Skip to main content

OPen Arena XVI

Page 1

OPENARENA

XVI Newsletter do Observatório Político Fevereiro 2019 – Julho 2019

MEMÓRIA(S)

PONTUALIDADES

ESTÁGIO À LUPA

CONFERÊNCIAS

EU, JOVEM, POLÍTICO

AGENDA REVIEW & PREVIEW


Direção do Observatório Político Cristina Montalvão Sarmento Patrícia Oliveira Suzano Costa

Editorial Cristina Montalvão Sarmento Patrícia Oliveira

Edição Patrícia Tomás

Colaboradores Helena Inácio João Monteiro Rita Martins Inês Cavazzini Náthaly Calixto Filipa Castelão Capa NME, Power to the people Contactos Rua Almerindo Lessa Polo Universitário do Alto da Ajuda 1349-055 Lisboa Tel:. (+351) 213619430 geral@observatoriopolitico.pt www.observatoriopolitico.pt


1 Editorial Cristina Montalvão Sarmento Patrícia Oliveira

2 Pontualidades João Monteiro

5 Estágio à Lupa Andressa Costa

9 Memória(s) Manuel Filipe Canaveira

11 Conferências A mulher, hoje | Fundação Francisco Manuel dos Santos NOVAs Migrações | NOVA FCSH

19 Eu, Jovem, Político Núcleo de Estudos de CP & RI da FCSH-UNL

23 Agenda | Review & Preview


EDITORIAL Professora Doutora Cristina Montalvão Sarmento | Patrícia Oliveira Coordenadora / Vice-coordenadora do Observatório Político (ISCSP-ULisboa)

O Observatório Político comemora 10 anos de atividade. Uma década de promoção dos estudos políticos em Portugal. Ao longo deste percurso, o Observatório Político

reconhecimento pelos imprescindíveis e valiosos

adotou uma matriz multilateral e interdisciplinar,

contributos. Com todos os que decidem tomar e

afirmando-se enquanto plataforma académica e de

fazer

investigação, contribuindo para uma ciência política

dinamismo e determinação, celebramos 10 anos de

independente e criativa. Porque acreditamos que a

existência consolidada.

criatividade é condição necessária para a inovação

parte

do

Observatório

Político,

com

Uma década de memória(s). Mas escolhemos estar

nas metodologias, nas abordagens e nas teorias,

mais atentos e dedicados a perspetivar os próximos

numa ciência naturalmente poderosa e emancipadora

10. Porque as memórias preparam a trilha das

como é a ciência política.

aspirações futuras – as de projeção de objetivos, as

Os investigadores, membros e estagiários que à

de concretização de projetos, as de reconhecimento

comunidade do OP se foram associando, com os

das

seus interesses e áreas de investigação próprias, nem

competitivos, como a ciência aberta, os modelos e

sempre de fácil conciliação, encontraram no

políticas

Observatório Político o acolhimento e as condições

conhecimento, da ciência e da tecnologia, ou a

de realização para os vários projetos editoriais, para a

inteligência artificial. No Observatório Político o

coordenação e participação em conferências e

futuro é uma marca do presente, que espreita já

seminários nacionais e internacionais, para a

muito perto. Fiquem connosco nesta OPen Arena.

formação

curricular

e

extracurricular,

para

a

no

espaço

público.

O

de

comparativas

e

desenvolvimento

dos

desafios

através

do

Cristina Montalvão Sarmento

negociação de protocolos de cooperação e para a intervenção

vantagens

Patrícia Oliveira

nosso

Julho 2019 1


PONTUALIDADES João Monteiro Membro Associado do Observatório Político (ISCSP-ULisboa)

processo de atualização, deparámo-nos com um

A efeméride como oportunidade

conjunto de eventos que marcaram a política

para pensar o político

nacional e internacional e que, por isso, devem ser relembrados.

O tema do presente número da OPen Arena gira em torno da ideia de “efeméride” e da relevância da

Este ano celebram-se os 230 anos da Revolução

historicidade do político para a compreensão da

Francesa. O processo revolucionário ocorrido em

atualidade. Enquadra-se não só na comemoração de

França, e que iria marcar todo o continente europeu,

uma década de existência do Observatório Político,

remonta à convocação dos Estados Gerais pelo

mas também no aniversário de um conjunto de

monarca absoluto Luís XVI e à subsequente

acontecimentos que marcaram a vida política do

formação da Assembleia Nacional revolucionária

passado e que motivam a reflexão sobre o tema em

pelas vozes abafadas dos membros do Terceiro

questão. Tem sido, também este, o intuito do

Estado e ao paralelo episódio da tomada da Bastilha

Observatório

em julho de 1789.

