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Jornal Europeu_6_European Journal_6_june 2021

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JORNAL EUROPEU AECCB EUROPEAN JOURNAL

The Future of Europe O Futuro da Europa Collaborative Multilingual School Experience Experiência Escolar Colaborativa e Multilingue


JORNAL EUROPEU AECCB EUROPEAN JOURNAL

FICHA TÉCNICA Diretor Coordenadores

Edição e Design Gráfico Revisão

Participação Especial

Alunos Colaboradores

Capa

Carlos Teixeira Clube Europeu Equipa de Internacionalização de Projetos Escola Embaixadora do Parlamento Europeu Carla Machado

Carla Machado, Conceição Costa, Judite Costa, Pedro Afonso, Sérgio Martins Duarte M. M. Martins, Elsa Mendanha, Luiza Crivat, Mariana Marques, Nicole Wieringa, Paulo Cunha, Rui Loureiro, Virginia Braescu Álvaro Castro, Carolina Afonso, Inês Galas, 10.ºD Maria Barbosa

Apoio: ERASMUS +

CONTACTOS Rua Padre Benjamin Salgado, 4760-412, Vila Nova de Famalicão 252 501 390 | escolaembaixadorapeaeccb@gmail.com www.eepe.aeccb.pt


EDITORIAL

O Futuro da Europa Para atingirmos o futuro, na imensurável dimensão do tempo, não temos outra alternativa, senão em viver o presente, ao qual chegamos através de um passado com mais ou menos obstáculos. Partindo desta afirmação, peço-vos compreensão pelo facto de vos recordar o início do editorial de uma das edições anteriores do Jornal Europeu, dedicado aos Valores Europeus. Faço-o, pois entendo que não há futuro sem valores, sem conhecimento profundo da nossa história, de quem somos, dos nossos êxitos e fracassos, a chamada “lição da história”. Recordemos: Como se encontra plasmado no artigo 2.º do Tratado da União Europeia, os valores essenciais em que se funda a União são: o respeito pela dignidade humana, a liberdade; a democracia; a igualdade; o Estado de direito; o respeito pelos direitos humanos, incluindo os direitos das pessoas pertencentes a minorias. O caminho, que noz conduziu a estes valores, tem sido longo, com avanços e recuos, como o estudo da história dos povos nos revela e da história da Europa em particular. A este propósito, porque o conhecimento nunca é demais, em tempos tive a oportunidade visitar, em Bruxelas, “A Casa da História Europeia” (visitem nem que seja virtualmente- https://historia-europa.ep.eu/pt/bemvindo-casa-da-historia-europeia) onde somos convidados a viajar, a imergirmos o nosso pensamento no mais profundo do que é ser europeu. Muito mais do que uma condição geográfica, é, sobretudo, a partilha de um berço único de humanismo que nos conduziu à unidade na diversidade. Como são importantes estes momentos de forte impacto na consciência individualista, que tende a negligenciar a unidade dos valores humanistas, valores essenciais que foram objeto

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de uma aturada reflexão e debate por pensadores, filósofos e políticos, desde a Ágora Ateniense ao Parlamento Europeu. Será a partir dos valores essenciais europeus, do conhecimento de pensadores, filósofos e políticos que podemos pensar o futuro da europa, sem a leviandade do panfletismo mediático, da vertigem da ação por reação, em contraponto com a ação estruturada em princípios, valores, com conhecimento, que de forma prospetiva, avalia as consequências das decisões presentes e o seu impacto no futuro. Claramente que tudo isto só se constrói com cidadãos informados e com capacidade de pensar. Aqui o papel da escola é fundamental, pelo que, os diferentes programas comunitários, nomeadamente o Erasmus+, deverão promover uma Europa do Conhecimento, que funda: “uma Europa segura e protegida onde os cidadãos possam circular livremente, com fronteiras externas seguras e uma política de migração eficiente; uma Europa próspera e sustentável que promova o crescimento continuado e sustentável, com um mercado único forte; uma Europa social que combata o desemprego, a discriminação, a exclusão social e a pobreza; uma Europa mais forte no plano mundial, que desenvolva as parcerias existentes e estabeleça novas parcerias, empenhada em reforçar a sua política comum de segurança e defesa”1. Carlos Teixeira,

diretor do AECCB 1https://www.consilium.europa.eu/pt/policies/eu -future-reflection/

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EDITORIAL

The Future of Europe

the object of careful reflection and debate by thinkers, philosophers and politicians, from the Athenian Agora to the European Parliament. It will be from the essential European values, from the knowledge of thinkers, philosophers and politicians that we can think about the future of Europe, without the levity of media leaflets, the vertigo of action by reaction, as opposed to action structured in principles, values, with knowledge, which prospectively assesses the consequences of present decisions and their impact on the future. Clearly, all of this is only built with informed citizens with the capacity to think. Here, the role of the school is fundamental, which is why the different community programs, namely Erasmus +, should promote a Europe of Knowledge, which is founded: “a safe and protected Europe where citizens can move freely, with secure external borders and an efficient migration policy; a prosperous and sustainable Europe that promotes continued and sustainable growth, with a strong single market; a social Europe that combats unemployment, discrimination, social exclusion and poverty; a stronger Europe at the global level, building on existing partnerships and establishing new partnerships, committed to strengthening its common security and defense policy ” 1.

To reach the future, in the immeasurable dimension of time, we have no alternative but to live in the present, to which we arrived through a past with more or less obstacles. Starting from this statement, I ask you to understand the fact that I remind you of the beginning of the editorial of one of the previous editions of the European Journal, dedicated to European Values. I do so, because I understand that there is no future without values, without a deep knowledge of our history, of who we are, of our successes and failures, the so-called “history lesson”. Remember: As set out in Article 2 of the Treaty on European Union, the essential values on which the Union is founded are: respect for human dignity, freedom; democracy; equality; the rule of law; respect for human rights, including the rights of persons belonging to minorities. The path that led to these values has been a long one, with advances and setbacks, as the study of the history of peoples reveals to us and the history of Europe in particular. In this regard, because knowledge is never too much, I once had the opportunity to visit, in Brussels, “The House of European History” (visit even if it is virtually - https://historia-europa.ep.eu/en/bem vent-house-of-european-history) where we are invited to travel, to immerse our thinking in the deepest of what it is to be European. Much more than a geographical condition, it is, above all, the sharing of a unique cradle of humanism that has led us to unity in diversity. How important are these moments of strong impact on individualistic consciousness, which tends to neglect the unity of humanistic values, essential values that have been

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Carlos Teixeira,

AECCB principal 1https://www.consilium.europa.eu/pt/policies/eu -future-reflection/

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MUNICÍPIO

Olhar o futuro com confiança e otimismo De acordo com o Eurobarómetro do primeiro trimestre de 2021 recentemente divulgado, os cidadãos europeus consideram que a União Europeia está em melhor posição para responder aos desafios atuais e garantir oportunidades futuras. Especialmente dedicado à conferência sobre o Futuro da Europa, o último Eurobarómetro revela ainda que os jovens portugueses são dos mais confiantes no futuro da Europa, como noticiou a RTP. Ora, num ano marcado pela pandemia da Covid 19 e num tempo em que os jovens olham para o seu futuro com genuína inquietação, nomeadamente no que diz respeito às possibilidades de emprego e às oportunidades de carreira, esta confiança no futuro da Europa só pode ser um bom sinal e uma perspetiva positiva do que aí vem. O projeto europeu tem a confiança dos jovens portugueses e para isso contribuiu certamente a forma como as escolas e as instituições locais, em Portugal, se envolvem nos projetos europeus para a juventude e nas ações que valorizam e trazem novas experiencias aos cidadãos mais novos. Exemplo disso mesmo é o projeto “Ser Europa” que é promovido em Vila Nova de Famalicão, pelo município e se destina aos jovens do concelho que frequentam as escolas do 3º ciclo e ensino secundário. Semanalmente, jovens com idades entre os 13 e os 21 anos reúnem-se para discutir questões relacionadas com a Educação para a Cidadania Europeia e desenvolvem, de forma concertada, nas suas comunidades educativas e em parceria com entidades locais, projetos de intervenção cívica centrados no voluntariado e em pequenas ações de investigação sobre as temáticas dos Objetivos do

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Desenvolvimento Sustentável 2030 e Educação para a Cidadania Global. Os jovens envolvidos estão integrados em grupos de capacitação, em espaços de trabalho cooperativo denominados de Clubes Europa Aventura, todos eles ligados em rede. É um projeto de grande mérito que contribui para criar um forte espírito europeu entre os seus membros. Para além disso, o projeto promove, com o apoio das entidades competentes, ações de dinamização tendentes a uma melhor informação sobre a Europa Comunitária, nomeadamente, aspetos geográficos, históricos, culturais, económicos e as próprias instituições e promover o conhecimento do património cultural e natural da Europa e dos problemas contemporâneos que a Europa enfrenta. É certo que o futuro da Europa passa pelo fortalecimento da cooperação entre os jovens europeus, bem como por um aumento do investimento na educação e na preparação dos cidadãos mais novos para o ingresso no mercado de trabalho. Só através destes programas e iniciativas na área da juventude é possível olhar para o futuro com confiança e otimismo. Paulo Cunha,

Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão

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MUNICÍPIO

Looking to the future with confidence and optimism According to the recently released Eurobarometer for the first quarter of 2021, European citizens consider the European Union to be in a better position to respond to current challenges and ensure future opportunities. Especially dedicated to the conference on the Future of Europe, the latest Eurobarometer also reveals that young Portuguese people are among the most confident in the future of Europe, as reported by RTP. Now, in a year marked by the Covid 19 pandemic and at a time when young people look to their future with genuine concern, particularly with regard to job opportunities and career opportunities, this confidence in Europe's future can only be a good sign and a positive outlook for what's coming. The European project has the confidence of Portuguese young people and that certainly contributed to the way in which schools and local institutions in Portugal get involved in European projects for youth and in actions that value and bring new experiences to younger citizens. An example of this is the “Ser Europa” project, which is promoted in Vila Nova de Famalicão, by the municipality and is aimed at young people in the municipality who attend elementary and secondary schools. Every week, young people aged between 13 and 21 meet to discuss issues related to Education for European Citizenship and develop, in a concerted manner, in their educational communities and in partnership with local entities, civic intervention projects centered on the volunteering and small research actions on the themes of the 2030 Sustainable Development Goals and Education for Global Citizenship. The young people involved are integrated in training groups, in cooperative work spaces called Clubs Europa Aventura, all of them connected through a network. It is a project of great merit that contributes to creating a strong European spirit among its members. In addition, the project promotes, with the support of the competent entities, actions to promote better information on the European Community, namely, geographic, historical, cultural, economic aspects and the institutions themselves, and to promote knowledge of the cultural heritage of Europe and the contemporary problems that Europe faces. It is true that Europe's future depends on strengthening cooperation among young Europeans, as well as increasing investment in education and preparing younger citizens for entry into the labor market. Only through these programs and initiatives in the youth field is it possible to look to the future with confidence and optimism. Paulo Cunha,

Mayor of Vila Nova de Famalicão

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a·ti·vi·da·de |ât| (latim activitas, -atis, significação ativa [do verbo]) nome feminino 1. Qualidade do que é ativo. ≠ INATIVIDADE 2. Faculdade de exercer a ação. 3. Exercício ou aplicação dessa capacidade (ex.: atividade física). 4. [Figurado] Prontidão, rapidez. 5. [Figurado] Vigor, energia. ≠ INATIVIDADE, INÉRCIA 6. Ocupação profissional. = PROFISSÃO 7. Realização de uma função ou operação específica (ex.: atividade industrial). 8. Funcionamento, laboração (ex.: a fábrica já não está em atividade). 9. Fenómeno ou processo natural (ex.: atividade sísmica).


ATIVIDADE

AECCB - EB Júlio Brandão vence o concurso “Eu Sou Europeu”

AECCB - EB Júlio Brandão wins the contest “Eu Sou Europeu” The Júlio Brandão Intermediate School, in Vila Nova de Famalicão, was the winner of the contest "Eu Sou Europeu" - 2020/2021 edition. “The quality of participation reflects the exercise of active citizenship, contributing to the construction of a Europe that is intended to be closer to its citizens” European Public Space (EPE) The "Eu Sou Europeu" contest is an initiative of the European Commission Representation in Portugal (RCE), integrated into the activities of the Europa Area (EE), and consists of an assessment knowledge on relevant European Union (EU) themes acquired, namely in the field of information session given to students, this year, in a distance session. The competition aims the assessement on relevant European Union themes, namely in the: EU history, European countries symbols, EU enlargements (namely Portugal´s entrance), role and functioning institutions, values, principles and the rights of European citizens. The following students participated in this edition: Afonso Faria (8º13), Afonso Machado (9º2), Álvaro Castro (9º4), Bárbara Moreira (9º1), Carolina Afonso (9º3), Carolina Vilas Boas (9º1), Eduardo Lucas (9º5) , Gonçalo Ribeiro (9º3), Inês Costa (9º3), José Afonso Silva (8º1), José Carvalho (9º4), Luís Sousa (8º11), Miguel Sousa (8º11), Nuno Pedrosa (8º11), Rodrigo Ferrão (9º1), Rodrigo Ribeiro (8º11), Tiago Oliveira (9º3).

A Escola Básica Júlio Brandão, em Vila Nova de Famalicão, foi a vencedora do concurso "Eu Sou Europeu" - edição 2020/2021. “A qualidade da participação reflete o exercício de uma cidadania ativa, contribuindo para a construção de uma Europa que se pretende próxima dos cidadãos” – Espaço Público Europeu (EPE) O concurso "Eu sou Europeu" é uma iniciativa da Representação da Comissão Europeia em Portugal (RCE), integrado nas atividades do Espaço Europa (EE), e consiste numa avaliação dos conhecimentos sobre temas relevantes da União Europeia (UE) adquiridos, nomeadamente na sessão de informação ministrada aos alunos, este ano, em sessão à distância. O concurso visa avaliar o nível de conhecimentos dos jovens sobre: história da UE, símbolos europeus, alargamentos da UE (designadamente a adesão de Portugal), papel e funcionamento das instituições, valores, princípios e direitos dos cidadãos europeus. Participaram, nesta edição, os alunos: Afonso Faria (8º13), Afonso Machado (9º2), Álvaro Castro (9º4), Bárbara Moreira (9º1), Carolina Afonso (9º3), Carolina Vilas Boas (9º1), Eduardo Lucas (9º5), Gonçalo Ribeiro (9º3), Inês Costa (9º3), José Afonso Silva (8º1), José Carvalho (9º4), Luís Sousa (8º11), Miguel Sousa (8º11), Nuno Pedrosa (8º11), Rodrigo Ferrão (9º1), Rodrigo Ribeiro (8º11), Tiago Oliveira (9º3).

