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revistaUCS - Ago.Set.2019

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revistaUCS UCS

UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL

Agosto e Setembro / 2019 . Ano 7 . Nº 30

ELES CHEGARAM

Claudia Velho/UCS

Com cultura, comportamento e cognição desenvolvidos inteiramente na era digital, Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) aporta no mercado trazendo um novo perfil de profissionais e consumidores

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NOVO CRÉDITO ESTUDANTIL OFERECE JUROS SUBSIDIADOS

DISCIPLINAS EM INGLÊS QUALIFICAM CURSOS DE GRADUAÇÃO

Financiamento

Internacionalização


ARTIGO

Educação: Forjar o Humano O pensar, assim como o agir, não pode se reduzir a um acontecimento individual, a uma questão meramente subjetiva, pois o humano só se efetiva completamente na relação com o outro, na relação social. Por isso, cabe à educação a tarefa da construção da cidadania. A educação está intimamente ligada à condição humana. É no seu âmago que ela surge e se justifica. A educação é uma exigência própria da natureza do homem. O humano consiste em ter que se educar. A experiência de vida originária indica que nada o determina absolutamente; nem a estrutura genética, nem as leis e normas que ele inventa são garantias de efetivação de suas potencialidades. O humano não é a continuidade do mundo empírico, natural. O ser humano é capaz de transcender a si próprio e ao mundo em que vive. E este é o grande desafio que cada um encontra na sua vida. Sua tarefa básica e intransferível é demarcar os rumos da sua própria existência, da qual não pode se furtar sob o risco de não se constituir como pessoa, a saber, como um ser capaz de se autodeterminar livremente. Abrir mão dessa tarefa significaria deixar de configurar a si mesmo, isto é, abrir mão dos seus projetos de vida, das diferentes possibilidades de sua própria realização pessoal e social. Afirmar que o ser humano não tem a priori uma essência, significa dizer que ele não tem nenhuma garantia de antemão sobre seu próprio ser. O seu ser não está assegurado pelas leis da natureza, sequer pelas leis divinas. Sua missão de vida é esculpir a si próprio, através da projeção e da efetivação de ações concretas. Antes de ser, o ser humano é chamado para ser. Não é pelo fato de vir ao mundo de um humano que alguém se torna imediata e automaticamente humano. Ao nascer ninguém é humano em sua plenitude, pois a essência de sua vida não é dada pelas leis naturais. Cada um é pura possibilidade, um escultor de si mesmo, mediante um processo contínuo de desvelamento do sentido de sua existência. A CRIAÇÃO DE SI - Humano é o ser instaurado que se prolonga na elaboração racional de referenciais teóricos, de códigos de conduta moral, bem como no agir efetivo no mundo da vida. Nesse sentido, a criação de si está na base da vida humana e, por isso, se

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exprime através da vivência, no agir concreto do dia a dia, através das regras morais, dos costumes e das racionalizações teóricas. O vir a ser criativo e criador de si, incorporado à vida seminal, é o ponto de partida do que podemos entender por humano e suas derivações. Como não existe uma determinação prévia do modo de ser e agir do humano pelo sistema natural, cabe ao ser humano construir uma segunda natureza, conquistar seu próprio ser, a sua morada, de tal forma que o humano passa a ser tudo aquilo que foi acrescentado ao natural. O universo humano é uma construção mediante o pensar e o agir, que deve ser consciente, crítico e bem intencionado. Ao fazer parte do mundo inteligível, o homem é capaz de criar princípios orientadores para indicar o rumo à sua conduta pessoal e social. Assim, o processo de humanização do ser humano depende do próprio homem, do seu modo de pensar, refletir e agir no mundo vivido e historicamente estruturado. REFLEXÃO CRÍTICA - Essa falta de determinação originária, como pura possibilidade, significa que cada indivíduo experimenta a si mesmo como um ente, um indivíduo, que dispõe de si mesmo e que pode investir naquilo que quer ser, como um devir, um vir a ser enquanto tarefa de vida e, por isso, permanentemente um ser inacabado. Essa infinitude do vir a ser abre uma perspectiva pedagógica, no sentido de conduzir a existência para o mundo da vida. Desse modo, o processo educativo associado à reflexão se constitui como um espaço efetivo, no qual o homem pode conquistar a si próprio como homem. A educação é o lugar da possível humanização. Ela é a condição de possibilidade da realização do humano. Seu objeto é o homem em função da construção da própria humanidade do homem. Sob o ponto de vista filosófico, o processo educativo tem como finalidade última e plena realização do ser de cada um como pessoa capaz de

PROF. DR. EVALDO ANTONIO KUIAVA Reitor da UCS

interação com o mundo em que vive. Por essa perspectiva, podemos afirmar que o humano se define a partir do que o homem faz de si, do ambiente que cria e no qual age e transforma. Trata-se de uma perspectiva pela qual ele decide sobre o seu próprio ser, a partir da projeção de si, mas que corre o risco de não conseguir concretizar. EDUCAR-SE - Sendo assim, o homem é um ser de possibilidades. A priori, não tem essência e nem realidade. O mundo humano é aquisição, a saber, uma conquista através de projetos e ações efetivas. A não determinação, instintiva, ambiental e social deixa o homem numa encruzilhada, onde ele é forçado a tomar uma direção: ou assume a sua condição como um ser que está a caminho de si mesmo, ou ele deixa que a natureza e a sociedade o determinem. Nesse caso, a educação passa a ser, justamente, o processo através do qual o ser humano toma consciência desta realidade e decide o que fazer de si, ou sucumbe. Por isso, educar-se é uma tarefa de vida de cada indivíduo. Tarefa essa que envolve o perguntar sobre si, sobre o sentido do seu ser. Evidentemente esse perguntar não pode ser apenas um processo solipsista. O pensar, assim como o agir, não pode se reduzir a um acontecimento individual, a uma questão meramente subjetiva, pois o humano só se efetiva completamente na relação com o outro, na relação social. Por isso, cabe à educação a tarefa da construção da cidadania, que não deve ser entendida como um processo de adaptação das pessoas a determinado modelo de sociedade, mas como a formação de seres capazes de contribuir efetivamente para a construção de um modelo social para que cada ser humano tenha condições de desenvolver seus projetos de vida de forma autônoma, livre e responsável e que, ao mesmo tempo, consiga contemplar, em sua perspectiva, a perspectiva dos demais na vida em sociedade.


EDITORIAL

Uma nova geração, mais acesso ao ensino e qualificação do conhecimento Claudia Velho/UCS

Da primeira ferramenta talhada em pedra aos comandos hologramáticos, da roda ao telefone celular, a evolução das sociedades esteve ligada à tecnologia. No Pós-II Guerra, em especial às tecnologias de comunicação. Dali em diante, foi possível a áreas como a Antropologia e a Psicologia Social mapearem as transformações sociais em escalas geracionais. Os recursos de mídia de massa ajudaram a forjar os aspectos coletivos a partir da pluralização das informações políticas, dos movimentos econômicos e das manifestações culturais emergentes a cada período.

Presidente do Conselho Diretor José Quadros dos Santos

Assim, tivemos a televisão balizando as interações dos baby-boomers, o grupo nascido entre 1946 a 1964, aproximadamente; a inserção do computador referenciando a Geração X (1964-1980); e o surgimento da Internet como o grande catalisador da Geração Y (1980-1994). A partir da popularização da rede mundial de computadores, um novo agrupamento se forma. Ninguém mais nasceu em um mundo que não esteja interconectado pela Web. E são esses nativos digitais que hoje, de smartphone em mãos, chegam ao mercado de trabalho, formando um novo contingente – com perfil totalmente inédito – de profissionais e de consumidores. Os processos dos quais decorreu, como se constituiu, como se manifesta e quais as visões e perspectivas desse grupo social, a chamada Geração Z, correspondente aos nascidos entre 1995 e 2010, são o objeto da reportagem especial desta edição da revistaUCS. NOVAS OPÇÕES PARA A GRADUAÇÃO – Entre os demais destaques estão diversas providências que a UCS está tomando para facilitar o acesso e o percurso na Educação Superior, como a oferta de novo financiamento estudantil com juros subsidiados pela Universidade, restando ao estudante um valor abaixo do praticado no mercado. Outra inovação é o programa de Segundo Bacharelado, pelo qual profissionais egressos de qualquer instituição podem fazer mais um curso na sua área aproveitando, curricularmente, boa parte da primeira formação. A instalação de dois cursos de graduação em parceria com a Faculdade Antônio Prado, e a abertura de novos doutorados e mestrados, completa o conjunto de lançamentos da UCS neste segundo semestre.

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Ainda em termos de qualificação do ensino, a UCS está disponibilizando disciplinas em língua inglesa em diferentes cursos de graduação. A iniciativa viabiliza o acesso às mais recentes publicações científicas de variadas áreas do conhecimento e prepara os estudantes de forma avançada tanto para a carreira acadêmica como para o mercado de trabalho. O conhecimento também ganha destaque, nesta edição, através dos livros, simbolizados na apresentação da inauguração da UCS Livraria, novo espaço cultural do Centro de Convivência, e na entrevista com o professor Delcio Antonio Agliardi, patrono da 35ª Feira do Livro de Caxias do Sul, que discorre sobre a literatura como um direito humano fundamental. O conteúdo é complementado pela homenagem da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul aos 20 anos de criação do Instituto de Saneamento Ambiental (ISAM-UCS), referência na área de gestão de recursos hídricos, gerenciamento de resíduos sólidos e monitoramento ambiental, com serviços prestados para municípios e empresas de todo o Estado e capacitações realizadas para profissionais de todo o país.

