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Arte, estética e arquitetura: conceitos, relações e processos determinantes.

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ARTE, ESTÉTICA E ARQUITETURA: CONCEITOS, RELAÇÕES E PROCESSOS DETERMINANTES Acadêmico: José Ademilson dos Santos Junior


1 INTRODUÇÃO


● O que provocou a pesquisa em primeira via foi o interesse pelas artes, especificamente a enfatizar a problemática das definições dos movimentos e dos caráteres estéticos e perceptivos da arte e da arquitetura. ● Uma das primeiras provocações foi nada menos que o senso comum frente ao que seria uma arte bela, o que a arquitetura representa meio às artes, ademais as concepções e estudos científicos acerca dessas perguntas.


2 OBJETIVOS


Geral ● O objetivo geral deste projeto de pesquisa é investigar como a arquitetura se encontra em meio às considerações e conceitos artísticos e estéticos, a contribuir dessa forma com os estudos críticos das artes. Específicos ● Investigar o processo estético e como o mesmo se relaciona com as artes; ● Desenvolver pesquisa no campo estético da arquitetura; ● Contribuir para a produção de pesquisa no UniCatólica.


3 METODOLOGIA


● A metodologia utilizada para esse projeto de pesquisa foi a pesquisa bibliográfica, uma vez que o intuito principal foi revisar a temática, a ponto de entender a fundo o problema identificado para, todavia, proporcionar a construção do conhecimento crítico e teórico.


4 RESULTADOS E DISCUSSÕES


4.1 Dos conceitos artísticos e estéticos → Arte ● Suassuna (1975, p.274), a contribuir com os conceitos de arte, afirmou "a inteligência está presente na arte, mas o papel fundamental, na criação artística, é desempenhado pela imaginação criadora”; ● Platão (2006) acreditava que tudo que é criado possui uma causa; ● Do ponto de vista do conhecimento e da perspectiva aristotélica da "poética”, que de acordo com Lima (2008) representa com a "mímesis os aprendizados dos homens;


→ Estética ● A estética vem do grego aisthetiké, que significa “perceptível pelos sentidos” (COTRIM; FERNANDES, 2010); ● A palavra estética também designa uma área específica de estudos filosóficos, definida por Kant (2001) como o estudo das condições da percepção pelos sentidos; ● Entretanto surgem algumas indagações básicas: O que é o belo? O que é o gosto? O que é arte?


O que os filósofos disseram?? ● Para os idealistas da antiguidade como o filósofo grego Platão, a beleza é algo que existe em si, ou seja, é objetiva, assim como Aristóteles propôs o emprego da ordem e harmonia; ● Para os materialistas empiristas como o filósofo escocês David Hume, a beleza não está propriamente nos objetos (não é algo puramente objetivo), depende da percepção humana; ● Para Kant, devido ao fundamento do juízo de gosto, a beleza seria a vinculação universal entre belo e o sentimento de prazer (COTRIM; FERNANDES, 2010); ● Para Hegel o relativo consenso acerca de quais são as coisas belas mostra apenas que o entendimento do que é belo depende do momento histórico e do desenvolvimento cultural.


4.2 Um pouco sobre as artes na história Pré-história (3500a.C) ● Tendo a origem prescrita com a arte rupestre; ● A arte nos períodos primevos da história, também chamada de rupestre, de acordo com Hegel (2008), manifesta-se primeiramente com a arquitetura frente às necessidades, onde a cabana, a caverna serão os meios do homem habitar.


Idade Antiga (3500-300 d.C) ● Arte mesopotâmica, egípcia, indiana, chinesa, grega e romana (GOMBRICH, 2012); ● “Arte para a eternidade”(GOMBRICH, 2012); → Lei da frontalidade no Egito, o que tem profunda ligação com a Mesopotâmia; → Os períodos e estilos na Grécia: o Arcaico (VII a.C.), o Clássico (V a.C.) e o Helenístico (IV a.C. em diante);


Companiforme Palmiforme Fascticulada Lei da Frontalidade, Templo de Luxor

Capitel estriado

Dórica Jônica Templo dórico do Partenon

Coríntia


● Arte Paleocristã → Arte das catacumbas. Idade Medieval (300-1350) ● Arte bizantina → Iconografia; → Arte do mosaico.


● Arte românica → Pode ser vista nos mosteiros, igrejas, castelos; → Arte fortificada; → Introdução ao gótico. ● Arte gótica → Arco ogival; → Alta verticalidade das catedrais; → Grande ornamentação com esculturas variadas.


Sé de Lisboa

Notre Dame, Paris


Idade Moderna (1350-1850) ● Arte da renascença → Crescimento do pensamento humanista; → Surgimento da perspectiva na pintura com Jan van Eyck; → Incorporação dos valores clássicos; → Surgimento da imprensa com Gutenberg; → Descoberta do novo mundo.


Academia de Rafael Davi de Michelangelo


Basílica de São Pedro

Tempietto de Bramante


● Barroco → Intenso uso do claro-escuro; → Densa ornamentação e decoração das igrejas; → Plantas complexas; → Estilo palaciano. ● Rococó → Conhecido como Barroco tardio; → Cores mais claras; → Densa decoração interna; → O ecletismo na arquitetura.


