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INFOLUSO N°118 / Fevereiro 2016

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INFOLUSO Jornal bilingue Francês e Português

sommaire

02 editorial/momentos

inesquecíveis

03 testemunhos

• L’mmigration portugaise par le photographe Gérard Bloncourt

04 história / poemas /

receitas

05 cantinho dos peque-

ninos e da língua 06 agenda

07 nossos parceiros

N°118 / fevereiro 2016 / Gratuito

ACPS :

12 Bld Jean-Sébastien Bach 67000 Strasbourg


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editorial

Estimadas e estimados sócios,…

…membros, amigos e simpatizantes da ACPS, aqui englobo todos aquelas e aqueles que durante o ano ajudam, militam e dão benevolamente, parte do seu tempo livre para a concretização dos projectos, eventos e actividades que regularmente a associação cultural portuguesa de Estrasburgo organiza para a comunidade.

Sendo assim gostaria, em nome da associação, desejar a todos um belo e próspero ano 2016 e os meus mais sinceros votos de sucesso nas suas respectivas actividades pessoais, profissionais e também nas diversas participações associativas.

Este ano 2016 será um ano importante na vida da ACPS. É com imenso agrado que iremos comemorar 30 anos de existência.

Feito notável, só foi possível atingir uma tal longevidade, graças ao contributo das centenas de voluntários que durante estes 30 anos contribuíram para o desenvolvimento perene desta associação.

Ficam aqui expressos os nossos agradecimentos. Aproveito este espaço para lançar um apelo a todos e porque estamos a dar início ao novo ano e por norma estes são momentos propícios a novas resoluções.

Apelo assim a todas e a todos que se juntem e participem activamente ao meio associativo,

seja numa associação cultural, desportiva, musical, folclórica, social ou eclesiástica.

Pela vossa participação estarão a ajudar as diferentes associações portuguesas espalhadas pelo território francês. Atravessamos períodos em que a mobilização e participação nas diversas associações, nomeadamente portuguesas, está em constante declínio, pois bem, apelo assim à vossa ajuda, para que sejamos mais numerosos, mais unidos e mais solidários na defesa, na promoção e na divulgação de Portugal, da nossa cultura, das nossas tradições e da nossa língua. Um sincero bem haja a toda comunidade portuguesa presente no território da área consular de Estrasburgo. que relembro, se estende por dez departamentos em todo o Leste de França e que concentra mais de 70 000 compatriotas. Bom ano a todos !! Rui Ribeiro BARATA

(Dirigente e voluntário da ACPS, animador rádio da"Voz se Portugal e Conselheiro das Comunidades Portuguesas de Estrasburgo)

A minha viagem ao Brasil

Falar do Brasil não é fácil , tão diversificado é este país ...

A sua história está ligada à nossa mas houve depois tantas influências que falar de afinidades é mais que difícil... Se começarmos pela língua, o português que se fala aqui varia de estado para estado e adoptou muitas expressões e palavras índias, africanas e dos múltiplos povos europeus que aqui se instalaram há séculos . Mas, na generalidade, a língua dos brasileiros é mais suave que a nossa e talvez influência do clima também mais simplificada. Tudo aqui é mais lento e finaliza em doçura ... Quanto à cultura, acontece o mesmo que com a língua ; o país e tão grande e tão miscigenado que analisá-la em profundidade é muito difícil. Sobretudo o Nordeste do Brasil é a região mais influenciada pela vinda dos africanos no século XVI e isso nota-se na gastronomia, na religião e até na linguagem. O povo aqui é 90 % negro e praticam essencialmente o “candomblé”, que é uma religião africana mas adaptada ao Brasil. Há também muitos católicos aqui mas a religião predominante é um misticismo bem africano, adorando os seus deuses ( os Orixás ) a quem, no tempo da escravatura e para escapar aos castigos dos ¨senhores¨ davam nomes de santos católicos. São múltiplos e cada um tem a sua origem e o seu poder. O Sul do Brasil é mais europeu e possui comunidades importantes de alemães, italianos, polacos mas também japoneses... Até o clima é diferente e a linguagem também. O Norte, o Noroeste e o Centro são mais índios e até o nome das cidades e das próprias pessoas tem essa influência. Se formos para a gastronomia, ela é tão variada e rica como é de esperar dum país desta grandeza. Os ingredientes básicos porém são praticamente os mesmos : farinha, feijão, camarão, peixe, raízes (aipim, inhame, gengibre, batata doce, etc.), tudo bem temperado e quase sempre cozinhados com azeite “dendê”. Come-se também muito boa carne grelhada e muita variedade de frutos. O povo, sobretudo no Nordeste, é humilde e muito acolhedor, sempre de sorriso nos lábios. A crise é muito grande, apesar das enormes riquezas naturais que o país possui, mas impera aqui uma corrupção sem limites. No entanto o povo não mostra as faltas de que sofre e desde que tenha um pouco de farinha e de feijão, uma cervejinha e música no ar, é vê-los felizes a dançar e a cantar. Nas grandes cidades como S. Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Recife ou Salvador vê-se pobreza mas não tão visível como na Europa. Politicamente há aqui um enorme descontentamento com o governo actual mas os bra-

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sileiros não são suficientemente reinvicadores e conformam-se facilmente. Há aqui muitas lacunas, sobretudo na área da educação e da saúde. Os brasileiros, e muito especialmente as mulheres, preocupam-se muito com o corpo, o que é natural, atendendo a que o clima é quente e obriga a expô-lo mais. Lucia LEVERT

segurança

L’hiver en 10 questions : Testez-vous !

Après la période des embouteillages des vacances, l’autre période redoutée par les automobilistes est celle de l’hiver : route enneigée, glissade, pare-brise gelé… Autant de situations nécessitant de redoubler de vigilance. Mais qu’en est-il de votre conduite en hiver ? PLUSIEURS RÉPONSES SONT POSSIBLES.

1. QUELLE EST LA PÉRIODE OBLIGATOIRE D’ÉQUIPEMENT DES PNEUS HIVER ? a. Du samedi précédant le 11 novembre au dernier dimanche de mars de l’année suivante b. Il n’y a pas d’obligation générale c. La période est décidée, par les autorités, en fonction de la météo

2. J’AI MONTÉ DES PNEUS À CLOUS SUR MON VÉHICULE, JE PEUX CIRCULER : a. Uniquement quand les conditions climatiques l’imposent b. Toute l’année sans restriction c. Du samedi précédant le 11 novembre au dernier dimanche de mars de l’année suivante

