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BizBrazil Magazine 3

Page 1

vEMPRESAS

vPESQUISA

Recomendo em USA: uma network de negócios padrão Brasil P.16

Estudo reflete mudança de perfil de brasileiros nos Estados Unidos P.10

v

magazine

ANO 1 Nº 3 . NOVEMBRO/2018

EMPRESÁRIOS BRASILEIROS invadem a Flórida JBJ Partners mostra o caminho para investir no Sunshine State P. 6

Conheça os planos de João Barbosa, novo presidente do Brazilian Business Group - BBG P. 18 a 20


veditorial

Palavra do Editor

De mãos dadas com o crescimento econômico

ANTONIO TOZZI antoniotozzi@bizbrazilmagazine.com

v Neste ano de 2018 iniciamos um projeto cujo objetivo era unir empresas e empresários que fazem negócios entre Brasil e Estados Unidos, principalmente Flórida, pois nossa nação é o maior parceiro comercial deste estado americano – o quarto mais rico dos EUA com Produto Interno Bruto de $1 trilhão alcançado em 2018, o que faria da Flórida a 17ª economia do mundo. Ou seja, estamos no local certo no momento exato. Some-se a isto as recentes eleições realizadas nos dois países. Nos Estados Unidos, por exemplo, houve uma alteração no ambiente político nacional com os democratas conquistando a maioria da Câmara Federal e deixando o presidente Donald Trump mais enfraquecido, apesar de ter aumentado a vantagem no Senado. Com a perda da maioria em uma das câmaras, ele terá de negociar mais para conseguir aprovar projetos polêmicos. No âmbito da Flórida, em particular, o comando não mudou. O republicano Ron DeSantis venceu a eleição para o governo do estado com uma pequena margem sobre o candidato democrata Andrew Gillum. Enquanto isto, o ex-governador do estado, o republicano Rick Scott,

conquistou uma vaga no Senado Federal, também com pequena diferença de votos – tanto que seu adversário Bill Nelson requisitou até mesmo a recontagem de votos. Scott, com sua visão empresarial, foi um parceiro importante na consolidação dos negócios entre Brasil e Flórida. Isto pode ajudar o Brasil em termos de posicionamento no Parlamento americano. No Brasil, a eleição de Jair Bolsonaro, dos governadores estaduais e de novos parlamentares no Senado e na Câmara Federal também está mostrando uma cara diferente que, em um primeiro momento, parece levar o país para a direção do livre mercado, o que está deixando animados empresários e investidores. No curto prazo, os trabalhadores estão demonstrando insatisfação pelas declarações de Bolsonaro de extinguir o Ministério do Trabalho, deixando-os desprotegidos. Algo que parece não ocorrerá. Entretanto, espera-se que a Justiça do Trabalho - instituição que julgo desnecessária – se torne mais ágil, mais justa e menos dispendiosa. Os juízes trabalhistas consomem muita verba do Tesouro, geralmente punem os empresários e defendem os trabalhadores. Esta defesa, porém, é ilusória, porque os empresários repassam os custos trabalhistas aos seus produtos e serviços e isto se reflete no aumento do custo de vida punindo exatamente a população trabalhadora. Portanto, espera-se que sejam feitas ur-

gentemente as reformas previdenciária e trabalhista. Em suma, BizBrazil Magazine postula-se como porta voz dessa provável intensificação comercial que se prenuncia a partir de 2019 entre as duas nações. Vale lembrar que esta parceria tende a crescer, o que é positivo. O novo governo quer tirar o foco Sul-Sul que marcou a administração do PT e incentivar relacionamentos comerciais bilaterais com mercados mais relevantes, como América do Norte, Europa e Ásia – embora declarações precipitadas geraram tensão com a China, outro importante parceiro comercial brasileiro. Outra declaração desastrada foi o anúncio da troca da Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, o que gerou mal estar entre os países árabes e pode provocar perda de mercados importantes. Há, porém, que se dar desconto porque o governo Bolsonaro ainda só assume o Brasil em 1º de janeiro de 2019. Recomenda-se a leitura de dois artigos nesta edição sobre as perspectivas do novo governo – no âmbito nacional e internacional. Em razão desse cenário, estamos otimistas que de 2019 será um bom ano para as economias americana e brasileira e, consequentemente, para a BizBrazil Magazine que soube antever este fortalecimento comercial que será benéfico para todos. Pelo menos, é o que todos esperam.

EXPEDIENTE v

magazine Publisher Jorge Moreira Nunes Diretor Geral e Editor Chefe Antonio Tozzi Diretor de Marketing Esterliz Mayer Nunes Gerente de Marketing Raffael Vieira Ramos

v4.BIZBRAZILMAGAZINE

Account Executives Vanessa Ayello • Fernanda Maiolini Projeto Gráfico André Hippertt Graphic Designer Valdemar Silva Revisora Ana Paula Franco Colaboradores Heliana Deweese Ana Paula Franco Frank Alves Fotografia Ronira Fruhstuck

BIZBRAZILMAGAZINE é uma publicação da Brazilian Classified Ads e suas matérias são de propriedade da editora. A reprodução de qualquer material sem autorização pode infringir os direitos autorais dos autores. A BizBrazil Magazine não se responsabiliza pelo conteúdo de artigos e colunas publicados por colaboradores. BizBrazil Magazine 816 SE 9th Street, Deerfield Beach, FL 33441 USA. (954) 570-7568 info@bizbrazilmagazine.com


vimigração

TRABALHE E MORE NOS EUA

com passaporte italiano DANIEL TOLEDO* info@bizbrazilmagazine.com

v Morar e também trabalhar legalmente nos Estados Unidos é certamente um dos grandes sonhos da população brasileira e quem possui cidadania italiana está ainda mais perto desta realização. Devido ao fato de a Itália possuir tratado de comércio com os Estados Unidos, é possível solicitar o visto chamado E2 que permite ao solicitante trabalhar legalmente no país, e também viver com o cônjuge e filhos solteiros menores de 21 anos. Mas primeiro é preciso obter a cidadania italiana. Este visto está condicionado ao investimento em território americano, que seria em torno de 150 mil dólares. A empresa pode pertencer a qualquer segmento, não sendo requerida experiência no Brasil, mas o beneficiário detentor da cidadania deve

ser o administrador do negócio. Vale lembrar que o valor mínimo inicial para investidores que possuem somente cidadania brasileira é de 500 mil dólares. Para que todas as etapas ocorram de forma segura e transparente, é necessário procurar um profissional que irá auxiliar na obtenção do E-2. Caso aprovado, além de morar e trabalhar, será possível usufruir também de serviços públicos, inclusive o sistema de ensino. Embora não conduza ao Green Card, este visto normalmente tem duração inicial de cinco anos, podendo ser prorrogado por prazo indeterminado. Para isso, basta que a empresa aberta continue em operação. Daniel Toledo é sócio fundador da Loyalty, empresa com escritórios em Miami, São Paulo, Lisboa e Barcelona, que conta com uma equipe composta por advogados, economistas, administradores e contadores bilíngues, para representar brasileiros

e americanos. Os profissionais são especializados em direito de imigração e auxiliam na obtenção de vistos, transferências de empresas e de executivos, através do visto L1, até os grandes investimentos dos vistos EB-5. O objetivo é assessorar para que todos possam escolher o melhor método para sua imigração, de acordo com a legislação, avaliando sempre a melhor estrutura para seu projeto. Para esclarecer sobre o universo de dúvidas que existem sobre como estabelecer uma vida nos Estados Unidos, obtenção de vistos, dia a dia de brasileiros, custo de vida, mercado imobiliário, Daniel mantém um canal no YouTube em que interage e responde a uma série de perguntas de seus mais de 50 mil seguidores. Na página do Facebook, a empresa possui mais de 200 mil seguidores. *Daniel Toledo é advogado especializado em direito internacional, consultor de negócios e sócio fundador da Loyalty Miami.

