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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

JANEIRO DE 2013

AGENDA DO MÊS DE FEVEREIRO

A tradição das “janeiras” voltou a cumprir-se! Os alunos do pré-escolar e 1º ciclo levaram alegria à sede do Agrupamento, Câmara Municipal (na foto), Casa de Artes/Biblioteca Municipal, GNR, Centro de Saúde e Lar da Santa Casa.”

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA (3ºCiclo) E CONCURSO DE LEITURA (2ºCiclo)

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o âmbito do Plano Nacional de Leitura e sob a responsabilidade dos professores do PNL, de Português e da Biblioteca Escolar, realizou-se, no passado dia 9 de janeiro, na Biblioteca Escolar, a primeira fase do Concurso Nacional de Leitura. Esta iniciativa, promotora do gosto pela leitura, destinava-se aos alunos do 3º Ciclo que estivessem interessados em participar. No presente ano letivo esta acção envolveu vinte e dois participantes das turmas do 7º, 8º e 9º Anos. A obra escolhida e sobre a qual os alunos tinham que prestar provas era A lua de Joana de Mª Teresa Maia Gonzalez. À semelhança do que ocorreu nas

anteriores edições do concurso, também este ano foram apurados os três alunos melhor classificados nesta prova: duas alunas do 8º ano, Iolanda Tavares e Marília Dias e um aluno do 9º Ano, João Gouveia. Serão eles que representarão a nossa escola na fase distrital deste concurso que se realizará no início do mês

de abril, numa Biblioteca Municipal do distrito de Castelo Branco, ainda por designar. Aos vencedores desta 1ª fase, damos os nossos parabéns e desejamos que consigam representar dignamente o nosso Agrupamento, na etapa seguinte da competição. Neste mesmo dia foi

realizada a fase local do Concurso de Leitura, este destinado aos alunos do 2º ciclo, que comparecerem em número elevado. As obras lidas foram dois contos de Eça de Queiroz, adaptados por Luísa Ducla Soares: “A Aia” e “O Tesouro”. Entre os participantes foram selecionadas quatro alunas

vencedoras: Sara Rei, Margarida Diogo, Carolina Aparício e Maria Faustino. A fase final será realizada na Biblioteca Municipal de Vila Velha de Ródão, no próximo dia 6 de março. Alimentamos a esperança que, à semelhança do ano passado, a vitória sorria a uma das representantes do nosso

sobre esta temática: “De um lado do baloiço parece-me ver aquele orgulho de fazer tudo sozinho, de não precisar de ninguém, de ser “autossuficiente”, de nunca precisar de ajuda; do outro lado do baloiço encontro a vontade de apoiar o outro, de carregar os males daquele, de o deixar apoiarse em mim… mas também sem me construir a mim próprio, como se o suporte que disponibilizo fizesse de mim um escravo sem poesia, sem capacidade de criar, sem uma vida autónoma. Autonomia e suporte são

movimentos do mesmo baloiço, não pode haver autonomia sem relação, sem aceitar o suporte. Sem escutar outros movimentos na sua ligação com os nossos, não pode haver suporte sem uma profunda consideração e respeito por si próprio.” Às vezes mais para lá outras vezes mais para cá, o baloiço da vida vai-nos contando histórias de suporte que é autonomia e de autonomia que é suporte. Ir ao sabor do movimento do baloiço sem fixar posições e considerando todas as componentes em campo é o grande desafio: “Estás a ver um baloiço? às vezes chega mesmo tão alto que parece que estou a voar, é uma sensação incrível! Mas se eu segurar o baloiço nesse lugar mais alto, se o parar ali, por muito que a vista seja muito entusiasmante o baloiço deixou de baloiçar. Já não é um baloiço, é um lugar fixado!” Esta iniciativa da disciplina de Ciências Naturais do 3º Ciclo conta com o apoio da Câmara Municipal e da Tapada da Tojeira.

