vFEIRA
vSEMINÁRIO
Pavilhão Brasil faz bons negócios na Americas Food & Beverage P.8
“Como Ingressar no Mercado NorteAmericano” instrui empresários P.14
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magazine
ANO 2 Nº 7 . NOVEMBRO/2019
Antonio Miranda:
GBI EDUCATION SERIES CRIA PROGRAMA IMMERSION USA P. 10 Sandra Gonoretske e a importância da ética e da transparência nos negócios P. 5
Expo Brazil Florida em seu segundo ano já mostrou que veio para ficar P. 16 v BIZBRAZILMAGAZINE.1
vempreendedorismo
BIZBRAZILMAGAZINE.3v
veditorial
Opinião
Os likes têm de guiar nossos negócios?
ANTONIO TOZZI antoniotozzi@bizbrazilmagazine.com
v Antes de mais nada, preciso fazer uma confissão: não sou saudosista e vejo com entusiasmo a evolução da tecnologia. Entretanto, há que se fazer sempre uma reflexão. Será que o novo é sempre melhor do que o antigo? Pelo que vemos, alguns itens valem mais depois de passados anos de existência, como vinhos e carros antigos. Chegamos a uma época onde as mídias sociais são os oráculos do nosso tempo atual. Afinal, tudo é medido pelo número de likes que determinado assunto, pessoa ou foto recebe. A facilidade de comunicação teve o mérito de dar voz àqueles que tinham muito para dizer, mas não possuíam os meios para fazê-lo. Em contrapartida, abriu a porteira para manifestações racistas, bullying, ideias preconceituosas, esnobes e idiotas de quem se esconde por trás de uma tela de computador e do recôndito de suas mentes doentias despejam o que há de pior para os seres humanos.
Recentemente, nos Estados Unidos e Brasil, as chamadas fake news desempenharam papeis preponderantes nas eleições de governantes e parlamentares. Está claro que isto não se limita a um determinado grupo politico – elas foram (e continuam sendo) veiculadas de acordo com o gosto do freguês. E quando falamos em freguês, o termo representa com exatidão seu significado. Seja por meio de compensação financeira ou por ideologia, as fake news tomaram conta das mídias sociais. Legisladores de todo mundo democrático discutem como conter as fake news e punir quem publica conteúdo inautêntico. Esse esquema aproveita o ecossistema utilizado para oferta automática de anúncios online e suga o investimento de grandes empresas em páginas com alto tráfego, porém, com baixa confiabilidade. Já surgiram até mesmo empresas como a ClickCease, martech israelense especializada na identificação e bloqueio automático de fraudes do tipo. O anunciante dessas mídias sociais há de se perguntar: o que isto tem a ver comigo? A resposta é tudo. O anunciante coloca seu dinheiro neste tipo de mídia na esperança de ver seu produto ou serviço ligado a notícias de interesse geral e, de repente, percebe estar fazendo um mau investimento. Nesse sentido, o mesmo aparato e tecnologias utilizados para influenciar o debate público de forma danosa é usado para lucrar de forma indevida com o
dinheiro gasto por pequenas e grandes empresas em anúncios digitais, que remuneram o publisher por click. Os clicks são gerados de diversas formas. Há, como exemplos, o uso de fazendas de clicks na Ásia, em que trabalhadores contratados por salários baixíssimos passam dias clicando em anúncios de forma ininterrupta, ou tráfego automatizado gerado por bots ou programas de computador. Como um todo, esta indústria de clicks enganosos causou um prejuízo de $35 bilhões em 2018, de acordo com a Juniper Research – empresa especializada em pesquisa de mercado na área digital. Evidentemente, não estamos advogando que todos devem retirar seus anúncios nas mídias sociais – até porque nós mesmo recorremos a esses recursos. Entretanto, faz-se importante o anunciante saber separar o joio do trigo. Afinal, de nada vale injetar milhares de dólares em um tipo de mídia cuja fonte de notícia é baseada em informações falsas ou tendenciosas, o que acaba por contaminar a própria reputação do anunciante. Assim, vale muito mais a pena investir em veículos com menos visibilidade, mas com muito maior credibilidade. Afinal, likes podem ser comprados, mas credibilidade é um bem inegociável. A BizBrazil Magazine faz questão de seguir os princípios da credibilidade, sustentáculo indispensável para um veículo de comunicação que preza as notícias verdadeiras.
EXPEDIENTE v
magazine Publisher Jorge Moreira Nunes Diretor Geral e Editor-Chefe Antonio Tozzi Diretora de Marketing Esterliz Mayer Nunes Account Executive Fernanda Maiolini
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Projeto Gráfico André Hippertt Graphic Designer Valdemar Silva Revisora Ana Paula Franco Colaboradores Antonio Miranda Heliana Deweese Josefina Guedes Fotografia Demetrius Borges Representante no Brasil MediaLink +55 11 2693 5919 / +55 11 98782 2155
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vética
O NEGÓCIO da
Be Ethics é intangível, mas fundamental Ser ético e transparente em uma transação comercial pode representar a sobrevivência da empresa e respeito junto aos consumidores, fornecedores e parceiros ANTONIO TOZZI antoniotozzi@bizbrazilmagazine.com
“ Deixar de observar padrões de ética e integridade pode levar uma empresa a ter sua imagem atingida e comprometida
v Alguém que não a conhece pode confundi-la com uma jovem cuja prioridade é pensar em passar o tempo fazendo compras, se divertindo e vivendo uma vida com pouca conexão com a realidade. Entretanto, por trás da face jovial de Sandra Gonoretske está uma profissional especializada em ética e due diligence com experiência em empresas conceituadas como Deutsche Bank, Barclays Bank, Nokia e Visa, sempre atuando no segmento de Compliance, algo cada vez mais em evidência no meio empresarial, sobretudo após os escândalos revelados nos Estados Unidos, Europa e Brasil, onde o Ministério Público fez um trabalho exemplar coletando provas para incriminar corruptos e corruptores que dominaram o cenário político com propinas pagas para obtenção de concessões de obras públicas. Nessa entrevista, Sandra esmiúça esse tema ao mesmo tempo complexo e essencial para a sobrevivência das empresas – independente do tamanho. v BizBrazil Magazine: Você pode explicar a diferença entre realizar negócios com ética ou desconsiderar este fator nas negociações? n Sandra Gonoretske: Deixar de observar padrões de ética e integri-
dade pode levar uma empresa a ter sua imagem fortemente atingida e comprometida e consequentemente a perder negócios. Além do dano à reputação e a perda de clientes, a não observância de padrões éticos ou a prática de atos de corrupção, fraude, lavagem de dinheiro, bullying, discriminação, preconceito, entre tantos outros, pode acarretar em multas, processos judiciais e prisão. Observar padrões de conduta ética, ajuda inclusive a empresa a manter bons funcionários, pois as pessoas querem trabalhar em um ambiente onde haja respeito e as leis e políticas são seguidas e cumpridas. Agir com ética é positivo para toda a sociedade. v Quais as vantagens de se adotar uma postura ética nas relações comerciais? Há riscos de parceiros pouco confiáveis se aproveitar disso? Ou existem mecanismos de proteção para as empresas mais sérias? n Ética é sempre o melhor negócio em qualquer relação. Devemos agir da mesma forma ética no ambiente de negócios com os quais lidamos em nosso ambiente familiar. Os parceiros não confiáveis ou que querem ter vantagem com atitudes antiéticas ou ilegais incorrem em diversos riscos, como responder criminalmente e serem presos. Não deveria existir espaço em nenhum tipo de ambiente profissional para parceiros pouco confiáveis.