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ATIVIDADE

Este prémio é o reconhecimento da educação de elevada qualidade do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, responsiva às necessidades atuais dos alunos, nas suas idiossincrasias, e da sociedade local, regional, nacional, europeia e internacional. A participação no concurso “Eu sou europeu” foi um dos muitos desafios que o clube Europeu do AECCB abraçou neste ano letivo, procurando com estes não só uma construção colaborativa de conhecimento e de aprendizagens essenciais baseadas no perfil humanista do aluno e o desenvolvimento das competências de cidadania, mas também envolver toda a comunidade educativa em grupos de partilha e reflexão, promovendo iniciativas de cidadania, participação e extensão cultural ao nível da União Europeia. Representar toda uma comunidade educativa e um território comprometido com o exercício da cidadania europeia foi uma grande responsabilidade. A preparação para o concurso veio reforçar o trabalho que o Clube Europeu do Agrupamento desenvolve nas diversas dimensões da cidadania europeia. Aprofundar conhecimentos sobre os direitos e deveres da cidadania europeia, a importância de tratados e estratégias para os cidadãos europeus e a identidade histórica e cultural Europeia, é importante para a formação de jovens cidadãos europeus que no futuro sejam adultos autónomos, solidários, com uma conduta cívica responsável, que privilegie a igualdade nas relações interpessoais, a integração da diferença, o respeito pelo outro, com espírito democrático, pluralista, crítico e criativo, tendo como referência os valores dos direitos humanos. Construir uma cidadania comprometida com os valores da UE, promover a formação de cidadãos europeus ativos na tomada de decisões para o bem comum e contribuir para que cada vez mais jovens se sintam parte da comunidade a partir do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco é a nossa missão enquanto Escola Embaixadora do Parlamento Europeu. Vencer o concurso “Eu sou europeu” motivou-nos ainda mais para continuarmos, no Clube Europeu, a nossa missão e juntos construirmos uma comunidade e um território cada vez mais comprometidos com o projeto europeu. Todos enquanto cidadãos europeus pretendemos que a UE contribua para a construção de uma sociedade cada vez mais democrática, justa, solidária, inclusiva e coesa, em que cada cidadão europeu encontre respostas, potenciadas pelo desenvolvimento científico e tecnológico, aos desafios políticos, económicos, ambientais, sociais e culturais. O desenvolvimento sustentável deste projeto comum e a sua longevidade, a criação de uma única comunidade coesa e inclusiva de interesses e valores, em que a diversidade potencie a união, depende de cada um de nós, da nossa participação ativa na sua construção, consolidação, compromisso e comunicação. Assumimos de forma responsável estes complexos desafios! E estamos certos que juntos os venceremos. Álvaro Vieira de Castro

This award is the recognition of the high quality education of the Camilo Castelo Branco School Group, responsive to the current needs of students, in their idiosyncrasies, and of local, regional, national, European and international society. The participation in the contest “I am European” was one of the many challenges that the European Club of the AECCB embraced this school year, seeking with it not only a collaborative construction of knowledge and essential learning based on the humanist profile of the student and the development of skills of citizenship, but also to involvement of the entire educational community in sharing and reflection groups, promoting initiatives of citizenship, participation and cultural extension at the level of the European Union. Representing an entire educational community and a territory committed to the exercise of European Citizenship was a great responsibility.

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ATIVIDADE

The preparation for the competition reinforced the work that the European Club develops in the different dimensions of European citizenship. Deepening knowledge about the rights and duties of European citizenship, the importance of treaties and strategies for European citizens and the European historical and cultural identity is important for the formation of young European citizens who in the future will be autonomous, supportive adults, showing solidarity and a responsible civil condut, which privileges equality in interpersonal relationships, the integration of differences, respect for others, with a democratic, pluralist, critical and creative spirit, with reference to the values of human rights. Building a citizenship committed to the EU values, promoting the formation of European citizens who are active in decision-making for the common good so that more and more young people feel part of the community through the Camilo Castelo Branco Schools Group. This is our mission as European Parliament Ambassador School. Winning the contest “I am European” motivated us even more to continue our mission in the European Club and together build a community and a territory increasingly committed to the European project. As European citizens, we all want the EU to contribute to the construction of an increasingly democratic, fair, solidary, inclusive and cohesive society, in which every European citizen finds answers, boosted by scientific and technological development, to political, economic and environmental challenges , social and cultural challenges. The sustainable development of this common project and its longevity, the creation of a single cohesive and inclusive community of interests and values, in which diversity enhances union, depends on each one of us, on our active participation in its construction, consolidation, commitment and communication. We responsibly take on these complex challenges! And we are sure that together we will overcome them. Álvaro Vieira de Castro

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ATIVIDADE

ESCCB conquista o 3º lugar nacional no concurso Euroscola ESCCB conquista o 3º lugar nacional no concurso Euroscola. O Euroscola é um Programa criado pelo Parlamento Europeu no âmbito da cidadania dirigido aos alunos do ensino secundário e que consiste na simulação do trabalho dos Deputados no Parlamento Europeu. Ao abrigo do Programa Euroscola criado pelo Parlamento Europeu é desenvolvido o Euroscola nacional, organizado pelo Instituto Português do Desporto e Juventude e pelo Gabinete de Ligação do Parlamento Europeu em Portugal, com a participação da Assembleia da República, das Assembleias Legislativas e Direções Regionais de Juventude dos Açores e Madeira. O Euroscola inicia-se todos os anos em janeiro, começando na sessão distrital ou regional, sendo escolhida uma escola para a sessão nacional e finalmente, o Parlamento Europeu acolhe estudantes de todos os Estados Membros da União Europeia. Podem candidatar-se ao Euroscola escolas participantes no Parlamento dos Jovens. Cada escola candidata deverá inscrever dois alunos matriculados no 10º ou 11º ano. Nesta edição, a ESCCB foi representada pelas alunas Clara Martins e Margarida Cunha, ambas a frequentar o 11.º ano, tendo desenvolvido um trabalho sobre o tema “Cidadania e participação jovem, qual o papel das novas tecnologias?”. As alunas desenvolveram um trabalho notável, tendo alcançado o 1.º lugar regional e o 3.º nacional.

ESCCB wins the 3rd national place in the Euroscola contest ESCCB wins the 3rd national place in the Euroscola contest. Euroscola is a program created by the European Parliament in the scope of citizenship aimed at secondary school students and which consists of simulating the work of European Parliament Members. Under the Euroscola Program created by the European Parliament, the national Euroscola is developed, organized by the Portuguese Institute of Sport and Youth and by the Liaison Office of the European Parliament in Portugal, with the participation of the Assembly of the Republic, Legislative Assemblies and Regional Youth Directorates Azores and Madeira. Euroscola starts every year in January with a district or regional session, a school is chosen for the national session and finally, the European Parliament welcomes students from all Member States of the European Union. Schools participating in the Youth Parliament can apply to Euroscola. Each applicant school must enrol two students from the 10th or 11th grade. In this edition, ESCCB was represented by the students Clara Martins and Margarida Cunha, both attending the 11th grade, having developed a work on the theme “Citizenship and youth participation, what is the role of new technologies?”. The students developed a remarkable work, having reached the 1st regional and the 3rd national place.


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“PUNTU”

"PUNTU"

UMA PONTE DE ESPERANÇA ENTRE FAMALICÃO E GUINÉ-BISSAU

A BRIDGE OF HOPE BETWEEN FAMALICÃO AND GUINEA-BISSAU

No âmbito do combate à iliteracia e incentivo à leitura, a Humanitave em colaboração com o Clube Europeu do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco promoveu uma campanha de angariação de livros que decorreu no agrupamento, entre os dias 24 e 31 de maio. Esta doação, para além de ampliar o acervo de algumas bibliotecas já existentes e criar outras nas escolas da Guiné-Bissau, tem como propósito alargar o acesso dos alunos à leitura, à sua recreação e ao desenvolvimento de competências associadas, melhorando, deste modo, os índices de aprendizagem e a evolução dos alunos. Imbuídos no lema desta iniciativa, Unidos por esta ponte, chegaremos todos mais longe, a comunidade educativa aderiu a esta campanha solidária, de forma muito positiva, através da construção “literal” de uma ponte de livros no átrio da escola secundária que ajudará a promover e a democratizar o acesso à leitura na Guiné -Bissau.

In the context of combating illiteracy and encouraging reading, Humanitave, in collaboration with the European Club of the Camilo Castelo Branco Schools Group, promoted a book-raising campaign that took place among the school community, between the 24th and 31st of May. This donation, in addition to expanding the collection of some existing libraries and creating others in schools in Guinea-Bissau, aims to increase students' access to reading, recreation and the development of associated skills, thus improving learning rates and students' evolution. Imbued with the motto of this initiative, United by this bridge, we will all go further, the educational community has joined this solidarity campaign, in a very positive way, through the “literal” construction of a bridge of books in the high school's atrium that will help to promote and to democratize access to reading in Guinea-Bissau. Pedro Afonso

Pedro Afonso

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O AECCB é embaixador do Pacto Europeu para o Clima Qual é o papel dos embaixadores? Sensibilizar pessoas e/ou organizações ainda não envolvidas na ação climática Dinamizar, inspirar e apoiar a ação climática no âmbito das suas comunidades e redes Dar o exemplo no domínio da ação climática e da proteção do ambiente Funcionar com uma ponte entre a sociedade civil, as partes interessadas e a Comissão Europeia Que tipo de atividades se espera que os embaixadores levem a cabo? Falar das alterações climáticas no contexto de contactos e atividades regulares, especialmente com aqueles que ainda não estão envolvidos na ação climática Defender a causa a nível nacional, regional e local a fim de persuadir os poderes públicos, as escolas, as organizações e as empresas a empenharem-se na ação climática e a assumirem compromissos ambiciosos em matéria de clima Sensibilizar as comunidades locais, especialmente os grupos vulneráveis e com baixos rendimentos, através de mensagens e atividades no domínio da ação climática adaptadas ao contexto, aos desafios e às necessidades locais Partilhar conhecimentos científicos fiáveis e sensibilizar para temas relacionados com as alterações climáticas, por exemplo, através da organização de eventos e debates temáticos presenciais e na Internet, da realização de campanhas nos meios de comunicação social e nos média sociais, da disponibilização de dados e conhecimentos especializados sobre o clima e da partilha de histórias relacionadas com as alterações climáticas, bem como da procura de novos canais e formas e de sensibilização para as alterações climáticas Organizar atividades relacionadas com a ação climática e ambiental, por exemplo, campanhas de plantação de árvores, balcões de informação, dias sem carro, etc. Estabelecer relações entre militantes do clima a nível local e outras redes e partes interessadas no país e na Europa Partilhar conhecimentos, nomeadamente através de formação interpares, para ajudar as pessoas interessadas a lançar ou a desenvolver iniciativas neste domínio Testar soluções climáticas para que possam ser replicadas e propagadas

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AECCB is a EU Climate Pact Ambassador What is the role of Ambassadors? Reach out to people and/or organisations who are not yet involved in climate action Inform, inspire and support climate action within their communities and networks Lead by example in climate action and in environmental protection Become a bridge between civil society, interested stakeholders and the European Commission What kind of activities can Ambassadors undertake in their role? Talking about climate change during regular interactions and activities, especially to those who are not yet involved in climate action Advocating at national, regional and local level in order to persuade public authorities, schools, organisations and businesses to commit to ambitious climate action and pledges Engaging with local communities, especially vulnerable and low-income groups, with climate action messages and activities adjusted to the local context, challenges and needs Sharing scientifically reliable knowledge and raising awareness on topics related to climate change, e.g. through organising online and offline events and thematic discussions, running campaigns in media and social media, offering data, expertise and stories related to climate change, finding new ways and channels to raise climate change awareness Organising activities related to climate and environmental action, e.g. planting trees, organising information desks, car free days, etc. Interconnecting local climate activists with other relevant networks and stakeholders, also across Europe Exchanging knowledge, e.g. through peer-to-peer training, to help anyone start or expand climate initiatives Testing climate solutions so that they can be replicated and spread

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CHÁ EUROPEU Um país regionalizado é um país retalhado? "Vinte e muitos anos após ter sido recusada em referendo, a regionalização é outra vez tema de debate. Grande parte dos intervenientes políticos mostra-se favorável à criação de regiões administrativas. Não faltam argumentos para defender a concretização de um objetivo que, para além do mais, está inscrito na Constituição. É menos fácil perceber os propósitos e os cuidados que deveriam guiar esta mudança na forma de governar o país. Menos fácil, mas melhor entendido, hoje, no Chá Europeu." - Clara Martins Este foi o mote para dar início ao 3.º Chá Europeu deste ano letivo que finda! Esta atividade, já com visibilidade europeia, contou com a presença da eurodeputada Lídia Pereira, do Vice-Presidente do Semestre Europeu e Diretor Geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição, Gonçalo Lobo Xavier, e do Vereador na Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa. "A melhor forma de falar com os jovens é dar-lhes as ferramentas necessárias para que possam tirar as próprias conclusões", refere Lídia Pereira, acrecentando que "a relação com as regiões e as autarquias locais é fundamental para alcançar esta proximidade e garantir que as políticas que são desenhadas de uma forma geral e flexível possam ser aplicadas em diferentes legislações europeias". Já Gonçalo Lobo Xavier, defende que "nós somos um país extraordinário e que para nos sentirmos europeus temos que gostar muito de Portugal". Explica que "o nosso país é altamente centralizado, em que as decisões são tomadas em Lisboa, mas que o país é totalmente diferente e que por isso tem que ser gerido de modo diferente e as opções de construir um hospital, uma estrada, têm que ser tomadas pelas pessoas que estão a viver nas zonas, não por alguém que está em Lisboa e que não conhece o país". Altino referiu que "devemos ter orgulho da nossa capital, pois é lá, como em outros países, onde devem estar os poderes nacionais, o que não é contrário a uma regionalização administrativa, que permita que os centros de decisão estejam mais próximos dos cidadãos". O Chá Europeu contou ainda com momentos culturais protagonizados por alunos, desde o 1.º ciclo até ao 12.º ano. Mais uma atividade organizada por alunos do Clube Europeu e Escola Embaixadora do Parlamento Europeu.

EUROPEAN TEA Is a regionalized country a shredded country? "Twenty and many years after it was rejected in a referendum, regionalization is once again the subject of debate. A large part of the political actors are in favour of the creation of administrative regions. There is no lack of arguments to defend the achievement of an objective that is enshrined in the constitution. It is less easy to understand the purposes and care that should guide this change in the way of governing the country. Less easy, but better understood, today, in European Tea." - Clara Martins This was the motto to start the 3rd European Tea this school year, which has just ended! This activity, already with European visibility, was attended by the MEP Lídia Pereira, the Vice President of the European Semester and General Director of the Portuguese Association of Distribution Companies Gonçalo Lobo Xavier and the City Councilor of Braga, Altino Bessa. The best way to talk to young people is to give them the tools they need so they can draw their own conclusions, says Lídia Pereira, adding that the relationship with regions and local authorities is essential to achieve this proximity and ensure that the polices that are designed in a general and flexible way and can be applied in different European legislations.

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ATIVIDADE

Gonçalo Lobo Xavier argues that we are an extraordinary country and that in order to feel European we have to like Portugal a lot. He explains that our country is highly centralized, that decisions are taken in Lisbon, but that the country is totally different and therefore it has to be managed differently and the options to build a hospital, a road, have to be taken by the people who are living in those areas, not by someone who is in Lisbon and doesn't know the country. Altino said that we should be proud of our capital, as it is there, as in other countries, where national powers should be, which is not contrary to an administrative regionalization that allows decision-making centres to be closer to the citizens. The European Tea also had cultural moments carried out by students, from the 1st cycle to the 12th grade. This activity, which was organized by students from the European Club and the European Parliament Ambassador School was the culmination of a school year rich in activities and awards. CM


ERASMUS+ Foi alcançado o acordo político sobre o novo Programa Erasmus+ 2021-2027. O Erasmus+ é uma verdadeira história de sucesso a nível europeu, repetidamente identificado como uma das iniciativas mais bem-sucedidas da UE. Desde a sua criação, em 1987, o programa cresceu consideravelmente e abrange agora todos os setores da educação e formação, começando na educação e acolhimento na primeira infância, passando pelo ensino escolar, o ensino e formação profissionais, o ensino superior e terminando na educação de adultos. Além disso, apoia a cooperação em matéria de política de juventude e promove a prática desportiva. Com um orçamento específico de mais de 26 mil milhões de euros, constituído por 24,5 mil milhões de euros a preços correntes e um complemento adicional de 1,7 mil milhões de euros a preços de 2018, o novo programa será não só mais inclusivo e inovador, mas também mais digital e mais ecológico.


