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OPen Arena XII

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XII Newsletter do Observatório Político Setembro 2017 – Dezembro 2017

OPENARENA

A INVESTIGAÇÃO AO SERVIÇO DA SAPIÊNCIA PONTUALIDADES | ESTÁGIO À LUPA | POLITIPÉDIA | PERGUNTA & RESPOSTA | CALL FOR PAPERS | AGENDA REVIEW & PREVIEW

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Direção do Observatório Político Cristina Montalvão Sarmento Suzano Costa Patrícia Oliveira Editorial: Cristina Montalvão Sarmento Colaboradores: David Seco Marta Ramos Sofia Gama José Adelino Maltez Edição Patrícia Tomás Sofia Gama Composição e Organização David Seco Marta Ramos Patrícia Oliveira Patrícia Tomás Sofia Gama Capa Fotografia: Joshua Hibbert | Local: Cape Nelson Lighthouse, Portland, Australia Contactos Rua Almerindo Lessa Pólo Universitário do Alto da Ajuda 1349-055 LISBOA Telf. (+351) 21 361 94 30 geral@observatoriopolitico.pt www.observatoriopolitico.pt

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3 Editorial Cristina Montalvão Sarmento

5 Pontualidades | Politipédia Repertório Português de Ciência Política

7 Estágio à Lupa Pedro Baraona

12 Pergunta & Resposta David Seco, Sofia Gama | José Adelino Maltez

14 Conferência “Partidos, Grupos de Interesse e Crise Económica” O caso português em perspetiva comparada

20 Seminário sobre as relações entre Portugal e a República da Coreia

26 Agenda | Review & Preview

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EDITORIAL Professora Doutora Cristina Montalvão Sarmento Coordenadora do Observatório Político (ISCSP-ULisboa)

Para encerrar o ano de 2017, o Observatório Político dedica a OPen Arena, 12ª Edição, à Politipédia. Esta enciclopédia digital de ciência política resulta do acervo documental e informativo coligido pelo Professor Doutor José Adelino Maltez sob a denominação de ResPublica. Doado em 2011 ao Observatório Político o acervo foi, nessa data, arrumado, redesenhado e organizado para ser disponibilizado ao público. Nesta fase, em que o processo de atualização foi alargado até 2021, relembramos as palavras de José Adelino Maltez, na secção de perguntas e respostas. Neste texto são esclarecidos os objetivos e as funções deste acervo documental que interessa a todos os politólogos.

Ciência Política. Atualizá-los, expô-los e divulgá-los fazem parte da obrigação do Observatório Político para com os seus membros. Esta OPen Arena, ao visar ser o circuito interno da circulação da informação, também regista, neste número, a atividade formativa representada pela realização dos estágios, aqui analisados pelo Pedro Baraona, no “Estágio à Lupa”. Não menos importante é a participação de membros, estagiários e investigadores do Observatório Político nas conferências e seminários da área científica de que nos ocupamos, da qual se faz aqui o registo. Finalmente, as imagens das capas da Revista Portuguesa de Ciência Política, números 7 e 8, falam por si quanto à criatividade e o arrojo sempre assumido. Finalmente a agenda é “revista” e “prevista”, numa metodologia de trabalho a que vamos estando habituados.

De assinalar ainda, que o ano de 2017, ficou marcado pela edição em formato semestral da Revista Portuguesa de Ciência Política, tendo sido publicados os números 7 e 8, neste momento em distribuição. Novos procedimentos administrativos e éticos, impostos pelas regras de publicação nacionais e internacionais obrigaram a novas dinâmicas, assim com a parceria editorial com o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa.

A rotação de estágios coincide com o final do ano e despedimo-nos do David Seco, da Marta Ramos e da Sofia Gama. Deixam saudades e cumpriram com brio as funções que lhes foram confiadas, o que aqui publicamente se agradece. Na expectativa que a aprendizagem fornecida pelos estágios do OP lhes possa ser útil no futuro, a eles e a todos os membros do OP desejamos um Feliz Natal e um ano de 2018 com êxitos pessoais e profissionais.

A Politipédia e a Revista Portuguesa de Ciência Política, enquanto projetos de longo prazo da atividade do Observatório Político são, quanto a nós, o mais importante serviço que o Observatório Político presta à comunidade de académicos da área da

Fiquem connosco nesta OPen Arena.