As empresas mais sérias podem e devem fazer um processo de “Conheça o seu Parceiro”, conhecido como due diligence para se certificar de que seus parceiros são éticos ou que não terão nenhum tipo de atitude que poderá prejudicar seus negócios. Uma empresa pode ter sua reputação abalada ou ter prejuízos financeiros e ainda responder por algo que um parceiro seu tenha feito em seu nome, mesmo sem o seu conhecimento. Para se defender e evitar que isso aconteça, a empresa contratante terá de comprovar que adotou todas as medidas necessárias antes de ter contratado aquele parceiro, como, por exemplo, terem sido incluídas cláusulas de anticorrupção no contrato, que conferiu a existência de políticas de Compliance e padrões de ética e a participação dos funcionários em treinamentos de Compliance. v Como a Be Ethics pode ajudar empresas (e empresários) a evitar atos de corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes etc.? n A Be Ethics oferece diversos serviços para as empresas como a elaboração de código de ética e conduta, políticas e procedimentos, treinamento de funcionários, revisão de controles internos, avaliação de riscos, implementação de processos que visam combater e mitigar a corrupção, a fraude e a lavagem de dinheiro, due diligence, investigações internas e canal BIZBRAZILMAGAZINE.5v
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“ A Lei Geral de Proteção de Dados já está em vigor no Brasil e as empresas têm até agosto de 2020 para se adaptar. As mudanças podem ser significativas e todas empresas estão sujeitas à esta legislação
de linha ética. v De que maneira o denunciante pode apontar malversação de fundos em uma empresa sem ser vítima de retaliação. Quais os direitos e os deveres do whistleblower? A Be Ethics faz um trabalho apurado para se certificar da veracidade da informação? n Um bom programa de Compliance garante e incentiva as denúncias de boa fé por parte de funcionários, parceiros e clientes. Mas, para garantir a efetividade do programa e para que o denunciante se sinta seguro, é imprescindível a garantia da não retaliação contra quem fez a denúncia. A Be Ethics oferece uma linha ética externa onde o denunciante fará a denúncia podendo preservar sua identidade, evitando assim que haja qualquer conduta de retaliação por parte do denunciado ou de qualquer outra pessoa. A Be Ethics pode ainda fazer a investigação na empresa através de entrevistas com funcionários, análise de evidências e auxiliar a empresa na conclusão sobre a denúncia efetuada. v A Be Ethics já tem um programa formatado para treinar funcionários de empresas sobre questões éticas? Ou isto é feito caso a caso, e não há um modelo padrão? n Os programas de Compliance devem ser adequados a cada empresa de acordo com o seu porte e ramo de atuação. Existem algumas questões que geralmente são incluídas nos treinamentos de ética, como respeito, não discriminação, conflito de interesse, uso de cartão corporativo e as consequências da falta de ética. Mas os treinamentos não são padronizados; a cultura, os valores e as preocupações da empresa são sempre priorizadas. Por exemplo, em uma empresa onde trabalham pessoas de países diferentes há que se reforçar a importância de entender que culturas diferentes devem ser respeitadas. Existem pessoas que não gostam de ser tocadas, então fazer massagem no colega de trabalho não é apropriado ou pode ser entendido com assédio. Há empresas que gostam que seja abordado como os funcio-
nários devem se portar nas mídias sociais, ainda que estejam falando em seu perfil pessoal e não em nome da empresa. Há empresas que têm por política a proibição de se dar ou receber presentes e querem relembrar esta regra, outras têm uma preocupação maior com questões ligadas ao meio ambiente ou às condições igualitárias de trabalho. v Como a Be Ethics age para identificar e coibir casos de bullying e assédios moral e sexual? n Identificar e coibir bullying e assédio são alguns dos serviços oferecidos pela Be Ethics. Primeiramente, em termos preventivos. Oferecemos os serviços de treinamento, elaboração de políticas e o estabelecimento de processos onde se evitam na prática a ocorrência de casos de bullying e assédio. Adicionalmente, o estabelecimento da linha ética e as investigações complementam o programa, caso ocorram tais atos. v De que maneira as empresas precisam se preparar para se adaptar à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)? n Primeiramente é preciso ter uma mudança cultural dentro da empresa; será necessário o envolvimento, a conscientização e o comprometimento da empresa toda. A Lei Geral de Proteção de Dados já está em vigor no Brasil e as empresas têm até agosto de 2020 para se adaptar. As mudanças podem ser significativas e todas empresas estão sujeitas à esta legislação. As empresas que não respeitarem ou não observarem o sigilo dos dados sensíveis poderão ser denunciadas e sofrerão as penalidades da lei. A LGPD segue padrões da Lei de Proteção de Dados Europeia. As empresas fora do Brasil que quiserem fazer negócio com empresas brasileiras terão de se adaptar à lei. Será necessário fazer todo processo de identificação e detalhamento dos processos para entender onde estão os dados sensíveis, além de testes e revisão de processos, revisão de políticas internas e externas, revisão de contratos. v A Lava Jato está sob fogo cruzado por ter levado muitas empresas, outrora poderosas, à falência ou a uma enorme perda financeira. Você acha
que a Lava Jato fez um bom trabalho ou deveria ser mais leniente e perdoar certas atitudes tomadas pelos corruptores e corruptos? n A Lava Jato é extremamente importante para acabar com a corrupção no Brasil e vem fazendo um trabalho muito bom em todos os sentidos para isso. Não tem de ser leniente de forma alguma. v Como essas empresas podem recuperar sua credibilidade após a revelação desses escândalos? Um programa de Compliance, aliado ao trabalho de PR, é suficiente ou precisa haver outras ações para apagar os maus feitos e recomeçar com nova roupagem? n Um programa de Compliance aliado ao trabalho de Public Relations é um bom mitigador para ajudar as empresas a recuperar a credibilidade, mas a implementação deste programa tem de ser feita antes da ocorrência de qualquer escândalo. Ter um programa efetivo devidamente implementado ajuda a mitigar a ocorrência de escândalo e protege os executivos e empresários, caso algo aconteça. O programa de Compliance vai além de ter um Código de Ética publicado em um website. É muito mais do que isso. Um bom programa começa com o comprometimento da alta administração (“Tone at the Top”), além de ter controles apropriados, políticas e procedimentos, avaliação dos riscos e treinamento de funcionários.
SANDRA GONORETSKE afirma que sua posição exige um autopoliciamento mais rígido em relação às questões éticas
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PAVILHÃO BRASIL
na 23ª Americas Food & Beverage teve 28 stands A feira serviu para despertar o interesse de vários potenciais importadores e distribuidores locais nos produtos brasileiros ANTONIO TOZZI antoniotozzi@bizbrazilmagazine.com
v Americas Food & Beverage, em sua 23ª edição, foi realizada nos dias 23 e 24 de setembro no Miami Beach Convention Center, com 525 expositores de 27 países, divididos em 13 pavilhões intenacionais, entre eles, o brasileiro. A feira recebeu mais de 12
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mil visitantes nos dois dias de exposição. O Pavilhão Brasil contou com 30 stands em segmentos que variaram do arroz até a cachaça, vinho (e suco de uva), espumante, passando por produtos naturais, lácteos, sorvetes, açaí, vestuário para cozinha etc. Houve ainda a celebração do dia internacional do café, enfatizando a exposição de diferentes variedades do café brasileiro. A organização do pavilhão foi feita em parceira com o Setor Comercial do Consulado Geral do Brasil em Miami e a Conceito Brasil, que há 15 anos coordena a participação das empresas brasileiras na maior feira de alimentos dos Estados Unidos. Conforme explicou Tatiane Rodrigues, diretora da Conceito Brasil, “esta feira tem produzido bons resultados aos expositores, por isto tem havido crescimento no interesse em estar presente aqui”. O conselheiro Rodrigo Fonseca, chefe do Setor Comercial do Consulado, capitaneou uma equipe formada por Paulo Paiani, Bruno Souza, Fernanda Figueiredo e Alyssa Baracat, funcionários do Consulado Geral