ERASMUS+

PLAY AND LEARN IN NATURE O Projeto “Play and Learn in Nature” (PLIN), do programa Erasmus+, é um projeto direcionado para a educação pré-escolar, coordenado pelo AECCB e tem como parceiros os jardins-de-infância: Predškolska ustanova „Naša radost”, da Sérvia; Zespół Szkoły Podstawowej i Przedszkola w Czechach, Zduńska Wola, da Polónia; Escola Dječji vrtić Varaždin, Varaždin, da Croácia; e Osnovna sola Miklavz na Dravskem polju, da Eslovénia. Os principais objetivos deste projeto visam: Fomentar mudanças de ação do staff e das crianças na sua relação com a natureza; aumentar o tempo de brincadeira em espaços verdes exteriores; promover práticas de educação ambiental para prevenir a desflorestação; incentivar o cultivo de hortas biológicas nas escolas; fomentar práticas de preservação da biodiversidade; promover o cumprimento dos ODS, nomeadamente o ODS-15. Tem como objetivos adicionais ter profissionais mais informados, formados e atentos para as questões ambientais; envolver as famílias e as associações locais num foco comum, valorizando as aprendizagens com práticas ambientais; incentivar o staff a melhorar sua comunicação no idioma inglês e suas competências profissionais; partilhar novas metodologias com os parceiros europeus e criar recursos próprios que favoreçam as aprendizagens. Assim, durante dois anos, de dezembro de 2020 a novembro de 2022, e tal como o nome indica, o principal enfoque do PLIN vai fomentar aprendizagens em contexto natural, onde a criança faça parte ativamente deste processo e a comunidade se envolva na promoção deste ambiente educativo. Elsa Mendanha

PLAY AND LEARN IN NATURE The “Play and Learn in Nature” Project (PLIN), from the Erasmus+ program, is a project aimed at preschool education, coordinated by the AECCB and partners with kindergartens: Predškolska ustanova „Naša radost”, from Serbia; Zespół Szkoły Podstawowej i Przedszkola w Czechach, Zduńska Wola, from Poland; Dječji vrtić Varaždin School, Varaždin, Croatia; and Osnovna sola Miklavz na Dravskem polju, from Slovenia. The main objectives of this project aim to: Foster changes in the actions of staff and children in their relationship with nature; increase play time in outdoor green spaces; promote environmental education practices to prevent deforestation; Encourage the cultivation of biological gardens in schools; foster biodiversity preservation practices; promote compliance with the SDGs, namely the SDG-15. And its additional objectives are to have professionals who are more informed, trained and attentive to environmental issues; involve families and local associations in a common focus, valuing learning with environmental practices; encourage staff to improve their communication in the English language and their professional skills; share new methodologies with European partners and create own resources that favor learning. Thus, for two years, from December 2020 to November 2022, and as the name implies, the main focus of PLIN will foster learning in a natural context, where the child is an active part of this process and the community is involved in promoting its educational environment. Elsa Mendanha

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PLIN Play and Learning in Nature Jogar e Aprender na Natureza

PLIN

O ensino pré-escolar no Futuro da Europa

Pre-school education in the future of Europe

Na Educação, a aprendizagem formal assenta nas aprendizagens não formais e informais e os ciclos de ensino alicerçam-se na Educação préescolar. Este nível de ensino tem o máximo destaque e reconhecimento no AECCB. De entre várias atividades destacamos o PLIN, Play and Learning in Nature, um projeto Inovador pelo envolvimento de alunos dos 3 aos 6 anos do Jardim de Infância de Seide. Tendo como Coordenadora do projeto a Educadora Elsa Mendanha, PLIN visa estimular as crianças a brincar em ambiente natural, partilhando entre parceiros internacionais brincadeiras de crianças, formas de brincar e de aprender através das brincadeiras em contacto com a natureza. A aliança entre as brincadeiras e a aprendizagem ao ar livre é o fundamento do projeto, que aplica vários métodos de aprendizagem ativa e participativa. Não só por este projeto, mas também, e pelos 32 anos de serviço com um trabalho de excelência, inovador, inclusivo e sustentável, a professora Elsa Mendanha é uma das dez finalistas do Global Teacher Prize, uma iniciativa promovida pela Fundação Varkey e reconhecida como o “Nobel da Educação”. Em Portugal, o prémio é fomentado pela associação “As Mentes Empreendedoras” e tem como promotor do projeto Afonso Reis, que esteve, esta terça-feira, em Vila Nova de Famalicão, para distinguir a professora finalista, numa sessão que decorreu na Casa das Artes e contou com a presença das crianças da sala da educadora Elsa. Estiveram ainda presentes a vereadora da Família do município de Famalicão, Sofia Fernandes, o diretor do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, Carlos Teixeira, entre outros.

In Education, formal learning is based on nonformal and informal learning and teaching cycles are based on pre-school education. This level of education has the maximum prominence and recognition in the AECCB. Among several activities, we highlight PLIN, Play and Learning in Nature, an innovative project for the involvement of students aged 3 to 6 from Seide Kindergarten. With the Educator Elsa Mendanha as Project Coordinator, PLIN aims to encourage children to play in a natural environment, sharing children's games among international partners, ways of playing and learning through games in contact with nature. The alliance between games and outdoor learning is the foundation of the project, which applies several methods of active and participatory learning. Not only for this project, but also for 32 years of service with excellent, innovative, inclusive and sustainable work, teacher Elsa Mendanha is one of the ten finalists of the Global Teacher Prize, an initiative promoted by the Varkey Foundation and recognized as the “Nobel of Education”. In Portugal, the award is promoted by the association “As Mentes Empreendedoras” and Afonso Reis, who is the promoter of this project, was In Vila Nova de Famalicão this Tuesday to distinguish the finalist teacher, in a session that took place at Casa das Artes and was attended by children from Elsa's classroom. Also present were the councilor of the Family of the municipality of Famalicão, Sofia Fernandes, the director of the Schools Group Camilo Castelo Branco, Carlos Teixeira, among others.

Play and Learning in Nature

Rosário Ferreira

(text dedicated to Pre-School Education and to the educator Elsa Mendanha in particular)

Rosário Ferreira

(texto dedicado ao Ensino Pré-Eescolar e à Educadora Elsa Mendanha em particular)

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PLIN Play and Learning in Nature JORNAL EUROPEU AECCB

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AECCB: Celebração do 25 de Abril e de Guernica Dia 26 de abril, pelas 15h, realizou-se mais um encontro internacional do projeto Erasmus+ "Mais Democracia Participativa, Mais Cidadania Ativa", com a abordagem das temáticas do Salazarismo, Revolução do 25 de Abril e Guernica, onde se tratou o valor da liberdade e se celebrou a paz e a democracia. O evento contou com os diretores das 3 escolas parceiras, com o presidente da Câmara Municipal de Basauri e com representantes do Governo Basco e da autarquia famalicense. Foi ressaltada a importância da educação, dos projetos educativos e das estratégias políticas locais, regionais, nacionais e europeias e do programa Erasmus+ na promoção de uma educação intercultural, internacional, para a democracia e a paz. Alunos dos 3 países apresentaram trabalhos informativos, reflexões, poemas, músicas, jogos, as suas impressões acerca da história dos parceiros. Os valores da liberdade ,da democracia, do respeito pelos direitos humanos e da paz não têm fronteiras. Juntos, continuamos a construir o futuro dos nossos alunos.

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AECCB: Celebration of the 25th of April and Guernica On April 26th, at 3 pm, another international meeting of the Erasmus+ project "More Participatory Democracy, More Active Citizenship" was held, addressing the themes of Salazarism, the 25th April Revolution and Guernica, where freedom was discussed and peace and democracy were celebrated. The event was attended by the principals of the 3 partner schools, the Mayor of Basauri and representatives of the Basque Government and the Famalicense municipality. The importance of education, educational projects and local, regional, national and European political strategies and the Erasmus+ program was highlighted in promoting intercultural, international education for democracy and peace. Students from the 3 countries presented informative works, reflections, poems, music, games and their impressions about the history of the partners. The values of freedom, democracy, respect for human rights and peace have no boundaries. Together, we continue to build the future of our students.

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THE ARTS RING Projeto Erasmus+ KA227 aproxima seis escolas europeias na promoção da comunicação através das artes “The Arts Ring” foi, recentemente, um dos cinco projetos nacionais, Erasmus+ KA227, aprovado para os anos 2021-2023. Este projeto inseriu-se numa candidatura extraordinária, lançada pela Agência Nacional Erasmus+, com o objetivo de responder aos constrangimentos criados pela situação pandémica no que se refere às artes e à cultura. Aliando este objetivo às dificuldades crescentes de comunicação num mundo de ruído, desenhou-se o presente projeto. Este é pautado por três objetivos chave: o desenvolvimento das competências comunicativas e expressivas dos alunos através da criatividade e inovação; promover tempo e espaço para a articulação entre o currículo formal e o currículo não formal; ser autossustentável através da partilha de competências práticas em articulação com associações locais que, num Arts Ring, "anel ou ringue das artes", amovível, envolva e divulgue as artes na comunidade. O AECCB, enquanto escola coordenadora, já iniciou, com grande proximidade, a colaboração com os parceiros das escolas CEIP Marismas del Tinto (Espanha), Anafartalar Ilkokulu (Turquia), 1o Dimotiko Sxoleio Alexandrias (Grécia), Scuola Secondaria di Primo Grado Antonino De Stefano (Itália) e SU "Sveti sveti Kiril i Metodii" (Bulgária). Cada país optou pela exploração de uma arte associada à sua herança cultural e proximidade privilegiada com entidades locais específicas. Assim, Espanha irá dinamizar atividades relacionadas com o Flamenco, Turquia irá explorar o teatro Karagoz e Hacivat, a escultura será abordada pela Grécia, a Itália, sendo a escola localizada na ilha da Sicília, irão debruçar-se sobre as artes ligadas ao sal, aos corais e às cerâmicas, a Bulgária irá promover a música folk e, finalmente, Portugal ficou com a responsabilidade de explorar as artes circenses.

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No Arts Ring, uma turma da Escola Conde S. Cosme, uma turma da Escola de Antas, três turmas da Escola Luís de Camões, uma turma da Escola Júlio Brandão, assim como alguns alunos dos cursos profissionais de Design Gráfico e Audiovisuais, serão exploradores, ativistas e visionários, num processo de capacitação individual, em prol do desenvolvimento da comunicação e defesa das diferentes artes. A par da apresentação do projeto junto dos alunos envolvidos e respetivas famílias, bem como a construção e votação de um logótipo para o projeto, cada escola encontra-se num processo de estabelecimento de parcerias com instituições locais que nos ajudarão a dinamizar cada uma das artes. Caminhamos com um compromisso partilhado: Juntos na defesa das artes pela Europa Avrupa'da sanatın korunmasında beraberiz Insieme per la difesa delle arti in Europa Заедно да защитим изкуствата в Европа Juntos por la defensa de las artes em Europa Μαζί στην υπεράσπιση των τεχνών μέσω της Ευρώπης

Rui Loureiro

Terapeuta da Fala Rosário Ferreira

Professora de Educação Especial

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THE ARTS RING Erasmus+ KA227 project brings together six European schools in promoting communication through the arts “The Arts Ring” was recently one of the five national KA227 Erasmus+ projects approved for the years 2021-2023. This project was part of an extraordinary application, launched by the National Erasmus+ Agency, with the aim of responding to the constraints created by the pandemic situation with regard to arts and culture. Combining this aim with the growing difficulties of communication in a world of so much noise, this project was built. It is guided by three key objectives: to develop students' communicative and expressive skills through creativity and innovation; to promote time and space for the articulation between the formal curriculum and the non-formal curriculum; to be self-sustainable through the sharing of practical skills in articulation with local associations that, in an Arts Ring, a removable "ring", involve and disseminate the arts in the community. The AECCB, as the coordinating school, has already started, in close proximity, the collaboration with the CEIP partners Marismas del Tinto (Spain), Anafartalar Ilkokulu (Turkey), 1st Dimotiko Sxoleio Alexandrias (Greece), Scuola Secondaria di Primo Grado Antonino De Stefano (Italy) and SU "Sveti sveti Kiril i Metodii" (Bulgaria). Each country chose to explore an art, associated with its cultural heritage and privileged proximity to specific local entities. Spain will share activities related to Flamenco, Turkey will explore the Karagoz and Hacivat theater, sculpture will be approached by Greece; Italy, with the school located on the island of Sicily, will focus on the arts related to salt, corals and ceramics; Bulgaria will promote folk music and, finally, Portugal took the responsibility to explore the circus arts. At the Arts Ring, a class from Conde S. Cosme school, a class from Antas school, three classes from Luís de Camões school, one class from Júlio Brandão school, as well as some students from the professional courses of Graphic Design and Audiovisuals, will be explorers, activists and visionaries, in a process of individual training, in favour of the development of communication and defense of the different arts. Along with the presentation of the project to the involved students and their families, as well as the construction and voting of a logo for the project, each partner school is in the process of establishing partnerships with local institutions that will help us to explore all the arts. We are moving towards with a shared commitment: Juntos na defesa das artes pela Europa Avrupa'da sanatın korunmasında beraberiz Insieme per la difesa delle arti in Europa Заедно да защитим изкуствата в Европа Juntos por la defensa de las artes em Europa Μαζί στην υπεράσπιση των τεχνών μέσω της Ευρώπης Rui Loureiro

Speech and Language Therapist Rosário Ferreira

Special Needs Teacher JORNAL EUROPEU AECCB

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O Futuro da Europa – Sim, nós Podemos: Acima e Além Die Zukunft Europas – Ja, wir können: darüber hinaus Будућност Европе - да можемо: изнад и шире The Future of Europe – Yes We Can: Above and Beyond Os projetos Internacionais, nomeadamente o projeto Erasmus+ Yes We Can, Above and Beyond espelham um dos compromissos da presidente Ursula von der Leyen no que corresponde ao dar mais voz aos europeus sobre a ação da União Europeia, sobre a forma como esta trabalha, permitindo-lhes participar, independentemente de quem sejam e onde quer que se encontrem. Ora, os alunos com Necessidades Específicas envolvidos no projeto Yes We Can, do AECCB, da Schule am Bienwaldring, Berlim, e da Medicinska skola Beograd, têm a oportunidade de participarem em todas as atividades do projeto, inseridos no programa Erasmus+, e em paralelo apropriam-se do conhecimento sobre o que é a Europa, a União Europeia e sobre os seus direitos e deveres democráticos e de participação. Este conhecimento é estendido aos seus familiares pelo envolvimento direto ao projeto, quer nas reuniões preparatórias e de planeamento, quer na intervenção direta em várias das atividades. Para os alunos, as limitações ao nível das áreas adaptativas (comunicação, autonomia, lazer, segurança, emprego, doméstica, escolar e autossuficiência na comunidade) são uma realidade. Com o seu envolvimento neste projeto Erasmus+, Yes We Can, Above and Beyond, exercitam em conjunto com outros pares de outras culturas e realidades, as vertentes funcionais da aprendizagem, as experiências, um planeamento estruturado, um desenvolvimento organizado e produtos passíveis de transferibilidade para outros contextos. A interação multicultural, multilingue presente sobretudo nas mobilidades capacitá-los-á ao nível da diversidade dos povos, usos e costumes, língua, países e dimensão europeia, numa aprendizagem formal e pragmática.

