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Revista Flight Deck Magazine - Ed05

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SPOTTERS
 A arte de capturar

o instante LABACE 21° EDIÇÃO SAÚDE MENTAL
 O pouso invisível que a aviação não pode ignorar


Índice

06 Editorial 08 Speech do Presidente 10 Financeiro 12 Spotters 14 PAMA Convergência de competências:

16 ANAC e BNCC Como o ego pode destruir 18 a disciplina 20 LABACE 21 Jornada Aeronáutica 22 Psicologia: Saúde Mental ABRAPAC NAS REDES: A revista Flight Deck Magazine é uma publicação de distruibução gratuita. As opiniões expres-

sas em artigos assinados

são de responsabilidade de seus autores e não re-

fletem necessariamente a opinião da revista. Os comerciais são todos de responsabilidade dos anunciantes.

Flight Deck Magazine

ABRAPAC

04

expediente Abrapac

Comercial:

ABRAPAC OFFICE (011) 98206-1664 COLUNISTAS:

CMTE ADRIANO PESCADA

CMTE FÁBIO REITH WERNECK

VP ABRAPAC MANTOVANI
 PSICÓLOGA CELI HELENA REPORTAGEM:

ABRAPAC MÍDIA Fotos reportagens (Spotters e LABACE):

Gustavo Peloso e Roneia Menezes dos Santos

Imagem Capa:

Banco de Imagens / Reprodução Comercial

Licenciada via Adobe Stock por sippakorn Editor:

Gledson Duó Jornalista Responsável:

A.L.FRANK Diagramação:

Agência Next 4

https://www.next4.com.br/


Instituto Pegasus- Medicina Aeroespacial O Instituto Pegasus é uma clínica credenciada pela ANAC e referência em medicina aeronáutica. Com equipe multidisciplinar, infraestrutura moderna e atendimento humanizado, o Pegasus realiza exames com eficiência e agilidade, assegurando que cada tripulante esteja em plena condição de saúde para voar.

✈ Instituto Pegasus – Cuidando de quem voa

A Saúde e a Segurança de Voo O

RBAC

nº

67

define

as

regras

para

revalidação

do

Certificado

✈ Você sabia que antes de decolar, a

emissão

segurança começa no consultório

Médico Aeronáutico (CMA), documento

médico?

essencial

e

para

pilotos,

comissários

e

demais profissionais da aviação.

O que é o CMA? O Certificado

Médico Aeronáutico é o 'passaporte de saúde' do aviador. Sem ele, não é possível RBAC-67 classifica o CMA em diferentes categorias:

exercer funções em aeronaves. O

Classe

Atividade

1ª Classe

Pilotos de linha aérea e comerciais

2ª Classe

Pilotos privados, comissários, mec nicos de voo e balonistas

4ª Classe

Pilotos de planador e aerodesportivos

5ª Classe

Pilotos remotos de drones

â

Atendimento que faz a diferença A avaliação médica inclui saúde mental, cardiologia, neurologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e odontologia. Fornecemos todas as orientações para que os tripulantes se mantenham saudáveis para exercerem suas funções. Sabemos que uma simples alteração de saúde pode comprometer a capacidade de reação e afetar a segurança do voo.

Parcerias

www.institutopegasus.com.br


EDITORIAL Bem vindos a bordo da nossa edição de número cinco da Flight Deck Magazine.

A aviação une as paixões e a precisão técnica. Nesta edição exploramos as múltiplas faces desse universo fascinante a começar pelo olhar atento dos spotters, que transformam a observação de aeronaves em uma verdadeira arte documental — seja em voo ou estacionadas nos pátios dos aeroportos — Aproximações e decolagens documentadas com precisão, mostram a beleza da aviação e o fascínio que ela nos proporciona.

Em seguida, destacamos a grandiosidade da LABACE, o maior evento de aviação executiva da América Latina.

Nossos colunistas apresentam assuntos relevantes aos leitores e aos aviadores que nos acompanham, informações importantes dos nossos anunciantes e matérias da redação ABRAPAC complementam essa edição.

Boa leitura a todos!

Gledson Duó Editor

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@gledsonduo @gledson-duo gledsonduo@gmail.com


Speech do Presidente

Speech do presidente Todo aviador no Brasil conhece a distância entre o que está escrito em manuais e o que acontece na realidade do voo.