do Brasil em Miami, importante na viabilização do Pavilhão Brasil, uma vez que o Itamaraty aportou recursos subsidiados para instalação dos stands dos expositores. Os números comprovam o sucesso do evento junto aos expositores brasileiros. Tanto que 20 deles já confirmaram presença na Americas Food & Beverage em 2020 e 10 estão propensos a renovar sua participação. Uma pequisa pós-evento revelou que 96.5% ficaram muito satisfeitos com os resultados, 68% encontraram representantes de vendas, enquanto 28.6% firmaram parcerias de negócios e 36% venderam seus produtos durante o evento. E, claro, 100% delas constataram o aumento de sua visibilidade internacional durante o evento. SETOR DE ARROZ DOMINA O PAVILHÃO O evento serviu para reforçar as marcas que já têm um nicho no mercado americano e caribenho (como o caso dos vinhos e espumantes da serra gaúcha) e também para
reafirmar qualidade de nossos produtos, evitando assim eventuais barreiras não tarifárias como no caso do arroz onde exportadores enfrentam barreiras fitossanitárias. Sete empresas do setor do arroz estiveram no Pavilhão Brasil com seus stands. Diogo Thomé, executivo de Projetos da Abiarroz (Associação Brasileira da Indústria do Arroz), afirmou que este é o quinto ano de participação da associação neste evento que tem gerado bons negócios. “Além de ser a principal feira dos Estados Unidos, ela também serve para os exportadores fazer contato com clientes da América Central e Caribe”, comentou Thomé, que revelou como principais mercados para o arroz beneficiado brasileiro os países da América Central, a Costa Leste dos EUA e sobretudo o Peru. Bruno Barbaresco, da Guacira Alimentos, tem fábricas em Uruguaiana (RS) e Dourados (MS) e já exporta para Estados Unidos, Canadá, Costa Rica e Angola arroz do tipo long grain e parboilizado. “A Guacira já está aqui em New Jersey desde 2015, com Michael Rego, e fornecemos para os distribuidores. Exportamos entre 25 e 30 contêineres/mês para os EUA, o que gera $300 mil por mês. No total, exportamos $500 mil por mês. A Guacira também atua no mercado interno, sobretudo nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul”, revelou Barbaresco. O diretor da São João Alimentos e Abiarroz, Adalberto Pegorer, está participando da Americas Food & Beverage pela primeira vez. Ele está entusiasmado com as perspectivas de entrar forte no mercado americano, porém quer fazer isto de forma paulatina, como fez no mercado peruano. “O Peru é nosso maior comprador. Em termos de comparação, o consumo de arroz no Peru é de 60 quilos per capita por ano, enquanto no Brasil o consumo de arroz é de 34 quilos per capita por ano. Além do mais,
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STAND do Consulado Geral do Brasil em Miami na Americas Food & Beverage
LUIZ DANTAS, proprietário da Chef Foods, prepara pão de queijo
o Peru exige qualidade, por isto o arroz brasileiro encaixou bem”, explicou Pegorer. Dentro desse panorama, o arroz brasileiro representa 39% da importação total de arroz feita pelo Peru. Ao contrário do nosso vizinho sul-americano, o mercado americano consome arroz de qualidade mediana. “Nossa intenção é colocar arroz de qualidade premium aqui para que o paladar dos americanos saiba distinguir a qualidade dos produtos. Mas, faremos isto de maneira gradual e consistente. Para completar, o México liberou 150 mil toneladas de arroz sem taxa de importação, o que deve abrir mais uma frente de exportação para a indústria do arroz brasileiro”, comentou Pegorer, que somente neste ano já exportou 500 contêineres de 26.5 toneladas para o Brasil, com faturamento de $10 milhões. A Camil também esteve presente no grupo das indústrias de arroz. Esta empresa, que possui ações na Bolsa de Valores de São Paulo, faturou no ano passado R$ 5 bilhões, sendo que o departamento de exportação responde por quase 10% deste total. Wanessa Augusto, responsável pela área de exportação da empresa, está trocando o escritório da matriz em São Paulo por Mon-
tevidéu, porque a companhia constituiu a Saman, uma empresa eminentemente exportadora, uma vez que 95% da produção uruguaia se destina ao mercado externo. Para se ter uma ideia da força da Camil, a empresa é a maior exportadora de arroz fora da Ásia, movimentando entre 1.200 e 1.500 contêineres de 25 toneladas por ano. Neste evento, a Conceito Brasil organizou duas palestras que podem ajudar as empresas em seu esforço para participar do maior mercado consumidor do planeta. Oscar Torres Neto, da Oak Int’l – empresa especializada em importação, exportação e logística – e Camila Lomanto, gerente de Logística da Imperial Freight Brokers, explicaram aos participantes os caminhos a ser seguidos para quem quiser ter sucesso em exportar para a América do Norte. Oscar Torres, inclusive, alertou sobre a falta de visão de alguns empresários brasileiros: “Muitas empresas sequer sabem que é necessário investir para participar do mercado externo. Alguns empresários acham que basta colocar alguém aqui para vender seus produtos sem nenhum tipo de apoio”. Esta é a lição básica para quem quiser a vender seus produtos no mercado externo.
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GBI
vai aonde o empresário está GBI Education Series mostra o caminho certo para quem deseja entrar no mercado americano v10.BIZBRAZILMAGAZINE
DIRETORES DO GLOBAL BUSINESS INSTITUTE participaram do evento no World Trade Center em São Paulo
ANTONIO TOZZI* antoniotozzi@bizbrazilmagazine.com
v Na canção “Nos Bailes da Vida”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, há uma frase emblemática: “Todo artista tem de ir aonde o povo está…” Foi exatamente com esta premissa que um grupo de executivos do Global Business INSTITUTE (GBI) seguiu para quatro capitais brasileiras no final do mês de agosto. As cidades escolhidas foram Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba e São Paulo, não necessariamente nesta ordem. No total, cerca de 500 empresários e executivos compareceram aos cinco eventos – em São Paulo foram realizados dois encontros: no World Trade Center (WTC) e na Federação das Indústrias dos Estado de São Paulo (Fiesp). Os destacados para essa missão internacional foram Manoel Suhet, CEO do GBI e da bTd Travel; Antonio Miranda, diretor de Marketing do GBI e sócio-diretor da SGG International;
Juliano Oliveira, diretor de Estratégia e consultor; Igor Pipolo, diretor de Relações Internacionais e CEO na Núcleo Consultoria e Smart Link Security, e Alberto Suannes, diretor de Logística do GBI e gerente de Exportação da Capital Trade. Além deles, integraram a equipe Carmen Arce, advogada de Imigração, e João (Joe) Gomes, contador e especialista em tributação. Nas palestras e reuniões, eles foram enfáticos ao orientar os interessados sobre os passos certos para entrar no mercado americano, seja como exportador, como investidor, ou como imigrante. Ou mesmo juntando todas as opções em uma só. E é impressionante como as pessoas têm dúvidas sobre como proceder para se estabelecer nos Estados Unidos. Aqui cabe uma observação. Apesar de todo discurso anti-imigrante, o governo Donald Trump é aquele que mais concedeu green cards, com exceção do último ano do segundo mandato de Barack Obama. Na verdade, o que Trump quer é a vinda de estrangeiros com recursos financeiros e intelectualmente diferenciados. A luta dele é para evitar a che-
“
É melhor errar em reais do que em dólares, porque no segundo caso o custo será quatro vezes maior IGOR PIPOLO
gada dos desvalidos, que apenas viriam drenar os programas sociais destinados aos contribuintes americanos. Pode-se questionar esta postura pouco humanitária, entretanto, esta é a realidade. Como os participantes dos eventos encontram-se exatamente na faixa apreciada por Trump, é importante saber o que precisam fazer para se integrar à sociedade americana.