ATELIER “O Corpo na Escola”

Autonomia e suporte no permanente movimento da vida No dia 17 deste mês realizou-se, na CACTejo, o atelier “O Corpo na Escola”. Esta atividade é uma das sementes do trabalho do C.E.N.T.A., encerrado em 2009, que germinou com a realização deste atelier na sede do c.e.m – centro em movimento. Em 2007, os alunos do 9º ano deslocaramse à capital em visita de estudo e por isso puderam frequentar este atelier concebido para a população escolar da capital. Na altura, pensando na importância deste

trabalho, considerámos que devia abarcar o maior número possível de alunos e isso só era possível se fossem os formadores a deslocarse a Ródão. É isso que acontece há 5 anos, sendo hoje acarinhado pela atual Direção do agrupamento de escolas. Ao longo do atelier os conteúdos curriculares das Ciências Naturais são abordados através de ações que envolvem a totalidade do corpo de cada um e todo o grupo / turma, criando um contraponto ao corpo fragmentado, isolado e imóvel do

quotidiano escolar. Vivenciam-se outras possibilidades de “estar em relação”, mergulhando na complexidade do conhecimento que não está hierarquizado nem espartilhado em áreas. Considerando a competição constante que mina as redes de afetos entre os alunos e a urgência de reforçar a cooperação e o entendimento de não sermos ninguém sem os outros, o ponto de partida deste ano foi a autonomia e o suporte. Usando o baloiço como metáfora da vida, a formadora Sofia Neuparth refere

04 de fevereiro – Corta-mato distrital 06 de fevereiro – Jogo Futsal Masculino 06 de fevereiro – Visita ao castelo de Ródão - 5º Ano 07 de fevereiro – Teste intermédio de Português 08 de fevereiro – Apuramento escolar do megasprinter / salto / km 08 de fevereiro – Atividade de carnaval / Baile e corrida de panquecas 15 de fevereiro – Visita de Estudo do 3º ciclo (Lisboa) 20 de fevereiro – Jogo de futsal (Castelo Branco) 22 de fevereiro – Teste intermédio de Inglês 22 de fevereiro – Campeonato de Atletismo de Pista - apuramento local 22 de fevereiro – Campeonato escolar de Jogos Matemáticos 24 de fevereiro – Jogo futsal masculino (Castelo Branco) 27 de fevereiro – Teste intermédio de Geografia Agrupamento. Capacidades não lhes faltam! A todos os alunos que participaram queremos salientar o seu empenho nesta atividade que tinha como principal objetivo motivar para a leitura. Todos os alunos receberam um certificado de participação. Lançamos desde já o repto para que participem em concursos semelhantes durante a Semana da Leitura que se realizará no próximo mês de março.

OS ALUNOS FORAM OS PROTAGONISTAS DA AÇÃO!

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ensibilizar para a limpeza do espaço escolar e para a reciclagem do lixo é, sem dúvida, tema presente na vida de cada um de nós. A escola, querendo formar cidadãos livres, com espírito interventivo na sociedade, terá também que apostar em ações que apelam à preservação do meio ambiente, pois a nossa qualidade de vida e a dos restantes seres vivos depende dele. Neste sentido e aproveitando o PROSEPE - Projeto de Sensibilização e Educação Florestal da População Escolar – em desenvolvimento na nossa escola, decidiu-se desenvolver uma atividade bastante dinâmica

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JANEIRO DE 2013

INDICADOR CONCELHIO DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL DE PORTUGAL

FRATEL PRESENTE A Quadra Natalícia

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omo é tradicional, também na nossa terra o Natal é comemorado. E, como de resto, sucede em toda a parte, com as respectivas particularidades, semelhanças ou diferenças no modo como se festeja. O tempo vai-se encarregando de manter ou alterar o processo, dependendo da natural evolução da vida e dos conceitos pessoais. Uma das alterações que aconteceram na nossa terra tem a ver com a existência, agora, do Centro Comunitário, integrado na Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense a funcionar na totalidade ainda há poucos anos. E, como vem acontecendo, nos anos anteriores, a Direcção da Sociedade levou a efeito várias acções para festejar o Natal. Assim no dia 18 de Dezembro, teve lugar o almoço comemorativo, em que a ementa era constituída por todos os pratos típicos da quadra: o bacalhau com couves e o peru assado e além de outros as filhós que, desde sempre são tradicionais no Fratel, pelo Natal. Esta refeição tem como intenção, além de festejar a quadra Natalícia, reunir em convívio as respectivas valências que constituem o Centro Comunitário, nomeadamente: O Centro de Dia, o Lar de Idosos, O Apoio Domiciliário, O Apoio Domiciliário Completo e as Residências Assistidas. No final da refeição, a

