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A REVISTA SEMANAL D´A UNIÃO

www.auniao.com

Revista U: OITO meses De vida Ano da Fé sem Fé PÁG. 16

edição 34.906 · U 37 · 26 de novembro de 2012 · preço capa 1,00 € (iva incluído)


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E-mail: clipraia@gmail.com • Telefone: 295 540 910 • Fax: 295 540 919

Área Clínica Análises Clinicas Anestesiologia Cardiologia Cirurgia Geral

Médicos Laboratório Dr. Adelino Noronha Dr. Pedro Carreiro Dr. Vergílio Schneider Dr. Rui Bettencourt

Cirurgia Vascular

Dr. Fernando Oliveira

Cirurgia Plástica

Dr. António Nunes

Clínica Geral

Medicina Dentária

Dermatologia Endocrinologia Fisiatria Gastroenterologia

Ginecologia/Obstetícia

Medicina Interna Medicina do Trabalho Nefrologia Neurocirurgia Neurologia Neuropediatria Nutricionismo Otorrinolaringologia Pediatria

Dr. Domingos Cunha Dr.ª Ana Fanha Dr.ª Joana Ribeiro Dr.ª Rita Carvalho Dr. Rui Soares Dr.ª Lurdes Matos Dr.ª Isabel Sousa Dr.ª Ana Santos Dr. José Renato Pereira Dr.ª Paula Neves Drª Paula Bettencourt Drª Helena Lima DrªAna Fonseca Dr. Lúcio Borges Dr. Miguel Santos Dr.ª Cristiane Couto Dr. Eduardo Pacheco Dr. Cidálio Cruz Dr. Rui Mota Dr. Fernando Fagundes Dr.ª Andreia Aguiar Dr. João Martins Dr. Rocha Lourenço Dr.ª Paula Gonçalves

Doenças de Crianças

Dr.ª Patrícia Galo

Pneumologia

Dr. Carlos Pavão

Podologia

Drª Patrícia Gomes

Psicologia

Dr.ª Susana Alves Dr.ª Teresa Vaz Dr.ª Dora Dias

Psiquiatria

Dr.ª Fernanda Rosa

Imagiologia (TAC/ECOGRAFIA/Ressonância Magnética) Neuroradiologia (TAC/Ressonância Magnética)

Dr.ª Ana Ribeiro Dr. Miguel Lima Dr. Jorge Brito Dr.ª Rosa Cruz

Reumatologia

Dr. Luis Mauricio

Terapia da Fala

Dr.ª Ana Nunes Dr.ª Ivania Pires

Urologia

Dr. Fragoso Rebimbas


EDITORIAL / SUMÁRIO

Queimadura TEXTO / Marco de Bettencourt Gomes | director@auniao.com

Aquilo que nos salva da natureza é dominarmos o fogo. Aprendemos a fazer fogueiras e deslumbrámo-nos com o bruxulear das labaredas. Chamámos a isso cultura. Nas esquinas pacatas assam-se castanhas. Nas avenidas parlamentares queimam-se ecopontos. Nos becos quotidianos arde-se em revolta. O governo coze em lume brando um orçamento que ateará um fogo inextinguível. O país está a arder de um fogo devorador que consome tudo o que apanha pela frente. Há uma temperatura ideal para tudo. E, exposto a essa temperatura ideal, o tecido da pele jamais será reconstituído. A cicatriz tornar-se-á uma tatuagem permanente, uma ruga. A pele social está ressequida.

SUMÁRIO 05

“u”: 9 meses de vida desencontros democráticos

06

bebedeira platónica

14

sísifo

13

“o valor de nada”

14

olh’ó passarinho!

23

07

click & grow

the last one

08

proteger o que é nosso

08

arts+crafts

09

até sempre

29

hipocrisia

10

xana toc toc

31

quando os contos de fadas terminam...

NA CAPA... pág. 16

“Afinal, qual é o papel que as “Pedras Vivas” desempenham na Igreja actual? Perante isto, como é que podem querer que a celebração do “Ano da Fé”, seja feito com Fé?”, a pergunta, feita num artigo de opinião espelha o sentimento acerca da Igreja e do encerramento do diário “A União”. 26 novembro 2012 / 03

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REVISÃO

director e administração

REVISTA “U”: OITO MESES DE VIDA Segundo a administração e a direcção tratou-se de um projecto que quis ­“pisar novos caminhos” em tempos de “renovação e de risco”. Apresentada a 20 de Março de 2012 e lançada no dia anterior, a 19, a então nova revista do jornal “A União” representava uma “estratégia criativa” para ultrapassar a actual conjuntura de “renovação e risco”. A “U” passou a apresentar-se, às segundas-feiras, com novo formato e conteúdos variados. Recordamos que, aquando do lançamento da revista “U”, da União Gráfica Angrense (UGA), proprietária d´ “A União”, trata-se de um projecto que “quer pisar novos caminhos” em tempos de “renovação e de risco”. Assim o classificou o director do jornal e da nova publicação semanal na cerimónia de lançamento que decorreu na Sala dos Reservados da Biblioteca Publica e Arquivo de Angra do Heroísmo (BPARAH): “estes são tempos para correr riscos”. “Esta revista surge com um duplo objectivo: apresentar aos leitores um produto que escasseia no arquipélago e racionalizar custos numa conjectura económica apertada. O mercado dos periódicos está em profunda transformação e esta é uma estratégia criativa de oportunidade”. De acordo com o padre Marco de Bettencourt Gomes, a revista “U” estava pensada não só para o mercado da ilha Terceira, como prevê a sua circulação ao restante arquipélago, recordando que em curso está uma estratégia pro-

no dia do lançamento

mocional e de divulgação com recurso às plataformas digitais, através do portal do jornal diário “A União” – que actualiza gratuitamente não só os conteúdos do diário, como do suplemento religioso semanal “UP – União Pastoral” (www.auniao.com) –, e igualmente com o aprofundamento das potencialidade das redes sociais, (http://www.facebook.com/pages/Jornal-A-Uniao). “U” DE FORMATO “INVULGAR” A sessão de apresentação da “U”, à qual assistiram diversas personalidades, antigos directores, colaboradores, entre outros, serviu para explicar, secção a secção, o formato e as opções editoriais da revista que é sempre lançada às segundas-feiras. A nova “U”, de “formato invulgar”, referiu o director, surge com a impressão no mesmo papel do jornal, possuindo 32

revistas devolvidas

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REVISÃO

páginas a preto e branco, sendo a capa, contracapa, além das páginas centrais, a cores. Para o responsável, a revista “estreita e alongada” proporcionará uma “leitura cómoda e prática e uma dobragem a meio para facilmente ser guardada e levada no bolso”. Os conteúdos, produzidos pelo corpo de jornalistas da redacção e por colaboradores, com design gráfico de Frederica Lourenço, igualmente responsável pelo novo grafismo do matutino, tem composição, edição, impressão, acabamentos e distribuição a cargo da União Gráfica Angrense, empresa da Diocese de Angra, proprietária do matutino. LER E PLANTAR O lançamento da revista foi assinalado com um momento musical a cargo de Bruno Walter e ainda com a distribuição de plantas endémicas dos Açores aos convidados, oferta que resultou de uma colaboração encetada com o Serviço Florestal da Terceira que disponibilizou espécimes do Viveiro Florestal de Espécies Autóctones. A entrega deste plantio aos presentes, explicou o director, quis, juntos dos leitores/consumidores da UGA representar “um contributo” para a renovação e sustentabilidade daquela que é a matéria-prima dos produtos impressos pela empresa, as árvores. A estratégia de promoção da nova revista contou igualmente com a afixação de um outdoor à entrada da cidade e com a produção de material de merchandising.

“Esta revista surge com um duplo objectivo: apresentar aos leitores um produto que escasseia no arquipélago e racionalizar custos numa conjectura económica apertada.”

A IL“U”SÃO TEXTO / Humberta Augusto / haugusto@auniao.com

custos racionalizados?

Passados somente oito meses de vida – 37 edições! – qual a “oportunidade” que deveras existiu?

A longevidade da revista “U” reflecte, em si, o horizonte “da estratégia criativa de oportunidade” que à mesma foi dedicada pelos seus responsáveis. Passados somente oito meses de vida – 37 edições! – qual a “oportunidade” que deveras existiu? O que acharam os leitores d´“A União”? Que opinião teceram os assinantes? Que feedback colheram os colaboradores? Perguntas importantes, mas a mais importante, por ser aquela que leva agora ao encerramento do jornal/revista, quais as contas do tal “racionalizar de custos” com que foi criada? Qual o mercado publicitário que angariou? Que ganhos teve sobre o anterior jornal de segunda-feira? Qual o saldo da “nova aposta” gráfica/ redactorial da UGA? Não se sabe. Não se sabe, porventura, sequer se terão sido ou serão calculados. Extinta, com este presente número, a “U” morre sem poder fazer um ano de vida. Ficará como uma ilusão – mais uma, entre muitas! – , de quem de jornalismo percebe tanto como eu de missas. Resta apenas agradecer a todos os colaboradores que, a título gracioso, com esforço semanal, fizeram chegar à redacção os seus artigos e trabalhos. A todos, um muito obrigada e até sempre.

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OPINIÃO

Desencontros democráticos TEXTO / Carmo Rodeia

Escrevo hoje pela última vez neste espaço. Foi um exercício estimulante ao longo de 35 semanas, através do qual procurei refletir sobre a atualidade, de forma mais pessoal e menos objetiva, mas tão rigorosa e verdadeira como sempre procurei ser quando consegui fazer jornalismo. Não me cabe a mim decidir se o fiz bem ou mal. Fi-lo na certeza de que as minhas reflexões poderiam ser um contributo para alguma coisa, numa sociedade onde a cidadania é cada vez mais mitigada e a opinião condicionada por interesses pessoais que trocam valores e princípios por conveniências meramente táticas, muitas delas assentes num desejo permanente de poder. Tenho muita dificuldade em compreender estes tempos mas acredito como Kant que a história é um progresso sem fim e que, a cada nova etapa histórica, corresponderão novas possibilidades. Na vida e no jornalismo. O Efimerida Ton Sindakton é o novo jornal da Grécia. Trata-se de um projeto jornalístico fundado por jornalistas e financiado por eles. O investimento saiu da carteira dos 100 trabalhadores, sobretudo jornalistas mas também gráficos, ilustradores e administradores. Cada um deu 1000 euros e comprometeu-se a não receber salário durante os dois ou três primeiros meses. As receitas do jornal irão completar-se com a publicidade mas com a convicção absoluta de que não ficarão reféns de qualquer grupo financeiro ou partido político. O novo jornal promete independência, rigor e isenção. É, pelo menos, esta a profissão de fé de Aliti Matsi, jornalista veterena que editará a secção de política nacional que assegura, com a certeza das grandes paixões, que acredita na viabilidade do jornal por ser diferente de todos os que já existem no mercado. Além disso, acrescenta, não há ninguém melhor na Grécia para escrever sobre os problemas do país: vivem o drama da maioria dos gregos- desemprego e salários em atraso. Na verdade, este projeto é uma inspiração. É o símbolo da vitória da determinação . O verdadeiro jornalismo mede-se por esta coragem de “informar, narrar e convencer” sem nos limitarmos a agradar. Em época de crise, perante os ataques que visam acabar com os jornalistas nas redações dos jornais, em nome de interesses superiores de índole económica, empresarial ou até política, a melhor defesa dos jornalistas é “serem livres como o vento e altos como as estrelas”. Até sempre!

