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abolsamia 152 (jul/set 2026)

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Feiras
John Deere

ROBUSTOS FIÁVEIS.

A escolha acertada: uma máquina compacta, fiável, flexível e eficiente, ideal para o mercado europeu.

Equipada com componentes de referencia, motor Yanmar e Kubota, circuitos hidráulicos auxiliares e engate rápido hidráulico.

Desafio aceite. Com o novo ARION 6 CMATIC.

Até sempre, querido pai

Omeu pai, Nuno de Gusmão, fundador da abolsamia, partiu.

Foi da sua visão, entusiasmo e persistência que nasceu, há 32 anos, esta revista. Numa época em que a mecanização agrícola ainda não tinha o espaço e o reconhecimento que hoje conquistou, acreditou que o setor precisava de uma voz própria: próxima dos agricultores, dos fabricantes, dos importadores, dos concessionários e de todos aqueles que fazem as máquinas trabalharem.

A abolsamia cresceu com ele, com o seu empenho, a sua alegria, a sua exigência e a sua capacidade de criar relações que atravessaram décadas.

Continuaremos com a responsabilidade de honrar a obra que criou e de manter viva a ligação da abolsamia às pessoas e ao setor a que dedicou uma parte tão importante da sua vida.

Obrigada, Pai. Catarina Gusmão

Sumário

MERCADOS

10 Portugal: as matrículas de tratores, reboques, ATV's/UTV's e carregadores

13 Europa: o clima de negócios da maquinaria agrícola

14 A Visão dos Representantes das Marcas: o tema do usado

ENTREVISTAS

18 M anitou: diretor geral quer foco centrado no cliente

20 L ovol: novo diretor para a Europa Ocidental em exclusivo na abolsamia

EVENTOS

22 John Deere: a s novidades que aí vêm

24 T ractomoz: leilão de usados foi um sucesso

FEIRAS

30 FNA 2026 32 Agricortes

66 M anutenção Preditiva com o apoio New Holland Tratores convencionais e especializados em foco PÓS-VENDA

60 Carlos Miranda, Presidente do CA da Agribar

i Jardim

Brás & Vasconcelos 64 S. José Pneus

EMPRESA EM FOCO

72 Auto Agrícola Sobralense

73 M atos & Prata

PRODUTO EM FOCO

74 T YM: oferta ganha potência

76 CEAT: a evolução dos pneus radiais

78 Herculano HME: uma nova gama de espalhadores de estrume

82 John Deere e Pellenc em prol do sucesso da vindima

84 D ieci e Fravizel juntas na colheita da pinha

88 Pelarigo mostra o Grimme Varitron 470

TOTY 2027

92 Começou o TotY 2027: pontapé de saída aconteceu em Nápoles

FLORESTA

100 E XPOFLORESTAL 2026: a fileira florestal reunida em Albergaria

102 A scendum

104 Cimertex

106 Herkulis

107 Moviter

108 STET

110 Torre Marco

MÁQUINAS INDUSTRIAIS

114 Volvo Days 2026: fomos à Suécia conhecer toda uma nova gama

OPINIÃO

122 A JAP: Jovens são a chave para o futuro dos Territórios Rurais

julho / setembro 2026

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SÓCIOS Nuno Gusmão (35%), Ana Gusmão (35%), Francisca Gusmão (15%), Catarina Gusmão (15%)

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Estatuto Editorial www.abolsamia.pt/estatuto-editorial-e-distribuicao

No cumprimento do Decreto-Lei nº59/2021, de 14 de julho, informamos os nossos leitores que linhas geográficas de números começados por 2 são “chamadas para rede fixa nacional”, começados por 9 “para rede móvel nacional” e começados por 00 “para rede fixa ou móvel internacional”.

Solis assume liderança num mercado de tratores que mantém ritmo de crescimento

O mercado de tratores agrícolas em Portugal encerrou o primeiro semestre de 2026 com nova liderança e um crescimento de 15,76% no número de unidades matriculadas, face ao mesmo período do ano anterior. Com um total de 2.593 novos tratores ao serviço, mantém-se, no entanto, o domínio das máquinas de menor potência.

Odesempenho registado até ao final de junho de 2026, através das matrículas emitidas pelo IMT e contabilizadas pela ACAP, veio confirmar a tendência de crescimento já observada até abril. Altura em que se contabilizavam 1.593 unidades, o que significa que apenas nos meses de maio e junho entraram em circulação mais mil novos tratores.

A grande novidade deste balanço semestral é a ascensão da Solis à liderança, com 284 tratores e uma quota de 10,95%, ultrapassando a New Holland que, apesar de descer para a segunda posição com 281 unidades, mantém uma presença forte no setor.

Nota-se ainda o vigor da Deutz-Fahr, que disparou 82,64% para as 263 matrículas, e da John Deere, que cresceu 25,81% atingindo as 234 unidades.

Destaque final para os crescimentos exponenciais da Captain (+362,50%) e da Yanmar, que registou uma subida atípica de 1000% no período.

Tratores até 120cv continuam a liderar

A distribuição do mercado por escalões de potência confirma que os agricultores portugueses continuam a privilegiar máquinas versáteis e de menor porte, com os tratores até 120cv a representarem cerca de 86% do total de matrículas do semestre. O segmento abaixo dos 50cv somou 1.127 unidades, sendo amplamente dominado pela Solis (259 unidades), enquanto a faixa entre os 51 e os 120cv registou 1.125 unidades, com a Deutz-Fahr na dianteira deste escalão específico. Comparando com os dados de abril, verifica-se uma ligeira subida na importância relativa das máquinas de média-alta potência (121200cv), que passaram de 10,22% para 11,42% do mercado, com a John Deere a liderar este grupo. Já no segmento de topo, acima dos 200cv, a Valtra assumiu o protagonismo com 21 unidades, superando a John Deere que detinha o primeiro lugar neste nicho de alta potência no final do primeiro quadrimestre.

Herculano recupera o primeiro lugar nos reboques perante queda da Rates

O setor dos reboques agrícolas chega ao final do primeiro semestre com o panorama a alterar-se significativamente face ao primeiro quadrimestre, com a Herculano a destronar a Rates no topo da tabela, aproveitando, também, a subida do mercado. Tendência que se mostra, igualmente, nos quadriciclos agrícolas, mas não nos carregadores telescópicos da categoria T.

Num mercado que contabiliza até junho 980 matrículas, sinónimo de um crescimento de 15,43%, o que é um ritmo de progressão ligeiramente inferior aos 22,56% verificados no acumulado até abril, a Herculano detém, presentemente, 211 unidades matriculadas e uma quota de mercado de 21,53%. Quase tanto quanto o registo negativo da principal rival, a Rates - líder do mercado até abril com 129 unidades, e que caiu para o segundo posto ao registar uma quebra homóloga de 28,57%, fixando-se nos 155 reboques em junho. Globalmente, o mercado de reboques cresceu 15,43% até ao último mês, somando 980 matrículas, um ritmo de progressão ligeiramente inferior aos 22,56% verificados no acumulado até abril. A Galucho continua a ser o maior destaque de crescimento neste segmento, com uma subida de 520% em comparação com 2025, saltando de 20 para 124 unidades vendidas. Em sentido inverso, marcas como a Rocha e a Vaia continuam em terreno negativo, com quebras acentuadas de 44,44% e 71,43%, respetivamente.

Quadriciclos continuam a subir, telescópicos ficam no vermelho

No setor dos quadriciclos e carregadores telescópicos homologados como veículos agrícolas, destaque para um crescimento homólogo de 29,2% na primeira metade de 2026, com o IMT a somar 1.918 unidades matriculadas. No entanto e como já vinha sendo hábito, o grande motor deste dinamismo são, sem dúvida, os quadriciclos (ATV e UTV), que somam 1.895 matrículas desde janeiro (+30,5%). Dentro deste subsegmento, os UTVs mantêm uma trajetória de crescimento particularmente robusta, com uma subida de 44,5% no semestre, impulsionada por um desempenho excecional em junho, mês em que os valores duplicaram (+93,2%) face ao ano anterior.

Num sentido totalmente oposto… mas que não é propriamente uma novidade, os carregadores telescópicos agrícolas acentuam a tendência negativa que já vinha a ser reportada desde o início do ano, com apenas 23 unidades matriculadas no primeiro semestre, o que representa um recuo de 28,1% em comparação com o mesmo período de

REBOQUES AGRÍCOLAS NOVOS JANEIRO A JUNHO 2026

93921,099,4910,84

MATRÍCULAS DE QUADRICICLOS E DE CARREGADORES TELESCÓPICOS DA CATEGORIA T

2025. Em junho foram matriculadas apenas duas máquinas deste tipo em Portugal (-33,3%).

Tendências visivelmente contrárias entre um setor como o dos carregadores telescópicos agrícolas que não consegue inverter a trajetória de queda, face a outro - o dos ATV e UTV - que continua a conquistar, todos os dias, o seu espaço, nas explorações agrícolas nacionais.

Junho de 2026

Clima de negócios da maquinaria agrícola volta a perder força

O clima de negócios da indústria europeia de máquinas agrícolas deteriorou-se de forma significativa em junho, de acordo com o mais recente relatório do CEMA Business Barometer.

CBI = média geométrica de 1) avaliação da situação empresarial atual e 2) expetativa de volume de negócios; Índice varia de -100 a +100; Índice positivo para 1) significa que a maioria dos inquiridos avalia a situação atual como favorável e vice-versa; índice positivo para 2) significa que a maioria dos inquiridos espera um aumento do volume de negócios nos próximos seis meses, em comparação com o ano anterior, e vice-versa.

Oíndice geral do barómetro elaborado pela Associação Europeia da Indústria de Maquinaria Agrícola (European Agricultural Machinery Industry - CEMA, em inglês) caiu, em junho, de -9 para -20 pontos, numa escala de -100 a +100. Marcando, assim, o regresso do setor a terreno negativo, após mais de um ano de recuperação.

Ainda em junho, 47% dos gestores classificaram o estado atual dos seus negócios como desfavorável ou muito desfavorável, face aos 38% registados em maio. Apenas 16% o consideraram bom ou muito bom.

No que toca às expectativas para os próximos seis meses, 25% antecipam crescimento da faturação, 34% esperam uma redução e 41% preveem estabilidade.

O REGRESSO A TERRENO

EM JUNHO

SETOR DA MAQUINARIA AGRÍCOLA EUROPEIA À ESPERA DE SINAIS QUE AINDA NÃO CHEGARAM

A deterioração abrangeu todos os segmentos sem exceção, com o equipamento arável a registar o pior clima de negócios e o segmento de pecuária a manter-se acima da média.

No plano laboral, 78% das empresas preveem manter os quadros permanentes, 13% admitem reduções e 9% antecipam reforços. Entre os trabalhadores temporários, 28% preveem cortes e 12% equacionam novas contratações.

Apesar deste recuo, as perspetivas para o conjunto de 2026 permanecem moderadamente positivas, com os participantes a preverem crescimento da faturação na ordem dos baixos dígitos percentuais.

Com o índice a regressar a terreno negativo, o setor aguarda sinais concretos de estabilização.

A visão dos representantes das marcas

Num mercado que parece querer recuperar dos tempos difíceis em que tem vivido, os tratores usados têm vindo a ganhar, igualmente, maior destaque juntos dos clientes. Ouvimos dois dos principais players sobre um tema que, definitivamente, está na ordem do dia.

leva a prolongar a vida dos tratores nas suas explorações; as duas campanhas de renovação do parque de máquinas, retiraram mais de 2000 tractores usados de circulação e muitos destes acabariam por entrar no circuito de usados, enquanto retomas da venda de novos; redução na rentabilidade em algumas culturas levou os agricultores a procurarem tratores usados, quando, em condições normais, procurariam por novos.

Também por este motivo, enquanto distribuidores estamos conscientes de que teremos de manter os preços dos tratores novos o mais competitivos possível, de forma a darmos condições aos agricultores para optarem por máquinas novas, em detrimento de usadas.

Esta estratégia ajuda a limitar o aumento continuado no preço dos usados.

europeus e indispensáveis, porque trazem maior produtividade, conforto e, ainda mais importante, segurança. Face à redução na rentabilidade e poder de compra, as campanhas de financiamento são cada vez mais “o fator” de decisão.

Tendo em conta que o mercado europeu de tratores novos caiu para mínimos de 10 anos em 2024, enquanto cresce a atenção ao equipamento em segunda mão, Portugal está a tornar-se mais importador, mais exportador, ou continua, sobretudo, dependente da retoma nacional?

Infelizmente sempre fomos importadores e raramente exportadores de tractores usados.

Com a quebra de 16,8% nas matrículas de tratores novos em 2025 e a recuperação de 15,6% até abril de 2026, que efeito real sentiu no mercado de usados: maior procura por máquinas mais recentes, pressão nos preços ou maior rotação de stock?

Há vários anos que a procura de tratores usados aumentou, principalmente devido a estes factores: redução de investimento nos clientes profissionais

Em 2023 já havia operadores a ligar a subida dos usados ao aumento do preço dos tratores novos; essa tendência manteve-se ou o agricultor português voltou a privilegiar o novo quando há financiamento, campanhas ou fundos disponíveis?

Desde essa altura, os tratores novos têm tido aumentos inferiores à inflação, ou seja, estamos ainda mais competitivos. Os fundos para compra de tractores novos são justos, porque dão aos nossos agricultores a possibilidade de competirem com os seus congéneres

Nos últimos 30 anos entraram em Portugal muitas dezenas de milhar de minitratores usados vindos da Ásia. Comercializados sem matrícula e sem cumprirem com as regras da comunidade Europeia. O aparecimento de tractores novos “low cost” reduziu substancialmente este mercado. No mercado de usados de potências média e alta também entrou “muito gato por lebre”, pelo que as vendas mantiveram-se constantes e não prevejo que subam nos próximos anos.

Resumindo, estamos a reduzir as importações e a viver maioritariamente da retoma nacional. Também neste sector e neste mercado, “o que é Nacional é bom!”

João Bizarro
Diretor Geral do Negócio Agrícola na Moviter

Diretor Comercial da New Holland Portugal

Com a quebra de 16,8% nas matrículas de tratores novos em 2025 e a recuperação de 15,6% até abril de 2026, que efeito real sentiu no mercado de usados: maior procura por máquinas mais recentes, pressão nos preços ou maior rotação de stock?

Penso que com a quebra do mercado de novos em 2025, o efeito mais visível foi o aumento da procura por máquinas semi novas; os agricultores adiaram investimentos em tractores novos, privilegiando unidades com pouca idade mas tecnologia recente.

Mas para além deste efeito, houve também uma diminuição de tratores semi novos disponíveis no mercado, o que originou uma pressão sobre os preços dos mesmos. A maior rotação de stock acaba por chegar como consequência do atrás exposto. Tractores com poucos anos e um número de horas baixo, em particular no segmento de média / alta potência, tiveram uma procura bastante forte.

Em 2023 já havia operadores a ligar a subida dos usados ao aumento do preço dos tratores novos; essa tendência manteve-se ou o agricultor português voltou a privilegiar o novo quando há financiamento, campanhas ou fundos disponíveis? Aquilo que cada vez mais sentimos é que a escolha dos clientes é cíclica: quando dispõem de apoios / fundos e também acesso a crédito com condições mais vantajosas, optam por adquirir tratores novos; quando tal não acontece, privilegiam os tratores semi novos. A incerteza económica que

temos vivenciado nos últimos tempos, não traz notícias positivas para os agricultores.

Tendo em conta que o mercado europeu de tratores novos caiu para mínimos de 10 anos em 2024, enquanto cresce a atenção ao equipamento em segunda mão, Portugal está a tornar-se mais importador, mais exportador, ou continua, sobretudo, dependente da retoma nacional?

Considero que a dependência da retoma nacional tem a maior relevância nesta questão, embora me pareça que Portugal está cada vez mais integrado a nível europeu neste mercado, até pelo facto da queda para mínimos de 10 anos no mercado europeu. Ainda assim, para cada venda de 1 novo, devemos ter 1 retoma, o que continua a alimentar o nosso mercado de usados. Em conclusão, penso que somos mais importadores que exportadores, recorrendo mais ao mercado europeu, mas nenhuma delas é a situação que tem mais peso no nosso mercado.

Motivo cessa ligação de 44 anos à JCB e anuncia novo ciclo

Quarenta e quatro anos após ter iniciado as funções de importador JCB, a portuguesa

Motivo coloca um ponto final na parceria que mantinha com o fabricante britânico, para dar início a um novo ciclo. A partir do qual, garante José Gameiro, dono da Motivo, “nunca mais estaremos dependentes de um só fabricante”.

Fotografia abolsamia

Numa conferência de imprensa convocada propositadamente para o efeito, coube à CEO da Motivo, Maria Luís Gameiro, tomar da palavra para garantir que a decisão não foi tomada de forma ligeira. "A JCB fez parte da história da empresa e a Motivo teve um papel determinante na afirmação da marca em Portugal. Foi uma história bonita enquanto durou”, afirmou.

A Motivo entende, no entanto, que chegou o momento de seguir um caminho próprio, o qual será construído em torno de três eixos: liberdade de decisão estratégica, maior adequação das máquinas

às necessidades reais do mercado português e uma resposta pós-venda mais rápida, eficiente e próxima do cliente.

Motivo quer mais

José Gameiro apontou exemplos concretos. “A Motivo quer trabalhar com máquinas mais alinhadas com aquilo que considera serem as exigências do mercado nacional, nomeadamente escavadoras com motores de seis cilindros, gamas mais completas, hidráulica e eletrónica de nível superior e uma adequação plena a condições de trabalho exigentes”. A empresa olha também para nichos onde entende existir espaço para fazer diferente, como a agricultura, aplicações especiais e equipamentos com acessórios específicos. Contudo, os responsáveis da Motivo também assumem que o novo projeto ainda não está fechado. Sendo apenas certo, garantem que não pretendem voltar a depender de um único fabricante. “Nunca mais vamos ser dependentes de um só fabricante”, afirmou o responsável máximo da empresa, defendendo uma estratégia mais flexível, capaz de combinar produtos, serviços e adaptação ao cliente.

A rapidez e a capacidade de adaptação serão, aliás, dois argumentos chave na diferenciação do futuro projeto, sendo que, para isso, a Motivo está a desenvolver ferramentas de inteligência artificial para acelerar respostas comerciais, apoiar a gestão de frotas, antecipar necessidades de manutenção e reduzir custos operacionais.

Maria Luís Gameiro, CEO da Motivo, e José Gameiro brindam a um novo ciclo na existência da empresa portuguesa

JCB muda modelo de distribuição em Portugal

Terminada a parceria com a Motivo, a JCB anunciou, em comunicado, a decisão de alterar o seu modelo de distribuição em Portugal, substituindo o histórico esquema de importador independente e rede de subdistribuidores, por uma nova rede de concessionários independentes.

Segundo a marca britânica, o objetivo é reforçar a cobertura de mercado e o serviço pós-venda "desde Valença até Faro", preparando a expansão das gamas de equipamentos de construção e maquinaria agrícola. "Portugal apresenta oportunidades muito interessantes para a JCB e precisamos de adaptar a nossa abordagem.", afirma o CEO do fabricante britânico, Graeme Macdonald.

Entretanto, é expectável que mais desenvolvimentos sobre o tema surjam nos próximos tempos, nomeadamente, a forma como será implementada esta nova abordagem.

Aluguer também será aposta

Com o arranque deste novo ciclo, a Motivo promete ainda dar uma maior atenção ao renting de equipamentos, através daquela que é a empresa de aluguer do grupo, a SpeedRent. E que seguirá um percurso independente, ainda que alinhado com esta visão de eficiência.

A terminar, uma palavra para os clientes JCB que a Motivo tem acompanhado, aos quais deixa a garantia de apoio, durante a fase de transição, que termina no final de outubro. Período em que assegurará assistência, peças e garantias.

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CEO da JCB, Graeme Macdonald
COMUNICADO

MANITOU

Não competimos pelo preço de aquisição; competimos pela rentabilidade do cliente “

Depois da fase de ajustamento vivida em 2025, a Manitou entra em 2026 numa nova etapa de consolidação, assente na estratégia LIFT 2030 e com uma aposta reforçada na proximidade ao cliente, na eletrificação e na rentabilidade ao longo do ciclo de vida das máquinas. Em entrevista exclusiva à abolsamia, o diretor geral da Manitou para Portugal, João Hébil, analisa a evolução do mercado nacional, a crescente pressão asiática, o potencial das telescópicas na agricultura, assim como a importância do serviço pós-venda. Até porque, defende, “não competimos apenas pelo preço de aquisição; competimos pela rentabilidade do negócio do cliente a longo prazo”.

abolsamia - Depois da transição vivida em 2025, com a normalização após os anos de crescimento acentuado e a preparação da visão LIFT 2030, que leitura faz do momento atual da Manitou a nível global? E que sinais se fazem sentir no mercado português?

JOÃO HÉBIL – A nível global, a Manitou vive um período de consolidação estratégica muito saudável. Depois do crescimento vertiginoso pós-pandemia e da estabilização necessária em 2025, a nossa operação global está mais robusta, focada na eficiência e totalmente alinhada com o roteiro LIFT 2030. Em Portugal, sentimos uma estabilização madura. O mercado já não exibe aquela correria

Para João Hébil, as telescópicas apresentam um enorme potencial de crescimento na modernização de explorações agrícolas e pecuárias, podendo substituir o tradicional trator com carregador frontal, com enormes ganhos

frenética por stock dos anos anteriores, mas mantém uma procura sólida. Os clientes portugueses estão mais analíticos, focados em otimizar frotas e atentos à rentabilidade imediata, o que valida a nossa abordagem de proximidade.

A Europa voltou a ganhar peso no arranque de 2026, com destaque para os telescópicos e para as empresas de aluguer. Portugal está a acompanhar essa dinâmica? Qual é hoje o peso dos telescópicos no mercado nacional e em que setores — construção, agricultura, indústria ou aluguer — vê maior potencial de crescimento?

Sim, Portugal acompanha a tendência europeia, embora ao seu próprio ritmo. Os manipuladores telescópicos continuam a ser o coração do nosso negócio no mercado nacional. A Construção e o Aluguer (Rental) continuam a ser os grandes motores de volume em Portugal no arranque de 2026. O setor do aluguer profissional está a profissionalizar-se a passos largos e a renovar frotas para responder a exigências ambientais.

Já a Agricultura, é um setor histórico e vital para nós em Portugal. Embora muito dependente de fundos europeus e ciclos climáticos, vemos um potencial gigante de crescimento na modernização de explorações agrícolas e pecuárias, onde o telescópico substitui com enorme vantagem o tradicional trator com carregador frontal. Finalmente, na Indústria é onde vemos maior margem de progressão para aplicações logísticas pesadas e gestão de resíduos.

A Manitou definiu a estratégia LIFT para 2030, assente em liderança nos telescópicos, eletrificação, circularidade, digitalização, proximidade ao cliente e reforço da competitividade. Que tradução

JOÃO HÉBIL
Fotografia Manitou
Texto Francisco Cruz
Diretor geral da Manitou Espanha e Portugal

concreta terá esta visão em Portugal nos próximos anos?

A visão LIFT 2030 não é um plano abstrato; já está a tocar o solo português através de três pilares práticos: a Eletrificação e Conetividade, área em que, mais do que vender máquinas, estamos a preparar a rede para apoiar frotas conectadas que reduzem emissões e custos de paragem; a Economia Circular, através do incentivo a programas de recondicionamento e valorização de peças originais, estendendo a vida útil das máquinas; e na Proximidade e Serviço, área em que o foco está no reforço contínuo da nossa rede de concessionários locais, garantindo que nenhum cliente fique sem assistência técnica rápida, independentemente de estar no Minho, no Alentejo ou no Algarve.

A entrada mais forte de marcas chinesas no mercado europeu e nacional está a alterar o equilíbrio concorrencial, sobretudo ao nível do preço. Em Portugal, já sente essa pressão nos telescópicos? E de que forma pretende responder a Manitou: pelo custo total de utilização, valor residual, disponibilidade de peças, segurança, rede ou serviço pós-venda?

A pressão do fator preço por parte dos novos operadores asiáticos é uma realidade inegável na Europa e também em Portugal, sobretudo em gamas mais standard. No entanto, o preço de compra é apenas a ponta do icebergue. A Manitou responde com o TCO (Total Cost of Ownership / Custo Total de Utilização). O cliente profissional português sabe que uma máquina Manitou oferece

um valor residual (de revenda) historicamente imbatível no mercado de usados; uma disponibilidade de peças de reposição e uma capilaridade de assistência técnica que as marcas recém-chegadas normalmente não conseguem assegurar; mas também níveis de segurança e ergonomia que protegem o operador e aumentam a produtividade diária. Não competimos apenas pelo preço de aquisição; competimos pela rentabilidade do negócio do cliente a longo prazo.

O renting, o aluguer operacional e as frotas profissionais parecem ganhar importância no setor da movimentação e elevação. Em Portugal, este modelo pode crescer também nos telescópicos agrícolas e industriais, ou continuará mais concentrado na construção e nas grandes empresas de aluguer? O modelo de renting e aluguer operacional já está consolidado na construção e no grande rental, mas está claramente a expandir-se para os setores agrícola e industrial em Portugal. Existem já várias empresas agrícolas e industriais a preferir, cada vez mais, focar o seu capital no core business e tratar a movimentação de cargas como um custo operacional previsível (OpEx) em vez de um investimento em ativos (CapEx). Este modelo tem vindo a crescer em Portugal porque retira a incerteza da manutenção e garante frotas sempre atualizadas e eficientes.

A eletrificação é uma das metas centrais da Manitou para 2030, mas os clientes portugueses continuam muito atentos ao preço, autonomia, assistência e valor de retoma. Em que aplicações já faz sentido vender telescópicos elétricos em Portugal e que obstáculos ainda têm de ser ultrapassados para ganhar escala?

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A nossa gama de telescópicos elétricos (como os modelos Oxygen) já faz todo o sentido em aplicações específicas em Portugal. É o caso da indústria alimentar e logística em espaços fechados (onde as emissões zero e o baixo ruído são obrigatórios), da construção urbana e reabilitação de centros históricos com restrições ambientais estritas e dos setores agrícolas específicos, como a fruticultura e a avicultura intensiva em pavilhões fechados. O principal entrave em Portugal continua a ser o diferencial do preço de compra inicial face ao diesel, aliado à ansiedade sobre a infraestrutura de carregamento nos postos de trabalho (especialmente em zonas agrícolas ou obras remotas). À medida que a rede de concessionários desmistifica a autonomia, comprova os custos residuais de manutenção drasticamente mais baixos e o mercado de retoma estabiliza, a transição ganhará a escala desejada. Estamos preparados para liderar esse caminho.

Embora a Construção e o Aluguer continuem
ser os grandes motores, a Manitou continua
ver a Agricultura como um setor estratégico e vital

LOVOL

Sem produto e sem qualidade, o melhor preço não chega “

Diretor da Lovol para os mercados da Europa Ocidental e Marketing Internacional

Texto Francisco Cruz

Fotografia Rafael Antunes

ALovol está a ganhar terreno na Europa. Com presença ininterrupta desde 2004 e reforçada após a integração no Weichai Group, a marca chinesa de maquinaria chegou à edição de 2026 da Feira Nacional da Agricultura (FNA), em Santarém, com uma estratégia clara: produto, qualidade e preço. Lei Zhang, diretor da Lovol para os mercados da Europa Ocidental e Marketing Internacional, revelou, em exclusivo à revista Abolsamia, os planos do fabricante asiático que, em Portugal, tem representação a cargo da Auto Industrial Divisão Agrícola.

abolsamia – A Lovol está a crescer no mercado europeu. O que é que pode revelar-nos sobre aquela que será a estratégia da marca para a Europa e, consequentemente, também para Portugal, nos próximos anos?

LEI ZHANG – A Lovol está presente no mercado europeu desde 2004 e, mesmo com a progressivo aumento das restrições em termos de emissões, nunca abandonámos este mercado. Entretanto, após a integração da empresa no Weichai Group, recebemos um investimento reforçado para a Europa e estamos a desenvolver cada vez mais produtos adaptados às premium europeia. Nos próximos cinco a dez anos, traremos mais propostas que respondam aos requisitos do mercado europeu em geral e do mercado português em particular.

Em termos de patamares de potência, qual é o foco da Lovol?

Estamos a construir um centro global de peças de substituição na Bélgica, para a Europa, e que deverá estar operacional em agosto ou outubro

Neste momento, estamos concentrados no patamar dos 25 aos 130cv. Mas estamos já a desenvolver tratores maiores, entre os 150 e os 240cv, para explorações de maior dimensão. Esses modelos foram já testados noutros mercados; para a Europa, o processo de homologação está em curso. O objetivo é ter mais produto disponível, tanto para os clientes, como para os nossos parceiros.

O trator elétrico surge como um desafio incontornável na Europa. Qual é a estratégia da Lovol neste domínio?

É um desafio, mas é o futuro — e está a ganhar cada vez mais peso. Na última Agritechnica, em Hanôver, lançámos o nosso primeiro trator elétrico de 25cv, que se encontra atualmente em fase de testes na China. Estamos também a estudar versões de maior potência, entre os 50 e os 200cv, tanto em versão totalmente elétrica, como híbrida. Para potências mais elevadas, entre os 150 e os 300cv,

o híbrido será provavelmente a solução mais adequada. A primeira aposta para a Europa serão os modelos de menor potência — 25 e 40cv elétricos — e, confirmado o sucesso, avançaremos com gamas superiores.

A Lovol está na Europa desde 2004. Na sua opinião, quais são os principais desafios que este mercado coloca à marca?

O mercado europeu é o mais exigente do mundo no setor dos tratores — toda a gente o sabe. O primeiro grande desafio é a diversidade: cada país tem requisitos específicos, funcionalidades obrigatórias que diferem de mercado para mercado. O segundo é a concorrência: aqui estão as melhores marcas do mundo — europeias, americanas como a John Deere, japonesas como a Kubota. E é precisamente por isso que este mercado é estratégico para nós: se conseguirmos afirmar-nos aqui, nos outros mercados, ganhamos credibilidade. Por isso investimos num departamento de I&D e numa estrutura própria na Alemanha — é um compromisso de longo prazo.