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PONTUALIDADES POLITIPÉDIA Repertório Português de Ciência Política A plataforma POLITIPÉDIA – Repertório Português de Ciência Política, outrora conhecido como ResPublica, é um projeto em construção do Observatório Político que procura construir um sistema generalizado sobre redes informativas na área da Ciência Política. Da autoria científica do Professor Doutor José Adelino Maltez, membro do Conselho Consultivo do Observatório Político, que o doou ao Observatório em outubro de 2011.

colocar à disposição da comunidade científica, a mais importante base de dados construída na área dos Estudos Políticos em Portugal. Com cerca de duas centenas de chaves bibliográficas sobre temas de Ciência Política e Relações Internacionais, uma importante base de dados das eleições em Portugal desde 1820, centenas de biografias da classe política portuguesa, uma vasta relação dos partidos e movimentos políticos portugueses e um quadro global dos factos políticos mais relevantes desde 1800 até aos nossos dias, a POLITIPÉDIA constitui um valioso património científico.

Enquanto base de dados e acervo documental, a POLITIPÉDIA constitui o mais exaustivo acervo de informação compilado, abrangendo cerca de 8 mil entradas e mais de 12 mil ficheiros. Uma autêntica cúpula enciclopédica de um repertório português de Ciência Política. Para além de ser uma plataforma em atualização permanente, sob a orientação científica do seu autor, o Observatório Político pretende desenvolver e atualizar o site e

Dada a sua relevância, o Observatório Político delineou um plano de ação estratégico que se desenvolveu a partir de 2011, e encontrando-se em permanente atualização até 2021.

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ESTÁGIO À LUPA Pedro Baraona, Membro Associado do OP acesso, sem se deter uma licenciatura, não varia muito, e as oportunidades existentes são consideravelmente abaixo das minhas expectativas. Pouco depois de me ter licenciado, surgiu a possibilidade de estagiar no Observatório Político, oportunidade que vi de bom grado e não quis desperdiçar. O programa de estágios do Observatório Político destina-se a jovens estudantes ou recémlicenciados, e confere uma oportunidade de experienciar um contexto de trabalho numa associação científica. Embora na altura em que me candidatei, estivesse consciente que nunca havia trabalhado num contexto laboral do género, considerei que esta poderia ser uma boa oportunidade para aprender, desenvolver outras competências e assumir desafios enriquecedores.

O meu nome é Pedro Baraona e realizei um estágio no Observatório Político. Licenciei-me em Administração Pública pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e faço planos de avançar para um mestrado. Sou da opinião de que as pessoas são feitas das experiências vividas e das suas convicções, do seu dia a dia, hábitos, meios envolventes e ações. Há algo em nós que nos conduz a desejar e a planear percursos, produzindo na vida aquilo que projetamos na mente. Desde cedo optei por trabalhar, tendo tido o primeiro emprego aos 16 anos, num supermercado não muito longe de casa. Sempre gostei de trabalhar, de não ficar parado e de “ter os meus trocos”. Mas a verdade é que o leque de ofertas de emprego a que se tem

Seguramente, posso afirmar que o Observatório Político faz parte de um momento de transição na minha vida. Além de me equipar com uma nova bateria de conhecimentos profissionais, permitiu-me aperfeiçoar alguns aspetos académicos que gostaria de ter visto mais desenvolvidos aquando da Licenciatura, munindo-me de

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instrumentos que poderei fazer uso no mestrado. O rigor na revisão das normas de estilo ou a tradução de alguns resumos de artigos com termos técnicos são exemplos flagrantes de aprendizagem a nível académico. Toda esta aprendizagem, aliada ao envolvimento diário com material científico, gerou uma fonte de conhecimento que me era totalmente desconhecida, o que se poderá revelar crucial nas minhas escolhas, bem como nas oportunidades que eventualmente surjam ao longo da vida.

vivências que me moldam, desde os trabalhos que tive, à conclusão da Licenciatura e o ano de Erasmus em Dijon, passando pelas viagens de mochila às costas bem como o nascimento da minha primeira sobrinha ou qualquer outro momento edificante na minha vida, certamente que a experiência de estagiar no Observatório Político fará parte deste conjunto especial de acontecimentos que fazem de mim o que sou. Aconselho vivamente a qualquer jovem estudante, ou recémlicenciado a candidatar-se ao programa de estágios académicos e curriculares do Observatório Político.

Tradicionalmente, o Observatório Político tem mostrado eficácia no momento chave que antecede e favorece uma entrada de sucesso dos estagiários no mercado de trabalho. Vislumbro, assim, e com grande expectativa, um futuro menos incerto e com mais e melhores oportunidades. Não só pela forma como o Observatório Político me complementou tanto a nível pessoal, académico e profissional, como pela possibilidade de desenvolver a minha criatividade e experiência na superação de problemas. De todas as

Por fim, gostaria de deixar um agradecimento público e uma palavra de reconhecimento ao Observatório Político pelo apoio que dá aos jovens, de forma a adquirirem uma primeira experiência profissional, para melhor singrarem no mercado de trabalho, bem como pela oportunidade que me foi concedida.