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Reitor Evaldo Antonio Kuiava Vice-Reitor Odacir Deonisio Graciolli Chefe de Gabinete Gelson Leonardo Rech Pró-Reitora Acadêmica Nilda Stecanela Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Juliano Rodrigues Gimenez Diretor Administrativo e Financeiro Candido Luis Teles da Roza Coordenador de Planejamento e Orçamento Roberto Vitório Boniatti

revistaUCS Agosto e Setembro / 2019 - Ano 7 - nº 30

Produção Assessoria de Comunicação UCS Setor de Imprensa e Mídias Digitais Edição Ariel Rossi Griffante Revisão Gabriela Zanesi e Josmari Pavan Levinski Design Carmem Meira Theodoro/ Criar - Comunicação e Design Gráfico Supervisão Dimas Augusto Felippi Serviços Gráficos Editora São Miguel Tiragem 5.000 exemplares Contato 54.3218.2116 argriffante@ucs.br; imprensa@ucs.br Versão digital www.ucs.br/revista-ucs

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GRADUAÇÃO

UCS subsidia juros de novo financiamento Acordo da Universidade com o Banrisul permite a contratação de crédito estudantil com quitação estendida. Possibilidade está disponível para todos os cursos da modalidade presencial A Universidade de Caxias do Sul lançou, neste semestre letivo, uma nova opção de financiamento estudantil, com juros subsidiados, disponível aos estudantes de graduação dos cursos de bacharelado, licenciaturas e tecnologia (UCSTec), na modalidade presencial. A linha de crédito foi viabilizada por meio de acordo com o Banrisul. Como a UCS vai subsidiar parte da taxa de juros, o percentual restante ao estudante ficará abaixo do praticado comumente no mercado. Outra vantagem é o pagamento estendido. Ao contratar o financiamento por um semestre, o aluno terá 12 meses para quitá-lo. “Estamos agregando uma grande solução para financiamento do Ensino Superior, acessível a todos os alunos, com taxas e condição de pagamento muito atrativas”, define o diretor Administrativo e Financeiro da UCS, Candido Luiz Teles da Roza. COMO PROCEDER – Para obter o crédito, o aluno deve retirar seu comprovante de matrícula na Central de Atendimento da UCS e procurar uma agência do Banrisul. Cabe ao banco realizar a análise cadastral, verificando o preenchimento de requisitos – entre os quais a matrícula mínima em quatro disciplinas no semestre – e orientar sobre as demais condições contratuais. O subsídio da UCS não

Claudia Velho/UCS

Diretor administrativo e financeiro Candido da Roza (C) e equipe: solução acessível com condições atrativas.

está disponível para o curso de Medicina, que conta com um modelo de crédito estudantil específico. CONTRATO SEMESTRAL – A contratação do financiamento é semestral, e não há limite de valor a ser obtido. O pagamento sempre ocorrerá no dobro do tempo do período contratado. Por exemplo, se o aluno financiar

dois semestres, pagará em quatro. Se financiar quatro semestres, pagará em oito, e assim sucessivamente. Respeitando-se a regulamentação de financiamentos, bolsas e descontos da UCS, não haverá acúmulo de benefícios caso o estudante já desfrute de algum outro abatimento de valor ou de prazo de pagamento disponibilizado pela Universidade.

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Lançado programa para formação em 2º bacharelado

COMO FUNCIONA – O ingresso no programa ocorre com base no estudo do currícu-

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lo do curso de origem. A proposta envolve a equivalência das disciplinas gerais e básicas da área, além do aproveitamento de disciplinas específicas, como equivalentes ou como atividades complementares. Assim, o estudo focará em competências e habilidades específicas do novo curso. O ingresso no segundo bacharelado é selll

Profissionais formados em Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas e Comércio Internacional, egressos de qualquer instituição de Ensino Superior, podem fazer um segundo bacharelado em um desses quatro cursos, na Universidade de Caxias do Sul, no prazo médio de dois anos e meio e a valores reduzidos. Por meio do Programa de Segundo Bacharelado, a UCS propõe amplo aproveitamento das disciplinas cursadas na primeira graduação para – a partir do estudo de competências e habilidades específicas – obter uma segunda formação, em área afim. Iniciada pela Área do Conhecimento de Ciências Sociais, a iniciativa deve ser expandida para novos cursos e áreas do conhecimento no próximo ano.

SEGUNDA GRADUAÇÃO

Além do Programa de Segundo Bacharelado, a UCS também disponibiliza o ingresso para segunda graduação presencial, por processo seletivo contínuo. Nesse caso, profissionais formados podem escolher qualquer novo curso (exceto Medicina) recebendo desconto de 25% do valor total se egresso da UCS e de 15% se graduado por outra instituição.

mestral. O estudante pode se matricular em quantas disciplinas desejar, de acordo com a programação acadêmica de cada campi – o programa estará disponível em todas as unidades da UCS na região. Devido à sistematização curricular, o tempo médio previsto de formação é de dois anos e meio. O pagamento pode ser realizado em 36 parcelas fixas (estendendo-se para além da conclusão do curso) ou flexibilizado conforme o número de disciplinas contratadas por semestre. Por que cursar o 2º bacharelado na UCS: l Expansão e qualificação da atuação profissional; l Amplo aproveitamento das disciplinas da primeira graduação; l Oportunidade de nova formação em dois anos e meio; l Custo reduzido e pagamento flexível.


Claudia Velho/UCS

UCS LIVRARIA

Espaço para a cultura e o conhecimento Presidente do Conselho Diretor da FUCS, José Quadros dos Santos, em prounciamento na solenidade inaugural: investimento na qualificação do atendimento ao aluno.

O retrato de Clarice Lispector está na parede. Do alto, é como se a escritora observasse, pela vitrine, quem passa pelo lado de fora da UCS Livraria. A imagem de Sigmund Freud também está posta, evidenciando o emblemático olhar do pai da Psicanálise. No outro lado, Simone de Beauvoir sorri como se filosofasse; Jorge Amado, de modo tímido, também ensaia um sorriso – mais literário, é claro. Esses autores e suas palavras são apenas alguns dos tantos que dão vida à UCS Livraria. Além de fotografias, cada um deles encontra, com suas obras, espaço pelas prateleiras do empreendimento – localizado no Centro de Convivência do campus-sede da Universidade

HORÁRIO A UCS Livraria funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h45, e, aos sábados, das 9h às 13h. l Professores em geral, funcionários, alunos e egressos da Universidade contam com descontos especiais. l

de Caxias do Sul e aberto ao público em geral desde o dia 1º de agosto. A proposta é ousada. No momento em que o mercado editorial enfrenta uma forte crise no Brasil, a UCS reafirma seu compromisso com a educação, a cultura e a inovação. Em um espaço de 193,2 metros quadrados,

a UCS Livraria oferece à comunidade opções em livros – da editora própria da instituição (EDUCS) e de muitas outras editoras – e também uma seção de papelaria. No mesmo ambiente funciona o Dolce Italia Caffè, com cardápio produzido pela Escola de Gastronomia. O estabelecimento será um ambiente para lançamentos de obras, saraus, encontros literários e outras atividades artísticas, facilitando à comunidade o acesso a obras clássicas e contemporâneas e a livros acadêmicos – muitos indicados nos cursos de graduação. Coleções de História, Filosofia, Literatura (nacional e estrangeira), poesia e técnicas em geral encontram espaço ao lado dos lançamentos e títulos com grande visibilidade.

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Egressos podem se associar às bibliotecas da UCS O acervo das 11 bibliotecas da UCS nas unidades da região continuará disponível para consultas e retiradas por egressos dos cursos de graduação e de pós-graduação da instituição. Para utilizar o serviço de empréstimo de materiais o interessado deve aderir a um dos planos de associação oferecidos. São duas modalidades, cada uma com opção semestral e anual.

No plano básico, os usuários terão acesso ao catálogo automatizado do acervo, à possibilidade de empréstimo domiciliar, empréstimo interbibliotecas e empréstimo das salas, além de receberem avisos por e-mail, orientação e capacitações, e de poderem utilizar a infraestrutura física das bibliotecas. l

No plano completo, o egresso, além das vantagens do plano básico, terá acesso aos e-books, ao Portal de Periódicos da CAPES e às bases de dados l

via proxy. Em ambos os planos, o usuário terá à disposição mais de 830 mil livros, que poderão colaborar em sua atualização cultural e profissional. Para se associar a um dos planos, o interessado pode se cadastrar pelo link bit.ly/egressoucs l

Profissionais graduados pela UCS a partir do segundo semestre de 2019 têm direito a 12 meses de gratuidade, a contar da data da colação de grau.