Perante esse objetivo, quais são os principais argumentos da Lovol para poder vir a afirmar-se como referência na Europa?

Em primeiro lugar, o produto: temos de oferecer as funcionalidades que os agricultores europeus precisam. Em segundo lugar, a qualidade: temos de a garantir ao nível das suas exigências. Em terceiro, o preço: não somos uma marca nova neste mercado, mas continua a ser necessário oferecer uma boa relação qualidade-preço. Produto, qualidade e preço — por esta ordem. Sem produto e sem qualidade, o melhor preço não chega.

Para o consumidor europeu, a assistência pós-venda e o acesso rápido a peças são dois aspetos determinantes na escolha. O que pode garantir a Lovol neste domínio?

Temos uma abordagem a três níveis. No primeiro, os nossos parceiros locais mantêm um stock de peças básicas. No segundo, em determinados países, dispomos de armazéns próprios para apoiar esses parceiros. No terceiro nível — e esta é a grande novidade —, estamos a construir um centro global de peças de substituição na Bélgica, uma localização central em relação a toda a Europa. Já recebemos o primeiro contentor no mês passado e o segundo chegará este mês; prevemos que esteja totalmente operacional em agosto ou outubro. Em casos urgentes o objectivo é recorrer aos armazéns europeus de forma a minimizar os tempos de imobilização.

E aos concessionários, que tipo de apoio conseguem garantir?

Neste momento e no que respeita ao serviço técnico, contamos atualmente com três técnicos a cobrir a Europa

Para já a procurar afirmar-se nos segmentos de potência até aos 130cv, a Lovol prepara já o ataque àquele que é um dos bastiões da indústria europeia de tratores: o segmento da alta potência. Assim como ao elétrico.

Ocidental e seis para toda a Europa, incluindo o Leste. Percorrem os diferentes países em regime rotativo, a formar os distribuidores e os seus subdistribuidores. Disponibilizamos ainda documentação técnica completa e manuais em formato digital, acessíveis através de uma plataforma online. É um esforço contínuo — e os nossos volumes de vendas mostram que está a resultar.

Da esq.

para a direita: Lei Zhang, diretor da Lovol para os mercados da Europa Ocidental; Miguel Vieira, responsável da Divisão Agrícola no Grupo Auto-Industrial; Yin Chao, responsável de Produto para a Europa Ocidental; e James Han, responsável comercial da Lovol para os mercados de Portugal, Holanda, Bélgica e Luxemburgo

entre

e os 410 cv,

John Deere apresenta novidades com foco nas

séries 6M, 6R e 8R

Já a pensar no próximo ano, a John Deere convidou os orgãos de comunicação da especialidade, entre os quais abolsamia, para conhecer, no Parla Innovation Center, em Madrid, as últimas novidades. Desta feita, relacionadas com as séries de tratores 6M, 6R e 8R, bem como as gamas de ceifeiras-debulhadoras e pulverizadores.

Texto Mafalda Martins

Fotografia Luís Seatra

Começando pela Série 6M, modelo importante para o mercado português, a mudança mais significativa é a adoção da transmissão e19 full powershift, que substitui a anterior CommandQuad Plus. O sistema oferece 19 velocidades totalmente sob carga, sem interrupção de tração durante as mudanças, com ganhos de produtividade e reduções de consumo estimados em até 5%.

Na série 6R, a John Deere reforçou a aposta na experiência do utilizador final, através do novo Sport Package Pro. A suspensão TLS Pro com amortecimento adaptativo, a coluna de direção com memória

Em parceria com a Universidade Politécnica de Madrid, a John Deere distinguiu jovens atletas através dos Prémios Valores Desportivos, uma iniciativa que valoriza o compromisso, a superação e a entreajuda

de posição e a travagem progressiva procuram tornar as deslocações mais confortáveis. Já a cabine CommandView 4 beneficia de novos pilares traseiros inclinados e de um vidro traseiro curvo, solução que melhora até 20% a visibilidade dos implementos. A nova geração dos modelos 8R, 8RT e 8RX, entre os 280 e os 410cv, estreia o motor PowerTech JD9 de 9 litros e a transmissão eAutoPowr, que opera em modo totalmente elétrico até 5 km/h e atinge 50 km/h a apenas 1.150 rpm em estrada. O 8R 410, topo de gama, disponibiliza até 20% mais capacidade de tração face à geração anterior.

Ceifeiras e pulverizadores

ganham argumentos

As novidades estendem-se também às ceifeiras-debulhadoras. A Automatização Preditiva da Velocidade de Avanço passa a equipar as séries T5 e T6. De acordo com a John Deere, a utilização plena desta funcionalidade pode traduzir-se em ganhos de produtividade até 57%. As séries S7 e X9 reforçam as prestações em condições exigentes, com a X9 a estrear uma plataforma de 15,2 metros.

Na gama de pulverização, o modelo 560R recebe um depósito de 6.000 litros e barras de pulverização até 42m, com o sistema BoomTrac Pro 2 para controlo automático de altura, pelo que a marca estima um aumento de produtividade entre os 10% e os 15% face à geração anterior.

“Todas as inovações que apresentamos hoje respondem a essa mesma vocação: ouvir os profissionais, compreender as suas necessidades e colocar à sua disposição soluções que lhes permitam trabalhar melhor, com maior eficiência e rentabilidade”, explicou o diretor comercial para a Península Ibérica, Jaime Muguiro.

Com potências
os 280
a renovada gama 8R representa a proposta da John Deere para o segmento de alta potência
Esteve lá!

…Por nossa causa, cada milímetro conta. O HORSCH Maestro TV/TX é um semeador monogrão compacto montado nos 3 pontos. Com chassis telescópico, distância entre linhas variável e conversão rápida, é ideal para campos pequenos e culturas especiais.

VEJA MAIS AQUI

LEILÃO DE TRATORES USADOS TRACTOMOZ

Porque os usados também têm (muito) valor

Primeiro evento do género e desta dimensão realizado em Portugal, o leilão de tratores usados levado a cabo pela Tractomoz saldou-se num importante sucesso, desde logo, pela demonstração do potencial que os usados exibem, tanto para o vendedor, como para o cliente. Aliás, um segundo evento está já na calha, para breve.

Realizado no final do mês de maio, numa das várias instalações da Tractomoz na região de Estremoz, o leilão de tratores usados levado a cabo por aquele que é, também, o maior concessionário John Deere em Portugal, em termos de vendas, não deixava de ser, à partida, um verdadeiro tiro no escuro. Afinal, nunca, até ao momento, havia sido feito um leilão exclusivamente de tratores agrícolas no nosso País e, ainda para mais, com um tal número de unidades; mais de 90. E, todas elas, sem exceção, pertencentes à empresa de Estremoz.

Contudo, uma vez chegados ao dia do evento, a verdade é que não foi preciso esperar muito para que, com a chegada dos primeiros convidados, prontos para ver ao vivo todos e cada um dos tratores a leiloar, se começassem a vislumbrar os primeiros raios de sucesso. Sustentados não apenas no interesse demonstrado pelos cerca de 400 registos iniciais - 168 a apontar a uma participação presencial, 227 online -, como também e não menos importante, pelas mais de 100 pessoas que, efetivamente, estiveram presentes, ao longo do dia, na iniciativa.

O leilão

De resto e sobre o evento propriamente dito, vale a pena recordar que tudo começou, ainda durante a manhã do dia 22, com a exibição dos 90 lotes para observação por parte dos clientes (a verdade é que os mais ávidos já tinham podido antecipar-se, num dos dois dias anteriores, e observar, de forma mais individualizada, as máquinas para leilão), apoiados no

Fotografia Rafael Antunes e Mafalda Martins
Texto Francisco Cruz
Embora distantes do local do evento, a maior parte dos licitantes inscritos puderam acompanhar online o leilão, via streaming

GONÇALO MATA

Herdade da Pereira de Baixo, Santa Eulália, Elvas

Com uma exploração agrícola da qual fazem parte “cerca de 150 vacas em regime extensivo”, Gonçalo Mata decidiu marcar presença no leilão de tratores usados da Tractomoz com o objetivo de encontrar “um trator para apoio à exploração agrícola, com uma potência entre os 95 e os 100cv, e, principalmente, com o menor número de horas de trabalho possível. ”. Entretanto, “já vi ali um trator com carregador frontal, um John Deere 5085, e também vi outro 5085 sem carregador. A seguir, vou ainda ver outro trator…”.

Seja como for, “já estou inscrito para participar no leilão e vou tentar adquirir alguma coisa, até porque, o acesso aos projetos de apoio para a aquisição de tratores, está cada vez mais difícil, pelo que vou ver se aparece alguma oportunidade de negócio, neste leilão.”

Ana

conhecimento e esclarecimentos fornecidos pela equipa técnica da Tractomoz. Uma fase a que se seguiu um almoço ligeiro e, a partir das 14h30, o início do leilão propriamente dito.

Com os participantes presentes já munidos do seu botão de licitação e os que se encontravam em casa já online, tempo para recordar as regras, nomeadamente, que as máquinas a concurso seriam entregues no estado físico em que se encontravam, sem qualquer tipo de garantia e livres de ónus ou encargos, desde que o último lance efetuado (cada lance tinha o valor de 500€) igualasse ou ultrapassasse o Preço Mínimo de Venda. Caso o valor oferecido ficasse abaixo dessa meta, a Tractomoz reservava-se o direito de não efetivar a venda ou, caso visse como hipótese, avançar para uma negociação com o interessado, tendo como objetivo assegurar um preço mais justo para ambas as partes.

“Experientes” mas não menos interessantes

Acompanhado do filho, João Pedro Silva Bettencourt é um prestador de serviços de Benavente que foi ao leilão da Tractomoz para “ver um trator específico, um John Deere 6190R”.

Leiloados os 91 lotes, entre os quais duas adições de última hora que já não puderam constar do catálogo, como foi o caso de uma pá carregadora da marca John Deere e, principalmente, um imponente

Proprietária de uma exploração de mirtilos, medronho e outros pequenos frutos,
Bonacho (na foto junto do marido, Rui) afirma que veio ao leilão, acima de tudo, para perceber como funciona uma iniciativa deste género

Munidos de um catálogo e de um botão eletrónico, os licitantes podiam fazer as suas licitações, ao mesmo tempo que iam conhecendo as principais características de cada lote

trator John Deere 8R com 370cv, fica para a história a forma positiva e eficiente como decorreu aquele que foi o primeiro evento do género entre nós, a somar a aspetos curiosos como foi a entrega do título de “lote mais disputado” a um “experiente” McCormick X70.40 de 2013, com 150cv, 6.700cc de cilindrada e pouco mais de 6.000 horas de trabalho (foi arrematado por 20.000€, sendo que o Valor Mínimo de Venda era 25.000€). Isto, enquanto o “prémio” de trator mais barato ficou na posse de um Renault Ceres

FRANCISCO CARRÃO

proprietário de vacaria, Sousel

Terminado o leilão, Francisco Carrão, proprietário de uma vacaria, com cerca de 50 vacas, na região de Sousel, foi um dos licitadores que acabou por não conseguir os objetivos a que se havia proposto: adquirir “um trator com carregador frontal, para apoio aos animais”. “Licitei, mas não consegui arrematar”, desabafou. Apesar deste resultado, o agricultor não deixou de qualificar, tanto a sua participação, como a própria iniciativa, como “muito positiva” e “uma boa ideia”, já que “vendeu-se aqui uma série de bons tratores”.

330 de 75cv, com matrícula de 1999, atualmente já com 12.160 horas - 5.500€ foi o valor de licitação, ou seja, metade do fixado.

Finalmente, no pólo oposto, o título de lote mais “valioso” pertenceu a um dos vários John Deere 5100 M em contenda e que, com data de matrícula de novembro de 2021 e não mais que 1.307 horas de trabalho, atingiu o valor recorde de 41.500€. Ainda assim, aquém dos 50.000€+ IVA a 13% que estava estipulado como Valor Mínimo de Venda…

“Foi uma aprendizagem que correspondeu totalmente às expectativas”

Caído o pano sobre aquilo que foi uma autêntica estreia em Portugal, Luís Mendes, CEO da Tractomoz, mostrava-se, em declarações exclusivas à revista abolsamia, um líder satisfeito com a forma como o evento decorreu.

“Foi, desde logo, uma aprendizagem, uma forma diferente de vender”, começou por afirmar o gestor, acrescentando que, “agora, vamos aguardar pelos próximos passos. Temos de contactar as pessoas que licitaram, sobretudo aquelas que não chegaram ao valor mínimo estabelecido para cada um dos lotes, uma vez que houve muitos lotes que ficaram abaixo do valor de venda pretendido. Vamos perceber se conseguem melhorar as propostas, para entregarmos o máximo de material possível”.

Segundo recordou Luís Mendes, estiveram em leilão “cerca de 90 tratores, tudo material nosso, livre de ónus e encargos, sendo que, cerca de 50%, eram da marca John Deere e os restantes de outras marcas”. No caso dos John Deere, “o mais certo é que, até

por não terem atingido o Valor Mínimo de Venda, continuem connosco mais um ou dois anos em operação, ao serviço da nossa empresa de aluguer”. Não deixando de enaltecer o papel dos cerca de 95 colaboradores da Tractomoz, “uma equipa vasta e competente”, o gestor garante que esta foi uma experiência “para repetir, agora noutros moldes, já não só de tratores, mas com outro tipo de máquinas usadas. A estrutura do leilão já está, de resto, mais ou menos delineada e, embora ainda não tenhamos datas definidas, é certo que terá lugar antes de setembro”

Luis Mendes (à dir.), em conversa com a abolsamia

FABRICAMOS TRATORES

Chegou uma nova geração de tratores John Deere: os novos 6M, série 6R de 180–260 cv (180–260 hp), série 8 de 280–410 cv (280–410 hp) e a série 8 de alta potência 440/490/540. Mais desempenho, mais precisão, mais conforto.

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Aftermarket em debate na Exponor

Realizado pela primeira vez no Porto, o Fórum DPAI/ ACAP teve lugar no passado dia 29 de maio, integrado na abertura da 10.ª edição da ExpoMecânica, com a participação de cerca de 600 profissionais do pós-venda automóvel independente. Com a revista abolsamia como media partner, o encontro serviu para debater os principais desafios de um setor em plena transformação técnica e de gestão.

Fotografia ACAP

Com um programa estruturado em torno de dois eixos - "O novo pós-venda: oportunidades, tecnologia e rentabilidade" e "Liderar o futuro: talento, competências e novas gerações" -, a edição deste ano do Fórum DPAI/ACAP teve a sua principal mensagem transmitida logo na abertura, por intermédio do presidente da DPAI — Divisão do Pós-venda Automóvel Independente da ACAP, Joaquim Candeias: ao contrário do que se possa pensar, ainda existe margem para fazer melhor no aftermarket, mas isso exige sair da zona de conforto e tratar a mudança como trabalho diário de liderança e organização.

Já a keynote speaker da edição, Inês Alves, da Auto Reparadora Vale de Milhaços, desenvolveu essa ideia com uma abordagem centrada na gestão prática de oficinas, defendendo a utilização de dados como base de decisão — produtividade, custos mensais e leitura financeira —, assim como a importância de definir objetivos com método e acompanhamento continuado. Igualmente fundamental, a necessidade de gerir o alinhamento das equipas com o mesmo rigor com que se gere o negócio.

De resto, quando esse alinhamento não existe, sublinhou, "aprender a despedir" faz parte do proces-

Principal oradora desta edição, Inês Alves, da Auto Reparadora Vale de Milhaços, precisam de ser "a suricata" e não "o camarão"

so, para proteger a empresa, a equipa e o projeto.

A intervenção de Inês Alves ficou ainda marcada por uma metáfora reveladora: é preciso ser "a suricata" — atenta ao vento e aos sinais do mercado — e não "o camarão", fechado no conforto do quotidiano operacional.

Inovação não é apenas tecnologia

Num evento que teve como moderadora a jornalista da SIC Liliana Lobo de Carvalho, o painel sobre o novo pós-venda acabou por convergir para um ponto que atravessou toda a manhã: inovação não é apenas tecnologia no veículo — é também processo dentro da empresa. Simplificar rotinas, digitalizar onde faz sentido, melhorar a receção e a comunicação com o cliente, e criar consistência na entrega foram as ideias mais recorrentes.

Foi ainda debatida a possibilidade de deslocalização de serviços e de modelos que permitam ampliar capacidade, com atenção particular ao universo dos veículos pesados, onde o tempo de paragem tem impacto direto na rentabilidade de toda a cadeia.

Em crescimento

A terminar, referir, ainda, que a expoMECÂNICA, que decorreu entre 29 e 31 de maio, registou nesta décima edição um crescimento que obrigou a organização a acrescentar mais um pavilhão ao recinto. Tendo, mais uma vez, a participação espanhola em destaque — mais de meia centena de empresas presentes, as quais vieram reforçar a complementaridade crescente entre os mercados ibéricos.

Oficinas, retalhistas, distribuidores, fabricantes de peças e pneus, parceiros estratégicos e comunicação social especializada fizeram da Exponor, durante três dias, o principal ponto de encontro do aftermarket em Portugal.

Para o presidente da DPAI, Joaquim Candeias, as empresas de aftermarket têm de sair da sua zona de conforto e tratar a mudança como trabalho diário de liderança e organização
Esteve lá!

Do pós-venda automóvel ao universo das máquinas agrícolas

Embora o Fórum DPAI/ACAP tenha incidido sobre o pós-venda automóvel, importa dizer que as principais conclusões do encontro encontram uma correspondência direta no setor das máquinas agrícolas. Também neste mercado, a transformação do pós-venda não depende apenas da evolução tecnológica dos equipamentos. Depende, sobretudo, da capacidade das empresas para reorganizarem processos, formarem equipas, utilizarem dados e melhorarem a relação com o cliente. No setor agrícola, esta questão assume uma im-

portância ainda maior, devido ao impacto do tempo de paragem. Um trator, uma ceifeira-debulhadora, um pulverizador ou uma máquina de colheita imobilizados durante uma campanha podem comprometer o trabalho de vários dias e provocar perdas que ultrapassam largamente o custo da reparação.

Por essa razão, o agricultor já não avalia uma compra apenas pelo preço, potência ou características técnicas da máquina. Avalia, igualmente, em função da proximidade do concessionário, a rapidez da assistência, a disponibilidade de peças, a competência dos técnicos e a capacidade de resposta, durante os períodos de maior intensidade de trabalho.

O pós-venda passa, assim, a fazer parte da própria venda. Quando escolhe uma marca, o cliente está também a escolher a oficina, o serviço de peças, a assistência móvel e a estrutura que o acompanhará ao longo da vida útil do equipamento.

Há várias décadas lado-a-lado com fabricantes, concessionários e clientes, a revista abolsamia tem vindo a assistir a esta transformação do mercado, ao mesmo tempo que tem procurado ajudar à mudança de mentalidades. Porque aquilo que são as dores presentes do pós-venda automóvel, são já também uma realidade neste setor que conhecemos.

FNA 2026

Um sucesso diferente

A edição de 2026 da Feira Nacional de Agricultura (FNA), que decorreu em Santarém, entre 6 e 14 de junho, fechou portas com um balanço oficial positivo — cerca de 180 mil visitantes e "bons negócios" para os expositores, segundo a organização e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP). Sucesso que, ainda assim, não disfarçou um retrato um pouco diferente do habitual, para quem segue de perto o setor da maquinaria.

Numa edição que teve como mote os pequenos frutos, como o mirtilo, o morango, a framboesa ou a amora, a ausência das principais marcas europeias de tratores foi, sem dúvida, um dos traços mais marcantes do evento deste ano. No espaço que tradicionalmente lhes era reservado, dominaram os modelos de baixa potência, abaixo dos 120cv, com a quase totalidade a chegar de mercados distantes como a Índia e a China. A tendência não é, contudo, isolada: a presença reforçada de marcas indianas, chinesas e também coreanas, com tratores de pequena e média dimensão, foi notada de forma transversal nesta edição da FNA, numa pressão competitiva que se torna cada vez mais visível sobre os fabricantes tradicionais.

Para um setor habituado a associar a feira de Santarém (também) à presença de tratores imponentes, a maior parte com o emblema dos principais fabricantes europeus, a equação inverteu-se. A quase ausência dos grandes nomes, com uma presença entregue a concessionários, acabou deixando um vazio que os novos operadores asiáticos não tardaram a preencher, ainda que com propostas de gama claramente mais baixa.

Indústria conquista espaço

Por outro lado e em contraste com os tratores, as máquinas industriais tiveram uma presença muito mais assertiva do que em edições anteriores. Escavadoras, mini-pás carregadoras e equipamentos de movimentação de carga sobressaiam no horizonte do

A presença, bem mais forte que o habitual, dos equipamentos para a construção e indústria acabaram marcando, de forma notória, a edição de 2026 da FNA

da

recinto, assumindo um protagonismo visual que, até há poucas edições, pertencia quase em exclusivo à maquinaria agrícola convencional. Sinal, certamente, da forma como os agentes deste segmento começam a olhar para a FNA, enquanto porta de entrada junto de agricultores e prestadores de serviços que procuram equipamentos versáteis, capazes de transitar entre o campo e a obra.

Texto Francisco Cruz
Fotografia Rafael Antunes
Depois
Agroglobal, o CNEMA voltou a fazer parceria com abolsamia na estreia do 1º Jornal Oficial da FNA

Menos maquinaria no recinto exterior

Outro aspeto que não escapou a quem percorreu o recinto foi o menor número de expositores na zona mais baixa do recinto, onde, em edições anteriores, também era possível encontrar expositores. A redução de presenças deixou a sensação de uma feira com menos máquinas do que em edições anteriores, ainda que a organização sublinhe a robustez do programa paralelo — o ciclo de conferências "Conversas de Agricultura" reuniu cerca de três mil participantes em 34 ações, e a componente pecuária manteve-se como um dos pilares identitários do evento.

Na ausência das principais marcas europeias, o impacto tradicionalmente causado com a presença dos tratores maiores e mais potentes acabou ficando na mão de alguns concessionários

Uma

feira diferente

A edição de 2026 da FNA deixa duas leituras para quem acompanha a maquinaria agrícola e industrial em Portugal: por um lado, a confirmação de que os tratores de baixa potência e de origem asiática ganham terreno num segmento que já pertenceu aos grandes fabricantes europeus e, por outro, a consolidação das máquinas industriais como protagonistas crescentes numa feira que nasceu agrícola.

A próxima edição, já marcada para 5 a 13 de junho de 2027 e dedicada ao leite e aos lacticínios, dirá se estas tendências se consolidam ou se foram apenas um sinal pontual de um ano atípico.

Sinónimo, também, daquilo que é o mercado em Portugal, não faltaram, na FNA 2026, os tratores pequenos, compactos e de baixa potência, assim como das mais variadas cores e até feitios
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A importância dos compactos e especializados Agricortes

A Agricortes marcou presença na FNA 2026 com as atenções centrada nos tratores compactos e especializados, juntando a tecnologia japonesa da Yanmar à oferta para vinha e pomar da Antonio Carraro. A mensagem passou pela adequação ao trabalho real, desde a jardinagem profissional às estufas, passando pelas vinhas, pomares e agricultura especializada.

Oprincipal destaque foi para o Yanmar YT359 cabinado, equipado com SmartAssist Remote. Este trator traz para os compactos tecnologias pouco habituais neste segmento. Falamos da i-HMT, transmissão hidromecânica integrada, disponível na série YT3. Já o SmartAssist Remote permite monitorizar remotamente o estado operacional do trator, incluindo dados de desempenho e alertas de manutenção.

Leonardo Amada, comercial da Agricortes, resume assim as vantagens: “Temos aqui tecnologia que é habitual em tratores de 200cv para cima, mas desta feita aplicada a um trator de 50 ou 60cv.” O operador pode ajustar regimes, velocidades e usar funções como o cruise control, o A/B Mode e o sistema anti-stall

Na Europa, a Yanmar tem, atualmente, foco nos modelos compactos e médios – séries SA de transmissão hidrostática, YM de transmissão mecânica e YT de transmissão hidromecânica integrada – que “são procuradas por agricultores, municípios e utilizadores profissionais. São tratores compactos e robustos, pensados para jardinagem profissional, campos de golfe, estufas e agricultura especializada. Têm dimensões contidas, mas muita tecnologia embarcada.”

Os projetos para a marca no curto prazo orientam-se para o lançamento da gama YM2 com potências de 25 e 38cv, e que entram em produção em outubro com destino imediato para Portugal como mercado preferencial. Com o seu motor Yanmar, estes tratores complementam a gama de oferta ao setor dos minis premium de transmissão mecânica. São vocacionados para espaços reduzidos, estufas e manutenção da exploração.

Fotografia Rafael Antunes
A Agricortes tinha em exposição duas unidades de demonstração do novo YM2, disponível no mercado no final de 2026.

O Carraro Compact 75 VLB é um trator para vinhas largas, pomares intensivos e culturas em latada ou pérgula, cuja sigla VLB significa Vigneto Largo Basso, ou seja, "vinha larga de perfil baixo"

Antonio Carraro para vinha e pomar

Nos tratores especializados, a Agricortes destacou a gama Antonio Carraro Série A. Um dos modelos em evidência foi o Compact 75 VLB, um trator compacto, largo e baixo, indicado para vinhas, culturas em parra e árvores baixas. “Tem cerca de 1,40 m de largura, é muito baixo e tem um centro de gravidade reduzido”, explicou Leonardo Amada. Este trator anuncia 75cv, motor Deutz TCD 2.2 de três cilindros, tração 4WD e tem uma transmissão Carraro 24F+24R. Igualmente presente estava o Antonio Carraro 10.5F, um fruteiro de 103cv, com motor FPT F28 Stage V de 2,8 litros e quatro cilindros, transmissão 24F+24R e possibilidade de versão ROPS ou cabinada.

“Queremos crescer com uma rede mais homogénea”

Que balanço faz a Agricortes da presença na FNA?

A feira correu bem. Para nós, é importante porque permite mostrar os produtos aos clientes finais e, ao mesmo tempo, apresentá-los aos atuais e futuros concessionários. O objetivo passa por promover as marcas que representamos e criar condições para crescer.

Esse crescimento passa também pela rede?

Sem dúvida. Como importadores, o nosso foco está nos concessionários. Queremos que tenham meios para trabalhar e apoio para responder ao mercado. A ideia é fazer crescer a rede de forma homogénea, fluida e consistente, para melhor atendermos os nossos clientes.

O que traz a Yanmar de diferente?

A gama YT de transmissão hidromecânica. A transmissão continuamente variável já é relativamente conhecida na Europa, embora na Yanmar se destaque pela integração entre motor e transmissão e pela tecnologia orientada para a agricultura de precisão. Trouxemos à FNA a linha YT3 de 60 cv mas também existem as versões superiores YT4 e YT5 dos 70cv, aos 113cv. As linhas YT4 e YT5 operam no Japão há mais de 10 anos e são tratores de gama alta para explorações agrícolas médias e grandes. A Agricortes será um ponta de lança para a entrada na Europa, fruto da nossa capacidade tecnológica e experiência em novos projetos.

Que aplicações vê para estes tratores?

Facilita trabalhos que exigem velocidade constante, como sementeira ou pulverização. Estamos a falar de tratores em que a eletrónica faz muito do trabalho: gestão automática da transmissão, memória de rotações do motor, automatização da TDF, assistência de condução semiautónoma ou totalmente autónoma nas versões robotizadas, etc.

O Yanmar YT 359 com um sistema SmartAssist Remote foi uma das estrelas no preenchido espaço da Agricortes na FNA
Transmissão variável hidromecânica Yanmar

A Agricortes aproveitou a FNA 2026 para promover mais um encontro da sua rede de concessionários Solis, "celebração da força das nossas parcerias e o crescimento da família Solis em Portugal".

A Venieri 1.63D TL é uma pá carregadora articulada compacta, com braço telescópico

O McConnel Robocut é um porta-ferramentas telecomandado concebido para trabalhos de limpeza e gestão da vegetação

A FNA foi também uma oportunidade de comunhão entre a família que fundou a Agricortes e os colaboradores que contribuíram para afirmar a presença da empresa de Leiria na feira

Espaço para Venieri

Num espaço onde não faltava a abrangente oferta dos tratores Solis, líder do mercado nacional no ano transato, nota ainda para a presença da miniretroescavadora Venieri 1.33C e da novidade no nosso mercado, a pá carregadora articulada compacta e com braço telescópico 1.63D TL. Ambos contam com motor Kubota D1803-CR-T, de três cilindros, turbo, e 39 kW/53cv de potência. A visibilidade a 360 graus e possibilidade de trabalhar com diferentes acessórios, são outros dos seus atributos.

Plataforma

Compact Multiplex da C.M.A. é de configuração modular 4x2 ou 4x4, para a apanha da fruta, poda e desbaste

Aposta nas soluções compactas Agrifaia

A Agrifaia levou à Feira Nacional de Agricultura uma seleção de máquinas compactas e polivalentes, com destaque para o trator VST Fieldtrac 4WD de 32 cv, equipado com carregador frontal AMGL PF 500 PR. Assim como para as mini-giratórias Rippa R18 Pro e R22 Pro.

Aempresa de Torres Vedras marcou presença na FNA com uma oferta diversificada de soluções pensadas para quintas, pequenas explorações e serviços de manutenção, onde a manobrabilidade e a versatilidade de utilização são decisivas.

Segundo Marco Matos, do departamento de vendas da Agrifaia, o VST 932 DI 4WD é uma das apostas pela sua configuração mecânica. “Este trator tem um motor Yanmar de 3 cilindros, com 1642 cc, 32cv e 109,4 Nm de binário. A transmissão é de 9F+3R e a capacidade de elevação é de 1250 kg. Um modelo que oferece características semelhantes aos motores de 40 cv da concorrência”.

As mini-giratórias Rippa eram outra das novidades na Agrifaia. Esta R22 Pro tem uma capacidade de escavação de 2293 mm e 23cv de potência

O carregador frontal reforça a versatilidade do conjunto, permitindo operações de carga ligeira, movimentação de materiais, apoio à pecuária e manutenção.