DEBATER Problemas Do jornalismo TEXTO / Tomaz Dentinho

A Conferência Nacional dos Jornalistas, que se realizou na Casa do Alentejo, em Lisboa, no passado dia 24 de Novembro, debateu a situação no sector e os problemas do exercício da profissão. Tratou-se de uma iniciativa promovida pelo Sindicato dos Jornalistas. Com a abertura e a condução dos trabalhos a cargo do jornalista Fernando Cascais, a iniciativa foi estruturada em vários debates nomeadamente em torno do “Jornalismo, Crises e Democracia”. Neste encontro várias conferên-

cias estruturaram-se ao abrigo das temáticas “Os jornalistas e os media na crise e a crise nos media – causas, consequências e soluções”; “Jornalismo, estado de necessidade e práticas profissionais – cedências e limites legais, éticos e deontológicos” e “Crise, ideologia e deveres do Estado – em defesa dos serviços públicos de comunicação social”. O encerramento da Conferência Nacional dos Jornalistas feita por Alfredo Maia, o presidente do Sindicato dos Jornalistas. A Conferência, aberta não só a todos os jornalistas, sócios ou não do Sindicato, foi “espaço de participação de todos na discussão da situação nas empresas jornalísticas, das condições do exercício do jornalismo, da crise no sector e da crise económica e social, das suas causas, consequências e das soluções”, referem os promotores.

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FERRAMENTAS

Click & grow TEXTO / Paulo Brasil Pereira

clickandgrow.com

Já há algum tempo que a nossa dedicação á horticultura tem vindo a florescer cada vez mais. Há quem diga que é por causa da crise? Mas será que a nossa horta pode ser hi-tech? Click & Grow é uma floreira electrónica fácil de usar, onde as plantas e flores crescem praticamente sem a sua intervenção. Não precisa de ter qualquer conhecimento de jardinagem pois tudo é tratado pela tecnologia. A floreira electrónica mede todos os parâmetros necessários e doseia a água, fertilizante e ar de acordo com as necessidades da planta ou flor. Não inclui sementes, adubo, planta ou o software necessário para o correcto crescimento.

Dentro da cassete da planta estão as sementes, todos os nutrientes necessários e o software para o correcto crescimento da planta. Da mesma forma que troca um tinteiro vazio na sua impressora. A floreira electrónica e a cassete funcionam em conjunto como se de uma impressora se tratasse. Da mesma forma que troca um tinteiro vazio na sua impressora, pode trocar uma cassete da floreira Click & Grow quando o ciclo de vida natural da planta terminar. Estão disponíveis três categorias de plantas: decorativas, Crescimento e especiarias, condimentos, ervas aromáticas e outras plantas comestíveis. Funciona a pilhas.

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OPINIÃO

os bispos, não sei se todos, mas aquele em particular, existe para fechar jornais

THE LAST ONE Com o avançar da idade vai mudando a nossa percepção em relação ao mundo, a nós mesmos, à vida, em suma, em relação ao universo. Como de resto vai mudando quase tudo, diga-se, percepção, mundo e universo, se bem que muitas vezes quiséssemos as coisas estanques e imutáveis. Ao que parece os tempos mudaram e o jornal vai fechar, é assim e assim tem que ser, encolhe os ombros o responsável, manda rezar uma missa pela alminha dos funcionários que vão para a rua e haja saúde, apareçam no próximo domingo na missa com uma moeda na algibeira para a colecta e peçam a Deus um novo emprego. Mas Deus só dá emprego ao clero, não sei se repararam. Alistem-se, se tiverem muita vocação e pouco pecado acumulado, no convento ou no seminário. Mas nem tudo é mau no mundo dos crucifixos, obviamente. Só é mau a parte dos crucificados. Peritos que são os clérigos na comunicação de massas, decerto estarão a par duma determinada prática de instigar uma ideia ao rebanho. Que o beneficiário do rendimento de inserção social é um parasita, recebe sem fazer nada, só atrapalha, por exemplo, fazem-no os cristãos mais virados para a política. Ora estava eu ingenuamente prestes a incluir nesta categoria o alto cargo

TEXTO / Júlio Ávila

de bispo, que em vencimentos deve representar muitos rendimentos mínimos, quando me surgiu a aparição, não da virgem, mas de uma ideia virgem até agora no meu entender. Afinal tem a sua utilidade e função o cargo. Voltemos um bocadinho atrás. A primeira vez que vi um bispo foi no ciclo. Veio à nossa escola por ocasião de uma festa de Natal. Chegou com grande aparato, vestes vistosas, um séquito de gente que o acompanhava, escutava e olhava embevecida, como se perante um ser místico e superior se encontrassem. Eu não conseguia ver o que tinha aquele homem de especial para além de usar saias e grandes anéis dourados nos dedos. Hoje sei, lá está, os bispos, não sei se todos, mas aquele em particular, existe para fechar jornais e gerir atrapalhadamente dinheiro e redacções. E assim se deslindou mais um mistério da compreensão do mundo, dos tempos, das gentes e do universo. Isto falando de mim, que não sou muito de impingir as minhas crenças e interpretações aos outros. Se o leitor não concordar nem gostar da minha opinião, do mal, o menos, ao menos não o despeço, não o excomungo, nem lhe peço uma comparticipação financeira para me ajudar a fazer face às despesas.

PROTEGER O QUE É NOSSO TEXTO / Juliana Couto arquitectura.julianacouto@gmail.com

Embora o título sugira uma crónica acerca da proteção do Património Histórico e Arquitetónico, queria aqui deixar umas linhas acerca do nosso 26 novembro 2012 / 08


MONTRA / OPINIÃO

LIVROS

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Património Empresarial e Económico, nesta que poderá ser a minha última colaboração no jornal União. É importante zelar pelas nossas empresas e ter como lema distribuir trabalho localmente, de forma a dinamizar a nossa economia. Refiro-me aqui à área de construção civil, de que faço parte e que inclui grande parte das empresas, mas a lógica será a mesma nas restantes áreas. É certo que algumas obras, pela sua dimensão exigem determinados procedimentos, então que se construa à nossa escala e à escala do estado do país, fazendo

im dit, veniendae simaximod molorpo pequenas/médias obras consegue-se ressund non conessit reperae chegar aigendis mais intervenientes nossos, cuptatur? Siminte voluptur?ePoreium numa perspetiva protetora responam, mi,aqui voluptus, as se porrorenis sável.quas Friso que não estará a pra dolut quam, quia derum, natibusfazer favores a ninguém pois temos to illa nonecea cusdam alignimporro técnicos e empresas com valor e caque exde etum ut lamoslam autcomprolaborias pazes assumir seus pedignimenis excea volorro ma dermissos de forma competente. natquam aut molesequata disreferido, repuda Julgo que será óbvio o acima sam resera voleceriae e todos parecem saberidamagnimpos receita, no sum sincit quas alitemod et ipsundi-a entanto, enquanto continuarmos tium explabo. Ebit fugit, sitiae eicim promover projetistas e empresas do dem simus eicit qui aut aut expelit as “exterior” no nosso meio, sem razão et porio. Offictur? Illaut quatur sa aparente, jamais conseguiremos dara lendam Aniatur aut modi cuptat a volta.

2621novembro 2012 / 09 janeiro 2012 / 09


OPINIÃO

HIPOCRISIA TEXTO / Jorge Moreira Leonardo

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Sempre entendi como uma verdadeira hipocrisia as celebrações dos anos internacionais disto e mais dias mundiais daquilo. Não passam de motivos para mais uns quantos blás… blás… blás… Na prática, continua tudo na mesma. Por isso li com grande interesse o artigo publicado na revista “A União” de 12 do corrente sob título “Compaixão” da autoria do Centro de Intervenção Psicológica e Pedagógica. O artigo narra a cena em que um grupo de alunos que se preparava para uma prova escrita focada naquele tema, foram capazes de passar por um homem estendido no chão, em sofrimento, e apenas um se deteve para prestar socorro ao infeliz. Mas estou certo que todos os outros escreveram coisas “muito altruístas”. E a propósito vou contar uma cena que presenciei e que se assemelha à que é narrada no referido artigo. Num Domingo de Páscoa, assistia com a minha família à Missa no Santuário de Nossa Senhora da Conceição. Era, então, celebrante o dr. Cunha de Oliveira. O Santuário estava repleto de fiéis. Como habitualmente, aquele sacerdote, antes da bênção, usava alguns minutos recomendandonos que transportássemos connosco algum propósito cristão para a semana que se iniciava. Nesse dia recomendou que dado tratar-se de um dia de festa em que era previsível verificaremse algumas aglomerações,

“Não quero ficar para o velório e ainda menos para o funeral” evitássemos atropelarmonos uns aos outros. À saída da Missa, logo, com os ouvidos ainda quentes das recomendações do sacerdote, uns quantos moços e moças – felizmente em número reduzido – desceram do coro e furaram autenticamente entre as pessoas, pouco se importando se se tratavam de novos, velhos ou até crianças. Uns escassos minutos foram suficientes para esquecerem a recomendação do sacerdote. Mas quando numa separata dedicada à União Pastoral, também deste jornal, se vê um cartoon brincando com as comemorações dos 150 anos do Seminário, principalmente neste momento de grande tristeza para a Diocese (suponho), quase tudo se torna desculpável. O João Rocha não insultaria as suas vaquinhas com tal demonstração de mau gosto. P.S. – Com este artigo, provavelmente, me despeço deste jornal. Não quero ficar para o velório e ainda menos para o funeral. Não vou ter coragem. Nunca duvidei que um dia isto teria de acontecer mas, sim, pelo meu desaparecimento. Estou, no entanto, convencido que ele irá ter a sua ressurreição, não a que veio anunciar Aquele cuja Doutrina

este jornal ajudou a divulgar durante mais de um século, talvez mais se assemelhe a uma Fénix. Até tenho as minhas teorias sobre o lugar onde vai renascer das cinzas. Talvez Santo Cristo resolva fazer um dos seus milagres. O tempo o dirá. Não posso deixar de agradecer a todos os directores que conheci a boa vontade que demonstraram para comigo, com especial referência para a memória do Padre Coelho de Sousa, não só por ter sido o primeiro com quem contactei, mas também por ser de todos o único que já não se encontra entre nós. A todos os trabalhadores que vão agora conhecer as agruras do desemprego, renovo os meus votos de que em breve encontrem uma solução condigna.