O grupo, formado por experientes empresários e consultores, usou a marca GBI Education Series para orientar aqueles que pretendem investir e/ou morar nos Estados Unidos. O objetivo é realçar que o sonho é possível, mas para o sonho realizar-se é preciso seguir alguns passos para que ele não se transforme em pesadelo. Como eles sabem? Simples. Alguns dos próprios executivos do GBI foram vítimas ou conhecem alguém que foi vítima de maus aconselhadores. O GBI resolveu assim adotar uma postura completamente diferente dos “vendedores de sonhos”. O processo é composto por 10 etapas. O CAMINHO CERTO O processo começa com Business Framework, onde se procura entender as características das empresas que buscam assessoria do GBI. Em seguida, é realizada uma pesquisa de mercado para verificar a viabilidade da empresa no cenário internacional, seguido de uma estratégia de posicionamento de marca e produto. Após este diagnóstico, um Business Plan realista é preparado – “Criamos
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vassessoria um plano de negócios factível e um plano de investimentos", explica Manoel Suhet. Nesta fase, a equipe do GBI pode até mesmo ajudar a captar investidores interessados em boas ideias. Na verdade, o plano de entrada e desenvolvimento de negócios nos Estados Unidos criado pela equipe do Global Business INSTITUTE obedece a dez etapas: 1) Diagnóstico de Negócios, 2) Pesquisa de Mercado, 3) Estratégia de Marca e Produto ou Serviço, 4) Plano de Negócio, 5) Captação de Recursos, 6) Abertura de Empresa e Imigração, 7) Plano de Comercialização e Marketing Digital, 8) Logística e Outsourcing, 9) Estratégia de Execução de Vendas, 10) Serviço de Atendimento ao Cliente. Todavia, se a empresa não conseguir passar da primeira fase a sugestão é que ela se reorganize melhor para voltar depois, mais estruturada. “Ao contrário dos outros consultores, preferimos ser honestos e desaconselhar a continuidade do processo. Isto pode representar uma perda de faturamento para nós, mas significa respeito e reconhecimento da parte do empresário que, no futuro, nos procurará por saber que somos um time focado no sucesso dos negócios dos brasileiros, em vez de apenas colocar alguns dólares no bolso e deixá-lo sem nenhuma retaguarda”, sublinha Antonio Miranda. Passada a primeira fase do processo, seguimos para a próxima. Infelizmente, a maioria começa pelo sexto passo para descobrir depois que gastará muito mais
ANTONIO MIRANDA, chefe de Marketing e Vendas do GBI e sócio da SGG International; Manoel Suhet, CEO da GBI e presidente da bTd; Leonardo Coelho, empresário; João Gomes, sócio da RVG & Company, no evento realizado em Florianópolis, capital de Santa Catarina
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do que esperava. Como diz Igor Pipolo, diretor de Parcerias Estratégicas do GBI: “É melhor errar em reais do que em dólares, porque no segundo caso o custo será quatro vezes maior”. SEGUNDA ETAPA DO PROCESSO O chamado sexto passo refere-se à estruturação da companhia no exterior. Ou seja, abertura de empresa, abertura de conta bancária e entrada no processo imigratório. É importante ressaltar que, neste caso, também é necessário escolher profissionais gabaritados para evitar aborrecimentos no futuro. Neste tour pelas capitais brasileiras, o contador João Gomes e a advogada especializada em imigração Carmen Arce acompanharam os diretores do GBI. João Gomes, da RVG & Company, é CPA (Certified Public Accounting), contador certificado pela associação de classe dos Estados Unidos. Ao usar serviços de um profissional qualificado, o cliente pode pagar um pouco mais, mas tem a certeza de que terá alguém que entende dos tributos americanos e não apenas aquele que somente abre uma empresa através da Internet. O mesmo raciocínio se aplica à Arce Immigration. A advogada de Imigração Carmen Arce integra o seleto grupo de 75 advogados de imigração dos Estados Unidos com uma certificação de qualidade. Seu escritório é especializado em vistos EB-2 e EB-5. Como ela diz, quase sempre há um visto adequado para cada pessoa. O segredo consiste em identificar a melhor maneira de proceder. Aliás, quem pretende dar entrada no visto EB-5 deve fazer o quanto antes, porque a partir de 21 de novembro as taxas serão reajustadas, passando de $500 mil e $1 milhão para $1milhão e $1.8 milhão respectivamente. IMMERSION USA Um investimento sem planejamento pode ter consequências nefastas. Equacionadas essas etapas iniciais, o pessoal do GBI estabelece um plano de Comércio e Marketing Digital, seguido pela introdução do produto ou serviço nos EUA, desenvolvimento de negócio, estratégia de vendas e execução. A sequência prevê o trabalho de logística e distribuição e, por fim, o serviço de atendimento ao consumidor. “Nosso diferencial é que sabemos como fazer, porque também somos empresários. Portanto, se houver necessidade, colocamos a mão na massa
“
Criamos um plano de negócios factível e um plano de investimentos. Nesta fase, a equipe do GBI pode até mesmo ajudar a captar investidores interessados em boas ideias MANOEL SUHET
para viabilizar o negócio de nosso cliente”, reforça Manoel Suhet. Muitos participantes do GBI Education Series demonstraram interesse em saber detalhes sobre como funciona esse processo. Para isto, os diretores do GBI criaram o Immersion USA – um programa de onde será possível esclarecer todas dúvidas e orientar aqueles que desejam participar do maior mercado consumidor do planeta, mas não querem ser devorados pela inexperiência. O seminário Immersion USA está marcado para a segunda quinzena de novembro deste ano. *A BizBrazil Magazine, mídia oficial do GBI, viajou ao Brasil a convite do instituto.
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IMMERSION USA: curso
prático de empreendedorismo Especialistas ensinam como fazer para obter sucesso no mercado americano DA REDAÇÃO info@bizbrazilmagazine.com
v Sonho de consumo de 10 entre 10 empresários brasileiros, participar do gigantesco mercado norte-americano está ao alcance de qualquer um. Entretanto, para chegar lá, é preciso saber como proceder a fim de evitar obstáculos e, sobretudo, pessoas inescrupulosas que se aproveitam da boa fé dos patrícios para levar vantagem e deixar os clientes sem nenhum tipo de assessoria profissional e, pior ainda, com milhões de dólares a menos em suas contas bancárias. Além dos que estão pensando em vir para os Estados Unidos, o curso também é bastante instrutivo para investidores e empresários que já estão no país, porém ainda não definiram a melhor maneira de atuação ou tiveram dificuldades para alavancar negócios no mercado americano. Para diminuir as probabilidades de fracasso, os especialistas do Global Business INSTITUTE (GBI) montaram um programa prático que permite aos interessados acesso às informações corretas de maneira rápida e adequada.
Entender o Mercado – Como realizar um estudo de mercado e viabilidade específico para o mercado americano; Estratégia de Marca e Produto ou Serviço – Como adequar sua marca e produto ou serviço para que sua empresa seja relevante para os consumidores americanos; Business Plan & Captação de Investimentos – Como desenvolver um plano de negócios para a empresa captar investimentos e ter uma sólida estratégia de go-to-market; Questões Jurídicas, Fiscais, Contábeis e de Imigração – Como escolher a melhor estratégia fiscal, contábil e de imigração para viabilizar o negócio; Plano de Trade e Marketing Digital – Como fazer o seu produto ou serviço ser reconhecido e considerado pelos potenciais compradores e consumidores; Importação e Exportação – Quais são as melhores formas de fazer o produto ou serviço chegar ou ser produzido no mercado americano; Estratégia de Vendas e Execução – Como começar o negócio e estabelecer uma estrutura de vendas; Logística Internacional e Distribuição Interna – Como estabelecer uma estrutura de logística e canais de distribuição interna nos EUA; Atendimento ao Cliente – Quais são as melhores formas de estar em contato com os seus clientes a fim de aumentar vendas e níveis de satisfação.