A outra novidade foi a entrada das mini-giratórias Rippa na oferta da Agrifaia. A R18 PRO, com cerca de 1,8 toneladas de peso e 16cv de potência, e a R22 PRO, próxima das 2,4 toneladas e com 23cv de potência, destinam-se a operar em valas, drenagens, limpeza de caminhos e intervenções em espaços mais reduzidos.

A empresa expôs ainda os trituradores de martelos, simples e com deslocação hidráulica. Quanto ao balanço da feira, Marco Matos destacou “o aumento da procura por soluções que não apenas os tratores, sendo que o saldo acaba por ser positivo.”

O novo VST Fieldtrac 4WD com 32cv é uma das apostas da Agrifaia para quem procura um trator muito compacto, mas com um desempenho superior
Texto Rui Reis
Fotografia Rafael Antunes e Mafalda Martins
A mais pequena Rippa R18 Pro tem um peso operacional de 1818 kg e uma potência de 16cv

A força da Lovol Auto-Industrial

Importador da marca Lovol para Portugal, a Auto-Industrial Divisão

Agrícola apresentou na edição de 2026 da Feira Nacional da Agricultura uma oferta cada vez mais dimensionada para o mercado português e marcada, igualmente, pelas soluções especializadas. Das quais fazem também parte equipamentos como a gadanheira de braço articulado Kuhn Agri-Longer GII 5045.

Integrado numa área expositiva com vários modelos e soluções, o Lovol F4110R destacava-se enquanto trator especialmente vocacionado para a vinha e pomar, graças não só às dimensões compactas e baixo centro de gravidade, como também ao seu motor diesel de quatro cilindros, transmissão 28+16 com inversor, capacidade hidráulica e ergonomia do posto de condução. Estas últimas, a garantirem resposta às exigências dos trabalhos com atomizadores, destroçadores e outros equipamentos característicos das culturas permanentes.

Para Miguel Vieira, responsável pela Divisão Agrícola do grupo Auto-Industrial, uma das principais mais-valias desta proposta decorre do “motor de 3.600cc e 110cv”, algo pouco comum num “compacto especializado” e que é garantia de um “binário elevado” "Por causa das normas Stage V, toda a gente teve de reduzir a cilindrada, e a Lovol conseguiu manter uma cilindrada elevada, tendo um trator compacto"

Lovol P1025

Também em exposição, o Lovol P1025 apresentava-se como um compacto multifunções para pequenas explorações agrícolas, graças ao seu motor de três cilindros Stage V e 25cv de potência, com transmissão

A LOVOL TEM HOJE PRODUTOS

CADA VEZ MAIS ENQUADRADOS COM AS NECESSIDADES DO MERCADO NACIONAL

sincronizada e inversor, tração integral e sistema hidráulico de elevado débito. Tecnologias que lhe permitem responder com eficácia em operações de preparação do solo, transporte e trabalhos com carregador frontal. "Os tratores de 25 e 26 cv são os mais vendidos atualmente em Portugal" , recorda Miguel Vieira, razão pela qual a Lovol decidiu desenvolver “uma proposta mais compacta e adequada ao mercado nacional” e, desde o início, “com inversor. Porque toda a gente tem mais interesse em ter um trator destes com inversor"

Fotografia Rafael Antunes e Mafalda Martins
Responsável pela Divisão Agrícola do grupo Auto-Industrial, Miguel Vieira (à direita) foi o anfitrião do novo responsável comercial da Lovol para os mercados de Portugal, Holanda, Bélgica e Luxemburgo, James Han (à esq.)
Com uma oferta cada vez mais abrangente e vocacionada, a Lovol centrou atenções no espaço da Auto-Industrial na FNA 2026

Trator especializado com motor Weichai 3.6 de 110 cv, destinado, sobretudo, ao setor profissional da fruticultura e vinhas, o F4110 é um dos modelos mais recentes da série F4000 da Lovol, destinada à Europa

Proposta subcompacta pensada para pequenas explorações, horticultura, manutenção de espaços verdes, estufas e agricultura de lazer, o P1025 dispõe de um motor de três cilindros 1,3 litros de origem Yanmar, a debitar 25cv, conjugado com uma transmissão sincronizada 8F+8R e tração integral

Novo compacto de 40cv a caminho

Recordando que todos os modelos apresentados na FNA já se encontram disponíveis no mercado nacional, o responsável pela Divisão Agrícola do grupo Auto-Industrial revelou, ainda, à revista abolsamia, a chegada iminente de um novo compacto de 40cv. Cujas “mais-valias são as dimensões, em termos de altura e largura”, além da promessa de preços “em linha com os nossos concorrentes"

De resto, Miguel Vieira acredita na aceitação das novidades apresentadas, uma vez que "sentimos que estes modelos estão muito mais enquadrados com as necessidades do mercado português" , já que a Lovol "foi aprendendo com o mercado europeu e conseguiu desenvolver produtos mais específicos para a Europa e, concretamente, para Portugal"

Kuhn Agri-Longer GII 5045

No entanto, a oferta da Auto-Industrial na FNA 2026 não se esgotava na marca chinesa de tratores, mas abarcava, igualmente, um equipamento que consegue

Apontado ao segmento dos tratores compactos profissionais de 40cv, o Lovol MR404 é uma solução direcionada, em particular, para a horticultura, manutenção municipal e explorações mistas

ser uma mais-valia no segmento em que se insere: o limpa-bermas Kuhn Agri-Longer GII 5045. Solução que apresenta como principais vantagens face à concorrência “custos de manutenção de mais baixos” , pois "enquanto esta máquina usa 80 litros de óleo hidráulico, há muitas máquinas concorrentes que precisam de 90, 100 ou 120 litros para terem a mesma capacidade de trabalho". Além de que, ao fim de alguns anos, "a manutenção custa metade do preço do que numa máquina da concorrência".

Também em evidência, na oferta da Kuhn, surgia a enfardadeira Kuhn FB 3130, cuja principal mais-valia é a possibilidade de trabalhar com dois sistemas de atamento. "Numa máquina sem Isobus, já temos a possibilidade de trabalhar com rede e com plástico, enquanto, na concorrência, apenas podemos dispor de uma das soluções" , explicou Miguel Veira, recordando que o sistema de atamento com plástico é uma tecnologia patenteada da Kuhn.

A Kuhn FB 3130 é uma enfardadeira rebocável de câmara fixa, com um pick-up de 2,30 m e rolamentos de 50 mm com lubrificação centralizada, concebida para a produção de fardos cilíndricos de elevada densidade. É particularmente indicada para feno, palha e silagem

Oferta reforçada com novo VFA 60 Farvoli

A Farvoli regressou à FNA com duas ideias fortes para a colheita mecanizada de frutos pendulares: o novo VFA 60, um vibrador com aparafrutos que ocupa o espaço intermédio da gama, e o conjunto Takeuchi TL12V-2 High Flow com VFA 80, solução que merece destaque próprio pela agilidade, visibilidade e segurança que oferece em olivais, amendoais e outras culturas.

Aempresa de Mirandela voltou a marcar presença na FNA com equipamentos dirigidos à recolha por vibração em olival, amendoal, pistácio ou alfarrobal, mantendo o foco na adaptação às condições reais do terreno. Para David Ferreira, comercial da Farvoli, a presença na feira faz sentido pelo contacto direto com agricultores e prestadores de serviços. “É a feira principal que temos em Portugal e, como fabricantes, faz todo o sentido estar cá a expor e a dar a conhecer os nossos equipamentos”, afirmou.

Nova aposta intermédia

O VFA 60 foi a grande novidade da Farvoli na feira. Desenvolvido para tratores a partir dos 80cv de potência, traz uma estrutura totalmente revista e um posicionamento pensado para explorações que precisam de capacidade de trabalho, mas sem entrar nas dimensões superiores da gama. Segundo a Farvoli, o modelo tem uma pinça com abertura de 60 cm, eficaz em troncos até 45 cm, aparafrutos com capacidade de 500 kg e lona disponível nas medidas 5,5, 6,5 ou 7,5 m.

Vibração mais controlada

A alteração mais relevante está no controlo da vibração. O VFA 60 passa a contar com um excêntrico ajustável, permitindo adaptar a intensidade diretamen-

Texto Rui Reis
Fotografia Rafael Antunes
David Ferreira, comercial da Farvoli, em entrevista à revista abolsamia

O VFA 60 era a principal novidade no espaço de exposição da Farvoli. Ocupando um lugar intermédio na gama, é eficaz em troncos até 45 cm

te na pinça. “Mesmo que o operador leve o trator à aceleração limite, a máquina chega a um ponto em que não vai provocar mais danos na árvore”, explicou David Ferreira.

O sistema CRS, de série, faz o controlo de rotação por sensor. O Power Tronic, opcional, acrescenta um monitor TFT, o joystick proporcional, um motor de pistões e uma bomba de caudal variável, permitindo uma gestão mais fina dos parâmetros de trabalho.

Mais agilidade no pomar

A Farvoli respondeu também à crescente procura por equipamentos montados em mini-pás carregadoras. A vantagem está no menor volume no pomar, na visibilidade e na rapidez de manobra. “Com uma máquina destas, onde um trator apanha 20 árvores, podemos apanhar 40 nas mesmas condições”, referiu o comercial. A empresa vende o vibrador isolado, o conjunto completo ou em regime de aluguer diário. Para trabalhos intensivos e zonas apertadas, David Ferreira defende as máquinas de rastos pela estabilidade e tração. “No Douro, em patamares acentuados e zonas de viragem curtas, com isto consegue-se trabalhar com muito mais segurança”, concluiu.

Quando montado num carregador de rastos, o VFA 80 permite fazer mais trabalho em menos tempo e em zonas mais estreitas

Farvoli

Takeuchi TL12V-2 High Flow com VFA 80

O conjunto da Takeuchi TL12V-2

High Flow com o Farvoli VFA 80 mostra a evolução dos vibradores montados em máquinas industriais. Face ao conjunto tradicional com trator, a pinça fica mais próxima do operador, a visibilidade melhora e a máquina ocupa menos espaço entre linhas.

OVFA 80 é a proposta de maior capacidade nesta configuração. A Farvoli indica uma abertura de pinça de 75 cm, eficácia garantida em troncos até 55 cm, aparafrutos de 500 kg e lonas de 5,5, 6,5 ou 7,5 m. Inclui duas vibrações orbitais com PowerBoost, joystick ergonómico e CRS de série para controlar a rotação por sensor. O Power Tronic é opcional e permite acrescentar a monitorização e um controlo hidráulico mais avançado.

Carregadora de rastos

A base deste conjunto é a Takeuchi TL12V-2, uma carregadora de rastos de elevação vertical, com um motor Kubota V3800 de 81,8 kW (111 cv), um peso

PARA DAVID FERREIRA, A CONJUGAÇÃO DA

TL12V-2 COM A VFA 80 PODE SER CONSIDERADO

O "FERRARI DOS VIBRADORES"

operacional de 5985 kg, caudal auxiliar High Flow de 153 l/min e uma pressão hidráulica de 24 MPa. A cabina com ar condicionado, câmara traseira, rádio/Bluetooth e comandos proporcionais aproxima o conforto de utilização ao de um trator, mas com um centro de gravidade mais baixo e uma maior segurança em declives. Como explica David Ferreira, “para a Farvoli, é precisamente aí que está o interesse desta solução, a possibilidade de fazer mais trabalho em menos espaço, com melhor segurança e visibilidade sobre a árvore e menor esforço de manobra durante a campanha”

O conjunto Takeuchi TL12V-2 com um vibrador Farvoli VFA 80 é especialmente indicado para zonas com elevados declives
Apesar das dimensões compactas, o interior é muito ergonómico e confortável

Luís Vitória

Startrac 26 à medida da pequena agricultura

O compacto Startrac 26 assumiu o protagonismo no espaço da empresa Luís Vitória, na edição de 2026 da Feira Nacional da Agricultura. Proposta direcionada para horticultura, produção em estufa e pequenas culturas.

Texto Mafalda Martins

Fotografia Rafael Antunes

Há quase cinco anos em Portugal, a Startrac tem vindo a consolidar a sua presença junto dos agricultores nacionais, sustentada na durabilidade e robustez dos seus equipamentos, num posicionamento de preço competitivo e numa rede de assistência pós-venda com cobertura nacional. A recente participação na FNA veio confirmar esta dinâmica, através de uma forte afluência de visitantes, clientes e concessionários, aumentando a motivação da marca para reforçar e expandir a sua presença no mercado nacional.

Em destaque na FNA, o ao Startrac 26, equipado com um motor Mitsubishi MVS3L2 Stage V, de três cilindros,

A compatibilidade com diferentes acessórios, como o carregador frontal apresentado na FNA, reforça a polivalência do Startrac 26

Com um peso de cerca de 210 kg, a fresa rotativa Wolf 120 foi dimensionada para trabalhar com tratores compactos sem comprometer a estabilidade do conjunto

1.319 cilindradas e com 25cv, motorização cuja fiabilidade constitui um dos seus principais argumentos deste pequeno compacto. A isto soma-se a capacidade de elevação de até 850 kg, uma das mais elevadas no segmento dos 25cv, complementada com a segurança garantida por um arco de proteção rebatível, solução que facilita as operações em estufas e outros espaços com limitações de altura.

Ainda como elemento diferenciador no Startrac 26, o controlo de profundidade, uma funcionalidade raramente encontrada nesta gama de potência que ajuda a manter a alfaia à profundidade definida pelo operador durante a operação, além da disponibilidade da TDF até 540 rpm e 540E (máximo), a permitir trabalhar com uma ampla gama de alfaias.

A cabine, espaçosa para as dimensões do modelo, com fácil acesso e posicionamento de condução confortável, completa um perfil técnico que ultrapassa o esperado para um trator desta dimensão. “É um trator de fácil acesso, com bastante espaço para entrar e sair e uma posição de condução confortável", referiu o diretor de vendas, Luís Vitória.

Luís Vitória apontou a fiabilidade do motor Mitsubishi e a constução robusta como os principais argumentos do Startrac 26

J. Inácio

Aposta na agricultura de precisão

No espaço da J. Inácio, o foco esteve na eficiência das operações agrícolas, juntando a tecnologia de precisão, os tratores especializados e as máquinas vocacionadas para vinhas, pomares e explorações pecuárias. Mais do que uma montra de produtos, o espaço da empresa mostrou soluções pensadas para as necessidades reais dos clientes.

Um dos pontos em evidência foi a conversão de pulverizadores convencionais para funcionamento em ISOBUS. “Somos nós que fazemos a transformação dos pulverizadores”, afirmou Nuno Inácio, gerente da empresa. A solução recorre ao hardware ARAG e pode ser aplicada a pulverizadores de turbina ou de barra, independentemente do comando original. Integrado com um monitor John Deere G5 ou Gen 4, um recetor StarFire 7500, JDLink e o Operations Center, o sistema permite trabalhar com limites de parcelas, corte de secções e registo automático das operações. “Quando o operador sai da linha da vinha ou do pomar, este desliga automaticamente. E quando entra, liga novamente” , explicou Nuno Inácio. O operador vê no ecrã o que já foi tratado e o que falta tratar, podendo reduzir manobras e perdas de tempo nas cabeceiras. Também é possível receber indicações enviadas do escritório para a nuvem: “O operador só tem que aceitar”

Novo John Deere 5075EN

Entre os tratores, o destaque foi o John Deere 5075EN, apresentado pela J. Inácio como uma estreia ibérica. O modelo estreito da série 5EN conta com um

A nova vindimadora Pellenc Optimum L10 caracteriza-se pela sua versatilidade e robustez, apesar das dimensões compactas que a tornam adequada a pequenas parcelas

motor de três cilindros com 2,9 litros de capacidade e 75cv de potência. Já a distância entre eixos é de 1,95 m e a largura mínima é de 1,35 m. Para Nuno Inácio, “é uma proposta mais pensada para o nosso mercado e dirigida a clientes que não precisam de mais potência, valorizam o menor custo de aquisição e precisam de uma máquina com dimensões adequadas para vinhas e pomares.”

Pellenc Optimum L10

Na viticultura, a vindimadora Pellenc Optimum L10 foi apontada como uma solução ajustada a parcelas pequenas e inclinadas. Nuno Inácio descreve esta solução da Pellenc como “uma máquina capaz de escalar com facilidade, com uma tração e um motor preparados

Texto Rui Reis
Fotografia Rafael Antunes

Para Nuno Inácio, gerente da J.Inácio, a presença da FNA serve, acima de tudo, para “auscultar” o mercado, falar com os clientes e conhecer as suas necessidades

O trator especializado

John Deere 5075 EN tem uma largura mínima de apenas 1,35 metros, sendo ideal para pomares e vinhas

O Kramer KT276

é um carregador telescópico compacto, com uma cabine de apenas 1,98 m de altura, que oferece uma capacidade de carga de 2,7 toneladas

para trabalhar em condições exigentes”. A gama Optimum é apresentada pela marca como uma automotriz multifunções, pronta a realizar vários trabalhos na vinha ao longo do ano.

Kramer KT276

Já o carregador telescópico Kramer KT276 trouxe outra visão de eficiência e versatilidade. Com 2,7 toneladas de capacidade máxima, lança capaz de atingir perto de 6 metros e uma cabine baixa de 1,98 m, adapta-se a armazéns, aviários, vacarias e espaços fechados. “É uma máquina robusta, mas muito manobrável e compacta”, destacou Nuno Inácio.

John Deere 6M 200

A fechar, a J. Inácio deu também destaque ao John Deere 6M 200. Com motor John Deere PowerTech PVS de 6,8 litros, 200cv nominais e 220cv de potência máxima, apresentava-se como um trator de chassis grande, mas com uma relação preço/equipamento que Nuno Inácio considera “muito interessante”

Quanto à avaliação da presença da J. Inácio na FNA, Nuno Inácio vê a feira como um momento de proximidade e de oportunidade para sentir o mercado. “Hoje, as feiras agrícolas são sobretudo uma oportunidade para estarmos com os clientes, ouvi-los e perceber as suas necessidades.”, sentenciou

A J.Inácio está a apostar na conversão de pulverizadores convencionais para funcionamento com ISOBUS

Presença reforçada na Península Ibérica Özdöken

A Özdöken apresentou-se na FNA com máquinas de mobilização, sementeira e forragem com uma construção robusta, um preço competitivo e uma rede de distribuição em crescimento. Para Ruben Holguera, responsável para a Península Ibérica, este foi, sobretudo, um momento para consolidar a presença: “Estamos aqui para que vejam que a Özdöken é uma marca de futuro”.

Oequipamento escolhido para abertura do espaço foi o chisel EVOKUL-3010, uma das novidades da Özdöken para trabalhos de mobilização profunda. Segundo Ruben Holguera, trata-se de um chisel preparado para trabalhar até 35 cm de profundidade, dirigido a tratores com potências entre os 150 e os 240 cv. A gama apresenta larguras entre os 2,5 e os 4 m e distingue-se ainda pelo sistema traseiro rebatível, com acionamento hidráulico, que reduz as dimensões do conjunto no transporte.

Na preparação rápida do solo, a marca deu também destaque à grade de discos Evodisc K450X, apresentada na feira como novidade da família Evodisc. Com 4,5 m de largura de trabalho, esta referência vem posicionar-se entre as versões já conhecidas da gama, respondendo a explorações que procuram maior rendimento diário sem recorrer a máquinas de grande dimensão. A família Evodisc-K é identificada pela Özdöken como uma solução rebatível de três pontos, com discos independentes e largura de transporte compatível com a circulação em estrada.

Forragem e sementeira

A Özdöken aproveitou ainda a FNA para mostrar o crescimento da sua oferta na forragem, um segmento que a marca quer desenvolver em Portugal e Espanha.

A

de

e

No stand estiveram o juntador de feno HT-400 e a gadanheira DMZ 240. “Na Turquia já temos uma longa tradição neste segmento e está a trabalhar muito bem”, referiu Ruben Holguera.

A sementeira foi outra área em evidência. Além do semeador de seis linhas com adubador, a marca antecipou um semeador de precisão com acionamento elétrico e compatibilidade ISOBUS. “É uma máquina completa-

Texto Rui Reis
Fotografia Rafael Antunes
grade
discos K450 da família Evodisc apresenta uma largura de trabalho de 4,5 metros
foi uma das novidades da Özdöken na FNA

mente elétrica e algo que se vai apresentar em breve a nível mundial”, adiantou o responsável.

Rede e pós-venda

Sobre o posicionamento da Özdöken, Ruben Holguera apontou a relação entre qualidade, preço e assistência como um dos principais argumentos. Ainda assim, o responsável sublinhou que o crescimento no mercado

O juntador de feno HT-400 é outra das apostas da marca turca. Tem um rotor de 11 braços com 4 dentes por braço

A gadanheira DMZ 240 já é um êxito na Turquia e a Özdöken acredita que em Portugal poderá replicar o sucesso comercial

A Evodisc 300 é uma grade rápida com 3,00 m de largura de trabalho e 24 discos de 560 x 4,5 mm

português depende também da proximidade ao cliente: “O mais importante agora em Portugal é fazer uma boa rede de distribuição para chegar aos agricultores finais.” Entretanto, a marca está também prestes a inaugurar uma nova fábrica na Turquia, com mais de 10 hectares. Esse investimento deverá permitir alargar a oferta a semeadores pneumáticos de cereal com até 6 m, grades rotativas até 6 m, grades rebocadas até 12 m e novas tremonhas frontais.

Relação preço/qualidade faz a diferença

A terminar a conversa com a abolsamia, Ruben Holguera foi direto: “Temos materiais de excelente qualidade e uma diferença de preço muito boa. A ambição é tornar a marca reconhecida de norte a sul de Portugal e colocá-la, dentro de pouco tempo, no mesmo patamar de consideração das referências europeias”

Potenzia Sateco

LS Tractors aposta nos utilitários

Representada em Portugal pela Potenzia Sateco, a LS Tractors apresentou-se na edição de 2026 Feira Nacional de Agricultura com uma ampla gama, da qual se destacavam os tratores utilitários XU6168 e MT5.73, além do compacto MT3.50.

Com uma clara aposta em tratores compactos, versáteis e equipados com motores Stage V, a LS Tractor aproveitou a mais recente edição da Feira Nacional de Agricultura para dar destaque ao modelo XU6168, proposta de 68 cv equipada com motor LS Mtron de quatro cilindros, 2.505 cm³ e emissões Stage V, além de uma transmissão sincronizada ou Power Shuttle de 16+16 velocidades e tomada de força independente com regimes de 540, 750 e 1.000 rpm. O sistema hidráulico debita 36,4 L/min e o elevador traseiro de categoria II assegura uma capacidade máxima de elevação de 1.850 kg, permitindo trabalhar com uma vasta gama de alfaias.

LS MT5.73

Já no patamar intermédio, o MT5.73 posiciona-se como uma solução destinada a utilizadores que exigem maior capacidade de trabalho, graças a um motor diesel de quatro cilindros a debitar 73 cv, transmissão Synchro Shuttle ou Power Shuttle com 20+20 velocidades, depósito de combustível com 100 litros e tomada de força

A sul-coreana LS Tractors conta com uma oferta marcada pelos tratores compactos, versáteis e com motores Stage V

O MT5.73 é um trator orientado para utilizadores profissionais que necessitam de maior capacidade hidráulica e de elevação

independente de 540, 750 e 1.000 rpm. A capacidade de elevação no hidráulico traseiro atinge os 3.000 kg, enquanto o débito hidráulico de 50 L/min permite alimentar equipamentos mais exigentes. A cabine, equipada de série com ar condicionado, constitui outro dos argumentos deste trator de aproximadamente três toneladas de peso.

LS MT3.50

O LS MT3.50 é um trator de 47 cv apontado a pequenas explorações, horticultura e culturas permanentes

Finalmente, também em destaque, o MT3.50, pensado para explorações de menor dimensão, fruticultura, horticultura e trabalhos municipais, nas quais afirma o seu motor turbodiesel de três cilindros e cerca de 50cv, com 1.879 cm³ de cilindrada e transmissão mecânica com 16+16 velocidades e inversor sincronizado. O trator dispõe de tração às quatro rodas e dimensões compactas, com distância entre eixos de 1.858 mm e peso entre 1.720 e 1.950 kg, dependendo da configuração. Disponível, tanto com arco de segurança, como com cabine, o MT3.50 destaca-se ainda pela reduzida área de viragem, que favorece a utilização em espaços confinados e culturas especializadas.

Fotografia Rafael Antunes e Mafalda Martins
Apontado como o modelo mais versátil da gama, o XU6168 (à dir.) é um trator apto para uma exploração mista de dimensão média, graças também à capacidade de trabalhar com carregador frontal

Tractores Ibéricos

Inovação ao serviço das culturas permanentes

A Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, foi o palco escolhido pela Tractores Ibéricos para lançar em Portugal a tecnologia de proteção das culturas UV Boosting e reafirmar o Kubota M5 Narrow como referência para as operações em vinha e pomar.

Fotografia Rafael Antunes

Depois de já ter estado em testes no Douro, através de uma outra empresa, a tecnologia UV Boosting inicia comercialização em Portugal, desta feita, pela mão da Tractores Ibéricos. Importador da marca japonesa Kubota que passa a representar, igualmente em exclusividade, esta nova solução para proteção das culturas, desenvolvida por uma start-up francesa com o mesmo nome. Em vez de atuar diretamente sobre doenças ou agentes patogénicos, o UV Boosting recorre a flashes controlados de luz UV-C para estimular os mecanismos naturais de defesa das plantas. Ao promover a produção de ácido salicílico, uma molécula naturalmente associada à resistência a doenças, o objetivo é reduzir a utilização de tratamentos fitofarmacêuticos sem comprometer a produtividade. Segundo o responsável de vendas da Tractores Ibéricos,

A intervenção do UV Boosting é normalmente feita durante a noite ou em períodos de baixa luminosidade, período em que a resposta fisiológica da planta é mais eficaz

A gama M5 Narrow está disponível com duas transmissões, a mais desmultiplicada com 36 velocidades para a frente e 36 para trás, o que permite ao operador selecionar a velocidade mais adequada para operações em vinha e pomar

Paulo Vieira, “os ensaios provaram que há aumentos de produção significativos. Há casos em que já se conseguem fazer muito menos tratamentos fitofarmacêuticos, com consequente redução da aplicação de produtos químicos e da pegada carbónica”

A empresa portuguesa encontra-se atualmente a realizar ensaios em vinha e olival em Portugal. “Nos ensaios que estamos a fazer, os cachos têm bagos maiores e tudo indica que vamos ter esse acréscimo de produção”, revelou.

O Kubota M5 Narrow foi outro dos destaques no stand da Kubota, com uma proposta igualmente focada nas culturas especializadas. Com potências até aos 115cv, o modelo foi desenvolvido para operar em linhas estreitas sem comprometer o conforto do operador.

Entre os seus principais argumentos encontra-se o sistema Bi-Speed Turn, que acelera a rotação das rodas dianteiras em curva e reduz significativamente o raio de viragem, o que facilita as manobras em cabeceiras e zonas de acesso limitado.

QuintaRepair

Mini-escavadoras Neumeier para trabalhar onde outras não cabem

A QuintaRepair apresentou na FNA a gama de mini-escavadoras Neumeier, marca alemã que a empresa representa em Portugal e Espanha. A presença centrou-se nos modelos NR25UF, NR20F, NR08F, NR35UF e NR18UF.

Odestaque principal foi a Neumeier NR25UF.

Com 2650 kg e um motor Yanmar de 14,6 kW (20cv), posiciona-se como uma solução compacta, embora a boa capacidade hidráulica já permita trabalhos mais profissionais. No patamar imediatamente abaixo, a NR20F apela ao mesmo argumento: 2000 kg, motor Yanmar 3TNV80 de 13,4 kW (18cv) e dimensões que facilitam a utilização em espaços condicionados. “Trouxemos as mini-es-

cavadoras Neumeier, uma marca alemã com motorizações japonesas”, explicou André Gregório, técnico de vendas da QuintaRepair. Segundo o representante da empresa algarvia, são máquinas “robustas, bastante bem equipadas e atuais”, com argumentos centrados na qualidade de construção e na fiabilidade.

A gama exposta incluía ainda a NR08F, com 1010 kg e um motor Yanmar de 7,2 kW (9,8cv), é a mais pequena da gama, sendo indicada para acessos estreitos, jardins, estufas e pequenas intervenções. No outro extremo,

Texto Rui Reis
Fotografia Rafael Antunes
A mini-escavadora Neumeier NR25UF tem um motor Yanmar com 20cv de potência e destaca-se pelos consumos contidos e elevada fiabilidade
Assumindo uma posição intermédia na gama, a NR20F tem uma cabina fechada e possui um sistema hidráulico preparado para acessórios como uma garra ou um balde

Para André Gregório, comercial da QuintaRepair, os principais argumentos da Neumeier são a qualidade de construção e fiabilidade

O tamanho reduzido e a elevada manobrabilidade tornam a Neumeier NR18UF a escolha ideal para trabalhos em espaços confinados

a NR35UF, de 3850 kg e com um motor Kubota D1703 de 18,2 kW (25cv), permite trabalhos mais exigentes, embora mantendo a abordagem compacta. A NR18UF, com 1700 kg e um motor Kubota D902 de 11,8 kW (16cv), fecha as propostas intermédias da Neumeier. Outro atributo a destacar é a qualidade do serviço. “Temos suporte técnico, apoio ao cliente e peças em stock. O que não temos em armazém chega depressa, para não fazer o cliente esperar” , assegurou André Gregório.

A QuintaRepair assume a importação da Neumeier para Portugal e Espanha e sublinha que a cobertura nacional já está assegurada através de parceiros. “É uma marca recente em Portugal, mas já implantada e reconhecida na Alemanha”, concluiu o representante da empresa de Silves.

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Sagar

Versatilidade e robustez com preço competitivo

Representada em Portugal pela Sagar, empresa do grupo AutoIndustrial, a indiana TAFE destacou-se na edição deste ano da Feira Nacional da Agricultura com uma ampla oferta de soluções versáteis e robustas, a começar nos modelos 7515 e 6065. Propostas assentes na simplicidade mecânica, robustez e baixos custos de utilização, que ganham nova força através, não só do preço competitivo, como de uma mais presente pós-venda.