3. À CAUSE DE LA COUCHE DE NEIGE RECOUVRANT LA PEINTURE AU SOL, JE ME SUIS GARÉ SUR UNE PLACE RÉSERVÉE AUX PERSONNES À MOBILITÉ RÉDUITE, SUIS-JE VERBALISABLE ? a. Non, car la peinture au sol n’était pas visible b. Oui, je suis en infraction malgré cette circonstance c. Je suis en infraction seulement si la couche de neige a une épaisseur inférieure ou égale à 3 cm 4. J’AI GLISSÉ SUR UNE PLAQUE DE VERGLAS ET J’AI PERCUTÉ LE VÉHICULE CIRCULANT DEVANT MOI, SUIS-JE RESPONSABLE ? a. Oui, je dois adapter ma conduite aux conditions climatiques, je suis responsable du choc b. La présence de verglas atténue ma responsabilité ; il y a partage des responsabilités avec le véhicule que j’ai percuté c. Je suis responsable uniquement si je circulais en excès de vitesse

5. SUR AUTOROUTE, JE CIRCULE DERRIÈRE UN ENGIN DE DÉNEIGEMENT/SABLEUSE QUI A SON GYROPHARE BLEU D’ALLUMÉ. JE PEUX DÉPASSER :

momentos inesquecíveis

a. Lorsque la voie de dépassement est dégagée b. Lorsque le véhicule roule à moins de 70 km/h c. Jamais 6. TOUTES LES PARTIES VITRÉES DE MON VÉHICULE SONT ENNEIGÉES. AVANT DE PRENDRE LE VOLANT, SUIS-JE OBLIGÉ DE TOUT DÉNEIGER ? a. Non, je n’ai aucune obligation b. Je dois déneiger de façon à pouvoir circuler en toute sécurité c. La loi m’oblige seulement à déneiger les vitres latérales et la partie du pare-brise situées côté conducteur 7. VACANCES RÉSERVÉES, BAGAGES PRÉPARÉS, PASSAGERS INSTALLÉS… ET MES SKIS, JE LES METS OÙ ? a. Dans la voiture, les skis calés entre les passagers b. Sur un porte-skis ou dans un coffre de toit, attaché au véhicule c. Dans une remorque tractée 8. JE PEUX UTILISER LES FEUX DE BROUILLARD EN CAS DE CHUTE DE NEIGE ? a. Non, il y a un risque d’éblouissement pour les autres automobilistes b. Oui je peux, à l’avant et à l’arrière c. Non, je ne peux les utiliser qu’en cas de brouillard

9. QU’EST-CE QU’UNE BARRIÈRE DE DÉGEL ? a. Un panneau indiquant la présence de verglas sur la route b. Une barrière interdisant d’emprunter la voie c. Un panneau indiquant que seuls les véhicules limités à un certain tonnage peuvent emprunter la voie 10. JE NE PEUX FRANCHIR LE PANNEAU CI-DESSUS QUE SI MON VÉHICULE EST ÉQUIPÉ DE : a. Chaîne à neige b. Chaussettes à neige c. Pneus hiver RÉPONSES p. 5 de ce numéro

Fête de Noël ACPS

Natal em português, 3 vezes

Le dimanche 13 décembre l’Association Culturelle Portugaise de Strasbourg (ACPS) a œuvré toute la journée pour offrir aux plus de 70 personnes présentes, dont une bonne partie d’enfants, une nouvelle fête de Noël.

3 Festas, 3 Natais, 3 Anos. Estou no meu terceiro ano em Estrasburgo a ensinar português aos mais pequenos. QUE EXPERIÊNCIA MARAVILHOSA !!!

Tous les ans vers cette période de l’année l’ACPS organise sa traditionnelle fête dédiée à l’esprit de Noël. Le déjeuner a été confectionné par les bénévoles et quelques amis de l’association. Après le repas, des animations ont gagné la salle Bon Pasteur à Strasbourg pendant toute l’après-midi. Le père Noël a marqué la fête par sa présence et par la distribution de cadeaux aux enfants ainsi qu’aux invités. C’est dans une ambiance conviviale et joyeuse que l’ACPS a ainsi célébré Noël avec les membres de l’association strasbourgeoise. L’année 2016 sera une importante année dans la vie de l’ACPS, celle-ci célèbrera ses 30 ans d’existence. Il est fort probable que la prochaine fête de Noël réservera plein de surprises à la communauté portugaise résidente dans l’agglomération strasbourgeoise. Notez donc dès à présent dans vos agendas la prochaine fête de Noël 2016 qui se tiendra en fin d’année. Rui Ribeiro BARATA

Este ano o nosso natal foi em grande, festejámos 3 vezes ! Dizem que número três é abençoado...

1º NATAL EM ESTRASBURGO com parceria da ACPS e seus os alunos “Um Sol e Oito Janelas”. 2º NATAL EM COLMAR com as duas turmas, pais, avós, tios, primos e até bisavós. 3º NATAL EM MUTZIG no Marché de Noël, cantámos ao vivo e a cores para os habitantes de Mutzig, a convite da Associação Lusitanos e Mairie de Mutzig, visto que Portugal era o país convidado. O mais importante que tenho a apontar é o sorriso partilhado pelos mini-navegadores de poderem mostrar como cantam bem português , às famílias ,aos amigos, à comunidade, ao mundo. Estes momentos só são possíveis quando os pais se entregam e se juntam a esta viagem.

Temos pais/avós a fazerem mais de 60km para levar os seus filhos às aulas de português sem nunca faltarem, pais/avós que se disponibilizam a participar nas aulas, pais/avós que sem saberem uma única palavra de português são os primeiros a participarem nas festas. Será motivo de orgulho ? Eu acho que sim, sempre gostei de ver as coisas boas em primeiro lugar. Há falhas ? Sempre, mas não impede de continuarmos

INFOLUSO • Journal Bilingue Français et Portugais N°118 / Février 2016

a luta pelas aulas de português porque os alunos “mini navegadores” MERECEM. Em breve daremos o início das novas inscrições. Não se esqueça de ajudar a divulgar e a inscrever. Esta tripulação de “mini navegadores” adora crescer !

VOEUX

Carine PIRES

Le mardi 12 Janvier 2016 M. Olivier Bitz, adjoint au maire de Strasbourg et adjoint du quartier de l’Orangerie a invité les associations et les habitants du quartier à la présentation des vœux pour la Nouvelle Année ! L’ACPS a répondu présent et a pu partager avec l’adjoint ses projets pour cette Nouvelle Année ! La collaboration avec la ville et la mairie de quartier sont pour nous une priorité !


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testemunhos

L’immigration portugaise d’aprés Gérard Bloncourt, Photographe...

