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Revista Connecta

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O MUNDO SOB ATAQUE Entenda como chegamos a esse cenário e quais são as medidas mais importantes para retomarmos a vida em sociedade.

Emergência Climática

Saiba o que podemos fazer para reduzir os danos ao planeta.

Conheça o Neuromarketing Saiba como ele pode moldar o comportamento de compra dos consumidores.

Saneamento Básico

Um conceito que vem se desenvolvendo desde a Idade Antiga.

4ª Revolução Industrial

Você está preparado?


A revista Acquabios Connecta é uma publicação da Acquabios. Proibida a reprodução sem autorização prévia e expressa. Todos os direitos reservados.

COORDENAÇÃO GERAL Daiane Panazzolo Daiana Devenz EDIÇÃO DE TEXTOS Daiane Panazzolo Daiana Devenz Mayara Bergamo CRIAÇÃO E PROJETO GRÁFICO Daniel Alberti IMAGENS Shutterstock Freepik Unplash Agosto 2020

Em 2018 comemoramos os 10 anos da nossa empresa com o lançamento da primeira edição da Acquabios Connecta, nosso novo canal de comunicação. Em 2019 tivemos grandes desafios na modernização e expansão da empresa, visando aumentar nosso potencial competitivo, ao mesmo tempo em que expandimos a nossa capacidade de fabricação. O ano que passou foi desafiador para a nossa empresa e também, para a humanidade. De acordo com um relatório do IPCC - Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, a partir de 2020 temos 10 anos para reduzir pela metade a emissão de gases que provocam o aumento da temperatura do planeta. Até 2050, é necessário que essas emissões sejam zeradas. O desafio parece grandioso e, por vezes, impossível de ser alcançado. Por isso, nesta edição da Acquabios Connecta, resolvemos trazer a esperança: conversamos com pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM que trabalham com a preservação de nossas florestas e, por consequência, com a preservação de nossos mananciais hídricos. A importante mensagem que eles trazem, juntamente com a inovação tecnológica e industrial, também abordadas nesta edição da revista, fazem parte da recuperação do planeta, da redução de danos e do fortalecimento das economias locais e global. Esperamos que aproveite a leitura, que essa edição da Acquabios Connecta faça com que você vislumbre um mundo melhor e uma sociedade com menor impacto no planeta! Obrigada!


06.

03.

O VISITANTE QUE NINGUÉM GOSTARIA DE RECEBER “O mundo mudou, e aquele mundo (de antes do coronavírus) não existe mais.”

33.

NEUROMARKETING Quais fatores influenciam a tomada de decisão do seu cliente?

10 ANOS PARA GARANTIR O FUTURO DO PLANETA Conheça as medidas que a humanidade precisa tomar para garantir o futuro.

13.

AMAZÔNIA

23.

SANEAMENTO BÁSICO

27.

INDÚSTRIA 4.0

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MATRIZES DO PLANEJAMENTO

41.

GLOSSÁRIO DA INOVAÇÃO

48.

PATROCÍNIO

A maior floresta tropical do mundo pede socorro.

Veja a evolução desse conceito ao longo dos tempos.

A quarta revolução industrial trará a fusão do mundo físico, digital e biológico.

Conheça alguns passos fundamentais para o planejamento da sua empresa.

Alguns dos termos essênciais sobre inovação tecnológica.

Conheça a nossa promessa no esporte.


Saúde

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O VISITANTE QUE NINGUÉM GOSTARIA DE

RECEBER

No dia 26 de fevereiro de 2020 o Brasil registrou o primeiro caso oficial de coronavírus no território. Era um homem de 61 anos, morador da cidade de São Paulo que havia retornado de uma viagem à Itália, onde naquele momento havia um aumento significativo dos casos da Covid-19, originada na China. De lá pra cá, muita coisa aconteceu. O epicentro da pandemia mudou algumas vezes e agora somos nós, os brasileiros, o foco de atenção do planeta. No momento em que esse texto está sendo revisado, no dia 14 de julho de 2020, a contagem oficial contabiliza mais de 13 milhões de casos confirmados no mundo, com mais de 573.288 mortes. Desses números, o Brasil é responsável pela parcela de 1.884.967 casos confirmados e 72.833 mortes em todas as unidades federativas, segundo dados do Ministério da Saúde. Além disso, cinco

meses depois do primeiro caso confirmado, o país ainda apresenta falta de equipamentos essenciais no cuidado dos pacientes e das equipes, como respiradores e EPIs para os profissionais de saúde; subnotificação de casos e de mortes por falta de testes; crises diplomáticas entre o Brasil e a China por conta de teorias da conspiração sobre a criação do vírus em laboratório; duas trocas de comando no Ministério da Saúde, em plena pandemia e a falta de um plano unificado para o território nacional, sendo que cada estado e cidades apresentaram medidas individuais para tentar frear a disseminação da Covid-19 e achatar a curva de contaminação. Em meio a esse cenário desordenado e à contestação crescente da ciência, algumas vozes chamam a atenção pela didática, clareza nas informações e confiabilidade. São, justamente, as vozes dos cientistas


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que estão à frente dessa batalha e que são as fontes mais confiáveis, seja para ajudar os governos de todo o mundo a estipularem metas e planos de ação para a contenção do vírus, seja para se debruçarem incansavelmente na busca por uma vacina ou por alguma medicação capaz de curar efetivamente a doença. Sem mencionar as equipes médicas e de enfermagem, que são as mais necessárias e, ao mesmo tempo, as

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mais vulneráveis em meio a pandemia. Entre as principais polêmicas sobre o coronavírus, estão as medidas de isolamento que levam em conta a capacidade de disseminação do vírus, o uso de medicamentos como a cloroquina e a hidroxicloroquina e os meios realmente eficazes para a prevenção da doença. Confira o que os cientistas falam sobre esses assuntos:

DISSEMINAÇÃO DO VÍRUS E MEDIDAS DE ISOLAMENTO “Esse vírus tem uma capacidade de disseminação muito mais alta do que a gente imaginava. O cálculo, atualmente, é que cada pessoa infectada consiga contaminar até três pessoas. Esse número traz um risco de pandemia, um risco de disseminação importante. Aparentemente, esse vírus tem

a capacidade de se propagar entre humanos de uma forma melhor do que alguns vírus que causavam preocupação há algum tempo atrás. Em alguns casos de gripe aviária, por exemplo, o vírus não conseguiu, objetivamente, se consolidar como um patógeno humano de transmissão sustentada. Alguns outros conseguiram por um tempo, mas foram eliminados. O desafio agora é muito grande, porque uma pessoa podendo infectar até três - e com a velocidade que tem se difundido, com ausência de vacina, em populações numerosas como nessas comunidades e cidades onde afetou, inicialmente, esse quadro de coronavírus - a gente tem uma preocupação de que isso se dissemine de uma maneira cada vez maior. (...) O que causa o maior clamor, é sempre a letalidade. Agora, do ponto de vista da saúde pública, a propagação é muito importante. Porque, mesmo uma doença que cause a morte de 3 a 5%, que já é uma letalidade alta, mas se dissemina por milhões de pessoas, vai ter um impacto de saúde pública muito maior que uma infecção que não se dissemina, mesmo tendo uma letalidade maior - que é o caso do ebola, por exemplo”. Estevão Portela Nunes, em entrevista ao programa Bate Papo na Saúde, do Canal Saúde, exibido em 10 de fevereiro de 2020.


Saúde

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USO DE CLOROQUINA E HIDROXICLOROQUINA NO TRATAMENTO E A POLITIZAÇÃO DOS REMÉDIOS “Meu primeiro impulso é ser bastante cético por causa do momento em que a gente está. Eu aplico isso pra qualquer remédio, eu aplico isso pra qualquer vacina. É um momento em que a humanidade quer ver uma saída, todo mundo quer ver as coisas funcionando, todo mundo quer salvar vidas. Então a gente tem que ter uma certa calma com as soluções que estão vindo agora, porque elas podem estar sendo oferecidas nessa corrida de tentar achar alguma coisa que vá tirar a humanidade desse problema, porque a gente não quer estar nesse novo mundo que está sendo imposto agora” . Átila Iamarino em entrevista no programa Roda Viva, exibido no dia 30 de março de 2020.

O QUE PODEMOS FAZER PARA UMA

PREVENÇÃO REAL “Evitar o contato é a solução que a gente mais ouve falar. Lavar e limpar as mãos também. Isso porque o que dá o nome para o coronavírus é a corona, que é uma capinha de espinhos que a gente pode ver por fora do vírus, nas imagens de microscópio, e a base dessa coroa é uma capinha de gordura que a gente pode destruir pra deixar o vírus pelado, sem ter como atacar as nossas células. Por isso que água e sabão são tão eficientes. Assim como você não consegue tirar a gordura da sua mão somente com a água da torneira, o coronavírus depende de algum sabão, sabonete ou detergente pra dissolver a gordura dele e pra ele ir embora. O álcool também faz a mesma coisa, ele dissolve a camada de gordura, só que ele precisa estar concentrado pra poder agir e precisa agir por bastante tempo, por isso que o ideal é que a concentração do álcool esteja

entre 60 e 80% e que ele tenha pelo menos 30 segundos para agir. Essa é a vantagem do álcool gel, ele dura tempo suficiente na nossa pele para agir contra o coronavírus, se ele for concentrado. Você também pode usar água sanitária numa proporção, de preferência, de 40 partes de água normal para uma parte de água sanitária. (...) É uma mistura muito boa pra limpar tudo o que a gente toca quando volta da rua, por exemplo, como corrimão, maçaneta, chaves e até a sola do sapato. (...) Isso tudo é uma preocupação para garantir que você não vai, depois, colocar a sua mão numa superfície contaminada como essas e colocar no rosto, na boca e se contaminar. Já pra garantir que você não vai inspirar o coronavírus, a gente tem que proteger nariz e boca. Daí a importância de usar máscaras. Tanto a Organização Mundial da Saúde quanto o Ministério da