Com uma oferta centrada nos tratores até 120 cv, para já, a TAFE aproveitou a FNA 2026 para dar protagonismo à nova série 6065 e 6050, “apresentada pela primeira vez na Europa na Agritechnica 2023 e que agora surge, de novo, em território europeu e em Portugal”, afirmou o especialista de produto TAFE para a Europa, José Maria Gil. Tratores disponíveis com motor Yanmar e potências de 50cv e 65cv, além de transmissão mecânica 16F+16R, e que podem ser igualmente equipados com transmissão hidrostática de três gamas. “São tratores perfeitamente aptos para trabalhos especiais”, sublinhou, acrescentando que serão totalmente configuráveis em termos de rodados e largura, podendo apresentar dimensões inferiores a 1,50 metros.

Outra característica importante é a possibilidade de montagem de uma cabine de categoria 4, particularmente vocacionada para aplicações fitossanitárias, sendo que, “com uma bomba hidráulica de 40 litros por minuto e três distribuidores de série, algo pouco habitual em tratores desta potência, conseguimos oferecer, igualmente, uma grande versatilidade”.

TAFE 7515 GE e 7515 versão cabine Igualmente em destaque na FNA, o modelo 7515 GE, desenvolvido especificamente para culturas especiais, nomeadamente, “vinha, olival ou pistácio”, afirmou o mesmo responsável. Com motor TAFE de três cilindros e 2,7 litros, em versões de 65cv e 75cv, distingue-se pelo reduzido perfil, altura entre 1,30 e 1,40 metros e arco de segurança central rebatível para a frente, permitindo trabalhar sob as copas das árvores.

Já na versão convencional, o TAFE 7515, equipado com cabine e carregador frontal Quicke, fruto de um acordo estabelecido entre a TAFE e o fabricante sueco, “apresenta como particularidade o facto de dispor de uma bomba hidráulica dedicada ao elevador, independente da bomba dos distribuidores, solução que garante que a utilização do elevador não compromete o caudal disponível para os implementos hidráulicos”, destacou José Maria. Um argumento a que há ainda que somar a maior capacidade de elevação nos três

Fotografia Rafael Antunes e Mafalda Martins
Com um conhecimento cada vez maior do mercado europeu e também português, a indiana TAFE surge cada vez melhor apetrechada para responder às necessidades da agricultura no Velho Continente

O mundo TAFE, reunido em Portugal - da representação da casa-mãe, até à filial europeia e ao importador da marca para Portugal, todos juntos na FNA

pontos - 2.400 kg -, de entre as propostas de 75cv. Tanto o 7515, como a série 6065, podem ser equipados opcionalmente com elevador e tomada de força dianteiros, estando ainda disponível uma tomada de força ventral na versão hidrostática, destinada a aplicações como plataformas de corte.

A simplicidade chamada 240S

Finalmente e como maior surpresa, o modelo 240S, um trator de duas rodas motrizes, com 2,7 litros de cilindrada e 50cv de potência, que recupera a simplicidade dos modelos de outrora, e por um preço a rondar 17.000 euros.

"A verdade é que não tínhamos intenção de trazê-lo para a Europa, mas acabámos por fazê-lo, devido à necessidade que existe, entre os agricultores, de um trator simples, sobredimensionado para a potência que oferece, e que consome muito pouco. Mas, ainda assim, com todas as garantias e capaz de cumprir todas as normas de segurança da União Europeia”.

Versão especializada da Série 15, desenvolvida para trabalhos em vinha, pomar e outras culturas permanentes, a sigla GE (Ground Effect) que figura neste 7515 identifica uma configuração de perfil baixo, reduzida largura e elevada manobrabilidade

Variante especializada deste modelo, o novo TAFE 6065 em exposição na FNA dispunha do sistema Duo Steer, o qual combina a direção convencional das rodas dianteiras com a articulação do chassis, permitindo reduzir significativamente o raio de viragem

ISABEL ROCAFULL , ESPECIALISTA DE SERVIÇO TAFE PARA A EUROPA

“Em um ou dois dias conseguimos entregar uma peça em qualquer concessionário europeu”

Numa altura em que continua o seu processo de conquista dos mercados europeus, Portugal incluído, a TAFE decidiu dar mais um passo em prol da confiança dos agricultores na marca, inaugurando o seu primeiro armazém de distribuição de peças e tecnologia na Europa. Localizado na Alemanha, mais precisamente em Freudenberg, este novo entreposto está a funcionar desde setembro de 2025, permitindo à marca fornecer “qualquer peça de maior importância ou rotatividade”, em “um ou dois dias e em qualquer país da Europa”, explica a especialista de serviço TAFE para a Europa, Isabel Rocafull.

“Com este serviço, a paragem da máquina fica assim reduzida ao mínimo”, garante, recordando que, do mesmo ponto de distribuição saem ainda “opções de equipamento adicional —pás carregadoras frontais, gadanheiras e sistemas de autoguiamento TAFE Terra System —, os quais são disponibilizados, em igualdade de condições, para concessionários, tanto em Portugal, como em Espanha, na Alemanha ou em qualquer outro mercado europeu”

O TAFE 7515, aqui equipado com um carregador frontal Quicke, foi concebido para uma utilização polivalente, em particular, em explorações pecuárias e operações de transporte
2026

Ti Jardim

As soluções de mobilidade rural da Dormak incluem o Bull 4x4 e o Cargo 500, dois UTV elétricos com vocações distintas

A Dormak também oferece inúmeras soluções entre os corta-relvas

Soluções compactas, versáteis e com fortes argumentos

A Ti Jardim marcou presença na FNA 2026 com o foco no Captain 263 4WD Mid ROPS, um trator compacto pensado para utilizadores que precisam de uma máquina estreita, ágil, com uma boa capacidade de trabalho e uma excelente relação qualidade/preço. Argumento partilhado com as soluções de mobilidade e de corte Dormak que preenchiam o stand da empresa sedeada em Aveiro.

Equipado com motor Mitsubishi Stage V de três cilindros, 1319 cc, arrefecido a água, o Captain 263 anuncia cerca de 26cv. A versão em destaque distingue-se pelo arco de segurança colocado ao meio do trator, uma configuração útil em pomares, culturas baixas e trabalhos onde a proteção superior traseira pode limitar a passagem. A transmissão, que pode ser mecânica ou hidrostática, a direção assistida, a TDF traseira de 540 rpm e a TDF intermédia de 750 rpm reforçam a sua polivalência em tarefas de preparação do terreno, transporte ligeiro, manutenção e utilização com alfaias compatíveis.

A par da mobilidade, a Dormak também oferece inúmeras soluções de riders, com as mais diversas aplicações

Mobilidade rural

Na área da mobilidade rural da Dormak, a Ti Jardim mostrou os UTV Bull 4x4 e a Cargo 500, dois veículos elétricos vocacionados para deslocações e apoio ao trabalho em quintas, explorações ou viveiros. O Bull 4x4 privilegia a tração e a mobilidade em terreno irregular, tem autonomia até 100 km e uma velocidade máxima de 45 km/h. Já a Cargo 500 aposta na capacidade de carga, com uma caixa basculante elétrica, 500 kg de carga útil e uma autonomia de até 60 km.

Ainda na Ti Jardim podíamos ficar a conhecer a gama de riders Dormak, equipamentos de corte pensados para manutenção de áreas verdes e florestais. A gama inclui modelos como o RMH 90, o RXH 80 16 e o RXH 95 20, com larguras de corte entre os 780 e os 880 mm, dirigidos a utilizadores que procuram maior rendimento do que as máquinas convencionais, mas mantendo dimensões compactas e uma utilização simples.

Texto Rui Reis
Fotografia Rafael Antunes

Rentalmoz

Do aluguer à floresta

Empresa do grupo Tractomoz, a Rentalmoz marcou presença na FNA 2026 com uma extensa oferta de tratores John Deere para aluguer, às quais se juntavam os únicos equipamentos presentes exclusivamente para venda: os destroçadores telecomandados Axionss. Sem esquecer o complemento dos UTV e ATV, garantido através de uma outra empresa do grupo.

A Rentalmoz marcou presença na FNA 2026 com os tratores usados John Deere, e com o seu mais recente produto: os robôs telecomandados da Axionss. Neste caso, exclusivamente para venda.

Com uma oferta maioritariamente centrada nos tratores da marca John Deere, a Rentalmoz assumiu as rédeas da presença do grupo Tractomoz na FNA 2026 para mostrar várias unidades de diferentes gamas do fabricante norte-americano, todas elas disponibilizadas segundo duas modalidades de negócio: o Rent Me, sinónimo de aluguer por um período pré-definido, e o Buy Me, correspondente à venda de equipamento usado.

Novos e apenas para venda, na feira, os destroçadores telecomandados de motorização híbrida do fabricante espanhol Axionss, o ADX500 e ADX-1000, ambos concebidos para trabalhos de manutenção florestal, limpeza de terrenos, bermas, taludes e zonas de difícil acesso. Finalmente, lado a lado com a oferta da Rentalmoz, esteve também presente outra empresa do grupo, a M&M Motors by Mendes & Mendes Lda, concessionário CFMoto para os veículos de quatro rodas, e que, no CNEMA, expôs grande parte da gama de ATV e UTV do fabricante chinês à venda em Portugal.

Texto Rui Reis
Fotografia Rafael Antunes Mafalda Martins
Cada vez mais vistos como veículos agrícolas, os ATV e UTV da CFMoto contribuíram para aumentar o interesse dos visitantes no stand da Rentalmoz

OUTRAS PRESENÇAS

Para além das empresas presentes neste Especial FNA com reportagens e fotos, estiveram ainda em exposição, com equipamentos e soluções para uma agricultura que se quer profissional, as seguintes empresas: Agrolima, Pousamil, Samurai Machinery, Socimavis, Tracto-Lena e Ventisec, entre outras.

Entreposto Máquinas
AgroGaspares
AgroRibatejo
CarmoFarm
+ Fotos
Alfagrilapa
CYR
Dieci Portugal
Agridirect
Bluemotor/Yamaha
abolsamia julho / setembro
Forte
Herkulis
López Garrido
Pereira & Gomes
Overland
CEPCAR
Stagric
Heliflex
Sagar

Ensaio desenvolvido pela Potenzia, em colaboração com a ANPROMIS, para avaliar a instalação simultânea de uma mistura de culturas de cobertura durante a operação de sacha mecânica

Sacha e culturas de cobertura na mesma passagem

A Potenzia e a ANPROMIS encontram-se a avaliar, em condições reais de produção, uma abordagem inovadora que combina, numa única passagem, o controlo mecânico de infestantes com a instalação simultânea de uma mistura de culturas de cobertura em culturas em linha.

Oensaio, instalado em milho, recorre a um sachador de precisão Einböck

Chopstar equipado com um sistema pneumático de distribuição de sementes, permitindo realizar duas operações numa única passagem: a sacha mecânica e a instalação de uma mistura composta por azevém anual, trevo encarnado, nabo forrageiro, ervilhaca, trigo-sarraceno e feijão-frade.

O objetivo passa por avaliar a capacidade de estabelecer uma cultura de cobertura durante uma operação que já faz parte do itinerário técnico da cultura, evitando uma passagem adicional e analisando o contributo desta abordagem para a proteção do solo, melhoria da sua estrutura e valorização agronómica da entrelinha após a colheita.

Paralelamente, a Potenzia está também a desenvolver ensaios de sacha mecânica em alho-francês, permitindo avaliar o desempenho do Einböck Chopstar numa cultura hortícola de elevado valor acrescentado. Para além do milho e do alho-francês, esta tecnologia pode ser utilizada numa vasta gama de culturas em linha, como girassol, feijão, batata, beterraba, cebola ou soja, adaptando-se às

A mistura de culturas de cobertura começou a emergir na entrelinha do milho após a sua instalação durante a operação de sacha mecânica

diferentes exigências de cada sistema de produção.

O interesse por este tipo de soluções tem vindo a crescer, impulsionado pela redução do número de substâncias ativas disponíveis para o controlo químico de infestantes, pelo aparecimento de resistências e pela necessidade de adotar estratégias de gestão integrada das infestantes. Neste contexto, a eficácia do controlo mecânico depende, em grande medida, da possibilidade de intervir precocemente e com elevada precisão.

Um dos aspetos diferenciadores do Einböck Chopstar é o seu sistema de guiamento por câmara, que identifica continuamente a linha da cultura e ajusta automaticamente a posição da máquina. Esta tecnologia permite iniciar a sacha desde os primeiros estados de desenvolvimento da cultura, trabalhando muito próximo das plantas sem as danificar e aumentando significativamente a eficácia da operação.

A intervenção precoce assume particular importância no controlo de infestantes de difícil gestão, como a figueira-do-inferno (Datura stramonium) e a junça (Cyperus spp.), limitando a sua instalação e desenvolvimento logo nas fases iniciais da cultura e reduzindo a necessidade de intervenções posteriores.

Os resultados destes ensaios serão apresentados no Dia de Campo da ANPROMIS, a realizar em setembro, permitindo aos agricultores observar o comportamento das culturas de cobertura, conhecer o desempenho da tecnologia em diferentes culturas em linha e discutir o potencial desta abordagem em condições reais de produção.

próximo da linha da cultura, aumentando a eficácia do controlo mecânico de infestantes sem comprometer o desenvolvimento das plantas

Potenzia representa a Einböck em Portugal

A Potenzia, empresa que detém a importação das marcas de tratores Massey Ferguson e LS Tractors, é desde o início de 2026 o representante da Einböck em Portugal, fabricante austríaco especializado em soluções para o controlo mecânico de infestantes, gestão de pastagens, mobilização do solo, sementeira e fertilização de precisão.

Fotografia Einböck
Ensaio de sacha mecânica em alho-francês. O sistema de guiamento por câmara permite trabalhar muito

Máquinas em ação marcam a 3ª edição da ExpoAgribar

Durante três dias, Barcelos recebeu agricultores e profissionais do setor na ExpoAgribar, evento que combinou exposição de máquinas, demonstrações em campo e proximidade aos produtores.

Texto Catarina Gusmão

Fotografia Mafalda Martins

AEsteve lá!

ExpoAgribar voltou a abrir portas em Barcelos para a sua terceira edição, reunindo agricultores, concessionários, prestadores de serviços e empresas ligadas ao setor agrícola. A feira, de caráter bianual, decorreu ao longo de três dias em terrenos da Cooperativa Agrícola de Barcelos e deixou-nos a sensação de que tem margem para crescer e afirmar-se como uma referência na região.

Situada no coração da principal zona leiteira do Norte do País, a ExpoAgribar distingue-se pela forte aposta nas demonstrações em campo. Para além da exposição estática de máquinas e equipamentos, os visitantes tiveram oportunidade de ver várias soluções a trabalhar em condições reais, acompanhados pelos técnicos das marcas presentes.

A área de exposição encontrava-se bem organizada. Na zona coberta concentravam-se empresas ligadas à nutrição vegetal e animal, fertilização e outros produtos destinados à atividade agrícola. No exterior, estavam expostos tratores, alfaias, pneus, ATV's, UTV's e outros equipamentos de maior dimensão.

Entre os expositores encontravam-se concessionários de marcas como a New Holland, Kubota, Lamborghini, Fendt, Valtra ou a CLAAS, a par de vários

prestadores de serviços da região, que aproveitaram a feira para mostrar os seus equipamentos e divulgar a atividade que desenvolvem junto dos agricultores.

Um dos pontos fortes da organização foi a ligação entre a zona de exposição e os campos de demonstração. Um comboio turístico circulou continuamente durante os três dias, transportando visitantes para as parcelas onde decorriam as demonstrações, tornando a visita cómoda e facilitando a participação nas demonstrações.

Também a área de restauração e convívio respondeu bem à afluência de visitantes, contribuindo para um ambiente agradável ao longo do evento.

A nossa avaliação é globalmente positiva. Talvez uma divulgação prévia mais intensa pudesse ter atraído mais visitantes profissionais, tal como os acessos ao recinto mereçam alguma atenção futura. Ainda assim, a ExpoAgribar mostrou ter bases sólidas para continuar a crescer e consolidar-se como um ponto de encontro relevante para os profissionais da agricultura do Norte do país.

Com uma presença abrangente de maquinaria, a 3.ª edição da ExpoAgribar agradou à generalidade de todos aqueles que estiveram no certame
Num certame que se pretende afirmar também pela apresentação das tecnologias e propostas mais recentes, não faltaram, no entanto, representantes de um passado que já não volta + Fotos

“Não queremos fazer número de visitantes; queremos qualidade

presidente do Conselho de Administração da Agribar

Agricultor e presidente do Conselho de Administração da Agribar desde 2010, Carlos Miranda acompanhou de perto a evolução da Cooperativa Agrícola de Barcelos e o crescimento da ExpoAgribar. Nesta entrevista exclusiva à revista abolsamia, explica como nasceu o certame, o que o distingue de outras feiras agrícolas e quais os desafios para o futuro.

utilizam: no campo, a trabalhar. No fundo, esta é uma feira de profissionais para profissionais. Queremos juntar agricultores, prestadores de serviços, concessionários, fabricantes e restantes agentes da fileira agrícola, criando um espaço para ver equipamentos a trabalhar, trocar informação e gerar oportunidades de negócio.

O objetivo passa mais pela qualidade do público do que pela quantidade de visitantes?

Exatamente. Nós não queremos fazer número de visitantes; queremos qualidade. Não estamos preocupados em divulgar números astronómicos. Queremos ter cá as pessoas que realmente interessam ao setor. O nosso público-alvo são os agricultores profissionais, os prestadores de serviços, os técnicos, as empresas e todos os agentes económicos ligados ao mundo rural.

Que mensagem deixaria a um agricultor profissional que esteja a pensar visitar a feira?

abolsamia – Como nasceu a ExpoAgribar?

Carlos Miranda – A ExpoAgribar é o resultado de um caminho feito ao longo de muitos anos. Tudo começou com o Dia de Campo, em que convidávamos os nossos associados a visitar os ensaios realizados pelos nossos técnicos nesta quinta, que pertence à Cooperativa há mais de 40 anos. Este espaço sempre teve uma função prática de experimentação. A ideia era testar, aprender e depois transferir esse conhecimento para os associados. Mais tarde, fizemos eventos mais pequenos junto dos nossos armazéns centrais e participámos em várias edições da Expo Barcelos. Depois percebemos que havia condições para criar um evento próprio, dedicado exclusivamente à agricultura. Foi assim que nasceu a ExpoAgribar.

Que conceito quiseram afirmar nesta terceira edição?

Queremos que a ExpoAgribar seja muito mais do que uma feira de máquinas estáticas. Queremos máquinas em movimento, porque é assim que os agricultores as

Diria para vir, porque vai encontrar uma feira com aquilo que realmente lhe interessa. Esta não é uma feira de gastronomia, nem de turismo. É uma feira onde estão os agentes económicos do setor, os representantes das principais marcas, as empresas de máquinas, os

As demonstrações dinâmicas são um dos pontos fortes da feira, segundo Carlos Miranda
Carlos Miranda considera que o crescimento da ExpoAgribar deve acontecer sem perder a identidade que a caracteriza desde a sua origem
Texto e Fotografia Mafalda Martins
Carlos Miranda

prestadores de serviços e as tecnologias ligadas à agricultura e à pecuária. Sim. O cliente quer ser mais eficiente porque isso melhora o resultado final. Isso não mudou. O que mudou foram os requisitos e as ferramentas disponíveis para melhorar a operação.

A presença das principais marcas de máquinas agrícolas é um dos pontos fortes?

Sim. Temos representantes das principais marcas e uma gama muito completa de equipamentos. Mas há também outro aspeto importante: estão presentes mais de 20 empresas de prestação de serviços do concelho de Barcelos. São empresas que hoje têm um papel essencial na mecanização agrícola da região.

Os prestadores de serviços ganharam um peso decisivo?

Ganharam, sem dúvida. Muitos agricultores já não fazem diretamente todos os trabalhos de campo. Recorrem a empresas especializadas, com máquinas, técnicos e capacidade para prestar esse serviço. Esses prestadores são hoje alguns dos principais clientes das máquinas agrícolas na região. São eles que fazem mover uma parte muito importante do mundo da mecanização agrícola e, por isso, fazia todo o sentido estarem presentes na ExpoAgribar.

A feira não se limita à mecanização. Que outras áreas estão representadas?

Temos duas grandes vertentes. Por um lado, a área de campo e das tecnologias de campo, onde mostramos o que há de mais atualizado em maquinaria para milho, forragens, vinha e outras culturas. Por outro lado, temos a área coberta, nos pavilhões, com empresas ligadas à alimentação, à nutrição animal, aos corretivos e às tecnologias associadas à pecuária.

Para o futuro, a localização e os acessos poderão ser alguns dos pontos a melhorar?

As acessibilidades são as que temos. Estamos dentro da malha urbana e não é fácil melhorar muito este local.

Miranda, presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Agrícola de Barcelos, durante a entrevista concedida à revista abolsamia na ExpoAgribar 2026

Estamos disponíveis para pensar o futuro da feira, incluindo a possibilidade de mudar de local. Barcelos tem potencial para fazer uma grande feira agrícola. Estamos no coração de uma região fortemente agrícola e leiteira, e isso dá-nos uma base muito sólida para crescer.

Qual é o segredo para levar este projeto para a frente?

O segredo é trabalho. Muito trabalho, dedicação e espírito de sacrifício. Temos uma equipa muito envolvida e uma cooperativa com cerca de 100 colaboradores. Um evento destes só é possível com uma equipa empenhada. Dá muito trabalho, mas também dá muito gosto, porque sentimos que estamos a contribuir para dinamizar o tecido agrícola e empresarial da região. Quando acreditamos num projeto e percebemos que ele pode ser útil para os agricultores, para as empresas e para a região, vale a pena fazer esse esforço.

Para Carlos Miranda, a ExpoAgribar é o lugar certo para os técnicos testarem as soluções
Carlos

BRÁS & VASCONCELOS

Demonstrações como ferramenta de proximidade

Na sua terceira presença consecutiva na ExpoAgribar, a Brás & Vasconcelos voltou a mostrar, em campo, soluções para o transporte, a mobilização e a preparação do solo.

Porque “é importante o cliente experimentar e tirar as suas próprias conclusões”, explicou à revista abolsamia o responsável comercial, Pedro Monteiro.

Texto e Fotografia Mafalda Martins

Aparticipação da Brás & Vasconcelos na ExpoAgribar 2026 destacou-se pela diversidade de soluções apresentadas em campo, abrangendo operações de transporte, mobilização e preparação do solo. A começar pelo New Holland T5.110 Dynamic, associado ao reboque Reboal M2-14000. Equipado com transmissão Dynamic Command de dupla embraiagem e oito velocidades sob carga por grupo, o trator operou com um reboque de 14 toneladas e 18,1 m³, dotado de chassis boggie, travagem hidráulica e porta traseira hidráulica com trincos hidráulicos.

Também esteve em demonstração o New Holland T6.180, associado a um reboque Joper de 18 toneladas. Dotado de um motor FPT NEF de seis cilindros e 6,7 litros, com potência até 180cv, destina-se a operações de tração e transporte. Por sua vez, o reboque Joper recorre a uma caixa metálica mono -

coque cónica e a uma estrutura assente em chassis tubular, combinadas com suspensão boggie por molas e abertura hidráulica do taipal traseiro, para operações intensivas.

A mobilização de solo esteve a cargo do New Holland T6.160, com potência máxima de 145cv, associado ao cultivador Alpego Cayman. Com três filas de dentes, discos niveladores traseiros e diferentes opções de rolo de acabamento, permite incorporar resíduos vegetais, mobilizar e nivelar o solo numa única passagem.

Para a preparação intensiva do leito de sementeira, o New Holland T7.210 foi apresentado com uma rotofresa articulada Alpego DJ-400. Com quatro metros de largura de trabalho, 16 rotores e 32 facas, a alfaia permite trabalhar até 250mm de profundidade, sendo compatível com tratores entre 130 e 220cv. A largura

Pedro Monteiro, responsável pela área comercial da Brás & Vasconcelos (à esquerda), Brás Monteiro, gerente da empresa (ao centro), e Fernando Fortuna (à direita), parceiro da Brás e Vasconcelos na criação da Montuna

Com três filas de dentes e discos niveladores traseiros, o cultivador Alpego Cayman foi uma das soluções apresentadas pela empresa

de transporte de 2,5 metros facilita as deslocações entre parcelas.

Alpego estreia-se no portefólio da Brás & Vasconcelos

Recentemente integrada no portefólio da Brás & Vasconcelos para os distritos de Braga e Viana do Castelo, a Alpego passou a ser mais uma marca à disposição de agricultores e prestadores de serviços. “É uma marca de prestígio, sem dúvida. Não são máquinas económicas, é verdade, mas distinguem-se pela qualidade e pela assistência que conseguem garantir ao cliente”, explicou Pedro Monteiro.

A ExpoAgribar serviu também para apresentar soluções em exposição estática, entre elas os ATV GOES 400L, GOES 400S e GOES 1000, destinados a aplicações agrícolas, florestais e de lazer, reforçando a oferta da Brás & Vasconcelos no segmento dos veículos utilitários e recreativos.

Montuna marca nova etapa da empresa

A edição de 2026 ficou igualmente marcada pela apresentação da Montuna, nova empresa criada em

O Can-Am Traxter HD10 representa uma das novidades apresentadas durante a ExpoAgribar, assinalando a entrada da Montuna na representação da marca Can-Am no distrito de Braga

As demonstrações dinâmicas constituíram o principal ponto de contacto entre os agricultores e as diversas soluções apresentadas pela Brás & Vasconcelos

parceria com Fernando Fortuna e dedicada à representação da Can-Am no distrito de Braga.

Entre os destaques esteve o Can-Am Traxter HD10, veículo utilitário equipado com motor Rotax V-Twin HD10 de 976 cm³, tração integral selecionável e caixa de carga traseira concebida para aplicações agrícolas, florestais e municipais.

Segundo Pedro Monteiro, a Montuna representa uma aposta numa nova área de negócio, assente na comercialização de veículos Can-Am, na proximidade ao cliente e na criação de experiências ligadas à marca. A empresa pretende desenvolver um programa de expedições e percursos off-road em Portugal e no estrangeiro, criando uma comunidade em torno do universo Can-Am.

Ao conjugar demonstrações em campo, novas representações e o lançamento de um novo projeto empresarial, a Brás & Vasconcelos voltou a utilizar a ExpoAgribar como uma plataforma para aproximar agricultores das soluções que representa. Uma estratégia que, segundo a empresa, “continua a justificar a aposta no certame e a reforçar a proximidade com os clientes da região"

O Goes Terrox 1000 destaca-se pelo motor bicilíndrico de 963cc e 85,7cv, transmissão CVT e capacidade de reboque até 800 kg, características que lhe permitem enfrentar com facilidade os terrenos mais exigentes

S. JOSÉ PNEUS

Conhecimento que faz a diferença

A S. José Pneus marcou presença na ExpoAgribar ao lado do agente, Novais & Ferreira, para dar a conhecer soluções de pneus agrícolas BKT e “transmitir conhecimento”.

Texto e Fotografia Mafalda Martins

Para o Responsável de Vendas para o mercado português, Miguel Frutuoso e Melo, este tipo de eventos permite "estar próximo do utilizador e transmitir conhecimento", uma vez que a BKT disponibiliza "as melhores soluções em pneus para veículos agrícolas, em termos de rentabilidade", razão pela qual a empresa selecionou três gamas adaptadas às culturas predominantes da região.

Entre os destaques esteve o BKT Agrimax Teris, desenvolvido para ceifeiras-debulhadoras. De entre as principais características, destaca-se o design do ombro arredondado que reduz os danos nas culturas durante as manobras, enquanto o flanco e o talão reforçados aumentam a resistência em condições severas de trabalho.

Outro dos pneus em evidência foi o Agrimax V-Flecto, dotado de tecnologia VF (Very High Flexion), que “permite ao agricultor trabalhar com pressões mais baixas e cargas mais elevadas, traduzindo-se numa menor compactação do solo", referiu o responsável. A estas características junta-se o piso R-1W que favorece a tração e a autolimpeza, reduzindo a compactação do solo.

Concebido para tratores de elevada potência, o V-Flecto destina-se, sobretudo, a operações exigentes de mobilização do solo e transporte

Completou a seleção o Agrimax Factor, o mais recente pneu agrícola para tratores. Desenvolvido com novos compostos de borracha e um desenho de piso com tacos mais longos e maior espaçamento entre blocos, o modelo procura maximizar a tração, reduzir a resistência ao rolamento e diminuir o consumo de combustível.

Na perspetiva de Paulo Figueiredo, colaborador da Novais & Ferreira, a ExpoAgribar constitui "uma oportunidade para mostrar o produto que temos e dar a conhecer ao agricultor as soluções disponíveis". Uma proximidade que se reforça na assistência técnica prestada durante as campanhas agrícolas.

Da esq. para a direita: Luiz Araújo, Miguel F. Melo e Paulo Figueiredo

EXPOAGRIBAR EM IMAGENS

A par dos concessionários já apontados, a ExpoAgribar reuniu ainda várias outras empresas, como é o caso da Visão Agrícola, a ADJ, a Reptractor, a Agros Comercial e a Agripalmeira, entre muitas mais. Representantes que aproveitaram o evento para expor equipamentos e reforçar a proximidade com os agricultores da região.

AMPLAGAMADECONTRAPESOS
NOVIDADE
Nova Série TracLift
ADJ
Agros Comercial
Visão Agrícola | Pulverizadores Rocha
+ Fotos
Agripalmeira
CarmoFarm
Reptractor

MANUTENÇÃO PREDITIVA COM O APOIO NEW HOLLAND

Revisões em dia, trator para a vida

Neste 3.º episódio da rubrica

“Manutenção Preditiva com o apoio da New Holland”, voltamos a nossa atenção para os tratores agrícolas, sejam eles especializados ou utilitários. Escrutínio em que contámos com o apoio de dois concessionários: a Auto Agrícola Sobralense e a Matos & Prata, oficinas especializadas nos modelos Boomer, T4 F, T4 FS, T4S e T5 Utility. Duas realidades para uma e mesma conclusão: só o cumprimento das revisões programadas, por técnicos especializados, garante uma vida longa ao trator.

https://agriculture.newholland.com/pt-pt/europe Patrocínio

Fotografia

PLANO DE MANUTENÇÃO: COMO PROCEDER

para maximizar o rendimento das máquinas agrícolas.