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ESTÁGIOS DO OBSERVATÓRIO POLÍTICO O Observatório Político vai já para a VII edição do programa de estágios académicos e curriculares, destinado a proporcionar aos jovens estudantes e recém-licenciados uma experiência de desenvolvimento de funções em contexto de trabalho numa associação científica.

Os pedidos de estágio devem ter correspondência com as áreas de intervenção do Observatório Político e situar-se em proposta de desenvolvimento de tarefas em Estudos Políticos, Relações Internacionais, Comunicação e Imagem, Secretariado e Informática, entre outras. Tendo a duração máxima de três meses.

O programa de estágios do Observatório Político permite uma mais eficaz transição das instituições académicas para o mercado de trabalho, contando com uma elevada taxa de sucesso na inserção dos seus estagiários no contexto profissional.

Para mais informações viste o nosso site, www.observatoriopolitico.pt, ou contacte-nos por email: estagios@observatoriopolitico.pt.

Candidaturas selecionadas 1ªFase do VII Programa de Estágios

Imagem 1 (da esquerda para a direita): Sofia Gama | David Seco | Marta Ramos

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PERGUNTA & RESPOSTA O Observatório Político PERGUNTA Professor Doutor José Adelino Maltez Professor Catedrático da Universidade de Lisboa Investigador Doutorado e Membro do Conselho Científico do OP

RESPONDE sobre o projeto POLITIPÉDIA O.P. A plataforma POLITIPÉDIA constitui o mais exaustivo acervo de informação compilado, abrangendo cerca de 8 mil entradas na área da Ciência Política, mais de 12 mil ficheiros. Qual foi a motivação que esteve na base da construção da base de dados, inicialmente denominada de ResPublica?

Política e Relações Internacionais, constituindo um valioso património científico. Como é que se desenvolveu este processo minucioso de recolha de informação? J.A.M. A partir dos meus concursos públicos para professor associado e para catedrático bem como nas provas de agregação, mera tentativa de mostrar a todos a base da minha aprendizagem na área.

J.A.M. Na viragem do século, havia a necessidade de criar uma recolha de materiais que marcavam a receção da Ciência Política que então se consolidava. Daí o projeto de inventário quase enciclopedista.

O.P. O Professor doou a base de dados da ResPublica ao Observatório Político, em outubro de 2011. O Observatório Político desenhou um importante plano de ação estratégico com vista à atualização da POLITIPÉDIA até 2021. O que sente ao ver o prolongamento do seu legado científico através de uma nova geração académica?

O.P. Na sua opinião, qual a relevância deste acervo (de informação) para a comunidade científica? J.A.M. Temos de ter a humildade de recolher o que andava disperso e senti essa necessidade de criar uma base de introdução à Ciência Política, sobretudo na área de Teoria Política.

J.A.M. Um trabalho de academia não é do eu, é do nós. E assim nós tentámos pluralizar, embora tudo seja datal.

O.P. O projeto POLITIPÉDIA possui cerca de duas centenas de chaves bibliográficas sobre temas de Ciência

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Encontra-se 13 aberto o Call for Papers para a Revista Portuguesa de Ciência Política 10 e 11 | 2018, até 31 de janeiro de 2018.


CONFERÊNCIA “PARTIDOS, GRUPOS DE INTERESSE E CRISE ECONÓMICA: O CASO PORTUGUÊS EM PERSPETIVA COMPARADA” Por David Seco, Marta Ramos, Sofia Gama, Membros Associados do OP 3 de novembro de 2017 FCSH/NOVA

No dia 3 de novembro, representantes do Observatório Político marcaram presença na conferência “Partidos, Grupos de Interesse e Crise Económica: o caso português em perspetiva comparada” na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa. A conferência, organizada pelo Professor Doutor Marco Lisi da FCSH/NOVA, realizou-se no âmbito do projeto financiado pela FCT “Da Representação à legitimação: Partidos e Grupos de Interesses na Europa do Sul”, sendo o seu objetivo primordial analisar a relação entre partidos e grupos de interesse em Portugal e a influência da crise económica nas suas interações. A conferência foi dividida em três