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Neste projeto, Yes We Can, os jovens em particular são incentivados a participar e a partilhar as ideias entre si no sentido da sua capacitação individual e social. As suas ideias e experiências serão vertidas nas atividades de disseminação, eventos diversos e nos trabalhos realizados, físicos e digitais, e chegarão a diferentes autoridades a nível europeu, nacional, regional e local, bem como a sociedade civil e outras organizações. Este é um aspeto de crucial importância: a participação ativa dos jovens, de forma inclusiva e equitativa, princípios base do projeto Yes We Can. Temos, portanto, um projeto que estimula a participação e o envolvimento Europeu. Rosário Ferreira, , Rui Loureiro, Ulrike Suchantke, Birgit-schwickert, Sandra Mitrovic

O Futuro da Europa – Sim, nós Podemos: Acima e Além Die Zukunft Europas – Ja, wir können: darüber hinaus Будућност Европе - да можемо: изнад и шире The Future of Europe – Yes We Can: Above and Beyond The international projects, namely the Erasmus+ Yes We Can, Above and Beyond project, mirror one of President Ursula von der Leyen's commitments in giving more voice to Europeans about the action of the European Union, about the way it works, allowing people to participate, regardless of who they are and wherever they are. Now, students with Specific Needs involved in the Yes We Can project, from the AECCB, Schule am Bienwaldring, Berlin, and Medicinska skola Beograd, have the opportunity to participate in all project activities, as part of the Erasmus+ program, and in parallel they appropriate knowledge of what Europe is, the European Union and their democratic and participatory rights and duties. This knowledge is extended to their families through direct involvement in the project, either in preparatory and planning meetings, or in direct intervention in several of the activities. For students, limitations in terms of adaptive areas (communication, autonomy, leisure, safety, employment, domestic, school and community self-sufficiency) are a reality. With their involvement in this Erasmus+ project, Yes We Can, Above and Beyond, they exercise together with other peers from other cultures and realities, the functional aspects of learning, experiences, structured planning, organized development and transferable products to other contexts. The multicultural, multilingual interaction which is present above all in the mobilities will enable them in terms of the diversity of peoples, uses and customs, language, countries and European dimension, in a formal and pragmatic learning. In this project, Yes We Can, young people in particular are encouraged to participate and share ideas among themselves towards their individual and social empowerment. Their ideas and experiences will be fed into dissemination activities, diverse events and work carried out, both physically and digitally, and will reach different authorities at European, national, regional and local level, as well as civil society and other organizations. This is an aspect of crucial importance: the active participation of young people, in an inclusive and equitable way, which are the basic principles of the Yes We Can project. Therefore, we have a project that encourages European participation and involvement. Rosário Ferreira, , Rui Loureiro, Ulrike Suchantke, Birgit-schwickert, Sandra Mitrovic

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Seguidamente criaram-se espaços virtuais para que os trabalhos pudessem decorrer com a maior normalidade possível e que fossem ao mesmo tempo espaços de trabalho, lazer e partilha entre alunos e docentes envolvidos no projeto. Por último era necessário planificar e coordenar todas as inúmeras atividades previstas para que os trabalhos tivessem a qualidade esperada e os participantes alcançassem os objetivos traçados para esta mobilidade. A mobilidade decorreu durante três dias intensos, onde os alunos desempenharam um papel fundamental no sucesso desta iniciativa. O desenvolvimento da atividade revelou que as escolhas realizadas pela EIP, foram as acertadas e permitiram que os alunos e docentes realizassem as suas atividades com uma qualidade e fiabilidade muito interessante permitindo assim que se tivessem atingido os objetivos inicialmente traçados para a mobilidade presencial, mitigando o facto de esta ser online. A quantidade de meios técnicos usados, as formações formais e informais realizadas com todos os parceiros, as aplicações e programas utilizados foram uma aprendizagem partilhada por todos que em muito contribuiu para o sucesso da mobilidade. Algumas das soluções encontradas serão aplicadas por todos os envolvidos, alunos e docentes, no futuro. Por fim foi muito gratificante receber os maiores elogios por parte de todos os intervenientes externos pela forma como o AECCB montou esta operação de grande envergadura, pelo sucesso da mesma e as aprendizagens que esta proporcionou. Erasmus é, diversidade, aprendizagem, partilha, inovação, ousadia, conhecimento e sobretudo uma família que aprende em conjunto numa casa que se chama Europa.

Erasmus+ A mobilidade virtual como uma oportunidade de aprendizagem O Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco (AECCB), esteve este ano letivo confinado no que respeita aos projetos Erasmus, no entanto nunca se trabalhou tanto e de uma forma tão produtiva como este ano letivo que agora termina. A necessidade aguça o engenho, diz o povo e a verdade é que os projetos, sem estarem vacinados, tiveram uma dinâmica que o vírus não conseguiu atacar o que permitiu aos nossos alunos e professores, experiências únicas de partilha que em muito enriqueceram o seu currículo não formal. Neste artigo, vou falar da experiência mais arrojada que o AECCB fez em termos de programa Erasmus e que envolveu 180 alunos de 4 escolas e 30 docentes de três países diferentes do extremo ocidental ao extremo oriental da Europa. O projeto Erasmus+, Heritage Education Learning Program (HELP), estava a terminar e não havia possibilidade de se realizar a última mobilidade prevista para o AECCB. No início de março, devido ao estado pandémico em que todos os países participantes se encontravam, havia necessidade de tomar decisões, e por consenso, os parceiros optaram pela única via possível, a mobilidade virtual. Esta ficou prevista para 26 a 28 de maio. A Equipa de Internacionalização de Projetos do AECCB, logo começou a trabalhar num plano de ação para acomodar todas as atividades e participantes que estariam envolvidos neste evento que ao longo de 3 dias, teria um total de 30 horas de trabalho conjunto em quatro locais distintos, AECCB, Galatasaray Lisesi da cidade de Istambul na Turquia, Escola Secundária da Ribeira Grande na Ilha de S. Miguel nos Açores, SOU Dobri Daskalov na cidade de Kavadarci na Macedónia do Norte. A primeira decisão foi de escolher uma plataforma fiável e as aplicações que seriam utilizadas para que os trabalhos pudessem ser realizados e partilhados por todos de forma a promover o trabalho colaborativo e a aprendizagem pelos pares.

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Sérgio Martins

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Finally, it was necessary to plan and coordinate all the numerous activities planned so that the work had the expected quality and the participants reached the goals set for this mobility. The mobility took place over three intense days, where students played a key role in the success of this initiative. The development of the activity revealed that the choices made by EIP were the right ones and allowed students and teachers to carry out their activities with a very interesting quality and reliability, thus allowing the goals initially outlined for face-to-face mobility to be achieved, mitigating the fact that this was online. The number of technical means used, the formal and informal training carried out with all partners, the applications and programs used were a learning experience shared by all that greatly contributed to the success of the mobility. Some of the solutions found will be applied by all involved, students and teachers, in the future. Finally, it was very gratifying to receive the highest praise from all external stakeholders for the way in which the AECCB set up this large-scale operation, for the success of it and the learning it provided. Erasmus is, diversity, learning, sharing, innovation, daring, knowledge and above all a family that learns together in a house called Europe.

Erasmus+ Virtual mobility as a learning opportunity The Camilo Castelo Branco School Group (AECCB) suffered from confinement measures this school year regarding Erasmus projects, however it has never worked so hard and in such a productive way as this school year that has just ended. The need sharpens the ingenuity, the people say, and the truth is that the projects, without being vaccinated, had a dynamic that the virus was unable to attack, which allowed our students and teachers to share unique experiences that greatly enriched their informal curriculum. In this article, I am going to talk about the boldest experience that the AECCB had in terms of the Erasmus program, which involved 180 students from 4 schools and 30 teachers from three different countries from the extreme west to the extreme east of Europe. The Erasmus+ project, Heritage Education Learning Program (HELP), was coming to an end and there was no possibility of carrying out the last mobility planned for the AECCB. In early March, due to the pandemic state in which all participating countries found themselves, there was a need to take decisions, and by consensus, the partners chose the only possible path, virtual mobility. This was scheduled for May 26th to 28th. The AECCB Projects Internationalization Team soon began working on an action plan to accommodate all the activities and participants that would be involved in this event which, over 3 days, would have a total of 30 hours of joint work in four different locations, AECCB, Galatasaray Lisesi from Istanbul, Turkey, Ribeira Grande Secondary School on S. Miguel Island, Azores, SOU Dobri Daskalov from Kavadarci, Northern Macedonia. The first decision was to choose a reliable platform and the applications that would be used so that the work could be carried out and shared by all to promote collaborative work and peer learning. Subsequently, virtual spaces were created so that the work could take place as normally as possible and that they were at the same time spaces for work, leisure and sharing between students and teachers involved in the project.

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DEEPENING DEMOCRACY Novo projeto europeu em estreita colaboração com a associação juvenil YUPI "Deepening democracy" (em português “Aprofundar a democracia!”) é uma estratégia para melhorar a qualidade da democracia no contexto escolar que estabelece a base para um projeto de 24 meses coordenado pela associação juvenil YUPI em estreita parceria com o Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, Polónia (EPI e Liceum Ogolnoksztalcace w Kielcach) e Roménia (Asociatia Feedback PM-Brasov e Colegiul National de Informatica Grigore Moisil). "Deepening democracy!" visa contribuir para o reconhecimento da importância da cooperação entre sistemas educativos não formais e formais, a fim de oferecer aos jovens alunos uma educação mais integrada e permitir estratégias mais adequadas para uma vivência de democracia e cidadania mais práticas no contexto escolar enquanto ferramenta para a construção em sociedade. Os dois temas escolhidos pelos parceiros para as atividades locais em estreita cooperação entre os sectores não formal e formal são 1) Método de Sociocracia para uma tomada de decisão mais participada e inclusiva nas escolas e 2) Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para uma estratégia de sustentabilidade mais sólida das escolas envolvidas. Para este efeito, iremos desenvolver atividades de mobilidade para estudantes, professores, coordenadores de projetos e construir novos produtos como um jogo de mesa sobre o tema dos Objectios de Desenvolvimento Sustentável e um Guia para a Sociocracia nas Escolas, como resultados finais e inspiração para continuar a trabalhar e envolver mais escolas. O projecto é co-financiado pelo Erasmus+ Educação e Formação no âmbito do KA2 Educação Escolar. JORNAL EUROPEU AECCB

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New European project in close collaboration with the YUPI youth association "Deepening democracy" (in Portuguese "Aprofundar a democracia!") is a strategy to improve the quality of democracy in the school context that lays the foundation for a 24-month project coordinated by the YUPI youth association in close partnership with the Camilo Castelo Branco School Group, Poland (EPI and Liceum Ogolnoksztalcace w Kielcach) and Romania (Asociatia Feedback PM-Brasov and Colegiul National de Informatica Grigore Moisil). "Deepening Democracy!" aims to contribute to the recognition of the importance of cooperation between non-formal and formal educational systems, in order to offer young students a more integrated education and allow more appropriate strategies for a more practical experience of democracy and citizenship in the school context as a tool for construction in society. The two themes chosen by the partners for local activities in close cooperation between the nonformal and formal sectors are 1) Sociocracy Method for a more participatory and inclusive decision-making in schools and 2) Sustainable Development Goals for a stronger sustainability strategy for the schools involved. For this purpose, we will develop mobility activities for students, teachers, project coordinators and build new products such as a board game on the theme of Sustainable Development Objectives and a Guide to Sociocracy in Schools, as final results and inspiration to continue to work and involve more schools. The project is co-financed by Erasmus+ Educação e Formação under KA2 Educação Escolar. Mariana Marques

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ar·ti·go nome masculino 1. Subdivisão de um capítulo. 2. Assunto. 3. Conjuntura. 4. [Galicismo] Género (de comércio). 5. Ponto importante de crença religiosa. 6. [Imprensa] Escrito de certa extensão que se publica em jornal, revist a, etc. 7. Cláusula. 8. Cada uma das divisões de um contrato, estatutos, lei, etc. 9. [Gramática] Partícula gramatical que precede o substantivo (ex.: o, a , os, as, um, uma, uns, umas).


QUE É FEITO DE TI?

O meu nome é Rafaela Fontes e sou ex-aluna da Escola Secundária Camilo Castelo. Entrei para a Camilo no 7 ano e permaneci até ao 12 ano, posso dizer que esta escola me acompanhou e me viu crescer a todos os níveis. No 10 ano decidi seguir Ciências e Tecnologias, porque sabia que tinha possibilidade de seguir várias áreas. Sou licenciada em Gestão pela Universidade do Minho e frequentei o Mestrado em Economia Industrial e da Empresa nesta mesma universidade. Foi em 2017 que iniciei o meu percurso profissional numa empresa na área de software na qual ainda me mantenho. Numa primeira fase, entrei como estagiária na área de Comunicação e Marketing e passados 2 anos, como Account Manager (Gestora de Conta).. O convite para ingressar nesta nova área – Account Manager – deixou-me sem palavras e abracei de corpo e alma este novo desafio porque é uma área com que me identifico. São estes desafios que nos fazem evoluir ainda mais a nível profissional. Tenho 26 anos e sou neste momento Account Manager numa empresa na área de software.

My name is Rafaela Fontes and I am a former student at Camilo Castelo Branco High School. I joined Camilo in the 7th year and studied there until the 12th year, I can say that this school accompanied me and saw me grow at all levels. In the 10th year I decided to follow Science and Technology, because I knew I had the possibility to follow several areas. I took a degree in Management at University of Minho and attended the Master in Industrial and Company Economics at this same university. It was in 2017 that I started my professional career in a company in the software area in which I still am. In a first phase, I joined as a trainee in the area of Communication and Marketing and after 2 years, as Account Manager. The invitation to join this new area - Account Manager - left me speechless and I embraced this new challenge with my heart and soul because it is an area that I identify with. These are the challenges that make us evolve even more at a professional level. I am 26 years old and I am currently an Account Manager in this software company.

Rafaela Fontes

RAFAELA

FONTES

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QUE É FEITO DE TI?

I finished my journey at Camilo in 2011; I left with my school bag full of dreams and a lot of good memories. I wanted to be a journalist since I could remember, so I applied to Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa, where I took a bachelor’s degree in Ciências da Comunicação. Since I left school, 10 years ago, I learned a lot of new things: the most important of them all is that life doesn't always go as we plan or imagine, and it plays tricks on us. Today, I'm 27, I still live in Lisbon and I work as a restaurant's manager. The years taught me that finding our way in life takes time… I'm doing my own journey to build a life that I am absolutely proud of. As you grow up, your goals and dreams suffer some changes and you have to adjust the “plan”… That's the deal about being an adult: you may think you had everything sorted out, but you were just drawing a sketch; the picture comes along in time, as you figure out new paths and decide to add more colours to it. This is my hope message to you all: remember that's ok to change your mind or to not follow the plan, because the end goal must always be the same: to be true to yourself and to be happy. Keep dreaming about the best life you could have: you can grab it, because you're going to build it yourself. I wish you all the best in these scary times. Everything is going to be just fine.

Terminei a minha jornada na Camilo em 2011; saí com a mochila cheia de sonhos e de boas lembranças. Desde que me lembro que queria ser jornalista, por isso candidatei-me à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa, onde me licenciei em Ciências da Comunicação. Desde que saí da escola, há 10 anos, aprendi muitas coisas novas: a mais importante de todas é que a vida nem sempre corre como planeamos ou imaginamos e que nos prega partidas. Hoje tenho 27 anos, ainda moro em Lisboa e trabalho como gerente de um restaurante. Os anos ensinaram-me que encontrar o nosso caminho na vida demora... Estou a fazer a minha própria caminhada no sentido de construir uma vida da qual esteja absolutamente orgulhosa. À medida que vamos crescendo, os nossos objetivos e sonhos vão sofrendo algumas mudanças e temos de ajustar o “plano”... No fundo, isto é o que é ser adulto: podes pensar que tinhas tudo resolvido, mas estavas apenas a fazer um esboço; o quadro surge algures no tempo, à medida que descobres novos caminhos e que lhe decides adicionar mais cores. Esta é a minha mensagem de esperança para todos vós: lembrem-se de que não há problema em mudar de ideias ou não seguir o plano inicial, porque o objetivo final deve ser sempre o mesmo - ser verdadeiro contigo mesmo e ser feliz. Continua a sonhar com a melhor vida que poderias ter: tu podes agarrá-la, porque vais ser tu a construí-la. Desejo a todos o melhor nestes tempos assustadores; tudo vai ficar bem. Margarida Ruela

MARGARIDA RUELA

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QUE É FEITO DE TI?