MESA

Bebedeira Platónica Sem ser à lá carte TEXTO / Joaquim Neves

Não resisto a quem me recita uma ementa

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Era daqueles fins de dia mar prata, sol a irradiar cores límpidas após tarde chuvosa. Ar limpo nem muito quente nem muito húmido, a vista para a montanha do Pico por um lado majestosa, S. Jorge a definir o horizonte e a Vila das Velas a dar sua presença com as primeiras luzes amareladas por outro. Embutido em verdes, pedra e algumas árvores o restaurante só se deixava adivinhar por tabuletas indicadoras. Rústico moderno por dentro em formato de interior de cratera de vulcão com traves de madeira afunilando em clarabóia, grandes janelas para S. Jorge e oposto janelas para a montanha tapetada da intensa flora até ao jardim exterior e os muros de pedra negra. Sentei-me com vista para S. Jorge a brilhar castanho dourado. A empregada num sorriso seguro, cumprimentou-me e explicou-me que para entrada havia sopa de cebola coberta com massa folhada caseira condimentada com caril e travo de paprica e queijo local tipo Providence polvilhada com cebolinho, endro e pimenta moída no momento; lapas simples com molho de manteiga da Prainha com alho e polvilhadas com malagueta da ilha. Pedi as duas entradas. Para prato de peixe sugeriume goraz ao vapor com funcho cenouras bebé e brócolos salteados da horta do restaurante, acompanhado com um molho holandês e um cheirinho de cardamono também local. Para o prato de carne, no seu sorriso, insistiu que provasse o bife, simples só com salada de diversos tipos de folhas com molho Waldorf. Não tive como resistir. Para a sobremesa pediu que deixasse-me surpreender. Não resisto a quem me recita uma ementa. “Para beber pode ser vinho do Pico, da casa?”- sorriu-me nem distante

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MESA

nem próxima, segura do sim incondicional da minha resposta. Perdi-me com o olhar a ver as luzes a acenderem-se na vizinha ilha, voltei ao chegarem três pequenos hors d´ ouvre acompanhado de um murmúrio de “Bom apetite”. Em pequenas bolachas redondas picotadas de trigo e centeio, uma de peixe porco fumado sobre créme fraiche e amoras mergulhadas em vinagre doce, outra de queijo de cabra gratinado sob rúcula molhada em limão com framboesas e a última com uma mousse de fígado de vitela bem rosada cingida com pimenta verde guarnecida em cima com geleia de vinho do porto e salsa frisada, todas bombástico jogo de sabores fizeram-me estalar as papilas gustativas. Poucos minutos depois a sopa cuja massa folhada estaladiça, pincelada com ovo cobrindo toda a tigela e o queijo derretido ao quebra-la com a colher bem no meio, libertou o suave cheiro da sopa de cebola e deixava adivinhar umas charlotes pelo meio cujo combinado sabor podia durar noite fora. Mas mais as lapas, o peixe apresentado cilíndrico com o funcho em cima rodeado das cenouras de um lado e os brócolos do outro a tona do molho holandês com aquele suave cheirinho de cardamono em prato aquecido, o bife naco concorria com os melhores do Uruguai devidamente descansada, tenra, suculenta, mal passada em cama com as diversas folhas de salada variada, dispensei a sugestão de molho bearnaise e cheguei com pouca vontade à sobremesa. Mas num tom de voz sem ser imperativo de “ter que provar”, findei com uma rapsódia contendo mousse de chocolate flamejada com Courvoisier, quindim com Malibu sob hortelã pimenta e gelado de macadâmia regado com molho de chocolate belga com Czar e trufas com chantilly. Acordei. Revirei-me na cama, olhei para o relógio 7.43 da manhã, hora de acordar e ir beber um copo com água.

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the end

Receita

Nozes para quem tem dentes

Última receita

Coma o que quiser. Beba quanto como e quando quiser. Acompanhe com dois ou mais cigarros. Tudo o que quiser. Não se prive. Afinal nós é que somos responsáveis por nós e pretendemos saber o que é melhor. De resto à medida que vamos adoecendo, não há problema, afinal somos todos nós que pagamos fortunas por tratamentos médicos, resultantes desses nossos excessos, a que temos direito incondicional no plano nacional de saúde falido. Descartemos do pensamento da miséria relativa do que descontamos para a saúde jamais chegar para pagar um tratamento oncológico ou diabético. Haja se necessário bandas gástricas grátis, que logo logo se alargam. Responsabilidade e equilíbrio por quê? Os outros também não o fazem, e os que fazem são tolos. O prazer de comer sobrepõe-se ao futuro mal-estar clínico e consequências dolorosas. Compare-se com o pior, assim sempre tem alguma auto-estima farisaica de não estar tão mal assim. Lembrese que a gula já não é pecado, porque todos ajudamo-nos a ter um corpo débil e mente fraca. Farmacêuticas e toda uma indústria alimentar precisa do nosso dinheiro mal gasto, da nossa miséria e da nossa falta de saúde. Senão como sustentaríamos toda esta máquina megalómana de nos ditar o que é melhor para nós hoje e amanhã consoante um estudo mais bem pago, para consumirmos pensando que é bom, porque quimicamente, adulterado, “engenheirado” e pervertido de sentido sabe tão bem? E a felicidade é construída a cada dentada. Bom apetite mas contudo prefiro ser tolo. P.S. Não se esqueça de comer açúcar.


PALAVRAS

SÍSIfO TEXTO / Fábio Barbosa*

Agora que estás diante de mim, apetece-me segurar as tuas mãos, olhá-las demoradamente, percorrer cada sulco e cada linha que estiver marcada na tua pele. Quem sabe se assim não alcanço mais rapidamente a tua alma pelo atalho do sangue?... Sei perfeitamente que o coração só pode seguir um único caminho, aquele que os próprios limites do corpo traçam, e que no entanto parece querer sempre transbordar a cada invasão, a cada corte que o amor (ou o medo, consubstancial à paixão) deixa na memória. Saber disso é ter a ilusão de tudo controlar, até mesmo os teus passos, mesmo que no fundo tudo acabe por escorrer como areia pelos intervalos da matéria. Sinto os teus dedos, o calor dos teus dedos, e de repente parece que não sou mais eu quem os segura, mas sim tu que me apertas e por vezes sufocas, e das minhas mãos passas a cercar o meu pescoço, a minha cabeça, todo o meu corpo submerso nas sombras. Ao mesmo tempo que me assusto, deixo-me levar, na esperança de que deste casulo que formamos nasça uma alma nova, um novo ser com asas de fogo, ou mesmo uma borboleta de que cuidaremos com ternura como se ela fosse livre e eterna como a fénix. Mas a fénix, meu amor, era um mito bárbaro de palavras assassinas, não sabias? Ainda me pergunto o que me queres dizer com esse olhar que usas para me percorrer, desarmar, arrebatar. Todos os oráculos me diziam que olhar demoradamente para ti me traria a morte rápida, mas como em todas as tragédias preferi fazer-me peregrino errante para fugir aos deuses. Os beijos que eles trocam entre si são paródias daqueles que nós deixámos de saborear. Tentei beber das águas daquela fonte que secretamente abasteceste quando sonhaste pela primeira vez, à espera que de novo surgisses ao meu lado. Talvez me devesse sujeitar à flagelação que os homens sábios tanto recomendam para afastar todos os feitiços que nos mancham, mas como sempre preferi acordar e retornar aos lugares onde fui clandestino e alegremente criminoso. Eras meu. Não eras meu. Foste. Ainda és. Desde que as palavras são palavras e assim se fazem pesar na mente, desde que o mundo primitivo foi desfeito e depois reconstruído com símbolos em apenas três dias, tenho-te procurado sem cessar. Sabes, é que sempre te conheci com muitos nomes e muitas faces, de tal forma que por vezes poderia parecer que eu amava o mundo inteiro. Mas era mentira. O mundo é-me indiferente porque não o conheço. Se o conhecesse, diria que sinto saudades dele. Só que sabes bem que nunca pertenci aqui e que tu próprio tens uma origem diferente da da maioria dos seres. No máximo dos máximos, pedi emprestada a roupa da terra e do vento para conseguir aderir ao chão como os homens, embora em constante movimento como as aves. Nada mais conheço. Aquilo que somos é aquilo que não temos mas desejamos, pois de contrário não desejaríamos o que não temos. Não obstante o facto de desejarmos aquilo que já somos, como é evidente. Nós somos, meu amor. Por isso é que a tua face ainda me parece tão estranha e no entanto tão familiar, tão próxima, tão minha. Desde que partiste que a minha carreira terrena tem consistido em buscar-te uma vez mais. Bem que poderia arrumar os meus utensílios de mago, apagar a chama que adquiri por grande preço e ir para outra cidade. Mas nós já existíamos antes desta vida, antes deste Universo, antes do beijo primordial com que tudo foi criado. Não negues. O silêncio é indesmentível. Já te tinham ensinado isso nas tuas aulas de abismo. Só preciso que me respondas uma vez mais, antes que a noite se faça dia uma vez mais e o tempo volte a ser dilatado: Para qual das montanhas queres que me dirija desta vez?

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CONSUMO/OPINIÃO

Eficiência Energética Em guia (IV) TEXTO / ACRA / Angra do Heroísmo

Existem dois tipos de fornos: a gás e eléctricos, sendo que os primeiros são energeticamente mais eficientes. Os fornos eléctricos dispõem de etiquetas energéticas que nos permitem saber quais os aparelhos mais eficientes. A sua etiqueta energética distingue entre 3 tipos de tamanho, segundo o volume útil do forno: pequeno, médio e grande. Um forno de classe G consumirá mais do dobro da energia de um forno de classe A.

Assim, procure u m forno de classe A; não abra o forno desnecessariamente. Cada vez que o faz está a perder no mínimo 20% da energia acumulada no seu interior; procure aproveitar ao máximo a capacidade do forno e cozinhe, se tal for possível, o maior número de alimentos; normalmente não é necessário pré-aquecer o forno para cozinhados com duração superior a 1 hora; apague o forno um pouco antes de acabar de cozinhar: o calor residual será suficiente para acabar o processo; os fornos com ventilação interna favorecem a distribuição uniforme de calor, poupam tempo e, portanto, gastam menos energia. Dependendo da energia que utilizam, podemos distinguir dois tipos de placas: a gás e eléctricas. Estas últimas, por sua vez, podem ser de resistências convencionais, de tipo vitrocerâmico ou de indução. As placas de indução aquecem os alimentos ao gerarem campos magnéticos. São muito mais rápidas e eficientes que as eléctricas. Numa placa eléctrica, se utilizarmos uma panela aberta e com um fundo com má difusão de calor, implica que para manter em ebulição 1,5 litros de água seja necessária uma potência de 850W. Numa panela com um fundo que difunda bem o calor, o mesmo exercício requer apenas 150W.

LIVRO DE REFERÊNCIA

“O VALOR DE NADA”

o mundo na economia liberal

Hoje destacamos “O Valor de Nada” da autoria de Raj Patel, editado pela Presença (2010) como um dos livros de referência do Portal do Consumidor. O Valor de Nada – como reforçar a sociedade de mercado e redefinir a democracia” é um ensaio estimulante de alguém que tem uma tripla nacionalidade, que frequentou algumas das mais reputadas instituições universitárias, que tem um percurso invejável de investigador e que é um crítico acérrimo de organizações como o Banco Mundial ou a Organização Mundial do Comércio. O título da obra é retirado de O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde: “Hoje em dia, as pessoas sabem o preço de tudo e o valor de nada”. Reflecte sobre um mundo que começou em 2008, quando descarrilou um paraíso imaginário de preços e egoísmo, no tempo em que o capitalismo de consumo, sem possibilidade de ilusão, abriu fissuras não reparáveis aos olhos de todos, quando o grande descalabro do sector financeiro provou que a forma de pensar em que estávamos metidos não era capaz de nos tirar da ameaça do colapso ou acender a luz do túnel. O que Raj Patel nos vem dizer é que até há relativamente pouco tempo vivíamos deslumbrados com uma chuva digital de símbolos e sinais manipulados por transferências financeiras globais que de uma hora para a outra revelaram que, afinal, os mercados não eram eficientes, nem inteligentes e muito menos livres. Alguém patrocinou um estado de cegueira que era o de vermos obrigatoriamente o mundo através dos olhos da economia liberal. 26 novembro 2012 / 14


OPINIÃO

Existia a palavra, no princípio TEXTO / Pe. Teodoro Medeiros

Não deveria haver descuidos: as palavras e os versos são pontos sensíveis da alma. A crise também se faz, e desde há muito, de verbo encher que é pobre no conteúdo ou na forma. Por toda a parte, blogues, livros, jornais e revistas, a bota, tantas vezes, não dá com a perdigota. Um escritor é, antes de mais, um leitor... ou será que a ideia de self made men (e mulheres) destruiu toda a humildade? O que faz falta é, tantas vezes, criar esforço de aprendizagem, obrigar-se a lutar com as palavras, domá-las como

se de cavalos selvagens se tratasse. Alguém dizia a António Lobo Antunes que escrever era um prazer; o escritor respondeu que era precisamente o contrário. O que dizer sobre a poesia? Alguém como Hans Ur Von Balthasar dizia que todos os poetas falam de Deus: nada do que é autenticamente humano fica de fora... e a poesia é isso, é uma procura de formas e expressões autênticas. E sinal disso mesmo é que a melhor poesia que se faz hoje já prescinde da rima.

