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Revista A CENA #2

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EDIÇÃO #2


Wilson Souza “Urso” - Salad Grind foto: João Mattielo


ÍNDICE Editorial

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EM CENA:

Ricku Tiku

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ENTREVISTA:

Jorge Fernando “Pinguin” GALERIA

AGRADECIMENTOS

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EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL EDITORIAL


PALAVRAS DO EDITOR

E finalmente mais uma edição dA CENA vem pro mundo! Salvee! Eu sou o Jay, editor, fotógrafo, produtor e faz tudo da revista, antes de você dropar de vez na nossa segunda edição queria falar um pouco dela e de como ela tomou forma! A primeira edição foi feita pro meu TCC da faculdade, ou seja, em cima de muita pressão pra que tudo estivesse “certo” e eu conseguisse me formar… Já a segunda, foi no gás, no ânimo que lançar a primeira edição me trouxe e querendo render conteúdos programados, hiper planejamento de sessão e produção, pra entregar logo a segunda edição em menos de 2 meses depois da ultima, nem preciso dizer que deu tudo errado né? Hahahh O que era pra ter saído em novembro, depois dezembro, começo de Janeiro, vem a vocês no final de Janeiro pois tudo precisa do seu tempo pra ser criado… além de mais correrias, desânimos, festas de final de ano, pandemia e a chuva que resolveu colar sempre na sessão… tudo foi sendo adiado. Mas me fez criar essa edição com mais carinho, com mais vontade, com mais atenção e ter aproveitado de verdade todo esse tempo que passei rendendo esse conteúdo, desde as vivências que passei, ideias que troquei, pessoas que conheci, fotos novas que fiz, visões novas que tive. Nessa edição fiz umas sessões e troquei ideia com o Jorge, um dos primeiros manos que vi andar de skate quando mudei pra Jaú, quis também nessa edição trazer a arte que nos cerca e trazer artistas do meu redor pra colaborarem com a nossa Galeria, quis trazer representatividade LGBTQIAP+ no skate, meus recortes urbanos interioranos e brisinhas do meu cotidiano. Estamos em constante mudança, amadurecimento e melhoria e A CENA não é diferente nesse quesito! Espero que gostem! Bem vindos segunda edição dA CENA

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É pra mim, um super privilégio poder ser

exatamente quem eu sou dentro e fora do skate. Por muito tempo eu nem sabia que ser trans assumida e andar de skate era possível. Ver as pessoas que vieram antes de mim trilharem seus caminhos foi muito inspirador e não estaria onde estou hoje sem essas referências. Skate é sobre se conhecer, se expressar e se conectar e nós, pessoas trans, temos tanto pra oferecer a esse esporte.

-Heidi Nogueira

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Gabriel Gonçalves (@ insta_gabrielskt) - f/s Flip foto: Jay Mattielo


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Filipe de Almeida (@madlipe) - b/s smith grind foto: Jay Mattielo

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Diogo Odilon - f/s boardslide foto: Jay Mattielo


EM CENA:

RICKU TICKU

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Ricku Ticku (@rickutiku) - f/s 180° boneless foto: Jay Mattielo


ENTREVISTA

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ENTREVISTA ENTREVISTA ENTREVISTA ENTREVISTA ENTREVISTA


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ENTREVISTA

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JORGE FERNANDO “PINGUIN” fotos e texto: Jay Mattielo

Quando me mudei pra Jaú, eu não conhecia absolutamente ninguém aqui, principalmente da minha idade e muito menos pra andar de skate comigo, fora meu primo, que morava em Bauru. Durante um bom tempo eu colava na pista em horários que a galera não colava, e lembro que, tentando descobrir pessoas que andavam de skate em Jaú, acabei caindo na vídeo parte do Jorge, andando de skate por picos de Jau e região, e dando um puta role me inspirando a continuar andar de skate! Infelizmente, acabei me afastando um tempo do skate, e mesmo depois de voltar, fui acabar conhecendo de fato o Jorge pra fazendo essa matéria, mas valeu muito! Pensa num mano firmeza! Hahah Trocamos uma ideia sobre skate, sobre vivências e lembranças de uma geração que viveu no mundo sem redes sociais e essa velocidade de conteúdo. Se liga ae:

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Primeiramente, apresente-se Saalve! E aí, pra quem não me conhece, meu nome é Jorge Fernando, mais conhecido como Pinguin, tenho 32 anos, sou natural de Jaú e ja vai aproximadamente 22 anos dessa caminhada no skate

ai fui nesse corre até conseguir o meu, mas foi trash hahah dai então eu consegui o meu, mas meu pai era meio contra e eu pensava “como que vou chegar com esse skate em casa?” hahha lembro até hoje que ele queria que eu devolvesse o skate, mas dai comecei a andar e ele foi desencanando hahah

E conta como o skate chegou até você? E como foi esse começo? Com Qual e como foi, seu primeiro contato quem você colava, onde colava? com o skate? Bom, vamo lá! Eu lembro até hoje mano, tinha uns par de amigo meu que a gente costumava de jogar bola, perto do Sao Judas, a gente marcava as 7h e ficava jogando bola, por fim a molecada começou a sumir, uns começaram a andar de skate e lembro que comecei com um amigo meu, Daví, mais conhecido como Pudim, poucos sabem mas comecei a andar de skate por causa dele! Ele morava perto da casa da minha avó e sempre falava pra eu começar a andar, mas eu não era muito chegado e me perguntava “será”? hahah mas ai comecei a pegar o skate dele, dar umas remada e, quando a molecada da bola começou a a destanciar e pensei “caraio, não tem ninguém pra jogar bola?! vou ter que arrumar um skate!” hahaha lembro até hoje a molecada descendo a milhão a avenida da fundação e eu, moleque, correndo a pé atrás hahaha dai resolvi que ia juntar uma grana e comprar um skate

Lembro que no começo era eu, Sabugo, Cleito, ai veio o Chackra, o Tarzan... e não tinha pista aqui na época, então a gente sempre colava na Tancredo e aí a gente tinha que fazer a missão! Haha cada missão que a gente tinha que fazer haha salve Sabugão! Sabugão era foda, cara, quanto ir atrás de madeirite pra fazer caixote... e o point memo era a Tancredo, a gente colava lá e via os caras andando, que na época era o Wilson, o steban, Washinton, Patu, Pavilhão... nossa, e era uma galera que já dava uns role mais pesado, o Zumbi...e ai a gente ficava assistindo os cara andar, quando os cara paravam a gente começava a andar hahaha e aí a gente foi aprendendo as trick, manobrando...

E aí eu via sempre os cara filmando, e pensava “Po, preciso pegar uma câmera ai” cheguei pro Sabugo um dia e disse “Mano, a gente tem que comprar uma câmera!” dai ele disse que tinha uma conta lá, pra gente abraçar uma câmera e hora que a gente conseguiu, nossa, ele E como foi conseguir um skate, naque- abraçou uma e eu outra! Haha dai em la época? diante a gente filmava a gente comendo pão com mortadela, ta ligado hahah Na época eu tinha sofrido um acidente de bike, dai resolvi vender ela por E, além da Tancredo, tinham ou25 reais (era dinheiro naquela época, tros lugares para andar? Quais hein?! ahaha) e comecei a sair per- os picos vocês também colavam? guntando na rua quem tinha, ai uns falavam que não sei quem tinha, ai Ah, aqui era meio escasso, eu lembro eu ia perguntar já tinha vendido, mas até hoje que tudo que a gente queque não sei quem tinha umas peça... ria pra dar um role, a gente tinha que

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correr atrás, tinha que fazer, sabe? Eu lembro bastante que a gente fazia os corres... quanto ir atrás de achar madeirite em construção, pegar pra fazer os obstáculos... o point point mesmo era a Tancredo, mas a gente colava na Fundação, que nossa também lotava e na época não tinha media que nem hoje, os cara falava “nossa, não sei quem pulou tal lugar deu tal manobra” e a noticia corria e depois trombava a pessoa na sessão e “nossa, foi você! daora” haha e eu peguei o final do Carolina também, lá tinha uma galera que andava pra caramba, de vez em quando a gente pulava no Jahu Clube pra andar na mini-ramp que tinha lá haha e não tinha muita escolha, era esses pico de rua, via as mureta na rua, pulava escada...só de sair remar a gente já ficava animado, era muito style!

Mano, a dez anos atrás a gente não conseguia imaginar na velocidade e facilidade de compartilhamento de conteúdo, como era naquela época? Qual era seu contato com os vídeos de skate, revistas?