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ESPECIAL

Os Z estão chegando ARIEL ROSSI GRIFFANTE argriffante@ucs.br

Claudia Velho/UCS

Tendo se desenvolvido integralmente em um mundo transformado constantemente pela tecnologia digital, a Geração Z (nascidos a partir da popularização da Internet, na metade dos anos 1990) aporta no mercado de trabalho inserindo-lhe um novo perfil de competências e perspectivas profissionais e de valores socioculturais ligados ao consumo

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Eles começaram a nascer junto com chegada da Internet no imaginário da maioria dos brasileiros – a rede mundial de computadores foi apresentada ao grande público nacional no final de 1995 por sua antecessora, enquanto mídia de massa, a televisão. Como fazia religiosamente havia décadas, a tradicional família brasileira postava-se defronte à tela todas as noites, dessa vez para acompanhar a história de amor da cigana Dara e do empresário Júlio Falcão, intermediada por chamadas de vídeo online. O que os espectadores – que viam a novidade como possibilidade de economizar em ligações telefônicas e tinham como foco de atenção as reações do cigano Igor diante da paixão de sua prometida por outro –, não faziam ideia era que aquela tecnologia, utilizada pelos personagens representados por Tereza Seiblitz e Edson Celulari na novela Explode Coração, da Rede Globo, inundaria residências (e, mais tarde, dispositivos móveis individuais) indiscriminadamente, e transformaria exponencialmente os rumos da Humanidade. Essa mudança se deu, de início, em termos de equipamentos e recursos que viriam (e ainda virão) a ser desenvolvidos em virtude da Internet – tal como o YouTube, onde outro exemplo desses recursos pode ser conferido na própria abertura da novela, no qual o designer global Hans Donner mostra telas touchscreen em computadores 12 anos antes de Steve Jobs embasbacar o mundo com esta tecnologia, na antológica apresentação

do iPhone (cujo registro também está disponível no site de compartilhamento de vídeos). Mas a transformação primordial ocorreria, sobretudo, quanto ao pensar, ao sentir e ao agir humanos a partir do surgimento da world wide web (www). Nunca mais alguém nasceria em um mundo não -interconectado. Surgia a Geração Z. NATIVOS DIGITAIS – Denominados também de Gen Z, Plurais, iGeneration, Gen 2020, Centennials e Pós-Millennials, os jovens nascidos a partir de 1995 foram chamados pelo pesquisador americano Mark Prenski de ‘nativos digitais’. Formam o nicho que nasceu com a internet e cresceu inserido nas redes sociais e com dispositivos de conexão instantânea. Têm a Web como principal fonte de informação e de interação social (60% das pessoas entre 10 a 19 anos utilizam smartphone durante metade do dia), acessando múltiplas plataformas de informação, principalmente as redes sociais. No Brasil, os Z formam um contingente de 48 milhões de crianças, adolescentes e jovens entre 10 a 24 anos (23% da população). O aspecto fundamental que caracteriza a Geração Z é a relação com o mundo através da tecnologia – cujos avanços nos últimos anos foram mais rápidos do que a compreensão de seus impactos pela ciência. Mais estudos são necessários para determinar o alcance de mudanças que podem fundamentar, inclusive, um novo tipo de sociedade – especialmente no que se refere a

transformações no desenvolvimento cognitivo e a alterações comportamentais e sociais influenciadas pela intermediação tecnológica. “Alguns pesquisadores afirmam que essa geração se caracteriza por ter responsabilidade social, ansiedade extrema, menos envolvimento em relações sociais, desapego das fronteiras geográficas e necessidade de exposição de opinião”, resume a mestre em Psicologia do Desenvolvimento e doutora em Informática na Educação Carla Valentini, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UCS, sobre as principais tendências já verificadas a respeito dos nativos digitais. NOVO PERFIL SOCIAL – E, agora, eles estão chegando – ao mercado de trabalho e de consumo, com potencial de, ao mesmo tempo, transformar e serem transformados nesses âmbitos. Dessa forma, compreender o fenômeno representado pela Geração Z é relevante para todo o tecido social. Com este intuito e o de traçar o perfil e as perspectivas desses profissionais e consumidores, a revistaUCS direcionou, a professores da Universidade de Caxias do Sul, questões específicas para cada um de cinco campos do conhecimento: Antropologia, Neurociências, Administração, Educação e Psicologia Social. Confira, na sequência dessa reportagem, como se configuraram as relações transgeracionais que, agora, começam a abrir espaço para o protagonismo Z.

A LINHA DO TEMPO DAS GERAÇÕES

A Geração Z não é um fenômeno isolado. Compreender suas dinâmicas implica olhar para a linha do tempo geracional da segunda metade do século XX. É próprio do processo antropológico que continuidades, adaptações ou contraposições às gerações anteriores resultem na identidade do agrupamento etário seguinte. No caso do pós-guerra, as demarcações geracionais estão diretamente ligadas às transformações geradas pelas mídias de massa. Vale lembrar que os anos de delimitação não são estanques, havendo uma intercessão de três a cinco anos nas transições de uma geração para outra.

1946-1964 - Os Baby Boomers 1. O boom de nascimentos nos EUA e Europa denomina a geração surgida no pós-Segunda l lGuerra. l 2. Em um mundo que precisava de reestruturação, adaptaram-se e mantiveram fidelidade às organizações e marcas, valorizando a estabilidade no trabalho, o status e a hierarquia. 3. Nascidos em um contexto de otimismo e prosperidade, e com possibilidade de estabelecer e manter uma carreira crescente, tiveram no consumo massivo a representação de sucesso pessoal e profissional. 4. A principal influência tecnológica foi a televisão, que mudou a forma do mundo acessar informação, influenciou na sociabilidade, nos hábitos de consumo e no entretenimento. 5. Estilo de vida marcado pelo casamento, compra da casa, do carro, e pela busca de tempo para o lazer.

1964-1980 - A Geração X

1981-1994 - A Geração Y (Millennials)

1. Os filhos dos baby boomers nascem de meados da década de 1960 até o início dos anos 1980.

1. Os Millennials, ou Geração Y, nascem do início dos anos 1980 até meados dos anos 1990, época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica.

2. Apesar de herdarem dos pais a valorização da estabilidade no emprego e da família, priorizam crescer profissionalmente a manterse indefinidamente em uma mesma organização.

2. É a primeira geração globalizada, que cresceu usando tecnologias já plenamente desenvolvidas. A principal inovação tecnológica é a Internet.

3. A abertura para a mudança vale também para o casamento, com a normalização do divórcio incorporada à visão social. 4. É a geração da transição do mundo analógico (da infância e adolescência) para o digital (na juventude e adultez). A principal inovação tecnológica é o computador pessoal, no trabalho e em casa. 5. O consumo prioriza o conforto e insere o interesse pela tecnologia.

6. São conservadores nos hábitos de consumo, optando por marcas tradicionais, com base em suas experiências anteriores com elas.

6. Surge uma nova organização social, em que as mulheres passam a integrar o mercado de trabalho com naturalidade e os homens começam a assumir tarefas domésticas.

7. Em termos sociais, vivenciaram os movimentos pelos direitos civis, a contracultura, a liberalização sexual e a inserção da mulher no mercado de trabalho.

7. Entre os avanços sociais, testemunharam o fim da Guerra Fria, a abertura à diversidade sexual e a conscientização ecológica.

3. A familiaridade com o mundo digital e com a comunicação em tempo real contribuíram para o perfil ‘multitarefa’ dos Y, sempre conectados e em busca de novas atividades. 4. A comunicação sem fronteiras gerou o paradoxo ‘conectados/isolados’. Partilham experiências com numerosos contatos, mas as relações tendem a se tornar instáveis e superficiais, sendo desfeitas com facilidade. A associação da identidade às redes sociais gera a ansiedade de ‘não ser visto’. 5. O costume de serem priorizados e atendidos pelos pais com bens de consumo seria o fator para um certo narcisismo e hedonismo nos Y, do que decorreu o apelido ‘Geração Eu’ e que os torna consumidores exigentes 6. Essa seria a razão para sentirem-se desconfortáveis com as estruturas tradicionais de trabalho. Respeitam mais os cargos (como símbolo de conquista) do que as pessoas que os ocupam (por considerarem as gerações anteriores defasadas). É comum que queiram crescer trocando de emprego ou busquem trabalhos autônomos. 7. Tendem a colocar de lado as causas universais, dedicando-se àquelas de grupos com que se identificam.