Político:

contribuir

para

o

desenvolvimento do estudo da política e da análise No presente ano de 2019, estamos a assistir ao

política nacional e internacional.

episódio dos gilets jeunes, ou coletes amarelos, já desde O ponto de partida para esta edição resultou da

dezembro de 2018, aquando do anúncio pelo

atualização da secção “Em Foco” da POLITIPÉDIA

Primeiro-Ministro Édouard Phillipe do aumento do

– Repertório Português de Ciência Política, também

imposto sobre os combustíveis. Tal como os seus

conhecido como site ResPublica, da autoria científica

antepassados do século XVIII, a França de 2019

do Prof. Doutor José Adelino Maltez, membro do

debate-se contra o peso dos impostos.

conselho consultivo do Observatório Político, e doado a este em outubro de 2011. A partir do

2


Numa espécie de dejá vu dos cahiers de doléances de Luis

ano, e inspirada na Declaração dos Direitos do

XVI, nos quais os três Estados da Coroa

Homem e do Cidadão, adotada pela mesma

manifestariam as queixas a serem tratadas nos

Assembleia em agosto de 1789, declaração essa que,

Estados Gerais, Emanuelle Macron, atual Presidente

por sua vez, viria também a inspirar a Declaração

da Quinta República Francesa, promete convocar os

Universal dos Direitos Humanos da ONU em 1948,

cidadãos para um “grande debate nacional” sobre a

segundo a qual “Todos os seres humanos nascem livres e

política francesa. Mais uma vez na História, estamos

iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de

não só perante uma crise política, mas também

consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de

perante uma crise de legitimidade atribuída não

fraternidade.”

exclusivamente às opções políticas da presidência de

No entanto, se, por um lado, faz 100 anos que o

Macron, mas à democracia constitucional da Quinta

movimento feminista leva a que o Congresso norte-

República Francesa.

americano, já depois de muitos países o terem feito,

Num ano de eleições para o Parlamento Europeu,

aprove a 19ª emenda da Constituição em 1919, que

que promete ser de bastante disputa devido aos

confere o sufrágio universal feminino e a não

emergentes movimentos populistas no seio da União,

discriminação do voto em função do género, por

importa perceber se estamos num período de nova

outro, a igualdade de género cristalizada na

crise de legitimidade e de que forma é que os slogans

Declaração Universal dos Direitos Humanos da

de revoluções do passado nos permitem responder

ONU não está ainda assegurada. Esta constatação é

aos problemas do presente.

evidenciada na conferência “A mulher, hoje” realizada no passado dia 12 de fevereiro na Aula

Com o colapso do Ancien Régime em França, a

Magna da reitoria da Universidade de Lisboa, de que

Constituição de 1791 é criada pela Assembleia

mais adiante na newsletter se falará.

Nacional Constituinte, em setembro desse mesmo

3


Assim sendo, a memória e a historicidade do político

sobre a política contemporânea, celebrando, dez

são uma chave para a compreensão do mundo atual.

anos

É este o intuito do presente número da OPen Arena: a

Observatório Político.

depois,

os

objetivos

fundadores

do

partir da História do Político estimular o pensamento

Cronologia 1179, 23 maio: 840 anos da bula “Manifestis

1919, 28 junho: 100 anos do Tratado de

Probatum”, na qual o Papa Alexandre III reconheceu

Versalhes e do fim da Primeira Guerra Mundial.

a independência de Portugal e D. Afonso Henriques

1929, 23 outubro: 90 anos do crash da Bolsa

como seu rei.

de Valores de Nova Iorque, conhecido por Quinta-

1619, agosto: 400 anos da chegada dos

Feira Negra.

primeiros escravos às colónias americanas.

1939, 1 de setembro: 80 anos desde o

1789, julho: 230 anos da tomada da Bastilha e

início da segunda guerra mundial, com a invasão da

do início da Revolução Francesa.

Polónia pela Alemanha.

1869, 23 fevereiro: 130 anos da abolição

1974, 25 abril: 45 Anos da Revolução dos

daa escravidão em todo o império português.

Cravos.

1919, 21 maio e 4 junho: Câmara dos

1979, dezembro: 40 da Revolução Iraniana,

Representantes e Senado, respetivamente, aprovam a

com o Ayatollah Khomeini a tornar-se o Líder

19ª Emenda, conferindo o sufrágio universal

Supremo da República Islâmica do Irão.

feminino e a não descriminação do voto em função

1989, 9 novembro: 30 anos da queda do

do género.

muro de Berlim. 4


ESTÁGIO À LUPA

Andressa Costa Membro Associado do OP

Meu

nome é Andressa Liegi Vieira Costa, sou

O estágio no Observatório Político é uma grande

brasileira, e me encontro no segundo ano do

oportunidade de contacto direto com uma associação

mestrado em Ciência Política no Instituto Superior

científica, o que engloba um imenso aprendizado,

de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP-ULisboa).

devido à diversidade de atividades executadas pelo OP. Para alguém como eu, com interesse na área

Sou licenciada em Relações Internacionais na Escola

académica, o contacto com a grande produção do

Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-Sul,

Observatório é muito enriquecedor, uma vez que

Brasil). Assim, realizei outra licenciatura em Ciências

conta com uma ampla plataforma que inclui a Revista

Sociais na Universidade Federal do Rio Grande do

Portuguesa de Ciência Política, os e-Working Papers, as

Sul (UFRGS, Brasil). Desde a licenciatura tive grande

Newsletters, entre outras. Além, o contacto com um

interesse em seguir na área académica e de

networking de investigadores possibilita acompanhar o

investigação.

que tem sido produzido e trabalhado em Portugal.

