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revista abigraf 260 lulho/agosto 2012

a r t e & i n d ú s t r i a g r á f i c a • a n o x x x VII • j u l h o / a g o s t o 2 0 1 2 • nº 2 6 0


Realização Realization Realización


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE FORMULÁRIOS, DOCUMENTOS E GERENCIAMENTO DA INFORMAÇÃO


Sem título, tinta acrílica sobre tela, 120 × 100 cm, 1983

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REVISTA ABIGRAF ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000  São Paulo  SP Tel. (11) 3232-4500  Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br

Intérprete das paisagens

Takashi Fukushima nasceu com a arte e para a arte. Destacando‑se pela suavidade no ato de criar, sempre com técnica apurada, registra o que vê como se estivesse olhando pela janela de um carro em movimento lento.

Presidente da Abigraf Nacional: Fabio Arruda Mortara Presidente da Abigraf Regional SP: Levi Ceregato Gerente Geral: Lygia Flores Conselho Editorial: Cláudio Baronni, Fabio Arruda Mortara, Igor Archipovas, Levi Ceregato, Max Schrappe, Plinio Gramani Filho, Ricardo Viveiros e Wagner J. Silva Elaboração: Clemente & Gramani Editora e Comunicações Ltda. Rua Marquês de Paranaguá, 348, 1º andar 01303-905  São Paulo  SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010  Fax (11) 3256-0919 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Ada Caperuto, André Mascarenhas, Marco Antonio Eid, Milena Prado Neves, Ricardo Viveiros e Sandra Rosalen Revisão: Giuliana Gramani Colaboradores: Álvaro de Moya, Claudio Ferlauto, Hamilton Terni Costa e Walter Vicioni Gonçalves Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci e Livian Corrêa

70 Os desafios do envelope

Fabricantes discutem as forças que vêm determinando a nova configuração de um dos produtos mais antigos do setor gráfico.

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arte & indús tria gráfica • ano xxxvii • julho/agost

Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e Acabamento: Ipsis Capa: Laminação brilho, reserva de verniz texturizado, hot stamping e relevo (com fitas MP do Brasil): UVPack

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Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf) REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012

revista abigraf 260 lulho/agosto 2012

Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 gramanieditora@gmail.com

Fundada em 1965

Capa: PLT.5, acrílica sobre tela, 140 × 140 cm, 2012 Autor: Takashi Fukushima

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Os livros e o Brasil

Karine Pansa, presidente da CBL, fala à Revista Abigraf sobre o mercado editorial, ressaltando a queda no preço médio do livro como fator decisivo no incremento das vendas.

Sigra reúne gráficos de todo o País

Com eventos ligados às áreas educativa, política, esportiva e de sustentabilidade, a Semana da Indústria Gráfica colaborou para a confraternização do setor.

A indústria e a política cambial

A Escola de Economia da GV lança, em seminário realizado na Fiesp, sistema de verificação de moedas capaz de mostrar o cenário do câmbio de cada país.

Na trilha do papel

Dividindo‑se entre a indústria de cadernos, as papelarias e o exercício da liderança setorial, Renato Foroni construiu uma carreira de sucesso e contribuiu para a expansão do segmento de papel impresso.

Técnica, sensibilidade e arte

Rafael Costa é um dos importantes nomes da fotografia publicitária atual, transitando com naturalidade entre os trabalhos comerciais e a fotografia autoral.

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Produtividade e eficiência

Um ano depois de mudar para Santo André, a Ipsis instrumentaliza‑se para continuar oferecendo alta qualidade e custos cada vez mais competitivos.

20 30 66 90 94 Editorial/Fabio Arruda Mortara������������������������� 6 Rotativa��������������������������������������������������������� 8 Gráfica Fotoimpress/SP��������������������������������42 Prêmio Benny����������������������������������������������44 Gráfica Prakolar/SP��������������������������������������46 Ricoh/Novos produtos����������������������������������48 Gráfica Sarapuí/SP���������������������������������������50 Toyo Ink Brasil���������������������������������������������52 International Paper/Portal Chambril���������������54 Ciclo de Sustentabilidade������������������������������55

Drupa 2012�������������������������������������������������60 Opinião/Carlos Vinícius A. Costa Lima/RN������34 Hamilton Terni Costa������������������������������������74 Educação/Walter Vicioni�������������������������������76 Prêmio Cannes��������������������������������������������78 Olhar Gráfico/Cláudio Ferlauto����������������������80 Quadrinhos/Álvaro de Moya��������������������������84 Ilustração/Noir&Libre Visual Studio����������������85 Feira Serigrafia Sign FutureTextil�������������������88 Mensagem/Levi Ceregato�����������������������������98 julho /agosto 2012  REVISTA ABIGR AF

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Editorial

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ição Uma expressiva contraoibBura sil da indústria gráfica

o às editoras, com o cas compradas pelo govern áti did a ção buição às escolas com imensa satisfa nossos impostos, para distri de ro hei A indústria gráfica avalia din da ica ind dos livros em 2011, rcado, a capacidade de queda de 6,11% nos preços públicas. Os números do me ial tor edi or set do das entos do parque impressor na pesquisa “Produção e ven atendimento e os investim s isa qu Pes de uto tit es fora de nosso país, ndação Ins m injustificadas as impressõ na brasileiro”, realizada pela Fu tor ro Liv do e poderíamos mara Brasileira no exterior os empregos qu am ger e Econômicas (Fipe) para a Câ qu ros l dos Editores de Liv (CBL) e o Sindicato Naciona estar criando aqui. ria gráfica e o barateamento qu ar erv obs é nte ica tif de padrão mundial da indúst gra ade alid qu A (Snel). Mais imento à demanda e de 21,8%, ou, melhor ainda, ira, sua capacidade de atend sile acumulado desde 2004 foi bra o. foram referendados lação do períod cada vez mais competitivos ços pre 44,9%, se considerada a inf os de o fat is plausível ito importante o Fipe. Assim, é cada vez ma da o ud Também consideramos mu est o pel ões ilh comercializado 469,5 m ica com o setor editorial no as editoras brasileiras terem e pertinente uma ação sinérg , 10 20 em e pliar o número de leitores mais do qu o de atender à meta de am tid de livros em 2011, 7,2% a sen ero úm O n olvimento. Quanto orde de vendas. essencial para o nosso desenv sil, Bra estabelecendo um novo rec no da ial o de nossa o do seg mento editor iverem presentes no cotidian est os livr is é coerente com o moviment ma , o de melhor desempenho estaremos de uma sociedade indústria gráfica brasileira população, mais próximos tro Ou . 4% 6,3 u anto mais livros ção cresce ista, culta e democrática. Qu ral no ano passado, cuja produ plu do o açã pli am s escolas públicas, isa refere‑se à ponibilizados aos alunos da dis em dado interessante da pesqu for , 11 20 obras didáticas, blicados 58.192 em programas de aquisição de dos io me número de títulos. Foram pu por 5 a .40 relação a 2010, sendo 20 erno, melhor cumpriremos um aumento de 6,28% em paradidáticas e gerais do gov sibilidades de ascensão sabilidade de ampliar as pos pon relativos a lançamentos. res nte ula im mente est tâneas da justiça social. conômica e inclusão, consen Como cidadão, já é suf iciente ioe soc r lho e consolidação estudo da Fipe. Me Trabalhar para o implemento constatar tais números do da o bit âm no mo vis ati oci misso intrínseco a todos ainda, como militante do ass desses objetivos é um compro ssa no to an qu o a na prátic tiva da comunicação integrantes da cadeia produ indústria gráfica, é perceber os s ado ific ver s nço melhor oportunidade onista dos ava ssa e da área cultural. Nossa pre atividade também é protag im . ços pre el está no r pela redução dos o desenvolvimento sustentáv zar bili via no setor editorial, a começa de o, livr e inexpugnável posição do valor de um o patrimônio mais precioso o, ent im hec Rubrica importante na com con custo mais baixo devido a impressão somente teve seu de uma nação! ficas têm feito em aos investimentos que as grá r fmortara @abig raf.org.b tecnologia e equipamentos. e capital, que soment Em decorrência do aporte de hão, e também do esforço em 2011 foi de US$ 1,38 bil fissional, os livros não em capacitação técnica e pro como mais bonitos e mais apenas estão mais baratos, se no contexto da indústria bem impressos, destacando‑ ta no parque gráfico também cultural. Tecnologia de pon dando s, rodar tiragens menores, permite, a custos acessívei ar o pli am de égia das editoras suporte à inteligente estrat e tor ica que os setores edi ial número de títulos. Isso sig nif is na que os novos autores nacio gráfico estão possibilitando s de publicar uma obra. tenham mais oportunidade Isso é positivo para o País. fica Bra sileira da Indústria Grá ainda se não estivesse Presidente da Associação ústrias Gráfica s Ind das E seria muito mais positivo to dica Sin do e o al) (Abigraf Nacion : a contratação da impressã digraf-SP) ocorrendo um sério problema no Estado de São Paulo (Sin as obr ive lus inc , ses paí ros out em de livros brasileiros

F abio A rruda M ortara

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Novo diretor assume a área de Finanças da Xerox O economista Luiz Eduar­do

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Nova etapa do programa de acervos para bibliotecas

Fundação Bi­blio­te­ca Na­cio­ nal (FBN), do Ministério da Cul­ tura, anunciou no dia 9 de agos­ to, na Bie­nal In­ter­na­c io­n al do Livro de São Paulo, a segunda etapa do seu Programa de Acer­ vos para Bi­blio­te­cas, que be­ne­ fi­cia­rá 1.770 bi­blio­te­cas públicas em 1.530 mu­ni­cí­pios. O valor do novo edital, que prevê a com­ pra de quatro mil exemplares de 400 títulos indicados pelas pró­ prias bi­blio­te­cas, é de R$ 16  mi­ lhões, mas os investimentos po­ dem chegar a R$ 27 milhões com os recursos de editais an­te­rio­res não utilizados. A indicação dos livros pe­ las bi­blio­te­cas que se inscreve­ ram em fins de 2011 no Cadas­ tro Na­cio­nal de Bi­blio­te­cas, do Sistema Na­cio­nal de Bi­blio­te­cas Públicas, para participar do pro­ grama está sendo feita pela in­ ternet. A FBN entrará em contato com as editoras detentoras dos direitos de publicação para ne­ go­ciar a aquisição. Além de fa­ zer chegar os livros diretamente

aos pontos de venda escolhidos pelas bi­blio­te­cas, as editoras te­ rão que produzir e colocar no mercado um excedente de mais quatro mil exemplares com o mesmo preço de capa (R$ 10,00) para o consumidor final. Nesta fase do programa po­ derão participar somente livros de literatura. Além da garantia de compra de metade da tira­ gem para compor coleções de 400 títulos que reforçarão o acer­ vo das bi­blio­te­cas municipais e estaduais, a FBN também esti­ mulará as bi­blio­te­cas participan­ tes a utilizarem recursos pro­ve­ nien­tes do edital an­te­rior para adquirir nos pontos de venda os livros da coleção. “Estamos crian­ do mecanismos para estimular o mercado a apostar no abasteci­ mento dos canais de venda para que, assim, os livros mais baratos também cheguem às mãos do consumidor final”, afirma o pre­ sidente da FBN, Galeno Amorim. Durante o encontro com editores e livreiros na Bie­nal do

Livro de São Paulo, a FBN e o Ministério da Cultura também aproveitaram para divulgar o edital do Programa de Acervos das Bi­blio­te­cas, lançado no fi­ nal de 2011. São dois projetos-​ ­p ilotos distintos e com carac­ terísticas pró­p rias, segundo o presidente da FBN. Enquanto o novo edital estabelece a aqui­ sição de livros produzidos es­ pe­cial­men­te para o programa, o an­te­rior buscou o aproveita­ mento de livros já estocados no mercado. Os dois editais fa­ zem parte dos investimentos de R$ 373  milhões anun­cia­dos em abril pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, em 42 projetos e programas da pasta, em 2012, dentro do Plano Na­cio­nal do Li­ vro e Leitura (PNLL). A maior par­ te dos investimentos é destinada para a construção e moderniza­ ção de bi­blio­te­cas. Também fo­ ram anun­cia­das vá­rias ações de formação de agentes de leitura e formação de profissionais para as bi­blio­te­cas e pontos de leitura.

Barretto acaba de assumir na Xerox do Brasil o cargo de di­ retor para a área de Finanças e Administração, antes ocu­ pado por Rodney Noo­n oo. Barretto ingressou na empre­ sa em 1985 e já ocupou dife­ rentes funções em Finanças e Manufatura, além de ter cum­ prido duas missões de lon­ go prazo nos Estados Unidos. Desde 2007, o executivo era controller da Xerox do Brasil.

Paper Express apresenta cartilha FSC Com o objetivo de disseminar os conceitos de impressos com a certificação FSC e também de incentivar a sua utilização, a Paper Express lançou a Car­ tilha FSC, que traz informações para pu­bli­ci­tá­rios e designers sobre a escolha do papel cer­ tificado FSC e orien­ta­ção para aplicação do selo nos impres­ sos. Na indústria da comunica­ ção, o FSC (Forest Stewardship Council) é uma das certifica­ ções mais conhecidas, cujo selo atesta que a floresta da qual é oriundo o papel utili­ zado na impressão é explo­ rada de acordo com todas as leis vigentes e de forma corre­ ta do ponto de vista ecológico, so­cial e econômico. A cartilha está sendo dis­tri­buí­da gratui­ tamente e pode ser solicitada pelo telefone (11) 2219.7500, ou através do e-​­mail selofsc@ paperexpress.com.br. 

REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012


EFI lança programa de certificação Fiery Foi anun­cia­do em agosto pela EFI um novo programa de trei­ namento e certificação para os clien­tes dos seus servidores de impressão digital, ferramentas e opções de soft­ware F­ iery. Os pres­ tadores de serviços de impressão passam a contar com um progra­ ma de treinamento estruturado que ensina as habilidades essen­ ciais para aumentar a capacida­ de de produção, am­p lian­do o portfólio de serviços e a lucrati­ vidade, com qualidade de cores su­pe­rior e maior rapidez. Tudo isso é atestado ao final por meio de um exame de certificação. O programa consiste em dois modelos: ­Fiery Pro­fes­sio­ nal Cer­ti­f i­ca­tion e ­Fiery Expert Cer­ti­f i­ca­tion. O  primeiro esta­ belece habilidades sólidas re­la­ cio­na­das à fun­cio­na­li­da­de ­Fiery, como configuração ­ideal do sis­ tema, ge­ren­cia­men­to de traba­ lhos de impressão, perfis de co­ res e calibragem, através de 15 cursos individuais online e um exame de certificação. O  pro­ grama, que custa US$  250, é hospedado na web e pode ser

acessado a qualquer momento e em qualquer lugar, permitindo que os alunos ­criem planos de estudo pró­prios de acordo com sua disponibilidade. As inscri­ ções podem ser feitas pelo site www.efi.com/fierypro. A versão mais avançada, o programa ­Fiery Expert Cer­t i­ fi­c a­tion, oferece treinamento para o uso da imposição avan­ çada ­Fiery e de ferramentas de impressão de dados variáveis, otimização do fluxo de traba­ lho em PDF, edição de cores complexa em es­tá­gios tar­dios, integração de fluxo de traba­ lho JDF e muito mais. Pre­sen­cial, ele desenvolve a aplicação prá­ tica em si­tua­ções de produção ­reais para permitir um ge­ren­cia­ men­to mais estratégico dos sis­ temas ­Fiery, contando também com cinco cursos online, treina­ mento intensivo prático em sala de aula em dois dias e exame de certificação online. O  cus­ to é de US$ 750, mais despesas de via­gem e estadia. As inscri­ ções podem ser feitas pelo site www.efi.com/fieryexpert.

IBF estabelece parceria com a FFEI Ltd.

Desenvolvedora global de solu­

ções de imagens digitais, a FFEI Ltd. anunciou em julho sua par­ ceria com a fabricante brasileira de chapas IBF, para a distribuição de toda a sua va­rie­da­de de solu­ ções comerciais de CtP (computerto-​­plate). A IBF distribuirá o siste­ ma CtP vio­le­ta Alinte e o RealP­ro suite de soft­wares complementa­ res para sua carteira de clien­tes brasileiros, am­plian­do ainda mais os canais de vendas da FFEI para a América Latina. A IBF, quarta maior fabricante mun­dial de chapas, exporta para mais de 70 paí­ses e emprega mais de 1.000 revendedores no mundo todo. De acordo com Andy Cook, diretor executivo da FFEI, a rede de vendas abrangente da IBF e a ex­pe­riên­cia e competência com­ provadas foram fatores-​­chave no fechamento da parceria. Através dos seus parceiros re­ vendedores, a Fujifilm, a Technova e a Founder, a FFEI se tornou a for­ necedora destacada de sistemas CtP comerciais na Índia e na Chi­ na. O sistema de CtP Alinte da FFEI contém uma solução de tambor interno de baixo custo, desenvol­ vida es­pe­cial­men­te para atender

as necessidades dos mercados emergentes, oferecendo todos os atributos da série de produtos existente há muito tempo — alta qualidade de imagem, rápida pro­ dução de chapas, operação sim­ ples e automatizada, mas com um baixo custo de investimento. A IBF também distribuirá o mais recente sistema RealP­ro Workflow da FFEI, projetado es­p e­cial­men­ te para complementar a série CtP Alinte e fornecer um fluxo de tra­ balho completo para impressoras comerciais. De acordo com Milton Felter, diretor co­mer­cial da IBF, a série completa de soluções de CtP da FFEI e seu projeto de qua­ lidade exerceram in­f luên­cia total na decisão de parceria com a em­ presa estabelecida no Reino Uni­ do. “No  mercado brasileiro, que está se expandindo rapidamen­ te, as gráficas esperam produtos de alta qualidade e estão sempre procurando se manter atua­li­z a­ das em relação à tecnologia mais recente. Portanto, estamos mui­ to empolgados com este contrato com a FFEI, pois suas soluções de CtP complementam nosso portfó­ lio voltado a clien­tes que exigem qualidade robusta e baixo custo”. 

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0 1 2 • nº 2 5 9 • aio/junho 2 • ano xxxvii m tria gráfica arte & indús

ASSINE 1 ANO (6 edições)

2012 259 maio/ju nho revista abigraf

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REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012

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Distribuída a 8ª– edição da revista Santa Art Magazine

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roduzida no parque gráfico da Santa Marta, em João Pessoa (PB), a revista Santa Art Magazine, de

Recife (PE), chega ao seu núme­ ro 8 primando pela alta qualida­ de gráfica. Nela, o leitor encon­ tra, com muita arte, fo­to­gra­f ias, esculturas, pinturas, moda, inter­ venções e outros temas. Segundo o editor Sérgio Mauricio, é um veí­ cu­lo fine art, uma revista-​­galeria. Ao lado dos artistas plásticos nacionais Gisele Camargo, Wag­ ner Pinto e Pedro Varela, entre outros, a edição conta com tra­ balhos de respeitados nomes in­ ternacionais, como os fotógra­ fos ­Cliff Watts, Antanas Sutkus e James Mollison, além do artista plástico Willy Verginer.

Trends of Print Latin America e Conferência Abro no Sheraton WTC

Nos dias 20 e 21 de setembro,

no Sheraton WTC Hotel, em São Paulo, será rea­li­za­da a Conferên­ cia Trends of Print Latin America, cria­da em 2008 pela As­so­cia­ção dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (Afei­ graf). Agora em sua segunda edição, a Trends of Print conta com a parceria da As­so­cia­ção Brasileira de Empresas com Ro­ tativa Offset (Abro), que terá a sua 6ª Conferência ­Anual. O encontro irá pro­p or­cio­ nar aos participantes uma visão abrangente de toda a cadeia da tecnologia de produção gráfi­ ca, debates sobre ten­d ên­cias de mercado e de­sa­f ios futuros. Três fóruns serão desenvolvi­ dos, abordando novas tec­no­lo­ gias, crescimento da impressão digital e a cadeia produtiva de embalagem. A apresentação de cases profissionais irá de­ monstrar exemplos de atua­ção,

sobrevivência e desenvolvimen­ to na indústria gráfica enfren­ tando os de­sa­f ios atuais, assim como temas especiais destaca­ rão a importância da gestão na indústria gráfica e as ten­dên­cias tecnológicas. Entre os pales­ trantes e conferencistas estarão respeitados profissionais na­ cionais e internacionais, como: Ricardo Amorim, Bernhard Schreier, Die­ter Brandt, Chris Batchelder, Claudio Gae­ta Jú­ nior, Dragan Volic, Ralph Nappi, Fabio Mestriner, Frank Steigle­ ger, Karl Klökler, Hamilton Terni Costa, Eduar­do Costa, João Car­ los Wi­ziack, Ricardo Minoru Ho­ rie, Osmar Barbosa, Paulo Rosa, Roberto Muy­laert e outros. A Trends of Print Latin Ame­ rica é organizada e promovida pela APS Feiras e Eventos, em­ presa que também organiza a Expoprint Digital, Fespa Brasil e Expoprint Latin America. www.trendsofprint.com.br

Livreto da IP derruba mitos sobre o papel

A In­ter­na­tio­nal Paper Améri­

ca Latina, fabricante dos pa­péis Chamex, Chamequinho e Cham­ bril, produziu um livreto sobre sustentabilidade, desmitifican­ do inverdades disseminadas sobre o impacto da produção do papel na mudança climáti­ ca, produtos químicos utiliza­ dos na sua fabricação, fertilida­ de do solo, consumo de água e de energia. O livreto esclarece que a sua produção de papel

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provém de florestas pró­p rias plantadas e com manejo susten­ tável e aborda também o futu­ ro do papel e a importância de o mercado utilizar apenas pro­ dutos certificados, que atestem a sua origem. Os exemplares estão sendo dis­tri­buí­dos para clien­tes, fornecedores, represen­ tantes das comunidades onde a In­ter­na­tio­nal Paper possui fábri­ cas e formadores de opi­nião. www.internationalpaper.com.br 

REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012


Sistema Automático para o Controle de Papel Imune da ACE BR.

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Quem usa:

Extração de dados e elaboração de demonstrativos de estoque e transmissão ao SEFAZ, contendo as informações sobre aquisições, utilizações imunes ou não, saldos em estoques, destinações, resíduos, perdas, recebimentos ou envios para industrialização. Além disso, realiza diversas operações, como exemplo, o retorno de papel simbólico e a remessa por conta e ordem, o que garante sua aplicabilidade na Indústria Fabricante de Papel, além da Gráfica e da Editora.

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Tetra Pak adquire ativos da Genius Automação de Sistemas

Líder mun­dial em soluções para sistemas de

embalagens e de processamento de alimen­ tos, a Tetra Pak anunciou no dia 6 de agosto a aquisição dos ativos da Genius Automação de Sistemas Ltda, es­pe­cia­lis­ta em controle de sistemas industriais. A aquisição reforçará os recursos e com­pe­tên­cias da Tetra Pak em au­ tomação para soluções de sistemas de emba­ lagens e de processamento, particularmente na área de Sistemas de Execução de Manu­ fatura (MES – Manufacturing Exe­cu­tion Sys­ tems), sistemas de controle que ge­ren­ciam e monitoram os processos no chão de fábrica. De acordo com Tim High, vice-​­presidente executivo da área de sistemas de processa­ mento da Tetra Pak, a Genius implementa sistemas escaláveis de alta performance que

melhoram o desempenho in­dus­trial utilizan­ do tec­no­lo­gias de soft­ware de última gera­ ção. “A competência de automação da Ge­ nius combinada com a ex­pe­riên­cia da Tetra Pak nos permitirá oferecer aos nossos clien­ tes o mais alto padrão de desempenho de produção, efi­ciên­cia ope­ra­cio­nal, qualidade e segurança alimentar”, afirma o executivo. A aquisição faz parte da estratégia da Te­ tra Pak para desenvolver linhas de processa­ mento e sistemas de embalagens altamente integradas e automatizadas. A  competên­ cia de automatização da Genius contribui­ rá para os futuros desenvolvimentos e ofer­ tas do Tetra PlantMaster, a solução da Tetra Pak para supervisão, controle e operação de soft­ware nas fábricas.