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1995-2010 - O Universo Z A Geração Z surge quando o uso da Inter- falam pouco e escutam menos ainda, nestes net começa a acontecer dentro das residências acentua-se o fechamento e o isolamento. (no Brasil, a partir de 1995). Está ligada intima- Através de memes, gifs e stories, esses jovens mente à expansão dos aparelhos tecnológicos, cruzam referências para expressar emoções e sendo o smartphone a principal inovação do opiniões complexas. período. A compensação ocorre nas relações virtuPara esses jovens, globalização não é algo ais, onde o imediatismo, a frivolidade e a ‘liquique veio com custos políticos ou por dez’ contribuem para gerar ansiedade. O uso causa de contextos econômicos, de atalhos, próprio do mundo virtual, é e sim algo natural, materialiadotado como mecanismo em todo zado na interconexão tectipo de interação – o mais simbóMais plurais, nológica mundial. A partir lico (que inusitadamente leva a disso, percebem no munque designa a geração) é inclusivos e tolerantes, letra do a pluralidade – de o CTRL+Z, que transpõe a facipor um lado; e menos informações, conceitos, lidade de ‘desfazer’ do teclado comportamentos, cultupara as relações e situações íntimos, seguros e ras, estilos de vida, etc,… humanas. Grande parte da constantes, por outro. energia psíquica é canalizada Essa noção contribui para uma visão mais inclusiva. para conferir informações e reaAo contrário dos Y, que busções nas redes. As consequências cam confirmar uma expectativa disso ainda são obscuras para a ciência, de perfeição, os Z aceitam melhor a immas há indícios. Segundo levantamento de perfeição como condição humana. 2017 do Ministério da Saúde, 27% dos usuários de mídias sociais correm mais risco de sofrer DIFICULDADES DE INTERAÇÃO – Os maio- depressão, e a doença já atinge 20% dos jovens res problemas dessa geração, segundo espe- de 12 a 18 anos. cialistas, referem-se à interação social. Nos Z, É importante frisar, no entanto, que, emo paradoxo conectado/isolado se aprofunda. bora afeitos à constituição da Geração Z, tais Por estarem tão conectados virtualmente, so- comportamentos e reflexos psicoemocionais frem com a falta de intimidade e de comunica- do uso das redes sociais são verificados forteção verbal. Se adolescentes de qualquer época mente também em pessoas das gerações X e Y. fotos Claudia Velho/UCS

POR ÁREA:

Trabalho e carreira: l ‘Trabalhar com o que se gosta é a prioridade’, enquanto ‘equilibrar trabalho e vida pessoal’, ‘ser reconhecido pelo que faz’ e ‘ganhar bem’ são as metas para pessoas na faixa de 18 a 24 anos, segundo pesquisa de 2019 do SPC Brasil. l Embora tanto ter um emprego

formal como empreender sejam considerados, a maior parte dos jovens já não visualiza uma única profissão para toda a vida. Internet e redes sociais são naturalmente vistas como meio para executar mais de uma atividade profissional. Tendência de crescimento da economia colaborativa, em que recursos são compartilhados sem que haja necessariamente a aquisição de um produto ou serviço. l

Padrões de consumo: l Internet como meio de pesquisa e compra. O conceito muda de ‘acumular e ter posse’ para ‘acessar produto ou serviço’. l

Compartilhamento: a compra/venda dá lugar ao ‘aluga-se’. l

l Personalização: interesse que o produto/serviço seja único e entregue de maneira exemplar.

Boicote a marcas consideradas racistas, machistas e homofóbicas. l

Estudo e aprendizado: l Mais flexível, autodidata e proativo. Ênfase na lógica e na aprendizagem baseada em experiência. l

Novos conhecimentos são buscados no YouTube (principal canal de pesquisa para 75,7% dos jovens), em blogs e fóruns online. l

Comportamento Social: l As causas que mais engajam são igualdade racial, direitos dos animais, meio ambiente, LGBT+ e feminismo. A militância ocorre sobretudo nas redes sociais, em debates, compartilhamento de informações ou discussões em grupos.

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O Instagram é a rede social preferida, usada com frequência por 65% dos jovens durante o dia, seguido do YouTube, acessado por 63%. O interesse pelo Facebook está em queda, sendo utilizado por 52%. l

Para 58,7% dos jovens, as redes sociais são o principal canal também de acompanhamento de noticiários, seguidas da televisão. l

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ANTROPOLOGIA MAIS EQUÂNIMES, MENOS DESLUMBRADOS De acordo com o doutor em Antropologia Social Caetano Sordi Barbara Dias (que atuou na Área de Humanidades da UCS até o final do 1º semestre deste ano), após uma certa euforia nos anos 1990 e 2000 com a revolução digital e suas “promessas quase utópicas”, os nativos digitais parecem “mais céticos, menos deslumbrados e, por vezes, mais ansiosos” quanto às anunciadas transformações. “Nos países centrais se nota que esta é a primeira geração desde o final da Segunda Guerra em que a maioria das pessoas não acredita que terá um nível de vida superior ao dos seus pais”, pontua. “Em sentido sociológico mais geral, isso se refere aos efeitos disruptivos da 4ª revolução industrial, ao brutal crescimento da desigualdade de renda após a crise global de 2008 e, mais recentemente, às preocupações da juventude desses países centrais com os efeitos do aquecimento global”, discrimina. Assim, explica Caetano, muitos jovens têm notado que o mundo do trabalho vem se tornando precário, e que há uma ideologia da flexibilidade que tenta justificar essa precarização. “A geração imediatamente anterior (Y) celebrava a flexibilização laboral como libertação. A mais nova (Z), por outro lado, já percebe que essa flexibilização possui um lado negativo e pode ser um elemento de frustração de expectativas a longo prazo”, aponta. Acentuada pelas crises políticas e econômicas, essa percepção mais cética e

desencantada contribui para deixar os nativos digitais mais ansiosos e incertos com relação ao futuro, “o que explica algum retorno a valores mais tradicionais, como o apreço pela estabilidade laboral”, afirma o professor. Influência social – De tal modo, no que se refere a trabalho, a Geração Z não avança automaticamente, como se esperava, para a busca de mais autonomia e independência em detrimento da empregabilidade estável. Para eles, a ideia de investir em uma única profissão perde força, sendo a realização de mais de uma atividade e a migração de carreira vistas como naturais. “Há que se considerar, ainda, que essas tendências são influenciadas pela condição social do indivíduo”, ressalva Caetano. “O jovem de classe média alta brasileira tem mais em comum, no que diz respeito a seus anseios, relação com a tecnologia e construção da subjetividade, com um jovem de Nova York ou da Europa, do que com uma pessoa da mesma idade, porém de classe baixa, de seu próprio país”, salienta. Por outro lado, visões referentes a comportamentos e costumes, como a equanimidade de gênero e de raça, além de valores ecológicos, encontram mais uniformidade entre os Z. “Pautas que representavam grandes rupturas ou novidades em tempos anteriores, como a libertação sexual, já são vistas com mais naturalidade entre esses jovens”, confirma o antropólogo.

O acelerado ritmo de mudanças faz com que os pais não sejam mais o modelo a ser copiado, e sim as pessoas da mesma idade.

NEUROCIÊNCIAS IMITAÇÃO DOS PARES E CULTURA IMEDIATISTA O coordenador da Especialização em Neurociências Aplicada à Linguagem e à Aprendizagem da UCS, Lucas Fürstenau de Oliveira, doutor em Neurociências, aponta uma mudança fundamental, decorrente da influência da tecnologia, que demarca a transição geracional e seus desdobramentos. “Do ponto de vista biológico-evolutivo é comum que, em ambientes estáveis, os pais sejam a maior influência no desenvolvimento cognitivo e comportamental. Foi a situação do Século XX. Entretanto, o ritmo de mudanças nos últimos 15 anos, quando a Geração Z se desenvolveu, foi muito mais acelerado do que em décadas anteriores. Isso faz com que os pais não sejam mais o modelo a ser copiado, e sim os pares, as pessoas da mesma idade”, explica. Há, desse modo, três consequências visíveis: 1) o choque entre as visões de mundo das pessoas mais velhas (originárias de um ambiente estável) e das mais jovens (acostumadas à transformação constante); 2) a formação de identidade própria do jovem pela observação e imitação dos pares, em vez de ser construída a partir da semelhança (ou oposição) aos pais; e 3) a flexibilidade cognitiva (acostumada à mudança, a Geração Z tende a estar mais preparada para ela). Atenção parcial contínua – As relações digitais também geraram a necessidade de gerenciar fontes simultâneas de informação, o que, de acordo com Lucas, criou a ilusão de que o nativo digital é ‘multitarefa’. “A Geração Z cresceu exposta a estímulos variados ocorrendo simultaneamente – conversas paralelas, vídeo no YouTube, música ao fundo, redes

sociais. O termo ‘atenção parcial continua’ foi cunhado para descrever este hábito. Mas é necessário distingui-lo de ‘executar tarefas simultâneas’. São coisas bem diferentes”, ressalva. Segundo ele, estudos mostram que os Z estão limitados a duas tarefas simultâneas, como quase todas as outras pessoas. Ansiedade por recompensa – Outro elemento surgido da cultura digital (e que se relaciona à ansiedade verificada na Geração Z) é a expectativa de gratificação instantânea – que abrange adeptos frequentes de ambientes virtuais, independente de idade. “Como boa parte dos serviços de tecnologia permitem respostas instantâneas, o usuário acostumou-se a esperar o prazer da resposta imediatamente. O sujeito atribui mais valor ao prêmio imediato”, esclarece o professor. Assim, uma consequência do imediatismo é a redução da capacidade de lidar com o adiamento da recompensa, o que vai influenciar de relações pessoais a padrões de consumo. “Aprender a esperar por uma recompensa é algo que contribui para o reforço dos circuitos pré-frontais, envolvidos no controle de impulsos. Não desenvolvê-los tende a ter, como consequência, uma diminuição da capacidade de se manter calmo e focado”, diz Lucas. “Isso pode deixar o sujeito menos hábil a desenvolver projetos de longo prazo, uma vez que a recompensa destes vêm com bastante atraso, e também torna mais difícil resistir a consumir algo. Na prática, aumenta o potencial para gasto financeiro descontrolado. Do ponto de vista de quem vende o produto, é ótimo; para o consumidor, nem tanto”.