painéis

e

uma

contando com a presença de vários oradores, sendo cada painel destinado à apresentação de papers divididos por temática. No primeiro painel do evento, referente às “Instituições, Igreja e grupos de interesse”, a apresentação inicial ficou a cargo de Luís de Sousa e Susana Coroado, ambos do ICSUL. O tema focava-se em particular na regulação dos grupos de interesse no seu todo, em Portugal. Os oradores referiram então que na sua pesquisa a medição da influência não tem de se limitar à manifestamente direta, podendo-se exprimir através da comunhão de objetivos ou de interesses, desde que mobilizados de forma a influenciar a agenda política. Afirmaram ainda que o poder de influência em Portugal se pode caracterizar por ser disperso e com uma diversidade de interesses, elucidando acerca dos modelos explicativos constituintes do paradigma sobre a investigação de grupos de interesse, referindo que o caso português demonstra sinais de aumento em termos de elementos pluralistas, de tradição anglosaxónica em que o Estado assume

mesa-redonda,

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um papel mais neutro no sistema de representação de interesses. No caso da exposição de Teresa Clímaco Leitão (CEI-UCP) esta focou-se no estudo da Igreja Católica enquanto grupo com interesses na esfera institucional nos contratos de associação às escolas, numa perspetiva comparada, concluindo que enquanto em 2011 a mobilização da Igreja Católica foi quase imediata contra as alterações legislativas da altura, no passado ano por sua vez não houve tanto espaço para negociar, procurando antes o diálogo direto e relações privilegiadas, por meio da tradição de mobilização pontual, mas sem alianças com um só partido. A última apresentação do painel ficou a cargo de Tiago Tibúrcio, cujo tema se referiu ao sistema de petições do parlamento português nomeadamente às feitas em nome coletivo. O autor passou então a explicar a relevância do estudo deste tipo de petições, por um lado devido à representação de grupos organizados na sociedade civil que constituiriam o coletivo ao qual estas petições se referem, e por outro lado por as considerar um veículo para a participação dos cidadãos e entidades coletivas, ou seja da sociedade civil, mas que apesar de tudo têm vindo a diminuir.

correlação positiva entre pluralismo de representação, aumento da prática de lobby e aumento da regulação do mesmo.

No segundo painel, moderado pelo Professor Doutor Rui Branco, tomaram parte três novas apresentações, estas relativas a “Os sindicatos no contexto da crise”. Tomou então a palavra Angie Gago (FCSH e IPRI-NOVA), que referindo-se aos constrangimentos impostos pela União Europeia relativamente às reformas estruturais da época da crise, conclui que a legitimidade externa não é suficiente para criar um consenso nacional, que só é passível de ser criado através da concertação social, através dos sindicatos. Para reforçar o seu argumento fez uma análise comparada entre o caso português em que existiu concertação e o de Itália, em que foram incapazes de criar consenso doméstico. Por outro lado, Alan Stoleroff (ISCTE-IUL) explanou em particular os desenvolvimentos na estratégia dos sindicatos durante a crise e no período pós-crise, olhando para o caso português. Assim, começou por

No espaço aberto a debate foram levantadas questões como o espaço e peso da opinião pública de forma transversal a todos os trabalhos, sendo questionada também a

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clarificar o conceito de relações sindicais, influenciadas pela ideologia e as suas estratégias, ou seja, o grau no qual a regulação do trabalho é determinada pela legislação política. Abordou também o contexto da crise, pós-crise e suas implicações ao nível dos sindicatos e das diferentes abordagens tomadas pela CGTP e UGT. A última exposição, feita por Raquel Rego (ICS-UL) tinha como tema o tratamento dos programas de ação da CGTP e da CIP no contexto de crise. Através de uma análise discursiva de ambos os parceiros sociais, a autora discutiu a natureza política dos parceiros sociais e do desgaste desta relação tendencialmente intrínseca. Foram igualmente discutidos temas como o condicionamento do FMI e a sua implicação para a perceção dos parceiros sociais perante o mesmo, no contexto em estudo.

O painel 3 tinha como assunto principal “O papel dos grupos económicos e profissionais no sistema político português”. O primeiro paper apresentado abordava a questão das “Associações empresariais e crise económica: o caso português (2008-2016)”, apresentado pelos oradores João Loureiro e Professor Doutor Marco Lisi. Apesar de pouco explorado na literatura, o papel do patronato e a implementação da sua agenda neoliberal durante a crise económica abre as portas para uma análise das principais associações empresariais portuguesas: a Confederação Empresarial de Portugal (CIP); a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP); a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP); e, mais recentemente, a Confederação do Turismo de Portugal (CTP). Esta análise foi baseada em documentos oficiais, declarações públicas e fontes de imprensa, que permitiu realizar uma avaliação política dos momentos críticos destas entidades, a concertação social e a sua influência, assim como alguns fatores externos,

Uma vez mais houve espaço para debate, que se concentrou em questões metodológicas como a análise discursiva e sobre a importância de fatores como as novas estratégias de ação coletiva (como os movimentos sociais) nesta relação entre a esfera institucional e os sindicatos.