5


Durante o estágio pude participar de todos estes

tive a chance de escrever um Working Paper para

projetos. Auxiliei na revisão e adequação dos artigos

publicação, onde pude aprofundar alguns tópicos

para a revista e para os Working Papers, o que não só

que já trabalho para a tese, podendo desenvolvê-los

me proporcionou melhor conhecimento sobre

com o apoio e incentivo da equipe do OP.

estrutura científica de publicação, como também me O estágio no OP possibilita aos estudantes que

colocou em contato com os trabalhos de outros acadêmicos.

Para

a

Newsletter,

os

desenvolvam habilidades na prática, seja em questões

estagiários

organizacionais e administrativas, como responder e-

trabalharam em conjunto para construir ideias e

mails

propostas, que foram aprofundadas com a nossa pudemos

trabalhados

por

conhecer outros

melhor

integrantes

membros

e

investigação científica, com todas suas atividades do

projetos do

contatar

organizações, e trabalhar em um ambiente de

presença em colóquios, debates e seminários, nos quais

institucionais,

dia-a-dia; seja em questões acadêmicas, com o

OP,

desenvolvimento e maior contato com papers

importantes para nossa formação profissional,

científicos e com a revista, a participação em eventos,

pessoal e acadêmica.

e as investigações para a Newsletter. Foi uma excelente Atualmente, venho trabalhando na minha tese de

experiência, especialmente devido ao ótimo ambiente

mestrado sobre crise de representação, cultura

profissional e aos colegas que a fizeram ainda mais

política e participação no Brasil. No Observatório,

enriquecedora.

6


ESTÁGIOS DO OBSERVATÓRIO POLÍTICO

Candidaturas Selecionadas da 2ª e 3ª Fase do VIII Programa de Estágios Maria Inês Cavazzini|Filipa Castelão|Rita Martins|Náthaly Calixto

O Observatório Político vai já na 3ª fase da VIII

Os pedidos de estágio devem ter correspondência

edição do programa de estágios curriculares e

com as áreas de intervenção do Observatório

extracurriculares, destinados a proporcionar aos

Político e situar-se em proposta de desenvolvimento

jovens

de

estudantes

e

recém-licenciados

uma

tarefas

em

Estudos

Políticos,

Relações

experiência de desenvolvimento de funções em

Internacionais, Comunicação e Imagem, Secretariado

contexto de trabalho numa associação científica.

e Informática, entre outras, tendo a duração máxima de três meses.

O programa de estágios do Observatório Político permite uma mais eficaz transição das instituições

Para

académicas para o mercado de trabalho, contando

www.observatoriopolitico.pt, ou contacte-nos através

com uma elevada taxa de sucesso na inserção dos

do e-mail: estagios@observatoriopolitico.pt.

seus estagiários no contexto profissional. 8

mais

informações

visite

o

nosso

site,


MEMÓRIA(S) Professor Doutor Manuel Filipe Canaveira Investigador Doutorado do Observatório Político

decerto ciente da volubilidade das multidões

Há quarenta anos, em 11 de fevereiro de 1979, os

incapazes sequer de intuir o que o futuro próximo

noticiários das televisões ocidentais mostravam um

lhes reserva, quanto mais o longínquo.

homem sorumbático, minado por uma doença cancerosa, a caminhar para o avião que o conduziria

A sua figura, que tinha a imponência de uma gravitas

ao exílio. Chamava-se Reza Pahlavi e, anos antes, em

clássica, transparecia uma capacidade de auto-

outubro de 1967, as cerimónias faustosas da sua

controlo que tinha tudo a ver com a pietas e a justitia,

coroação junto às ruínas de Persépolis tinham

não se vislumbrando sombra de dissimulação. Em

corrido mundo, merecendo a honra de um número

suma, não era uma pose ditada pela astúcia política.

especial da revista Paris Match. Cedo o mundo compreendeu que aquela era a atitude Na mesma ocasião um outro homem de semblante

própria desse reduzido número de líderes cuja

duro e determinado aterrava em Teerão num voo

ideologia, melhor, mundividência, antepõe o valor

proveniente de Paris. Catorze anos depois de ter sido

justiça a qualquer tipo de racionalidade política.

