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abolsamia 153 (out/nov 2026)

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abolsamia.pt

Ano XXIX . Nº 130 | Bimestral março / abril 2022 | Diretora: Catarina Gusmão Ano XXXII . Nº 153 | outubro / novembro 2026 (bimestral) | Diretor: Sebastião Marques

Preço: € 7,00 Cont. | ISSN 2183-7023

A REVISTA DA MECANIZAÇÃO AGRÍCOLA

NOVO RUMO

Motivo revela futuro próximo

STET 65 Anos Open Day decorreu em Beja

Tractor of the Year 2027 Começaram os testes!

Agritech Show Luanda Estivemos na edição n.º 1


A FORÇA COMEÇA NA CONSTRUÇÃO. O NK é um reboque concebido para responder aos desafios reais da agricultura moderna, com aço de resistência superior ao desgaste.* Mais do que um reboque, o NK é um parceiro de trabalho, desenvolvido para agricultores que exigem fiabilidade, produtividade e uma longa vida útil, mesmo nas condições mais exigentes.

CONSTRUIDO PARA RESISTIR.

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

A NOVA GERAÇÃO DE REBOQUES GALUCHO Construção reforçada em aço de elevada resistência ao desgaste.

RESISTÊNCIA

DESCARGA EFICIENTE

Construção em aço de nova geração, com elevada resistência ao desgaste.

Caixa de formato cónico, facilitando a descarga do material.

CAPACIDADE

ROBUSTEZ

Vasta gama com capacidades desde 10 até 24 t de MMTA (Massa Máxima Tecnicamente Admissível).

Chassis reforçado com grande rigidez torsional.

* HARDOX ou matérias-primas de qualidade e especificações técnicas semelhantes.


EDITORIAL

QUANTO CUSTA REALMENTE UMA MÁQUINA? cantes, alguns com propostas particularmente competitivas no preço de aquisição. É positivo que assim seja. Mais concorrência significa mais escolha e obriga todos os fabricantes a justificar melhor o valor daquilo que vendem.

Por Sebastião Marques Diretor

R

egresso à abolsamia, desta vez com responsabilidades de direção, num momento particularmente interessante para o setor das máquinas agrícolas. A tecnologia evolui rapidamente, surgem novos fabricantes, alteram-se representações e as decisões de investimento tornam-se cada vez mais exigentes. É também com esse olhar que encaro esta nova etapa da abolsamia: reforçando aquilo que construímos ao longo de mais de três décadas, mas estando cada vez mais próximos de quem compra, vende, utiliza, mantém e desenvolve máquinas agrícolas. Mais do que dar notícia do que acontece no setor, queremos ajudar a compreendê-lo. E há uma pergunta que me parece cada vez mais importante: quanto custa realmente uma máquina? Durante muitos anos, a compra de uma máquina agrícola esteve muito ligada à relação entre agricultor, marca e concessionário. Essa relação continua a pesar — e muito — mas hoje há mais fatores a considerar.

Mas também acrescenta novas variáveis à decisão. Para quem compra uma máquina que deverá trabalhar durante dez ou quinze anos, interessa saber quem lhe prestará assistência amanhã. Onde estão as peças? Qual é o prazo de fornecimento? Que cobertura tem a rede? Qual o custo das manutenções? Durante quantos anos haverá componentes disponíveis? E que valor terá aquela máquina quando chegar o momento de a substituir? Estas perguntas não se aplicam apenas às marcas que agora chegam. Uma marca com décadas de presença no mercado também não pode considerar a confiança adquirida como uma garantia eterna. Rede, assistência e disponibilidade de peças precisam de ser demonstradas todos os dias.

O PREÇO DE UMA MÁQUINA E O CUSTO DE TER UMA MÁQUINA NÃO SÃO A MESMA COISA

Da mesma forma, uma marca recente pode compensar a ausência de histórico com investimento em stock, formação técnica, garantias, contratos de manutenção e uma estrutura de pós-venda capaz de transmitir segurança ao cliente. Aquilo a que hoje chamamos custo total de propriedade vem, no fundo, colocar números numa realidade que muitos agricultores sempre conheceram: o preço de uma máquina e o custo de ter uma máquina não são a mesma coisa.

Com máquinas cada vez mais caras e sofisticadas, e uma oferta de marcas também cada vez maior, comparar propostas apenas pelo preço de aquisição diz-nos só uma parte daquilo que precisamos de saber. Combustível, manutenção, peças de desgaste, reparações, financiamento, valor residual e tempo de imobilização fazem parte da mesma conta. E é aqui que assistência e pós-venda deixam de ser apenas um complemento ao produto.

um diagnóstico rapidamente ou contar com um técnico que conhece o equipamento tem um valor económico que nem sempre aparece na proposta comercial, mas acaba por aparecer nas contas da exploração.

Uma máquina parada em plena campanha pode custar muito mais do que a peça que provocou a paragem. Ter essa peça disponível, conseguir

Esta questão ganha ainda mais importância num mercado onde a oferta é cada vez mais ampla. Nos últimos anos chegaram à Europa novos fabri-

Mas há uma parte desse valor que é mais difícil de colocar numa folha de cálculo: as pessoas que estão por trás da máquina. Quem a conhece, quem tem a peça, quem atende o telefone quando surge um problema e quem consegue pô-la novamente a trabalhar. Porque as máquinas evoluem, as marcas seguem novos caminhos e até as representações podem trocar de mãos. A confiança, essa, não se transfere. Constrói-se, todos os dias, com pessoas.

outubro / novembro 2026

abolsamia

3


FICHA TÉCNICA

POR: CATARINA GUSMÃO

Sebastião Marques Diretor

Continuidade com futuro

DIRETOR Sebastião Marques sebastiaomarques@abolsamia.pt SUBGERENTE Luís Seatra

luis.seatra@abolsamia.pt

Rua Nelson Pereira Neves, Loja 1 2670-338 Loures - Portugal T. 219 830 130

IMPRESSÃO Lidergraf – Sustainable Printing Rua do Galhano, n.º 15 4480-089 Vila do Conde

CHEFE DE REDAÇÃO Francisco Cruz

redacao@abolsamia.pt REDAÇÃO Rui Reis - ruireis@abolsamia.pt João Sobral - joaosobral@abolsamia.pt Mafalda Martins

mafaldamartins@abolsamia.pt

TIRAGEM MÉDIA 5.000 exemplares ISSN 2183-7023 GERÊNCIA Catarina Gusmão SÓCIOS Nuno Gusmão (35%), Ana Gusmão (35%), Francisca Gusmão (15%), Catarina Gusmão (15%)

ASSISTENTE COMERCIAL E COMUNICAÇÃO Cristina Sousa

cristina.sousa@abolsamia.pt

ASSINATURAS Cristina Sousa

PUBLICIDADE

Sebastião Marques e Catarina Gusmão: 32 anos depois, é tempo de passar o testemunho

ESCRITÓRIO/REDAÇÃO

Catarina Gusmão

contabilidade@abolsamia.pt

Luís Seatra

Os textos e fotos de autor são propriedade da Nugon,Lda., não podendo ser reproduzidos sem autorização, por escrito, da mesma. O conteúdo dos anúncios e das publireportagens dos clientes é da sua exclusiva responsabilidade. A abolsamia segue o AO90, embora nem todos os colaboradores tenham adotado a nova grafia.

T. 913 469 299 T. 917 363 038

DESIGN E PRÉ-IMPRESSÃO Opulent Peak - Design e Com.

opulentpeak.com

A

partir desta edição, o meu sobrinho Sebastião Marques, neto de Nuno Gusmão, fundador da abolsamia, assume a direção-geral da empresa.

COLABORARAM NESTA EDIÇÃO Fotografia: Paulo A. Lopes

Estatuto Editorial www.abolsamia.pt/estatuto-editorial-e-distribuicao

PROPRIEDADE

É uma passagem de testemunho que faço com confiança e com um significado muito especial. O Sebastião conhece bem este projeto, acompanhou-o de perto durante muitos anos e iniciou aqui o seu percurso profissional. Entretanto, construiu experiência fora da empresa, conheceu outras realidades e regressa agora com uma visão mais atual do mercado, novas ideias e a ambição de continuar a servir o setor das máquinas agrícolas.

Abolsamia - Edição e Comunicação, Lda. - Contribuinte 519 284 054 Registo ERC 117122 · Depósito legal 117.038/97

SEDE/EDITOR Rua São João de Deus, Nº21 2670-371 Loures - Portugal

No cumprimento do Decreto-Lei nº59/2021, de 14 de julho, informamos os nossos leitores que linhas geográficas de números começados por 2 são “chamadas para rede fixa nacional”, começados por 9 “para rede móvel nacional” e começados por 00 “para rede fixa ou móvel internacional”.

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Ano XXIX . Nº 130 | Bimestral março / abril 2022 | Diretora: Catarina Gusmão

A REVISTA DA MECANIZAÇÃO AGRÍCOLA

Ano XXXI . Nº 153 | outubro / novembro 2026 (bimestral) | Diretor: Sebastião Marques

EXEMPLAR DE OFERTA Preço: € 7,00 Cont. | ISSN 2183-7023

Depois de 32 anos dedicados à minha querida abolsamia, nada me poderia deixar mais feliz do que ver este projeto continuar nas mãos da geração seguinte, mantendo aquilo que sempre nos definiu: a proximidade ao setor, o conhecimento das máquinas e das pessoas e a vontade permanente de fazer melhor.

ASSINE

A REVISTA E O ANUÁRIO

Mudam as responsabilidades, mas mantém-se o compromisso. A abolsamia continua o seu caminho — com a mesma identidade, mas também com novos olhos.

NOVO RUMO

Motivo revela futuro próximo

STET 65 Anos Open Day decorreu em Beja

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abolsamia

outubro / novembro 2026

Tractor of the Year 2027 Começaram os testes!

Agritech Show Luanda Estivemos na edição n.º 1


yanmarstambv.com/pt/ @ yanmartrator

POR QUE RAZÃO ESCOLHER OS TRATORES YANMAR? Na Yanmar, vamos além do simples fabrico de tratores. Criamos soluções que promovem a eeciência energética, um melhor equilíbrio entre a vida proossional e pessoal e a sustentabilidade a longo prazo. Os nossos tratores compactos são cuidadosamente concebidos para satisfazer as necessidades especíícas dos clientes europeus. Com mais de 100 anos de inovação e experiência, a Yanmar é referência em eeciência de combustível, facilidade de manutenção, controlo preciso e conforto do operador. Concebidos no Japão, todos os nossos tratores reeetem o nosso compromisso com a qualidade, a durabilidade e o desempenho a longo prazo, oferecendo o que os proossionais de hoje precisam e o que o futuro exige. Escolher a Yanmar signiica escolher um parceiro voltado para o futuro. Com forte compromisso na sustentabilidade, na tecnologia de ponta e na satisfação do cliente, ajudamos a tornar o seu trabalho diário mais fácil, mais seguro e mais gratiicante, ao mesmo tempo que abrimos caminho para um futuro mais verde.

UM FUTUTRO SUSTENTÁVEL


n° 153 | outubro / novembro 2026

Sumário MERCADOS 10

14

Matrículas: O registo de tratores, reboques, ATV/UTV e carregadores em Portugal Barómetro CEMA: O clima de negócios da maquinaria agrícola na Europa

TEMA DE CAPA 16

Motivo: Desvenda a primeira nova marca para o futuro próximo

ENTREVISTA 18

José Gameiro: Presidente da Motivo em exclusivo à abolsamia

NOTÍCIAS 20

Fendt: Marca alemã passa para as mãos da Ascendum

EVENTOS 24 28 30 32

8

John Deere Ride & Drive: Novos 6R/6M MY2027 à prova New Holland: 120 anos de Zedelgem Maschio Gaspardo: visita às fábricas em Itália Terra’26: O evento da Agricultura Regenerativa abolsamia

outubro / novembro 2026


PRODUTO EM FOCO 50 Galucho: Oito novidades marcam Dia de Campo 56 Deutz-Fahr: Novo utilitário 5125 Keyline colocado à prova 60 J. Orfão: A nova cabine universal Top 62 CLAAS: Inovações para 2027 65 Maschio Gaspardo: Semeador Chrono em análise no campo 68 Pöttinger: Novos produtos a caminho 72 J. Inácio: Como modernizar um pulverizador 76 Fuchs: Agrifarm é a resposta para a Agricultura

TRACTOR OF THE YEAR 2027 78

82 86

CLAAS Axion 8.290 CMatic e Nexos 2.120 CMatic Valtra T236 Massey Ferguson 7S.245

TECNOLOGIA 90

Novapercampo: Drones DJI para a Agricultura

FEIRAS

Agrosemana 94 Reptractor 98 Mondego Agrícola 100 Alves Bandeira 102 S. José Pneus 104 J. Inácio 108 Agritech Show Luanda 92

PÓS-VENDA 36

Manutenção Preditiva: Máquinas de Olival e Vindimar

EMPRESA EM FOCO 41

42

46

Grupo Lampreia: Agricultura de Precisão no Alentejo STET: 65 anos celebrados com Open Day e Centro de Capacitação Etelgra: O regresso das portas abertas

FLORESTA 112 Notícias MÁQUINAS INDUSTRIAIS 114 Notícias OPINIÃO 116 AJAP: Mobilizar as novas gerações para os territórios rurais REGIÕES 118 Concessionários com lista de usados para venda, classificados por distritos outubro / novembro 2026

abolsamia

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Portugal

Tratores aceleram 38,1% em setembro e dão novo impulso ao mercado O mercado português de tratores agrícolas acelerou em setembro, com 529 matrículas, mais 38,1% face ao mesmo mês de 2025. Nos primeiros nove meses de 2026, o crescimento aproxima-se dos 19%, com forte peso das baixas potências. JANEIRO A SETEMBRO 2026

S

egundo os dados do IMT divulgados pela ACAP, os compactos lideraram setembro, com 226 unidades (+35,3%), seguidos dos convencionais, com 213 (+46,9%), e dos especializados, com 90 (+26,8%). Entre janeiro e setembro foram matriculados 4.140 tratores, mais 18,97% do que as 3.480 unidades do período homólogo.

Solis e New Holland separadas por uma unidade A Solis lidera com 455 matrículas e 10,99% de quota, apesar de uma quebra de 7,71%. A New Holland surge logo atrás, com 454 unidades, 10,97% de quota e um crescimento de 2,48%. Deutz-Fahr e John Deere partilham o terceiro lugar, com 409 matrículas e 9,88% de quota cada, após subidas de 72,57% e 38,64%, respetivamente. Seguem-se a Kioti, com 236 unidades e 5,70% de quota, e a Kubota, com 219 e 5,29%, apesar de uma descida de 2,23%. Destacam-se ainda os crescimentos da Hinomoto (+84,96%) e da Same (+50,39%). Por grupos, a SDF, que reúne Deutz-Fahr, Same, Lamborghini e Hürlimann, lidera com 794 matrículas, cerca de 19,2% do mercado. .

Baixas potências concentram a procura Os tratores abaixo dos 54cv constituem o maior bloco, com 1.725 matrículas. Entre os 54 e os 99cv foram registadas 1.278 unidades e dos 100 aos 149cv somaram-se 931. A segmentação por potência revela o posicionamento das marcas no mercado português. A Solis concentra 85% das matrículas abaixo dos 25 cv. A New Holland tem como principal escalão os 100 aos 119cv, com 177 unidades. A Deutz-Fahr registou 281 tratores entre os 54 e os 80cv, quase 69% do total da marca. A John Deere destaca-se entre os 121 e os 149cv, com 180 unidades. A Valtra, com 123 matrículas, concentra a maior fatia entre os 121 e os 199cv. A Fendt registou cinco unidades acima dos 250cv.

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abolsamia

outubro / novembro 2026

TOTAL DE MATRÍCULAS POR MARCAS Unidades Marca

Var.

2026

2025

%

%Mercado 2026

2025

Solis

455

493

-7,71

10,99

14,17

New Holland

454

443

2,48

10,97

12,73

Deutz-Fahr

409

237

72,57

9,88

6,81

John Deere

409

295

38,64

9,88

8,48

Kioti

236

229

3,06

5,70

6,58

Kubota

219

224

-2,23

5,29

6,44

Hinomoto

209

113

84,96

5,05

3,25

Same

191

127

50,39

4,61

3,65

Iseki

138

83

66,27

3,33

2,39

Lamborghini

136

122

11,48

3,29

3,51

Valtra

123

47

161,70

2,97

1,35

LS

101

117

-13,68

2,44

3,36

TAFE

90

71

26,76

2,17

2,04

Landini

77

103

-25,24

1,86

2,96

Farmtrac

76

97

-21,65

1,84

2,79

Claas

68

41

65,85

1,64

1,18

E Kubota

68

43

58,14

1,64

1,24

VST

68

72

-5,56

1,64

2,07

Massey-Ferguson

67

43

55,81

1,62

1,24

Lovol

60

10

500,00

1,45

0,29

Hürlimann

58

65

-10,77

1,40

1,87

Captain

55

14

292,86

1,33

0,40

Case IH

50

57

-12,28

1,21

1,64

TYM

45

58

-22,41

1,09

1,67

Startrac

42

36

16,67

1,01

1,03

McCormick

41

53

-22,64

0,99

1,52

Antonio Carraro

40

26

53,85

0,97

0,75

Fendt

39

42

-7,14

0,94

1,21

Yanmar

35

9

288,89

0,85

0,26

Preet

26

45

-42,22

0,63

1,29

Ferrari

14

4

250,00

0,34

0,11

Rhinoceros Tech-Ino

9

2

350,00

0,22

0,06

Mitsubishi

5

19

-73,68

0,12

0,55

Outros

27

40

-32,50

0,65

1,15

Total

4140

3480

18,97

100,00

100,00

Origem: IMT | Fonte: ACAP


TRATORES AGRÍCOLAS NOVOS JANEIRO A SETEMBRO 2026 TOTAL DE MATRÍCULAS POR SEGMENTOS DE POTÊNCIA Valor aprox.cv

<25

25-33

35-39

40-53

54-80

81-99 100-119 121-149 150-199 201-250 >250

Marca/kw

<19

19-25

26-29

30-39

40-59

60-73

74-88 89-110 111-147 148-184 >184

TOTAL

Solis

387

0

0

21

21

26

0

0

0

0

0

455

New Holland

10

0

41

35

129

9

177

13

35

3

2

454

John Deere

9

0

1

6

50

26

68

180

49

12

15

416

Deutz-Fahr

0

0

0

6

281

11

52

54

3

1

1

409

Kioti

66

0

30

24

102

0

12

6

0

0

0

240

Kubota

38

12

14

62

54

11

35

5

4

0

0

235

Hinomoto

197

0

0

10

2

0

0

0

0

0

0

209

Same

0

0

0

5

156

8

13

9

0

0

0

191

Iseki

93

0

23

0

22

0

0

0

0

0

0

138

Lamborghini

0

0

0

9

92

8

15

12

0

0

0

136

Valtra

0

0

0

0

0

5

18

26

44

28

2

123

LS

11

0

33

22

34

0

1

0

0

0

0

101

TAFE

76

0

0

4

10

0

0

0

0

0

0

90

Landini

0

0

0

13

42

4

13

5

0

0

0

77

Farmtrac

73

0

0

3

0

0

0

0

0

0

0

76

Claas

0

0

0

0

12

13

24

7

6

1

5

68

E Kubota

68

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

68

VST

59

9

0

0

0

0

0

0

0

0

0

68

Massey-Ferguson

1

0

2

0

6

3

42

10

1

2

0

67

Lovol

4

0

1

1

1

0

0

53

0

0

0

60

Hürlimann

0

0

0

5

36

5

10

2

0

0

0

58

Captain

55

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

55

Case IH

0

0

0

0

11

3

27

0

7

0

2

50

TYM

23

1

2

12

7

0

0

0

0

0

0

45

Startrac

42

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

42

McCormick

0

0

0

7

20

3

6

5

0

0

0

41

Antonio Carraro

20

0

2

2

16

0

0

0

0

0

0

40

Fendt

0

0

0

0

0

0

5

24

2

3

5

39

Yanmar

0

1

0

4

30

0

0

0

0

0

0

35

Preet

26

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

26

Ferrari

7

0

0

6

1

0

0

0

0

0

0

14

Rhinoceros Tech-Ino

9

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

9

Mitsubishi

5

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

5

Outros

9

1

1

6

7

1

2

0

0

0

0

27

150 263 1142 136 520 411 151

50

32 4167

Total

1288 24

Nota: A discrepância total de matrículas de tratores nas Potências e nas Marcas deve-se à inclusão de outros equipamentos em algumas marcas. Origem: IMT | Fonte: ACAP


Portugal

REBOQUES AGRÍCOLAS NOVOS JANEIRO A SETEMBRO 2026

Herculano lidera nos reboques em setembro Os reboques agrícolas mantêm uma evolução positiva, com as matrículas a crescerem 7,1% entre janeiro e setembro. Nos quadriciclos e empilhadores telescópicos, o avanço atingiu 29,8%, impulsionado sobretudo pelos UTV, que cresceram 81,0% em setembro.

E

m setembro, foram matriculados 157 reboques agrícolas, mais 1,95% face ao mesmo mês de 2025. A Herculano liderou com 42 matrículas e 26,75% de quota, seguida da Galucho, com 22 unidades (14,01%), e da Rates, com 21 (13,38%). Entre janeiro e setembro, o mercado atingiu 1.354 matrículas, mais 7,12% face às 1.264 unidades do período homólogo. A Herculano manteve a liderança, com 299 reboques e 22,08% de quota, seguida da Rates, com 205 unidades (15,14%), e da Joper, com 162 (11,96%). A Galucho destacou-se ao subir ao quarto lugar, com 159 matrículas, mais 160,66% face às 61 registadas em 2025. A Maquireis completou as cinco primeiras posições, com 154 unidades e um crescimento de 69,23%. Seguem-se a Massil, com 114 matrículas, e a Reboal, com 88. A evolução mensal foi moderada, mas o acumulado confirma o crescimento do mercado.

Unidades

Var.

% Mercado

Marca

2026

2025

%

2026

2025

Herculano

299

320

-6,56

22,08

25,32

Rates

205

312

-34,29

15,14

24,68

Joper

162

131

23,66

11,96

10,36

Galucho

159

61

160,66

11,74

4,83

Maquireis

154

91

69,23

11,37

7,20

Massil

114

134

-14,93

8,42

10,60

Reboal

88

72

22,22

Solis

45

0

Outeiro

37

49

-24,49

6,50

5,70

3,32

0,00

2,73

3,88

Agriduarte

15

9

66,67

1,11

0,71

Costa

13

14

-7,14

0,96

1,11

Pronar

8

6

33,33

0,59

0,47

Rocha

8

14

-42,86

0,59

1,11

Yunque

8

13

-38,46

0,59

1,03

Camara

6

5

20,00

0,44

0,40

Kubota

6

0

0,44

0,00

Zeppelin

4

0

0,30

0,00

Gili

3

4

0,22

0,32

Cleris

2

0

0,15

0,00

H. Garcia

2

0

0,15

0,00

Rolgranjo

2

3

-33,33

0,15

0,24

Vaia

2

7

-71,43

0,15

0,55

Outros

12

19

-36,84

0,89

1,50

Total

1354

1264

7,12

-25,00

100,00 100,00

Origem: IMT | Fonte: ACAP

UTV disparam 81% em setembro Nos quadriciclos e empilhadores telescópicos da categoria europeia T, setembro terminou com 443 matrículas, mais 37,2% em termos homólogos. Os quadriciclos somaram 439 unidades (+37,6%): 287 ATV (+22,1%) e 152 UTV (+81,0%). Os telescópicos mantiveram quatro matrículas, sem variação face a setembro de 2025. No acumulado, o conjunto atingiu 3.423 unidades (+29,8%). Os ATV totalizaram 2.292 matrículas, mais 21,1%, enquanto os UTV somaram 1.097, uma subida de 57,2%. Os telescópicos registaram 34 unidades, menos 29,2%. Os ATV mantêm a maior base de procura, mas os UTV destacam-se pelo ritmo de crescimento e reforçam o seu peso relativo. Os telescópicos continuam a representar uma parcela reduzida, sem comprometer a evolução positiva do conjunto.

QUADRICICLOS E EMPILHADORES TELESCÓPICOS DA CATEGORIA T Janeiro a Setembro

Unidades

% Var. 26/25

ATV’s

2292

21,1

UTV’s

1097

57,2

Total Quadriciclos

3389

30,8

Empilhadores Telescópicos

34

-29,2

Total

3423

29,8

Origem: IMT | Fonte: ACAP

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Europa

CLIMA DE NEGÓCIOS | ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO Índice Geral de Clima de Negócios CEMA (CBI) -Total

Clima de negócios da maquinaria agrícola europeia volta a cair na recessão O CEMA Business Climate Index (CBI) desceu de -14 para -21 pontos, numa escala de -100 a +100, regressando, em setembro de 2026, a um nível compatível com uma situação de recessão.

N

a avaliação da atividade corrente, 9% dos fabricantes classificam a situação como "muito desfavorável" e 39% como "desfavorável" Em sentido contrário, 15% consideram o momento "positivo" e 3% "muito positivo" enquanto 34% avaliam o negócio como "satisfatório". As perspetivas para os próximos seis meses também revelam maior prudência: 35% das empresas antecipam uma redução da faturação, 41% estabilidade e 24% crescimento. Face a agosto, aumentou a percentagem de fabricantes que espera uma quebra das vendas. As expectativas de novas encomendas mantêm-se particularmente contidas, sobretudo no segmento dos tratores. Apenas 14% dos inquiridos preveem um aumento da entrada de encomendas nos

80 60 40 20 0 -20

201609 201611 201701 201703 201705 201707 201709 201711 201801 201803 201805 201807 201809 201811 201901 201903 201905 201907 201909 201911 202001 202003 202005 202007 202009 202011 202101 202103 202105 202107 202109 202111 202201 202203 202205 202207 202209 202211 202301 202303 202305 202307 202309 202311 202401 202403 202405 202407 202409 202411 202501 202503 202505 202507 202509 202511 202601 202603 202605 202607 202609

Setembro 2026

-21

-40 -60 -80

CBI

Situação Presente

Expetativa Futura

Fonte: Barómetro Empresarial da CEMA

CBI = média geométrica de 1) avaliação da situação empresarial atual e 2) expetativa de volume de negócios; Índice varia de -100 a +100; Índice positivo para 1) significa que a maioria dos inquiridos avalia a situação atual como favorável e vice-versa; índice positivo para 2) significa que a maioria dos inquiridos espera um aumento do volume de negócios nos próximos seis meses, em comparação com o ano anterior, e vice-versa.

CONFRONTADAS COM UM MERCADO DESFAVORÁVEL, AS EMPRESAS EUROPEIAS DE MAQUINARIA DÃO MOSTRAS DE PRUDÊNCIA

próximos seis meses. A necessidade de substituição de tratores e equipamentos permanece relativamente elevada em vários países da Europa Central. Pelo contrário, em grandes mercados como Alemanha, França e Países Baixos, a necessidade de aquisição de novas máquinas é considerada limitada. A cautela estende-se ao emprego: 70% das empresas não preveem alterações nos quadros permanentes, 12% admitem contratar e 18% reduzir efetivos. Entre os trabalhadores temporários, 35% antecipam reduções e apenas 4% novas contratações. Apesar da retração a curto prazo, os participantes continuam a projetar para 2026 um crescimento médio modesto do volume de negócios, situado num dígito baixo.


Expectativas que se tornam realidade? Desafio aceite. Com o novo AXION 8 CMATIC.

Saber mais: claas.com/es-es/maquinas-agricolas/tractores/axion-8-cmatic


Tema de capa + Fotos

O Mini Agri 26.6 foi projetado especificamente para oferecer os padrões de conforto e tecnologia das máquinas de grande porte, como um espaço líder na categoria, tecnologia de Isolamento DSCS, painel digital e diagnóstico avançado, além de elevada visibilidade panorâmica

MOTIVO MOSTRA PRIMEIRO EQUIPAMENTO DA NOVA ETAPA

Dieci Mini Agri 26.6 Compacta por fora, telescópica por inteiro Fotografia Paulo A. Lopes

Com 2,6 toneladas de capacidade, 5,73 metros de altura de elevação e apenas 1,86 metros de largura, a Dieci Mini Agri 26.6 procura transportar as capacidades de um carregador telescópico agrícola para espaços onde as dimensões condicionam a operação. É precisamente neste tipo de aplicações agroindustriais que a Motivo, novo representante da marca italiana para os equipamentos industriais e mini telescópicas agrícolas, pretende procurar novas oportunidades para a Dieci. 16

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A

Mini Agri 26.6 foi concebida para trabalhar em espaços apertados, característica relevante em explorações pecuárias, aviários ou instalações com acessos condicionados. Com 4,10 metros de comprimento e 1,955 de altura de cabine, mantém 2.600 kg de capacidade máxima. O braço telescópico alcança 5,73 metros e uma extensão horizontal máxima de 3,2 metros. A propulsão passa por um motor Kubota de quatro cilindros e 3,3 litros, com 55 kW/74cv, injeção common rail e tratamento de gases DOC+DPF para cumprir com a norma Stage V. A transmissão hidrostática de uma velocidade utiliza uma bomba de cilindrada variável e motor hidráulico de regulação automática contínua. O pedal de inching, ou pedal de avanço lento, permite controlar a velocidade de avanço mantendo disponibilidade hidráulica, particularmente útil em operações de carga e descarga. A velocidade máxima é de 30 km/h. Os dois eixos são direcionais, com três modos de direção — duas rodas, quatro rodas e deslocamento transversal — e o raio de viragem fica nos 3,38


DIECI MINI AGRI 26.6

2.600 kg 5,73 m Alcance horizontal máximo 3,20 m Motor Kubota, 4 cil., 3.331 cm³, Stage V Potência 55 kW/74cv às 2.600 rpm Transmissão hidrostática, uma velocidade Velocidade máxima 30 km/h Sistema hidráulico 80 l/min; 230 bar Direção 2 rodas / 4 rodas / transversal Comprimento 4,10 m Largura 1,86 m Altura da cabine 1,955 m Distância ao solo 250 mm Raio de viragem 3.380 mm Inclinação máxima 40% Peso em vazio 5.100 kg Pneus standard 12-16.5 Capacidade máxima

Altura máxima de elevação

NOTA: A Dieci confirma ainda para este modelo joystick elétrico proporcional 4-em-1 com inversor FNR e pedal de inching, que permite controlar a velocidade de avanço mantendo a disponibilidade hidráulica para os movimentos do braço

metros. O circuito hidráulico disponibiliza 80 l/min a 230 bar, com as funções comandadas através de joystick proporcional elétrico 4-em-1.