Saúde

Saúde já recomendavam, desde o início do ano, máscaras cirúrgicas para os profissionais de saúde, pras pessoas com Covid-19 e para quem cuida delas. E ainda recomendam deixar esse tipo de material especializado, que está em falta, para quem mais precisa de ajuda, que são esses dois grupos. Do começo do ano pra cá, conforme a gente foi acompanhando a pandemia e fomos descobrindo o que funciona e o que não funciona, percebemos que principalmente nos países asiáticos, que usam muita máscara no dia a dia, que ela faz parte da cultura local, a transmissão do coronavírus parece ser menor, então temos uma nova recomendação que é a de usar máscaras caseiras. As máscaras de tecido como as de algodão não protegem tão bem quanto as máscaras cirúrgicas, mas quanto mais fechada for a trama, mais ela vai proteger. Então a gente recomenda usar pelo menos três camadas de tecido. Tecidos de algodão com poliéster protegem mais que algodão puro e os feitos de linho são ainda melhores, de acordo com um estudo que testou vários materiais. (...) É bom lembrar que mesmo usando a máscara, você não está invulnerável, todas as outras recomendações continuam valendo. Tem que manter uma distância de mais de 1 metro das pessoas e não adianta estar de máscara e tocar no rosto. (...) E a gente também tem que ter cuidado com a própria máscara. Depois de algumas horas no rosto ela pode ficar úmida demais e aí deixa de funcionar e o lado de fora da máscara, que ficou em contato com o ar durante o tempo todo pode ter o vírus. Por isso é importante nunca tocar na parte de fora, inclusive na hora de tirar ela do rosto. Chegou em casa, tira a máscara junto com as roupas que você usou, separa tudo pra lavar e não use nem a roupa, nem a máscara e nem os calçados com os quais você saiu dentro de casa”. Átila Iamarino no vídeo “Como se proteger da COVID-19”, postado em seu canal no dia 01 de maio de 2020.

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Nesse contexto novo para todos, entendemos que a qualidade da água se faz ainda mais urgente, já que a lavagem das mãos, dos alimentos, dos utensílios domésticos e das vestimentas são, comprovadamente, o meio mais eficaz para combater e prevenir a Covid-19. Por isso continuamos trabalhando, para que nossos produtos ajudem as famílias brasileiras a ter acesso à água filtrada, ao mesmo tempo em que proporcionamos as condições de segurança para nossos colaboradores, com a redução da circulação de funcionários, conforme orientação de decreto governamental; disponibilização de álcool gel em todos os setores; exigência do uso de máscaras; todos colaboradores foram orientados com quadros informativos em todas as áreas sobre a importância do distanciamento e das medidas de segurança. A empresa passou a realizar e registrar a medição da temperatura de todos diariamente. Desde o inicio da pandemia a direção da Acquabios em conjunto com a engenharia de produto, passou a pensar de que forma poderia contribuir e desenvolver uma rápida solução para a proteção de seus colaboradores. E foi assim que criamos a “Cabine de desinfecção Acquabios”. Este equipamento está na entrada da empresa e todos passam por ele antes de ingressar nas dependências internas. Trata-se de uma cabine de ozônio, o mais poderoso desinfectante do mundo. Sabemos que essa é uma luta nova, que exige mudanças drásticas e repentinas conforme o comportamento do vírus. Mas também sabemos que temos todas as condições para vencer esse combate, desde que cada um assuma suas responsabilidades, seja na esfera individual, pública ou privada.


ECOLOGIA

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10 ANOS

PARA GARANTIR O FUTURO DO PLANETA Há pouco tempo, cientistas e pesquisadores renomados de todo o mundo acreditavam que manter o aquecimento global em até 2˚C era suficiente para garantir o futuro do planeta. Hoje, o consenso é outro: precisamos limitar o aumento da temperatura do planeta a 1,5˚C com relação aos níveis pré-industriais e isso é muito difícil, já que exige uma mudança imediata no nosso comportamento e estilo de vida, mas principalmente, exige uma mudança drástica na economia mundial.

Um dos fatores que contribuem para o aumento da temperatura na Terra são as gigantescas emissões de carbono, metano e outros gases na atmosfera. Essas emissões são causadas pelos mais diversos fatores, sendo que todos eles derivam da atividade humana. Entre os principais, estão o desmatamento, as queimadas, a agricultura, a criação de animais, as termelétricas e os combustíveis fósseis. O Painel Intergovernamental de Mudanças


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Climáticas - IPCC, que reúne o mais importante time de cientistas do mundo é categórico em afirmar que não temos muito tempo para impedir um aumento substancial da temperatura da Terra. Segundo relatório de 2018, nossa única opção é reduzir a emissão de gases que esquentam o planeta pela metade até 2030 e zerar essas emissões até 2050. Mas como fazer isso se essas emissões estão diretamente ligadas às atividades econômicas? O passo mais importante é o dos governos, que devem estimular a pesquisa acadêmica dando subsídios para o desenvolvimento e popularização de novas tecnologias como, por exemplo, os carros e ônibus elétricos; as fontes de energia limpa, como os painéis

solares e as usinas eólicas; a despoluição de rios, lagoas e mares; além do compromisso de zerar o desmatamento ao mesmo tempo em que se recuperam áreas degradadas. Como indivíduos, também temos o poder de mudar o rumo da crise climática, implantando práticas e tecnologias sustentáveis em casas, prédios e nas empresas; e claro, mudando nossos hábitos diários e de consumo; dando preferência ao uso de transporte coletivo, bicicletas e caminhadas; usando sacolas e embalagens de pano ou papel; restringindo o uso de plásticos; economizando energia; e reduzindo o consumo de alimentos derivados da indústria da carne, entre outros.

Acordos globais pelo clima: saiba como essa história começou As ideias para fazermos uma transição entre economia e estilo de vida predatório para uma economia e estilo de vida mais consciente e sustentável surgiram a partir de uma série de encontros e acordos intergovernamentais para tratar da crise climática. As preocupações acerca do clima e, principalmente, sobre as consequências da atividade humana no meio ambiente já se apresentam há muito tempo. O primeiro encontro para debater o assunto foi organizado pela Organização das Nações Unidas - ONU e reuniu chefes de 113 países, além de mais de 400 organizações governamentais e não governa-

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mentais na capital da Suécia, em 1972. A Conferência de Estocolmo, como ficou conhecida, abordou temas como a poluição atmosférica, o secamento de lagos e rios, a formação de ilhas de calor, a inversão térmica e a contaminação de recursos indispensáveis à vida, entre outros. Esse encontro ficou profundamente marcado pela disputa que se criou entre os países considerados desenvolvidos e os países subdesenvolvidos, já que os primeiros defendiam o “desenvolvimento zero”, enquanto os segundos defendiam um “desenvolvimento a qualquer custo”, pois careciam de dinheiro e níveis de qualidade de vida já atingidos pelos países ricos.


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O segundo grande encontro destinado a debater as questões ambientais foi a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento que aconteceu em 1992, na cidade do Rio de Janeiro e ficou conhecido como ECO-92 ou Cúpula da Terra. O evento reuniu chefes de 178 países com o objetivo de definir ações que diminuíssem a degradação do meio ambiente por meio da adoção de um desenvolvimento sustentável, que possibilitasse a paridade entre crescimento econômico e equilíbrio ecológico. Esse encontro originou a criação de três convenções, sendo: uma sobre a diversidade biológica, uma sobre a desertificação e uma sobre as mudanças climáticas. Além disso, foi produzida a Agenda 21, principal documento criado na Conferência, que elenca as ações para o desenvolvimento sustentável conciliando proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. Em paralelo à ECO-92, aconteceu o Fórum Global, encontro de organizações não governamentais que criaram a Carta da Terra, um documento que define princípios éticos para a construção de justiça, sustentabilidade e paz entre as nações, assinado por mais de 4.500 organizações não governamentais e governamentais, nacionais e internacionais. Em 1997 outro grande encontro marcou as discussões acerca do meio ambiente, em Quioto, no Japão. Mais um tratado internacional foi criado, com o objetivo de firmar compromissos mais rígidos acerca da redução dos gases causadores do efeito estufa. No entanto, a condição para que o Protocolo entrasse em vigor, era a adesão de 55 países responsáveis por 55% das emissões de gases no planeta, que somente aconteceu em 2005, após a Rússia ratificar o documento. O Protocolo de Quioto estabelecia que os países desenvolvidos deveriam reduzir a emissão de gases em 5,2% com relação às emissões contabilizadas nos anos 1990, e expirou em 2012 sem que essas metas fossem alcançadas. O Protocolo ainda teve uma emenda para que continue vigente

até 2020, mas está bastante enfraquecido com a saída de algumas nações importantes como o Japão, Rússia e Canadá. Os esforços para estabelecer diretrizes de desenvolvimento econômico sustentável ainda se mantém. Mais recentemente, em 2015, foi criado o Acordo de Paris, que possibilita que cada país apresente, voluntariamente, metas e ações condizentes com o que considera possível cumprir para diminuir os impactos ambientais, levando em conta particularidades sociais e econômicas. O acordo entrou em vigor em 04 de novembro de 2016, quando foi ratificado por 92 países e seu principal objetivo é limitar o aquecimento global a um número bem menor que 2ºC em relação aos níveis pré-industriais. O Brasil é um dos países que ratificou o Acordo, comprometendo-se a reduzir as emissões de gases em 37% (com relação aos números de 2005) até 2025, e em 43% até 2030, além de aumentar a participação de bioenergia sustentável, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030.