DANIEL TOLEDO sugere várias opções para estrangeiros se legalizarem

BIZBRAZILMAGAZINE.5v


vnegócios

FLÓRIDA É O PORTO SEGURO

para brasileiros insatisfeitos JBJ Partners se destaca no cenário de consultoria prestando assessoria para vinda de empresários e executivos e também de companhias brasileiras que desejam se instalar nos EUA

v6.BIZBRAZILMAGAZINE

ANTONIO TOZZI antoniotozzi@bizbrazilmagazine.com

❖ Com o aumento da procura de empresários e executivos pela troca do Brasil pelos Estados Unidos, muitas consultorias foram criadas para oferecer serviços aos interessados. Uma delas é a JBJ Partners, que está há três anos no mercado americano, mas já atua há mais de 15 anos no mercado brasileiro. A empresa surgiu a partir da necessidade que a KC&D Consultoria (bastante conceituada no Brasil, fundada por David Kallas, professor do Insper e co-autor de alguns livros) sentiu ao conversar com seus clientes e com os executivos de suas empresas.A partir dessa percepção, a KC&D investiu em infraestrutura, conhecimento e relacionamento nos EUA e montou uma equipe nos EUA com know-how tanto na parte de expatriação quanto na parte de consultoria empresarial. “Fizemos aquilo que recomendamos aos nossos clientes: começar devagar, sentir o mercado, investir em relacionamento, para apenas depois disso acelerar o investimento”, afirmou Jorge Botrel, sócio da KC&D e da JBJ Partners, que foi responsável pela contratação da equipe nos EUA, enquanto se alternava com projetos no Brasil. Botrel foi executivo de Marketing e Vendas em empresas como Credicard, Vivo e Nextel, sendo que nessa última foi o Diretor Comercial, gerenciando uma equipe de vendas com mais de 1400 vendedores e mais de 100 pontos de vendas. Nos Estados Unidos, a JBJ Partners conta com quatro consultores e alguns dos projetos envolvem a equipe do Brasil também, onde estão mais 7 profissionais. A empresa se divide em 2 frentes principais: Expatriação e Consultoria de Negócios. Na frente de Expatriação, atua assessorando famílias, executivos e empresários a estruturarem o


“

Fizemos aquilo que recomendamos aos nossos clientes: começar devagar, sentir o mercado, investir em relacionamento, para apenas depois disso acelerar o investimento

seu projeto de expatriação, o que envolve não apenas a petição jurídica, mas também inclui o planejamento familiar, pessoal, financeiro, contábil e tributário dos clientes. “Pesquisamos profundamente mais de uma dezena de advogados de imigração nos EUA, para garantir que nossos clientes trabalhem com profissionais éticos e que não estão aceitando um caso apenas para receber os honorários, sem se preocupar com a chance de aprovação do cliente”, ressalta Botrel. Já na frente de Consultoria Empresarial, a JBJ aplica toda a experiência de mais de uma década no Brasil, junto com o aprendizado na América dos últimos anos, para ajudar empresas e empresários a planejarem com assertividade a entrada no mercado americano, participando inclusive da implementação da estratégia. “Compusemos a equipe com americanos ou pessoas que já atuam nos EUA há mais de 5 anos, para enriquecer o valor que podemos agregar aos clientes”, diz Botrel. Ajuda na análise estratégica e financeira para investimento em negócios nos EUA, elaboração de plano estratégico, operacional ou financeiro, levantamento de regulamentação e licenças para o negócio, entre outros, são algumas das áreas onde a JBJ Partners atua, apoiando também no gerenciamento e na execução dos projetos e não apenas no planejamento.

CLIENTE DA JBJ PARTNERS Um dos clientes da empresa é Gustavo Reichardt, ex-Head Global de Marketing da Sanofi – uma das maiores empresas do mundo do setor farmacêutico. Mesmo trabalhando na sede da empresa em Paris, com todos benefícios desfrutados como alto executivo expatriado, ele decidiu assumir um antigo sonho de se tornar empreendedor e escolheu os Estados Unidos, país onde já havia morado anteriormente e considera ser um ambiente mais propício para investidores, comparado com a Europa. Desse modo, a JBJ Partners ajudou Reichardt a se tornar o franqueado responsável pela área de Austin, no Texas, da franquia uBreakiFix, marca referência em reparos e serviços para computadores e celulares, em franca expansão. As duas primeiras unidades serão abertas em breve, e esse é o primeiro passo rumo a uma série de empreendimentos previstos. “Minha decisão de trocar a estabilidade de um emprego fixo por uma carreira de empreendedor em outro país não foi nada fácil. Por isso, poder contar com os profissionais qualificados e éticos da JBJ Partners, fez toda a diferença em nosso processo. A ajuda deles na elaboração do Plano de Negócio e no gerenciamento da nossa petição imigratória nos salvou de várias armadilhas, que sozinhos provavelmente não teríamos percebido”,

confirma Gustavo, que veio aos EUA com a família, com um visto E-2. Os bons resultados têm atraído outros interessados que buscam assessoria da consultoria para ajudar na introdução de suas mercadorias no mercado americano. “No caso de companhias que possuem produtos ao consumidor, a JBJ Partners faz pesquisa de mercado, define estratégia, monta o planejamento financeiro, estrutura logística interna e externa, ajuda a desenvolver os canais de vendas e, ainda, podemos auxiliar no gerenciamento da empresa como parte da equipe do cliente nos EUA”, esclarece Jorge Botrel.

JORGE BOTREL está no comando da JBJ Partners BIZBRAZILMAGAZINE.7v


vempresas & negócios

USEND CHEGA AO BRASIL

para facilitar remessas internacionais DA REDAÇÃO redação@bizbrazilmagazine.com

❖ A USEND, fintech de remessas internacionais, começou sua operação no Brasil em novembro de 2018 e passou a oferecer o serviço de pagamentos internacionais em poucos cliques. A empresa faz parte do grupo Pontual Money Transfer, estabelecido no mercado americano desde 2007 e conhecido pela transparência, segurança e preocupação com compliance durante as transações financeiras além das fronteiras. No ano passado, o grupo foi responsável por 25% do volume total em dólares transmitidos dos Estados Unidos ao Brasil, transacionando cerca de $282 milhões. De acordo com Fernando Fayzano, fundador e CEO da empresa, a decisão de investir em tecnologia avançada e criar a USEND veio de forma natural ao longo dos anos de atuação, por entender que o mercado de remessas iria inevitavelmente migrar para o digital, possibilitando mais autonomia e agilidade no envio de dinheiro. Hoje, já são cerca de 43 mil cadastrados no aplicativo e $26 milhões em transações realizadas pela USEND em um ano de atuação. A fintech já está em funcionamento nos Estados Unidos desde setembro de 2017. O sistema está disponível em três línguas — inglês, português e espanhol v8.BIZBRAZILMAGAZINE

— e possibilita o envio de dinheiro para o exterior, além do pagamento de contas e boletos e recarga de celulares pré-pagos à distância. Hoje, os países que recebem o maior número de transações da empresa são Brasil, México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Japão e Filipinas. O serviço é a evolução de uma versão anterior chamada EnviouChegou, que foi testada por três anos. O protótipo do aplicativo servia exclusivamente à comunidade brasileira nos EUA para envio de remessas somente ao Brasil. Após o período de teste, um novo produto foi desenvolvido, com melhorias de utilização e segurança. “Criamos um aplicativo robusto e com tecnologia de última geração. Ao mesmo tempo, é super compacto e ocupa pouco espaço de memória nos dispositivos móveis”, explica Fayzano. A entrada no mercado brasileiro está alinhada com os planos da fintech de expandir internacionalmente e possibilitar cada vez mais conexões para o fluxo financeiro ao redor do mundo. Com a crescente globalização e a facilidade de trabalho remoto, o serviço de remessas vai se tornando cada vez mais relevante. O Brasil é o segundo país em que a USEND começa a operação, que será implementada em seguida no Canadá. O movimento é natural para a empresa, que tem o mercado brasileiro como um dos principais públicos-alvo e

passa a oferecer a possibilidade de envio de remessas do local para 25 países. A partir de 2019, serão 60 países habilitados a receber os pagamentos. Nascido no Brasil, o empresário migrou para o exterior há mais de 28 anos e vivenciou na pele a necessidade de encontrar um serviço de remessas internacionais seguro e ágil para auxiliar financeiramente a família à distância. Com isso, decidiu investir no nicho e criar uma empresa focada na comunidade brasileira que vive nos Estados Unidos, oferecendo um atendimento personalizado, em português e com grande parte da equipe formada por conterrâneos dos clientes. Primeiro, fundou a Pontual Money Transfer, que atua em formato de agentes físicos e pagamentos em massa para empresas parceiras. No ano passado, houve o lançamento da USEND, fintech com a proposta de serviço mais rápido e eficiente, mantendo a confiabilidade já consolidada. “Inicialmente, foi difícil competir no mercado de remessas internacionais, pois muitas empresas atuavam na ilegalidade e conseguiam oferecer cotações muito mais elevadas, realizando pagamentos pelo mercado paralelo de doleiros. Fizemos um trabalho em conjunto com os reguladores para garantir a prática correta entre as empresas e hoje somos referência em compliance no setor”, conta Fayzano.


na Veja ina pág

24

A CONCESSIONÁRIA TOYOTA DOS BRASILEIROS NA FLÓRIDA

acheiusa.com Deerfield Beach, FL • Ano 18 • Nº 686 | PUBLICAÇÃO SEMANAL | DE 3 A 9 DE NOVEMBRO DE 2017 • Fundado em 28 de outubro de 2000