Também elétrica A Mini Agri-e 26.6 mantém praticamente as capacidades da versão Diesel, mas utiliza dois motores elétricos independentes: 19 kW (25cv) nominais e 56 kW (75cv) de pico para a tração e 22 kW (30cv) nomi-

O carregador telescópico 26.6 está disponível não apenas com motor Diesel (na foto), a debitar 74cv e 30 km/h de velocidade máxima, como com motorização elétrica de até 75cv e as mesmas capacidades e funcionalidades

A Dieci Mini Agri 26.6 aposta na mobilidade, graças a dois eixos direccionais, três modos de direção e um raio de viragem de 3,38 m, assim como no conforto, graças a uma habitaibldiade líder na categoria, banco com suspensão e visibilidade panorâmica

nais e 27 kW (36cv) de pico para o sistema hidráulico. A ausência de emissões locais e o menor ruído assumem particular interesse no interior de edifícios pecuários e agroindustriais. Dispõe de três modos de condução — Eco, Normal e Power — e bateria de iões de lítio de 22 kWh e 96 V, podendo receber opcionalmente uma de 44 kWh. Na primeira, o carregamento demora 5,3 horas a 220 V, 2,7 horas a 400 V ou cerca de uma hora com o carregador externo opcional de 18 kW. Com 44 kWh, os tempos indicados são 11, 3,5 e duas horas, respetivamente.

Gama ampla Abaixo da 26.6 encontra-se a Mini Agri 20.4 Smart, a telescópica agrícola mais compacta da Dieci. Tem duas toneladas de capacidade, 4,35 metros de altura de elevação, 1,55 metros de largura e motor de 37 kW/50 cv. O circuito hidráulico disponibiliza 101 L/min de caudal total e, opcionalmente, pode receber uma placa ISO 24410 compatível com equipamentos habitualmente utilizados em minicarregadoras. Para maiores necessidades de carga e alcance, a gama avança para as Agri Farmer. As 30.7 e 34.7 atingem 6,35 metros, enquanto as 30.9 e 32.9 chegam aos 8,65 metros. Na geração GD, a potência máxima é de 79,5 kW/107cv e a capacidade varia entre três e 3,4 toneladas.

Para a indústria Na vertente industrial, a Apollo 26.6 apresenta capacidades próximas da Mini Agri 26.6, mas orientadas para construção e indústria. Dispõe de 2,6 toneladas de capacidade, 5,73 metros de elevação, transmissão hidrostática e hidráulica de 80 L/min.

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Entrevista

“Estamos a construir a MOTIVO dos próximos anos” A Motivo prepara uma nova fase assente num portefólio multimarca, maior autonomia na escolha dos equipamentos e num modelo de assistência que pretende adaptar manutenção e financiamento à utilização de cada cliente. A Dieci é a primeira peça desta estratégia e deverá tornar-se uma das principais marcas da empresa. À abolsamia, José Gameiro explica como vê a Motivo dos próximos anos, antecipa novas marcas e aponta à agricultura e agroindústria como mercados a reforçar. abolsamia - Como será a MOTIVO dos próximos anos? José Gameiro - Queremos ter maior autonomia para escolher as marcas e os produtos adequados ao mercado português. Conhecemos o mercado e os clientes e queremos trabalhar com fabricantes que respeitem esse conhecimento. A Dieci é a primeira marca desta nova fase e será uma das principais da MOTIVO.

O que significa essa evolução para o cliente? A nossa responsabilidade não termina na venda. Queremos acompanhar o cliente na escolha do equipamento, assistência, garantia e manutenção. Para isso, precisamos de capacidade técnica e autonomia de resposta.

Esta evolução exige preparar a estrutura? Sim. Novas marcas e componentes implicam formação e investimento, mas partimos de uma equipa experiente. Prevemos cerca de 450 mil euros para lançar as novas marcas e mais de 20 mil euros em formação. Temos ainda quatro técnicos dedicados à inteligência artificial, numa estrutura partilhada com a Speed Rent.

DIECI COMO PRIMEIRA PEÇA Porquê começar pela Dieci? Era um segmento onde precisávamos de reforçar a oferta. Visitei a fábrica em agosto e fiquei

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José Gameiro defende que, nesta nova fase, a Motivo tem de conseguir afirma-se pela diferenciação face aos concorrentes

José Gameiro aposta numa Motivo multimarca, com a assistência no centro da relação com o cliente

muito bem impressionado com a qualidade de fabrico e a modernidade das instalações. São máquinas hidrostáticas, com componentes Rexroth e motores Kubota, que acreditamos terem condições para competir em Portugal.

Que equipamentos vão integrar a oferta da Motivo? Modelos com alturas de elevação de 4, 6, 12 e 17 metros e, pela primeira vez, telescópicos rotativos.

Como ficará organizada a presença da Dieci em Portugal? A Motivo ficará com a área industrial e agroindustrial, incluindo aplicações na construção, indústria e explorações agroindustriais. A Dieci Portugal continuará a operar como até aqui, mantendo a sua atividade e estrutura no mercado português.

Que objetivos estabeleceram? Em 2027 queremos 5% de um mercado português de telescópicos estimado em cerca de 400 unidades anuais. Dentro de dois anos, acreditamos que a Dieci poderá ser uma das quatro maiores marcas do nosso portefólio.


Essa tecnologia já está a produzir resultados? Na Speed Rent, a telemática permite resolver determinadas ocorrências sem deslocar um mecânico. Antes chegávamos a ter 50 a 60 saídas mensais para situações que hoje conseguimos tratar à distância. Queremos evoluir de uma manutenção sobretudo corretiva para uma abordagem mais preventiva e preditiva.

E nos planos de manutenção? Os intervalos são muitas vezes uniformes apesar de as máquinas trabalharem em condições diferentes. Queremos soluções ajustadas à utilização efetiva, reduzindo custos sem comprometer a fiabilidade.

Que outros serviços estão a desenvolver? Contratos de manutenção adaptados ao cliente, renting e leasing em parceria com um grupo financeiro. Temos ainda uma capacidade de assistência com capacidades diferenciadas no mercado, por exemplo carrinhas que aspiram o óleo usado e abastecem as máquinas no local.

AGRICULTURA E AGROINDÚSTRIA Que lugar terá o setor agrícola nesta nova fase da Motivo?

MAIS MARCAS A CAMINHO Que outras marcas vão juntar-se à Dieci? Estamos a preparar mais duas, ainda não divulgadas. Uma das apostas será nas mini escavadoras, mercado de cerca de 1.400 unidades anuais, onde pretendemos atingir 6% a 7% em 2028. A principal marca deverá ser apresentada no início de janeiro.

Até onde querem chegar? Queremos uma oferta capaz de responder a cerca de 70% do mercado nacional de máquinas industriais, que no ano passado rondou as 3.000 unidades. Não queremos competir em todos os segmentos, mas concentrar-nos onde vemos maior potencial.

ASSISTÊNCIA E NOVO MODELO DE NEGÓCIO Como pretendem diferenciar-se na assistência? A resposta técnica será um dos principais argumentos. Queremos diagnosticar e resolver os problemas e assumir perante o cliente o acompanhamento da máquina. A inteligência artificial ajudará a identificar avarias, componentes e procedimentos, sempre com controlo dos nossos técnicos.

Mesmo com novas marcas, o presidente da Motivo fixa como objetivo responder às necessidades de cerca de 70% do mercado nacional, com particular foco nas miniescavadoras e telescópicos

É um mercado que conhecemos e que historicamente representou 12% a 13% das vendas. Não entraremos nos tratores, mas vemos oportunidades na agroindústria. Com a Dieci queremos trabalhar áreas como avicultura e explorações leiteiras, onde a utilização intensiva e as condições de trabalho tornam particularmente importantes a escolha da máquina, a manutenção e a rapidez da assistência.

Este modelo de serviços também se aplica à agricultura? Sim. Adaptar manutenção e financiamento à utilização real faz sentido onde as máquinas acumulam muitas horas. Numa vacaria, por exemplo, um telescópico pode chegar às 7.500 horas com valor residual praticamente nulo. Com outra manutenção e um produto financeiro ajustado podemos criar alternativas interessantes para o cliente.

E os atuais clientes JCB? Continuaremos a prestar assistência. Temos mais de 1,3 milhões de euros em peças JCB em stock e uma equipa com muitos anos de experiência nestes equipamentos. É uma relação de confiança que queremos preservar.

A passagem para um modelo multimarca representa um risco? Envolve riscos, naturalmente, mas temos experiência, conhecimento do mercado e capacidade técnica. O importante é dar cada passo com a preparação necessária e corresponder às expectativas dos clientes.

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Notícias + Fotos

Ascendum assume Fendt com nova estratégia para Portugal A Ascendum é, desde 24 de setembro, o novo distribuidor exclusivo da Fendt em Portugal. Para assumir a operação, reuniu uma equipa dedicada, que conjuga experiência no setor com diferentes áreas de especialização, e definiu um modelo de distribuição assente em concessionários e intervenção direta.

O

anúncio decorreu na sede da Ascendum, com o administrador Rui Faustino, o CEO José Luís Mendes e o diretor da Fendt para Portugal, Osvaldo Cordeiro, além de responsáveis da Fendt e da AGCO. A equipa integra Carlos Gonçalves na gestão comercial, Nuno Monteiro e Forte Silva na Assistência Técnica, Diogo Félix no Produto, Rui Nogueira nas Peças e Tatiana Faria na Logística e Apoio Administrativo. “É [uma equipa] jovem em idade, mas com muita experiência de campo”, destacou José Luís Mendes. A estrutura apoiará concessionários e clientes, articulando a atividade comercial com a assistência aos equipamentos. “Queremos fazer diferente, fazer melhor”,

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A nova equipa Fendt Ascendum (da esq. para a direita): Tatiana Faria, Logística e Apoio Administrativo; Nuno Monteiro, Especialista de Assistência Técnica; Rui Nogueira, Gestor Comercial de Peças; Osvaldo Cordeiro, Diretor de Marca; Carlos Gonçalves, Gestor Comercial; Diogo Félix, Especialista de Produto; e Forte Silva, Especialista de Assistência Técnica

afirmou Osvaldo Cordeiro. A meta é crescer em quota de mercado em dois anos nos tratores acima dos 80 cv, face aos anteriores 3% a 3,5%. O responsável identifica também oportunidades nos tratores de menor potência e nas máquinas de forragem.

Pós-venda e aluguer Aos atuais clientes, garantiu que “o pós-venda continua” e “vai, possivelmente, melhorar”. Segundo o responsável, já está no terreno a entrega de peças em 24 horas. Através da Ascendum Rent, a empresa pretende disponibilizar uma frota Fendt para aluguer. Os concessionários poderão recorrer aos equipamentos para demonstrações, chegar a novos clientes e gerar receita.

Cobertura nacional A organização da rede está em discussão com os atuais concessionários. Poderão existir mudanças, mas a configuração final permanece em aberto. O compromisso é assegurar uma “cobertura real” do continente e das ilhas, combinando concessionários próprios da Ascendum em algumas regiões. Em São Miguel, o atual concessionário da Ascendum passará a comercializar Fendt. A empresa prevê abrir uma unidade própria para reforçar a oferta no sul do país.


Notícias

Auto Geral de Moura entrega oitavo Massey Ferguson à Herdade do Sobroso Representante Massey Ferguson para a região do Alentejo, a Auto Geral de Moura entregou à Herdade do Sobroso, localizada no concelho alentejano da Vidigueira, mais um trator da marca do grupo AGCO. Desta feita, a escolha recaiu num Massey Ferguson 5709 M, equipado com carregador frontal original FL.3819. Etapa mais recente de uma já longa parceria, este é o oitavo Massey Ferguson que a Auto Geral de Moura fornece à Herdade do Sobroso, exploração agrícola com cerca de 1600 hectares, que, a par da produção de vinhos, conta, no seu espaço, com um Wine Luxury Hotel & Villas.

* Notas d'Abolsamia

Na sua edição n.º 142 da Abolsamia, o nome de Luís de Bettencourt Vasconcelos Correia e Ávila, um dos testemunhos ouvidos no âmbito da reportagem "Leilão de Tratores Usados Tractromoz", apresentou-se errado. Ao visado, assim como aos nossos leitores, apresentamos as nossas desculpas pelo lapso.


Notícias

Motivo continua ao lado dos clientes JCB

D

epois do anúncio do fim da parceria com a JCB, a Motivo assegura que irá continuar a dar apoio aos clientes da marca, que desde há muito tiveram a empresa portuguesa como interlocutora. O fim da representação oficial da JCB em Portugal não significa, para a Motivo, o fim da assistência aos clientes da marca. A parceria terminou em outubro de 2026, mas a empresa anunciou já, em comunicado, que mantém os canais habituais de apoio técnico e aconselhamento. Ao longo de mais de quatro décadas de ligação à JCB, as equipas da Motivo acompanharam diferentes gerações de máquinas e desenvolveram competências em diagnóstico, reparação, manutenção e revisão. “Continuamos presentes e não abandonaremos quem sempre confiou em nós”, sublinha a Motivo, que assim afirma continuar disponível para prestar assistência aos proprietários de máquinas JCB.

Herculano estreia nova gama HTT de 10 a 18 toneladas

A

Herculano alargou a sua oferta de transporte com os novos HTT, uma família de reboques tribasculantes composta por cinco modelos de dois eixos, com capacidades entre 10 e 18 toneladas. A nova gama partilha o chassis com os reboques monocoque HMB, opção que aproxima as duas famílias não apenas ao nível estrutural, mas também dos equipamentos opcionais disponíveis. Segundo o fabricante português, os HTT apresentam ainda uma construção mais robusta e um desenho renovado. A possibilidade de descarga para três lados permite adaptar o reboque a trabalhos em que o espaço disponível ou a configuração do local tornam menos conveniente a descarga exclusivamente à retaguarda.

Boa sorte, Alexandra

T

emos o privilégio de conhecer muita gente ao longo do nosso trabalho no setor e, felizmente, somos quase sempre muito bem recebidos. Um dos exemplos claros destas relações é a empresa AB Tyres . Por isso, não queríamos deixar passar a oportunidade de transmitir uma palavra à Alexandra Quares-

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Entre as possibilidades de configuração passam também a estar disponíveis travagem pneumática e sistema hidráulico de dupla conduta, soluções abrangidas pela homologação europeia. A gama estende-se do HTT 10000 ao HTT 18000.

ma, que esteve na Alves Bandeira e com quem temos privado em várias feiras ao longo dos anos. Sabemos que vai para o Dubai para assumir funções como Brand and Trade Manager na MatraX Tyres, e gostaríamos de desejar-lhe a maior sorte nesta nova etapa. Que corra tudo bem. Pelo profissionalismo e pela forma como sempre esteve connosco, temos a certeza de que vai ser um sucesso.


Pulverizadores Rocha celebra 80 anos no campo

Para o responsável, a celebração foi sobretudo uma homenagem à equipa: “Mais do que celebrar 80 anos de uma empresa, celebrámos 80 anos de pessoas, relações e histórias”. E acrescentou: “Uma empresa não se constrói apenas com produtos, máquinas ou tecnologia. Constrói-se, acima de tudo, com pessoas”. A abolsamia felicita a família Rocha e todos os que contribuíram para estas oito décadas de história.

A

Pulverizadores Rocha assinalou, a 25 de setembro, o seu 80.º aniversário com demonstrações de equipamentos e um encontro dedicado aos colaboradores. “Foi um dia vivido no nosso verdadeiro habitat: o campo”, destacou Sérgio Oliveira, administrador da empresa fundada em 1946.

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Eventos

6M e 6R MY2027 6M: 17 modelos; nova e19 Full PowerShift nos seis cilindros; AutoPowr disponível; CommandCenter opcional; CommandX Plus; iTEC e maior integração das funções de precisão.

6R: alterações nos 200, 220, 240, 230 e 260; Sport Pro; TLS Pro adaptativa; HCS 2.0; Reactive Steering; direção de relação variável; CommandView 4; sistema centralizado de pressão dos pneus disponível.

John Deere 6M e 6R MY2027

Evolução sente-se ao volante Nova transmissão e19 no 6M, evolução das suspensões, direção e travagem no 6R e uma aproximação tecnológica cada vez maior entre as duas séries. São algumas das alterações introduzidas pela John Deere no Model Year 2027, que a abolsamia conheceu e conduziu no Ride & Drive realizado na Alemanha. O 6M chega em Novembro e o 6R em abril de 2027. 24

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Texto e Fotografia Francisco Cruz

N

Esteve lá!

o 6R, as alterações abrangem sobretudo os chassis grande — 6R 200, 220 e 240 — e extragrande, 6R 230 e 260. Segundo Ángel Montoro, Instructor Sales & Marketing da John Deere, a marca partiu de tratores já vocacionados para trabalhos de tração pesada para reforçar outras vertentes: “Avançamos para a experiência de condução e para transformar o trator numa máquina também versátil”, com particular atenção ao transporte. É neste contexto que surge o Sport Pro, pacote opcional de melhorias e soluções dinâmicas, com a nova suspensão dianteira adaptativa TLS Pro. Uma válvula proporcional controla a passagem de óleo entre acumulador e cilindros, permitindo adaptar o comportamento da suspensão à carga. Em modo automático, o sistema gere a resposta, mas o ope-


+ Fotos

e19: antecipa a carga

A nova suspensão dianteira adaptativa TLS Pro possui uma válvula proporcional que controla a passagem de óleo entre acumulador e cilindros, permitindo adaptar o comportamento da suspensão à carga

rador pode também personalizá-la em função da distribuição de peso entre os eixos. A suspensão hidropneumática da cabine HCS 2.0 recebe, por sua vez, nova geometria, cilindros com menor atrito e um controlador mais rápido, trabalhando de forma coordenada com o eixo dianteiro.

Direção transmite maior controlo Foi precisamente a suspensão dianteira uma das evoluções que mais nos agradou durante a condução. Mais do que simplesmente filtrar irregularidades, a TLS Pro transmite uma sensação de maior controlo do trator, mantendo melhor o contacto do eixo dianteiro com o terreno. Em piso irregular, o resultado traduz-se não apenas em conforto, mas também numa frente mais estável e precisa, algo particularmente percetível quando se pretende manter a trajetória. Contudo, aos comandos, há outras diferenças.

Através do CommandCenter, o operador pode gerir transmissão, distribuidores, joystick e diferentes automatismos

Além da carga, regime do motor e velocidade programada, a e19 utiliza dois sensores de inclinação para antecipar subidas e descidas. Em transporte, a Skip Shift pode saltar várias relações para responder rapidamente à variação de esforço. Em automático, motor e transmissão procuram o ponto de funcionamento adequado, baixando o regime quando a carga o permite; em manual, o operador mantém maior intervenção na escolha da relação.

O volante tem menor diâmetro, a Reactive Steering fá-lo regressar à posição central depois de uma curva ou inversão de marcha (realizável em 5,6 m), enquanto a relação variável adapta o número de voltas necessário à manobra. A capacidade de travagem foi também reforçada e os pedais adotam uma disposição mais próxima da utilizada num automóvel.

Mais espaço e visibilidade Na cabine CommandView 4, não faltam novidades, a começar nos 3,3 m³ de volume e, segundo a John

Graças também ao papel da nova transmissão e19, o 6M 165 consegue manter o andamento, sem mudanças bruscas ou quebras notórias de tração, independentemente da exigência colocada pelo implemento

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Eventos

Deere, 66 dB(A) de ruído. A visibilidade traseira aumenta igualmente 20%, beneficiando do avançar dos pilares laterais e da adoção de um vidro traseiro curvo. O CommandARM foi redesenhado e o 6R utiliza o joystick CommandX Pro. Entre as opções surge ainda o sistema centralizado de enchimento dos pneus, integrado através dos eixos, que permite alternar em andamento entre pressões adequadas à estrada e ao campo. Na variante R, destaca-se o 6R 240, que combina o chassis grande com um seis cilindros biturbo com até 290 cv, apoiado no Intelligent Power Management. Com cerca de nove toneladas e 2,80 m de distância entre eixos, procura oferecer uma relação peso/potência favorável ao transporte e trabalhos à TDF ou hidráulicos, podendo ser lastrado quando é necessária maior capacidade de tração. A bomba hidráulica pode atingir 210 l/min.

O Model Year 2027 estreia igualmente novo lettering e emblema com relevo, tal como as novas escadas de acesso, com o objetivo assumido de elevar o posicionamento premium

6M: a e19 convence (também) no terreno Mas se no 6R a suspensão dianteira foi um dos aspetos que mais se destacou, no 6M foi a nova e19 Full PowerShift que deixou a impressão mais positiva. Disponível nos modelos de seis cilindros, a transmissão combina internamente seis grupos com quatro velocidades. Algumas relações sobrepõem-se entre grupos e, para o operador, tudo se resume a uma sequência contínua de 19 velocidades, sem necessidade de gerir as tradicionais letras dos grupos.

A principal diferença está, contudo, na forma como essas relações são geridas. Duas embraiagens, comandadas proporcionalmente, permitem pré-selecionar o grupo seguinte. Quando ocorre a mudança, uma embraiagem desliga enquanto a outra entra em funcionamento com a relação já preparada, procurando reduzir a interrupção da transmissão de binário. Na prática, as passagens revelaram-se quase impercetíveis durante o Ride & Drive. Foi uma característica especialmente evidente no trabalho com um subsolador, onde as alterações de esforço obrigavam a transmissão a reagir às variações de carga. A e19 respondeu de forma rápida e progressiva, procurando manter o andamento sem mudanças bruscas ou quebras evidentes de tração. Mais do que a rapidez da passagem em si, agradou-nos a continuidade com que o trator respondeu quando a exigência sobre o motor aumentava. A gestão automática articula motor e transmissão em função da carga, regime e velocidade definida. A e19 acrescenta ainda sensores de inclinação que permitem reconhecer uma subida ou descida e antecipar a alteração de esforço. Já a função Skip Shift pode saltar várias relações em vez de percorrê-las sucessivamente, procurando chegar mais depressa à relação adequada e manter uma progressão mais linear da velocidade.

ComandCenter como opção Ángel Montoro Instructor Sales & Marketing da John Deere

O 6M ganha igualmente a possibilidade de receber o CommandCenter, monitor principal através do qual podem ser geridos transmissão, distribuidores, joystick e diferentes automatismos. O gestor de cabeceiras iTEC permite automatizar funções como elevador, TDF, distribuidores ou transmissão e pode aprender uma sequência repetitiva realizada pelo operador, propondo a sua gravação. Para Montoro, estas evoluções tornam “a linha divisória cada vez mais ténue” entre 6M e 6R.

8R MY2027: eAutoPowr Igualmente presente no espaço onde decorreu o Ride & Drive deste ano, embora não disponível para condução, o 8R MY2027 mantém as transmissões e23 e AutoPowr, sendo que nos 8R 370 e 410 a opção de transmissão contínua passa pela eAutoPowr eletromecânica. O andamento pode ser controlado pelo pedal ou CommandPRO, com três memórias de velocidade. Pelo joystick, a progressividade é regulável e a velocidade pode aumentar proporcionalmente ou em incrementos de 0,2, 0,5 ou 1 km/h, permitindo adequar a resposta ao trabalho e às preferências do operador.

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Anuário 2027

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Eventos

Instalação das cabines nas ceifeiras, provenientes de um parceiro europeu

Onde nascem as maiores máquinas de colheita da New Holland Ceifeiras CX, CH e CR, picadoras FR e enfardadeiras BigBaler. A revista abolsamia esteve dois dias em Zedelgem, na Bélgica, para conhecer a fábrica onde a New Holland concentra o desenvolvimento da sua tecnologia de colheita. Aos 120 anos, a unidade prepara uma nova transformação industrial e acompanha a pressão dos fabricantes asiáticos. Texto e Fotografia Luís Seatra

Esteve lá!

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oi em 1906 que Léon Claeys começou em Zedelgem a construir debulhadoras. Em 1952 surgiria a MZ, a primeira ceifeira-debulhadora automotriz da Europa, e, 12 anos depois, a Claeys seria adquirida pela Sperry Rand, então proprietária da New Holland. Hoje, no mesmo local, está o Centro Global de Excelência para Tecnologia de Colheita da New Holland, com 3.000 colaboradores e exportações para 130 países. Da fábrica saem as ceifeiras CX, CH e CR Twin Rotor, as picadoras FR Forage Cruiser e

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A introdução de robots já permite efetuar tarefas repetitivas na fábrica

as grandes enfardadeiras BigBaler. Nestas últimas, Zedelgem acumula quase 40 anos de experiência e continua a ser a unidade global da marca dedicada à sua produção.

CR10 e CR11 mostram até onde chegou Zedelgem As CR10 e CR11 Twin Rotor representam hoje a evolução tecnológica da fábrica. A gama chega aos 775 cv e aos 20.000 litros de capacidade do depósito de grão, com conectividade, automatização e inteligência digital. Uma CR11 possui cerca de 11.000 componentes, incorpora 75 tecnologias recentemente patenteadas e necessita de aproximadamente 500 horas de produção. Zedelgem processa anualmente cerca de 157.000 toneladas de aço. Na nova geração, a marca aponta para menos 15 a 20% de combustível por tonelada colhida. A gestão do peso foi também trabalhada para aumentar a capacidade sem fazer crescer proporcionalmente a massa.


+ Fotos

Automatizar antes de retirar o operador Quando teremos uma ceifeira totalmente autónoma? A prioridade da New Holland é primeiro automatizar as funções da máquina, reduzindo a diferença entre um operador experiente e outro menos especializado. Sistemas como o IntelliSense deverão assumir progressivamente decisões antes dependentes do conhecimento humano. A autonomia total continua condicionada pela legislação. Para já, a estratégia passa por integrar ceifeira, trator, transporte e logística, respondendo também à falta de operadores especializados.

150 milhões para transformar a fábrica Entre 2022 e 2025 foram investidos 150 milhões de euros na expansão do fabrico, engenharia e produção, com a linha de montagem e a logística redesenhadas para a nova geração CR10/CR11. Os AGV (Veículo Guiado Automaticamente ) já movimentam máquinas e aumentam a flexibilidade da produção. A administração confirmou planos para robotizar operações de prensagem, reforçar armazéns automatizados, testar equipamentos sem condutor e automatizar partes da pintura. “Estamos a acelerar a automatização porque a mão-de-obra na Bélgica é muito escassa.” E a CNH não quer esperar pela recuperação do mercado: “Temos o apoio da administração para investir antes de os volumes aumentarem, e não esperar que aumentem para depois investir.”

Primeira ceifeira-debulhadora automotriz fabricada em série na Europa, introduzida em 1952 pela empresa Claeys

Da esq. para a direita: Peter Schwermann, Product Manager das combinadas da New Holland, e Stefaan Van de Walle, diretor da fábrica de Zedelgem

CNH sublinha a sua presença global: produz mais de 50.000 tratores por ano na Índia, fabrica ceifeiras na China e mantém operações noutros mercados. A resposta envolve produto, presença industrial e cadeia de fornecimento.

A colheita continua no centro da New Holland Apesar de o mercado mundial de tratores ser superior em volume, a administração afasta a ideia de que a colheita possa tornar-se secundária. Ceifeiras, picadoras e enfardadeiras geram vendas, peças e assistência e continuam essenciais para a identidade da marca. É por isso que Zedelgem continua estratégico, assente em quatro áreas: automatização, agricultura de precisão, conectividade e sistemas inteligentes. Em 1906, Léon Claeys começou aqui a construir debulhadoras. Em 2026, uma CR11 demora cerca de 500 horas a produzir e reúne 11.000 componentes. Zedelgem celebra 120 anos, mas a discussão dentro da fábrica já não é sobre o passado. É sobre quem vai construir — e com que tecnologia — a próxima geração da colheita.

Concorrência chinesa? “É uma conversa diária” Questionada sobre o crescimento dos fabricantes asiáticos, particularmente chineses, a administração respondeu: “É uma conversa que temos diariamente dentro da companhia.” Na colheita, a resposta passa por avançar na automatização, inteligência e valor acrescentado. Outro responsável admitiu que a concorrência chinesa “continua a desafiar-nos”. A

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Corpo do semeador Chrono

No coração industrial da Maschio Gaspardo A convite da Maschio Gaspardo, a abolsamia foi ao nordeste de Itália para conhecer ao detalhe quatro unidades industriais do grupo. Dois dias entre chapa, soldadura, pintura, montagem e testes permitiram perceber que a estratégia full line da marca assenta também na elevada eficiência e controlo dos processos industriais. Texto Rui Reis Reportagem e Fotografia Luís Seatra

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Esteve lá!

visita da revista abolsamia à Maschio Gaspardo começou em Cadoneghe, o polo tecnológico da marca italiana. É aqui que uma parte importante das estruturas ganha forma, através de cortes a laser, quinagem, torneamento e soldadura robotizada. Nesta unidade, os robôs assumem operações onde a repetibilidade é determinante, num processo que continua a incluir controlo e verificação das soldaduras. Mais do que montar componentes,

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Sede da Maschio Gaspardo em Campodarsego

a fábrica mostra a capacidade do grupo para trabalhar a matéria-prima e produzir internamente peças essenciais.

Na sede da empresa Já em Campodarsego, sede da empresa, a escala muda. A unidade está ligada à produção de equipamentos para mobilização do solo, trituradores, distribuidores de adubo, semeadores combinados e sachadores. Foi também possível conhecer a área de protótipos e a divisão de peças, num grupo que coloca o pós-venda no mesmo plano da produção da máquina. Para a Maschio Gaspardo, ter o componente disponível quando é necessário pode ser tão importante como a tecnologia que sai da linha de montagem. A terceira paragem foi Concordia Sagittaria, ligada aos equipamentos de proteção das culturas e aos processos de pintura. Nas linhas encontravam-se pulverizadores e atomizadores em diferentes fases de montagem, incluindo versões rebocadas e soluções adaptadas às especificações de cada mercado.


+ Fotos

Esq. p/ dir.: Giovanni Sartore, Academy Products Trainer MG; Silvia Cifuentes, Executive Assistant MG Ibérica; Vanessa Garrido, Marketing Director MG Ibérica e Lorenzo Cinetto, Academy Products Trainer MG

8.000 m², apresenta ciclos de produção que podem variar entre uma e três semanas. O percurso terminou em Morsano al Tagliamento, local onde nasceu a Gaspardo em 1834 e onde a sementeira continua a ser protagonista. Aqui são montados semeadores de precisão e de cereais, com diferentes chassis e configurações, e é feita a integração dos sistemas eletrónicos Isotronic. Entre as máquinas visíveis na linha de montagem destacava-se um semeador Chrono de grandes dimensões com fertilização líquida, uma configuração pensada para mercados onde a capacidade de trabalho e a produtividade horária têm um peso determinante. Depois da montagem seguem-se os testes, incluindo verificações comuns a equipamentos provenientes de outras unidades. Há ainda ensaios de resistência dos tratamentos superficiais, com exposição a soluções salinas.