Oki abre escritórios na Alemanha e na Indonésia

Uma das principais empresas de soluções de

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impressão do mundo, a Oki anuncia a abertu­ ra de es­cri­tó­rios na Indonésia e na Alemanha. A expansão faz parte da estratégia de cresci­ mento da companhia, que tem como objeti­ vo estar presente em todo o mercado global. Atenta às necessidades do setor, a empresa procura reforçar as atividades de mar­ke­ting re­la­cio­na­das a telecomunicações e compo­

nentes no Leste Europeu e Sudeste da Ásia, re­giões em que prevê um crescimento sólido. O Grupo Oki tem expandido seus ne­gó­cios no ex­te­rior em um ritmo constante em diver­ sas ­­áreas. A empresa controla operações para impressoras em cerca de 120 paí­ses, com filiais de vendas em 36 paí­ses. Para o segmento de ATM, hoje a empresa mantém uma fábrica e es­cri­tó­rios de vendas na China. 

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Printbill Embalagens tem novo diretor executivo

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Ampla inaugura fábrica no Paraná

Fabricante brasileira de impres­

soras digitais de grandes forma­ tos, a Ampla Produtos de Comu­ nicação Vi­sual inaugurou em julho sua nova fábrica em Pi­ nhais, na re­gião metropolita­ na de Curitiba (PR). Com mais de 8.000 metros quadrados de área cons­truí­da, a nova unidade fabril elevará a capacidade pro­ dutiva da empresa, além de au­ mentar o espaço do Centro de

Inovação, que atua no desenvol­ vimento das futuras gerações da sua linha de produtos. O lança­ mento recente de modelos da linha Rio e Targa UV integra-se aos produtos Targa XT e Samba XT, já conhecidos no mercado. Além da fábrica e matriz em Pinhais, a Ampla também está presente em São Paulo (SP), Lau­ ro de Freitas (BA), Rio de Janei­ ro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT ), Ca­ noas (RS) e Recife (PE). Dentro dos planos de expansão da empre­ sa, novas filiais estão em processo de implantação. www.ampladigital.com.br

Targa UV

Heidelberg do Brasil em novo endereço

No dia 13 de agosto, o escritó­

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rio matriz da Heidelberg do Bra­ sil passou a atender no seu novo endereço no município de San­ tana de Par­naí­b a (SP). A nova estrutura, com 5.250 metros quadrados, unifica o escritório administrativo, a fi­lial de vendas e serviços e o centro logístico,

que fun­cio­na­vam em diferen­ tes locais. A fi­lial de vendas e serviços foi a última a se instalar, efe­tuan­do sua mudança no dia 27 de agosto. Heidelberg do Brasil Alameda África, 734/756 Polo Empresarial Tamboré 06543-​­306  Santana de Parnaíba  SP Tel. (11) 5525.4500  Fax (11) 5525.4501

REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012

ando continuidade ao pla­ nejamento de pro­f is­sio­na­li­z a­ ção da gestão administrativa da Printbill Embalagens, o pro­ fis­sio­nal Rogério Junqueira foi no­mea­do diretor executivo no dia 21 de junho. Há dois anos o pro­f is­sio­nal já atua­va como su­ perintendente geral, participan­ do da rees­tru­tu­ra­ção e planeja­ mento estratégico da empresa. Junqueira é formado em Enge­ nharia de Embalagens pela Es­ cola de Engenharia Mauá, além de ter cursado Administração, Tecnologia de Papel e Celulose e MBA em Gestão Em­pre­sa­rial pela FGV. Ex­pe­rien­te e conhe­ cido no setor atuou na Ibema

F

Cia. Brasileira de Papel por seis anos, onde foi responsável pe­ las ­­áreas técnica, desenvolvi­ mento de produtos e novos ne­g ó­c ios. An­te­r ior­m en­te fez parte por quatro anos da equi­ pe produtiva e de qualidade da Jofer Embalagens.

Grupo Day Brasil projeta grande crescimento

undado em 1967 por Abraham Graicar e Eduar­do Ulia­no, o Gru­ po Day Brasil conta hoje com mais de 700 fun­cio­ná­rios, 18 fi­ liais em todo o Brasil e um port­ fó­l io de mais de 8.000 itens. O grupo atua em diversos mercados, através de suas uni­ dades de ne­gó­cios — Artes Grá­ ficas, Indústria e Arquitetura & Construção Civil —, atendendo as ­­áreas de embalagem e artes gráficas, papel e celulose, quí­ mica, alimentos e bebidas, cons­ trução civil, ae­ro­náu­ti­ca, mine­ ração, siderurgia, metalurgia, petroquímica e mecânica. Único produtor de blanque­ tas para offset no hemisfério sul, o Grupo Day Brasil possui três filiais internacionais para distri­ buição mun­dial e está presente em mais de 50 paí­ses. O produto de borracha é responsável pela

transferência da imagem da chapa para o suporte, processo rea­li­za­do desde a impressão de papel moe­da e jornais, até o tra­ balho com embalagens e latas. A fabricante domina o mercado na­cio­nal de blanquetas e pos­ sui uma participação aproxima­ da de 10% no cenário mun­dial. A empresa projetou para o pe­río­do até 2015 uma meta am­bi­cio­sa. “Que­re­mos 50% de crescimento nas vendas e, para isso, vamos investir em nossa força de vendas, com treina­ mentos para melhorar o atendi­ mento ao clien­te e a prestação de serviços.Outro foco é o es­ tudo de novos mercados, para conquistarmos mais clien­t es e gerarmos novos e estratégi­ cos ne­gó­cios”, declara Abraham Graicar, diretor do grupo. www.daybrasil.com.br


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Entrevista

Karine Pansa

Mais brasileiros estão comprando livros e participando de eventos literários. Nesta entrevista, Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), fala sobre os números positivos do mercado editorial. Ada Caperuto

Quando os livros transformam um país

empresária do ramo edi­to­r ial Karine Pansa é a segunda mulher a ocupar a presidência da Câmara Brasileira do Livro (CBL). No cargo desde o ano passado, ela também preside o Instituto Pró-​­Livro (IPL), que lançou recentemente a nova pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, com números positivos sobre a cadeia do livro no País. Karine integra a entidade há anos, tendo sido responsável por projetos como o Minha Bi­blio­te­ca, que anual­men­te beneficia 500 mil alunos da rede pública da cidade de São Paulo. Teve também participação relevante nas comissões internas da CBL , que discutem a melhoria de bi­blio­ te­cas, feiras nacionais, pesquisas sobre o mercado edi­to­r ial e a Bie­nal In­ter­na­cio­nal do Livro de São Paulo, que, neste ano, com o mote “Livros transformam o mundo, livros transformam pes­soas”, recebeu cerca de 800 mil visitantes.

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Em julho, a CBL e o Sindicato Na­cio­nal de Editores Temos dados de 2011 que mostram que as de Livros (Snel) divulgaram a pesquisa Produção e vendas dos livros didáticos equivaleram a Vendas do Setor Edi­to­r ial Brasileiro 2011. Quais 258,6 milhões de exemplares, ou R$ 2,4 bisão os principais resultados deste estudo? lhões. De fato, é uma fatia muito significativa Destaco a expansão no número de exempla- para o nosso mercado. Para se ter uma ideia, em res vendidos, combinada à queda no preço mé- 2011, as Obras Gerais totalizaram 107,9 midio do livro co­mer­cia­li­za­do ao mercado, ambas lhões de exemplares (R$ 1,06 bilhão), os títulos ten­dên­cias observadas desde 2004 e confirma- Re­l i­g io­sos ficaram com 96,7 milhões de exemdas na última edição do estuplares (R$ 483,7 milhões), e os do. Segundo o levantamento, Cien­tí­f i­cos, Técnicos e Profisrea­l i­z a­do pela Fundação Inssionais, com 36,6 milhões de tituto de Pesquisas Econômiexemplares (R$ 910 milhões). Dados de 2011 cas da USP (Fipe/ USP), o númostram que mero de exemplares vendidos Com a queda verificada no pre­ as vendas dos cresceu 9,8% se considerarmos ço dos livros, quais são os prin­ livros didáticos apenas as vendas ao mercado, cipais reflexos para o mercado equivaleram a e 7,2% se considerarmos tamedi­to­r ial? 258,6 milhões de bém as vendas ao governo e a Um deles é a am­p lia­ç ão da entidades sociais. Ao todo, fooferta de títulos — em 2011, exemplares, ou ram vendidos cerca de 470 mitivemos um crescimento de R$ 2,4 bilhões. lhões de exemplares. Já o preço 9,05% no número de lançamédio nas vendas ao mercamentos em relação ao ano an­ do registrou queda de 6,11%. te­r ior —, o que indica que as Esse valor representa uma retração acumulada editoras estão procurando novos nichos de de 21,8% desde 2004, ou 44,9% se descontada mercado e, consequentemente, am­plian­do suas a inflação no pe­r ío­do. possibilidades de vendas. Quais são os motivos preponderantes para este crescimento nas vendas? Em relação às vendas de mercado, identificamos uma série de fatores, por exemplo, a queda no preço médio do livro. Outro aspecto importante é a crescente escolarização dos brasileiros, o que se reflete no reconhecimento de que a leitura é fundamental para o desenvolvimento pro­fis­sio­nal dos cidadãos. A pesquisa mostra que 64% dos brasileiros acreditam que a leitura é “fonte de conhecimento para a vida”. Em relação às vendas ao governo, o crescimento é um reflexo da am­plia­ç ão de programas de compras como o Plano Na­cio­nal do Livro Didático (PNLD), do Ministério da Educação. As encomendas do PNLD representam uma im­ portante fatia de ne­gó­cios para as gráficas brasi­ leiras do segmento edi­to­r ial. Qual é o volume de vendas e faturamento neste nicho?

Além da Bienal, a CBL também realizou nes­ te ano o Congresso In­ter­na­cio­nal CBL do Livro Digital. Como está este mercado em termos de faturamento e volume de publicações? Estimativas de mercado dão conta de que há, hoje, cerca de 10 mil títulos disponíveis nesse formato — a título de comparação, há disponíveis em língua inglesa cerca de 950 mil títulos. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura, os formatos digitais atingem atual­men­te no Brasil apenas 9,5 milhões de leitores, ou 5% do público leitor. Em 2011 foram postos em circulação 5.235 títulos neste formato, o equivalente a aproximadamente 9% dos títulos editados em papel. É verdade que o faturamento deste segmento ainda é relativamente baixo, de R$ 868,5 mil em 2011, mas acreditamos que há espaço para o crescimento nos próximos anos, uma vez que temos observado uma demanda crescente nesse sentido. De qualquer modo, o formato

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impresso deve con­t i­nuar como principal mídia de leitura por um bom pe­r ío­do.

No Brasil, o livro impresso ainda tem muito espaço para crescer. Basta observar o avanço de canais de comercialização como os supermercados e as bancas de jornais.

Estes números mostram que, ao menos no Brasil, o livro impresso ainda é o formato preferido dos leitores? Certamente. No Brasil, o livro impresso ainda tem muito espaço para crescer. Basta observar o avanço de canais de co­mer­cia­l i­za­ção como os supermercados e as bancas de jornais, que têm um papel muito importante para a massificação da leitura. A participação dos supermercados no mix de co­mer­cia­li­za­ção das editoras passou de 1,47% para 2,4% em volume de exemplares

vendidos de 2010 para 2011. Já no caso das bancas de jornal, a participação saltou de 0,36% para 2,21% no mesmo pe­r ío­do.

Como a senhora, que foi uma das mentoras do pro­ grama Minha Bi­blio­te­c a, enxerga os de­sa­f ios da im­ plementação de bi­b lio­t e­ cas em tempos de crian­ças hiperconectadas? Acreditamos que as bi­ blio­t e­c as devam ser espaços não apenas dedicados aos estudos, mas também à leitura. Explico: a pesquisa Retratos da Leitura, do IPL , mostrou que, para a maioria dos leitores brasileiros (71%), as bi­blio­te­cas são vistas apenas como um lugar para estudar; para 61% dos entrevistados, é um lugar para pesquisa; em seguida, aparece como um am­ bien­te voltado para estudantes (28% dos entrevistados), e, em quarto lugar, com 17%, a bi­blio­te­ca é apontada como um local para emprestar livros de literatura. Portanto, acreditamos que o desafio seja desenvolver políticas públicas que revertam essa imagem, de modo que as bi­blio­te­c as passem a ser vistas pelos brasileiros como espaços para o lazer, onde se possa ler, estudar, conhecer novos autores, assistir a filmes e participar de oficinas, cursos e eventos ligados à área da cultura. O Ministério da Cultura anunciou em abril inves­ timentos de R$ 373 milhões no Plano Na­cio­nal do Livro e Leitura (PNLL) em 2012. Ao todo, serão 42 projetos desenvolvidos com o objetivo de pro­ mover o livro, a leitura, a literatura, as bi­blio­te­ cas e a cria­ção e difusão da literatura brasileira. Qual é a sua opi­nião sobre esta ini­cia­ti­va? É fundamental. Em um país que ainda amarga índices tímidos de leitura (segundo a pesquisa Retratos da Leitura, do IPL , apenas 50% dos brasileiros leram mais de um livro, inteiro ou em partes, em 2011), somente com o empurrão do Estado será possível avançar.

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O CAMINHO MAIS RÁPIDO PARA O FUTURO A NOVA GERAÇÃO DE IMPRESSORAS

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Takashi Fukushima


ARTE

Inexiste limite entre o real e o imaginário na pintura deste artista que, com a emoção de um olhar pleno de razão, mostra as interferências do homem no campo e na cidade. O rural e o urbano integram a natureza (des)construída ao longo do tempo. Ele não contesta, apenas constata. Ricardo Viveiros (ABCA)


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Ta­kao­ka desenhando cavalos, ainda antes de eu começar a estudar”, conta Takashi, que aos cinco anos já rabiscava os primeiros traços e até ganhou um prêmio na escola, com direito a exposição no mural e o seu nome em destaque. Na adolescência frequentou o estúdio do pai, descobrindo o ma­te­r ial de trabalho.

Poética da atmosfera subjetiva 1 (página dupla anterior) Bizon, técnica mista sobre madeira, 110 × 160 cm, 1998 2 Sombras, acrílica sobre tela, 140 × 140 cm, 2012 3 Sem título, tinta acrílica sobre tela, 90 × 110 cm, 1992 4 Vale das Indecisões, tinta acrílica sobre tela, 114 × 146 cm, 1981

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T

akashi Fukushima nasceu em 18 de março de 1950, na capital do Estado de São Paulo, primogênito do consagrado pintor Tikashi Fukushima, japonês radicado no Brasil. Para quem veio ao mundo vo­ca­cio­na­do e com DNA artístico, pode-se dizer que o menino foi literalmente cria­do no Pa­raí­so, e não apenas no bairro paulistano. Para os orientais o desenho é uma linguagem universal, capaz de garantir o diá­lo­go com qualquer cultura. Em es­pe­cial no pós-​­guerra, quando muitos imigraram buscando viver em paz. O pai de Takashi, antes de ser pintor, foi dono de uma conhecida molduraria onde artistas enquadravam suas telas. Em alguns casos, ele as retirava nos ate­liês. “Lembro do (Yoshiya)

A construção

Em 1969, Takashi expôs pela primeira vez no Salão Seibi (SP), originalmente Seibi-​­kai — espaço destinado à projeção dos artistas nipo-​ ­brasileiros no cenário na­cio­nal. Entre os que participavam das mostras estavam: Tomie Ohtake, Manabu Mabe, Flávio Shiró, Kazuo Wakabayashi e Jorge Mori. Com apenas 19 anos, Takashi foi se­le­c io­n a­do para o salão. Quan­do chegou a hora de cursar faculdade, a opção foi próxima da arte: Arquitetura. Ele fez o pré-​­vestibular Universitário, no qual le­cio­na­vam Luiz Paulo Baravelli, Carlos Alberto Fajardo e Antônio Benetazzo. Foi nos tempos do “cursinho” que Takashi conheceu Elisa, com quem se casou. Ainda antes de entrar na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU‑­USP), foi escolhido para integrar um grupo de estudos e debates no ateliê de Baravelli. Em 1972, na Galeria Opus (SP), fez sua primeira exposição in­d i­v i­dual. Nos anos da universidade, tendo entre os colegas Chico Buarque, Arrigo Barnabé, Guilherme Arantes e Tizuka Yamazaki, aproximou-se de outras linguagens como a música e o cinema. A FAU‑USP, onde foi aluno de Flávio Motta, acabou sendo a sua grande escola de arte. Ao concluir o curso, Takashi passou um ano no Rio de Janeiro (1976); estudou, trabalhou e expôs no Museu de Arte Moderna (MAM). De 1974 a 1977 atuou como arquiteto. Voltou a pintar e foi para o Canadá. Retornou ao Brasil, atou como cenógrafo em Pássaros do poen­te (1988) e


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recebeu importantes prê­mios: APCA , Apetesp-​ ­ ambembe/Inacen e Mo­l iè­re. Com a via­gem M pro­por­cio­na­da por esta conquista, foi à França e, em Paris, expôs in­d i­v i­dual­men­te; também mostrou seus quadros em Londres, Inglaterra. Takashi foi bolsista (1990) da Fundação Japão, pela qual pesquisou xilogravura na Universidade Na­cio­nal de Artes e Música de Tóquio. Desde 1992 le­cio­na Desenho no curso de Arquitetura da Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Com a instalação denominada “Jardim dos sentidos”, integrou a exposição “Bie­nal 50 anos”, da Fundação Bie­nal de São Paulo. Doutorou-se pela FAU‑​­USP em 2005, tornando-se professor da mesma instituição no ano seguinte. Além da marca

Takashi registra paisagens como se estivesse olhando pela janela de um carro que se arrasta, lentamente, pelas estradas ou ruas. Primeiro, as imagens são registradas em sua mente, depois ele deixa aflorar as me­mó­r ias mais intensas, como quem sai de um sonho po­voa­do de imagens, instigante arquivo de sua poé­ti­ca da atmosfera subjetiva, profunda e verdadeira. Ele se emo­cio­na, mas não se assusta com as descobertas feitas nessa garimpagem do co­ti­dia­no.

Takashi Fukushima é um artista que se destaca pela força da sua­v i­da­de no ato de c­ riar, sempre com apurada técnica. Um atento intérprete da paisagem que, mesmo depois de expor suas telas com sucesso, ainda mexe nos trabalhos. Recria a si mesmo, na dinâmica da vida. Ao serem apresentadas as telas, o processo de cria­ção sofre interferência do público e isso permite descobertas místicas: “Porque a arte não tem explicação, é apenas algo necessário à vida”, revela. O ser humano, na arte de Takashi, é um agente da natureza. Como tal, constrói e destrói ao longo do tempo. “O que afeta o natural é o foco do meu trabalho. Não há noite que não preceda dia. Olho a vida no campo e na cidade como se fosse um corte no cristal”. Ele faz parte de uma geração marcada pela arte conceitual, mas, como Gregório Gruber, seu contemporâneo e também filho de um grande pintor, manteve-se fiel ao suporte, à tela. Cores, volumes, traços e muita luz são elementos tratados com ética, emoção e um olhar despojado na obra de Takashi Fukushima: pintura! Perguntado sobre a questão que geralmente faz sofrerem muitos talentosos filhos de pais de sucesso, ele deixa bem clara a relação com o sobrenome famoso: “Não houve conflito algum, assumi o inevitável”. Para os marchands é importante ele assinar “Fukushima”, mas, para o artista que sempre respeitou o pai e não se deixou in­f luen­ciar totalmente por ele, nunca houve qualquer temor quanto a uma possível sombra. O pai jamais disse ao filho o que era bom ou ruim, deixou que Takashi buscasse, de maneira gradativa, seu próprio caminho. Deu certo!

