PLENÁRIORR Revista da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima - março a junho de 2019 - Ano III - Edição 9
Mala Direta Postal
Básica ALE-RR
CORREIOS
Programas da Assembleia Legislativa transformam vidas
Alunos da Escola do Legislativo participam de intercâmbio na Europa Pag. 10
Atletas do Abrindo Caminhos se destacam no jiu-jítsu
Pag. 14
Procon Assembleia ajuda empresa a fidelizar clientes Pag. 27
QUEM FAZ PLENÁRIORR Revista da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima SUPERINTENDÊNCIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
FALE COM A GENTE Assembleia Legislativa do Estado de Roraima, Palácio Antonio Martins, Praça do Centro Cívico, 202, Centro, CEP: 69.301-380 Telefone para Contato: 4009-5639
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JORNALISTA RESPONSÁVEL Élissan Paula Rodrigues - DRT/RR - 257
REVISÃO Ana Costa
EDIÇÃO Yana Lima
DIAGRAMAÇÃO Abraão Borges
REDAÇÃO Yana Lima,Yasmin Guedes, Jéssica Sampaio, Vanessa Brito e Bárbara Araújo
FOTOGRAFIA Alfredo Maia, Alex Paiva Jader Souza, Lucas Almeida, e Eduardo Andrade
PALAVRA DO
PRESIDENTE Nos últimos anos, a Assembleia Legislativa de Roraima se transformou em uma instituição totalmente sintonizada com a população, pois entendeu que seu papel é mudar para melhor a vida das pessoas deste Estado. São muitos os exemplos e resultados do trabalho realizado por esta Casa, ações que levam a assinatura de todos os meus colegas parlamentares. Um exemplo é o programa Abrindo Caminhos, uma iniciativa única no país, que mostra que a transformação da vida das pessoas e do nosso Estado virá pela Educação. Mais de 9 mil crianças e adolescentes, em cinco municípios, têm a oportunidade de realizar uma atividade extracurricular que ajuda na socialização e mantém nossos jovens afastados das ruas e do perigo das drogas. Outra ação importante é a Escola do Legislativo, criada para o aperfeiçoamento profissional dos servidores da Assembleia Legislativa. Em 2017, tive a satisfação de ampliar o atendimento para toda a população. Em dois anos, quase 30 mil cidadãos foram qualificados em mais de 300 cursos, oficinas e outras capacitações ofertadas gratuitamente em cinco municípios: Boa Vista, Alto Alegre, Caracaraí, Mucajaí e Rorainópolis. Nossa atividade parlamentar tem proporcionado outros serviços essenciais para a população, e alguns deles merecem destaque, como o CHAME, que soma mais de 10 mil atendimentos. O Centro Humanitário de Apoio à Mulher orienta e acompanha as mulheres agredidas física ou psicologicamente por seus atuais ou ex-companheiros. É uma triste realidade enfrentada por centenas de mulheres que precisam de amparo, e a Assembleia Legislativa está atenta a essa questão. Posso ainda falar do trabalho do Procon Assembleia que, só no primeiro semestre deste ano, recebeu cerca de 4 mil consumidores em busca dos seus direitos. O serviço procura resolver de forma rápida as demandas da população, além de trabalhar preventivamente orientando e educando as pessoas acerca do que prega o Código de Defesa do Consumidor. Sem falar nas ações técnicas que estamos desenvolvendo no CAM (Centro de Apoio aos Municípios) e no Fiscaliza Roraima, voltadas ao atendimento de demandas da nossa sociedade. Nos aproximamos do fim deste ano e continuo animado, ainda mais confiante e cada vez mais convencido de que estamos no caminho certo. Não vamos abrir mão de desenvolver ações para transformar a vida de quem nasceu aqui ou escolheu Roraima para viver. Que Deus nos abençoe!
Jalser Renier Presidente da ALE-RR PLENÁRIORR | 3
LEGISLATIVO RORAIMENSE
maior leque de ações sociais tem o
do
país
Roraima se destaca pela diversidade de programas, que vão desde a educação, passando pela proteção da mulher, defesa do consumidor e apoio aos municípios
lém de legislar e fiscalizar, a Assembleia Legislativa de Roraima tem se destacado entre os parlamentos estaduais por ter a gama mais extensa de ações sociais. Desde 2015, sob a gestão do presidente Jalser Renier (SD), cerca de 70 mil pessoas foram atendidas diretamente pelos trabalhos do Poder Legislativo roraimense, que não abrangem só a capital, mas também os municípios, por meio dos Núcleos em Alto Alegre, Mucajaí, Caracaraí e Rorainópolis.
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Conheça os principais programas permanentes da Assembleia Legislativa
Criada para atender os servidores da Assembleia Legislativa e dos demais Poderes, a Escola do Legislativo foi implantada em 2003. Catorze anos depois, Jalser Renier ampliou a política pública para a população, que passou a contar com cursos gratuitos em diferentes áreas. Cursos de idiomas, preparatórios para concursos públicos e vestibulares, e cursos profissionalizantes com foco no mercado de trabalho foram inseridos na grade. Tanto as aulas quanto o material didático são ofertados gratuitamente.
Programa criado pela Assembleia Legislativa de Roraima em 2016, para a oferta de atividades extraclasse para crianças e adolescentes. Já atendeu gratuitamente, com atividades esportivas, lúdicas e culturais, quase 10 mil alunos na capital e no interior. A instituição também acompanha os familiares, com serviços de psicologia, pedagogia e assistência social.
Garantir os direitos de consumidores e fornecedores é a missão do Procon Assembleia. O serviço orienta consumidores, promove palestras, oficinas e workshops à comunidade. A instituição também realiza pesquisas semanais de preços de produtos da rotina do consumidor, como botija de gás, água mineral, carne e combustíveis. Em épocas sazonais, como volta às aulas, Páscoa e São João, a equipe técnica percorre os principais estabelecimentos comerciais para informar o consumidor sobre a variação de preços praticada pelas empresas. Todos esses levantamentos são publicados no endereço eletrônico www.al.rr.leg.br.
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Com o Fiscaliza Roraima, a população tem vez e voz. Constantemente, uma equipe de técnicos do órgão realiza visitas nos bairros da capital e nos municípios, ouvindo a comunidade e as demandas relacionadas a problemas enfrentados pela ausência do poder público. Qualquer pessoa pode se tornar um fiscalizador. Para isso, basta entrar em contato com o Fiscaliza Roraima e colaborar com as equipes pelos telefones 4009-4835 ou 98402-1735. Se preferir, também é possível entrar em contato pelo site fiscalizarr.com.br ou pelo aplicativo do órgão “Fiscaliza Roraima”, disponível para Android. Com a denúncia em mãos, a equipe vai ao local apontado pelo cidadão e, caso seja constatado o problema, é aberto um processo e o órgão competente é notificado.
Para prestar apoio técnico às prefeituras e câmaras dos municípios do Estado, a Assembleia Legislativa de Roraima criou o CAM (Centro de Apoio aos Municípios). O programa desenvolve um trabalho de acompanhamento e orientação aos servidores desses órgãos. Um dos trabalhos desenvolvidos foi a elaboração do Plano Diretor de todos os municípios do interior, documento fundamental para a gestão territorial dessas regiões, facilitando às prefeituras o acesso a recursos.
Na reeducação dos homens, o Núcleo Reflexivo Reconstruir desenvolve ações de sensibilização, permitindo que eles voltem ao convívio da sociedade com novas formas de conduta. Os acompanhamentos são realizados com psicólogos, advogados e assistentes sociais.
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Para tirar Roraima do ranking dos estados mais violentos do País para as mulheres, o Poder Legislativo tem a Procuradoria Especial da Mulher. O órgão atua na defesa dos direitos das mulheres, reeducação dos homens, informações aos estudantes da rede pública de ensino e destaca o espaço da mulher na sociedade e na política.
Por meio da Procuradoria Especial da Mulher, são desenvolvidos programas como o Chame (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), que promove gratuitamente acompanhamento jurídico, psicológico e social das mulheres vítimas de violência doméstica, assegurando-lhes os direitos previstos na Lei Maria da Penha. O sucesso do trabalho transformou o programa em referência para outros estados do país.
Mulheres na Política Para incentivar a participação das mulheres na política, a PEM lançou o Núcleo de Mulheres na Política. O núcleo oferta atendimento às mulheres, com ações de orientação, além de esclarecimentos de dúvidas sobre políticas partidárias, palestras sobre autoconfiança, entre outras atividades, para que as mulheres entendam a importância do seu espaço na sociedade.