Entre 60 a 70 mil máquinas/ano

Nas estruturas sujeitas a maior exposição aos produtos químicos recorre-se também à galvanização, enquanto a pintura líquida e em pó é escolhida em função da aplicação. Segundo as informações recolhidas durante a visita, a unidade, com cerca de

Stock disponivel em Campodarsego

A dimensão industrial da Maschio Gaspardo ajuda a enquadrar a estratégia da marca. Durante o encontro com a revista abolsamia, os responsáveis do grupo apontaram para uma produção global entre as 60 000 e as 70 000 máquinas por ano, com presença em 114 países e cerca de 60% da atividade da empresa concentrada na Europa. A mobilização do solo continua a representar a maior fatia no volume de negócios, com os semeadores de precisão muito próximos. Também a tecnologia entrou na conversa. Entre os interlocutores esteve Lorenzo Cinetto, Product Trainer da Maschio Gaspardo. O debate deixou uma ideia muito clara, “tecnologias como o ISOBUS, o controlo de secções ou a taxa variável já fazem parte do presente, mas a inovação só ganha valor quando reduz efetivamente os custos e simplifica o trabalho. Com o preço das sementes, do fertilizante, do combustível e da mão de obra a subir, automatizar por automatizar não chega”, afirmou. Como sempre foi, no campo só continua a contar aquilo que realmente funciona.

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TERRA’26 EM PROL DA AGRICULTURA REGENERATIVA

Fazer melhor, gastando menos A primeira edição do TERRA’26: Enraizados no Futuro decorreu a 9 e 10 de setembro, na Quinta da Melhorada, na Azinhaga. Reuniu agricultores, investigadores e responsáveis do setor para mostrar que a agricultura regenerativa não é só reabilitação dos solos: é também rentabilidade, gastando menos e fazendo cada vez melhor. Texto Francisco Cruz Fotografia Mafalda Martins

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Esteve lá!

arcado desde o primeiro dia pela forte afluência e participação, o evento arrancou com uma breve conferência, na qual João Coimbra, um dos coorganizadores, recordou a inspiração no festival britânico Groundswell, apelando ao investimento português na defesa do solo como “o recurso mais importante que temos para deixar às próximas gerações”. Seguiu-se a visita às estações de demonstração de um trabalho que, na Quinta da Cholda, já leva anos: estudo do solo (estrutura, matéria orgânica, infiltração de água, atividade biológica), culturas de cobertura, mobilização mínima, rotação de culturas e integração de animais na reciclagem da biomassa. Repetiu-se a ideia de que a transição varia com o solo, clima, cultura, água, maquinaria e viabilidade económica.

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HENRIQUE CORDEIRO Agromilhafres, Lda, São Miguel, Açores

"Passei de 56 para 90 ton./ha com menos custos" Henrique Cordeiro aderiu há quatro anos a um projeto-piloto de agricultura regenerativa promovido pela Bel Portugal. Na exploração familiar de 60 hectares, que gere com o pai, Mário Cordeiro, em São Miguel, Açores, dedicada à produção de leite e carne, o diagnóstico aos solos revelou carências de cálcio e boro, e levou à procura de espécies mais adaptadas às pastagens perenes. “Não há uma receita milagrosa. A planta é que nos diz aquilo de que precisa”, afirma, destacando o recurso a análises de seiva. Os resultados traduzem-se numa subida da produção de milho das habituais 56 a 60 toneladas por hectare para 78 toneladas e numa redução dos custos diretos entre 1.000 e 1.500 euros por hectare e por ano. A exploração passou três anos sem inseticidas e reduziu em mais de 25% a aplicação de azoto. Em 2026, os primeiros cinco hectares de milho em sementeira direta atingiram já os 90 ton. por hectare. Para o produtor, regenerar também significa recuperar conhecimento: “Estamos a reaprender aquilo que os antigos sabiam”, agora com análises laboratoriais e agricultura de precisão. “Nunca está tudo feito. Estamos sempre a afinar, mas voltar para trás, não.”

Recuperar a capacidade funcional do solo também permite gastar menos em recursos - maquinaria, por exemplo - sem perder rentabilidade. João Coimbra deu como exemplos a aplicação da inoculação líquida no semeador direto, um pulverizador com cerca de 20 anos adaptado à pulverização localizada nas linhas de milho e um rolo de facas, concebido para a floresta, usado no acamamento das culturas de cobertura. Segundo foi explicado, menos passagens significam menos horas de trator, combustível, mão de obra e


+ Fotos Esq. p/ dir.: Nuno Tomé e Nuno Coimbra

A máquina certa para o trabalho indicado Também na agricultura regenerativa, a maquinaria desempenha papel primordial. Com Nuno Coimbra, co-organizador desta 1.ª edição do TERRA’26, e Nuno Tomé, agrónomo responsável pelo parque de máquinas da Quinta da Cholda, como cicerones, fomos conhecer as máquinas que contribuem para que “tenhamos uma confiança forte no trabalho que estamos a fazer”, diz Tomé. Ajudando, ao mesmo tempo, a “validar o modelo de agricultura”.

Semeador de culturas de cobertura Destinado a sementes pequenas e médias, o semeador Horsch Avatar permite instalar culturas de outono e inverno, como trigo, cevada, aveia, leguminosas e trevos. As duas tremonhas, parte do sistema pneumático de dosagem e distribuição MiniDrill possibilitam combinar sementes com dimensões diferentes e regular separadamente as doses. “A grande vantagem é permitir uma sementeira direta de culturas de cobertura”, salientou Nuno Tomé. Os discos finos reduzem a mobilização do solo. O semeador foi equipado com um sistema desenvolvido na exploração para aplicar extratos líquidos junto à semente. O produto segue do depósito frontal de 1.100 litros até aos 24 bicos injetores, um por linha. “A semente já leva biologia, com os seus fungos e bactérias, para começar logo desde o início a ajudá-la”, explicou Nuno Coimbra. O objetivo é reduzir progressivamente o recurso a adubos simples.

desgaste, sendo que, estudos europeus não mostram uma relação automática entre práticas regenerativas e quebra de produção. Para a diretora de Enologia e Viticultura do Monte da Raposinha, Paula Bragança, é preciso “um estudo contínuo do solo”, porque “nós não queremos gastar mais, nós queremos é fazer melhor”.

Segundo dia Em linha com o primeiro dia, o segundo dia voltou a contemplar um programa de 46 sessões, cerca de 60 oradores e 40 expositores, em cinco eixos, da saúde do solo à regeneração e paisagem, com conferências, ensaios de campo, demonstrações de máquinas e um auditório imersivo sobre a vida subterrânea. Procurando fazer sempre cada vez melhor, gastando menos.

Pulverizador com aplicação na linha Um pulverizador convencional, com cerca de 20 anos, foi adaptado para aplicar apenas sobre as linhas de milho, espaçadas a 75 cm, em vez de tratar toda a superfície. “Permite uma redução da quantidade de produtos aplicados e uma grande eficácia na fertilização foliar”, destacou Nuno Tomé. A aplicação localizada proporciona também maior autonomia, tendo permitido recuperar uma máquina que se encontrava parada.

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Aplicador de extratos biológicos Um antigo reboque de transporte recebeu uma bomba e uma barra com nove metros, passando a aplicar extratos biológicos sobre restolhos e culturas de cobertura. “Ganhamos autonomia, poupamos muito dinheiro e temos uma alfaia que funciona perfeitamente”, afirmou Nuno Coimbra. Por trabalhar sem filtros e possuir bicos de maior diâmetro, pode aplicar compostos que provocariam entupimentos num pulverizador convencional.

Rolo de facas Adaptado da floresta para a agricultura, o rolo de facas pesado é utilizado para acamar as culturas de cobertura, interrompendo o fluxo de seiva nas plantas, sem as cortar, antes da instalação da cultura principal. “É uma operação rápida e muito barata”, explicou Nuno Coimbra, indicando um consumo próximo de 1,7 litros de combustível por hectare. O equipamento, lastrado com água, pode ser rebocado por tratores com menos de 120 cv e é também eficaz no controlo de matos.

Pulverizador VRT de 2.200 litros O pulverizador Horsch Leeb de 2.200 litros de Tecnologia de Taxa Variável (VRT) utiliza GPS, mapas de prescrição e controlo por secções de três metros para variar ou interromper automaticamente a aplicação. “É para poupar, não duplicar doses e não aplicar duas vezes no mesmo sítio”, resumiu Nuno Coimbra, com Nuno Tomé a complementar afirmando que o sistema permite aplicar herbicida apenas onde é necessário e variar a dose, por exemplo, entre 50 e 100 l. Neste caso, "está exatamente igual como veio de fábrica, sem alterações", acrescenta ainda Nuno Coimbra.

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Subsolador strip-till com inoculação Desenvolvido em casa, o subsolador strip-till mobiliza apenas a futura linha de sementeira, mantendo intacta a entrelinha. A alfaia recebeu sistemas de inoculação no disco dianteiro e no subsolador, além de rolos traseiros que uniformizam a cama de sementeira. “Cada vez que causamos um distúrbio, também queremos regenerar esse distúrbio”, explica Nuno Tomé, para que, em cada campanha, o solo fique “melhor e menos compacto”.

Semeador monogrão de milho para sementeira direta O semeador monogrão Horsch Maestro CX realiza sementeira direta de milho e trabalha em conjunto com um depósito frontal. A exploração acrescentou-lhe um sistema próprio de inoculação em dois pontos: no disco dianteiro e sobre a linha de sementeira. “As marcas ainda têm dificuldade em perceber esta necessidade, e nós desenvolvemos o material”, contou Nuno Coimbra. O sistema fornece à planta apoio biológico desde a instalação.

Medidor de compactação do solo Equipado com uma agulha que penetra no terreno, este equipamento mede e mapeia a compactação nas diferentes parcelas. A informação, cruzada com os dados recolhidos pelos tratores, ajuda a localizar zonas afetadas pela passagem de máquinas. “É a peça fundamental para decidirmos o que vamos fazer: sementeira direta ou mobilização na linha”, foi explicado durante a demonstração.

Revolvedor de matéria orgânica HORSCH MOSTRA SOLUÇÕES À MEDIDA

Dentro do espírito da Agricultura Regenerativa Convidada para o TERRA’26, a Lagoalva, importador da Horsch em Portugal, levou à Quinta da Melhorada três alfaias da exploração que, segundo o responsável Abílio Pereira, cobrem, “dentro do âmbito e do espírito da agricultura regenerativa”, praticamente todas as máquinas de sementeira direta.O semeador Maestro CX (6 a 9 m, 8 a 16 linhas) é para culturas de entrelinhas largas, “neste caso, milho”. O Avatar SL, Short Line, montado (4 a 6 m), usa um “sistema de transferência de peso para aumentar a pressão ao solo e garantir uniformidade de sementeira”, com entrelinha de 25 cm e disco simples de sementeira direta. Para Abílio, é “a mesma barra de sementeira que comercializamos nos semeadores até 18 metros de largura de trabalho” e admite tremonha frontal, “alternativa mais económica” aos “tradicionais Avatars rebocados”. Completa o trio o pulverizador montado Leeb CS (gama: 15 a 36 m), com “2.200 litros de capacidade, barra de 18 metros”, lavagem automática e “doses variáveis VRT”. Segundo Abílio Pereira, “tem tudo aquilo que hoje se pode exigir a um pulverizador profissional”. Os semeadores admitem injeção de “inoculantes para a semente”, que “deixam o inóculo junto da mesma”.

Acoplado a um trator, o revolvedor mistura a matéria orgânica acumulada em pilhas, promovendo o arejamento e a homogeneização do material. Desenvolvido em casa, o equipamento favorece a atividade dos microrganismos responsáveis pela decomposição e ajuda a regular a temperatura e a humidade, contribuindo para a produção de composto destinado à fertilização e melhoria do solo.

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Pós-Venda exclusivo

MANUTENÇÃO PREDITIVA COM O APOIO NEW HOLLAND

Preparar, vigiar, proteger Em mais uma edição da rubrica Manutenção Preditiva com o apoio da New Holland, definimos como destino o olival e a vinha. Em altura de campanha, estivemos em Évora, nas mais recentes instalações do Grupo Lampreia, para saber como ter uma máquina de colheita e vindima pronta para fazer o serviço sem percalços e, já agora, evitar que pequenas avarias de poucos euros, se transformem em dores de cabeça de milhares de euros. https://agriculture.newholland.com/pt-pt/europe Patrocínio visível sem ser intrusivo

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“Rubrica Pós-Venda”

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logótipo sempre no mesmo local (topo ou rodapé da página)

o apoio da New Holland Portugal” Fotografi●a “Com Mafalda Martins

Grafismo próprio da rubrica ● ● ●

cor azul (associada à marca) ícone de chave / ferramenta / manutenção título fixo em todas as edições

PRÉ-CAMPANHA: A BASE DE UMA COLHEITA DESCANSADA Rubrica editorial, não anúncio.

Pequena caixa institucional do patrocinador da página: Já lá dizNo ofim adágio popular que, “Quem vai ao mar, avia-se em A New Holland disponibiliza uma rede de concessionários e serviços pós-venda em todo o país,para assegurando assistência técnica, peças originais terra”. Transposto a realidade agrícola e,e soluções maisdeconcretamente, manutenção para maximizar o rendimento das máquinas agrícolas. para as máquinas de colheita e de vindimar, o ditado alerta para uma certeza que Tiago Gil, técnico especialista em máquinas de colheita no Grupo Lampreia, não se cansa de repetir: “Uma boa manutenção pré-campanha permite fazer uma campanha descansada, sem dias de paragem nem perdas de produtividade.”.

Os patins/corrente que se encontram por debaixo dos godés são um componente que requer atenção, pois tem influência no comprimento da Nora, nas percas de fruto e uma gripagem que pode causar danos e paragem da maquina refletidos em milhares de euros

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Eis como fazer:  

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Desmontar a máquina de ponta a ponta e voltar a montá-la é o passo fundamental: só assim se detetam todas as falhas antes do arranque. Rolamentos merecem atenção especial. Uma folga mínima, ainda aceitável, pode gripar em plena campanha e transformar uma peça barata numa reparação de milhares de euros. Lubrificar tudo sem excessos: tapetes, pilares e bielas de sacudida. Os rolamentos dos tapetes devem ser substituídos todos os anos, estejam ou não visivelmente gastos. Fazer calibragens e retificações gerais, verificando também os sensores de auto-nivelamento. A manutenção do motor faz-se anualmente (óleos e filtros); a revisão geral, incluindo o sistema hidráulico, de dois em dois anos - a marca garante a eficácia do sistema hidráulico, sem necessidade de manutenção, durante duas campanhas. Comprar material de desgaste homologado (varas, patins, bielas, guardas, fechos dos godés e outros consumíveis) antes da campanha: os descontos são maiores e evita-se ficar sem peça a meio da colheita.


+ Fotos

UM BOM OPERADOR TEM DE CONHECER O SOM DA MÁQUINA Tiago Gil técnico especialista em máquinas de colheita no Grupo Lampreia

DURANTE A CAMPANHA: OUVIR A MÁQUINA

Um operador experiente deve conseguir ouvir a máquina. Alterações no barulho podem ser o primeiro sinal de problemas

Já com a campanha a decorrer, existem práticas a adoptar pelo operador da máquina, que garantidamente ajudarão a prevenir o surgimento de problemas mais graves. A começar no ouvido (experimentado) de quem com ela trabalha todos os dias:  O operador deve ouvir o trabalhar da máquina. O som é o primeiro sinal de alerta de qualquer anomalia.  Fazer lubrificação e inspeção visual diárias. Se um ponto que normalmente leva 10 bombadas passar a precisar de 20, há um tubo furado ou um rolamento sem massa.  As noras são o elo mais sensível da máquina. Entrada de terra desgasta os patins de teflon, cria folgas e pode encravar o sistema — um bloqueio destes imobiliza a máquina uma semana inteira.  Regular velocidade, sacudida e ventilação consoante o olival e até a humidade do dia, que altera a forma como a azeitona se solta.  Sempre que se muda de olival, fazer 50 a 100 metros de teste e verificar as perdas de fruto no túnel antes de arrancar em pleno.  As câmaras traseira e dos tapetes ajudam o operador a detetar obstruções e perdas em tempo real.

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Pós-Venda

PÓS-CAMPANHA: PREPARAR O PRÓXIMO ANO Uma vez concluída a campanha, não se pode dizer que os cuidados a ter com a máquina também terminaram; pelo contrário, um bom e correto acondicionamento é meio caminho andado para, chegada a altura de voltar ao campo, ter uma máquina pronta a colher ou vindimar. Conheça os passos a dar:  Desmontar o pórtico de colheita por completo e verificar (se necessário, pintar) tudo.  Lavar bem a máquina, removendo lama e terra acumuladas.  Retirar as varas e guardá-las direitas, para não empenarem, mantendo a sua integridade.  Aproveitar para repor stock de consumíveis, beneficiando dos descontos de pré-campanha.

O topo do tapete é um dos locais onde se acumulam mais detritos, aos quais o operador deve estar atento, através das câmaras instaladas na máquina

Ao contrário dos tratores, as máquinas de vindimar e olival têm todos os copos de lubrificação num só ponto, mais precisamente na parte traseira, no caso dos modelos 11.90, e na parte superior, nas 10.90. Por norma, bastam 10 bombadas em cada um para manter o sistema bem lubrificado

NO FINAL DA CAMPANHA, É FUNDAMENTAL LIMPAR E LAVAR BEM A MÁQUINA, RETIRAR AS VARAS E GUARDÁ-LAS DIREITAS E DEIXAR SEM TENSÃO TODOS OS COMPONENTES QUE ASSIM O EXIJAM. É TAMBÉM O MOMENTO DE INSPECIONAR O SISTEMA DE COLHEITA E SUBSTITUIR O MATERIAL DESGASTADO, PARA QUE A MÁQUINA FIQUE PREPARADA PARA A CAMPANHA SEGUINTE

Contratos de Manutenção e Extensão de Garantia:

Tiago Gil

Até cinco anos de tranquilidade

técnico especialista em máquinas de colheita no Grupo Lampreia

Desde 2025, todas as máquinas de colheita de olival e vindima New Holland passaram a beneficiar de uma garantia geral de dois anos - anteriormente limitada a um ano -, que cobre todas as anomalias do equipamento, com exceção do material de desgaste e dos danos resultantes de má utilização. Esta garantia também pode ser prolongada até cinco anos (2+3) ou 6000 horas, consoante o limite atingido primeiro, sendo que, no caso específico das máquinas de colheita, a extensão é sempre contratada na modalidade de cobertura total. Entretanto, desde dezembro de 2025, a New Holland disponibiliza também contratos de manutenção personalizados, em função das horas anuais de utilização. Com uma duração máxima de 6 anos ou 10.000 horas e mensalidade fixa, abrangem as

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João Rego Service Zone Manager Portugal CNH

operações previstas no plano de manutenção, incluindo óleos, filtros, correias e mão de obra. Como principais vantagens, estão o controlo de custos através de um preço fixo por hora, a proteção face à inflação, maior tranquilidade e segurança, melhor valorização na retoma, menos incidências e paragens não planeadas, e maior longevidade da máquina. “É uma solução para trazer tranquilidade ao cliente e garantir contas fixas e equilibradas”, explica João Rego, Service Zone Manager - Portugal da CNH. Referir, ainda, que os contratos de extensão de garantia e de manutenção podem ser financiados, separadamente do equipamento, até ao montante de 15 mil euros, contando também com opção de renting.


Kits de Polivalência

Em prol da máxima rentabilidade A unidade base das máquinas de vindimar Braud (Série 9090X) foi pensada para trabalhar o ano inteiro, da pré-poda à vindima, graças a um sistema patenteado de engate e desengate rápido da cabeça de colheita, e a um novo suporte de acessórios dianteiro. Isto permite equipar a mesma base com diferentes cabeças de trabalho, consoante a operação pretendida. Do lado da poda, a gama Provitis (marca do universo Braud) disponibiliza equipamentos como desfolhadoras, pré-podadoras e aparadoras, montados sobre essa mesma unidade base. Já para a pulverização, a New Holland desenvolveu, em parceria com a Berthoud, uma gama específica de equipamentos para as máquinas de vindimar Braud, incluindo os modelos Cruis'Air 7000/8000, 9000 e 9070/9080N. Desta forma e apenas com a troca do acessório, a mesma máquina passa de colher para podar ou pulverizar, rentabilizando o investimento ao longo de todo o ano.

Como se conectar Crie uma conta gratuita para aceder a todas as funcionalidades do New Holland FieldOpsTM

Em pré campanha é essencial verificar a integridade de vários componentes e proceder à sua substituição, em caso de necessidade, como é o caso das bielas. Durante a campanha, é imprescindível possuir stock de substituíveis

As varas são outro dos elementos sensíveis nas máquinas de vindimar e olival, exigindo vistoria atenta antes, durante e após a campanha. Devendo ser substituídas, em caso de deterioração

Serviços Conectados

Eduardo Picanço

Diagnosticar antes de chegar ao campo

Responsável do Departamento de Agricultura de Precisão do Grupo Lampreia

Fator de maior eficiência e rentabilidade, as máquinas New Holland de colheita e vindimar saem, hoje em dia, da fábrica, já equipadas com serviços conectados e antena GPS, destinados, sobretudo, a identificar as linhas já colhidas. Através do FieldOps, é possível monitorizar consumos, rotações e temperaturas, receber alertas de avaria e definir um perímetro de georreferenciação que ajuda a proteger a máquina contra furto. Segundo Eduardo Picanço, responsável pelo departamento de Agricultura de Precisão, cerca de 40% dos clientes do Grupo Lampreia já utilizam estes serviços, com maior adesão entre os grandes grupos, mais habituados a tomar decisões com base em dados. “Basicamente, acaba com o problema de tentar perceber qual é o erro ou a avaria da máquina”, explica. O alerta chega simultaneamente ao cliente e ao concessionário, permitindo preparar a intervenção antes da deslocação. “Podemos ir para o campo com o estudo já feito, sabendo quais são os erros da máquina e as possíveis peças que será necessário levar”, acrescenta Eduardo Picanço. Portugal conta atualmente com cerca de 300 máquinas New Holland conectadas, integradas numa rede que cruza dados do cliente e do concessionário com os mais de 40 parceiros, através do Agronomic Data Exchange.

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Pós-Venda MANUTENÇÃO PROGRAMADA DA BRAUD 9.50L Periodicidade

Principais operações

Diariamente ou a cada 10 horas

Lavar e inspecionar a máquina; verificar níveis, lubrificação, noras, baldes e correntes; abastecer combustível e AdBlue.

A cada 50 horas

Lubrificar direção e pernas; verificar pneus, sacudidores, correntes, noras e correias; ajustar tensões e limpar o purificador de ar.

A cada 100 a 300 horas

Verificar as noras, limpar os filtros de ar e lubrificar a mesa de separação.

A cada 600 horas ou anualmente

Substituir óleo e filtros do motor e combustível; verificar direção, rodas, calhas, guias das noras, correias e sistema hidráulico.

A cada 1200 horas ou dois anos

Substituir filtros de ar, filtros hidráulicos, correias e componentes de desgaste; verificar o ar condicionado e o sistema de AdBlue.

Tanto o sistema que faz circular o fruto no interior da máquina e que é conhecido por "nora", como os "godés", os baldes que transportam o fruto, exigem verificação atenta e diária

Efetuar uma limpeza profunda e verificar a mesa de separação, No final da campanha correntes, sacudidores, noras, transportadores e restantes componentes de colheita.

O testemunho do cliente

“A manutenção conta muito”

Prestador de serviço com uma área de influência que abarca praticamente todo o território continental, além de já ter operado em Marrocos, a Alemplás conta com uma frota de 28 máquinas de colher e vindimar, e 30 cabeças - quatro de vindima, as restantes de olival. Algumas delas, afirma Nuno Garnacha, responsável pela manutenção com o apoio os técnicos do Grupo Lampreia e CNH, já com 14 anos e, ainda assim, "a parecerem novas", graças à manutenção.

Nuno Garnacha responsável de manutenção da Alemplás

Quanto aos problemas mais frequentes, Nuno Garnacha destaca os tubos rebentados e as embraiagens, forçadas pelos olivais mais abertos da região. Algo a que a empresa responde com uma "campanha de manutenção", realizada todos os anos entre janeiro e o arranque da campanha agrícola seguinte, com calibragens e retificações completas. Acompanhamento que permitiu, por exemplo, que, já este ano, uma das máquinas viajasse até Marrocos, sem acompanhamento de mecânico, e tenha regressado sem problemas de maior — "portou-se muito bem", garante Nuno. A atividade cobre todo o Alentejo, com clientes grandes e pequenos, e uma manutenção interna forte, complementada pela assistência do concessionário sempre que necessário.

MANUTENÇÃO PROGRAMADA DA BRAUD 11.90X MULTI Periodicidade

Principais operações

Diariamente ou a cada 10 horas

Verificar o nível do óleo do motor, baldes e tensão das correntes das noras; lubrificar as pernas dianteiras e o sistema de colheita; abastecer combustível, AdBlue e líquido limpa-para-brisas.

A cada 50 horas

Lubrificar e verificar a direção; controlar pneus, rodas, sacudidores, hastes e placas dianteiras; lubrificar e ajustar as correntes.

A cada 100 a 300 horas

Verificar as noras, limpar o filtro de ar do motor e realizar a manutenção da filtragem CAT 4 da cabine, quando instalada.

A cada 600 horas ou anualmente

Substituir o óleo e os filtros do motor, filtros de combustível, filtros hidráulicos e correntes previstas; verificar direção, rodas, mangueiras hidráulicas, cilindros, correia do compressor, calhas, placas estanques e guias das noras.

A cada 1200 horas ou dois anos

Substituir os filtros de ar do motor e da cabine, filtro do depósito hidráulico, correias, filtro do ar condicionado, componentes do sistema AdBlue e elementos de desgaste dos transportadores.

No início e no final da campanha

Verificar o nível do sistema automático de lubrificação; inspecionar baldes, noras, correntes, calhas, rolamentos, transportadores, sistema hidráulico, refrigeração, radiador e restantes componentes de colheita. Obs: O cliente deverá sempre contactar o concessionário para conhecer o preço de cada intervenção

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Empresa em foco + Fotos

Nas instalações de Évora o Grupo Lampreia conta, atualmente, com uma equipa de cerca de 16 colaboradores, além de infraestruturas modernas inauguradas há pouco mais de um ano

Maria José Lampreia é a gerente que comanda os destinos da representação do Grupo Lampreia em Évora

Grupo Lampreia consolida aposta na Agricultura de Precisão no Alentejo O Grupo Lampreia, concessionário oficial New Holland para os distritos de Beja e Évora, reforça o seu papel como parceiro tecnológico do setor agrícola alentejano, apostando na Agricultura de Precisão como resposta às necessidades presentes do sector. Sempre com o foco no cliente. Fotografia Mafalda Martins

Esteve lá!

O Grupo Lampreia conta com carros de assistência e técnicos que, especialmente em época de campanha, garantem uma resposta pronta durante praticamente 24 horas do dia

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departamento especializado na Agricultura de Precisão do Grupo Lampreia implementa, atualmente, sistemas de autoguiamento GPS/RTK, mapas de produtividade e aplicação a taxa variável de fatores de produção, através da tecnologia New Holland PLM (Precision Land Management). O objetivo é otimizar a produtividade e, consequentemente, os ganhos, reduzindo sobreposições, consumos de combustível e desgaste mecânico - ganhos relevantes nas culturas de olival, amêndoa e vinha que dominam a paisagem agrícola do Sul do país. A monitorização assenta numa telemetria de dupla dimensão. Internamente, uma Control Room acompanha em tempo real os parâmetros das máquinas, a partir, tanto da sede em Beja, como do concessionário em Évora, permitindo assim diagnósticos preditivos e gestão preventiva de manutenções. Já a plataforma FieldOps, associada ao MyPLM Connect, dá ao agricultor controlo remoto, via smartphone ou computador,

com módulos universais que permitem ligar frotas mistas e tratores mais antigos.

Eduardo Picanço responsável pelo departamento de Agricultura de Precisão no Grupo Lampreia

Um setor em transformação Esta aposta tecnológica acompanha a transformação do próprio setor. Nos últimos anos, a chegada de grandes grupos espanhóis ao Alentejo trouxe consigo o boom do olival e, mais recentemente, da amêndoa — culturas às quais o concessionário teve de se adaptar rapidamente. Hoje, 70% dos clientes são já grupos empresariais, alguns com centenas de tratores em frota. O compromisso estende-se ao pós-venda. Em época de campanha, a assistência técnica funciona quase 24 horas por dia. "Os clientes, quando nos procuram, estão numa fase urgentíssima, é tudo para ontem. E essa capacidade de resposta é a nossa maior vantagem competitiva face à concorrência", explica Maria José Lampreia, gerente do polo de Évora do Grupo Lampreia.

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Empresa em foco

OPEN DAY STET 2026 Uma nova etapa ganha forma em Beja A falta de operadores qualificados é uma das dificuldades sentidas por empresas que trabalham com máquinas. Em Beja, a STET quer contribuir para dar resposta ao problema com um novo Centro de Capacitação, onde a aprendizagem começa em sala, passa pelos simuladores e termina aos comandos das máquinas, em condições reais de trabalho. A estrutura foi inaugurada a 25 de setembro e abriu portas no dia seguinte a cerca de 350 clientes e parceiros, num Open Day integrado nas comemorações dos 65 anos da empresa.

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Texto e Fotografia Mafalda Martins

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Esteve lá!

prender a operar uma máquina sem começar imediatamente aos seus comandos. É esta a lógica seguida pela STET no novo Centro de Capacitação de Beja, onde a empresa concentrou também a sua Academia de Operadores. O percurso de aprendizagem desenvolve-se em três etapas. Começa em sala, com a componente teórica, segurança e conhecimentos associados à operação e manutenção preventiva. Segue depois para o simulador, onde é possível ganhar sensibilidade aos comandos, repetir operações e enfrentar situações críticas sem os riscos e custos associados à utilização de uma máquina real. Só depois chega o terreno. No espaço adjacente ao Centro, os formandos aplicam os conhecimentos adquiridos aos comandos de máquinas do parque de usados e seminovos da STET, atividade também concentrada em Beja. “Há uma evolução substancial num curto espaço de tempo. Vão mais preparados para os clientes, são mais eficientes na sua operação”, explica Rui Túbal, diretor de Marketing da STET.


+ Fotos

Quatro simuladores sobre rodas No Open Day, esta lógica podia ser experimentada no camião da Academia de Operadores, equipado com quatro postos de simulação. O sistema permite reproduzir a operação de oito equipamentos distintos e trabalhar movimentos, coordenação e familiarização com os comandos antes da passagem para a máquina. Permite ainda recriar cenários críticos ou situações de risco num ambiente controlado. A formação é organizada por módulos, após avaliação das competências dos participantes e das necessidades de cada empresa, abrangendo operação, manutenção preventiva e segurança. O Centro de Capacitação representa um investimento superior a seis milhões de euros, prevê cerca de 30 postos de trabalho e foi dimensionado para receber até 500 formandos por ano, num total superior a 10 mil horas de formação.