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ADMINISTRAÇÃO TRANSFORMAÇÃO DAS RELAÇÕES DE TRABALHO Maior facilidade para se apropriar de novas ferramentas no mundo digital, pensamento menos linear, potencial de criar e manter redes de relacionamento, visão menos mecanicista do mundo e do mercado de trabalho, menos preconceitos e visão mais cosmopolita são algumas das características positivas do perfil profissional da Geração Z, segundo o diretor do Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (IPES-UCS), Roberto Birch Gonçalves, doutor em Administração. Por outro lado, continua o professor, o acesso à Internet e o uso das redes sociais geraram contrapontos, como o imediatismo, um conhecimento superficial de conceitos e as dificuldades de lidar com o contraditório, de se comprometer em projetos de longo prazo e de participar de estruturas hierárquicas tradicionais. “Todas as características, sejam positivas ou negativas, podem, contudo, trocar de posição. Por exemplo, o imediatismo pode agilizar e melhorar a performance organizacional, mas pode produzir resultados inadequados por falta de planejamento”, ressalva. Como consumidores, os Z trazem a escolha e a lealdade a marcas mais por identificação com valores do que por influência de grupos sociais. Eles são menos influenciados por meios tradicionais de comunicação de massa e mais por meios digitais. Sensíveis a questões sociais e ambientais, as tomam como referência em suas decisões de consumo, e ligam-se mais ao prazer gerado pelos produtos do que à sua funcionalidade, como é o caso dos gastos com intangíveis (apps, games). Reconfiguração mútua - Sob essas influências, o mundo do trabalho reconfigura-se com o ingresso da Geração Z, tornando-se mais automatizado e conectado, porém mais informal e instável. Conforme Birch, entre as tendências estão 1) relações profissionais mais flexíveis, com mais trabalhos por projeto e menos por vínculo com corporações; 2) foco maior na contratação por habilidades do que por formações; 3) valorização da tecnologia em todas as áreas; e 4) a capacidade de inovar como competência importante.

Em paralelo às estruturas convencionais, a economia colaborativa, em que recursos são compartilhados sem necessariamente haver aquisição de produto ou serviço, “será cada vez mais uma realidade e ainda vai transformar muitos negócios, pela valorização de hábitos mais sustentáveis e pela busca de alternativas às crises de impacto global”, diz Birch. “Todos esses movimentos são inexoráveis, e as empresas que se derem conta disso antes sairão na frente”.

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Do lado das empresas, aponta o professor, acentuamse as necessidades de 1) serem rápidas em se atualizar, para manter consumidores; 2) preocuparemse com sustentabilidade ambiental e responsabilidade social; 3) acelerar sua migração para o mundo digital, visto que os consumidores cada vez mais esperam obter informações e adquirir produtos via Internet.

PÓS 2010 - A GERAÇÃO ALPHA

A Geração Z abrange os nascidos até 2010 porque a massificação das redes sociais, desde o início da década atual, demarca o surgimento de um novo grupo, os Alpha. l Multiconectadas e com uma profunda relação com a tecnologia, essas crianças interagem com o universo digital de forma rápida e natural. l A alfabetização digital precoce aponta para crianças e jovens com acesso, desde antes da alfabetização escolar, a um volume ilimitado de informação, o que cria precedente para que elas venham a ser mais autodidatas e questionadoras. l No mundo do trabalho isso deve vir a significar relações menos hierárquicas e maior facilidade em manter múltiplas identidades profissionais. l


Claudia Velho/UCS

EDUCAÇÃO COMPETÊNCIA DIGITAL ENVOLVE UTILIZAÇÃO CONSCIENTE E COOPERATIVA Para a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UCS, Carla Valentini, mestre em Psicologia do Desenvolvimento e doutora em Informática na Educação, uma distinção é primordial para a avaliação das transformações profissionais e sociais advindas do contexto em que se formou a Geração Z: a distância entre o acesso facilitado e o preparo para o uso das tecnologias digitais.

“Não é o acesso às tecnologias que contribui para a inclusão digital, mas o desenvolvimento de uma concepção significativa e crítica de seu uso”

“É ingênuo pensar que, porque navegam facilmente em dispositivos móveis e estão confortáveis usando as mídias sociais, esses jovens sejam fluentes na era digital. Não é o acesso às tecnologias que contribui para a inclusão digital, mas o desenvolvimento de uma concepção significativa e crítica de seu uso”, sustenta. “Além disso, precisamos considerar a importância de aprender a conviver socialmente não só através da tecnologia. E para visarmos inovação e desenvolvimento, necessitamos também pensar em inclusão e emancipação digital”, complementa. Aprendizado para o uso consciente - Dessa maneira, defende Carla, “o uso consciente das tecnologias digitais deve ser ensinado e aprendido, como qualquer outra habilidade cognitiva, em uma proposta voltada à sua apropriação e à cooperação”. Nesse sentido educativo, isso significa: 1) o desenvolvimento das competências digitais, em suas cinco áreas: comunicação e colaboração;

segurança; informação e alfabetização digital; solução de problemas; e criação de conteúdo digital; 2) a utilização crítica e segura das tecnologias para obter, avaliar, armazenar, produzir, apresentar e trocar informações, comunicar e participar de redes de cooperação. “Devemos pensar, em todos os níveis de ensino, numa educação voltada para a alfabetização e o letramento digital, fundamentada em um duplo patamar, isto é, ao mesmo tempo que precisamos aprender a usar as tecnologias digitais de forma crítica, também é preciso ser criativo, de modo a desenvolver programas e procedimentos com base nelas”, defende a professora. De tal forma, observa, estudantes e professores deixam de ser meros usuários e passam a produzir conhecimento. “A apropriação das tecnologias digitais traz o aprendiz e o cidadão para a posição de sujeito, de alguém capaz de criar sua própria história”. Assim, define Carla, enquanto a emancipação digital pode ser entendida como ter domínio de dispositivos digitais, ser digitalmente competente significa “usar as tecnologias digitais de forma confiante e segura, para trabalhar, aprender, conseguir emprego, comprar, entreter-se, obter informação, ser incluído e participar da sociedade”.

PSICOLOGIA SOCIAL BUSCA DE RECONHECIMENTO VIRTUAL ATINGE A TODAS AS GERAÇÕES A virtualização das relações resultou das novas tecnologias de comunicação quando a internet se transformou, de lugar de busca de informações, em rede de relacionamentos. Instituiu-se a ‘comunicação todos-todos’, facilitada pela popularização dos smartphones, abrangendo os distintos agrupamentos sociais. “Na contemporaneidade, crianças, jovens, adultos e idosos participam das relações na virtualidade independentemente do local onde residem ou da classe social a que pertencem”, define a professora de Psicologia da UCS Cristina Lhullier, mestre e doutora na área. Por estar frequentemente conectada, desenvolver mais relacionamentos digitais e se expressar mais nas redes, a Geração Z passa a impressão de ser mais afetada pela virtualidade do que as demais gerações. “Um ambiente rico em diversidade e em oportunidades será escolhido como o local preferencial de interação pelos seres humanos. Se os jovens recorrem apenas à socialização pelo mundo virtual, talvez as demais não tenham sido adequadamente fortalecidas no ambiente de convívio humano”, pondera Cristina. Reputação social - Nos estudos da Psicologia Evolucionista a respeito dos comportamentos de

competição e/ou cooperação, ocorre uma situação denominada altruísmo recíproco, que pode ser direto ou indireto, explica a professora. “Quando há altruísmo direto, existe uma relação de troca entre dois indivíduos: o doador e o recebedor. O custo para o doador é baixo, mas a recompensa para ele é alta. Deste modo, há motivação para doar algo para alguém”, descreve. “Quando há altruísmo indireto, o doador age motivado pela reputação que poderá atingir, garantindo-lhe mais interações sociais e, consequentemente, mais trocas e mais doações”. Desse modo, prossegue Cristina, as interações virtuais teriam ligação com o altruísmo indireto. “Por serem gregários, os seres humanos buscam afiliarem-se a grupos sociais em busca de proteção e contato afetivo. Logo, ter uma ‘boa reputação social’ é algo desejável, o que gera mais interesse em situações sociais que possam repercutir positivamente nos grupos que o indivíduo pertence”, indica. Temor da invisibilidade - Com as novas tecnologias de comunicação há uma potencialização da busca pela aprovação social, que é dada de modo mais instantâneo do que em outros contextos sociais e históricos. Tais fatores podem colaborar, conforme

Cristina, para a sensação de mal-estar que permeia as interações sociais na virtualidade, uma vez que os indivíduos procuram seus contatos com maior frequência e aguardam feedbacks na velocidade com que iniciaram a interação. É o que os países de língua inglesa denominaram de FOMO, significando Fear Of Missing Out (‘medo de ser deixado de fora’, em tradução livre). “A possibilidade de exclusão social é temida pelos seres humanos, por estar associada à invisibilidade e ao esquecimento, tendo como consequências negligência e preconceito. Deste modo, não se poupam esforços na busca pelo reconhecimento e pela vinculação a grupos identificados como detentores de poder de influência nas dinâmicas sociais”, descreve. Composta por adolescentes e jovens adultos – ou seja, em pleno processo de construção de identidade social e de busca de reconhecimento – a Geração Z experimenta a necessidade de visibilidade com intensidade, mas não com exclusividade, pois, como sinaliza a professora, “a busca de pertencimento nos contextos virtuais acentua temores que existem em qualquer ser humano”.