“J’avais appris, dans les années 1964, l’existence d’un immense bidonville de Portugais à Champigny-sur-Marne. Je m’y rendis un soir pour assister au retour du travail de ces immigrés qui oeuvraient surtout dans les chantiers du bâtiment… …Je me baladais entre ces abris de planches et de tôles, lorsque au détour d’une de ces espèces de ruelles, quatre hommes m’entourèrent, menaçants. L’un d’eux avait un couteau à cran d’arrêt à la main. Ils parlaient à peine français et me demandaient ce que je venais faire là avec un appareil photographique. J’essayais de leur expliquer le but de ma visite, mais ils n’avaient pas l’air de me croire et se montraient méfiants. Ils me demandèrent de les suivre. Nous entrâmes dans une cabane et là, à ma grande surprise, je me trouvais en présence d’un militant que j’avais déjà rencontré dans une réunion de la CGT. Il me reconnut et fut tellement étonné lui aussi, qu’il me donna l’accolade. Il rassura ses copains et je vis l’un d’eux sortir de sous le plancher une bouteille de porto, m’expliquant qu’elle avait été mise de côté pour un grand jour et que celui-ci était arrivé ! Nous trinquâmes et je pus ensuite revenir quand je voulais. Je m’y suis fait des amis et j’ai amassé de nombreuses images dont la plupart ont été publiées.

ces familles désemparées, transportant à bout de bras leurs biens dans des valises de fortune souvent ficelées pour qu’elles ne puissent s’ouvrir, tant elles étaient vétustes. J’en ai vu de ces êtres épuisés, dormant assis, par manque de place, sur les bancs de la gare. J’avais pris le train avec eux pour mieux témoigner de leur infortune. J’ai vécu l’arrivée de camions dans lesquels des familles entières étaient entassées comme du bétail. Durant plus de trois semaines, j’étais revenu inlassablement dans la région. Grâce à mes contacts, j’avais pu convaincre des passeurs – qui escortaient clandestinement ce flux de migrants d’Espagne, à travers les Pyrénées jusqu’en France, de les accompagner. J’ai suivi l’un de ces groupes qui empruntaient des chemins de misère en se planquant pour ne pas être arrêtés par les patrouilles de gardes espagnols. Chargés comme des bêtes de somme, les malheureux se frayaient leur passage à travers des chemins à peine tracés dans la montagne. Usant leurs misérables chaussures sur les pierres jusqu’à marcher pieds nus. Contraints parfois, en plein hiver, à traverser des torrents glacials. J’ai dans mes archives quelques images de ces instants dramatiques, souvent volées à leur insu parce qu’ils ne désiraient pas être pris en photo. J’ai connu cette histoire poignante de la « photo déchirée » dont le réalisateur José Vieira, venu en France avec son père immigré, a fait un remarquable film documentaire en 2001.

Pour être certains que les passeurs ne les abandonneraient pas en route, les familles restées au pays gardaient la moitié d’une photo représentant le candidat au passage clandestin et ne versaient que la moitié de la somme convenue. Arrivé en France, l’immigré remettait l’autre moitié de l’image à son guide, lequel, à son retour, pouvait alors recevoir la seconde partie de son argent, une fois la photo reconstituée.

Les relations établies avec ces Portugais m’ont permis ensuite d’être en contact avec des militants qui luttaient contre la dictature de Salazar et de me rendre sur place, dans leur pays, à deux reprises. Ces contacts m’ont permis aussi de suivre cette immigration à Hendaye et même dans les Pyrénées, puis de vivre plus tard la révolution des œillets à Lisbonne. Du coup j’ai pu photographier des Portugais sur les chantiers tel celui de la Tour Montparnasse ou de la Défense et dans nombres d’autres endroits à travers la France. Je gardai ma façon de travailler en vivant au milieu des gens que je photographiais. Quand je rentrai de reportage, je développai et tirai moimême chacune de mes images et en rédigeai les légendes. Je n'ai jamais voulu enfermer la photographie dans un "art" élitiste. J'ai toujours pensé qu'elle devait jouer un rôle pour ouvrir l'esprit et donner à penser sur le Monde. Les reportages que j’avais effectués, au milieu des années 60, dans les bidonvilles portugais de la région parisienne et sur les chantiers du bâtiment m’avaient permis d’établir des liens avec les organisations syndicales et les partis politiques opposés à la dictature de Salazar. Grâce à ces contacts, je pus poursuivre mon travail de Lisbonne à Porto ainsi qu’à Hendaye où transitaient la plupart de ces immigrés. Je pus pénétrer ces groupes forcément méfiants puisqu’ils s’expatriaient clandestinement, leur gouvernement étant opposé à leur départ, témoin de la grande misère de leur pays. J’obtins des indications précises sur les villages à visiter, ceux-là même où presque tous les hommes avaient rejoint la France. Disposant d’adresses, de noms et de toutes sortes d’informations, je pouvais me mouvoir d’une province à l’autre en évitant de me faire repérer.

Dans les années 1965, je m’étais déjà rendu à Hendaye pour y photographier les immigrés qui y passaient pour rejoindre leurs compatriotes vivant dans les sordides bidonvilles de la région parisienne. J’avais assisté à l’arrivée massive de

J’ai parcouru ces régions où naquirent les grands découvreurs du Monde, Henri le navigateur, Vasco de Gamma… J’ai suivi la route de l’immigration, vécu les rendez-vous des passeurs clandestins de Porto, monté les chemins de Chavez, parlé avec le petit berger au manteau de paille, goûté l’aurore dans les Pyrénées, goût d’hiver, goût de pleurésie, goût d’angoisse… J’ai photographié le Portugal, son demi-siècle d’obscurité, de misères, d’oppression dont témoignaient les sordides bidonvilles de Lisbonne.

Lors de mon premier voyage au Portugal — c’était sous la dictature de Salazar —, j’avais par chance, remarqué que j’étais suivi depuis deux jours par des individus que j’identifiais rapidement comme étant des sbires du régime. Je me rendis dans une pharmacie où j’achetai du mercurochrome, des pansements et du sparadrap. C’était pour donner le change car je n’avais besoin que des bandes collantes. Le matin de mon départ, j’enfilai mes sept meilleures pellicules dans une chaussette que j’installai dans mon dos à l’aide de ce sparadrap. Puis je cachai dans ma valise d’autres pellicules qui ne comportaient que des vues « touristiques ». J’en ai mis une dans une paire de chaussures et les autres, réparti dans des poches de vêtements sales, ostensiblement destinés à la lessive. Je me préparai ainsi au pire. Cela n’a pas raté ! J’ai été arrêté en repartant, à l’aéroport de Lisbonne, par des agents de la sinistre PIDE , la police politique. Dans une salle où ils m’avaient emmené, ils fouillèrent mes bagages et se saisirent naturellement des pellicules que j’avais préparées à leur intention. L’un d’eux me fit lever les bras et me tâta jusqu’aux chevilles. J’avais des sueurs froides ayant l’impression que la chaussette que j’avais dans mon dos était en train de se décoller. L’homme ne se rendit compte de rien. Je protestai pour la forme, évoquant la liberté de la presse, en brandissant ma carte professionnelle. Ils me répliquèrent qu’ils allaient faire développer mes images et qu’elles me seraient expédiées en France. Toutes ces tracasseries me firent louper l’avion et je dus attendre plusieurs heures le prochain vol pour Paris. Je n’osais plus bouger. Je restais appuyé contre le dossier du fauteuil où j’avais pris place, jusqu’au moment du départ. J’étais tellement anxieux que même dans l’avion, je