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CONHEÇA O IPCC E SAIBA QUAL É SUA MISSÃO O Intergovernmental Panel of Climate Change (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) - IPCC foi formado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial - OMM, em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - Pnuma, da ONU. No início de suas atividades, a principal função do Painel era a de revisar a produção científica mundial sobre as mudanças climáticas e suas possíveis consequências. Hoje, o IPCC avalia as informações científicas, técnicas e socioeconômicas para compreender os impactos do aquecimento global e para pensar em alternativas de adaptação ou atenuação desses riscos. Atualmente, o Painel é composto por representantes dos 195 países membros, que se reúnem anualmente para definir atividades e tomar decisões sobre a entidade. Ele está dividido em três grupos de trabalho: • O Grupo I, avalia o conhecimento científico do sistema climático e das mudanças climáticas; • O Grupo II, avalia a vulnerabilidade dos sis-

temas socioeconômicos e naturais às mudanças climáticas; • O Grupo III, avalia opções para mitigar as mudanças climáticas através da limitação ou prevenção de emissões de gases de efeito estufa. O IPCC também publica relatórios periódicos sobre a situação da mudança climática. O quinto relatório foi publicado em 2013 e, entre outros dados, conclui que a mudança climática é real e que a atividade humana é a sua principal causadora. O sexto e último relatório afirma que precisamos limitar o aquecimento global a 1,5ºC em relação aos níveis do período pré-industrial, e não a 2ºC, como havia sido sugerido anteriormente. De acordo com o relatório, permitir que a temperatura do planeta aumente em 2ºC pode nos levar “a um ponto de inflexão com consequências desastrosas, como perda de habitats naturais e, consequentemente, de espécies inteiras, além de produzir impactos em nossa saúde, segurança, meios de subsistência e economia”.


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QUAL FUTURO

E SE FALH

DEVEMOS ESPERAR SE O

AUMENTO

DA TEMPERATURA DO PLANETA

SUPERAR OS 1,5ºC? NÍVEL DO MAR Aumento do nível do mar até 2100. 1,5ºC: 0.40 metros 2ºC: 0.46 metros DEGELO NO ÁRTICO Quantidade de verões sem gelo no Ártico. 1,5ºC: 1 a cada 100 anos 2ºC: 1 a cada 10 anos CALOR Percentagem da população mundial exposta a fortes ondas de calor pelo menos uma vez a cada 5 anos. 1,5ºC: 14% 2ºC: 37% EXTINÇÃO DE VERTEBRADOS Percentagem de animais vertebrados que perderão metade de sua distribuição geográfica. 1,5ºC: 4% 2ºC: 8%

Fonte: dados ap relatório de


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HARMOS?

presentados no 2018 - IPCC.

EXTINÇÃO DE PLANTAS Percentagem de plantas que perderão metade de sua distribuição geográfica. 1,5ºC: 8% 2ºC: 16% ECOSSISTEMAS Percentagem de área do planeta que se transformará em outro tipo de bioma. 1,5ºC: 7% 2ºC: 13% PRODUÇÃO AGRÍCOLA Percentagem de redução da produção de alimentos. 1,5ºC: 3% 2ºC: 7% RECIFES DE CORAIS Percentagem de redução dos corais. 1,5ºC: 70 a 90% 2ºC: 99% PESCA Redução de cardumes para pesca. 1,5ºC: 1.5 milhão de toneladas 2ºC: 3 milhões de toneladas

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AMAZÔNIA SAIBA COMO OS ACONTECIMENTOS RECENTES NA MAIOR FLORESTA TROPICAL DO MUNDO IMPACTAM A SUA VIDA.

O Brasil detém a maior parte da floresta Amazônica em seu território. Mas será que protegemos esse importante recurso natural como devemos? Quais são as questões mais importantes sobre a Amazônia hoje? Preparamos essa entrevista especial sobre a maior floresta tropical do mundo e sobre os desdobramentos das atividades que lá ocorrem. Conversamos com dois professores da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM: Ricardo Bergamo Schenato Doutor em Ciência do Solo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS Professor no Departamento de Solos da UFSM, atuando nas áreas de Pedometria, Morfologia, Gênese e classificação de solos, Relação solo-vegetação, Modelagem Ambiental e Sistemas Agroflorestais.

Ana Paula Moreira Rovedder Doutora em Ciências do Solo pela UFSM. Professora no Departamento de Ciências Florestais, orientadora de mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal e no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola. Também é membro do Conselho da Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE), gestão 2019-2021. Desenvolve pesquisa e extensão em Restauração ecológica de ecossistemas degradados, Relação solo-floresta e Biologia do Solo e é coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas-NEPRADE/ UFSM.


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1 - Agosto de 2019 foi um mês em que a Amazônia ocupou diversas manchetes em jornais nacionais e internacionais, devido às queimadas que ocorreram na região e geraram, inclusive, repercussões internacionais com repreensão econômica de países que investem no Fundo Amazônia. Muito se falou sobre a soberania brasileira em relação à floresta, mas, ao mesmo tempo, vimos uma situação que parecia fora de controle. Qual a sua visão sobre a segurança da Amazônia e a contribuição financeira de outros países sobre essa parte estratégica de nosso território?

Ricardo: O que acontece na Amazônia são situações bem complexas. Não existe uma resposta que sirva para todo o território, mas basicamente, muito do aumento do desmatamento é porque quem está lá, ocupando - e aqui estou falando basicamente de grileiros ou de quem já é proprietário de terra - está aproveitando esse momento político do país, em que os institutos ambientais e de preservação estão enfraquecidos, para desmatar o que puder, porque sabem que não vai ter nenhum tipo de fiscalização ou multa a curto prazo. Quem queima tem o intuito de aumentar a área para plantar soja ou transformar em pastagem, que é o mais comum - e dentro desses espaços, existem algumas queimadas feitas de forma legal. Também existe muito desmatamento para valorização da terra que, apesar de ser voltado para uma produção agrícola futuramente, no curto prazo, é realizado visando empreendimento imobiliário, não produtivo. Em termos de soberania e relação com outros países, as situações também são muito complexas. Várias reportagens já mostraram que governos estaduais estão praticamente entregando áreas para mineradoras através de lobistas norte-americanos. Tem muita empresa canadense, norte-americana, europeia e chinesa de olho em minérios, e a Amazônia tem muito recurso primário, muito minério. Os recursos extrativistas podem ser explorados de uma forma em que a população amazônica e brasileira se beneficiem ou pode ser explorado de uma maneira entreguista por meio de leilões, como os do pré-sal, ou cedendo licenças de lavra para exploração do subsolo para empresas multinacionais. O governo tem apontado nitidamente para isso. Nesse modelo, a empresa fica com o lucro da exploração e o ônus ambiental e social fica para o país e para a região onde está acontecendo a exploração. Ao mesmo tempo, muitos países querem e têm boas intenções ao tentar ajudar a manter o ecossistema amazônico o mais inalterado possível. Mas é claro que também há muito interesse por trás disso. Muitos discursos que dizem “a gente quer ajudar a preservar a Amazônia” têm, por trás, a possibilidade de estudos e de prospecção de riquezas biológicas que lá existem. Muita coisa nem foi descoberta ainda, existe uma infinidade de moléculas e microrganismos com potencial farmacêutico, por exemplo, que estão na Amazônia e que para serem descobertos e sintetizados depende de manter a floresta em pé, porque a partir do momento que se faz uma supressão da vegetação, essas moléculas e microrganismos desaparecem.


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2 - É possível conciliar desenvolvimento econômico com a preservação de áreas de florestas como a Amazônia?

Ricardo: A grande crítica é derrubar a floresta com o único intuito de plantar soja ou criar boi para exportação, porque isso está longe de ser um modelo de desenvolvimento. Existem várias possibilidades e muitos trabalhos mostram que a Amazônia é uma floresta muito rica e que pode ser explorada de maneiras sustentáveis que, inclusive, dão um retorno maior do que simplesmente derrubar a floresta. Existem várias iniciativas que mostram que tem sim como aproveitar a floresta em pé. Tem muita tecnologia social que já é usada e que ainda pode ser usada na região, desde sistemas biodiversos, como sistemas agroflorestais e o próprio manejo sustentável da floresta. Dá inclusive para explorar a madeira, cortar árvore para vender, tudo dentro de um sistema de reposição que permita que a floresta se sustente, sem perder o que a gente chama de Funções Ambientais dos Ecossistemas. Desde que a extração seja feita dentro de limites biológicos, que levam em conta as especificidades de cada tipo de exploração e de cada ambiente. Nesse caso, podemos sim extrair o que desejamos ao mesmo tempo em que preservamos o ecossistema. Cientificamente, algumas dessas respostas já existem, outras ainda estão sendo construídas.

3 - Outro fator que causou grande repercussão em agosto de 2019 foram os vídeos e imagens de uma tarde em São Paulo, completamente escurecida pelo mau tempo mas, também, pelo deslocamento da fumaça das queimadas. Essa situação demonstra como a Amazônia, apesar de estar geograficamente distante, está integrada e tem influência sobre todo o território nacional. Qual a importância das florestas para quem mora em regiões afastadas dela e com alta densidade populacional, como as regiões metropolitanas?

Ricardo: Existem imensas possibilidades dentro da floresta, tanto da existência de fármacos e substâncias com origem em plantas, quanto em microrganismos que ocupam as plantas e o solo. Se pegarmos o exemplo clássico, temos a penicilina - que vem de um fungo e que talvez não tivesse sido descoberta se o ambiente em que esse fungo vivia fosse destruído ou se o fungo não fosse encontrado. Provavelmente existem milhões ou até bilhões de moléculas na Amazônia. Algumas já são conhecidas, outras ainda não e outras já se conhece, mas ainda não se descobriu um uso tão direto assim. Esse é um dos pontos pelos quais as populações urbanas dependem das áreas naturais - e quando digo áreas naturais, estou falando de florestas tropicais, como a Amazônia, mas também do cerrado ou caatinga e áreas que não são exclusivamente florestais, como o bioma pampa, aqui no sul. Todos esses biomas têm esses potenciais. Mas não é


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só isso, existem vários frutos que são originários da floresta e que são consumidos em todo o país. O açaí é um exemplo, ele vem da floresta ou de sistemas de produção florestal. Além dele, existe uma série de alimentos e frutas que são originários da floresta e que compõe uma noção de segurança nutricional que é impossível de se completar dentro de um ambiente urbano. A partir do momento em que se pensa em segurança alimentar e também em segurança nutricional, a floresta desempenha um papel importantíssimo, seja como fornecedora direta, seja como parceira dos sistemas produtivos de alimentos. O primeiro ciclo da borracha ocorreu na Amazônia e também foi muito importante para o país como um todo, embora hoje já não seja tão lembrado. A questão da regulação climática também é muito importante.