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de 2008 a 2016. A CIP definiu-se como a confederação mais consensualista e mais alinhada com as visões europeias, defendendo as exportações e os interesses das grandes empresas; a CCP segue um menor alinhamento partidário e é mais crítica do desenho da União Económica e Monetária, defendendo os interesses das pequenas empresas nacionais que sofrem com as exportações; a CAP tem uma maior estratégia de mobilização e um maior alinhamento partidário; por fim, a CTP, que acaba por realizar as suas atividades apenas num âmbito sectorial. Os oradores concluíram que as entidades patronais portuguesas não têm capacidade de lobby suficiente para modificar a agenda política, apenas têm sucesso quando a agenda destes parceiros sociais está alinhada com as agendas do governo.

parte das forças conservadoras de direita, enquanto a CNA recebe um maior apoio da esquerda. A autora do paper concluiu ainda que a colaboração entre estas organizações é inexistente e que tem ocorrido um enfraquecimento das ligações com os partidos políticos e, consequentemente, uma redução do poder político, devido, não só, mas também, à entrada na União Europeia e à europeização das políticas agrícolas. Por fim, o terceiro paper focou-se na “Ação e estratégia das ordens profissionais durante a crise: o caso dos advogados e dos médicos”, apresentado por Tiago J. Lucas e Mafalda Escada. As ordens profissionais alcançaram uma nova dimensão no pós 25 de Abril, sendo o Estado quem delega a definição deontológica às ordens que, por sua vez, definem a prática dos seus valores e princípios éticos e profissionais. Analisou-se o caso da lei nº 2/2013 que teve como objetivo primordial o enfraquecimento dos monopólios das ordens profissionais, tornando-as mais transparentes, seguido de uma análise da (re)ação estratégica das ordens. Concluindo-se que o papel das ordens profissionais em Portugal é acima de tudo administrativo na medida em que regulam o acesso e exercício da profissão, tal como acontece no resto da Europa. No entanto, em alguns casos específicos, como na Ordem dos Médicos, o foco

O segundo paper “Associativismo agrícola em Portugal”, apresentado por Ekaterina Gorbunova, teve como objetivo principal analisar as principais associações e ligações com atores políticos no setor agrícola em Portugal, desde o 25 de Abril. A investigação focou-se nas principais associações agrícolas portuguesas: a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP); a Confederação Nacional da Agricultura (CNA); e a Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP). Após análise detalhada, concluiu-se que a CAP tem tido um maior apoio político por

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acaba por ser a defesa da profissão em si e não da saúde pública, surgindo uma espécie de interesse próprio da Ordem.

também o sistema neocorporativo de definição de políticas públicas de apoio social como um dos mais bem organizados e como fator mobilizador da sociedade civil e de articulação com o Estado na agenda setting e na implementação de políticas em concreto. Concluindo que a crise desequilibrou a relação entre o Estado e o associativismo/sociedade civil. O Professor Doutor Tiago Fernandes abordou a falta de investigação portuguesa no sistema de representação de interesses, sendo que os estudiosos se focam numa relação unidirecional partidosassociações e, pouco frequentemente, no sentido contrário, associações-partidos. Mencionou ainda algumas perspetivas de análise de um sistema de representação de interesses, tais como: o ponto de vista do sistema capitalista (estudado por Philippe C. Schmitter, prémio Johan Skytte na Ciência Política), ou o ponto de vista da crise de governabilidade e da democracia. De referir ainda que, no caso específico português, a elevada governabilidade e estabilidade socioeconómica, do ponto de vista comparativo, permite uma maior e mais legítima articulação entre patronatos e sindicatos. Por fim, o moderador Professor Doutor Marco Lisi, teceu algumas considerações finais e anunciou o fim da mesaredonda, dando por encerrada a conferência.

Por último, realizou-se uma mesaredonda que contou com a presença de dois docentes da FCSH/NOVA, Professor Doutor Rui Branco e Professor Doutor Tiago Fernandes, com a moderação do Professor Doutor Marco Lisi. Os dois deputados da Assembleia da República, Carlos Monteiro (CDSPP) e Pedro Delgado Alves (PS), não tiveram possibilidade de comparecer devido à votação do Orçamento do Estado para 2018, que estava a decorrer nesse preciso momento.