A cada decolagem, o aviador brasileiro enfrenta malhas de voo cada vez mais apertadas, aeroportos operando no limite, escalas construídas na fronteira do que a legislação permite e uma pressão silenciosa para que nada atrase.

É nesse espaço estreito que a segurança de voo é construída — ou por vezes comprometida.

Nossa aviação é reconhecidamente segura, e isso não é acaso: é resultado de décadas de investimento em treinamento, tecnologia e cultura de reporte - o último ponto ainda bem menos do que deveria em verdade acontecer.

Mas segurança não é patrimônio acumulado, é uma prática diária, que se renova a cada voo e se perde quando deixamos de cuidar dela. Os bons números de hoje não protegem ninguém amanhã.

Os desafios atuais têm nome. A fadiga segue sendo o fator humano mais subestimado da nossa operação; ela não aparece nos relatórios, é um inimigo silencioso que opera com a clareza de uma falha não técnica, está presente em boa parte dos eventos que quase viraram acidentes.

A automação avançou mais rápido do que o nosso treinamento para conviver com ela, e habilidades básicas de pilotagem precisam ser preservadas, não presumidas. O crescimento da demanda pressiona a formação de novos aviadores, e experiência não se acelera por decreto. A tudo isso soma-se a saúde mental de quem opera e o receio de reportar e informar situações que acontecem, que ainda cala erros honestos antes que possam ensinar alguma coisa.

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A ABRAPAC existe para dar voz a esse conjunto de temas. Defender o aviador é defender a segurança de voo: as duas coisas nunca estiveram separadas. Uma tripulação descansada, bem treinada, respeitada e livre para relatar o que viu é a barreira mais eficiente que qualquer sistema pode ter. Quando essa barreira é enfraquecida em nome da produtividade, a conta chega depois, e sempre mais cara.

Ao final de cada etapa, de cada chave de voo, por trás de toda a tecnologia embarcada, ainda somos nós, os aviadores, o último filtro. Que esta edição sirva para fortalecer quem ocupa esse lugar. Boa leitura e bons voos.

 Vice-Presidente ABRAPAC Mantovani

danielmantovani

 Nota da Redação: Devido a ajustes temporários de agenda, o artigo desta edição é assinado pelo vice-presidente, com o retorno do presidente previsto para a próxima publicação.


Financeiro

Evitando Assim como a padronização e a disciplina são pilares inegociáveis na cabine de comando, esses mesmos atributos são cruciais para cuidar das nossas finanças pessoais. Em um ambiente tão dinâmico quanto o mercado financeiro, quero trazer a você os erros mais comuns que os investidores cometem. Vou começar pelo mais comum deles: a impaciência, que se manifesta como o impulso de mudar de investimento a cada nova notícia, na tentativa de acertar o momento melhor, um erro que transfere dinheiro dos impacientes para os pacientes. Construir patrimônio leva tempo, tão simples como isso. A indisciplina é outro desafio, comparável a executar um checklist de memória, antes da decolagem. É comprovado que o seu QI é menos relevante que a capacidade de controlar impulsos e seguir uma estratégia estabelecida. Para o investidor, registrar as decisões, definir metas claras e revisá-las periodicamente é o equivalente a manter a cabine organizada, a consciência situacional presente e os checklists cumpridos. Adicionalmente, o medo de errar, embora natural, pode ser paralisante, gerando aversão à perda e impedindo qualquer movimento. Para esse sintoma, temos um antídoto: conhecimento, quanto mais se compreende um cenário, menor o medo e maior a confiança para tomar decisões calculadas. Outras armadilhas incluem a irracionalidade, que leva a decisões impulsivas e emocionais em vez de lógicas; o excesso de confiança, levando a manobras financeiras arriscadas e a tendência de seguir a manada, que, embora pareça seguro, na verdade, limita o desempenho a uma média, impedindo que se alcance resultados superiores. Nossa iniciativa em construir a Foquemos foi para ser o seu “porto seguro”, fornecendo tudo o que você precisa para ter um voo seguro.

Adriano Pescada @foquemos

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Nossa missão é proporcionar confiança, segurança e fazer você evitar essas armadilhas comportamentais, que tanto atrapalham com esse turbilhão de informações dos dias de hoje, e te permita navegar com segurança e em paz, como a vida tem que ser. Livre o 1, manu? Partida normal. Vejo você no próximo voo.