O meu nome é Ana Luísa Ferreira e frequentei a Escola Secundária Camilo Castelo Branco entre setembro de 2010 e junho de 2013, onde frequentei o curso de Línguas e Humanidades. Recordo, com saudade, os professores, os colegas de turma e todo o corpo não docente que compunha e compõe tão nobre instituição. Tive oportunidades únicas que enalteceram não só o meu currículo, mas também o meu crescimento enquanto pessoa e cidadã. Após ter finalizado o meu percurso no ensino secundário, ingressei na Universidade do Minho em setembro de 2013, no curso de Direito. Finalizei o curso em junho de 2017. Em agosto de 2017, comecei um estágio num escritório de advogados e inscrevi-me para o estágio na Ordem dos Advogados, em setembro de 2017. Finalizei o estágio, tendo realizado o exame para agregação na Ordem dos Advogados, em junho de 2019. Em agosto de 2019, soube que tinha sido aprovada, sendo oficialmente advogada. Desde então, abri um escritório em nome próprio na freguesia onde resido, considerando a minha proximidade à população local, onde exerço a minha profissão de sonho: advogada. Simultaneamente ao curso de estágio, realizei uma pós-graduação em direito dos contratos e da empresa, também na Universidade do Minho. Atualmente, com vinte e cinco anos, estou estabilizada a nível profissional. Contudo, o meu objetivo é crescer ainda mais e conseguir ter mais colegas de profissão a trabalhar comigo. Estou também inserida em projetos sociais e políticos existentes na minha freguesia, juntamente com alguns jovens da minha idade, porque acredito no potencial das propostas da comunidade jovem para a aplicação de medidas de apoio social e económico para a população.

citizen. After finishing my secondary education, I entered the University of Minho in September 2013, in a Law degree, which I finished in June 2017. In August 2017, I took an internship at a law firm and signed up for the internship at the Portuguese Bar Association in September 2017. I completed my internship and took the examination to enter the Portuguese Bar Association, in June 2019. In August 2019, I was informed that I had passed, becoming a lawyer officially. Since then, I set up an office with my name in the parish where I live, fostering my proximity to the local population, where I exercise my dream profession: being a lawyer. Simultaneously with the internship course, I did a post-graduation course in Contract and Company Law, also at the University of Minho. Currently, at twenty-five years old, I am stabilized at a professional level. However, my goal is to grow even more and get more professional colleagues to work with me. I am also part of some existing social and political projects in my parish, together with some young people my age, because I believe in the potential of young people’s proposals in the establishment of social and economic support measures for the population.

LUISA

FERREIRA

Ana Luisa Ferreira

My name is Ana Luísa Ferreira and I was a student at Camilo Castelo Branco Secondary School from September 2010 until June 2013, where I attended a Languages and Humanities course. I remember, with nostalgia, the teachers, the classmates and all the non-teaching staff that composed and composes such a noble institution. I had unique opportunities that boosted not only my curriculum, but also my growth as a person and as a JORNAL EUROPEU AECCB

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I am Ana Rita Botelho Magalhães, I was a student at Camilo Castelo Branco school from primary school to 12th grade. I loved going to school and I still love the sense of community that I experienced there. I could spend hours writing about my school, especially about some teachers who inspired me. Those days teachers were seen by everyone as educators, caregivers and sources of inspiration! I grew up at a time when school was almost a family. I always felt at home and welcomed by everyone, from assistants to teachers. I developed myself as a responsible person and willing to be useful to society. In our school, in particular, my teachers, always gave me the strength to overcome all the obstacles that crossed my path, and there were many. I took the nursing course. When I finished my degree in 2019, I went to work in the Algarve, at the hospital in Loulé and, for the first time, I left the family, which was hard for me. At the end of that year, I applied for a job in Belgium to progress in my career and earn more. In the meanwhile, the pandemic started, I couldn't travel to Portugal often, and I suffered with the longing and pain of the patients I assisted and who I saw die. I wondered, if they are suffering in my country, why am I here? So, in December 2020 I came back home and now I am fighting Covid at Senhor do Bonfim Hospital where I am helping my countrymen, doing 12-hour shifts. It is difficult, I see many people suffering and dying, but I studied to help others and it is by helping that I feel complete. I can say that each one´s resolution and future depend on the school's ability to involve students and make us believe that it has a fundamental role in our lives.

Sempre me senti em casa e sempre fui bem acolhida por todos, desde auxiliares até aos professores. Tornei-me numa pessoa responsável e com vontade de ser útil à sociedade. Na nossa escola, particularmente, os meus professores sempre me deram forças para ultrapassar todos os obstáculos que se cruzaram no meu caminho, e foram muitos. Fiz o curso de enfermagem. Quando terminei a licenciatura em 2019, fui trabalhar no Algarve, no hospital de Loulé e, pela primeira vez, deixei a família, o que foi difícil para mim. No final daquele ano, candidatei-me a um emprego na Bélgica para progredir na carreira e aumentar o meu salário. Entretanto, começou a pandemia, fiquei impossibilitada de deslocar-me a Portugal frequentemente, e sofri com a saudade e a dor dos pacientes que cuidava e que via morrer. Perguntavame, se eles estão a sofrer no meu país, porquê é que estou aqui? Então, em dezembro de 2020, voltei para casa e agora estou a lutar contra a Covid-19 no Hospital Senhor do Bonfim, auxiliando os meus conterrâneos e fazendo turnos de 12 horas. É difícil, vejo muita gente a sofrer e a morrer, mas estudei para ajudar os outros e é ajudando que me sinto completa. Posso dizer que a determinação e o futuro de cada um dependem da capacidade da escola em envolver os alunos e em fazê-los acreditar que ela tem um papel fundamental em suas vidas.

ANA

MAGALHÃES

Ana Magalhães

O meu nome é Ana Rita Botelho Magalhães, fui aluna da escola Camilo Castelo Branco desde o primeiro ano do ensino básico até ao décimo segundo ano. Eu adorava ir à escola e ainda recordo o sentimento de comunidade que experimentei lá. Poderia passar horas a escrever sobre a minha escola, especialmente sobre alguns professores que me inspiraram. Naquela época, os professores eram vistos por todos como educadores, cuidadores e fontes de inspiração! Eu cresci numa época em que a escola era quase uma família.

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O meu nome é Gonçalo Peixoto Dourado, tenho 20 anos e sou natural de Vila Nova de Famalicão. Encontrome atualmente no 3º ano de Engenharia Aeroespacial na Universidade de Southampton, no Reino Unido, onde tenho tido a oportunidade de me pôr à prova e testar os meus limites, contactar com pessoas e culturas de todo o mundo, e de alicerçar fundações para uma carreira com dois objetivos muito claros: o desenvolvimento tecnológico e a proteção do meio ambiente. Para além dos estudos, estes últimos três anos têm sido preenchidos por projetos de cariz social e ambiental com organizações locais, competições internas e externas à universidade, sessões de formação em mecânica, manutenção e software, e ainda o enriquecimento do meu portefólio linguístico. O contributo da Escola Secundária Camilo Castelo Branco para a minha formação e preparação para a etapa que sucedeu ao ensino secundário revelou-se fundamental e é algo que sempre estimarei. Digo isto não só pelas competências técnicas e interpessoais que adquiri, mas também pelas pessoas que conheci – professores, colegas e pessoal não docente – que me apoiaram, desafiaram e fizeram crescer. Aqui, foram-me despertadas atitudes que hoje fazem parte de mim, particularmente a procura por soluções para os problemas do mundo, a confiança e determinação em enfrentar as circunstâncias da vida, e o trabalho em prol das comunidades. Foi esta a escola que me abriu as portas para o mundo, que me permitiu alcançar uma meta há muito tempo definida e, acima de tudo, me deu a liberdade de ser quem eu queria ser. Termino com um apelo aos alunos que se encontrem a ler este artigo: aproveitem as oportunidades que vos são facultadas não somente a nível letivo, mas principalmente a nível extracurricular. A vasta gama de grupos existente tanto na escola como no município de Famalicão e que abrange, de entre muitas áreas, o desporto, as artes performativas, a defesa ambiental e o fomento do debate e espírito crítico, permite valorizar-vos como estudantes, cidadãos e seres humanos. Num futuro próximo, asseguro-vos que estarão sempre um passo à frente e que ajudarão o país e o mundo a tomar decisões conscientes, necessárias e acertadas. Gonçalo Dourado

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My name is Gonçalo Peixoto Dourado, I am 20 years old, and was born and raised in Vila Nova de Famalicão. I am currently a third-year Aerospace Engineering student at the University of Southampton, in the UK, where I have been pushing my boundaries, engaging with people and cultures from around the globe, and laying the foundations for a career with two clear goals: technological development and environmental protection. Outside my studies, the past three years have been filled by community and environmental projects with local organisations, contests within and outside the university, training sessions in mechanics, maintenance and software, as well as language courses. The Camilo Castelo Branco School played a major role in my education and preparation for the next stage of my life. This is something I will cherish forever not only because of the technical and interpersonal skills I have gained, but also because of the people I have met – teachers, peers and non-teaching staff – who supported, challenged, and strengthened me. They have conveyed behaviours that are now embedded in me, namely the quest for solutions to real-world problems, the belief and commitment in facing hardships, and community engagement. This school opened doors for me in pursuing an international career, allowed me to materialise a long-held ambition, and above all, gave me freedom to be who I wanted to be. I shall finish by sending out a call to those students who are reading this article: take the opportunities you are given not only in the classroom, but more importantly outside it. The wide range of societies and organisations available at your school and in Famalicão that encompass areas such as sports, performing arts, wildlife protection, and debating, will enable you to self-develop as students, citizens, and human beings. In the shortterm, I can guarantee you that you will always be a step ahead and will help your country and the world taking the right decisions.

GONÇALO DOURADO Gonçalo Dourado

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ARTIGO

Punți de comunicare către viitorul nostru european

Building bridges to our European future

În ultimele săptămâni, viitorul Europei este subiectul central pe agenda decidenților de la Bruxelles și Strasbourg. Proiectul european este susținut, atât de comisarii și deputații europeni, cât și de cetățenii europeni din toate statele membre ale Uniunii Europene. Tinerii, inclusiv cei din Marea Britanie în ciuda Brexit, cred cu tărie în viitorul Europei bazat pe valori comune, dialog intercultural, educație la standarde înalte de calitate, cercetare și inovație, sprijin reciproc, cooperare și solidaritate pentru creștere economică și dezvoltare durabilă. Cetățenii europeni în general și tinerii în mod special au nevoie să cunoască impactul şi efectele integrării europene, precum şi pârghiile de care dispun pentru a putea influenţa procesul decizional, atât la nivel naţional, cât şi la nivel european. Competențele sociale și civice sunt competențe cheie în toate sistemele educaționale din țările membre ale UE și pot fi dobândite prin diferite abordări care nu se exclud și care, dimpotrivă, pot fi aplicate toate în mod integrat pentru a conduce la o competență transversală numită, de către unii experți (Georgi, 2008; Du Bois-Reymond, 2002), alfabetizare europeană. Această competență presupune dobândirea cunoştinţelor şi dezvoltarea capacităţii de a înţelege, de a gândi autonom, în mod creativ, critic și sistemic, care „îi permit individului să înţeleagă ce se întâmplă în viaţa publică la nivel local, naţional, european şi global” (Georgi, 2008, p. 108). Cooperarea și solidaritatea europeană se datorează în principal legăturilor socio-emoționale stabilite între cetățenii europeni. Dacă identitatea europeană este percepută ca o „extensie a identităţii naţionale” (Hadler et al., 2012, p. 397), atunci proiectele educaționale, schimburile de experiență și bune practici, călătoriile în străinătate şi cunoaşterea mai multor limbi străine sunt asociate cu „materiile prime ale identificării cu Europa” (Datler et al., 2005, p. 2), deoarece duc la construirea unor punți de comunicare și a unor relaţii de prietenie puternice, atât în plan personal, cât și în plan profesional.

In recent weeks, the future of Europe has been a central topic on the agenda of decision-makers in Brussels and Strasbourg. The European project is supported by both European Commissioners and MEPs and European citizens from all Member States of the European Union. Young people, including those in the UK despite Brexit, strongly believe in the future of Europe based on shared values, intercultural dialogue, high quality education, research and innovation, mutual support, cooperation and solidarity for growth and sustainable development. European citizens in general and young people in particular need to be aware of the impact and effects of European integration, as well as the levers at their disposal to be able to influence decision-making, both at national and European level. Social and civic competences are key competences in all education systems in EU Member States and can be acquired through various approaches which are not mutually exclusive and which, on the contrary, can all be applied in an integrated way to lead to a transversal competence called, by some experts (Georgi, 2008; Du Bois-Reymond, 2002), European literacy. This competence involves the acquisition of knowledge and the development of the ability to understand, to think autonomously, creatively, critically and systemically, which "allow the individual to understand what is happening in public life at local, national, European and global level" (Georgi , 2008, pp. 108). European cooperation and solidarity are mainly due to the socio-emotional ties established between European citizens. If European identity is perceived as an “extension of national identity” (Hadler et al., 2012, p. 397), then educational projects, exchanges of experience and good practices, travel abroad and knowledge of several foreign languages are associated with “the raw materials of identification with Europe” (Datler et al., 2005, p. 2), because they lead to the construction of strong bridges and friendships, both personally and professionally.