Nesta mesa-redonda discutiram-se os mais variados assuntos ligados ao estudo e investigação na área da Ciência Política que, não se foca apenas na arena política (partidos e sistemas políticos) mas também na arena da representação de interesses. O Professor Doutor Rui Branco começou por correlacionar o canal de representação de interesses, isto é, as associações, com a qualidade da democracia, numa lógica positiva de interdependência. Referindo

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CALL FOR e-WORKING PAPERS

Convidamos todos os investigadores do Observatório Político a submeterem as suas propostas de e-WP através do email: geral@observatoriopolitico.pt 19


SEMINÁRIO SOBRE AS RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS, POLÍTICAS, HISTÓRICAS, CULTURAIS E ECONÓMICAS ENTRE PORTUGAL E A REPÚBLICA DA COREIA Por Marta Ramos, Membro Associado do OP 7 de novembro de 2017 Assembleia da República

No passado dia 7 de novembro foi realizado pela Embaixada da República da Coreia em parceria com o Grupo Parlamentar de Amizade um seminário sobre as relações bilaterais entre Portugal e a Coreia do Sul, por forma a fortalecer e fomentar os laços entre ambas e na qual o Observatório Político marcou presença.

Superior de Economia e Gestão (ISEG), Jaewon Lyu, Diretor-Geral da KOTRA Madrid, e por fim Ricardo Lopes, Diretor de Operações da Hyundai Portugal. A abertura deste seminário que teve ínicio às nove e meia da manhã foi feita por José Matos Correia, VicePresidente da Assembleia da República, Chul Min Park, Embaixador da República da Coreia em Portugal e Vitalino Canas, Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade.

O evento contou com a presença de vários oradores convidados por parte de ambas as instituições e que incidiram sobre temas diplomáticos e políticos como foram as exposições feitas por Park Enna, Embaixadora para a Diplomacia Pública da República da Coreia e Pedro Costa Pereira, Director-Geral de Política Externa, temas históricos e culturais representados por Miguel Santos Neves, da Universidade Autónoma de Lisboa e Hee Moon Jo, da Universidade de Hankuk de Estudos Estrangeiros, e culminando em temas económicos representados por Eurico Brilhante Dias, Secretário de Estado da Internacionalização, Bruno Bonone, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, Luís Mah, do Instituto

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Desta forma, José Matos Correia começou por descontruir a ideia de que as relações interestatais são exclusivas aos órgãos executivos, referindo que estas também podem ser feitas ao nível do legislativo uma vez que este contacto ultrapassa as instituições formais e passa por ambas as sociedades civis. Ressaltou também o paralelo entre os dois Estados referidos, pela sua proximidade em termos de interesses estratégicos, bem como o facto de que a dimensão das relações económicas bilaterais ficarem aquém do seu potencial. Posteriormente tomou palavra o Embaixador da República da Coreia que, discursando em português, revelou ser o seminário um desejo já de longa data e que o interpretava como um passo importante na promoção das relações bilaterais. Referiu ainda de forma breve as várias ligações entre ambos os países, como a transição dos Secretários Gerais das Nações Unidas, de Ban-Ki Moon para António Guterres, e como é que estas relações estão a ser fomentadas. Como é o caso da deslocação de representações portuguesas à Coreia do Sul ou de delegações coreanas a Portugal, como por exemplo a recente visita do Vice-Presidente da Assembleia Parlamentar, o caso da grande representação sul-coreana na Web Summit de 2017, ou o caso do aumento do número de turistas coreanos em Portugal em grande parte devido a temáticas religiosas,

que na sua ótica têm ainda um grande potencial de investimento. Por último tomou a palavra Vitalino Canas, mencionando primeiramente que o presente seminário era o evento mais importante que tinha sido promovido e organizado pelo Grupo Parlamentar em 2017, ressaltando as várias razões pelas quais devemos manter relações bilaterais estreitas, e que por sua vez a Coreia do Sul merecia a solidariedade portuguesa para com a difícil conjuntura de segurança que atravessam e que o seminário é mais uma manifestação de tal.