Cara, essa questão de imagem, vídeo, eu sempre pirei né. Porque os 411, Chiclé, os vídeos da Cemporcento, nossa, a gente pirava! Eu lembro até hoje, a gente pegava uma galera e colava na Ousadia, que ficava passando uns VHS, nossa, nóis colava lá em peso! Hahahah e rolava o lance que a gente podia alugar a fita, dai a gente fazia vaquinha e colava sempre na casa de um de outro, assistia e depois já saia a milhão pra sessão, pilhado que nem uns loco hahah e revista, na época, eu lembro que aqui em Jaú não tinha muito, mas E a Major? depois de um bom tempo começou a encontrar nas bancas, mas foi isso que Ah! A Major era um pico clássico né? também inspirou da gente pegar as Era um projeto do estado de São Paulo câmeras e começar a filmar, inclusive que fizerem aquele “escola da família”, tem muita coisa que a gente racha o ai era aberto de sábado à domingo! Ai bico até hoje, qualquer dia vamo solta a gente colava lá e dava mó role, tinha hahah os obstáculos da Andréia que ela colocou lá e a gente ficava marretando até Que loucura, né mano?! Parece até ouas 17h da tarde, até fechar e se não fe- tro universo, se reunir pra assistir um chasse a gente tava andando lá hahah VHS, e isso a 20 anos atrás... Eu lembro bastante também, dum cara que ajudou pra caramba, que lembro Nossa, duro que era muito top! Eu acho que de uns primeiros videozinhos meus que o skate, essa é a melhor coisa, você que a gente fez, antes de termos as poder, sabe, reunir a galera, assistir um filmadoras, era o finado Everton Galvin, vídeo, já sair na loucura pra andar... da esse cara foi demais! SALVE EVERTON, inspiração né, acho que até hoje né, onde quer que esteja! Salvou nóis! quando pego algum vídeo pra ver, eu E a gente colava lá, com uma digitalzi- acho até mais style pegar uns vídeos nha, tira foto e a gente fazia o corre eu, mais antigos pra ver, porque é outra o Chackra. coisa... é uma coisa mais sem compromisso, hoje a galera já quer instagram, O Chackrinha emprestava ai a gente já quer soltar uma bomba, cê mal ve a colava, usava a câmera depois chegamanobra que o cara deu ali e amanhã va “Everton, salva no DVD” e vamo, ai já tem outra e hora que cê vai ver, cê nóis mesmo fazia os vidinho, inclusive num lembra de nada isso que eu acho acho que tem até hoje o vídeo lá “Skate zuado... acho que acaba perdendo um Major” pouco a essência dos vídeos.


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E quais os videos te marcara? O 411, os Chiclet, os da 100%, mas acho que um dos mais marcantes foi o Videofobia que era uma geração que os cara andava pra caramba e quem tiver oportunidade, aconselho a assistir, dai dos gringos, um que até hoje eu assisto é o filme da Girl, nossa, esse é pesado! Mas tem muitos e muitos... Com certeza, hoje em dia é muito mais fácil, que nem, o cara que filmar uma trick, tem celular, tem um camera... nossa, na nossa época era mó corre, tamo ficando dinossauro mesmo haha Vocês chegaram a finalizar alguns videos né? Sim, a gente finalizou! Nessa época ai eu lembro que aqueles videos que eu fiz com a camera do Everto, ficaram num DVD, eu nem soltei, mas tenho até hoje guardado comigo. Aí, o primeiro que solto foi o que a gente editou com o Chackrinha, a gente começou a editar o video eram 19h da noite e fomos finalizar ele, já tinha clareado o dia, sem dormir haha lançamos umas seis cópias de DVD, que foi minha promo! Tem até hoje no youtube! Aí, depois desse video, comecei a filmar e fiz um trampo pra um cara que eu considero muito, o Danilo Nilo, de São Paulo (SALVE, DANILO!) - conheci ele através do Luiz, na época de campeonato e, um dia, acho que no Olimpia, acabei trombando ele e ostrando umas imagens e ele tinha acabado de sair num video. Ele me disse pra colar pra Sampa, eu colei e e através dele, eu conheci o Danilo e a partir dai começamos a trocar ideia - o danilo colou pra Jaú e acabou fazendo um video nosso, meu e do Abeia, colamos pra agulmas cidades aqui no interior e ele fez um videozão