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ENTREVISTA

‘A literatura é um direito humano fundamental’ Patrono da 35ª Feira do Livro de Caxias do Sul, o doutor em Letras e professor da UCS Delcio Antonio Agliardi discorre sobre os sentidos da educação e o alcance da literatura e da poesia A eleição como patrono da 35ª Feira do Livro de Caxias do Sul não alterou a rotina do professor Delcio Antonio Agliardi, que divide seu tempo na Universidade de Caxias do Sul entre as atividades de docência nos cursos de graduação, extensão e pós-graduação; a coordenação do Programa UCS Sênior - Educação e Longevidade; e a coordenação pedagógica do Programa Regional de Ação Conjunta Universidade/Município, responsável por ações voltadas para a formação continuada de professores das redes pública e privada da região de abrangência da Universidade. Doutor em Letras, mestre em Educação e licenciado em Filosofia, Delcio começou este ano uma segunda licenciatura, desta vez na área de Letras, ampliando assim uma trajetória pessoal e profissional dedicada à educação e à cultura. É autor dos livros Duetto Poético, Rotas do Imaginário, A Coruja de Pernas Tortas e A Caixa Dourada. Às voltas com o encerramento do período letivo, com o lançamento do livro A Caixa Dourada e da segunda edição, em versão brasileira, do livro A Coruja de Pernas Tortas – a primeira edição foi lançada por uma editora portuguesa – e com a organização da Feira do Livro, Delcio concedeu a seguinte entrevista à revista UCS, em que reafirma seu amor pela educação, pelo livro, pela literatura e pela poesia.

PROGRAME-SE Com o tema ‘Você é o que você lê’, a 35ª Feira do Livro de Caxias do Sul ocupará a Praça Dante Alighieri de 27 de setembro a 13 de outubro.

revistaUCS: Quando, e como, o livro entrou na sua vida? Delcio Agliardi: Minha primeira experiência de leitor, na infância e antes da escola, se deu por intermédio da literatura oral. Fui para a escola aos sete anos de idade já sabendo ler. Aprendi em casa, com o incentivo da família. Escrever veio depois. Na minha casa tinha poucos livros, por isso, valorizava-os muito.

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CONCEIÇÃO AFONSO mccafons@ucs.br fotos Claudia Velho/UCS


Com a alfabetização e a escolarização, a leitura e a escrita assumiram intensidade e maior significado, tanto na formação geral como na formação do gosto literário. Tive sorte na vida escolar: meus professores eram leitores. A literatura brasileira é potente e a poesia meu gênero preferido.

ção). No passado, escrevia e deixava os textos autorais na gaveta ou em arquivos digitais. Um dia decidi que deveria publicá-los, ou melhor, ‘retirá-los da gaveta’, expressão essa utilizada por Luis Fernando Veríssimo. Eu escrevo para crianças, preferencialmente. Mas também gosto de escrever para adultos, sobretudo poesia e narrativa breve.

A excelência em qualquer ação humana exige disciplina, conhecimento e humildade para transformar limites em oportunidades. A comunidade pode esperar uma edição com uma programação diversificada, para todos os públicos e leitores, valorizando os livreiros e os promotores do circuito do livro, e, sobretudo, a articulação entre leitura, livros e leitores. Haverá espaço para outras manifestações de arte.

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Qual o papel do doutorado em Letras, concluído em “Encontro na criança Na área da cultura, e especial2016, nesse processo? mente do livro, quais devem O doutorado em Letras e no idoso tudo o ser, no seu entendimento, as foi pautado pela pesque há de melhor prioridades de Caxias do Sul? O que o sr. está lendo e quisa. Investiguei as exCaxias do Sul tem uma história quem são seus autores periências de leitura de na vida: afetividade potente e uma comunidade de favoritos? jovens e adultos no Ene hospitalidade” leitores e escritores reconheciEstou lendo Ironias do Tempo, livro de crônicas sino Fundamental para dos nacionalmente. O Concurso de Luis Fernando Veríssimo, organizado por afirmar e compreender a Anual Literário, o Financiarte, o ProIsabel e Adriana Falcão (Objetiva, 2018) e Con- literatura como um direito grama Permanente de Estímulo à Leitura, c(s)erto em Dó Maior para Perdas do Espan- humano fundamental. Analisei o to, livro de poesia de Delmino Gritti (Maneco, uso dos livros disponibilizados pelo Programa a rede de bibliotecas escolares, as bibliotecas 2009). Meus autores preferidos são: Bartolo- Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), enquan- comunitárias e a Biblioteca Pública são experimeu Campos de Queirós, Carlos Drummond to política pública de incentivo à formação de ências que, no meu entendimento, devem ser de Andrade, Ferreira Gullar, Adélia Prado, Ma- leitores na escola. Minha orientadora, a pro- priorizadas e valorizadas enquanto política púnoel de Barros, Cecília Meireles, Guimarães fessora Dra. Flávia Brocchetto Ramos, exerceu blica de valorização da leitura de fruição. Rosa, Luis Fernando Veríssimo, Caio Fernando influência literária em diálogo com a pesquisa. Qual o papel da educação e das universidades Abreu, Rubem Braga, Italo Calvino, Edgar Allan Poe, Mario Vargas Llosa e Jorge Luis Borges. O que significa ser escolhido patrono da 35ª em um necessário processo de resgate da valorização da leitura e do aprendizado fundaQueria poder citar outros tantos, mas a lista Feira do Livro de Caxias do Sul? ficaria muito grande. Significa um sinal para alguém que vive a expe- mentado, contextualizado, analítico e crítico? riência docente e de gestão na UCS, na Área A educação básica e a superior são pré-requisiNa sua trajetória de vida, a do Conhecimento de Humanidades, tos para o enfrentamento do senso comum, da criança e o idoso têm um sem perder o vínculo com a edu- alienação e do aniquilamento da experiência lugar especial. Um lugar cação básica e com os proje- essencialmente humana. A leitura “A formação humana mediado pela sua atutos de inclusão social pela tem importância nesse contexto. ação profissional, políarte. Por isso, é um sinal No cotidiano da educação escolar exige poder simbólico, tica e social, mas tamde que o êxito de projetos e não escolar encontramos espacapacidade de oferecer bém pela literatura e coletivos e comunitários ços potencialmente catalisadores às novas gerações fruição, pela poesia. De onde requer a presença de lide- para a promoção da leitura litevem e para onde se diranças comprometidas e rária, formação do gosto literário apreço à cultura e à e para o enfrentamento das adreciona esse interesse? sensíveis. educação historicamente versidades. É urgente a retomada A radical opção pelas humanidades. Encontro Ser o patrono é uma forma da formação analítica, contextuconstruídas” na criança e no idoso tudo o de homenagem, mas é tam- alizada e crítica. Neste contexto, que há de melhor na vida: afetibém um compromisso. Qual é o defendo a formação inicial e continuada de professores pautada vidade e hospitalidade. A criança conseu compromisso como escritor? segue extrair de um pequeno texto uma rica Acredito que é um serviço e exige muito tra- na compreensão dos fenômenos experiência de leitura, e o idoso sabe, como balho, dedicação e responsabilidade, além do educativos e culturais libertadoninguém, o lado simbólico de estar no mundo. acolhimento de ideias e de pessoas. A home- res, menos alienantes e fragmenO viver e sonhar, de Hamlet, tem potência para nagem é para a leitura, os leitores e os livros. As tados. A formação humana exige (re)significar a velhice. pessoas são instrumentos para que a promo- poder simbólico, capacidade de ção da leitura ocorra. O melhor livro é aquele oferecer às novas gerações fruição, apreço à cultura e à educaEscrever sempre esteve nos seus planos? Para que está em uso! ção historicamente construídas. quem você escreve? Escrever é fantástico, embora difícil. A litera- Cada patrono tem a oportunidade de impri- Acredito na palavra de Manoel de tura infantil exige mais por conta da especifi- mir a sua marca na realização da Feira do Li- Barros: as coisas inúteis servem cidade do leitor (pré-leitor ou leitor em forma- vro. O que podemos esperar para esta edição? para poesia.