Virginia-Smărăndița Brăescu

„Grigore Moisil” National College, Onești, Romania

Virginia-Smărăndița Brăescu

„Grigore Moisil” National College, Onești, Romania JORNAL EUROPEU AECCB

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Construindo pontes para o nosso futuro europeu Nas últimas semanas, o futuro da Europa tem sido um tema central na agenda dos decisores em Bruxelas e Estrasburgo. O projecto europeu é apoiado por Comissários Europeus e deputados europeus e por cidadãos europeus de todos os Estados-Membros da União Europeia. Os jovens, incluindo os do Reino Unido, apesar do Brexit, acreditam fortemente no futuro da Europa baseado em valores partilhados, diálogo intercultural, educação de alta qualidade, investigação e inovação, apoio mútuo, cooperação e solidariedade para o crescimento e o desenvolvimento sustentável. Os cidadãos europeus em geral e os jovens em particular devem estar cientes do impacto e dos efeitos da integração europeia, bem como das alavancas de que dispõem para poderem influenciar o processo de decisão, tanto a nível nacional como europeu. As competências sociais e cívicas são competências essenciais em todos os sistemas educativos dos Estados-Membros da UE e podem ser adquiridas através de várias abordagens que não são mutuamente exclusivas e que, pelo contrário, podem todas ser aplicadas de forma integrada para conduzir a uma competência transversal denominada, por alguns especialistas (Georgi, 2008; Du BoisReymond, 2002), alfabetização europeia. Esta competência envolve a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento da capacidade de compreender, de pensar de forma autónoma, criativa, crítica e sistémica, o que "permite ao indivíduo compreender o que se passa na vida pública a nível local, nacional, europeu e global" ( Georgi, 2008, pp. 108). A cooperação e a solidariedade europeias devem-se principalmente aos laços socioemocionais estabelecidos entre os cidadãos europeus. Se a identidade europeia é percebida como uma “extensão da identidade nacional” (Hadler et al., 2012, p. 397), então projetos educacionais, trocas de experiências e boas práticas, viagens ao exterior e conhecimento de várias línguas estrangeiras estão associados a “matérias-primas de identificação com a Europa” (Datler et al., 2005, p. 2), porque conduzem à construção de fortes pontes e amizades, tanto pessoal como profissionalmente. Virginia-Smărăndița Brăescu

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A língua mirandesa A primeira vez que ouvi falar mirandês, penso ter sido em casa dos meus avós. Ainda não sabia que lhe chamavam mirandês e também foi essa, a língua dos meus avós e dos meus pais, que a falavam todos os dias. Lembro-me tão bem do meu avô: era ferreiro, tinha uma frágua, fazia facas e às vezes, trabalhava na frágua, ou melhor, compunha as relhas dos arados das vacas, dos burros, das mulas e dos machos. Naquela altura havia muita gente, era um reboliço. As pessoas da aldeia e outras, que iam à frágua do meu avô, falavam da mesma maneira. A minha avó era uma mulher do campo, como todas as mulheres daquele tempo e trabalhava muito: arava, cavava, carregava, ia a lenha, cuidava da horta e dos animais. Depois ainda lhe restava tempo para fazer o caldo e a comida e lavar a roupa, o mesmo acontecia à minha mãe. As mulheres mirandesas do antigamente não sei onde iam procurar tanta força para carregar o mundo às costas. O meu pai gostava mais do campo e das vacas, sempre gostou destes animais. Ter uma vacada gorda, que desse muito leite, uns vitelos gordos para vender, produzir trigo e de semear para os animais: milho, veia, abóboras, nabiças, forragem. A vida dos vizinhos e da gente da minha aldeia não era assim tão diferente da nossa e todos falávamos da mesma maneira. Quando entrei para a escola primária, a professora não falava como nós, da maneira que nós o fazíamos. Os rapazes e as raparigas do meu tempo foram obrigados a falar mais português. No começo, devo dizer que, me custou um pouco, havia sempre uma palavra mirandesa a espreitar, a querer sair, a escarnecer e nós éramos obrigados a engoli-la apressadamente antes que se abrisse a gaveta da secretária que guardava a régua da professora. Depois até que nem me importou muito essa situação e, aos poucos, fui aprendendo duas maneiras de falar. As primeiras vezes que fui a Miranda, apercebia-me que as pessoas da cidade não falavam assim como nós, falavam da mesma maneira que a professora da escola primária e os meus pais faziam o mesmo, quando vinham à cidade, tratar daquilo que fosse preciso. Quando falavam português, os meus pais diziam que falavam o “grabe” ou “fidalgo”. Mais tarde os meus pais quiseram que eu fosse estudar para fora de Miranda, com dez anos, porque assim o desejaram. Naquela altura ia muita rapaziada do concelho de Miranda estudar para os seminários. Ao menos, a minha avó dizia que naquele sítio abençoado não havia espaço para a bandidagem. Penso que a minha família queria que eu tivesse uma vida melhor que a deles: “Não fiques aqui como nós, meu filho, toda a vida a cheirar o pó da terra.” Durante as férias, quando regressava, agora, os meus pais falavam mais comigo em português- ao contrário dos meus avós- que sempre falavam à nossa maneira. Só muito mais tarde é que ouvi dizer que aquilo que falávamos em casa e na minha aldeia era um dialeto, chamavam-lhe, então, naquele tempo, o dialeto mirandês. E fiquei a sabê-lo pelo facto da minha avó gostar muito das “coisas” da igreja e por ter uma grande devoção à Nossa Senhora do Nazo. Uma vez, na casa dela, encontrei um livrinho, muito pequenino e fininho, com umas loas dedicadas à “Virgem do Nazo”. Penso que foi a primeira vez que vi algo escrito, em folha de papel, naquilo que lhe chamavam o dialeto mirandês, que era, afinal de contas, também a minha língua. Só muito mais tarde, primeiro no Liceu e depois na Universidade, é que fui conhecendo outros livros escritos em língua mirandesa e nomes de estudiosos e escritores: José Leite de Vasconcelos, Ramón Menéndez Pidal, António Maria Mourinho, Cristina Martins, Manuela Barros, Ivo Castro são alguns desses nomes. Pelos primeiros fui aprendendo e sabendo que aquela maneira de falar dos meus avós, dos meus pais, dos vizinhos e da gente da minha aldeia (e de outras à volta) era uma língua, tão antiga como a portuguesa. Uma língua latina que teve o seu berço de nascimento num dos romances que se formou na Península Ibérica e que então, fazia parte da família das línguas asturo-leonesas. Que essa língua também tinha sido a língua do velho reino de Leão, a que pertenceu Portugal, durante muitos séculos e que, nessa altura era a língua da corte e dos mosteiros, escrita em documentos até as séculos XIII e XIV. Mais tarde haveria de tirar uma licenciatura em português, uma das minhas línguas, aquela que aprendi na escola e quando saí da minha terra. JORNAL EUROPEU AECCB

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Hoje ensino a alguns meninos e a algumas meninas a falarem e a escreverem; não a língua que aprendi na escola, mas aquela que ouvia em casa aos meus avós e aos meus pais, e que, durante muito tempo, apenas foi transmitida oralmente. Com o publicação da Convenção Ortográfica Mirandesa redigida por vários entendidos, em 1995 e depois em 1999, tudo parece ter mudado e, agora, há mais pessoas a escrever e a ler mirandês. Aquilo que parecia ser apenas uma língua oral, passou também a ter substância e corpo na escrita e na leitura. E hoje, já não é uma miragem encontrar livros escritos em mirandês, ler em mirandês. No entanto, ainda recordo aquele dia de miragem, quando encontrei o livrinho da minha avó, com versos escritos em língua mirandesa, dedicados à Senhora do Nazo. Duarte M. M. Martins

Colaboração Biblioteca Escola Secundária Camilo Castelo Branco

La fala mirandesa La purmeira beç que l’ oubi falar cuido haber sido an casa. Inda nun sabie que se chamaba mirandés i habie sido la fala de mius abós i de mius pais que la falában todos ls dies. Miu abó calças, acorda-se-me bien, era ferreiro, tenie ua frauga, fazie facas i a las bezes, andaba de frauga, quier dezir, aguçaba las reilhas pa ls arados de las bacas, de ls burros, de las mulas i de ls machos. Naquel tiempo habie gente, era un rebolhiço. Las pessonas de l pobo i outras que andában de frauga falában de la mesma maneira. Mie abó saias era ua mulhier que trabalhaba no campo, cumo todas las mulhieres daquel tiempo: a arar, a scabar, a acarrear, a lheinha, a tratos a la huorta, a ser buieira. Apuis inda le sobraba tiempo para fazer l caldo i la comida i lhabar la roupa, assi le passaba tamien a mie mai. Las ties mirandesas d’antigamente nun sei adonde íban a saber de tanta fuorça para carregar l mundo a las cuostas. Miu pai dába-se mais al campo i a la buiada, siempre le gustou la cria: tener ua bacada gorda, uas turinas que díssen muito lheite, uns bitelos balientes para bender, fazer por trigo i de apanhar pa la cria: milho, bena, bóbidas, nabiças, ferranha. La bida de ls bezinos i de la gente de l pobo nun era assi tan defrente de la nuossa i todos falábamos assi. Quando antrei pa la scola, la porsora nun falaba cumo nós, a la nuossa moda. Ls rapazes i las rapazas de l miu tiempo tubírun de ampeçar a falar mais pertués. No ampeço custou-me un cachico, habie siempre ua palabra a spreitar, a querer salir a caçuar i nós teniemos que l’angulhir d’agudo antes que se abrisse la gabeta adonde staba guardada la reuga. Apuis até que nien se m’amportou muito isso i, als poucos, fui daprendendo dues maneiras de falar. Las purmeiras bezes que fui até Miranda, dába-me de cunta que la gente de la cidade nun falaba assi cumo nós, falaba a modos a la porsora de la scola purmaira i mius pais fazien l mesmo, quando benien a la cidade, a tratos al que fusse. Quando falában pertués, mius pais dezien que falában l grabe ou l fidalgo. Mandórun-me a studar para fuora cun dieç anhos, porque mius pais assi l quejírun. Naquel tiempo iba muita rapaziada pa ls seminairos a daprender. Pul menos, mie abó saias dezie que era l sítio adonde nun habie bardinaige. Cuido que la mie família querie que you tubisse ua bida melhor que la deilhes: “Nun quedes eiqui cumo nós, miu filho, toda la bida a çufar la tierra.” Nas férias, quando benie, agora, mius pais falában mais cumigo an pertués- al cuntrairo de mius abós- que siempre falában a la nuossa moda.

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ARTIGO

The Mirandese Language

Solo mais tarde ye que oubi dezir que aquilho que falábamos an casa i no miu pobo era un dialeto, chamában-le anton, naquel tiempo, l dialeto mirandés. I quedei-lo a saber por bias de mie abó saias gustar muito de las cousas de l’eigreija, por tener ua grande deboçon a Nuossa Senhora de l Naso. Un die agarrei-le un lhibrico, mi pequerrico i finixo, c’uns bersos dedicados a “La birge de l Naso”. Cuido que fui la purmeira beç que bi algo screbido an fuolha de papel, naquilho que le chamában l dialeto mirandés, que era tamien la mie fala. Muito mais tarde, pul Liceu i na Ounibersidade fui tomando conhecimento de outros lhibros i de outros nomes de studiosos i screbidores: José Leite de Vasconcelos, Ramón Menéndez Pidal, António Maria Mourinho, Cristina Martins, Manuela Barros, Ivo Castro son alguns desses nomes. Puls purmeiros fui tanteando i sabendo que aqueilha maneira de falar de mius abós, de mius pais, de ls bezinos i de la gente de l miu pobo (i de outros de las redundezas) era ua fala, tan antiga cumo la pertuesa. Ua fala lhatina que tubo l sou bércio nun de ls remanses que se formórun na Península Eibérica i que fazie parte de la família de lhénguas asturlhionesas. Que essa fala habie sido tamien la lhéngua de l bielho reino de Lhion, a que pertenciu Pertual, durante muitos seclos i que nesse tiempo era la fala de la corte i de ls mosteiros, screbida an decumientos até als séculos XIII i XIV. Haberie de sacar ua lhicenciatura an pertués, mais tarde, ua de las mies falas, aqueilha que daprendi na scola i porende afuora. Hoije ansino a alguns ninos i a ninas a faláren i a screbíren; nó la fala que daprendi na scola, mas aqueilha que oubie an casa a mius abós i a mius pais, i que, durante muitos tiempo, solo fui transmitida ouralmente. Cun l salimiento de la cumbençon ourtográfica mirandesa laborada por bários antendidos an 1995 i 1999 todo parece haber demudado i hai mais gente a screbir i a ler mirandés. Aquilho que parecie ser solo ua fala oural, passou tamien a tener mais cuorpo na scrita i na leitura. I hoije yá nun ye assi tan ralo ancuntrar lhibros screbidos an mirandés, ler an mirandés, de cumo quando fui daqueilha beç que ancuntrei l lhibrico de mie bó saias, cun bersos dedicados a la Senhora de l Naso.

The first time I heard Mirandese, I think it was at my grandparents' house. I still didn't know it was called Mirandese and that was also the language of my grandparents and parents, who spoke it every day. I remember my grandfather so well: he was a blacksmith, he had a forge, he made knives and sometimes he worked in the forge, or rather, he composed the ploughshares for the cows, donkeys, mules and males. At that time there were a lot of people, it was a stir. People from the village and others who went to my grandfather's forge spoke the same way. My grandmother was a rural woman, like all the women of that time, and she worked a lot: plowing, digging, carrying, burning firewood, taking care of the vegetable garden and the animals. Afterwards there was still time for her to prepare the broth and the food and do the laundry, and so did my mother. The Mirandese women of yesteryear do not know where they would look for so much strength to carry the world on their backs. My father liked the field and cows better, he always liked these animals. Having a fat cow, giving lots of milk, fat calves to sell, producing wheat and sowing for the animals: corn, veins, pumpkins, turnips, forage. The lives of neighbours and people in my village were not that different from ours and we all spoke the same way. When I started primary school, the teacher didn't talk like us, the way we did. The boys and girls of my time were forced to speak more Portuguese. In the beginning, I must say that, it cost me a little, there was always a Mirandese word to peek out, to want to leave, to mock and we were forced to hurriedly swallow it before the desk drawer that held the teacher's ruler was opened. Afterwards, I didn't even care about this situation and, little by little, I learned two ways to speak. The first few times I went to Miranda, I realized that people in the city didn't speak like us, they spoke in the same way that the primary school teacher and my parents did the same, when they came to town, to take care of whatever was necessary. . When they spoke Portuguese, my parents said they spoke “grabe” or “nobleman”.

Duarte M. M. Martin

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Later on, my parents wanted me to go away to study in Miranda at the age of ten, because they wanted me to. At that time a lot of young people from the municipality of Miranda went to study for the seminars. At least my grandmother said that in that blessed place there was no room for banditry. I think my family wanted me to have a better life than theirs: "Don't stay here like us, my son, all your life smelling the dust of the earth." During the holidays, when I returned, now, my parents spoke to me more in Portuguese – unlike my grandparents – who always spoke our way. It was only much later that I heard that what we used to say at home and in my village was a dialect, they called it, at that time, the Mirandese dialect. And I found out because my grandmother really likes the “things” of the church and because she has a great devotion to Nossa Senhora do Nazo. Once, at her house, I found a little book, very small and thin, with some praise dedicated to the “Virgem do Nazo”. I think it was the first time I saw something written, on a sheet of paper, in what they called the Mirandese dialect, which was, after all, also my language. It was only much later, first at the Liceu and then at the University, that I became aware of other books written in the Mirandese language and the names of scholars and writers: José Leite de Vasconcelos, Ramón Menéndez Pidal, António Maria Mourinho, Cristina Martins, Manuela Barros, Ivo Castro are some of those names. For the first time I was learning and knowing that that way of speaking of my grandparents, my parents, neighbours and people in my village (and others around) was a language, as old as Portuguese. A Latin language that had its birthplace in one of the novels that formed in the Iberian Peninsula and which at that time was part of the family of Asturo-Leonese languages. That language had also been the language of the old kingdom of Leon, to which Portugal belonged, for many centuries and that, at that time, it was the language of the court and monasteries, written in documents until the 13th and 14th centuries. Later I would take a degree in Portuguese, one of my languages, the one I learned at school and when I left home.

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Today I teach some boys and girls to speak and write; not the language I learned at school, but the one I used to hear at home from my grandparents and parents, and which for a long time was only transmitted orally. With the publication of the Mirandese Orthographic Convention, written by several experts, in 1995 and then in 1999, everything seems to have changed and, now, there are more people writing and reading Mirandese. What seemed to be just an oral language, also began to have substance and body in writing and reading. And today, it is no longer a mirage to find books written in Mirandese, to read in Mirandese. However, I still remember that day of mirage, when I found my grandmother's booklet, with verses written in the Mirandese language, dedicated to Senhora do Nazo. Duarte M. M. Martins

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Eu preocupo-me com situação na Bielorrússia, pois toda a gente tem o direito de ser livre, de escolher a forma como quer viver e de manifestar os seus sentimentos e crenças. Não é correto e é contra os Direitos Humanos prender e torturar pessoas apenas devido às suas crenças. Ao vermos esta situação, eu acho que todos devemos dar valor à liberdade que temos.

ABOUT BELARUS... I care about Belarus! I care about Belarus because I have the luck to live in a country where I can express myself and have my own opinions but in Belarus this is not possible. I think that this situation is very bad because as a teenager I am starting to build my personality and starting to have my own points of view. I can’t imagine living in a country where expressing my opinions means that I am going to be punished. That’s really sad, we are in the 21st century...