Palácio de Versalhes Igreja de São Francisco, Ouro Preto


Narciso de Caravaggio

Liberdade guiando o povo, Delacroix


Idade Contemporânea (1850-) → Artes plásticas e outras ● Realismo,

Impressionismo,

Expressionismo,

Surrealismo, Abstracionismo e outros; ● O ecletismo na arquitetura. → A arquitetura moderna ● Arte Nouveau; ● Internacional style (funcionalismo).

Cubismo,


Neogótico da Abadia de Westminster, Londres Torre Eiffel, Paris


Vila Savoye, França (LeCorbusier)

Museu Guggenheim, Espanha (Frank Gehry)


Composição de Piet Mondrian

Composição VIII, de Kandinsky


4.3 A representação artística na arquitetura ● A complexidade de uma obra arquitetônica acontece pelo não entendimento do significado desta arte (ZEVI, 2009). → Abordagens iniciais ● De acordo com Hegel (2008) a arquitetura é a primeira das artes, sendo também a arte que conforta as outras artes; ● A dualidade dada pelo útil - funcional - e pelo agradável - o belo - vai condicionar entretanto a existência da contrariedade, que seria o não funcional e o não agradável ou feio.


● O funcional está presente em toda a história com o habitar e o morar, mas em escalas diferentes, onde a princípio a arquitetura monumental era mais simbólica, como aborda Hegel (2008); na contemporaneidade a humanização dos espaços ganha forma, como trata Zevi (2009).

A monumentalidade e funcionalidade do Partenon

A funcionalidade da Vila Savoye


→ Abordagem do gosto e de beleza ● A análise de Kant está ligada a sua própria ideologia metafísica da "priori" o que podemos relacionar aos estudos psicológicos da mente no início do século XX, fazendo ressaltar a importância da percepção sensorial na construção da imagem (AUMONT, 1993; DIDI-HUBERMAN, 2010).


→ Abordagem de Bruno Zevi A complexidade na categorização conceitual e estética da arquitetura segundo Zevi (2009) ocorre: ● historiadores e críticos de arte não apresentam um método adequadamente claro; ● são abordagens muitas vezes genéricas e comparativas entre as artes; ● jornais ou a imprensa não dão tanto espaço para a arquitetura.


A estrutura da análise ou metodologia de análise zeviana se configura: ➢ representação do espaço: -pressupostos sociais (ex. programa construtivo ou condição social); -intelectuais (ex. indivíduo e as suas crenças); -técnicos (ex. progresso das ciências, materiais e mão de obra); -estéticos (ex. figurativo de cada época; estilos).


➢ interpretações da arquitetura: -política (ex. a Ágora e a democracia ateniense, o Barroco e o absolutismo; o Nazismo e a Bauhaus); -filosófica-religiosa (as fortalezas na Idade Média, Gótico e a representação de poder, a Contrarreforma); -científica (os estudos de Vitrúvio; os estudos de Brunelleschi; estudos modernistas);


➢ interpretações da arquitetura: -materialista (ex. a arquitetura vernacular; uso de pedras pelos egípcios na antiguidade; o ferro e vidro na contemporaneidade; -técnica (o tecnicismo do modernismo, tal como o pensamento funcional); -formalista (unidade, simetria, equilíbrio, êxtase ou acentuação, contraste, proporção, escala, expressão, verdade, propriedade, urbanidade e estilo; -espacial (o espaço como essência da arquitetura, 2D, 3D.


5 CONCLUSÃO


Compreende-se, portanto, que as artes por vezes possuem suas peculiaridades e estilos dos quais merecem um olhar mais aprofundado perante a análise estética. Ressalta-se assim que a historicidade, a técnica, os materiais, as funções, são essenciais para entender as obras artísticas. Como foi visto, na arquitetura esse processo é essencial.


Referências bibliográficas AUMONT, Jacques. A Imagem. Tradução: Estela dos Santos Abreu e Cláudio C. Santoro - Campinas, SP: Papirus, 1993. - (Coleção Olicio de Arte e Forma). COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirna. Fundamentos de filosofia. - 1 ed. - São Paulo: Saraiva, 2010. FISCHER, Ernst. A necessidade da arte. Tradução Leandro Konder. - 9ª ed. - (reimpr.) - Rio de Janeiro: LTC, 2014. GOMBRICH, E.H. História da Arte. 16 edi. Rio de Janeiro: LTC, 2013. HEGEL, Friedrich. A Arquitetura. 1 edi. Campinas: Edusp, 2008. MARTINS, Gilberto de Andrade; THEÓPHILO, Carlos Renato. Metodologia da investigação científica para ciências sociais aplicadas. 3 ed. - São Paulo: Atlas, 2016. PROENÇA, Graça. História da Arte. 16 ed. São Paulo: Ática, 2002. SUASSUNA, Ariano. Iniciação à Estética. 12 edi. Editora José Olympio, 2013. ZEVI, Bruno. Saber ver a arquitetura. 6ªed - São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009.


Obrigado!!!


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