ALGUÉM QUE ENTENDE A SUA VIDA PARA CUIDAR DAS SUAS FINANÇAS

CONTATOS:

Instagram: @foquemos contato@foquemos.com.br WhatsApp: (11) 97837-3782


Spotters

A Arte de

Capturar o Instante A Paixão e o Olhar dos Spotters na Aviação Moderna O mundo da aviação não se resume apenas a passageiros a bordo, cargas e equipes técnicas. Há uma engrenagem invisível e apaixonada que respira cada decolagem, cada pouso e cada ronco de motor: os spotters. Armados com lentes potentes, paciência infinita e um conhecimento técnico invejável, esses entusiastas transformam a observação de aeronaves em uma verdadeira forma de arte e documentação histórica.

Mais do que simples fotógrafos de aeroportos, os spotters são verdadeiros cronistas da aviação. Para eles, cada aeronave tem uma identidade, uma história e uma alma. Identificar uma cauda ao longe, antecipar a curva de aproximação de um clássico turboélice ou registrar a pintura comemorativa (special livery) de uma companhia aérea exige estudo de rota, horários, meteorologia e um olhar treinado que se aperfeiçoa ao longo dos anos. 12


No Brasil, a comunidade de spotters tem crescido exponencialmente, ganhando não apenas o respeito das autoridades aeroportuárias — que gradualmente reconhecem a importância cultural dessa atividade —, mas também das próprias empresas aéreas. Eventos como os tradicionais Spotter Days promovidos em grandes terminais aproximam a paixão do público da realidade operacional, quebrando barreiras e mostrando que a aviação é fascinante tanto para quem a pilota quanto para quem a admira do alambrado.

No fim, ser spotter é eternizar o efêmero. É capturar em fração de segundo a imponência do aço e da aerodinâmica contra o céu, transformando um momento rotineiro de tráfego aéreo em uma lembrança eterna. Uma prova viva de que o fascínio pelo voo continua tão vivo quanto no dia em que o homem sonhou em tocar os céus.

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PAMA

A Chegada do

Greyhound no PAMA. A aeronave militar Grumman C-2A Greyhound da Marinha dos Estados Unidos realizou seu último voo em julho de 2026, pousando em São Paulo para integrar o acervo do Museu Aeroespacial Paulista.

O Greyhound deixa de ser um transportador naval para servir de inspiração aos visitantes do PAMA. Admirá-lo repousando é uma experiência rara e uma oportunidade de conhecer uma aeronave que marcou a aviação naval americana.

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Formação

Avaliação por Competências na ANAC e na BNCC:

Convergências e Benefícios

A evolução dos processos de avaliação no Brasil demonstra uma mudança significativa na formação de estudantes e profissionais. Tanto a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) quanto a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) passaram a adotar modelos baseados no desenvolvimento de competências, substituindo a lógica tradicional centrada apenas na memorização de conteúdos ou na execução mecânica de tarefas.

Com a implantação da Formação e Avaliação Baseadas em Competências (CBTA), a ANAC passou a avaliar não apenas o domínio técnico do piloto, mas também sua capacidade de aplicar conhecimentos, habilidades e atitudes para resolver situações reais com segurança. Da mesma forma, a BNCC busca desenvolver estudantes capazes de utilizar o conhecimento de forma crítica e prática na resolução de problemas.

Entre as principais similaridades estão a avaliação contínua, a valorização do desempenho global, o uso de critérios

desempenho global, o uso de critérios

objetivos e o feedback como instrumento de desenvolvimento.

Em ambos os modelos, o erro deixa de representar apenas motivo para reprovação e passa a ser analisado como oportunidade de aprendizagem e aperfeiçoamento.

Outro benefício importante é que o processo de avaliação passa a ocorrer dentro de uma metodologia conhecida pelo aprendiz. O futuro piloto é treinado durante toda a sua formação segundo os mesmos princípios que serão utilizados em sua avaliação final, reduzindo a ansiedade provocada por mudanças metodológicas e tornando o processo mais transparente, previsível e justo.

Assim, tanto a ANAC quanto a BNCC convergem para um modelo educacional que privilegia o desenvolvimento de competências, preparando profissionais e cidadãos mais autônomos, críticos e aptos a tomar decisões seguras e eficazes em situações complexas.

Fábio REITH Werneck – CAPTAIN / CESSNA 208 –

EMB 110 – EMB 120 – EMB 145 – HS 748

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Safety

Como o ego pode

destruir a disciplina? Nos últimos 3 anos, vários acidentes têm acontecido na aviação Brasileira.