D Verificar o nível do óleo do motor;

D Drenar água e resíduos dos depósitos de combustível;

D Remover lixo e detritos orgânicos acumulados.

D Limpar o condensador do ar condicionado, o refrigerador da transmissão e o radiador principal

D Cumprir as operações de manutenção inicial recomendadas pelo fabricante;

D Lubrificar: veio de transmissão da tração às quatro rodas, cilindros de direção, suportes de articulação do eixo, veio da tração traseira, engate de três pontos e elevadores dianteiro e traseiro.

Sempre

que surgir uma mensagem de alarme

D Limpar o filtro de ar;

D Reabastecer o óleo dos travões e drenar o líquido do filtro de combustível;

IntervaloPrincipais operações

Diário / 10 hVerificar níveis e limpeza

50 h Lubrificação geral

100 h Limpeza dos sistemas de refrigeração

Conforme necessárioVerificações de segurança e níveis

Com alarmesLimpeza/substituição de filtros e fluidos

O PAPEL DO ÓLEO DO MOTOR

Porque utilizar o óleo correto aumenta a proteção do motor e a durabilidade dos componentes, a New Holland recomenda, para os seus tratores agrícolas, óleos que cumpram a norma CNH Industrial MAT3571 ou MAT3572, bem como as especificações API CK-4 e ACEA E8/E11 — e desaconselha aditivos não aprovados pelo fabricante. Quando as recomendações não são seguidas, os intervalos encurtam:

D Óleo fora da norma MAT3571/MAT3572 → intervalo reduzido em 50% (máx. 300 h);

D Óleo recomendado New Holland → intervalo normal do fabricante.

A viscosidade deve ser escolhida em função da temperatura ambiente, sem esquecer que a qualidade do gasóleo, o teor de enxofre e a percentagem de biodiesel também influenciam os intervalos de manutenção:

D SAE 0W-40 → de -40 °C a +50 °C;

D SAE 10W-40 → de -25 °C a +40 °C;

D SAE 10W-30 → de -20 °C a +40 °C;

D SAE 15W-40 → de -10 °C a +30 °C.

A New Holland recorda que a utilização de óleos fora da norma reduz o intervalo de manutenção em 50%

Auto Agrícola Sobralense:

T4 F, T4 FS e Boomer, especializados com cuidados específicos

Na Auto Agrícola Sobralense, concessionário especializado nos tratores estreitos e compactos da New Holland — as gamas T4 F, T4 FS e Boomer —, a oficina conhece bem o habitat destas máquinas: vinhas, pomares e explorações onde o pó, as folhas secas e os fitossanitários exigem cuidados redobrados.

Embora necessitando de uma atenção permanente, a limpeza, tanto do radiador, como dos filtros de ar, deve ser feita de forma correta

A Auto Agrícola Sobralense tem nos tratores especializados uma forte componente do seu trabalho. Em particular, os New Holland T4 F, T4 FS e Boomer

FILTROS DE AR E RADIADORES: LIMPAR SIM, MAS COM TÉCNICA

D O filtro de ar primário pode e deve ser limpo pelo operador; o secundário nunca deve ser soprado — substitui-se, sempre;

D A limpeza faz-se com ar comprimido no sentido contrário ao da aspiração natural do motor e a uma distância segura, para não furar o elemento filtrante — regra que vale também para os radiadores de refrigerante, intercooler, óleo, gasóleo...;

D A periodicidade depende do trabalho: no inverno, o filtro pode aguentar semanas; no verão, com pó intenso, a limpeza pode ter de ser diária;

D Não esperar pelo aviso no painel — “não vale a pena chegar ao aviso”, resume a equipa técnica;

D Um radiador obstruído provoca sobreaquecimento, maior consumo e imobilizações em plena campanha;

D Atenção à acumulação de palhas e folhas secas nas zonas quentes do motor, que podem atingir 400 a 500 °C — na desponta da vinha, as folhas cortadas secam numa semana e “são gasolina autêntica”;

D E um inimigo inesperado: os roedores, que roem cablagens e causam avarias intermitentes.

D Retém as partículas grosseiras e a água de condensação, antes dos dois filtros principais;

D Está em zona visível precisamente para o operador o verificar — idealmente todos os dias, no mínimo semanalmente;

D Não deve ser soprado com ar comprimido; as partículas grossas saem com facilidade;

D Detritos a aparecer todas as semanas são sinal de depósito contaminado — deve ser drenado e limpo por completo;

D Sendo um dos filtros principais, tem sensor de água e purgador: quando o sistema avisa, a água já se acumulou.

Estação de carga de A/C ligada a um trator com cabine Blue Cab 4

CABINE: CATEGORIA 2 NO DIA A DIA, CATEGORIA 4 NOS FITOFÁRMACOS

D Em mobilização de solo ou transporte (80 a 90% do tempo), o ar entra pelo filtro de categoria 2, que retém poeiras — pode e deve ser limpo pelo operador, tal como o filtro de ar do motor;

D Na categoria 4, para aplicação de fitofármacos, o ar entra por um filtro multicamadas (papel, carbono e componente mineral), num sistema selado, com a cabine pressurizada;

D Este filtro tem indicador de saturação no painel: substitui-se às 150 horas de pulverização ou, obrigatoriamente, às 1.200 horas do trator;

D Filtros de marca branca filtram menos e degradam-se mais depressa — comprometem o evaporador, a eficiência do ar condicionado e a própria saúde do operador;

D Grande parte das avarias de ar condicionado nasce do desleixo: pó e condensação formam uma pasta que impede a refrigeração — além dos tubos que roçam no chassis até rebentar.

Embora por vezes negligenciados pelo operador, os filtros são um componente fundamental para o desempenho do trator.

ADBLUE, ELETRÓNICA E PEQUENOS GESTOS

QUE SALVAM CENTRALINAS

D O AdBlue cumpre a norma ISO 22241 e deve ser armazenado em local fresco: exposto ao calor, degrada-se rapidamente — bem acondicionado, a validade é de seis meses;

D Soldaduras no trator são a evitar: com centralinas a bordo, qualquer intervenção do género deve passar primeiro pelo concessionário;

D Depois dos tratamentos fitossanitários, lavar a unidade: os produtos são corrosivos e, sobre fios e conectores, geram maus contactos e avarias futuras;

D Em paragens longas, pôr o motor a trabalhar periodicamente até atingir a temperatura — ou usar um carregador de manutenção de baterias;

D Evitar o ralenti prolongado, pois é a trabalhar a temperaturas altas que o sistema de pós-tratamento de gases se torna mais eficiente

D Ler os alertas como um semáforo: verde é funcionamento normal, âmbar com exclamação pede atenção, vermelho com “STOP” obriga a parar imediatamente a unidade — a simbologia é universal e está no manual do operador;

D Nos modelos com eixo SuperSteer, não esquecer o ponto de lubrificação traseiro da calha — é o menos lubrificado e, sem ele, o eixo ganha folgas e sobrecarrega as restantes ligações.

GARANTIA: AS REGRAS DO JOGO

D Todos os tratores New Holland têm 24 meses de garantia de fábrica — na gama Boomer, 24 meses ou 1.500 horas;

D A utilização de componentes não originais — filtros, sensores, lubrificantes — pode invalidar a garantia;

D O mesmo acontece se as manutenções forem feitas fora da rede oficial: sem histórico no concessionário, não há como comprovar que foram executadas corretamente;

D A regra estende-se às extensões de garantia e contratos de manutenção — tema do próximo episódio desta rubrica.

Quanto custa uma manutenção programada?

Uma das maiores falácias sobre as manutenções programadas é a de que fazê-las nos concessionários oficiais é sempre mais caro. Para desmistificar a ideia, a Auto Agrícola Sobralense revelou-nos o que compõem — e quanto custam, em valores estimados — as principais revisões dos seus especializados:

ModeloRevisãoPrincipais operações PVP (estimativa)

Boomer 55 Cab S300 h

Boomer 55 Cab S600 h

Óleo e filtro do motor, filtros de combustível e hidráulico, limpeza de filtros de ar, níveis, correias e folgas, lavagem e lubrificação

Óleo e filtro do motor, filtro do óleo da transmissão, filtro primário de ar, filtros de cabine e de combustível, níveis, correias e folgas, lavagem e lubrificação

T4.120F Cab600 h

T4.120F Cab1.200 h

Óleo e filtro do motor, filtros do hidráulico e combustível, filtro externo de ar, níveis do eixo dianteiro e redutoras, correias, luzes, afinações, lavagem e lubrificação 812 €

Óleos e filtros do motor e hidráulico, filtros de combustível e de ar, óleo do eixo dianteiro e redutoras, correias do alternador e A/C, filtro do fluido de escape, afinações, lavagem e lubrificação 2.630 €

T4.110F S Cab1.200 h Idem T4.120F (1.200 h), com substituição de correia e do líquido de refrigeração 2.460 €

Ao contrário do que muitos clientes pensam, fazer as revisões num concessionário oficial e especializado é, acima de tudo, garantia de uma manutenção bem feita e de um trator em condições de suportar qualquer campanha

Matos & Prata:

T4S e T5 Utility, a rotina

que evita a fatura

Na Matos & Prata, concessionário especializado na manutenção dos utilitários T4S e T5 Utility — tratores de vocação generalista e presença constante nas explorações portuguesas —, a lição repete-se na oficina. “"O fabricante tem em conta as características dos componentes: são projetados para uma determinada durabilidade”, explica Pedro Carvalho, Service Zone Manager da CNH, sobre o respeito pelos intervalos definidos pela marca.

O CASO QUE NINGUÉM QUER REPETIR

Um T4 parou em plena estrada. Só aí o operador verificou o nível do óleo — e já não havia nada para verificar.

D A perda de viscosidade fez os segmentos aquecer e o bloco subir de temperatura até ao agarramento total do motor;

D A reparação obrigou a abrir o motor: pistões e segmentos novos, retificação do bloco e verificação do sistema de injeção;

D Resultado: uma fatura na ordem dos 8.000 euros, custo manifestamente superior ao valor acumulado das manutenções que o cliente nunca fez.

ÁGUA NO COMBUSTÍVEL: GESTOS DIÁRIOS DO OPERADOR

D “Qualquer gasóleo, por melhor que seja, vai trazer sempre água de condensação”, avisa o responsável da CNH — drenar o purgador do filtro decantador é tarefa periódica do operador;

D O sensor de água no combustível existe, “mas essa deteção pode já ser tardia” — a inspeção visual continua insubstituível;

D Comunicar as anomalias à oficina, em vez de assumir que “alguém trata disso”: muitos proprietários julgam, erradamente, que o concessionário faz as revisões sem que sejam pedidas.

FILTROS DE COMBUSTÍVEL: PORQUE

NEM TUDO O QUE PARECE É

Um estudo da CNH Parts & Service comparou um filtro de combustível original (Ref. 84278636) com duas alternativas da concorrência:

D F iltração garantida: 600 horas no original, contra cerca de 300 e 180 horas nos aftermarket;

D Resistência à pressão: 600 ciclos sem falha no original; falhas aos 400 e aos 100 ciclos na concorrência;

D Construção: materiais específicos para separação da água e grampo metálico reforçado no original; vedações deficientes e risco de fugas e contaminação nos aftermarket;

D Conclusão: menor durabilidade, menor resistência mecânica e menor eficiência de filtração nas soluções aftermarket— com risco acrescido para o sistema de injeção.

Um filtro original é sempre garantia de uma maior eficiência… e proteção para o trator

LIMPEZA: DEZ MINUTOS QUE VALEM 2.500 EUROS

Questionado sobre o erro mais frequente nos tratores que entram na oficina, António José Raposo, técnico de mecânica da Matos & Prata, não hesita: “Principalmente é a falta de limpeza, nos radiadores e nos ar condicionados, que causa avarias e transtornos muito caros”

D Manutenção preventiva do ar condicionado: antes da campanha;

D Reparação após negligência (filtros atascados, tubo rebentado, condensador danificado): facilmente chega aos 2.500 euros;

D Prevenção diária: dez minutos para sacudir os filtros da cabine e manter o condensador limpo — com o pó do verão, dois a três dias bastam para o atascar.

ÓLEOS ORIGINAIS E TÉCNICOS

CERTIFICADOS: A PROVA DOS NÚMEROS

SOMOS

CONCESSIONÁRIOS HÁ

25 ANOS. OS CLIENTES A QUEM MANTEMOS AS MANUTENÇÕES

PREVENTIVAS TÊM

TRATORES COM 10, 12, 15, 20 MIL HORAS SEM PROBLEMAS DE MOTOR

Nuno Cordeiro

Matos & Prata

A RETER

D “Essa história de que o lubrificante, seja de que marca for, dá em todo o lado, hoje em dia não faz qualquer sentido”, sublinha Nuno Cordeiro, da Matos & Prata — as especificações existem para garantir durabilidade e resistência;

D Óleos fora de especificação, ou com excesso de horas, perdem propriedades e refletem-se em desgaste acelerado — sobretudo travões e bombas hidráulicas;

D Componentes como o filtro de respiro do motor — que, se não forem corretamente verificados/substituídos, aumenta a pressão no cárter e pode danificar o turbo — só são corretamente tratados por técnicos com formação específica de modelo;

D Os mecânicos das oficinas oficiais recebem cerca de uma semana de formação da marca todos os anos e conhecem os pontos chave de cada modelo.

D O plano de manutenção não é burocracia: cada intervalo corresponde à durabilidade projetada dos componentes;

D Filtro de ar secundário e filtro de cabine categoria 4 nunca se limpam — substituem-se; o primário limpa-se no sentido contrário à aspiração;

D A água no gasóleo é inevitável — verificar o pré-filtro e drenar o purgador são tarefas do operador;

D Uma mudança de óleo custa infinitamente menos que um motor "agarrado" — e dez minutos de limpeza diária evitam reparações de 2.500;

D Peças, filtros e óleos não originais — e manutenções fora da rede oficial — fazem perder a garantia de fábrica;

D Revisões programadas no concessionário são um investimento na tranquilidade do agricultor — e os preços desmentem o mito de que sai sempre mais caro.

A New Holland disponibiliza uma rede de concessionários e serviços pós-venda em todo o país, assegurando assistência técnica, peças originais e soluções de manutenção para maximizar o rendimento das máquinas agrícolas.

Fundada há uma década, a filial de Viseu da Auto Agrícola Sobralense consolidou-se como concessionário de referência para a região do Dão, graças também à abrangente oferta New Holland

Uma década a crescer no coração da Beira 10 ANOS

A Auto Agrícola Sobralense acaba de assinalar mais uma data importante. A sua filial de Viseu celebrou, no passado dia 6 de junho, dez anos de atividade na região do Dão, consolidando uma presença que tem contribuído, igualmente, para fazer deste concessionário New Holland uma referência incontornável da mecanização agrícola no centro do país.

Instalada na Quinta da Alagoa, na Estrada de Nelas, em Ranhados, a filial de Viseu da Auto Agrícola Sobralense Lda. nasceu com a mesma filosofia da casa-mãe, fundada em 1974 por Pedro e Estefânia Penedo, em Sobral de Monte Agraço: excelência na assistência pós-venda, carros-oficina a garantir uma resposta permanente e imediata, pessoal especializado na resposta às necessidades de cada cliente e uma secção de peças bem equipada.

Ao longo de uma década, a Auto Agrícola Sobralense Viseu consolidou-se como ponto de referência para agricultores, vitivinicultores e prestadores de

Localizada na Quinta da Alagoa, Estrada de Nelas, em Ranhados, a filial de Viseu da Auto Agrícola Sobralense dispõe de instalações capazes de responder às necessidades dos agricultores durienses

serviços de todo o distrito de Viseu, graças também a uma oferta de equipamentos que abrange tratores

New Holland de 25 a 400cv e alfaias de marcas como Galucho, Herculano, Stagric, Rocha , Agroramoa, Clemens, TMC Cancela e Herkulis, entre outras.

Um marco simbólico destes dez anos foi a venda da primeira vindimadora automotriz New Holland Braud 8030L para a região do Dão — um momento que a empresa classificou já como emblemático na sua história em Viseu.

A representação da marca alemã Clemens, em parceria com a Jopauto e com cobertura de todo o distrito, é outro sinal da aposta na especialização.

Portas Abertas são referência

A filial viseense cresceu sob a liderança de Francisco Penedo e dos seus irmãos, que, inclusivamente, tornaram as suas Portas Abertas, em 2017, num evento de referência, reunindo mais de 1200 clientes, fornecedores e amigos do concessionário.

Hoje, sob a gestão de Diogo Penedo e Lúcia Ribeiro, a empresa mantém o compromisso de honrar esse legado e de continuar a servir a agricultura da região com o mesmo espírito de ambição e determinação que a fundou.

Diogo Penedo e Lúcia Penedo, ladeados por responsáveis da New Holland Portugal, são dois dos rostos da atual gestão da Auto Agrícola Sobralense

Fotografia Auto Agrícola Sobralense
Fotos

Matos & Prata

Sessenta anos a primar pela assistência técnica no interior

Fundada em 1969, a Matos & Prata conta, com 55 colaboradores, quatro filiais e cerca de 30% de quota de mercado nos distritos da Guarda e Castelo Branco. Números que a posicionam como uma das principais referências da mecanização agrícola na região, mercê, igualmente, do mote lançado pelo fundador, Laurindo Prata: "Mais importante do que vender um trator é garantir que o cliente fica bem servido”.

AMatos & Prata chegou às quase seis décadas de atividade com os pés bem assentes no interior do país — e com a mesma filosofia que guiou os seus fundadores. "Vender custa pouco. Manter o cliente ao longo dos anos e manter as famílias é muito mais difícil ", recorda o gerente José Prata, citando o pai, um dos pilares históricos da empresa sediada na Guarda.

Nascida numa região de forte tradição agrícola, a empresa teve como primeira marca a Massey Fergu-

Da esq. para a dir: José Prata, gerente da Matos & Prata; Pedro Carvalho, Service Zone Manager na CNH Industrial; e Nuno Cordeiro, administrador da Matos & Prata

son, até que, em 2000, a transferência para a New Holland acabaria por revelar-se um passo decisivo. "Mudámos de marca porque ficámos sem o modelo que representava mais de 90% das nossas vendas", afirma José Prata, recordando que a transição foi rápida e cirúrgica: "Tomámos a decisão e ao fim do mês já tínhamos tratores New Holland." Mudança que, ainda assim, não evitou que a Matos & Prata, então já dominante no mercado onde opera, continuasse a ser líder.

O peso do pós-venda

Atualmente, o pós-venda é, assumidamente, o centro de gravidade do negócio. A Matos & Prata dispõe de um setor interno de retificação de motores — "somos praticamente autónomos", sublinha José Prata —, e os próprios concorrentes recorrem às suas instalações para este serviço.

A telemetria surge agora como novo instrumento de apoio proativo: "Sabemos as horas que cada trator tem, os consumos, o aquecimento. Podemos antecipar as necessidades de manutenção antes de o cliente sequer saber que as tem", explica Nuno Cordeiro, responsável pelo pós-venda.

Mão de obra é dificuldade

A captação de novos técnicos é, porém, a principal preocupação. "Já não são mecânicos, são técnicos", defende José Prata, sublinhando a necessidade de mudar a imagem da profissão junto dos jovens. Com oito técnicos na Guarda e uma média de idades a rondar os 40 anos, a empresa aposta na formação em parceria com escolas profissionais. O futuro passa por aí — e pela convicção de que a assistência vem sempre antes da venda.

Fotografia Mafalda Martins
A equipa de técnicos que trabalha nas oficinas da Matos & Prata, na Guarda
+ Fotos

DEPOIS DO SUCESSO DOS COMPACTOS E UTILITÁRIOS

TYM eleva a potência em Portugal com T6115 e T6130

A TYM está a mudar de posicionamento no mercado português. Depois de construir reputação com uma gama assente em tratores compactos e utilitários, o fabricante sul-coreano, distribuído em Portugal pelo Entreposto Máquinas, aponta agora a potências maiores, ameaçando o terreno das marcas europeias mais estatutárias. As novidades têm por nome T6115 e T6130.

Fotografia Entreposto Máquinas

Depois de uma implementação construída, em Portugal, com o foco, maioritariamente, nas pequenas e médias explorações, a sul-coreana TYM renova ambições, com o propósito de deixar de ser vista apenas como alternativa a produtos de entrada de gama, para passar a disputar diretamente clientes de agricultura extensiva e prestadores de serviço — um segmento, diga-se, tradicionalmente dominado por marcas europeias e norte-americanas de maior implantação histórica.

A ambição de entrada nesta categoria não constitui, no entanto, um lançamento isolado, mas mostra ser, sim, o passo seguinte de uma estratégia de crescimento que a TYM vem consolidando no mercado português. A marca tem apostado em cobrir progressivamente todo o espectro de necessidades de uma exploração agrícola, florestal ou de manutenção de espaços verdes — dos compactos aos utilitários — e os novos T6115 e T6130 representam agora a tentativa de fechar essa cobertura pelo topo. Passando, assim, a competir num segmento em que a decisão de compra costuma passar mais pela imagem de marca e a rede de assistência, do que pela ficha técnica do trator.

Motor e garantia

De resto, para sustentar essa credibilidade junto de um público mais exigente, a TYM recorre a dois argumentos centrais de posicionamento: a motorização Deutz e a garantia. Os novos modelos são equipados com motor alemão Deutz TCD de 3,6 litros, quatro cilindros e homologação Stage V, opção que associa o nome da TYM a um fornecedor de referência europeia, reforçando, dessa forma, a perceção de fiabilidade num segmento em que a marca sul-coreana ainda não tem histórico.

A este aspeto soma-se uma garantia oficial de 5 anos, política que a TYM apresenta como um dos compromissos mais competitivos do setor e que funciona, sobretudo, como uma declaração de con-

Especificação

6115 TYM 6130

MOTOR Deutz TCD 3.6 L4 (Stage V)Deutz TCD 3.6 L4 (Stage V)

POTÊNCIA 111 CV (83 kW)

CV / 127 CV (95 kW)

TRANSMISSÃO 32 x 32 com Creeper e Power Shuttle 36 x 36 com Creeper e Módulo Eletrónico

CAPACIDADE DE ELEVAÇÃO 2.725 kg (Engate de 3 pontos Cat. 2)

kg (Engate de 3 pontos Cat. 2)

fiança da marca na durabilidade dos seus próprios tratores.

Números ao serviço do argumento de marca

Em termos de potência, o T6115 desenvolve 111 cv e o T6130 sobe até aos 127cv, valores que colocam a TYM, pela primeira vez, dentro do intervalo de potência disputado pelos principais concorrentes de campo aberto.

A capacidade de elevação do engate - 2.725 kg no T6115 e 3.743 kg no T6130 - segue a mesma lógica de equiparação, tal como as transmissões (32x32 no T6115, 36x36 com módulo eletrónico no T6130) e a oferta de diferentes tipologias de pneus - agrícolas, turf ou industriais - permitem pensar numa utilização em realidades de exploração distintas.

Mais do que características isoladas, estes números funcionam como prova de conceito da estratégia da marca: mostrar que a TYM consegue replicar, num segmento novo, a relação preço-robustez que já lhe granjeou espaço nos compactos e utilitários.

Um ecossistema à disposição

A juntar a estes argumentos, toda uma linha de acessórios TYM — carregadores frontais, corta-relvas e retroescavadoras acopláveis — que a marca tem vindo a desenvolver, de forma consistente.

Neste ecossistema TYM, que a partir de agora se estende também aos modelos de maior potência, cada modelo de trator é desenhado para trabalhar com uma vasta linha de acessórios, também eles

Versáteis quanto ao tipo de utilização para o qual são concebidos, os tratores TYM têm vindo a afirmar-se nas pequenas e médias explorações

A nova série 6 da TYM já marcou presença na última edição da Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, com elevadas expectativas produzidos pela marca. A começar nos carregadores frontais, os quais, equipados com controlos por joystick ergonómicos e sistemas de autonivelamento, transformam o trator numa ferramenta de movimentação de cargas em segundos; os corta-relvas, a garantirem um corte limpo e uma distribuição homogénea do material orgânico mesmo em linhas estreitas; ou ainda as retroescavadoras traseiras acopláveis, o acessório ideal para trabalhos de infraestrutura, abertura de valas de irrigação e limpeza de canais.

Ao mesmo tempo que sobe o patamar das potências, a TYM oferece todo um ecossistema próprio, do qual fazem parte carregadores frontais, cortarelvas e retroescavadoras acopláveis, entre muitas outras soluções

FARMAX R85, R75 E R70

TRAÇÃO, CONFORTO E PROTEÇÃO DO SOLO

Os pneus radiais para tratores FARMAX R85, R75 e R70 foram desenvolvidos para responder às exigências da agricultura moderna, assegurando elevados níveis de tração, excelente capacidade de carga, conforto para o operador e menor compactação do solo. Concebidos para tratores de elevada potência, combinam tecnologia avançada ao nível do piso com uma robusta construção radial, maximizando a produtividade tanto em trabalhos de campo como em transporte.

Asprincipaisvantagenssão:

Geometria otimizada das barras para maximizar a tração e garantir um comportamento suave em estrada.

Desenho do piso com elevada capacidade de autolimpeza, mesmo em condições de campo difíceis.

Maior sobreposição das barras na zona central para reduzir vibrações e aumentar o conforto durante o transporte.

Ângulo otimizado das barras laterais para favorecer a

evacuação da lama e manter a aderência em solos húmidos.

• Nos modelos FARMAX R75 e R70, perfis mais largos e maior volume interno de ar permitem trabalhar com pressões mais baixas e suportar cargas superiores.

• Maior superfície de contacto com o solo, assegurando uma distribuição mais uniforme do peso da máquina.

• Mais barras em contacto com o terreno, reduzindo a patinagem e melhorando a eficiência de tração.

• Menor consumo de combustível, graças à redução do deslizamento das rodas.

• Carcaças radiais robustas e compostos de elevada qualidade garantem maior resistência ao desgaste, cortes e esforços mecânicos.

• Menor pressão sobre o solo, contribuindo para preservar a sua estrutura e fertilidade.

• Aumento da produtividade a longo prazo e maior conforto do operador, graças à melhor absorção dos choques.

FARMAX R65 X3: a próxima evolução

O FARMAX R65 X3 representa uma evolução do FARMAX R65, incorporando um design melhorado, desenvolvido para proporcionar níveis superiores de desempenho, durabilidade e eficiência nas aplicações agrícolas modernas. Concebido para responder às crescentes exigências dos atuais tratores de elevada potência, o R65 X3 baseia-se nas qualidades comprovadas do FARMAX R65, introduzindo melhorias significativas ao nível da conceção.

Eisasvantagens:

• Novo desenho do piso e carcaça reforçada para suportar binários mais elevados.

• Maior resistência a perfurações, danos provocados pelo restolho e desgaste abrasivo.

• Capacidade de autolimpeza melhorada, facilitando a expulsão da lama e dos detritos acumulados.

• Tração constante, mesmo em condições de trabalho exigentes.

• Perfil baixo da série 65, que proporciona uma ampla superfície de contacto com o solo.

• Redução da compactação do terreno e da formação de rodeiras.

• Excelente distribuição das cargas e maior estabilidade da máquina.

• Transferência mais eficiente da potência do trator para o solo.

• Elevado desempenho, tanto em trabalhos intensivos no campo como em transporte rodoviário.

• Maior vida útil do pneu e superior eficiência operacional.

NOVA GARANTIA DE DEZ ANOS

ACRESCENTA VALOR A LONGO PRAZO

A nova garantia limitada de fabrico de dez anos para os pneus radiais agrícolas elegíveis proporciona aos utilizadores profissionais e distribuidores uma segurança financeira e operacional sem paralelo. Esta extensão da cobertura constitui uma prova concreta da qualidade de fabrico, da integridade dos materiais e da durabilidade em serviço que caracterizam a moderna gama de pneus radiais da CEAT Specialty.

De acordo com o novo enquadramento, em vigor desde 1 de abril de 2026, todos os pneus radiais agrícolas elegíveis da CEAT passam a beneficiar de uma garantia limitada de fabrico de dez anos, substituindo a anterior cobertura de sete anos nos mercados da Europa, Médio Oriente, América do Norte e restantes regiões do mundo. Os pneus agrícolas de construção diagonal, sujeitos a condições estruturais e térmicas diferentes, continuarão a ser abrangidos pela garantia limitada de cinco anos.

ESPALHADORES DE ESTRUME HME

Durabilidade, funcionalidade e tecnologia

A Herculano acaba de lançar a nova gama de espalhadores de estrume HME, uma família de equipamentos desenvolvida a partir de um processo de renovação e aperfeiçoamento da oferta existente, com o objetivo de responder de forma mais eficaz às exigências da agricultura moderna. Disponível, para já, nas versões HME 14 e HME 18, a nova série distingue-se pela construção galvanizada, garantia de maior durabilidade e redução dos custos de manutenção ao longo da vida útil do equipamento. Com um comprimento total de 9,65 m, 2,55 m de largura e 3,20 m de altura total, o HME 18 anuncia uma capacidade até à porta da guilhotina de 14,1 m³

Pensados como uma evolução da anterior geração, os novos espalhadores de estrume HME apresentam um design renovado, alinhado com a imagem dos modelos HMB, além de incorporarem uma estrutura de duplo chassis. Esta solução permite reduzir, desde logo, a altura da caixa, facilitar o processo de galvanização e otimizar o transporte internacional, possibilitando a expedição dos equipamentos em contentores marítimos.

Um dos principais argumentos da nova gama reside, no entanto, no processo de galvanização, realizado por imersão a quente, com o objetivo de revestir o metal com uma camada uniforme de zinco. Solução que, segundo a empresa portuguesa, garante uma proteção dos componentes contra a corrosão ao longo de uma vida útil que pode atingir os 20 a 30 anos, inclusive, nos casos em que o equipamento é frequentemente sujeito à ação erosiva dos fertilizantes e agentes químicos agressivos, assim como aos impactos e abrasão.