expulso do Irão pela prepotência de um xá mais

Naquele caso era o desejo de perpetuar o governo do

aqueménida do que propriamente islâmico, somada

jurista muçulmano (Velayat-é faqih), algo que os

ao deslumbramento pela modernidade da ciência e

publicistas ocidentais classificaram de teoria que

tecnologia ocidentais, o recém-chegado, que os

visava a negação do progresso e o retorno à Idade

iranianos comuns aclamavam mais por irredentismo

Média. Erro crasso, sem dúvida, porque o Islão

nacionalista (como se ele fosse uma reencarnação de

percebe a História como um presente contínuo e não

Mossadegh)

como uma sucessão de épocas definitivamente

pensamento

e

não

por

conhecerem

político-religioso,

parecia

o

seu olhar

superadas em termos civilizacionais.

imperturbável a turbamulta que o viera acolher,

9


Mas, além de ser formalmente islâmico, segundo a

Canudos ou outra qualquer sublevação popular

visão simultaneamente trágica (a morte do imâ

europeia trecentista ou seiscentista. Se for o caso,

Hussein em Karbala) e redentora (o messianismo do

discordo do filósofo, a experiência histórica europeia

mahdismo) que o xiísmo dele possui, a elite religiosa

em nada se assemelha à iraniana; nesta a tradição é a

iraniana possui, também, uma visão inerente de

adoração do místico que se assume até às últimas

fundo zoroastriano, cujo fundo místico não concebe

consequências; naquela, pelo contrário, é condená-lo

a hipótese de a crença evoluir em função de algo tão

à fogueira, como sucedeu, nos últimos setecentos

acidental quanto o é o progresso material.

anos, de Savonarola a Malagrida, passando por Giordano Bruno.

Não existe nela essa interpretação generosa de multiculturalidade que a globalização propugna. E a

Com todas estas deambulações, acabo de perceber

avaliar pelos tempos que correm, sobretudo no

que não disse o nome desse retornado à pátria que

Ocidente, talvez tenhamos sido nós e não eles os

incarnava o imã oculto. Chamava-se Khomeini.

ingénuos, o que não significa que não o prefiramos ser, porque preferirmos cair e magoar-nos, do que permanecer hirto e recusar os desafios da vida. Por Lisboa, maio de 2019

isso pareceu a Michel Foucault insana aquela revolução iraniana, mas é de todo provável que ele,

Manuel Filipe Canaveira

sendo francês, visse nela uma Vendeia ou, quiçá,

10


A MULHER, HOJE Fundação Francisco Manuel dos Santos Por Helena Inácio

momento, no país, sobre esta temática. O estudo

No passado dia 12 de fevereiro, realizou-se, na Aula

teve em conta uma grande diversidade de variáveis,

Magna da reitoria da Universidade de Lisboa, a conferência

intitulada

conferência

foi

“A

mulher,

proporcionada

pela

hoje”.

tais como a idade, a escolaridade, o emprego, as

A

horas de trabalho dedicado à casa, a relação com a

Fundação

pessoa parceira, entre outras, e, para a sua realização,

Francisco Manuel dos Santos, por ocasião do seu 10º

foram entrevistadas cerca de 2700 mulheres entre os

aniversário.

18 e os 64 anos. A apresentação dos resultados

Estiveram presentes cerca de 1500 pessoas, sem

obtidos foi feita por Laura Sagnier, economista e

contar com aquelas que assistiram através de online

coordenadora deste e do mesmo estudo realizado em

streaming. A sessão de abertura contou com o

Espanha. As principais conclusões a que se chegou

discurso do Presidente da República, Marcelo Rebelo

foram a de que a idade e a escolaridade são os fatores

de Sousa, que fez questão de destacar que apesar das

que mais influenciam a vida das mulheres em

mulheres

sociedade

Portugal e que continua a existir uma assimetria de

portuguesa (na população, na escolaridade e no

género tanto no trabalho pago como no trabalho não

trabalho), existem ainda questões por resolver

pago.

estarem

em

maioria

na

relacionadas com a desigualdade de género (como,

Ainda na primeira parte da conferência, e após a

por exemplo, as diferenças salariais).

exposição do estudo desenvolvido, realizou-se um

A conferência dividiu-se em dois momentos, um

círculo de debate que contou com a participação das

dedicado à situação da mulher em Portugal e o outro

sociólogas Anália Torres e Ana Nunes de Almeida, a

dedicado à situação da mulher no mundo. O

Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade

primeiro contou com a apresentação dos resultados

de Género, Teresa Fragoso, a própria Laura Sagnier,

obtidos através do estudo “As mulheres em

e moderado pelo jornalista da TVI, José Alberto de

Portugal”, que foi o estudo mais extenso feito até ao

Carvalho.