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Anseios da população em forma de lei Saúde, Educação e Agricultura, além de demandas dos servidores públicos, estão entre os principais focos do trabalho legislativo
ropor leis que garantam melhorias à população é o principal objetivo da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). Entre as matérias analisadas e aprovadas pelos deputados, se destacam os setores de Saúde, Educação, Agricultura, além de demandas dos servidores públicos. O presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Jalser Renier, ressaltou o trabalho dos deputados
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estaduais na aprovação de matérias importantes como a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e a LOA (Lei Orçamentária Anual), e relembrou o momento em que ficou decidido que os orçamentos de todos os Poderes, à exceção do Poder Executivo, seriam mais uma vez congelados, como forma de auxiliar o Governo a sair da crise econômica. “Essa medida garantiu um incremento para o Governo do Estado investir na melhoria da qualidade de
vida da nossa população. Tenho certeza que o conjunto do trabalho parlamentar tem gerado benefícios importantes. Esse é nosso papel, nosso dever, para isso fomos eleitos, e estamos totalmente empenhados nessa tarefa”, concluiu. Conforme o presidente, os números demonstram que a Assembleia Legislativa tem se consolidado como porta-voz dos anseios da população. Em 2020, a expectativa é que os trabalhos se intensifiquem. “Esperamos um Le-
Tenho certeza que o conjunto do trabalho parlamentar tem gerado benefícios importantes. Esse é nosso papel, nosso dever, para isso fomos eleitos, e estamos totalmente empenhados nessa tarefa”. Jalser Renier Presidente da Assembleia Legislativa de Roraima
gislativo tão dinâmico quanto em 2019. Desafios são constantes na atividade da assessoria legislativa; para isso, estamos montando uma agenda de planejamento e estratégias na perspectiva de melhorias”, destacou. Uma das prioridades dos deputados da Assembleia Legislativa de Roraima foi a atenção aos servidores públicos. Por meio de reuniões e audiências públicas, profissionais das categorias de Segurança e Saúde, por
exemplo, pleitearam, com sucesso, melhorias salariais e de condições de trabalho. Na Lei Orçamentária Anual de 2020, votada no mês de dezembro, os profissionais de enfermagem tiveram R$ 24 milhões assegurados para o pagamento de progressões horizontais aos servidores efetivos; R$ 4,3 milhões foram garantidos para progressões horizontais de servidores da radiologia da Secretaria Estadual de
Saúde (Sesau). Para complementar o curso de formação de soldados, no andamento do concurso da Polícia Militar, os parlamentares destinaram R$ 1 milhão. O valor de R$ 1 milhão também foi destinado para garantir a formação de oficiais do Corpo de Bombeiros Militar. Os agentes penitenciários também tiveram garantido o direito às progressões, com a destinação de aproximadamente R$ 2,7 milhões.
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Deputados de primeiro mandato avaliam como positivo desempenho em
2019
Das 24 cadeiras ocupadas na Assembleia Legislativa de Roraima, 10 são de parlamentares eleitos pela primeira vez
prendizado. Essa foi a palavra mais destacada pelos 10 deputados eleitos para o primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Roraima em 2019. Para eles, a convivência com os mais experientes ajudou-os a executar as atividades ao longo do ano. Nesta legislatura, a oitava da Assembleia Legislativa de Roraima, foram eleitos para primeiro mandato os deputados Yonny Pedroso (SD), Betânia Almeida (PV), Neto Loureiro (PMB), Nilton Sindpol (Patri), Renan Filho (Republicanos), Renato Silva (Republicanos), Catarina Guerra (SD), Tayla Peres (PRTB), Éder Lourinho (PTC) e Jeferson Alves (PTB).
Para Betânia Almeida, diálogos e entendimentos foram necessários para manter o trabalho na Casa. “Fiscalizamos e denunciamos a situação na Saúde, o que provocou a CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] da Saúde em Roraima, inclusive algumas pessoas foram presas por isso. Também estamos à frente da CPI da Roraima Energia, para que a população tenha uma energia de qualidade pelo preço justo”, destacou a deputada.
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A deputada Yonny Pedroso ressaltou a atenção à segurança das mulheres, pessoas com deficiência e valorização da vida. “Acredito que foi um ano muito difícil, principalmente por nos inserirmos no processo de decisões. Mas foi um ano gratificante, em que a gente pôde tomar decisões importantes para o nosso estado, fazer complementações de projetos importantes”.
Neto Loureiro, o mais jovem entre os parlamentares, assumiu a presidência da Comissão de Saúde e Saneamento e, nesse período, realizou audiências públicas e conversas com as classes de trabalhadores. “Sempre realizamos esse diálogo com o Executivo e essas classes. Acredito que o primeiro ano foi positivo e conseguimos contribuir ao que nós fomos eleitos”.
Mesmo diante das crises financeira e social, com o avanço da imigração estrangeira em Roraima, Renan Filho acentua a preocupação do Poder Legislativo em colaborar com a população, por meio da aprovação de projetos de lei benéficos a empresários, esportistas e mulheres. “Fico feliz, sozinho eu não faria isso. Por trás de uma grande Assembleia, tem que ter um grande presidente; e o nosso, sempre tem nos colocado à vontade para legislar”.
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Renato Silva enfatizou conquistas dos deputados neste primeiro ano, entre elas a sanção de cinco projetos e uma PEC. “E também as classes que a gente lutou e conseguiu um resultado positivo, como a Codesaima, que os empregados voltaram a trabalhar realocados em alguns setores; no caso dos concurseiros, que nós lutamos e o governador retomou o concurso; no caso das terceirizadas, que estavam há muito tempo sem receber”.
Para o deputado Nilton Sindpol, a participação da população é importante para ajudar os parlamentares. “Procuramos estar próximos ao eleitor, acessíveis. Repeti em vários discursos que somos empregados do povo e o eleitor tem que acompanhar nosso trabalho, criticar”.
Preocupado com o setor primário, o deputado Éder Lourinho apresentou indicações ao Poder Executivo para construção de pontes, reforma de escolas, vicinais e projetos de lei em tramitação na Casa. “Quando eu cheguei aqui, eu pensava que as coisas tramitavam mais fáceis, mas não é da maneira como a gente pensa, tem trâmites, tem normas”, disse, sobre seu principal aprendizado.
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O preço da energia e a corrente na BR-174 na região do Jundiá, na divisa com o estado do Amazonas, foram temas recorrentes abordados pelo deputado Jeferson Alves. “Vale ressaltar que, graças à audiência pública que tratou desse aumento absurdo, foi possível a criação da CPI e, mesmo não compondo a comissão, me comprometi a participar das reuniões”.
De vereadora a deputada estadual, Tayla Peres apresentou projetos de lei e diversas indicações, principalmente para propor melhorias para escolas da rede pública de ensino e espera atendimento por parte do Governo do Estado. “A maior demanda foi de escolas, fizemos fiscalizações em todas as escolas e os frutos disso foram inúmeras indicações”.
Um tema ganhou a atenção da deputada Catarina Guerra: a valorização da vida. Ela também é autora da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que estende o tempo de lactantes junto ao bebê de até um ano de idade. A intenção é ampliar o leque de ações em 2020. “Levar a continuidade desse trabalho. A gente continua essa campanha de valorização da vida, amamentação é algo que deve ser sempre incentivado, são ações que a gente levará aqui, para o social”.
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CPIs: Poder Legislativo investiga irregularidades na Saúde e no Sistema Energético As duas comissões têm um objetivo em comum: buscar melhor atendimento para a população
utra ação que marcou os trabalhos legislativos dos últimos meses foi a instalação de duas CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) pela Mesa Diretora. Em agosto, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, deputado Jalser Renier (SD), aprovou a instalação da CPI da Saúde, para investigar possíveis irregularidades em contratos da Sesau (Secretaria de Estado da Saúde) e, em outubro, foi aprovada a comissão para investigar o sistema energético em busca de tarifas mais justas e um serviço de qualidade para a população. As duas comissões seguem em
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andamento. Segundo o presidente da Assembleia Legislativa, Jalser Renier, a Mesa Diretora disponibilizou todos os recursos necessários para o andamento das investigações que, na avaliação dele, estão ligadas a alguns dos problemas que mais têm afligido os roraimenses. “A Assembleia Legislativa está acompanhando os trabalhos, para garantir que eles possam ajudar a esclarecer pontos que estão desarticulando a nossa saúde pública e o nosso sistema energético”, pontuou. Diligências em órgãos públicos, coletas de documentos e oitivas de testemunhas foram realizadas pelos membros da CPI da Saúde, presidida pelo
“A Assembleia Legislativa está acompanhando os trabalhos, para garantir que eles possam ajudar a esclarecer pontos que estão desarticulando a nossa saúde pública e o nosso sistema energético” Jalser Renier Presidente da Assembleia Legislativa de Roraima
deputado Coronel Chagas (PRTB), e que tem Nilton Sindpol (Patri) como vice-presidente, e Jorge Everton (MDB) como relator. Os deputados Evangelista Siqueira (PT), Renato Silva (Republicanos), Soldado Sampaio (PC do B) e Lenir Rodrigues (Cidadania) também fazem parte da Comissão. Após audiências públicas e solicitações da população aos parlamentares, em outubro, foi a vez de iniciar os
trabalhos da CPI da Energia Elétrica. Os deputados analisam a situação da geração, fornecimento e distribuição de energia elétrica pela concessionária Roraima Energia aos moradores da Capital e do Interior. Fazem parte da Comissão a deputada Betânia Almeida (PV), como presidente; Gabriel Picanço (Republicanos), como vice-presidente; e Lenir Rodrigues (Cidadania), como relatora. Éder Lourinho (PTC) e
Evangelista Siqueira (PT) compõem o grupo como membros. Até o momento, o grupo já analisou relatórios técnicos referentes à geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no Estado, além da realização de oitiva com representantes dos órgãos de defesa do consumidor para pedir informações sobre as principais demandas apresentadas pelos cidadãos.