No Castelo de Ansiães de A. M. Pires Cabral Demais sei eu que o que se passou, a história não é uma serpente que morde a própria cauda; que os que aqui moraram já nem ossos são, soprou sobre eles o tempo e extinguiu o pouco fogo que eram; que cessou todo o ruído, de festa ou de querela, decomposto na acidez dos dias; que os lugares onde acaso podia ter ficado impressa alguma pegada acidental, algum risco na pedra com vocação histórica, estão encobertos por silvas e aveia brava. Demais eu sei que os horizontes que vamos recolhendo do alto das muralhas com as cautelosas pinças do afecto, contrariamente aos que moraram e morreram, permanecem o mesmo perpétuo desafio ao vento e ao olhar. Então, se tudo isso eu sei: Carne friável, minerais perenes; e se com tudo isso me conformo, como homem sobre quem também um dia soprará o tempo e está disposto a perdoar; porquê esta água insubmissa que devagar me molha o reverso dos olhos?

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OPINIテグ

Ano da F sem Fテゥ


OPINIÃO

Aqui há uns anos, escrevi um artigo com o título “Maria”, que falava sobre “Santuários Marianos”, que a certa altura dizia: Sou uma pessoa de fé inabalável, o que era a mais pura das verdades. Hoje, passado algum tempo desde que escrevi isto, por muitas e variadas razões já não posso dizer o mesmo, pois aos poucos tenho vindo a perder a fé e pior ainda, além de ter perdido a fé, agora, também perdi a esperança.

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TEXTO / Fernanda Ávila


OPINIÃO

E isso não é nada bom. Se fui criada a ouvir dizer que a fé é que nos salva e que a esperança é a última coisa a morrer, como é que vai ser agora que perdi a esperança de voltar a ter fé. Mas, mesmo como é que se pode continuar a crer em alguma coisa, num mundo onde se passou a valorizar mais o “Ter do que o Ser”.

ensinou, era válida para sempre, ou seja, era “única e permanente”. Afinal parece que já não é assim, pois ouvi dizer que inventaram uma nova maneira de Evangelizar, mas como só acredito no que me ensinaram desde que nasci, deixo aqui dito que esta ideia de uma “Nova Evangelização” me parece

ANO DE FÉ?

É verdade, as virtudes que nomeei atrás, estão arredadas da vida das pessoas de uma forma assustadora, acontecendo o mesmo com os valores que os nossos antepassados nos transmitiram, sendo também verdade que o amor pelo próximo já não é um sentimento prioritário no mundo atual. Devido a isto, já nem se estranha que a atitude em relação ao nosso semelhante seja salve-se quem puder, é cada um por si e Deus por todos. Que Deus nosso Pai olha por todos eu acredito, mas, que os homens não têm feito outra coisa senão desvirtuar o que Ele nos ensinou ,é um facto incontestável. Como do que aqui falo é de fé, forçosamente, tenho que falar em Religião, em Igrejas e nas suas ovelhas e pastores. E o que me parece é que na Igreja atual, tanto as ovelhas como os seus pastores não estão a cumprir os seus deveres cristãos. Uns e outros demitiram-se das suas verdadeiras responsabilidades. Em consequência disso, os valores humanos e espirituais que eram os verdadeiros pilares, de todo o homem de boa vontade, estão mais esquecidos do que nunca. E como estes e outros valores, é que chamavam as pessoas à casa de Deus, agora que nos deparamos com uma “Igreja” mais interessada em alimentar os seus bens materiais do que o seu povo, o resultado é as pessoas estarem cada vez mais descrentes e arredadas de irem ouvir o que Deus nosso Senhor nos quis transmitir. E por falar em transmitir, eu pensava que tanto hoje, como ontem, ou amanhã, a mensagem que Deus, por intermédio do Seu Filho nos

uma grandessíssima treta e ainda digo mais, é por estas e por outras ideias atoleimadas que muitos já não têm pachorra de ir à missa. Mesmo com os discursos “cinzentos” que alguns padres teimam em fazer passar, não admira que isto aconteça. Muitas vezes nem se percebe o que os padres dizem, pois usam palavras tão complicadas, que a maioria das pessoas não entende nada. Além disto, hoje, numa homilia ouve-se de tudo. Ouve-se dizer quanto custaram os inúmeros sinos da Sé, e que estes ainda estão por pagar, ouve-se dizer que é preciso dinheiro para comprar mais uma custódia, pois a outra que pertencia a esta Igreja “fugiu” para a ilha do Pico. E mais, agora também ficámos a saber que a Diocese de Angra vai comprar mais um prédio na Rua dos Canos Verdes para funcionar como “ Centro Pastoral Paroquial de S. Salvador”. E eu a pensar que não havia dinheiro. Sim, porque é isto que se ouve e lê acerca das nossas Igrejas. Pelos

1.ª eDIÇÃO D’ A UNIÃO

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vistos, enganei-me outra vez, afinal as pessoas é que estão pobres e não as Igrejas. Mas o que é isto? Muitos já não têm o essencial para viver mas, a Diocese que apregoa a toda a hora que não tem dinheiro para manter o seu vasto património, vem nos dizer que vai comprar mais um prédio numa rua onde já têm pelo menos três edifícios enormes quase vazios. Fora os outros que têm espalhados por aí. Parece-me que isto não é nada Cristão e tenho a certeza que Deus não está nada contente com o rumo que as coisas relacionadas com a “Sua casa” estão a tomar. Não quero acreditar, que fui enganada, quando me ensinaram, que a missão de Jesus era exclusivamente espiritual, Ou fui? Se calhar a “Igreja” que temos hoje, é que se esqueceu: onde foi, como foi, e o que foi que Jesus disse nas suas pregações. No seguimento disto tudo, deixo aqui expresso que não concordo com a opulência e ostentação com que se vive hoje a Religião Católica. E por falar em não concordar também quero manifestar aqui a minha opinião sobre o fecho do Jornal “A União”, que pertence à Diocese de Angra. Mas como já correu muita tinta sobre este assunto, faço minhas as palavras de alerta deixadas neste jornal pelo Sindicato dos Jornalistas, com o título: ENCERRAMENTO D’ “A UNIÃO” “É UMA SITUAÇÃO GRAVE”. E diz assim: “Trata-se de uma situação grave, que faz “definhar” a classe profissional, que “empobrece” o jornalismo insular e que prova que a Diocese de Angra “demite-se” das suas responsabilidades”. Já da minha responsabilidade, acrescento ainda que a não haver um “milagre” que salve este jornal, aí sim, fico com a certeza que a fé e a esperança, também não fazem parte das virtudes professadas pelos responsáveis pelo fecho do jornal mais do que centenário, “ A UNIÃO”. P.S.: Os principais motivos que me levaram a escrever sobre estes temas foi: primeiro, o facto de ser contra o fecho de “A UNIÃO. Acho que este órgão de comunicação que nos prestou serviços tão úteis e indispensáveis durante tanto tempo, não devia acabar de uma forma tão inglória. Depois, porque esta situação, só veio avivar ainda mais a minha descrença em tudo que está relacionado com a “Igreja” ou seja, com as pessoas que mandam nela. E diante de atos tão pouco católicos, apetece-me perguntar: Afinal, qual é o papel que as “Pedras Vivas” desempenham na Igreja atual? Perante isto, como é que podem querer que a celebração do “Ano da Fé”, seja feito com Fé?.

a fé e a esperança não fazem parte das virtudes Dos responsáveis pelo fecho d’ A UNIÃO


LOJAS

Profecias falhadas: 01// a batalha de armageddon 1999 02// o virus informático y2k 03// o suicídio colectivo “heaven’s gate” 1997

01//

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04//

04// a grande desilusão 1844 05// o fim do mundo segundo as testemunhas de jeová 06// o “late great planet earth” 1970

05//

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Revista U Rua da Rosa, 19 9700-144 Angra do Heroísmo tel. 295 216 222 / fax. 295 214 030 Email u@auniao.com Director Marco Bettencourt Gomes Editora Humberta Augusto Redacção João Rocha, Humberta Augusto, Renato Gonçalves, Sónia Bettencourt Design gráfico Frederica Lourenço Paginação Ildeberto Brito

Colaboradores desta edição Carmo Rodeia, Fábio Barbosa, Fátima Silva, Fernando Alvarino, Frederica Lourenço, Joaquim Neves, Juliana Couto, Júlio Ávila, Júlio Rocha, Mário Duarte, Marisa Leonardo, Melissa Aveiro, Paulo Brasil Pereira, Rildo Calado, Teodoro Medeiros. Contribuinte nº 512 066 981 nº registo 100438 Assinatura mensal: 9,00€ Preço avulso: 1€ (IVA incluído) Tiragem desta edição 1600 exemplares Média referente ao mês anterior: 1600 exemplares

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cinema

A Oeste dE Memphis TEXTO / SNPC | Grupo de Cinema

A 6 de maio de 1993, na zona de West Memphis, estado de Arkansas, os corpos de três crianças de 8 anos de idade dadas como desaparecidas na véspera, são encontrados submersos num canal da região, evidenciando sinais de homicídio. Ante o choque das famílias, da comunidade e da população americana alertada pelos media, a polícia enceta o processo de investigação sob suspeita de tratar-se de um crime envolvendo práticas de natureza satânica. Três adolescentes entre os 17 e os 18 anos de idade identificados como praticantes de rituais satânicos e potenciais homicidas são presos e levados a tribunal, num julgamento que acabará por os condenar a prisão perpétua. Não obstante este desfecho, o caso “West Memphis Three” (“Três de Memphis Oeste”) tem continuamente inquietado profissionais da justiça, meios de comunicação, ativistas e políticos sobre o homicídio em si e sobre a seriedade com que o processo de investigação e condenação foram conduzidos, questionando a verdadeira culpa dos condenados. Tragicamente comuns, considerando a sua divulgação à escala global, os casos de crime que nos chegam por via mediática tocam-nos inevitavelmente de várias formas: entre elas, pelo horror e violência do ato em si; pela destituição de humanidade que implicam e a que sujeitam - perpetrador e vítima considerados; pelos contornos que assumem; pela curiosidade que suscitam; e pelo julgamento que envolvem, seja ele a nível individual ou coletivo, espontâneo, mediático ou finalmente oficial, através das entidades tutelares para o efeito. Construído para refutar a inquestionabilidade da acusação aos três jovens condenados pelo homicídio de 5 de maio de 1993, “A Oeste de Memphis” reúne incógnitos e ar-

tistas num filme-denúncia de estilo documental, sugerindo a possibilidade de estarmos perante seis e não apenas três vítimas de crime: as de um ou mais homicidas e as de um sistema legal deficiente na atuação. Um caso sobre um caso que servirá menos para concluir sobre a autoria do homicídio em si do que para refletir sobre as formas – liberdade e limitação consideradas - de investigação, julgamento e condenação de que a sociedade hoje dispõe. Seja através de um sistema legal instituído seja, no caso, através do cinema. Culturas juvenis emergentes