LOCAL

NEGÓCIOS

ENTRETENIMENTO

Fim do horário de verão

Box Mineiro

Boat Show

Domingo (5) é dia de atrasar os relógios em uma hora, a partir das 2 da manhã. PÁGINA 5

Brasileiro cria franquia de sucesso com comida mineira em embalagem para comida chinesa. PÁGINA 13

Tradicional feira de barcos vai até o próximo domingo (5) em Fort Lauderdale, com mais de 1,4 mil barcos em exposição. PÁGINA 23

Trump quer acabar com loteria de green card após atentado

RUSSEL JAMES / VICTORIA’S SECRET

NEW YORK

PRECIOSIDADE BRASILEIRA

Presidente criticou o processo e defendeu que as autorizações de permanência no país sejam concedidas por mérito

O presidente Donald Trump ordenou que se “endureça” as políticas imigratórias a cidadãos estrangeiros depois de ser divulgado que o autor do atentado que deixou oito mortos em New York, no dia 31 de outubro, é um imigrante do Uzbequistão. Ele atropelou diversas pessoas, matando oito e deixando outras 11 feridas. Sayfullo Saipov, um uzbeque de 29 anos identificado como o autor do ataque, conseguiu visto para morar nos EUA pela Loteria Diversidade de Vistos, que funciona por meio de um sorteio e foi criada em 1990. Nesta quarta (1º), também no Twitter, Trump criticou o sistema americano de concessão de vistos, culpando os Democratas e colocando pressão sobre o programa de... [continua na PÁGINA 5]

50%

Nova Dental PROMOÇÃO PARA 2º IMPLANTE (D6010)

OFF

Veja mais promoções na página 35

Morre brasileiro que lutava contra o câncer em Tampa (FL) PÁGINA 8

FRAUDE

Brasileiro é acusado de desviar de $275 mil em navio da Disney PÁGINA 6

MISTÉRIO

Paraibana desaparece em Connecticut PÁGINA 6

BRASIL

(promoção válida até 07/28/17)

(954) 788-2388 (561) 488-5088

COMUNIDADE

MAIS UMA BRASILEIRA ACABA DE ENTRAR PARA O HALL DAS MODELOS que já tiveram a honra de ter o papel de maior destaque durante o Victoria’s Secret Fashion Show, desfile anual da marca de lingerie. Lais Ribeiro, modelo piauiense, foi escolhida para usar o Fantasy Bra, sutiã milionário, criado com pedras preciosas. Desfile anual das ‘angels’ será realizado no dia 28 de novembro em Xangai, na China. PÁGINA 19

Família de americanos atacada por piratas no Pará é encontrada PÁGINA 16

Expand your business with the Brazilian Community

The largest weekly newspaper and website in the Portuguese language in the United States acheiusa.com • info@acheiusa.com • (954) 570-7568 • facebook.com/acheiusanews • @acheiusa


vimigração

PERFIL DE BRASILEIROS

imigrantes muda Pesquisa da nos últimos JBJ Partners revela: brasileiros que estão anos procurando os Estados Unidos majoritariamente têm nível superior e Flórida como destino

ANTONIO TOZZI antoniotozzi@bizbrazilmagazine.com

v A JBJ Partners é uma empresa de consultoria criada a partir da percepção dos sócios da KC&D, empresa de consultoria empresarial brasileira atuando desde 2005. Com base no sentimento de mudança verificado entre seus clientes, a KC&D decidiu abrir a JBJ Partners para atender este público capacitado, cada vez maior que está disposto a empreender nos Estados Unidos e obter sucesso nas suas atividades de empreendedorismo em território estrangeiro, ajudando tanto na parte de expatriação quanto na parte de gestão empresarial. A pesquisa revelou a intensificação da saída de família de executivos e empresários do Brasil em busca de oportunidades em outros países, sobretudo nos Estados Unidos. Este movimento recrudesceu a v10.BIZBRAZILMAGAZINE

partir de 2014 e os motivos citados foram vários, com predominância ao temor da segurança precária e violência; à instabilidade política e corrupção; à baixa qualidade de vida em geral; à instabilidade econômica, e à possibilidade de oferecer um futuro melhor aos filhos. Outros dados revelados demonstraram o aumento inequívoco do nível socio-econômico e educacional na chegada dos novos imigrantes, a escolha pela Flórida em detrimento aos outros estados americanos–hoje, a Flórida recebe quase 50% destes imigrantes–e o significativo crescimento de pessoas oriundas do Rio de Janeiro e de Minas Gerais que estão trocando suas cidades pela Flórida. Cariocas e mineiros junto com os paulistas representam 74% do contingente destes imigrantes recentes, cujo perfil está na faixa etária de 30 a 50 anos e possui em média um ou dois filhos. O objetivo da pesquisa foi traçar a diferença de perfil entre os brasileiros que imigraram mais recentemente para os EUA (de 2014 para cá) em comparação com os brasileiros que haviam imigrado há mais tempo (2013 e antes) e isto resultou em um documento bem elaborado que pode até mesmo servir como orientação

para determinar as necessidades dos consulados brasileiros para se comunicar com este público. A metodologia utilizada baseou-se no envio de convite aberto para a pesquisa para mais de 20 grupos de Facebook e WhatsApp de brasileiros que vivem nos EUA, dos principais estados americanos. Somados todos os grupos, são mais de 200 mil pessoas com potencial de participação na pesquisa. A identificação era op-

“

A pesquisa mostra com clareza que infelizmente as pessoas com maior nível educacional são as que mais estão deixando o país, de 4 anos para cá


“

Quase 50% destes imigrantes é formado por pessoas oriundas de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais que estão trocando suas cidades pela Flórida

ONDAS DE IMIGRAÇÃO | Em que ano imigrou para os EUA 45

Antes de 2003 38

2003 a 2010 24

2011 a 2013

85

2014 a 2016 48

2017 a 2018 0

20

38 ÷ 8 anos = 4,75 / ano

40 24 ÷ 3 anos = 8 / ano

60

80

85 ÷ 3 anos = 28 / ano

100

48 ÷ 1 anos = 48 / ano

Crescimento de 1000%

Se considerarmos que “Entre 2017 e 2018” é um período de praticamente um ano apenas, e que “Entre 2003 e 2010” são 8 anos, podemos inferir que a velocidade recente de imigração para os EUA aumentou em mais de 1000% entre os 2 períodos.

Em que ano imigrou para os Estados Unidos e em qual estado se estabeleceu primeiro? 7%

14% 22%

2013

Florida California Connecticut

4%

3% 3% 4%

4% 2%

5%

2%

48%

3%

2014

Massachussetts Georgia New York

9%

Hawaii New Jersey

22%

6%

11% 9%

5%

14%

North Carolina Texas Outros

Se antes havia uma divisão aproximada entre Florida, California e o eixo New York / Connecticut / Massachussetts, nos últimos 4 anos, a tendência foi a escolha da Florida como destino original para a chegada nos Estados Unidos.

cional e a única contrapartida oferecida seria o envio do resultado da pesquisa, para quem cadastrasse o email. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, estima-se que haja 1,3 milhão de brasileiros nos EUA. Considerando que foram obtidos 240 questionários válidos, estima-se que o nível de confiança aproximado da pesquisa ficou numa magnitude entre 90% e 95%. Entretanto a pesquisa não foi estruturada com a intenção de ser um estudo estatístico, mas sim um balizador e direcionador para o assunto. Foram obtidas respostas de brasileiros que se estabeleceram em 20 estados diferentes nos EUA. O período de coleta de dados foi no início de fevereiro de 2018. “A pesquisa mostra com clareza que infelizmente as pessoas com maior nível educacional são as que mais estão deixando o país, de 4 anos para cá. E que essas famílias estão felizes nos EUA, pois apenas 5% dos brasileiros nos EUA afirmam terem intenção de voltar a morar no Brasil nos próximos três anos”, sintetizou Botrel. A partir dessa pesquisa, alguns pontos merecem ser destacados. Inicialmente, vale a pena analisar a baixa vontade desses imigrantes em voltar a morar no Brasil. Pior ainda, esse contingente que deixou o país provavelmente não voltará porque as famílias tendem a se adaptar ao novo lugar. Portanto, além da perda da geração de investimentos que poderiam ser destinados a projetos no Brasil, há a perda de cérebros que se foram e também os de seus descendentes que fixam residência no Exterior. E esta inteligência e empreendedorismo dessas pessoas podem ser irrecuperáveis. Sem dúvida, esta é a grande perda. BIZBRAZILMAGAZINE.11v


vtecnologia

SLING TV é o novo

caminho do entretenimento audiovisual Companhia pertencente à DISH Network Corporation usa o streaming como plataforma v12.BIZBRAZILMAGAZINE