11


Neste debate discutiram-se determinados factos

jornalista da AlJazeera e atual colunista do

revelados pela investigação, como, por exemplo, o

Huffington Post, no cargo de moderadora.

facto de, na maior parte dos casais, a mulher ter um Samantha Power debruçou-se sobre o facto de ainda

nível de escolaridade superior ao do homem e,

se verificar uma pequena percentagem de mulheres

mesmo assim, receber um salário inferior, ou, por

nos cargos de poder dos Estados Unidos, enquanto

exemplo, o facto de, apesar de a mulher receber

que Freida Pinto se debruçou sobre o facto de, no

menos, contribuir mais para a economia doméstica.

mundo do cinema Hollywood, continuar a ser Por sua vez, o segundo momento da conferência

atribuído um papel “diminutivo” às mulheres, assim

contou com a participação de três mulheres bastante

como nas desigualdades de género que existem na

influentes a nível mundial: Samantha Power, antiga

Índia.

embaixadora dos Estados Unidos da América na Organização

das

Nações

Unidas

(durante

No final, existiu, ainda, um espaço de abertura ao

a

público, de modo a que este pudesse esclarecer

presidência de Barack Obama); Freida Pinto, atriz

algumas dúvidas aos participantes no debate.

indiana reconhecia pelo seu papel no filme “Quem quer ser um Milionário?”; e Ghida Fakhry, antiga

Anália Torres, Ana Nunes de Almeida e José Alberto Carvalho na Conferência “A mulher, hoje”.

Teresa Fragoso, Freida Pinto e Samantha Power na Conferência “A mulher, hoje”, realizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

12


NOVAs MIGRAÇÕES Universidade Nova de Lisboa Por João Monteiro

No

migrantes, quer das comunidades dos países de

passado dia 27 de Março, o seminário

origem, trânsito e destino. De forma a se repensar a

internacional “NOVAs Migrações”, organizado pelo

política da União e adotar uma política consentânea

Instituto Português de Relações Internacionais e a

com os valores da União, Constança Urbano de

Universidade Nova de Lisboa, abriu com os

Souza destaca dois paradoxos: o primeiro entre a

contributos de Francisco Caramelo, diretor da

liberalização de fronteiras a nível global e a política

NOVA-FCSH, e Teresa Rodrigues, membro da

de contenção das migrações; o segundo resultante da

direção do IPRI-NOVA, que destacam a pertinência

tensão do discurso universal dos Direitos Humanos

e necessidade de um debate informado sobre as migrações,

tema

recorrente

nos

meios

da União e o tratamento diferenciado entre cidadãos

de

nacionais e internacionais. Para além disso, pelo facto

comunicação e no discurso político, tornando-o num

de ser também do interesse da Europa envelhecida a

tópico central para as eleições europeias de Outubro

captar migrantes para economia, devem ser criadas

deste ano.

políticas

de

integração

dirigidas

não

só

às

O primeiro painel teve como mote o lançamento do

comunidades migrantes como às comunidades de

livro “Human Security and Migration in Europe’s

acolhimento.

Southern Borders” da autoria de Susana Ferreira,

O segundo painel teve como tema a “Regulação das

investigadora do Instituto Português de Relações

migrações internacionais” e que, para além da

Internacionais, apresentado por Constança Urbano

presença de Susana Ferreira e da moderação de

de Souza, deputada na Assembleia da República e

Valentina Marcelino, jornalista do Jornal de Notícias,

Professora Universitária. A presente obra sugere uma

contou também com os contributos de João

alteração da abordagem da União Europeia: de uma

Estevens, investigador do Instituto Português de

centrada na gestão das migrações numa ótica de

Relações Internacionais, e de Ana Leão Varela, como

securitização e contenção, para uma outra que

representante da organização Renovar a Mouraria.

garanta a proteção dos direitos humanos, quer dos 13


João Estevens aponta que a solução de compromisso

Ana Leão Varela vem contribuir com uma visão mais

adotada pelos Estados da União Europeia é

empírica, a partir das iniciativas adotadas em função

resultado da redução do âmbito de ação política da

dos objetivos estabelecidos no “Pacto global para as

União

e

migrações seguras, ordenadas e regulares” da ONU

desarticulação entre Estados membros e organismos

adotada em dezembro de 2018. Constata que, num

da União, constrangimentos esses que são também

Portugal envelhecido é também coerente repensar o

fruto do discurso populista anti-imigração, que tem

paradigma que relaciona o migrante a problemas de

como origens mais próximas as tragédias no

segurança para um que relacione o migrante ao

mediterrâneo em 2015 e 2016, e mais remotamente a

desenvolvimento, sendo para isso necessário adotar

crise económica de 2008. Como solução, gerir as

políticas e medidas de coesão e integração social,

migrações numa ótima de segurança humana e não

medidas

numa ótica de segurança nacional pode permitir

essencialmente pelos membros da sociedade civil.

provocada

pelos

constrangimentos

essas

que

têm

sido

políticas mais compreensivas e inclusivas.

Susana Ferreira, Valentina Marcelino, Ana Leão Varela e João Estevens na Conferência “NOVAs Migrações”.