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Assembleia Legislativa entrega plano para gestão do espaço urbano nos municípios Instrumento básico da política de desenvolvimento das cidades será entregue em todo o Estado
o Brasil, as bases para o planejamento das cidades estão estabelecidas no Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001). É ele que estabelece as normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio ambiental. No entanto, a elaboração desse documento, também chamado de Plano Diretor, requer investimento considerável na contratação de técnicos especializados, o que é inviável para a maioria dos municípios roraimenses, que pediram o apoio da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). Segundo o presidente da ALE-RR, Jalser Renier, a elaboração do Plano Diretor foi uma solicitação da Associação dos Municípios no início do mandato dos atuais prefeitos. “Em virtude dos custos elevados para elaborá-los, prontamente atendemos e, agora, estamos aqui, transformando sonhos em realidade. Fizemos o plano com a participação da população, discutindo, elaborando objetivos e metas para o desenvolvimento dos municípios”, disse. O plano é fundamental para que os municípios possam
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O Plano balizará ampliações da área urbana, a regularização fundiária rural, a formação das leis que regulamentarão os resíduos sólidos e hospitalares, além do planejamento estratégico para as futuras gerações...”
O que é um Plano Diretor?
firmar convênios com o Governo Federal, além de dar as diretrizes para as próximas décadas. Após a entrega, os documentos seguem para votação nas Câmaras Municipais. “O Plano balizará ampliações da área urbana, a regularização fundiária rural, a formação das leis que regulamentarão os resíduos sólidos e hospitalares, além do planejamento estratégico para as futuras gerações. Isso significa que além de um documento, estamos entregando aos municípios do interior de Roraima um amplo projeto de desenvolvimento.” O trabalho foi executado por meio do CAM (Centro de Apoio aos Municípios). A proposta é contemplar todo o Estado neste ano.
O Plano Diretor é o documento que contém as metas de desenvolvimento das cidades, como os projetos de infraestrutura urbana, as políticas de proteção ambiental e as propostas de investimento em setores públicos como transporte, segurança, saúde e educação. De acordo com a Constituição Federal, o Plano Diretor é obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes. É o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana, abrangendo o território do município como um todo. Depois de entregue, ele deve ser aprovado pela Câmara Municipal das cidades.
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Ação do Poder Legislativo percorre bairros da capital levando atendimentos de saúde, educação, cidadania e lazer Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) desenvolveu o Assembleia Tá Na Área, ação que percorre bairros com oferta de oficinas educativas, atendimentos de saúde, workshops profissionalizantes, assistência jurídica e lazer, para atender a demanda reprimida da população dos bairros de Boa Vista.
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Os moradores do bairro Senador Hélio Campos foram os primeiros atendidos. Lá, a dona de casa Darlene Souza participou do curso de bolo de pote, já com a pretensão de abrir o próprio negócio e ajudar na renda da família. “Desde pequena, eu sempre tive interesse em trabalhar com bolos, a cada dia me interesso mais. Achei ótimo esse curso, foi maravilhoso”, disse.
Os atendimentos médicos e odontológicos também foram muito procurados pela população. No bairro Silvio Botelho, a parceria com o Exército Brasileiro ofertou consultas com especialistas em pediatria, ginecologia, clínica geral, ultrassonografia, ortopedia, e dermatologia, com atuação de dez profissionais de saúde. Também foram disponibilizados atendimentos em oftalmologia, uma das especialidades mais procuradas.
Os programas permanentes do Poder Legislativo como o CHAME (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), Procon Assembleia, Fiscaliza Roraima, Escola do Legislativo e Abrindo Caminhos também integram as ações, com parcerias importantes como o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Instituto Embelleze, Roraima Energia e Faculdade Cathedral. O espaço da beleza, montado em parceria com o Instituto Embelleze, foi um dos mais procurados pela comunidade, com a oferta de serviços como corte de cabelo, maquiagem, design de sobrancelhas e barbearia. No bairro Silvio Leite, Salete Cavalcante, de 50 anos, aproveitou a iniciativa para elevar a autoestima. “Achei maravilhoso. Falei para minha neta que estou muito velha pra isso. Mas vim e gostei”, ressaltou.
Para o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, deputado Jalser Renier (SD), que acompanhou todas as ações, é importante aproximar a Casa Legislativa da população. “A Assembleia Legislativa busca, através de médicos e outras alternativas, trazer e aproximar os deputados da população, para ver de perto os interesses e os problemas enfrentados pelos moradores”.
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Escritório Social: um novo começo para ex-detentos Unidade ajuda egressos do sistema prisional a encontrar possibilidades de ressocialização
s egressos do sistema prisional encontram no mercado de trabalho uma grande barreira: o preconceito e a rejeição. Foi o que aconteceu com H. O. D., de 29 anos. Há dois anos, ele encontra dificuldades na hora de conseguir um emprego, mas com o apoio do Escritório Social passou a ter uma nova visão do futuro. H. O. D. conta que já fez várias entrevistas de emprego e acredita que o preconceito é um empecilho. “As portas não se abrem para a gente, que saiu do sistema. As pessoas têm um certo receio devido ao nosso passado, mas eu não as julgo, porque as coisas realmente estão complicadas; porém,
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qualquer pessoa está vulnerável a isso e tem o direito de viver uma vida honesta”, destaca. Com o sonho de montar uma borracharia, H. O. D. tentou financiar os equipamentos. Foi aí que ele descobriu uma dívida com a justiça de mais de R$ 4 mil. Desesperado e sem saber o que fazer, procurou ajuda no Escritório Social. “Cheguei aqui desesperado, porque não tenho como pagar esse valor. Então, me acalmaram, orientaram e estou percebendo que vou conseguir solucionar esse problema”. Além da ajuda para se livrar da dívida, o atendido também foi encaminhado para cursos profissionalizantes, visando facilitar o reingresso no mercado de trabalho.
As portas não se abrem para a gente, que saiu do sistema. As pessoas têm um certo receio devido ao nosso passado, mas eu não as julgo...”
H. O. D. - detento do sistema semi-aberto
O Escritório Social é uma parceria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com a Assembleia Legislativa de Roraima e demais poderes. A principal demanda do público atendido é a busca por emprego. Os ex-detentos são encaminhados para cursos de capacitação e ao Sine (Sistema Nacional de Emprego). Em Roraima, uma das vertentes do Escritório Social é o aperfeiçoamento profissional e, para isso, a unidade conta com 16 parceiros, mas a expectativa é que esse número aumente. Entre os serviços oferecidos por meio de parcerias, está o encaminhamento de ex-detentas e esposas dos egressos a programas sociais desenvolvidos pelo Estado e Município. Uma recente parceria é com a Associação de Luta Pela Vida (ALV), para o direcionamento de pessoas com o vírus HIV.
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Escola do Legislativo Cursos Preparatórios atende mais de 30 mil alunos Unidade foi criada para levar à população os serviços antes restritos aos servidores do Poder Legislativo
Escola do Legislativo Cursos Preparatórios completou dois anos comemorando a marca de mais de 30 mil alunos atendidos, em mais de 330 cursos ofertados. Situada na região mais populosa de Boa Vista, no bairro Silvio Botelho, a unidade foi criada para levar à população, gratuitamente, cursos antes restritos aos servidores do Poder Legislativo. Em 2003, foi criada a Escola do Legislativo; mas, em 2017, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jalser Renier (SD), decidiu ampliar essa política pública para a população, que passou a contar com cursos gratuitos em diferentes áreas, como idiomas, preparatórios para concursos públicos e vestibulares e também cursos de capacitação com foco no mercado de trabalho. De acordo com a diretora da Escola do Legislativo, Cristina Mello, ver os alunos conquistando seus objetivos traz a sensação de dever cumprido. “Temos alunos aprovados em vários vestibulares, concursos e processos seletivos. Isso é gratificante, mostra a diferença do trabalho da Escola na vida dessas 22 | PLENÁRIORR
pessoas”, destacou. Além da capital, a Escola do Legislativo também está presente nos Núcleos da Assembleia Legislativa nos municípios de Alto Alegre, Caracaraí, Mucajaí e Rorainópolis. Em Boa Vista, a unidade está localizada na rua Sólon Rodrigues Pessoa, nº 1313, bairro Silvio Botelho. Mais informações podem ser obtidas pelo 98402 3402.
Família estuda francês para realizar sonho de conhecer Paris Pai, mãe e filhos iniciaram o curso de Francês na Escola do Legislativo como parte do planejamento para visitar o país europeu
Eu admiro o meu pai porque ele nos incentiva, sem brigar. Ele sempre fala que devemos pensar no futuro. Sem ele, aqui, eu não seria nada.”
Ed. Carlos Júnior de Medeiros
lema dos Medeiros é: “Família que sonha junto, realiza junto”. O desejo deles é conhecer um dos pontos turísticos mais famosos da Europa – a Torre Eiffel – em Paris, na França. E mais do que isso, querem chegar ao país conhecendo o idioma. Para alcançar o objetivo, juntos, iniciaram o curso de Francês Debutant (Iniciante) na Escola do Legislativo. Atualmente desempregado, Ed. Carlos de Medeiros, de 40 anos, se dedica totalmente à família e encoraja os filhos a realizarem seus sonhos, não apenas com palavras. Por isso, decidiu encarar o desafio de aprender francês junto com eles e com a esposa, Francilene de Medeiros, que trabalha em
uma escola. “A gente se esforça mais um pouco para caminhar juntos”. Aos 16 anos, a experiência de ter o pai como colega de turma é diferente. Para Felipe de Medeiros, isso é um benefício. “Ele me ajuda a aprender mais, é meu grande incentivador. Meu pai é tudo, ele é o cara da minha vida e sempre me ajuda nas dificuldades.” Para não ficar em casa sozinho, o filho mais novo, Ed. Carlos Júnior de Medeiros, de 13 anos, também participa das aulas como ouvinte. Ele explica que ver a dedicação do pai ao cuidar de todos, faz com que cresça aprendendo a valorizar a família. “Eu admiro o meu pai porque ele nos incentiva, sem brigar. Ele sempre fala que devemos pensar no futuro. Sem ele, aqui, eu não seria nada”.