ANTONIO TOZZI antoniotozzi@bizbrazilmagazine.com

v  Sling TV. Até pouco tempo a maioria das pessoas não tinha conhecimento do que significava este nome. Agora, porém, Sling TV é sinônimo de streaming mídia. Isso dá ideia de quão rápida a tecnologia vem evoluindo atualmente. Mal dá tempo de as pessoas absorverem uma tecnologia que logo surge outra que a supera. Este fenômeno é particularmente acentuado no segmento eletrônico e está ganhando força também na forma como as pessoas acessam seu entretenimento. Esse fenômeno vem ganhando força em todos segmentos, porque a Sling TV fala com dois grupos diferentes: o público americano e o público estrangeiro que vive nos EUA. Os perfis são diferentes, mas no geral todos vivem em áreas com densa população, onde a internet de alta velocidade é mais comum. Por falar em público estrangeiro, quantos brasileiros vivem nos EUA? Essa resposta não pode ser dada por uma empresa privada, é claro, até porque o número de assinantes brasileiros na Sling TV e DISH não é de conhecimento público. Entretanto, o investimento no telespectador estrangeiro sempre foi uma aposta da companhia. Esta iniciativa começou no final dos anos 90 e gerou uma situação de liderança que despertou o interesse de outras provedoras que estão tentando recuperar o terreno perdido. Para saber mais sobre como funciona este nova mídia, BizBrazil Magazine conversou com o carioca Nick Santos, Marketing Lead da companhia, que explica com mais detalhes as vantagens de se utilizar este tipo de plataforma, juntamente com sua colega de equipe, a paulista Cristiane Hioki. v BizBrazil Magazine - A Sling TV é ligada a algum grupo de empresa de mídia audiovisual? n Nick Santos - A Sling TV pertence à DISH Network Corporation, uma das maiores provedoras de serviços de TV paga dos Estados Unidos, baseada em Denver, no Colorado. Juntas, a DISH e Sling TV servem mais de 13 milhões de assinantes nos Estados Unidos. v Como uma plataforma do tipo Sling TV pode revolucionar a maneira das pessoas em assistir programação de TVs? n Ao contrário dos serviços tradicionais de cabo e satélite, onde as pessoas eram forçadas a assinar um contrato e a pagar

muito por dezenas de canais que nunca assistiriam, a Sling TV oferece a oportunidade de “personalizar” um plano mais enxuto. Sem contrato, sem aluguel mensal de equipamento, sem instalação... ou seja, menos barreiras e maior economia. Para se ter uma ideia, cada um dos nossos dois pacotes básicos de canais americanos custa apenas $25 por mês, e a opção de adicionar canais extras de programação infantil, filmes, esportes, começa a partir de $5/mês. Estamos convictos de que a Sling TV representa o futuro dos serviços de televisão paga. E essa tendência pode ser comprovada pelas pesquisas do mercado, que mostram um aumento impressionante do número de “cord-cutters”, aqueles que optam por “cortar o cabo”, ou cancelar seus serviços de televisão a cabo. Uma avaliação da companhia eMarketer mostra que 33 milhões de americanos devem se tornar cord-cutters em 2018 e em 2022, 55 milhões. v A Sling TV pensa em disputar o mercado com a Netflix ou são propostas bem diferentes? n  Apesar da certa similaridade na entrega do conteúdo, via streaming, a Sling TV é um serviço de televisão ao vivo, diferente da Netflix, que trabalha somente com um acervo de filmes e shows “on-demand”. Portanto, são complementares, e juntos oferecem uma ótima opção de entretenimento variado. v Quem forma o público alvo da Sling? Por renda, faixa etária, etc… n De um ponto de vista muito abrangente,

“

A Sling TV fornece conteúdo de televisão. Ponto final. Não empurra equipamento, instalação, telefone, internet... nada disso

a Sling TV fala com dois grupos diferentes: o público americano e o público estrangeiro que vive nos EUA. São diversos os perfis, mas no geral todos vivem em áreas com densa população, onde a internet de alta velocidade é mais comum. As áreas mais remotas e rurais ainda dependem muito de serviços via satélite. Fora essa ressalva, temos apelo para todo tipo de cliente. v De que maneira a Sling está atuando para captar mais assinantes entre os diversos mercados étnicos? Que fatia representa o segmento Brasil dentro do panorama total da companhia? n Essa é a pergunta de ouro. Infelizmente o número de assinantes brasileiros na Sling TV e DISH não é de conhecimento público, mas o que podemos dizer é que o telespectador estrangeiro sempre foi uma grande aposta nossa – e deu muito certo! Quando começamos nesse ramo no final dos anos 90 através de algumas aquisições isoladas, criamos uma situação de liderança que abriu os olhos de outras provedoras que vêm tentando fazer igual. Os contratos que fechamos nos colocou em situação muito favorável nesse mercado, porque passamos muito tempo conversando com o telespectador e com os executivos de cada um dos canais que transmitimos. Assim conseguimos montar o produto certo, pelo preço certo. O marketing digital facilitou muito o nosso trabalho de chegar ao cliente potencial certo, mas ainda é muito dificil criar eficiências de escala no mercado étnico. Por isso nunca abandonamos as mídias locais e o “tête-à-tête”. Proximidade com a comunidade é essencial. Hoje temos mais de 270 canais internacionais em 28 idiomas. Representativamente o público brasileiro nos EUA não é maior do que a audiência árabe ou chinesa, por exemplo. Mesmo assim o interesse pelo conteúdo que oferecemos varia por sazonalidade, então estamos sempre competindo internamente por quem vai conquistar o maior número de assinantes esse mês. v Quais as vantagens de um assinante assinar Sling TV em vez de uma empresa como DirecTV ou Comcast? E as desvantagens? n A maior vantagem da Sling TV é a simplicidade, algo que hoje em dia é raro. Tem empresa que complica muito esse processo, fazendo o cliente se comprometer com dois ou três serviços diferentes – às vezes desnecessários – por 24 meses, limitando as suas opções. A Sling TV fornece conteúdo de televiBIZBRAZILMAGAZINE.13v


vtecnologia

SEDE DA DISH NETWORK, grupo ao qual pertence a Sling TV, no Colorado são. Ponto final. Não empurra equipamento, instalação, telefone, internet... nada disso. Se você já é um “cord cutter” e já usa outros serviços de streaming, como Netflix, YouTube ou Amazon Prime, sabe também que streaming é sinônimo de economia. Conseguimos controlar melhor o preço dos nossos serviços porque tiramos dos nossos pacotes as grandes emissoras que costumavam pedir aumento a cada um ou dois anos. ABC, NBC, FOX... que coincidentemente também estão disponíveis gratuitamente “over the air”! Ou seja, você compra uma antena de $40-$50 no Walmart e capta esses canais locais gratuitamente. Começamos a explicar isso para o cliente, e essas emissoras agora precisam trabalhar para vender comercial, em vez de pedir aumento dos assinantes. Além de tudo, existe mais um grande benefício aos brasileiros: a maior variedade de canais do Brasil entre as operadoras legais. As pessoas podem acompanhar seus programas favoritos na TV Globo Internacional, Band Internacional & Band News (exclusivo da Sling TV), Record TV Americas, além de futebol no PFC, sem perder um minuto. Isso porque temos uma funcionalidade chamada “8-day replay” em todos os canais brasileiros que permite assistir programas que já foram transmitidos ao vivo. Por exemplo, hoje eu posso assistir o Programa do Porchat de ontem à noite na Record, ou o Fantástico do último domingo. v14.BIZBRAZILMAGAZINE

v Você tem uma medida para avaliar de quanto foi o crescimento em termos de assinantes nos últimos anos? E poderia fazer uma estimativa de quanto é possível crescer em termos percentuais? n  A Sling TV é uma empresa jovem, ainda em fase de crescimento. Começamos em 2015, e hoje temos 2.8 milhões de assinantes como um todo. É dificil falar sobre projeções sem expor informações confidenciais, mas no âmbito de TV americana, o futuro é muito promissor – exatamente pelo movimento de cord-cutters. Para o mercado brasileiro, basta você ir a Orlando e ver. A comunidade está crescendo muito. Independente da política fechada desse atual governo americano, continuamos recebendo imigrantes diariamente. Desde que o dólar esteja alto, eles continuam vindo. Isso é bom pra gente. Foi o mesmo na era Bush. Parece ilógico mas é o que observamos. v Você acredita que este tipo de plataforma é o futuro das TVs ou você tem conhecimento de uma nova tecnologia que pode vir a revolucionar este segmento? n Esse é definitivamente o futuro. Plataformas como a da Sling TV, que foi a pioneira no mercado de televisão ao vivo via streaming, vieram para ficar. Revolucionamos o mercado ao atendermos uma demanda do público, que estava em busca de formas práticas e acessíveis de entretenimento. O crescimento do número de cord-cutters mostra isso. As pessoas querem serviços concisos, que

atendam às suas necessidades, e a preços que considerem justos. Com a frequente inovação tecnológica e melhoria das plataformas, no final quem sai ganhando é o consumidor, que tem à sua disposição uma variedade fantástica de opções. A Sling TV também se posicionou muito bem para resolver um problema que está chegando. Todos os canais agora vêm desenvolvendo seus próprios aplicativos. NBC App, TNT, HBO Go... e isso é um pesadelo para o cliente. Imagina você ter que visitar cada um desses aplicativos para procurar o que assistir num sábado à noite. A Sling TV consolida todas essas plataformas. Nosso software é de desenvolvimento próprio, e temos capacidade de se mover rapidamente para integrar novas tecnologias. Em termos de nova tecnologia, o 5G é o que vai mudar esse cenário nos próximos anos, impulsionando ainda mais o mercado de streaming. Vai acabar o “buffering” dentro e fora de casa.