14

garantidas


Por fim, o terceiro painel teve como tema o “Retrato

sistemas de pensões. Vasco Malta clarifica o papel do

de um Portugal migrante”, sob a moderação de

Alto Comissariado para as Migrações na articulação

Teresa

Instituto

entre o nível nacional e internacional, e destaca o

Português de Relações Internacionais, e como

sucesso de Portugal nas políticas de migração, e que

convidados João Peixoto, Professor no ISEG,

se refletem, por exemplo, em vários centros

Cláudia Pereira, do Observatório das Migrações, e

nacionais de apoio aos migrantes, apesar do saldo

Vasco Malta, do Alto Comissariado para as

migratório negativo, isto é, de não receber uma

Migrações. João Peixoto e Cláudia Pereira dão

grande quantidade de migrantes comparativamente a

enfoque ao envelhecimento da população portuguesa

outros países.

Rodrigues,

investigadora

no

e às consequências que isso poderá acarretar nos

João Peixoto, Teresa Rodrigues, Cláudia Pereira e Vasco Malta na Conferência “NOVAs Migrações”.

Susana Ferreira, Constança Dias, Francisco Caramelo e Teresa Rodrigues na Conferência “NOVAs Migrações”.

15


Programme outline Wednesday, September 4 FLUL – Rooms B1- B7 and Auditorium 3 Morning - conference registration – room B 7 12.30 - 13.30 – Light lunch – welcome to the participants – Auditorium 3 13.30 – 14.50 – Opening session and 1st Plenary Address - Auditorium 3 Afternoon Panel sessions - rooms B1 and B2 Thursday, September 5 FLUL – Rooms B1- B7 Morning Panel sessions - rooms B1 and B2 Afternoon Panel sessions - rooms B1 and B2 FCSH – Univ. NOVA, Av. Berna 17.00- 18.00 – 2nd Plenary Address 18.00 – 19.00 – ACIS general meeting Friday, September 6 FLUL – Rooms B1- B7 and Auditorium 3 Morning Panel sessions - rooms B1 and B2 11.30 – 13.00 – 3rd Plenary address and conference closure Afternoon – cultural programme: MAAT Museum

16


OS PARTIDOS POLÍTICOS PORTUGUESES E A UNIÃO EUROPEIA Lançamento do Livro Por João Monteiro

(www.destavezeuvoto.eu), pela qual é possível obter-

Num ano de eleições para o Parlamento Europeu,

se informações sobre os diferentes eventos nacionais

em maio, e eleições legislativas, em outubro, o novo livro

de

investigação

“Os

Partidos

e internacionais relacionados com as eleições

Políticos

europeias. Segundo Carla Luís, o referendo do Brexit

Portugueses e a União Europeia”, sob a coordenação

revelou que o eleitorado é maioritário idoso, ainda

de Alice Cunha, investigadora do Instituto de História

Contemporânea,

assume-se

de

que as consequências de uma eventual saída do

maior

Reino

relevância ao contribuir para o conhecimento do

Unido

da

União

Europeia

recaiam

essencialmente sobre as gerações mais novas. De

posicionamento dos partidos políticos portugueses

forma a tentar mobilizar o eleitorado, tem estado

relativamente à integração europeia. A sessão de

também envolvida em várias iniciativas, tais como a

apresentação da obra, na Faculdade de Ciências

campanha “Pára de te queixar”, dirigida à faixa etária

Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa, no

mais jovem. O segundo painel contou com a

passado dia 28 de março, contou com um primeiro

presença dos autores dos diferentes capítulos do

painel composto por Pedro Valente Silva, Chefe do

livro: Partido Socialista (por Teresa Ruel), Partido

Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em

Social Democrata (por Patrícia Calca), Partido do

Portugal, e Carla Luís, como representante da

Centro Democrático e Social (por Edmundo Alves),

Comissão Nacional de Eleições, que, num ano

Bloco de Esquerda (por Marco Lisi), o Partido

marcado por eleições, apelam à relevância do voto na

Comunista Português (por João Madeira) e o Partido

conjuntura contemporânea da Democracia. Pedro

Renovador Democrático e o Movimento Partido da

Valente Silva constata que, ainda que grande parte da

Terra (por Ivo Veiga). A partir da presente

população portuguesa reconheça a importância da

conferência constatámos que a informação e as

União Europeia, a adesão às urnas para as eleições

iniciativas para esclarecimento do eleitorado estão

europeias é baixa. Por este motivo, foram criadas

disponíveis. Deste modo, é necessário garantir que a

novas ferramentas para mobilizar o eleitorado, das

adesão às urnas nas eleições deste ano contribua para

quais é exemplo a iniciativa “Desta vez eu voto”

uma

17

Democracia

saudável

e

plural.