Boa parte deles envolvendo mau tempo, eu diria que quase todos os eventos.

Muito também tem se falado em relação a isso com a disciplina em foco - um tema de suma importância para qualquer aviador nos dias atuais.

Mas precisamos ir mais a fundo, além do que tange a disciplina em sua jornada profissional.

A disciplina vem da base do Airmanship descrito por Tony Kern em algumas de suas obras.

Ela está em conjunto com as habilidades e a proficiência do aviador.

Porém, existe algo que está além dessa construção, eu diria que inclusive vem como parte de uma barreira de segurança além do Airmanship que todo aviador precisa ter em seu caminho.

O ego pode ser o maior inimigo de toda essa construção - construir uma zona de segurança para esse malfeitor é necessário.

E ele vai prejudicar em vários aspectos aviadores que possuem uma base técnica bem evoluída,

principalmente os que possuem cargos de alto escalão.

Mas isso não é exclusivo desses cargos, da mesma maneira que a liderança não é única de uma função de autoridade, afinal a autoridade sequer necessita de experiência para ser criada.

Em um termo geral para essa análise - tirando aquela freudiana mundialmente conhecida - o ego é a desconexão do aviador com a realidade dos fatos.

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Arrogância, prepotência, incapacidade de lidar com o erro

ou a rejeição podem ser um dos

vários fatores contribuintes para

a criação desse inimigo.

O ego quando cria todos esses vilões em sua mentalidade vai ficar de tal maneira inflado que acaba destruindo e sabotando o indivíduo em atitudes básicas.

Uma das maneiras de sabotagem que acontece está principalmente no desvio de formações, por pensar que são “fracos” os que evitam aquele CB que parece mais uma nave alienígena do filme Independence Day, ou aquele aviador que pensa que pode passar por aquele mau tempo tranquilo, afinal, somente é uma chuvinha fina, só tem água, nada vai acontecer com a aeronave, até encontrar um morro ou desorientar por não ter o treinamento ou equipamentos mínimos para o voo IMC.

A sensação do aviador em ter a certeza que ele é um indivíduo invencível, que o cumprimento de normas e regras é algo inútil, acaba construindo dentro da mentalidade dele um ser cascudo, que sequer liga para conselhos ou estudos que mostram o quão nocivo é o pensamento desse “profissional”.

Como afastar esse vilão da sua jornada de maneira efetiva?

Eu vou colocar algumas armas que inclusive o escritor Ryan Holiday coloca em sua obra “O ego é seu inimigo”:

1- Torne-se um eterno aprendiz:

O bom faixa preta é aquele faixa branca dedicado.

Isso você precisa entender e aplicar em sua jornada, constantemente.

Ao se tornar um eterno aprendiz, o seu ego sempre estará guardado dentro do bolso da disciplina.

2- Não seja um apaixonado:

A paixão é como a motivação, em algum ou outro momento ela vai

sumir e você vai ficar a ver navios

ao fazer algo que não o motiva.

Por isso, entenda que você precisa realizar algo com propósito em sua jornada, para que principalmente o que você faz ajude o seu meio.

Propósito somado à realidade do que acontece, cria a persistência automática para cada indivíduo, independente da necessidade.

3- Deixe o sucesso de lado.

Ao conquistar algo tão desejado, podemos reduzir boa parte dos esforços para alcançar o que tanto queríamos.

Quando você atinge o seu auge em qualquer função, será o momento exato onde você não pode baixar a guarda e descansar.

Observe padrões de desempenho em seu meio, você vai entender que os que possuem maior sucesso, sequer ligam para ele, buscam somente estar todo dia realizando algo que faça a diferença.

4- Gerencie o seu próprio ego em uma batalha sem fim.

Acreditar em ser melhor que os outros, é a melhor maneira de ser autoenganado.

O orgulho pode facilmente te levar a ruína.

Aprenda a criar humildade suficiente para reconhecer os seus erros e aprender com eles a evitar que algo dessa natureza aconteça mais uma vez.

Enfim, a sua jornada profissional depende boa parte do gerenciamento contínuo deste grande vilão.

Ao domar o ego da maneira certa, todo o conceito da disciplina naturalmente vai estar dentro da sua mentalidade como um fogo que cresce com o bom oxigênio da realidade e o combustível certo da humildade.