Margarida Martins

Right now, Belarus is going through a really drastic situation. Us, citizens of a developed country, are shocked that, in the 21st century, such thing is happening. There is a document called “Humans Rights”, and still, all kinds of rights are being violated. Nobody should have their liberty taken away, and much less being tortured for the way they think or for their opinion. Even with different opinions, everybody is human, everybody has a family, and we should respect each other, despite disagreeing with other people’s opinions and beliefs. It’s even more infuriating because these people that are being put in awful conditions only want basic rights. We can’t do much to help the situation, but they can certainly know they have our support.

A situação da Bielorrússia preocupa-me bastante e eu tenho a sorte de viver num país onde posso expressar-me e ter as minhas próprias opiniões, mas na Bielorrússia isto não é possível. Eu penso que esta situação é muito grave porque sendo adolescente, estou a começar a construir a minha personalidade e a começar a ter os meus próprios pontos de vista. Não consigo imaginar viver num país onde expressar as minhas opiniões significa que vou ser castigada. É mesmo muito triste, já estamos no século 21... Mariana Costa

Neste momento, a Bielorrússia está a atravessar uma situação realmente drástica. Nós, cidadãos de um país desenvolvido, estamos chocados por, no século XXI, tal coisa estar a acontecer. Existe um documento chamado "Direitos Humanos", e ainda assim, todos os tipos de direitos estão a ser violados. Ninguém deve ser privado da sua liberdade, e muito menos torturado pela forma como pensa ou pela sua opinião. Mesmo com opiniões diferentes, todos somos humanos, todos temos uma família, e devemos respeitar-nos uns aos outros, apesar de discordarmos das opiniões e crenças das outras pessoas. É ainda mais revoltante porque estas pessoas que estão a ser colocadas em condições terríveis só querem direitos básicos. Não podemos fazer muito para ajudar a situação, mas eles podem certamente saber que têm o nosso apoio.

I care about the situation in Belarus because it’s not correct what they are doing. Besides, they’re involving innocent people in something that has nothing to do with them. Preocupo-me com a situação na Bielorrússia porque não é correto o que estão à população. Além disso, estão a envolver pessoas inocentes em algo que não tem nada a ver com elas. Joana Junqueira

I care about the situation in Belarus because everyone has the right to be free, to choose the way they want to live and to have the right to manifest their feelings and beliefs. It’s not ok and it is against the “Human rights” to arrest people and to torture them just because of their beliefs. By watching this situation, I think we should all appreciate the freedom we have.

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Francisca Fernandes e Matilde Costa

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Considering recent events, such as the strange circumstances of the 2020 Belarus’ elections, the violence against protesters or the incident with the commercial plane and the later arrest of Raman Pratasevivh, a journalist, I consider to be my duty, as I think everyone who defends the human dignity and liberty does, to express myself about the current situation in Belarus. After deeper research, I started to understand that what was going on in Belarus was very serious, involving faked elections, threats to members of the opposition and their families, the use of extreme violence against civilians and the arrest and apparent torture and confession under pressure of Raman Pratasevivh. Known as “Europe’s last dictator”, Belarus president, Lukashenko rules violently using fear and censorship. As a Portuguese and knowing that Portugal was once in a similar position, I can only show my solidarity to all who live under such conditions and become victims of this oppressive system. I recognize that what I have today, my freedom, my opportunities and even some of my rights, wouldn’t exist without the brave heroes who, in 1974, put an end to dictatorship in Portugal, to them, I owe everything I’ve accomplished in this new Portugal they’ve created. I wish the same to Belarus. I wish the respect for the human rights and dignity wins. I wish there is freedom. I wish the end of censorship. I wish the fear and violence would end. But above all, I wish the whole process is peaceful, without victims or suffering from innocent people.

de Raman Pratasevivh. Conhecido como “o último tirano da Europa”, Lukashenko governa de forma violenta e opressiva, utilizando medo, força e censura. Como português, e tendo conhecimento de que também Portugal esteve em tempos numa situação semelhante, apenas posso mostrar a minha solidariedade a todos aqueles que vivem em tais condições e que se tornam vítimas deste sistema opressor. Reconheço que tudo aquilo que tenho hoje, as minhas liberdades, as minhas oportunidades e até alguns dos meus direitos, se devem aos bravos heróis que puseram fim, em 1974, à ditadura em Portugal, a eles devo aquilo que fui capaz de alcançar no novo Portugal que criaram. Para a Bielorrússia espero o mesmo. Espero que o respeito pelos direitos e pela dignidade humana saia vitorioso. Espero que haja liberdade. Espero o fim da censura. Espero que o medo e a violência acabem. Mas acima de tudo espero que o processo seja pacífico, sem vítimas ou sofrimento dos inocentes. Pedro S. Faria

(...) In short, in my opinion Lukashenko should leave the presidency as he violates many human rights, such as the right to freedom of thought and speech, as well as freedom from torture, rights which were denied to the journalist, and to other victims of the regime of the last dictator in Europe. (...) Em suma, na minha opinião Lukashenko deveria sair do poder pois ele viola os direitos humanos como o direito à liberdade de pensamento e expressão, assim como o direito à não tortura, direitos que foram negados ao jornalista, e possivelmente a outras vítimas do regime do último ditador da Europa.

Tendo em conta acontecimentos recentes, que assumo serem do conhecimento geral, como as estranhas circunstâncias das eleições de 2020 na Bielorrússia, a violência contra protestantes ou o desvio do avião comercial e posterior prisão do jornalista Raman Pratasevivh, sinto que é meu dever, tal como o de todos os que defendem a liberdade e a dignidade humanas, expressar-me em relação a esta situação. Após pesquisa mais profunda, comecei a entender que o que se passa atualmente na Bielorrússia é muito grave, envolvendo eleições forjadas, ameaças a membros da oposição e às suas famílias, uso de violência contra os cidadãos e a prisão e aparente tortura e confissão sob pressão JORNAL EUROPEU AECCB

Raúl e Tiago Cardoso

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What is happening in Belarus is frightening. In a so-called republic in the middle of Europe people who want a change and fight for it are assaulted, tortured and persecuted. Young activists’ feel unsafe just because they fight for their beliefs, not just young people but also older ones. Mostly the youth feel especially unhappy with the way they are treated by the government. It scares me that young people just like me, are spied trough their phones, are taken away from the streets in plain daylight, are kept in prisons where they are not allowed to sleep and are physically assaulted, hurt, having to try and escape, for example, from a hospital with a head injury, in fright of what may happen if they do not. The government was made to protect its citizens and their rights, which is not seen in Belarus. Just three days since the moment of the election, which was possibly rigged – I do not know enough to affirm that plainly – the activists, and thousands, maybe millions of others, not proclaimed activists, felt safe enough to go to the streets protesting peacefully without being attacked. Many of the people that did go out in the nights and days immediately after the elections were taken to prison, others were lucky enough to run. The reasons to lock them up are not convincing. The excuse of participating in unauthorised protests fails when the government does not allow any protests. Freedom of expression is a human right. Unfortunately, people in Belarus do not seem to be seen as humans with rights by their government, which is just sad, because without the people the government would have no power. Thank you for listening to me and to the attention paid to my opinion. I hope that you will think a little bit about this and support this cause by saying too “I care about the situation in Belarus!” O que se passa na Bielorrúsia é assustador. Numa “república” no centro da Europa, pessoas que querem mudar a sua situação de vida e lutam por isso são torturadas, perseguidas e espancadas. Jovens ativistas, mas não só, não se sentem seguros na sua vida só por lutarem no que acreditam. Principalmente os mais jovens sentem-se descontentes com a forma de agir do governo. É assustador pensar que jovens como eu são espiados através dos seus telemóveis, arrancados das suas vidas normais, mantidos em prisões em que são torturados, nomeadamente tortura de sono, são forçados a fugir do hospital após terem sofrido vários ferimentos, com medo do que lhes poderá acontecer se permanecerem ali. O governo tem o objetivo de proteger os seus cidadãos e os seus direitos - coisa que não acontece na Bielorrússia. Apenas três dias depois das eleições que possivelmente foram manipuladas – não sei o suficiente para o afirmar – foi possível aos ativistas e à população em geral sair de casa e protestar pacificamente sem ataques policiais. As pessoas que protestaram no período imediatamente a seguir das eleições foram levadas para as prisões que ficaram cheias ao ponto de precisarem de transferir prisioneiros, outros tiveram a sorte de escapar, mas as razões que levaram ao seu encarceramento não são razoáveis. Serem presos por participarem em protestos não autorizados não funciona se o Estado não autorizar qualquer manifestação. A liberdade de expressão é um direito humano básico, mas parece que o governo da Bielorrússia não vê os seus cidadãos como pessoas com direitos, o que é simplesmente triste, visto que sem o povo o governo não teria poder. Obrigada por lerem a minha opinião sobre este assunto e espero que dispensem um bocado do vosso tempo a pensar sobre isto e suportem esta causa ao afirmarem também “Eu preocupo-me com a situação na Bielorrússia”. Sara Lehmann

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24 de maio de 2021 ficou marcado pelo desvio de um voo da Ryanair por parte da Bielorrússia quando este atravessava o seu espaço aéreo. O voo fazia viagem entre Atenas, Grécia e Vilnius, Lituânia, quando mudou de rota para Minsk, Bielorrússia. As autoridades bielorrussas falavam de uma bomba a bordo, que não se confirmou. No entanto, a oposição bielorrussa acredita que não passou de uma estratégia para deter o jornalista Roman Protasevich, que enfrentou de seguida pena de morte na Bielorrússia. “Os ativistas correm o risco de serem detidos” diz Ales no documentário sobre a Bielorrússia. A ditadura imposta por Lukashenko desde 1994 oprime e censura aqueles que lutam para uma mudança e aqueles que lutam para se expressar livremente. De acordo com o artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Todos os seres humanos têm direito à liberdade de opinião e expressão”. Este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios independentemente das fronteiras. De forma alguma, torturar pessoas que não concordam com as nossas ideias é uma boa forma de as convertermos àquilo que pensamos. Primeiro, não nos cabe a nós decidir a opinião de outra pessoa sobre determinado tema e segundo, estamos a desrespeitar os direitos humanos daquele com quem falamos. No documentário, apresentam um jovem de 25 anos chamado Piotr. Este foi detido várias vezes por ser ativista e por ter apoiado a candidata da oposição. Diz que o governo considera um opositor político qualquer um que lute pelos seus direitos como ser humano. Descreve a situação das eleições como uma situação perigosa para sair à rua sendo um ativista. “Maltratam os prisioneiros. Recusam dar-lhes a comida que lhes trazemos, retiram os colchões, não os deixam dormir e torturam-nos.” Desabafa a mãe de Piotr. Ainda no mesmo documentário, Ales, acrescenta que são os jovens que têm de se juntar para garantir melhores condições. “Têm medo de não ter lugar num novo sistema. Têm medo de perder o emprego. Por isso, julgam que a única opção é manterem-se fiéis a Lukashenko.” – diz Ales, como justificação de pessoas com mais idade não ansiarem a mudança. Cabe aos jovens uma vida melhor. Cabe ao voto de cada um. Esta é uma realidade que se vive hoje em dia na Bielorrússia. Os presos políticos, que muitas vezes apenas estão a lutar por uma vida melhor, são torturados, massacrados, tratados como se não fossem nada. São-lhes privadas necessidades básicas como comer ou dormir. Isto é inadmissível para seres tão evoluídos como nós. Como é que uma pessoa se pode sentir segura andando nas ruas, se pode ser detida a qualquer momento por suposta conspiração contra o governo? Caminhamos para a mudança. Está nas mãos de cada jovem, o futuro da Bielorrússia e consequentemente o futuro da Europa. May 24, 2021 was marked by the diversion of a Ryanair flight by Belarus as it was crossing its airspace. The flight was traveling between Athens, Greece and Vilnius, Lithuania, when it changed route to Minsk, Belarus. Belarusian authorities spoke of a bomb on board, which has not been confirmed. However, the Belarusian opposition believes it was nothing more than a strategy to detain journalist Roman Protasevich, who then faced the death penalty in Belarus. “Activists run the risk of being arrested,” says Ales in the documentary on Belarus. The dictatorship imposed by Lukashenko since 1994 oppresses and censors those struggling for change and those struggling to express themselves freely. According to article 19 of the Universal Declaration of Human Rights, “All human beings have the right to freedom of opinion and expression”. This right includes the freedom to hold opinions without interference and to seek, receive and transmit information and ideas by any means regardless of borders. By no means, torturing people who don't agree with our ideas is a good way to convert them to what we think. First, it's not up to us to decide another person's opinion on a certain topic and second, we are disrespecting the human rights of the one we talk to. In the documentary, they feature a 25-year-old boy named Piotr. He was detained several times for being an activist and for supporting the opposition candidate. He says the government considers anyone who fights for their rights as a human being a political opponent. He describes the election situation as a dangerous situation to go out into the street as an activist. "They mistreat the prisoners. JORNAL EUROPEU AECCB

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They refuse to give them the food we bring them, they remove the mattresses, they don't let them sleep and they torture them.” Unburdens Piotr's mother. Also in the same documentary, Ales adds that it is the young people who have to get together to ensure better conditions. “They are afraid of not having a place in a new system. They are afraid of losing their job. So they think the only option is to stay loyal to Lukashenko.” – says Ales, as a justification for older people not to yearn for change. It is up to young people to have a better life. It's up to each one's vote. This is a reality in Belarus today. Political prisoners, who are often just fighting for a better life, are tortured, massacred, treated as if they were nothing. They are deprived of basic needs like eating or sleeping. This is unacceptable for beings as evolved as us. How can a person feel safe walking the streets if he can be arrested at any time for alleged conspiracy against the government? We are moving towards change. The future of Belarus and therefore the future of Europe is in the hands of every young person. Inês Galas

Carta de Guerra Inglaterra, maio de 1915 Tinha-te escrito uma carta ontem, mas, acabei de saber que o comboio que a levava até a casa foi bombardeado, espero que esta consiga chegar até a ti. Não tem sido fácil por aqui, acordo com medo de ser o meu último dia e adormeço a pensar que posso não voltar a acordar. O número de mortes disparou, não só pelo combate mas também por doenças misteriosas que vagueiam pelas trincheiras. Não te preocupes eu estou bem, só tenho saudades vossas, estou cheia de saudades vossas. Amanhã partiremos para a Itália, vamos de comboio com mais 3000 soldados de França. Lembro-me de ir a Itália com o meu pai nos meus 10 anos, quem iria imaginar que estaria a lá voltar com tudo destruído, tão longe de casa, sem certezas futuras, com sonhos deixados para trás e de cabeça cabisbaixa a servir o meu país. O ambiente pesado que aqui se sente é algo que temo nunca esquecer, a trilha sonora que me faz adormecer é o choro a contrabalançar com o silêncio ofegante e ansioso da noite, do frio, do medo. A nossa monótona rotina baseia-se nisto: acordamos de madrugada, recebemos o nosso pequeno-almoço e alguns mantimentos, que costumam ser bolos secos para o resto do dia, vestimos os nossos fatos e equipamo-nos a rigor. Partimos para as frentes de batalha, libertam-se bombas, caem corpos no chão, vidas acabam, mas a guerra não. Volto para a trincheira, janto, ouço o rádio e adormeço à espera do dia em que possa voltar a casa. Eu daria tudo para que a guerra acabasse, daria o meu braço para vos abraçar uma única vez que fosse, ou por sentir um leve cheiro dos cozinhados da mãe a sair do forno, por um último jogo de cartas nos serões de domingo, por uma brincadeira com a mana ou mesmo uma discussão sobre o futuro deste mundo com o pai. Como estão todos? A mãe já acabou a manta gigante que estava a tricotar para a avó? E a escola? Pede à Daisy para continuar com os desenhos, quando voltar vou querer vê-los a todos. Diz-lhe que o retrato que me fez ainda vai comigo para todo o lado. Ainda não sei se vou conseguir voltar a casa a tempo do Natal, mas até lá vou escrevendo. Se algo mau acontecer até à próxima carta, saibam que tudo o que fiz foi por vocês, que não houve um dia que não sonhasse convosco. Escreve depressa. Com amor, Carolina Carolina Afonso

