ANO XXXIV - Nº. 402 Mês de abril de 2016
O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO Publica-se na última semana de cada mês
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Mensário Regionalista Fundador: DOMINGOS ALVES DIAS
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34 Anos ao serviço do nosso Concelho
RODAM - UMA HISTÓRIA MILENAR Documentação Histórica
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de ABRIL
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42 anos depois “BARRAGEM DO ALVITO” FOI À VIDA (Interior continua a ser defraudado pelo Estado)
(um documento de grande valor histórico, porque escrito e testemunhado por atores da Revolução na Guiné)
José Faia Correia Pág. 2
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PASSEIO A VILA VELHA DE RÓDÃO
HERDADE DA URGUEIRA DIA 21/05/2016 (SÁBADO) PROGRAMA NA PÁGINA 3
A ESCOLA e as CARGALEIRO BOMBEIROS Assembleia consagrado em empresas, Geral aprovou Paris uma contas de 2015 colaboração a “...exposição de pintura , no Grand Palais perto da estação do metro de estimular Champs-Elisées-Clemamceau, para a “... a Celtejo, pela experiência desenvolvida, merece o devido e merecido destaque pois os seus colaboradores manifestam uma especial motivação para desenvolver este tipo de ações colaborativas e que pretendemos estimular para a inclusão da Escola, de forma cada vez mais frequente ...” Pág. 6
Editorial Pág. 2
Próxima Reunião de Câmara Pública de Ródão descentralizada em Perais Pág. 5
qual foi também oportunamente convidado a produzir os azulejos e painéis que decoram esta estação, e ainda outra exposição na Galeria Helene Bailly...”
“... a Direção congratulou-se por finalmente apresentarem um resultado positivo de € 66.432, contrariando assim os resultados dos exercícios anteriores, com a particularidade de terem aumentados as despesas (€344.306) relativamente ao ano anterior, tendo aumentado também as receitas (€410.738)...”
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O envelhecimento da população portuguesa
Últ. Pág.
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O CONCELHO DE VILA VELHA DE RÓDÃO
A Escola e as empresas, uma colaboração a estimular
É
consensual considerar que um dos fatores chave para assegurar o desenvolvimento de um país e de uma região reside na qualificação do seu capital humano. O investimento na educação, na qualidade dos seus processos e na formação dos seus agentes, constitui uma das vias mais eficazes para impulsionar esse desenvolvimento e a competitividade. Na Escola do século XXI, não é compreensível o desenvolvimento da prática educativa sem que o relacionamento com as empresas da região constitua uma componente de destaque do seu projeto educativo. As experiências de parceria e de articulação daí resultantes deverão, sempre que possível, ser transportadas para a atividade educativa, pelas vantagens que desta proximidade e desta conjugação de interesses podem resultar e entre as quais se destaca: · A possibilidade do contacto com o mundo do trabalho e com a dinâmica das empresas. · A definição nos jovens de um perfil vocacional mais precoce e de escolhas académicas e profissionais mais conscientes. · A aproximação da escola com a cultura das empresas. · A possibilidade de contacto com áreas tecnológicas. · Orientação dos jovens para percursos formativos relacionados com as necessidades empresariais da região. · Estímulo, a médio prazo, para a sustentabilidade das escolas, resultante da fixação das famílias e dos jovens no meio em que a escola se encontra implantada. Se é verdade que algumas destas interações se direcionam, especialmente, para os ensinos secundário ou superior, nunca é cedo para estruturar nos alunos a definição de um projeto de vida. Esta realidade, acreditamos, aumentará significativamente a motivação e o empenhamento dos alunos na rotina escolar das diferentes disciplinas. As empresas, por sua vez, estarão a contribuir, a prazo, para uma maior oferta de pessoal especializado para integração nos seus quadros e acorrer às suas
necessidades de mão-de-obra. Uma outra área de grande relevância e com um desejável potencial de crescimento, diz respeito à responsabilidade social e ao compromisso das empresas para com as comunidades onde estão inseridas e onde desenvolvem a sua atividade produtiva. Das empresas, a Escola esperará a ambicionada partilha de recursos materiais e humanos (troca de informações acerca de percursos e experiências profissionais, as opções que marcaram a carreira de técnicos e outros colaboradores) e um crescente envolvimento destas na realidade escolar, quer através da participação nos órgãos de gestão onde legalmente têm assento, quer através de iniciativas de voluntariado que podem incidir sobre a recuperação e valorização de espaços funcionais, mas igualmente em parcerias no desenvolvimento de projetos e em ações concretas para as quais disponham de competências especialmente relevantes. Neste capítulo da responsabilidade social das empresas a Celtejo, pela experiência desenvolvida, merece o devido e merecido destaque pois os seus colaboradores manifestam uma especial motivação para desenvolver este tipo de ações colaborativas e que pretendemos estimular para a inclusão da Escola, de forma cada vez mais frequente regular, nos seus planos de ação anuais. Num futuro próximo outras empresas, acreditamos, estarão recetivas e disponíveis para se associar a este género de práticas, manifestando a Escola total abertura para receber o contributo destas, preferencialmente em momentos de funcionamento das atividades escolares, para que as ações de voluntariado constituam um exemplo para os alunos e restante comunidade escolar. Exige-se da Escola a visão e a capacidade, permanente, para colaborar e dialogar com as empresas, sensibilizando-as para que estas mobilizem o seu capital de conhecimento e os recursos que dispõem e que poderão partilhar em prol da concretização de um projeto educativo consequente, mobilizador da comunidade escolar e valorizador dos alunos.