LANÇAMENTOS DA EDITORA DA UCS NA FEIRA DO LIVRO 2019

Ética Aplicada: Estudos - Jayme Paviani Conhecimento, Linguagem e Educação - Tânia Maris de Azevedo l Manual de Direito Constitucional - Guilherme Dettmer Drago l Direito Civil: Obrigações - Alexandre Cortez Fernandes l Correspondência com Irene: meditações de um cristão sobre a paz e a nãoviolência - Pe. Pergentino Stefano Pivatto

Giuditta: a saga de uma família de imigrantes italianos - Renato Toigo Além do Portão da Fábrica - Dagoberto Godoy l Plano Diretor Inteligente - Adir U. Rech/Maria C. Gullo/Luciane Scur l Relações Turísticas Brasil-Argentina: desafios e oportunidades - Edegar Luis Tomazzoni l Imprensa Feminista e Literatura - Cecil Jeanine Albert Zinani

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MESTRADOS NA REGIÃO Dando sequência a um movimento de regionalização dos programas de pós-graduação iniciado no primeiro semestre deste ano, a UCS está lançando mais três ofertas de cursos de mestrado em cidades onde mantém campi. No Campus da Região das Hortênsias, em Canela, são duas opções: os mestrados acadêmicos em Educação e em Direito. Em Vacaria, está sendo disponibilizado o mestrado profissional em História. Dessa forma, até o momento são 10 as ofertas de mestrado em unidades da UCS na região. No campus-sede, em Caxias do Sul, funcionam 18 cursos de mestrado e 10 de doutorado.

DOUTORADO EM LAGES (SC) A Universidade de Caxias do Sul está oferecendo, em Lages (SC), o curso de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Educação na modalidade interinstitucional (Dinter), em parceria com a Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac). O curso conta com 15 vagas, distribuídas nas duas linhas de pesquisa do programa: 1) História e Filosofia da Educação; e 2) Educação, Linguagem e Tecnologia. As aulas estão previstas para ocorrerem de outubro de 2019 a outubro de 2023.

MESTRADO NO CEARÁ Também na modalidade interinstitucional, a UCS está lançando o mestrado em Administração (Minter) em conjunto com a Faculdade Via Sapiens, do município cearense de Tianguá, próximo a Sobral, importante polo industrial do Estado, e distante 310 km da capital, Fortaleza. Serão oferecidas 22 vagas, 11 para cada linha de pesquisa: 1) Estratégia e Operações e 2) Inovação e Competitividade. O período de aulas está prevista para outubro de 2019 a julho de 2021.

ANTÔNIO PRADO fotos Claudia Velho/UCS

Sede da FAP, na Linha Amarílio: aposta no desenvolvimento da inovação e do empreendedorismo.

UCS abre dois cursos em Polo de Ensino Presencial Parceria com a Faculdade Antônio Prado (FAP) possibilita a oferta das graduações em Administração e em Pedagogia no município Dois cursos de graduação – Administração e Pedagogia – foram abertos pela Universidade de Caxias do Sul, a partir do segundo semestre de 2019, em Antônio Prado. Com um total de 50 vagas, 25 para cada, as formações são as primeiras no Polo de Ensino Presencial da UCS no município criado a partir de convênio com a Faculdade de Antônio Prado (FAP). Localizada na Linha Amarílio, a unidade foi inaugurada em 7 de julho. Como sinalizou o reitor Evaldo Kuiava na ocasião (foto abaixo), a parceria vai ao encontro da missão da UCS de induzir o desenvolvimento regional por meio do ensino e da inovação: “Este projeto, agora concretizado, demonstra a ousadia e a visão de futuro que contam com apoio da comunidade. Iniciamos com dois cursos de graduação, mas vislumbramos a oferta de ensino em todos os níveis, atendendo aos anseios locais”. A Faculdade de Antônio Prado originou-se da escola V.E.R. Informática Administrativa,

especializada em cursos técnicos e profissionalizantes, que também oferece cursos de idiomas e atua em projetos sociais. De acordo com o diretor pedagógico Pedro Augusto Bocchese, a instalação da FAP foi planejada em função do potencial socioeconômico da região, bem como da carência local de formações em áreas específicas. “Uma instituição de Ensino Superior vem para fortalecer a sociedade e apoiar os alunos de Antônio Prado. O apadrinhamento da UCS nos proporcionou agilidade no início das atividades”, definiu. O diretor executivo da FAP, Eduardo Rubini da Silva, reforçou que a Faculdade almeja desenvolver a inovação e o empreendedorismo, e “uma efetiva inserção no seu meio de produção e disseminação do conhecimento, visando à transformação social da região”. Dessa forma, a intenção é expandir a oferta de cursos. “Para isso, contamos com a parceria duradoura da Universidade de Caxias do Sul”, adiantou.

SAIBA MAIS Prazos e condições para ingresso nos cursos de pós-graduação podem ser verificados no site ucs.br, na guia ‘Mestrado e Doutorado’. l

l Informações: pelo fone 54.3218.2410 ou

pelo e-mail msquadro@ucs.br

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MAIS INFORMAÇÕES sobre os cursos podem ser obtidas diretamente nos canais da

FAP (www.faprs.com.br; 54.3293.3942) ou na Central de Atendimento UCS (atendimento@ucs.br; 54.3218.2145), na sala 29 da Galeria Universitária, no campus-sede.


INTERNACIONALIZAÇÃO

Para falar com o mundo Disciplinas de cursos de graduação ganham versões em língua inglesa, qualificando o aprendizado pelo acesso a conteúdos publicados no Exterior e potencializando a geração de projetos locais com características globais O idioma dentro da sala de aula não é o mesmo que se está acostumado a escutar pelos corredores da UCS. A língua inglesa domina o ambiente, agrupando alunos de diferentes cursos em disciplinas curriculares da graduação ministradas no idioma, conectando o exercício da linguagem aos aprendizados previstos para a formação dos estudantes durante o semestre. A oferta de quatro disciplinas em inglês (em cursos que não exigem o idioma) foi novidade no primeiro semestre deste ano, reunindo um total de 86 alunos matriculados. A inovação foi proposta pela Pró-Reitoria Acadêmica em estímulo à internacionalização de alunos e docentes, para além dos mecanismos tradicionais de intercâmbio, missão de estudos e cursos de idiomas.

Claudia Velho/UCS

‘GLOCALIZAÇÃO’ – Seguindo o mesmo fluxo da cadeira ministrada em português, bem como o princípio da multidisciplinaridade, a classe de Empreendedorismo (Entrepreneurship) reuniu estudantes de Engenharias e Tecnologia, Artes, Comunicação, Negócios e Gastronomia. “A combinação de diferentes conhecimentos aumenta a capacidade de novas ideias e, consequentemente, de inovação”, ressalta o ministrante, professor Mateus Panizzon. Durante o período letivo, o grupo

experimentou fundamentos na prática: vivenciou geração de ideias, formação de equipes e validação de modelo de negócio com algum grau de inovação, recebendo mentorias de empresários e profissionais do mercado – em conexão com o Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade (TecnoUCS) e com o programa de incentivo à criação de negócios inovadores StartUCS. A diferença relacionada ao idioma, pontua Panizzon, foi a possibilidade de trabalhar com outras ferramentas de língua inglesa em cada etapa do processo e com uma base de cases estrangeiros. “Como resultados, temos alguns novos projetos que já se caracterizariam potencialmente como born globals, ou seja, já nasceriam com propensão a se tornarem internacionalizados em curto espaço de tempo”, destaca. Além destes, há ideias de negócios que se iniciariam na região, mas carregando o conhecimento das melhores práticas executadas na Europa, América do Norte e Leste da Ásia. “A partir do conceito de ‘glocalização’, que é como empresas podem adaptar (localmente) seus produtos para mercados globais, nada impede que elas monitorem o que há no mundo, trazendo soluções à sua realidade. A disciplina não induz ao local nem ao global, mas ao pensamento ‘glocal’”, explica o professor.

GABRIELA ZANESI gzanesi@ucs.br

“A combinação de diferentes conhecimentos aumenta a capacidade de novas ideias e, consequentemente, de inovação” Mateus Panizzon

professor de Administração

Professor Mateus Panizzon (E) com a turma de Entrepreneurship, que teve 44 matriculados no 1º semestre: ideias de negócios inspiradas nas melhores práticas da Europa, América do Norte e Leste da Ásia.

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Ampliação da capacidade inovativa cimento externo e o exercício de pensar em uma língua diferente da nativa levam a uma nova perspectiva em relação aos projetos”, explica Panizzon. Destacando criatividade, participação e execução por parte da turma, o professor identificou dois níveis de aprendizado: em relação às ferramentas de empreendedorismo e em relação à linguagem. “Vivemos em um mundo em que a maior parte do conhecimento está em inglês e,

l A oferta de disciplinas em língua inglesa na

daqui a alguns anos, estará em mandarim. Há discussões sobre a influência da língua na hegemonia e soberania de um país, mas é um fato que o conhecimento tecnológico, científico, de ponta, está publicado em língua estrangeira”, descreve. “Assim, se esperarmos que algo seja traduzido e convertido em livro, provavelmente aguardaremos anos para acessar um novo conhecimento. Assim, as disciplinas em inglês têm o propósito de oferecer esse acesso imediato”, justifica.

