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Panafrica

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QUA SALVADOR 24/2/2010

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EDITOR-COORDENADOR: ADALBERTO MEIRELES / DOISMAIS@GRUPOATARDE.COM.BR

ARTE EM POSTAIS ARTISTAS DE VÁRIOS PAÍSES PARTICIPAM DE MOSTRA EM SALVADOR QUE APRESENTA O CARTÃO-POSTAL COMO SUPORTE CRIATIVO 7

Claudionor Júnior / Ag. A TARDE

DIGITAL COPA DE ESPORTES ELETRÔNICOS REALIZA SELETIVAS A PARTIR DE MARÇO 3

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áfrica ARTE Entram em exposição amanhã, no Solar Ferrão (Pelourinho), 860 obras de arte de origem africana extraídas da coleção do italiano Claudio Masella. São peças produzidas no século 20 em cerca de 20 sociedades de 14 países do Continente Negro 4

Manuela Cavadas / Ag. A TARDE

Máscara de colonizadores de origem iorubá, que integra a mostra Panáfrica


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SALVADOR QUARTA-FEIRA 24/2/2010

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CURSOS AS INSCRIÇÕES PARA A ESCOLA DE ARTES VISUAIS DO MAM ESTÃO ABERTAS ATÉ O DIA 12. AS AULAS COMEÇAM DIA 15. AS INSCRIÇÕES SÃO GRATUITAS www.mam.ba.gov.br

ARTES VISUAIS Manuela Cavadas / Ag. A TARDE

EXPOSIÇÃO Panáfrica mostra estilos que vieram da mistura de criações entre etnias

Peças da mostra foram recolhidas em 14 países ao longo de 35 anos

Obras de arte refletem as transformações na África do século 20

Panáfrica é o resultado de 35 anos de coleta feita pelo industrial italiano Claudio Masella durante o período em que morou entre a Nigéria e o Senegal. Entre as obras há máscaras usadas em rituais de fertilização do campo, usadas em Burkina Faso, máscaras gueledés da Nigéria usadas em festividades e de caráter educativo, e bustos naturalistas de reis e rainhas encontrados no Benin. As peças, recolhidas em 14 países, chegaram aqui em 2004, três anos antes da morte de Claudio Masella. Elas estavam guardadas em Pomézia, na Itália, antes de serem doadas ao Estado da Bahia. A doação foi feita pelo fato de o Estado ser um dos principais centros de referência e estudo da cultura africana nas Américas. Algumas peças chegaram aqui danificadas pelo tempo em que estavam armazenadas e passaram por um processo de restauração.

PEDRO FERNANDES

Mistura O próprio interesse em colecionar arte africana por parte dos ocidentais incentivou mudanças. Entre elas, a produção com finalidade comercial e a criação de peças originárias de uma etnia por outra, de acordo com a demanda desse mercado. Isso contribuiu para uma mistura de estilos e, nas palavras do PhD Babatunde Lawal, da Virginia Commonwealth University, o nascimento de estilos “pan africanos”. As obras de diferentes nações estão dispostas lado a lado para que o público possa compará-las e perceber a diferença entre as produções de cada lugar e etnia. “É uma exposição bastante democrática. Não destacamos nenhuma obra para que as pessoas façam seus próprios destaques”, diz André Vainer, arquiteto responsável pelo projeto expográfico. De acordo com o historiador Ademir Ribeiro Junior, que trabalha para o IPAC no processo de identificação das obras, esta é uma das duas maiores cole-

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As obras da exposição Panáfrica foram recolhidas em 14 países africanos

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1 Máscara Gueledé de origem iorubá usada em festividades religiosas 2 Estatuetas da sociedade Ewe do Togo 3 Estátua de mulher em cena de oferenda Bini, da Nigéria

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Depois de seis anos de sua doação ao Governo da Bahia, a coleção de arte africana do século 20 do industrial italiano Claudio Masella será apresentada em quase sua totalidade ao público, na Galeria Solar Ferrão, no Pelourinho. São 860 peças de cerca de 20 nações divididas na exposição em Máscaras, Estatuetas e Instrumentos e Utensílios. Além de outras duas salas dedicada aos Ibejis e aos Colonizadores. A mostra será de longa duração e deve ficar no mínimo um ano exposta. Mas a intenção é que ela possa ficar mais tempo. “Expostas elas podem ser conservadas com mais facilidade que guardadas”, diz Daniel Rangel, curador da exposição e diretor de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac). Ele explica que as peças representam as mudanças pelas quais passou a África através de sua expressão artística no século passado. “Guerras, colonização, tudo isso influenciou transformações”.