DATAS, EQUIPE DE ESPECIALISTAS E LOCAL O curso será ministrado entre os dias 18 e 21 de novembro, com abertura numa segunda-feira, que prevê integração e início das palestras. No dia seguinte, haverá mais palestras e networking com empresas locais. A quarta-feira será dedicada às visitas técnicas e networking. No último dia do curso, mais palestras, match-making e encerramento. Os especialistas já destacados para ministrar o curso são: Juliano de Oliveira, Planejamento Estratégico; Dra. Carmen Arce, Imigração; Fernando Mello, Investimentos em Projetos EB-5; Zeno Silva, Pesquisa de Mercado; Antonio Miranda, Estratégia de Marketing; Manoel Suhet, Vendas & Go-to-market; Igor Pipolo, Parcerias Estratégicas; Alberto Suannes, Logística e Comércio Internacional. O programa inclui alimentação durante o período de treinamento e traslados para visitas técnicas. Não inclui hospedagem, passagens aéreas internacionais, passeios, traslados para o hotel e aeroporto, seguros de viagens, compras e despesas. O valor do curso é de $2,590. Os parceiros do GBI terão um desconto. O valor com desconto vale também para os leitores da BizBrazil Magazine e AcheiUSA Newspaper. Quando fizer sua inscrição, diga que é leitor das nossas publicações, e mencione o código BBM para usufruir o desconto. Mais informações podem ser obtidas pelo email gbi@globalbusinessinstitute.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO O conteúdo do curso, apresentado em português, será ministrado por especialistas reconhecidos e certificados em cada uma das áreas de negócios, e abordará pontos essenciais, como: v13.BIZBRAZILMAGAZINE
vempreendedorismo consultoria empresarial VISITA À SEDE da Prefeitura da cidade de Doral
palestras e apresentações nas novas instalações da Venture X, uma empresa que oferece espaços de trabalho privados e compartilhados (coworking) em Downtown Doral. No terceiro dia, o grupo fez uma visita técnica ao Centro de Distribuição da FedEx no aeroporto de Miami, e depois foi recebido na prefeitura da cidade de Doral que disponibilizou uma sala de treinamento para as apresentações finais ao grupo. A AGENDA COMPLETA E CONTEÚDO DO SEMINÁRIO INCLUIU: SEGUNDA, 30 DE SETEMBRO
SEMINÁRIO DA BACCF foi elogiado
pelos participantes
Evento mostrou como os brasileiros devem fazer para ser bem sucedidos no mercado norte-americano DA REDAÇÃO info@bizbrazilmagazine.com
v Nos dias 30 de setembro, 1 e 2 de outubro, a Brazilian-American Chamber of Commerce of Florida (BACCF) conduziu seu 15º Seminário “Como Ingressar e Investir no Mercado Norte-Americano”. Este ano o evento contou com a participação de um seleto e qualificado grupo v14.BIZBRAZILMAGAZINE
de empresários brasileiros, como um representante de um franqueador de porte brasileiro e um ex-presidente no Brasil de uma Fortune 500, entre outros, que já tem planos avançados para expandir seus negócios nos EUA e destacaram o valor em ouvir e trocar informações com um grupo de experts nos Estados Unidos para ampliar seus conhecimentos. Durante os primeiros dois dias do evento o grupo se reuniu para assistir
Como internacionalizar uma empresa brasileira - Ubirajara Marques Curto, sócio-diretor, Center Group Brasil: Como desenhar e implementar um projeto de exportação e internacionalização de uma empresa brasileira. Investimento por pessoas físicas e jurídicas no exterior - Roberto Justo, sócio do escritório Choaib, Paiva & Justo Advogados Associados: Como e quando os investimentos de brasileiros no exterior são tributados no Brasil. Importação e logística nos EUA - Christian Luque, CEO da Luque Trading: Quais são os processos, normas e custos na importação e distribuição de produtos nos EUA. Almoço: As facilidades que o Banco do Brasil Americas oferece aos brasileiros nos EUA - Aguinaldo Barbieri, presidente do Banco do Brasil Americas: Além das facilidades bancárias oferecidas, apresentou também o case de internacionalização e entrada no mercado de varejo americano pelo Banco do Brasil. Como operacionalizar uma empresa e fazer negócios nos EUA - Carlos Mariaca, sócio-diretor do Center Group EUA, presidente em 2013 e atual membro do Conselho da BACCF: Observações práticas, do ponto de vista empresarial, de assuntos variados como abertura de empresa, conta bancária, estabelecimento de escritório, contratação de pessoas, impostos, vistos e o processo de se mudar para os EUA. Estabelecer e negociar um ponto comercial nos EUA - Marcos Freire, vice-presidente e gerente geral da Jones Lang LaSalle: Além das instruções de como estabelecer e negociar esses espaços, foram
apresentados também pequenos cases de exemplos reais. Evento – Recepção de Queijos e Vinhos/ Business Card Exchange: Networking com a comunidade empresarial local que contou com a participação do prefeito da cidade de Doral, Juan Carlos "JC" Bermudez, a vice-prefeita de Doral, Claudia Mariaca, e a representante do deputado Mario Diaz-Balart, Gloria Oliveiros, que conversaram com o grupo, em inglês, espanhol e português, sobre a importância dos empresários brasileiros na economia local. TERÇA, 1º DE OUTUBRO Contratação de pessoas e o mercado de trabalho nos EUA - Jonathan Hall, sócio da PrideStaff: Normas e práticas para a contratação e retenção do talento necessário para sua empresa prosperar, assim como o cenário atual do mercado de trabalho nos EUA. Os prós e contras de adquirir uma franquia nos EUA - Jon Aboitiz, FranPassport, consultor especialista em franquias: Além da apresentação dos prós e contras, explicou também os procedimentos, normas, e etapas do processo para se adquirir uma franquia. Oportunidades de investimentos e o programa EB-5 - Ariel Yaari, gerente de Vendas de Investimentos e EB-5 da Driftwood Acquisitions & Development, LP: Além das oportunidades de investimentos que também oferecem a obtenção do Green Card via EB-5, explicou ainda a importância da avaliação do projeto correto para minimizar seus riscos. Almoço: Aspectos legais imigratórios, corporativos e tributários - Alexandre Piquet, fundador e sócio-gerente da Piquet Law Firm, membro do Conselho da BACCF: Apresentou detalhadamente os principais pontos jurídicos quanto à formatação das estruturas corporativas nos EUA para estrangeiros, as diferenças tributárias para pessoas físicas e jurídicas entre residentes americanos e estrangeiros, e os vistos mais usados para se mudar para os EUA. Case: Processo de internacionalização de restaurante nos EUA - Deborah Rosalem da AB Catering & Food Services, LLC: Apresentou sua experiência como empreendedora que iniciou sua própria empresa sozinha nos EUA, o crescimento da empresa e seus negócios mesmo nos anos difíceis da economia americana, erros que devem ser evitados, e a fórmula do seu sucesso.
Case: Empreendendo nos EUA para atingir um projeto de vida - Jonas Roter, empresário da Launch Trampoline Park Doral: Narrou sua experiência profissional e história no Brasil, o que o levou a fazer a decisão de criar um projeto para mudar sua vida para os EUA, sua trajetória do Brasil para os EUA, as dificuldades e facilidades que encontrou aqui, e como segue desenvolvendo seu negócio. QUARTA, 2 DE OUTUBRO Visita Técnica: Centro de Distribuição da FedEx no Aeroporto de Miami - O grupo teve a oportunidade de assistir uma apresentação sobre o case da FedEx no mundo e suas atividades no Brasil, assim como caminhar por todas as instalações do centro de distribuição e visualmente observar como funcionam todos os processos logísticos da operação. Case: Bauducco - Erik Volavicius, gerente de Marketing da Bauducco Foods Inc.: Apresentou todo o histórico da internacionalização das operações da Bauducco para os EUA, incluindo as linhas de produtos trazidas, como iniciaram suas operações, as diferenças entre trabalhar com o mercado varejista no Brasil e nos EUA, os caminhos tomados para suas atividades crescerem, e como estão ampliando suas operações após iniciar a produção de determinadas linhas de produtos nos EUA. Visita técnica – Prefeitura da cidade de Doral - Manuel Pila, diretor de Desenvolvimento Econômico de Doral: Apresentou a história da cidade e como ela veio a se in-
corporar em 2003, a estrutura das diferentes divisões na prefeitura e como apoiam as empresas e residentes da cidade, os investimentos e melhorias concluídos e planejados para melhorar a qualidade de vida, e a transparência e eficácia com que a cidade conduz suas atividades a fim de ajudar as empresas que desejam se estabelecer localmente. Enterprise Florida – Entidade de desenvolvimento econômico na Flórida - Carlos Guerra, gerente de Desenvolvimento de Negócios Internacionais da Enterprise Florida: Organização que atua entre os diferentes órgãos governamentais que fomentam negócios no Estado da Flórida e empresas que desejam expandir suas atividades, oferecendo informações e incentivos financeiros, assim como organizando missões comerciais. Desenvolvimento de negócios e empreendedorismo - Carlos Mariaca, sócio-diretor do Center Group EUA, presidente em 2013 e atual membro do Conselho da BACCF: Principais diferenças culturais, do ponto de vista corporativo, entre Brasil e EUA, e apresentação prática de como desenhar, preparar e apresentar seu plano de negócios. No encerramento do evento, todos os participantes receberam um diploma da BACCF pela conclusão do seminário, e foram recebidos pela vice-prefeita da cidade de Doral, Claudia Mariaca, com direito a foto na Câmara onde o conselho da cidade se reúne para conduzir os seus trabalhos. E ainda visitaram os escritórios do prefeito e demais conselheiros da cidade.