n’ai pas osé me défaire du paquet qui me faisait souffrir et me meurtrissait le dos. Arrivé à Orly, je pris un taxi, et ce n’est qu’une fois chez moi à Arcueil, aux HLM du Chaperon-vert, que je pus enfin me débarrasser du douloureux colis. Un jour, à Lisbonne, grâce aux indications recueillies, je suis passé dans la rue où se trouvait la prison « Al Jube » . De nombreux résistants y étaient torturés, et des témoins m’avaient dit que l’on entendait parfois leurs cris de douleur qui passaient par-dessus les murs de la lugubre bâtisse. Il était interdit de stationner dans cet endroit, encore moins d’y faire des photos. Je décidai de longer le trottoir, le rollefleix accroché à mon épaule mais l’objectif dirigé vers la maison d’arrêt. La sentinelle me regardait. Je lui fis un sourire et un large salut de la main, tout en déclenchant au passage mon appareil. Le soldat me rendit mon sourire et n’y vit que du feu. Publiée dans la Vie Ouvrière, cette photo prise « au petit bonheur la chance » a joué plus tard son rôle de témoin dans la dénonciation de la dictature salazariste Le 25 avril 1974, un soulèvement militaire, dirigé par des capitaines contestataires, mettait fin à près d’un demi-siècle de dictature. Le président du Conseil Marcelo Caetano, ultime successeur de Salazar, partait en exil pour le Brésil. Dès le lendemain, l’un des officiers rebelles présidant la Junte, le général Spinola, libérait les prisonniers politiques, supprimait ce qu’il restait de la PIDE ainsi que la censure. Trois jours plus tard, un coup de fil d’un de mes « correspondants » portugais m’avertit en catastrophe qu’Alvaro Cunhal, le secrétaire général du Parti Communiste portugais alors exilé en France, allait prendre l’avion pour Lisbonne en compagnie de quelques-uns de ses camarades pour rejoindre son pays en pleine révolution des « capitaines ». Roger Guibert de la Vie Ouvrière m’appela quelques minutes après, pour me proposer de l’accompagner sur le même vol. Nous voilà en route dans une Caravelle, je crois. Durant le parcours, les militants portugais qui rentraient au pays entonnèrent des chants révolutionnaires en scandant du pied, avec énergie, leurs chansons. L’hôtesse se précipita et nous dit que le commandant de bord réclamait qu’on arrête d’ébranler l’avion, car tous ces coups de talons donnés ensemble représentaient un réel danger pour le vol. Arrivés à Lisbonne sans visa, nous fûmes accueillis par une foule énorme qui entourait des chars de l’armée en révolte. Cunhal, hissé sur l’un d’eux, harangua ses partisans. Après avoir trouvé un petit hôtel, Roger et moi sommes allés parcourir ces rues pleine de monde en liesse. Je ne sais plus combien de photos j’ai pu faire. Tout était à photographier ! Les rires, les pleurs, les fleurs aux canons des fusils, les rencontres entre des prisonniers fraîchement libérés ! Les applaudissements au passage des camions militaires chargés de soldats souriants ! Nous ne sommes même pas rentrés à l’Hôtel pour dormir. Toute la nuit Lisbonne explosait de rires, de joie et d’une indescriptible allégresse. Le jour se leva sur le premier 1er mai libre, sans que rien de tout cela ne s’atténue. La matinée fila sans que nous ayons pu nous en apercevoir. Pour manger, pour boire, nous tendions la main, et aussitôt des dizaines d’autres mains nous tendaient de quoi nous restaurer. L’après-midi nous étions en pleine manifestation. Un défilé immense ! Plus d’un million de personnes. Des banderoles de toutes les tailles, des pancartes, des orchestres et ces centaines de milliers d’œillets rouges que chacun arborait. La Révolution des ?illets débordait sur les trottoirs, les balcons, les fenêtres… Ce 2 mai 1974, je reviens de Lisbonne. Je ramène un œillet rouge, un de ces centaines de milliers d’œillets rouges du Premier Mai de la Liberté. Je rentre les mains chaudes de toutes ces mains tendues. Peuple tranquille et bon, travailleur et honnête, tu viens de mettre à bas — avec tes fils soldats, ouvriers, paysans, tes militants torturés — le régime fasciste de Salazar et de son successeur Caetano. Je rentre avec encore les larmes de joie… Avec la confiance et l’espoir cueillis aux coins de toutes ces rues où l’on n’en finit plus de se retrouver.

INFOLUSO • Journal Bilingue Français et Portugais N°118 / Février 2016

Oui, filles et fils des «Grands découvreurs », héritiers d’une culture universelle, vous n’avez pas fini de tenir votre place dans le concert des Nations et puisque la photographie est aussi mon écriture, je termine avec cette image du premier Mai, faite à Lisbonne :

GÉRARD BLONCOURT Extrait du blog : bloncourtblog.net

Testemunho

Após trabalhar durante 21 anos num laboratório de análises clínicas em Portugal, eis que em 2010 o Laboratório fechou, na altura eu tinha 40 anos. Em conversa com uma amiga que já estava em França, surgiu a oportunidade de ela em conjunto com o seu marido arranjarem trabalho para o meu companheiro. Em Agosto de 2011 viemos para França e estivemos durante quinze dias a pagar hotel, depois fomos para uma casa alugada do patrão do meu companheiro. Voltei a Portugal para buscar o meu filho que tinha na altura 12 anos. O meu primeiro emprego, ou melhor as minhas primeiras horas foram para uma empresa de limpeza (francesa). Surgiu a oportunidade de fazer mais horas, mas noutra localidade, desta vez novamente para uma empresa de limpeza, no entanto a patroa era portuguesa. Mudamos de casa...Tudo parecia correr bem, mas sem saber bem qual a razão, passei de bestial a besta. Despediu- me e claro fiquei de rastos, apenas com meia dúzia de horas que fazia para outras 2 empresas francesas. Após uma fase menos boa e depois de ter colocado anúncios em vários supermercados, o trabalho aos poucos começou a surgir. Cheguei a fazer cerca de 60 h por semana, atualmente só faço particulares... No início ainda tive tempo para frequentar aulas de francês, agora é impossível, visto que as aulas são de dia apenas para quem não trabalha. Pouco sei falar..Neste percurso poucas pessoas se ofereceram para me auxiliar, o que é pena, ou melhor lamentável... O Conselho que dou às pessoas que estão para vir é que ou têm alguém que as albergue nos primeiros meses ou então tragam fundo de maneio. Não venham trabalhar para portugueses... Resumindo: é muito dificíl, mas com fé e coragem tudo se vence!!! Paula GUERREIRO

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história / poema

Mesão-Frio

Conta a história que Mesão-Frio terá nascido no local que mais tarde envolveria a Igreja de S. Nicolau, mandada construir, segundo se diz, pela rainha mulher de D.Afonso D.Mafalda, Henriques.