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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO

Presidente da Direcção, Drª Maria do Carmo Sequeira, congratulouse com a presença de todos, evocou a lembrança daqueles que frequentaram a Instituição e que já partiram, pôs em evidência a preocupação que a Direcção tem em que todos os residentes e dependentes sejam humanamente bem tratados e espera, que no próximo ano, apesar das dificuldades que se esperam, em consequência da crise económica que atravessamos possamos estar todos juntos a festejar mais um Natal. No final foram distribuídas prendas por todos os utentes. No dia 20 foi a festividade dos frequentadores da Creche, os quais não ultrapassam os 3 anos de idade. A comemoração teve como actuação principal a representação viva, feita por eles, de um Presépio. E essa representação decorreu de tal forma que fez inveja aos mais velhos a forma maravilhosa como interpretaram as várias figuras do presépio, com vestimentas adequadas a cada uma, elaboradas pelas Educadora Marta Cardoso e Auxiliar Margarida Sequeira. Até a mais nova figura, o Afonso, que representava o Menino Jesus, se comportou com excelente personagem. Eram nove figuras que constituíam o presépio.

Depois todas ficaram radiantes com os presentes que lhes foram dados. No dia 24, pelas 22 horas celebrou-se a eucaristia, na designada Missa do Galo. E, como vem sendo habitual, depois da Missa, e de se beijar o Menino Jesus, todos puderam aquecer-se na fogueira dos madeiros, acesa no largo fronteiro à Igreja, na noite anterior. Foram imensas as pessoas ali presentes. Como é costume, assiste à missa grande número de fiéis, que, nessa noite, se deslocam de todas as Aldeias da Freguesia, para comemorar o Natal e beijarem o Menino Jesus. Como vem sendo habitual os madeiros foram fornecidos pela Junta de Freguesia, que passou a encarregar-se dessa missão, desde que eles deixaram de ser trazidos pelos rapazes e homens da localidade. Noutros tempos essa acção consistiu em que grande número desses elementos transportavam, numa carroça que eles próprios puxavam, os sobreiros já apodrecidos, que iam cortar onde eles se encontravam. Dessa forma conseguiam trazer madeiros que garantiam que a fogueira durasse do Natal ao Dia de Reis.

um estudo elaborado pela Universidade da Beira Interior, no último trimestre de 2012, o concelho de Vila Velha de Ródão aparece no 41º lugar entre os 308 municípios de Portugal. Trata-se do Indicador Concelhio de Desenvolvimento Económico e Social de Portugal, que pretende avaliar a qualidade de vida dos municípios portugueses, com base em dados de 2010 do Instituto Nacional de Estatística e tendo em conta as condições materiais, sociais e económicas subdivididas em itens como número de centros de saúde ou equipamentos culturais por cada mil habitantes, a taxa de escolarização ou o dinamismo económico. O coordenador deste estudo, o professor catedrático José Pires Manso, realça o facto de este ser o estudo do género “que maior número de indicadores inclui”, em Portugal. O estudo pode servir como “instrumento de reflexão” para os poderes públicos, a nível central e municipal, acredita Pires Manso. Segundo refere, os números mostram que “o país anda a três

velocidades, uma para os municípios mais urbanos do litoral, e depois há o interior do país, que podemos dividir em zonas mais rurais e outras mais urbanas”. A classificação neste estudo nacional, relativamente ao Distrito de Castelo Branco foi a seguinte: 41º - Vila Velha de Ródão 50º - Vila de Rei 55º - Oleiros 81º - Belmonte 91º - Penamacor 95º - Idanha-a-Nova 102º - Castelo Branco 135º - Sertã 181º - Proença-a-Nova 202º - Covilhã 238º - Fundão Vale a pena realçar que num outro estudo efetuado pela UBI, em 2009, também com a coordenação do professor Pires Manso INDICADOR SINTÉTICO DE D E S E N V O LV M E N T O ECONÓMICO E SOCIAL OU DE BEM ESTAR DOS MUNICÍPIOS DO CONTINENTE PORTUGUÊS o município de Vila Velha de Ródão aparecia no 122º lugar