GRUPO DE PARTICIPANTES em visita técnica ao Centro de Distribuição da FedEX no Aeroporto de Miami BIZBRAZILMAGAZINE.15v
vevento ANTONIO TOZZI antoniotozzi@bizbrazilmagazine.com
BRAZIL EXPO FLORIDA
confirma crescimento em sua segunda edição Mais de quatro mil visitantes e 200 expositores estiveram no Broward Convention Center v16.BIZBRAZILMAGAZINE
v Cerca de quatro mil pessoas visitaram a Brazil Expo Florida no Broward Convention Center no sábado, 28 de setembro, no Broward Convention Center. A feira mostrou crescimento significativo em relação à edição do ano passado e vem ganhando paulatinamente relevância dentro do cenário empresarial do Sul da Flórida, sobretudo junto aos empresários brasileiros que encontraram um ambiente propício para mostrar seus produtos e serviços. Mais do que isto, puderam assistir a várias palestras informativas que podem auxiliá-los a melhorar o desempenho de suas companhias. Mais de 200 expositores puderam divulgar seus produtos e serviços e participar de rodadas de negócios organizadas pelo Brazilian Business Group. Além disso, mais de 20 painéis temáticos trouxeram experts em áreas como inovação, finanças, franquias, vendas, networking, pesquisa de mercado e muitas outras, que se revezaram ao longo de todo o dia, com conteúdos de extrema relevância para o empreendedor e investidor interessado em ingressar no mercado americano. Entre os painelistas estavam representantes de empresas como Banco do Brasil Americas, US Census Bureau, Royal Caribean, ToTvs, CVC, KPMG, Instituto Neymar, Azul Linhas Aéreas, entre outras. As exposições foram feitas em uma sala anexa ao local da feira. Na mesma sala, foi realizada a cerimônia de abertura que contou com presença do cônsul geral do Brasil em Miami, embaixador João Mendes Pereira; do senador Luis Girão, do Podemos (CE), que viveu em Parkland; do vice-governador de Mato Grosso do Sul, Murilo Zauith; do vice-prefeito de Broward County, Dale V.C. Holness, entre outras autoridades. Todos agradeceram o empenho do casal Marcos Aguirre e Patricia Machado, organizadores da Brazil Expo Florida. Percorrer os diversos stands foi um exercício de conhecimento das mais diversas atividades exercidas pelos criativos empresários brasileiros. E os visitantes demonstravam verdadeiro interesse por aquilo que estava sendo exposto. GBI OFERECE ALMOÇO A CONVIDADOS O Global Business INSTITUTE (GBI), grupo de empresários brasileiros que se uniu para orientar outros empresários sobre como proceder para diminuir os riscos de insu-
Por Cassio Segura – Presidente da Brazilian-American Chamber of Commerce of Florida 2018/2019 Parece que foi ontem que assumi a presidência da Brazilian-American Chamber of Commerce of Florida (BACCF), foram dois anos consecutivos representando essa importante organização para a comunidade empresarial brasileira no Sul da Flórida. A Brazilian-American Chamber of Commerce of Florida (BACCF) é uma organização independente e sem fins lucrativos que tem como objetivo estreitar os laços comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos. Sendo uma associação não governamental, a BACCF é dirigida por diretores voluntários representantes de empresas associadas. Com o número crescente de negócios brasileiros no sul da Flórida no final da década de 70, surgiu a necessidade da existência de um fórum para o intercâmbio de negócios entre empresas brasileiras e americana. Dessa forma, em 1981, a BACCF foi fundada iniciando suas atividades com uma série de almoços, convidando palestrantes envolvidos com questões comerciais bilaterais, proporcionando o ambiente ideal para o networking e aprendizado. Com o passar dos anos, a BACCF ampliou a diversificação de suas atividades, promovendo em torno de 50 eventos por ano e expandiu também o número de associados que é composto por multinacionais, empresas de médio e pequeno porte e pessoas físicas envolvidas nas relações comerciais Brasil-EUA. Os nossos associados representam empresas, autoridades, empreendedores e jovens profissionais envolvidos no fomento das relações comerciais bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos, bem como a diversidade cultural da comunidade empresarial no Sul da Flórida. Nossos encontros com palestrantes proeminentes e eventos de networking são fóruns importantes para a comunidade empresarial, enquanto programas estabelecidos como o Jantar de Gala da Independência, o Excellence Award, Road Show que realizamos anualmente no Brasil e o Seminário “Como Ingressar & Investir no Mercado Norte-americano” ganham cada vez mais espaço e visibilidade. Esse ano foi a 15ª edição do seminário destinado a executivos, empresários, e empreendedores brasileiros que têm interesse em expandir os seus negócios nos EUA, ou desejo de iniciar um novo projeto no mercado norteamericano, ou até mesmo o intuito imigratório profissional nos EUA. Sendo ministrado integralmente em português, o seminário é composto por palestrantes renomados com total expertise no assunto, além de estudo de casos de pequenas ou grandes empresas que compartilham toda sua experiência no processo de internacionalização. Todo ano, cerca de 2500 pessoas participam de nossos encontros adquirindo e compartilhando conhecimentos. Nosso website é visitado mensalmente por mais de 75.000 pessoas, temos em torno de 4.600 acessos através de aplicativos móveis e a busca por informações sobre nossos membros são superiores a 20.000 consultas mensais. Nossa página de eventos tem mais de 63.000 visualizações e nossa ferramenta de oportunidades de negócios (Hot Deals) recebe mais de 2.400 acessos por mês. Sendo a maior câmara binacional da Flórida, a BACCF vem desenvolvendo elos fortes com outras entidades nos EUA e no Brasil tornando-se líder importante dentre as mais diversas entidades locais engajadas em suas comunidades. Tenho orgulho de fazer parte de uma organização tão importante para a comunidade empresarial brasileira no estado da Flórida.
vevento cesso em seus empreendimentos, ofereceu almoço a um grupo seleto de convidados. Manoel Suhet, CEO do GBI, explicou os propósitos do instituto e falou sobre o recente tour que alguns diretores do Global Business INSTITUTE fizeram por algumas capitais brasileiras. Na ocasião, enfatizaram a necessidade de os empresários se planejar. “O conselho vale para quem quiser vir para cá como imigrante, para quem quiser exportar para cá ou para aqueles que desejam unir as duas coisas”, ratificou Suhet – ele próprio um empreendedor, após ter sido executivo bem sucedido em companhias multinacionais. Além dele, estiveram presentes pelo GBI Fernando Mello, chefe de Operações e PMO; Zeno Silva, chefe de Logística, e Antonio Miranda, chefe de Marketing e Vendas. Miranda também destacou que a união de empresários brasileiros dentro do conceito de ética, planejamento e humildade para reconhecer o pouco conhecimento de um novo mercado é importante para todos alcançar seus objetivos. Para viabilizar essa reunião, o GBI contou com parceiros importantes: Banco do Brasil Americas, Castro Legal Group, RVG & Company e Atlantic American Partners. Aguinaldo Barbieri, presidente do BB Americas mostrou um vídeo no qual se confirma o forte crescimento da instituição financeira nestes sete anos de existência. Além de elogiar Antonio Cassio Segura, presidente da BACCF (Brazilian American Chamber of Commerce of Florida) e antecessor dele à frente deste banco de varejo americano, Barbieri destacou que hoje o BB Americas está inserido no
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Agora, vamos mostrar o que o Brasil tem de melhor: recursos e belezas naturais, nossos seis biomas, nossa Amazônia, nossa gastronomia, nossos vinhedos GILSON MACHADO NETO, presidente da Embratur
mercado e tem ajudado a financiar projetos de hotelaria na Flórida, além de se notabilizar por possuir produtos atraentes para disputar o mercado bancário com os fortes concorrentes deste setor. Renata Castro Alves, advogada de imigração bem conhecida da comunidade brasileira, também sublinhou a importância do profissionalismo. Na área dela, por sinal, isto é vital, porque muitos aventureiros, sobretudo notários, se passam como advogados e colocam os incautos em situações constrangedoras e, muitas vezes, clientes em risco de ser deportados por falta de conhecimento técnico. João Gomes, um dos sócios da RVG & Company, seguiu nesta linha, ao informar que ge-
ralmente muitos empresários abrem empresas sem sequer terem ideia de como funciona o sistema contábil e tributário dos Estados Unidos. PRESIDENTE DA EMBRATUR PRESTIGIOU O ALMOÇO DO GBI Rosie Roden, diretora global de Desenvolvimento de Negócios da Atlantic American Partners, explicou que sua empresa é especialista na aprovação de candidatos ao visto EB-5 – visto obtido por investimentos feitos nos EUA. A empresa desenvolveu um modelo único de fundo diversificado para obtenção do EB-5, ou seja, o solicitante do visto não investe apenas em determinados projetos, mas, sim, em vários projetos. Logicamente, isto diminui os riscos de o visto ser negado, além de reduzir as probabilidades de perda do capital investido. O projeto desenvolvido pela Atlantic American Partners, sobretudo no que se refere à hotelaria, despertou a atenção do Gilson Machado Neto, presidente da Embratur, que esteve na Flórida para vender o destino Brasil aos americanos. “Quero participar deste projeto. Aqui na Flórida é muito caro. Se levarmos este projeto para o Nordeste brasileiro, vai dar certo. Muita gente iria emigrar para lá, sobretudo os latinos”, revelou. Machado garante que isto se tornará mais fácil após a viabilização da segurança jurídica na qual o governo está trabalhando. Rosie afirmou já ter feito algo similar para a República Dominicana através de Harvard onde estudou e teria interesse em participar deste tipo de projeto no Brasil. “Estamos aqui para mostrar o que nunca foi mostrado sobre o Brasil. Antes, mostravam caipirinha, tanga e favela. Isto não deu certo. Estamos estagnados em terceiro lugar em turismo na América do Sul. Agora, vamos mostrar o que o Brasil tem de melhor: recursos e belezas naturais, nossos seis biomas, nossa Amazônia, nossa gastronomia, nossos vinhedos…”, afirmou Machado. Segundo ele, o trabalho de aumento e melhoria de infraestrutura está em andamento e garante que a infraestrutura hoteleira está subaproveitadada, apenas com 45% de lotação, com alguns hotéis fechando por falta de turistas para usar as instalações. “A isenção de vistos para turistas americanos, canadenses, japoneses e australianos resultou em aumento de 230% em comparação com ano passado. (Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro estendeu este benefício também aos turistas chineses.)