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5 Reg, tinta acrílica sobre tela, 140 × 210 cm, 2002 6 Sem título, tinta acrílica sobre tela, 100 × 100 cm, 1984 7 Pantheon, tinta acrílica sobre tela, 180 × 140 cm, 2002 8 Ohnami, técnica mista sobre madeira, 60 × 180 cm, 2009

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2012

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Capa

PLT.5, acrílica sobre tela, 140 × 140 cm, 2012

& TAKASHI FUKUSHIMA Tel. (11) 5549.3820 E-​­mail: takashifukushima@gmail.com julho /agosto 2012  REVISTA ABIGR AF

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Sigra 2012

Semana da Indústria Gráfica promove a união do setor

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(E/D) Levi Ceregato, presidente da Abigraf-SP; Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf Nacional e do Sindigraf-SP; James Hermes dos Santos, presidente do Conselho Diretivo da Abigraf Nacional; Michel Temer, vice-presidente da República; Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo; e Mário César de Camargo, vice‑presidente da Conlatingraf

Com a participação de empresários do todo o País e de representantes dos governos Federal e Municipal, a Sigra 2012 celebrou o Dia Nacional da Indústria Gráfica e reuniu diferentes públicos em quatro principais eventos. Texto: André Mascarenhas

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a data em que se comemora o Dia Na­cio­nal da Indústria Grá­ fica, 24 de junho, a Abigraf Na­ cio­n al deu início aos eventos da Semana da Indústria Gráfi­ ca, ini­cia­ti­va pioneira, rea­li­za­da com apoio das representantes regionais em todo o País, que também celebrou os 47 anos da entidade, fun­ dada em 18 de junho de 1965. A programação, que se estendeu até o dia 1º‒ de julho, contou com diferentes eventos, cria­dos com o objeti­ vo maior de promover a ­união do setor. “A Sigra 2012 foi pensada para ser uma ação de grande alcance e, para isso, estruturamos eventos em quatro principais ­­áreas, a educativa, a política, a esportiva e a de sustentabilidade. Foi a ma­ neira que encontramos para demonstrar aos públicos de interesse como a indústria gráfica pode contribuir para um mundo mais sustentá­ vel, nos aspectos econômico e so­cioam­bien­tal”, declarou o presidente da Abigraf Na­cio­nal e do Sindigraf SP, Fabio Arruda Mortara. A primeira atividade para o público acon­ teceu em 25 de junho, unindo a ação educativa ao tema da sustentabilidade. Alunos da 6 ª‒ série

do Sesi Vila Leo­pol­di­na tiveram a oportunidade de conhecer um exemplo verdadeiro de projeto sustentável, a Praça Victor Civita, na zona oes­ te de São Paulo. Batizada de “Ação na Praça”, a ini­cia­ti­va da Abigraf Na­cio­nal, em parceria com o Serviço So­cial da Indústria (Sesi SP), Instituto Verdescola e Praça Victor Civita, mostrou todo o processo de revitalização de uma área degrada­ da (um antigo incinerador de lixo) e sua trans­ formação em espaço de interação so­cial e culti­ vo de vegetais. Na praça, tudo é reutilizado: da água dos banheiros, tratada e utilizada na irri­ gação de pequenas hortas (todas elevadas e iso­ ladas do solo contaminado do antigo lixão), até os re­sí­duos sólidos, transformados em brinque­ dos, instrumentos e enfeites em uma oficina mantida pelo Instituto Verdescola. Foi esta, in­ clusive, a mensagem da atividade final, que pro­ vou que os re­sí­duos da indústria gráfica, além de recicláveis, podem ser facilmente reutiliza­ dos para a confecção de novos objetos. Cader­ nos de papel reciclado foram dis­tri­buí­dos para os alunos juntamente com alguns re­sí­duos da indústria gráfica, como folhas e linhas. Destes materiais, surgiram novos e cria­ti­vos cadernos,


Max Schrappe, parceiro honorário da Abigraf Nacional, entrega o troféu Personalidade do Ano, que leva seu nome, ao vice-presidente da República, Michel Temer

com capas personalizadas pelas crian­ças. Ao fi­ nal do evento, a estudante Ga­brie­la Rodrigues Souza, de 11 anos, já discorria com clareza so­ bre conceito dos 3 R’s (Reduzir, Reutilizar e Re­ ciclar): “O importante de reutilizar os materiais é que a gente deixa de jogar no lixo coisas que podem ser reaproveitadas”, disse ela. No dia seguinte, 26 de junho, teve início outro importante evento voltado ao tema da sustentabilidade, este di­re­cio­na­do aos profis­ sionais do setor, que tiveram a oportunidade de am­pliar seus conhecimentos sobre a aplica­ ção deste conceito à indústria gráfica. Rea­li­za­ do pela ABTG, o 5 º‒ Ciclo de Sustentabilidade teve como tema central o “Passo a passo para ser uma gráfica sustentável” e a participação de cerca de 300 pes­soas nos três dias de duração (veja matéria nesta edição). Homenagens

Em ini­cia­ti­va que visou reunir os em­pre­sá­r ios e dirigentes classistas das entidades que repre­ sentam a indústria gráfica brasileira, a Sigra 2012 comportou, em 28 de junho, um almoço de homenagens aos cidadãos, empresas e veí­ cu­los de comunicação que, de alguma forma, con­t ri­buí­ram para o fortalecimento do setor, além do vice-​­presidente da República, Michel Temer, que foi escolhido por representantes do setor para receber o “Prêmio Personalidade do Ano”. A ele foi entregue o Troféu Max Schrap­ pe, es­ta­tue­ta con­fec­cio­na­da em re­sí­duos sólidos da indústria gráfica pelo Senai SP Design, e que recebeu este nome em reconhecimento ao ex-​ ­presidente da Abigraf Na­cio­nal e da Confede­ ração Latino-​­A mericana da Indústria Gráfica (Conlatingraf), um dos homens que mais con­ tri­buí­ram para o as­so­cia­t i­v is­mo na indústria gráfica brasileira. O prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, também esteve presen­ te e foi ho­me­na­gea­do com o troféu “Mérito da Indústria Gráfica”, mesma distinção oferecida ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo

Durante a “Ação na Praça”, alunos do Sesi conheceram o projeto sustentável de revitalização de uma área degradada e sua transformação em espaço de interação social e cultivo de vegetais

Alckmin, que não pôde comparecer, mas foi re­ presentado pelo presidente da Imprensa Ofi­cial do Estado, Marcos Monteiro. Fabio Arruda Mortara fez o discurso de abertura pedindo aos companheiros da indús­ tria gráfica que chamem para si a responsabili­ dade para que os requisitos da sustentabilida­ de sejam alcançados. Ele destacou a ­união do setor em defesa da universalização da educa­ ção de qualidade como prerrogativa para que este objetivo seja conquistado. “Para que nos­ so povo cumpra esse destino com mais eficá­ cia, é preciso que vençamos alguns de­sa­f ios. Sob a perspectiva de uma indústria ligada à ca­ deia produtiva da comunicação, entendemos que a questão prio­r i­tá­r ia é a educação, mãe da cons­ciên­cia, do conhecimento e da liberdade”, disse. Em seguida, o presidente lembrou o pio­ neirismo da Abigraf Na­cio­nal entre as entida­ des representativas da indústria em defesa da aplicação de 10% do PIB na­cio­nal na Educação, proposta explicitada na Carta de Foz do Igua­ çu, lançada pela entidade durante o último Con­ gresso Brasileiro da Indústria Gráfica, em ou­ tubro do ano passado. Em seguida, fez uso da palavra o vice-​ ­p residente da Conlatingraf, Mário César

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No dia 28 de junho foi realizado almoço com homenagens aos cidadãos, empresas e veículos de comunicação que, de alguma forma, contribuíram para o fortalecimento do setor

Martins de Camargo, que traçou um panorama histórico da relação entre a indústria gráfica e a evolução do pensamento humano. “Vice-​ ­presidente, muito nos honra tê-lo aqui em nossa casa, a casa do conhecimento”, disse o executivo, que também presidiu a Abigraf Na­cio­nal. Em seu discurso, o vice-​­presidente da República resumiu o sentimento da indústria da comunicação impressa na­cio­nal com a rea­li­za­ção da Sigra 2012: “Embora muitos digam que o digital e a internet substituirão a mídia impressa, o que vemos em nosso co­ti­d ia­no são as pes­soas lendo seus jornais e livros no papel. A palavra impressa não será subs­ti­tuí­da jamais”, afirmou, após traçar uma retrospectiva de sua trajetória a partir de sua relação com a indústria gráfica, lembrando sempre da importância da mesma para sua formação e projeção pro­f is­sio­nal. Temer mostrou satisfação dian­te da preo­ cu­pa­ç ão do setor com a preservação do meio am­bien­te. Para ele, a indústria gráfica brasileira está no caminho certo ao valorizar o caráter sustentável da comunicação impressa. “Muito me alegra ver como a preservação do meio am­ bien­te e da palavra impressa são uma preo­cu­pa­ ção de todos que aqui discursaram”, disse. Para encerrar, ele prestou uma homenagem aos profissionais gráficos brasileiros: “Sempre que eu olho para traz e penso na minha vida pública e pes­soal, vejo que devo tudo àqueles gráficos que ajudaram a produzir os livros que li até aqui”. Na oca­sião, também foram conhecidas as gráficas e veí­cu­los de comunicação que receberam o “Destaque Sustentabilidade na Cadeia Produtiva da Comunicação Impressa”. Entre as empresas, na categoria Am­bien­tal o mérito foi recebido pela Posigraf, de Curitiba (PR), tendo sido ho­me­na­gea­d a também a Indústria Serigráfica Tekne, de Porto Alegre (RS). Na categoria So­c ial, o prêmio de destaque ficou com a Plural Indústria Gráfica, sendo ho­me­ na­gea­d a a Valid Soluções e Serviços de Meios de Pagamentos e Identificação. Os veí­cu­los de

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1 Marcos Antonio Monteiro (E), da Imprensa Oficial do Estado, recebe em nome do governador Geraldo Alckmin, o “Mérito da Indústria Gráfica”, entregue por Fabio Arruda Mortara, da Abigraf Nacional. 2 Osmar Pereira de Souza (E), da Valid, e 3 Giem Guimarães, da Posigraf, recebem o “Destaque Sustentabilidade na Cadeia Produtiva da Comunicação Impressa” das mãos de James Hermes dos Santos, da Abigraf Nacional, e Valdézio Bezerra de Figueiredo, da Abigraf Pernambuco

comunicação escolhidos para receberem o prêmio foram, na categoria So­cial, o caderno Link, do jornal O Estado de S. Paulo, pela reportagem “Tecnologia, consumo e dor”, sobre exploração do trabalho infantil; e, na categoria Am­bien­tal, a revista Super Interessante, da Editora Abril, pela reportagem “Guia verde politicamente incorreto”, que desmistifica, com argumentos cien­tí­f i­cos, a ideia de que a produção de celulose e papel contribui para o desmatamento das florestas brasileiras. 


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Indústria gráfica em movimento

No dia 1º‒ de julho, com o patrocínio exclusivo da Agfa Graphics, o evento Indústria Gráfica em Movimento encerrou com chave de ouro os sete dias de comemorações. Cerca de 50 competidores, entre gráficos e fornecedores, participaram da 17 ª‒ Corrida Corpore Bombeiros, uma das mais tradicionais corridas de rua da cidade de São Paulo, com o apoio da Abigraf Na­cio­nal. “A ideia de estimular a participação dos gráficos é mostrar a importância do esporte para o bem-​­estar e integração so­c ial. Conseguimos encerrar a primeira Sigra destacando esses valores”, declarou Fabio Arruda Mortara, que também participou do evento. Eduar­do Sousa, gerente de mar­ke­t ing da Agfa Graphics, vai na mesma linha. “A Agfa tem procurado estimular hábitos saudáveis e que pro­por­c io­nam uma melhor qualidade de vida entre os cidadãos”, diz Sousa, que dá como exemplo a rea­li­za­ção de ginástica laboral e o estímulo a grupos de corrida entre os fun­cio­ná­ rios da empresa, além de outras atividades. “Essas atividades estão totalmente incorporadas e alinhadas aos valores corporativos do grupo Agfa. Por isso não po­de­r ía­mos perder a oportunidade de unir essa preo­cu­pa­ção com uma comemoração tão significativa para a indústria gráfica como é a Sigra 2012”, completa. O incentivo surtiu efeito, e a camiseta verde-​­limão da equipe que representou a indústria gráfica conseguiu colocar um de seus competidores entre os 50 primeiros colocados da corrida, que contou com vá­r ios atletas de alto nível.

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Grupo de competidores da Corrida Corpore Bombeiros 10 km, no último dia da Sigra

REVISTA ABIGRAF  julho /agosto 2012

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Entrega do “Destaque Sustentabilidade na Cadeia Produtiva da Comunicação Impressa”. 1 Jair Leite (E), do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Paraná, representando a Tekne; 2 Carlos Jacomine (E), da Plural; e 3 Karin Hueck, da Abril, receberam as placas de homenagem entregues por Fabio Arruda Mortara, Levi Ceregato, da Abigraf São Paulo, e Antonio de Souza Almeida, da Abigraf Goiás

O fun­cio­ná­r io da Agfa Graphics Carlos Batista da Silva cravou a marca de 37 minutos para o difícil circuito de 10 quilômetros, cheio de subidas, ressaltando que a prática esportiva é es­sen­ cial para manter a produtividade e o bom humor. “Desde que comecei a correr, há 18 anos, não consegui ficar mais do que dois meses sem treinar. Justamente nesse pe­r ío­do percebi que estava ficando an­sio­so, irritado, que não dormia direito. E via as pes­soas correndo e pensava que eu poderia estar lá. Voltei a correr rapidinho e não pretendo mais parar. Minha dica é que todo mundo dedique pelo menos 30 minutos de seu dia a alguma atividade física”, disse o gaú­cho natural de Venâncio Aires.


ano XXII  Nº 86  agosto/2012

Texto: Tânia Galluzzi

Ipsis Vocação para a qualidade

Sinônimo de excelência gráfica, a Ipsis é sempre a escolha natural para a impressão de livros de arte, relatórios de empresas e revistas sofisticadas quando se exige o nível máximo de qualidade.


Foto: Roberto Loffel Foto: Álvaro Motta

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o dia 4 de agosto foi aberta, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, a exposição “Im­ pres­sio­nis­mo: Paris e a moder­ nidade – Obras-​­primas do acervo do Mu­ seu d’Orsay”. Das 15 horas do sábado às 22 horas do domingo (o CCBB ficou aber­ to por toda a noite), as filas não pararam e 16.000 pes­soas, o dobro do esperado, passaram pelo local. Mas antes delas uma equipe detalhis­ ta e dedicada teve a oportunidade de ob­ servar mi­nu­cio­sa­men­te as 85 pinturas da coleção de um dos mais importantes mu­ seus franceses, entre obras de Paul Cézan­ ne, Claude Monet e Auguste Renoir. Não as obras, mas as reproduções. Elas magistral­ mente ilustram o livro Im­pres­sio­nis­mo: Paris e a Modernidade, que acaba de ser impres­ so pela Ipsis, emoldurando a ex­pe­riên­cia do encontro com as obras no CCBB.

Fernando Steven Ullmann, diretor da Ipsis Gráfica e Editora


Fotos: Álvaro Motta

Esse é um claro exemplo da vocação da Ipsis. Mais do que aptidão, a gráfica vem há anos preparando-se para se destacar nesses momentos, nos quais atendimento efi­cien­ te, cumprimento de prazos e, sim, preços competitivos formam o pano de fundo in­ dispensável para a excelência na produção de peças sofisticadas. A mudança da gráfica para um prédio com 12.000 metros quadrados no municí­ pio de Santo André (SP) em junho do ano passado representa a consolidação desse projeto. Como comenta Fernando Ullmann, diretor da Ipsis, não era mais possível traba­ lhar de forma fragmentada. No antigo en­ dereço, onde a gráfica atuou por 46 anos, a operação dividia-se em três ­­áreas, exigin­ do um jogo de cintura extra de todos os en­ volvidos. “Apesar das dificuldades de trans­ ferir uma indústria em plena atividade, a mudança trouxe resultados excelentes. Tí­ nhamos vá­rios custos invisíveis, como no transporte dos paletes de papel do estoque para a produção. Isso sem falar em segu­ rança, limpeza, locomoção”, lista o diretor. Otimização O novo desenho da gráfica, somado à atua­ li­za­ção dos equipamentos, garantiu um au­ mento de 25% na produtividade da em­ presa. Os departamentos administrativo e co­mer­cial ocupam o primeiro andar do pré­ dio, ficando o nível térreo para a produção, num amplo espaço no qual as linhas de re­ cebimento de materiais, pré-​­impressão,

impressão, acabamento e expedição for­ mam um U, facilitando a operação. “Tudo flui de maneira mais natural e os clien­tes percebem essa fluidez e efi­ciên­cia. E eles ainda vêm muito à gráfica para acompa­ nhar a finalização dos trabalhos em função do perfil das peças que trazem para nós”. Entre atua­li­za­ção tecnológica e novas ins­ talações, a Ipsis investiu R$ 10 milhões, va­ lor a ser recuperado em cerca de três anos. As  seis impressoras offset planas que a gráfica pos­s uía foram subs­t i­t uí­d as por quatro máquinas mais modernas e efi­ cien­tes, além da automação completa da linha de encadernação capa dura. Fernan­ do Ullmann salienta a redução de custo, seguindo o mantra da ineficiência zero.


O alvo é a alta qualidade através de uma estrutura enxuta, culminando em preços competitivos para o clien­te. Nesse caminho, a gráfica foi auxilia­ da pelos parâmetros fornecidos pela ISO 9001:2008, certificação conquistada em mar­ ço último. “Não buscamos a certificação em si, e sim a adequação de processos e proce­ dimentos que ela exige. Ela é usada como um norte, assim como a metodologia 5S, que também implantamos”. O grande desafio para a empresa da­ qui para frente, nas palavras de seu dire­ tor, é justamente manter os atuais níveis de qualidade e competitividade. Depois de um primeiro semestre morno, os próximos meses mostram-se favoráveis, o que deve garantir um crescimento entre 5% e 10% da receita da empresa. Focada no merca­ do edi­to­rial de alta qualidade, hoje 40% da receita da Ipsis vem da produção de li­ vros, 40% da confecção de revistas e o res­ tante de produtos complementares como re­la­tó­rios ­anuais e folhetos promocionais.

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Gráfica/SP

Fotoimpress, de cartões postais a embalagens cartonadas Fornecendo impressos para diferentes segmentos industriais, gráfica paulista foi pioneira na produção de cartelas skin pack atóxicas.

Fotos: Álvaro Motta

Texto: Milena Prado Neves

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un­c io­ná­r io em uma empresa gráfica, Alcides dos Santos também era fotó­ grafo. Suas lentes capturavam os prin­ cipais pontos turísticos e monumen­ tos da capital de São Paulo. Em 1978, unindo as duas habilidades, fundou a Fotoimpress, es­pe­ cia­li­za­da na produção de cartões-​­postais. Após fazer os registros fotográficos, Alcides cuida­ va de todas as etapas para que eles retratas­ sem com precisão a rea­li­da­de. Seu trabalho era tão bom que duas de suas imagens se tornaram capa da revista Veja em ma­té­r ias sobre a cidade.

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Em 1982 a empresa fundiu-se à Artsgráfi­ cas Brasilcolor, am­plian­do com isso o leque de serviços oferecidos e passando a produzir em­ balagens, em es­pe­cial as cartelas skin pack, en­ tão uma novidade no mercado. Além do melhor aproveitamento da capacidade instalada, a es­ pe­cia­l i­za­ção no segmento ganhou força graças à localização da empresa, no bairro de Santo Amaro, que despontava à época como impor­ tante centro de in­dús­trias de autopeças, fer­ ramentas e eletrodomésticos, entre outros segmentos. “Com a fusão, passamos a nos es­ pe­cia­l i­zar cada vez mais neste mercado, já que estávamos localizados em um re­g ião com di­ ferentes ramos industriais, que precisavam de embalagens de qualidade”, explica Alexandre Tadeu dos Santos, diretor de desenvolvimen­ to da Fotoimpress, também vice-​­presidente do Sindigraf SP, diretor da Abigraf SP e conselhei­ ro da ABTG. As mudanças con­t i­nua­ram nos anos 1990 e, com a nova área de atua­ção, au­ mentou também a demanda pelos serviços da empresa, que teve que am­pliar o parque grá­ fico, mudando então para o bairro do Campo Limpo, em São Paulo. Pioneirismo

(E/D): Os irmãos Alexandre Tadeu dos Santos, diretor de desenvolvimento; Alcides José Waisel dos Santos, diretor geral; e José Alexandre Waisel dos Santos, diretor de vendas, conduzem os destinos da empresa

REVISTA ABIGRAF  julho /agosto 2012

Desde o início, a trajetória da Fotoimpress é marcada pela introdução de novidades no seg­ mento de embalagens, a exemplo da cartela skin pack à base de água, primeiro produto atóxico do


mercado, lançado durante a Feira In­ter­na­cio­nal de Embalagem, Papel e Indústria Gráfica (Fie­ pag) de 1992. Em junho deste ano a gráfica lan­ çou o sistema pa­ten­tea­do de embalagem para elementos pastosos em cartão, apresentado na feira Fispal Tecnologia e elaborado em parceria com um fabricante de sorvetes artesanais. A Fo­ toimpress também foi pioneira ao produzir car­ telas blister atóxicas para alimentos e cartelas sem uso de filme, adequadas às exi­gên­cias de produção am­bien­tal­men­te sustentável. Tantas inovações foram possíveis graças aos investimentos constantes em equipamentos e em qualidade. Desde que adentrou o segmento de embalagens, a Fotoimpress buscou um novo modelo administrativo, adotando a Gestão da Qua­l i­d a­de. Certificada com o selo ISO 9000 desde 1997, a empresa também conquistou, em 2010, o selo FSC. Atual­men­te com 52 fun­c io­n á­r ios, a em­ presa está instalada no município de Ta­boão da Serra, na re­g ião metropolitana de São Pau­ lo, em uma área de 1,5 mil metros quadra­ dos, onde são produzidas embalagens, caixas

e cartuchos em cartão e micro-​­ondulado, para as ­­áreas far­ma­cêu­ti­ca, alimentícia, de autope­ ças, metalúrgica, de ele­troe­le­trô­ni­cos e de dis­ tribuidores, entre outros. “Estamos fortemente po­si­cio­na­dos também na produção de cartelas skin e blister, para invólucros selados com diver­ sos tipos de filmes, como po­lie­ti­le­no, PVC, PET e Surlyn”, complementa Alexandre. Com soluções personalizadas, inovação e o desenvolvimento de produtos sob medida, a empresa conquistou quatro prê­mios da revista Embanews, que reconhece as melhores emba­ lagens do mercado. O diretor da Fotoimpress explica por quê: “Procuramos entender as ne­ cessidades e a rea­l i­d a­de dos clien­tes e, com isto, oferecer produtos e serviços que supe­ rem suas expectativas e ajudem a melhorar sua competitividade no mercado”.

& FOTOIMPRESS Tel. (11) 4137.2943 www.fotoimpress.com.br julho /agosto 2012 REVISTA ABIGRAF

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Premier Print Award

Brasil é destaque no Benny

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Novamente a excelência do produto gráfico nacional foi reconhecida no mais importante concurso internacional do setor.

eis gráficas brasileiras foram pre­ mia­d as na edição 2012 do Pre­ mier Print Award, concurso de maior prestígio in­ter­na­cio­nal no setor gráfico, ganhando seis tro­féus Benny, nove prê­m ios de reconhecimento e 25 certificados de mérito. O prêmio, promovido pela Printing In­dus­t ries of America ( ­P IA ) recebeu mais de 2.800 inscrições. Burti, Ipsis, ­FacForm e Posigraf conquistaram o Benny, o principal prê­ mio do concurso. A Burti foi campeã nas ca­te­go­r ias “Re­la­tó­r ios de ne­gó­cios e anuais” e “Catálogos de produtos”. A Ipsis sagrou-se campeã nas ca­te­go­ rias “Livretos” e “Revistas de moda/ cultura popular”. Já a ­FacForm foi a vencedora na categoria “Autopromoção impressa/de artes gráficas”, enquanto a Posigraf destacou-se na categoria “Re­ vistas de arquitetura/arte/turismo/ outros”. As brasileiras também rece­ beram prê­mios de reconhecimento em diferentes ca­te­go­r ias: a Burti em “Li­ vros de capa dura, pe­r ió­d i­cos e outros livros”; a ­FacForm em “Ca­len­dá­r ios” e “Es­pe­cia­li­da­des mistas/outros”; a Gra­ fiset em “Cartões de ne­gó­cios”; a Posi­ graf em “Revistas”; e a Stilgraf em três ca­te­go­r ias – “Revistas de moda/cul­ tura popular”, “Livretos” e “Catálogos de produtos”, tendo sido contempla­ da duas vezes na última. Os certifica­ dos de mérito foram assim dis­tri­buí­ dos: Burti, com 11; Stilgraf, sete; Ipsis, quatro; ­FacForm, dois e Posigraf, um. Todos os trabalhos pre­mia­dos com o Benny figurarão em publicação alusi­ va ao concurso, com tiragem de 10.000 exemplares. A cerimônia de entrega do prêmio será rea­l i­za­d a no dia 7 de outubro, durante a Graph Expo 2012, em Chicago (EUA). REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012

Editora Graficos Burti

Categoria “Catálogo de produtos”

facform Impressos

Categoria “Autopromoção impressa/ de artes gráficas”

posigraf Gráfica e Editora

“Categoria “Relatórios de negócios e anuais”

Categoria “Revistas de arquitetura/arte/turismo/outros”

Ipsis Gráfica e Editora Burti

Benny

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Ipsis

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Facform

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Posigraf

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Stilgraf

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Grafiset

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Prêmio Benny Burti, Catálogo Blueman Verão 2012 (Blueman) Burti, Book de Vendas Rock in Rio (Artplan) ◆◆ Ipsis, Livro Pele Preta – Maureen Bisilliat (Instituto Moreira Salles) ◆◆ Ipsis, Revista MAG nº 23 (Lumi 5 Propaganda) ◆◆ Facform, Kit calendário Facform 2012 ◆◆ Posigraf, Revista Gráfica – Arte Internacional (Posigraf) ◆◆ ◆◆

Categoria “Revistas de moda”

Prêmio de Reconhecimento Burti, Livro Colégio Agostiniano São José 50 anos (Sociedade Agostiniana de Educação e Assistência) ◆◆ Facform, Calendário Renato Filho (Renato Filho) ◆◆ Facform, Caixa fôlder Mundo do Vinho (Mercado Comunicação) ◆◆ Grafiset, Cartão de visita Mercopan (Mercopan) ◆◆ Posigraf, Revista YachtBrasil (YachtBrasil) ◆◆ Stilgraf, Book one World (Euro RSCG Rio Comunicações) ◆◆ Stilgraf, Catálogo Amsterdam Sauer (Editora Anônima) ◆◆ Stilgraf, Catálogo H. Stern (H. Stern) ◆◆ Stilgraf, Revista Interyachts (Marzi Interyachts) ◆◆

Categoria “Livretos”


PRECISÃO EM PRECISÃO NAS NAS CORES EM TRABALHOS TRABALHOS COMPLEXOS?