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Afastada dos livros por doença cardíaca, jovem retoma estudos e passa no vestibular Após 6 anos sem entrar em uma sala de aula, Francynara Pereira fez cursos preparatórios na Escola do Legislativo e, hoje, é acadêmica do curso de Letras
A Escola do Legislativo foi a porta de entrada para a universidade. Quando passei no vestibular, fiquei muito feliz em ver que o meu esforço não foi em vão.” Francynara Pereira
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oje, parte da rotina de Francynara Pereira Sousa, de 26 anos, é em sala de aula, no curso de Letras, da Universidade Federal de Roraima (UFRR). Por trás dessa conquista, houve muitas batalhas. A jovem foi diagnosticada com problemas cardíacos aos 19 anos e, por conta dos tratamentos e cirurgias dentro e fora do Estado, ficou longe da sala de aula por seis anos. Mas a vontade de entrar na faculdade não a deixou desistir. No começo de 2018, fez da Escola do Legislativo a sua segunda casa. Na unidade, ela cursou preparatórios para vestibular e concursos, além de Inglês, Espanhol e Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), que é justamente a área que ela escolheu para seguir carreira superior. “A escola me ofereceu o curso e
os materiais de graça. Os professores são maravilhosos, eles pegam no nosso pé, aconselham a gente a estudar em casa. Eu sou grata a esse projeto”, disse. Por um ano, a jovem precisava conciliar os estudos, cuidar da casa e também da filha pequena de quatro anos. Outro desafio era conciliar as datas de aplicação das provas dos vestibulares com as viagens para o tratamento cardíaco, em São Paulo. No final de 2018, ela colheu os frutos dessa dedicação, sendo aprovada no curso de Letras/Libras na UFRR. Essa conquista foi um marco, pois ela é a primeira da família a entrar em uma universidade pública. “A Escola do Legislativo foi a porta de entrada. Quando passei no vestibular, fiquei muito feliz em ver que o meu esforço não foi em vão”, disse.
Indígenas encontram na Escola do Legislativo oportunidade de preparação para o mercado de trabalho Muitos saem de suas comunidades para estudar e, no programa da Assembleia Legislativa, têm a possibilidade de fazer cursos gratuitos de qualificação e idiomas principal motivo que leva os jovens indígenas a saírem de suas comunidades é a busca por educação, quando a falta de recursos pode se tornar um empecilho. Com oferta de cursos gratuitos, a Escola do Legislativo se tornou uma importante via de acesso dessa população a cursos profissionalizantes, preparatórios para concursos e de idiomas. É o caso do jovem macuxi Jairon Bezerra, de 21 anos, que está 315 quilômetros longe de casa, a comunidade indígena Enseada, no município de Uiramutã, de onde saiu há seis meses. O anseio de estudar, para ter mais oportunidade no mercado de trabalho, motivou-o a morar na
Capital com o irmão, que lhe apresentou a Escola do Legislativo. Jairon está matriculado nas aulas de Francês, Redação, Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e Inglês. Mesmo com saudade dos pais e dos outros irmãos, a determinação em focar nos estudos é maior. “Daqui em diante, vou aprender ainda mais, e pretendo voltar com essa bagagem. Tenho orgulho em representar a nossa cultura; na verdade, precisamos levar a nossa identidade”, disse. O desejo de Rafaela Oliveira Guariba, de 23 anos, é conseguir um emprego. Ela veio da comunidade indígena Júlia, localizada em Normandia, e está estudando na Escola do Legislativo para enriquecer o currículo. A jovem já fez o curso de
Atendimento ao Público e, agora, está nas aulas de Relações Interpessoais e Informática. “Aqui, tenho mais oportunidade do que no Interior. Gostei e quero estudar mais. Não quero o conhecimento só para mim, quero compartilhar com as outras pessoas”, disse. Rodrigo Pena, de 16 anos, é neto de indígenas da comunidade São Francisco, em Bonfim. Para ele, o Poder Legislativo incentiva a população indígena no acesso à educação, tornando-se um exemplo de inclusão social. O adolescente está aprendendo Libras há um mês, pois deseja se comunicar com pessoas com deficiência auditiva. “Tenho interesse em me comunicar com outras pessoas. Já estou até ensinando meus irmãos”, disse. PLENÁRIO PLENÁRIORR RR || 25 25
Pela força dos estudos, jovem de Uiramutã realiza intercâmbio na Europa Mais do que o inglês na ponta da língua, Marinalva Costa e outros quatro alunos da Escola do Legislativo trouxeram na bagagem experiências que marcarão a vida profissional e pessoal
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Eu sou uma pessoa estudiosa, gosto de lutar pelos meus objetivos, pensando em ajudar meus pais futuramente. Por isso, eu sonho alto.” Marinalva Costa
os 19 anos, Marinalva Costa é daquelas pessoas que não desistem facilmente. Apesar das dificuldades e das palavras de desencorajamento vindas de algumas pessoas, ela conseguiu superar as barreiras e suas próprias expectativas. Foi com a ajuda da Escola do Legislativo Cursos Preparatórios que, pela primeira vez, ela subiu em um avião e voou rumo ao sonho de falar inglês fluentemente. Esse sonho só foi possível por meio dos estudos. É assim que ela acredita que vencerá na vida. “Eu sou uma pessoa estudiosa, gosto de lutar
pelos meus objetivos, pensando em ajudar meus pais futuramente. Por isso, eu sonho alto”, explicou. A jovem cresceu no interior do Estado, em uma comunidade indígena na região do Mutum, município de Uiramutã. Ao ver os esforços dos pais, trabalhando na roça, ela decidiu que queria estudar. Veio para a capital com um objetivo em mente, e contou com o apoio da tia, que a recebeu em casa. “Eu falei pro meu pai: ‘eu quero fazer cursos, eu quero estudar’. Ele me disse que a vida na cidade era difícil.” O primeiro passo para vencer as dificuldades foi se profissionalizar, momento em que ela se matriculou
no curso de Inglês na Escola do Legislativo Cursos Preparatórios. Lá, ela participou de um processo seletivo com alunos e ex-alunos, com provas escrita e oral, para uma troca de experiências na Europa, com todas as despesas custeadas pela Assembleia Legislativa. Mostrando que a vontade faz acontecer, ela conquistou uma das vagas e, ao final do processo, recebeu a grande notícia: havia sido selecionada para o intercâmbio em Malta, um arquipélago no Sul da Europa. A seleção ocorreu em dezembro de 2018 e a viagem foi realizada no final de junho deste ano. PLENÁRIORR | 27
Em Malta, 5 alunos praticaram o inglês e adquiriram uma nova visão do mundo ssa foi a primeira vez que a Assembleia Legislativa de Roraima promoveu um intercâmbio para alunos da Escola do Legislativo. A viagem ocorreu de 26 de junho a 4 de julho. Além de passagens, hospedagem e ajuda de custo, os alunos ganharam a possibilidade de enxergar o mundo de outra forma. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jalser Renier, já anunciou novas seleções para turmas de espanhol e francês.
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Desempregada há 5 anos, mulher consegue trabalho após curso de capacitação Em um cenário concorrido, qualificação na Escola do Legislativo foi fundamental para recolocação no mercado de trabalho comum se sentir sem chão após perder um emprego, mas é preciso se manter motivado para enxergar a luz no fim do túnel. Para muitos desempregados, essa luz começa a ser acesa por meio de cursos de capacitação. Para Heloísa Porto, de 39 anos, aproveitar o momento de adversidade para investir em cursos profissionalizantes teve um resultado positivo: após os cursos na Escola do Legislativo, ela conseguiu a tão sonhada colocação no mercado de trabalho depois de cinco anos sem emprego. Durante o período em que este-
ve desempregada, ela investiu o tempo disponível para se qualificar. Hoje, trabalhando na função de auxiliar administrativo em um açougue, ela destaca a importância de se preparar. “Fiz os cursos de Auxiliar Administrativo, Recursos Humanos e Informática. Tudo o que aprendi em sala de aula, estou colocando em prática”. O mercado de trabalho está cada vez mais exigente e, por isso, o Poder Legislativo tem priorizado a oferta de cursos profissionalizantes, de forma gratuita. As aulas são ofertadas tanto na Capital quanto no Interior do Estado, por meio dos Núcleos da Assembleia Legislativa.