ABRIL DE 2016
Visita de Estudo ao Porto
M
uitas vezes considerado um dos melhores destinos turísticos, uma cidade portuguesa situada no Norte, atravessada pelo rio Douro, resplandece. Como é óbvio, estamos a falar do Porto, uma bela cidade da nossa pátria. Por estes motivos e muitos mais, o 3º ciclo da nossa escola não podia deixar passar a oportunidade de a conhecer. Saímos dia 8 de Abril, ainda o Sol estava meio adormecido, embora nós não o estivéssemos, pois a ansiedade por esta visita era grande. Foi uma viagem de autocarro animada, mas longa. A ânsia de explorar novos museus, como o World of Discoveries e o Museu dos Transportes e Comunicações compensou o tempo gasto na viagem. Ao chegarmos, fomos diretamente visitar o World of Discoveries, um museu dedicado à época dos Descobrimentos. Trata-se de um museu interativo e parque temático que reconstrói a fantástica
odisseia dos navegadores portugueses, que cruzaram oceanos à descoberta de um mundo desconhecido. Após a visita pelas diversas salas, o reconhecimento do tipo de embarcações utilizadas e as condições usufruídas na viagem, tivemos oportunidade de ir mais além, fazendo uma viagem de barco, pelos diversos continentes, que também os nossos antepassados percorreram. A fome já se sentia quando acabamos esta visita e, como manda a tradição, uma “francesinha” para o almoço foi o suficiente para satisfazer a nossa barriguinha. Após esta refeição à beira do Douro, muitos de nós foram dar um passeio pelo Cais da Ribeira, com vista para a ponte D. Luís. De seguida, como planeado, fomos ter ao Museu dos Transportes e Comunicações. Aí dividimo-nos em dois grupos que foram, respetivamente, ver e aprender como se faz televisão e a rádio. O grupo que foi para a televisão aprendeu como se realiza um programa, desde a
luz até à ação. Os alunos desse grupo fizeram um trabalho fantástico, que consistiu na realização do seu próprio programa televisivo, tendo cada um desempenhado uma função diferente, desde os animadores e convidados até aos cameramen e realizadores (numa verdadeira régie). O grupo destinado à rádio fez também o seu programa, tendo dois alunos como locutores e inúmeros convidados, que eram os restantes. Foram atividades divertidas para ambos os grupos, que apreciaram muito as experiências. Quando demos por terminada esta visita, despedimo-nos do Porto e entrámos no autocarro, para voltarmos para a escola. Esta foi também uma viagem muito animada que teve direito a uma sessão de anedotas, ditas tanto pelos alunos, como pelos professores. Margarida Diogo e Maria Faustino (9ºA)
Celtejo remodela laboratório no Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão
O
Agrupamento de Escolas passou a dispor, desde a semana passada, de um renovado laboratório de Física e química, adequadamente apetrechado para o desenvolvimento da atividade experimental pelas disciplinas de natureza científica, nas suas atividades letivas e de enriquecimento curricular. Este laboratório vem dar resposta à ambição e à intenção de reforçar a componente científica dos alunos e constitui o culminar de um processo de conversações com a Celtejo, empresa de referência do concelho, e com o seu diretor, Eng.º Carlos Coelho que, no âmbito da colaboração que tem vindo a desenvolver com a Escola e com as instituições concelhias, tomou a iniciativa de assumir o processo de remodelação deste Laboratório. O equipamento instalado é composto por uma Hotte e um armário, ventilados, destinados ao armazenamento e à
manipulação de produtos químicos e que asseguram a segurança dos materiais e dos utilizadores do espaço laboratorial. Foram ainda instaladas duas bancadas para a concretização das atividades experimentais pelos alunos e uma bancada apropriada para o trabalho
de coordenação do professor. Hoje, ao observar a antiga sala 3, deparamos com uma realidade diferente, mais atrativa e potenciadora de um ensino de qualidade. Cabe-nos agora saber tirar o devido partido deste novo recurso e preservar a sua integridade.