Eu, Jovem, Político

Lúcio Hanenberg Núcleo de Estudo de Ciência Política e Relações Internacionais (NECPRI) – NOVA FCSH

Esta seção da newsletter – Eu, Jovem, Político, destina-

Fala-nos um pouco sobre a génese do NECPRI.

se a dar voz aos núcleos de estudantes das

Quando foi formado, por quem e com que

licenciaturas

objetivos?

em

Ciência

Política

e

Relações

Internacionais Portuguesas. Nesta edição o grupo de R: O NECPRI foi fundado por estudantes do

estagiários do VIII Programa de Estágios do

departamento de estudos políticos da Faculdade de

Observatório Político entrevistou o atual Presidente

Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova

do Núcleo de Estudos de Ciência Política e Relações

de Lisboa há mais de vinte anos, fazendo-o um dos

Internacionais (NECPRI) da Faculdade de Ciências

mais, se não o mais antigo núcleo estatutário ainda

Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa,

ativo na faculdade. Trata-se, como o nome indica, de

Lúcio Hanenberg. (O conteúdo é da exclusiva

um núcleo de estudos. Consequentemente, os

responsabilidade do seu autor)

objetivos são diferentes de um núcleo de estudantes “normal”.

19


Não somos um órgão representativo dos estudantes,

desenvolveu-se o CINECPRI, onde se assiste e

embora

nem

discute um filme. Convidamos embaixadores para

organizamos eventos que sejam atividades mais

debater as relações internacionais de Portugal, tendo

boémias. Os nossos objetivos limitam-se a ser

embaixadas como a da Hungria, Reino Unido, Israel

profundamente académicos e no desenvolvimento

ou Alemanha já participado. As simulações de algum

do conhecimento da comunidade estudantil para

órgão político, seja um parlamento nacional ou uma

além das aulas. O debate e a reflexão são, portanto,

organização internacional, como o Conselho de

os

o

Segurança das Nações Unidas, permitem aos

apartidarismo e a relação com a comunidade

participantes ganhar confiança nas competências

científica são fulcrais para tal.

oratórias enquanto aprendem aspetos da política de

sejamos

aspetos

compostos

imperativos.

A

por

eles,

imparcialidade,

uma maneira diferente. Para além disso, tendo Que tipo de atividades são desenvolvidas ao

descoberto uma atividade de 2002 do mesmo género,

longo do ano? Há alguma em especial que

tem-se recentemente realizado “tertúlias”, um debate

gostarias de destacar?

informal onde o NECPRI já discutiu o Maio de 68, tal como trouxe dois refugiados sírios para

R: O NECPRI tem um leque vasto em atividades

partilharem a experiência de vida tão séria dos

que realiza com regularidade. Dando exemplos: As

mesmos. É difícil destacar um só, visto que todos

conferências académicas sobre eventos da atualidade

suplementam o nosso compromisso em aspetos

ou um tema importante, como o BREXIT ou a

diferentes, todos necessários para o desenvolvimento

religião na política, são, digamos, o “pão nosso de

do espírito crítico.

cada dia” do NECPRI. Para o lado cultural

20


Consideras que este tipo de núcleos tem uma

universidade

possamos

evidenciar

eventos

de

projeção na sociedade?

excelência e de interesse geral, como tem, a meu ver, acontecido, é fruto de um trabalho de vários

R: Certamente que para a sociedade portuguesa em

estudantes durante já décadas. Ainda no ano passado,

geral, a projeção é reduzida, e não se trata de um

num evento de vários dias, em cooperação com

pilar fulcral do debate público. Contudo, penso que

cinco embaixadas, conseguimos trazer, graças à

o NECPRI consegue, no contexto em que se insere,

embaixada da República Federal da Alemanha, um

na academia e na discussão estudantil, trazer aspetos

orador internacional para o nosso evento. Isto foi,

importantes para esses mesmos. As parcerias com,

sem dúvida, um dos momentos mais importantes do

por exemplo, o Instituto Português de Relações

NECPRI, visto que conseguiu aumentar a sua

Internacionais, a capacidade de trazer oradores de

potencialidade. Penso que são núcleos e organizações

renome de vários ramos científicos ou políticos,

como o NECPRI que constroem as bases para uma

desde as ciências naturais à diplomacia, são

sociedade mais informada e dialogante. Discutir a

ilustradoras de um esforço contínuo de interação

política é difícil, mas necessário. Do lado da

com a realidade. Os eventos têm alto rigor de

comunidade estudantil, assumimos exatamente esse

qualidade e de imparcialidade. Estamos cientes do

papel.

tamanho que temos, mas esperamos que dentro da

21


Retrospetivamente, quais consideras terem sido

para

outros

núcleos.

De

resto,

e

também

os principais obstáculos ao desenvolvimento das

consequentemente, sobram-nos muitas vezes só as

atividades planeadas e que conselhos darias a

instalações da própria faculdade, também está muitas

outros núcleos?

vezes sobrelotada, o que torna difícil realizar eventos em instalações dignas.