IMPRESSÃO DE DE LIVROS ARTE? LIVROS DE ARTE?

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Fotos: Álvaro Motta

Gráfica/SP

Prakolar, inovação em adesivos Na paulistana Prakolar, o investimento em tecnologia foi o caminho para ampliar a qualidade e crescer no mercado de impressão de autoadesivos, segmento de alto nível de exigência em soluções para as mais diferentes necessidades. Ada Caperuto

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Prakolar foi fundada em 1967 por um grupo de três só­cios, en­ tre eles o ­atual diretor, Gregoire Jean Chatziefstratiou, pro­f is­ sio­nal que já atua­va no ramo de autodesi­ vos. Embora a tecnologia não permitisse a rotulagem automática, a empresa trabalha­ va com processo híbrido de máquinas pla­ nas e rotativas para atender de pequenas a grandes quantidades. No entanto, o inves­ timento em inovações faria toda a diferença na trajetória futura da gráfica. Exemplo dis­ so ocorreu em 1983. Pioneira em seu seg­ mento, a Prakolar passou a oferecer o sis­ tema de secagem UV. A grande novidade à época foi um importante di­fe­ren­c ial que contribuiu para que a empresa so­bres­saís­se no mercado, oferecendo qualidade su­pe­r ior e sensível melhora nos prazos de entrega. REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012

Em 1994, a Prakolar passou integral­ mente para as mãos da família Cha­tziefs­ tra­t iou, com os filhos Alexandre, Cees e Jean assumindo a so­cie­da­de e a direção da empresa ao lado do pai. Deste ponto em dian­te houve uma im­pres­sio­nan­te expan­ são nos ne­gó­cios. No final daquela década, em um intervalo de apenas quatro anos, a empresa registrou crescimento de 253%. “Com a nova diretoria passamos a pensar estrategicamente. Investiu-se, como é feito

até hoje, em tecnologia. Também contrata­ mos e treinamos fun­cio­ná­r ios. Finalmen­ te, trabalhamos no processo de qualidade como um todo para atender até aos clien­tes mais exigentes. O mercado foi percebendo esta mudança e os resultados apareceram naturalmente. Cada nicho atendido por nós tem suas pe­cu­l ia­r i­d a­des e necessida­ des, e nós procuramos entender e oferecer soluções para isto”, explica Jean. A Prako­ lar é hoje uma das principais fornecedoras

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proporcionou custos melhores para pedi­ dos de pequena e média tiragem e a possi­ bilidade de impressão de dados variáveis. Um grande case nesta utilização foi o da Coca-​­Cola PlantBottle”, diz ele, referindose à embalagem sustentável desenvolvida pelo fabricante da bebida. No evento de lan­ çamento, a Prakolar foi a gráfica escolhida para imprimir em garrafas personalizadas o nome de cada participante convidado. Na opi­nião de Jean, os resultados po­ sitivos são apenas um reflexo da política de qualidade praticada pela Prakolar: asse­ gurar qualidade e ética nos re­la­cio­na­men­ tos entre clien­tes, fornecedores e fun­cio­ ná­r ios. “Acreditamos que isto é a principal

para distintos ramos industriais. “Conside­ ramos o far­ma­cêu­ti­co e de cosméticos os de maior importância, mas já existe um volu­ me considerável de produção para o setor de bebidas, hi­g ie­ne e limpeza, alimentício e químico”, acrescenta o diretor. Tecnologia múltipla

A empresa tem incorporado ao seu parque fabril — uma área com mais de 5.000 me­ tros quadrados no bairro do Belenzinho, na capital de São Paulo — diferentes tipos de tec­no­lo­g ias de impressão: flexografia, off­ set e digital. Um exemplo são as aquisições recentes de dois equipamentos Mark Andy P7 totalmente customizados para atender as necessidades do mercado. “A Prakolar foi a primeira no Brasil a adquirir uma impres­ sora digital modelo WS6000 da HP, o que

Revisora Rotoflex VLI 330, com sistema de inspeção automático de rótulos

conquista da empresa e sintetiza o moti­ vo pelo qual estamos há tanto tempo no mercado, com crescimento contínuo”. Para que isso se confirme nos próximos anos, a empresa tem planos de expansão em an­ damento, como a implantação de novas tec­no­lo­g ias e inovações já desenvolvidas, que serão aplicadas em breve. “Estamos em um momento de profunda análise das necessidades do mercado para definir me­ tas para o próximo ano. O que podemos adian­tar é que a Prakolar con­ti­nua­rá inves­ tindo para atender cada vez melhor seus clien­tes e apresentando soluções que agre­ guem valor e destaquem seus produtos”, conclui Jean Chatziefstratiou. Setor de planejamento e controle de produção

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Novos Produtos

Ricoh espera manter ritmo de crescimento no Brasil Novos equipamentos devem chegar por aqui nos próximos meses, tanto para impressão colorida quanto PB e grandes formatos.

cial­men­te a co­mer­cia­li­za­ção da impressora digital Ricoh Pro C901 Graphic Arts Edi­tion, fruto de acordo firma­ do entre as duas empresas no início de 2011. Sem reve­ lar detalhes em relação ao desempenho da Ricoh no se­ tor gráfico, Die­go Imperio afirmou que a empresa está os últimos dois anos a sub­si­d iá­r ia da Ricoh no satisfeita com as vendas, puxadas pela Pro C901 e pe­ Brasil registrou crescimento ­anual de 30% em las impressoras Pro C751 e Pro C651. “Este é o melhor seu faturamento. A ex­ momento para investir no Bra­ pectativa para o próximo pe­ sil e temos os produtos certos, río­do, que se encerra em março com alto nível de qualidade, vol­ de 2013, é um pouco mais mo­ tados para tiragens entre 50.000 desta, si­t uan­do-se no patamar e 200.000 páginas por mês”. So­ dos 20%, o que, se atingido, será bre a parceria com a Heidelberg, um número a ser comemorado o executivo se disse empolgado. em função dos reflexos da cri­ “Ela nos permite uma postura se mun­d ial no Brasil. Uma das mais agressiva no mercado gráfi­ armas na luta por essa meta é a co e ambas as empresas têm mui­ inovação. Em termos globais, a to que aprender uma com a ou­ Ricoh investe 7% de sua receita tra”. Segundo o vice-​­presidente, a em pesquisa e desenvolvimento, Heidelberg está ini­cian­do agora com lançamentos constantes de a venda da Pro C751. produtos. Nessa linha, novida­ A Ricoh Brasil conta com 500 des para o setor gráfico estão a fun­c io­n á­r ios, dois centros de caminho, como comenta Die­go distribuição e dois es­c ri­tó­r ios, Imperio, vice-​­presidente re­gio­nal um no Rio de Janeiro e outro da Ricoh Latin America. De acor­ em São Paulo, este último per­ do com o executivo, o objetivo é tencente à Inforprint, que se tor­ complementar o portfólio, ofe­ Diego Imperio, vice-presidente regional nou uma sub­si­d iá­r ia integral da recendo soluções para todos os da Ricoh América Latina Ricoh Brasil em janeiro deste nichos dentro da indústria gráfica. Ele afirma que nos ano. As duas empresas já vinham atuan­do em proces­ próximos meses serão apresentadas novas impressoras so de joint venture mun­d ial­men­te desde junho de 2007. digitais coloridas com alimentação a folha e bobina, as­ sim como um novo equipamento PB, “segmento que tal­ Grupo Ricoh vez ainda não tenha sido devidamente explorado”, disse Presente em 200 paí­ses e contando com 109 mil fun­cio­ ele. Em dezembro será a vez do mercado de sinalização, ná­r ios, o Grupo Ricoh registrou faturamento líquido de que terá à disposição uma nova impressora digital de 1,903,477 trilhão de ie­nes (US$ 24,332 bilhões) no ano grande formato, cujo destaque será a qualidade. fiscal encerrado em março de 2012. Desse total, 53% cor­ Atual­men­te, 30% do faturamento da Ricoh Brasil responderam às exportações. Na América Latina, o Bra­ vêm do canal indireto (revendas), 35% do mercado cor­ sil contribui com 30% da receita. “O Japão espera atin­ porativo e 35% da área de produção (que corresponde gir a liderança em todos os segmentos em que atua na aos equipamentos de alto volume, incluindo os voltados América Latina e vê o Brasil como um dos propulsores para as gráficas). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a do crescimento do grupo”, enfatizou Die­go Imperio. venda das impressoras de produção é feita pela própria Ricoh e nos demais estados por 40 de suas 150 reven­ & RICOH BRASIL Tel. (21) 2430.1300 das autorizadas. Essa força foi incrementada em outu­ www.ricoh.com.br bro do ano passado, quando a Heidelberg iniciou ofi­

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REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012


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Gráfica/SP

Sarapuí

Imprimindo qualidade por gerações Há mais de 60 anos no mercado, a Gráfica e Editora Sarapuí especializou-se no segmento de embalagens, mas se renova constantemente com a experiência acumulada pela família Storti Garcia. Texto: Milena Prado Neves

O

s momentos mais marcantes da evolução da indústria grá­ fica nos últimos 60 anos fo­ ram vi­ven­cia­dos pela paulista­ na Gráfica e Editora Sarapuí, cujas origens datam de 1935, ano em que seu fundador, Walter Storti, começou sua vida pro­f is­sio­ nal como fun­cio­ná­r io do setor de fotolitos em uma gráfica. Em 1948, com ex­pe­r iên­

cia su­fi­cien­te para em­preen­der, ele montou seu primeiro negócio, o Studio Gráfico W. Storti. Depois de 23 anos de atua­ção, a em­ presa foi modernizada para atender o seg­ mento de embalagens. Assim, em 1971, em parceria com o genro Mauro Cotrin Garcia, Walter fundou a Gráfica e Editora Sarapuí Ltda. Durante as duas décadas seguintes, os ne­gó­cios mantiveram o ritmo de expan­ são, chegando ao final dos anos 1980 com novas perspectivas para o futuro ao agre­ gar outros membros da família à so­cie­da­ de. “Em mea­dos dos anos 1990, com a en­ trada dos meus irmãos Fábio e Caio, foram ini­cia­dos projetos de rees­tru­tu­ra­ção do par­ que gráfico, adquiridas máquinas mais mo­ dernas e rea­li­za­dos a qualificação dos cola­ boradores e o rea­li­nha­men­to dos processos produtivos”, comenta o diretor geral Danilo Storti Garcia, filho mais velho de Mauro. Novos segmentos gráficos

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Os irmãos Storti Garcia comandam o desenvolvimento da Sarapuí (E/D): Caio, gestor financeiro e TI; Danilo, diretor geral; e Fabio, diretor industrial

REVISTA ABIGRAF  julho /agosto 2012

Pautada pela pro­f is­sio­na­l i­za­ção, a Gráfica Sarapuí passou a atender o exigente merca­ do de cartuchos, cartelas e displays do seg­ mento far­ma­cêu­ti­co, incorporando o mo­ delo de Boas Práticas de Fabricação (GMP)


e a certificação ISO 9001, além de se trans­ ferir do bairro da Moo­ca para uma área de seis mil metros quadrados localizada no Parque In­dus­trial São Lourenço, na zona leste da capital paulista. O parque in­dus­ trial foi planejado para acomodar as no­ vas impressoras e demais equipamentos de produção e acabamento, além de siste­ mas automatizados que monitoram o con­ trole de qualidade e fazem a ras­t rea­bi­l i­ da­de total das variáveis que envolvem as embalagens para este segmento gráfico e também o de cartelas blister, mercado em constante crescimento. A gráfica também atua nos segmentos alimentício e de embalagens premium, va­ lendo-se da ex­pe­r iên­cia adquirida durante anos para produzir impressos de qualida­ de e soluções di­fe­ren­cia­das. “Em um mer­ cado competitivo, a Sarapuí sobressai por seu know how e mantém-se firme atenden­ do diferentes nichos. Hoje nosso maior vo­ lume está em São Paulo, mas também for­ necemos para a Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná e Amazonas”, diz o diretor geral.

mun­d ial­men­te pelo controle dos proces­ sos, qualidade, ética e responsabilidade so­ cioam­bien­tal. O resultado deste empenho não poderia ser outro: além de conquistar o Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini, a gráfica foi consagrada nas últimas doze edições do Prêmio Embanews e reconhecida como uma das melhores for­ necedoras da indústria far­ma­cêu­ti­ca pelo Prêmio Sindusfarma de Qua­li­da­de. “De 2009 para cá tivemos um cres­ cimento de 20% ao ano, que se refletiu também no aumento de mais de 50% no número de colaboradores e em novos in­ vestimentos na empresa. Isso nos deixa otimistas para o segundo semestre”, com­ pleta o diretor, garantindo que este reco­ nhecimento é o reflexo da soma de ex­pe­ riên­cia e dedicação de toda a família Storti Garcia e dos mais de 150 colaboradores sempre prontos para transformar ideias em soluções. Com esta fórmula bem sucedi­ da, a empresa está otimista e espera man­ ter o mesmo patamar de crescimento dos anos an­te­r io­res, sempre investindo nas ca­ racterísticas que fizeram dela a gráfica de sucesso que é hoje.

Expansão e resultados

Nesse quadro de crescimento, a empresa acompanhou ten­dên­c ias e exi­gên­c ias do mercado, incorporando a certificação ISO 14001 , FSC e outros selos reconhecidos

& GRÁFICA E EDITORA SARAPUÍ Tel. (11) 2149.0990 www.graficasarapui.com.br

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Tintas

Empresa centenária de origem japonesa está disposta a brigar pela liderança do mercado latinoamericano de tintas.

Toyo Ink inicia construção de fábrica em Jundiaí

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m 2011, o segmento de tintas para impressão movimentou US$ 746,7 milhões no Brasil, en­ tre vendas domésticas e importação, um au­ mento de cerca de 5% em relação ao ano an­ te­r ior e de 25% quando comparado a 2009, segundo dados da As­so­cia­ção Brasileira das In­dús­trias de Tin­ tas para Impressão (Abitim). O consumo na­cio­nal foi de 109,9 mil toneladas, contra 113,2 mil toneladas registradas em 2010 e 101,8 mil toneladas em 2009.

De acordo com Sergio Pera, diretor co­mer­c ial, a Toyo já está presente nas principais gráficas dos seg­ mentos co­mer­cial, edi­to­r ial e de embalagens, entre pe­ quenas, mé­d ias e grandes empresas localizadas nas re­g iões Sul e Sudeste do País. Elas são atraí­d as basi­ camente por dois fatores: produtividade e apelo ecoló­ gico. Todas as tintas usam como base ­óleos vegetais, o que, além de reduzir a emissão de VOCs (Compos­ tos Orgânicos Voláteis), possibilita a diminuição dos níveis de água durante a impressão, pro­por­cio­nan­do maior rendimento, menor tempo de secagem e alto bri­ lho. “Nunca de­cep­cio­na­mos os clien­tes com relação à qualidade dos nossos produtos. Por essa razão, apesar do freio na demanda no primeiro semestre, con­ti­nua­ mos crescendo neste ano”, afirmou Toru Ishii, diretor presidente da Toyo Ink Brasil.

Foto: Álvaro Motta

Produção nacional

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Ini­cial­men­te serão produzidas em Jun­d iaí as mesmas linhas disponíveis atual­men­te, além da família Flash Dry, lançada na Drupa 2012. Três itens compõem a nova série: FD K-HS e FD LPC, que permitem a redução no número de lâmpadas ul­t ra­v io­le­tas na unidade de cura e, consequentemente, menor temperatura e con­ sumo de energia, e FD LED, voltada às impressoras com (E/D) Sergio Pera, diretor comercial, e Toru Ishii, presidente, da Toyo Ink Brasil: meta é conquistar liderança na América Latina sistema híbrido de secagem (UV e LED), na qual o di­fe­ É nesse cenário que a Toyo Ink Brasil quer ­atuar ren­cial também é a menor temperatura e o baixo con­ como protagonista. Presente no País há dois anos, a sumo de energia. As tintas FD K-HS e FD LED foram es­ empresa está ini­cian­do a construção de sua primeira pe­cial­men­te desenvolvidas para as máquinas Komori e fábrica por aqui, que será instalada em Jun­d iaí, muni­ Ryobi, respectivamente. cípio próximo à capital paulista. A previsão para o en­ A linha de produtos deve crescer com o início das cerramento das obras é outubro de 2013, para que a operações fabris. A ideia, como comenta Toru Ishii, é planta possa atender ao aumento de demanda esperado trazer tintas para impressão rotativa heat­set e coldem função da Copa do Mundo de 2014. Nessa primeira set, vernizes, soluções de fonte e produtos auxiliares. etapa, a capacidade produtiva ­anual girará em torno de A meta é conquistar na América Latina a mesma po­ 4.000 toneladas para tintas offset e 15.000 toneladas sição de liderança que a Toyo Ink detém na Ásia. Com para tintas líquidas, produção que atenderá o mercado 15 fábricas espalhadas pelo mundo e cerca de 8.000 interno e a América Latina, exceto o México. fun­cio­ná­r ios, a empresa está entre os três maiores fa­ Hoje, 90% dos produtos vendidos pela Toyo Ink Bra­ bricantes mundiais de tintas para a indústria gráfica. sil são trazidos do Japão. O restante vem dos Estados O grupo Toyo Ink SC Holdings é formado por três Unidos. São duas linhas di­re­cio­na­das à impressão offset empresas: Toyo Ink, Toyo Chem e Toyo Color. Elas pro­ plana: tintas convencionais e tintas com cura UV, incluin­ duzem tintas gráficas — que respondem por meta­ do produtos para substratos celulósicos, de do negócio da companhia —, pigmen­ & TOYO INK BRASIL plásticos e metalizados, um do quais tos e química fina. O grupo faturou Tel. (11) 2338.9310 totalmente livre de solventes. www.toyoink.com.br US$ 3,14 bilhões em 2011.

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Portal

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Novo canal de relacionamento com os clientes IP

om números que demonstram seu crescimento — faturamento de US$ 190 milhões no Brasil em 2011 —, a In­ter­na­tio­nal Paper (IP) está mu­ dando sua estratégia de ne­gó­cios na Amé­ rica Latina. A informação ficou expressa nas declarações dadas pelo diretor co­mer­ cial Nilson Cardoso e pelo gerente geral da divisão de ne­gó­cios, Sérgio Canela, du­ rante a apresentação à imprensa do Portal Chambril no final de julho em São Paulo, ação que parte de um conceito de estender a abrangência do trabalho de mar­ke­t ing, oferecendo um serviço aos clien­tes. De fato, a ini­cia­ti­va pode ser considera­ da inédita por apresentar recursos desen­ volvidos a partir das sugestões captadas no mercado, em es­pe­cial no contato man­ tido com os clien­tes da IP pelas equipes de assistência técnica. “Foi feito um trabalho muito forte durante seis meses, para en­ tender as de­f i­ciên­cias e necessidades”, ex­ plicou a gerente de comunicação corporati­ va Gisele Gaspar. “Apenas 12% das 20 mil gráficas brasileiras têm mais de 20 fun­

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A International Paper criou o Portal Chambril, uma ferramenta repleta de facilidades para o dia a dia da produção nas gráficas, com base nas demandas e necessidades apontadas pelos próprios profissionais. cio­ná­r ios. Existe um turnover importan­ te no setor, é difícil formar mão de obra e muitos profissionais ini­cian­tes desconhe­ cem a parte prática do trabalho. A maio­ ria do público que acessará o portal são as pequenas e mé­d ias empresas gráficas, que agora terão uma conexão direta com a IP ”, acrescentou Sérgio Canela. Foi com base nisso que a IP colocou em seu portal, por exemplo, a calculado­ ra edi­to­r ial, que permite estimar o núme­ ro de folhas ne­ces­sá­r ias para a impressão de diferentes projetos; os quadros ilustra­ dos sobre aproveitamento de papel e de

dobras; ou ainda as dicas de produtividade para melhor aproveitamento do papel, que podem ser encontradas na área do gráfico. “O portal é um organismo vivo, nasce as­ sim, mas é uma ferramenta em constan­ te evolução”, esclareceu Gisele. Isso porque algumas ­­áreas serão atua­l i­za­d as mensal­ mente, como os artigos técnicos sobre di­ versos temas elaborados em parceria com a ABTG. Nas ­­áreas “fixas”, por assim dizer, há um glossário de termos técnicos, espe­ cificações detalhadas sobre os produtos Chambril, eventos do setor que acontece­ rão nos próximos meses, ví­deos sobre pa­ pel e outros temas, textos institucionais e a lista de distribuidores dos produtos IP em todo o Brasil. “Que­re­mos am­pliar nos­ so público, integrar os clien­tes e levar con­ teú­do de qualidade a eles”, justificou Gisele. Redescobrindo a América

Na oca­sião, Sérgio Canela falou sobre as es­ tra­té­gias da IP em relação à América Latina, mercado no qual a empresa quer construir uma posição de liderança nos segmentos de papel e embalagem. Para entender a mu­ dança no que tange ao papel não revestido, basta saber que, no volume do mix de ven­ das por origem, em 2004, o Brasil detinha apenas 7% do total. No ano passado, este índice subiu para 23%. Segundo Canela, a expansão do papel não revestido na re­g ião, assim como no País, deverá ser de 4% ao ano no pe­r ío­do de 2011 a 2016, im­pul­sio­ na­da pela melhora das condições so­cioe­co­ nô­mi­cas dos brasileiros. Apesar disso, Nil­ son Cardoso deixou seu alerta. “O governo federal abusou das ferramentas para au­ mentar a demanda, mas o reflexo disso é o endividamento da população, com resulta­ dos práticos muito pequenos. Temos pleite­ ado mudanças mais profundas, como a de­ soneração da carga tributária, do contrário nossos planos de vendas projetados para este ano serão afetados”.


Sustentabilidade

Ciclo de Sustentabilidade ABTG integrou o programa da Sigra Com recorde de público, evento fez parte da 1-ª Semana da Indústria Gráfica (Sigra) e reuniu especialistas para tratar do tema, em palestras direcionadas às pequenas gráficas. Texto: Ada Caperuto

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om a participação de aproximada­ mente 300 pes­soas, nos três dias de duração, foi rea­li­za­do de 26 a 28 de junho o 5 º‒ Ciclo de Susten­ tabilidade, promovido pela As­so­ cia­ção Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), com o tema “Passo a passo para ser uma gráfi­ ca sustentável”, convidando um grupo de es­pe­ cia­lis­tas para falar sobre o assunto, com foco, principalmente, nas pequenas empresas.

O primeiro palestrante, Alcides Razeira Ju­ nior, gerente de produção da Gráfica Tiliform, apresentou o tema “Como implantar ações sus­ tentáveis”, expondo o projeto do Grupo Tilibra, localizado em Bauru (SP), que foi ba­sea­do no trip­ple bottom line (tripé de sustentabilidade) e resultou não apenas em sistemas produtivos am­bien­t al­men­te corretos, como também em uma economia global correspondente a 0,65% do faturamento da companhia.