Vice- Presidente Mantovani


LABACE

LABACE 2026:

O Futuro da Aviação de Negócios em Destaque

A edição de 2026 da LABACE, realizada no Aeroporto do Campo de Marte em São Paulo entre os dias 4 e 6 do mês de agosto, consolidou-se mais uma vez, como o maior evento de aviação executiva da América Latina.

Reunindo fabricantes globais, operadores, autoridades e entusiastas, a feira destacou as principais inovações tecnológicas, a sustentabilidade e a sofisticação do setor aeronáutico moderno.

Os pavilhões e a área externa vibraram com a exposição de jatos de última geração, turboélices e helicópteros, atraindo milhares de visitantes em busca de negócios e parcerias estratégicas. Além da exibição de aeronaves, o evento propiciou debates cruciais sobre os rumos da mobilidade aérea, eficiência operacional e novos modelos de fretamento e compartilhamento de frotas.

A LABACE 2026 reafirmou seu papel indispensável no fortalecimento da economia e do desenvolvimento tecnológico do Brasil, provando que o mercado de aviação executiva continua em plena expansão e inovação constante.

A ABRAPAC esteve presente no evento mantendo a sua participação nas edições da feira de negócios e apresentando aos visitantes os planos de colaboração aos aeronautas associados através do AMA, (Auxílio Mútuo ABRAPAC) do Clube de Vantagens e da sua prestação jurídica, bem como a atuação da associação no projeto sobre a fadiga de tripulantes durante as jornadas de trabalho, (Fadigômetro) e na sua atuação técnica junto ao DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).

Redação ABRAPAC.

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Psicologia

A Fronteira Invisível:

Depois do pouso, estamos preparados para o re-pouso?

Sobre a autora: Celi Helena é psicóloga clínica. Com olhar voltado para a saúde mental e as transições de carreira de profissionais em ambientes de alta performance,

pesquisa o impacto da identidade profissional nas dinâmicas familiares. Atua no Projeto Encontros & Reencontros, iniciativa que promove o diálogo, a mentoria e o suporte mútuo através de grupos reflexivos estruturados.

Contato: (11) 96445-0045

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A aviação civil exige alta performance constante. O gerenciamento de ameaças, o cumprimento de checklists e as tomadas de decisão sob pressão moldam o cérebro do aeronauta para operar em estado de alerta. Essa engrenagem técnica funciona perfeitamente na cabine. O problema começa quando as portas se abrem, mas a mente não faz o "pouso completo".

O estresse profissional é um passageiro clandestino que viaja direto para a vida pessoal. Escalas que destroem o ciclo circadiano, privação crônica de sono e ausências físicas criam exaustão emocional. O resultado? O piloto chega em casa fisicamente presente, mas psicologicamente indisponível.

Essa transferência invisível cobra um preço alto nos relacionamentos. Muitas vezes, a tolerância zero a erros é transportada para a família. O aeronauta passa a gerenciar a casa como se comandasse uma tripulação, gerando conflitos por excesso de controle ou isolamento por pura fadiga mental. Proteger a vida privada exige ações práticas:

Ritual de Descompressão:

Crie um procedimento de transição entre o aeroporto e a casa. Use o trajeto para ouvir música ou tire 20 minutos de silêncio antes de interagir com a família. É o tempo para a mente entender que a emergência acabou.

Sinalize a Bateria Emocional:

Diga abertamente: "Minha escala foi exaustiva. Preciso de uma hora para me recuperar e logo estarei 100% com vocês". Isso evita que o cansaço seja interpretado como rejeição.

Alinhamento de Expectativas:

Garanta momentos exclusivos de qualidade a dois nas folgas para blindar o casamento contra a distância física.

Garantir a saúde mental do aeronauta é uma premissa básica para a segurança de voo, mas é também um compromisso humanitário com as famílias que sustentam esses profissionais em terra. Ao lançar luz sobre as dinâmicas invisíveis da psique e dos sistemas familiares, a aviação comercial pode evoluir para além do treinamento puramente técnico. Cuidar de quem voa significa oferecer ferramentas para que o tripulante consiga, ao fim de cada jornada, realizar um pouso seguro e genuíno em sua própria vida.


O mercado não espera sua marca decolar. Enquanto alguns ainda tentam ser vistos, marcas bem posicionadas já estão construindo relevância, demanda e crescimento.

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