O painel que se seguiu, relativo às Relações Diplomáticas e Políticas entre os países, contou com a apresentação de Park Enna, dada em inglês, que teve um grande ênfase nas questões atuais que a República da Coreia atravessa, como a transição pacífica para o novo governo em funções, após o processo de impeachment e de eleições livres que o seguiu, levando ao poder Moon Jae-In. Focada no state of affairs da Península Coreana, a Embaixadora chamou à atenção para o facto de Portugal ter, em julho do 21


presente ano, cortado oficialmente relações bilaterais com a Coreia do Norte, em conformidade com os esforços da Comunidade Internacional, afirmando que as sanções e a pressão devem de ser utilizadas como instrumento diplomático para trazer este último à mesa de negociação. Aproveitou também a oportunidade para promover os Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, em PyeongChang, e de convidar todos os portugueses a visitarem a Coreia para tal evento, assegurando a segurança de todos os espectadores, em seguimento de uma Resolução da ONU que garante “Peace beyond Safety” Olympics. Seguiu-se Pedro Costa Pereira que, numa perspetiva centrada na importância da República da Coreia na política interna e na definição da política externa portuguesa, abordou os vários domínios em que tal se verifica, quer a nível regional, como em termos políticos, económicos ou culturais. Referiu, por outro lado, a crescente cooperação a nível turístico e cultural, mas também em áreas como as energias renováveis, e da sua potencialidade. Entre outros temas, destaca-se também o projeto que tem vindo a ser fomentado de criação de uma ligação aérea direta Lisboa-Seoul.

No terceiro painel intitulado As Relações Históricas e Culturais tomou a palavra Miguel Santos Neves que dando continuidade ao tema apontou a necessidade de aprofundamento da investigação com vista a um conhecimento mais consubstanciado das relações desta ordem. A sua exposição teve um especial enfoque nas diferentes fases das relações históricas entre os dois países, a saber, a fase de encontro com a transferência tecnológica em particular dos portugueses sob a geopolítica asiática, que afetou primeiramente a Coreia, mas que acabou por capacitá-la para o progressivo afastamento japonês; a fase de declínio, uma vez que Portugal deixa inclusive de ser uma potência com relevância na região tirando a questão de Macau, através da qual se dá indiretamente o relacionamento com a Coreia; com a decisão de abertura da Coreia e se vê obrigada a abraçar a modernização por pressão japonesa, inicia-se a fase de reencontro, de reforço da convergência que advém das relações estabelecidas com as grandes potências. Terminou

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referindo alguns dos eixos estratégicos que, a seu ver, contribuiriam para a densificação e intensificação da cooperação bilateral, como a cooperação multinível, europeia, nacional e subnacional, ou do financiamento adequado, simétrico e reflexão crítica do mesmo. Já a exposição de Hee Moon Jo focou a problemática da situação atual e perspetiva dos estudos portugueses na Coreia. Exemplificando as conexões entre ambos, quer em termos de artesanato tradicional quer em termos de música, comparando o fado português ao pansori coreano. Salientou a importância do conhecimentos nas relações estabelecidas entre ambos, ilustrando através dos instrumentos de navegação marítima e da conquista das rotas marítimas utilizados para a conquista do mundo e do paralelo atual com a rota da internet. Por outro lado, referiu-se ao facto de as universidades coreanas necessitarem de recorrer a professores brasileiros por meio de indisponibilidade de professores portugueses, concluimdo a sua apresentação com o tema da inovação tecnológica e da necessidade da cooperação entre ambos para que Portugal possa apostar na Indústria 4.0 à semelhança da República da Coreia.

O quarto e último painel do seminário, relativo às Relações Económicas entre ambos os países teve a presença de Eurico Brilhante Dias que, após contextualizar o estado das coisas na economia portuguesa abordou os pontos negativos da mesma em termos de internacionalização, mencionando questões como a forma como olhamos para o futuro de parceiros, pela concentração num número reduzido de mercados ou a lacuna do acesso à informação de mercado das pequenas e médias empresas nacionais. Destacou o que tem vindo a ser desenvolvido, na sua maioria no domínio político-diplomático, e do o que ainda há por fazer, nomeadamente cooperação na utilização de instrumentos conjuntos por forma a aproveitar as potencialidades de ambos os mercados. Pois, como a exposição seguinte demonstrou, por parte de Bruno Bobone, temos de deixar de nos focar na proximidade mas sim no marketing e na aparência, uma vez que os produtos portugueses têm uma grande qualidade. Posteriormente tomou a palavra

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Luís Mah, que por sua vez analisou a Nova Ordem económica asiática e o papel de Portugal na mesma, reconhecendo-se a importância do exemplo coreano como modelo de desenvolvimento e o mapeamento das relações de Portugal com esta nova ordem, que tem o seu maior enfoque atualmente na China. Grande parte da cooperação entre Portugal e a Coreia, tendo em conta o caso de sucesso da Coreia em Moçambique passa pela cooperação triangular Portugal-Coreia-África a par com o interesse no investimento do setor privado da área.