“

Hoje temos mais de 270 canais internacionais em 28 idiomas. Representativamente, o público brasileiro nos EUA não é maior do que a audiência árabe ou chinesa, por exemplo

NICK SANTOS, Marketing Lead da Sling para a comunidade brasileira


vempreendedorismo

‘RECOMENDO EM USA’ une empresários brasileiros

Objetivo é incrementar negócios fechados entre empresários brasileiros radicados nos EUA através de um sistema de network ANTONIO TOZZI antoniotozzi@bizbrazilmagazine.com

v Grandes empresas e negócios muitas vezes começam com simples ideias. Ou seja, ideia todos têm, porém, o que faz a diferença é saber implementá-las e sobretudo executá-las para que se tornem viáveis. Um bom exemplo desta máxima é o “Recomendo em USA” – conceito criado pelo empresário Alexandre Damiani em Orlando que frutificou entre o empresariado brasileiro e hoje se tornou referência como ambiente de geração de negócios, que movimentam mais de $18 milhões. Como BizBrazil Magazine é uma publicação voltada exatamente para esse segmento, nada mais natural do que conhecer mais sobre como funciona o “Recomendo em USA”. Alexandre Damiani explica como funciona o sistema criado por este paulistano de 47 anos, formado em Educação Física e Administração de Empresas, com pós-graduação em Recursos Humanos e Planejamento Estratégico Empresarial e Mestrado em Gestão Empresarial. É também autor do livro chamado “Verdade Financeira”. Na verdade, a ideia de criar o Recomendo em USA foi adaptada do BNI (Business Network International) no Brasil, onde v16.BIZBRAZILMAGAZINE

Damiani teve uma experiência enriquecedora de quatro anos como membro e diretor de vários grupos do BNI. Este grupo já tem mais de 30 anos e foi fundado nos EUA. Ao se mudar para os EUA, ele percebeu que os brasileiros em geral não eram unidos e usavam a frase clássica: “Não faça negócios com brasileiros”. Daí, surgiu a ideia de usar o mesmo conceito do BNI, mas com mais investimentos em mídias impressas locais e digitais, e a missão do “Recomendo em USA” se cristalizou para se tornar um hub que une empresários brasileiros qualificados, cujo objetivo comum é o sucesso de todos. Aliás, esta iniciativa de unir empresários brasileiros de segmentos diversos tem sido a força motriz para que nossos compatriotas se tornem referências de negócios nos EUA. “Fazemos com que cada empresário tenha acesso ao conhecimento empresarial, pois em todas as reuniões existe o Business Tip, momento onde são passados conteúdos sobre liderança, vendas, gestão, planejamento e outros”, esclarece Damiani. E sempre há o reforço de que o objetivo final das reuniões seja que cada empresa esteja faturando mais do que quando entrou. O foco do “Recomendo em USA” é gerar negócios entre os membros, sendo proibido qualquer tipo de comissionamento.

EXPANSÃO PARA OUTRAS CIDADES Depois de mais de um ano em Orlando e da consolidação do conceito, começaram a ser criadas filiais do “Recomendo em USA” pelo país. O caminho natural foi a expansão para o Sul da Flórida com várias empresas querendo abertura de outros grupos a fim de replicar o sucesso obtido na cidade do Mickey. Hoje, está presente em Orlando, Tampa, Deerfield Beach, Weston, Brickell, Sunny Isles, Aventura e outros condados de Miami. Como o empresário deve fazer para se filiar ao “Recomendo em USA”? Damiani responde que o processo de adesão segue o mesmo procedimento adotado em todos grupos: “Primeiro ir a uma de nossas reuniões e descobrir se nossa filosofia e metodologia são adequadas para os valores e formas de trabalho daquela empresa. Perceber também se o negócio que ele representa tem aderência com o grupo. Visitar ao menos dois grupos para ter a possibilidade de perceber ambientes diferentes e a personalidade do grupo. Cada grupo tem um nome, um logotipo e uma identidade. São reuniões iguais, seguindo a mesma metodologia, mas com perfis diferentes de empresários. Depois disto, solicitar o ingresso no grupo, sendo esta ficha colocada para a comissão de novos


membros, para sua aprovação”. O “Recomendo em USA” cobra uma taxa mensal de $160, que inclui quatro a cinco reuniões mensais com café de negócios, inclusão da empresa no site do “Recomendo em USA”, selo de qualidade “Recomendo em USA”, investimentos em mídias impressas e digitais. “RECOMENDO EM USA” TAMBÉM É FRANQUIA Segundo seu criador, a principal vantagem de ser membro do “Recomendo em USA” é ser exclusivo em seu segmento dentro do grupo e ter toda a semana a oportunidade de treinar 25 a 30 vendedores, para buscar clientes para sua empresa sem custo e sem comissionamento. Além disto, estar em um site de mais de 10 mil visitas por mês e também participar de nossas campanhas de mídias sociais e impressas. “Hoje, já movimentamos mais de $18 milhões de dólares em negócios para as empresas do time”, assegura. Além do aspecto de agregar empresários para fechar negócios, o próprio “Recomendo em USA” é um negócio. “So-

“

De tanto ouvir ‘não faça negócios com brasileiros’ decidi investir em uma rede de empresários brasileiros atuando nos EUA

ALEXANDRE DAMIANI, fundador da franquia “Recomendo em USA”

mos uma franquia com investimentos que variam, de acordo com a região e de acordo com o número de grupos já existentes. Os valores começam em $50,000 de investimento, para você ser dono de uma franquia do Recomendo”, explica Damiani. E os projetos para o futuro são ambiciosos. Os diretores pensam em constituir uma escola de negócios, para oferecer treinamentos com alta qualidade e preços acessíveis, e desenvolver grupos entre países. Por falar em expansão internacional, os responsáveis pelo “Recomendo em USA” já estão em fase adiantada e elaborando um plano para entrar no mercado brasileiro em 2019. “No momento, estamos pesquisando locais, valores e parceiros”, revela Damiani. A julgar pelo sucesso e receptividade obtidos junto à comunidade empresarial da Flórida, não há razão para duvidar de que o “Recomendo em USA” possa vir a se tornar uma referência mundial em termos de centro gerador de negócios – here, there and everywhere.

BIZBRAZILMAGAZINE.17v


ventrevista Empresário se mudou para os EUA para tocar a rede Giraffas e acabou se radicando no Sul da Flórida

JOÃO BARBOSA

assume presidência do BBG

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ANTONIO TOZZI antoniotozzi@bizbrazilmagazine.com

v João Barbosa é uma pessoa discreta, porém, sabe como poucos se posicionar diante dos desafios e não teme partir para novas empreitadas. Tanto que está investindo atualmente em empresas de tecnologia voltadas para áreas como logística, educação, voluntariado, segurança e mídia. Com esse perfil, não é de surpreender que ele tenha aceito o desafio de comandar o Brazilian Business Group-BBG e imprimir sua marca pessoal nesta instituição, sempre ressaltando que o trabalho é feito em equipe, ou seja, tudo é discutido e referendado pela diretoria com o objetivo de beneficiar os membros deste grupo, formado prioritariamente por empresários brasileiros que escolheram a Flórida como destino. Nesta entrevista, João Barbosa fala mais sobre seus planos pessoais e de suas diretrizes para o BBG durante seu mandato. v BizBrazil Magazine - Inicialmente, fale um pouco sobre quem é João Barbosa como empreendedor, empresário e como veio


v Como surgiu o convite para se filiar ao BBG? Como você definiria o BBG como Câmara de Comércio, ou seja, qual a diferença do BBG em relação às outras? n O meu primeiro contato com o BBG foi quando recebi um convite para falar em dos eventos organizados pelo grupo. Gostei do ambiente e acabei me tornando membro. Após um ano como membro fui convidado para fazer parte do conselho e me tornei vice-presidente. Esse ano fui convidado para assumir como presidente do grupo e resolvi encarar o desafio. O BBG tem como objetivo buscar a integração sócioeconômica da comunidade empresarial brasileira no Sul da Florida através do fomento comercial, promoção cultural e representatividade social. Existem outras entidades que priorizam e que são focadas em networking e sinceramente não me preocupo em ser a maior. A percepção de valor que acredito que devemos passar