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Sustentabilidade

Rea­l i­z a­d a pela engenheira e consultora da ABTG Márcia Biag­g io, a palestra seguin­ te, “Como implantar ações sustentáveis em sua gráfica – requisitos básicos”, demonstrou que, independentemente do tamanho da grá­ fica, qualquer projeto que vise à sustentabili­ dade deve estar inserido no conceito 3 Ps (Peo­ ple, Planet e Profit – Pes­soas, Planeta e Lucros). Ela destacou o aspecto dos lucros, reforçando que, para atingir bons resultados, uma empre­ sa deve ter como primeira medida deixar de re­ processar. “Precisamos parar de jogar dinheiro no lixo e isso só vai acontecer se vocês mensu­ rarem. É preciso ser mais que sustentável, é pre­ ciso ser ecoe­f i­cien­te”, declarou. O programa do dia 26 foi encerrado com o tema “Requisitos legais ambientais básicos”, apresentada por Laís Cristina Cacese Soa­res, que falou sobre li­cen­cia­men­to am­bien­tal, nos âmbitos municipal, es­ta­dual e federal. Manual de indicadores de desempenho

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O segundo dia do 5 º‒ Ciclo de Sustentabilida­ de, 27 de junho, foi aberto com o lançamen­ to do Ma­nual de indicadores de desempenho am­ bien­tal. A publicação resulta de uma parceria entre ABTG e Cetesb. “O objetivo do ma­nual é

permitir que as empresas tenham um pa­ râmetro único para mensurar seus pro­ cessos, e que isso se reflita em ações de sustentabilidade consistentes”, disse o es­ pe­cia­lis­ta da empresa Dixie Toga, Teddy Lalande, ao apresentar o ma­nual. A primeira palestra, com o título “Ma­ pean­do os re­sí­duos sólidos da sua grá­ fica”, foi apresentada por Rosana Gon­ zález Aléssio, consultora da ABTG. Ela deu mais detalhes sobre as normas bra­ sileiras, como a NBR 10004 – 2004, rela­ tiva aos re­sí­duos sólidos, mas reforçou a importância da minimização da gera­ ção de re­sí­duos através de alternativas economicamente viáveis e tecnicamen­ te possíveis. Em seguida, o tema “Ge­ren­c ia­men­ to de re­sí­duos” foi apresentado por Luís Oli­v ie­r i e Bruno Pie­ro­ni, da empresa Ambserv Serviços Ambientais, es­pe­c ia­l i­za­d a no ge­ren­ cia­men­to de re­sí­duos, destinação de re­sí­duos perigosos e serviços de saú­de. Eles abordaram os tipos de tratamento de re­sí­duos existentes, destacando a importância do Cadri (Certificado de Movimentação de Re­sí­duos de Interesse Am­ bien­tal), documento necessário ao transporte de materiais descartados pelas empresas. Fechando a segunda noite do evento, a pa­ lestra “Produção mais limpa (P+L)” foi apresen­ tada pelo engenheiro Du­v i­v ier ­Guethi Ju­nior. “A P+L nada mais é que a aplicação contínua de uma estratégia am­bien­tal integrada e preven­ tiva a processos, produtos e serviços, com a fi­ nalidade de aumentar a efi­ciên­cia e reduzir ris­ cos aos seres humanos e ao meio am­bien­te. Este conceito é aplicável por qualquer empresa, de qualquer segmento e, mais importante, de qual­ quer porte. O que importa é que este seja um processo contínuo, ininterrupto, pois do con­ trário não surtirá efeito”, declarou. Responsabilidade social

A última noite do 5 º‒ Ciclo de Sustentabilidade ABTG foi voltada ao tema da responsabilidade so­cial e aberta com a apresentação de Rosana


González Aléssio, que falou sobre o tema “Res­ ponsabilidade so­cial na gráfica”. Ela exibiu um vídeo sobre o lançamento da norma ISO 26000, di­re­cio­na­da às políticas voltadas à saú­de e se­ gurança no trabalho. Publicada em 2010, ela irá exercer grande in­f luên­cia na vida das orga­ nizações, devendo ser cobrada pela so­cie­da­de, clien­tes e fornecedores. Em seguida, Jeniffer Gue­des Bonizolli, en­ genheira am­bien­tal da gráfica Plural, apresen­ tou o case da empresa na área de responsabilida­ de so­cial, que com­preen­de uma série de ações, com destaque para a Print ­School, programa que capacita jovens como auxiliares gráficos e é rea­ li­za­do em parceria com a prefeitura de Santana de Par­naí­ba (SP). Na palestra “Saú­de, qualidade de vida e bem estar – Programação de prevenção e rea­bi­li­ta­ção de doen­ças ocupacionais e crônicas”, André Luiz Morés, da empresa MCA , apresentou o case da Editora FTD, com foco na redução de doen­ças ocupacionais que provocavam afastamentos e ab­sen­teís­mo, entre outros problemas, aplicado a um grupo de 1.200 fun­cio­ná­r ios. Encerrando o evento, o consultor José Pi­ res de Araú­jo Jr. discorreu sobre o tema “Como

tornar uma gráfica economicamente sustentá­ vel”, tratando do planejamento financeiro das empresas e seu po­ten­cial estratégico para os ne­ gó­cios. Um aspecto importante apontado pelo palestrante foi o alto investimento exigido pelo setor gráfico, o que reforça ainda mais a neces­ sidade de planejar os recursos.

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Sustentabilidade

Este caderno foi impresso em papel reciclado Eco Millennium 90 g/m², produzido pela Bignardi Papéis

Suzano no combate ao aquecimento global

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Suzano Papel e Celulose reforça seu compromisso com a sustentabilidade e combate ao aquecimento global com ampla gama de produtos desenvolvidos segun­ do as melhores práticas do mercado na gestão das emissões de gases de efeito estufa (­GEE), composta por três pilares: pegada de carbono, redução e compensação. Com o papel Suzano Report 360°, a empre­ sa firmou seu pioneirismo com um produto que tem sua pegada de carbono calculada e 100% compensada. É a primeira fabricante de celu­ lose e papel no mundo e também entre todos os setores na América Latina a utilizar a meto­ dologia PAS2050 para calcular a pegada de car­ bono de um produto e conquistar a certificação Carbon Re­duc­tion Label, concedida pelo Car­ bonTrust. A empresa tem avançadas práticas de quantificação e comunicação de emissões de gases de efeito estufa de produtos, assumindo o compromisso de reduzir as emissões de to­ das as suas linhas já certificadas, o que inclui a celulose produzida na Unidade Mucuri Su­ zano Pulp e os pa­péis Alta Alvura, Paperfect, Symetrique e Suzano Report Multiuso. “O lançamento do Suzano Report 360° faz parte da busca por oferecer produtos de exce­ lência com as mais conceituadas certificações em nível mun­d ial. Com ele, a Suzano dá mais um passo significativo na estratégia de buscar a sustentabilidade de suas ações e garantir aos clien­tes e consumidores resultados transparen­ tes com o cumprimento das melhores práticas existentes”, afirma André De Marco, gerente de grupo de produtos e inovação da Suzano. Para que o Suzano Report 360° contemplas­ se toda a gestão de emissões, o pilar “compensa­ ção” foi desenvolvido através da composição de uma cesta de créditos de carbono adquiridos no mercado. Os créditos de carbono que compõem este mix são oriundos de projetos envolvendo geração de energia por fontes renováveis e ma­ nejo de re­sí­duos, que seguem padrões in­ter­na­

cio­nal­men­te reconhecidos e obedecem a cri­té­ rios socioambientais extremamente rígidos, como por exemplo Gold Standard, Voluntary Carbon Standard e So­cial Carbon Standard. “A Suzano passa a oferecer um produto que gera a oportunidade de consumidores finais considerarem o valor “sustentabilidade” em suas decisões de compra. E, para as empresas que contemplam este valor, passar a utilizar um papel com emissões compensadas contribui di­ retamente para suas es­tra­té­g ias de redução de emissões, uma vez que este insumo entrará como ‘zero’ em seus in­ven­tá­r ios corporativos de emissões”, completa o gerente executivo de sustentabilidade, Alexandre Di Cie­ro. Essa ini­c ia­t i­va faz com que a companhia estenda aos diversos atores da so­c ie­d a­de os seus compromissos com a sustentabilidade, a fim de engajá-​­los e incentivá-​­los a praticar ati­ tudes que ajudem na garantia do futuro das próximas gerações.


Sandra Rosalen

Rescaldos da Drupa

Um dos aspectos que mais chamou a atenção nesta Drupa foi que nenhum fabricante de máquinas digitais tinha uma impressora offset em seu estande, mas o inverso aconteceu com frequência. Complementando o artigo publicado na nossa edição anterior, Sandra Rosalen fala aqui sobre impressão digital versus offset, mercado editorial, internet, impressão 3D e QRCode.

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Drupa de 2008, chamada de Drupa do Jato de Tinta, tinha quatro pavilhões dedicados à impressão digital. Neste ano foram seis. O que há quatro anos era uma promessa feita através de máquinas conceito tornou-se rea­l i­d a­ de. Mais de 20 estandes trouxeram equipamentos jato de tinta mais velozes, com maior qualidade e va­r ie­d a­de de suportes, prontos para atacar quase todos os mercados. O mesmo aconteceu com a impressão digital com tecnologia laser. Fabricantes como HP, Xerox e Xeikon investiram pesado em formatos maiores, principalmente o B2. A estratégia é simples: tomar o mercado offset. Os argumentos a favor da tecnologia digital são indiscutíveis quando falamos de impressão de dados variáveis, sob demanda ou personalizada. Além disso, a redução dos custos de estoques, logística e energia na linha de produção é evidente. Uma solução digital usa menos máquinas, tem menor maculatura, exige um número in­fe­r ior de fun­cio­ná­r ios e o que sai da máquina é 100% absorvido pelo clien­te, sem desperdício. REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012

Mais razões: um estudo da Pira, instituto de pesquisa es­pe­cia­l i­za­do em indústria gráfica, prevê que até 2015 cerca de 125 bilhões de euros, ou seja, 30% do mercado de impressão, serão produzidos através de tecnologia digital. Por outro lado, há também argumentos contra. O investimento de entrada nas máquinas de impressão digital ainda é alto e os custos de administração do negócio digital, muitas vezes ignorados, não podem ser esquecidos. Uma indústria es­pe­cia­l i­za­d a em fotolivros que opera na Europa, por exemplo, gera centenas de ordens de produção por dia. Os fotolivros são produzidos um a um e necessitam de uma logística 100% informatizada, bem como um sistema de produção automatizado. Não é só a máquina de impressão, mas sim um modelo de negócio bem mais complicado do que o de uma gráfica co­mer­c ial con­ven­c io­nal que faz 20 trabalhos por dia. Quan­t o às questões ambientais, há também argumentos a favor. Com menos sobra, nula ou menor maculatura, nenhuma matriz e sem a necessidade de produzir a mais para ganhar na escala, a impressão digital colabora com as questões ambientais. Mas há o outro lado da moe­da. Durante os ciclos de palestras do In­ no­va­t ionPark, a DPDA (Digital Printing Deinking Al­l ian­ce), formada por membros como HP, Kodak, Océ e Ricoh, se reuniu para discutir a problemática da impressão jato de tinta. Por ter base aquosa, a tinta usada no processo mancha a polpa do papel de forma quase permanente e nenhum processo até agora obteve resultados 100% sa­tis­fa­tó­r ios para a retirada total dessa mistura do papel, processo chamado de deinking.

Voltando à questão econômica, encontramos o argumento usado estrategicamente pelos fabricantes de máquinas offset: a impressão digital é uma tecnologia interessante, tem futuro, mas o que gera retorno financeiro subs­tan­cial é a impressão offset. Usei a palavra estratégia, pois se o argumento não é uma verdade absoluta, ele toca no ponto fraco do negócio gráfico: baixo entendimento do que efetivamente é rentável. Se havia uma pulga atrás da orelha dos gráficos sobre a impressão digital, os fornecedores de máquinas offset fizeram questão de lembrá-​­los disso. Praticamente todos os fabricantes do lado do aço levaram novos equipamentos para a Drupa. Máquinas mais velozes, de 16 a 18 mil folhas por hora, com formatos maiores, menor tempo de setup, menos maculatura e, é claro, com a velha e boa qualidade do offset, com uma clara concentração de investimentos na área de embalagens. A Heidelberg ocupou 50% de seu espaço com soluções para esse mercado. A  KBA e a Ryobi também. A versão atua­l i­z a­d a da Roland 700, levada pela Manroland, era di­re­cio­na­d a para embalagens. Até a Goss, tra­d i­cio­nal fabricante de rotativas para o segmento edi­to­r ial, lançou a VPack, uma Sunday adaptada para imprimir sobre cartão. Além disso, uma grande quantidade de maravilhosas soluções de enobrecimento em linha estava presente em praticamente todos os equipamentos. Vernizes, aplicações metálicas, ho­lo­g ra­f ias, relevos e laminações são agora itens quase obri­ga­tó­r ios para a maioria das embalagens. Não há ainda um equipamento digital que imprima com alta qualidade, flexibilidade de suportes e alto volume por um preço unitário


aceitável. Vá­r ios fabricantes de máquinas digitais também apresentaram soluções para a produção de cartuchos. Mas a aplicação é outra, trata-se de embalagens personalizadas, nas quais o dado va­r iá­vel é a estratégia central do produto. Já a área de rótulos e etiquetas desperta a atenção da impressão digital desde a Drupa 2008 e mais equipamentos foram apresentados na Drupa 2012. Epson, EFI e es­pe­cial­men­te a HP levaram equipamentos com boa qualidade de impressão, possibilidade de tiragens sob medida e uma alternativa para os elevados custos da flexografia, dependendo, é claro, da tiragem. E o mercado editorial?

O mercado edi­to­r ial, assim como o pro­mo­ cio­nal, sofre mais diretamente os efeitos provocados pela expansão das mí­d ias eletrônicas. Desde a feira do Livro de Frankfurt em 2010, onde tablets e livros impressos dividiram o mesmo espaço, editoras procuram encontrar uma resposta econômica para o livro. Na Alemanha o Ministério da Educação já aprovou o uso dos dispositivos eletrônicos nas escolas e as editoras buscam desenvolver con­teú­d o para essa mídia. No entanto, o efeito ainda é lento. Professores e escolas veem com restrições a adoção dos aparelhos. Os argumentos são o preço e a difícil tarefa de restringir o uso do tablet na sala de aula, de forma que o aluno não se perca em jogos ou acesso à internet. A Drupa não esqueceu o mercado edi­ to­r ial e apresentou novos equipamentos e soluções, a maioria concentrada na tecnologia digital. Os tradicionais fabricantes de equipamentos offset mostraram uma clara tendência de aumento de formatos, o que pode ser traduzido em mais flexibilidade para livros e revistas. Já a turma do jato de tinta melhorou as soluções para livros sob demanda, inclusive com acabamento integrado. Qua­se todas as soluções trabalham com mais velocidade e qualidade, focadas no mercado de livros sob julho /agosto 2012  REVISTA ABIGR AF

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demanda e jornais. Sim, livros sob demanda em impressão jato de tinta em grande quantidade, e nessa área um equipamento chamou a atenção. A chamada “máquina mais rápida do mundo” utiliza os cabeçotes de impressão ­Stream Inkjet-​­Technology da Kodak e o know-​­how da Timson em estrutura de máquinas com bobinas. O resultado da T-​ ­Press, com 135 cm de largura da fita de papel e 200 metros por minuto de velocidade no PB, é im­pres­sio­nan­te. A linha de acabamento integrado foi apresentada no estande da Kolbus, que oferece versatilidade para a linha sob demanda. Com a mesma proposta, a tecnologia laser oferece ótima qualidade para livros com baixa tiragem. Os formatos aumentaram para B2 e têm como foco não só o ma­te­r ial pro­mo­cio­nal, mas também livros. E um produto, que podemos chamar de edi­to­r ial, apareceu em quase todos os estandes: o fotolivro. O livro de fotos virou febre na Europa e nos Estados Unidos. Com preços que na Alemanha va­r iam entre 25 e 40 euros, parece, para um produto de 25 páginas impressas e capa dura, muito caro. Mas é ao mesmo tempo um presente com ótimo custo-​­benefício. Quem recebe adora e fica muito mais feliz com o regalo do que se recebesse uma camisa ou um DVD, que têm preços similares. É o tal do encantamento. No Brasil o produto já está sendo explorado por algumas empresas, contudo há espaço para crescimento. Como aconteceu na Europa, é só uma questão de cair no gosto do consumidor e ser algo de fácil execução. A internet incomoda

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A grande rede vai con­t i­nuar incomodando se a indústria gráfica não entender que pode ganhar com mí­d ias eletrônicas. Segundo ­M atthias Karmasin, es­pe­c ia­l is­t a na área de mí­d ias, os argumentos que até agora foram usados para defender o uso do produto impresso não são mais válidos para as novas gerações. E uma parte dos REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012

es­pe­cia­l is­tas da área de comunicação defende, na mesma linha, a não interdependência entre con­teú­do e canal. Eu concordo com eles, pois assim como a maioria que lê esse texto, tenho crian­ças e adolescentes por perto o tempo todo e vejo a forma como se comunicam e interagem com as diversas mí­d ias. Nenhum pai proí­be mais seus filhos de ver televisão quando eles cometem alguma travessura, isso é coisa do passado. Quem quer real­men­te tomar uma medida drástica desliga a internet, ou pior, confisca o smartphone do filho. Há também um aumento na velocidade de consumo de informação pela geração com mais de 30 anos. As decisões, por parte dos consumidores, são hoje di­re­cio­na­das para o tempo que leva cada tarefa na vida. Mídia seletiva e in­d i­v i­dua­l i­za­ção de con­teú­do são resultados dessa mudança de comportamento. Há alguns dias vi na Consumer Electronics Show, a maior feira de lançamentos de eletrônicos do mundo, que acontece em Las Vegas (EUA), uma série de apresentações de celulares e aplicativos para celulares que estarão em breve nas lojas. Nos apelos de venda vemos a mesma estratégia usada pelos fabricantes de carros já há alguns anos. São adjetivos como encantador, sur­preen­den­te, inigualável. A minha pergunta é: como fazer um impresso ser sur­preen­den­te ou encantador? Como competir com um tablet e sua ex­pe­r iên­ cia de navegação? Uma resposta possível, mas não a única, seria não o ver como concorrente, mas como parceiro. Na Drupa, e principalmente no dip (plataforma de lançamentos para pequenas empresas), soluções interessantes que ­a liam o mundo eletrônico e o impresso foram apresentadas. A BC Direct Group apresentou a ferramenta Response2. Trata-se de um sistema para orquestração de campanhas de mar­ ke­ting por diferentes canais. Um mailing é organizado, filtrado e se­le­cio­na­do de acordo com o produto. A mídia então é escolhida conforme a necessidade: e-​­mail, mensagem de texto via celular, cartão postal, uma

página personalizada na internet. O ponto fundamental dessa estratégia é que não há só um canal, mas sim o uso de diversos canais ao mesmo tempo e para isso é preciso conhecer o clien­te e qual estratégia vende mais dependendo do perfil do consumidor-​­alvo. Um produto bem semelhante foi apresentado pela DirectSmile. Se você só se vê, a partir desse exemplo, como um fornecedor da agência de mar­ke­ ting que compra o tal cartão postal personalizado, é melhor pensar mais sobre o assunto. Uma gráfica pode sim oferecer essas soluções, mas deve primeiro entender que são ne­gó­cios, fun­cio­ná­r ios e es­tra­té­g ias diferentes de venda. Um erro comum de empresas que decidem oferecer mídia cruzada é não perceber o abismo entre os modelos de negócio e quais as pontes que os ligam. Um exemplo de sucesso neste negócio é o da Pad Publisher, que é ao mesmo tempo a PadCloud MDS. A empresa, presente na Drupa 2012, é uma gráfica sem preconceito de mí­d ias. Ela imprime em papel enquanto gera con­teú­do para livros eletrônicos. A empresa original, a gráfica que está no negócio de livros há 130 anos, entendeu que não queria que sua história terminasse por causa do avanço do eletrônico. Ela simplesmente aderiu à onda e continua imprimindo, de acordo com o con­teú­do e a tiragem. Algo mais? Impressão 3D

O assunto não é novo, mas vale a pena citálo, uma vez que alguns fabricantes, como a Ricoh, levaram equipamentos mais velozes para a feira. Voltada para o mercado in­dus­trial, a impressão 3D presta-se a produtos como próteses den­tá­r ias, protótipos para fins industriais, como correias, moldes para eletrônicos ou qualquer tipo de ma­te­r ial em três dimensões. O produto, diferente do produzido através da impressão de eletrônicos, não é fun­c io­n al, mas sim um modelo.


O processo consiste em uma impressão de diversas camadas de polímeros. Primeiro o modelo é desenhado em um programa CAD. Todas as medidas de altura, largura e profundidade são dadas e então o desenho é en­v ia­do para a impressora. O polímero é despejado em finas etapas e chega a produzir um molde de 20 × 20 cm em até uma hora. Parece muito, mas para empresas que até então precisavam produzir protótipos ma­nual­men­te a tecnologia oferece muito mais rapidez. Além disso, peças bem pequenas, di­men­sio­na­das em nanômetros, até então inviáveis, agora encontraram uma saí­d a produtiva. A complexidade desses

equipamentos permite hoje construir elementos com partes móveis, entrelaçadas, em diferentes flexibilidades. E não se esqueça de que é uma impressão digital e, portanto, pronta para personalização. Empresas japonesas de brinquedos estão construindo avatares individuais conforme as características desenhadas por seus clien­tes. Um preço, uma fábula, que os apaixonados por RPG pagam sem pechinchar. QR Code e novas soluções

O QR Code é encontrado com facilidade em embalagens, cartazes e até em ma­te­r ial

tran­sa­cio­nal. Não é uma novidade, contudo está sendo aplicado de forma interessante por empresas como a Tesco. O sul-​­co­rea­no é famoso por trabalhar demais, em média 12 horas por dia, ou seja, ele tem pouco tempo para, por exemplo, fazer supermercado. A rede de supermercados Tesco entendeu essa dificuldade e levou o supermercado para estações de metrô. Ao invés de produtos, painéis luminosos trazem fotos de produtos e códigos QR ao lado. Com uma simples leitura do código pelo celular, o clien­te faz sua compra semanal enquanto espera o trem para casa. Ele fotografa os produtos com a câmera e ao fim paga com seu cartão de crédito. Os produtos são entregues em casa no mesmo dia, ou no dia seguinte cedo, dependendo da hora da compra. Na Drupa, a Ricoh apresentou a irmã mais nova do QR Code. Chama-se Clickable Paper. Fun­cio­na assim: através de um soft­ware desenvolvido pela empresa, o designer se­le­cio­na um texto ou imagem que receberá um código invisível ao olho humano e que pode ser lido apenas pelas câmeras dos celulares ou computadores. Nesse código são embutidos possíveis links. Diferente do QR , que tem espaço limitado, a codificação do papel clicável disponibiliza diversas portas de saí­da. O clien­te decide qual ele quer olhar e ainda embute vídeo e áu­d io. Uma garotinha que assistia à palestra com o pai próximo de mim ouviu atentamente, olhou para o técnico e disse “eu conheço isso”. Intrigado com um já possível concorrente, o técnico perguntou de onde, e ela respondeu: “é igual ao livro do Harry Potter, onde as figuras se movem igual mágica”.