Ao instalar o Centro em Beja, a STET aproxima a formação especializada das empresas e dos profissionais do Alentejo, levando para uma região fortemente marcada pela mecanização uma estrutura dedicada ao desenvolvimento de competências em operação, manutenção e segurança

passaram pelas instalações de Beja para conhecer a nova estrutura, os serviços da empresa e várias soluções do seu portefólio. Entre elas esteve o VisionLink, plataforma de gestão e monitorização que permite acompanhar remotamente dados de funcionamento dos equipamentos. Através do Condition Monitoring, alterações no comportamento das máquinas podem ser identificadas e acompanhadas pelo pós-venda antes de resultarem numa eventual paragem.

65 anos assinalados em Beja A inauguração do Centro coincidiu com as comemorações dos 65 anos da STET. Um dia depois da abertura oficial, cerca de 350 clientes e parceiros

Dentro do simulador, o formando treina a operação em cenários virtuais, o que possibilita a repetição de movimentos e a correção de comportamentos antes de passar ao cenário real

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Empresa em foco

As demonstrações em campo foram um dos momentos que mais prenderam a atenção dos visitantes. É o mesmo terreno onde, a partir de agora, os formandos da Academia de Operadores vão aprender a operar.

JOSÉ OLIVEIRA

Axial Potency

Treinar antes de operar José Oliveira, da Axial Potency, empresa sediada em Cascais, é cliente STET há mais de 30 anos e conhece bem a realidade da operação de máquinas. Vencedor da última edição portuguesa do Operator Challenge, esteve no Open Day para conhecer as novas soluções apresentadas pela empresa e voltou a experimentar o simulador da Academia de Operadores. É precisamente nesta ferramenta que encontra uma das principais mais-valias do novo centro. “A maior vantagem do simulador é mesmo o primeiro impacto,” defende, acrescentando que a possibilidade de experimentar, errar e repetir uma operação num ambiente controlado permite operar em contexto real com maior preparação: “Eu acho que aquilo é fantástico para pessoas que estão a iniciar.”

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Apoiado por um sistema de radar de penetração no solo (GPR), o RodRadar, instalado numa mini-escavadora hidráulica, utiliza ondas eletromagnéticas emitidas por antenas integradas no balde para analisar o subsolo durante a operação,

O programa terminou no terreno, com cerca de um hectare reservado às demonstrações.

Das tecnologias de escavação à compactação A demonstração arrancou com uma escavadora equipada com o Live Dig Radar, da RodRadar. O sistema integra um radar de penetração no solo diretamente no balde, permitindo detetar cabos e tubagens enterrados durante a escavação. Seguiram-se duas escavadoras Cat 330, com motor Cat C7.1 de 273cv e cerca de 31 toneladas, e uma Cat 299D3 equipada com um depósito de combate a incêndios de aproximadamente 1.136 litros. A Cat 120 mostrou o trabalho de nivelamento apoiado pela tecnologia Cat Grade, seguindo-se a


TIAGO ISIDORO

diretor-geral da STET

“Queremos construir uma STET mais próxima, mais preparada”

A Magni, nova representação da STET, esteve em destaque com a TH 3.6, manipulador telescópico compacto com capacidade para 3 toneladas e altura máxima de elevação de 5,8 metros

carregadora de rodas Cat 950, equipada com Cat Payload e Autodig. Uma Cat 330 e um dumper articulado Cat 730 reproduziram depois um ciclo de escavação, carregamento e transporte. Com motor Cat C13B de 370cv, o 730 tem capacidade nominal de carga de 28 toneladas. A compactação ficou a cargo do cilindro Cat CS14, de 14.336 kg e 156,9cv. O encerramento juntou duas Cat 330 e dois bulldozers numa demonstração simultânea.

Da movimentação de materiais ao combate a incêndios, a Cat 299D3 evidenciou a sua versatilidade através da utilização de um combate a incêndios Fyrtex de 300 galões

O novo Centro de Capacitação traduz uma das apostas da STET para responder à falta de profissionais qualificados. Aos 65 anos, a empresa está também a alargar o portefólio e a reforçar a presença em setores como a agricultura. Tiago Isidoro explica onde se enquadra o investimento de Beja e como antevê a próxima etapa da empresa. abolsamia — O Centro de Capacitação é uma das apostas que marcam os 65 anos da STET. Que necessidade do mercado esteve na origem deste investimento? Tiago Isidoro — O desafio do mercado já não passa apenas por ter acesso a equipamentos cada vez mais avançados; passa por garantir que existem pessoas preparadas para os operar. O Centro surgiu neste contexto, numa região com uma atividade agrícola muito relevante e uma forte presença de outras atividades onde a mecanização desempenha um papel determinante. A falta de operadores e técnicos qualificados é hoje um problema transversal a vários desses setores. Que papel pode a STET desempenhar na resposta a essa dificuldade? Sem dúvida. A ambição é responder às necessidades atuais do mercado e ajudar a preparar o futuro das profissões técnicas. Queremos aproximar pessoas das indústrias, trabalhando com clientes, escolas, entidades de formação e outros parceiros. Isso significa criar oportunidades de contacto com estas profissões e mostrar que existe aqui um percurso profissional com futuro. A escolha de Beja liga também este investimento à agricultura. Que importância tem hoje este setor para a STET e para a evolução do seu portefólio? Foi um conjunto de decisões que permitiu à STET evoluir sem perder a proximidade ao cliente e o conhecimento técnico. Começámos por representar exclusivamente a Caterpillar em Portugal e em Cabo Verde e fomos alargando o portefólio e a capacidade de resposta, primeiro com a Sandvik e a Pronar e, mais recentemente, com a Magni. A agricultura tem sido importante neste percurso, pelas necessidades da região que estiveram na origem da nossa estrutura em Beja e pela ligação a outros setores onde atuamos, como a floresta, a construção, a movimentação de terras e a energia. O Centro responde a uma necessidade imediata, mas é um investimento pensado para o futuro. Onde querem que esteja a STET daqui a dez anos? Queremos uma STET mais próxima, mais preparada e mais relevante para os setores onde atua. Os próximos dez anos serão muito diferentes dos últimos. Vemos este Centro como parte de uma visão mais ampla: queremos que a empresa seja cada vez mais um ponto de encontro entre a indústria, o conhecimento e as pessoas, ajudando os clientes a responder aos desafios de hoje e a preparar-se para as oportunidades de amanhã.

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Empresa em foco

Portas Abertas Etelgra

O reencontro 10 anos depois

Passaram quase 10 anos mas, na verdade, parece que foi ontem: a Etelgra voltou a realizar um Dia de Portas Abertas para clientes, parceiros e amigos, o qual, além do muito saudado convívio, serviu também para mostrar a extensa oferta, que vai da maquinaria New Holland, aos drones XAG, às moto4 e UTV Goes, e aos automóveis Toyota. Um dia que deixou, entre todos, a vontade de repetir. Fotografia abolsamia

Esteve lá!

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uase 10 anos depois, a Etelgra voltou a receber clientes, parceiros e amigos em sua casa. Foi no passado mês de junho que o concessionário de Vendas Novas realizou, após um longo interregno, mais um dia de portas abertas no seu espaço, em que, além dos muitos presentes, esteve exposta a quase totalidade da gama New

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Holland, com condições exclusivas de financiamento e campanhas especiais em peças e lubrificantes. Num evento para o qual a Etelgra conseguiu reunir cerca de 300 confirmações de presença, o objetivo destas Portas Abertas passava, desde logo, por três vertentes: dar a conhecer a empresa, as equipas que nela trabalham - comercial, peças e assistência técnica - e os produtos comercializados. Uma resposta, explicou a Etelgra à revista abolsamia, à necessidade de reforçar a proximidade num mercado em rápida evolução, em que o tempo disponível de clientes e concessionários é cada vez mais escasso e o apoio no terreno, na venda e no pós-venda, faz a diferença.

New Holland com gama (quase) completa Em termos de máquinas agrícolas, o destaque, no recinto do concessionário alentejano, ia para os tratores New Holland, desde os mais especializa-


+ Fotos

dos, como o T4F e T4F S, até ao imponente T7 com potências acima dos 200cv. Sem esquecer a renovada geração T5 Dual Command, com alterações no design, mais capacidade hidráulica, novas opções de eixo dianteiro e maior integração de tecnologias de precisão. A agricultura de precisão teve também lugar cativo, com destaque para a telemática, apresentada em estações de demonstração, com o apoio de elementos da Etelgra, encarregues de mostrar a mais-valia de uma tecnologia que permite acompanhar, entre muitos outros dados, a localização do trator, os erros e os parâmetros do motor, tudo isto mostrado em tempo real. Igualmente em exposição, a mais recente tecnologia de pulverização, com recurso a drones, neste

Com a quase totalidade da gama de tratores New Holland em exposição, foram muitos os visitantes que aproveitaram para conhecer melhor as novidades e soluções adequadas a cada necessidade

Nélson Carrasquinha e a esposa, Lara, foram os anfitriões de um evento bastante participado e que procurou fortalecer a ligação entre clientes e concessionário

caso, da marca XAG. Uma solução que, segundo revelou a Etelgra à revista abolsamia, tem vindo a conquistar adeptos. E que, neste dia, surgia lado a lado com as moto4 e UTV Goes, mais as pickup Toyota, representação que a Etelgra já possui há vários anos. Por outro lado e porque se tratava de um dia especial, a Etelgra deu, igualmente, a conhecer, com o apoio da New Holland, uma nova campanha de financiamento a quatro anos, sem juros, válida para qualquer modelo New Holland. Disponível apenas durante o período de um mês e em exclusivo no concessionário alentejano. No pós-venda, a novidade, igualmente, de uma campanha de descontos de 40% em óleos e de 25% em filtros de origem, embora válidos apenas durante o evento. No final, ficou a promessa - implícita nas palavras de todos os intervenientes - de que a proximidade entre concessionário, marca e clientes não volta a esperar uma década.

Encaminhados para o balcão de check-in, os convidados eram presenteados com alguns brindes, ao mesmo tempo que passavam a ficar habilitados a ganhar outros prémios alvo de sorteio

Em demonstração, algumas das tecnologias relacionadas com a Agricultura de Precisão, disponibilizadas nos tratores New Holland

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Empresa em foco

“A Etelgra é um concessionário de excelência” RICARDO PEREIRA comercial New Holland

Os drones XAG foram outro dos motivos de interesse na área de exposição da Etelgra, devido à sua vocação para a pulverização

“Antigamente, fazíamos as portas abertas de dois em dois anos”

Para o delegado comercial da New Holland, Ricardo Pereira, o dia de Portas Abertas da Etelgra “é como se fosse um dia de portas abertas, também, da New Holland. A Etelgra representa, como concessionário, os valores que a New Holland quer transmitir aos clientes. É um evento que aproxima a marca e o concessionário dos clientes e que mostra as mais-valias que também nós, New Holland, temos para oferecer.” Sobre o evento propriamente dito, Ricardo Pereira considerou estar a ser "um dia bastante bem conseguido pelo concessionário: os clientes vão ficar bastante satisfeitos e saem daqui com a imagem real da Etelgra - um concessionário de excelência e bastante profissional”.

GRACIETE MATIAS mãe de Nélson Carrasquinha

Também presente na edição deste ano das Portas Abertas Etelgra, esteve Graciete Matias, mãe de Nélson Carrasquinha, que, em declarações à revista abolsamia, recordou os tempos em que o evento era tradição regular da casa. “Acho que está a ser ótimo; melhor do que isto, não podia ser. Já não tínhamos umas Portas Abertas na empresa há quase dez anos. No tempo do meu marido costumava fazer-se, de dois em dois anos. A verdade é que nem sempre há oportunidade, tudo isto tem de ter uma preparação feita entre todos, não é de um dia para o outro que se resolve. Mas, ainda assim, é bom, é muito bom — para os clientes, para a proximidade, para quem vende.” Numa festa alentejana, não podia faltar o Cante, Património Cultural Imaterial da Humanidade, apresentado pelo Grupo de Cantares Alentejanos de Vendas Novas Chegada a hora do almoço, foram várias as iguarias para matar a fome aos presentes, inclusive, as inevitáveis bifanas de Vendas Novas e o porco no espeto

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“Viemos também à procura do próximo trator” FERNANDO ZACARIAS sócio da Wildfruits

Entre os quase 300 convidados que marcaram presença nas Portas Abertas Etelgra, contavam-se clientes com investimentos em carteira. Foi o caso da Wildfruits, exploração de mirtilos em Santo Isidro de Pegões, que tem entre os seus sócios Fernando Zacarias. E que, já cliente da casa, decidiu aproveitar o dia de portas abertas para avançar na escolha do seu próximo trator. “Temos mirtilos aqui em Santo Isidro de Pegões, numa exploração de 22 hectares. Estamos à procura de um trator e aproveitámos as portas abertas. Temos um de 50 cavalos, comprado há seis anos, e estamos agora interessados num de 80 ou 90 cavalos.“


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Produto em foco

Galucho leva novos NK ao Dia de Campo A nova família de reboques monocoque NK foi o principal lançamento do terceiro Dia de Campo da Galucho. O encontro registou a maior adesão de sempre, abriu as portas da fábrica a clientes, distribuidores e dezenas de agricultores, responsáveis pela maioria das maiores áreas de produção agrícola de Portugal, e levou ao campo soluções em que o fabricante está a trabalhar. Fotografia Mafalda Martins

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Esteve lá!

Galucho aproveitou o Dia de Campo para apresentar oficialmente a nova família de reboques monocoque NK, que sucede aos MG e chega ao mercado com seis modelos — NK 10, 12, 14, 16, 18 e 24 —, com massas máximas tecnicamente admissíveis entre 10 e 24 t. A caixa regressa ao formato cónico, procurando facilitar o escoamento durante a descarga, e é construída em Hardox, aço de elevada resistência ao desgaste. A estrutura inclui chassis reforçado e porta traseira hidráulica de duplo efeito, estando disponíveis opcionais como taipais suplementares.

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Os NK 10 a 18 assentam em dois eixos, enquanto o NK 24 utiliza três. Dependendo da configuração, os volumes variam entre 15,24 e 26,42 m³. Ao contrário de vários dos equipamentos apresentados durante o evento, que se encontram ainda em diferentes fases de desenvolvimento, a nova família já está em comercialização e, segundo a Galucho, as primeiras unidades foram entregues antes da apresentação oficial. “Voltámos ao tradicional cónico”, explicou André Santos, coordenador do Gabinete de Engenharia. O objetivo, resume, foi aproveitar “aquilo que sabemos fazer melhor”.

Do produto ao que está em desenvolvimento Para além dos NK, a Galucho mostrou sete equipamentos destinados à mobilização e preparação do solo, gestão de culturas de cobertura, aplicação de chorume e transporte. Nem todos se encontram, porém, na mesma fase: entre as máquinas apresentadas há produtos já disponíveis, evoluções de gamas existentes e protótipos que terão ainda de cumprir programas de testes antes de chegar ao mercado. A abolsamia percorreu as diferentes soluções com André Santos para perceber o que faz cada equipamento, as principais alterações introduzidas e o respetivo estado de desenvolvimento.


+ Fotos

» Grade combinada

Discos, dentes e rolo numa passagem

» GDR articulada

A grade rápida chega aos 6 metros

A GDR articulada alarga a oferta de grades rápidas da Galucho, até agora disponível com 2, 2,5 e 3 m, através de duas novas versões com 5 e 6 m de largura de trabalho. Destinada à mobilização superficial ou a média profundidade, incorporação de matéria orgânica, controlo mecânico de infestantes e preparação da cama de sementeira, pode trabalhar até 15 cm de profundidade. O aumento de largura procura tirar partido da maior potência dos tratores e elevar a capacidade de trabalho por hora. Em transporte, ambas as versões fecham até 2,55 m, sem recurso a um eixo de transporte independente. Na frente do trator pode ser combinada com o novo rolo de facas, permitindo cortar primeiro os resíduos ou a cultura de cobertura e realizar depois a mobilização com a grade.

Ainda em fase de protótipo, a grade combinada procura concentrar várias operações de preparação do solo numa única passagem. Duas linhas de discos fazem o corte e incorporação dos resíduos, seguindo-se três filas de dentes para mobilização e descompactação. O conjunto termina com nivelamento e um rolo V-Ring ou U-Ring para reconsolidação. Segundo André Santos, o objetivo é “substituir dois ou três equipamentos, dependendo da cultura de cada agricultor”, deixando o terreno preparado para a sementeira. O primeiro exemplar seguirá agora para testes internos e, posteriormente, para validação junto de agricultores antes de uma comercialização. Características técnicas: profundidade até 30 cm; duas linhas de discos; três filas de dentes; 8,3 m de comprimento total; 3 m em transporte; peso de 5300 kg.

Características técnicas: 5 ou 6 m de largura de trabalho; 2,55 m em transporte; 3700 ou 4100 kg; profundidade até 15 cm; velocidade até 20 km/h.

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Produto em foco

» Localizador de chorume

Três corpos para acompanhar o terreno Desenvolvido para equipar as cisternas Galucho, o localizador traseiro de chorume procura assegurar uma distribuição mais precisa e uniforme, colocando o efluente junto ao solo. A estrutura divide-se em três corpos articulados, que podem trabalhar de forma independente para acompanhar as irregularidades do terreno. Cada corpo dispõe de seis espalhadores e o equipamento pode receber um cortador de palhas opcional. A construção é galvanizada a quente e integra sistemas de segurança hidráulica e bloqueio para transporte. Ao contrário de alguns dos protótipos apresentados, o localizador encontra-se já disponível. Características técnicas: três corpos articulados; seis espalhadores por corpo; galvanização a quente; cortador de palhas opcional; controlo hidráulico da abertura e fecho.

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» Rolo Cambridge Até 14,5 metros

O novo Rolo Cambridge leva a largura de trabalho até 14,5 m, tornando-se, segundo a Galucho, o rolo mais largo alguma vez desenvolvido pela empresa. Destina-se à consolidação e regularização do solo, preparação da cama de sementeira e rolagem de pastagens. Pode receber barras destorroadoras e semeador, permitindo associar outras operações à passagem do rolo. Disponível também nas medidas 10,5 e 12,5 m, o exemplar apresentado dispõe de cinco secções e recolhe para 2,55 m em transporte. Trata-se ainda de um protótipo: antes de chegar ao mercado será sujeito a testes internos, incluindo simulação de utilizações incorretas, seguindo depois para validação junto de um cliente. Características técnicas: versões de 10,5, 12,5 e 14,5 m de largura de trabalho; cinco secções no exemplar apresentado; 2,55 m em transporte; velocidade de trabalho inferior a 10 km/h; barras destorroadoras e semeador opcionais.


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» Rolo de facas

Cobertos cortados antes da grade

» R-UP

Com versões de 4 e 6 m, o novo rolo de facas foi desenvolvido para montagem frontal e destina-se ao corte de culturas de cobertura e restolho com reduzida perturbação do solo. Pode trabalhar isoladamente ou em combinação com uma alfaia traseira. Uma das configurações apresentadas pela Galucho junta-o à GDR: o rolo corta e acama a vegetação à frente do trator e a grade realiza posteriormente a mobilização superficial. Os corpos articulados permitem acompanhar o perfil do terreno. A construção apresentada foi concebida especificamente para montagem frontal; segundo André Santos, uma eventual versão traseira exigirá uma estrutura diferente.

O R-UP é um reboque elevatório de 10 m³, desenvolvido para descarregar material a uma altura superior a 3 m. Nesta evolução, a Galucho alterou o formato da caixa e reforçou o chassis, a tesoura de basculamento e os cilindros hidráulicos. A caixa de formato cónico procura facilitar o escoamento, enquanto a estrutura tubular da tesoura foi concebida para aumentar a estabilidade durante a elevação. O exemplar apresentado é ainda uma unidade de desenvolvimento e será testado antes da comercialização.

Características técnicas: 4 ou 6 m de largura de trabalho; 2,55 m em transporte; rolos de 330 mm; pesos de 1050 e 1450 kg; facas em material resistente ao desgaste.

Características técnicas: 10 m³; descarga acima de 3 m; tara de 2500 kg; massa máxima tecnicamente admissível de 10.000 kg; caixa de 5 × 2,1 × 1,1 m; eixo fixo; pneus 385/65 R22.5.

Elevar 10 m³ acima dos três metros

» Transcow

O reboque baixa para receber os animais O Transcow é a nova proposta da Galucho para transporte de gado e introduz como principal particularidade uma suspensão hidráulica que permite rebaixar o chassis na traseira até ao solo. A solução dispensa a utilização de uma rampa convencional e procura facilitar a entrada e saída dos animais. O piso é antiderrapante e estão previstas diferentes configurações de barreiras interiores para adaptar a caixa às necessidades de cada exploração. O sistema de rebaixamento é comandado hidraulicamente a partir do trator. Características técnicas: suspensão hidráulica; caixa de 5 × 2,2 m; 7 m de comprimento total; 2,5 m de largura; tara de 3000 kg; massa máxima tecnicamente admissível de 9000 kg; eixo fixo. outubro / novembro 2026

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Produto em foco

Máquinas também foram ao campo

Mais de 340 participantes

Parte dos equipamentos pôde ser observada em trabalho num terreno junto ao Aeródromo da Tojeira. As demonstrações incidiram sobretudo nas soluções de preparação do solo, gestão de culturas de cobertura e distribuição de chorume. Mais do que uma apresentação estática, o momento permitiu aos agricultores e distribuidores acompanhar algumas das máquinas em operação e colocar questões diretamente à equipa técnica da Galucho. As demonstrações tiveram lugar junto ao Aeródromo da Tojeira, num espaço especialmente concebido para o efeito.

A terceira edição do Dia de Campo reuniu, segundo a Galucho, mais de 340 participantes, entre agricultores, distribuidores, clientes e parceiros de diferentes países. Entre eles esteve David Nicolau, diretor-geral da Promodis Ibérica, distribuidor Galucho em Espanha, que destacou a possibilidade de os distribuidores transmitirem diretamente ao fabricante as necessidades encontradas no mercado. “Agora, o que nos resta é trabalhar juntos para as levar ao campo”, afirmou a propósito dos equipamentos apresentados. Também José Prata, gerente da Matos & Prata e concessionário Galucho há mais de 50 anos, iden-

A visita à fábrica permitiu conhecer a atual organização da produção e alguns dos investimentos previstos pela Galucho.

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"Meta é crescer 60% até 2030"

NUNO GAMA LOBO

CEO da Galucho

tificou uma procura crescente por alfaias de maior dimensão. Mas foi no pós-venda que colocou um dos argumentos que considera diferenciadores: “A Galucho ainda tem peças de substituição para alfaias que vendemos há 40 ou 50 anos. Hoje não basta comprar.” A proximidade da fábrica é outro fator que valoriza: “Temos cá em Portugal o nosso produto, fabricado em Portugal.”

Na fábrica: mais capacidade para reboques A passagem pela unidade industrial antecedeu as demonstrações e permitiu acompanhar áreas de montagem, soldadura robotizada e controlo de qualidade. Mais relevante do ponto de vista industrial são os investimentos que a Galucho explica estar a preparar. Estão previstos novos meios de corte a laser e pintura, bem como um reforço da linha dedicada aos reboques agrícolas, precisamente uma das famílias onde surge agora a nova gama NK. A empresa pretende também aumentar a capacidade produtiva através da contratação de várias dezenas de trabalhadores. A dificuldade em encontrar mão de obra qualificada é, segundo a administração, um dos constrangimentos ao crescimento. A visita à fábrica permitiu conhecer a atual organização da produção e alguns dos investimentos previstos pela Galucho.

Para Nuno Gama Lobo, o Dia de Campo permite à empresa recolher diretamente informação junto de agricultores e distribuidores. O CEO destacou dois equipamentos apresentados nesta edição: os novos NK, já em comercialização, o Rolo Cambridge de 14,5 m, que descreve como “o produto com a maior largura de trabalho da história da Galucho”. A dimensão do Rolo Cambridge está também ligada à estratégia de exportação. A empresa pretende chegar com maior peso a explorações de grande dimensão e utilizações mais intensivas, ao mesmo tempo que procura trabalhar com uma gama mais curta e produtos de maior valor acrescentado. Desde 2017, a Galucho afirma ter aumentado o volume de negócios em mais de 60%. O objetivo definido para 2030 é voltar a crescer outros 60%, apoiando essa evolução na robotização e na exportação. “Queremos crescer de forma sustentada, com passos seguros e firmes”, afirmou Nuno Gama Lobo.

À espera da recuperação do mercado A estratégia é traçada num período que o CEO descreve como difícil para os fabricantes de maquinaria agrícola. Depois de quatro anos que classifica como de crise, Nuno Lobo acredita que o mercado estará “muito mais próximo do fim deste ciclo negativo”. A intenção é aumentar capacidade para responder quando a procura recuperar, mantendo a agricultura como uma das áreas centrais da empresa. “A nossa origem é a agricultura e continuará a ser uma grande aposta.”

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Produto em foco Utilitária, mas não espartana. A cabine de quatro pilares conta com banco de suspensão pneumática, ar condicionado e apoios Hydro Silent-Block, que ajudam a isolar o posto de condução das vibrações transmitidas pela estrutura do trator. Segundo a Deutz-Fahr, esta solução permite reduzir as vibrações sentidas na cabina em até 40%.

DEUTZ-FAHR 5125 KEYLINE

Um utilitário bem apetrechado Com 126cv, transmissão 20x20 com mini e super redutor, hidráulico de 68 L/min e 5.410 kg de capacidade de elevação, o Deutz-Fahr 5125 Keyline que experimentámos em Montemor-o-Velho, com a campanha comercial em vigor, a partir de 44.900€ + IVA.

Texto Sebastião Marques Fotografia Mafalda Martins

N

ão tivemos tempo suficiente ao volante do Deutz-Fahr 5125 Keyline para lhe chamar um ensaio. Foi um primeiro contacto, em Montemor-o-Velho, que serviu sobretudo para conhecer o trator e perceber a proposta da gama Keyline. E houve uma coisa que nos surpreendeu: a relação entre aquilo que o trator oferece e o preço pedido. A versão base do 5125 Keyline, ao abrigo da campanha comercial em vigor à data do nosso contacto, começava nos 44.900 euros + IVA e. Não é pouco dinheiro, naturalmente. Mas é um valor que ganha outra dimensão quando começamos a olhar para a estrutura, capacidades e equipamento disponíveis.

Afinal, onde entra o 5 Keyline? A oferta da Deutz-Fahr nesta faixa de potência pode não ser imediatamente fácil de interpretar. Há a Série

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+ Fotos

5125 Keyline em números 126cv 3.849 cm³ 40+40 Hi-Lo 68 l/min 5.410 kg no elevador 7.500 kg de peso bruto admissível 40 km/h

5D Keyline, 5D e 5D TTV, Série 5 Keyline e Série 5, mas não estamos apenas perante diferentes níveis de equipamento do mesmo trator. O 5 Keyline ocupa uma posição intermédia e bastante pragmática. A gama estende-se dos 75 aos 126 cv e utiliza, no 5125, um FARMotion 45 de quatro cilindros, enquanto o mais compacto 5D Keyline recorre a motores FARMotion 35 de três cilindros e fica abaixo em dimensões, peso e capacidade de elevação. Por outro lado, o Série 5 oferece maior sofisticação, nomeadamente ao nível das transmissões e do sistema hidráulico. É nesta diferença que se começa a perceber o Keyline: menos complexidade sem abdicar das capacidades que fazem diferença no trabalho.

Um FARMotion 45 com 126 cv No 5125 encontramos o conhecido FARMotion 45, um quatro cilindros common rail de 3.849 cm³ e 126cv. O depósito de gasóleo tem 145 litros e o de AdBlue 10 litros.

O tratamento de gases inclui EGR (Recirculação de Gases de Escape), DOC (catalisador de oxidação para motores Diesel) e SCR (Redução Catalítica Seletiva). O DPF (filtro de partículas Diesel) utiliza regeneração passiva, dispensando a injeção adicional de combustível especificamente para o processo de regeneração. O acesso para as verificações diárias deixou-nos também uma boa impressão. Com o capot aberto, filtro de ar e radiadores estão facilmente acessíveis, simplificando operações que, num trator de trabalho, se repetem muito mais vezes do que qualquer ficha técnica faz parecer.

Transmissão 40+40 sem complicar A unidade que conduzimos estava equipada com a transmissão 40+40 Hi-Lo, composta por cinco velocidades, quatro gamas e dois escalões Powershift, atingindo os 40 km/h. Não pretende competir em sofisticação com transmissões de vários Powershift ou de variação contínua. Em contrapartida, oferece muitas relações e uma utilização relativamente simples. O inversor hidráulico permite regular a agressividade da inversão em cinco níveis. A isto junta-se o sistema Stop&Go: carregando no travão, imobilizamos o trator sem recorrer à embraiagem; libertando-o, retomamos a marcha. Uma funcionalidade particularmente útil em trabalhos repetitivos com carregador frontal, mas também, por exemplo, com um vibrador de azeitona. Há ainda duas memórias de regime do motor e acionamento eletro-hidráulico da tração às quatro rodas e do bloqueio do diferencial.

Com 5,4 toneladas no elevador

Rui Rico, responsável de Produto e Marketing da SDF Portugal, acompanhou-nos neste primeiro contacto com o 5125 Keyline, em Montemor-oVelho, explicando as principais características e opções de equipamento do modelo.

É na traseira que alguns dos números do 5125 Keyline começam a chamar a atenção. A bomba hidráulica da unidade ensaiada debita 68 L/min, existindo uma bomba independente de 35 L/min para a direção e circuitos auxiliares de baixa pressão. Encontrámos três distribuidores, correspondentes a seis saídas de óleo, além de retorno livre. O elevador traseiro tem regulação eletrónica e, no 5125, alcança 5.410 kg de capacidade máxima. Nos guarda-lamas existem comandos exteriores para o elevador e para a TDF. Também aqui não se poupou nas possibilidades de utilização: a tomada de força disponibiliza 540, 540E, 1000 e 1000E rpm.

O essencial está lá É provavelmente aqui que o preço nos fez pensar mais. O eixo dianteiro não dispõe de suspensão, nem esta está disponível como opção. É uma das diferen-

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Produto em foco

O elevador traseiro tem regulação eletrónica e pode ser comandado a partir dos guarda-lamas. Também a TDF, com 540, 540E, 1000 e 1000E rpm, dispõe de acionamento eletro-hidráulico e comando exterior.