Fiz os cursos de Auxiliar Administrativo, Recursos Humanos e Informática. Tudo o que aprendi em sala de aula, estou colocando em prática.” Heloísa Porto
Mulher usa computador pela primeira vez aos 44 anos Mara da Silva decidiu que nunca é tarde para aprender e se matriculou em curso de Informática ofertado pela Escola do Legislativo oi no curso de Informática Básica, da Escola do Legislativo – Unidade Silvio Botelho, que, aos 44 anos, a dona de casa Mara Jeane da Silva ligou um computador pela primeira vez. Nascida na comunidade Serra da Moça, leste de Roraima, ela veio trabalhar na capital aos 12 anos. Aqui, constituiu família e se dedicou aos cuidados com o marido e o filho. Com os afazeres em casa, a qualificação pessoal e profissional ficou em segundo plano; mas, quem sonha, sabe que não há hora marcada para dar o primeiro passo. “Nunca é tarde. Eu tenho 44 anos e estou aqui. Eu amo estudar e estou muito
feliz, é uma bênção. Eu aprendi a ligar um computador”, disse empolgada. E é assim que a dona de casa vê o sonho se realizando pouco a pouco. Ela confessa ter certa dificuldade para assimilar a tecnologia, mas isso não a desanima. “Eu aprendo devagar, mas quando eu aprendo, é de verdade e a professora é bem paciente. Eu me vejo trabalhando atrás de um computador, faço todo um esforço para aprender”. Para a professora Eulina Medeiros, a oferta do curso também funciona como uma forma de incluir esses adultos que não têm tanta afinidade com a tecnologia. “Muitos não têm acesso a computadores em casa. Então, chegam aqui sem
saber ligar o computador, nem manusear o mouse direito. A gente vê no rosto deles a superação a cada dia”. PLENÁRIORR | 29
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Atleta do programa Abrindo Caminhos é campeã mundial de jiu-jítsu Aos 17 anos, Dircelly Oliveira acumula 32 medalhas e a perspectiva de mudar de vida por meio do esporte onquistar sonhos exige foco, paciência e muita disciplina, principalmente quando as condições em que a pessoa está inserida não são favoráveis. Esse é o caso da atleta de jiu-jítsu Dircelly Oliveira, de 17 anos, que encontrou no programa Abrindo Caminhos, da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), o apoio que precisava para continuar a prática desportiva e se tornar vitoriosa. Ela carrega na bagagem 32 medalhas, sendo 24 de ouro, 4 de prata e 4 de bronze, ao participar de campeonatos nacionais, internacionais e regionais. Uma das conquistas foi a medalha de ouro no Campeonato Mundial em 2018, promovido pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (CBJJE). Dircelly mora em uma casa pequena e simples do bairro Bela Vista, zona Oeste da cidade, e reconhece que o Abrindo Caminhos é parte fundamental das suas conquistas. Sem pai, ela conta apenas com o apoio da mãe, que cria sozinha as duas filhas. “O Abrindo Caminhos me deu a chance de competir em outros estados. Tenho certeza que vou conquistar meu grande sonho, que é treinar muito para morar fora do país e estar entre os melhores”, contou.
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Abrindo Caminhos promove inclusão de crianças com deficiência Apesar das várias limitações físicas, Domine Alves participa das aulas de jiu-jitsu em Rorainópolis junto com as outras crianças do programa ma das maiores dificuldades da pessoa com deficiência é encontrar um espaço social onde se sinta amparada. No programa Abrindo Caminhos, ação da Assembleia Legislativa de Roraima, crianças e adolescentes com vários tipos de deficiências são acolhidas, atendimento que fez a diferença na vida da família Alves. Vanessa Alves, o marido e seus três filhos, moram no Sul do Estado, em Rorainópolis. Após o nascimento dos filhos mais novos, os gêmeos Domine Alexandre Alves e Maria Laura Alves, a família precisou aprender com o inesperado: ao nascer, Domine foi diagnosticado com hidrocefalia, pés tortos devido a uma má 32 | PLENÁRIORR
formação congênita, bexiga neurogênica, que o obriga usar sonda para fazer as necessidades fisiológicas, e uma má formação na coluna que o impede de andar. Esta condição não impediu que o menino fizesse aulas de jiu-jítsu. A cada dia ele se supera e as diferenças são deixadas de lado no tatame. A mãe destaca as mudanças na vida do filho e da família. “Depois que ele entrou lá, ele desenvolveu não só a parte física, mas socializou com as pessoas. Agora ele sabe conversar, perguntar as coisas. Participar do Abrindo Caminhos foi uma porta que se abriu para eu ver o que ele é capaz de fazer”, contou Vanessa. Domine foi a primeira criança com deficiência física atendida no Nú-
cleo da Assembleia Legislativa em Rorainópolis. O programa já atendeu outras crianças com autismo, cegueira, doença mental entre outras deficiências e síndromes. Para acolher este público, a equipe do programa precisou se adaptar. Os treinos, com duração de uma hora, ocorrem todas às terças e quintas-feiras, e tem mostrado praticamente outra criança, como explica a assistente social do programa, Carla Serra. “Na primeira aula ele foi mais tímido, mas respondia a todos os coleguinhas que perguntavam o porquê de ele não andar. Eu o ajudo na maior parte do tempo, mas ele é muito independente”.
Desejo de dançar balé vira realidade no programa Abrindo Caminhos Dança é disponibilizada gratuitamente a centenas de crianças pela Assembleia Legislativa lenda Portela tem apenas 6 anos, mas sempre manifestou a vontade de dançar balé. Sem condições de pagar aulas em uma escola particular, o pai pensou logo no programa Abrindo Caminhos e inscreveu a menina. Devido à grande procura pela modalidade, ela ficou alguns meses na lista de espera, até que, finalmente,
conseguiu a oportunidade de dar os primeiros passos na dança. Na primeira aula, ela chegou tímida, meio acanhada, mas com vontade de aprender. Após um ano, vestida com tutu e um coque no cabelo, ela já arrisca movimentos típicos da dança clássica. “Sempre tive o sonho de ser bailarina. Eu gosto tanto e quero aprender muitas coisas.” Das modalidades mais procu-
Sempre tive o sonho de ser bailarina. Eu gosto tanto e quero aprender muitas coisas.”
Glenda Portela
radas no Abrindo Caminhos, o balé chama a atenção da maioria das crianças. Segundo a professora Isnaíra Menezes, além de aprenderem os passos e comandos, os alunos passam a ter a disciplina exigida pela dança. “A gente trabalha os movimentos, a noção de espaço e a criança vai desenvolvendo o corpo e o lado cognitivo.” PLENÁRIORR | 33
Família deixa Roraima para realizar sonho do filho de dançar no Balé Bolshoi Bailarino era aluno do programa Abrindo Caminhos quando foi selecionado para integrar a Escola de Teatro Bolshoi no Brasil, em Santa Catarina azer parte de uma compa- surgiu após a primeira aula. “Ela me nhia de dança e integrar incentivou muito a fazer balé. No couma importante escola de meço, eu não queria, foi quando ela balé se tornou o sonho do me inscreveu no programa Abrindo pequeno Vinicius Satur- Caminhos e, na primeira aula, eu já nino, de 9 anos. Com ajuda do pro- me apaixonei”, explicou. grama Abrindo Caminhos, o desejo As aulas iniciaram em fevereivirou uma realização em outubro de ro deste ano. Para Rosane Saturnino, 2018, quando ele foi aprovado, entre mãe de Vinicius, o programa Abrin800 candidatos, para fazer parte da do Caminhos contribuiu significatiEscola de Teatro Bolshoi no Brasil, vamente para a realização do sonho uma das mais renomadas no mundo. do filho e o apoio da família também Mas para gafoi fundamental. rantir o sonho do “Ele teve um amamenino, a família durecimento de Ele teve um Saturnino teve de postura, aprendeu amadurecimento de tomar uma difícil a se comportar, decisão: Vinicius, melhorou nos espostura, aprendeu seus pais, Sérgio e teve mais a se comportar, melhorou tudos e Rosane, e seus disciplina, o que nos estudos e teve mais irmãos, Vithor e contribuiu para a Valeska, preci- disciplina, o que contribuiu conquista”, relasaram percorrer tou. para a conquista.” quase 5 mil quilôApesar dos metros e se mudar desafios de viver de Roraima para em um estado Joinville, em Sancom uma realita Catarina, onde fica a única filial do dade diferente de Roraima, Rosane famoso Teatro Bolshoi da Rússia. destaca a importância da união faIncentivado pela mãe, Vinicius miliar. “Ainda estamos tentando nos conta que não tinha interesse em fa- adaptar à nova cidade e, apesar das zer balé e a paixão pela modalidade dificuldades, é sempre importante ter 34 | PLENÁRIORR
a família por perto. Desde que o Vinicius disse que o sonho dele era ser bailarino, nós o apoiamos”, frisou. Vinicius é do Paraná e morou em Roraima durante um ano. Nesse período, ele ingressou nas aulas de balé do programa Abrindo Caminhos junto com os irmãos, Vithor e Valeska Saturnino, que também seguem carreira como bailarinos em Santa Catarina.
CHAME completa 10 anos com 10 mil atendimentos Outros estados estão se inspirando no trabalho realizado pela Assembleia Legislativa de Roraima no enfrentamento da violência contra mulher om a missão de combater a violência doméstica no Estado de Roraima, o Chame (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), ligado à Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa de Roraima, completa 10 anos com quase 10 mil atendimentos. Os dados preocupam, mas mostram que as mulheres estão quebrando o silêncio e buscando ajuda. A maior parte da demanda não envolve a violência física. Do total de atendimentos, cerca de 30% das mulheres sofreram violência psicológica, 17% foram agredidas moralmente, 17% foram vítimas de violência física. Também foram recebidas vítimas de violência sexual, cibernética e patrimonial. Muitas mulheres nem percebem que o motivo de tanto sofrimento é passível de denúncia. Independentemente do tipo de violência, ao serem acolhidas, elas recebem acompanhamento jurídico, social e psicológico. O Centro é o único no Estado de Roraima que presta um atendimento especializado para mulheres e famílias vítimas de violência doméstica. Além disso, a instituição trabalha fortemente com a prevenção, por meio de ações educativas. A deputada Lenir Rodrigues, Procuradora Especial da Mulher, explica que o fato de os números serem crescentes mostra que as vítimas estão mais informadas sobre a rede de apoio e, por isso, acabam buscando a ajuda do Chame. Ela enfatizou que outros estados estão se inspirando no trabalho realizado pela Assembleia Legislativa de Roraima no enfrentamento da violência contra a mulher. “Em Rondônia, eu fui convidada para ajudar na implantação do Chameron. Isso deu uma visibilidade muito grande à instituição, tanto que o Parlamento Amazônico decidiu estabelecer uma meta para que os estados da Amazônia Legal tenham um Chame”, pontuou Lenir Rodrigues.