4 - Ainda em agosto de 2019, surgiram alguns gráficos falando sobre os “rios voadores” que se formam na região amazônica e “desembocam” em outras regiões, especialmente no sudeste e no sul. Como esse fenômeno ocorre?

Ricardo: Sabemos que existe uma corrente atmosférica que entra pela região norte do Brasil, avança para oeste, quando encontra os Andes é desviada para leste, passa por cima da Amazônia, vem pelo centro-oeste, por cima do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraguai, um pedaço da Bolívia, norte da Argentina e desemboca no sudeste e no sul do Brasil. Como vimos, essa corrente passa pela Amazônia, que é um maciço gigantesco de floresta. Toda planta transpira ela pega a água que precisa do solo, usa nas suas funções e depois essa água é evaporada, ou seja, volta para a atmosfera. Quando essa corrente atmosférica passa pela região amazônica, a umidade da atmosfera é carregada e acaba se tornando chuva nas regiões centro-oeste, sudeste e sul do Brasil, formando o que se chama de Zona de Convergência Intertropical, que basicamente, é um corredor de umidade que vem da Amazônia e que fica uma parte do ano mais deslocado para cima do sul do Brasil, e outra parte do ano, mais deslocado para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Boa parte das chuvas dessas regiões vêm da Amazônia, então, eu digo sempre que deveria existir mais interesse em preservar a floresta pela população desses locais do que pela própria população da Amazônia, porque imagina a catástrofe social se o regime de chuvas do sudeste e sul do Brasil mudasse radicalmente! E é isso o que provavelmente acontecerá se a Amazônia chegar a um limite crítico onde não consiga mais cumprir essa função ambiental de bombear água para a atmosfera. Ainda não sabemos exatamente o que vai acontecer em cada lugar, o que se sabe com certeza, é que o regime de chuvas vai mudar tanto no sul como no sudeste. As variações de temperatura e de clima ainda estão sendo estudadas. Muitas das chuvas que acontecem no estado são frontais, caracterizadas assim porque as massas de ar polar, que são secas e frias, sobem pelo interior da Argentina, passam pelo inte-

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rior do Uruguai e chegam ao Rio Grande do Sul ao mesmo tempo em que o ar quente e úmido desce da Amazônia. Essas massas se chocam nas regiões sul e sudeste, produzindo chuva. Basicamente, se esse vapor de água úmido e quente diminui consideravelmente, em tese, as massas de ar frio seguem passando pela região, mas não produzem chuva. Seria um cenário parecido com o interior da Argentina, na região do pampa. É uma região semiárida, bastante seca, com uma produção agrícola bem menor do que a região sul do Brasil, por exemplo.

5 - O abastecimento de água no país depende disso?

Ricardo: Sim, e não somente o abastecimento de água. Se o regime de chuvas sofre alteração o abastecimento energético também fica comprometido, já que dependemos basicamente de energia produzida por hidrelétricas. Quando falamos em “abastecimento de água”, também estamos falando dos sistemas de abastecimento de irrigação para agricultura, para a indústria, e naturalmente, para a população. Todos serão comprometidos, mas provavelmente, o primeiro impacto será sobre a geração de energia elétrica.

6 - Um dos compromissos voluntariamente assumidos pelo Brasil em 2016, na ratificação do Acordo de Paris, foi a restauração e reflorestamento de 12 milhões de hectares de floresta até 2030. Quais os principais desafios para atingir essa meta e qual a sua perspectiva sobre ela?

Ricardo: De maneira realista, o principal desafio para essa meta é o próprio governo e a perspectiva é que ela não vai ser batida. Não tenho nenhuma dúvida sobre isso. O Brasil assumiu essas metas para 2030, mas não sei se existe alguém no país que trabalhe diretamente com isso que acredite que 12 milhões de hectares serão restaurados e reflorestados até 2030, ainda mais tendo como recorte uma situação como a de agora. Do ponto de vista técnico, dá sim para recuperar até o dobro disso se quisermos, o que limita mesmo é a vontade política - e isso independente de partido ou ocupante de cargo. A partir do momento em que os governos se apropriam dessa responsabilidade, conseguem apoiar e subsidiar uma série de iniciativas que, com certeza, podem atingir esse números. O que realmente nos limita é que não existe vontade política ou liderança capaz de impulsionar esse tipo de atitude no país e também não existe pressão social para que isso aconteça. Uma possibilidade (para melhorar o desempenho dessa meta) seria sofrermos pressão externa. Vemos em muitos lugares, principalmente na Europa, queodebate político - seja de esquerda, centro ou até mesmo de


ECOLOGIA

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centro-direita e liberal - está sendo muito pautado por questões ecológicas. Essa pauta tem se demonstrado muito forte. Então é possível que, devido ao acirramento da crise climática, ocorra um realinhamento externo basicamente puxado pela União Europeia, que gere uma pressão muito grande para proteção do meio ambiente. É possível que venha uma pressão daí, inclusive econômica, que nos obrigue a bater essa meta ou pelo menos mostrar que estamos fazendo alguma coisa mais concreta do ponto de vistadepreservação ambiental. Precisaríamos de vários anos para romper essa inércia e começamos a fazer alguma coisa que mude esse panorama.

Ana Paula: A meta é ambiciosa, mas factível para a expertise brasileira, e poderia gerar milhares de empregos temporários e permanentes. No entanto, as mudanças políticas criaram incertezas para o caminho já traçado, deixando no vácuo inúmeros projetos já elaborados ou até mesmo em execução, como fruto da governança construída junto aos diferentes setores envolvidos na execução dessa meta - empresários, academia, gestão pública, sociedades civis, órgãos financiadores nacionais e internacionais.

7 - Quais iniciativas de restauração estão sendo realizadas no país e quais resultados podem ser observados até agora?

Ana Paula: O Brasil com sua megadiversidade e dimensões continentais se destaca no cenário da restauração de ecossistemas, muito embora, aquém do seu potencial. A gestão pública na esfera federal teve um protagonismo significativo na última década, através de programas e políticas voltados ao tema. O Ministério do Meio Ambiente elaborou a Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa-PROVEG, cujo principal mecanismo de implementação é o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa - PLANAVEG. A construção desses instrumentos envolveu esforços contínuos entre instituições e pesquisadores de todo o Brasil que culminaram na instituição da PROVEG e PLANAVEG em2017. A ação continuada nesse campo também foi impulsionada pela assinaturadediversos acordos internacionais do qual o Brasil se tornou signatário, como o Acordo de Paris, o Bonn Challenge, a Estratégia 20x20, as Metas de Aichi e a Agenda 2030 da ONU. Em todos esses, o Brasil se compromete com questões como recuperação de áreas naturais e produtivas, conservação da biodiversidade, melhoria das seguranças hídrica, alimentar e energética, entre outros. No campo da iniciativa da sociedade civil é onde tivemos maiores avanços na última década. Muitas entidades, grupos de pesquisa, coletivos, empresas de consultoria ambiental passaram a atuar e a produzir resultados substanciais em diferentes escalas (estadual, regional, nacional). O Brasil passou a ser um dos


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países protagonistas da restauração de ecossistemas no cenário internacional. A Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica tem reunido pessoas e instituições e protagonizado importantes momentos na área. Um deles foi a vinda, pela primeira vez paraaAmérica do Sul, da Conferência Internacional de Restauração Ecológica, promovido pela Sociedade Internacional de Restauração Ecológica SER, que aconteceu em 2017. Em 2020, a SOBRE realizará a III Conferência Brasileira de Restauração Ecológica em Cuiabá.

8 - Você mencionou uma série de acordos internacionais em que o Brasil é signatário. Esses acordos realmente surtem algum efeito ou apenas demonstram uma falsa consciência ambiental - não só por parte do Brasil, mas de outros países também - já que parecem bem enfraquecidos e em alguns casos mesmo ineficientes?

Ana Paula: De fato existe um risco de que os acordos não se efetivem na prática. Isso já foi visto, por exemplo, com todo o Protocolo de Kyoto. A esperança que se tem, com relação ao Acordo de Paris e aos demais que acontecem em paralelo, é justamente, aproveitar o que a experiência com o Protocolo de Kyoto demonstrou e realizar as melhorias necessárias para que os acordos se efetivem. Infelizmente, não há um mecanismo eficiente para fazer com que os países cumpram as metas. O que acontece são sanções e pressões externas, principalmente sobre os países em desenvolvimento, que dependem muito da compra de produtos. Ospaísesdesenvolvidos não sentem muito esse tipo de pressão, por isso, o Trump sai muito facilmente do Acordo de Paris, por exemplo. Para um país em desenvolvimento, é muito difícil fazer isso. Por outro lado há uma diferença na possibilidade de assumir acordos, principalmente nos que tratam da diminuição de gases de efeito estufa. Países como Estados Unidos, Japão e Alemanha, entre outros, precisam trabalhar com alta tecnologia para conseguirem reduzir suas emissões porque elas vêm, principalmente, da indústria. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, as emissões vêm, em sua maior parte, da produção primária. Então nós podemos mudar as formas de uso do solo, fazer a conservação dos recursos naturais, de remanescentes florestais e campestres ou qualquer outra formação natural, e isso não exige muita tecnologia. Nós temos um potencial para cumprir as metas muito fácil de se atingir, só falta a vontade política. Outra questão é que estamos em um momento muito mais urgente do que estávamos na ratificação do Protocolo de Kyoto. A iminência da questão climática é muito mais visível e urgente agora, e isso também bota pressão para que esses acordos sejam respeitados e cumpridos.