EXPERIÊNCIAS

INTERNACIONALIZAÇÃO ABRANGENTE lll

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A hipótese do professor Mateus Panizzon, gerada no início do semestre, de que o grau de inovação dos projetos apresentados seria maior, ou mais expressivo, se observou na prática. O fenômeno, que o docente havia estudado no doutorado em Administração, parte cursado no Canadá, aponta que a orientação empreendedora internacional amplia a capacidade inovativa das empresas, o que é importante quando se fala em empreendedorismo criativo. “O acesso a conhe-

ESTÍMULO À MENTALIDADE CRIATIVA

graduação se conecta a uma das diretrizes institucionais da Universidade de Caxias do Sul, a inserção acadêmica nacional e internacional. Segundo o professor Mateus Panizzon, a iniciativa se refere ao conceito atual de ‘internacionalização abrangente’ que, indo além da mobilidade acadêmica, envolve ações na própria instituição, em que se tem contato com cultura e idioma estrangeiros, o que abre mais portas em ensino e pesquisa no exterior.

fotos Claudia Velho/UCS

l Também compõem as ações da

Universidade nesse sentido programas como o UCS Internacional, que envolve parcerias com instituições estrangeiras para a mobilidade acadêmica internacional em graduação, pósgraduação, pesquisa e extensão; o programa UCS Línguas Estrangeiras, que propõe o ensino de idiomas, exames internacionais e atividades de imersão turísticas e culturais; e o Summer School, que oferta formações variadas durante o período de férias para os públicos brasileiro e estrangeiro, ministradas em inglês e espanhol. l Em termos de infraestrutura, foi inaugurado

em junho, no campus-sede, o UCS Writing Center, centro de suporte à escrita acadêmica para a comunidade universitária, pioneiro no Rio Grande do Sul, que visa facilitar a inserção internacional de pesquisa e conhecimento desenvolvidos na Universidade. O trabalho volta-se, inicialmente, à organização e revisão de artigos científicos, resumos, apresentações, trabalhos de conclusão de curso, entre outros projetos na língua inglesa. l Já o programa UCS Viagens do

Conhecimento conecta as ações que envolvem viagens nacionais e internacionais com fins acadêmicos e que se refiram à comunidade acadêmica. Entre os benefícios estão o fortalecimento das missões internacionais, com foco no aprendizado, e a integração das Áreas do Conhecimento.

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Eduardo Buogo, no 8º semestre do curso de Comércio Internacional quando cursou a disciplina de Empreendedorismo em língua estrangeira, conheceu outros países desde a infância e atua como professor de inglês. Ao retornar de um intercâmbio de seis meses no Canadá, optou pela modalidade para manter a conexão com o idioma e para compartilhar conhecimentos. De acordo com ele, a proposta de análise e solução de problemas complexos em outra língua “estabelece uma dimensão que estimula o pensamento e a resolutividade, promovendo o aprendizado a partir de uma mentalidade criativa”, sendo importante, ainda, a colaboração entre os colegas no processo.

“ A solução de problemas complexos em outro idioma estimula a resolutividade” Eduardo Buogo

Estudante de Comércio Internacional


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CAPACITAÇÃO PARA DEMANDAS LOCAIS E INTERNACIONAIS

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Inserção acadêmica internacional engloba programas de mobilidade, ações de ensino e produção científica.

Chegando ao 6º semestre do curso de Direito, Lindainês Neves Zulian da Silva foi aluna da disciplina Entre Tecnologias, Negócios e Direitos Humanos: os Novos Desafios do Direito Internacional. Com base em curso de inglês e conversação em chats, e considerando as especificidades do vocabulário profissional, el vislumbrou a oportunidade de aprofundar o linguajar técnico vinculado a áreas de seu interesse, como Direito Internacional e Direitos Humanos. Durante a experiência, afirma, ela alcançou um nível de comunicação maior do que nas disciplinas em português, e teve ampliadas as perspectivas sobre o mercado de trabalho. Além de motivar a busca de estudo e trabalho em âmbito internacional, a oportunidade, para a estudante, contribui com o atendimento de demandas locais que exigem a compreensão de livros e artigos em língua estrangeira. “É importante entender não só a tradução, mas o contexto legal em que esses textos são escritos, para poder interpretá-los corretamente”, salienta.

NOVAS POSTURAS PROFISSIONAIS E ACADÊMICAS

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No 5º semestre do curso de Psicologia, Abner Nodari integrou a turma da disciplina Sociedade, Cultura e Cidadania em língua inglesa. “As expressões linguísticas são fenomenais quando nos submetemos a aprender qualquer coisa fora da nossa língua nata”, considera, classificando como muito satisfatória a exigência de entregar produção textual em inglês, com rigor acadêmico e nível proporcional à escrita em português quanto à articulação, semântica e gramática. “A relação com o curso e com os limites da linguagem faz com que adotemos novas posturas, talvez menos bairristas, quanto às demandas do mercado profissional e das pós-graduações”, avalia, sobre a experiência, que o instigou ainda mais a estudar e consumir material originalmente em inglês e ao desejo de cursar, no próximo ano, a disciplina de Neurociência na mesma modalidade.

AS DISCIPLINAS

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Empreendedorismo (Entrepreneurship) – professor Mateus Panizzon

Entre Tecnologias, Negócios e Direitos Humanos: os novos Desafios do Direito Internacional (Between Technology, Business and Human Rights: the new Challenges of International Law) - professor Leonardo de Camargo Subtil l Sociedade, Cultura e Cidadania (Society, Culture and Citizenship) - professor Caetano K. Sordi Barbará Dias l Neurociência (Neuroscience) - professor Lucas Fürstenau de Oliveira l

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Claudia Velho/UCS

ISAM-UCS

Entrega da placa comemorativa: vereador Edson da Rosa; presidente da Câmara, Flávio Cassina; reitor Evaldo Kuiava; diretora do ISAM, Vania Schneider; secretária municipal do Meio Ambiente, Patrícia Rasia; e vereador Gustavo Toigo.

Câmara homenageia 20 anos do Instituto de Saneamento Ambiental Referência regional, estadual e nacional em pesquisas e projetos de gestão de recursos hídricos, gerenciamento de resíduos sólidos e monitoramento ambiental, o Instituto de Saneamento Ambiental da Universidade de Caxias do Sul (ISAM-UCS) teve a passagem de seus 20 anos homenageada pela Câmara de Vereadores de Caxias do Sul no dia 7 de agosto. Proponente da iniciativa, assinada e aprovada por unanimidade pelos vereadores, Gustavo Toigo (PDT) falou em nome do Legislativo destacando a participação do ISAM em projetos fundamentais para o município, como a remediação do aterro de São Giácomo, concluída em 1996, e os estudos para a implementação da barragem do Arroio Marrecas, em 2007. Ao longo de sua trajetória, destacou Toigo, o instituto executou projetos para municípios de todo o Estado e para órgãos federais, incluindo contribuições com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Que este belo trabalho possa crescer, receber incentivos e continuar por gerações”, estimou. ‘SOMOS A NATUREZA’ – Destacando que a Universidade surgiu para auxiliar no desenvolvimento da região, o reitor Evaldo Kuiava observou que a instituição se tornou referência nacional também graças ao trabalho do ISAM e ressaltou a necessidade de uma mudança de visão sobre a relação entre o homem e o meio

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ambiente. “Não somos seres separados da natureza, nós somos natureza. Apenas assumindo isso poderemos tratar a tudo e a todos da mesma maneira, respeitando o mundo em que vivemos”, defendeu. Já o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UCS, Juliano Gimenez, destacou o alcance nacional dos trabalhos executados pelo instituto, como a capacitação de 13 mil gestores públicos, de todo o país, em saneamento, e a contribuição com o desenvolvimento das pessoas, pelo aumento do capital intelectual. DESTAQUE NACIONAL – Diretora do ISAM desde março de 2010, Vania Schneider lembrou os trabalhos em parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca), como a implantação do sistema de coleta seletiva, que ajudaram a colocar o município no primeiro lugar nacional em gestão de resíduos sólidos. A professora também valorizou o trabalho das cerca de 300 pessoas, entre professores e estudantes, que passaram pelo instituto ao longo de suas duas décadas. Pioneira em estudos e docência na área ambiental na UCS que viriam a resultar na criação do ISAM (em 17 de março de 1999), a professora Susana De Conto enfatizou a importância do incentivo do poder público às pesquisas e projetos do instituto, contribuindo para a produção de conhecimento e para a projeção de Caxias do Sul como referência ambiental.

SERVIÇOS O ISAM-UCS atua desde 1999 na execução de projetos, pesquisas, consultorias e prestação de serviços, atendendo setor público, empresas e instituições privadas. As principais ações são: l Estudos e pesquisas em gestão de resíduos

sólidos, líquidos e gasosos.

l Gestão e planejamento ambiental. l Gestão de recursos hídricos. l Assessoria, consultoria e educação ambiental

para os setores público e privado.

Monitoramento de sistemas de tratamento de resíduos. l

Elaboração de planos ambientais municipais, de resíduos sólidos e de saneamento básico. l

Orientação técnica e diagnósticos sobre geração de resíduos, monitoramento ambiental e saneamento. l

Elaboração de materiais didáticos e de cursos a distância. l

Produção técnica, científica e tecnológica e divulgação do conhecimento gerado em atividades de pesquisa, serviços e extensão. l


fotos Claudia Velho/UCS

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