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cinema

O Pontifício Conselho da Cultura, estrutura da Igreja Católica sediada no Vaticano, convocou para 6 de fevereiro de 2013 uma «assembleia plenária dedicada às culturas juvenis emergentes», revelou o bispo português D. Carlos Azevedo, delegado daquele organismo. O anúncio foi feito durante a conferência de imprensa de lançamento do 16.º festival de cinema “Tertio Millennio Film Fest”, que decorre em Roma de 4 a 9 de dezembro sob o tema “Entre céu e terra. O paradoxo da realidade: histórias de trivial grandiosidade no cinema contemporâneo”, e que conta também com o apoio do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. O programa, que propõe perto de duas dezenas de filmes e encontros com realizadores, foi apresentado pelo presidente do Pontifício Conselho da Cultura, o cardeal italiano Gianfranco Ravasi, que esteve em Guimarães e Braga na última semana para participar na sessão portuguesa do Átrio dos Gentios, estrutura da Santa Sé para a promoção do diálogo entre crentes e não crentes. D. Carlos Azevedo entregou à jovem atriz siciliana Tea Falco o Prémio Revelação, atribuído anualmente pela “Rivista del Cinematografo”, pelo papel principal no filme “Io e te”, de Bernardo Bertolucci. «A juventude é hoje tratada como um mito que esconde efetivamente o desinteresse da sociedade pelos jovens. Este prémio quer recordar quanto o seu talento é fundamental para o presente e futuro da humanidade. A interpretação de Tea é extremamente significativa por saber tornar tangível o sentimento de inquietação que atravessa a sua geração», a que a Igreja «não é surda», afirmou o prelado em declarações publicadas no site do festival. A Sétima Arte consegue «comunicar muito mais facilmente do

16.o Tertio Millennio Film Fest

que outras linguagens», pelo que quando passa «valores através da história e faz perguntas sobre as questões mais importantes da vida, ajuda os jovens a interrogarem-se e a colocarem-se questões essenciais», referiu o responsável, citado pela Rádio Vaticano. O delegado do Pontifício Conselho da Cultura acredita que para «muitos jovens» o cinema é mais do que uma evasão inconsequente, dado serem possuidores de uma «capacidade crítica e de reflexão» que é subvalorizada. Começa atualmente a aparecer «uma geração de jovens que diante das dificuldade do trabalho e dos problemas da vida reflete sobre o futuro e torna-se crítica em relação à política», acrescentou.

Documentário questiona justiça da Justiça

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FOTÓGRAFO

OLH’Ó PASSARINHO! TEXTO / Mário Duarte FOTO / Fernando Alvarino

A minha máquina nova digital e a minha Canon antiga estão debruçadas à janela a ver os momentos da minha rua a passarem à frente das objectivas

Peguei na máquina fotográfica e pusme a ler o jornal à procura de assuntos para fotografar. Hesito entre as guerras, as eleições ou a inflação. Meço o tamanho das notícias e vejo que elas não cabem na minha Canon antiga. Agarro-me aflito à digital e ela desfaz-se-me nas mãos. Estou perdido e adormeço. Acordo e o jornal já se foi embora. A minha máquina nova digital e a minha Canon antiga estão debruçadas à janela a ver os momentos da minha rua a passarem à frente das objectivas. Dou pulos de contente e, num assomo de inspiração, corro com elas atrás da luz. Entro em becos escuros, mas é a luz que eu busco. Movimento. Arrojo. Audácia e desprezo pela vida, como dizia o apresentador de um espectáculo que visitou a cidade. Mas é a vida que eu prezo. Os olhares, a confusão ou a calma. A solidão ou a partilha. A alegria e a tristeza. Um rosto não esconde a alma.

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OPINIÃO

TODA A GENTE DO MUNDO POR AQUI TEXTO / Pe. José Júlio Rocha

Cá estou eu, outra vez, numa longa e movimentada estação de Lisboa, a passear os pés pelos ladrilhos coerentes, os olhos pela multidão menos coerente e o pensamento pelo sentido que tudo isso faz. Decidido a gozar suavemente aquele momento, sem pensar no que tenho que fazer, livre para ler o que os olhos me oferecem. Um volume enorme passa por mim, calmo como um chaparro, quase mais chaparro do que homem, manápulas nos bolsos de ganga enorme, olhos pousados em algo por cima de todos os transeuntes, a meditar bondosamente no infinito. O ser mais lento da estação. Zarpa um comboio por detrás de mim, direitinho ao Entroncamento, a contar todas as estações e apeadeiros. Aquela voz metálica de menina ausente, sempre calma, sempre simpática, marca infalivelmente os horários e os comboios que passam. Se ela existisse, gostaria de conhecê-la. Nunca ouvi pessoa tão calma. Instintivamente, volto-me para o lugar da voz e dou com um belo palminho de cara enfiar maquilhagem nas faces, depois batom nos lábios, depois qualquer coisa nas pálpebras, depois um ataque delicado mas cerrado às pestanas. As últimas vítimas são os cabelos louros. Está nervosa, a menina. Não sei se à espera de alguém, se a partir para alguém, ou se é mesmo assim, nervosa, impaciente, stressada. Pela elegância das marcas parece rica. Exactamente. Por parecer rica tem que aparecer a pobre. Faz parte de todas as histórias e até, às vezes, como no caso, da realidade. Baixa, cabelos lisos e negríssimos, ganga nas calças azuis e coçadas, camisola preta de pobre com decote de pobre. Contrasta em tudo com a personagem anterior, sobretudo nos olhos. De um azul tão claro que quase não se distingue do branco. A única beleza que tem é mesmo o olhar. No pescoço vê-se a pele puxada e repuxada de quem sofreu queimaduras. As mãos apresentam seis dedos, três cada uma. E é estrangeira. Numa voz muito doce, a medo, com um infinito respeito pela excelente pessoa que eu sou, pede-me uma esmola para pagar a luz. Dou meia volta, ela dá volta e meia e recoloca-se estrategicamente na posição de pedinte. Que tem rezado muito a Deus, que só Deus é que lhe vale. E eu, padre, dono de Deus ou, pelo menos, sócio, faço-lhe uma pergunta provocadora com um sorriso à Pilatos: «Você acredita em Deus?». O seu rosto muda, e a voz treme-lhe num sussurro sincero de verdade e emoção: «Muito, muito!». Não pode não ser verdade. Pelo tom de voz, pela ênfase dada às palavras, entre o medo de estar diante de um cínico ateu e a coragem de não ter medo de confessar a sua fé. Aquilo tocou-me. Pareceu ser a coisa mais verdadeira que ouvi nos últimos dias. Dou-lhe dois euros e parto para outra a cismar. A loura reataca o rosto com fúria. Está a ficar feia, sobretudo depois do contraste com a dolorosa calma da estrangeira pedinte. Uma mulher, mais atrás, berra a vida toda ao telefone, e a estação inteira fica a saber os seus segredos e o bandido que é o gajo que está do lado de lá. Um africano chega ao pé de mim e pergunta-me onde é a carruagem cinco. Tem, ao seu lado, uma menina linda, com um olho todo branco, cego. Certos dramas tornam as pessoas mais belas, como aquele anjo de quatro ou cinco anos, que se abre absolutamente, num sorriso infinito, ao meu piscar de olho. Digo ao pai que esteja descansado, que é a minha. Um suburbano passa berrando poderosamente uma apitadela. Não resisto a regressar à estrangeira pedinte, que já percorreu todo o cais e quase ninguém lhe ligou. Sorrio-lhe sem reticências. Dou-lhe 10 euros. Se calhar tem filhos. Não tenho nada no meu sorriso a não ser o sorriso: «Que Deus a abençoe». O sorriso dela duplica. Está prestes a contar-me algum pedaço mais triste da sua vida e o comboio chega. Sentado no meu lugar distante ouço a mesma voz que berrou a vida toda ao telefone. Agora está a ligar para a amiga. Há um quarto de hora que ouço a segunda versão da sua vida. Ele há dramas… 26 novembro 2012 / 25


PARTIDAS

Quando os contos de fadas terminam… TEXTO / Melissa Aveiro*

O amor pode ser entendido de diferentes formas, mas, na sua essência, é um sentimento. Desta forma, é abstracto, sem cor, sem cheiro ou textura. Considerado o sentimento de excelência, encontra-se interligado à paixão, à união e à intimidade, influenciando o nosso estado e comportamentos de ser. A forma como uma pessoa ama alguém depende de muitos factores: cultura, educação, personalidade, etc. Dessa junção de factores resulta, em cada um, um estilo pessoal de amar. Alguns são compatíveis com o estilo do parceiro, outros não! O sucesso da relação depende de como os dois são capazes de superar as lacunas e as suas diferenças. Um amor bem-sucedido provém da humildade e da fraqueza e, por vezes, da abdicação de exigências e posturas,

algo que por vezes é difícil de fazer! As pessoas não devem mudar por ninguém, mas uma relação exige esforço das duas partes e, de certo modo, que as pessoas se moldem uma à outra a fim de se apoiarem e serem felizes. Quando se vive um amor, a última coisa que vem à cabeça é o fim da relação. Ficar sem alguém que se ama é ter a noção do tempo a passar e não saber preenchê-lo, é sentir a obrigação de se manter acordado para a vida enquanto o que o corpo quer realmente é adormecer, é ficar-se calado enquanto o peito grita de dor e procurar respostas sem as não conseguir encontrar. No fundo, é descobrir forças no infinito e tentar encontrar uma razão de existência na solidão. Pois bem, faz parte da vida que os relacionamentos amorosos não dêem certo e encontrem o seu fim. Não que todos sejam assim, claro! Mas acontece… O melhor que se tem a fazer nessas alturas é encarar a situação e retirar dela algumas experiências. Segundo a psicóloga Sueli Castilho, arrastar uma situação em nome de um amor onde não existe reciprocidade, é desgastante e destrutivo. Se apenas um ama, a relação não existe mais. Quando a relação acaba, ambos o sentem, mas há sempre um elemento mais corajoso que toma a iniciativa de a terminar e, se isso acontecer, não há motivos para acreditar que o mundo desmoronou. É claro que vamos sentir isso na pele, vai existir a mágoa e sentimentos de perda pois para trás ficaram as pro-

messas de amor eterno, as juras e as declarações ao luar e o sentimento que se tinha por essa pessoa, a qual muitas vezes, vivemos só para ela… mas o melhor é não afundar nesses pensamentos e dar a volta por cima. Retomar a vida social, reencontrar amigos e fazer actividades prazenteiras são algumas maneiras de afastar da solidão. Esquecer alguém que se amou é quase impossível! São necessários o autoconhecimento e a determinação para se afastar do parceiro pois “o que os olhos não vêem o coração não sente”. Mas por vezes isso é difícil e a pessoa sente que está a fugir e a esconder-se! A história pode fazer parte do passado, mas vai estar sempre consigo, na memória e no coração, tem é de saber lidar com ela! Provavelmente vai deparar-se a pensar nela muitas vezes, não importa se é boa ou má, faz parte da vida e isso é imutável! Criar ilusões sobre uma nova vida futura com essa pessoa pode ser ainda pior e cometer o erro de entrar de rompante num novo relacionamento só por autoafirmação e para mostrar que superou a situação é igualmente errado! Estar sozinho é necessário, para chorar, viver o luto da relação, voltar a conhecer-se de novo e dar valor à sua própria vida. Irão haver dias em que se sentirá bem e outros em que terá recaídas e voltará para o fundo do poço pois o processo é longo e demorado. Por vezes existe a necessidade de procurar ajuda psicológica, principalmente quando nos sentimos


PARTIDAS

realmente perdidos e estagnados, sem sonhos e vontade de sorrir, de maneira que não conseguimos avançar na vida. Mas temos de ser fortes e definir objectivos para lutar e poder seguir em frente! Dar tempo ao tempo para o coração curar e, quem sabe, mais tarde num futuro longínquo, voltar (ou não) a cair no inescapável erro de amar novamente alguém. *Psicóloga da Associação Paulista de Terapia Familiar, http://www.aptf.org.br.