entre os mesmos 308 municípios analisados. Sobre este salto qualitativo na classificação, contatámos o próprio coordenador dos estudos, professor Pires Manso que nos afirmou o seguinte: “Estas classificações correspondem aos resultados obtidos num e noutro estudo. Agora as ilações a tirar daí é que merecem mais reflexão porque há 48 variáveis envolvidas e um total de 15000 valores para os 308 municípios. Este município (Vila Velha de Ródão) beneficia do facto de ter ali uma empresa com uma certa dimensão, com algum emprego e dinamismo económico, apesar de localizado num concelho pequeno e bastante envelhecido.” Esperemos que o nosso concelho, apesar de bastante envelhecido, como diz o professor e todos nós sabemos, saiba manter esta boa qualidade de vida e consiga atrair mais pessoas, jovens de preferência, de modo a contribuir para o desenvolvimento da nossa região e para a inversão do fluxo migratório das populações do interior para o litoral do país. Elísio Carmona

D. MANUEL MARTINS Governo “não está à altura” e a Igreja “está atrasada”

Joaquim Caratão Paulo Santos DR PAíS 26 de Dezembro de 2012 | Por Notícias Ao Minuto

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com todos os alunos do 1ºciclo. Assim, partindo do visionamento de um PowerPoint que sensibilizava para os problemas do lixo, nomeadamente em relação às quantidades produzidas e aos malefícios que acarreta para a natureza, os alunos decidiram,

em grupos, recolher todo o lixo existente no espaço escolar junto ao bloco do 1ºciclo. Depois da recolha, o lixo foi pesado e os alunos viram quanto ele pesava! Seguidamente, foi separado e colocado nos locais próprios. Já nas suas salas, analisando e refletindo sobre a Atividade

desenvolvida, decidiram chamar a atenção da família e da restante comunidade: - É necessário e urgente: reduzir a produção de lixo; reutilizar sempre que possível; reciclar; - No fabrico de uma tonelada de papel reciclado, são poupadas entre 15 a 20 árvores; - As nossas camisolas e calças podem ser feitas a partir de garrafas plásticas de sumo e água; - O fabrico de vidro reciclado permite poupar água e energia; - A partir das latas é possível fazer panelas. Estas são também usadas no fabrico de automóveis.

bispo emérito de Setúbal, D. Manuel Martins, considerou em entrevista ao Jornal de Notícias (JN), que o Governo e os ministros que o compõem “não estão à altura do momento” que o País vive, questionando mesmo como pode “uma pessoa sem experiência nenhuma governar um país”. Em relação à Igreja, D. Manuel Martins entende que “está atrasada” no tempo. Em entrevista ao JN, bispo emérito de Setúbal, D. Manuel Martins, comentou a actual situação do País, defendendo “os nossos governantes não estão à altura do momento” apesar de reconhecer que “governar é uma [tarefa] muito difícil”. “Temos que partir deste

princípio, até o governo da própria casa é muito difícil. Agora parece-me também, isto com todo o respeito, que os nossos governantes não estão à altura do momento”, afirmou D. Manuel Martins. Neste sentido, o bispo emérito de Setúbal sugeriu que um ministro, antes de aceitar sêlo, devia ser sujeito a “uma junta qualquer de especialistas independentes que fossem capazes de julgar das capacidades que a pessoa tem ou não tem para governar, porque é muito difícil governar”. “Uma pessoa sem experiência nenhuma como é que vai governar um País?” questionou D. Manuel Martins, reforçando que os actuais

responsáveis do Executivo “não dominam os conteúdos da governação e (…) não têm pedagogia governativa, mesmo até na relação com o povo” Sobre a posição da Igreja, o bispo sustentou que “está atrasada, não tem prestado atenção a esta transformação do mundo”. “A igreja tem que ter em atenção as conquistas da ciência e da técnica, bem como as t r a n s f o r m a ç õ e s comportamentais que vão acontecendo no Mundo, tem que ter em atenção este domínio da filosofia económica que impera sobre o Mundo como uma religião fanática, a Igreja tem que ver isto com muita atenção e despertar as pessoas para esta realidade”, defendeu.


"Jornal do Concelho" - janeiro 2013