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Núcleo garante visibilidade política a mulheres indígenas Conheça a história da mulher que após sofrer violência doméstica, virou militante pelo protagonismo feminino nas comunidades
a divisão de tarefas entre homens e mulheres nos povos indígenas, na maioria das vezes cabe a elas tarefas relacionadas ao preparo dos alimentos, ao cuidado com as crianças e algumas atividades na roça. É incomum ser designado ao gênero feminino um papel de protagonismo dentro das comunidades. Jucélia Teixeira, de 40 anos, foi na contramão e sempre se viu como uma possível porta-voz da comunidade, diante da vontade de garantir mais direitos aos povos indígenas. Ela é índia macuxi da comunidade do Campinho, na Terra Indígena Canauanim, no município do Cantá, a 27 quilômetros da capital. Após um episódio de violência doméstica, ocorrido no início de 2019, ela passou a assistir a palestras na Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa de Roraima. Foi em meio a uma verdadeira rede de empoderamento feminino que, pela primeira vez, ela quebrou o silêncio sobre a agressão física sofrida. Muito além da dor física, ela conta que o episódio a fez se sentir incapaz em vários sentidos, inclusive na militância. Mas após várias orientações pelas profissionais da procuradoria, ela chegou a uma percepção importante: “Eu tenho esse potencial de levar conhecimento para outras mulheres nas comunidades”, pensou. Palestra após palestra, os profissionais da procuradoria passaram a identificar em Jucélia o perfil que eles buscavam para tocar um projeto que pretende incentivar o empreendedorismo, o protagonismo e a liderança das mulheres indígenas. O programa será chamado Mulheres Indígenas na Política. “A procuradora Especial da Mulher, Lenir Rodrigues, me fez esse convite e hoje eu trabalho na procuradoria e estou me capacitando para levar informação a outras mulheres indígenas”, disse Jucélia.
Indígenas na Política No Núcleo de Mulheres Indígenas na Política, mulheres terão acesso a orientação e a capacitações sobre autoestima e empoderamento feminino. O núcleo funcionará na avenida Ville Roy, nº 5.717, no Centro de Boa Vista. Atualmente sete profissionais estão disponíveis para orientações a quem procura. Ações estão sendo planejadas para execução dentro e fora de Boa Vista. 36 | PLENÁRIORR
“Eu vi nos olhos dele, que iria me matar”, diz vítima de violência doméstica Veja o relato da mulher que sofreu por 12 anos em um relacionamento violento até conseguir romper o ciclo de violência com ajuda do Chame la prefere não ser identificada, mas aceitou contar um pouco do relacionamento abusivo vivido durante 12 anos. A história do casal começou ainda na época da escola, quando ela tinha 17 anos. Sem dar muitos detalhes, ela conta que a primeira agressão física aconteceu depois que eles se casaram e tiveram o primeiro filho. “Ele pediu desculpas e disse que aquilo não ia se repetir”, relembrou. O marido até deixou de agredi-la fisicamente, mas passou aos ataques psicológicos, tipo de violência mais comum contra as mulheres e igualmente grave. O agressor dizia que a mulher estava acima do peso e passou a controlar o dinheiro dela, a ponto de vender uma motocicleta sem avisar, deixando-a sem transporte. “Eu brigava, mas acabava cedendo de alguma forma. Às vezes, eu pen-
sava que tinha o controle da situação, mas estava enganada”, refletiu. Ela não entendia que estava sofrendo violência doméstica. A percepção começou a mudar ao notar que o seu filho estava adquirindo comportamento agressivo como o do pai. “O que ele falava para mim, falava também para o meu filho. A partir daí, comecei a olhar [a situação] com outros olhos.” Outro momento em que ela percebeu que a vida com o companheiro não era normal, foi quando precisou acompanhar a irmã – que também era vítima de violência doméstica – em atendimentos no Chame (Centro Humanitário de Apoio à Mulher). Durante os atendimentos, pôde entender o que era a violência doméstica e soube que existe uma legislação de proteção às vítimas. Ao contrário dela, a irmã ainda sofre violência doméstica até hoje.
PEDIR AJUDA NEM SEMPRE É FÁCIL A decisão de procurar ajuda no Chame não foi fácil. Antes de entrar no prédio, ela chorou por vários minutos e reuniu as últimas forças para reconhecer, depois de 12 anos, que era vítima de violência. No Centro, ela foi recebida por uma psicóloga e uma assistente social, que a acolheram e orientaram. Depois desse primeiro contato, ainda morando na mesma casa do agressor, as brigas aumentaram, momento em que ela chegou a ser proibida de visitar os familiares e passou a sofrer ameaças. “O agressor dizia que eu não sabia o que ele era capaz de fazer. Chegou ao ponto que eu
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dormia trancada. Colocava cadeira na porta, com medo que ele entrasse e fizesse alguma coisa comigo”, disse, visivelmente constrangida. Depois da separação, ela relembra que, um dia, o ex-marido chegou de surpresa convidando para visitar uma chácara. Pelo comportamento, que considerou diferenciado, a mulher acredita que ele planejava cometer um homicídio e, ao perceber que algo estava estranho, rejeitou o convite. “Meu filho se trancou no quarto, com medo. Se eu tivesse ido, ele teria me matado. Eu vi nos olhos dele, que iria me matar.”
A VIDA APÓS A DENÚNCIA Com a ajuda do Chame, aos poucos, ela foi se reerguendo. Conseguiu na Justiça uma medida protetiva e voltou para a faculdade, o que não podia fazer antes. “A partir do momento em que eu não deixei mais ele dominar a minha mente, eu comecei a ter forças para romper esse ciclo.” As marcas da violência são fortes e a superação é um processo que precisa de ajuda profissional. A assistente social do Chame, Lielma Tavares, acompanhou a vítima desde o começo e relembra que era uma mulher visivelmente infeliz. “O semblante dela mudou. A transformação foi de dentro para fora. Ficamos felizes quando salvamos uma mulher. Vemos que as nossas palavras mudam vidas.”
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Violência Doméstica
Agressores são levados a repensar atitudes Iniciativa atua junto aos homens envolvidos em casos de violência contra a mulher para interromper o ciclo de violência
le diz que foi um episódio de estresse. O fato é que W.A. agrediu a ex-esposa e, em consequência disso, foi encaminhado pela Justiça ao Núcleo Reflexivo Reconstruir, ligado à Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa. A cada reunião, ele foi chegando à conclusão de que não se conhecia e que precisava desses momentos de reflexão para evitar que a situação de violência se repetisse. “Entendo que nunca é tarde para aprender. Tem coisas que passam despercebidas pelo dia a dia e não paramos para pensar. Quando passamos por situações em que estamos em nosso limite, precisamos pensar para não tomar uma atitude prejudicial”, disse W.A. O funcionário público D.W. já havia se conscientizado de que precisava de ajuda. Mas o medo do jul38 | PLENÁRIORR
gamento, por parte dos conhecidos, paralisou-o por alguns instantes. Na época, ele passava por problemas familiares e não sabia como lidar. Foi, então, que decidiu vencer o receio e procurou voluntariamente auxílio profissional no programa da Assembleia Legislativa. As rodas de conversa, realizadas uma vez por semana no núcleo, ajudaram D.W. a repensar seu comportamento. “Tenho a oportunidade de trocar experiências, acertar mais e errar menos com a minha família”, compartilhou ele. Os encontros ajudaram o funcionário público a mudar; agora, ele também é parceiro do Núcleo e ajuda a trazer mais pessoas, de forma voluntária. Ao detectar atitudes agressivas em um amigo, convidou-o para conhecer o projeto. “Sempre que posso, informo às pessoas que elas podem ser ajudadas pelo Núcleo”.
Reconstruir: o recomeço por meio do diálogo O Núcleo Reflexivo Reconstruir, ligado à Procuradoria Especial da Mulher, foi criado em 2016 para atuar junto aos homens que praticam violência doméstica e que apresentam um perfil agressor. Com apoio de uma equipe, composta por psicólogo, assistente social, advogado e pedagogo, são tratados temas que ajudam a ampliar o pensamento desses homens em relação à agressividade, violência doméstica e de gênero, paternidade, vida a dois, vícios, autoestima e saúde, entre outros assuntos colocados no grupo, a depender da necessidade dos participantes. Anteriormente, o apoio era dado somente às vítimas acolhidas pelo Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame). O Poder Legislativo identificou a necessidade de tratar também o comportamento desses homens, como uma forma de interromper o ciclo da violência e prevenir futuras agressões. Além do Chame, a unidade também recebe homens encaminhados pela Vara de Penas e Medidas Alternativas (Vepema) - coordenada pelo Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), Defensoria Pública do Estado (DPE), Secretaria de Estado da Educação e Desporto (Seed) e, agora, também conta com a parceria dos abrigos, para tratar casos de violência doméstica entre os imigrantes. Os atendimentos são realizados no Núcleo Reflexivo Reconstruir, que funciona no prédio da Procuradoria Especial da Mulher, localizado na avenida Ville Roy, nº 5.717, Centro – 2º andar.