O 5125 Keyline admite diferentes combinações de rodado, incluindo jantes traseiras de 34 ou 38", permitindo ajustar dimensões e largura do conjunto à utilização

ças que ajudam a perceber onde o Keyline se afasta de propostas mais sofisticadas. Mas o trator que conduzimos estava longe de transmitir a sensação de uma versão construída apenas para apresentar um preço baixo. A cabine de quatro pilares tem banco com suspensão pneumática e ar condicionado. Pode receber teto de alta visibilidade e guarda-lamas dianteiros pivotantes. Atrás podem ser montadas jantes de 34 ou 38 polegadas, com diferentes combinações de pneus, permitindo adaptar as dimensões do trator à utilização. A travagem atua nas quatro rodas e o peso bruto admissível de 7.500 kg é outro número que ajuda a perceber que por baixo da abordagem utilitária existe uma estrutura com capacidade. Como opcionais, disponíveis em aftermarket, existem soluções como o elevador hidráulico frontal ou O FARMotion 45 é um quatro cilindros common rail de 3.849 cm³ que, no 5125 Keyline, entrega 126cv. O acesso ao filtro de ar e aos radiadores facilita as verificações e limpezas de rotina.

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O inversor hidráulico permite escolher entre cinco níveis de agressividade. Com o Stop&Go, o operador pode parar o trator apenas com o pedal de travão e retomar a marcha ao libertá-lo, uma ajuda sobretudo em trabalhos repetitivos com carregador. A unidade ensaiada contava com bomba hidráulica de 68 l/min, três distribuidores — seis saídas de óleo — e retorno livre. A direção dispõe de uma bomba independente de 35 l/min.

o sistema GNSS (Sistema Global de Navegação por Satélite) com auto-guiamento e ISOBUS.

A primeira impressão fica Há perguntas a que este contacto não podia responder. Não medimos consumos, não passámos um dia inteiro na cabine e muito menos podemos tirar conclusões sobre fiabilidade ou custos de utilização a longo prazo. Mas conseguimos perceber a filosofia do 5125 Keyline. A Deutz-Fahr fez escolhas para conter o preço e elas estão à vista. O interessante é aquilo que permaneceu: 126 cv, uma transmissão com Hi-Lo, hidráulico de 68 l/min, elevador eletrónico com 5,4 ton. de capacidade de elevação, quatro velocidades de TDF e uma estrutura com 7,5 toneladas de peso bruto admissível. Com a campanha comercial em vigor, a partir de 44.900€ + IVA na configuração que conduzimos, o 5125 Keyline deixou-nos sobretudo com vontade de voltar a experimentá-lo — desta vez durante tempo suficiente para perceber se a boa primeira impressão se mantém quando começa verdadeiramente o trabalho.


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Produto em foco

J. Orfão apresenta cabine universal TOP A Jorge Orfão Lda., empresa de Abambres, Mirandela, com mais de 30 anos de atividade no fabrico e comércio de máquinas e alfaias agrícolas, comercializa no mercado nacional a Cabine Universal J. Orfão TOP. Solução concebida para equipar tratores de diferentes marcas e modelos, que não disponham de cabine de origem, de forma a proteger o operador das más condições meteorológicas e no trabalho.

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estrutura, construída em chapa galvanizada de alta resistência, tem um peso anunciado de 80 kg e foi concebida com vários pontos de afinação, como forma de facilitar a montagem em diferentes tipos de trator. Destinada a proteger o operador contra intempéries, poeiras e outros elementos climatéricos, a cabine universal J. Orfão TOP um produto já maduro, com mais de cinco anos de comercialização no mercado, e que é proposto num modelo único, sem necessidade de integração de quaisquer opcionais. De resto e segundo o fabricante, essa é outra das

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• Compatível com diversos modelos de trator • Estrutura robusta e resistente • Materiais de alta qualidade • Fácil adaptação e instalação no trator

vantagens do equipamento, com a simplicidade na conceção e respectiva instalação a permitirem que seja o cliente a fazer a operação em casa, sem ter de fazer deslocar o trator às instalações da Jorge Orfão Lda. para realizar o serviço. A cabine universal TOP tem uma garantia de três anos, em conformidade com a legislação vigente.

Solução simples e acessível A procurar dar a melhor resposta possível ao agricultor, a cabine universal TOP da J. Orfão destaca-se por ser aplicável na maioria dos modelos de trator existentes, além de facilmente removível. Algo que rapidamente se afirma como uma vantagem, quando comparado com uma cabine de origem, ao permitir ao operador remover facilmente o equipamento,


Cabine TOP não dispensa arco de segurança Apesar da solidez exibida, a cabine universal TOP não é, nem pretende ser, um elemento de segurança no trator. Sem certificação ROPS (proteção em caso de capotamento) ou FOPS (proteção contra a queda de objetos sobre o operador), a solução da J. Orfão deverá ser obrigatoriamente utilizada juntamente com o arco de segurança, uma vez que a cabine, por si só, apenas garante proteção contra as intempéries e outras agressões do mesmo género, vindas do exterior.

CAMPANHA COM CARÊNCIA

Compre agora e pague no próximo ano

assim que termina o Inverno, para passar a poder fazer trabalhos que não poderia ou seriam bastante mais difíceis com um trator cabinado.

Um catálogo em crescimento A cabine universal TOP vem juntar-se ao restante catálogo da J. Orfão Lda., que inclui equipamentos para colheita de azeitona e frutos secos, apara-frutos com e sem vibrador, descascadoras de amêndoa e centrais hidráulicas, produzidos na fábrica da empresa em Mirandela. E que, recorde-se, está disponível através dos canais habituais de venda da empresa e de revendedores do setor.

Com um design funcional, a cabine J. Orfão TOP adapta-se facilmente a diferentes modelos de trator, oferecendo conforto e excelente durabilidade

Exemplo para um financiamento em Crédito de 16.718,97€ para o modelo LS MT3.50 Rops, no prazo de 24 meses, com um período de carência de 11 meses, seguidos de 13 prestações mensais e sucessivas no valor de 1,344,94€. Acresce o imposto de selo de abertura de crédito. Acresce serviço de proteção do equipamento. Despesas iniciais de 236,54€ sujeitas a Imposto de Selo à taxa legal em vigor. Portes mensais de 5,00€ e despesas de fim de contrato de 70,00€, sendo estes valores sujeitos a IVA à taxa legal em vigor. Taxa fixa. TAN: 2,990% e TAE: 4,455%. Oferta reservada para clientes profissionais e válida para modelos de tratores agrícolas novos da marca LS, encomendados até 31 de dezembro de 2026. Sob reserva de aceitação do dossier pelo parceiro BNP Paribas Lease Group, SA. Informe-se junto do BNP Paribas Lease Group, SA, instituição financeira registada junto do Banco de Portugal sob o número 238, e da rede de concessionários autorizados LS em Portugal. Campanha limitada ao stock existente.

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Produto em foco

Esteve lá!

AXION, ARION, VOLTO E TORION RENOVADOS

CLAAS mostra as cartas para 2027 A revista abolsamia voltou a Harsewinkel, a convite da CLAAS, para conhecer em primeira mão as novidades que a marca alemã prepara para o ano-modelo 2027. Sob o lema Innovations for Generations, o evento serviu para revelar apenas o primeiro capítulo de uma ofensiva de produto que se prolongará pelos próximos 18 meses. Texto e Fotografia Mafalda Martins

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CLAAS substitui a série Axion 800 pelo novo Axion 8, com três níveis de potência e apenas com transmissão CMatic: 8.240, 8.270 e 8.290, com, respetivamente, 264, 291 e 313cv de potência máxima através do Dynamic Power e nominal de 240, 270 e 290cv. Valores oferecidos por um seis cilindros FPT NET de 6,7 litros, mais transmissão Cmatic de variação contínua. O Axion 8 destina-se a operações de campo exigentes, desde trabalhos de mobilização e sementeira a aplicações de forragem com equipamentos de grande

O Axion 8.290 desenvolve 1.282 Nm de binário máximo às 1.400 rpm, permitindo realizar trabalhos pesados e de transporte a baixas rotações, com menor consumo, ruído e desgaste

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largura, sem deixar de responder às necessidades de transporte. Aplicações que, afirma a CLAAS, o colocam entre as propostas com maior potencial de adaptação ao mercado português. A nova geração recebe também a frente Visor (já conhecida do Axion 9) e uma cabine redesenhada, com cerca de 3 m³ de espaço interior, nível sonoro reduzido para 67 dB(A) e suspensão de quatro pontos revista para melhorar a absorção de vibrações. E, consequentemente, o conforto do operador. O Axion 8 estreia o Cemos Auto Powertrain, que articula o Dynamic Power (regulação automática da potência do motor), o Auto Droop (com transmissão contínua CMATIC, ajusta de forma inteligente a rotação do motor e a velocidade de avanço sob carga) e o Auto Load Antecipation (antecipa picos de carga e ajusta preventivamente o motor, através da gestão integrada do motor e da transmissão), o que se traduz numa resposta mais rápida e estável às variações de carga, menor consumo em carga parcial, manutenção mais uniforme da velocidade e menor fadiga do operador. No caso do Auto Load Antecipation, graças a um algoritmo de aprendizagem que antecipa picos de carga e ajusta previamente o regime do motor e transmissão. A este nível de automação junta-se o Cemos Dialog, que recomenda ao operador a lastragem e a pressão de pneus adequadas às condições de trabalho, e que vem juntar-se aos sistemas de gestão de pressão CTIC e CTIC 2800.


CLAAS Axion 8.290 tendo atrelado um reboque basculante monobloco de três eixos da gama BigBody marca Krampe

+ Fotos

Ao lado das novidades para 2027, estiveram também outros modelos em demonstração, como o já conhecido Arion 470, proposta potente, compacta e manobrável

AXION 8 CMATIC em números • 264–313cv de potência máxima com Dynamic Power • 240–290cv de potência nominal • 6,7 l de cilindrada • Transmissão continuamente variável CMatic • 150–205 L/min de caudal hidráulico • 67 dB(A) de nível sonoro na cabine • 3 m³ de volume interior • Até 7 distribuidores hidráulicos • Cemos Auto Powertrain com Dynamic Power, Auto Droop e Auto Load Anticipation O Arion 6.190, já apresentado na Agritechnica 2025, completa agora a família juntamente com os novos 6.140 e 6.160

Na hidráulica, o Axion 8 pode receber um sistema Load-Sensing de 150 ou 205 L/min e até sete distribuidores hidráulicos, a oferecer uma elevação traseira de até 9.700 kg no modelo 8.240 e de até 10.200 kg nas versões superiores. Também os intervalos de manutenção foram alargados, com a mudança do óleo do motor prevista a cada 750 horas e os principais filtros a beneficiarem de intervalos de substituição prolongados entre 150 e 300 horas, consoante o filtro.

Arion 6 com novos argumentos de eficiência A renovação chega também ao segmento intermédio, com os novos Arion 6.140 e 6.160 Cmatic a juntarem-se à versão 6.190 já existente. Com 145 a 205cv, o Arion 6 Cmatic cobre um leque amplo de operações, desde a sementeira, fertilização e proteção das culturas, até ao trabalho com alfaias

O Arion 6.190 Cmatic em demonstração com uma Disco 3200 F frontal e uma combinação de gadanheiras traseiras

pesadas, operações de forragem e transporte, embora apenas o Arion 6.190 Cmatic disponha do CLAAS Power Management capaz de garantir até mais 20cv de forma total e automaticamente variável, segundo as necessidades da operação. O Arion 6 recebe também o novo sistema Auto RefLine, que, utilizando o sistema GPS, seleciona automaticamente a linha de referência adequada em função da posição e direção do trator, alternando entre elas sem necessidade de intervenção do operador. A direção também foi atualizada, com um sistema (opcional) que reduz para cerca de metade o número de voltas do volante entre batentes, uma vantagem sobretudo nas manobras de cabeceira. Relativamente à manutenção, o Arion 6 beneficia de intervalos alargados entre intervenções, com a outubro / novembro 2026

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Produto em foco

A maioria dos novos modelos Volto recorre a rotores de 1,50 m de diâmetro e seis braços de dentes, enquanto o Volto 800 TH utiliza rotores de 1,70 m com sete braços

Um engate à medida da tarefa O Arion 6 estreia o novo engate traseiro K8, capaz de suportar até 4 toneladas de carga vertical, enquanto os estabilizadores dos braços inferiores podem ser ajustados rapidamente entre CAT 3 e CAT 3N. Solução que aumenta a compatibilidade do trator com alfaias de duas configurações, sem alterações demoradas nem substituição de componentes.

mudança do óleo do motor prevista a cada 500 horas e da transmissão a cada 1.500 horas.

Sete novos Volto renovam a gama de volta-fenos Depois de, em 2024, ter introduzido os Volto 1300, 1500, 1300 TS e 1500 TS, a CLAAS alarga agora a gama com sete novos modelos Volto e Volto T rebocáveis (fecham para o transporte) e posicionados abaixo dessa série: 700, 800, 800 TH, 900, 900 T, 1100 e 1100 T, com larguras de trabalho entre os 6,60 e os 10,80 metros, destinados à viragem e distribuição da forragem após o corte. Procurando favorecer uma secagem uniforme antes da formação do cordão ou do enfardamento. Ao nível do acionamento, os novos Volto adotam o mesmo sistema Permalink HD dos modelos maiores, com acoplamentos de dedos capazes de transmitir potência até 180 graus e caixas de transmissão dos rotores modulares, seladas e banhadas a óleo, pensadas para intervalos de manutenção plurianuais. Os rotores mantêm o sistema Max Spread, com os braços dos dentes inclinados a 29,3 graus (podem ser regulados sem ferramentas para 12, 15 ou 18°), uma geometria que favorece a recolha e a distribuição uniforme da forragem.

Torion 537e Sinus estreia a eletrificação Apresentada como protótipo na Agritechnica 2025, a pá carregadora Torion 537e Sinus de seis toneladas entra agora, efetivamente, em comercialização, com a propulsão elétrica a substituir o motor Diesel e a transmissão hidrostática do Torion 537 Sinus. Com uma bateria de iões de lítio de 32,2 kWh (64,4 kWh em opção) e tensão média de 322 V, a disponibilizar até 30 kW para o acionamento e 15 kW para a bomba hidráulica, o modelo consegue autonomias entre 8 e 16 horas, graças, também, à energia produzida na travagem.

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O Torion 537e Sinus dispõe de uma bateria modular de 32,2 kWh, que pode ser carregada dos 20 aos 80% em cerca de 48 minutos

A cinemática em Z desenvolve uma força de desagregação de 48 kN. A bomba hidráulica (75 L/min a 240 bar) garante ciclos rápidos: 4,9s a elevar, 1,7s a bascular e 3,5s a descer. Com um peso operacional de 5.910 kg, o Torion 537e Sinus destina-se a operações de carga e movimentação de materiais, destacando-se nas instalações pecuárias, não apenas pelas reduzidas emissões sonoras e poluentes, como também pela articulação central (ângulo de 30°) e eixo traseiro autodirecional (25°) que lhe garantem um raio de viragem em apenas 3,5 metros. A durabilidade da bateria é coberta pelo programa Maxi Care Focus, que garante a eficiência da tecnologia durante cinco anos ou 6.000 horas sem custo adicional, com uma capacidade residual mínima de 80%, desde que seja contratado, em simultâneo, um plano de manutenção de cinco anos mínimo.


Produto em foco + Fotos

CHRONO 306 | ESPECIFICAÇÕES

CHRONO 306

Precisão e velocidade, linha a linha Precisão e velocidade são os dois eixos em torno dos quais foi desenvolvido o semeador monogrão Maschio Gaspardo Chrono 306. Da seleção da semente à sua chegada ao solo, diferentes sistemas operam para manter o controlo de cada linha. Texto e Fotografia Mafalda Martins

Esteve lá!

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Chrono 306 integra a gama Chrono 300 da Maschio Gaspardo, uma família de semeadores pneumáticos de precisão desenvolvidos para operar a ritmos elevados. Na configuração

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6 linhas de sementeira 75 cm de distância entre linhas 4,5 m de largura de trabalho 3 m de largura em transporte 120cv de potência mínima indicada Velocidade máxima de trabalho (recomendada): 15 km/h

306, o semeador apresenta seis linhas, habitualmente espaçadas a 75 cm, e está montada sobre um chassis duplo telescópico. Embora exigindo uma potência mínima indicada de 120cv, o aspecto mais importante, segundo Sérgio Raposo, Area Sales Manager da Maschio Gaspardo, “é a garantia de estabilidade por parte do trator”. A velocidade é outra das características que define o Chrono 306. Dependendo das condições do terreno, o semeador pode superar os 15 km/h, um ritmo que leva Sérgio Raposo a classificá-lo como um “semeador de alta velocidade”. Mas a velocidade, por si só, pouco diz sobre a qualidade da sementeira. À medida que o ritmo aumenta, torna-se mais importante manter cada linha estável, à profundidade certa e em contacto regular com o solo. É para esse acompanhamento que cada unidade de sementeira recorre a um duplo paralelogramo e a rodas independentes de controlo de profundidade. A regulação mecânica permite definir entre 1 e 11 cm, enquanto o sistema pneumático Air Spring controla a pressão exercida sobre a unidade, até 300 kg. Este ajuste pode ser feito a partir da cabine, através do ISOBUS.

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Produto em foco

Na unidade de sementeira, a tremonha individual de 60 litros alimenta o sistema de distribuição pneumática do Chrono 306

Também a preparação do solo é feita à frente de cada linha. Os discos de abertura operam em conjunto com as rodas de afastamento de resíduos, que podem ser reguladas para diferentes profundidades ou levantadas quando não são necessárias. Em opção, um disco de corte frontal abre previamente o solo antes da passagem dos restantes órgãos da unidade.

Uma semente de cada vez No distribuidor, um disco perfurado gira sob efeito do vácuo, mantendo as sementes junto aos respetivos orifícios. É neste momento que entra em ação o singulador duplo, regulável em cinco posições, cuja função é retirar as sementes em excesso e assegurar que apenas uma fica em cada orifício. O passo seguinte é transportar a semente até ao sulco. O Chrono separa estas operações através

Três formas de intervir no solo

No Pinocchio 300/7, as ponteiras revestidas a tungsténio aumentam a resistência ao desgaste, enquanto o rolo traseiro de duplo espigão, com 140 mm de diâmetro, acompanha a intervenção sobre a camada superficial

Depois de acompanhar a semente até ao sulco, vale a pena recuar um passo e olhar para o terreno onde tudo começa. É nesse trabalho que se distinguem o subsolador Pinocchio 300/7, a grade de discos Veloce 300 e a grade rotativa Dominator DM 3000.

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SÉRGIO RAPOSO Area Sales Manager da Maschio Gaspardo

de dois circuitos pneumáticos: o vácuo mantém a semente junto ao disco durante a seleção; depois, um fluxo de ar pressurizado assume o transporte até ao solo. O sistema reduz também os efeitos da vibração e do ressalto da semente no tubo. No final, a roda de pressão em borracha acompanha a deposição e fecha o sulco. Há, entretanto, uma segunda dimensão no controlo de cada linha - o seu acionamento. Cada unidade de sementeira dispõe de um motor elétrico próprio de 12V, do tipo brushless, que comanda diretamente o disco de distribuição. Em vez de existir uma transmissão mecânica comum a todas as linhas, cada uma tem o seu próprio motor, permitindo controlar a distribuição de forma independente. Os

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PINOCCHIO 300/7

Descompactação em profundidade • • • • • •

3 m de largura de trabalho e em transporte 7 braços de 30 mm de espessura Até 45 cm de profundidade de trabalho Rolo de duplo espigão de 140 mm de diâmetro Regulação mecânica ou hidráulica do rolo traseiro 99–158cv de potência necessária


O Chrono 306 pode contar com entre 8 e 12 unidades de sementeira, cada uma com motor elétrico próprio de 12V, do tipo brushless, que comanda diretamente o disco de distribuição, permitindo, assim, controlar a distribuição de forma independente.

É neste pequeno conjunto que começa o controlo individual da semente: o disco rotativo, mantido sob vácuo, conduz cada semente até ao ponto de libertação, enquanto o singulador elimina eventuais duplicações

DOMINATOR DM 3000

A grade rotativa entra em ação • • • •

motores podem ser monitorizados e diagnosticados através do ISOBUS. Na cabine, esta independência traduz-se num controlo mais detalhado do Chrono. O ISOBUS permite ao operador acompanhar a sementeira e gerir as diferentes secções, num total que pode chegar às 18: seis para a semente, seis para o adubo e seis para o microgranulado. A divisão pode ser reorganizada de acordo com a configuração do trator e com a forma como se pretende distribuir cada produto. A gestão da aplicação pode também variar dentro da própria parcela, através de mapas de prescrição separados para a semente, o adubo e o microgranulado, com doses diferentes para determinadas zonas do terreno.

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3 m de largura de trabalho e 3,12 em transporte 24 facas Até 26 cm de profundidade de trabalho Caixa de velocidades multispeed, com diferentes rotações dos rotores 193 ou 353 rpm dos rotores com TDF a 1000 rpm Barra niveladora com regulação mecânica 908 kg na configuração standard 118–177cv de potência necessária

O PERCURSO DE UMA SEMENTE NO CHRONO 306

01 Depósito Cada linha dispõe de um depósito individual com capacidade para 60 litros, de onde a semente segue para o distribuidor.

02 Distribuidor Um disco rotativo perfurado recebe as sementes, mantidas junto aos orifícios pelo vácuo.

03 Singulador O singulador retira as sementes que possam ficar a mais no mesmo orifício. A regulação em cinco posições permite adaptar o processo às diferentes sementes.

04 Transporte Depois de selecionada, a semente é transportada por um fluxo de ar pressurizado, produzido por um compressor de lóbulos.

05 Tubo de sementeira A caixa multispeed da Dominator DM 3000 oferece quatro regimes de rotação dos rotores (193, 268, 353 ou 357 rpm), consoante a velocidade da TDF e a relação selecionada

A Veloce 300 dispõe de duas filas de discos dentados independentes, com amortecimento Silent Block e cubos Agri-Hub

VELOCE 300

Eficácia e velocidade • • • • • •

3 m de largura de trabalho e em transporte 24 discos dentados de 520 mm 800 mm de distância entre as duas filas Regulação mecânica do rolo traseiro 1278 kg de peso 99–109cv de potência mínima

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A unidade de distribuição está inclinada 15°. A semente entra num tubo curto até ao ponto de deposição.

06 Deposição A semente chega ao sulco e uma roda de pressão em borracha acompanha a deposição e o fecho do sulco.

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Produto em foco

Pöttinger alarga a gama e sobe a fasquia tecnológica A Pöttinger reuniu a imprensa especializada na Áustria para apresentar as novidades que chegarão ao mercado em 2026/27. Sementeira, forragem, mobilização do solo e soluções digitais concentram os principais lançamentos da marca. Texto Rui Reis Reportagem Luís Seatra

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Esteve lá!

renovação vai além de máquinas maiores. A Pöttinger está a levar tecnologia e automatização às gamas intermédias, procurando simplificar afinações, manutenção e tarefas até agora dependentes do operador. A digitalização ganha espaço, incluindo uma nova app de apoio à operação e parametrização, sem abandonar soluções mecânicas robustas e fáceis de ajustar em campo. Um equilíbrio particularmente evidente nas novidades de sementeira.

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Para já com distrubuição mecânica, o novo semeador Puro H 3000 terá também, em breve, unidades elétricas, com controlo de secção e aplicação de taxas variáveis

Semeadores Puro Na sementeira, o Puro H 3000 marca uma nova etapa na oferta de semeadores monogrão da Pöttinger. O modelo de seis linhas utiliza, nesta primeira fase, distribuição mecânica, estando previstas unidades elétricas, que abrirão caminho ao controlo de seções e à aplicação de taxas variáveis. A barra telescópica permite trabalhar a 4,20 ou 4,50 m, com entrelinhas de 70 ou 75 cm, mantendo os 3 m em transporte. A pressão pode chegar aos 180 kg por elemento e a potência mínima indicada para o trator é de 90cv. Depois das unidades de pré-série testadas em 2026, a produção europeia arrancará na primavera de 2027.


+ Fotos

Hoje conduzo eu A Pöttinger apresenta-se como um fabricante com investimento consistente em investigação e desenvolvimento, com incorporação crescente de tecnologia de topo nos seus equipamentos — incluindo soluções digitais, como a app que apresentou, orientadas para apoio à operação, parametrização e acompanhamento do trabalho. Em paralelo, mantém uma base mecânica muito presente na gama, privilegiando arquiteturas robustas e funcionais, com especial enfoque na simplicidade de afinação e na capacidade de adaptação em campo. Este equilíbrio entre digitalização e mecânica aplicada é particularmente evidente em várias soluções de sementeira, onde a lógica de utilização continua centrada em ajustes claros, repetíveis e executáveis no terreno.

A nova Aerosem M pode receber um depósito standard de 1250 litros ou um depósito duplo pressurizado de 2000 litros

Gama Aerosem Também há alterações importantes na gama Aerosem. A nova Aerosem M pode receber um depósito standard de 1250 litros, ampliável em 600 litros, ou um depósito duplo pressurizado de 2000 litros, repartido em 60:40 e com dois doseadores independentes. Neste último caso, os dois produtos são doseados separadamente e reunidos antes de chegarem ao mesmo sulco. Na Aerosem F, a barra de sementeira passa a estar disponível numa versão rígida de 3 m, além das versões rebatíveis de 4, 5 e 6 m. O depósito frontal Amico F recebe um terminal exterior para facilitar a calibração e a gestão das linhas de passagem por GPS. Para a primavera de 2027, a Pöttinger antecipou ainda uma configuração com dois doseadores e duas linhas pneumáticas independentes, destinada, entre outras utilizações, a combinações que necessitem de dois distribuidores traseiros.

As novas gadanheiras de discos rebocadas Novacat T passam a incluir uma nova variante de 4 m, assim como regulação hidráulica de corte a partir da cabine

Novacat Na forragem, as gadanheiras de discos rebocadas Novacat T passam a incluir uma nova variante de 4 m. Além disso, nas versões de 3,5 e 4 m é também possível dispensar o condicionador, mantendo-se as opções ED, de dedos, e RC, de rolos. Estes últimos recebem um acionamento sincronizado dos dois rolos. Entre as novas opções está ainda a regulação hidráulica da altura de corte diretamente a partir da cabine. Nas combinações Novacat V 10000 ED/RC Collector, a principal novidade está no software. O Automatic Swath Placement utiliza os dados das linhas de passagem recebidos via ISOBUS e gere automaticamente os tapetes transversais. Na prática, o operador pode trabalhar saltando passagens sem ter de decidir continuamente qual dos tapetes deve estar ativo. A Pöttinger aponta para até 40% menos trabalho posterior.

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Produto em foco

Encordoador central de dois rotores, o Top V 6520 C tem uma largura de trabalho ajustável entre os 5,9 e os 6,5 m

Encordoadores Top V 6520 C Para o ajuntamento de feno e palha chega o novo Top V 6520 C, um encordoador central de dois rotores ligado diretamente ao engate de três pontos e sem chassis de transporte próprio. A largura de trabalho pode ser regulada entre os 5,9 e 6,5 m. O novo cabeçote pivotante permite que a máquina acompanhe de forma mais próxima a trajetória do trator, sobretudo em curva. Os eixos tandem são de série e a roda Multitast fica disponível em opção para melhorar o seguimento do terreno.

Reboques autocarregadores

A gama de reboques autocarregadores de forragem Boss ganharam capacidade de carregamento, enquanto o pickup pode chegar aos 2,10 m

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Nos autocarregadores, a Pöttinger apresentou duas famílias. O Boss 5000 Master mantém a alimentação por pentes, agora com a unidade Evomatic, que, segundo a marca, aumenta em 25% o rendimento de carregamento face à geração anterior, enquanto o volume útil cresce 5%. O pick-up chega aos 2,10 m, com versões para silagem e DF para forragem seca. O Profi 5000 leva o rotor à classe dos 100 aos 170 cv. O pick-up de 2,10 m alimenta um rotor de duplo dente, com até 31 facas e corte teórico de 45 mm. Com 4 mm, as novas facas exigem, segundo a marca, cerca de 10% menos potência de corte. O Easy Move facilita o acesso ao banco de facas e o Comfortcut permite afiar as facas na própria máquina com uma rebarbadora guiada.

Gama Synkro renovada No trabalho do solo, os Synkro 4030 K e 5030 K rebatíveis, de 4 e 5 m, surgem renovados com o objetivo de aumentar a polivalência. A gama oficial indica potências mínimas de 150 e 180cv, respeti-


vamente, embora durante a apresentação tenham sido apontados cerca de 200 e 250cv para assegurar um bom rendimento, mesmo em condições mais exigentes. O novo quadro permitiu reduzir o peso e foram acrescentadas soluções como a regulação hidráulica da profundidade, as rodas dianteiras de controlo e a possibilidade de retirar ou alterar a posição do rolo traseiro.

Plano VT 6060 O Plano VT 6060 também ganha argumentos. O cultivador superficial de seis filas recebe uma grade pesada de três filas, que pode substituir o rolo trasei-

O cultivador superficial de seis filas Plano VT 6060 recebe uma grade pesada de três filas, que pode substituir o rolo traseiro

AS NOVIDADES EM RESUMO PURO H 3000 Semeador monogrão de 6 linhas | 4,20/4,50 m | 70/75 cm entre linhas | até 180 kg de pressão por elemento | depósitos de 68 l | fertilizante até 1300 l | a partir de 90cv | produção europeia em 2027 AEROSEM M Semeador pneumático montado | depósito de 1250 l, ampliável em 600 l | opção PCS | depósito duplo pressurizado de 2000 l, repartido 60:40 | elementos DUAL DISC | até 60 kg de pressão AEROSEM F Barra de sementeira pneumática | 3 m rígida | 4, 5 e 6 m rebatíveis | elementos DUAL DISC de 350 mm | até 60 kg de pressão AMICO F Depósito frontal pressurizado | 1700 ou 2400 l | opção 60:40 com dois doseadores | terminal exterior de

calibração | gestão das linhas de passagem por GPS NOVACAT T Gadanheira de discos rebocada | nova classe de 4 m | opções sem condicionador, ED ou RC | novos rolos RC sincronizados | regulação hidráulica opcional da altura de corte NOVACAT V 10000 COLLECTOR Posicionamento automático do cordão | gestão automática dos tapetes transversais através de dados ISOBUS | permite saltar passagens | até 40% menos trabalho posterior na formação de cordões, segundo a marca TOP V 6520 C Encordoador central de 2 rotores | 5,9–6,5 m | engate de três pontos | sem chassis de transporte | eixos tandem de série | MULTITAST opcional

CARREGADORES FRONTAIS

BOSS 5000 MASTER Reboque autocarregador | 29–45 m³ | EVOMATIC | +25% de rendimento anunciado | pick-up até 2,10 m com acionamento por correia | até 31 facas PROFI 5000 Reboque autocarregador de rotor | 26–52 m³ | versões DF de 45 e 52 m³ | pick-up de 2,10 m | até 31 facas | corte teórico de 45 mm | EASY MOVE

PLANO VT 6060 Cultivador superficial | 6 m | 37 dentes em 6 filas | 3–15 cm de profundidade | nova grade pesada de 3 filas | relhas DURASTAR PLUS de 220 mm HARVEST ASSIST 4.0 Gestão digital da colheita | localização das máquinas | progresso do trabalho | dados dos cordões | peso, humidade e localização dos fardos

COMFORTCUT Afiação das facas na própria máquina | rebarbadora a bateria montada num suporte guiado | dispensa retirar as facas para a afiação

PÖTTINGER CONNECT Telemetria | ligação das máquinas ao HARVEST ASSIST | disponível para equipamentos ISOBUS e não-ISOBUS

SYNKRO 4030 K / 5030 K Cultivadores rebatíveis de 3 filas | 4 e 5 m | 14/18 dentes | transporte a 3 m | 150/180cv de potência mínima | profundidade até cerca de 30 cm

LIQUIDO F Depósito frontal para aditivos de silagem | 225 l, 400 l em opção | F 2000: 40–240 l/h | F 3000: 40–470 l/h | funciona também como lastro e proteção frontal

VENTILADORES

ro, novos dentes com molas helicoidais, descompactadores dos rastos do trator e relhas Durastar Plus de 220 mm. A grade é regulável hidraulicamente e pode ser basculada para trás a partir da cabine para libertar eventuais acumulações de material.