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9- Em recente vídeo de reunião ministerial do governo Bolsonaro, ocorrida no dia 22 de abril de 2020 e divulgado em 22 de maio de 2020 por ordem do Supremo Tribunal Federal, o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o momento de pandemia do novo coronavírus seria oportuno para “passar a boiada” na flexibilização das leis ambientais, já que a mídia estaria concentrada nas pautas sobre o vírus e não faria tanto alarde sobre essas flexibilizações. Como a comunidade científica vê esse tipo de declaração?

Ana Paula: A comunidade científica vê com bastante apreensão, porque nós temos uma trajetória consolidada de pesquisa em torno da questão ambiental, nós temos tecnologia de ponta para o monitoramento da questão de supressão de cobertura vegetal nativa, para avaliar o quanto que se perde. Temos esse conhecimento do desenvolvimento sobre ameaça e extinção tanto para espécies animais quanto vegetais. Então, quando nós ouvimos um ministro da pasta ambiental, que deveria ser a principal pessoa a zelar pela questão ambiental nacional, quando ele se coloca de forma muito clara no seu termo “passar a boiada” é muito preocupante, não apenas para a comunidade científica mas também para a sociedade como um todo, porque o significado desse “passar a boiada” é justamente passar por cima de todo o conhecimento, todo o estado da arte da questão ambiental, da problemática e também das soluções que já foram desenvolvidas no Brasil há décadas e que são muito bem consolidados e reconhecidos internacionalmente. Quando ele diz “passar a boiada”, além de desprezar todo esse cabedal de conhecimento, tecnologias, soluções e aplicações práticas, é também flexibilizar as leis ambientais. O Brasil também é reconhecido pelas suas leis ambientais. Eu não sou da área jurídica, mas essa análise é bem conhecida e mostra que temos um conjunto de leis ambientais bastante sólidas, embora de aplicação muito flexível e com baixo grau de fiscalização, que deveria ter maior aporte. Mas a fala remete à isso: ao desprezo da ciência, que vai na linha do negacionismo científico típico desse governo; à flexibilização das leis e das possibilidades de fiscalização, de multa, de aplicação da lei ao crime ambiental. Mas também tem um outro lado que preocupa bastante, que é o lado social, que é a questão do afrouxamento das leis e das políticas de proteção das áreas indígenas. Atualmente, os indígenas são os grandes guardiões, nas suas reservas, do que resta ainda de floresta intocada, e também são os grandes guardiões da forma harmônica de se conviver com as formações naturais e de saber extrair a sua vivência dessas formações. Quando se usa esse termo “passar a boiada”, se remete a um medo de que seja um desmonte das políticas indígenas vinculadas à conservação das suas reservas, que ainda são as grandes mantenedoras de áreas naturais. Um bom exemplo disso é o Xingu, que nos últimos anos - e aí não é apenas nessa gestão - perdeu bastante das suas áreas. As populações indígenas da região do centro do Xingu, onde ainda está preservado, já relatam a diminuição da pesca e da disponibilidade de água. E essa preocupação também deve ser da comunidade como um todo. Precisa ser uma preocupação, inclusive, do setor


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do agronegócio porque é indiscutível, a ciência já mostra - e aí também está o perigo de se negar a ciência - que as áreas naturais prestam serviços ecossistêmicos diretamente ligados à produtividade agrícola. Onde é que encontramos os predadores e controles biológicos para as pragas das grandes culturas, das commodities? Onde estão os polinizadores da maioria das nossas plantas cultivadas e muitas das commodities que são altamente dependentes deles? Eles vivem nesses refúgios que são as áreas naturais! O setor do agronegócio deveria estar preocupado também, mas infelizmente ainda predomina uma visão imediatista e lucrativista, embora eu tenha certeza que existem grupos, atores e setores do agronegócio que entendem a importância dessas áreas. São muitos fatores dependentes. Onde a gente tem as nascentes de água para irrigação da lavoura, para dessedentação animal? Nas áreas preservadas. É de uma ignorância atroz a gente negar a ciência, porque ela mesma já está advertindo que nós estamos todos interligados e de que somos dependentes.

10- Depois de uma declaração dessas, dá para fazer uma previsão sobre o que podemos esperar no que diz respeito ao futuro da floresta nos próximos 10 anos, pelo menos?

Ana Paula: Bom, quanto a uma perspectiva para dez anos eu acredito que é mais recomendado dar uma olhada nos dados produzidos pelo Inpe. O Inpe trabalha com uma tecnologia muito precisa chamada Modelagem de Cenários Futuros, que presta um grande serviço nesse sentido do monitoramento. A Amazônia já é monitorada há muito tempo, desde 1988. O Cerrado, desde 2014. E agora, em 2019, 2020, o Inpe passou a monitorar o Pampa, a Mata Atlântica, o Pantanal e a Caatinga. Eles prestam esse serviço essencial para um país de dimensão continental como o nosso, que é a produção de informação com eficiência e tecnologia. Essa questão de avaliar o futuro é muito difícil, o que nós podemos falar é desse momento bem mais recente, que é extremamente preocupante, porque nós alcançamos níveis de supressão da cobertura vegetal nativa que há muito tempo não se alcançava. Há uma semana atrás, mais ou menos, o Inpe noticiou os dados para a Amazônia e nós tivemos 64% de aumento do desmatamento, só no período desses primeiros meses de 2020. Os outros biomas que nós temos já estão muito mais comprometidos e essas taxas também tendem a aumentar. Essa é a preocupação. Vinculando com a pergunta anterior, nós temos um Ministro do Meio Ambiente que, ao invés de defender a manutenção dos instrumentos legais de preservação do meio ambiente, defende uma generalização e uma flexibilização expressa naquela reunião do dia 22 de abril num termo muito claro. Não há como tentar interpretar de outra forma essa expressão “passar a boiada”.


SISTEMAS DE TRATAMENTO

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SANEAMENTO BÁSICO Saiba como esse conceito se desenvolveu ao longo da História

Desde a Idade Antiga o homem se preocupa e desenvolve técnicas básicas de saneamento, a fim de melhorar as comunidades onde vive e a saúde das pessoas que a constituem. Nessa época, de curiosidade científica atrelada a carências de toda ordem, foram criadas tecnologias como a irrigação e a construção de diques, por exemplo. Os constantes conflitos sociais, conquistas e tomadas de territórios, possibilitaram mudanças culturais e de poder que nos levaram a épocas como a Idade Média, caracterizadas pela ruptura do homem com o conhecimento. A Igreja era a única responsável pela conservação e transmissão des-

ses conhecimentos, que frequentemente ficavam guardados em bibliotecas de mosteiros. Como a pobreza, o analfabetismo e a escassez de recursos eram a norma nessas sociedades, o lixo, os excrementos humanos e de animais, bem como a captação de água para consumo não eram gerenciados de maneira adequada, já que essas pessoas eram responsáveis pelo próprio “saneamento”. Por isso, a Idade Média é frequentemente lembrada como a época em que sociedades inteiras foram assoladas pela disseminação de doenças como cólera, tifo, lepra até culminar no que conhecemos como a “peste negra”, responsável por dizimar ⅓ da população europeia.


SISTEMAS DE TRATAMENTO

Na Idade Moderna, a retomada e a valorização do conhecimento e das ciências, assim como a formação de uma classe intelectual, trouxeram avanços importantes em todas as esferas, incluindo no saneamento. Aqui, tivemos importantes avanços como a canalização de águas e esgoto, a criação do vaso sanitário e o reconhecimento de que saneamento e saúde pública eram relacionados e faziam parte da mesma categoria. Nessa época ocorreu a Revolução Industrial e o trabalho assalariado era responsável pela geração de riquezas nacionais. Logo, passou-se a dar importância para recursos que diminuíssem os problemas de saúde dos trabalhadores, já que o mercado precisava de operários capazes de aguentar longas jornadas de trabalho.

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Na Idade Contemporânea, a oferta de trabalho nas cidades originou a formação dos grandes centros industriais, que cresceram de maneira desordenada, com a população em péssimas condições de habitação e trabalho. A migração em massa das zonas rurais para as urbanas também fez aumentar significativamente a taxa de mortalidade e de doenças infecciosas. A Revolução Francesa foi um marco importante, onde os direitos humanos e o conceito de cidadania começaram a ganhar espaço nas discussões e nas políticas públicas. O processo de industrialização e a evolução das tecnologias possibilitaram que os países ricos criassem programas de saneamento em larga escala em seu território.

Como entendemos o saneamento básico hoje? Você viu que a aplicação de técnicas de saneamento básico mudou ao longo da História e da constituição das sociedades. Também deve ter percebido que sempre que esses mecanismos foram deixados de lado ou delegados exclusivamente aos cidadãos, eles deixaram de funcionar e foram responsáveis pela disseminação de doenças e aumento da mortalidade. Então, qual é o conceito que define saneamento hoje? Como sabemos se estamos agindo de maneira adequada para nossa saúde e para a saúde da comunidade?