9,65 m

Fotografia Herculano

Situação que, ao mesmo tempo, também assegura uma redução, de forma significativa, das necessidades de manutenção.

Equipamento em alta

Os novos espalhadores HME surgem equipados com caixa monocoque totalmente metálica, dois rolos verticais sem-fim, porta hidráulica, esteira acionada hidraulicamente, lubrificação centralizada manual, iluminação LED e grupo espalhador desmontável. Sendo que, do equipamento de série, fazem ainda parte o descanso hidráulico rebatível,

Com uma estrutura monocoque totalmente metálica, a nova gama HME vem posicionar-se no patamar dos espalhadores de estrume de maior dimensão, concebidos para explorações agrícolas de uso profissional e intensivo.

3,20 m

o cardan homocinético, a caixa de ferramentas e diversos dispositivos de segurança, iluminação e sinalização em conformidade com a legislação em vigor. A velocidade da tomada de força é 1.000 rpm em toda a gama.

Para os clientes que pretendem soluções ainda mais equipadas ou específicas, a Herculano desenvolveu, igualmente, novos opcionais, dos quais se destacam os taipais suplementares galvanizados, a possibilidade de controlo por ISOBUS e ainda a incorporação de sistema DPA com células de carga. Tecnologia que permite adequar a distribuição de estrume de acordo com a velocidade do trator — garantindo que, independentemente da velocidade ou do terreno (incluindo zonas acidentadas, com inclinações ou curvas apertadas), a matéria orgânica é uniformemente distribuída.

Inovação com garantia

Com esta renovação da oferta, a Herculano reforça a aposta na inovação e na adaptação às necessidades dos mercados nacional e internacional, disponibilizando soluções concebidas para aumentar a durabilidade, a eficiência e a funcionalidade nas operações de fertilização orgânica.

Recordar, ainda, que todos produtos Herculano têm garantia de 24 meses, com substituição de peças assegurada por um mínimo de 10 anos.

Produto em Foco

Galvanização por imersão a quente: o segredo da proteção

A galvanização é o processo de revestimento de metal com uma camada de zinco, que cria uma forte proteção contra a corrosão. Na Herculano é utilizada a galvanização por imersão a quente, que garante uma camada espessa e uniforme de zinco que protege o metal de forma eficaz e duradoura.

1. Maior durabilidade e longevidade

A galvanização oferece uma proteção contínua e duradoura contra a corrosão, com uma vida útil que pode atingir 20 a 30 anos, resistindo às condições agrícolas mais exigentes.

2. Menor necessidade de manutenção

A galvanização é uma solução de baixo custo de manutenção. Mesmo que o revestimento sofra arranhões ou danos, o zinco continua a proteger o metal subjacente, graças ao seu efeito de proteção catódica.

3. Resistência a condições climáticas adversas

Os espalhadores de estrume são frequentemente expostos a fertilizantes corrosivos e outros elementos químicos agressivos.

A galvanização por imersão a quente, também da caixa monocoque, é uma das principais qualidades da gama HME, que, por este motivo, reivindica até 30 anos de vida útil

• Taipais suplementares galvanizados (30 e 50 cm)

• Controlo por ISOBUS

• Sistema de Débito Proporcional ao Avanço (DPA) com células de carga

• Porta condicionadora de espalhamento

• Diversos tipos de cubos, eixos e rodas

• Pirilampo LED

• Travagem hidráulica ou pneumática

A galvanização oferece uma resistência incomparável a estes fatores, proporcionando uma proteção eficaz contra a corrosão mesmo em ambientes altamente agressivos.

4. Maior proteção contra corrosão

A galvanização cria uma camada espessa de zinco que protege o metal da corrosão, mesmo em zonas de difícil acesso. Isso significa que, mesmo após longos períodos de uso, o equipamento manterá a sua resistência e funcionalidade.

5. Custo-benefício a longo prazo

Embora o custo inicial da galvanização seja superior ao da pintura, a Herculano garante, também nos novos HME que o valor agregado pela galvanização se reflete numa maior longevidade e menos custos com manutenção ao longo do tempo. Os reboques galvanizados exigem menos reparos e reaplicações, resultando num melhor custo-benefício a longo prazo para os agricultores.

6. Resistência a impactos e abrasão

A camada de zinco da galvanização é extremamente resistente a impactos e abrasão, fatores que são comuns no uso de equipamentos agrícolas. A Herculano garante que os seus espalhadores de estrume, galvanizados, tenham uma durabilidade excecional, mesmo em condições de uso intensivo.

OS PRINCIPAIS OPCIONAIS

Gama HME: características

Disponíveis em duas versões, 14 e 18, os novos espalhadores de estrume HME apresentam as seguintes características gerais:

• C aixa monocoque totalmente metálica

• C aixa com 6,60 m de comprimento, 2,00 m de largura e 1,05 m de altura

• 14,1 m³ de capacidade de carga até à porta (modelo HME 18)

• Reboque galvanizado

• 2 rolos verticais sem-fim

• 1000 rpm na TDF

• G rupo espalhador desmontável

• Indicadores de abertura de porta e escada de acesso ao interior da caixa

• L ança com mola e argolão flangeado giratório Sharmuller regulável em altura

• D uplo redutor com uma velocidade

• Lubrificação centralizada manual

• Porta hidráulica

• E steira movida hidraulicamente

• D escanso hidráulico rebatível

• C ardan homocinético

• C aixa de ferramentas L (500 x 400 x 400 mm)

• Iluminação LED

• D ispositivos de segurança, iluminação e sinalização segundo a legislação em vigor

O prestador de serviços

Carlos Aguiar (à esq.), durante a entrega, pela Tractolitoral, do seu novo espalhador HME 18

“HME 18 veio garantir um aumento da produtividade”

Proprietário de uma empresa de prestação de serviços, Carlos Aguiar foi um dos primeiros clientes Herculano a adquirir um espalhador de estrume da nova gama HME, “em Abril”, revelou o próprio à revista abolsamia

As razões da escolha passaram não só pela “proximidade geográfica” do concessionário Tractolitorial que vendeu o equipamento, mas, principalmente, pela “disponibilidade que a sempre encontrei na equipa, o seu acompanhamento no terreno e confiança acumulada ao longo de muitos anos de parceria”

Quanto ao equipamento escolhido, Carlos Aguiar revela que se trata de um HME 18, com “caixa de taipais suplementares e lança galvanizados, eixo auto direcional com rodas 560/60 R22.5, travagem pneumática, regulador de caudal elétrico, duplo redutor com uma velocidade, cardan homocinético, porta e descanso hidráulicos, e iluminação LED. Além de outros componentes…”.

Entretanto e desde que está ao serviço, o HME já cumpriu “cerca de 100 horas de trabalho”, suficiente, segundo o mesmo interlocutor, para apontar aquela que será a principal vantagem, quando comparado com a solução anterior: “o aumento da produtividade”, já que “consegue ser mais rápido”.

O primeiro exemplar HME 18 produzido, apresentado no Agritec Day Herculano
CARLOS AGUIAR, prestador de serviços

JOHN DEERE e PELLENC

Simplicidade e Tecnologia em prol do sucesso na vindima

A edição da abolsamia que atravessa o verão chega, para muitos viticultores, como a revista da pré‑vindima: a fase em que se ganha margem para a campanha através de preparação, afinação e capacidade de resposta no terreno. É nesse enquadramento que a J. Inácio apresenta a sua oferta para a vinha como um conjunto de serviço e equipamentos, cobrindo o ciclo de trabalho antes, durante e depois da vindima.

Na base do trabalho em culturas de alto valor, a J. Inácio destaca o trator especializado John Deere 5ML, pensado para responder às exigências de tração e hidráulico que hoje se colocam na vinha. O modelo combina motor de 4.500 cm³, potência máxima até 130cv e um peso a rondar os 4.000 kg, com construção em semichassis, solução que favorece uma distribuição de peso mais homogénea e, por consequência, maior capacidade de tração. No hidráulico, integra sistema PFC (circuito fechado) com caudal até 117 L/min, e vem preparado de fábrica para agricultura de precisão (suporte de antena e monitor, compatibilidade AMS e possibilidade de condução automática).

Pellenc Grape's Line 25 para a vindima

Na vindima, a J. Inácio aponta a vindimadora rebocável Pellenc Grape's Line 25 como solução centrada na simplicidade de operação e na rapidez de manutenção, com foco na agilidade em parcelas apertadas e no acesso fácil aos pontos de intervenção diária. Um dos elementos técnicos diferenciadores está no transporte da uva por correntes patenteadas, em vez de tapetes, contribuindo para uma pré -limpeza e seleção ao longo do percurso. A máquina trabalha ainda com apenas dois ventiladores, reduzindo necessidades hidráulicas e de potência. Pedro Nico (J. Inácio) sublinha que a empresa trabalha com uma política de stock pensada para a época alta e que, em anos recentes, foi possível responder a decisões tomadas já em cima da campanha — e até com a vindima em curso — com entrega imediata de equipamentos disponíveis em stock.

Multiviti para uma das tarefas mais intensivas

Depois da vindima, a gama Pellenc alarga-se a operações de poda e gestão da vegetação, com referência à TRP 500 (podadora de precisão) e com destaque para a cabeça levantadora Multiviti, dirigida a uma das tarefas mais intensivas em mão-de-obra na vinha: levantar arames.

A Multiviti trabalha com agrafos, evitando o uso de cordão, reduzindo riscos de ruturas e de interferências em operações seguintes. Em condições ideais, a produtividade referida aponta para cerca de 4 ha/dia, substituindo equipas numerosas por um conjunto simples: trator, operador e equipamento.

A versatilidade do investimento é reforçada pela possibilidade de utilizar a mesma torre/porta- c abeças Pellenc para diferentes cabeças, permitindo alternar entre a TRP 500 e a Multiviti conforme a fase do trabalho.

Pellenc Grape's Line 25 (vindimadora rebocável)

Tipo: rebocável

Foco operacional: afinações simples e manutenção rápida (acessos fáceis)

Transporte da uva: correntes patenteadas (pré-limpeza/seleção)

Ventilação: 2 ventiladores (menor exigência hidráulica/potência)

Agilidade: adequada a parcelas apertadas e deslocações em estrada

Dimensão indicada: até cerca de 100 ha

Política de stock para vindimadoras garante capacidade de resposta em campanha, com entrega imediata quando a necessidade surge a escassos dias — ou já no decorrer — da vindima, garante Pedro Nico, da J. Inácio

John Deere 5ML (trator especializado)

Motor: 4.500 cm³

Potência máxima: até 130 cv

Peso: ~4.000 kg

Construção: semichassis (melhor distribuição de peso e tração)

Hidráulico: PFC (circuito fechado), caudal até 117 L/min

Agricultura de precisão: suporte de antena/monitor, compatibilidade AMS; opção de condução automática

Política de stock e resposta em campanha (segundo Pedro Nico)

• Planeamento com unidades adicionais em stock para a época de vindima

• Capacidade de resposta a compras decididas a escassos dias do arranque da campanha

• Registo recente de vendas durante a própria vindima, com entrega imediata de equipamentos disponíveis em stock

Tipo: podadora de precisão

Integração: compatível com torre/porta- c abeças Pellenc partilhável com outras cabeças

Operação: levantamento de arames

Sistema: trabalha com agrafos (não com cordão)

Vantagem operacional: reduz ruturas e interferências associadas ao cordão

Produtividade: em condições ideais, cerca de 4 ha/dia

Integração: montagem em torre/porta- c abeças Pellenc (partilhável com a TRP 500)

Pellenc TRP 500
Pellenc Multiviti (cabeça levantadora)

DIECI e FRAVIZEL

Precisão em cada vibração

A escassez de mão de obra e a necessidade de preservar o ciclo produtivo do pinheiromanso estão a acelerar a mecanização da colheita da pinha. Foi neste contexto que a revista abolsamia acompanhou, na Herdade dos Fidalgos, em Coruche, uma demonstração do Gravity, vibrador de tronco para pinhas desenvolvido pela Fravizel e acoplado ao carregador telescópico Agrifarmer 34.7 GD, da Dieci.

Esteve lá!

Entre a escassez de mão de obra, a perigosidade do trabalho em altura e a necessidade de preservar o ciclo produtivo do pinheiro-manso, a colheita da pinha revela-se uma operação exigente. A mecanização surge como uma solução inevitável, mas que exige precisão para não afetar as campanhas seguintes.

Foi para responder a este conjunto de desafios que a Fravizel desenvolveu o Gravity, um vibrador de troncos concebido exclusivamente para pinheiro-manso.

Segundo Duarte Neto, membro da área comercial da Fravizel, o projeto nasceu de uma necessidade muito concreta, identificada junto de produtores e prestadores de serviços. “A grande necessidade identificada foi a falta de mão de obra para realizar a colheita manual. A isso, juntam-se os riscos de quedas e acidentes. A nossa função principal foi colmatar essa falta de mão de obra”, explica Duarte Neto.

Contudo, mecanizar a colheita da pinha implica responder a uma dificuldade adicional. Ao contrário

de outras culturas permanentes, o pinheiro-manso apresenta simultaneamente, na mesma árvore, pinhas em diferentes estados de desenvolvimento. O que significa que uma vibração excessiva pode comprometer a produção da campanha atual e a dos anos subsequentes.

“O pinheiro produz em ciclos de três anos. Não podemos correr o risco de derrubar a produção deste ano e a dos anos seguintes”, sublinha Duarte Neto. Vibração seletiva em vez de força indiscriminada

O Gravity pode operar em modo manual ou automático. No primeiro caso, é o operador que define os parâmetros de trabalho, em função da sua experiência e das condições encontradas no terreno. Já em modo automático, uma câmara realiza a leitura ótica do diâmetro do tronco e envia essa informação para a unidade eletrónica de controlo, que ajusta automaticamente a intensidade, a frequência e a duração da vibração.

“A câmara faz a leitura da dimensão da árvore e,

Fotografia Tozé Canaveira
Texto Mafalda Martins

Gravity em números

Modelos: M e L

Diâmetro de trabalho

200 a 850 mm

Inclinação da pinça (Tilt)

+22° / -22°

Movimentos hidráulicos

Peso

16 + 16 1600/1900 kg

sobre essa dimensão, aplica os parâmetros mecânicos que fazem com que a vibração seja automática consoante o pinheiro.”

A pinça atua diretamente sobre o tronco e executa ciclos de vibração adaptados à dimensão da árvore e ao ponto de contacto. O objetivo consiste em concentrar a energia apenas na intensidade necessária para destacar a pinha madura, o que reduz o esforço transmitido ao tronco, ao mesmo tempo que preserva a produção futura.

Segundo a Fravizel, esta abordagem permite que cerca de 95% da produção seja derrubada logo na primeira vibração, o que reduz o número de ciclos por árvore e aumenta a produtividade diária.

“O Gravity também pode ser adaptado para ajudar na polinização, fazendo vibrações concisas e esporádicas em sítios estratégicos”, explica

Duarte Neto

Os dados também fazem parte da colheita

O Gravity distingue-se ainda pela integração de um sistema de monitorização, que recolhe informação sobre cada operação, disponibilizando indicadores relevantes para proprietários e prestadores de serviços. Através de um tablet integrado, Kit Gravity leva a colheita de pinhas a um novo nível de eficiência e precisão. Com GPS integrado, é possível fazer o registo geográfico das árvores. Além disso, o inventário de produção permite monitorizar o rendimento de cada colheita oferecendo assim a gestão e armazenamento de dados, facilitando o controle de toda a operação. Enquanto o programa automático ajusta as vibrações ao diâmetro do tronco, garantindo o cuidado ideal com cada árvore.

Fotos
Duarte Neto, do departamento técnico da Fravizel, explicou em campo o funcionamento e as vantagens do Gravity

Na prática, estes dados permitem criar um histórico de produtividade por parcela, identificar áreas com maior potencial produtivo e apoiar decisões futuras de gestão.

Para os prestadores de serviços, representam também uma ferramenta adicional para planear campanhas e avaliar a rentabilidade das intervenções.

“Este equipamento consegue equilibrar as duas partes. Tanto quem vende, como quem compra, passa a ter uma noção muito mais concreta daquilo que existe na exploração e daquilo que vai colher”.

A plataforma que alimenta o Gravity

Se o Gravity concentra a inovação ao nível do implemento, o Dieci Agrifarmer 34.7 GD assegura as condições necessárias para explorar todo o seu potencial.

“Temos o melhor dos dois mundos: um implemento robusto, mas sensível do ponto de vista tecnológico, aliado a uma máquina preparada para fornecer o desempenho hidráulico que este tipo de aplicação exige”, refere o gerente da Dieci para Portugal, Ezequiel Palmar.

No centro do Agrifarmer 34.7 GD encontra-se um motor Kubota Stage V de 119cv e uma transmissão hidrostática contínua, concebida para assegurar uma resposta progressiva durante as deslocações em terreno irregular. No entanto, é o sistema hidráulico que merece especial atenção nesta aplicação.

Dispõe de uma bomba de caudal variável capaz de fornecer até 180 L/min, alimentando diretamente o circuito hidráulico dedicado do Gravity. Durante a

"Durante a vibração, o caudal disponível é redirecionado para o implemento, garantindo uma resposta mais estável e previsível", menciona Ezequiel Palmar

fase de vibração, quando o carregador permanece imobilizado, deixa de existir consumo associado à transmissão.

O caudal disponível é então redirecionado para o implemento, através de eletroválvulas, o que aumenta a disponibilidade de óleo precisamente no momento de maior exigência.

O Dieci

Agrifarmer 34.7

GD aliado ao Gravity fornece o caudal hidráulico e a estabilidade necessários para garantir ciclos de vibração consistentes durante a colheita da pinha

Como explica Ezequiel Palmar, “o resultado é uma vibração mais estável e consistente, sem oscilações de intensidade ao longo do ciclo”.

Precisão em cada aproximação ao tronco

Com uma capacidade máxima de elevação de 3.400 kg e uma altura de trabalho próxima dos sete metros, o Dieci Agrifarmer 34.7 GD permite posicio-

Aplicação da pinça do vibrador Gravity no tronco, com a lança a permitir atuar a maior altura e otimizar a transmissão da vibração

Porque é importante o ângulo da pinça?

O ângulo com que a pinça entra em contacto com o tronco influencia diretamente a eficácia da vibração. Um contacto mal alinhado pode dissipar energia e reduzir o derrube, enquanto um posicionamento correto melhora a transmissão da vibração. O objetivo é garantir que a força aplicada seja transmitida de forma uniforme ao longo da estrutura da árvore. Quando o ângulo não é adequado, parte da energia perde-se no próprio ponto de contacto.

nar o implemento em diferentes zonas da árvore, o que diminui a necessidade de reposicionamentos sucessivos.

A lança telescópica, construída em aço de alta resistência, foi concebida para suportar aplicações contínuas, enquanto o chassis reforçado protege os principais componentes mecânicos em ambientes florestais.

A isto juntam-se três modos de direção (dianteira, integral e em caranguejo), que facilitam as manobras entre árvores e aumentam a agilidade em parcelas de maior densidade.

A cabine, certificada segundo as normas ROPS e FOPS, dispõe de uma ampla superfície envidraçada na zona superior. Sensores de estabilidade, com-

Interface de monitorização que permite acompanhar a operação através de dados como o rendimento de cada árvore, a georreferenciação das árvores e a área trabalhada

putador de bordo e monitorização elétrica da carga completam o conjunto de sistemas que apoiam o operador durante a colheita.

Mais produtividade, menos risco

“Há proprietários que não colhem porque não compensa fazê-lo manualmente. Por outro lado, há prestadores de serviços que procuram saber onde estão as zonas mais produtivas para poderem expandir a sua atividade”, refere Duarte Neto. Neste contexto, o Gravity procura responder às necessidades de ambos. Para o proprietário, torna economicamente viável a colheita de explorações que, muitas vezes, permanecem por explorar, devido aos elevados custos da operação manual. Para os prestadores de serviços, a informação recolhida pelo sistema permite identificar áreas de maior produtividade, planear campanhas e fundamentar decisões com base em dados concretos.

Ao mesmo tempo, a mecanização reduz significativamente o risco associado ao trabalho em altura. A operação passa a depender de um único operador e de um único conjunto máquina-implemento, simplificando o processo de colheita e aumentando a segurança em campo.

A demonstração realizada na Herdade dos Fidalgos mostrou que a mecanização da colheita da pinha ultrapassa o aumento da produtividade. O verdadeiro desafio passa por colher de forma seletiva, preservar o potencial produtivo da árvore e gerar informação útil para a gestão da exploração.

O posto de condução do Agrifarmer 34.7 GD foi concebido para proporcionar controlo, visibilidade e precisão nas operações que exigem movimentos contínuos da lança telescópica
Vista inferior da pinça do vibrador, com destaque para a zona de contacto com o tronco

PELA MÃO DA PORTUGUESA PELARIGO

Grimme Varitron 470 mostra-se em Portugal com demonstração em campo

A Pelarigo, importadora da Grimme para Portugal, promoveu um dia de campo dedicado à Varitron 470, a primeira colhedora automotriz de quatro linhas da marca alemã a operar no nosso país. A demonstração decorreu numa exploração de cenoura no Ribatejo e contou com a presença de Phillip Grimme, diretor-geral do grupo, num evento que juntou produtores, técnicos e autarquia.

Fotografia abolsamia

Para o diretor-geral da Pelarigo, a Grimme Varitron 470 vem responder à evolução do mercado nacional: "O agricultor precisa de produzir de janeiro a dezembro, com uma capacidade de colheita muito superior. Com a falta de mão de obra que existe, esta máquina permite a um só operador encher um camião de produto em meia hora". Argumento decisivo, segundo Bruno Pelarigo, para concentrar a colheita nas manhãs de verão e preservar a qualidade do produto até à central.

em Portugal, até têm dispensado a opção TerraTrac — completam o pacote.

BRUNO PELARIGO

Quanto ao cliente-alvo de uma máquina cujos valores de aquisição começam nos 700 mil euros, sensivelmente, é "o agricultor com área própria e dimensão", assume o gestor, embora a aposta, até da parte da própria Pelarigo, ao trazer a Varitron para Portugal, esteja, desde já, validada: após um ano e cerca de 200 hectares feitos pela primeira unidade, "temos a segunda máquina vendida e pronta para entrega", afirmou Bruno Pelarigo.

Uma máquina, várias culturas

O responsável destaca, de resto, duas valências nesta máquina: a capacidade de antecipação da colheita, mesmo com folha degradada, "sem risco de a cultura ficar por colher", e a limpeza, com o produto a chegar à central sem raízes nem terra. O tegão non-stop e as quatro rodas motrizes — que,

Diretor Geral da Pelarigo

Especialista de Produto da Grimme para os Mercados da Europa Ocidental, Henrik Hellbeend foi um dos elementos da casa-mãe, na Alemanha, que esteve presente no evento de demonstração, para desvendar os principais “segredos” da Varitron 470. Líder mundial em equipamentos para batata e es-

Ao mesmo tempo que vai recolhendo a cenoura, a Varitron lança para trás a areia e outros detritos apanhados na esteira

GRIMME VARITRON

Tipo: Colhedora automotriz de 4 linhas

Culturas: Batata, cenoura, cebola e outras hortícolas

Motor: Mercedes-Benz OM470, 470cv

Tração: Hidrostática às 4 rodas

Direção: 63° no eixo dianteiro + 20° no eixo traseiro

Entrada: Órgãos intercambiáveis por cultura

Controlo de profundidade: Patins com sensores

Destroçador: Frontal, para colheita numa só passagem

Separação: MultiSep e pinch rollers

Transporte do produto: A toda a largura da máquina

Tegão: 7 toneladas, com descarga non-stop

Automatismos: Autopilot

Visibilidade: Sistema de vídeo até 13 câmaras

Conectividade: Telemetria de série com mapeamento de produtividade

Manutenção: Posição específica para limpeza e acesso aos componentes

Opção: Rastos TerraTrac para solos pesados

PHILLIP GRIMME

Diretor-geral da Grimme

"Acreditem na parceria"

"Portugal é um país importante para nós. Tem acesso à água e condições para crescer na batata, na cenoura e na cebola. Vemos uma enorme mecanização a chegar nos próximos anos", afirma Phillip Grimme. Sobre a Pelarigo, elogia "uma equipa dedicada, com técnicos e comerciais exclusivos da marca". O desenvolvimento das máquinas nasce do field feedback, com engenheiros e agricultores a criarem soluções em conjunto, e a regra é antiga: "A máquina tem de trabalhar e o agricultor tem de ganhar dinheiro — é uma regra com 150 anos." Aos clientes portugueses, num ano difícil, deixa uma mensagem: "Acreditem na parceria. Pode haver um ou dois anos maus, mas nunca os deixaremos ficar mal." Novidades? "Estão na calha", a revelar na Grimme Technica e na Agritechnica 2027

Num ano difícil, a mensagem de Phillip Grimme aos produtores portugueses é clara: "Pode haver um ou dois anos maus, mas nunca os deixaremos ficar mal."

pecialista em hortícolas, a marca alemã apresenta esta automotriz de quatro linhas como o expoente da sua gama: a unidade apresentada, a primeira em Portugal, tem trabalhado exclusivamente em cenoura, embora esteja também habilitada a colher batata, cebola ou batata doce, graças aos órgãos de entrada intermutáveis — de lâmina, dentes ou específicos para cebola — e à memorização de afinações por cultura, carregadas com um simples toque no terminal.

À frente, um destroçador da rama permite o trabalho numa só passagem. O controlo de profundidade é feito por patins com sensores, sem rodas de apoio, com todos os sistemas reguláveis a partir do posto de condução. A direção atinge 63 graus no eixo dianteiro, complementada por 20 graus no traseiro, e a tração hidrostática às quatro rodas garante mobilidade em condições difíceis — já provada, de

Pormenor da cenoura a entrar na esteira da Varitron 470

Produto em Foco

Depois da Varitron 470 de quatro linhas, já a trabalhar em Portugal, a Pelarigo mostrou, pela primeira vez no nosso País, a Varitron 270 de duas linhas. Tal como a primeira, também já com dono assegurado

resto, naquele que foi um inverno particularmente exigente. Sendo de quatro linhas, a máquina entra diretamente na parcela sem pisar linhas contíguas, com as rodas a passar totalmente atrás umas das outras.

Limpeza suave e descarga sem paragens

No interior, vários tapetes crivadores de velocidade independente — ajustável automaticamente em função do avanço — asseguram a crivagem, enquanto os pinch rollers extraem rama e detritos, e os agitadores soltam a terra. O produto é transportado

Confortavelmente instalado na cabine, o condutor consegue acompanhar e controlar praticamente tudo o que vai acontecendo, também no interior do máquina, através de dois monitores e um joystick

Para Bruno Pelarigo, a Varitron, sendo um grande investimento para o agricultor, é também um ganho para o consumidor, que pode escolher entre um produto nacional, colhido hoje e disponível amanhã, em detrimento de outro, que percorre uma longa cadeia de frio e distribuição

O separador MultiSep, desenvolvido pela Grimme, combina pares de rolos com sentido de rotação, altura, abertura e ângulo ajustáveis consoante a cultura e as condições.

a toda a largura da máquina, sem estrangulamentos nem mudanças de direção, o que se traduz num manuseamento particularmente suave. Na fase final, o separador MultiSep, desenvolvido pela Grimme, combina pares de rolos com sentido de rotação, altura, abertura e ângulo ajustáveis consoante a cultura e as condições.

O tegão de sete toneladas trabalha em modo non-stop: a máquina continua a colher enquanto descarrega para o reboque, com possibilidade de reverter o fundo móvel para reposicionar o produto. Um sistema de vídeo com até 13 câmaras vigia

todos os pontos críticos e alerta automaticamente o operador — que conta ainda com guimento de linha. De série, a caixa de telemetria regista o trabalho da máquina e permite medir a produtividade por zona, abrindo caminho à afinação da fertilização em função dos mapas de colheita. Já no final, questionado sobre eletrificação, Hell beend revelou que a Grimme já testou uma máquina de acionamento elétrico, embora sem planos con cretos.

MÁRCIO SANTOS produtor de cenoura e batata

"Muito boa limpeza e não estraga o produto"

Anfitrião da demonstração, Márcio Santos produz cerca de 300 hectares de cenoura e 200 de batata, numa atividade familiar iniciada em 2009. Cliente Asa-Lift desde 2010 — marca entretanto adquirida pela Grimme — comprou a primeira Grimme, uma SE 260, em 2016. Da Varitron 470, destaca "a qualidade e a muito boa limpeza. Não estraga o produto e as perdas são mínimas".

A Varitron 470

O TRATOR DO ANO 2027 ARRANCOU EM NÁPOLES

COMEÇOU O TotY 2027!

O evento Let the Challenge Begin marca, todos os anos, o arranque de uma nova edição do Tractor of the Year (TotY). Este ano, a iniciativa decorreu em Nápoles, reunindo fabricantes, parceiros e os membros do júri internacional, entre os quais a revista portuguesa abolsamia, membro do jurí por Portugal, para conhecer os 23 candidatos aos prestigiados prémios TotY 2027

Os 26 membros do júri e da organização reuniram-se em Nápoles, Itália, para ficarem a conhecer os 23 candidatos ao TotY 2027

Challenge Begin

Reportagem e fotografia Luis

No total foram apresentados 23 tratores de 18 marcas, distribuídos por cinco catego rias principais: HighPower, MidPower, Uti lity, Specialized e TotYBot. A estas junta-se ainda o prémio Sustainable TotY atribuído a uma das máquinas elegíveis das restantes categorias, com o objetivo de distinguir a solução que traga o maior contributo para a sustentabilidade e a eficiência operacional.

Criado em 1998 por iniciativa da revista italiana Trat tori, o Tractor of the Year é hoje a principal distinção in ternacional no setor da mecanização agrícola. O júri é composto por 26 jornalistas independentes, em repre sentação de publicações especializadas europeias, sen do a revista abolsamia a única publicação portuguesa a integrar este painel.

O TotY procura identificar as soluções que melhor respondem às exigências atuais da agricultura, como a eficiência, a segurança, a facilidade de utilização, a tecnologia, a sustentabilidade e a capacidade real de trabalho.

Contando mais uma vez com o patrocínio da BKT, os vencedores do ToTy 2027 serão conhecidos em novembro de 2026, durante a EIMA International, em Bolonha, certame que acolherá também o regresso do TotY Arena.