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Letter of War England, May 1915 I had written you a letter yesterday, but I just found out that the train taking her to the house was bombed, so I hope this one manages to reach you. It hasn't been easy around here, I wake up scared that it's my last day and I fall asleep thinking I might not wake up again. The death toll has soared, not only from combat but also from mysterious diseases that roam the trenches. Don't worry I'm fine, I just miss you, I miss you. Tomorrow we will leave for Italy, we will go by train with 3000 more soldiers from France. I remember going to Italy with my father when I was 10 years old, who would have imagined that I would be back there with everything destroyed, so far from home, with no future certainties, with dreams left behind and head down serving my country. The heavy atmosphere here is something I fear I'll never forget, the soundtrack that makes me fall asleep is the crying to balance with the breathless and anxious silence of the night, the cold, the fear. Our monotonous routine is based on this: we wake up at dawn, receive our breakfast and some groceries, which are usually dry cakes for the rest of the day, we put on our suits and we dress up. We leave for the battle fronts, bombs are released, bodies fall to the ground, lives end, but not the war. I go back to the trench, have dinner, listen to the radio and fall asleep waiting for the day I can go home. I would give anything for the war to end, I would give my arm to hug you just once, or for a faint smell of Mom's cooking coming out of the oven, for a last game of cards on Sunday evenings, for a play with the mana or even a discussion about the future of this world with the father. How is everyone? Has the mother finished the giant blanket she was knitting for her grandmother? And the school? Ask Daisy to continue with the drawings, when I come back I'll want to see them all. Tell him that the portrait he made of me still goes with me everywhere. I still don't know if I'll be able to get home in time for Christmas, but until then I'll be writing. If something bad happens until the next letter, know that everything I did was for you, that there wasn't a day that I didn't dream of you. Write quickly. With love, Carolina Carolina Afonso

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eTwinning O eTwinning é uma Ação do Programa Erasmus+ da União Europeia. Tem como principal objetivo criar redes de trabalho colaborativo entre as escolas europeias, através do desenvolvimento de projetos comuns, com recurso à Internet e às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).


ETWINNING

THE CONFERENCE ON THE FUTURE OF EUROPE

CONFERÊNCIA SOBRE O FUTURO DA EUROPA

The Conference on the Future of Europe is a kind of discussion forum meant to give citizens a chance to debate on Europe's future in the coming decade and beyond, including in the light of the COVID-19 pandemic and the recovery from the pandemic. The Conference opened a new space for debate with citizens to address Europe’s challenges and priorities. But how about you, student, how do you see the Future of Europe? How do you see your future in Europe? Portugal (Mrs Machado) and the Netherlands (Mrs Wieringa) joined forces and founded a new eTwinning project for junior EP ambassadors from all over Europe to learn about the Conference and its topics. But the most important topic will be: How should Europe look like according to you in 2050? What does “United in Diversity” really mean? What about shared values, the rule of law, European democracy, equality, solidarity, climate change, now and in 2050? Students are going to collaborate in international teams to exchange experiences and ideas. They share the outcome of their team collaboration in joined online meetings. They will ask feedback from other junior ambassadors in their respective school all the time, so they will be involved as well. There will be online debates to discuss the topics related to the Future of Europe and Webinars with inspiring speakers too. At the end of the project, which will be about the same time as “The Conference on the Future of Europe” ends, students will share their conclusions not only with their schools but with members of the European Parliament and the European Commission as well.

A Conferência sobre o Futuro da Europa é uma espécie de fórum de discussão que visa dar aos cidadãos a oportunidade de debater o futuro da Europa na próxima década e nas próximas, incluindo à luz da pandemia COVID-19 e da recuperação da pandemia. A Conferência abriu um novo espaço de debate com os cidadãos para abordar os desafios e prioridades da Europa. Mas e tu, estudante, como vês o Futuro da Europa? Como vês o teu futuro na Europa? Portugal (Carla Machado) e os Países Baixos (Nicole Wieringa) uniram forças e fundaram um novo projeto eTwinning para jovens embaixadores do PE de toda a Europa para aprenderem sobre a Conferência e respetivos tópicos. Mas o tópico mais importante será: Como deveria ser a Europa para ti em 2050? O que realmente significa “Unidos na Diversidade”? E os valores partilhados, o Estado de direito, a democracia europeia, a igualdade, a solidariedade, as alterações climáticas, agora e em 2050? Os alunos vão colaborar em equipas internacionais para trocar experiências e ideias. Eles partilham o resultado da colaboração da sua equipa em reuniões online conjuntas. Eles vão pedir sempre o feedback aos outros embaixadores juniores das suas respetivas escolas, assim eles também estarão envolvidos. Haverá debates online para discutir os tópicos relacionados com o Futuro da Europa e Webinars com oradores inspiradores. No final do projecto, que será quase ao mesmo tempo em que termina a “Conferência sobre o Futuro da Europa”, os alunos irão partilhar as suas conclusões não só com as suas escolas, mas também com membros do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia.

The future of Europe is yours!

O futuro da Europa é teu!

Nicole Wieringa

Nicole Wieringa

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ETWINNING

O eTwinning é a comunidade de escolas da Europa

eTwinning is Europe's community of schools Education, in its contribution of collaborative work, project work, curriculum articulation and even in the Digital Action Plan of Schools has at its disposal eTwinning. This is an action line of the Erasmus+ Programme, assuming itself as a project that provides a platform for education professionals working in schools in the European countries involved to communicate, collaborate, develop projects and share. In short, feeling, and actually being, part of the most stimulating learning community in Europe brings together 44 countries in Europe and beyond. You cannot talk about Education and Europe without traveling through eTwinning, through which all teachers have learning opportunities, the possibility of exploring self-learning materials and being part of groups where connecting with people who share the same ideals about different themes merges. It is a project and space that allows teachers to improve their teaching skills, involve students, empower schools and enrich the community. It is a project and space with the ideal tools for building an inclusive and equitable Future for Europe. The AECCB has been an eTwinning School for 2 years and has the same credit until 2023. This is an acknowledgment of the involvement, commitment and dedication not only of individual teachers, but of teams of teachers and school leaders of the AECCB, enabling us to be leaders in the local and national community. We currently have 40 eTwinners teachers and 30 active projects. The aim is to increase the number of teachers involved in projects, in transdisciplinary, digital and multilingual work.

A Educação, no seu aporte de trabalho colaborativo, trabalho de projeto, articulação curricular e, até, no Plano de Ação Digital das Escolas tem ao seu dispor o eTwinning. Trata-se duma linha de ação do Programa Erasmus+, assumindo-se como um projeto que disponibiliza uma plataforma para que os profissionais da educação que trabalham em escolas dos países europeus envolvidos, possam comunicar, colaborar, desenvolver projetos e partilhar. Em suma, sentir-se, e efetivamente ser, parte da mais estimulante comunidade de aprendizagem na Europa, reúne 44 países da Europa e não só. Não se pode falar de Educação e de Europa sem se viajar pelo eTwinning, através do qual todos os docentes têm oportunidades de aprendizagem, possibilidade de explorar materiais de autoaprendizagem e de fazer parte de grupos onde a conexão com pessoas que partilham os mesmos ideais sobre diferentes temas se funde. É um projeto e espaço que permite aos docentes melhorar as suas capacidades de ensino, envolver os alunos, capacitar as escolas e enriquecer a comunidade. È um projeto e espaço com as ferramentas ideais para a construção dum Futuro da Europa inclusivo e equitativo. O AECCB é Escola etwinning há 2 anos e tem o mesmo crédito até 2023. Este é um reconhecimento do envolvimento, empenho e dedicação não só dos docentes individualmente, mas de equipas de professores e dos líderes escolares do AECCB, permitindo-nos ser líderes na comunidade local e nacional. Neste momento temos 40 professores eTwinners e 30 projetos ativos. Objetiva-se aumentar o número de professores envolvidos em projetos, em trabalho transdisciplinar, digital e multilingue.

Rosário Ferreira

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The Future of Europe

Viitorul Europei

Dear Diary, It has been quite a while since I last took a moment to write. Sorry… but it has been a rollercoaster… Life is strange when every cell in your body rebels and fights a destiny that is viewed as unfair and undeserved… Echoes still crowd in my mind and soul and I feel responsible. The strive for identity of the dear countries that keep me going has been replaced with a sharp cry for survival. Can’t you hear that inner cry? I will tell you the truth… People think of me as old, but I see myself as exhausted… sometimes sick, and sometimes just torn apart… But, hey… If my past is glorious and the present is only an illusion, we still have the future… And the topic of my diary stopover today is… “Memories from the future”… Someone very wise once said: “Everything will be all right in the end. If it’s not all right, it’s not the end.” Fully true. Let’s strive… let’s cry… let’s understand our inner fight and… survive. I decide not to be old enough to be exhausted. I choose to be alive. There are too many sunrises we have not witnessed and too many unborn babies who are worth a chance. Our only chance is to join hands and be together. We must be strolling down the history avenue for a reason… There are enemies without that we managed to defeat, every single time. Now… the enemy is within. Invisible and undefeatable. Or… is it? Our only chance is to join hands and stay together. There is hope in the future, as there is future in our hope. We just need to acknowledge it…

Dragă Jurnal, A trecut destul de mult timp de când m-am oprit pentru o clipă să îți scriu. Îmi pare rău ... dar a fost un carusel ... Viața este ciudată când fiecare celulă din corpul tău se răzvrătește și luptă împotriva unui destin care este privit ca nedrept și nemeritat ... În mintea și sufletul meu încă se înghesuie ecouri și mă simt responsabilă. Strădania pentru identitate a țărilor dragi care mă țin în viață a fost înlocuită cu un strigăt ascuțit de supraviețuire. Nu auziți strigătul acela interior? Vă voi spune adevărul ... Oamenii mă consideră bătrână, dar eu mă văd epuizată ... uneori bolnavă și uneori pur și simplu sfâșiată... Dar, hei ... Dacă trecutul meu este glorios și prezentul este doar o iluzie, avem în continuare viitorul ... Și subiectul popasului meu, de astăzi, în jurnal, este ... „Amintiri din viitor” ... Cineva foarte înțelept a spus odată: „În cele din urmă, totul va fi bine. Dacă nu este bine, nu este sfârșitul. " Pe deplin adevărat. Să ne străduim ... să plângem ... să înțelegem lupta noastră interioară și ... să supraviețuim. Aleg să nu fiu suficient de bătrână ca să fiu epuizată. Aleg să fiu în viață. Există prea multe răsărituri la care nu am asistat și prea mulți copii nenăscuți care merită o șansă. Singura noastră șansă este să ne unim mâinile și să fim împreună. Sigur ne plimbăm pe bulevardul istoriei, împreună, cu un motiv ... Există dușmani în afara noastră pe care am reușit să-i înfrângem, de fiecare dată. Acum ... inamicul este înăuntru. Invizibil și invincibil. Așa sî fie? Singura noastră șansă este să ne unim mâinile și să rămânem împreună. Există speranță în viitor, așa cum există viitor în speranța noastră. Trebuie doar să ne dăm seama de asta ...

Dear Diary, Today, I am turning the page. Three words to start with: Trust the Future!

Dragă Jurnal, Care to join? :) Astăzi, întorc pagina. Luiza Crivăț

Patru cuvinte pentru a începe: Ai încredere în viitor! Vrei să ni te alaturi? :) Luiza Crivăț

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A CHANGE IS GONNA COME

O Futuro da Europa Querido Diário, Já se passou algum tempo desde a última vez que escrevi. Desculpa... mas tem sido uma montanharussa... A vida é estranha quando cada célula do teu corpo se revolta e luta contra um destino que é visto como injusto e não merecido... Os ecos ainda se aglomeram na minha mente e alma e sinto-me responsável. A luta pela identidade dos queridos países que me sustentam foi substituída por um forte grito pela sobrevivência. Consegues ouvir aquele grito interior? Vou dizer-te a verdade... As pessoas pensam que sou velha, mas vejo-me exausta... às vezes doente, às vezes apenas dilacerada... Mas, ei... Se o meu passado é glorioso e o presente é apenas uma ilusão, ainda temos o futuro... E o tema da entrada do meu diário, hoje, é... “Memórias do futuro”... Alguém sábio disse uma vez: “Tudo ficará bem no fim. Se não estiver tudo bem, não é o fim.” Totalmente verdade. Vamos esforçar-nos... vamos chorar... vamos entender a nossa luta interior e... sobreviver. Decido não ter idade suficiente para ficar exausta. Eu escolho estar viva. Há muitos amanheceres que não vimos e muitos bebés ainda por nascer que merecem uma oportunidade. A nossa única chance é dar as mãos e ficar juntos. Devemos percorrer a avenida da história por um motivo... Há inimigos sem os quais conseguimos derrotar, todas as vezes. Agora... o inimigo está dentro. Invisível e invencível. Ou é? A nossa única chance é dar as mãos e ficar juntos. Há esperança no futuro, como há futuro na nossa esperança. Só precisamos de reconhecer isso ...

eTwinning project We have come to the end of the eTwinning project 'A Change is Gonna Come'. This last meeting brought together teachers, students, incredible guests who live up to the project's name. The testimony of Father Athinagoras, from the Dendropotamos neighborhood in Thessaloniki, Greece, has left us believing that change is possible. The priest embraced a community of young Roma children who until then had been discriminated against and rejected. It turned them into active and participative citizens. The real change has happened and happens when we all want it. George Kouroutzidis was another guest, author of the documentary "The Lighthouse", with the aim of publicizing the change that took place in this neighborhood, with the priest. We believe that this project has brought about deep changes in our students, changes for the better. In an increasingly cruel world, we continue to believe in European values! Chegámos ao fim do projecto eTwinning 'A Change is Gonna Come'. Este último encontro reuniu professores, alunos, convidados incríveis que fazem jus ao nome do projeto. O depoimento do padre Athinagoras, do bairro Dendropotamos, em Thessaloniki, Grécia, nos fez acreditar que a mudança é possível. O padre abraçou uma comunidade de jovens de étnia cigana que até então eram discriminados e rejeitados. Transformou-os em cidadãos ativos e participativos. A verdadeira mudança aconteceu e acontece quando todos nós queremos. George Kouroutzidis foi outro convidado, autor do documentário "O Farol", com o objetivo de divulgar a mudança ocorrida neste bairro, com o padre. Acreditamos que este projeto trouxe mudanças profundas em nossos alunos, mudanças para melhor. Num mundo cada vez mais cruel, continuamos a acreditar nos valores europeus!

Querido Diário, Hoje viro a página. Três palavras para começar: Confia no futuro! Queres juntar-te? :)

CM

Luiza Crivăț

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"In 2005, a young Greek Orthodox priest in Thessaloniki was preparing to travel to Africa for missionary work. When a local told him he thought the priest still had plenty of work to do at home, Father Athenagoras Loukataris cancelled his plans and decided to start working in Dendropotamos instead. During his first few days in the neighbourhood, Father Loukataris noted that many children didn't have enough to eat, so he organised a kitchen in the church basement. He then realised that many of them were skipping school as well, so with the support of teachers in the area he spent every morning going door-to-door to wake the children up – persistently and patiently – until the rate of attendance rose from around 30 percent to over 90 percent today." https://www.vice.com/en/article/8xpdqz/how-robotics-are-transforming-the-lives-of-greeces-underprivileged-kids

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