Sandra Rosalen é formada em Administração pelo Mackenzie, técnica gráfica pela Escola Senai Theobaldo De Nigris e docente do ensino a distância da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica. Atualmente faz mestrado em Tecnologia de Impressão e Mídias na Bergische Universität Wuppertal, na Alemanha. julho /agosto 2012  REVISTA ABIGR AF

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Opinião

O

Setor gráfico potiguaro:crescer necessidades para o mercad

portante papel sim, por entendermos o im As a par vas cti spe podem desempenhar os, em que as per o Singraf‑RN e a Abigraf‑RN e qu O momento no qual vivem no e ent am fico do Estado, favoráveis, notad vancar de vez o parque grá ala a par a economia global não são o é o com talação de uma estados pequenos, balhando no projeto de ins tra os am est Brasil e, em particular, em ho an sar de nossas Norte, mostra o tam es gráficas no RN, pois, ape art de ola esc caso do nosso Rio Grande do um os em, hoje, enf rentar a fim de criarm se modernizado e conseg uir em ter s ina qu má do desafio que precisamos s. es centros, ativas de melhores resultado o padrão exigido nos grand alt o r ha an mp aco cenário que produza altern do ças na economia e no merca a ainda limita a evolução a falta de uma escola técnic Nos últimos anos as mudan . cia dên ten a ess m ha pelos profissionais acompan na sonhada há muitos anos ple empresarial do setor gráfico ca óti a sob os am ado. s, também est do setor gráfico do nosso est Como em outras atividade nte me pre a , ela com e, a à Escola Senai de Artes ca nic ógi téc rante uma visita Du da transformação tecnol sar pen Paulo, realizada das mudanças no eobaldo De Nigris, em São Th cas áfi Gr urgência de realizar profun s tiveram a da indústria gráfica. ano, empresários potiguare do cio iní no e no agir dos comandantes o nd iga formação de mercado vem obr de conhecer a estrutura de ade nid rtu A alta concorrência do nosso opo ou um grande vos modelos de gestão e alif icados, a qual represent qu is na sio fis pro as empresas a buscarem no ação de uma escola no RN. es compatíveis com o novo estímulo para lutar pela cri avanços tecnológicos eficaz s e dar mu m are ous eles que ola Senai, Manoel Manteiga Na ocasião, o diretor da Esc tempo e só sobreviverão aqu sse a ere int par as ou égi str on rat est ito, dem de novas iveira, atendendo a nosso ple Ol de participarem da implantação do , ção RN ‑ liza raf na ing sio itividade. O S mento da profis em contribuir para o cresci enf rentar e vencer na compet de to tex tante na mesma con se nes do eri or gráfico. Outro apoio impor set sso no sob nossa gestão, está ins ver Rio Grande erminado a promo Federação das Indústrias do da é o eçã dir pensadores‑sonhadores e det o. e entendimento para essa transformaçã (Fiern), que compartilha ess rte No do o debate e buscar as fontes sionalização. ado há alg uns anos de de investirmos na profis ida ess nec da O empresariado do nosso est narmos que mais esse e hoje já é detentor de Portanto, já é possível imagi acordou para essa questão va Pro ia. . A causa é justa. các efi de grande se transformar em realidade erá pod ho son equipamentos modernos e s é nas dif iculdades que vendas para o mercado erecida. Pode ser dif ícil, ma É m disso é que a distribuição de 03 20 de os batalha que estamos rou entre os an quista tem mais valor. E essa con a reg ional praticamente dob toda a classe industrial para 41,7%. çando não é só nossa, é de abe enc e 2011, evoluindo de 25,2% , uer com outros ipamentos req fico do Estado e, contando grá or Mas a modernização de equ set do ser iguar, ela acontecerá. da eficácia também no seg mentos da indústria pot paralelamente, o aumento a um de ção ma for a a ári ess humano e por isso faz‑se nec ail.com icada, item indispensável alif qu is na sio fis viniciuscostalima @hotm equipe de pro vos eti obj de sca ria na bu à reestruturação da indúst o, o de busca por conheciment ári cen te específicos. E é nes , nto me mo no do estamos atuan crescimento e evolução que . e com perspectivas concretas encomendada pelo qu De acordo com uma pes isa mão RN em 2011, a falta de Singraf‑RN e pela Abigraf‑ es lam o maior número de rec açõ de obra qualif icada recebeu entrevistados, representado por parte dos empresários bito nacional a opinião se 23,7% das respostas. No âm e uma pesquisa da Universidad repete. É o que demonstra res ido est 81,7% dos inv de São Paulo (USP), na qual mão de obra qualif icada de ez afirmaram que a escass ximos cinco anos no que será um fator crítico nos pró os futuros em pesquisa diz respeito aos investiment Grande do Indústrias Gráfica s do Rio e desenvolvimento no País. Presidente do Sindicato das ia Gráfica

C arlos V inícius A . C osta L ima ociação Bra sileira da Indústr Nor te (Singraf RN)) e da Ass te (Abigraf -R N) Nor do Regional Rio Grande

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ECONOMIA Texto: Ada Caperuto Fonte: Agência Indusnet Fiesp e Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP)

Indústria debate o desalinhamento cambial

Foto: AGB Photo Library

Em evento que reuniu industriais na sede da Fiesp, foi apresentado estudo da FGV sobre política cambial e seus impactos no comércio internacional.

política cam­bial mun­d ial é quase um tabu, tão intrincadas são suas regras e acordos, que começaram a ser definidos ainda na década de 1940. Estimar uma taxa de câmbio de equilíbrio para diversos paí­ses, a partir de me­to­do­lo­g ias alternativas existen­ tes na literatura econômica, para ava­l iar a ro­ bustez dos resultados, foi um dos objetivos dos pesquisadores da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (­EESP/FGV) ao elaborarem a ferramenta Observatório da Taxa de Câmbio. Lançada em 24 de julho, durante o seminá­ rio “Impactos do câmbio sobre o comércio in­ ter­na­c io­nal”, ela foi rea­l i­za­d a pela Federação das In­dús­trias do Estado de São Paulo (­Fiesp), em parceria com a ­EESP/FGV e o instituto dos

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Analistas Brasileiros de Comércio In­ter­na­cio­ nal (ABCI). O evento reuniu alguns dos princi­ pais es­pe­cia­l is­tas no assunto para debater so­ bre os efeitos dos desalinhamentos das taxas de câmbio nos instrumentos que compõem a agenda do comércio in­ter­na­cio­nal, dentre eles tarifas, medidas antidumping, medidas com­ pen­sa­tó­r ias, salvaguardas, regras de origem e re­ta­l ia­ções autorizadas. O Observatório da Taxa de Câmbio é um sofisticado sistema que atua na verificação de moe­d as, mostrando um cenário atua­l i­z a­do do câmbio de cada país, revelando, por exem­ plo, que atual­men­te os Estados Unidos têm um câmbio mais desvalorizado que o da Chi­ na. “O jogo do comércio varia conforme o pas­ sar do tempo. Ao contrário de Suí­ça e Brasil, os EUA sempre passam a imagem de um país com


moe­da estável, e isso não é verdade. Agora po­ demos mostrar o que o FMI [Fundo Monetá­ rio In­ter­na­cio­nal] esconde — e não apenas os dados dos paí­ses que os permitem”, afirmou a pesquisadora Vera Thorstensen, que coor­de­na a equipe da FGV. A pesquisadora aponta que os paí­ses com câmbio valorizado, como o Brasil, reduzem ou mesmo anulam os direitos ta­r i­fá­r ios ne­go­ cia­dos na Organização Mun­d ial do Comércio (OMC). “Durante os sete anos em que o Brasil esteve com a moe­da valorizada, o País anulou completamente a defesa que tinha na área de tarifa e os direitos que negociou na OMC ”, disse, acrescentando que, por sua vez, os paí­ses com câmbio desvalorizado (EUA , Índia, China) sub­ si­d iam exportações. “Desalinhamentos cam­ biais significativos e persistentes afetam a efi­ ciên­cia dos instrumentos de política co­mer­cial ne­go­cia­dos na OMC. Portanto, devem ser por ela regulados”, declarou Vera Thorstensen. Em seu pro­nun­cia­men­to na abertura do se­ minário, o 1º‒ vice-​­presidente do Centro das In­

dús­trias do Estado de São Paulo (­Ciesp), Ra­fael Cervone Netto, destacou que o Brasil deve bus­ car igualdade de condições para competir com in­dús­trias de outros paí­ses. “É importante que haja mecanismos que permitam a compensação dos efeitos do câmbio sobre o comércio in­ter­ na­cio­nal. O ­Ciesp e a ­Fiesp estão engajados em perseguir esse importante objetivo”. Presente no seminário, Roberto Gian­net­ti da Fonseca, diretor-​­t itular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Ex­te­r ior (Derex) da ­Fiesp, comentou que o câmbio não tem um paradeiro ins­ti­tuí­do — nem a OMC nem o FMI ­criam condições de disciplina de câmbio que determinam aos paí­ses regras de compor­ tamento. “Apesar de sua relevância para o co­ mércio in­ter­na­cio­nal e para a economia mun­ dial, o câmbio é uma ‘va­r iá­vel órfã’, permissiva, e os paí­ses adotam direta ou indiretamente prá­ ticas de manipulação que distorcem o mercado in­ter­na­cio­nal”, explicou. Roberto Azevedo, embaixador do Brasil na OMC, informou que houve forte resistência do

Desalinhamentos da taxa de câmbio nos Estados Unidos 40

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Desalinhamentos da taxa de câmbio no Brasil

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Desalinhamentos da taxa de câmbio na China 0.20 0.15 0.10 0.05 0.00 – 0.05 – 0.10 – 0.15 – 0.20 1980

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organismo para inserir a discussão cam­bial em sua agenda. “Quem está confortável não quer entrar na zona de desconforto”, explicou. Se­ gundo o embaixador, a temática cam­bial ainda é um tabu no cenário das relações internacio­ nais, mas, graças à pressão brasileira, o mun­ do inteiro reconhece a existência do problema. “O Brasil é o dínamo nessa discussão na OMC. Se pararmos de puxar a carroça, ela para”. Para o diretor da ­EESP/FGV, Yoshia­ki Naka­ no, a falta de estabilidade da taxa cam­bial do Brasil desestimula os em­pre­s á­r ios. “Este é um momento trágico para a economia brasi­ leira”, disse, referindo-se à de­sin­dus­t ria­l i­z a­ ção nacional. “Se não conseguirmos rever­ ter a si­t ua­ção, vamos O Centro de Ma­croe­co­no­mia Aplicada da virar a Grécia: um país de prestação de servi­ Escola Paulista de Economia da Fundação ços e sem indústria”, Getúlio Vargas (Cemap) vem rea­l i­z an­d o alertou Nakano. cálculos de desalinhamentos cambiais do Roberto Gia­net­t i Brasil desde 2009. O Cemap estima uma taxa da Fonseca lembrou as de câmbio real de equilíbrio, que implica a vá­r ias provações cam­ estabilidade da posição da rede estrangeira biais pelas quais o Bra­ de ativos de um país, usando um modelo sil passou nos últimos econométrico de co​­integração para o Brasil 50 anos — “Somos um (1980 a 2010), EUA (1970 a 2010) e China verdadeiro laboratório (1980 a 2010). As estimativas para outros paí­ porque já experimen­ ses do G20 estão em andamento. Os princi­ tamos de tudo”— e res­ pais resultados podem ser vistos nos gráficos saltou a importância que ilustram esta matéria. do debate: “Às vezes, Considerando o ano de 2010, os desa­ o mercado não sabe di­ linhamentos cambiais para o Brasil, EUA e reito o que está acon­ China são os seguintes: tecendo. Mas apenas Brasil: + 29% (sobrevalorização) discutindo e refletindo EUA: – 10% (desvalorização) sobre [a questão] é que China: – 17% (desvalorização) conseguiremos propor

Estimativas do Cemap

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melhores políticas para que a taxa de câmbio se torne uma va­r iá­vel digna na nossa economia”. Guerra do câmbio

Em seu estudo “Desalinhamentos da taxa de câmbio e política de comércio in­ter­n a­c io­n al: impactos sobre tarifas”, de novembro de 2011*, que faz parte de um projeto de pesquisa sobre o regulamento do comércio global, elaborado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Apli­ cadas (Ipea), a pesquisadora Vera Thorstensen aponta que o debate sobre a “guerra do câmbio e guerras comerciais” está aumentando a aten­ ção de es­pe­cia­lis­tas em comércio in­ter­na­cio­nal e economia. A pesquisadora afirma em seu es­ tudo que não é mais aceitável a si­tua­ção ­atual. “É hora de começar a ne­go­ciar um mecanismo para neutralizar os efeitos da taxa de câmbio so­ bre as tarifas, que, quando efetivamente aplica­ da, permitiria a manutenção do nível de acesso ao mercado pre­v ia­men­te estabelecido. Em resu­ mo, a OMC não pode mais ignorar os efeitos do câmbio sobre o seu sistema de regras, que foi cons­truí­do incansavelmente nas últimas déca­ das. O fortalecimento do sistema regulatório da OMC é cru­cial para evitar que as guerras comer­ ciais não se tornem conflitos internacionais”, concluiu Vera Thorstensen. *O estudo “Desalinhamentos da taxa de câmbio e política de comércio internacional: impactos sobre tarifas” foi elaborado para ser publicado no Jour­ nal of World Trade, v. 46, i. 3, 2012, pelos pesqui­ sadores Vera Thorstensen, professora da Esco­ la Paulista de Economia (EESP); Emerson Marçal, professor da EESP-​­FGV e coordenador do Cemap; Lucas Ferraz, professor da EESP-​­FGV; além dos as­ sistentes de pesquisa Daniel Ramos, Carolina Mul­ ler e José Stucchi, da CGTI , e Priscila Fernandes Ribeiro, do Cemap.


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Mercado

Indústria de envelopes enfrenta os desafios da comunicação pós-​­internet Se por um lado o envelope postal é um artigo em extinção, o segmento de envelopes personalizados cresce atrelado à explosão do consumo pela classe C. Mas não faltam questões a serem vencidas pelos fornecedores desse mercado. Tânia Galluzzi

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envelope é um dos mais antigos produtos gráficos. Um dos maio­ res fabricantes europeus do pro­ duto, a espanhola Tompla, regis­ tra que o primeiro testemunho escrito da palavra enveloppe pode ter aconteci­ do no século X­V II, quando o diplomata francês Antoine de Courtin, no seu Nouveau Traité de Civilité, de 1671, cita o revestimento de papel, en­ve­lop­pe, morada da carta, como um sinal de respeito a quem se escreve. De lá para cá, o envelope permaneceu es­ sen­cial­men­te inalterado, mesmo com o surgi­ mento de novos pa­péis, formatos e usos. A si­ tua­ção começou a mudar com a disseminação do correio eletrônico, cujo impacto está sen­ do percebido pelos fabricantes de envelopes. O principal desafio dessa indústria é a cria­ção de produtos que possam fazer frente às novas ferramentas de comunicação.

A última pesquisa rea­l i­z a­d a sobre o se­ tor no Brasil foi promovida pelo Grupo Em­ pre­sa­r ial de Envelopes da Abigraf, GE -Enve, em 2008. Há quatro anos, o mercado na­c io­ nal de envelopes de papel girava em torno de 600 milhões de unidades por mês, das quais 60% fa­ziam parte da chamada linha branca (envelopes padronizados em geral que não le­ vam impressão) e 40% eram envelopes perso­ nalizados com a identificação do clien­te. Esse quadro agora se inverteu, com os produtos per­ sonalizados, incluindo os envelopes de autoa­ tendimento usados sobretudo pelos bancos, abocanhando a maior parcela. Quem explica essa mudança é Ricardo Min­ guez Ruiz, diretor co­mer­c ial da Planalto En­ velopes e diretor setorial do GE -Enve. Com a expansão da internet, era esperada, como de fato ocorreu, uma diminuição na demanda pelos envelopes postais. Porém essa redução


não mexeu no consumo total em função do aumento na procura pelos envelopes persona­ lizados. “O mercado não encolheu, e sim vem assistindo a migração na demanda”, afirma Ricardo Minguez. Tal movimento está sendo im­pul­sio­na­do pelo aumento da renda da classe C. “Esses no­ vos consumidores estão abrindo conta em ban­ co, usando cartão de crédito, comprando celu­ lar, assistindo TV a cabo, e consequentemente a produtividade das máquinas de envelopes, recebendo mais extratos, contas, malas dire­ que podem produzir 1.800 unidades por mi­ tas, alavancando a demanda por envelopes nuto. E não é só a velocidade. O uso de dados personalizados”, diz Antonio Carlos Bechmann variáveis nos dois lados, ou seja, na embala­ Ribeiro, diretor co­mer­cial e in­dus­trial da Ce­ gem e na comunicação interna, requer siste­ lucat. Maior fabricante de envelopes do País, mas que casem esses con­teú­dos com perfeição”. com capacidade para produzir 180 milhões de A  julgar pela rapidez na evolução da tecno­ unidades por mês, a em­ logia digital de impres­ presa tem no segmento de são, isso pode ser só uma personalizados seu maior questão de tempo. mercado, responsável por Mas a indústria na­ 75% do faturamento. c io­n a l est á u m t a n ­ Com a expansão da to longe dessa sofistica­ O uso de envelopes internet, houve uma ção. Uma das contendas personalizados é favore­ dos fornecedores hoje é cido também pelo incre­ redução na demanda a atua­l i­z a­ç ão tecnológi­ mento do setor de mar­ pelos envelopes ca, como enfatiza o dire­ ke­t ing direto. Com as tor da Celucat. O parque facilidades da internet, postais. Mas isso está fabril está envelhecido. a distância entre o clien­ sendo compensado A indústria sabe que tem te e a agência bancária é de investir, mas é pres­ cada vez maior. “O clien­te pelo aumento na sio­na­d a pela baixa mar­ só vê o banco efetivamen­ procura dos envelopes gem de lucro do produto, te quando recebe a cor­ personalizados. afora a amea­ça da substi­ respondência, o que fez tuição do envelope pela com que as instituições comunicação eletrônica. financeiras investissem mais na embalagem dessa comunicação, que A Foroni foi uma das empresas que decidiu é o envelope, crian­do peças de maior impacto. bancar esse desafio. Diferente da Planalto e da O preto no branco virou chinfrim”. Celucat, totalmente voltadas para a produção de envelopes, a Foroni possui uma linha completa de artigos de papelaria, com os envelopes res­ Atualização Essa sofisticação, naturalmente acompanha­ pondendo por 15% de sua receita. Há dois anos da pelo uso da cor, vem exigindo que a indús­ a companhia comprou duas máquinas novas de tria de envelopes encare a decisão entre inves­ envelopes, com aumento de 25% em sua capa­ tir no processo offset como complemento à cidade produtiva, que atual­men­te é de 450 to­ impressão flexográfica e busque gráficas com neladas de papel convertidas em envelopes por as quais possa fazer par­ce­r ias, caminho esco­ mês. No entanto, o diretor Ricardo Foroni re­ lhido pela Planalto. A  empresa, em ativida­ conhece que sua oferta está maior do que a de­ de desde 1961, pode converter 85 milhões de manda. “Nos últimos anos investimos muito na área de cadernos e vimos que era hora de olhar­ envelopes por mês. Um passo adian­te na sea­ra tecnológica se­ mos para os envelopes com o objetivo de ofere­ ria, na visão pes­soal de Ricardo Minguez, o cer preços competitivos. Para nós, o envelope é uso de dados variáveis também nos envelopes. um complemento da nossa linha de papelaria”, “Ainda não existem impressoras digitais eco­ afirma o empresário. Essa estratégia reflete-se nomicamente viáveis capazes de acompanhar diretamente nos números da Foroni: 80% do

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volume produzido encaixa-se na linha branca, um bilhão de unidades por mês, de acordo com tendo como destino as pa­pe­l a­r ias. Dentre os levantamento do GE -Enve junto às onze em­ 150 modelos que produz, o mais vendido é o presas que participam do grupo. “Nos Esta­ envelope saco, ou ofício. dos Unidos o consumo mensal de envelopes é Na Romitec, há 53 anos no mercado pape­ de seis bilhões. E lá não existe envelope plás­ leiro, os envelopes compõem 30% de sua recei­ tico para correspondência e nem o autoenve­ ta. Produzindo apenas envelopes padronizados, lope”. O autoenvelope é aquele muito usado ela é capaz de converter para envio de boletos, no 150 toneladas de papel qual o próprio documen­ por mês na confecção do to recebe adesivo e serri­ produto. “O mercado está lha lateral, dispensando estável. Esperávamos até a embalagem. Segundo o O consumo de envelopes um impacto maior da in­ empresário, o maior mer­ personalizados ternet, mas o envelope cado para o envelope plás­ continua sendo a opção tico é o pro­mo­cio­nal, com é favorecido pelo no transporte de docu­ o uso do item no envio incremento do mentos e outros itens, ga­ de malas diretas e outros rantindo proteção, priva­ impressos de divulgação. setor de marketing cidade e elegância”, afirma O aumento na deman­ direto, exigindo mais Marcos Antônio de Cam­ da por envelopes persona­ pos, diretor da empresa. lizados tem compensado sofisticação gráfica também a menor procu­ com o uso de cores e ra por parte de um clien­ Flexíveis acabamento especial. te tra­di­cio­nal da indústria O empresário pode falar de envelopes: a gráfica. com pro­prie­da­de de outro Na Planalto, a queda nos importante concorrente do envelope de papel, o plástico, cujo principal últimos anos foi de 20%. Dois fatores deli­ apelo é o custo. Faz parte do grupo Romitec a neiam esse quadro: redução no consumo dos Plast Park, que desde 1988 fabrica produtos produtos gráficos comerciais e, mais recente­ para escritório e artigos escolares, entre pastas, mente, a busca das gráficas por diversificação. envelopes, fi­chá­r ios e mochilas. “Se antes ha­ Na luta pela fidelização do clien­te através da via limitação de uso do oferta de serviços completos, as­so­cia­d a à ne­ envelope plástico em cessidade de redução de custo, vá­r ias gráficas função das reduzidas passaram a produzir internamente os envelo­ possibilidades de im­ pes. “Para conquistar o clien­te, o gráfico acaba pressão, hoje ela é mui­ fazendo os serviços mais simples, tiragens pe­ to menor. Com menos quenas, fechando ma­nual­men­te os envelopes”, matéria-​­prima é possí­ comenta Antonio Carlos, da Celucat. Mas Ricar­ vel alcançar a proteção do Minguez afirma que já há casos de gráficas desejada no transpor­ adquirindo máquinas de envelopes. te ou envio de mate­ Ponderando todas essas questões, para riais e cor­res­pon­dên­ o executivo da Celucat o grande concorrente cias”. A favor do papel, da indústria de envelopes chama-se Correios. na opi­nião do empre­ A questão aqui é o custo da postagem. “Enquan­ sário, contam o ape­ to vendo o envelope ofício simples a R$ 0,032, lo am­bien­tal e a sofis­ os Correios cobram R$ 1,20 por correspondên­ ticação atri­buí­d a aos cia. É um serviço caro e ine­f i­cien­te”. suportes celulósicos. Procurada pela Revista Abigraf para par­ Os envelopes plás­ ticipar desta matéria, a assessoria de impren­ ticos correspondem a sa dos Correios em Brasília informou por e-​ 40% do mercado de ­mail: “Os Correios não pos­suem levantamento envelopes de corres­ sobre o tipo de envelope utilizado nas pos­ pondência, que mo­ tagens, portanto não temos como contribuir vimenta por volta de com a reportagem”.

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Apoio Editorial

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Especial

Hamilton Terni Costa

Não há mais vendedores na indústria gráfica? O modelo tradicional de vendas está esgotado. Pode‑se afirmar que os vendedores profissionais da indústria gráfica são cada vez mais escassos e difíceis de encontrar, substituídos por tomadores de pedidos.

?