“ O BBG tem como objetivo buscar a integração sócioeconômica da comunidade empresarial brasileira no Sul da Florida através do fomento comercial, promoção cultural e representatividade social

parar aqui no Sul da Flórida. n João Barbosa - Sou engenheiro de formação mas comecei a carreira trabalhando no mercado financeiro. Após três anos no Banco Itaú, decidi partir para o mundo do empreendedorismo montando meu primeiro negócio, que foi uma empresa de consultoria em comércio exterior. Após dois anos de muito aprendizado fundei, junto com dois amigos, uma empresa de logística chamada Fast&Food voltada para atender redes nacionais e internacionais de alimentação. Durante 14 anos e até a venda dessa empresa em 2011 (já como o segundo maior operador logístico do mercado de foodservice), tive a oportunidade de participar como investidor em outros negócios, inclusive da rede Giraffas que acabou propiciando a minha vinda para os EUA em 2012. Até o final de 2015 estive à frente da expansão do grupo nos EUA e em 2016 saí para tocar de forma mais profissional o portfólio de negócios que tenho investimento e participação. Esse portfólio é composto, em grande parte, por empresas de tecnologia voltadas para as mais variadas áreas como logística, educação, voluntariado, segurança e mídia.

entrevistav para a comunidade e para os nossos membros atuais e futuros deve ser um balanço entre o networking empresarial e essa visão social, de representatividade e pertencimento. v O que pretende trazer como novidade em seu mandato? Quem forma a atual diretoria juntamente com você? n  Não me considero uma pessoa com perfil comercial agressivo e me vejo, sim, como alguém que busca o planejamento como forma de melhorar os processos e dar consistência aos negócios que me envolvo. No caso do BBG, estamos mantendo reuniões semanais para levantar um mapeamento de onde precisamos trabalhar e melhorar como entidade. Após as discussões iniciais, montamos um plano de ação e estamos agora começando a trabalhar cada uma das linhas que foram detalhadas nesse plano. Quero contribuir deixando o BBG mais organizado e mais relevante. Tenho como vice-presidente a Renata Castro e como secretário o Rafael Salles. O Board of Directors é composto, além de nós três, também por: Ahpaly Coradin, Aloysio Vasconcellos (Fundador), Andrea Faria, Caroline Zimmermann, Elisabeth Alderete, Marco Alevato, Monica Ribeiro, Pierre Taschereau, Renata Costa e Rosana Meyer. v O que fazer para aumentar o número de membros do BBG? n Algumas medidas concretas estão sendo tomadas com esse objetivo. Em primeiro lugar, estamos discutindo e revisando internamente a proposta de valor do BBG e o que queremos entregar aos nossos membros e ao mercado. Instituímos também um comitê de Membership que visa trabalhar frentes para que possamos incrementar o número de membros. Outro ponto importante é a revisão de como cada evento que organizamos pode contribuir gerando conteúdo condizente com a nossa missão e com o que enxergamos que seja de interesse dos nossos membros. Não existe mágica. Acredito que esses pontos aqui descritos possam fazer a diferença e possam criar o ambiente para um aumento significativo no número de mem-

bros do BBG ao longo de 2019. v O BBG tem ideia de ampliar sua área de atuação para outras localidades? Em caso positivo, para quais locais? n O BBG é um dos braços da Brazil International Foundation (BIF) que é quem dá a palavra final na expansão e na criação de novos chapters do BBG. Atualmente já estamos presentes no Japão e estamos iniciando conversas com outras cidades nos EUA. Sou o responsável pelo BBG no Sul da Flórida, mas tenho como objetivo e compromisso criar um manual de operações de tudo que gira em torno do BBG e assim permitir que a Brazil International Foundation possa replicar o modelo do BBG, de forma mais organizada e rápida, buscando assim levar nossa missão para outras partes do mundo. v De que maneira você imagina que o BBG pode ajudar de fato os pequenos e médios empresários a captar grants disponíveis pelos órgãos de financiamentos públicos? n Esse é um assunto que colocamos no radar e estamos buscando explorar de forma bem efetiva a partir do ano que vem. Realizamos algo em torno de 50 eventos por ano e estamos revendo não só a quantidade mas principalmente a qualidade desses eventos. Para entregar o que temos definido em nossa missão, os eventos são estratégicos, assim como os temas abordados e os palestrantes convidados. Dentro desta discussão interna que estamos trazendo com relação ao perfil dos palestrantes e como se encaixam em cada tipo de evento que organizamos, vimos a oportunidade de ajudar os pequenos e médios empresários em como se relacionar com alguns órgãos públicos inclusive mostrando esses caminhos para captação de grants disponíveis. Esse é um ponto que tem relevância para os pequenos e médios empresários que nem sempre têm acesso fácil à esse tipo de informação. v Que tipo de parcerias o BBG tem com instituições privadas e educacionais? n O BBG tem o prazer de contar com algumas parcerias que agregam BIZBRAZILMAGAZINE.19v


ventrevista

v Como fazer para atrair mais americanos e hispânicos para o BBG? n  Acho que o nosso papel como entidade é ajudar o brasileiro a se firmar como empresário e cidadão e com isso mostrar a seriedade e capacidade da nossa comunidade. Apesar de não priorizarmos americanos e hispânicos como nosso público alvo, acredito que quanto mais forte e respeitada for a comunidade brasileira, maior será a presença deles no BBG e em outras câmaras buscando se relacionar e fazer negócios. v De que maneira você imagina que as eleições no Brasil podem influenciar a vinda de mais empresários brasileiros e consequentemente se tornarem membros do BBG?

JOÃO BARBOSA traz sua experiência para o Brazilian Business Group (BBG)

v20.BIZBRAZILMAGAZINE

“ O Brazilian Business Group tem o prazer de contar com algumas parcerias que agregam muito com que buscamos entregar de valor aos nossos membros

muito com que buscamos entregar de valor aos nossos membros. Além de parcerias com algumas outras câmaras regionais onde promovemos eventos conjuntos, temos duas parcerias que poderia destacar aqui que são com a Florida Atlantic University (FAU) e com o Focus Brasil. Dois dos principais eventos que organizamos ao longo do ano são em parceria com essas duas instituições. No primeiro semestre do ano, organizamos o já tradicional Business Panel, evento realizado durante o Focus Brasil Ft Lauderdale e que é sempre um sucesso. Temos também uma importante parceria com FAU, onde, entre outras frentes, realizamos o Brazil-Florida Summit que está indo para a terceira edição.

n Por causa dos negócios que tenho

no Brasil e da minha rede de contatos com outros executivos e empresários, venho sempre conversando e tentando medir a percepção de todos com relação ao país. É evidente que a crise econômica instalada no Brasil desde 2015 e também a escalada nos índices de criminalidade e violência, tudo isso tem feito com que muitos brasileiros tenham decidido deixar o país buscando novos horizontes. Nos eventos do BBG estamos sempre recebendo convidados que são recém-chegados, atraídos por uma economia mais estável e menos violência. Tivemos uma eleição muito disputada e com a

vitória final de Jair Bolsonaro. Pelas conversas que venho tendo, sinto que existe uma melhora na expectativa em relação à economia e, caso essa percepção se concretize com resultados reais, isso pode causar uma diminuição no fluxo de brasileiros deixando o país. Penso que ainda teremos um número razoável de brasileiros migrando para países como os Estados Unidos e Portugal mas num ritmo mais lento que o visto nos últimos dois ou três anos.