SISTEMAS DE TRATAMENTO

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Hoje, o conceito de saneamento vai muito além da canalização de águas e do descarte correto de resíduos e esgoto. Quando falamos em saneamento básico, estamos incluindo diversos fatores, entre eles, a preservação e o manejo do meio ambiente visando conservar ou modificar suas características para prevenir doenças e preservar a saúde da população, assim como implantar técnicas que melhorem a qualidade de vida, bem como a produtividade do indivíduo, visando facilitar a atividade econômica. No Brasil, o saneamento básico é um direito constitucional assegurado pela Lei nº 11.445/2007, e é descrito como o conjunto de serviços, infraestrutura e instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana manejo de resíduos sólidos e de águas pluviais. Apesar de ser um direito, boa parte da população brasileira ainda carece de pelo menos algum serviço básico de saneamento, quando não de todos. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Pnad, realizada pelo IBGE em 2018, 57 milhões de residências não têm acesso à rede de esgoto, 24 milhões não têm acesso à água encanada e 15 milhões de residências estão em lugares onde não há coleta de lixo. Outro levantamento, apresentado pelo Instituto Trata Brasil - uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) formada por empresas do setor de saneamento e de recursos hídricos, analisou índices de quatro regiões metropolitanas do país: Belém, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, demonstrando que moradores de áreas sem saneamento básico ganham salários menores e estão mais suscetíveis a doenças originadas dessa carência, comparados aos moradores de áreas contempladas pelos serviços. Além desse impacto negativo com relação à renda individual, a falta de saneamento eleva os gastos com saúde pública para essa população.

O QUE DIZ A LEI Nº 11.445/2007 Ficou curioso para conhecer a Lei que rege o saneamento básico no Brasil? Aponte a câmera do seu smartphone para a imagem abaixo e confira o texto completo. Se o seu smartphone não conseguir ler a imagem, é necessário que você baixe um aplicativo leitor de QR Code na Google Play Store ou na Apple Store.


INOVAÇÃO

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BEM-VINDO À 4ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL O conceito de Indústria 4.0 traz consigo 239 anos de história, aperfeiçoamento, pesquisa científica, inovação e tecnologia. A quarta Revolução Industrial já chegou e, dessa vez, promete fundir os mundos reais, virtuais e biológicos. O termo foi usado pela primeira vez em 2011, na Feira de Hannover, na Alemanha e nasceu por conta de um projeto de desenvolvimento tecnológico do governo daquele país. A Indústria 4.0 visa a integração das tecnologias da informação, automação e controle, aplicadas à indústria. Nesta edição da Acquabios Connecta, fizemos uma síntese das tecnologias e dos princípios que possibilitarão essa 4ª Revolução Industrial.

Revolução Industrial (1780)

Revolução Industrial (1870)

Mecânica. Marcou a transição de trabalhos manuais para o início da utilização de máquinas, surgimento do tear mecânico e produção em maior escala, bem como a maior eficiência dos motores a vapor.

Elétrica. Desenvolvimento da indústria química, elétrica, de aço e combustíveis derivados do petróleo. Os meios de transporte também merecem destaque, pois foi nessa época que foram inventados o avião e os navios de aço movidos a vapor.

Revolução Industrial (1969)

Revolução Industrial (2000)

Automação. O analógico fica no passado e as

Em curso. A quarta Revolução Industrial é marcada, principalmente, pela inteligência artificial, internet das coisas, robótica avançada, big data, computação em nuvem, entre outros.

máquinas e tecnologias digitais aparecem. Criação e popularização de computadores, celulares, arquivos digitais, internet e engenharia genética, entre outras tecnologias.


INOVAÇÃO

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PRINCÍPIOS OPERAÇÃO EM TEMPO REAL Na Indústria 4.0, a capacidade de captar, analisar e tratar os dados oriundos de Big Data é praticamente instantânea. Isso permite que as respostas e as decisões sejam tomadas praticamente ao mesmo tempo em que surgem as perguntas ou problemas;

VIRTUALIZAÇÃO Imagine que exista uma planta virtual da empresa, integrada às máquinas reais por meio de sensores, permitindo que todos os processos sejam rastreados e monitorados. Esse é o conceito de virtualização, também presente na Indústria 4.0.

DESCENTRALIZAÇÃO A tomada de decisão será mais dinâmica, já que os sistemas cyber-físicos possibilitarão a descentralização. Cada máquina envolvida no processo, receberá, mas também fornecerá, informações sobre si mesma e seus ciclos.

MODULARIDADE Os módulos de produção poderão ser acoplados ou desacoplados conforme a necessidade. Esse conceito dará maior flexibilidade, tanto no que diz respeito às tarefas das máquinas quanto a sua substituição em caso de falha.

ORIENTAÇÃO A SERVIÇOS Talvez você já tenha ouvido falar em Internet das Coisas - e na Indústria 4.0 ela têm papel importante - mas tão imprescindível quanto ela, será a Internet dos Serviços, com arquiteturas de softwares voltadas a prestação de serviços.


INOVAÇÃO

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TECNOLOGIAS QUE SUSTENTAM A

INDÚSTRIA 4.0 Manufatura Aditiva

Seu uso não é recente, primeiro ficou conhecida como prototipagem rápida. Hoje, também é conhecida como impressão 3D. A manufatura aditiva permite maior flexibilidade e também possibilita que estruturas complexas sejam impressas. É bastante aplicada nas indústrias aeroespacial, automotiva e de implantes odontológicos. Cada vez mais popular em outras áreas de atuação; Internet das Coisas

Inteligência Artificial

É a conexão, via internet, de objetos variados, possibilitando que eles executem ações. Um exemplo clássico, mas ainda em desenvolvimento, são os carros autônomos que realizam ações como parar ou desviar de obstáculos, de acordo com a transmissão e análise de dados de sensores e outros objetos (outros carros, semáforos, etc);

Termo da área das Ciências da Computação, usado para designar os softwares e robôs que simulam a capacidade humana de pensar, tomar decisões e agir por conta própria, além de aprender. Será ampliado e ainda mais utilizado na Indústria 4.0, pois ele é um dos componentes que permitem a automatização dos processos e da produção;

Biologia Sintética

Sistemas Cyber-físicos

Criação de organismos como enzimas, células, entre outros, de maneira sintética, por meio do desenvolvimento de tecnologias multidisciplinares, em áreas como biologia, química, engenharia genética e ciências da computação;

É o sistema que permitirá a virtualização das empresas. O sistema cyber-físico (em inglês, CPS), é o sistema que permite a síntese do mundo real e virtual. Através dele, é realizado o monitoramento e o controle físico das unidades de operação.


INOVAÇÃO

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CONHEÇA A JORNADA DA INDÚSTRIA BRASILEIRA RUMO À

4ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - MDIC, juntamente com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial - ABDI, lançaram uma Agenda de desenvolvimento para a Indústria 4.0 no Brasil. A Agenda estabelece os passos necessário para que a jornada de transição ocorra no país e apresenta uma série de medidas, como: 1ª DIVULGAÇÃO DOS CONCEITOS DE INDÚSTRIA 4.0: a primeira medida que a agenda brasileira aborda diz respeito à divulgação do conhecimento sobre o que é a Indústria 4.0. Para isso, foram destinados R$ 25 milhões em campanhas informativas permanentes, workshops e seminários. Os pilares dessas campanhas são: tecnologia, brasilidade e indústria; 2ª PLATAFORMA DE AUTOAVALIAÇÃO 4.0: as empresas precisam identificar em que patamar estão e para onde desejam ir, além de verificar seu potencial de crescimento real. Para isso, foi criada uma plataforma de autoavaliação para que os empresários identifiquem o grau de maturidade de suas empresas em relação à jornada de desenvolvimento da Indústria 4.0. A meta para essa fase é atender 3 mil empresas, entre 2018 e 2019; 3ª HUB 4.0: é uma plataforma de serviços integrada à plataforma de autoavaliação,

que permite a integração entre empresas e provedores de tecnologia para digitalização e modernização do parque industrial. A meta para essa fase é atender 3 mil empresas industriais, entre 2018 e 2019, com volume de R$ 35 milhões entre investimentos públicos e privados; 4ª BRASIL MAIS PRODUTIVO 4.0: possibilitar que o número de empresas com manufatura enxuta cresça no país. Meta é de atender 1,5 mil empresas entre 2018 e 2019; 5ª FÁBRICA DO FUTURO E TEST BEDS: o MDIC e a ABDI, em parceria com agências federais e estaduais de fomento pretendem financiar projetos de testes, experimentação e prototipagem para que as empresas interessadas na transição absorvam e implementem as tecnologias de maneira adequada, visando reduzir os riscos. A meta é de apoiar 20 testbeds ou Fábricas do Futuro, investindo o volume de R$ 30 milhões, entre


INOVAÇÃO

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2018 e 2019, oriundos de recursos públicos e privados;

plantação de 100 laboratórios voltados às tecnologias 4.0;

6ª CONEXÃO STARTUP-INDÚSTRIA 4.0: criar e fomentar ambiente de integração entre as startups e indústrias, com o objetivo de promover o desenvolvimento tecnológico e disseminar conhecimento sobre a Indústria 4.0, consolidando a mudança cultural para a sua implantação. A meta é de apoiar 50 indústrias e 100 startups, com investimento de R$ 30 milhões, entre 2018 e 2019, oriundos de recursos públicos e privados;

8ª REGRAS DO JOGO 4.0: definir a legislação que regerá esse mundo 4.0, para que as empresas possam migrar de maneira adequada, com destaque para o uso de robôs colaborativos, o polo industrial de Manaus e a privacidade e proteção de dados;

7ª MERCADO DE TRABALHO E EDUCAÇÃO 4.0: a Indústria 4.0 ou a 4ª Revolução Industrial, como também é conhecida, vai trazer impactos sociais profundos. É necessário repensar os modelos de educação e demanda de mercado para requalificar os trabalhadores e formar profissionais capazes para este novo momento. A agenda propõe cinco medidas emergenciais, como oferta de cursos condizentes com as competências esperadas dos profissionais na Indústria 4.0, treinamento de 1,5 mil professores de educação profissional e tecnológica, visando atingir 10 mil alunos da rede federal e im-