Esquecer alguém que se amou é quase impossível! São necessários o auto-conhecimento e a determinação para se afastar do parceiro pois “o que os olhos não vêem o coração não sente” Tentar encontrar uma razão de

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existência na solidão


ÓCIOS / OPINIÃO ENTRETENIMENTO / OPINIÃO

“O que tem e/ou começo, tem fim.” “Citação frase aqui.” Niccolo Maquiavel CARTOON

F. S. QUESTIONÁRIO

A MAÇONARIA Duarte INFLU-é a Freitas ENCIA A solução POLÍTICA para o PSD/ PORTUAçores? GUESA? SIM SIM NÃO NÃO

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Vencedora entre 300 candidatos JOVEM TERTítulo Aqui CEIRENSE É CAPA DE REVISTA INTERNACIONAL

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ci piscit verro quibus repre magnat magnam sunt dis nam quo dolorum quature scitium quatesto mos alicti rendiae similibere, cus, simusant, sae cum as sam ipiende rfernam se pro eicatibea quosa nonsed evendamet maximpo reicabo ritibusci sequostia nobitae ctoribu sciaeca boratquatem arum re repudit voluptate sus quiasi apereri onsent aliquatem illiquis est, sam qui demporporpor as dolectis aut quisque molupti assincti sit, ut I am a fan of labo. Bis derchil ilitam sit ped mi, officab ipsant est veleseq uodiamus es ilibus, ommoluptatur aci andam et alit TEXTO / Frederica Lourenço aut volorep ellendaero dolore mod et TEXTO / Frederica Lourenço Corat res et pore, siminis et debitas ulparum incias molorro to blaboria imporrundis dolorem iundis simoluptate nostion sectene vent A Pictoplasma é um colectivodenihil de artistas que se dedicam à ilustração e que, juntos, se tornaram numexplacias dos maioresam, fenómenos modernos temde sucesso, no que a artes respeito. O movimento vid seque dolupta undam ium quidizquide consed quiscomeçou em Berlim, debis no finaladanon década de 90, encontra-se espalhado por todo mundo. qui quaspellandi eatur, im e hoje sequatus magnien imint, que ore quo Juntosreped organizam eventos,omnit fazem conferências, ruas, criam livros de arte, dedicam-se lam ut aliquo aut quae- animam moditate volore laut asitatus, quia-a animar vídeos, roupa... cea voles autfazem occus ut quatem diation temos que venet restia quia corunt. O calendário de eventos anual da Pictoplasma é tão requisitado junto da classe artística, que poratem excearumquid que sequaere Ciendio con rehenis ipsunt ullupta si todos os anos o número de eventos cresce. Este ano foram 3 os festivais: Nova Iorque, Berlim e, nonseque niet explitio blabo. Bo. Nam, net dolore nos assitatqui rerrovi dipela primeira vez, Paris. Sempre localizados em locais alternativos aos parques de exposições te sant exerit remodit volore nimod cidunt, quatur rectiumque rem que (como escolas de design ou galerias de arte), sempre com uma promoção viral e de rua origimagnatat anit adi quo commolectur netur? Acerum eicae voluptiore minais, sempre com ciclos de conferência esgotadíssimos, sempre com a apresentação de novos aut ium non pedignam invelenim vo- nihillabo. Vitatus, omnihicitate nihilit talentos junto de talentos consagrados, os eventos da Pictoplasma são o meio mais eficaz de luptat. Hillabor alibea con repremquid qui utuma et residência volor audae quamsituada essunti promoção da classe junto do público alvo. Têm também de artistas, em endes sande dunt eaturibusdam aut ossum, omnim hic totat. Uga. Itatemé Berlim, que serve como incubadora para novos talentos. A selecção é rigorosa, e a competição rest quid eatem sunditasped dolodostem. Lesciam feroz,rernam mas a exigência qualitativa faz com que só alibus os melhores melhores tenhamevelectur lugar nesta que mi, odion por arciae maio. Itatisanihiciae pos porum, si temporr comunidade, e a realidade é que todos os melhores querem fazer - de alguma forma - parte ovidela, nem que já se tenham consagrado já sejam nomes conhecidos e incontornáveis bus, si odit ist, quae ditatema solo, nos nem nes quedunt iatqui utenis nis et volupiene voda indústria. quaepro O ano passado lançarameatem o seu primeiro um compendium de personagens dignatur, dustibus lupta livro, denduci llaces sinum, occus aut animadas, é um must have todos os que se interessam por conhecer a evolução dos quis autaquealiatiatum net para volorerum, volendi blaborem fugiaecupici bonecos que nos habituamos a ver na televisão, por exemplo. consedanimados que rere occuptature exper-

PICTOPLASMA

website: pictoplasma.com

26 novembro 2012 2012 // 28 28 19 novembro


CULTURA

CORRER O FADO AtÉ Fado, a mais representativa forma de expressão da cultura tradicional portuguesa. Numa multiplicidade de movimentos, sons, sensações e senti-

DIA 8 mentos, os bailarinos transmitem-nos com a sua arte, beleza e aparente facilidade, tudo o que os nossos sentidos percebem e o nosso coração apreende.

TEATRO MICAELENSE Ao fundir o fado com a dança contemporânea, “Correr o Fado” quebra com a tradicional forma de ver, ouvir e sentir o fado, desmistificando a sua conotação saudosista e melancólica. Mais um passaporte para a internacionalização do Quorum Ballet, em digressão desde Fevereiro de 2012.

“EU” Até 31 de Janeiro no Foyer do Centro Cultural de Angra do Heroísmo estará patente a exposição fotográfica “EU” de Hermano Noronha. O Skater procura formas mais evoluídas de desempenho, da mesma forma que um futebolista com a bola, ou um ginasta no trampolim. As marcas que se desenham no seu skate reflectem a sua progressão nas manobras e transposição dos obstáculos urbanos. Em resultado deste aperfeiçoamento, skate e skater evoluem sob o signo de uma prática colectivamente reconhecida, quer como uma Entidade Única, destacando-se individualmente dentro desse colectivo. 26 novembro 2012 / 29

sempre! TEXTO / Marisa Leonardo

Despedindo-me de um amor, abandonando o interacionismo simbólico, dizendo adeus a uma revista que proporcionou a oportunidade de dar a conhecer aos respectivos leitores a “Amante da Sociedade”…da sociedade Açoriana que tanto merece respeito e reconhecimento. Angra do Heroísmo não é apenas o nome de uma cidade, é antes um símbolo de identidade, da qual a visto todos os dias sem cessar. Despedidas? Não a encaramos, lamentamos, mas não nos conformamos, e nisto faremos “guerra” com a escrita e com a voz para que o Jornal, A União e a Revista U não caiam em esquecimento! 120 anos de informação, divulgação, a multiplicidade de opiniões e a interacção com os jovens e adultos, foi e é a marca registada desta Casa! Quero agradecer em especial ao jornalista Renato Gonçalves em atribuir–me a confiança ao colaborar com a revista. Sendo assim, digo um Até Sempre, pois a luz nos espera e com ela vingaremos nas oportunidades! Deixo-vos a pensar neste dilema com um novo olhar, ainda na minha companhia,… a Amante da Sociedade.


CULTURA

PINHAL DE NATAL O jovem escritor Ruben Correia lançou na passada semana “O Pinhal dos Segredos e Outras Aventuras de Natal”, um livro de contos publicado pela editora “Lugar da Palavra”. No prefácio de “O Pinhal dos Segredos e Outras Aventuras de Natal”, João Bosco Mota Amaral escreve que, aos 15 anos, “Ruben continua a fazer da escrita a sua forma de desafiar os sonhos”. De referir ainda que Ruben Correia vai apresentar o seu novo livro em seis ATL de Ponta Delgada. Assim, a 28 de Novembro, pelas 16h00, a apresentação será no ATL do Ramalho e, pelas 17h00, no

RUBEN CORREIA de Santa Clara. A 29 de Novembro, pelas 16h00, no ATL das Feteiras e, pelas 17h00, no da Saúde. Finalmente, dia 30, pelas 16h00, será a vez do ATL do Livramento, seguindo-se, às 17h00, o jardim-deinfância da Fajã de Baixo.

SAÚDE E CRIANÇAS Sofia Loureiro apresenta o seu livro “Guia de Remédios Naturais Para Crianças” no dia 6 de Dezembro, pelas 18h00 no Pequeno Auditório do CCCAH. Na ocasião, a autora vai igualmente proferir uma palestra sobre Saúde Natural e Crianças.

Argo Ben Affleck traz-nos a história da operação arriscada de resgate de seis Americanos na crise dos reféns no Irão, focando o papel da CIA. Informação só desvendada muitos anos depois do acontecimento. Sabendo que é só uma questão de tempo até os seis serem encontrados e provavelmente mortos, os Governos Americano e Canadiano pedem à CIA para intervir. Tony Mendez, um especialista da CIA, surge com um plano arriscado para conseguir retirar os seis em segurança. A 29 e 30 de Novembro no Centro Cultural.

JAZZ em fotos FOTO: Fernando Resendes

Em paralelo com a programação do festival Jazzores’12, o Parque Atlântico, em Ponta Delgada, recebe, até 2 de Dezembro, a exposição de fotografia “Cinco anos de Jazz”. Da autoria de Fernando Resendes esta mostra apresenta como o fotógrafo “viveu estes momentos, respirou os sons e em cada foto reproduz o calor do Jazz”. Trata-se de um conjunto de fotografias registadas de 2006 a 2010, no preto e no branco.

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OPINIÃO / AGENDA OPINIÃO OPINIÃO // AGENDA AGENDA

QATAR NATIONAL QATAR NATIONAL CONVENTION CENTER CONVENTION CENTER TEXTO / Rildo Calado

TEXTO / Rildo Calado pelo arquitecto japonês Arata Isozaki (www.isozaki.co.jp) e pelo ateProjectado em parceria

lier internacional RHWLpelo (www.rhwl.com), o centro nacional de convenções do Qatar custou Projectado em parceria arquitecto japonês Arata Isozaki (www.isozaki.co.jp) e pelo ate720 milhões de dólares na sua construção, e é o mais “verde” do mundo. O projecto desenrolalier internacional RHWL (www.rhwl.com), o centro nacional de convenções do Qatar custou -se em tornode de dólares uma imensa estrutura de 250 em forma uma árvore nativadesenrolado Qatar, 720 milhões na sua construção, e é metros o mais “verde” dode mundo. O projecto a árvore de sidra, queimensa suportaestrutura o tecto do O gigantesco até 10doeventos -se em torno de uma deedifício. 250 metros em formainterior de umacomporta árvore nativa Qatar, simultâneo, com sala de conferências com 4000 lugares sentados, um anfiteatro com aem árvore de sidra, queuma suporta o tecto do edifício. O gigantesco interior comporta até 10 eventos 2500 lugares, 52 salas de reunião, inúmeros pequenos auditório e 40.000 metros quadrados de em simultâneo, com uma sala de conferências com 4000 lugares sentados, um anfiteatro com área de exposição, entre outros espaços. Todo o edifício é auto-sustentável. 2500 lugares, 52 salas de reunião, inúmeros pequenos auditório e 40.000 metros quadrados de área de exposição, entre outros espaços. Todo o edifício é auto-sustentável.