Com certeza, apenas se sabe que o germe desta terra foi uma daquelas albergarias (mansiones) existentes nas principais vias do Império Romano destinadas inicialmente a agasalhar os viandantes nos itinerários, a estabular os animais e a servir de estação de muda de cavalos, daí que a data de nascimento deste povoado se possa atribuir aproximadamente ao início do século III. O atual nome desta vila provém, assim, de uma longa evolução linguística, semântica e gráfica. Ao longo dos séculos, este termo toponímico sofreu diversas variações na gráfica do seu vocábulo, descrita em vários documentos, que são inevitavelmente a consequência lógica da evolução da língua portuguesa. O comodismo ou aglutinação do linguajar do povo conduziu a uma evolução progressiva, até ao seu nome atual: Meijon Frio, Meijo Frio, Mey Johan Frio, Meyao Frio, Mezam Frio... e Mesão-Frio. Este termo toponímico é comum a outras terras portuguesas, todavia, entre todas estas localidades homónimas, o Mesão-Frio "duriense" é, sem dúvida, o mais importante. O desenrolar do tempo e a consequente atração da circunvizinhança definiram os contornos do primitivo concelho de Mesão-Frio, cuja vivência se situa, por isso, muitos séculos antes da outorga do primeiro foral em fevereiro de 1152 por D. Afonso Henriques e que viria a ser confirmado por D.Afonso II em Trancoso, no dia 15 de outubro de 1217. Três dias antes do dia de Santo André do ano 1513, o rei D. Manuel I concedeulhe " foral novo" peça disponível no arquivo histórico da câmara municipal. Antigamente era excêntrico pretender-se nobilitar as terras, atribuindo-lhes como fundador alguém com nome semelhante ao delas. Mesão- Frio, não escapando a esta extravagância, tomou em tempos idos para seu fundador um tal "Esteves Gracia Monzon Friwn" que, no ano de 942, reinado Ramiro II em Leão, teria entrado pela foz do Douro com outros cavaleiros franceses aventureiros que foram pegando os seus nomes às terras em que foram ficando. Esta é, pois, a origem lendária criada pelo imaginário de quem não se deu ao trabalho de escavar as verdadeiras raízes de Mesão-Frio, levado por um túmulo em pedra que, juntamente com outros seis, então existia no muro do adro da Igreja de São Nicolau, monumento funerário este que, por ter esculpidas as armas da cavalaria francesa movidos pela façanha da Reconquista (718-1492). Conta a história antiga que este lugar foi povoado pelos pedreiros que fizeram a ponte Henriques mandada construir em Barqueriros pela rainha D.Mafalda que, pelo que se vê, muito quis a estes sítios (para esta construção o marido deixou no testamento 3000 maravédis, dela restando apenas um pedregulho no rio Douro, facto que deu o nome de Pilar ao local onde encontram por corrutela de pilar) segundo alguns historiadores da antiguidade Mesão -Frio no reinado de D. Manuel I já contava com as povoações de Cidadelhe Vilamarim, Vila jusa, Santa Cristina, S. Nicolau, só a partir dos meados 1916 foi criada a unidade administrativa com o nome de "freguesia" em substituição da unidade eclesiástica denominada paróquia. As povoações de Barqueiros, Oliveira e Vila Jusa só mais tarde seriam aglutinadas a Mesão-Frio. De facto Barqueiros, até então concelho e os povos de Oliveira e Vila Jusa, pertencentes ao concelho de Santa Marta de Penaguião, juntaram-se-lhe por força do decreto de 6 de novembro de 1836, que também integrou no território mesão-friense o antigo concelho da Teixeira e as freguesias de Frende, Loivos da Ribeira e Teixeiro, do concelho de Baião. A aglutinação destas quatro circunscrições foi porém passageira, pois logo passariam para a jurisdição daquele concelho pela carta de lei de 27 de setembro de 1837 por motivo de uma pendência de águas ocorrida em meados de 1835 entre Mesão-Frio e o conselho da Teixeira, o que viria a gerar um certo irredentismo e uma situação duma incongruente divisão administrativa do País que ainda persiste. … Uma história complicada e engraçada !

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Extraido por Dolores CARDOSO no site www.mesao-frio.com

A minha terra Tu és parte dum relevo Tu és o meu candeeiro Luz das minhas respostas Tu és mais que minha porta Tu és meu berço querido Em ti eu tenho vivido

Desde a minha tenra infância Tu és o meu universo Tu és prosa, tu és verso Tu és parte intregante Duma terra de gigantes De gente trabalhadora

O Douro é assim De tudo tem um pouco As velhas casas de rebôco São coisas lá do passado Hoje os teus prédios trabalhados Com requintes de alvenaria Suscitam em nós nostalgia Da velha antiga Prainha Hoje, nós espelhamos nesses Que nunca se acomodaram E como bravos guerreiros A tua história mudaram

E antes que o sol surgisse Levantavam para a labuta Se adaptavam aos costumes Sem desânimo, sem queixumes Numa sobrevivência simplória Fizeram a nossa história escrito por Aparecida MENDES GODOY adaptado por Dolores CARDOSO

Tu mar...

Planeta Azul

ou biológicas que o corpo humano

Um dia parei para pensar

Aprendemos em ciêcias humanas contêm cerca de 60% de água.

Como é lindo nosso Planeta

Estou em crer que nós portugueses

É Azul da cor do mar

devemos ter muito mais que isso ! Senão porque temos tanto amor

e afinidades com o “nosso” mar ? Daí !!!! Tu

Salvemos a mãe natureza Oh belo planeta Terra Que te estão a fazer?

Tu que detêns os segredos

Destruindo a natureza

Dos sonhos de todo um povo Tu o sepulcro profundo

Impossível nela viver...

Dos homens aventureiros

Tu que tanto nos tens dado

Teus sinais de revolta

Mas que te fazes pagar Engolindo vidas mil

Como que a pedir socorro

Tu que nos fazes sonhar

Fazem ao Homem um alerta

Simples mortais que nós somos Ensina-nos a saber amar

Que algo tem de ser feito

Langorosamente pr'o fim

Todos nós seres humanos

Como as ondas que se espraiam O fim que é recomeço

Devemos sanar as feridas

Tu que se não existisses

Para salvar nosso Planeta Azul

Nos seria preciso inventar Tu ….Mar !

Histoire inconnue du Portugal : Les français qui ont colonisé l’Alentejo au XII siècle. Quand les Maures ont été expulsés de l’Alentejo, certaines localités ont été colonisées par les français. Nisa fut l’une de ces villes.