Núcleo ajuda a prevenir casos de tráfico humano No primeiro semestre deste ano, o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Tráfico de Pessoas registrou nove casos, dos quais seis eram imigrantes transexuais venezuelanas número de imigrantes venezuelanos que chegam ao Estado, fugindo da crise econômica no país vizinho, também influenciou o tráfico humano em Roraima. No primeiro semestre de 2019, o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Tráfico de Pessoas, da Procuradoria Especial da Mulher, do Poder Legislativo, registrou nove casos, seis deles com vítimas transexuais venezuelanas. Esse número poderia ser muito maior se não fosse a atuação do Núcleo vinculado à Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa. Por meio do projeto Educar é Prevenir, o Núcleo de Promoção, Prevenção e Atendimento às Vítimas de Tráfico de Pessoas realiza, nas escolas do Estado, palestras em que crianças, adolescentes e profissionais da educação são capacitados e aprendem a identificar crimes de tráfico e a realizar a denúncia. O projeto já contemplou 29 escolas e orientou mais de 4 mil alunos. A procuradora-adjunta da mulher, Socorro Santos, conta que, nas ações, as equipes identificam casos suspeitos. No episódio mais recente, ela foi procurada por uma vítima que não se identificou e pediu que sua história servisse de alerta para outros estudantes. “Ela foi aliciada aqui, no Estado, e levada a outro país. Lá, ela sofreu no cativeiro, se prostituiu e chegou a vender drogas para conseguir viver”, comentou. Quando identificada uma vítima, seja voluntariamente ou encaminhada por órgãos parceiros do Núcleo, ela é acolhida e passa por escuta qualificada, por meio de um atendimento psicológico. A Rede de Enfrentamento, um conjunto de instituições, atua na investigação e acolhimento dessas mulheres.
Conforme a procuradora-adjunta especial da mulher, desde a implantação do Núcleo, em 2016, várias vítimas ainda recebem atendimentos. “Nós as deixamos livres para que elas se sintam à vontade e nos procurem. Desde que foi implantado, há três anos, realizamos atendimentos a essas mulheres vítimas de tráfico humano”, enfatizou Socorro Santos.
Vítimas são atraídas por promessas de uma vida melhor Na maioria das vezes, disfarçado como promessa de uma vida melhor, o tráfico de pessoas é um crime silencioso que pode passar despercebido. Essa prática é caracterizada pela “comercialização” de seres humanos como mercadorias, seja para exploração sexual, trabalho escravo, servidão, remoção de órgãos ou adoção ilegal. Estar atento a detalhes pode ajudar na identificação dessa conduta. Nem sempre, o tráfico humano ocorre com emprego de violência ou de forma forçada. Na maior parte dos casos, o crime começa com a promessa de realização de um sonho: um pedido de casamento que pode mudar a vida da pessoa, a oferta de um emprego ou a chance de seguir uma carreira de modelo ou de jogador de futebol. Somente quando o sonho vira pesadelo, as vítimas percebem que foram alvos de aliciadores. As denúncias podem ser realizadas pelo disque 100 ou 180 (Direitos Humanos), ou diretamente no Núcleo, localizado na sala 208 do prédio da Procuradoria Especial da Mulher, na avenida Ville Roy, nº 5717, no Centro. Mais informações pelo telefone 3624-8073.
O que posso fazer para enfrentar o tráfico de pessoas? A prevenção é sempre a melhor iniciativa. Portanto, ao verificar que existem indícios de tráfico humano, dê as seguintes orientações:
1) Duvide sempre de propostas de emprego fácil e lucrativo. 2) Sugira que a pessoa, antes de aceitar a proposta de emprego, leia atentamente o contrato de trabalho, busque informações sobre a empresa contratante, procure auxílio da área jurídica especializada. A atenção é redobrada em caso de propostas que incluam deslocamentos, viagens nacionais e internacionais. 3) Evite tirar cópias dos documentos pessoais e deixá-las em mãos de parentes ou amigos. 4) Deixe endereço, telefone e/ou localização da cidade para onde está viajando. 5) Informe endereços e contatos de consulados, ONGs e autoridades da região à pessoa que está seguindo viagem. 6) Oriente a pessoa que vai viajar a nunca deixar de se comunicar com familiares e amigos. PLENÁRIO PLENÁRIORR RR || 39 39
Família de Mucajaí se reestrutura com ajuda de atividades educativas Conheça a história da mãe que, com apoio da Escola do Legislativo e programa Abrindo Caminhos, conseguiu restabelecer o bom relacionamento com os dois filhos
racema Magalhães é mãe de dois meninos: Josué, de 9 anos, e Kalebe, de 12. Ela divide seu tempo entre as crianças, o hospital do município de Mucajaí, onde trabalha como auxiliar de enfermagem, e o Núcleo da Assembleia Legislativa de Roraima naquela região. Mas, nos últimos cinco anos, após o fim do casamento, Iracema teve a vida marcada por tormentos e provações. Com a desestruturação da família, antes unida, o comportamento das crianças mudou. O mais velho, por exemplo, tornou-se mais agressivo e a mãe era frequentemente chamada na escola para resolver situações de brigas entre o garoto e os colegas. Já o pequeno, revoltado com a situação, não conseguia se desen40 | PLENÁRIORR
volver. A mulher unia forças para seguir em frente e colocar os filhos no caminho do bem. A chegada do Núcleo da Assembleia Legislativa na região, com cursos gratuitos e atividades esportivas por meio dos programas Escola do Legislativo e Abrindo Caminhos, mudou as perspectivas da família. Os dois garotos foram matriculados no Jiu-jítsu e Informática Kids. O resultado foi uma mudança significativa no comportamento em casa e na sala de aula, com a melhoria das notas e do rendimento escolar. “Eles estavam dando muito trabalho na escola. Desde a questão de notas baixas, até brigas com os colegas. A partir do momento em que foram ofertadas as aulas de jiu-jítsu e informática, eles mudaram bastan-
te com a participação no Legislativo”, pontuou a mãe, orgulhosa do avanço. Josué, tímido, resumiu em poucas palavras a representação do jiu-jítsu em sua vida. “Aprendi um monte de coisa. O esporte me ensinou muitas técnicas, ensinou também a respeitar as pessoas”. Já o irmão, com sorriso no rosto e olhando para a mãe, disse: “Agora, ganhei uma medalha em uma competição, aqui, mesmo. Aprendi a respeitar, obedecer aos pais, muitas coisas”. Iracema também aproveitou o que o Núcleo oferece aos adultos e está concluindo o curso de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), nível básico, com foco na continuação, o nível intermediário. Uma contribuição a mais para o currículo e um facilitador no atendimento às pessoas surdas.
Pescador faz curso e garante renda durante a piracema Aulas sobre confecção de bombons de chocolate no Núcleo da Assembleia Legislativa em Caracaraí inspiraram Sidney Barros a empreender idney Barros herdou do pai, ribeirinho, a profissão de pescador. Mas durante a piracema – período de reprodução dos peixes, quando a pesca é proibida, o pescador guarda o barco e desenvolve outras atividades para sustentar a família. Na Páscoa deste ano, a renda veio com a produção de ovos e trufas de chocolate, atividade que ele aprendeu em um curso ofertado pelo Núcleo da Assembleia Legislativa em Caracaraí. Ele conta que foi encorajado a participar da atividade pela esposa, Débora Teixeira. “Assim que terminamos as aulas, já colocamos em prática tudo que aprendemos e, desde então, não paramos de vender”, disse. O pescador explica que, com o retorno do investi-
mento inicial, de R$ 100, ele pretende comprar mais materiais para a produção e ajudar com as despesas da casa. Débora conta que estava desempregada e o curso abriu novas portas para o mercado de trabalho. “Mesmo acordando às 3h da manhã, estou feliz e amando essa nova atividade”. Somente no período de Páscoa, o casal vendeu 40 ovos de chocolate e a produção se estendeu ao Dia das Mães e Dia dos Namorados. “Só posso agradecer à Assembleia Legislativa, pois além de trazer oportunidade de bons cursos para nossos filhos, também está nos ajudando a ver novas possibilidades de capacitação para o mercado de trabalho”. A filha do casal, Dafene, de 10 anos, participa das aulas de balé e informática no núcleo. A mãe, orgulhosa, conta que o sonho da menina era dançar balé. “Para mim, o [programa] Abrindo Caminhos realmente abriu os caminhos para tudo, para experiências, para nossos filhos e para nós mesmos”, afirmou. Nas horas vagas, Dafene também ajuda os pais na fabricação de ovos de chocolate. “Adoro fazer os coelhinhos de chocolate e as trufas. Estou muito orgulhosa pelos meus pais”, disse a pequena aprendiz.