Componente digital com o Harvest Assist 4.0 O Harvest Assist 4.0 passa a partilhar em tempo real dados das máquinas envolvidas na colheita, incluindo localização, tempos, estado dos trabalhos e quantidade colhida. Nas enfardadeiras integra dados sobre o peso, a humidade e a localização de cada fardo. O Pöttinger Connect chega também às máquinas sem ISOBUS.

Depósito frontal LIQUIDO F Equipamento que combina aplicação de aditivos de silagem, lastro e proteção frontal. Montado no elevador dianteiro, pode trabalhar com diferentes máquinas de colheita, inclusive de outras marcas.

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HIDRÁULICO E TDF FRONTAIS


Produto em foco

J. INÁCIO TECH

Precisão e dados para dar nova vida ao pulverizador Modernizar um pulverizador em boas condições sem o substituir. É o princípio da J. Inácio Tech, uma solução de retrofit que acrescenta controlo ISOBUS, automatização da aplicação, georreferenciação e registo digital, com acompanhamento da instalação à utilização dos dados.

Mesmo já com alguns anos, um pulverizador pode conhecer uma nova vida com a solução de retrofit proposta pela J. Inácio

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caso acompanhado pela abolsamia parte de um pulverizador convencional de vinha, com 1000 litros e comando elétrico. A máquina estava mecanicamente apta, mas sem controlo e registo de precisão. O comando original é substituído por uma arquitetura ISOBUS, com centralina própria, eletroválvulas e régua de débitos. A localização e a velocidade provêm do sistema de posicionamento do trator e são comunicadas ao conjunto através de ISOBUS. A intervenção abrange comando e regulação, preservando a base mecânica funcional. Segundo a empresa, a solução é universal para pulverizadores montados ou rebocados de diferentes fabricantes, desde que depósito, bomba, estrutura e restantes componentes essenciais estejam em boas condições.


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Modernizar um pulverizador

Menos manobras, maior eficiência A visualização das linhas realizadas permite saltar carreiras e organizar as passagens para reduzir manobras nas cabeceiras, mantendo a referência das zonas concluídas e por tratar. A perceção dos trabalhos realizados aponta para menor tempo de operação, mas ainda não existe histórico comparativo suficiente para fixar uma percentagem de ganho. Geometria das parcelas, número de linhas, práticas anteriores e experiência do operador condicionam os resultados. Com o retrofit, os trabalhos passam a gerar dados que permitem construir histórico e comparar tempos, áreas e, quando disponíveis, consumos.

Mais do que instalar componentes Segundo a J. Inácio, a solução resulta de vários anos de testes, desenvolvimento e afinação, combinando mecânica, hidráulica, eletrónica, ISOBUS, posicionamento e gestão digital. À montagem seguem-se parametrização, calibração, definição das parcelas e respetivos limites e formação. A configuração da exploração é determinante para que os automatismos reconheçam corretamente as zonas de trabalho.

Taxa de aplicação controlada O responsável define a taxa-alvo e o sistema regula o débito em função da velocidade de avanço, procurando manter a quantidade programada por hectare quando a velocidade varia. A aplicação fica menos dependente de correções manuais e da experiência do operador. Os parâmetros definidos pelo responsável técnico ajudam operadores menos experientes a cumprir a dose, mantendo-se a atenção exigida na condução.

Corte automático de secções Com base nos limites da parcela, na posição geográfica e na cobertura registada, o sistema gere a abertura e o fecho das secções, reduzindo aplicações fora da zona de trabalho e sobreposições em áreas já tratadas. Evita-se assim abrir demasiado cedo, fechar demasiado tarde ou repetir a aplicação. O benefício é operacional, económico e ambiental: menor aplicação desnecessária de produto e melhor controlo da execução.

Da aplicação ao histórico digital Área trabalhada, tempo, velocidade, taxa-alvo, taxa efetivamente aplicada e informação georreferenciada podem ficar associados a cada intervenção. Dados como o consumo de combustível dependem da informação disponibilizada pelo trator e da configuração do conjunto. Os mapas de aplicação permitem consultar onde passou a máquina, quando se trabalhou e que área foi realizada. Os produtos utilizados podem também ser associados à intervenção, contribuindo para um caderno de campo digital. O responsável passa, assim, a dispor de elementos para verificar e analisar a execução, além da indicação de que a parcela foi pulverizada.


Produto em foco Do operador à gestão A formação tem dois níveis: o operador aprende a utilizar o sistema e a executar a operação; o proprietário, encarregado ou responsável técnico ganha ferramentas para definir parâmetros, estruturar parcelas, acompanhar trabalhos e interpretar os dados. O acompanhamento abrange análise inicial, instalação, calibração, parametrização, configuração da exploração, formação e assistência. O objetivo é que o retrofit não termine na entrega da máquina, mas resulte num sistema efetivamente utilizável no dia a dia.O objetivo é garantir uma ferramenta utilizável no dia a dia.

Quando a calda termina antes da parcela Se o depósito ficar vazio, o mapa permite identificar a zona onde a aplicação foi interrompida e a superfície ainda por tratar, dispensando a marcação física do ponto de paragem. Se faltarem, por exemplo, 2,3 hectares, a preparação da nova calda pode considerar essa área e a taxa de aplicação definida, reduzindo estimativas por aproximação, excedentes e o risco de sobrar produto preparado.

O responsavel da propriedade consegue receber em tempo real vários dados dos trabalhos que estão a ser realizados e criar mapas por variável

Um patamar acima do DPA A J. Inácio posiciona o preço de aquisição da solução apenas ligeiramente acima de um sistema DPA — débito proporcional ao avanço. O valor referese à configuração proposta sem o custo da antena e receptor GPS, que caso não possua, terão que ser adquiridos. O DPA regula o débito em função da velocidade. Nesta solução, à regulação juntam-se posicionamento, controlo automático de secções e registo digital, funcionalidades que dependem dos equipamentos e da configuração instalados, e não apenas da ligação ISOBUS. Quando a base mecânica permanece válida, o retrofit permite atualizar o controlo sem substituir o pulverizador. A infraestrutura de posicionamento e visualização do trator pode ainda servir outras operações e equipamentos compatíveis. A lógica é preservar o que continua funcional e atualizar o que ficou tecnologicamente ultrapassado, integrando pulverizador, posicionamento, aplicação e dados, com calibração, formação e assistência ao longo da utilização.

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ONDE QUER QUE ESTEJA, A BKT ESTÁ CONTIGO Por mais difíceis que sejam as suas necessidades, a BKT está sempre ao seu lado e oferece-lhe uma extensa gama de produtos para qualquer tipo de aplicação no setor agrícola, do trabalho no campo aos pomares e vinhas, passando pelos tratores de grande potência e pelos reboques para transporte. Soluções fiáveis, seguras, resistentes e duradouras, combinando tração e compactação reduzida do solo, conforto e desempenho elevado. BKT: sempre contigo, para maximizar a produtividade

Descubra a gama da BKT


Produto em foco

Foto: FUCHS

FUCHS

reforça aposta na agricultura portuguesa Com presença em Portugal desde 1989, a FUCHS quer dar maior expressão à sua atividade agrícola. A estratégia combina a gama AGRIFARM com a estrutura técnica nacional e uma rede comercial que acompanha agricultores, oficinas e empresas do setor. Miguel Pinto Ribeiro, Business Development Manager, e João Oliveira, responsável comercial pela região Centro, explicam os argumentos da marca. Texto e Fotografia Mafalda Martins

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agricultura não é uma área nova para a FUCHS em Portugal. A multinacional tem uma gama específica de lubrificantes e trabalha há vários anos com distribuidores e revendedores ligados às máquinas agrícolas. Pretende agora dar maior visibilidade a essa presença. “Eu diria que o peso da agricultura não é aquele que podia ser”, reconhece Miguel Pinto Ribeiro. A empresa identifica margem para crescer num mercado em que a evolução das máquinas torna mais exigente a esco-

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Da esq. para a dir.: João Oliveira, resp. comercial para a zona Centro; José Sá Pinto, agente FUCHS; e Miguel Pinto Ribeiro, Business Development Manager

lha dos lubrificantes. A ambição não passa por entrar num setor desconhecido, mas por dar mais expressão a uma oferta que já existe e à relação construída com os profissionais.

Estrutura e capacidade de resposta A FUCHS concentra a operação portuguesa na Maia, com cerca de 3.150 m² de área coberta, entre armazéns, escritórios e laboratório. A produção nacional terminou no início dos anos 2000, sendo o mercado abastecido sobretudo pelas unidades do grupo na Alemanha, Espanha, Itália, Polónia e Reino Unido. Segundo a empresa, o stock em Portugal permite entregas normalmente em 24 horas, podendo o prazo chegar às 48 horas na maioria do território. A disponibilidade de produto e o acompanhamento técnico são argumentos que pretende valorizar na agricultura.

Lubrificação mais específica No centro da estratégia está a AGRIFARM, com soluções para motores, transmissões e sistemas hidráulicos. Inclui lubrificantes STOU, para diferentes órgãos da máquina, e UTTO, para transmissões e hidráulica, incluindo travões em banho de óleo, embraiagens e diferenciais. A escolha deve respeitar as especificações, aprovações e recomendações do fabricante. Para Miguel Pinto Ribeiro, a sofisticação dos equipamentos deixa cada vez menos espaço para utilizar lubrificantes de forma indiferenciada. Compara-os ao “sangue que circula dentro de um trator”: uma escolha inadequada pode comprometer componentes de elevado valor. Motores, transmissões e sistemas hidráulicos mais sofisticados exigem soluções ajustadas a cada aplicação. A função do lubrificante pode passar despercebida no trabalho diário, mas a sua adequação é determinante para proteger os componentes.


AGRIFARM aplicações

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Proximidade no terreno João Oliveira está há 25 anos na FUCHS e estima que cerca de 80% dos clientes que acompanha na região Centro estejam ligados à agricultura. “A FUCHS não é a marca mais barata no mercado”, reconhece. O argumento está na relação entre preço e qualidade, no apoio técnico e na capacidade de resposta. Perante uma necessidade específica, a equipa comercial recorre à estrutura técnica para identificar o produto adequado. Na Golegã, a Tecnolavra, com quatro décadas de atividade, exemplifica essa relação. Utilizadora de lubrificantes FUCHS, recorre à marca para aconselhamento, valorizando a facilidade de contacto e o acompanhamento técnico. O acompanhamento prolonga-se, assim, para além do fornecimento: o contacto comercial liga as necessidades do cliente aos recursos técnicos disponíveis em Portugal.

Reforçar a AGRIFARM Em 2025, segundo a FUCHS, o volume de negócios em Portugal cresceu 10,6%, ultrapassando 17 milhões de euros, impulsionado sobretudo pelo automóvel, indústria e especialidades. Para 2026, espera manter um crescimento de dois dígitos. A empresa prepara um rebranding da AGRIFARM, com novas etiquetas e tampas, para reforçar a iden-

Motores MOT X-LA SAE 10W-40 Para motores modernos com tratamento de gases de escape e modelos antigos. Cumpre ACEA E9/E7/ E6/E4 e API CJ-4/CI-4 PLUS/CI-4/CH-4.

Miguel Ribeiro junto a alguns dos lubrificantes AGRIFARM destinados à maquinaria agrícola

Transmissões e hidráulica UTTO VT Para aplicações com travões em banho de óleo - transmissões CVT - e diferenciais. Aprovações ZF TE-ML 06B, 06D, 06N e 07B. Motores, transmissões e hidráulica STOU MC SAE 10W-40 Para motores, caixas manuais, hidráulica e travões em banho de óleo. Aprovações DEUTZ DQC I-02, FENDT KDM 17/2012 e ZF TE-ML 06B, 06F e 07B. Engrenagens e diferenciais GEAR LS SAE 90 Óleo de extrema-pressão para eixos com diferenciais Limited Slip. Cumpre API GL-5; recomendações ZF TEML 05C, 12C e 16E.

tificação dos produtos. Pretende aumentar o peso da agricultura, respondendo às necessidades dos clientes e reforçando a presença nas áreas com maior potencial, com produto disponível, aconselhamento e acompanhamento no terreno.

No plano internacional, a FUCHS Brasil foi distinguida com o prémio John Deere Partner Champion 2025, que distingue o desempenho, a inovação e a colaboração entre as empresas.


TOTY 2027 + Fotos

CLAAS AXION 8.290 CMATIC E NEXOS 2.120 CMATIC

Tecnologia das grandes potências para culturas especializadas A revista abolsamia, membro do júri do Tractor of the Year, esteve na Toscana para conhecer e experimentar o Axion 8.290 CMatic e o Nexos 2.120 CMatic. Duas propostas para trabalhos distintos, com uma orientação comum: conjugar capacidade de trabalho, conforto e tecnologia, de forma a simplificar a operação. Texto e fotos Luís Seatra

Esteve lá!

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ntre apresentações técnicas e contactos ao volante, a jornada permitiu explorar as novidades da CLAAS para os segmentos dos tratores de maior potência e dos especializados. No Axion, a evolução passa pela gestão da potência, pela transmissão, pelo sistema hidráulico e pela cabine. No Nexos, a transmissão contínua e a integração de comandos familiares aos utilizadores dos modelos maiores aproximam a experiência de condução entre diferentes gamas da marca.

AXION 8.290 CMATIC: mais capacidade, maior controlo O Axion 8.290 CMatic ocupa o topo da nova série Axion 8, sucessora da Axion 800, que integra também os modelos 8.240 e 8.270. Equipado com um motor de seis cilindros e 6,7 litros, atinge 313cv com Dynamic Power. Contudo, a novidade não se resume à potência disponível: a gestão da sua entrega assume um papel central. Na apresentação, os responsáveis da CLAAS explicaram que a disponibilização de potência adicional deixa de depender exclusivamente do avanço do trator ou da carga na tomada de força. A gestão

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considera também as solicitações de outros consumidores, procurando adaptar a resposta do motor às necessidades reais de funcionamento. A transmissão contínua CMatic recebeu alterações destinadas a reduzir o ruído. Segundo a marca, a intervenção abrangeu a caixa e as engrenagens, contribuindo para um funcionamento mais silencioso. A função kick-down permite solicitar uma resposta mais imediata através do acelerador, nomeadamente

HOJE CONDUZO EU Axion 8.290 CMatic Conduzimos o Axion 8.290 CMatic em duas situações distintas: trabalho em campo com um Väderstad Carrier XL 525 e transporte em estrada com uma enfardadeira CLAAS. Em campo, o Carrier XL 525 — um cultivador de discos rebocado, com 5,10 m de largura efetiva de trabalho, destinado à mobilização do solo e à mistura de resíduos culturais — permitiu colocar o trator à prova em terras pesadas. O Axion respondeu bastante bem às exigências deste trabalho, deixando uma impressão positiva da capacidade do conjunto. No transporte, o percurso incluiu estradas estreitas, onde o sistema de câmaras facilitou bastante a perceção da envolvente e do espaço disponível para circular com a enfardadeira. Foi uma ajuda prática numa situação que exigia atenção às dimensões do conjunto. Destacamos ainda o conforto e a utilização intuitiva. As ferramentas de agricultura de precisão, a organização dos comandos e a clareza dos sistemas de informação visual contribuem para simplificar a operação. A impressão global foi a de um trator que reúne capacidade de trabalho e tecnologia num posto de condução fácil de compreender.


Especialmente para prestadores de serviços com máquinas em diferentes locais, o acompanhamento remoto pode simplificar a resolução de dúvidas de utilização

Hidráulica orientada para o trabalho O circuito hidráulico foi outro dos pontos destacados. A CLAAS reviu o percurso do óleo para reduzir perdas e aquecimento, procurando melhorar a eficiência e diminuir a solicitação do sistema de arrefecimento. Na configuração de maior capacidade, o caudal atinge 205 l/min, com até 140 L/min através de um distribuidor equipado com acopladores de ¾ de polegada. O basculamento de reboques serviu de exemplo para explicar o efeito destas alterações. Numa cadeia de transporte de forragem, o tempo necessário para elevar e baixar a caixa influencia a permanência de cada conjunto no local de descarga. A marca apontou uma melhoria de cerca de 30% no ciclo apresentado, um valor comunicado pelos seus responsáveis e não medido neste contacto. A previsibilidade dos custos completa a proposta. O Maxi Care Focus foi apresentado com uma cobertura de componentes durante cinco anos ou 5.000 horas, sujeita às condições aplicáveis. A marca sublinhou a importância de enquadrar os custos de manutenção e reparação ao longo da utilização do equipamento. quando é necessário recuperar velocidade ou acompanhar uma automotriz de colheita durante o enchimento de um reboque. A cabine, partilhada com o Axion 9, aproxima os dois segmentos em espaço, conforto e ergonomia. A personalização do ecrã e das teclas de função permite adaptar o posto de condução ao operador e ao trabalho. O reconhecimento de alfaias compatíveis facilita a configuração do conjunto, enquanto o terminal CEBIS Connect e o comando CMotion concentram funções de operação e acompanhamento. A assistência também se estende para fora da cabine. A visualização remota do terminal permite que um responsável de frota ou um técnico acompanhe a informação apresentada ao operador e preste apoio à distância. Para prestadores de serviços com máquinas distribuídas por diferentes locais, esta possibilidade pode simplificar a resolução de dúvidas de utilização.

O novo Axion 8 beneficia da mesma cabine do irmão maior Axion 9, aproximando os dois segmentos em termos de espaço, conforto e ergonomia

Nexos 2.120 CMatic: o ADN CLAAS entre linhas No Nexos 2.120 CMatic, a aproximação aos tratores maiores da marca reconhece-se sobretudo no posto de condução. O comando multifunções CMotion e o joystick ElectroPilot transportam para a vinha e o pomar uma lógica de operação familiar aos utilizadores da CLAAS, num equipamento preparado para trabalhar em espaços reduzidos e com várias alfaias. O modelo resulta de uma colaboração entre a CLAAS e a Carraro Agritalia, com transmissão CVT concebida pela Carraro. Esta ligação industrial é acompanhada por soluções de ergonomia e operação que reforçam a identidade CLAAS. Mais do que a origem dos componentes, a diferenciação manifesta-se na forma como o operador acede às funções e controla o conjunto. O motor FPT de quatro cilindros e 3,6 litros disponibiliza uma potência máxima de 120cv. A transmis-

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No Claas Nexos, a concentração de operações no apoio de braço veio permitir ao operador gerir funções hidráulicas e mudar de direção com menos deslocações da mão entre comandos

HOJE CONDUZO EU Nexos 2.120 CMatic A nova gama Nexos contempla quatro variantes de largura, para diferentes compassos e condições de trabalho

são contínua apresenta duas gamas, destinadas ao trabalho em campo e à circulação em estrada, com velocidades até 20 e 40 km/h, respetivamente. Na apresentação, a marca destacou o controlo da velocidade e a sensibilidade de resposta na gama de campo. O circuito hidráulico load-sensing fornece até 110 l/ min e responde à utilização de equipamentos dianteiros, ventrais e traseiros. Os conjuntos presentes ilustravam diferentes aplicações, da mobilização do solo à gestão da vegetação e à pulverização, evidenciando a importância de alimentar e comandar várias funções.

Mais funções na mesma mão A concentração de operações no apoio de braço foi um dos aspetos mais desenvolvidos pelos responsáveis da marca. Além do inversor junto ao volante, o sentido de marcha pode ser selecionado através dos comandos do apoio de braço, incluindo o ElectroPilot. Assim, o operador pode gerir funções hidráulicas e mudar de direção com menos deslocações da mão entre comandos. A direção dinâmica e os automatismos da tração e do bloqueio do diferencial complementam esta abordagem. O interesse destas soluções torna-se evidente em trabalhos com intervenções frequentes nas alfaias e sucessivas manobras nas cabeceiras. A cabine de quatro pilares e o piso plano procuram melhorar a visibilidade e a liberdade de movimentos. Nas variantes M, L e XL, o apoio de braço acompanha o banco; na versão S, o espaço disponível condiciona esta solução. A gama contempla quatro variantes

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O que destacamos no Nexos é a forma como recebe soluções dos irmãos maiores. A presença do CMotion e a organização dos comandos reforçam a ligação à CLAAS e dão coerência à experiência de utilização entre gamas. Apesar da colaboração industrial com a Carraro Agritalia, a integração destas soluções transmite uma identidade CLAAS bem vincada. É sobretudo no posto de condução, na ergonomia e na forma de aceder às funções que esse ADN se torna evidente.

de largura, para diferentes compassos e condições de trabalho. A apresentação incluiu ainda a integração no CLAAS Connect através de uma solução de telemetria, permitindo acompanhar a localização e dados de utilização. A possibilidade de integrar equipamentos de diferentes marcas responde às necessidades de explorações e prestadores de serviços com frotas mistas. AXION 8.290 CMATIC

NEXOS 2.120 CMATIC

Motor: FPT NEF, seis cilindros, 6,7 litros Potência máxima com DYNAMIC POWER: 313cv Transmissão: variação contínua CMatic Resposta: função kick-down para solicitação imediata de potência Cabine: nova geração, partilhada com o Axion 9. Comandos: terminal CEBIS connect e comando multifunções CMotion Hidráulica: opções de 150 ou 205 l/min; até 140 l/min num distribuidor com acoplador de ¾”. Conectividade: CLAAS Connect e visualização remota do terminal Proteção de componentes: Maxi Care Focus, com condições aplicáveis a cada mercado.

Motor: FPT, quatro cilindros, 3,6 litros Potência máxima: 120cv Transmissão: variação contínua CMatic, com gamas de campo e estrada Velocidade máxima: 40 km/h Hidráulica: load-sensing, até 110 L/min. Comandos: CMotion e ElectroPilot, com concentração de funções no apoio de braço. Cabine: quatro pilares e piso plano; apoio de braço solidário com o banco nas variantes M, L e XL Larguras mínimas: S, 1,00 m; M, 1,25 m; L, 1,45 m; XL, 1,55 m. Versatilidade: montagem de equipamentos à frente, entre eixos e atrás Assistência: direção dinâmica e gestão de sequências nas cabeceiras. Os equipamentos e funcionalidades indicados podem depender da versão, das opções e do mercado.


M1104

M754

F4110

ROBUSTOS FIÁVEIS. PREPARADOS PARA TUDO. TRATORES COMPACTOS 20 e 26 cv

M404

P1025

MINI ESCAVADORAS LOVOL FR26F-u A escolha acertada: uma máquina compacta, fiável, flexível e eficiente, ideal para o mercado europeu. Equipada com componentes de referencia, motor Yanmar e Kubota, circuitos hidráulicos auxiliares e engate rápido hidráulico. Modelos disponíveis FR18, FR20, FR26, FR36 e FR55.

divisaoagricola.autoindustrial.pt


TOTY 2027

VALTRA T236

A naturalidade na interação homem-máquina A série T da Valtra acaba de ser renovada e o modelo mais potente é candidato ao prémio Tractor of the Year 2027 na categoria MidPower. Um novo motor com binário disponível a baixo regime, um renovado interface de comandos a que está associado um processador de maior performance, e a integração da plataforma PTx FarmEngage, estão entre os principais destaques.

Texto e fotos João Sobral

Esteve lá!

A

revista Abolsamia viajou até à Finlândia, a convite da marca finlandesa, onde testámos várias unidades de pré-série dos Valtra T. O evento de teste em campo realizou-se em Puuppola, na propriedade agrícola do piloto finlandês Tommi Mäkinen, que é cliente da Valtra. A marca mobilizou para este local diversos especialistas de produto e os tratores foram disponibilizados para teste em diferentes operações, desde transporte com reboque a trabalho de mobilização de solo.

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abolsamia

outubro / novembro 2026

A série T Composta por seis modelos, que se situam numa faixa de potência entre os 170 e os 245cv, a série T pode ser configurada com transmissão CVT, de variação contínua, ou com transmissão Powershift robotizada, neste caso com possibilidade de duas variantes: 5 relações PS ou 10 relações PS.

Motor AGCO Power de 7,5 litros Proveniente da fábrica finlandesa de Linnavuori, o motor AGCO Power Core 75, de 6 cilindros, fornece um binário constante a baixo regime, entre as 1.000 e as 1.500 rpm, e é anunciado um consumo de combustível 5% menor do que registado no motor AGCO Power 74 HD usado anteriormente. Sem gestão eletrónica, a potência máxima está disponível em permanência e para todas as solicitações de carga. Concretamente para o T236, a potência máxima situa-se nos 245cv. A ventoinha reversível está na lista de opcionais.

Transmissão CVT ML180 A transmissão CVT é composta por duas gamas e permite atingir os 57 km/h a um regime de 1950 rpm. Proveniente do universo AGCO, é fabricada em Marktoberdorf mas com a finalização e a fase de teste a serem feitas em Suolahti. Para diferentes tipos de condições de carga, o operador pode alternar entre


+ Fotos

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS MOTOR Motor

Agco Power Core 75

Capacidade / cilindros

7500 cm3 / 6 cilindros

Potência nominal /máxima

245cv

Binário máximo

1184 Nm

Intervalo de manutenção

600 horas

TRANSMISSÃO Modelo / tipo

Agco ML180 / Variação contínua

Configuração

Duas gamas

Regime do motor a 40 km/h

1550 rpm

Regime do motor a 50 km/h

1700 rps

Velocidade máxima

57 km/h

HIDRÁULICO Fluxo da bomba (opcional)

115 (160 ou 200) Lpm

Capacidade de elevação traseira

9.483 Kg

Capacidade de elevação dianteira

4.000 Kg

DIMENSÕES Distância entre eixos

2.950 mm

Distância ao solo

560 mm

Peso em vazio

7.800 kg

Carga máxima admissível

14.000 kg

os modos Eco, Normal e Power. O intervalo de manutenção da transmissão CVT é de 2.400 horas.

Hidráulico de fluxo ajustável A bomba com caudal de 115 L/min é standard mas o cliente pode optar por bombas de 160 ou 200 L/min, num sistema hidráulico que adapta o fluxo automaticamente em função da velocidade de avanço. Esta

O interface Active passa a incluir uma nova manete de condução e uma reconfiguração dos restantes comandos.

O interface SmartTouch foi revisto a nível ergonómico e tem por detrás um processador que é 10 vezes mais rápido.

funcionalidade proporciona um trabalho mais regular ao trabalhar por exemplo com semeadores pneumáticos ou com reboques autocarregadores de silagem.

Cabine MSK Fornecida no âmbito de uma parceria com a MSK, que vem de há 25 anos, a cabine é de base semelhante à empregue nos anteriores T, mas com melhorias significativas no campo da personalização e dos interfaces. A cabine não é demasiado volumosa a nível de exterior para poder continuar a servir o sector florestal. Como é tradição na Valtra, pode ser configurada com condução invertida TwinTrac e com visibilidade Skyview, uma solução pensada para trabalhar com gruas florestais.

Interfaces de segunda geração O interface SmartTouch Gen2 foi repensado. Para além da revisão de detalhes ergonómicos, o processador que está por detrás do monitor de 12” proporciona agora um arranque em apenas 22 segundos, uma velocidade de processamento até 10 vezes superior, e são alargadas as possibilidades de configuração para perfis de alfaias e para personalização de perfis de diferentes operadores. Para os clientes que pretendem um trator mais simples, continua a estar disponível o interface Active.

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TOTY 2027

Nesta versão Active Gen2, este foi alvo de uma revisão mais drástica, com destaque para a manete de condução totalmente nova, que aponta para uma utilização claramente mais ergonómica. Este interface faz parceria com o monitor ao alto no pilar A da cabine. Os interfaces SmartTouch Gen2 e Active Gen2 são compatíveis com as todas as transmissões disponíveis na série T.

Sistemas de ajuda ao operador A série T passa a incluir códigos QR referentes a uma nova função destinada a reduzir a curva de aprendizagem de novos operadores. A este nível, antecipa-se que o próximo passo seja a disponibilização no mercado de um assistente de voz, destinado à função de ajuda, que faz uso de inteligência artificial. Esta tecnologia está a ser testada junto de um número restrito de utilizadores de tratores Valtra, no âmbito do programa ‘Talking tractor’. O sistema deverá ser capaz de fornecer respostas, convertendo para o formato de voz documentos técnicos, o manual de operador e os dados de telemetria fornecidos em tempo real.

Personalização Unlimited O que em 2013 começou por ser pouco mais do que uma oferta de cores alternativas, é hoje um serviço de uma abrangência sem comparação noutras marcas. Um interior com acabamentos mais luxuosos, uma estação meteorológica agrícola móvel, um sistema de câmaras PerPlant Crop Sensor, para otimizar a aplicação de taxa variável, um sistema para lubrificação automática de todos os pontos do trator, e um sistema de controlo da pressão dos pneus, são apenas alguns exemplos do trabalho de personalização, muito para lá da estética, que é feito pelo Unlimited Studio.

PTx FarmEngage O ecossistema digital do Grupo AGCO para gerir as ferramentas de agricultura de precisão e transferência de dados agronómicos passa a estar disponível na série T. É compatível com frotas mistas e com um número alargado de equipamentos que fazem uso do protocolo ISOBUS.

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HOJE CONDUZO EU A linha estética segue a tendência inaugurada na série S mas resulta mais feliz nas dimensões dos T. Numa marca que produz todas as unidades da série T por encomenda e que proporciona um nível de personalização muito alto, o cliente tem a possibilidade de configurar o trator à medida das suas necessidades. Em termos de comportamento de trabalho, o T236 é definitivamente o resultado de uma série que evoluiu e se adaptou aos desafios do presente, por um lado devido à tecnologia que provém do universo AGCO, por outro devido à postura histórica da Valtra para encontrar soluções práticas que dão resposta a necessidades concretas. Sendo um trator complexo, o Valtra T236 é em simultâneo um trator fácil de configurar, beneficiando agora da reinterpretação dos interfaces de comando, SmartTouch Gen2 e Active Gen2, que evoluíram para um contexto que torna a interação homem-máquina mais lógica e mais natural. A Valtra é representada em Portugal pela Ascendum Agro. Um sistema para lubrificação automática de todos os pontos do trator está disponível para instalação de fábrica através do Unlimited Studio.