En 1199 le Roi D. Sancho I fait don de l’ Herdade da Açafa à l’Ordre du Temple. Ce territoire était délimité au nord par le Tage et au sud par le territoire des communes de Nisa, Castelo de Vide et une partie du territoire espagnol près de la frontière actuelle. Ces donations avaient pour but d’attirer des nouveaux habitants dans des zones isolées et dépeuplées et par conséquent de défendre le territoire. NISA

Mafalda VILELA

Para que continue a haver vida

receitas

Sammarra 2015

Bárbara GODINHO

Broa de milho

Ingredientes :

• 1,25 l de água • 1 kg de farinha de milho • 300 gr de farinha de trigo • 170 gr de fermento de milho • sal q.b.

Preparação :

Misture a farinha na água quente temperada com sal. Quando arrefecer amasse com a mão, em movimentos de fora para dentro e de baixo para cima. Junte o fermento e amasse novamente, assim como 200 gr de farinha de trigo. Cubra com um pano e deixe levedar durante 1 hora.

Les Templiers ont édifié une forteresse pour se protéger et au même temps cela signifiait qu’ils avaient la possession de ces territoires. Au même temps le monarque annonce la venue de colons français, qui sont arrivés par étapes, le dernier groupe étant destiné au peuplement du territoire d’Açafa. Les français se sont installés près des forteresses construites par les moines guerriers et y bâtirent leurs habitations, ils ont fondé des villages auxquels ils ont donné des noms de villes dont ils étaient originaires. Ainsi Nisa a été fondée par des gens originaires de Nice, ils l’ont appelé Nova Nice ou Nice la Nouvelle, et parfois quand on trouve le terme Nice la Vieille dans des documents ils font référence à la Ville française de Nice. TOLOUSE

Ainsi des villes ont été nommées Arêz (d’Arles), Montalvão (de Montauban), Tolosa (de Toulouse), des Villes du Sud de la Françe. La première charte a été donnée à la Ville de Nisa entre 1229 et 1232, par Maître Dom Frei Estêvão de Belmonte. En 1512 le Roi D.Manuel I a attribué une nouvelle charte à la Ville de Nisa avec deux ‘’ss’’ c’est-à-dire Nissa par l’influence du mot Nice. A la commune de Nisa furent annexées les villes d’Arêz et Montalvão par le décret de 1836 et Alpalhão et Tolosa par le décret du 3 Août 1853. En 1895 elle a été désannexée et à nouveau annexée en 1898. Texte apporté par Fernanda ANDRÉ

Estenda a broa com a restante farinha de trigo e coza-a num tabuleiro polvilhado com farinha, em forno pré-aquecido.

Bacalhau com Broa

Ingredientes :

• 4 postas de Bacalhau • Cebola q.b. • Azeite q.b. • Alho q.b. • 8 fatias Presunto • Azeitonas • Sal e Pimenta • Vinho Branco • Broa de Milho

Preparação :

No Fundo de um tabuleiro coloca-se a cebola cortada às rodelas mais/menos finas. Colocam-se as postas de bacalhau cruas ( com a pele virada para baixo). Rega-se com azeite. Leva-se ao lume a alourar. A parte, esfarela-se o miolo da broa, junta - se o alho bem picado, pedacinhos de presunto às lascas, um pouco de cebola muito bem picada e azeitonas picadas Tempera-se com sal, pimenta e vinho branco. Amassa-se tudo, até formar uma massa homogénea Coloca-se esta massa por cima do bacalhau, por forma a cobrir o tabuleiro. A massa não deve ter uma camada muito fina , uma vez que serve de acompanhamento Colaca-se o tabuleiro no forno a alourar a broa, por forma que fiquem tostadinhas. Doses : Tempo : Preparação : Dificuldade : Basico 4 90 mim Forno

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cantinho dos pequenos e da língua

Ilustra-me Ilustradores portugueses

TRAVA LÍNGUAS A aranha arranha a rã. A rã arranha a aranha. Nem a aranha arranha a rã. Nem a rã arranha a aranha.

Sopa de Letras : vestuário CALÇAS

CAMISA MEIAS

CASACO

VESTIDO

ADIVINHA

Qual é coisa, qual é ela, que tem uma perna mais comprida que a outra e noite e dia anda sem parar?

ANEDOTA Catarina Bico é natural de Setúbal e vive em Alcácer do Sal. Ingressou no curso de licenciatura em Artes Plásticas e Multimédia do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) em 2011 e, neste momento, encontra-se a concluir o curso. Desde a sua infância, Catarina ocupava os seus tempos-livres a desenhar e a pintar, onde já demonstrava interesse em explorar vários materiais para criar as suas composições abstractas. Para além disso, sempre mostrou um interesse particular pela criação de animações 2D e Character Design – criava as suas personagens caricaturadas e irreais com o intuito de as incluir nas suas próprias animações.

SAPATOS SAIA

TENIS

A Melhor Escolha.

A mãe do Joãozinho estava grávida, e perguntou-lhe o que preferia ganhar : um irmão ou uma irmã. Joãozinho respondeu : - Mamã, se eu puder escolher, prefiro UMA BICICLETA ! RÉPONSES questionnaire “l’Hiver en 10 questions” p2

1) Réponse b En France, aucune réglementation ne vous impose d’équiper votre véhicule de tels pneus. Quand le climat se détériore, les pneus hiver sont plus efficaces, puisqu’ils permettent une meilleure adhérence au sol et peuvent éviter le dérapage du véhicule en cas de freinage brusque, sur les routes enneigées, givrées ou verglacées. Un investissement utile et rentabilisé : sachez que rien ne vous empêche de les utiliser d’une année sur l’autre, à condition de vous assurer préalablement de leur bon état général, de la profondeur des sculptures (devant être supérieure à 1,6 mm) et du niveau de pression.

•Nome : Catarina Bico •Cidade : Alcácer do Sal •Tema Concurso : Aprendizagem

http://ilustracaocportuguesa.com

Um português...

CAMISOLA

Um português não tem um problema, na realidade ele está “feito ao bife”. Um português não lhe diz para deixá-lo em paz, diz-lhe “vai chatear o Camões”. Um português não lhe diz que é sexy, diz-lhe “é boa como o milho”. Um português não repete o que diz, ele “vira o disco e toca o mesmo”. Um português nunca se chateia, apenas “fica com os azeites”. Um português não tem muita experiência, ele tem “muitos anos a virar frangos”. Um português não se livra de problemas, ele “sacode a água do capote”. Um português não está numa situação desesperante, ele está com “água pela barba”. Um português não se irrita, ele “vai aos arames”. Um português que muda de ideias facilmente é um “troca-tintas”. Um português não é descarado, ele “tem lata”. Um português não se recusa a dar informação, ele “fecha-se em copas”. Um português não morre, ele “estica o pernil”. Um português não se faz de surdo, ele “faz orelhas moucas”. Um português não diz que está tudo suspenso por tempo indeterminado, ele diz que “ficou tudo em águas de bacalhau”. Um português não diz “É indiferente para mim”, ele diz “Não me aquece nem me arrefece”. Um português não passou por situações difíceis, ele “passou as passas do Algarve”.