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E outro video meu também é o de outro cara que também sem palavras, o Felipe Martinez, fez uma edição cabreira! Anhangabaú antigo, nollie 180 de back nose manual saindo de reverse, muito naipe! Como que foi essa trip? Valão! Grande, Valão! Grande Vale do Anhangabaú! Ah, pra mim não tem nem o que falar, é um dos melhores picos que já existiu até hoje no Brasil . E acho que não só aqui, mas o pessoal de lá fora vê, via nos videos... Acho que todo mundo tem a curiosidade de conhecer e eu, ainda bem conheci! Tive o privilégio de dar vários roles lá e ah, a gente sempre que podia tava passando por lá, por Sampa que tinha essa conexão com os campeonatos e, sempre que tava a gente passava por lá dar umas manobras e , como a gente sempre tava com as cameras, tivemos sorte de filmar algumas haha hoje tem o Vale novo, ainda não dei rola, mas ainda pretendo ir conhecer E como eram os eventos, quais eram os eventos? Então, os eventos que rolaram por aqui eram muito style, davam uma boa movimentada na cidade, tanto que os campeonatos que rolavam são lembrados até hoje né? Que várias pessoas colaram, pessoas de nome mesmo, do skate. E as premiações eram cabulosas... todo mundo saia com alguma coisa e hoje é uma pena, que a área do esporte, ter deixado ficar do jeito que está, sabe? A pista toda esburacada, ninguém faz manutenção... É, um lugar pra todo mundo se divertir, dar um role, evoluir e a prefeitura não ta nem aí. O que eu lembro que era cabuloso era o Circuito Paulista, que o Rato da Barra fazia, era no estado São Paulo todo e rodava várias cidades,


inclusive eu colei em alguns, lembro que foram uns dos meus primeiros campeonatos que corri. Depois que eu fui engrenar mesmo nos Office Street da Barra, que rolavam lá na pista e o pessoal colava, acho que todo mundo da cena já passou por um campeonato na Barra Bonita, tanto que ce pega pra ver os videos da FullArt, que ce ve os cara cabuloso, Tx por exemplo... todo mundo já passou por Barra Bonita! O InterSP, dos caras de Ribeirão, e outro que infelizmente acabou, que eu até acabei me dando bem, foi o o Maremoto, todo mundo corria, era tipo um “mini Tampa” aqui do Brasil haha esse circuito valia moto, video game... era um evento que reunia uma galera cabreira Bora, falar de campeonato e perregues! hahahah todo skatista tem alguma história de perrengue, indo pra campeonato, dormindo em rodoviaria, passando frio hahah conta uma situação louca que você passou nesse tempo que corria Ah, tem muito perrengue haha da pra escrever uns três livros talvez haha tem um que o Sabugo lembro até esses dia, a gente voltando de um campeonato, tinhamos que fazer a baldiação em Araraquara, pra pegar o ônibus pra Jaú e, quando chegamos, o ônibus era só no dia seguinte e não tinhamos onde ficar e nem dinheiro, acabamos passando a noite na rodoviaria, morrendo de sono e cansados, Sabugo até me filmou dormindo hahah ele é foda! haha Mas tem muitos, desde pegar ônibus errado, quase ser assaltado, não ter onde dormir, não ter dinheiro... Aquela época dava a loucura de ir pros campeonato, nóis ia na base do “Vamo? Vamo!” sem saber de nada, conhecer ninguém, deixar pra conhecer na hora haha e assim ia!

E como foi quando conseguiram a pista do parque? Ah, foi excelente né, a pista vveio para evoluir mesmo npe? Porque a gente só tinha a major, os obstaculos que a gente mesmo fazia, ou tinha que ir pra fora... E, quando veio a pista, nossa, todo mundo ficou na febre, que dai começamos a querer ir pra campeonatos, começamos a pegar base nas transições e, lembri que na época, era uma imensidão de gente na pista, não tinha nem como andar, era foda hahah mas ajudou bastante na evolução Você vem de uma época do DIY muito forte, você acha que essa cultura se perdeu? É, então, eu venho bem do “faça você mesmo” hahah mas eu acho assim cara, a época que a gente ta vivendo é totalmente diferente, antes a gente se reunia, ia em casa de material de construção, pegava madeira, iamos atrás de cantoneiras em ferro velho... e era muito essa questão, a gente tinha que fazer nossa correria, nóis por nóis mesmo, pra fazer acontecer né? A gente queria andar numa spine? Vamo fazer a spine? Vamo! e era assim mesmo. Hoje em dia paresse que perdeu essa essência. E é triste que muita gente critica mas pouca gente põem a mão na massa.. ta ruim? vamo fazer, vamo arrumar! É isso que eu acho que acabou meio que se perdendo

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Qual ideia cê gostaria de passar pras novas gerações, que tao lendo A CENA, que tao no corre do skate

e me da todo apoio e uns puxões de orelha pra continuar andando de skate e que também da umas remadinhas!