Texto Rui Reis
Seatra
Fabio Zammaretti, Presidente da Comissão do TotY, fez a apresentação inicial do evento

TotY HighPower

→

Tratores acima de 300cv

Nesta categoria de alta potência, estão em concurso propostas de quatro marcas:

→ CLAAS Axion 8.290 CMATIC: Novo

membro da família Axion, o 8.290 CMatic conta motor FPT NEF 6.7 fr 290cv máximo e 1282 Nm de binário. Apto a funcionar com HVO, dispõe de transmissão ZF 28 "Silent" e TDF 540/1000 rpm.

SOBEMBARGO

SOBEMBARGO

→ STEYR 6440 Cervus CVT: A marca austríaca concorre com este modelo equipado com um motor FPT Cursor 9 de 8,7 litros, que debita 435cv e uns impressionantes 1851 Nm de binário. Está fortemente orientado para trabalhos pesados, transporte e integração de tecnologias de agricultura de precisão.

→ FENDT [SOB EMBARGO]: A proposta da marca alemã candidata ao TotY 2027 permanece sob embargo total

→ ZOOMLION DV3504: Esta marca entra na competição com um trator de 400 cv que aposta numa arquitetura híbrida dieselelétrica em série. O motor térmico funciona como gerador, enquanto a tração e a tomada de força (TDF) são asseguradas por motores elétricos, contando com uma bateria de 11,55 kWh como unidade de alimentação energética.

TotY MidPower

Tratores entre os 150 e os 280cv

Na categoria média, temos a concurso quatro propostas: →

→ Case IH Puma 185: Equipado com o motor FPT NEF 6.7 de seis cilindros, oferece uma potência nominal de 185 cv, 200 cv de potência máxima e até 224 cv com boost. A transmissão ActiveDrive 8 é do tipo powershift com 24x24 velocidades. Entre os destaques técnicos contam-se o binário máximo de 1063 Nm, a capacidade hidráulica de até 170 l/min, a elevação traseira de até 8379 kg e o sistema de orientação automática AccuGuide, com precisão centimétrica de até 1,5 cm via RTK+.

→ Massey Ferguson [SOB EMBARGO]

→ New Holland T7.270 Methane Power with PLM Intelligence: Este modelo pode ser alimentado a gás natural comprimido (GNC) ou biometano. Com um motor a gás FPT NEF 6.7, debita 260 cv de potência nominal, 270 cv de potência máxima e 1160 Nm de binário. É uma das propostas energeticamente mais relevantes do concurso, perfeitamente alinhada com o conceito de uma exploração agrícola autossuficiente (capaz de produzir a sua própria energia). A transmissão instalada é a Auto Command CVT.

→ Valtra [SOB EMBARGO]

SOBEMBARGO SOBEMBARGO

TotY Specialized

Tratores especializados acima de 40cv

Categoria dedicada a soluções específicas para vinhas, pomares e terrenos de montanha ou declives acentuados, estão a concurso seis propostas:

→ TAFE 6065 Cab com VISTA System: Apresenta um motor Yanmar de 2,1 litros com 65 cv e 208 Nm, transmissão mecânica 16x16 e dispensa o uso de AdBlue. O seu grande elemento diferenciador é o VISTA System, uma inovadora plataforma de visão artificial e computação embarcada que permite o guiamento visual autónomo em vinhas e pomares, sem necessidade de mapeamento prévio por GPS ou dependência de redes RTK.

→ BCS Volcan 85: Destaca-se pela sua arquitetura extremamente compacta e reversível, contando com um motor Rehlko KDI 2504 TCR de 74 cv e 310 Nm. A transmissão é uma BCS 16+16 Easy Drive e o modelo oferece três sistemas de direção distintos (incluindo o sistema articulado Dualsteer, que permite um ângulo de viragem de até 70º), além de uma estrutura com oscilação central.

→ Solis 90 NT: É a proposta narrow track (vias estreitas) da marca para trabalhar nas entrelinhas das vinhas e pomares. Utiliza um motor ITL de 90 cv que disponibiliza 385 Nm de binário, tem transmissão Carraro 12F+12R, uma bomba hidráulica de 56 l/min e uma capacidade de elevação de 2500 kg.

→ Aebi TT 212: Mantém a tradição do Terratrac, celebrando os 50 anos deste emblemático conceito. É um porta-alfaias concebido especificamente para fortes declives, terrenos húmidos e zonas de difícil acesso. Está equipado com motor Kubota de 55,4 kW (75,3 cv) e 225 Nm, transmissão hidrostática (0-40 km/h), quatro modos de direção, um peso pluma de 2100 kg e uma capacidade de elevação dianteira e traseira de até 1700 kg.

→ CLAAS NEXOS 2.120 CMATIC: Introduz, pela primeira vez, uma transmissão continuamente variável (CMATIC) no segmento dos tratores estreitos. Equipado com motor FPT de 3,6 litros (120 cv e 466 Nm), dispõe de uma transmissão Carraro T100 CVT, duas gamas de trabalho, circuito hidráulico CCLS, Power Beyond, até quatro distribuidores eletrónicos, ISOBUS UT, filtragem de cabine de Categoria 4 e controlos avançados através do manípulo CMOTION e do ELECTROPILOT.

→ Antonio Carraro TGF 7600 Infinity: Uma proposta compacta e de perfil muito baixo, ideal para trabalhos sob copas de árvores e vinhas em pérgula. O motor Rehlko KDI2504 TCR debita 55,4 kW (74,3 cv) e 300 Nm. A transmissão Infinity combina componentes mecânicos e hidrostáticos para a variação contínua da velocidade, enquanto o chassis integral ACTIO garante estabilidade, mantendo o centro de gravidade baixo e uma boa tração no terreno.

TotY Utility

Tratores utilitários entre os 70 e os 150cv

Uma das categorias mais disputadas este ano, conta com seis candidatos:

→ Fendt 314 Vario Gen 5: Equipado com motor AGCO Power AP 44 HD de 4,4 litros, oferece 142 cv de potência máxima e 152 cv com boost. Conta com uma transmissão continuamente variável (Vario) e reforça a ligação entre o segmento utilitário e a tecnologia de gamas superiores através do ecossistema FendtONE, sistema de orientação, ISOBUS, Apple CarPlay, Trailer Brake Assistant (assistente de travagem do reboque) e travão hidráulico auxiliar isento de desgaste.

→ Landini 6-145RS: Concorre com um motor FPT F36 de quatro cilindros, com 143 cv e 600 Nm. A proposta da Argo Tractors aposta em novas transmissões, velocidade opcional até 50 km/h, TDF dianteira disponível, sistemas hidráulicos de centro aberto (OC) ou de centro fechado com deteção de carga (CCLS), além de integração com os sistemas GPS, RTK, de gestão de frotas e de diagnóstico remoto.

→ Massey Ferguson 5S.145 Dyna-VT: Conta com o motor AGCO Power de quatro cilindros e 4,4 litros, que debita 145 cv e oferece 560 Nm de binário. Os seus principais trunfos são a reconhecida transmissão Dyna-VT, o capot rebaixado (que garante uma excelente visibilidade dianteira), um raio de viragem de apenas 4 metros e uma bomba Load Sensing de 110 l/min.

→ Solis 90: Surge com motor ITL de quatro cilindros, 90 cv e 385 Nm de binário. A marca destaca a excelente relação entre equipamento, robustez e custo de aquisição, oferecendo uma transmissão 20F+20R, opção Power Shuttle, capacidade de elevação de 3500 kg, telemática, sistema de condução automática (auto-steering) e tecnologia ISOBUS.

→ CLAAS [SOB EMBARGO]: Está presente nesta categoria com a família ARION 4. Contudo, a designação exata do modelo e as suas especificações técnicas permanecem sob embargo.

→ TÜMOSAN 81.110Evo: Trator munido de um motor Stage V de quatro cilindros com 105 cv e 450 Nm. Utiliza uma transmissão Carraro T-100 EVO HD com PowerShuttle e Hi-Lo sob carga (30F+15R), TDF de 540/540E (com opção de 1000 rpm), uma cabine com 1,9 m³ de volume e uma nova arquitetura eletrónica preparada para a agricultura de precisão.

TotY

Sustainable

Sustentabilidade e eficiência

→ O prémio Sustainable TotY é atribuído de forma transversal a uma das máquinas nomeadas nas restantes categorias. Nesta edição, o critério ambiental e energético ganha um peso acrescido, já que há uma forte presença de motores a biometano, compatibilidade com HVO (óleo vegetal hidrotratado), arquiteturas híbridas diesel-elétricas, sistemas avançados de gestão automática de potência e reduções drásticas de consumo

TotYBot

Soluções

autónomas e robot

Esta categoria foca-se em plataformas agrícolas totalmente autónomas equipadas com TDF e sistemas de engate normalizados. A concurso estão três propostas:

→ Agricobots Automatika ATK 1600:

Um robot agrícola com homologação e marcação CE, navegação por tecnologia

LiDAR, circuito hidráulico independente e TDF padrão, o que lhe permite operar com as alfaias convencionais do mercado. Graças à sua potência inferior a 56 kW, dispensa a utilização de AdBlue.

→ AgXeed AgBot T2 7 Series: Representa a proposta de maior escala nesta categoria. Conta com uma potência expressiva de 170 kW (230 cv), um binário máximo de 910 Nm, transmissão diesel-elétrica, orientação RTK, TDF dianteira e opção de tomada elétrica de alta tensão (700 V). Tem capacidade de elevação frontal de 4 toneladas.

→ Black Shire RC3075: Um porta-alfaias autónomo multifunções com arquitetura híbrida diesel-elétrica. Combina um motor Kubota Stage V de 75 cv (que funciona como gerador) com motores elétricos de tecnologia brushless (sem escovas). Integra orientação RTK, GNSS, Wi-Fi e LTE/4G, engate de Categoria II, ligações hidráulicas e TDF. Destaca-se ainda pelos sistemas de segurança, que incluem câmaras e deteção de pessoas e obstáculos através de Inteligência Artificial.

AGRIMAX PROHARVEST é a solução da BKT para ceifeiras e máquinas de colheita. O pneu apresenta tecnologia VF avançada e três cintas de aço, que, juntamente com um composto resistente ao corte e à laceração, proporcionam uma excelente resistência. O AGRIMAX PROHARVEST também apresenta características de uma estrutura de talão reforçada e um invólucro robusto em poliéster, sinónimo de maior durabilidade e estabilidade. Além disso, para quem procura um pneu que possa oferecer capacidade de carga elevada, esta é a solução certa: Graças ao invólucro aliado à tecnologia CFO, o AGRIMAX PROHARVEST consegue suportar sobrecargas temporárias durante as operações. Tanto no campo como na estrada, o AGRIMAX PROHARVEST pode atingir velocidades de até 65 km/h, simplificando e agilizando o transporte, o que aumenta a produtividade geral.

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Uma fileira que cresce com a floresta

Mais do que uma montra de máquinas e equipamentos, a ExpoFlorestal 2026, organizada pela ANEFA, confirmou a vitalidade de um setor que continua a investir na modernização e na inovação, mesmo num contexto económico exigente. Ao longo de três dias, Albergaria-a-Velha reuniu os principais intervenientes, que demonstraram uma capacidade crescente para responder aos desafios da produtividade, sustentabilidade e gestão do território.

Embora mantendo a configuração originalmente estabelecida e que se estende ao longo de uma única artéria, por urbanizar, a realidade observada na edição deste ano da ExpoFlorestal revelou claros sinais de uma inesperada dinâmica, com a presença de um elevado número de empresas, muitas delas com estruturas já consolidadas e representação das principais marcas mundiais de maquinaria florestal. Demonstração de que Portugal dispõe hoje de uma rede empresarial robusta e tecnologicamente evoluída, com fabricantes, importadores, concessionários, empresas de serviços, produtores florestais, indústria transformadora, entidades públicas e centros de conhecimento a partilharem o mesmo espa-

ço, refletindo a diversidade e a complementaridade de uma fileira cada vez mais integrada.

Oferta tecnológica em grande

De resto e também ao nível da oferta tecnológica, a edição de 2026 da ExpoFlorestal deixou clara a evolução do mercado. Harvesters, forwarders, ca-

Fotografia Mafalda Martins
Texto Francisco Cruz
Embora em número mais reduzido que em feiras agrícolas, os tratores não deixaram de marcar presença na ExpoFlorestal

Abarcando um sem número de trabalhos e utilizações, não faltaram novidades e tecnologias em estreia na ExpoFlorestal. As soluções da Energreen são apenas um de muitos exemplos

Pela primeira vez na história da ExpoFlorestal, o evento de Albergaria a Velha dispôs de um jornal oficial para chegar aos visitantes. O projeto esteve a cargo da revista abolsamia

beças processadoras, destroçadores, trituradoras, equipamentos de biomassa e soluções digitais para gestão e monitorização florestal mostraram que a inovação deixou de ser um fator diferenciador para passar a constituir um requisito essencial de competitividade. Confirmando que a digitalização, a automação, a eficiência energética e a redução do impacto ambiental assumem hoje um papel determinante no desenvolvimento de máquinas cada vez mais produtivas e adaptadas às exigências da floresta portuguesa.

A somar a esta evolução, a consciência crescente de que o futuro da floresta depende da cooperação entre todos os intervenientes da cadeia de valor, com a principal feira de maquinaria florestal realizada em Portugal a afirmar-se como um palco por excelência para a partilha de conhecimento e soluções entre produção, exploração, indústria, investigação, prevenção de incêndios e formação profissional. Expressões a que, diga-se, não faltou público das mais diferentes idades.

De visita à floresta

Entretanto, nas páginas seguintes, apresentamos as principais novidades que passaram pela ExpoFlorestal 2026. Das estreias nacionais às novas máquinas para exploração florestal, passando pelas soluções para gestão de vegetação, produção de biomassa e digitalização das operações, reunimos os equipamentos e as tecnologias que melhor espelham a capacidade de inovação de um setor que continua a crescer e a investir no futuro da floresta portuguesa.

AGRÍCOLA CAR 170 CAPINADEIRA FLORESTAL CAFRE 180

DESTROÇADOR REFORÇADO TLSP 180 CAPINADEIRA DESCENTRÁVEL GL4/70 - 220/340

DESTROÇADOR SEMI FLORESTAL TLT-FM 180

DESTROÇADOR FLORESTAL PATRIZIO

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CAPINADEIRA

Nova DH7 reforça aposta na colheita de eucalipto

A Ascendum apresentou-se na ExpoFlorestal 2026 com stand onde a marca finlandesa de equipamentos florestais Ponsse surgiu como protagonista principal, fruto, desde logo, da apresentação, em Portugal, da cabeça processadora DH7. Solução vocacionada para o eucalipto e que é também “a mais pequena, leve e compacta” do mercado.

Desenvolvida para trabalhar em con junto com os harvesters d e maior capacidade da Ponsse, a nova cabeça processadora DH7 é a mais recente ferramenta na oferta da marca finlandesa para a floresta, concebida para operações de corte final e processamento de árvores de grandes dimensões. Com “um peso aproximado de 1.500 kg”, revelou o Gestor de Produto Ponsse, Sérgio Teixeira, isto “uma vantagem sobre os 1.700 kg da concorrência”, a DH7 é também “a cabeça mais pequena do mercado para operações em eucalipto”, com “apenas 1.700 mm de comprimento, ou seja,

Versão especializada da gama de carregadoras de rodas, a Volvo L200 destaca-se pelo sistema de elevação de grande altura (High Lift), concebido para aumentar a capacidade de empilhamento e movimentação de toros

cerca de 200 mm mais curta que as outras marcas comercializadas no mercado”. Por outro lado, “ao surgir equipada com dois motores hidráulicos de 670 cc, capazes de permitir uma velocidade de processamento de cerca de 6 metros por segundo, consideramos que é também a cabeça mais rápida do mercado”

A par desta novidade, em exposição estava ainda a antecessora, a H7 HD Euca, que a Ponsse pretende manter em comercialização, assim como a mais compacta C50, destinada, sobretudo, a operações de desbaste. Com um peso inferior ao das unidades de maior capacidade da gama, destaca-se pela

Pensada especificamente para operações de colheita de eucalipto, a DH7 consegue ser a cabeça processadora mais pequena e leve de mercado, e, ainda assim, capaz de garantir uma velocidade de alimentação até 6 m/s, com rotadores HH360

agilidade, precisão de medição e baixos consumos hidráulicos, constituindo uma alternativa interessante para trabalhos em povoamentos jovens ou de menor dimensão.

Do Scorpion King ao Elk

Também em exposição o harvester Ponsse Scorpion King, equipado com cabeça H6, referência do mercado no segmento dos harvesters de elevada produtividade.

Equipado com motor de cerca de 286cv, o Scorpion King distingue-se pela inovadora arquitetura de cabine central estabilizada que proporciona excelente visibilidade para a zona de trabalho. Associado à cabeça H6, concebida para operações de desbaste tardio e corte final, o conjunto oferece uma combinação equilibrada entre capacidade de processamento, precisão e conforto operacional.

Outro dos equipamentos em destaque era o forwar-

da importância dada, não só à nova DH7, mas também à relação com o seu importador para Portugal, Ascendum, a Ponsse esteve na ExpoFlorestal com uma equipa vinda diretamente da Finlândia e liderada pelo diretor de Produto, Marko Savolainen (2.º a contar a direita)

der Elk, desenvolvido para operações de extração e transporte de madeira, e que, com uma capacidade de carga útil de até 13 ton., é também reconhecido pela robustez estrutural, assegurando rapidez e eficiência nas operações de transporte.

No apoio à floresta

Para além dos equipamentos, a Ascendum aproveitou a ExpoFlorestal para divulgar os seus serviços de formação de operadores, uma área cada vez mais valorizada num setor onde a produtividade e a segurança dependem diretamente da qualificação dos profissionais. Oferta a que se junta o serviço de aluguer de tratores Valtra e que permite aos clientes responder a necessidades sazonais ou reforçar temporariamente a capacidade operacional das suas explorações.

Finalmente, a completar a presença, encontravam-se a escavadora Volvo EC230 e um camião Volvo FH 780. A EC230 é uma escavadora hidráulica de rastos da classe das 23 a 26 toneladas, concebida para trabalhos de movimentação de terras, preparação de terrenos, construção de infraestruturas e movimentação de materiais, enquanto o Volvo FH 780, versão de topo na gama da Volvo Trucks, representa a vertente de transporte pesado da marca sueca. Ambas as soluções contribuem para demonstrar a capacidade de resposta da Ascendum em diferentes áreas de atividade ligadas à floresta.

O Ponsse ELK é forwarder com uma capacidade de carga de até 13 toneladas, motor MercedesBenz/MTU Stage V de 150 kW (204 cv) e grua Ponsse K90+ disponível em diferentes configurações

Demonstração

da exploração florestal

A Cimertex voltou a marcar presença na ExpoFlorestal com uma das mais completas ofertas de maquinaria florestal, reunindo no seu espaço soluções destinadas às diferentes fases da cadeia de valor da floresta. Em destaque estiveram o forwarder Komatsu 855 e o harvester Komatsu 931, duas máquinas que representam a mais recente geração de tecnologia da marca japonesa para operações florestais profissionais.

Fotografia Mafalda Martins

Em posição de destaque no stand da Cimertex, o Komatsu 855 surgia como uma solução de elevada capacidade para operações de extração e transporte de madeira, inserida na classe das 14 toneladas de carga útil, com alcance de 8 ou 10 m e que, a par de uma estrutura robusta com elevada mobilidade em terrenos difíceis, beneficia ainda dos eixos Komatsu Comfort Bogie e de uma distância ao solo generosa. Consegue-se assim uma redução do impacto sobre o terreno numa máquina que dispõe ainda do sistema MaxiXT, que permite ao operador controlar e monitorizar todas as funções da máquina e da grua através de uma interface intuitiva e altamente configurável.

Também em exposição o harvester Komatsu 931, uma das referências da marca para operações de desbaste tardio e corte final, que, equipado com motor AGCO Power de seis cilindros e 7,4 litros, anuncia uma potência de 190 kW (255cv) e um peso operacional a partir de 19.880 kg.

Para terrenos difíceis, o Komatsu 855 é um forwarder de 14 toneladas de carga útil, 187 kN de força de tração, e uma caixa de carga que pode variar entre 4,4 e 5,9 m². Com o opcional sistema FlexBunk, é possível adaptar a largura e a altura dos fueiros às características da madeira transportada

A grua Komatsu 230H, disponível com alcances de 8,7, 10 ou 11 metros, permite trabalhar com diferentes cabeças processadoras, adaptando-se a distintos tipos de povoamentos e condições de exploração. A cabine, com nivelamento automático e rotação integral, surge associada ao sistema MaxiXplorer e foi concebida para maximizar a visibilidade, o conforto e a eficiência operacional do operador.

PC220 para a abertura de caminhos

Numa vertente mais ligada à construção e preparação de infraestruturas florestais, a Cimertex apresentou a escavadora Komatsu PC220, da classe das 24 a 25 toneladas, uma máquina com motor de 173 cv e uma força de escavação no balde de 162 kN, amplamente utilizada em trabalhos de abertura e manutenção de caminhos, limpeza de terrenos e movimentação de materiais. Assim como o bulldozer Komatsu D65EX equipado com motor Komatsu SAA6D114E-3 de 6 cilindros, 207 cv e uma lâmina de 3,97 m de elevada capacidade (até 5,9 m3).

Igualmente parte da oferta, a pá carregadora Komatsu WA485 apoiada num 6 cilindros de 363cv, com balde até 5,6 m³ e peso operacional superior a 27 toneladas, particularmente apta para operações de movimentação de biomassa.

Presente, ainda, o crivo móvel Warrior 1200, capaz de processar até 320 t/h de biomassa e resíduos florestais, a demonstrar a cres-

cente importância da gestão de resíduos vegetais e da produção de biomassa florestal.

Finalmente, apontada à gestão de resíduos florestais, em centrais de biomassa, parques de reciclagem e operadores florestais especializados, a Fuchs MHL 310, carregadora hidráulica móvel equipada com motor Deutz TCD 3.6 de 4 cilindros e 116cv, peso operacional entre 14,6 e 17,1 toneladas e alcance máximo de 9 metros. Destacando-se ainda pela cabine elevada a 5,2 metros e capacidade de carga superior a 2 toneladas.

Eletrificação ganha espaço

A completar o stand da Cimertex, o empilhador Hangcha HC 35 TT-4Li 4WD, equipado com tecnologia de baterias de lítio e tração integral às quatro rodas. É um empilhador elétrico todo-o-terreno com uma capacidade de carga de 3,5 toneladas, bloqueio do diferencial e autonomia até 10 horas de trabalho, concebido para operações em pisos irregulares e ambientes exigentes.

Cimertex com presença “muito positiva”

Questionado sobre a presença da empresa portuense na edição deste ano, Francisco Oliveira, que liderou a Cimertex na ExpoFlorestal, defendeu ter sido uma participação “muito positiva”, ao contribuir para reforçar “o contacto direto com clientes, apresentar equipamentos das nossas representadas e consolidado relações num ambiente de proximidade, com destaque para o envolvimento da equipa Cimertex e momentos como o tradicional almoço de sábado.”

A equipa Cimertex presente na ExpoFlorestal 2026
O harvester Komatsu 931 é apresentado como um "powerful allround machine", capaz de combinar produtividade, estabilidade e versatilidade, também graças a uma cabine com nivelamento automático, rotação integral e sistema MaxiXplorer
Com um alcance máximo de até 9 metros, a Fuchs MHL 310 é cada vez mais utilizada em parques de biomassa e operações florestais, graças à sua elevada visibilidade, rapidez de movimentos e precisão hidráulica
A Komatsu WA485 é uma pá carregadora reconhecida pela sua elevada capacidade de carga e versatilidade em operações de movimentação de biomassa, estilha e madeira

HERKULIS

Destroçadores e capinadeiras para uma floresta mais limpa

Fabricante português de máquinas agrícolas e florestais, a Herkulis marcou presença na ExpoFlorestal 2026 com diversos equipamentos destinados à gestão florestal, limpeza de terrenos e manutenção de áreas agrícolas. Destaque para o destroçador florestal FAE SFL-200, uma novidade apresentada na feira, a juntar ao triturador Agarin TRX-180 e às capinadeiras florestais Herkulis.

Presente na ExpoFlorestal com uma oferta variada, a Herkulis teve no destroçador florestal FAE SFL-200 a sua maior novidade, o qual se destacava, desde logo, pela elevada versatilidade que oferece nos trabalhos de limpeza e recuperação de áreas florestais.

Desenvolvido para triturar mato, arbustos e material lenhoso de pequenas e médias dimensões, o SFL-200 combina uma estrutura reforçada com rotor de elevada resistência, garantindo produtividade e fiabilidade, mesmo em condições severas. Já a tecnologia aplicada no rotor e martelos permite obter uma trituração homogénea, fundamental para a manutenção de faixas de gestão de combustível e prevenção de incêndios.

A novidade Agarin

Outro dos equipamentos que despertou interesse foi o Agarin TRX-180, um destroçador com pick-up, vocacionado, especialmente, para triturar restos de poda, mas que, devido à sua versatilidade, também pode ser utilizado noutro tipo de operações de limpeza e trituração de resíduos vegetais. Distinguindo-se pela construção robusta, elevada capacidade de trabalho e adaptação a diferentes condições de terreno, o TRX-180 beneficia de uma elevada largura de trabalho, mercê de uma boca de abertura inteligente a admitir troncos de maior diâmetro, assim como de um rotor anti-entupimento de grande eficiência, com martelos móveis ou fixos.

Duas soluções que o tornam uma solução particularmente indicada para empresas florestais e prestadores de serviços que procuram rendimento e durabilidade.

Capinadeiras florestais Herkulis

Finalmente, a completar a oferta da Herkulis, as capinadeiras florestais de marca própria, vocacionadas para controlo mecânico da vegetação espontânea, e que permitem eliminar infestantes sem recurso a produtos químicos, contribuindo, assim, para uma gestão mais sustentável dos espaços agrícolas e florestais.

A precisão de trabalho, associada à robustez da construção, faz destas capinadeiras uma alternativa eficaz para a manutenção de linhas de plantação, caminhos e zonas de acesso.

As capinadeiras florestais Herkulis são amplamente utilizadas na limpeza de matas, gestão de biomassa e manutenção de faixas de contrafogos
Mário Lopes, gerente da Herkulis, apresentou uma oferta de soluções de limpeza, trituração e manutenção florestal
O triturador florestal FAE S FL-200 foi a novidade maior, levada pela Herkulis à ExpoFlorestal
O Agarin TRX-180 é um triturador agrícola de alto rendimento, específico para a trituração de restos de poda grossos

MOVITER

John Deere reforça oferta para a floresta

Equipado com uma cabeça processadora H424 projetada especificamente para operações de desbaste tardio e corte final em florestas, o harvester John Deere 1270H anuncia uma potência máxima de 300cv, 1.450 Nm de binário e um alcance da grua de até 11,7 m

Da esq. para a direita: João Bizarro, Diretor Geral do Negócio Agrícola na Moviter, acompanhado de Ricardo Dias, Gestor de Negócio para o Departamento de Economia Circular e Floresta da Moviter

de tração, maior capacidade hidráulica, cabine com rotação e nivelamento, e gruas com alcance de 8,6 a 11,7 m.

A Moviter aproveitou a edição de 2026 da ExpoFlorestal para apresentar algumas das suas mais recentes soluções para o setor florestal, com destaque para a estreia nacional de duas máquinas John Deere de última geração, além do reforço da sua oferta em equipamentos de gestão de vegetação e produção de biomassa.

Fotografia Mafalda Martins

Entre os principais destaques apresentados no stand da Moviter, na ExpoFlorestal, estiveram o novo forwarder John Deere 1610G e o harvester John Deere 1270H de oito rodas, ambos apresentados pela primeira vez em Portugal.

No caso específico do forwarder John Deere 1610G, posiciona-se como uma solução para operações de extração de madeira, capaz de transportar grandes volumes em terrenos exigentes, graças a uma estrutura robusta, elevada estabilidade, tração permanente e capacidade de carga otimizada. A cabine oferece elevados níveis de conforto e visibilidade, enquanto os sistemas eletrónicos de gestão melhoraram a eficiência das operações e reduzem os consumos.

Ao seu lado, o harvester John Deere 1270H de oito rodas destacou-se como solução para corte e processamento em condições difíceis, com motor John Deere 6090 de 9,0 L, 220 kW/300cv, até 220kN

Destinado à limpeza de terrenos de acesso difícil, o Barbieri X Flail 80 destaca-se por recorrer a um rotor horizontal de martelos florestais, permitindo trabalhar

vegetação muito mais agressiva e lenhosa

Barbieri e Pezzolato reforçam oferta

Outro dos equipamentos em evidência foi o Barbieri X Flail 80, solução rádio comandada destinada à limpeza de terrenos, controlo de vegetação e manutenção de áreas florestais, com motor Vanguard B&S 3864 a gasolina, 23cv, 48 Nm às 2.800 rpm e arranque elétrico. Com uma largura de trabalho de 80 cm, conta com rotor horizontal equipado com 40 facas em "Y” e sistema automático de tensão dos rastos, além de produzir uma baixa pressão sobre o solo e poder operar em taludes com inclinações até 45°. Finalmente, a presença da Moviter ficou ainda marcada pela estreia da representação da italiana Pezzolato, cuja gama em Portugal inclui estilhadores de tambor e de disco, modelos rebocáveis, montados em camião ou estacionários, capazes de processar madeira, sobrantes florestais e resíduos verdes para produção de estilha, destinada aos setores energético e industrial.

ExpoFlorestal foi espelho da dedicação da equipa Moviter

Para o Gestor de Negócio no Departamento Florestal e Economia Circular da Moviter, Ricardo Dias, “mais do que expor máquinas, a presença da Moviter na Expoflorestal 2026 espelhou a dedicação da sua equipa. O stand foi assegurado por recursos humanos próprios que, com o habitual ‘amor à camisola’, garantiram um atendimento próximo e personalizado a todos os clientes e parceiros que visitaram o espaço”.