9ª FINANCIABILIDADE PARA UMA INDÚSTRIA 4.0: parceria entre bancos públicos, privados e agências de fomento para a garantir o financiamento compatível e necessário para a modernização das empresas; 10ª COMÉRCIO INTERNACIONAL 4.0: com o objetivo de acelerar a aquisição de tecnologia por parte das empresas e aumentar a participação do Brasil no comércio internacional, foram estabelecidas algumas metas, como zerar as alíquotas de imposto de importação de bens e insumos est ratégicos para a Indústria 4.0; atrelar o tema da Indústria 4.0 aos acordos bilaterais com o Mercosul, outros países e blocos e promover a cooperação bilateral em Indústria 4.0 com outros países, entre outras medidas. Fonte: Ministério da Indústria, Comércio e Serviços em [http://www.industria40.gov.br]


NOVO CONSUMIDOR

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COMPRAR OU NÃO COMPRAR, EIS A QUESTÃO É parafraseando o grande poeta e dramaturgo inglês, William Shakespeare, que começamos essa matéria. Afinal, mais do que o “ser”, vivemos em uma época onde o “ter” é estimulado excessivamente. Mas quais são as razões que nos levam a desejar determinado objeto? Quais fatores influenciam na tomada de decisão entre adquirir ou não um produto e o que nos faz optar por esta e não aquela marca? Foi pensando nessas e em outras perguntas que o Marketing se uniu à Neurociência para entender como o nosso cérebro reage quando estimulado pela publicidade. Desses estudos e testes interdisciplinares, nasceu o Neuromarketing, área da ciência que busca estudar e compreender os fatores que influenciam um consumidor na decisão de compra.

BASES DO

NEUROMARKETING O cérebro humano é dividido em três níveis. Na parte mais interna e na menor proporção, aparece o chamado cérebro reptiliano. É ele quem dá os comandos para que as funções mais básicas do nosso corpo funcionem corretamente, como a nossa respiração, batimentos cardíacos, salivação, etc. Essa parte do cérebro também comanda nossas reações mais primitivas, como a fome, sede, medo, sono, entre outras. Fazendo o “meio de campo”, aparece o cérebro límbico, responsável pela administração de sentimentos mais complexos,

como as relações emocionais, comportamento sexual, aprendizagem, organização de memórias e armazenamento de informações. Essa parte do cérebro é ativada através dos nossos sentidos: paladar, audição, olfato, visão e tato. Na terceira parte do cérebro, mais para a margem, fica a estrutura chamada de neocórtex, onde os pensamentos e o raciocínio lógico são formados. Essa estrutura nos diferencia dos animais, abriga a nossa capacidade de abstração, a criatividade e o lado social. E é nela que os processos de decisão ocorrem.


NOVO CONSUMIDOR

A Neurociência já conhecia todas essas estruturas, mas somente nos anos 90 o Marketing também começou a se interessar por elas, pois a partir do momento em que esses profissionais entendessem como o cérebro funcionava e quais regiões eram acionadas quando as pessoas visualizassem os anúncios, poderiam des-

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cobrir quais estratégias funcionavam para gerar determinada reação ou sentimento e quais não surtiam o efeito desejado. Assim, todas as estratégias de divulgação e posicionamento de marcas poderiam ser adequadas para maior conversão e também, maior engajamento dos consumidores.

COMO O NEUROMARKETING APARECE NO DIA A DIA Da criação de uma marca forte e memorável à elaboração de uma campanha que nos faça chorar na frente da televisão, passando pelo design eficiente de embalagens e, porque não, pelo perfume único do nosso ponto de vendas: o neuromarketing está presente em absolutamente todas as estratégias de divulgação de marcas bem-sucedidas. O empenho em criar experiências sensoriais e únicas, ou em gerar identificação, diferencia sua marca e seu produto dos demais, pois mexe diretamente com as emoções do consumidor, fazendo com que ele se torne um representante fiel da sua marca.

E NO MARKETING DIGITAL? As estratégias digitais também são bastante pautadas pelo neuromarketing. Nesse campo, há uma certa redução de alternativas, por exemplo, não podemos impactar o consumidor através de alguns sentidos como olfato, paladar e tato. Por isso, as principais estratégias de neuromarketing aplicadas ao marketing digital estão atreladas ao marketing de conteúdo e às emoções. Imagens bem planejadas, vídeos cuidadosos e bem estruturados, histórias bem contadas, conteúdos ricos e informativos são alguns dos conceitos mais aplicados no mundo digital. Afinal, ainda parafraseando Shakeaspeare, “há mais coisas entre o anúncio e a compra do que pode imaginar nossa vã Filosofia”.


PLANEJAMENTO

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O PROCESSO DO PLANEJAMENTO Podemos definir o conceito de planejamento como o ato de criar e planejar antecipadamente uma ação, desenvolvendo estratégias programadas para atingir um determinado objetivo. Muitos autores definem o conceito de planejamento como a capacidade de combinar as condições internas (situação financeira, disponibilidade de tempo e conhecimento específico) com as oportunidades encontradas no ambiente externo (situação do mercado, empresas prestadoras do serviço, promoções) para tangibilizar uma meta ou objetivo. Preparamos este passo a passo para auxiliar você a fazer um planejamento pessoal ou profissional, que te permita alcançar efetivamente os seus objetivos. 1

METAS

2

CENÁRIO ATUAL

5

RECURSOS

3

AÇÕES

6

IMPEDIMENTOS

4

TEMPO

7

AVALIAÇÃO E REALINHAMENTO

Detalhamento do Processo Metas

Cenário Atual

Qual será a minha meta ao final deste planejamento?

Qual o cenário atual? Onde você se encontra hoje? Nesta etapa, faça uma análise completa da situação, interna e externamente, para que você possa entender com clareza os fatores que podem auxiliar ou dificultar seus esforços na realização dos objetivos.

Passo Um

Lembre-se que metas são os objetivos em forma quantificada.

Passo Dois


PLANEJAMENTO

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Ações

Passo Três Faça um programa final e inclua as ações. Estabeleça objetivos claros e reais para que o seu plano de ação seja eficiente e atinja estes objetivos. Abaixo, alguns itens que podem nortear a organização do seu planejamento: • Quem fará cada etapa do projeto; • De que forma será feita a união das etapas; • Cite as condições que motivarão a realização do objetivo; • Determine quando o pla­nejamento ou as ideias devem ser pos­tos em prática; • De que forma serão coordenadas todas as funções; • Quais serão os métodos utilizados.

Tempo

Passo Quatro Determine prazos. Cada etapa do plano necessita de uma data de conclusão para que o prazo final seja respeitado e para que cada integrante do projeto se esforce e cumpra com responsabilidade.

Recursos Passo Cinco

Faça um levantamento dos custos envolvidos, caso o planejamento seja feito para a sua empresa. Leve em consideração todos os recursos necessários: pessoas, materiais, tempo, etc.

Impedimentos

Avaliar e Realinhar

Fique atento aos obstáculos que possam surgir no andamento do processo. Podem ocorrer mudanças nos custos ou recursos que afetarão a qualidade dos resultados. Preveja estes contratempos.

Mantenha a avaliação do desempenho constantemente, garantindo que as medidas corretivas sejam tomadas a tempo. Concentre-se nos fatores críticos e fique alerta para previní-los, garantindo assim o seu resultado.

Passo Seis

Passo Sete


EDITORIAL PLANEJAMENTO 29

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AO PLANEJAR OBSERVE Ao elaborar o seu plano, mantenha o foco naquilo que realmente trará resultados, não desperdice tempo, seja claro e objetivo nas metas estabelecidas. Abaixo elaboramos um quadro subdividindo o tempo para cada etapa como sugestão.

25 %

DEFININDO AS METAS

20 %

CENÁRIO ATUAL

25 %

AÇÕES

30 %

TEMPO RECURSOS IMPEDIMENTOS AVALIAÇÃO E REALINHAMENTO


INOVAÇÃO

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GLOSSÁRIO DA

INOVAÇÃO Se você está acostumado a consumir material sobre inovação tecnológica, principalmente voltada para as áreas de desenvolvimento de produtos ou marketing, certamente já se deparou com várias das expressões que traremos neste glossário. Se você ainda não está familiarizado com elas, aproveite. Esse material foi pensado para você!

A ACELERADORA São empresas cujo objetivo maior é ajudar uma startup promissora a se desenvolver sólida e rapidamente. Essas empresas investem dinheiro e recursos de forma que a startup atinja seu ponto de equilíbrio, ou seja, consiga pagar suas despesas a partir da receita que gera. Por investir dinheiro na startup, a aceleradora torna-se sócia do

negócio, até que decida vender sua participação para futuros investidores ou outras empresas.

AUTOMAÇÃO Utilização de tecnologia para substituir mão-de-obra, como robôs, computadores, bots, telecomunicações, etc.

ATIVIDADES PPT Abreviação para Atividades de Inovação de


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Produtos e Processos Tecnológicos, são todos os passos que levam a implantação de processos ou produtos aprimorados através da tecnologia, desde o estudo científico até organizacional, comercial e financeiro.

ADAPTAÇÃO DE TECNOLOGIA Modificações realizadas para aprimorar o desempenho, visando melhorias na produtividade, nas condições do trabalho e na qualidade do produto final.

B BENCHMARKING Palavra de língua inglesa cuja origem é “referência”. A grosso modo, é uma pesquisa de mercado que a empresa faz entre outras do mesmo setor, para comparar pontos positivos e negativos, vantagens e desvantagens competitivas, visando melhorar seu posicionamento, ou seja, transformando a empresa em referência no setor.

BIG DATA Originário da área de Tecnologia da Informação, o big data consiste na captura, análise e verificação de uma enorme quantidade

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de dados, sem relação direta entre si, mas com grande potencial na definição de estratégias de comunicação e marketing para a empresa.