Ah,se eu pudesse passar uma visão, eu passaria que , meu, anda de skate e não se preocupe com nada, a evolução é consequência, curta o momento, os verdadeiros amigos, sua crew, curta o skate! Que o skate é muito mais que campeonato, muito mais que pódio e o que vale mais a pena são os verdadeiros amigos e a essência verdadeira do skate de histórias, de perrengues e das vitórias, apenas ande de skate!

E agradecer também a você, Mattielo, pela oportunidade , fico muito honrado de poder fazer parte desse projeto! Pode colocar seu nome lá que não é porque você que faz que não é pra ta lá! hahah

E , pra finalizar, quais são seus agradecimentos finais? Primeiramente eu queria agradecer meus pais, agradecer as pessoas que em algum momento puderam me ajudar de alguma forma, Agradecer a galera que ta desde o começo comigo, ao Sabugo, que se não fosse ele, nada disso teria acontecido, ao Chakra pelas edições monstras, que foi um dos meus primeiros videos, não posso me esquecer de agradecer o Abeia tabém, um cara q sempre puxou eu pra cima em tudo em andar em fazer as paradas os obstáculos da Tancredo, um cara q quem conhece tá ligado, é sem palavras irmão mesmo, considero pra caramba Ao Felipe , pela ultima edição mostra do meu último video, o Danilo Nilo, de Sampa e o Luiz a gente ter colado lá pra casa dele Todos que colaboraram e ajudaram a fazer os eventos acontecerem como a Andréia e o pessoal da Ousadia, o João Domingues e o pessoal da Willian Radical, o Rodrigo da Vestylle Agradecer a todos os amigos, Jack, Ursão, Lucão... tem uma pancada de nomes, é foda haha mas quem é ta ligado! Gostaria de agradecer também a Raquel, minha mulher, que tamo junto até hoje

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Tamo junto!


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FIM DA ENTREVISTA


Emerson Alvarez - downhill power slide h foto: Jay Mattielo


Zininha - f/s smith grind foto: Jay Mattielo


Thiago Cesario - b/s 180° flip - foto: Jay Mattielo


ALERIA GALE LERIA GALERI ALERIA GALE ERIA GALERI ALERIA GALE ERIAGALERI

Samuel Domingues - b/s noseslide foto: Jay Mattielo


Diogo Odilon - Flip foto: Jay Mattielo


Juninho Silvério - Flip foto: Jay Mattielo


GALERIA

POESIA:

CARTAS PARA O EGO É você que mesmo calado sempre grita Deixa nossa alma aflita E nas pessoas da minha vida você gosta de pisar É você que nos cega Pra ilusão nos entrega E na minha mente toda noite você gosta de sussurar E essa carta tem sido uma psicografia Vários estados de espírito Se manifestando em poesia

Você que faz caridade por fotos e não por fatos E antes de alimentar uma boca com fome, alimenta primeiro o seu status Você que causou guerras de cor e sabemos décor Que você quer que eu veja os outros bem Mas só quando eu tiver melhor E eu viro refém desses refrões Pois como viver de cifras num mundo que só valoriza os cifrões?

E não me dá sossego Vem disfarçado tipo presente de grego Auxílio paletó e coisas banais Boca do inferno tipo Gregório de Matos Quantos mil reais Mas to escrevendo meus lamentos aqui Tem na ostentação de todo dia dentro Tirando grana de hospitais Pra que todos meus sonhos não morram em É o que a ganância faz anonimatos Mas pra entender foi preciso uma pandemia E tipo Maquiavel Voce quer chegar no topo sem ligar pra nada Na espreita igual cascavel Subindo em cabeças como se fossem escadas

Gente de alma porca Onde a mesma gravata que ostenta é a que a ganância enforca

De corpo fechado te escrevo essa carta aberta E como um sinal de alerta É Você que faz like viciar mais que cocaína A minha arma é a escrita É você que por disputa de poder atrasou E eu não sei se te entrego ou te nego nossa vacina Né, ego? E isso é um fato Mas como te matar sendo que você nos Você que afogou Narciso no próprio reflexo habita? e apodreceu Doriam Gray no próprio retrato Guilherme Petian É você que atua nas eleições Oprime mulheres, aliena milhares e desvia milhões