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vaviação
EMBRAER lança jato
E 195 E2 em Fort Lauderdale Viagem até Kennedy Space Center marcou o lançamento oficial da nova aeronave da companhia ANTONIO TOZZI antoniotozzi@bizbrazilmagazine.com
v O ano de 2019 marca o Jubileu de Ouro da Embraer, empresa criada em São José dos Campos, que se transformou em uma das maiores fabricantes de aviões no mundo. Gary Spulak, presidente da Embraer nos Estados Unidos, destaca a importância da aviação para os brasileiros. Desde o pioneirismo do mineiro Alberto Santos Dumont, conhecido como o Pai da Aviação, até a determinação do cearense Casimiro Montenegro Filho, criador do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (CTA), instituições que foram o embrião da Embraer, e do visionário paulista Ozires Silva, um dos fundadores da Embraer. Se a Embraer do Brasil comemora 50 anos de vida, a Embraer USA também tem muito a celebrar. Afinal, a empresa está presente nos Estados Unidos há 40 anos, após o então presidente americano Jimmy Carter assinar o Deregulation Act, que permitia às empresas estrangeiras ingressar no segmento aeronáutico do país. O ato foi assinado em 1978 e um ano depois a Embraer
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entrou no maior mercado consumidor do mundo, estabelecendo-se em Dania Beach, no sul da Flórida. Os números confirmam o acerto dessa decisão. Atualmente, a Embraer USA possui mais de dois mil empregados; em 2018, o total de receitas alcançou $1.5 bilhão e o total de ativos também é de $1.5 bilhão. Agora, em fase de fusão com a Boeing, a empresa brasileira já vinha ganhando um forte sotaque americano, pois cerca de 50% dos acionistas são investidores daqui. Além disto, a empresa exportou $7 bilhões em componentes e materiais para o Brasil nos últimos três anos. E o total de investimento nos últimos dez anos soma $4.3 bilhões. Depois de Spulak, o diretor comercial Arjan Mejier falou sobre os planos futuros da Embraer, líder de mercado de aeronaves até 150 lugares, com 29% de market share, à frente de Bombardier (24%), Airbus (17%), ATR (13%) e Boeing (12%), e o restante dividido entre fabricantes menores. A liderança de mercado não faz com que a Embraer fique acomodada. Pelo contrário, segundo Mejier, a empresa prevê que deverá entregar 10.550 aeronaves até 2038. Isto representa 2.8% em crescimento do Produto Interno Bruto e 2.5% em crescimento da frota.
Mejier não exagerou ao divulgar as previsões da empresa. Afinal, a Embraer é uma empresa com forte presença global, negociando com mais de 120 operadoras distribuídas em mais de 70 países e com mais de 1.900 jatos em serviço. A empresa tem clientes em todos continentes. JATO SUPERIOR EM SUA CATEGORIA Jorge Nasser, vice-presidente de Vendas para América Norte da Embraer Commercial Aviation, foi o responsável pela apresentação do jato E 195 E2 em termos de características técnicas. Ele comprovou ser o mais eficiente, mais limpo e menos ruidoso do que seus concorrentes. Não é à toa que recebeu o apelido de “Profit Hunter”. Conforme explicou Nasser, “ele é tão superior aos outros que as companhias aéreas estão utilizando estes jatos para distâncias maiores, em vez de usá-los somente para curtas distâncias”. A evolução do jato E 195 E2 é constatada em todos setores: Avionics, Fuselagem, Espaço Interno (o jato não tem a poltrona do meio, o que possibilita melhor circulação na aeronave), Estabilidade, Motor, Estabilidade, Envergadura das Asas e 4th Gen Full Fly By.
vconhecimento
RIGHT TO WIN.
Você tem?
Antes de colocar seu produto em um mercado internacional, é preciso conhecer quem são seus consumidores ANTONIO MIRANDA* info@bizbrazilmagazine.com
v Uma das coisas que mais me intrigam quando converso com empresários brasileiros que querem começar um negócio nos Estados Unidos é a capacidade que muitos deles têm de pensar grande. Esse “pensamento grande” quase sempre é sustentado pela ingenuidade de quem tem total falta de conhecimento de mercado ou pelas “dicas” daquele amigo do amigo, que faz diversos tipos de negócios, e que é tão generoso em palestras, no YouTube e no Instagram, contando todos os segredos sobre como conseguir um green card e enriquecer na América de forma rápida e fácil. São comuns frases como: “o americano não sabe comer”, “o americano não sabe o que é um bom serviço”, “se eu conseguir colocar o meu produto nas lojas americanas, tenho certeza de que o americano vai comprar”, e tantas outras pérolas do imaginário de empresários bem-sucedidos no Brasil que chegam todos os dias em solo americano. A conversa quase sempre tem o mesmo roteiro: “pensei em fazer algo que ainda não existe nos EUA”, ou, “quero trazer o meu negócio para cá pois as empresas que estão no mercado não sabem fazer tão bem quanto nós fazemos”. É um trabalho árduo convencer alguém de que ele ainda não conquistou o direito de se comportar como um vencedor nos Estados Unidos, pois ainda não tem right to win. De forma bastante resumida, right to win é o termo que se usa em estratégia de negócios para se referir à habilidade e às condições que uma empresa tem para ingressar num mercado competitivo com
chances reais de ter sucesso de forma consistente a longo prazo. Esta é a principal pergunta que o empresário brasileiro deve se fazer antes de começar a gastar dinheiro: “como eu posso adquirir o meu right to win nos Estados Unidos?”. É preciso ter muita humildade para fazer essa pergunta a si mesmo. Mas ela é crucial para o seu sucesso no mercado americano. O primeiro passo do right to win é saber o que você deveria saber e não sabe a respeito do seu negócio e mercado. Quem nunca ouviu aquela história do sujeito que comprou uma franquia que, antes de fechar o negócio, gerava lucro de 20 mil dólares por mês e depois de assumir a empresa o dono se deu conta de que o negócio gerava 20 mil dólares de prejuízo? Pois é, era preciso saber antes aquilo que ele deveria saber sobre um negócio dessa espécie. Para isso, o mais importante é contar com profissionais especializados, referenciados, imparciais e inquestionavelmente idôneos para fazer as análises e trazer as respostas confiáveis tanto sobre o mercado – via pesquisa de mercado – ou do negócio – via due dilligence. O segundo passo, agora de posse de informações sobre o mercado ou sobre o negócio, é definir qual será a melhor estratégia para gerar valor ao cliente e se diferenciar da concorrência. E, claro, saber quais recursos serão necessários para executar essa estratégia. Por fim, o terceiro passo para avaliar o tamanho do esforço para adquirir o seu right to win é elaborar um plano de negócios mais profissional, profundo e assertivo possível, que possa lhe trazer clareza sobre como será e quanto custará a jornada para que você e a sua empresa possam se dar o direito de pensar e agir como vencedores nos Estados Unidos.