AJAP

Associação dos Jovens Agricultores de Portugal


TOTY 2027

MASSEY FERGUSON 7S.245

A evolução lógica na média potência

O modelo de topo da nova série 7S é candidato ao prémio Tractor of the Year 2027 na categoria MidPower. Será apresentado ao público na EIMA 2026 mas nós já o testámos em França, num evento exclusivo a convite da marca. Esteve lá!

Texto e fotos João Sobral

P

ara trabalho de campo, tivemos acesso a duas unidades de pré-série, a fazerem parceria com um cultivador Kuhn e com uma grade rápida Väderstad.

A série 7S Mark 2 A série 7S Mark 2 é composta por seis modelos, que preenchem uma faixa de potência entre os 170 e os 245cv. Vem situar-se entre a série 7S, que vai dos 155 aos 210cv, e a série 8S, que vai dos 205 aos 265cv. A designação Mark 2, que significa ‘segunda geração’,

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A versão Efficient conta com um monitor ao alto no pilar A da cabine e um maior número de comandos físicos

serve para fazer a diferenciação dos 7S pré-existentes mas não irá figurar no capot.

Motor AGCO Power de 7,5 litros O novo bloco de 6 cilindros privilegia o funcionamento a baixo regime. Fornece binário constante entre as 800 e as 1500 rpm. Na sua construção, a AGCO Power aplicou menos 25% de peças do que na geração anterior, o que significa uma menor complexidade mecânica e a pretensão de uma maior durabilidade. Com apenas um turbo e sem gestão eletrónica de potência, a potência máxima está disponível em todas as circunstâncias.


+ Fotos

A manete do inversor recebe uma nova tecla dedicada à função de travão de parque.

A linha estética surge atualizada a nível dos guarda-lamas e capot

A versão Exclusive concilia um monitor Datatronic 6 para ajustes gerais e um monitor Fieldstar 6 dedicado ao autoguiamento

Os 7S Mark 2 têm um depósito de 410 litros para combustível (+25% do que os 7S) e 56,5 litros para AdBlue (+88% do que os 7S).

Transmissão Dyna-VT

motor, o que contribui para reduzir o ruído no posto de condução, a vibração e favorecer a dissipação de calor. Na versão Exclusive, pode comportar um monitor Datatronic 6 de 12”, para as definições gerais, e um monitor Fieldstar 6, para o autoguiamento. Por detrás destes monitores existe agora um processador de maior capacidade. Já a versão Efficient, mais simples, caracteriza-se por incluir apenas o monitor ao alto no pilar A e um maior número de comandos físicos na consola direita. Conta com filtragem de categoria 4 e uma lista de opcionais onde se incluem um assento premium com massagem e memórias de ajuste, e um conjunto de 4 câmaras que oferece 122° de visibilidade em redor do trator.

Eixo dianteiro Os cilindros da suspensão passam a estar posicionados atrás do eixo dianteiro, o que, aliado a uma curva-

Composta por duas gamas, a transmissão Dyna-VT permite atingir os 57 km/, ainda que possa também ser configurada para velocidades máximas de 50 ou 40 km/h, em função da especificidade de cada mercado. Passa a incorporar um travão de caixa ParkLock acionado numa tecla no inversor.

Hidráulico Com diferentes opções de bomba, de 110, 150 ou 190 L/min, a versão Efficient pode equipar com até 4 distribuidores mecânicos, ao passo que a versão Exclusive pode apresentar até 5 distribuidores de acionamento eletrónico.

Os cilindros da suspensão passam a estar posicionados atrás do eixo dianteiro, favorecendo o ângulo de viragem

Cabine separada do motor A cabine é partilhada com os modelos imediatamente acima. Está separada do compartimento do

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CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS MOTOR Motor

Agco Power Core 75

Capacidade / cilindros

7526 cm3 / 6 cilindros

Potência nominal /máxima

245cv

Binário máximo / reserva

1184 Nm / 28%

Intervalo de manutenção

600 horas

TRANSMISSÃO Modelo / tipo

Agco ML180 / Variação contínua

Configuração

Duas gamas

Regime do motor a 40 km/h

1450 rpm

Regime do motor a 50 km/h

1600 rpm

Velocidade máxima

57 km/h

HIDRÁULICO Fluxo da bomba (opcional)

110 (150 ou 190) Lpm

Capacidade de elevação traseira

9.600 Kg

Capacidade de elevação dianteira

4.000 kg

O intervalo de 15 cm entre o capot e a cabine reduz a vibração e o ruído e favorece a dissipação de calor

HOJE CONDUZO EU Quando é visto isoladamente, o 7S.245 parece um 8S mais pequeno. Mas quando é visto ao lado de um 8S, a diferença é notória, sobressaindo uma linha estética mais atual e elegante do capot e dos guarda lamas. Em termos de comportamento em campo, no trabalho com um cultivador Kuhn e com uma grade rápida Väderstad, apresentou-se ao mesmo tempo robusto, preciso e suave. A chave e o comando das luzes de estrada regressam à coluna de direção, passa a existir um comando de imobilização, que também faz a abertura e fecho remoto das portas, e a manete dos piscas partilha o espaço com o inversor. São soluções felizes que se enquadram numa lógica padrão de condução em estrada. Ao nível de desenvolvimento por parte da marca, é um produto que se enquadra na evolução lógica do ADN Massey Ferguson. O início da produção em série dos MF 7S Mark 2 está previsto para Janeiro de 2027. A Massey Ferguson é representada em Portugal pela Potenzia Sateco Equipamentos Agrícolas e Industriais, Lda.

DIMENSÕES Distância entre eixos

2.950 mm

Distância ao solo

471 mm

Peso em vazio

8.000 kg

Carga máxima admissível

14.000 kg

tura do chassis, permite reduzir o ângulo de viragem, que é agora de 52°.

Opcionais A ventoinha reversível ou a caixa de refrigeração para alimentos estão entre os opcionais assegurados pelo serviço de personalização MF by You. É também o caso do sistema de controlo da pressão dos pneus, que passa a dispor de um compressor de maior capacidade, capaz aumentar o fluxo de ar de 310 para 750 L/min.

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Pneus específicos BKT A série será apresentada com uma nova gama de pneus de 2 m de diâmetro, desenvolvidos pela BKT, na medida VF 650/70 R42, para transporte e lavoura, e VF 710/60 R44, para trabalhos de tração ligeira.

PTx FarmEngage As ferramentas para agricultura de precisão passam a estar enquadradas no software PTx, que se apresenta como uma solução para frotas mistas, incluindo as que têm máquinas exteriores ao universo AGCO, e que alarga a compatibilidade a um maior número de alfaias. Para além das habituais funções AutoTurn e AutoHeadland, a nível de controlo de secções, este trator pode gerir até cinco diferentes produtos, em três barras de distribuição, e comporta até 96 secções.


Notícias

Massey Ferguson recorre à fabricante da Solis para nova gama de compactos A Massey Ferguson estabeleceu uma parceria estratégica de fornecimento com a International Tractors Limited (ITL), fabricante indiano responsável pelas marcas Solis e Sonalika. O acordo permitirá à marca da AGCO alargar a oferta de tratores de baixa potência e compactos, com modelos a partir dos 20cv e uma introdução faseada na Europa e Médio Oriente prevista para 2027.

O

acordo não representa uma aquisição ou integração da ITL no grupo AGCO. Trata-se de uma parceria de fornecimento através da qual a Massey Ferguson recorrerá à capacidade industrial do fabricante indiano para desenvolver a nova oferta. De acordo com as duas empresas, a gama está a ser desenvolvida segundo especificações Massey Ferguson, conjugando a capacidade de produção da ITL com o desenho, suporte e experiência da rede de concessionários Massey Ferguson.

ITL produz Solis e Sonalika Com uma capacidade instalada anunciada de 300.000 tratores por ano, a International Tractors Limited é a empresa por detrás das marcas Sonalika e Solis. A primeira tem uma forte implantação no mercado indiano e em mercados de exportação, enquanto a Solis está presente internacionalmente, incluindo em vários países europeus. A identificação do fabricante não significa, contudo, que os futuros Massey Ferguson sejam simplesmente versões de modelos Solis ou Sonalika atualmente comercializados. A informação divulgada até agora não permite estabelecer essa correspondência, referindo apenas que os novos tratores serão desenvolvidos segundo especificações da Massey Ferguson. Por enquanto, não foram divulgadas as designações dos modelos, especificações técnicas detalhadas nem os mercados europeus onde serão comercializados em primeiro lugar. A chegada decorrerá progressivamente ao longo de 2027, dependente do desenvolvimento dos produtos e das respetivas homologações.

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Tecnologia

Novapercampo Tecnologia que ganha asas no terreno Pulverizar, dispersar e chegar onde uma máquina terrestre encontra limitações. A gama DJI Agras comercializada pela Novapercampo foi pensada para diferentes escalas de exploração e tipos de trabalho, com capacidades que vão dos 20 aos 100 litros. Texto Rui Reis

DJI AGRAS T25P

DJI AGRAS T55

Pulverização: 20 L Dispersão: 25 kg / 30 L Caudal máx.: 16 L/min (2 aspersores); 24 L/min (4) Largura de pulverização: 4-7 m Bateria: 15,5 Ah Carga rápida: 9-12 min

Pulverização: 50 L Dispersão: 55 kg / 80 L Caudal máx.: 40 L/min (2 aspersores); 50 L/min (4) Largura de pulverização: 4-11 m Baterias: 20 ou 30 Ah Carga rápida: 8-9 min Elevação de carga: até 40 kg

Fotografia Mafalda Martins

A

lógica da escolha de um drone agrícola deve começar antes da compra. O tipo de cultura, a dimensão e a dispersão das parcelas, a topografia, a disponibilidade de água, a distância entre áreas, o volume de calda ou de fertilizante composto e a frequência de utilização condicionam a escolha do equipamento. O maior drone não é necessariamente o mais indicado e é precisamente nessa área que a Novapercampo procura posicionar o acompanhamento ao cliente. A formação entra na mesma equação. É preciso

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Mais do que a mera comercialização dos equipamentos, a aposta da Novapercampo inclui a demonstração, a formação, a manutenção e todo o suporte técnico, abrangendo todo o território nacional e ilhas

preparar a operação, conhecer os sistemas, interpretar as condições do terreno e perceber de que forma o produto, a dose, a velocidade e a largura de trabalho influenciam o resultado. A tecnologia só ganha valor quando é integrada corretamente no processo agrícola.

Onde o drone acrescenta valor Ao trabalhar pelo ar, o drone elimina a passagem de rodas sobre a cultura, reduz o risco de compactação e permite intervir em parcelas húmidas, terrenos difíceis ou zonas onde um pulverizador terrestre pode ter limitações. Em aplicações compatíveis com menores volumes de água, reduz-se também a logística de transporte e de abastecimento. Mas capacidade não significa automaticamente hectares por hora. Nelson Dias, gerente da Novapercampo, dá o exemplo do arroz, onde refere aplicações na ordem dos 20 l/ha. Nestas condições, um depósito de 100 litros pode cobrir vários hectares por voo. Num caso particularmente favorável, um cliente realizou, sozinho, perto de 18 hectares em 45 minutos. O próprio responsável sublinha que se tratou de uma situação excecional, com parcelas grandes e toda a operação bem afinada. No extremo oposto, uma aplicação de 500 l/ha altera completamente as contas. O mesmo drone teria de regressar sucessivamente para completar um único


Dos 20 litros do T25P aos 100 litros do T100, a escolha depende da cultura, das parcelas, do volume de aplicação e da logística disponível.

Quatro degraus de capacidade DJI AGRAS T100 DJI AGRAS T70P

Pulverização: 70 L Dispersão: 70 kg / 100 L Caudal máx.: 30 L/min (2 aspersores); 40L/min (4) Largura de pulverização: 4-11 m Baterias: 30 ou 41 Ah Carga rápida: 7-9 min Elevação de carga: até 65 kg

Pulverização: 100 L Dispersão: 100 kg / 150 L Caudal máx.: 30 L/min (2 aspersores); 40 L/min (4) Largura de pulverização: 5-13 m Bateria: 41 Ah Carga rápida: 8-9 min Elevação de carga: até 100 kg Versão dual-battery: 100 l / carga operacional de 90 kg

hectare. O rendimento real depende, por isso, da relação entre cultura, volume de aplicação, dimensão da parcela, velocidade de trabalho e logística de apoio.

Baterias também se traduzem em hectares A autonomia deve ser vista como parte de um sistema integrado. A Novapercampo recomenda pelo menos três baterias: uma em utilização, outra em carga e uma terceira em arrefecimento. Em trabalho intensivo, Nelson Dias aponta para quatro ou mesmo cinco, permitindo rodar o conjunto sem criar tempos mortos e dando uma margem acrescida caso uma bateria fique indisponível.

O T55 ocupa uma posição intermédia na gama, com 50 litros de capacidade para calda e até 55 kg de sólidos numa tremonha de 80 litros.

O T25P abre a gama DJI Agras, com um depósito de 20 litros e uma capacidade de transporte de 25 kg.

É neste enquadramento que entra a gama DJI Agras. O T25P abre a oferta com depósito de 20 litros e capacidade de dispersão de 25 kg. Trabalha entre 4 e 7 metros de largura e pode atingir 24 l/ min com quatro aspersores, sendo particularmente adequado a parcelas menores, vinhas, pomares e operações em que a mobilidade é determinante. O T55 sobe para 50 litros e 55 kg de sólidos, numa tremonha de 80 litros. Pode trabalhar até 11 metros de largura e atingir 50 L/min com quatro aspersores. Na dispersão, o débito máximo anunciado chega aos 400 kg/min com fertilizante composto. Com o T70P, a capacidade aumenta para 70 litros e 70 kg de sólidos, numa tremonha de 100 litros. Mantém largura de pulverização até 11 metros e um caudal máximo de 40 L/min, acrescentando o transporte suspenso de até 65 kg. No topo da gama, o T100 recebe 100 litros de calda e até 100 kg no sistema de dispersão, numa tremonha de 150 litros. A largura efetiva pode atingir os 13 metros e o caudal máximo os 40 L/min. O sistema de segurança recorre a um LiDAR, a um radar de ondas milimétricas e à visão por câmaras para deteção de obstáculos e seguimento do terreno.

Nélson Dias, gerente da Novapercampo, recomenda um mínimo de três baterias por drone: uma em utilização, outra em carga e uma terceira em arrefecimento.

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Feiras

AgroSemana 2026

Em tempo de contas e colheitas De 3 a 6 de setembro, cerca de 230 expositores reuniram-se no Espaço AGROS, na Póvoa de Varzim, para a 12.ª AgroSemana – Feira Agrícola do Norte. Com uma afluência na ordem das dezenas de milhares de visitantes, a maquinaria voltou a ocupar uma parte importante do recinto e a atrair muitos profissionais do setor.

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Texto Sebastião Marques Fotografia Mafalda Martins

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Esteve lá!

inda assim, entre alguns expositores ficou a perceção de uma afluência profissional ligeiramente abaixo de outras edições. O calendário agrícola poderá ter pesado: o calor e o stress hídrico anteciparam o ciclo do milho em várias zonas do Norte e, com ele, a campanha de silagem, mantendo agricultores e prestadores de serviços no campo durante os dias da feira. Também o momento da fileira do leite esteve presente nas conversas. Depois de uma redução de 1,5 cêntimos/litro em agosto, setembro trouxe novas descidas de 1,5 a 2 cêntimos/litro por parte de alguns compradores. Durante a feira, o presidente da AGROS, Idalino Leão, chamou ainda a atenção para uma diferença superior a 20 cêntimos/litro no gasóleo agrícola face a Espanha. Foi neste contexto, entre uma campanha particularmente exigente e as contas sempre presentes, que percorremos os stands de maquinaria da AgroSemana. Nas próximas páginas, mostramos algumas das máquinas e novidades que encontrámos pelo caminho.


+ Fotos

ALIMENTAÇÃO DE PRECISÃO. À MEDIDA DA SUA EXPLORAÇÃO.

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Desde máquinas adequadas para uso em espaços confinados, até às indicadas para explorações de mais de 1000 animais. Gama completa caracterizada pela alta manobrabilidade, excelente funcionamente e mistura de alimentação rápida e homogénea, que economiza tempo e combustível.

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5-45 m3

Sabe com precisão o que as suas vacas comem?

Com tecnologia NIR, o sistema de alimentação de precisão analisa os ingredientes em tempo real, ajustando o peso para fornecer uma dieta equilibrada, conforme orientações do nutricionista.


Feiras

JCB Fastrac 4220 iCON • Motor AGCO Power, 6 cilindros, 6,6 L • Potência 218cv | 235cv máx. • Binário 1.000 Nm • Transmissão CVT • Velocidade máxima de 65 km/h • Depósito de combustível de 390 L • Suspensão hidropneumática autonivelante

REPTRACTOR

Fastrac 4220 iCON lidera aposta da Reptractor na AgroSemana A Reptractor levou à 12ª AgroSemana, na Póvoa de Varzim, uma mostra da sua oferta multimarca, com o JCB Fastrac 4220 iCON em destaque, acompanhado por soluções Kubota, Kuhn, Herculano e Maschio Gaspardo. Texto e Fotografia Mafalda Martins

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Esteve lá!

epois de disponibilizar o Fastrac 8330, a primeira unidade JCB comercializada pela Reptractor em Portugal, a empresa de Vila do Conde estreia agora o 4220 iCON. Para o gerente João Ribeiro, a marca britânica, com mais de 30 anos de experiência no setor agrícola, tem ainda margem para crescer em Portugal. “É uma pena não termos estes produtos a operar com muito mais intensidade no nosso país”, afirma, defendendo que a Reptractor dispõe agora de cliente s, produto e capacidade técnica para fazer crescer a JCB no mercado nacional.

A agilidade de um grande Fastrac O 4220 iCON é movido por um motor de seis cilindros do grupo AGCO, com 6,6 litros de cilindrada,

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associado a uma transmissão de variação contínua (CVT) que, segundo João Ribeiro, contribui para os consumos reduzidos do trator. A bomba hidráulica entrega 190 L/min e a capacidade de elevação traseira chega aos 8.000kg. As quatro rodas direcionais, com diferentes modos de direção, são para João Ribeiro um dos trunfos do 4220, conferindo-lhe uma agilidade que dificilmente se encontra na concorrência de potência equivalente. A função Rapid Steer facilita ainda as manobras em cabeceira. Junta-se a isso a distribuição de peso 50:50 e a suspensão hidropneumática nos dois eixos, que classifica sem hesitar como “algo único no mercado”. Na estrada, o Fastrac atinge os 65 km/h, contan-

Um ponto para testar tudo Uma verificação técnica completa do Fastrac pode ser realizada em cerca de uma hora, segundo João Ribeiro. As ligações e os pontos de teste dos sistemas elétrico e hidráulico estão concentrados num único local, o que permite ao técnico verificar o equipamento de forma global e facilita as operações de manutenção. A solução segue uma lógica já utilizada pela JCB no setor industrial, onde facilitar o acesso aos pontos de manutenção é imperativo para reduzir o tempo em que a máquina fica parada.


Os M5-092 Narrow de 94cv, com e sem cabine, foram apenas um dos vários modelos Kubota que a Reptrator exibiu na Agrosemana. Presentes estavam também as gamas M6 e M7

do com travões de disco nas quatro rodas e ABS. O chassis integral, as barras estabilizadoras e a suspensão contribuem para assegurar a estabilidade a velocidades mais elevadas.

Muito mais do que um trator “estradista” É a possibilidade de conjugar operações agrícolas com a rapidez nas deslocações em estrada que, para João Ribeiro, define a vocação mista do Fastrac. "Não é unicamente um trator de estrada, mas sim um trator de utilização mista”, afirma. A essa versatilidade junta-se a experiência já acumulada com o 8330, que começa a fornecer os primeiros indicadores sobre os custos associados à sua utilização e manutenção. A primeira unidade vendida em Portugal já cumpriu as revisões das 250 e 500 horas e, segundo o cliente que adquiriu o trator, cada intervenção “ficou cerca de 25% abaixo do custo de referência”. João Ribeiro destaca ainda consumos “muito baixos” para um trator desta dimensão e custos de operação que considera competitivos.

Com 18 toneladas de carga, o Herculano HMB 18000 dispõe de dois eixos em bogie e caixa de 6,60 × 2,30 × 1,50 m, com basculamento traseiro

João Ribeiro Gerente Reptractor

sença no certame. Nos tratores, a Kubota esteve representada pelos M5-092 Narrow (com e sem cabine) e L2-522, com 94 e 52cv, respetivamente, além das gamas M6 e M7. Enquanto a Herculano apresentou o HMB 18000, com caixa cónica estanque, porta hidráulica e basculamento traseiro até 53°. No que aos implementos diz respeito, a Kuhn esteve representada pelo distribuidor de adubo MDS 18.2, vocacionado para a distribuição de fertilizantes e sementeiras de outono-inverno. Já a Maschio Gaspardo apresentou a grade rotativa Delfino, destinada à preparação e ao refinamento do leito de sementeira, o triturador de restolhos Tornado 310, orientado para a trituração dos resíduos do milho-grão, e a grade de discos Veloce, utilizada para a mobilização superficial do solo e a gestão dos resíduos culturais em sistemas de mobilização mínima.

A dimensão multimarca da Reptractor A restante oferta da Reptractor completou a pre-

JCB, Kubota, Herculano, Kuhn e Maschio Gaspardo, além dos ATV e UTV da CFMoto, formaram a ampla oferta apresentada pela Reptractor na AgroSemana

Com 1.800 litros de capacidade e até 24 metros de largura de trabalho, o Kuhn MDS 18.2 utiliza um agitador de baixa rotação, a 180 rpm, para garantir um fluxo regular do fertilizante sem danificar os grânulos

Delfino, Tornado 310 e Veloce foram algumas soluções Maschio Gaspardo expostas pela Reptractor. A primeira trabalha até 24 cm de profundidade, o Tornado 310 oferece 3,10 m de largura de trabalho para a trituração de resíduos, e a Veloce, com discos de 520 mm, pode operar até 15 km/h e 10 cm de profundidade

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Feiras

AGROSEMANA 2026 EM IMAGENS Certame de referência para o setor agrícola, a 12.ª edição da AgroSemana voltou a contar, em 2026, com uma presença diversificada de empresas e entidades ligadas ao setor. Em imagens, mostramos-lhe mais algumas das presenças que marcaram esta edição.

SEAC

Torre Marco

Agros Comercial AB Tyres

NP Tratores

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Repoutiz

+ Fotos

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Feiras + Fotos As demonstrações continuam a ser um dos pólos de maior interesse no Mondego Agrícola

MONDEGO AGRÍCOLA

Máquinas e demonstrações em campo impulsionam interesse Realizado no Vale do Mondego, zona onde dominam culturas como o arroz e o milho, o Mondego Agrícola levou a cabo, em 2026, a sua quinta edição. Evento, mais uma vez, marcado pela forte ligação aos concessionários e empresas da região, os quais responderam demonstrando o interesse e determinação no crescimento do evento. Texto Luís Seatra Fotografia Mafalda Martins

Esteve lá!

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Mondego Agrícola continua a crescer e a afirmar a ambição de ganhar dimensão nacional, mantendo, como tem sido marca até aqui, uma forte ligação aos concessionários e empresas da região. Com bastante público, uma presença expressiva de máquinas e equipamentos e várias demonstrações em campo, a feira que tem lugar no Vale do Mondego, junto a Montemor-o -Velho, mostrou um

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dinamismo muito próximo daquilo que é a realidade e dia-a-dia da agricultura. Também por esse motivo, continua a existir margem para crescer. Uma maior diversidade de marcas, aliada à valorização da identidade e gastronomia da região, poderá reforçar a capacidade de atração do certame que, pelas suas características e pela ligação à agricultura do Vale do Mondego, tem condições para ganhar maior expressão no panorama das feiras agrícolas nacionais.


Feiras

Da esq. para a direita: Rui Manuel da Silva, sócio-gerente da Silvagriauto Farming Solutions; António Francisco Silva, sócio.gerente da Silvagriauto Farming Solutions; e José Carlos Cascão, gerente da Agro-Mecânica de Meãs

"Sem rendimento garantido, agricultor adia investimento" Questionados sobre o momento que vive o mercado, os dois responsáveis traçam um retrato semelhante da conjuntura no Vale do Mondego, defendendo que está "um pouco calmo", penalizado pelos preços pouco favoráveis nas três culturas dominantes da região - arroz, milho e batata - e por dificuldades de escoamento. “Sem rendimento garantido, o agricultor adia o investimento em máquinas novas”, resume José Carlos Cascão, defendendo que a estratégia passa por equipamentos com menos custos, menos passagens e mais rentabilidade. Ideia partilhada por António Silva, que, ainda assim, mantém otimismo quanto ao futuro da procura.

Agro-Mecânica de Meãs e Silvagriauto reforçam aposta no Vale do Mondego A Agro-Mecânica de Meãs e a Silvagriauto voltaram a marcar presença na Mondego Agrícola 2026, reafirmando o peso das duas empresas no Vale do Mondego, enquanto representantes das marcas Maschio Gaspardo e New Holland.

Com uma potência anunciada de 364cv, um peso aproximado de 14,7 ton. e um depósito de grão com capacidade para 9.000 litros, a ceifeira-debulhadora New Holland CX 8050 era, apesar da idade, um dos equipamentos que se destacava na edição deste ano da Mondego Agrícola

Fotografia Mafalda Martins

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osé Carlos Cascão, sócio-gerente da Agro-Mecânica de Meãs, empresa com 34 anos de atividade, explica que a participação na feira, que se realiza de dois em dois anos, responde ao interesse dos clientes em experimentar equipamento mais recente. Por esse motivo, a empresa trouxe toda uma gama Maschio Gaspardo vocacionada para a mobilização do solo: uma grade rápida Veloce para trabalho sobre restolho, um rototerra para acabamento e preparação de

sementeira, e um subsolador Attila para romper o terreno em profundidade. Destaque ainda para um semeador de tecnologia mais avançada Chrono, já preparado para sistema ISOBUS e com regulação de largura de linhas, adaptável a diferentes culturas, como o feijão ou o milho.

Grade rápida, com duas filas de discos paralelos independentes e inclinações opostas, a Maschio Gaspardo Veloce conta ainda com um rolo para nivelar o solo, controlar a profundidade de trabalho e reconsolidar o terreno para preservar a humidade. Pode operar a velocidades elevadas, entre os 12 e os 15 km/h

Silvagriauto também presente Já António Silva, sócio-gerente da Silvagriauto, concessionário New Holland presente na feira em conjunto com o seu parceiro Agro-Mecânica de Meãs, vê no Vale do Mondego uma zona estratégica para a marca, motivo pelo qual fez deslocar à Mondego Agrícola os tratores New Holland T5.100S PS, T5.120 DC, T6.160 AC, T7.210 RC, T7.270 AC e T5.140 DynC, além de uma ceifeira-debulhadora CX8050 e o mais recente sistema de orientação GPS da marca. Segundo António Silva, a experimentação direta das máquinas continua a ser fator decisivo para o fecho de negócio, com boa recetividade por parte dos visitantes às novidades da marca.

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Feiras

ALVES BANDEIRA TYRES

Novos compostos e baixa pressão na aposta da CEAT O Farmax R65 X3, com uma nova geração de compostos, e o Torquemax VF foram os principais destaques da CEAT na Mondego Agrícola. A gama é distribuída em Portugal pela Alves Bandeira Tyres, que está a reforçar a aposta no segmento agrícola. Texto Sebastião Marques Fotografia Mafalda Martins

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ntre a gama exposta na Mondego Agrícola, o Farmax R65 X3 foi uma das novidades a que a Alves Bandeira Tyres deu maior destaque. O pneu representa uma nova geração de compostos da CEAT e foi desenvolvido para conciliar o trabalho no campo com as deslocações em estrada. O piso R1W e a geometria dos tacos procuram assegurar capacidade de tração, enquanto a construção e o desenho da zona central têm em conta a

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Floatmax FT: pneu de flutuação destinado a reboques, cisternas e outras alfaias agrícolas rebocadas, procurando distribuir a carga por uma maior superfície de contacto com o terreno

estabilidade e a regularidade do desgaste. Os ombros arredondados procuram, por sua vez, reduzir a agressividade sobre o solo e as culturas.

Torquemax VF: mais carga, menos pressão Para tratores de maior potência, o destaque recaiu sobre o Torquemax VF. A tecnologia Very High Flexion permite, dentro das respetivas tabelas de carga e pressão, transportar até 40% mais carga, à mesma pressão, ou manter a carga trabalhando com uma


CEAT Forest: destinado a máquinas florestais, onde a robustez da carcaça e a resistência perante terrenos agressivos, impactos e cortes assumem particular importância

Farmax R65 X3: A nova geração combina um piso R1W com novos compostos, procurando conciliar tração, comportamento em transporte e durabilidade LoadPro: vocacionado para carregadores telescópicos e outras máquinas de movimentação de materiais, privilegia capacidade de carga, estabilidade e robustez em operações intensivas

Farmax RC: pneu estreito para tratores utilizados em culturas em linha, que exigem circular na entrelinha sem danificar as plantas

Torquemax VF: A tecnologia Very High Flexion permite conjugar elevada capacidade de carga com menores pressões de trabalho, aumentando a pegada do pneu no solo

AB Tyres reforça aposta no setor agrícola Integrada num grupo com cerca de 30 anos de experiência na distribuição de pneus, a Alves Bandeira Tyres tem vindo a desenvolver a sua oferta no segmento agrícola, procurando completá-la enquanto operador full line. A empresa assegura a distribuição exclusiva da CEAT em Portugal. Na Mondego Agrícola, o objetivo foi sobretudo aproximar o produto do utilizador final. “Queremos que os consumidores possam ver o produto ao vivo”, explicou à abolsamia Marco Fernandes, gestor de produto agro/industrial da Alves Bandeira Tyres. A empresa portuguesa posiciona a CEAT através de uma relação preço/qualidade competitiva, mas rejeita que o preço seja o único argumento; a intenção é disputar o mercado pela qualidade do produto.

pressão inferior à de um radial convencional. Esta última possibilidade permite aumentar a superfície de contacto com o terreno, com vantagens ao nível da transmissão da potência e da redução da compactação. O desenho dos tacos procura assegurar tração no campo sem descurar o comportamento em estrada.