HEADLINE HERE HEADLINE Xana TocHERE Toc Lores aut quidebis dis nitatem et que pel ime nosse-

quam, officae cesecto etumde quibus acesto Lores aut quidebis disela nitatem etrae que pel ime nosseEla canta, ela dança, gosta escrever e de pinquaspiet faccum iligenimi, sam et, quidebitis quam, officae cesecto etum rae quibus acesto tar… Mas sobretudo ela é muito curiosa e comoantia bate quaspiet faccum samperguntas et, quidebitis antia a todas as portasiligenimi, para fazer chamam-

TITLE HERE TITLE HERE

Centro Cultural dolorestibus consequate intToc entus quo dolorestibus conselhe Xana Toc! doluptiatus dolo earum quate int entus quo Directamente da “Ilha rem Sonhos”, arum dolo volora vita doluptiatus dos aearum Xana arum reictissi utatae. rem arum volora vita Toc Toc vai passar Et aborero coneutatae. etur, arum reictissi pela ilha Terceira para cuptatem que comEt aborero cone etur, animar todas as crianmoluptas quiae vecuptatem que et,comças num encontro que liqui accusam facculp moluptas quiae et, vepromete muita animaliqui música accusam facculp ção, e dança.

TITLE HERE TITLE HERE 2 de Dezembro ariorum vel il es volor simus, core quistib eribus

voluptis vendae cumrecheada exerum arum ariorum vel il es volor simus, core quistib eribus Com umaearum mala cor-de-rosa de tudoquiant. o que Ehendit, sinto verovitio. Ut est, ut incid quas inullor voluptis earum vendae cum exerum arum quiant. é preciso para aprender, pintar, escrever e espaestiusa picaboremque nonsed que est, Ehendit, sintomagia, verovitio. Ut est, utToc incidé quas inullor lhar alguma a Xana Tocquibearum uma amiga quiasped eos auditem poreptas doloriti omnimpoestiusa picaboremque nonsed quibearum que est, simpática para todas as crianças. Afinal, ela não ga do trabalho. riatemedo invellaut expediciis quias mos alitenaquid quiasped eos poreptas doloriti omnimpotem de auditem fazer as perguntas quesam estão caga do trabalho. quas ella Lit et qui debis magnates dolupta riate invellaut expediciis quias mos sam alite quid beça de todos e quer sempre descobrir maiserfe e mais vigor. quas ella Lit et qui debis magnates dolupta erfe respostas. vigor.

07 maio 2012 / 31 maio 2012 / 31/ 31 2607 novembro 2012

Xeratem quost autemos dipsam Xeratem quost 8 de Dezembro, ut imagnam, offic autemos dipsam 21h30, Grande totatur? Quiditam ut imagnam, offic Auditório Centro alia iducidentia sitotatur? Quiditam Cultural e de Contias millupis omalia iducidentia sigressos de et Angra nim ex enis as eost tias millupis et omdo Heroísmo. eosaper nim exBruno enisibeaquo as Waleost BWF, ma del ipis dolor eosaper ibeaquo ter and Friendsad é eument, corma del ipiscon dolor ad actualmente um ectatiammusical dolorese eument, con corsexteto da pratiant quam que ectatiam dolorese ilha Terceira cujo volo molorro exque et pratiant quam repertório é basevit qui volo molorro ex et ado em ditessuncanções di unte ella nate vit qui ditessunoriginais de cariz nobitatem quis di unte ella nate popular urbano quossimodia nobitatem quis com matizes de delisci& blue. psapedi quossimodia quis black beritem ilit quis indelisci psapedi Antero Ferreira venis consequ beritem ilitNuno quisuninno Baixo; Pidignam aut most, venis consequ unnheiro na bateria; cum fugition eium dignam aut Márcio Cotamost, no eratur res ipsamus cum fugition eium Trompete; Rui Melo eatum eturipsamus sapitat eratur res no Saxofone; Paulo iaecaep udaeraeatum etur sapitat Cunha na guitarra, tiatur aditatis noiaecaep udaeravoz e direcção mubitib usante qui as tiatur aditatis nosical e Bruno Walrersperae ex bitib usantelatis quivoz, as ter Ferreira na exerae. Ipicipitium rersperae latis ex composição, guique et,harmónica quatur rese exerae. Ipicipitium tarra, que et, quatur res piano.


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MADALENA Director: Pe. Manuel Carlos • Sábado - 04 Dezembro 2010 • Ano: 118 • Jornal Diário • N.º 34.321 • Preço (Iva incluído): 0,50¤

Aos funcionários públicos Pag|04

Director: Pe. Manuel Carlos 2010

2009 Director: Pe. Manuel

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Apoios sem custos para o Estado   O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, assegurou ontem que a medida de apoio aos funcionários públicos aprovada pelo parlamento regional “não custa um cêntimo ao Estado ou aos cidadãos de qualquer região do país”. “Trata-se de uma questão de opções e prioridades”, afirmou Carlos César, em declarações aos jornalistas em Vila Franca do Campo.

última hora. porém, a existência de alterações de pelos seus elementos, os quais salvaguardaram,

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D. António Marcelino pag|09 INVESTIGAÇÃO

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José do Canto em livro

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VERÃO... Sol Calor Mar Luz Liberdade Vontade Querer Ser!

pag|07

Autocarros mais ecológicos > A renovação da frota de autocarros nos Açores iniciada em 2001 já permitiu “baixar para seis vezes menos a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera” dos veículos que asseguram o transporte colectivo de passageiros no arquipélago.

  Câmara de Angra investe 20 milhões de euros em 2011.

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Em São Mateus Pag|05

e os Bailinhos de Carnaval foram disponibilizadas

Pesca também para as mulheres   A Associação das Mulheres de Pescadores e Armadores da Ilha Terceira, localizada na freguesia de São Mateus, concelho de Angra do Heroísmo, faz balanço positivo de quase três anos desde o início da sua actividade. Segundo a responsável, Maria Glória Brasil, a instituição, que apostou fortemente na formação e informação de várias temática direccionadas para as mulheres de pescadores, prepara-se agora para desenvolver um projecto na pesca-turismo.

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> Considerado um visionário da economia açoriana do século XIX, a vida e história de José do Canto acabam de ser compilados em livro, num trabalho da investigação inédito de Maria Filomena Mónica. A apresentação da obra decorre em três ilhas dos Açores. Hoje, é a vez da Terceira.

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Junta de Freguesia

de São Mateus

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Angra

5 e 6 de Setembro de 2010 Nº 24 BOLETIM

revistas jornais

O Negrito Gaspar Rosa Director: José Nº 50 Ano XVI –

de Lima

Gratuita Distribuição 2010 Janeiro a Junho

Boletim Informativo em

gravada Telenovela São Mateus

São Mateus, limpa uma freguesia

Meia Maratona dos Bravos

EDITORIAL

novo Aprovado de Taxas regulamento

é de três de fotocópias pelo reapro- ção taxa devida Freguesia ende euros. A A junta de e gatos varia gisto de cães doença careuros. o novo regulamento contra uma por vou cobradas pela autarquia tre os 0.90 e os 14.40 do da que luta à coe que aguarda taxas dos serviços prestados centro histórico Os custos díaca terminal os cinpelos serviços inicio de 2010. vações no variam entre no Angra do Heroísmo. um novo coração. Eduarda Borpor cemitério os três mil euros. munidades cidade de estreada em e cobradas a Ângelo Meneses, Graça DrumSão taxas A telenovela, a cinco actoregis- co euros à casa mortuária, Sales, os é da ba, Francisco Parreira foram casa Quanto o seu uso serviços administrativos, Março, recorreu cemitério, devida sobre e a 65 figurantes mond e Judite seleccionauso do tro de animais, jogos e taxa res locais da históPor fim, o terceirenses campo de com alguns de 25 euros. entre os con- actores mortuária, ilha. A protagonista de jogos varia a união Lobo Antunes, como dos para contracenar Fotografia: outros serviços. cobrada pela campo 45 euros, mediante ria, Paula protagonistas. os com actores dos principais 65 figuranAssim, a taxa certi- 10 e de uma caução e o tracena Pereira, Rogério Foram recrutados o quadro de atestados, de um apresentação São Mateus José Carlos é de 250 euros. O Porto de para preenchermaioria com- emissão Martelo e Delfina Cruz. para tes dões e declaraçõesa certifica- no valor Quinta do sendo a escolhido mês Samora sobre espaço da piscatório, da fregueno passado o local foi euro e a taxa por habitantes aldeia piscatória, foram palco, das gravações da da posta recriar uma de Fevereiro, telenovela do mote à história sia. dando o de 17 uma pescadora mais recente Paixão. previstas cerca das Mar de Junho, estão gra- protagonista, canal TVI, do mês de com um resumo realizadas Até ao princípio em São Mateus. Fique Também foram acompanhá-las. corda, para poder touradas à já programadas que estão Datas a de Maio Local No primeiro Serreta e São 10 Julho a Tipo de promovido estrada entre Capitão-Mor Canada do a encher-se no concurso do Ambi11 Julho tem guesia Mateus voltou e andariRegional Capitão-Mor corredores de Freguesia pela Direcção Canada do corajosos A Junta edição da 28 Agosto um trabalho o Eco-Freguesias. de todos vigésima Touradas lhos, na Bravio vindo a cumprirtornar São Ma- ente, também, dos Bravos. o Depende, para 29 Agosto Meia Maratonano campo de joe melhorarmos persistente conotada não tradicionais freguesia Bravio nós mantermosÉ com o esforço de Com meta teus numa 1 Maio feito. e com o asseio. alcan- gos, os quase 21 quilómetros Capitão-Mor com a limpeza contribuído, ao trabalho conseguiremos por 39 atletas. Canada do todos que 22 Maio cuja importân- foram galgados e Ângela ArruPara isso têm protocolo tempo, o çar este galardão, acima de Paulo Marques Largo da Igreja vencedolongo do 3 Junho com a Câmara está relacionada, prémio de da foram os grandes com estabelecido angra do Heroís- cia Cantinho organizado com o melhor de 5 Junho da fre- tudo, termos uma freguesia res do evento, do Grupo Baile Municipal limpeza diária todos: Terreiro a colaboração limpa. mo para a Bezerrada a Regional Terceiren6 Junho da Canção que a verdadeiramente guesia. dia 20 de Março, Terra do Pão o serviço No passado Gê-Questa se. de Além disso, participa7 Agosto ambiental na recolha orla Paralelamente, Biscoitinho limpeza da na décijunta presta tem-se provado associação a cabo uma 26 Maio num na iniciativa ram 31 concorrentes resíduos sólidos e decisiva para levou integrada Terreiro A Gê- ma edição da caminhada, a útil à população de sucatas e marítima Limpar Portugal. 1 Junho atletas a cruzar imagem em parceria total de 70 Em nacional Terra Alta eliminar a de jogos . beira da estrada. 2 Junho Questa trabalhou de Escutei- meta do campo monstros à transportadas com o Agrupamento Terreiro os Escode resí2009, foram 497, com Touradas 13 Agosto toneladas Marítimos com a Junta Porto cerca de 10 e detritos para o ros Portugal, Tradicionais empresa 14 Agosto do teiros de duos sólidos e com a de Angra Freguesia Porto que deAterro Sanitário esforço exclu- de mostrando 31 Maio num de nós a já que Floriazoris, Heroísmo, Cantinho cada um de freguesia pende de sivo da junta Vacada em não é protocolado limpeza da freguesia. de lixos em este serviço entidade. em cerrado Fazer separação lixeiras ilegais o brio com nenhuma denunciar São MaMais recentemente, esforços casa; Vamos tornar feito e nos levaram baldios... Eco-Freguesia! no trabalho numa de limpeza a fre- teus constantes inscrevesse a que a Junta