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Pense que a aquisição do seu right to win terá uma jornada parecida à de um atleta olímpico. Ninguém se torna um atleta olímpico em dias, semanas ou meses. São necessários anos de dedicação e foco para que você possa ter o direito de competir para vencer no mercado americano.
*ANTONIO MIRANDA é formado em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo, tem especialização em Marketing pela Kellogg School of Management e atualmente está na posição de Head de Marketing e Vendas do Global Business INSTITUTE BIZBRAZILMAGAZINE.21v
vcâmbio empreendedorismo
E O DÓLAR?
Afinal, vai cair ou vai subir? Não me perguntem sobre a variação cambial no futuro, porque prever esse tipo de coisa é como acertar na loteria VIVIAN PORTELLA* info@bizbrazilmagazine.com
v Trabalho com câmbio há mais de 10 anos e acho que essa é uma das perguntas mais comuns dos amigos e clientes. A verdade é que se alguém pudesse prever completamente as oscilações das moedas este alguém estaria milionário. Todavia, é possível fazer algumas previsões com base em expectativas diante de determinados cenários. Porém, havendo alguma mudança no cenário, o que é bastante comum, essas previsões podem ir completamente por água abaixo. O Boletim Focus, por exemplo, relatório emitido periodicamente pelo Banco Central do Brasil, divulga uma média das análises de expectativas das cinco principais instituições financeiras que mais acertam nas previsões. No caso do câmbio do dólar, o Boletim Focus emitido em janeiro de 2019 estimava que o real fosse cotado a R$3,80 ao final de 2019. Ao longo do ano as previsões foram se ajustando e, o último relatório divulgado em setembro, já tinha aumentado a estimativa para R$4,00. Neste período, contamos com diversas variáveis, internas e externas, que fizeram o mercado demandar mais ou menos da moeda dólar. Passamos por questões políticas e econômicas brasileiras, desde eleições, reforma da Previdência, alianCONTEÚDO PATROCINAD0
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ças internacionais e investimentos externos no Brasil (ou a falta deles), até questões externas internacionais, como desgastes políticos na zona do euro, mercado asiático, preços de commodities, relações comerciais dos Estados Unidos com outros países, corte de juros americanos, imposição de barreiras comerciais e, até mais recentemente, sobre um possível impeachment do presidente Trump. Isso para citar apenas os fatos mais relevantes. As obrigações com credores internacionais geram a necessidade dessa previsão, usualmente por conta de contratos a médio e longo prazo pactuados em dólar, onde os centavos contam muito. E a ansiedade de prever o mercado molda o mercado, criando cenários reais muitas vezes com base apenas na especulação. Aos viajantes brasileiros, a turismo ou negócios, que conseguem se planejar com certo prazo, uma possibilidade é realizar compras periódicas ao longo do período anterior à viagem, conseguindo então uma média mais razoável de cotação, podendo manter seu saldo de moeda estrangeira em espécie, cartão pré-pago ou conta bancária internacional. O fato é que nem as instituições mais especialistas são capazes de acertar 100% nas previsões, devido às inúmeras variáveis impactantes na volatilidade da moeda. A única certeza desse mercado é a incerteza sobre o que vai acontecer. De toda forma, prometo aos amigos e clien-
tes que não discursarei sobre economia e política quando me perguntarem se o dólar vai cair.
*VIVIAN PORTELLA é diretora de Governança e uma das sócias da B&T Global Consulting
vempreendedorismo
INOVAÇÃO é a chave
do sucesso para as empresas Mas as pessoas precisam aprender a serem pacientes e persistentes a fim de alcançar seus objetivos FABIO AHSCAR* info@bizbrazilmagazine.com
v Não é novidade para ninguém que inovar é fundamental para a sobrevivência de qualquer empresa, independentemente de seu tamanho. Histórias como a da Kodak e da Blockbuster se tornaram verdadeiros exemplos quando o tema é inovação, infelizmente pelo lado negativo, trazendo valiosas lições de como uma empresa não deve se comportar diante do mercado e a concorrência. Mas, se inovar é tão importante, por que ainda existem empresas que sofrem tanto para seguirem este caminho? A resposta é padrão quando o assunto é inovação: depende. Não é possível determinar o que é certo ou errado, afinal uma nova jornada será iniciada. Inevitavelmente, riscos serão frequentes nesta busca por novas descobertas. Incerteza, aprendizado, replanejamento e, entre outras coisas, fracassos estarão continuamente presentes. Sim, muitos fracassos. Portanto, é imprescindível o fato de se aprender o máximo possível, no menor tempo possível e com um mínimo de investimento possível, para se chegar ao sucesso no caminho inovador. Mas, como fazer isso? O que atrapalha muitas empresas é a ansiedade, pois muitas vezes os resultados precisam ser melhorados quase que imediatamente. Entretanto, assim como numa maratona o corredor não pode completar os 42 quilômetros antes de cumprir o primeiro, o segundo e assim por diante, um processo de inovação de uma empresa também não conseguirá bons resultados sem a preparação das bases de maneira sólida para inovar. E o que isso quer di-
zer? Em poucas palavras, a estrutura será abalada. Uma nova dinâmica deverá ser desenvolvida de acordo, principalmente com o mercado de atuação da empresa em questão. E a dúvida inicial que deve ser sanada é quanto a seguir no rumo atual, fazer pequenas alterações ou mudar completamente o destino, mas lembrando que nada ocorre da noite para o dia. Nas grandes corporações, profissionais exclusivamente focados em inovação deverão entrar em cena com persistência, paciência e, sobretudo, apoio das demais lideranças, porque erros passarão a fazer parte da rotina. Obviamente, estes erros devem se limitar a riscos previamente analisados e aprovados. Por isso, muitas empresas de maior porte separam sua célula de inovação da estrutura de produção, onde o erro é sempre o grande inimigo. Com a liderança alinhada, os colaboradores se sentirão mais seguros e confiantes para sugerirem novas alternativas e buscarem possibilidades que muitas vezes a liderança não é capaz de enxergar. Como disse Akio Morita, inventor e co-fundador da Sony: “Aprendemos muito escutando os nossos colaboradores, porque sabedoria não é exclusividade do corpo diretivo”. Isso reforça outro ponto de extrema relevância e pouco explorado: a inovação nasce de pessoas. Com a chamada quarta revolução industrial, ou era da transformação digital, um equívoco se torna recorrente, o fato de se presumir que a tecnologia solucionará todos os problemas. Não há nenhuma dúvida de que as tecnologias estão levando as empresas a outros patamares e aumentando exponencialmente a velocidade dos negócios, mas o ponto é que a inovação ainda é um passo anterior. Consequentemente, sem um responsável, uma estraté-
gia bem desenvolvida, um planejamento adequado, regras definidas, etapas claras e métricas que consigam captar todo o aprendizado (e tudo isso sendo frequentemente revisitado e reavaliado), a tecnologia de uma forma geral será somente uma ferramenta. E pior, provavelmente uma ferramenta com um baixo retorno para o valor investido.
*FABIO AHSCAR é criador do Executive Courses LLC em Miami e autor do livro Aprendendo a Lição e do guia de viagens Las Vegas – Guia Prático de Viagem BIZBRAZILMAGAZINE.23 BIZBRAZILMAGAZINE.23 vv
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