R: Os obstáculos, para ir diretamente ao assunto, são dois estruturais: financiamento e instalações. Sendo

Em termos de conselhos, não sei se esta pergunta

uma organização sem fins lucrativos, é-nos difícil

tem resposta: depende claro do que for o objetivo do

realizar eventos de grande escala por questões

núcleo. Se for um de estudos como o nosso, o que é

financeiras, mesmo que o NECPRI tenha vindo a

a minoria clara, a persistência nos convites e

conseguir encontrar alternativas. O financiamento

parcerias institucionais tem de ser um aspeto fulcral,

por parte da associação de estudantes, a que estamos

e o NECPRI tem sempre as portas abertas para

afiliados e que recebe dinheiro para esse efeito, ainda

cooperar com outros núcleos ou outras organizações.

não foi regularizado, ainda que esteja agora

Para uma sociedade civil mais forte, é exatamente

finalmente em vias de mudança, o que será um

isto que é necessário.

momento importante tanto para o NECPRI como

22


AGENDA | REVIEW Janeiro 2019

1

15

número 11 e 12 | 2019 da Revista Portuguesa de Ciência Política | Portuguese Journal of Political Science.

Início da 2ª Fase do VIII Programa de

Encerramento do Call for Papers para o

Estágios Curriculares e Extracurriculares do Observatório Político.

31

Disponibilização do e-Working Paper #85,

Fevereiro 2019

da autoria do Membro Associado do Observatório Político, Sara Teixeira, sobre o tema “Portugal e a Autodeterminação de Género: Uma Análise Discursiva”.

Distribuição da Revista Portuguesa de Ciência Política| Portuguese Journal of Political Science, número 9 e 10| 2018.

23


Março 2019 18

Abertura das candidaturas à 3ª Fase do

VIII Programa de Estágios Curriculares Extracurriculares do Observatório Político.

20

e

Participação do Observatório Político no

Fórum da Empregabilidade organizado pelo ISCTE-IUL.

23

Início da 3ª Fase do VIII Programa de

Estágios Curriculares e Extracurriculares do Observatório Político.

31

Encerramento as candidaturas à 3ª Fase do

VIII Programa de Estágios Curriculares Extracurriculares do Observatório Político.

e

Abril 2019 10

Abertura do Call for e-Working Papers aos

investigadores do Observatório Político

24


Maio 2019 02-03

Colóquio internacional de estudos

políticos “More Representation = Democracy?”, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, organizado pelo Núcleo de Estudos Políticos (nepUL) e pelo Centro de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em parceria com o Observatório Político.

09

Participação do Observatório Político na

Feira de Emprego organizada pela NOVA FCSH.

05

O Investigador Doutorado e membro do

31

conselho científico do Observatório Político, Professor Doutor José Adelino Maltez, foi convidado do Jornal 2 da RTP 2 para comentar a atual crise política a propósito da aprovação da lei dos professores.

Disponibilização do e-Working Paper #86

da autoria do Investigador Doutorado do Observatório Político, Luis Sargento, sobre o tema “Portugal and Sweden – Diplomatic History and Bilateral Foreign Policy”.

25


Julho 2019 02

O Investigador Doutorado do Observatório

Político, Jorge Botelho Moniz, participou na elaboração do primeiro grande estudo realizado sobre identidades religiosas em Portugal desde 2012 – “Identidades religiosas e dinâmica social na Área Metropolitana de Lisboa”. Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos e do CITER-UCP, que contou ainda com a participação de Helena Vilaça, José Pereira Coutinho, Margarida França e Steffen Dix, sob a coordenação de Alfredo Teixeira (CITER-UCP).

Junho 2019 30

Disponibilização do e-Working Paper #87

da autoria do membro associado Helena Inácio, sobre o tema “The Role of the United Nations in overcoming the erosion of the international liberal order in Thomas Weiss’s Perspective”.

O Observatório Político é membro institucional da IPSA – Internacional Political Science Association. O 26º Congresso Mundial de Ciência Política decorrerá em Lisboa, de 26 a 29 de Julho de 2020.

31

Início do período de férias do Observatório

Político.

26


AGENDA | PREVIEW Lançamento da Revista Portuguesa de Ciência Política | Portuguese Journal of Political Science, número 11.

Setembro 2019 2

Abertura das candidaturas para a 1ª fase do

IX Programa de Estágios Curriculares Extracurriculares do Observatório Político

e

22 4-6

O

Observatório

Político

irá

estar

Disponibilização do e-Working Paper #88.

Outubro 2019

representado na 41ª Conferência Anual da Associação de Estudos Ibéricos Contemporâneos (ACIS) que decorrerá em setembro de 2019, em Lisboa.

1

Início da 1ª fase do IX Programa de

Estágios Curriculares e Extracurriculares do Observatório Político.

10

Encerramento do Call for closed panels para o 26º Congresso Mundial de Ciência Política, organizado pela IPSA – Internacional Political Science Association.

27


DESEJAMOS A TODOS OS MEMBROS DO OP UMAS BOAS FÉRIAS! VOLTAMOS EM SETEMBRO

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS

30


NÃO FAZEMOS POLÍTICA, MAS EXPLICAMOS


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
OPen Arena XVI by Observatório Político - Issuu