SERVIÇO:

Para saber mais: brazilianbusinessgroup.com

III BRAZIL-FLORIDA SUMMIT O Brazilian Business Group BBG vem realizando encontros significativos dirigidos aos empresários brasileiros radicados na Flórida. O mais recente evento realizado pelo BBG foi III Brazil-Florida Summit, em parceria com a FAU, no dia 15 de novembro, no prédio da FAU de Fort Lauderdale. O tema central abordou Brazilian International Communities: citizenship, business & politics, com vários palestrantes revezando-se para debater assuntos de interesse da comunidade empresarial. O painel de abertura foi feito pelo pesquisador Alex Guedes Brum, autor de uma pesquisa sobre expatriados. Seu trabalho de pesquisa resultou no livro “Brasileiros no exterior: o caso da Flórida”. Ao final do encontro, ele vendeu e autografou alguns exemplares aos presentes. O embaixador Alexandre Addor Neto discorreu sobre a perda da cidadania brasileira com a obtenção de uma segunda cidadania e citou o caso da brasileira Claudia Koerig, acusada de assassinar o marido em Ohio e fugir para o Brasil a fim de escapar do julgamento em território americano. Entretanto, membros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram por sua extradição criando uma jurisprudência que contraria o estabelecido na Constituição Federal de 1988. O embaixador também comentou sobre o resultado das recentes eleições gerais no Brasil, ao lado do economista e analista de política Rodrigo Constantino. Os dois possuem opiniões divergentes. Enquanto Constantino demonstrou otimismo com o governo de Jair Bolsonaro e defende uma política econômica mais liberal, Addor Neto é favorável a uma política nacionalista de defesa da indústria nacional. Consultores como Luiz Perlingeiro (Westchester), Antonio Miranda (SGG) e Juarez Leal (Apex) foram enfáticos em alertar sobre os riscos enfrentados por empresários brasileiros que desejam entrar no mercado americano, mas não fazem um planejamento adequado. Ao dispensar a contratação de consultorias especializadas com o objetivo de economizar dinheiro, muitas vezes são surpreendidos com obstáculos para os quais não estavam preparados. Aí, a perda financeira é bem mais substancial. Portanto, aqui vai um conselho àqueles que pretendem internacionalizar seus negócios. Antes de ingressar em um mercado desconhecido, procure orientação de consultores fidedignos que podem evitar contratempos e sobretudo prejuízo financeiro que pode representar o fim de um sonho.


OS DESAFIOS DO NOVO PRESIDENTE

FOTO: EVARISTO SA/AFP

vpolítica

Jair Bolsonaro terá a tarefa nada fácil de consertar o Brasil DAVID KALLÁS* info@bizbrazilmagazine.com

v Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República no dia 28/10/2018 com aproximadamente 57,8 milhões de votos, 10,8 milhões a mais que seu oponente, Fernando Haddad. Passada a ressaca do período eleitoral, é hora de olhar para o futuro de forma pragmática e realista, já com a definição do cenário político resultante das eleições. De certeza, somente uma: não será fácil. Entre os principais desafios, destaco aqui alguns que considero relevantes. GARANTIR A GOVERNABILIDADE PARA APROVAR REFORMAS ESTRUTURAIS Segundo o célebre professor de Harvard, John Kotter, os dois primeiros passos para um processo de mudança bem-sucedida são a criação de um senso de urgência e a formação de coalizão administrativa. Ao que tudo parece, o senso de urgência já existe. Dito isso, o desafio número 01 do novo Presidente será, face à nova e em grande parte renovada composição do legislativo brasileiro, criar uma equipe central. Essa equipe deverá trabalhar de forma alinhada para aprovar reformas estruturais e a agenda liberal que são a base do seu plano de governo. Esse desafio será tanto maior quanto sua vontade de nomear somente cargos técnicos para as posições-chave, conforme promessas de campanha.

REALIZAR O AJUSTE FISCAL A agenda econômica passa pelo equilíbrio das contas públicas. Por mais que se pretenda gerar caixa com privatizações e concessões, é necessário fazer mudanças na estrutura de gastos. A Previdência é a principal despesa do governo, equivalente a 60% do orçamento federal. Por causa do envelhecimento da população, é um gasto que tende a aumentar organicamente. Mantidas as condições atuais, em 2030 essas despesas chegariam a 70%, nível insustentável, de acordo com projeções da XP Investimentos. CONSOLIDAR A DEMOCRACIA E O RESPEITO ÀS INSTITUIÇÕES O presidente carrega consigo um passivo em termos de desconfiança de parte da opinião pública, da mídia e demais atores da sociedade em geral por causa de declarações históricas polêmicas. Pelo fato dele e de membros de sua equipe já terem feito acenos ao fechamento do Congresso e demonstrado simpatia pelo regime militar, é de se esperar que haja uma forte vigilância em relação ao respeito às instituições, apesar desse tema ter sido um dos principais pontos do seu primeiro discurso como candidato eleito. Somente o tempo, aliado à coerência no respeito às instituições, poderá reduzir esse passivo. BUSCAR CONQUISTAS DE CURTO PRAZO NA SEGURANÇA PÚBLICA A segurança pública, outro pilar de sua campanha política, é um dos maiores desafios, principalmente por se tratar de um

ponto onde os eleitores mais depositaram confiança no Presidente. Aqui será necessário alcançar conquistas em curto ou médio prazo. Entretanto, trata-se de problema complexo, e o programa de governo traz poucos detalhes em relação às suas ações em relação a esse tema. Seu compromisso com o fim do desarmamento é uma medida polêmica e contestada por vários pesquisadores. CONQUISTAR UM VOTO DE CONFIANÇA DO FUNCIONALISMO PÚBLICO Nenhum líder consegue executar suas estratégias sem o apoio da equipe operacional. Por causa de suas declarações e posicionamentos históricos, Bolsonaro poderá ter dificuldades ao conquistar a confiança de boa parcela de servidores públicos nas mais diversas esferas. Aqui também será necessário um esforço de longo prazo na busca de credibilidade. Especialistas costumam dizer que os cem primeiros dias de governo são os mais importantes de um mandato. Aqui não será diferente. Entretanto, face aos muitos desafios, será necessário priorizar. O Presidente e sua equipe devem aproveitar o período de transição para planejar os primeiros passos do governo, de forma a aproveitar a lua de mel que o mercado e a opinião pública irão lhe conceder. O tempo nos dirá se serão bem-sucedidos. *David Kallás é sócio da KC&D e da JBJ Partners. É professor no Hospital Israelita Albert Einstein e Insper

BIZBRAZILMAGAZINE.21v


vdiplomacia

A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA

Brasil deve modificar relações comerciais com outras nações JOSEFINA GUEDES* info@bizbrazilmagazine.com

v Estamos literalmente em um governo de transição. Na área econômica, já temos uma definição clara, pelo menos de forma preliminar, de qual será a política econômica desse novo governo, com Paulo Guedes e toda sua equipe no super Ministério da Economia, que vai absorver as atribuições dos Ministérios da Fazenda, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e do Planejamento e Gestão. Na esfera comercial, gostaria de chamar atenção para fatos que vem acontecendo há mais de dois anos, as publicações de diversos artigos de acadêmicos e formadores de opinião, com viés neoliberal, quase que orquestrados, os quais se intensificaram nesse último ano. Interessante observar que todos apregoaram as reduções unilaterais de tarifas de importação do Brasil, como solução para o aumento da produtividade e competitividade da indústria brasileira. Além é claro, de tentarem desvirtuar o conceito dos instrumentos de defesa comercial, quase que satanizando as medidas de antidumping, direitos compensatórios e de salvaguardas, utilizados por todos os membros da Organização Mundial de Comércio, justamente para garantir o livre comércio justo, “Fair Trade”. v22.BIZBRAZILMAGAZINE

Fora os artigos, vários estudos técnicos vem sendo publicados, mas todos alinhados, em um viés neoliberal, sem levar em consideração todos os demais outros fatores econômicos, políticos e jurídicos, que realmente, geram perda de competitividade e dano à nossa economia e às indústrias brasileiras. O professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Matias Spektor, em análise recente, comentou que o diplomata de carreira Ernesto Araújo – escolhido para ser o ministro das Relações Exteriores do Brasil conquistou a confiança de Jair Bolsonaro como intelectual chegado aos clássicos, contrário ao globalismo, pró-Ocidente e fascinado pela agenda do presidente americano Donald Trump. É dentro desse contexto que vários meios de comunicação estão agora apregoando que a política externa brasileira será de direita, em lugar de observar que deixará de ter viés ideológico, que seria o certo mencionar. Está claro que o novo governo quer se afastar de um comércio voltado para ideologias, que trouxeram alguns benefícios sociais em um primeiro momento, mas que foram se degradando, nos últimos anos, diante da crise política e econômica, nunca vista no País. Está mais claro, ainda, que o novo governo quer ampliar suas relações com países e blocos que poderão agregar valores de

forma mais pragmática, principalmente em relação à nossa soberania e à segurança nacional. Com relação ao Mercosul, quando é dito que não tem prioridade, não significa necessariamente que o Brasil abandonará o Mercosul, como a Inglaterra está fazendo com a União Europeia. Mas, sim, uma mudança na relação com os países e blocos, deixando o lado ideológico, para ter uma relação de comércio mais estratégica, o que muito agradará aos setores industriais e ao agronegócio. Então, afirmar que nossa política externa será de “direita” nesse momento, quando os interesses dos brasileiros irão sobrepor aos interesses puramente ideológicos? Não seria mais correto afirmar que será mais “nacionalista”, defendendo seus empregos, o aumento da renda, a segurança alimentar e soberania nacional? Esse é o ponto central e fundamental, que precisa ser entendido pelos grandes formadores de opinião. Precisamos ser mais flexíveis em relação aos conceitos, para começarmos a eliminar da nossa sociedade esses discursos extremistas que tanto dividiram nossa nação. Precisamos de união e de defesa dos interesses nacionais nesse momento tão complexo que passa nosso Brasil. *Economista Especializada em Comércio Internacional e Diretora da GBI Consultoria Internacional