- b/s tailslide DiogoGabriel OdilonPrado - b/s crooked grind foto: foto:Jay JayMattielo Mattielo


Samuel Domingues (@maninhodoskateboard) - ollie gap foto: Jay Mattielo


arte por: Adriano Rodrigues (@drinodraws)


Elis Nunes (@anti01__) - Ollie Body Varial foto: Jay Mattielo


João Francisco - 360° kickflip foto: Jay Mattielo


Jay Mattielo - b/s noseslide foto: Pedro Maróstica

Douglas Oliveira (do.oliveirinsta) - Ollie foto: Jay Mattielo


arte por: Bryan Paguetti (bryanpaghetti182)

Filipe de Almeida (@madlipe) - b/s smith grind foto: Jay Mattielo


GALERIA

Poesia (?) pelos Direitos Human Poesia (?) pelos/dos Direitos Humanos Vulnerabilidade social no Brasil Acesso desigual Políticas públicas ineficazes Há poesia quando se trata de Direitos Minimizar agravantes, parece não ser a Humanos no Brasil? principal vontade Há poesia dos Direitos Humanos no Investimento em cultura e esporte não Brasil. é a realidade A poesia pelos Direitos Humanos no Brasil: Falo daqui Se do centro ou da margem Não dá para definir Depende do ponto de vista Não de quem vê Mas... em quem arde E parte... Agora é tarde. Agora é tarde? Não, nunca é tarde! É preciso mover É preciso dizer São 200 mil pessoas em situação de rua Quase 800 mil privadas de liberdade Somos o quinto país que mais mata mulheres apenas por serem mulheres E arde... Sem falar de raça Sem falar de religião Sem falar dos povos originários E continua ardendo... Infelizmente, nada disso é do nosso imaginário Mas, ainda há poesia?

É desemprego ou subemprego Condições escassas de se viver com dignidade Marginalização e exclusão: Ou se está na margem Ou nem nela cabe Fica fora Fora de que? Fora de onde? Se os centros não funcionam sem essa mão de obra barata Sem o capital humano? E ainda dizem que está tudo normal Tudo nos conformes Inventaram o termo “insegurança alimentar” Para mascarar a fome É miséria e desilusão Sonhar? Só se for com a possibilidade de comprar o pão Infraestrutura urbana é luxo Se tem moradia, já está mais do que bom Saúde, lazer, educação? Aí já é demais Não dá para prometer, não... Infâncias roubadas Calamidade decretada E o fim disso tudo, já sabemos: É a não garantia de nossos direitos


os/dos nos no Brasil A não ser que nos levantemos E LUTEMOS! É ir pro combate É resistir

Porque ainda há gente. As gentes. Porque ainda há a gente. Agente. Em frente!

Nunca é tarde! É preciso mover É preciso dizer Nunca é tarde Porque ainda arde Porque ainda há a arte. Porque ainda há: Anas Cláudias Anas Grazielas Andrés Bárbaras Carolines Clésios Cristianes Deboras Edlas Elenices Élicas Fabis Marcos Marias Marianas Martas Miriãs Monicas Siméias Socorros Deises Thales Elizandras Tamires E Timotis

- por Tamires Frasson


Marcão Brant (@ marcaobrant) - Hardflip foto: Jay Mattielo


AGRADECIMENTOS

Queria começar agradecendo ao skateboard, por me proporcionar tantas vivências e me aproximar de tanta gente massa! Queria agradecer a todos, todas e todes artistas que colaboraram com suas artes para enriquecer esse projeto. Os ilustradores Bryan Paghetti, Adriano Rodrigues, Ricku Ticku e poetas, Guilherme Petian e Tamires Frasson! A todos, todas e todes skatistas que aceitaram meus convites, confiaram nas minhas lentes e me permitiram utilizar esses conteúdos! Agradecer ao Jorge pela entrevista, sessões e ideias! Queria agradecer imensamente ao Coletivo Skatenovale por tacar lenha e acender o fogo no meu rabo, com o Encontro do Vale e eu finalmente compartilhar de uma sessão com pessoas como eu, pela primeira vez na vida e me fortalecer em ser que sou onde quer que esteja! A todos, todas e todes skatistas de Jau e região, do estado e do país que seguem e acompanham A CENA!

MUITO OBRIGADO! ATÉ A PRÓXIMA E BOAS SESSÕES!


FIM


JANEIRO - 2022


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