boletins e muito mais

Touradas

Órgãos Autárquicos

EDITORIAL 185 anos da freguesia

a 183 anos em que foi elevada da Terra Chã da Terra Chã vai comemorar os No dia 6 de Setembro a Freguesia que independente. freguesia comemorações do Dia da Freguesia Caros cidadãos, mais um aniversário vão decorrer, pela 18.ª vez, as este se aproxima. Chã,evento assinalar da Terra Para dia 7. da freguesia dois no primeiro domingo de Setembro, dois tradicional, é alberga formatojáque Este ano numcomo acontecem, das obras que efectuamos nos que se pretende novidade marcamos esta data com a apresentaçãoe o novo miradouro com vista para dias festivos, é habitual, também Como do Alto das Lages manter, sendo uma aposta do programa das Veredas: o antigo miradouro miradouros eleitoral do Partido Social Democrata. ainda O início deste mandato não foi nascente. importantes projectos arranquem temos vindo a trabalhar para que à vida da autaro pulso melhoramentos tomado fácil, destes além Para de quia, verificou-se que parte da obra ano. do nosso Bairro Social, da neste estava requalificação do Largo da Igreja à e urgente obra de requalificação necessária o referirmo-nos que veio condicionar Estamos do Heroísmo. por pagar,asituação e da Câmara Municipal de Angra nós Tivemos Regional Governo doJunta normal andamento da das habitações, a necessidade de responsabilidade que dos projectos em que se encontra a maior parte abdicar de de degradação situação a alguns verdade, a necessidade da renovação de Na que nos propunhamos para pagar o montante aos actuais agregados familiares, habitações adequadas é de ruas e espaços de construírem se que estava em dívida. Uma situação que de dotar todas as habitações espaço que seria a necessidade de esgotos, porqueeo dinheiro de águas desagradável rede central do bairro, dotando-o de um do nosso prograa necessidade de modificar o local apropriados, para utilizar nos projectos levou-nos a considerar este estacionamento tiveram que ser adiados, foisociais que promovam o seu desenvolvimento, ma eleitoral, com equipamentos amplo dívida mais usado para saldar o montante em na Freguesia. como 1.ª prioridade do Largo da a realizar investimento NOVO ELENCO AUTÁRQUICO das obras de requalificação

2010

Igreja. A novidade nesta comemoração dos 185 anos de existência como freguesia, dias. é o facto de ser festejado em dois Pretende-se assim dar maior intensidade na e importância que deve ter este dia freguesia e para os seus habitantes. feita No dia 5 de Setembro, a aposta é que com um programa intenso e variado, Fonte decorrerá por inteiro na Quinta da ponto Faneca, ou tendo pelo menos como local. de partida e chegada esse mesmo O programa contempla variadíssimas o maior componentes, tentando abranger da número de preferências da população Terra Chã. No dia 6 de Setembro, a festa será concentrada no Largo da Igreja, com o indispensável bolo de

1

295214980

elegeu nas últimas eleições A Junta de Freguesia da Terra Chã, pelo Partido Social Demoautárquicas, novo elenco, que foi eleito desta tomada de posse à volta crata – várias foram as peripécias perdido, a tomada de (mas após algum tempo desnecessariamente posse tornou-se efectiva).

O elenco autárquico ficou assim distribuído: Presidente: Rómulo Ficher Correia Secretária: Sandra Maria Viegas Borges Tesoureiro: Bruno Miguel Ferreira Fagundes

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Assembleia de Freguesia:

animação musical, Silva Presidente: Jorge António Ávila da aniversário e uma surpresa no final. da Silva O Dia da Freguesia, reúne grande 1º Secretário: Paulo Manuel Correia Festa número da população desta localidade, 2º Secretário: Durval Henrique Melo Francisco Severino sendo de realçar o almoço de confraterniem que nos de Reis Leonardo Lourenço; sempre do Governo Regional Vogais: Elvino Elsa Maria zação que a Junta irá servir, sendo é outro investimento da Terceira dos Santos Bertão; José Luís Tecnológico levam o Trata-se, com Parque Bettencourt; famílias que Matos várias da Universidade. O projecto de saudar asdo nos terrenosFernando Terra Chã, Linhares Rosa; Paulo agradável naqueleser implementado na da e se juntampara seu “farnel” Rocha Freitas,jáUlisses empenhado temos se encontra em elaboração, abrangendo freguesia queSoares. e desfrutando de toda relevo para aSérgio espaço, Corvelo uma iniciativa de grande deconvivendo efeito, nas áreas das novas tecnologias. excea ambiência de um local que é por de âmbito local e regional com intervenção privadas e estar e saudável públicas do Largo de Belém (Largo da de bem entidades lência promotor freguesia será a obra de requalificação por uma em relação ser elaborado convívio. importante para a nossa projecto àa Junta Também seuchegado estando otêm reclamações a corrente ano, ainda noAlgumas início o seutoda teráconvidar obra quepara Igreja)Aproveitamos da da Fonte Faneca até aos Chã, população a comparecer na Quinta à limpeza na zona da calçada Freguesia da Terra técnica. Largo equipa bem estar e aqui Fonte Faneca e no dia seguinte no para o progresso a notadade que a limpeza deixamos temos de trabalhado sempre um usufruir Miradouros, que para forma aproveitando É desta da Igreja, para com a freguesia. Câmara Municipal convívio. os compromissos que assumimos um saudável assim nessa zona é da responsabilidade da cumprindo

de Angra do Heroísmo.

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Sábado, 1 de Setembro de 2012

Médicos preocupados | pág. 07

Semana Educativa | pág. 05

Na Turquia | pág. 04

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• Ano 119 • Jornal Diário • nº 34.837

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CDS-PP, afirmou qualidade de vice-presidente do de antecipação” à Lusa que se trata de um “esforço no âmbito dos apoios destinados ao sector agrícola, de compensação das medidas agro-ambientais e decidiu pagar pelas intempéries que o executivo pág. 06 mais cedo.

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os quais salvaguardaram,

pág. 03

AIS ANTECIPADO DE AJUDAS AGRO-AMBIENT

antecipado O Governo iniciou ontem o pagamento no valor de ajudas agro-ambientais aos agricultores, a ministra da de 13,7 milhões de euros, anunciou uma visita Agricultura, Assunção Cristas, durante às ilhas do Faial e do Pico, nos Açores. ao arquipélago na Assunção Cristas, que se deslocou

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L.DA

PORTUGAL CONTRATO 200018151

Rua da Rosa, 19 | Apartado 49 9700-171 ANGRA DO HEROÍSMO Tel. 295 214 275 | Fax 295 214 030 E-mail: auniao@auniao.com

Nome _______________________________________________________________________________________________________________________ Morada _____________________________________________________________________________________________________________________ Contribuinte n.º Quant.

Data

Designação

P. Unitário

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www.auniao.com

TOTAL . . . .

Isento de IVA - Alínea f) do nº 5 do Artº 36º do CIVA

Importância

. . . . . . . .

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Viatura ________________________________ Matrícula _________ – _________ – _________ O Condutor ____________________________ Local de Carga ______________________________________ Hora ________ h ________ Recebido por ______________________________ Local descarga ______________________________________ Hora ________ h ________ Entregue por ______________________________ U. G. A. • Contribuinte nº 512 066 981 • Rua da Rosa, 19 • Angra do Heroísmo • Aut. Minist. 2-3-88 • 1 bl. c/ 50x3 ex. • 6-2011

Os bens/serviços foram colocados à disposição do cliente nesta data

tecidos p a r a cortinas cortinados estores interiores japonesas lâminas verticais r o l o varões calhas acessórios

comprimentos e larguras Rua da Esperança, 44-A 9700-073 Angra do Heroísmo Telefone / Fax: 295 213 302

2 0 1 2

Guerrilhas, N.º 34 – Terra Chã • 9700-685 Angra do Heroísmo 333 Telefone / Fax 295 331 469 • Telemóveis: 969 028 777 / 969 239 E-mail: cabral.luis@live.com.pt

FEVEREIRO

JANEIRO

S — T — Q — Q — S — S — D F

9 16 23 30 2 3 10 17 24 31 4 11 18 25 — 5 12 19 26 — 6 13 20 27 — 7 14 21 28 — 8 15 22 29 —

21 R — 22 29 — 23 30 — 24 31 — 25 — — 26 — — 27 — —

SETEMBRO

S — T — Q — Q — S — S 1 D 2

20 27 — E 28 — 22 29 — 23 — — 24 — — 25 — — 26 — —

JUNHO

MAIO

7 14 S — 8 15 T F 9 16 Q 2 Q 3 10 17 S 4 11 18 S 5 12 19 D 6 13 20

6 13 S — 7 14 T — 8 15 Q 1 9 16 Q 2 S 3 10 17 S 4 11 18 D 5 12 19

3 10 17 24 — 4 11 18 25 — 5 12 19 26 — 6 13 20 27 — 7 14 21 28 — 8 15 22 29 — 9 16 23 30 —

S — T — Q — Q — S 1 S 2 D 3

4 11 18 25 — 5 12 19 26 — 6 13 20 27 — F 14 21 28 — 8 15 22 29 — 9 16 23 30 — F 17 24 — —

OUTUBRO S T Q Q S S D

8 15 1 9 16 2 3 10 17 4 11 18 F 12 19 6 13 20 7 14 21

22 29 — 23 30 — 24 31 — 25 — — 26 — — 27 — — 28 — —

MARÇO

5 12 S — 6 13 T — 7 14 Q — 8 15 Q 1 9 16 S 2 S 3 10 17 D 4 11 18

19 26 — 20 27 — 21 28 — 22 29 — 23 30 — 24 31 — 25 — —

JULHO S — T — Q — Q — S — S — D 1

9 16 23 30 2 3 10 17 24 31 4 11 18 25 — 5 12 19 26 — 6 13 20 27 — 7 14 21 28 — 8 15 22 29 —

NOVEMBRO

5 12 S — 6 13 T — 7 14 Q — 8 15 Q F 9 16 S 2 S 3 10 17 D 4 11 18

19 26 — 20 27 — 21 28 — 22 29 — 23 30 — 24 — — 25 — —

ABRIL S — T — Q — Q — S — S — D 1

9 2 3 10 4 11 5 12 F 13 7 14 P 15

16 17 18 19 20 21 22

ANUÁRIO DIOCESANO | AÇORES | 2012

Rua do Hospital, 12 • 9760-475 Praia da Vitória Telefone: 295 540 910 - Telemóvel: 968 770 453• Fax: 295 540 919 • E-mail: clipraia@gmail.com

23 30 24 — F — 26 — 27 — 28 — 29 —

O Jornal A União e a União Gráfica Angrense deseja aos seus leitores e clientes

um

Santo Natal eo Melhor 2012

AGOSTO

6 13 20 27 — S — 7 14 21 28 — T — 8 F 22 29 — Q 1 9 16 23 30 — Q 2 S 3 10 17 24 31 — S 4 11 18 25 — — D 5 12 19 26 — —

DEZEMBRO

S — T — Q — Q — S — S F D 2

3 4 5 6 7 F 9

10 11 12 13 14 15 16

17 18 19 20 21 22 23

24 31 N — 26 — 27 — 28 — 29 — 30 —

Desejamos Boas Festas e um Feliz Ano Novo Design & Impressão: UNIÃO GRÁFICA ANGRENSE

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Rua da Rosa, 19 | 9700-171 Angra do Heroísmo Telefone: 295 214 275 | Fax: 295 214 030


Revista Nº37  

Revista U de 26 de Novembro de 2012 a ultima edição.

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