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Está claro que o novo governo quer se afastar de um comércio voltado para ideologias, que trouxeram alguns benefícios sociais em um primeiro momento, mas que foram se degradando, nos últimos anos, diante da crise política e econômica


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AGENDA   11 DE DEZEMBRO DE 2018

 BACCF ELECTIONS 2019 & HOLIDAY PARTY

Horário: Das 6 às 8 horas da noite Local: Shutts & Bowen LLP (200 S Biscayne Blvd., Suite 4100, Miami, FL 33131) Contato: info@brazilchamber.org

g O QUE É: A proposta do encontro é a eleição

da Diretoria da BACCF para 2019. Os planos para o próximo ano serão destacados e novas sugestões são bem-vindas. O presidente honorário será o embaixador João Mendes, novo cônsul geral do Brasil em Miami, e a câmara binacional endossa a indicação de Edison Antonelli, do Banco Bradesco S.A., para assumir a Presidência da BACCF.   14 A 17 DE JANEIRO DE 2019

 COUROMODA FEIRA INTERNACIONAL DE CALÇADOS, ARTEFATOS DE COURO E ACESSÓRIOS DE MODA Horário: Segunda a 4ª - Das 10 horas da manhã as 8 horas da noite / 5ª feira - Das 10 horas da manhã às 5 horas da tarde Local: Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme - São Paulo) Contato: marketing@couromoda.com.br

g O QUE É: Sempre renovada, a Couromoda,

evento líder em lançamentos e vendas de calçados e acessórios na América Latina, reúne lojistas de todo o Brasil e compradores globais, vindos dos principais centros consumidores do mundo. Com mais de 40 anos de história, a Couromoda vai além de uma feira de negócios e se posiciona como plataforma completa de moda, com a integração da São Paulo Prêt-à-Porter.   16 A 18 DE JANEIRO DE 2019

 SHOWTEC Horário: Das 8 horas da manhã às 3 horas da tarde Local: Fundação MS (Estrada da Usina Velha, Km 02 - Zona Rural - Maracaju MS) Contato: showtec@fundacaoms.org.br

g O QUE É: O maior evento do Agro de Mato

Grosso do Sul está marcado para janeiro de 2019. Showtec reunirá as maiores empresas e os lançamentos mais importantes para o Agro nacional. Os grandes desafios do Agro do Mato Grosso do Sul serão discutidos em formato de painéis por pesquisadores renomados. Demonstrações das técnicas de plantio e manejo serão realizados em formas de guias práticos no campo.   25 A 27 DE JANEIRO DE 2019

 EXPO BRASIL FEIRA*

Horário: Dias 25 e 26 - das 10 horas da manhã às 8 horas da noite e dia 27 - das 10 horas da manhã às 5 horas da tarde Local: Parque de Exposições Tancredo Neves

EFAPI (Av. Senador Atílio Fontana, S/N - Chapecó - Santa Catarina)

Palestras Plenárias Nacionais e Palestras Técnicas, reunindo conferencistas de todo o mundo.

Contato: marcelo@expobrasilfeiras.com.br

g O QUE É: Mais uma edição da Expo Brasil Feira

que existe há 16 anos como tradicional feira de variedades e realiza duas edições anuais em São Paulo, movimentando mais de R$ 120 milhões de reais a cada edição, agora em Santa Catarina. Expo Brasil Feira Chapecó reúne os principais fabricantes e importadores dos mais variados segmentos, apresentando diversificado mix de produtos, lançamentos e condições especiais. Nesta Feira seus clientes encontram utilidade doméstica, brinquedos, presentes, decoração, papelaria, artigos para escritório, bomboniere, eletrônicos, embalagens, e muito mais. *Expo Brasil Feira também será realizada em São Paulo entre os dias 4 e 6 de março no Pavilhão Amarelo da Expo Center Norte (Av. Otto Baumgart, 1000, São Paulo).   12 A 15 DE FEVEREIRO DE 2019

 VITÓRIA STONE FAIR

Horário: Da 1 hora da tarde às 8 horas da noite Local: Carapina Centro de Eventos (BR 101 Norte - Carapina - Serra - ES, CEP 29161-064) Contato: info@vitoriastonefair.com.br

g O QUE É: Referência para o setor de rochas

ornamentais na América Latina e no mundo, a Vitória Stone Fair reúne grandes empresas de extração e beneficiamento de pedras naturais, equipamentos, maquinários, insumos e tecnologias de todas as partes do mundo. O evento é uma oportunidade para realizar negócios presenciais, avaliar os produtos e serviços, trabalhar ferramentas de marketing, ampliar as ações e lançamentos de produtos, fortalecendo parcerias e prospectando novos mercados. Vitrine para o mundo, a Vitória Stone Fair é realizada no Espírito Santo, estado com o maior parque industrial brasileiro e detentor de mais de 90% dos teares multifios em funcionamento. Enquanto o Brasil possui a maior diversidade de rochas naturais do mundo - são mais de 1.200 variedades – Espírito Santo é o maior produtor e exportador nacional de chapas e blocos.   13 A 15 DE FEVEREIRO DE 2019

 CONSTRUMETAL - CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE CONSTRUÇÃO METÁLICA Horário: Das 8 horas da manhã às 6 horas da tarde Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 - Vila Água Funda, São Paulo) Contato: abcem@abcem.org.br

g O QUE É: Consagrado como o maior evento

da Construção Metálica da América Latina, o Construmetal 2019, em sua 8ª edição, terá um amplo programa de Conferências Internacionais,

  21 A 24 DE FEVEREIRO 2019

 SAÚDE BUSINESS FORUM

Horário: Das 9:00am às 6:00pm Local: Hotel Transamérica (Ilha de Comandatuba, BA) Contato: sbf@ubmbrazil.com.br

g O QUE É: O Saúde Business Fórum reúne

há 17 anos mais de 100 CEOs e Presidentes dos principais Hospitais, Operadoras, Laboratórios e Farmacêuticas do país com o objetivo de acelerar e estruturar as mudanças da Saúde. Com um setor em transformação, reunir as lideranças em um local para acumular conhecimento, relacionamento, experiências e fazer negócios, é fundamental.   12 A 14 DE MARÇO DE 2019

 SAHE SOUTH AMÉRICA HEALTH EXHIBITION

Horário: Das 9 horas da manhã às 8 horas da noite Local: Centro de Eventos Pro-Magno (Rua Samaritá, 230 - Jardim Das Laranjeiras - SP) Contato: +55 (11) 3148-1300

g O QUE É: SAHE é uma Feira de Saúde

diferenciada no formato, focada em qualidade e inovação. Oferece uma alternativa premium para profissionais do setor e expositores fazer negócios e networking. A experiência e o know-how da equipe são fontes importantes de confiança para gestores e influenciadores que queiram direcionar seus investimentos e contatos na área da saúde.   19 A 22 DE MARÇO DE 2019

 AGRESTE TEX - MOSTRA DE MÁQUINAS, SERVIÇOS E TECNOLOGIA PARA INDÚSTRIA TÊXTIL

Horário: Das 4 horas da tarde às 10 horas da noite Local: Polo Comercial de Caruaru (Rodovia BR 104, km 62, s/n - Nova Caruaru, PE, 55014-908) Contato: fcem@fcem.com.br

g O QUE É: Realizada em uma das principais

regiões produtoras de confecção do país, a 4ª Agreste Tex está a caminho do seu amadurecimento e pretende levar ao Polo Têxtil de Pernambuco os últimos lançamentos em máquinas, equipamentos, denim, malha, tecidos e aviamentos, que serão apresentados pelos principais fabricantes e distribuidores de todo o Brasil. Junto a isto, uma programação paralela diferenciada está sendo montada visando atender os anseios dos profissionais que buscam informação e melhorias em seus processos fabris. O Polo Têxtil de Pernambuco é constituído por 23 cidades. BIZBRAZILMAGAZINE.23v


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