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H

á uma estranha sensação no ar, percebida em muitas empresas gráficas, de que algo mudou. E bastante. As rea­ções dos clien­tes já não são as mesmas. A previsibilidade que se tinha na reposição de trabalhos se tornou uma incerteza. As demandas estão diferentes. Seja pelo volume (menor), seja pela inconstância, seja pela premência, uma urgência cada vez maior. Os tempos se encurtam, a necessidade de respostas ime­d ia­tas já é o padrão. Não há tempo para errar — nem se pode. Muito menos para se consertar o erro. A pressão de preços, a concorrência que veio nem sequer se sabe de onde e levou uma parte dos pedidos. Ou tudo. Por preços impossíveis. De um lado há uma questão conjuntural. Um pífio crescimento de muitos setores que demandam menos até porque estão importando mais produtos que vêm embalados, rotulados e com manuais também em português. Uma si­tua­ção que pode se alterar com a melhoria da economia, mas os sinais ainda são débeis. De outro lado há uma questão estrutural. Há um processo de substituição de materiais impressos por formas digitais de comunicação. Ainda que o ma­te­r ial impresso continue sendo muito importante no mix de mar­ke­ting das empresas, a concorrência do digital se acirra. Dentro desse quadro muitas empresas estão acua­das e pres­sio­nam vendas, e a resposta é uma maior pressão sobre preços. Uma roda viva infernal. Em es­pe­cial para os que permanecem nos mesmos modelos tradicionais de vendas. Como dizia um antigo chefe que tive: “A gráfica não é um negócio complicado. É só agarrar pedidos, encher máquinas e ter resultados”. O problema é: onde estão todos os pedidos que precisamos? Ou como também me disse um gráfico cuja empresa viveu seu auge há alguns anos: “Algum tempo atrás eu vivia me escondendo dos clien­tes que não paravam de me ligar porque eu não tinha tempo e espaço para atendê-​­los. Hoje eu não sei onde encontrá-​­los”. . .

Na rea­l i­d a­de o modelo tra­d i­cio­nal de vendas está esgotado. Colocar diversos vendedores na rua, muitos por sua conta e risco, já não fun­cio­na. Vendas nem sequer têm muito status dentro das empresas. O que vale é a venda feita por free­lan­cers ou vendedores que fazem a cotação para o clien­te em diferentes gráficas, ou ainda qualquer um que diz que vai trazer pedidos me­d ian­te uma comissão. E no final percebe-se que temos somente três ou quatro clien­tes diante dos quais temos dependência e algum domínio da relação. O resto é dos vendedores, não da empresa. Os tempos exigem toda uma nova abordagem tal qual a descrevemos em artigo recente aqui mesmo na Revista Abigraf (edição nº- 258). Exigem um ciclo de venda consultiva, de soluções ao clien­te nas quais a prospecção bem feita e a validação desse clien­te são fundamentais. Validar é decidir para quais clien­tes vale a pena vender e para quais podemos efetivamente agregar valores reconhecidos por eles. Que pagam por isso e se sentem recompensados. Nesse aspecto o perfil da área co­mer­cial e do vendedor, em es­pe­cial, é ra­zoa­vel­men­ te distinto do padrão tra­di­cio­nal do vendedor do setor. Esse vendedor, executivo de contas ou consultor co­mer­cial tem que ter fortes habilidades interpessoais para poder caminhar em diferentes níveis dentro do clien­te, em es­pe­cial na detecção e contato dos que decidem; saber de ne­gó­cios e conhecer com profundidade os ne­gó­cios dos seus clien­tes; saber escutar e ter a sensibilidade de entender as reais necessidades de seus clien­tes, suas motivações funcionais e psicológicas, muito além das racionais, pois afinal lidam diretamente com pes­soas nas suas vendas de empresa a empresa; saber trabalhar em equipe e engajar seus pares para a cria­ção de soluções para os problemas que ele vivencia nos clien­tes. A empresa, por sua vez, tem que estar voltada a vendas, concentrada no foco do clien­te e estimulando uma fun­cio­na­li­ da­de que possa dar respostas adequadas em todos os pontos que o afetam: vendas,

atendimento, projetos, produção, finanças, logística e por aí vai. Se sai melhor a empresa cujos donos ou dirigentes gostam de e se dedicam a vendas e ao contato com seus clien­tes. Os que os visitam regularmente, os que sabem os objetivos de negócio dos seus clien­tes: suas metas de crescimento, seus de­sa­f ios de mercado e suas necessidades de comunicação, de produção, de logística, enfim, de todas as ­­áreas que tocam ou podem tocar com seus produtos e serviços. Essas observações parecem ób­v ias, mas a rea­l i­d a­de das ruas é que encontramos pouquíssimos vendedores gráficos com as características citadas e menos ainda empresas voltadas e dedicadas aos clien­ tes. Como consequência, a venda consultiva ou de soluções não é praticada ou desenvolvida, apesar de ser a resposta mais adequada para o quadro que pintamos no início do artigo. Muitas empresas nos procuram e nos pedem esse tipo de vendedor, mas não se estruturam adequadamente e, muito menos, trabalham com sistemas de remuneração di­fe­ren­cia­dos que permitam recrutar novos profissionais que venham de setores para os quais se quer vender, pois vale mais hoje o pro­f is­sio­nal saber dos ne­gó­cios do clien­ te do que de tecnologia gráfica. E, quando procuramos no mercado, não encontramos. Das equipes de venda que ava­lia­mos, encontramos, em geral, apenas 10% dos vendedores com esse perfil. Muito pouco. Daí por que dizemos que não há mais vendedores na indústria gráfica. Há pegadores de pedidos. Cada vez mais escassos e difíceis. Possivelmente levados por outros que já se anteciparam e estabeleceram um re­la­cio­na­men­to mais profundo e de mútuo valor com seus clien­tes. Hamilton Terni Costa, hterni@anconsulting. com.br, é diretor geral da ANconsulting, www.ansconsulting.com.br, ex-​­presidente da ABTG e Abraform e é também um dos criadores e coordenadores do curso de pós-​­graduação em Gestão Inovadora da Empresa Gráfica na Faculdade Senai Theobaldo De Nigris, onde ministra a matéria de Gestão Estratégica. julho /agosto 2012  REVISTA ABIGR AF

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Educação

Walter Vicioni Gonçalves

A

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Incoerência e insensatez: a norma que desqualifica a formação profissional

Consolidação das Leis do Trabalho, estabelecida por Decreto-​­Lei que integra a legislação vigente, determina que é “proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos”. Coe­ren­te­men­te, o contrato de aprendizagem tem, no máximo, dois anos. Ou seja, o legislador define que o aprendiz pode ini­ciar o seu programa de formação pro­f is­sio­nal aos 14 anos e ao terminá-lo, após dois anos, estará qualificado para exercer a sua profissão em uma empresa, a partir de 16 anos. No entanto, a Norma Regulamentadora n º‒ 12 – NR 12 emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em seu item n º‒ 12.137, contradiz o que estabelece o Decreto-​­Lei, ao definir que “os operadores de máquinas e equipamentos devem ser maiores de dezoito anos, salvo na condição de aprendiz, nos termos da legislação vigente”. Estabelece, então, que o aluno com 14 anos, matriculado em programa de aprendizagem in­dus­t rial, que aprende a operar máquinas e equipamentos, não poderá fazê-lo ao terminar sua qualificação, aos 16 anos. Deverá esperar dois anos, até completar 18 anos. É o ministério das contradições. Quan­t a insensatez em um país que clama pela falta de profissionais qualificados para a indústria, em discursos e em ma­té­r ias dia­r ia­men­te divulgadas na imprensa e nas redes sociais. Na busca da sensatez, ressalto a in­coe­ rên­cia no processo de inclusão de jovens REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012

Norma do Ministério do Trabalho contradiz Decreto‑Lei, ao estabelecer que o aprendiz de 14 anos, mesmo concluindo em dois anos sua formação profissional para operar máquinas e equipamentos, só poderá exercer a profissão após completar 18 anos.

no mundo do trabalho. Durante o programa de aprendizagem in­dus­trial, o aprendiz passa até dois anos estudando tecnologia, operando máquinas e equipamentos, aplicando na prática normas de segurança no trabalho. Ao final, torna-se um ofi­ cial, um pro­f is­s io­n al qualificado para ­atuar numa indústria. Nada mais certo do que lhe dar a oportunidade ime­d ia­ta de exercer sua profissão numa empresa, sem interrupção entre a formação pro­ fis­sio­nal e seu engajamento no mercado de trabalho. Mas, lamentavelmente, isso pode não acontecer. Como vimos, a interrupção poderá ser por um pe­río­do de dois anos, caso o aprendiz tenha con­cluí­do o programa de aprendizagem com 16 anos. Podem-se deduzir as consequências graves dessa interrupção no desempenho do pro­f is­sio­nal. Fico inconformado, então, com o desperdício de recursos utilizados durante os dois anos de formação, rea­l i­za­da por técnicos e docentes habilitados e em am­bien­tes

de ensino (instalações e equipamentos) de custo elevado, com suporte técnico e pedagógico. Po­de­r iam estar na exceção prevista na norma, além de jovens que estão cursando a aprendizagem, os concluintes do programa, já qualificados. Nem isso foi feito. Mas os impactos da norma na qualificação pro­f is­sio­n al de jovens são muito mais abrangentes. Como integrante há mais de quarenta anos da equipe do Senai SP, sempre acreditei que as políticas de formação pro­f is­sio­nal terão sua efetividade maximizada se vinculadas a um Plano Na­c io­nal de Desenvolvimento. Essa crença também aparece no discurso da presidente Dilma Rousseff, durante cerimônia de lançamento do Programa Na­cio­nal de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em 26 de outubro de 2011: “[ . . . ] o Estado cumpre a sua parte e a ini­cia­ti­va privada dá sua grande contribuição, na medida em que a formação pro­f is­sio­nal dos nossos jovens é algo estratégico para o desenvolvimento e o crescimento econômico do País [ . . . ]”. Subscrevo essa fala da presidente, com esperança de que o Estado real­men­ te cumpra a sua parte, provendo políticas adequadas para a construção de um país que preze por prin­cí­pios de legalidade e coe­rên­cia e que seja justo com todos os seus cidadãos. Walter Vicioni Gonçalves Membro titular do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, diretor regional do Senai SP e superintendente operacional do Sesi SP.


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premiação

Brasil bate próprio recorde no Cannes Lions 2012 Apresentando um excelente desempenho, os criativos brasileiros ficaram com 33 Leões nas categorias voltadas para os trabalhos impressos.

O

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Brasil conquistou 78 ­Leões no Festival In­ter­na­cio­nal de Cria­ ti­v i­da­de de Cannes 2012, além do Grand Prix de Rádio. O País trouxe 10 ­Leões de ouro, 16 de prata e 52 de bronze. Deste total, 33 ­Leões foram con­ quistados nas ca­te­go­r ias di­re­cio­na­das aos materiais impressos. Na categoria Press fo­ ram 18 es­ta­tue­tas: Um Leão de ouro, seis de prata e 11 de bronze. Na categoria Out­door, aquela em que o Brasil levou mais ­Leões de ouro, os cria­ti­vos brasileiros ficaram com 15 tro­féus, sendo três de ouro, quatro de prata e oito de bronze. Mas não foi apenas em números que o Brasil se destacou. A qualidade dos ­Leões também melhorou, com a conquista de mais es­ta­tue­tas com grandes marcas, como Coca-​­Cola e Hellmann’s (Ogilvy) e Brades­ co Seguros (Almap­BBDO). A Ogilvy foi a agência brasileira mais pre­m ia­d a nesta edição do Festival, considerando todas as ­­áreas, com quatro ­Leões de ouro, cinco de prata e sete de bronze. A DM9DDB somou um prata e 10 bronzes, a Almap­BBBDO um ouro, dois pratas e quatro bronzes, a Y&R um prata e oito bronzes, a Talent um Grand Prix, um ouro e dois bronzes, a Gio­ van­n i+D­r aft FCB dois ouros, um prata e um bronze e a Age Isobar um ouro, um prata e três bronzes. Outras 12 agên­c ias brasileiras foram pre­mia­das. Apesar do recorde, ainda paira sobre o Brasil a sombra das peças fantasmas, cria­ das exclusivamente para agradar os júris. São campanhas que surgem a partir de uma boa ideia, mas que não têm origem em um anun­cian­te. No ano passado, o Brasil teve REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012

dois ­Leões cassados após a revelação de que as peças, cria­das pela Moma para a monta­ dora Kia, não tinham autorização do clien­ te. O festival tem se esforçado para coibir

Press ●●Ouro ◆◆

“Road Letters” (campanha de quatro anúncios – “A”, “T”, “S”, “I”), da Ogilvy para Claro

●●Pratas ◆◆ ◆◆

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“Enforcados” (campanha de duas peças – “Filho” e “Esposa”, da JWT para a Alcoólicos Anônimos ◆◆ “Jacques”, “Dorothy” e “Wangari”, da Lew’Lara/TBWA para a ONG Doe seu lixo ◆◆ “Road Letters” (campanha de quatro anúncios – “A”, “T”, “S”, “I”), da Ogilvy para a Claro ◆◆

“Águia” e “Kong”, da AlmapBBDO para a Audi “O mundo sem bilionários (campanhas de cinco anúncios – “Bill Gates”, “Donald Trump”, “Richard Branson”, “Tiger W ­ oods” e “Mark Zuckerberg”), da Ogilvy para a revista Forbes “O mundo sem bilionários (“Donald Trump” e “Richard Branson”), da Ogilvy para a revista Forbes – dois anúncios da campanha foram premiados uma segunda vez, em outra subcategoria “Seu inglês mais claro” (campanha de duas peças – “Bear, Beard, Beer” e “Sheep, Ship, Chip”), da Dim & Canzian para a FF English School “Jacques”, da Lew’Lara/TBWA para para a ONG Doe seu lixo “Ozzy Osbourne”, da Lua para a Kiss FM

●●Bronzes ◆◆

esse tipo de inscrição, prática que não se restringe às agên­cias nacionais. África do Sul, China e outros paí­ses asiá­ti­cos também lançam mão desse tipo de manobra.

“Cachorros tristes (campanha com três peças – “Pug triste”, “Whippet triste” e “Lhasa apso triste”), da Y&R para a Perdigão “Acidente de carro”, da Dentsu para L’Univers de Chocolat “Cílios” (campanha de três anúncios – “Princesa”, “Lucha libre” e “Velho”), da Y&R para o Café Bono Grão “Carro Bola” (campanha de três peças – “Costa”, “Campo” e “Cidade”), da Y&R para a Goodyear “Supermercado”, da AlmapBBDO para a Volkswagen “Lados do som” (campanha de três anúncios – “Kill”, “Pretty” e “Forrest”), da Y&R para a LG “Basquete” e “Skate”, da Giovanni+DraftFCB para a JVC “Chão riscado” (dois anúncios – “Cômoda” e “Cadeira”), da DM9DDB para a Tok Stok

Outdoor ●●Ouros “Caixinha Natural”, da Age Isobar para os sucos Camp Néctar ◆◆ “Escolha Depois” (campanha de três peças – “Basquete”, “Skate” e “Playground”), da Giovanni+DraftFCB para a JVC – vencedora de dois ouros em subcategorias diferentes ◆◆ “O mundo sem bilionários (campanhas de cinco anúncios – “Donald Trump”, “Richard Branson”, “Tiger Woods” e “Mark Zuckerberg”), da Ogilvy para a revista Forbes ◆◆

●●Pratas “Fashion Like”, da DM9DDB para a C&A “Diálogo” (campanha de três peças – “Casamento”, “Escritório” e “Tribunal”), da Giovanni+DraftFCB para a Paper Mate ◆◆ “Receita na notinha”, da Ogilvy para a Hellman’s ◆◆ “Sprite Shower”, da Ogilvy para o Sprite ◆◆ ◆◆

●●Bronzes “Ali”, da AlmapBBDO para a Getty Images “Clown”, “Butler” e “Nurse”, da Leo Burnett Tailor Made para a Fiat ◆◆ “Ozzy Osbourne”, da Lua para a Kiss FM ◆◆ “Road Letters” (campanha de três anúncios – “A”, “T” e “I”), da Ogilvy para a Claro ◆◆ “Cílios” (campanha de três anúncios – “Princesa”, “Lucha libre” e “Velho”), da Y&R para o Café Bono Grão ◆◆ “Mao Tsé Tung”, “Júlio César” e “Napoleão”, da Talent para a Santher ◆◆ “Mouse” e “Smartphone”, da Talent para a revista Go Outside ◆◆ “Urso”, da Y&R para a Goodyear ◆◆ ◆◆


cada cara uma impress達o 4166 9600 www.grafica-aquarela.com.br 55 11


1992

Alejandro Magallanes, México

Siga também o Olhar Gráfico no blog em www.qu4tro.com.br/blog

Felipe Taborda, designer e agitador cultural, organizou o evento GlobAllMix durante o encontro Rio+20, no Rio de Janeiro, em junho passado. Trinta designers ­– 5 brasileiros e 25 estrangeiros convidados pelo curador – desenharam pôsteres sobre temas do meio ambiente. Este é um tipo de trabalho que só é visto na exposição, no catálogo e nas mídias impressa e digital. Ninguém os vê nas ruas, nos muros, nos postes. Mais que indoor, é um pôster para as outras mídias – este mundo que vivemos intensamente por meio de nossos equipamentos móveis, desktops e laptops. O encontro dos poderosos, segundo a avaliação da mídia impressa e televisiva, não resultou em avanços ou grandes decisões que possam aliviar nossos temores pela vida do planeta. E parece que influenciou parte dos artistas convidados para expressar suas ideias nos pôsteres: o conjunto tem poucas obras consistentes (enquanto pôster), e muitas soluções do senso comum – muito globo terrestre, árvore, fumaça, verde –, alguns mais anedóticos do que denunciadores. Isso não é responsabilidade da curadoria, que fez um trabalho sério e interessante, mas dos designers meio desencanados do metier (fazer um pôster) e das procupações ambientalistas.

Páginas duplas, geminianas, da designer para a revista Harper’s Bazaar, 1967.

André Stolarski, Brasil Gunter Rambow, Alemanha

Alan Le Quernec, França

Pouca coisa parecida com as metáforas e sutilezas gráficas e conceituais dos pôsteres de Oswaldo Miranda (ciclo natural – cultural) e Rafic Farah (poesia para pensar nossas origens), feito para um evento similar, também organizado por Taborda, na Eco 92, no Rio de Janeiro. Em 2012, o anão de Le Quernec, filtrado para o verde, é uma das obras que mais se aproxima de um ideal de design e de mensagem. Adieu.


Ilustração Oswaldo Miran Miranda | Jean Baptiste Debret

Bea Feitler

O Design de Bea Feitler, livro de Bruno Feitler (CosacNaify – Ipsis) chega para revelar o talento e a genialidade desta carioca, aquariana, que fez carreira nos EUA dos anos 1950 até 1982. Nos EUA é famosa, no Brasil quase desconhecida. Em 1989 o Aiga (American Institute of Graphic Design) incluiu seu nome entre os principais designers dos EUA, numa lista que tem Frederic Goudy, Stanley Morrisson, Paul Rand Jan Tschichold, Saul Steinberg... A obra tem textos de André Stolarski e uma ampla iconografia que documenta a trajetória da designer desde os tempos da Revista Senhor, passando pelas revistas de moda, Rolling Stone e seus projetos para a editora Abril. O livro tem a esquisitice de ter textos em dois sentidos,

o que obriga o leitor a ficar virando-o toda vez que o assunto passa da obra para a biografia. E os desnecessários dourados (da moda) na capa.

Arcosanti/Utopia

A obra do arquiteto Paolo Soleri, hoje com 92 anos e aposentado da Fundação Arcosanti, é vastíssima no plano do desenho e rara na realidade. Arcosanti ocupa apenas quatro páginas – do total de 90 – de seu grande livro ­(36 x 60 cm), Arcology: The City in the Image of Man. Editado em 1969 pela The MIT Press, com prefácio de Peter Blake, e com a frase This book is about miniaturization na abertura. Nos anos 1970 Soleri criou uma comunidade em Phoenix, no deserto do Arizona (EUA), e construiu parcialmente


Tipografia nos anos 1960:

embalagem de letras decalcáveis, produzidas no Brasil pela Letra-Tec, uma das concorrentes da inglesa Letraset.

Publicação da Unesp/Bauru, com textos de José C. Plácido da Silva, Osmar Vicente Rodrigues, Cássia Domiciano, Dorival Rossi, Mônica Moura e outros. Publicado por Canal 6 Editora.

Mônica Moura: “Outro aspecto importante para entender o design contemprâneo é perceber que ele é marcado e constituído pelo rompimento de fronteiras e integração entre as diversas áreas dialógicas […], como artesanato, arte, arquitetura, engenharia, moda, sustentabilidade, ergonomia e outras […] como medicina, física e biotecnologia”.

o projeto que dá nome à comunidade. Ontem e hoje é uma realidade utópica, que o New York Times chamou de “ex-cidade futurística” em matéria de Michael Tortorello: “Nestes 40 anos, cerca de 7.000 pessoas viveram em Arcosanti. A maioria foi embora. […] E a questão que a comunidade enfrenta é: se Arcosanti afinal não conseguir se transformar em uma densa ecocidade para 5.000 habitantes ­como sempre quis Soleri­, então o que ela deve virar? […] Soleri é capaz de discutir sua imperfeita criação com desarmadora franqueza: Arcosanti cumpriu seu potencial? Não seja tolo, disse ele”. Mas, enfim, as utopias, sempre necessárias, imaginadas nos anos 1960 chegam na era da internet como curiosas esquisitices comportamentais e culturais, mas ainda críticas ao presente consumista e superficial.

Realidade/Design 82 REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012

Arcosanti, 1969–2012.


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M

Enigmo. Começa uma avalanche de “­freaks” que toma conta da narrativa, com uma infinidade de si­t ua­ções absurdas de personagens carica­ tos. En­tre­mea­do a tudo isso, há dezenas de re­ fe­rên­cias a personagens de grandes autores na­ cionais e internacionais, desde Tintin, de Hergé, até o personagem de mangá, Pikachu, da série de televisão Pokémon, de Satoshi Tajiro.

utarelli, o mais insólito autor brasilei­ ro de quadrinhos, tem agora sua obra ba­sea­d a no detetive particular Dio­me­ des reunida numa edição completa e revisada de 432 páginas. Não há obra mais extensa em termos de quadrinhos nacionais. Trata-se de uma junção definitiva dos qua­ tro álbuns lançados entre 1997 e 1999. O de­ tetive na­cio­nal nada tem a ver com os padrões norte-​­americanos, consagrados nos filmes de Holly­wood, como Humphrey Bogart no clássi­ co “Casablanca”. Nosso herói é gordo, feio e pa­ tético e, diferentemente de Bogart, não encon­ tra uma loira sen­sual, mas sua patroa, dona de casa e tão feia como ele. A saga começa quando um mi­lio­ná­r io bate à sua porta querendo encontrar um mágico,

Diomedes – A Trilogia do Acidente Formato: 18,5 × 27,5 cm Quadrinhos na Cia. 432 páginas www.companhiadasletras.com.br

84

Álvaro de Moya é autor do livro Vapt-Vupt. REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012

Lourenço Muta­ relli, embora in­f luen­ cia­d o por artistas americanos e euro­ peus, e estreitamen­ te ligado à cultura pop brasileira, enfo­ ca um mundo tipica­ mente brasileiro, re­ conhecível nas HQs, no tea­t ro, cinema e literatura, campos em que milita com grande sucesso.


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Eduardo Buck, da Canon, fala a presença na sobre empresa no mercado gráfic o.