2) Réponse c En conformité avec l’arrêté du ministère des transports du 18 juillet 1985 relatif aux dispositifs antidérapants équipant les pneumatiques, ils peuvent être utilisés du samedi précédant le 11 novembre au dernier dimanche de mars de l’année suivante. Si les conditions atmosphériques l’exigent et après avis du directeur départemental de l’équipement, les préfets peuvent modifier les dates de la période d’utilisation effective prévues ci-dessus.

3) Réponse b La règlementation relative à ces places de stationnement consiste en une peinture au sol ainsi qu’un panneau spécifique. Cette signalisation conserve son caractère obligatoire en présence de neige, l’usager étant supposé vérifier s’il est en droit de stationner là où il souhaite le faire. 4) Réponse a La présence, même potentielle, d’une plaque de verglas, fait partie des conditions de circulations. Chaque conducteur doit adapter, y compris de manière préventive, sa vitesse ainsi que les distances de sécurité qu’il met en ?uvre.

5) Réponse c Jamais. L’article R414-17 du Code de la route dispose que : “ Lorsque, sur la chaussée, une voie de circulation au moins est couverte de neige ou de verglas sur tout ou partie de sa surface, le dépassement des engins de service hivernal en action sur la chaussée est interdit à tout véhicule.” En plus du danger que cela représente, vous encourez une contravention de 135 ?. 6) Réponse b Aucune disposition ne prévoit spécifiquement une telle obligation de déneigement. Une obligation générale de prudence s’impose cependant, qui oblige notamment à s’assurer de conditions de visibilité suffisantes.

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7) Les 3 réponses sont possibles À l’intérieur du véhicule, l’idée est de placer prioritairement un maximum d’objets, lourds ou encombrants, dans le coffre. Conscients que les skis n’y entreront pas automatiquement, fixez, de préférence, cet équipement, à l’extérieur du véhicule. Si vous ne disposez pas du matériel adéquat (sangles, porte-bagages, etc), vos skis pourront alors être placés dans l’habitacle. Dans ce cas, assurez-vous qu’ils sont correctement calés et attachés de façon à ce qu’ils ne bougent pas pour éviter tout risque de projection et de mouvement. L’objectif étant de ne mettre en danger ni vos passagers, ni vous-même, ni les autres usagers, en cas d’accident ou de freinage brusque. De votre position de conducteur, veillez à n’être gêné dans aucune de vos man?uvres et à conserver une parfaite visibilité, de part et d’autres. De plus, tout chargement débordant du contour extérieur du véhicule doit être solidement attaché afi n de veiller à ce qu’il ne se répande pas sur la chaussée.

8) Réponse b Vous pouvez utiliser les feux de brouillard avant du véhicule, s’il en est équipé, en cas de brouillard, chute de neige ou forte pluie pour compléter ou remplacer les feux de croisement, si la visibilité est limitée. Les feux de brouillard à l’arrière du véhicule sont cependant interdits par temps de pluie au risque d’éblouir les autres usagers de la route.

9) Réponse c Il s’agit d’une décision prise par arrêté préfectoral d’interdire la circulation des poids lourds audessus d’un certain tonnage en période de dégel afin d’éviter la dégradation des routes. Les charges admises peuvent être de 7,5 ou 12 tonnes selon l’état de la chaussée.

10) Réponse a et c Le panneau chaînes obligatoires impose d’équiper le véhicule de chaînes à neige uniquement. Les chaussettes à neige et autres dispositifs ne sont pas équivalents et ne sauraient satisfaire à l’obligation imposée par le panneau. L’adjonction du panonceau “pneus neige admis” quant à lui, peut dispenser de l’obligation de chaînes si le véhicule est équipé de 4 pneus neige. Article rédigé par le Service Juridique de l’Automobile Club Association dont Marie-Stella DE JESUS-ANDRE est la responsable

Automobile Club Association 38, avenue du Rhin - CS 80049 67027 Strasbourg Cedex Tél. 03 88 36 04 34 Retrouvez-nous sur : Twitter : @lautomobileclub Facebook : Automobile Club Association YouTube : lautomobileclub

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agenda

Missas 2015

Quer divulgar um evento ? A nossa agenda é vossa agenda !

9h - Saint Urbain STRASBOURG

TODOS DOMINGOS EXCETO: 20 MARÇO - DOMINGO RAMOS - 8H30 27 MARÇO - DOMINGO DE PÁSCOA - 8H30

• Sabe que vai haver uma festa nas redondezas em que a Lusofonia é convidada de honra ? • Conhece um artista lusófono que vem cantar por estas bandas ?

• Descobriu uma exposição que tem ligações com a língua portuguesa ?

11h - Notre Dame SCHILTIGHEIM

• Deseja partilhar uma peça de teatro ou dança em que o coreógrafo, actor, cenógrafo fala português ?

TODOS DOMINGOS a partir do 14 de Fevereiro

11h - Sainte-Famille SCHILTIGHEIM

• Quer divulgar o seu evento no próximo InfoLuso - Jornal bilingue Strasbourg Alsace ou na Voz de Portugal / La Voix du Portugal - Radio RBS ?

TODOS DOMINGOS a partir do 14 de Abril

19h - Saint-Antoine SÉLÉSTAT

Segundos e quartos Sábados do mês as 19 h ____________________

Strasbourg mon amour • du 5 au 14 février 2016 ____________________

Caranal AFP

•20/02/2016 - 20h30 Tertúlha das Concertinas

Centre Sportif Oberhausbergen ____________________

A.G. de l’ACPS •28/02/2016 - 20h Salle Bon Pasteur

Quinzaine portugaise Haguenau ____________________

•05/03/2016 à 15h

L’heure de musique : Zoom sur le fado

Médiathèque, en partenariat avec L’Ecole Municipale de Musique et Danse •05/03/2016 à 20h30

KATIA GUERREIRO Dîner d’avant spectacle proposé par le Centre Social et Culturel Robert Schuman à 19h au Foyer du Théâtre.

«Cépages d’amour»

Strasbourg, ville romantique par excellence, accueillera la 2è édition du festival littéraire amoureux « Cépages d’amour » du 9 au 14 février 2016 et se verra parée d’une douce poésie amoureuse qui enchantera même les plus frileux !

Ce festival s’articule autour d’ateliers d’écriture, de créations littéraires, d’interviews et déjeuners avec les auteurs autour de leurs œuvres et de thématiques plus ludiques Des rencontres littéraires autour du thème de la littérature amoureuse, associant des libraires strasbourgeoises, et des écrivains de de langue française et allemande, se dérouleront principalement à Strasbourg mais aussi à Kehl. Il y’aura également des création d'Haïkus au "Café des Amours" Place Kléber dans le Magic Mirror à Strasbourg ainsi qu'un kiosque à livres à Kehl. Venez flâner dans la ville, vous divertir, sourire, seul ou accompagné et qui sait … une flèche vous sera peut-être décoché par le petit ange malicieux…

"Car, vois-tu, chaque jour je t'aime d'avantage. Aujourd'hui plus qu'hier et bien moins que demain." Rosemonde Gérard http://www.strasbourg-monamour.eu Keltoum BELAID

Nombre de place limité, sur réservation auprès du Relais culturel, 15 jours avant la soirée.