Soluções para operações florestais mais exigentes

A STET marcou presença na ExpoFlorestal 2026 com uma oferta orientada para a mecanização das operações florestais em condições exigentes, reunindo no seu espaço algumas das mais avançadas soluções para corte, processamento de madeira e gestão de combustível florestal. Em destaque, os cabeçotes Woody Konrad WH50 e WH60, conjugados com o harvester Highlander HL20-2, além da carregadora compacta CAT 299D3 equipada com sistema Fire BX e da escavadora CAT 323.

Fotografia Mafalda Martins

Com várias novidades em Albergaria-a-Velha, a STET optou, este ano, por dar destaque aos cabeçotes de harvester Woody Konrad WH50 e WH60, soluções desenvolvidas para responder às exigências das operações de corte e processamento de madeira.

No caso da versão WH50, destaca-se pela versatilidade, apresentando uma abertura máxima de garra de 1.030 mm, peso de cerca de 1.100 kg e capacidade para processar árvores até 55 cm de diâmetro. Equipado com três rolos de alimentação e força de avanço de 32 kN, foi concebido para combinar precisão, rapidez e baixos custos operacionais. Num patamar superior em termos de capacidade,

Os cabeçotes processadores Woody destacam-se pela arquitetura de quatro rolos de alimentação e geometria patenteada da estrutura, soluções que quais permitem trabalhar eficazmente, tanto em madeira de resinosas, como em folhosas

o Woody WH60 apresenta uma abertura máxima de garra de 1.200 mm, peso aproximado de 1.450 kg e força de alimentação de 35 kN. A arquitetura de quatro rolos de alimentação e a geometria patenteada da estrutura permitem-lhe trabalhar eficazmente, tanto em madeira de resinosas, como em folhosas, mesmo em condições particularmente difíceis.

Na ExpoFlorestal, os dois cabeçotes surgiam associados ao Highlander HL20-2, harvester de seis rodas desenvolvido especificamente para operações em encostas e terrenos de forte declive, que recorre a um motor FPT Stage V de 212 kW (288cv), para um peso operacional de cerca de 25,5 toneladas e uma força de tração de 272 kN. Entre as características mais distintivas encontram-se os apoios telescópicos, a compensação automática de nivelamento e o eixo tandem portal, soluções que lhe permitem trabalhar em zonas onde, tradicionalmente, apenas seria possível recorrer a sistemas de exploração por cabo.

A grua HL24, com alcance de 10,8 metros e rotação contínua de 360 graus, complementa um conjunto orientado para a máxima produtividade em terrenos difíceis.

CAT 299D3 para limpeza de matos Igualmente em posição de destaque, a carregadora compacta de rastos CAT 299D3, com motor Caterpillar C3.8 DIT de 4 cilindros turbocomprimido, 98cv e 334 Nm, capaz de garantir uma capacidade oprecional nominal até 1.580 kg. Mas que, quando equipada com o sistema de combate inicial a incêndios florestais Fire BX, composto por um módulo de combate a incêndios, reservatório de água e sistema de projeção de água e espuma, junta às aptidões para operações de limpeza de matos e abertura de faixas de gestão de combustível, a prevenção de incêndios.

Equipado com sistema de combate a incêndios Fire BX, do qual faz parte um depósito de água e agentes extintores, o Caterpillar 299D3 torna-se uma plataforma multifunções de combate a incêndios e

Finalmente, a completar a presença da STET na ExpoFlorestal, encontrava-se a escavadora CAT 323, equipada com motor Caterpillar C7.1 Stage V de 172cv e um peso operacional de 25.000 kg (insere-se na classe das 23 ton.), a garantir uma capacidade de balde de 1,3 m3 e uma capacidade máxima de escavação de 6.730 mm, assim como uma força de escavação do balde de 140 kN. Atributos que fazem dela uma das escavadoras médias mais populares da Caterpillar.

Harvester florestal de rodas desenvolvido pela empresa austríaca Konrad Forsttechnik, o Highlander HL20-2 é máquina bastante diferenciadora no mercado, por conseguir trabalhar onde os harvesters convencionais não chegam
gestão florestal
Equipada com um destroçador, a CAT 275 XE é uma carregadora compacta de rastos de nova geração, com 134cv de potência e 1.280 kg de capacidade operacional nominal, além de uma pressão hidráulica máxima de 280 bar
Equipada com lança de 5,7 m e braço de 2,9 m, a CAT 323 oferece uma profundidade máxima de escavação de 6,73 m e um alcance ao nível do solo próximo dos 10 m
Também em exposição da ExpoFlorestal, a CAT D2 é um bulldozer compacto de rastos da Caterpillar, posicionado no segmento de entrada de gama, com transmissão totalmente hidroestática

A gama John Deere 6M e os destroçadores FAE estiveram entre os principais destaques da Torre Marco na ExpoFlorestal 2026

expostas. Neste conjunto, a grua encontrava-se montada diretamente sobre o chassis deste trator com motor de 6 cilindros, 6,8 litros de cilindrada e 155cv (172cv de potência máxima), uma configuração menos comum que, segundo o responsável de vendas da Torre Marco, Micael Gomes, “melhora a tração e a mobilidade em ambiente florestal, ao mesmo tempo que permite aproveitar toda a capacidade útil do reboque para transporte de madeira”

Gripto, Série 6M e FAE reforçam oferta florestal

A Torre Marco levou à Expoflorestal 2026 algumas das principais soluções que disponibiliza para o setor florestal, com destaque para as gruas Kronos Gripto, a somar à já conhecida oferta John Deere e aos destroçadores FAE para a limpeza e manutenção de terrenos.

Fotografia Mafalda Martins

Representante da Kronos em Portugal, a Torre Marco levou à ExpoFlorestal as gruas Gripto 1009 e 1010, dois modelos concebidos para operações intensivas de carregamento de madeira.

A Gripto 1009 tem um alcance de 8,5 metros e a Gripto 1010 vai até aos 10 metros, permitindo cobrir uma área de trabalho mais ampla. Com capacidade de elevação de 630 kg à distância máxima e um binário de rotação de 30 kNm, a Gripto 1010 reduz a necessidade de reposicionamento durante o carregamento.

Disponíveis com o sistema Smart Boom Control, ambas as gruas beneficiam de um controlo mais simples e intuitivo, facilitando as operações em trabalho.

Série 6M também em destaque

Foi precisamente a Gripto 1010 que a Torre Marco escolheu para instalar num trator John Deere 6155M, solução que constituiu uma das principais novidades

Disponível em versões de quatro e seis cilindros, a série John Deere 6M fez parte da exposição da Torre Marco como uma das gamas mais abrangentes do fabricante norte-americano

A par desta solução, grande parte da restante gama John Deere 6M, uma série com potências entre os 95 e os 250cv, dimensões de chassi que variam entre o curto (2,40 m) e o extralongo (290 m), mas também uma oferta que passou dos anteriores 14, para 17 versões. O que veio permitir uma escolha ainda mais precisa, em função da potência e do tipo de chassis pretendido.

Destroçadores FAE

Também entre a oferta, os destroçadores FAE UML/S/DT e PaTriziO. A gama UML/S/DT, destinada a tratores entre os 130 e os 190cv, tritura material até 25 cm de diâmetro e adapta-se a terrenos inclinados, graças ao sistema de duplo paralelismo da FAE concebido para acompanhar as irregularidades do terreno.

Os destroçadores PaTriziO, indicados para tratores entre os 50 e os 100cv, processam material até 15 cm de diâmetro. Equipados com a tecnologia Bite Limiter que permite regular automaticamente a profundidade de corte e reduzir a potência exigida ao trator, sendo particularmente indicada para operações de manutenção e trituração de restos de poda.

Micael Gomes, responsável de vendas da Torre Marco, junto a algumas das soluções apresentadas pela empresa na Expoflorestal 2026
TORRE MARCO

ENSAIOS DE MILHO, ARROZ, GIRASSOL, SORGO E BATATA

DEMONSTRAÇÕES COM MÁQUINAS AGRÍCOLAS

DEMONSTRAÇÕES DE FERTILIZANTES E BIOFERTILIZANTES

DEMONSTRAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE COLHEITA

SETEMBRO 2026 10 E 11

MONDEGO 26AGRÍCOLA

FEIRA DAS CULTURAS - 5ª EDIÇÃO mondegoagricola.pt

PRODUÇÃO

CarmoFarm

Promover a exploração florestal de forma consciente e sustentável

Na CarmoFarm, promovemos uma exploração florestal consciente, assente em práticas sustentáveis que utilizamos para garantir o abastecimento das nossas necessidades - postes para agricultura, madeiras torneadas ou postes para linhas aéreas.

Na CarmoFarm quando falamos em exploração florestal, falamos nas atividades e operações para a exploração de madeira, a nossa matéria-prima. Por isso, dispomos de um departamento que envolve e se encarrega das atividades necessárias para o abastecimento de madeira, nomeadamente compra, corte, rechega e transporte da madeira.

Que tipos de exploração florestal fazemos?

E como fazemos?

Os desbastes florestais em florestas de pinho são o tipo de exploração florestal utilizado maioritariamente, pois são de florestas mais jovens que produzimos os postes de madeira e de diâmetro mais finos. Nos desbastes seletivos, fazemos a seleção das árvores

específicas para garantir florestas mais saudáveis e produtivas, prevenir incêndios com remoção de combustível e incentivar a regeneração natural.

A exploração florestal na CarmoFarm é feita, essencialmente, em povoamentos de pinheiro-bravo, pinheiro-silvestre ou pinheiro-nigra, que são espécies com bastante resistência mecânica e esbeltez para utilização nos nossos diversos produtos. A nossa exploração florestal é feita em terrenos de terceiros.

Aproveitamento total da madeira

Utilizamos madeira a partir dos 3 cm de diâmetro e aproveitamos quase 100% dos resíduos, desde a casca para paisagismo, aparas para camas de animais e refugos para produção de energia.

José Pape
Diretor do Departamento Florestal da CarmoFarm

Vantagens

da exploração florestal na CarmoFarm

A CarmoFarm permite garantir alguns tipos de matéria-prima mais difícil de comprar no mercado, respondendo à lacuna de mão-de-obra, ter controlo de qualidade na produção, ter maior rapidez na produção de encomendas mais específicas e controlar melhor as necessidades da empresa.

A exploração florestal na CarmoFarm permite também ter um papel importante no setor, uma vez que, realizamos muitos desbastes em propriedades privadas de minifúndio, ajudando desta maneira a valorizar a floresta que caso contrário poderia estar ao abandono, para além de ter um impacto positivo nas economias locais.

A CarmoFarm aproveita quase 100% dos resíduos
A CarmoFarm foca a sua ação em povoamentos de pinheiro-bravo, pinheiro-silvestre ou pinheiro-nigra
Através de desbastes seletivos, a CarmoFarm contribui para florestas mais saudáveis e produtivas, e prevenir incêndios

OVolvo Days 2026 decorreu em Eskilstuna, na Suécia, no Volvo Customer Center. A participação da revista abolsamia surgiu a convite da Ascendum, importador da Volvo Construction Equipment (Volvo CE) em Portugal. Mas mais do que uma apresentação estática de produto, o que é considerado o maior evento Volvo Days desde que foi criado, em 1971, funcionou como uma demonstração de força industrial, tecnológica e estratégica da marca. Estavam em exposição e em demonstração mais de 100 máquinas.

A eletrificação mereceu muita atenção. A Volvo CE é a primeira a reconhecer que a adoção dos equipamentos elétricos está a ser um pouco mais lenta, ainda que existam mercados e aplicações onde a resposta já é muito positiva.

A Noruega foi apresentada como um dos exemplos. O país tem apostado fortemente em equipamentos elétricos, impul-

sionado por requisitos públicos, rigorosas metas ambientais e uma cultura de adoção tecnológica mais acelerada. Segundo os dados partilhados pela Volvo CE, já existem naquele mercado cerca de 400 máquinas elétricas em operação e mais de 125.000 horas acumuladas em utilização real. Este detalhe acaba por ser muito importante. Para a Volvo CE, cada hora de trabalho em contexto real permite aprender, ajustar e melhorar.

Renovar a gama... e a forma de trabalhar

No segundo dia do evento, a Volvo CE fez uma apresentação centrada na estratégia futura da marca, com a presença de responsáveis de topo, entre os quais o presidente da Volvo CE, Melker Jernberg.

A mensagem foi pragmática. Num contexto de maior complexidade económica, regulatória e operacional, a Volvo CE

100 máquinas no maior Volvo Days da história

No maior Volvo Days de sempre, a Volvo CE reuniu mais de 100 máquinas e apresentou uma renovação profunda da gama, com especial destaque para as soluções eletrificadas. Para a marca sueca a transição energética no equipamento pesado já começou, mas só ganha escala quando os produtos, os serviços, os dados e os clientes trabalharem em conjunto.

Texto Rui Reis
Reportagem e fotografia Luís Seatra
+ Fotos

diz estar a fazer escolhas claras sobre onde investir e como transformar as soluções em impacto real para o cliente. A renovação de parte da gama é uma dimensão desse caminho. A eletrificação é outra. Mas há uma terceira: a capacidade de ligar máquinas, serviços, dados e o suporte local.

O ponto central é que a marca quer deixar de ser vista apenas como fabricante de equipamentos e reforçar o papel de fornecedor de soluções completas. A máquina, a manutenção, a conectividade, a telemetria, a gestão de frota, o apoio ao operador e a análise da operação passam a ser parte integrante da mesma equação.

Eletrificação sem promessas fáceis

De volta ao tema da eletrificação, a Volvo CE reconhece que a autonomia, por si só, não chega para convencer o cliente. É aqui que entra o ecossistema. Uma máquina elétrica não é apenas uma máquina equipada com baterias. É uma solução que obriga a pensar o local de trabalho de outra forma. Onde carregar? Quando carregar? Quantas horas por dia trabalha? Há contrato público com exigências ambientais? O custo da eletricidade torna o investimento competitivo?

A Volvo CE está hoje mais preocupada em responder a es-

tas questões. E isso acaba por dar consistência ao discurso da marca sueca. Até porque a eletrificação avança melhor quando há uma aplicação adequada.

Dados, serviços e produtividade

Outro eixo forte do Volvo Days 2026 foi a digitalização. A Volvo CE deu destaque ao Site Solutions e a ferramentas como o CareTrack, o ActiveCare, Machine Data API, Volvo Connect, Equipment as a Service, Site Operations, Load Ticket, Connected Map e Site Simulation.

O Load Ticket, por exemplo, substitui registos manuais de carga por informação digital. O Connected Map permite visualizar máquinas, movimentações e produtividade no local de trabalho. A telemetria ajuda a antecipar a manutenção, a controlar a utilização, a reduzir consumos e a evitar tempos mortos.

Para um setor habituado a avaliar máquinas por potência, força hidráulica ou capacidade de carga, esta é uma mudança disruptiva. A máquina continua a ser o centro da operação, mas a informação que gera começa a ganhar valor.

Produção pesada com precisão hidráulica

AEC750EL representa a escavadora pesada clássica, com uma grande capacidade hidráulica e uma vocação para produção. Com peso operacional acima das 70 toneladas, baldes de grande capacidade e elevada força de escavação, é uma máquina para pedreiras, grandes infraestruturas, movimentação de terras e aplicações onde cada ciclo conta. Mas uma máquina desta dimensão não se avalia apenas pela força. Avalia-se pela forma como responde ao operador. A estabilidade, a suavidade hidráulica, a precisão dos comandos e a relação entre potência e controlo são determinantes para manter a produtividade de toda a jornada de trabalho.

ESPECIFICAÇÕES

AO LONGO DO CHASSIS INFERIOR

Peso da produção em larga escala

OA60 já joga noutra divisão. Com 55 toneladas de carga útil, uma caixa com 33,6 m3 de capacidade e um motor Volvo D16J de 470 kW (639cv), este dumper articulado 6x6 é uma máquina feita para grandes volumes, ciclos repetidos e movimentação pesada de materiais. Aqui, a experiência de condução deve ser vista de acordo com a escala do A60, valorizando a visibilidade,

a massa em movimento, a tração, a travagem, o controlo em pisos difíceis e a capacidade de transformar potência em produtividade.O A60 é uma máquina que impressiona pelos números, mas que se justifica pelo ciclo. Quando cada viagem transporta dezenas de toneladas, pequenas melhorias na facilidade de condução, no enchimento e na descarga têm impacto direto na produtividade diária.

A elétrica que mantém a forma de trabalhar

AEWR150 Electric é uma das máquinas mais interessantes do conjunto porque não tenta reinventar a escavadora de rodas. Mantém a arquitetura, a mobilidade rodoviária, as dimensões relativamente compactas e a versatilidade de utilização, mas troca o motor térmico por uma cadeia cinemática elétrica. Com 16,6 a 17,9 toneladas e uma bateria de 270 kWh de capacidade, foi desenvolvida para aplicações onde a mobilidade entre frentes de trabalho continua a ser importante,

ESPECIFICAÇÕES

seja em obras urbanas, manutenção, paisagismo, trabalhos municipais, reciclagem ou em demolição ligeira.

O interesse técnico está no equilíbrio entre familiaridade e mudança. Para o operador, a lógica de trabalho continua próxima da de uma escavadora de rodas convencional. Para o dono da máquina, a mudança está nos carregamentos, na autonomia, na necessidade de disponibilidade energética e no menor custo por hora.

CONECTOR

8 a 10 horas, dependendo da aplicação

HOJE CONDUZO EU

Conduzir equipamentos destas dimensões como se fossem um automóvel podia parecer uma miragem, mas não é. Na prática, senti que a Volvo integrou sistemas de apoio que simplificam a operação e encurtam a curva de aprendizagem, mesmo para quem não tem grande experiência. No A60, o controlo de descida e outros assistentes tornam muito mais previsível e segura a gestão de um camião carregado (40 t), incluindo em descidas íngremes com carga na caixa. A EC750E impressionou-me pelo foco no bem-estar do operador e pela sensação permanente de robustez: as várias cargas com pedra de grande dimensão foram feitas sem hesitações. E a EWR150 elétrica foi a cereja no topo do bolo: silêncio total, potência suficiente para o trabalho testado e autonomia com potencial para um dia, deixando claro, pelo menos para mim, que os elétricos já não são “o futuro”, são o presente .

Sub-gerente da revista abolsamia, Luís Seatra teve oportunidade de ensaiar em 1ª mão algumas das novidades presentes neste Volvo Days 2026

Volvo EWR150 Electric

Volvo EC65

Mais caudal para mais acessórios

Motor Volvo D2.6H

Potência bruta 46 kW

Potência líquida 45 kW

Peso operacional 5.750 a 6.810 kg

Capacidade do balde 0,07 a 0,27 m³

Largura total 2.000 mm

Comprimento total 5.840 mm

Ponto forte: caudal hidráulico auxiliar aumentado para utilização com martelos, fresas, pinças, brocas e outros acessórios

Volvo EW65

Mobilidade compacta sobre rodas

Motor Volvo D2.6H

Potência bruta 50 kW

Potência líquida 49 kW

Peso operacional 6.120 a 7.400 kg

Capacidade do balde 0,07 a 0,26 m³

Velocidade máxima 30 km/h

Largura total 1.930 mm

Comprimento total 5.870 mm

Caudal máximo da bomba hidráulica principal 120 l/min

Compacta, mas com “músculo”

Motor Volvo D3.3H

Potência bruta 54 kW

Potência líquida 53 kW

Peso operacional 8.770 a 10.510 kg

Capacidade do balde 0,08 a 0,33 m³

Largura total 2.300 mm

Comprimento total 6.570 mm

Caudal máximo da bomba hidráulica principal 190 l/min

Finalidade: trabalhos urbanos, manutenção, paisagismo e pequenas infraestruturas

Volvo ECR90

Produção em espaços confinados

Peso operacional 23.400 a 29.030 kg

Potência bruta 129 kW

Capacidade do balde 0,36 a 1,44 m³

Alcance máximo de escavação 9.510 mm

Profundidade máxima de escavação 6.350 mm

Raio traseiro 2.310 mm

Finalidade: escavações e elevações de cargas em espaços reduzidos

Volvo ECR355

Mais capacidade numa arquitetura compacta

Potência bruta

Capacidade do balde 0,6 a 2,5 m³

Alcance máximo de escavação 10.635 mm

Profundidade máxima de escavação 6.940 mm

Raio traseiro 2.040 mm

Finalidade: estaleiros densos, obras de infraestruturas e zonas onde o espaço de manobra é limitado

Finalidade: trabalhos em municípios e conservação de vias Volvo ECR255

Escavadora de produção

Peso operacional 56.000 kg g

Binário +10% (estimativa Volvo)

Capacidade do balde 6 yd³ / 4,6 m³

Comercialização prevista início de 2027

Força de escavação +3% (estimativa Volvo)

Finalidade: infraestuturas pesadas, pedreiras e obras de construção mais exigentes

Volvo EC560

Pá carregadora elétrica para ciclos médios

Peso operacional 14.500 a 17.300 kg

Capacidade do balde 2,1 a 7 m³

Potência nominal 140 kW

Capacidade instalada da bateria 180 kWh

Tensão da bateria 600 V

Potência de carregamento DC 120 kW

Carregamento rápido 20 a 80% 55 minutos

Autonomia indicativa 4 a 6 horas, dependendo da aplicação

Conector CCS2

Finalidade: operações em ambiente urbano, industrial e outros sensíveis ao ruído e à poluição

Volvo L90 Electric

Movimentação pesada de materiais

Peso operacional 34.000 a 39.000 kg

Balde de 8,2 m³ com braço standard

Balde de 7,3 m³ com braço longo

Carga de tombamento a viragem total 23.800 kg

Motor Volvo D13J

Potência ECE R120 310 kW

Binário ECE R120 2.343 Nm

Finalidade: operações industriais, biomassa e movimentação de materiais

Volvo A30 Electric

O dumper articulado entra na era elétrica

Carga útil 29.000 kg

Volume da caixa SAE 2:1 17,8 m³

Peso líquido

Peso bruto

Potência máxima bruta

Velocidade máxima 53 km/h

Capacidade da bateria 450 kWh

Conector CCS2

Ponto forte: redução de emissões locais e ruído

Volvo A40 Electric

Mais carga, maior exigência energética

Carga útil 39.000 kg

Volume da caixa 24 m³ SAE 2:1

Bateria 540 kWh

Potência máxima bruta 350 kW

Peso líquido 33.900 kg

Peso bruto 72.900 kg

Conector CCS2

Ponto forte: redução de emissões e ruído

1 ano (5 revistas)

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2 anos (10 Revistas) 55€ 105€

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Volvo L260 Heavy Duty Rehandler

Máquinas Industriais

A eletrificação não vai acontecer por si só “

Àmargem do Volvo Days 2026, a abolsamia falou com Carl Slotte, responsável da Volvo Construction Equipment para a Europa. Em foco estiveram a adoção dos equipamentos elétricos, a digitalização das operações e o futuro da automação.

abolsamia – A Volvo quer assumir uma posição de liderança nos equipamentos elétricos. Quais são hoje as principais restrições à adoção deste tipo de máquinas na Europa?

Carl Slotte – A penetração dos equipamentos elétricos está a desenvolver-se a um ritmo mais lento do que gostaríamos. Mas estamos agora a chegar ao mercado com produtos mais competitivos, que também podem reduzir o custo operacional dos nossos clientes. É importante que os clientes queiram experimentar estas máquinas nas suas próprias operações e percebam, em condições reais, os benefícios que podem trazer.

A adoção depende, então, não apenas da máquina, mas também da confiança do cliente?

Sim. É uma combinação. Temos de ter os produtos certos e ganhar a confiança dos empreiteiros. Mas há outro ponto muito importante: quando os municípios e as cidades colocam requisitos ambientais nos contratos de construção, por exemplo exigindo uma percentagem de operação sem emissões, isso impulsiona a procura por estes equipamentos. A Noruega e

a Alemanha são bons exemplos de mercados onde já se nota uma maior penetração da construção sem emissões.

Portanto, a transição não depende apenas dos fabricantes… Exatamente. Tem de haver produto, confiança dos clientes e requisitos que incentivem os empreiteiros a utilizar equipamentos de emissões zero. Todo o ecossistema tem de estar a funcionar. Caso contrário, isto não vai acontecer por si só.

Nos últimos anos, sente que as necessidades dos clientes mudaram?

Os clientes tornaram-se mais profissionais na forma como procuram produtividade e eficiência. Isso é impulsionado por duas coisas: por um lado, as máquinas tornaram-se mais eficazes; por outro, a digitalização permite ver melhor como a frota está a trabalhar. Quando o cliente tem essa visibilidade, ganha vontade de melhorar ainda mais. Por isso, além de investirmos nas máquinas, estamos também a investir em soluções digitais.

Pode dar exemplos concretos?

Um exemplo é o Load Ticket. Em vez de carregar material, registar tudo em papel e depois passar para Excel, o cliente obtém um relatório eletrónico sobre a quantidade carregada. Outro exemplo é o Connected Map, que permite ver onde estão as máquinas e como está a produtividade no local de trabalho. Essa informação ajuda a tomar melhores decisões e a aumentar a eficiência no estaleiro.

No fundo, o objetivo do cliente continua a ser proteger as margens

Sim. O cliente quer ser mais eficiente porque isso melhora o resultado final. Isso não mudou. O que mudou foram os requisitos e as ferramentas disponíveis para melhorar a operação.

Fala-se cada vez mais de robótica, otimização e máquinas com menor intervenção humana. Como é que a Volvo CE vê o futuro da automação? Vemos a automação como parte do futuro, mas não em todos os segmentos da mesma forma. Há um impulso muito forte em operações industriais, como pedreiras, mineração, portos e outras atividades de movimentação de materiais.

E nos estaleiros de construção?

Aí vemos menos impulso para a automação total, porque os estaleiros são mais complexos. As máquinas mudam de tarefa e não seguem um padrão fixo. Na construção, vemos mais potencial em ferramentas de assistência, controlo 3D e automatização parcial. O operador continua a ser necessário.

Já em algumas operações industriais, pode ser possível retirar o operador da máquina, com benefícios nos custos e na eficiência.

A Volvo já tem soluções automatizadas em camiões para mineração, mas mantendo a possibilidade de condução manual. É essa flexibilidade que faz sentido?

Sim, porque dá flexibilidade ao cliente. Um dia, a máquina pode trabalhar num local onde é possível ter operação automatizada. Noutro dia, pode ir para uma tarefa onde a automação não funciona da mesma forma. Por isso, manter a cabina e o volante continua a fazer sentido. A operação pode ser otimizada quando isso traz valor, sem retirar flexibilidade à máquina.

Carl Slotte, responsável da Volvo Construction Equipment para a Europa, deu uma entrevista em exclusivo à revista abolsamia

Os jovens são a chave para o futuro dos Territórios Rurais

As Jornadas AJAP 2026, realizadas nos dias 8 e 9 de junho, voltaram a demonstrar que os territórios rurais têm futuro quando existem jovens dispostos a investir, inovar e criar riqueza. Ao longo de dois dias de debate e partilha de experiências, ficou claro que há talento e capacidade empreendedora para contrariar a ideia de que o mundo rural está condenado ao declínio.

Um dos momentos mais inspiradores foi a apresentação de projetos e ideias de negócio por jovens empreendedores, em parceria com o Centro de Inovação e Empreendedorismo de Impacto, no stand da AJAP na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, no segundo dia das jornadas. Muitos destes projetos apostam na inovação, digitalização, inteligência artificial, valorização dos recursos endógenos e sustentabilidade, demonstrando o potencial dos territórios rurais para gerar oportunidades, atrair investimento e criar emprego qualificado.

A participação na FNA reforçou uma reflexão que não pode continuar a ser adiada. Como referiu o Secretário de Estado da Agricultura no encerramento das jornadas, Portugal tem os agricultores mais envelhecidos da Europa, com idade média de 64 anos, face aos 57 anos da média europeia. E apenas 3,7% dos agricultores portugueses têm menos de 40 anos, quando a média da União Europeia não ultrapassa os 11%.

Apesar destes números, existem sinais positivos. A AJAP registou este ano um novo recorde de candidaturas ao Pedido Único, quase 24.500 candidaturas, representando cerca de 13% do total nacional. Estes resultados revelam a confiança dos agriculto -

res na associação e a vontade de continuar a apostar no setor apesar das inúmeras dificuldades que atravessa.

Neste contexto, as figuras do Jovem Agricultor e do Jovem Empresário Rural assumem uma importância estratégica. Os territórios rurais precisam de mais agricultura, mas também de mais empresas, serviços, tecnologia, inovação e jovens empreendedores em atividades não agrícolas, capazes de criar emprego, fixar população e reforçar a coesão territorial.

A AJAP continuará a defender o reforço dos apoios aos Jovens Agricultores e a operacionalização efetiva da figura do Jovem Empresário Rural. Sem renovação geracional não haverá desenvolvimento rural, sustentabilidade nos territórios nem resposta eficaz aos desafios das alterações climáticas.

As jornadas abordaram também o sucesso dos projetos de instalação de novos jovens agricultores nos concursos desde novembro de 2014 até ao final de dezembro de 2015, bem como temas estratégicos para o setor, como os seguros agrícolas, a fixação de carbono e o apoio bancário. Para o debate destes temas contámos com a participação de Filipe Charters da Hagel Seguros Agrícolas, Duarte Cordeiro, sócio da Shiftify e Maria João Pinto da CRSUR.

Duarte Cordeiro, ex-ministro do Ambiente e da Mudança Climática no último Governo socialista, foi um dos oradores nas Jornadas da AJAP

O final do primeiro dia contou ao jantar com as intervenções dos Professores António Bonito e Filipe Sampaio Rodrigues sobre os desafios enfrentados pelos agricultores e jovens nos territórios rurais. Participaram ainda os Vice-presidentes das CCDR de Lisboa e Vale do Tejo e do Centro, que defenderam uma maior articulação entre Governo, CCDR, CIM, autarquias, juntas de freguesia e entidades da sociedade civil como a AJAP, para atrair mais jovens empresários, criar emprego, promover a inovação, reforçar a sustentabilidade e melhorar a qualidade de vida nos territórios rurais.

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Máquinas de vindimar (2): Alma Selecta 2 (rebocado), Alma Automotriz
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