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1 Mali 2 Guiné 3 Guiné Bissau 4 Serra Leoa 5 Libéria 6 Costa do Marfim 7 Burkina Fasso 8 Gana 9 Togo 10 Benim 11 Nigéria 12 Rep. dos Camarões 13 Gabão 14 Rep. Democrática do Congo 15 Angola 16 Moçambique

Não é bem a primeira vez que peças da coleção de Claudio Masella são expostas na Galeria Solar Ferrão. Antes de Panáfricas, cerca de 90 peças foram apresentadas ao público na mostra Sete Áfricas, que foi aberta em 2008 e ficou em cartaz até janeiro desse ano. “Sete Áfricas foi mais um manifesto que uma exposição de arte. Tudo aquilo estava guardado e era um absurdo. Precisávamos mostrar para as pessoas”, diz Daniel Rangel. Com essa exposição cria-se uma comunicação maior entre as outras presentes no Solar, Arte Popular Lina Bo Bardi e Arte Sacra Abelardo Rodrigues. Assim é possível delimitar, com mais influências das artes indígenas, negras e portuguesas em nossa identidade cultural. “Dá para ver como algumas estatuetas do Togo, por exemplo, lembram muito os ex-votos que temos na coleção de Lina”, diz Daniel.

Visitas

A mostra deve ficar, no mínimo, um ano exposta. Mas a intenção é que ela possa ficar mais tempo

As obras de diferentes nações estão dispostas lado a lado para que o público possa compará-las

ções do tipo no Brasil. Só perde para a do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. Desde 2007 Ademir já identificou 70% do total de 1.076 objetos. O trabalho é lento porque Claudio Masella não era um colecionador sistemático. “Ele não era especialista e não se preocupava em registrar o que comprava ou ganhava”, explica o pesquisador. Para terminar a pesquisa, ele crê que seja necessário fazer um trabalho de campo na África. “Esse acervo tem potencial para se tornar referência para outros estudos”, diz.

Quem quiser informações mais detalhadas sobre a coleção pode optar por uma visita guiada, realizada pelo pesquisador e historiador Ademir Ribeiro Junior, responsável pela identificação das peças expostas. A partir do dia 2 de março, todas as terças, às 15 horas, ele vai ministrar visitas especializadas, espontâneas ou agendadas. O objetivo é construir um diálogo direto com o público. Organizada pelo Núcleo de Arte e Educação da Dimus (NAE/Dimus), a atividade apontará aspectos importantes da cultura africana e afro-brasileira, além de apresentar ao público a história da Coleção Claudio Masella.

ABERTURA DA EXPOSIÇÃO PANÁFRICA / AMANHÃ, 19H / GALERIA SOLAR FERRÃO (PELOURINHO) / DE TER A SEX, DAS 10H

PARA AGENDAR UMA VISITA

ÀS 18H; FINS DE SEMANA E FERIADOS,

ESPECIALIZADA, OS INTERESSADOS

DAS 13H ÀS 17H / ENTRADA FRANCA

DEVEM LIGAR PARA (71) 3116-6740

Thiago Teixeira / Ag. A TARDE

MAM encerra a mostra Cinemam

Inscrições para editais de literatura

Amanhã é o último dia de exibição da mostra de videoarte do MAM (Avenida Contorno), a Cinemam. A mostra é composta por 37 obras, dividida em quatro curadorias: Subverted Temporalities, que reúne obras que exploram sensações e estados psicológicos; Outras Paisagens, um panorama do trabalho de artistas latino-americanos; Narrativas Emergentes, com obras brasileiras selecionadas para o 16º Videobrasil, e Carnet de Voyage, com trabalhos de impacto visual que exploram referências autobiográficas. A exposição pode ser vista a partir das 14 horas, de graça.

A Secretaria de Cultura do Estado (Secult), por intermédio da Fundação Pedro Calmon, mantém abertas, até amanhã, as inscrições para os quatro editais de estímulo à cadeia produtiva do livro, por meio do apoio a editoras, escritores e à promoção da leitura. A iniciativa, realizada pela primeira vez em 2008, desta vez traz ainda mais investimentos em cada categoria. São cerca de R$ 1 milhão em projetos de incentivo ao livro e à leitura nas categorias edição, coleção editorial e criação literária. Mais informações nos sítios cultura.ba. gov.br e fpc.ba.gov.br.

Imagem de reprodução do documentário Varzea

CADERNO2MAIS.ATARDE.COM.BR

WWW.MUSEUAFROBRASIL.COM.BR

O documentário Poro – Intervenções Urbanas e Ações Efêmeras aborda as principais intervenções urbanas realizadas entre 2002 e 2009 pelo grupo Poro. Além das imagens e registros, traz conversas sobre arte no espaço público.

Ao longo de mais de 20 anos de trabalhos voltados para o resgate da memória do negro no Brasil, o artista plástico, curador e diretor de museus Emanoel Araújo reuniu uma extraordinária coleção de mais de 5 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, livros, vídeos e documentos, de artistas e autores brasileiros e estrangeiros, relacionados com a temática do negro.

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Montagem da sala das Máscaras, na Galeria Solar Ferrão

No site do Museu AfroBrasil é possível acompanhar a programação e ver imagens do acervo permanente. O leitor também pode consultar o catálogo da biblioteca do museu, que conta com 5 mil publicações entre livros, catálogos e periódicos.


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Panafrica by Pedro Fernandes - Issuu