BUSINESS MODEL CANVAS Pode ser traduzido como “quadro de modelo de negócios”. É um método e uma ferramenta criada por Alexander Osterwalder que permite desenvolver ou esboçar modelos de negócios com gerenciamento estratégico. Também pode ser chamado apenas de Canvas.

BOT Diminutivo de robot. Ná prática, são robôs digitais capazes de interagir com pessoas, com respostas pré-definidas sobre o negócio ou produto. São capazes de aprender através das interações.

B2B Abreviação de Business to Business. Definem as transações ou a comunicação estratégica pensada de empresas para empresas, ou seja, que não atingem o consumidor final.

B2C Abreviação de Business to Consumer. Definem as transações ou a comunicação estratégica pensada para empresas atingirem os consumidores finais.


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C CONVERSÃO Etapa crucial da jornada de compra do consumidor. É quando ele entra no seu site ou e-commerce e faz uma ação importante, como compra, assinatura de serviço, cadastro de email, entre outros.

CERNE Centro de Referência para Apoio aos Novos Empreendedores. É um modelo de gestão para incubadoras brasileiras, desenvolvido pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores Anprotec e pelo SEBRAE.

CAPITAL DE RISCO (VENTURE CAPITAL) Recursos investidos em empresas com potencial de crescimento, em fase de maior estabilidade. São eles que possibilitam as primeiras expansões do negócio.

COWORKING Espaço de trabalho compartilhado entre diversas empresas ou empreendedoresindividuais.

CROWDFUNDING Modelo para financiamento de projeto ou ação realizado através de plataformas colaborativas, com apoios individuais de diversos colaboradores.

D DEMANDA TECNOLÓGICA Procura de desenvolvimento de soluções tecnológicas por parte de organizações.

DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO Desenvolvimento de produtos e processos através da absorção de novas tecnologias. Também pode caracterizar o período de desenvolvimento que leva um país ou região a adquirir capacidade de inovação para influenciar a economia.

DESIGN THINKING Abordagem criativa, com foco no ser humano. É construída através da multidisciplinaridade, colaboração e tangibilização de ideias e processos, com o objetivo de implementar alternativas inovadoras para empresas. Também pode ser aplicado em soluções para a superação de problemas sociais, educacionais, entre outros.


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E

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H

EMPRESA INCUBADA

HACKATON

Empresa que está em fase de incubação.

Neologismo em inglês, que mistura as palavras hack (programar excepcionalmente) e marathon (maratona). É uma maratona que reúne equipes multidisciplinares da empresa e visa criar uma solução específica para algum desafio excepcional.

EMPRESA GRADUADA Empresa que atingiu um nível de desenvolvimento que a torna capaz de sair da incubadora.

ELEVATOR PITCH

I

Discurso de apresentação de negócio a investidores em um tempo bastante reduzido, com o máximo de 1 minuto.

EFFECTUATION

INVESTIDOR ANJO

Processo dinâmico cujo objetivo é possibilitar o desenvolvimento de ideias criativas em ambiente inovador.

É um investidor experiente que financia projetos de empresas iniciantes com alto potencial de crescimento a partir de seu próprio capital.

F FUNIL DE VENDAS Conceito de marketing que reproduz o caminho que o cliente faz desde o primeiro contato com a empresa até a compra do produto. Auxilia as vendas pois, quando bem empregado, conduz o cliente a realizar ações ou a comprar efetivamente.

G GROWTH HAKING Modelo de trabalho que visa encontrar ideias melhores (hacks) a partir de experimentação e verificação de hipóteses com o objetivo de tornar o crescimento (growth) da empresa mais rápido.

INVESTIDOR Indivíduo ou organização que injeta dinheiro, a partir da compra de cotas de participação, em empresas iniciantes com alto potencial de crescimento, como as startups.

INCUBADORA Instituições que oferecem infraestrutura inovadora para empresas em fase inicial ou em operação, auxiliando no desenvolvimento de ideias e projetos. A maioria das incubadoras estão ligadas à universidades.

INBOUND MARKETING É a área do marketing que desenvolve estratégias para atrair pessoas de forma que elas se interessem pelo negócio. A produção e disponibilização de material informativo e a interação nas redes sociais são alguns exemplos.


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INOVAÇÃO INCREMENTAL Implantação de qualquer tipo de melhoria em um produto ou processo sem mudança na estrutura industrial.

INOVAÇÃO RADICAL Criação de um novo produto ou processo inteiramente novo. Pode significar uma ruptura com o modelo anterior e originar novas indústrias e mercados.

K KPI Abreviação de Key Performance Indicator, ou seja, são os indicadores-chave de desempenho da empresa e devem ser definidos para mensurar o crescimento do negócio.

L LEAD A expressão se refere ao processo de transformação de um usuário qualquer da internet em um potencial cliente da sua empresa. Isso acontece quando ele faz um cadastro no site da empresa, disponibiliza o email, assina uma newsletter, interage positivamente com os perfis nas redes sociais, entre outrasformas.

LEAN STARTUP Significa startup enxuta. É um modelo de negócios que oferece um conjunto de processos para o desenvolvimento ágil de produtos. O termo foi cunhado por Eric Ries, que lançou um livro com este nome onde descreve o passo a passo do processo.

M MÉTRICAS Medidas usadas para verificar o desempenho de ações da empresa.

MVP Abreviação de Minimum Viable Product, ou seja, produto mínimo viável. É uma prática do campo da Administração. Consiste na elaboração e lançamento, em menor escala, de um protótipo do produto final que cumpra todas as suas funcionalidades, a fim de medir sua usabilidade, eficiência e aceitação, antes de investir uma grande quantidade de dinheiro no produtofinal.

MENTOR Profissional experiente que oferece mentoria para empresas em fase inicial ou de


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desenvolvimento, por meio de discussões e orientações fundamentadas no mercado.

N NDA Abreviação de Non-Disclosure Agreement, ou seja, é um contrato de confidencialidade. Bastante utilizado entre empresas altamente tecnológicas e seus fornecedores.

O OMNICHANNEL Estratégia utilizada para integrar os canais de venda, proporcionando a mesma experiência de compra independente do canal utilizado.

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P PERSONA Termo utilizado no marketing para definir o perfil de cliente ideal entre aqueles que compõem o seu público-alvo. Isso é feito a partir da união das principais características, hábitos e interesses, incluindo gênero e faixa de renda. Dessa forma, todas as estratégias de marketing são direcionadas de forma mais inteligente e assertiva.

PITCH Discurso de curta duração (máximo de 5 minutos) que o empreendedor faz para os investidores, com o objetivo de angariar os recursos necessários para o desenvolvimento do projeto ou empresa. Nele, o empreendedor deve explicar qual é o seu produto ou projeto e qual a missão da empresa, além de demonstrar porque a sua ideia tem escalabilidade.


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PRODUTO INOVADOR É o produto que sobressai entre os outros no que diz respeito ao uso ou às características, porque possui aplicação de nova tecnologia, novo conhecimento ou porque mistura tecnologias e conhecimentos já existentes de maneira única.

R ROI Abreviação de Return on Investment, ou seja, é o retorno sobre o investimento feito. Mede o lucro que a empresa obtém ao investir em determinada ação.

REALIDADE VIRTUAL Tecnologia entre usuário e sistema que, através de imagens em 360º ou gráficos 3D, simula um ambiente virtual e dá a sensação de integração da pessoa à este ambiente fictício.

S STORYTELLING Storytelling é a habilidade de contar histórias utilizando enredo elaborado, narrativa envolvente, e recursos audiovisuais. A técnica, cujo caráter é persuasivo, ajuda a pro-

mover o seu negócio e a vender seus serviços de forma indireta. Pode ser aplicada na produção de conteúdo, em vendas e em consultorias.

SEO Abreviação de Search Engine Optimization, ou seja, é a otimização para mecanismos de busca na internet. Refere-se a um conjunto de técnicas de marketing para que um site seja melhor posicionado nos mecanismos de busca, como o Google, por exemplo.

T TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA Intercâmbio realizado entre centros de pesquisa, universidades e empresas a fim de trocar conhecimentos e habilidades tecnológicas.

V VENTURE CAPITAL É o chamado “capital de risco”, investimento feito em empresas de pequeno e médio portes ainda jovens, mas com bom potencial de crescimento. Os investidores se tornam sócios, com o objetivo de ajudar a expandir o negócio para que ele alcance um novo patamar no mercado.


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PATROCÍNIO Há mais de 10 anos dedicamos nosso trabalho para proporcionar saúde e qualidade de vida para as pessoas, por meio da purificação da água que você consome. Também acreditamos no esporte como fator essencial a essa vida de qualidade e valorizamos os sonhos de nossos conterrâneos. Em virtude desses ideais, em 2019 decidimos patrocinar uma jovem atleta do Tênis de Mesa de Caxias do Sul. Sabrina Cagnin Moschen tem 14 anos e já é uma promessa do esporte. Em 2019, participou e saiu vitoriosa das etapas municipal e regional dos Jogos Escolares e ficou com o segundo lugar na etapa estadual. Ainda participou dos Jogos Escolares da Juventude em Blumenau, onde ficou com o terceiro lugar na categoria equipe feminina juntamente com a atleta Victória Strasburguer, do 53º Campeonato Brasileiro Interclubes de Tênis de Mesa em São Paulo, representando o Rio Grande do Sul e o Clube SOGIPA, além de participar de várias etapas do Campeonato Gaúcho de Tênis de Mesa, onde recebeu o Prêmio Destaque 2019 pela Federação Gaúcha de Tênis de Mesa. Sabrina ainda recebeu uma menção honrosa na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, através do vereador Edson da Rosa. Neste ano, devido à pandemia do coronavírus, os planos precisaram ser adiados. Mas a nossa atleta segue treinando para retornar às competições, quando tudo voltar ao normal.

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