Para Marco Fernandes, gestor de produto agro/ industrial da Alves Bandeira Tyres, a CEAT tem de disputar mercado, não com base no preço, mas na qualidade do produto que disponibiliza

Uma gama mais ampla A presença na Mondego Agrícola serviu também para mostrar a amplitude da oferta CEAT. Além dos dois destaques, estiveram expostos os modelos LoadPro, Floatmax FT, MultiLoadMax, Forest e Farmax RC, cobrindo aplicações que vão da movimentação de cargas e flutuação ao trabalho florestal e culturas em linha.

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Feiras

S. JOSÉ PNEUS

A construir relações fortes no terreno Um espalhador de estrume equipado com pneus pouco adequados às condições de utilização da Quinta do Celão poderia ter sido apenas mais uma dificuldade no quotidiano da exploração. Acabou, porém, por se tornar um momento decisivo na aproximação à S. José Pneus, numa relação construída no terreno e que voltou a ganhar expressão no Mondego Agrícola. Texto e Fotografia Mafalda Martins

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história da Quinta do Celão confunde-se com a vida de João Paulo Cardoso, que se afirma “um agricultor desde que nasceu”, apesar de reconhecer que não teve qualquer herança agrícola ou terras de família. O seu percurso por conta própria começou em 1998, aos 24 anos, encontrando na horticultura em estufa a oportunidade ideal para contornar a falta de área e dar início ao projeto. Atualmente, são cerca de 150 os hectares de hor-

Agrimax Force IF 710/60 R 34, desenvolvido para tratores de elevada potência, com tecnologia IF para suportar cargas elevadas a menor pressão. Ao lado, o Agrimax RT 955, radial para culturas em linha, com elevada tração, estabilidade e autolimpeza

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tícolas ao ar livre e 33 os hectares em estufa que garantem perto de 30 referências de produtos ao longo do ano e que empregam mais de duas centenas de trabalhadores. A atividade da Quinta do Celão exige também uma frota adaptada às especificidades da horticultura. São atualmente 12 os tratores em operação, num percurso que já ultrapassa a aquisição de 63 tratores novos.

Proximidade com o cliente, exigência no produto Para o administrador da S. José Pneus, Luís Aniceto, a presença em eventos agrícolas permite apresentar as inúmeras soluções BKT e reforçar o acompanhamento aos clientes. “A BKT, sendo líder de mercado em Portugal, faz questão de estar presente nos eventos ligados à agricultura para Luís Aniceto, mostrar a qualidade dos seus produadministrador da S. José Pneus, tos e para apoiar os clientes”, explica. acompanhou A diversidade de utilizações agrícolas a presença da empresa exige também uma oferta capaz de no Mondego responder a diferentes aplicações, Agrícola, em Montemor-osendo que a presença de diferentes Velho gamas BKT no Mondego Agrícola procurou precisamente mostrar essa amplitude de soluções. “O importante é, cada vez mais, disputar a gama dos pneus de grande performance”, sublinha o administrador da S. José Pneus.


BKT Agrimax Factor 600/70 R30 e 710/70 R42, pneus radiais R1W para tratores, com construção em poliéster reforçado e com foco na estabilidade, e na redução da resistência ao rolamento

terísticas necessárias para garantir o desempenho esperado, em termos de capacidade de carga. Depois de várias tentativas para resolver a situação, a equipa técnica da S. José Pneus deslocou-se à exploração, avaliou as condições de utilização e propôs a substituição pelos BKT 500/60R 22.5 155D/16 6A8 630 Ultra, com um índice de carga, piso e caracteristicas técnicas adequados às exigências daquela aplicação. Em apenas dois dias, foi concretizada a substituição pelo agente da BKT e ajustada a solução às exigências daquela operação.

A oferta presente no Mondego Agrícola

Uma solução que mudou a relação Um dos episódios que melhor ilustra essa abordagem surgiu com um espalhador de estrume equipado de origem com pneus 500/60-22.5 de construção diagonal. As exigências da operação acabaram por evidenciar que aquela solução não reunia as carac-

João Paulo Cardoso junto ao Agrimax RT 955, numa passagem pelo espaço da S. José Pneus no Mondego Agrícola

A relação construída no terreno teve também expressão na 3.ª edição do Mondego Agrícola, em Montemor-o-Velho, onde a S. José Pneus esteve presente através da BKT. Entre os produtos em destaque estiveram o Agrimax Factor, homologado para tratores elétricos e desenvolvido com uma geometria de tacos orientada para reforçar a tração, e o VFlecto, concebido para trabalhar com elevada flexão e reduzir a compactação do solo. A presença da BKT ficou ainda marcada pela gama AGRIMAX PRO HARVEST, novo pneu para ceifeiras que com a sua tecnologia avançada VF (Very High Flexion) permite transportar 40% mais carga do que os pneus normais com a mesma pressão, minimizando a compactação do solo.

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Feiras

J. INÁCIO

Drones XAG em destaque A J. Inácio, através do seu departamento J. Inácio Tech, levou ao Mondego Agrícola os drones XAG P150 Max, espelhando assim a sua aposta na agricultura de precisão. Numa região onde o arroz e o milho têm forte presença, a versatilidade destes drones para pulverização esteve em evidência, num espaço onde também não faltaram tratores John Deere e equipamentos para mobilização, aplicação e transporte. Texto Rui Reis Fotografia Mafalda Martins

Uma das principais mais-valias dos drones XAG é a possibilidade de poderem operar duas unidades, comandadas por um só operador. Desta forma, torna-se possível fazer uma adubação foliar com cerca de 7 a 8 ha/h por drone e um rendimento conjunto de 14 a 15 ha/h

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s drones foram um dos pontos fortes da presença da J. Inácio na Mondego Agrícola. Roberto Oliveira, especialista de Vendas de Tecnologia e Agricultura de Precisão da empresa com sede no Cadaval, destacou a procura que estes equipamentos têm vindo a registar em culturas de campo aberto, nomeadamente no arroz, milho e hortícolas, mas também na vinha e na fruticultura.

Uma plataforma, várias funções No caso do topo de gama P150 Max, a XAG combina diferentes configurações na mesma plataforma. O sistema de pulverização utiliza um depósito de 80 litros, com um caudal máximo de 46 L/min e uma largura efetiva de trabalho entre os 5 e os 10 metros. Para aplicação de sólidos, a tremonha tem 115 litros e admite até 80 kg, com um débito máximo de 300 kg/ min e largura de distribuição de até 9 metros. É precisamente esta versatilidade que a J. Inácio salienta. Com uma autonomia máxima de voo de até 1 hora, o mesmo equipamento pode ser preparado para aplicações líquidas, distribuição de fertilizante ou semente e transporte de cargas, ajustando-se a diferentes trabalhos ao longo da campanha.

A gama P150 Max tem uma autonomia máxima de até 1 hora de voo e está preparada, tanto para aplicações líquidas, como de fertilizante ou semente

mesma parcela, dividindo-a em zonas de trabalho. Para garantir a segurança, é necessário definir margens de separação, pontos de início e trajetórias de entrada e saída que evitem cruzamentos. Na aplicação de fertilizantes, a capacidade conjunta pode rondar 14 a 15 ha/h. Este rendimento depende da dimensão da parcela e de uma logística de apoio capaz de abastecer os equipamentos e reduzir as paragens. Uma segunda pessoa pode assegurar essas tarefas em terra. Na verdade, o aspeto mais limitador é mesmo ter um piloto competente.

Dois drones, um só operador

Onde o solo limita a máquina

Característica única, é o facto de um único operador poder controlar dois drones em simultâneo na

No arroz, esse argumento ganha particular relevância. A possibilidade de intervir sem compactação adi-

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O drone P150 Max tem um depósito de líquidos de 80 litros e, para sólidos, uma tremonha de 115 litros ou 80 kg de peso

kg de carga útil, além do P100 Pro, modelo de 50 kg de capacidade. Propostas que permitem ajustar a dimensão e capacidade da aeronave ao tipo e escala da operação.

Quatro conjuntos em demonstração

cional permite encarar o drone como complemento às soluções terrestres, sobretudo quando as janelas de trabalho são curtas. No milho, a mesma lógica aplica-se quando a altura da cultura ou as condições da parcela limitam a passagem de máquinas. O P150 Max dispõe de sistemas de deteção de obstáculos e de seguimento do terreno, permitindo executar rotas automáticas e adaptar a trajetória ao relevo e aos obstáculos. A velocidade máxima de voo chega aos 20 m/s. A configuração do conjunto pode ser ajustada às necessidades de cada cliente, tanto no tipo de módulo, como no número de baterias. A oferta de drones agrícolas da XAG não se esgota no P150 Max. A gama inclui também o P150, com 60 litros para líquidos e 70 kg de carga útil máxima, e o mais compacto P60, com depósito de 30 litros e 30

O comando inteligente XAG SRC5, ecrã tátil de 7,02" FHD, bateria para 8h de trabalho, comunicação sem fios XLink e alcance de transmissão de até 1.000 metros

Já nas demonstrações de máquinas agrícolas, a J.Inácio colocou em operação vários conjuntos John Deere, com destaque para um 6R 250 associado a uma grade rápida Lemken Rubin 9 de 4,5 metros; outro trator trabalhou com um pulverizador Tomix de 1.000 litros, barras suspensas e ISOBUS, com possibilidade de aplicação a taxa variável; um 8R 410 foi utilizado com uma pá niveladora de seis metros equipada com controlo laser; e um 6R 185 trabalhou com um chisel Galucho de 3,5 metros.

Do transporte à movimentação de materiais Associada a um trator John Deere 6R 250, a grade rápida Lemken Rubin 9 de 4,5 metros é uma alfaia de alta performance concebida para o cultivo intensivo de restolhos e incorporação eficiente de grandes volumes de matéria orgânica

Na exposição estática, a empresa mostrou um 6R 165 com uma plataforma Pronar RC3100/1 de três eixos e rampas hidráulicas, um 6M 125 com espalhador de estrume Pronar, uma telescópica Kramer KT307 e um Gator HPX815E. O reboque plataforma tem 24 toneladas de peso admissível e cerca de 8,4 metros de superfície útil de carga, enquanto a Kramer apresenta capacidade para três toneladas e uma altura de elevação de sete metros. O espalhador de estrume Pronar NV161/3 apresentado tem 12 m³ de capacidade e 14 toneladas de capacidade admissível. Equipado com chassis e caixa de carga fabricados em aço de alta resistência, o espalhador de estrume Pronar NV161/3 oferece uma capacidade de 11,8 m³, a par de uma carga útil de cerca de 10 toneladas

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Feiras + Fotos

Benjamim Limede

Novapercampo

OUTRAS PRESENÇAS A par das empresas acompanhadas nas páginas anteriores, a 5º edição do Mondego Agrícola contou ainda com a presença de várias outras, algumas das quais recordamos nestas páginas.

Dispnal

Pulvilava

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Pelarigo

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PC Condeixa Máquinas

Carapinheirense Máquinas Ventisec

Trevos e Castelos

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Feiras + Fotos

AGRITECH SHOW LUANDA 2026

Uma feira para uma agricultura que quer ganhar escala Quem chega de uma feira europeia reconhece muitas marcas na Agritech Show Luanda, mas encontra máquinas, configurações e prioridades diferentes. Na Fazenda da Quiminha, uma exploração em atividade, a estreia reuniu produção, mecanização, fatores de produção, tecnologia, financiamento e investimento. Texto e Fotografia Luís Seatra

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Esteve lá!

m Angola, aumentar a produção e reduzir a dependência das importações exige produtividade, mecanização, regadio, logística e conservação. Convivem grandes explorações, projetos em crescimento e produtores ainda a iniciar a mecanização. Esta diversidade define o mercado e a leitura da feira. Segundo a organização, a estreia reuniu 60 expositores e seis conferências, num enquadramento com cerca de 120 hectares de culturas. O balanço

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apontava para aproximadamente 3.000 profissionais, entre visitantes e expositores, e representantes e delegações de sete países: Portugal, Espanha, Países Baixos, Botswana, Namíbia, África do Sul e Brasil.

Muito para além das máquinas Sementes, fertilizantes, nutrição vegetal e proteção das culturas complementavam a mecanização. Aumentar a área não basta: é necessário melhorar a implantação das culturas, a fertilidade, a proteção fitossanitária, a eficiência da água e a regularidade da produção. Banca e financiamento completavam o quadro. Na compra de tratores, ceifeiras, sistemas de rega ou armazenagem, financiar integra a decisão técnica. Assistência e peças também contam: reduzir imobilizações pode pesar tanto como a potência.


Vários degraus de mecanização DEUTZ-FAHR, SOLIS, LANDINI, LOVOL, MAHINDRA, MASSEY FERGUSON E SAME

António Casimiro Sales Manager John Deere, Movicortes Angola

A Deutz-Fahr/SDF, através da Mobi Agri, reforçou uma ideia: vender equipamento implica presença local. Num país extenso, com explorações afastadas dos centros, assistência, formação, peças e capacidade de resposta são parte do produto. O investimento comercial não termina na entrega. Solis e SAME propunham outros patamares de potência e investimento. Estavam ainda presentes Massey Ferguson, representada pelo grupo Ferpinta; Mahindra, pela Campotech; e LOVOL, pela Gesterra. Nem todas as explorações necessitam da mesma sofisticação ou suportam o mesmo investimento. A adequação entre potência do trator, alfaia, área anual de trabalho, disponibilidade de operador e capacidade de manutenção é essencial para uma mecanização sustentável.

As marcas são conhecidas. A especificação muda No espaço da John Deere, comercializada em Angola pela Movicortes, António Casimiro explicou à abolsamia que o mercado trabalha com motores Tier 0, Tier 1 e Tier 2, além de algumas soluções Tier 3. Angola não está sujeita ao enquadramento europeu de emissões; a especificação considera combustível disponível, diagnóstico, distâncias de assistência, acesso a peças e custo de paragem. Trata-se de configurar a máquina para o ambiente de trabalho. Na Europa, os motores não rodoviários cumprem limites de emissões mais restritivos e recorrem a pós-tratamento mais complexo. Em Angola, robustez, facilidade de intervenção e disponibilidade operacional podem justificar outras soluções. Casimiro referiu a venda direta, o programa Farmer to Farmer e uma estrutura de assistência e peças para reduzir atrasos.

A portuguesa Ventisec A Ventisec apresentou soluções de armazenagem e pós-colheita. Silos, secagem e limpeza são essenciais para conservar e escoar uma produção crescente.

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Feiras

Ceifeira e alfaias mostram outra escala

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ceifeira-debulhadora Solis exposta, distinguia-se das habituais nas feiras portuguesas. Quando a produção ganha área e concentração, a capacidade de colheita condiciona a operação. Janela de colheita, disponibilidade da máquina, logística de transporte e capacidade de armazenagem integram o mesmo sistema. Nas alfaias, a influência brasileira era visível. A Tatu Marchesan apresentou soluções para sistemas de produção de grande área, incluindo semeadores de conceção convencional, com linhas de discos, e grades de discos de grandes dimensões. Menos comuns em Portugal, são equipamentos coerentes com operações que valorizam capacidade diária, robustez e simplicidade mecânica. Uma grade de discos larga permite elevada capacidade de preparação do solo, mas exige potência, tração e dimensionamento adequados ao trator e ao terreno. Na sementeira, maior largura e capacidade aumentam a produtividade horária, desde que ajustadas ao trator, à logística de abastecimento, ao solo e à janela de instalação da cultura.

Na inauguração, o ministro da Agricultura de Angola, Isaac Francisco Maria dos Anjos, e o secretário de Estado da Agricultura de Portugal, João Moura

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Luís Seatra (abolsamia) e Paulo Fardilha (Agritec Show Luanda)

Uma feira dentro da agricultura

N A Agritech Show Luanda nasceu com a ambição de criar em Angola uma feira profissional orientada para o negócio, o investimento, o conhecimento e a criação de parcerias no agronegócio.

a Fazenda da Quiminha, a feira estava rodeada por agricultura, fora de um pavilhão urbano. O contexto acompanha a ambição de desenvolver o setor e aproximar empresas nacionais de parceiros internacionais. Para a abolsamia, a leitura mais interessante ficou nas diferenças. Angola não precisa de copiar o parque de máquinas europeu. Precisa de soluções ajustadas à escala das explorações, ao combustível, à assistência disponível, ao investimento possível e à capacidade de manter os equipamentos a trabalhar. Na Agritech Show Luanda, as marcas eram familiares; a solução apresentada ao agricultor podia ser bastante diferente.

Paulo Fardilha

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Floresta

ICNF recebe 51 tratores Lovol M1104 para manutenção florestal

A SEPPI F50 turbo reforça trituração e proteção da transmissão

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EPPI M. apresenta a F50 turbo, evolução do Starforst para tratores de 200 a 350cv. Com larguras de trabalho entre 2,10 e 2,60 m, o triturador florestal combina alterações no rotor, na transmissão e nos componentes de desgaste. Uma novidade é o sistema M-Turbo: um acoplamento hidrodinâmico assegura o arranque progressivo do rotor e absorve picos de binário provocados por cepos e materiais duros, protegendo a transmissão do trator e do triturador. O rotor dispõe de 63 ou 77 martelos V-Lock, consoante a largura, e equipa de série Mini Duo V-Lock. Para madeira de maior diâmetro e cepos, está disponível um rotor de alta densidade com martelos Mono Hit V-Lock. A estrutura em aço S420 integra revestimentos interiores em AR400, aparafusados e substituíveis, e cinco filas de contrafacas intercambiáveis. Os patins têm regulação individual e bases de desgaste substituíveis. Com cerca de 3400 kg, dependendo da configuração, a versão de 2,10 m mantém uma largura total de 2,55 m para transporte.

Auto-Industrial Divisão Agrícola, em parceria com o distribuidor Uniflora, entregou 51 tratores Lovol M1104 ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). As unidades estão a ser distribuídas por diversos municípios portugueses, onde serão utilizadas em trabalhos de manutenção de espaços florestais e gestão de combustível. Com 134 cv, o Lovol M1104 está equipado com um motor Weichai de quatro cilindros e 4,58 litros, que desenvolve 490 Nm de binário máximo. Dispõe de transmissão 18+18 com inversor eletro-hidráulico, tração integral e bloqueio do diferencial com acionamento elétrico.


Ponsse renova Bison com estrutura mais leve e capacidade de 16 toneladas

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Ponsse apresentou na FinnMETKO a nova geração do Bison, um autocarregador florestal (forwarder) com 16 toneladas de capacidade de carga. A atualização combina uma estrutura mais leve com transmissão continuamente variável, procurando facilitar a circulação nos locais de exploração e melhorar a eficiência da extração de madeira. O motor debita 210 kW e a força de tração anunciada é de 210 kN. A máquina pode receber gruas K101 ou K111 e dispõe já do sistema de informação Opti 5G. Com o depósito adicional opcional, a capacidade total de combustível atinge 280 litros, permitindo prolongar o trabalho entre abastecimentos. A transmissão adapta continuamente a relação às condições de deslocação. Segundo o fabricante, o aumento da velocidade tem menor impacto no consumo do que numa transmissão convencional. Entre os opcionais encontra-se ainda a suspensão de cabine Active Cabin, destinada a melhorar o conforto do operador em condições exigentes.

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Máquinas Industriais

Bobcat apresenta L100 e atualiza L85 com hidráulica reforçada A Bobcat mostrou na GaLaBau, em Nuremberga, a nova pá carregadora compacta L100 e a versão atualizada da L85. As duas máquinas recebem um posto de condução redesenhado, com comando de acessórios no joystick (até quatro funções) e novos modos de resposta de condução. No circuito hidráulico auxiliar, a pressão passa de 205 para 235 bar (+30 bar), estando disponível a opção High Flow até 103,5 l/min. De série, ambas incluem cabine aquecida, volante regulável, travão de estacionamento automático, joystick integrado no assento e ecrã de alta resolução. Nos dados técnicos, a L85 apresenta 50,7 kW (68 cv) e balde de 0,8 m³, enquanto a L100 sobe para 55,2 kW (74 cv) e 1,0 m³. A força de arranque indicada é de 4588 kg (L85) e 5551 kg (L100).

Radar no balde deteta cabos e tubagens durante a escavação O Live Dig Radar (LDR), desenvolvido pela RodRadar, permite detetar cabos e tubagens enterrados enquanto a escavadora trabalha. A tecnologia integra um radar de penetração no solo (GPR) no próprio balde e realiza uma leitura a cada passagem, alertando o operador para a sua presença e profundidade. Os avisos são apresentados num tablet instalado na cabine. O sistema pode equipar máquinas novas ou existentes e complementa os procedimentos prévios de localização. Em Portugal, a RodRadar é representada pela STET.

Volvo renova carregadoras compactas L30 e L35 A Volvo CE renovou as carregadoras compactas L30 e L35, com alterações na estrutura traseira, no acesso à cabine e na manutenção. Apresentadas na GaLaBau, as máquinas recebem novos pontos de fixação para equipamentos traseiros e engates de reboque, facilitando também a instalação de ligações hidráulicas e elétricas. Ambas utilizam o motor Volvo D3.3H, com 55,4 kW de potência bruta. O sistema hidráulico de alto caudal ( opcional) disponibiliza , até 100 l/ min na L30 e 110 l/min na L35. A velocidade máxima é de 20 km/h na configuração normal, podendo atingir 30 km/h. Os contrapesos laterais divididos e amovíveis melhoram o acesso aos componentes mecânicos, enquanto uma abertura maior na estrutura dianteira simplifica intervenções técnicas. A entrada na cabine passa a dispor de três degraus, corrimãos e porta de ampla abertura. No interior, o operador conta com um ecrã de cinco polegadas e joystick ergonómico. O início de produção das versões atualizadas está previsto para o final de 2026.

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JLG E25MCL leva elevação elétrica a espaços confinados

Develon atualiza miniescavadora DX35Z-7 A Develon renovou a miniescavadora DX35Z-7, de 4 toneladas, que passa a utilizar o motor diesel DW01 Stage V, com 18,4 kW (25cv). Mantendo a configuração zero tail swing, para trabalhos em espaços reduzidos, a máquina recebe também alterações na lança: o ponto de articulação foi deslocado 75 mm para a direita e o ângulo de oscilação passa a 60° para ambos os lados, melhorando a visibilidade. A atualização inclui ainda melhorias no sistema hidráulico e no posto do operador. Em Portugal, a Develon é importada pela Centrocar.

A JLG alargou a gama de plataformas de mastro vertical com a E25MCL, anunciada para o mercado norte-americano. De propulsão elétrica, destina-se à manutenção de instalações, centros de dados, construção e ambientes industriais com espaço limitado. A plataforma atinge 7,62 m de altura, com uma altura de trabalho anunciada de cerca de 9,45 m. A capacidade máxima é de aproximadamente 159 kg, sendo de 120 kg na extensão. O chassis estreito e o raio interior de viragem nulo favorecem a circulação entre obstáculos. A velocidade de deslocação ajusta-se progressivamente à elevação, enquanto a tecnologia Variable Tilt permite ampliar a área de trabalho em ligeiras inclinações. Tabuleiros integrados foram dimensionados para reter todo o fluido do sistema hidráulico em caso de fuga. As baterias de chumbo-ácido são de série, com opções AGM e iões de lítio. A conectividade ClearSky Smart Fleet integra o equipamento de série, ficando o sistema de deteção de obstáculos SkySense disponível em opção.

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Opinião

Projeto Rural Innovation Challenges

Mobilizar as novas gerações para os territórios rurais Portugal continua a discutir a coesão territorial como se fosse um problema novo, mas não é. Há décadas que o país cresce de forma desequilibrada, afetando também a Agricultura, a qual necessita de fixar pessoas, atrair investimento, gerar emprego e trazer inovação e novas gerações para estes territórios. É esta a razão do projeto Rural Innovation Challenges.

Por Firmino Cordeiro, Diretor-Geral da AJAP

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ortugal continua a discutir a coesão territorial como se fosse um problema novo, mas não é. Há décadas que o país cresce de forma desequilibrada, concentrando população, investimento e serviços nas áreas metropolitanas, enquanto grande parte do território perde pessoas e capacidade para gerar riqueza. Cerca de 80% da população portuguesa vive em apenas 20% do território e quase 50% concentra-se nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Defender os territórios rurais não pode significar apenas defender a agricultura. A agricultura é essencial: produz alimentos, protege os recursos naturais, gere a paisagem e contribui para a soberania alimentar e a economia nacional. Mas não resolverá, por si só, os problemas estruturais do mundo rural. É necessário fixar pessoas, atrair investimento, gerar

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A renovação geracional é um dos maiores desafios que se apresentam à agricultura portuguesa

emprego e trazer inovação e novas gerações para estes territórios. A renovação geracional é um dos maiores desafios. A idade média dos agricultores portugueses ronda os 64 anos, face aos 57 anos na União Europeia. Apenas 3,7% têm menos de 40 anos, contra cerca de 11% na UE. Ainda assim, nos últimos dois anos foram aprovadas mais de duas mil candidaturas aos apoios à instalação de Jovens Agricultores, demonstrando que há uma geração disponível para investir.

Incentivar a inovação e o empreendorismo Mas não basta apoiar jovens agricultores. Os territórios rurais necessitam também de jovens empresários capazes de desenvolver atividades no turismo, economia circular, bioeconomia, novas tecnologias, serviços e transformação agroalimentar,


existe uma nova geração interessada em investir e criar valor nos territórios rurais. O que muitas vezes falta são condições para transformar essa ambição em projetos sustentáveis. Os apoios financeiros são fundamentais, mas não chegam. Habitação, saúde, educação, mobilidade, conectividade digital, acesso ao crédito e serviços de proximidade são determinantes para que um jovem possa escolher viver num território rural sem abdicar do seu futuro.

A última fase Encerradas as candidaturas, o Rural Innovation Challenges entra agora na última fase: a Gala AJAP Portugal Winners, a realizar em novembro. Serão distinguidos 12 projetos nas categorias Jovem Agricultor, Jovem Empresário Rural, Jovem Talento Agro Rural e Academia Rural, com mais de 20 mil euros em prémios. Queremos que a Gala seja também um espaço de reflexão sobre o futuro dos territórios rurais, reunindo jovens, agricultores, empresários, autarcas, responsáveis políticos e sociedade civil. Temos de abandonar a ideia de que o Interior está condenado à perda de população e atividade económica. Há recursos, conhecimento, capacidade empresarial e jovens com vontade de investir e empreender. Portugal não necessita apenas de uma nova geração de agricultores. Necessita de uma nova geração de empreendedores rurais e de políticas que reconheçam estes territórios como uma oportunidade de desenvolvimento económico, social e ambiental. Os territórios rurais não se revitalizam com discursos de circunstância. Revitalizam-se com pessoas, investimento, iniciativa empresarial e políticas públicas capazes de transformar potencial em desenvolvimento.

criando emprego e diversificando as economias locais. É esta visão que está na base do Projeto Rural Innovation Challenges, promovido pela AJAP, em parceria com a Caja Rural del Sur e a Agrimútuo, e com o Alto Patrocínio do Ministério da Agricultura e Mar e do Grupo do Partido Popular Europeu (PPE), através do eurodeputado Paulo Nascimento Cabral. Mais do que um concurso, é uma iniciativa para incentivar a inovação e o empreendedorismo nos territórios rurais, desenvolvida em três fases: divulgação, concurso e Gala AJAP Portugal Winners. Nos primeiros sete meses de 2026 percorremos o país, realizando 60 sessões em estabelecimentos de ensino, cooperativas, associações de agricultores e municípios. Encontrámos jovens motivados, ideias inovadoras e vontade de empreender. As muitas candidaturas recebidas confirmaram que

Só nos primeiros sete meses de 2026, a AJAP percorreu o País, realizando um total de 60 sessões em estabelecimentos de ensino, cooperativas, associações de agricultores e municípios

Foto: Câmara Municipal de Valpaços

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REGIÕES

Concessionários

No cumprimento do Decreto-Lei nº59/2021, de 14 de julho, informamos os nossos leitores que linhas geográficas de números começados por 2 são “chamadas para rede fixa nacional”, começados por 9 “para rede móvel nacional” e começados por 00 “para rede fixa ou móvel internacional”.

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Usados: Same Frutteto 75 4 RM • Branson 6225R - 4RM • NH TN55 Tração simples • MF4245 c. front. • Deutz-Fahr Agroplus 420 • Várias charruas e fresas usadas • Colh. milho 1 Linha Mengele • Enfard. NH271 • Reboque fixo • Sem. erva Sulki • Voltafenos 2mts

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Usados: Mitsubishi MT230 • Yanmar 246D • Carraro 70.4 • Deutz-Fahr 5100 DT • Valtra(2): N82, A82 • Case IH JX80 DT


Braga - Vila Real - Bragança

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VEJA AQUI Rua da Corea, nº 10 Jorjais, Vila Real – 5100-014 Abaças Tel. 254 929 288 Tlm. 913 341 549 agrijorjais-lda@sapo.pt www.agrijorjais.pt

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Usados: Landini Trekker 55F- Rastos • Ford 2600 • New Holland(2): T4.110LP CAB , 640-Enfardadeira • Massey Ferguson 253 • Universal UTB-600 • Deutz-Fahr DX3700 S

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Porto - Aveiro

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Aveiro - Viseu - Guarda - Castelo Branco - Coimbra

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22/01/26

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Usados: Kubota B2630 • Lamborghini Crono 564-60 • Goldoni 921 Dir.Assistida • Hürlimann XF 55 Tradition H c/ carregador frontal • MF(2)1260, 165 • New Holland(2): T3.70F, BOOMER 45 • Goldoni Ideia 30DT • Kubota ME9000 Cab. • Ferrari 1100 DT • Várias alfaias e motocultivadores usados em stock

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Coimbra - Leiria

Usados: Hürlimann XB120 • Same Frutteto 75 • Kubota L2421 • Lamborghini R3 100T • Renault Temis 610 X • Fresa: Galucho FPL 1700 • Rotofresa 2,60m. • Charruas: Esperanças 10’’ • Galucho F16 • Tesoura poda: Pellenc Lixion c/ carreg. colete e mala de transporte original

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Usados: Deutz-Fahr(2) Agrolux F80, Agroplus 420 S • Carraro(2): Farmtrac 90, Agriup 90 • Gadanheira reb. Krone 3 mts

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Lisboa - Santarém

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Usados: Tratores New Holland T4.100F • Landini Dual Power 6-145C • New Holland T6050 • Fendt(2): 939 VARIO PROFI PLUS • 939 VARIO S4 PROFI PLUS • Pulverizador Kverneland IXTER B16 • Carregador frontal Fendt, CARGO 4X75 • Brocadora Galucho BGM • Escarificador Galucho, 11 DENTES • Charruas Galucho CH 4/5-14 • Kverneland PB100 • Frente de cereal Claas LEXION • Juntador de fenos Kverneland TAARUP 9584C • Grade rotativa Maschio, AQUILA 4,60MTS • Ceifeira debulhadora Fendt 6335C

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Usados: Lamborghini(3): RF 70 TARGET, R 235, Crono 574-70 DT • Renault R 551-5 • Same(2): Delfino 35, Explorer 90DT • Kubota M 7030 • Ford 1710

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