Só posso agradecer à Assembleia Legislativa, pois além de trazer oportunidade de bons cursos para nossos filhos, também está nos ajudando a ver novas possibilidades de capacitação para o mercado de trabalho.” Sidney Barros
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Impasse que durava três meses é resolvido em minutos com ajuda do Procon Assembleia Após a aquisição de um serviço de internet, Nelson de Araújo se sentiu lesado e não conseguia uma resposta da empresa
Aqui, eles nos ajudam, dão as instruções e, assim, é melhor para conseguirmos resolver o nosso problema.” Nelson de Araújo
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ntrar em contato com uma empresa e não ter resposta é um problema comum para muitos consumidores, que acabam sendo prejudicados e desistem de buscar seus direitos. A história do empresário Nelson de Araújo, de 64 anos, não fugia desse padrão, mas bastaram alguns minutos no Procon Assembleia para o problema ser resolvido. Ao contratar um serviço de internet, ele achava ter feito um bom negócio, mas acabou saindo no prejuízo. Isso porque, ao solicitar um pacote com valor mais reduzido, ele continuou pagando o mesmo preço de antes. Por mais de três meses, Nelson tentou negociar com a empresa, mas não obteve respostas. A cada mês
que o problema não era resolvido, ele continuava sendo prejudicado. “Eu ligava para a empresa quatro, cinco vezes e nunca resolvia”. Quando um conhecido do empresário indicou o Procon Assembleia, ele não perdeu tempo e decidiu ir até a instituição. Ao explicar o ocorrido para o atendente, a mediação com a empresa fornecedora do serviço foi realizada e, em menos de uma hora, a chateação chegou ao fim. “Aqui, eles nos ajudam, dão as instruções e, assim, é melhor para conseguirmos resolver o nosso problema”, disse satisfeito. A equipe conseguiu baixar o valor do pacote, manter os mesmos benefícios do anterior e ainda garantir mais internet para o celular.
Parceria com Procon Assembleia ajuda empresa a fidelizar clientes Quando a relação de consumo é mediada da maneira correta, ambas as partes saem satisfeitas
Os consumidores enxergam o Procon Assembleia como um aliado, e quando explicada a situação pelo órgão, é mais rápido de resolver. Eles entram em contato e fazemos os trâmites legais.” Sérgio Guimarães
uando se fala em Procon Assembleia, as pessoas já associam à defesa do consumidor, mas é importante saber que os empresários também são contemplados com as orientações e o apoio do órgão. Sabendo da importância do contentamento do cliente, o gerente de uma ótica parceira da instituição, Sérgio Guimarães, tem uma ligação direta com o serviço para garantir que todos saiam satisfeitos. “Reclamações acontecem, mas a empresa está sempre pronta para resolver. Com a ajuda do Procon Assembleia fica mais fácil, pois o cliente não acha que a empresa está passando ele para trás”. Ele ressalta que, muitas vezes,
as pessoas já chegam desconfiadas, por acharem que os estabelecimentos sempre estão agindo de má fé. Por isso, a parceria com o órgão faz a diferença. “Os consumidores enxergam o Procon Assembleia como um aliado, e quando explicada a situação pelo órgão, é mais rápido de resolver. Eles entram em contato e fazemos os trâmites legais”. É importante que tanto consumidores quanto empresas estejam cientes dos seus direitos e deveres. O desconhecimento acarreta prejuízos financeiros aos clientes e prejudica a imagem dos estabelecimentos. Por esse motivo, além das ações de orientação para a população, o Procon Assembleia iniciou palestras também para os funcionários das empresas. PLENÁRIORR | 43
FISCALIZA RORAIMA Assembleia Legislativa garante recursos para reforma de pontes e estradas vicinais Após denúncia de moradores, relatório sobre as condições do município de Uiramutã ajudou na alocação de recursos para a região m abril deste ano, uma denúncia sobre a dificuldade no tráfego em pontes e vicinais do município de Uiramutã levou a equipe do Fiscaliza Roraima até o local para verificar a situação. Foi constatada a necessidade de obras para melhorar o acesso dos moradores; por isso, um relatório foi enviado à Assembleia Legislativa de Roraima explicando as condições da localidade e sugerindo soluções para o problema. Os parlamentares acataram as sugestões da equipe e encaminharam emendas à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sein) destinando re44 | PLENÁRIORR
cursos para a construção de pontes e reforma de estradas vicinais. Esse episódio expressa a ideia principal do programa, que é fiscalizar, com a ajuda dos cidadãos, o cumprimento das obrigações do Executivo em áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura. Ao identificar irregularidades, o programa busca mediar a resolução dos problemas, garantindo a qualidade de vida da população roraimense. Programa já recebeu mais de 400 denúncias Criado pelo Poder Legislativo em 2018, o Fiscaliza Roraima já recebeu
mais de 400 denúncias, em sua maioria, relacionadas a questões de infraestrutura e saúde. Uma equipe recebe as reclamações e realiza uma visita ao local. Se constatado o problema, um processo é aberto e encaminhado aos órgãos competentes. Dessa forma, o programa funciona como uma ponte entre a população e as instituições responsáveis. Os cidadãos podem realizar as denúncias na sede do programa, localizada na rua Agnelo Bittencourt, 232, Centro; ou pelo site www.al.rr.leg.br/ fiscalizaroraima, por meio do qual também é possível acompanhar a demanda. Mais informações pelos telefones 98402-1735 e o 4009-4835.
CAM atua em projetos para desenvolvimento dos municípios A iniciativa do Poder Legislativo dá suporte técnico às prefeituras para viabilizarem ações nas áreas de educação, saúde, agronegócio e planejamento ara ajudar no desenvolvimento dos municípios, e consequentemente do Estado como um todo, a Assembleia Legislativa de Roraima criou o Centro de Apoio aos Municípios (CAM), que presta assessoria técnica gratuita às prefeituras, considerando que muitas não têm condições de arcar com esses custos. Para ampliar o trabalho, o CAM está investindo em projetos mais estruturais, como reforma de escolas, postos de saúde e estradas vicinais, por meio da captação de recursos de emendas parlamentares. “A ampliação do nosso trabalho está voltada à elaboração de projetos visando emendas junto às bancadas estadual e federal”, disse o diretor do CAM, Joaquim Ruiz. Atualmente, o suporte técnico é dado para os municípios viabilizarem projetos nas áreas de educação, saúde, meio ambiente, agronegócio e demais necessidades. Além de auxi-
liar no cumprimento do Plano Diretor, responsável por estabelecer normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana, considerando a qualidade de vida dos moradores e o crescimento equilibrado das cidades. “Temos um amplo entendimento com as prefeituras e levantaremos todas as dificuldades para que, com o recurso disponível, possamos priorizar as ações no interior do Estado”, explicou Joaquim Ruiz. O diretor avalia o desempenho desse trabalho como positivo. “Estamos terminando os planos diretores, faltam apenas três municípios.” Segundo ele, as prefeituras não contam com corpo técnico qualificado para elaborar os projetos. “O custo é alto e a dificuldade financeira é grande. Com esse leque de oportunidades que oferecemos, a população será melhor atendida, principalmente, quem vive no Interior e nas vicinais.”
Temos um amplo entendimento com as prefeituras e levantaremos todas as dificuldades para que, com o recurso disponível, possamos priorizar as ações no interior do Estado.” Joaquim Ruiz
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Mãe de trigêmeos consegue ajuda após contar história na TV Assembleia História contada pelo repórter Otacílio Monteiro e pelo cinegrafista Claudinei Sampaio viralizou nas redes sociais e ultrapassa os 14 milhões de visualizações
uando iniciou o pré-natal, a dona de casa Paloma Paiva, de 24 anos, se surpreendeu com a notícia de que seria mãe de gêmeos. Meses depois, em fevereiro deste ano, ela entrou na maternidade e teve mais uma surpresa: não eram dois e, sim, três bebês. Ela já tinha outros dois filhos (de 2 e 5 anos) e, sem ter como comprar todo o enxoval, a família pediu ajuda por meio da TV Assembleia, canal 57.3. A reportagem foi produzida pela publicitária Igeane Marques e retratada pelo repórter Otacílio Monteiro e pelo cinegrafista Claudinei Sampaio, na casa da família, uma habitação simples de dois cômodos, feita de madeira e tapumes, em uma ocupação conhecida como Pedra Pintada, na zona rural de Boa Vista, próximo ao trecho norte da BR-174, onde Paloma mora com o marido e os cinco filhos. A matéria da TV ALE, veiculada no dia 12 de fevereiro deste ano, ganhou repercussão nacional 46 | PLENÁRIORR
após ser publicada na página da Assembleia Legislativa de Roraima no Facebook. Atualmente, a matéria já ultrapassou 14 milhões de visualizações, tem mais de 105 mil compartilhamentos, 22 mil comentários e 350 mil reações. O resultado foi uma chuva de solidariedade. A casa, antes construída sobre o chão batido, pôde ser ampliada. Parte da madeira e dos tapumes deu lugar a paredes de alvenaria, graças à doação de tijolos, cimento e outros materiais de construção. Por dentro, a casa ficou pequena para abrigar as doações de fraldas, latas de leite e outros itens do enxoval. Com os olhos lacrimejando, o patriarca da família, Elias Ramos, disse que não imaginava receber tanta ajuda, itens que dificilmente conseguiria adquirir com o salário mínimo recebido por ele - a única renda da família. “Estou muito feliz porque eu não pensava que daria certo, mas Deus mostra e tivemos o resultado. Não tenho palavras para agradecer essas pessoas que ajudaram”, relatou.
Estou muito feliz porque eu não pensava que daria certo, mas Deus mostra e tivemos o resultado. Não tenho palavras para agradecer essas pessoas que ajudaram.” Elias Ramos
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