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Normalização

O uso de XML para controle de processos em tecnologia gráfic a


Feira

O mundo da comunicação visual em edição ampliada

Com a participação de mais de 450 marcas nacionais e internacionais, a edição 2012 da feira Serigrafia, Sign e FutureTextil teve maior espaço de exibição e a presença de alguns dos principais fornecedores da indústria gráfica. Texto: Ada Caperuto e Milena Prado Neves

88 REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012

D

e 18 a 21 de julho a feira Serigrafia, Sign e FutureTextil, rea­li­za­da pela BTS Informa, ocupou uma área de 35 mil metros quadrados do Expo Center Norte, em São Paulo, um aumento de quase 20% no espaço de exposição em relação à edição an­te­r ior. A feira recebeu mais de 45 mil visitantes nos estandes, onde mais de 450 mar­ cas nacionais e internacionais — entre elas al­ gumas das principais fornecedoras da indústria gráfica — expuseram máquinas, equipamentos, produtos e serviços para serigrafia, indústria têxtil, comunicação vi­sual, impressão digital, sinalização e ma­te­r ial pro­mo­cio­nal. A Agfa Graphics, no estande de sua dis­ tribuidora Serilon, apresentou aos visitantes seus equipamentos, segmentados em três li­ nhas de produtos: Anapurna, Jeti e M Press. “A Agfa vem demonstrando, através do seu com­ pleto portfólio de equipamentos jato de tinta UV, a busca constante pelo papel de liderança no segmento de grandes formatos”, comentou o gerente de jato de tinta da Agfa, Carlos Hen­ rique Leão. Entre as novidades, a fabricante

apresentou equipamentos com tec­no­lo­g ias como jato de tinta UV e a flexibilidade de im­ pressão em diferentes mí­d ias, como a nova Anapurna M2540 FB e a Jeti 1224 HDC. Distribuidora Epson no Brasil desde julho, a Alphaprint mostrou um portfólio am­plia­do com novas soluções para o segmento de comuni­ cação vi­sual, fotografia, prova de cor, sublima­ ção e CAD. Durante o evento, os visitantes pu­ deram conferir alguns equipamentos de grande formato da linha Stylus Pro, como a GS6000, a mais rápida de sua categoria, com 8 cores e com­ patível com ampla gama de substratos, além de ter menor impacto am­bien­tal e à saú­de dos operadores. Outra novidade foi a SP7890, vol­ tada para os mercados de fotografia co­mer­ cial, fine art e provas de cor, e a SP4900, ­ideal para gráficas, es­c ri­tó­r ios e es­t ú­d ios, e capaz de reproduzir 98% de todas as cores Pantone. A Canon exibiu seus equipamentos em grandes formatos no estande da Océ e também em seus dois revendedores oficiais: Akad e He­ lio­Print. No estande da Akad, foram demons­ trados os equipamentos da linha imagePrograf,


a iPF710 e a iPF605; na He­lioP­r int o desta­ que foi a impressora i PF6000S. Já no es­ tande da Océ, empresa adquirida em 2010 pela Canon, foi demonstrada a imagePro­ graf 755 MPF, sistema mul­ti­f un­cio­nal que oferece alta qualidade de impressão. “A feira é de grande importância para o re­la­cio­na­ men­to nesse mercado. Além disso, a parti­ cipação com a Océ mostra o quanto esta­ mos nos integrando e queremos reforçar esta parceria”, disse Eduar­do Buck, gerente de vendas da Canon Brasil. A EFI levou à feira os lançamentos em grandes formatos da linha Rastek e de su­ pergrandes formatos Vutek. Neste ano, a empresa distribuiu suas soluções e equi­ pamentos em dois estandes, um próprio e outro junto à Alphaprint, distribuidora na­cio­nal dos seus produtos jato de tinta. Além de conferir a performance dos equi­ pamentos Vutek e Rastek em operação, os visitantes puderam conhecer os sistemas de ERP (MIS) para o setor de impressões e embalagens da linha Metrics. A Epson aproveitou o evento para fa­ zer o lançamento ofi­cial no Brasil da Su­ reColor S30670, modelo de grande forma­ to que foi apresentado mun­d ial­men­te na última edição da Drupa. O equipamento é o primeiro a utilizar cabeça de impressão Epson Mi­c roPie­zo TFP, que permite um nível de qualidade ainda maior e alta pro­ dutividade aos mercados de sinalização, adesivação de frotas e fotografia. A Roland apresentou ao mercado bra­ sileiro seu mais recente lançamento, a RE‑640, que possui oito canais de cores es­ pelhados, o que elimina a desigualdade de cor que pode ocorrer durante a impressão

bi­d i­re­cio­nal. Com a utilização desse equi­ pamento é possível produzir banners e pôs­ teres, entre outras impressões em grandes formatos, pois ele dispara gotas de tinta de sete tamanhos diferentes, sendo cuidado­ samente controlado para acen­t uar todos os detalhes da imagem. Presente na exposição com um estan­ de de 220 metros quadrados, a equipe co­ mer­cial da T&C apresentou equipamentos das empresas que distribui e representa no País: Epson, Konica Minolta, Dainip­ pon ­Screen, Summa, Scodix, Ipagsa, EFI e OMM. Em seu estande foram expostos equipamentos Epson e Konica Minolta, com destaque para a impressora digital bi­ zhub Press C7000P, considerada um equi­ pamento de entrada para gráficas que estão investindo no mercado digital, incluindo personalização, impressão sob demanda e de alta qualidade em cores. “Apesar de ser uma feira de sinalização, resolvemos apre­ sentar esse modelo por ele possuir uma tec­ nologia extremamente versátil e flexível no uso de mí­d ias”, explicou Marcelo Pimentel, gerente de produto da empresa. A Fujifilm levou duas novidades à fei­ ra. Uma delas foi a impressora para grandes formatos Uvistar Pro8, lançada na Drupa 2012, plataforma particularmente adequa­ da para produzir materiais como banners externos e outros impressos semelhantes em tamanhos gigantes. Outro foi a impres­ sora jato de tinta UV Acuity LED 1600, lan­ çada na GraphExpo 2011, que desenvolve alta performance em grandes formatos, com produtividade de 20 metros quadra­ dos por hora para atender as necessidades dos clien­tes de curto prazo de entrega.

89 julho /agosto 2012 REVISTA ABIGR AF


Foto: Álvaro Motta

História Viva

Renato Foroni Entre a indústria, o varejo e o associativismo Ele viu prosperar o mercado de cadernos e produtos de papelaria, atuando por mais de 50 anos como agente e incentivador de seu desenvolvimento. Tânia Galluzzi

ligação de Renato Foroni com o universo do papel é atávica. Seu pai, Primo Foroni, nascido em 1899, aos 16 anos começou a trabalhar como faxineiro numa empresa recém-​­inaugurada em São Paulo, a Gordinho Braune. Em três anos, Primo já sabia tudo sobre encadernação e em 1924 deixou a distribuidora de papel para, junto com a esposa, Yolanda, ­criar a Officina de Encadernação P. Foroni, no bairro do Cambuci. Ainda menino, Renato, que nasceu em 1927, começou a ajudar o pai com as

encomendas. O gosto pelo contato com as pes­ soas teria início ali, somado à vontade de estar sempre em movimento. Já adolescente circulava por São Paulo entregando os blocos, os cadernos de capa dura e os livros fiscais fabricados pela Foroni. O comércio concentrava-se na re­ gião central da cidade, inclusive as pa­pe­la­r ias, e Renato ainda muito novo tornou-se conhecido entre os varejistas.De entregador a vendedor o caminho foi natural. Ao lado do irmão mais velho, Élcio, passou a levar os produtos Foroni para o in­te­r ior de São Paulo e depois para outros


estados, aumentando ainda mais seu contato com as pa­pe­la­r ias e com os demais integrantes da cadeia produtiva. No final da década de 50, Primo fez de Élcio e Renato seus só­cios. A personalidade expansiva de Renato ajudava não só no crescimento dos ne­gó­cios, como também na sedimentação de seu caminho na sea­ra as­so­cia­ti­va. Em 1966, ingressou no Sindicato das In­dús­t rias Gráficas no Estado de São Paulo, aproximando-se da Abigraf, fundada no ano an­te­r ior, instituições presididas por Theo­bal­do De Nigris até 1969, quando Theo­bal­do foi eleito para liderar a ­Fiesp. Em 1971, com a convocação de novas

a operação das fábricas que não implantassem medidas antipoluidoras. Desabastecido, o mercado americano começou a comprar papel de outros paí­ses, entre eles o Brasil, onde a venda era controlada pelo governo. Com compradores dispostos a pagar três vezes o valor praticado por aqui, a indústria na­cio­nal não teve dúvida e acabou nos deixando sem papel. Fomos ao Ministério da Fazenda e, numa reunião com representantes da indústria de papel e Flávio Pecora, que eu conhecia da ­Fiesp, secretário do Delfim Neto, conseguimos que o governo suspendesse as exportações de papel até que o abastecimento do mercado interno estivesse normalizado, o que demorou uns seis meses”. Do outro lado da mesa

Três anos depois, em 1975, Renato integrouse ainda mais no segmento de papelaria ao adquirir as três unidades da Papelaria São Bento, uma das mais tradicionais da capital paulista, das mãos de Karan Mansur. Daí para a diretoria do Sindicato do Comércio Varejista de Ma­ te­r ial de Escritório e Papelaria do Estado de São

Presidente em exercício da Abigraf/Sigesp, Renato Foroni representou as entidades na inauguração do Colégio de Artes Gráficas, futura Escola Senai Theobaldo De Nigris, em dezembro de 1971

eleições, Renato assumiu a vice-​­presidência do sindicato, além de participar da diretoria da Abigraf Re­g io­nal São Paulo. Em vá­r ias oportunidades, o empresário exerceu interinamente o comando das duas entidades. Uma dessas oca­ siões aconteceu durante a inauguração do Colégio In­dus­trial de Artes Gráficas, futura Escola Senai Theo­bal­do De Nigris. Ele também foi um dos responsáveis pelo programa de in­te­r io­ ri­za­ção da Abigraf, incentivando a cria­ção de regionais em outros estados. Renato conta que uma das si­tua­ções mais contundentes que viveu na liderança da Abigraf foi o embate com a indústria de papel, em 1972. “Com o objetivo de obrigar a indústria de papel e celulose norte-​­americana a adotar processos produtivos menos agressivos ao meio am­bien­te, o governo dos Estados Unidos resolveu impedir

Durante a feira Escolar, em agosto de 1988, Renato recepcionou o presidente da Federação do Comércio, Abram Szajman, no estande da Foroni

julho /agosto 2012 REVISTA ABIGRAF

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Paulo (Simpa) foi um pulo. Em 1984 Renato tornou-se presidente do sindicato, ini­ cian­do uma nova fase para a entidade, sobretudo com a compra da sede própria e a atração de novos fi­lia­dos. Foi igualmente em sua gestão que o Simpa foi reconhecido pela Federação do Comércio, bem como organizou, em parceria com a Lemos Britto, a primeira Feira de Papelaria, em 1985, quatro anos depois encampada pela Francal e transformada em Escolar, hoje Office PaperBrasil Escolar. Antes disso, porém, um capricho do destino. No final dos anos 70, Renato teve a satisfação de adquirir a Foto: Álvaro Motta

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Escritório e Papelaria de São Paulo, Renato Foroni saudou os presentes na solenidade de inauguração da sede própria da entidade. Setembro de 1985

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(E/D) Abram Szajman; Ozires Silva, ministro da Infraestrutura; Renato Foroni; e Max Schrappe, presidente da Abigraf Nacional, no estande da Foroni, durante a 3 -ª Escolar, agosto de 1989

REVISTA ABIGRAF  julho /agosto 2012

empresa na qual seu pai deu os primeiros passos no setor de papel. Com a venda da unidade de fabricação de papel para a Bignardi, a divisão gráfica da Gordinho Braune associou-se a uma outra empresa, a Ernesto de Carvalho, fazendo surgir a GB Indústria Gráfica, comprada pela Foroni em 1978. “Meu pai faleceu em 1972. Imagine a alegria dele se pudesse ter pre­sen­cia­do a rea­l i­za­ção desse negócio.” Em 1990, aos 63 anos, Renato decidiu que era hora de passar o bastão tanto no comando da empresa quanto das entidades de classe. Os quatro filhos que tem com Elza, com quem está casado desde 1950, ­atuam na Foroni: Renato Filho na área de licitações, Ricardo na diretoria co­mer­c ial, Roberto no departamento de compras e a caçula, Rosângela, em mar­ke­ ting. Metade da empresa pertence a eles e os outros 50% ao irmão de Renato, Alberto, e os filhos dele, Marici, Alberto Jú­n ior e Maurício. Nos últimos 22 anos Renato transformou uma área no município paulista de Igaratá, adquirida ainda na década de 70, em uma fazenda produtora de eucalipto e de peixes como tilápia, pacu e matrinxã que abastecem os pesque-​­pagues da re­g ião. Considerando o fato de que hoje a Foroni é uma empresa de 600 fun­cio­ná­r ios e três unidades industriais, podemos dizer que o em­preen­de­do­r is­mo segue forte no sangue dos Foroni.


Rafael Costa


F OTOG R A F I A

Com desenvoltura, Rafael Costa se move entre a fotografia comercial e a autoral, equilibrando tÊcnica, sensibilidade e arte. Tânia Galluzzi


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Tudo é fotografia 1 (página dupla anterior) Butão, 2010 2 Cliente: Renault, agência: DMS Box 3 Peru, 2010 4 Cliente: Fiat, agência: Leo Burnet

afael Costa não teme a imprevisibilidade. Abre os braços para o acaso, convida-o para participar de suas produções, mantendo-se atento aos seus movimentos, buscando neles dramaticidade e beleza. Para lidar com caminho tão caprichoso, con­tra­d i­to­r ia­men­te cerca todas as variáveis, deixando que o incerto aja somente onde ele, o engenheiro responsável pela construção da imagem, deseja. O habitat da ca­sua­l i­d a­de são as externas. Sempre que possível, as fotos são resolvidas fora do amplo e bem estruturado estúdio que Ra­ fael, 49 anos, mantém no bairro da Lapa, zona oes­te da capital paulista. Carros, motos e caminhões, sua es­pe­cia­li­da­de, são am­bien­ta­dos em locações que possam conferir rea­li­da­de às imagens. Abre-se então a possibilidade da interferência de um raio de sol batendo na face de um

prédio espelhado, gerando um efeito belo e único na lateral de um carro; de uma chuva inesperada intensificar a emoção de uma foto que deve simular um acidente. “Trazemos um pouco de risco para o universo tão ra­cio­nal, preciso e técnico que é a fotografia publicitária”. Essa visão está conectada com a sua formação. Quan­do crian­ça queria ser pintor, mas a mão não respondia a contento. Já na faculdade de Arquitetura, em mea­dos dos anos 80, descobriu que a fotografia lhe dava rapidamente tal resposta. Alguns meses de estágio num escritório de arquitetura em Barcelona serviram para o fotógrafo entender que a construção civil não era o seu mundo. De volta a São Paulo, uma amiga introduziu-o na TVC, uma das produtoras de maior evidência na época, e Ra­fael Costa começou a trabalhar com cenografia, aproximandose da fotografia de cinema. Fazendo o caminho inverso de muitos de seus pares, depois de quatro anos de cinema ele partiu para a fotografia, atuan­do como assistente de An­dreas Heiniger, referência na fotografia publicitária. “Com ele 3

4

aprendi tudo sobre still, o rigor técnico, a disciplina, o cuidado com o detalhe. Para mim foi um divisor de águas”. Em 1999 Ra­fael montou seu próprio estúdio. Lançando mão do arsenal iconográfico e técnico acumulado desde a faculdade, seguiu os passos do mestre e começou a destacar-se na fotografia de produto. Apoiado sobretudo na expansão do segmento automobilístico, viu seu nome consolidar-se na propaganda, e os prê­mios vie­ram para rea­f ir­mar seu valor, como os ­Leões conquistados no Festival de Cannes em 2000 e 2004.

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6

5 Butão, 2011 6 Bendito Fruto, 2003 7 Nepal, 2012 8 Cliente: Honda, agência: Fischer América

O digital chegou e Ra­fael Costa também o deixou entrar sem perder as ré­deas. “Percebi que tinha de am­pliar o leque de profissionais que compunham a minha equipe, além de fazer novas par­ce­r ias. Mas, conceitualmente, o fotógrafo deve con­ti­nuar a ser o maes­tro dessa orquestra e eu tenho o privilégio de trabalhar assim”. Hoje, 10 pes­soas integram seu time, estrutura que, ao lado do espaço físico, atrai agên­cias como Africa, DM9 DDB, Leo Burnett, F/Naz­ca, W/McCann e Dex Design Ex­pe­r ien­ ce, para marcas como Hyundai, Mitsubishi, Honda, Renault, Chevrolet e Fiat. E a publicidade banca a outra face de Ra­fael Costa: a expressão de seu viés artístico. Sua primeira mostra, “Bendito Fruto”, aconteceu em 2003 realizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Dois anos depois foi a vez de “Sete Pecados”, também na Pinacoteca, e no ano passado o livro Imaginário, publicado pela editora Bei e impresso pela Ipsis. O trabalho foi se­le­cio­na­ do para a 8 ª‒ Bie­nal In­ter­na­cio­nal de Arte Contemporânea de Florença, na Itália, que ocorreu em dezembro último.

Imaginário apresenta a fotopintura de Ra­ fael Costa, boa parte dela imagens compostas por reflexos de pes­soas ou objetos na água, que ganham um tom im­pres­sio­nis­ta em função do processo de impressão fotográfica no verso do papel. O acaso também aparece aqui. “Um dia, imprimindo fotos para um clien­te, coloquei o papel invertido na impressora. A imagem não se fixou, borrando os traços. Achei cu­r io­so e guardei aquela emoção”. A ideia voltaria tempos depois, dessa vez controlada por ele. “Deixo a tinta escorrer até o momento em que o resultado me 7

agrada e fotografo novamente a imagem”. Como escreveu Ferreira Gullar no prefácio de Imaginário, “ao contemplar as fotos de Ra­fael Costa, temos a impressão de que estamos dian­te de telas, não de fotos: de telas im­pres­sio­nis­tas, ou ex­pres­sio­nis­tas em alguns casos. E, no entanto, não se trata de um arremedo de pintura, nada disso: é fotografia, na expressão exata da palavra, ou, se se quer, uma pintura que unicamente com a fotografia foi possível ­criar”.

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& RAFAEL COSTA Tel. (11) 3874.0000 www.rafaelcosta.com.br

97 julho /agosto 2012  REVISTA ABIGR AF


Mensagem

N

O alerta do emprego

fundação até rídicas (CNPJ), ativas e com Ju s soa Pes de da ponsáveis pela ante a crescente per bro de 2009. Elas eram res em dez de No limite de sua resistência 31 ria úst a assalariada (o praticamente toda a ind 70,2% de toda a mão de obr de ão paç competitividade que atinge ocu de a empregatícios) o parque gráfico, na som a 28,2 milhões de vínculos te den pon res de transformação no Brasil, cor iro tos de trabalho no prime volume de salários e outras todo o País, suprimiu 373 pos e pagavam 61,1% de todo o s). am tar tra con or set sas do te a cerca de R$ 478 bilhõe semestre deste ano. As empre remunerações (o equivalen te com o cen De açã ho par bal com go e Tra 7.081. Em O Plano Nacional de Empre 6.708 pessoas e demitiram ito graves, mu são o nã Federal em maio de da no ain ver os Go o dad D), lançado pel ET PN outros seg mentos, os ( de te cor de causa‑efeito e ref lexão, pois o atiza a inexorável relação enf , 10 mas devem ser vir de alerta 20 des trabalho decente. aguda das adversida e conjunto de empresas e o ess re trabalhadores é a face mais ent o stã decorrência da que va: para cumprir sua conjunturais, não apenas em Porém, faz instigante ressal o ios vic ulo círc o ar ade enc empresas precisam ser social, como pelo fato de des missão nesse contexto, as nos me o, sum con nos os, me o, entretanto, vivenciamos da estagnação: menos salári sustentáveis. Quanto a iss a perda crescente de produção, mais demissões . . . perigosa contradição, pois ção iza gan Or industriais brasileiras udo da petitividade das empresas Novíssimo e primoroso est com do rca me no r sustentável. (OIT), focado comprometendo seu caráte á Internacional do Trabalho est ta olu abs íclicas e os ra didática e com esgotaram as medidas antic se Já brasileiro, mostra de manei de o enf rentamento prego: “A promoção setoriais como solução para s ivo ent clareza o sig nif icado do em inc a . Tem sido trabalho decente par radouras da economia global du ses cri oportunidades de acesso ao das a os, em caráter o central da estratégi o do governo, mas precisam orç esf o el váv homens e mulheres é um eix lou ção is — fiscal, possa avançar na supera ência, de reformas estrutura urg a tic má dra necessária para que o Brasil de o enciária. Somadas à queda igualdade social. O trabalh butária, trabalhista e previd da pobreza, da fome e da des tri o ent im olv env a para o qual parecemos entre o des juros e ao câmbio mais realist é um dos principais vínculos dos dos um a ent as únicas capazes que repres inhar, essas providências são econômico e o social, uma vez cam s seu os ais qu possibilitar que o intermédio dos ar nossa competitividade e gat res principais mecanismos por de e, s soa estagnação mundial, ente chegar às pes sil, ao invés de se afundar na benefícios podem efetivam Bra antindo distribuídos”. ndo, gerando empregos e gar sce cre ue tin portanto, serem mais bem con e l do trabalho decent rque empresarial. O relatório, intitulado “Perfi a sustentabilidade de seu pa de sa qui Pes da os dad me no Brasil”, revela que, confor ca ) 2008–2009 do IBGE, cer F PO ( es r liar mi Orçamentos Fa lce regato@abig raf.org.b proveniente é s paí so nos em r ilia fam de 61% da renda grande parte das condições do emprego. Isso sig nif ica que e primordialmente dos de vida das pessoas depend rcado de trabalho. “Além da rendimentos gerados no me prego decente supõe o acesso remuneração adequada, o em balho e à proteção social aos direitos associados ao tra entos de produtividade e, quando combinado com aum s e de tratamento, tem e igualdade de oportunidade onencialmente a pobreza o potencial de diminuir exp do aumento e melhor extrema e a fome, por meio distribuição da renda”. erva que as empresas são Nesse contexto, o estudo obs o, desafios do desenvolviment um elemento-chave para os ção mo gos formais e a pro incluindo a geração de empre do o Cempre184, do IBGE, do trabalho decente. Seg un pondem a 88,1% do fica no Brasil as empresas corres Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação s formais çõe iza an org de ões ) ilh f-SP 4 m igra universo de 4,8 Regional São Paulo (Ab Cadastro Nacional de devidamente reg istradas no

L evi C eregato

98 REVISTA ABIGR AF  julho /agosto 2012


IBF NA VANGUARDA DO CTP

Ecoplate T

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Processamento não Abalativa

-Platesetters: Térmicas 830 a 850 nm -Processamento: em “Gomadeira” IBF ou similares -Goma

de revelação: IBF ECOGUM ou similares

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( necessita 25% menos energia que a concorrência)

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na Gomadeira ( baixo contraste para revelação em máquina )

-Condições de Armazenamento: 23C e 65% de umidade relativa, transporte suporta 50c até 24 horas

-Espessuras disponíveis: 0,30 e 0,15mm -Tiragem: até 100.000 dependendo

das condiçoes da impressora

A M E L H O R O P Ç Ã O E M C H A P A S E M 7 0 P A Í S E S.

Revista Abigraf 260  
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