Relais culturel de Haguenau 11 Rue Meyer (à côté du Théâtre) 67504 HAGUENAU CEDEX Tél. 03 88 73 30 54 ____________________

Envie as informações para

acps67@live.fr (Data, Horário, Local, Custo,Cartaz).

Dans le cadre de la Quinzaine culturelle autour du Portugal

KATIA GUERREIRO

Katia Guerreiro incarne mieux que tout autre la voie originelle du fado, avec une spiritualité à chaque ligne, d’une phrase exacerbée à des confidences chuchotées, des textes ancrés dans la tradition, des histoires d’amour qui finissent mal, des maux bleus qui raisonnent du plus subtil écho. Elle visite des poètes lisboètes, en nous en offrant une version qui transcende les clichés du genre, osant même ouvrir les horizons en conviant des artistes tels que le sambiste Martinho Da Vila et la diva Amina Alaoui. La saudade brésilienne comme le tarab marocain rappellent le destin tragique du fado, sujet à de longs blues atemporels. Tous ne font que d’autant mieux souligner son talent, une technique sans faille mais une corde sensible, sur un fil, au bord du précipice, un drame intime qui renvoie à l’universel, des éclats d’âme qui font chavirer cœurs et corps. viavoxproduction.fr/artist/katia-guerreiro Le 5 mars au Relais Culturel de Haguenau

Conférence sur la “retraite dorée” •12/03/2016 - de 17 à 19h Lieu : à définir ____________________

Arraial Minhoto •23/04/2016 - 20h Tertúlha das Concertinas

Espace Malraux Geispolsheim ____________________

Marlene Monteiro Freitas •26/04/2016 - 20h30

de marfim e carne - as estátuas tambem sofrém

Pôle SUD - Meinau ____________________

BAILE Estrela Dourada •30/04/2016 - 20h

!

Rancho Estrela Dourada - José Malhoa - Elena

Ser sócio

MARLENE MONTEIRO FREITAS

« Les statues souffrent aussi », précise le titre élargi donné par Marlene Monteiro Freitas, à l’une de ses récentes pièces, De marfim e carne ; comprendre : «d’ivoire et de chair ». Etranges étrangers que les corps chez cette chorégraphe remarquée de la scène portugaise. Et ce spectacle d’en faire l’éloge avec ses interprètes, véritables statues vivantes et dansantes, évoluant comme dans un bal grotesque au rythme de l’impur et du bizarre. Performeuse, elle était déjà dans (M)imosa, pièce créée avec Trajal Harell, François Chaignaud et Cecilia Bengolea. A Lisbonne, membre du collectif Bomba Suicida jusqu’en 2014, elle a réalisé plusieurs œuvres dont le solo Guintche aux métamorphoses confondantes, et Paradis - collection privée inspiré des toiles de Bosch et Bacon.

Marquée par les figures grotesques des carnavals de son enfance à Mindelo, au Cap-Vert, la chorégraphe semble faire du corps un instrument privilégié de subversion artistique. De marfim e carne n’échappe pas à la règle, avec ses énigmatiques corps-statues. Ici, danse, archaïsmes et animalité se fondent aux effets spéciaux des plus récentes techniques numériques. Il en surgit d’ironiques et mémorables rituels. Et l’artiste aux multiples visages d’oser alors d’improbables mouvements, rythmés, intenses et frondeurs. Le 26 avril à 20h30 au Pôle Sud -Meinau

A chaque années sa ou ses résolution(s) ! Et si cette fois devenir « Sócio » de l’ACPS en faisait parti ? Si vous lisez cet article c’est que vous avez déjà, par le passé, compris l’intérêt de le faire. Mais qu’en est-il des membres de votre famille, amis ou connaissances ? Qui mieux qu’un « Sócio » pour attirer un autre futur « Sócio » ? Si vous en avez oublié les intérêts en voici un rappel (liste non exhaustive !) : • Intégrer une famille de cœurs ; • Promouvoir cette culture et cette langue qui vous sont si chères ; • Avoir le plaisir de participer à divers événe-

ments au cours de l’année à des prix préférentielss ; • Avoir la chance de lire ce journal pour lequel nous nous donnons tant de mals ; • Avoir la chance de pouvoir découvrir le monde radiophonique chaque dimanche en intégrant une des équipes radios ; • Rencontrer au sein de l’association un appui dans des démarches administratives parfois confusess ; • Pouvoir aider à l’intégration de nouveaux arrivants lusophones dans notre régions ; • Qui dit adhérent dit aussi possibilité d’être pré-

sent à l’assemblée générale annuelle pour une transparence de fonctionnement pendant laquelle il vous sera possible d’intervenir, et également de voter pour élire l’équipe encadrante pour un mandat de 2 ans.

Et si vous vous y sentez si bien, pourquoi ne pas passer de l’auteur coté, en devenant à votre tour un membre actif ? – NOUS NE SERONS JAMAIS DE TROP ! Si vous vous sentez convaincus alors n’hésitez pas à convaincre ! Parrainez un ami !

- Merci d’écrire en majuscule - Escreva em letra maiúscula -- Merci d’écrire en majuscule - Escreva em letra maiúscula

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20 c/personne/an - 40 c/casal/ano

Règlement par chèque libellé à l’ordre de l’ACPS ou par prélèvement bancaire.

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Terreiro do Paço - Vitor Mingacho draughtmancontract.blogspot.pt

De marfim e carne - as estátuas tambem sofrém

Chèque ou RIB à envoyer/déposer : ACPS - 12 Bd Jean Sébastien Bach - 67000 Strasbourg France

!

Alain Gamet

Quero apoiar a ACPS, ser sócio, beneficiar de vantagens (incluindo receber o Infoluso em casa.)

Prénom, Nom :. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Adresse : . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Code-postal : . . . . . . . . . . . . . Ville :. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Courriel : . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tél : . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Fait à :

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Redacção, Administração, Divulgação, Envio e Publicidade A.C.P.S. Siège social : 12 boulevard Jean-Sébastien Bach • 67000 STRASBOURG • Tél : 03.88.36.34.52 AGRADECIMENTOS Journalistes / Contributeurs / Relecteurs du journal :

Mafalda VILELA, Filipa MORA, Lúcia LEVERT,Rui RIBEIRO BARATA, Dolores CARDOSO, José de Jesus ANDRÉ, Carine PIRES

Presidente de l'ACPS : Isabel Cardoso • Direction / Rédacteur en chef : Josiane Cauet • Design Graphique, maquette, montage : Josiane Cauet

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INFOLUSO N°118 / Fevereiro 2016 by Infoluso Strasbourg Alsace - Acps - Issuu