvem o Cooperjovem são: Adolfo Wiggers, Atílio Ghisi e Nicolau Gesing (Braço do Norte); Nossa S. de Fátima e José

Boing (Rio Fortuna), Naide Gerdert Teixeira (Gravatal), Henrique Buss (São Ludgero), Antônio Diomário das Rosa e Monsenhor Francisco Giesberts (Armazém). O palestrante Max Haetinger é mestre em educação. Desenvolveu pesquisas e apresentou trabalhos em congressos sobre temas ligados à criatividade, informática aplicada aos processos educacionais, artes e educação física. É diretor do Instituto Criar, diretor de teatro, cinema e televisão, e autor de vários livros, entre eles, “Universo Criativo da Criança na Educação”. Também é consultor da Microsoft Educação e desenvolve trabalhos junto ao Ministério da Educação (MEC) e ao Sebrae, entre outras instituições.

APLAUSOS E VAIAS

O

s aplausos da semana vão para a Pastoral Familiar da Paróquia de Rio Fortuna. No último sábado, dia 20, realizou um encontro de neo- casados. Na oportunidade os casais presentes receberam dicas importantes para viver a dois o dia a dia. Foram acentuados alguns pontos cruciais para que o relacionamento como: o diálogo, o perdão e a oração. Participaram do evento dezessete casais. A todos, parabéns!

GATA DA TORCIDA

J

á as vaias vão para os larápios que voltaram a assombrar o nosso município, principalmente ao furtar a fiação de energia de centros comunitários. Precisamos mais uma vez colocar este bando de desocupados na cadeia.

C

om apenas 18 aninhos, a morena Franciele Rossete já se tornou a Musa do Internacional. Agora, ela quer ser a Musa do Brasileirão 2016. Dá ou não dá vontade de passar a ser Colorado?

FRASE DA SEMANA

“

Avivar e fortalecer os laços do relacionamento a dois é um dos pontos cruciais de um casamento duradouro e feliz” EnioBagio.


NOTÍCIAS JH 29

SEXTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2016

SOCIAL

GRAZIELA GISLON grazitm@gmail.com

EM GRANDE ESTILO

NOITE DAS ESTRELAS Chegou a noite mais esperada do ano em Orleans. Confira alguns momentos da última edição do Troféu Lussa Librelato.

Layse Jung exibindo sua beleza e estilo em Las Vegas.

ANIVERSARIANTE

A bela Paloma Zanini completou mais um ano de vida essa semana, dia 24.

LIBRELATO É ELEITA A MARCA DO ANO

A Librelato S.A foi eleita a “Marca do Ano” na categoria “Implementos Rodoviários”, em premiação organizada pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). O título é inédito para a empresa, que em 2015 já havia conquistado a segunda colocação. A premiação aconteceu na última semana, 16, durante a cerimônia da abertura do 26º Congresso e ExpoFenabrave, em São Paulo.

WHATSAPP PERMITE ENVIO DE GIFS O WhatsApp Beta, versão de testes do mensageiro para Android, já permite a troca de GIFs de até seis segundos entre seus contatos. O botão que envia as famosas fotos animadas apareceu na versão 2.16.242 do aplicativo gratuito, que foi atualizado na madrugada desta quarta-feira (24). Vale a pena conferir essa divertida novidade!

Pensamento

“A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las”. Aristóteles


CONTRA-CAPA

NOTÍCIAS JH, SEXTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2016

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