(Korea Trade-Investment Promotion Agency). A última exposição ficou ao cargo de Ricardo Lopes, que enquanto representante da Hyundai afirmou que a estratégia de crescimento da marca na Europa é ainda muito forte e, numa análise da contribuição desta na região europeia, mostrou que mais de 90% dos veículos vendidos na região são contruídos e desenhados na Europa, tendo como objetivos futuros se tornarem a maior marca asiática na Europa. Foram então visualizados dois vídeos, um de apresentação da KOIMA (Korea Importers Association), e uma mensagem do Presidente da ICAK (International Contractors Association of Korea).

Ainda relativamente à temática económica foi realizada uma exposição por Jaewon Lyu, que salientou algumas características da cultura coreana e sua importância comercial para as relações bilaterais. Deste modo, introduziu-nos a cultura Pali-pali e a importância da aparência no mercado coreano como pilar cultural em todos os domínios societais. Referiu ainda que os mercados têm grande potencial de se complementar, principalmente em termos de cooperação empresarial, e apresentou-nos a KOTRA MADRID

No encerramento deste seminário, Fernando Virgílio Macedo, salientou que apesar da cooperação económica ser importante entre ambos os países, a cooperação cultural é primordial, referindo que o Embaixador, enquanto intermediário desta relação deve transmitir a mensagem não só da hospitalidade portuguesa como

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também da nossa potencialidade e qualidade dos nossos produtos. Terminou com o desejo de continuarmos a percorrer um caminho de paz e prosperidade, em

paralelo à fomentação das relações bilaterais entre Portugal e a República da Coreia.

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AGENDA | REVIEW 2017 Setembro:

20 Encerramento das candidaturas

1 Abertura das candidaturas para a

para a 1ª Fase do VII Programa de Estágios Académicos e Curriculares do Observatório Político.

1ª Fase do VII Programa de Estágios Académicos e Curriculares do Observatório Político.

25 Disponibilização do e-Working Paper #74, da autoria do Membro Associado Duarte Carrasquinho sobre o tema: "A luta armada revolucionária em Portugal: Uma história ao luar”.

Fim do Call for Papers para a Revista Portuguesa de Ciência Política 9 e 10 |2018.

4-6 O Observatório Político esteve representado, pela Investigadora Associada Ana Filipa Guardião, na 39ª Conferência Anual da Associação de Estudos Ibéricos Contemporâneos (ACIS), que se realizou na Universidade de East Anglia, Norwich, Inglaterra.

Outubro:

11

Início da primeira fase do VII

Programa de Estágios Académicos e Curriculares do Observatório Político.

26


realizou na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

12 Abertura do Call for Papers para a Revista Portuguesa de Ciência Política 10 e 11 | 2018.

7

O Observatório Político esteve

presente no “Seminário sobre as relações diplomáticas, políticas, históricas, culturais e económicas entre Portugal e a República da Coreia”, que se realizou na Assembleia da República.

14 Lançamento e distribuição da 20 Disponibilização do e-Working

Revista Portuguesa de Ciência Política número 7 | 2017, que contou com a colaboração gráfica de Alexandre Farto (a.k.a Vhils).

Paper #75, da autoria do Membro Associado Carlos Alves sobre o tema: "Educação: a Ágora ou Wall Street? – Uma falsa questão”.

26 Abertura do Call for Papers para a Revista Portuguesa de Ciência Política 10 e 11 | 2018.

Novembro:

3

O Observatório Político esteve

15

presente na Conferência “Partidos, Grupos de Interesse e Crise Económica: o caso português em perspetiva comparada”, que se

Foi convidada da Edição da

Noite da SIC Notícias, para analisar um caso da atualidade, a Coordenadora do Observatório

27


Política do ISCSP-ULisboa, Professora Doutora Cristina Montalvão Sarmento.

com a colaboração gráfica de Bambi, street artist (Londres, 2017).

17 Disponibilização do e-Working Paper #76, da autoria do Membro Associado Hugo Ferrinho Lopes sobre o tema: "Salazarismo: Autoritarismo ou Fascismo? A União Nacional em perspetiva organizacional e comparativa”.

12 Disponibilização do e-Working Paper #77, da autoria do Membro Associado Orlando Coutinho sobre o tema: “Europeísmo e ‘Soberania Complexa’.

Dezembro:

7 Abertura das candidaturas para a 2ª Fase do VII Programa de Estágios Académicos e Curriculares do Observatório Político.

8

29 Encerramento das candidaturas

Lançamento e distribuição da

para a 2ª Fase do VII Programa de Estágios Académicos e Curriculares do Observatório Político.

Revista Portuguesa de Ciência Política número 8 | 2017, que contou

28


AGENDA | PREVIEW 2018 Janeiro:

15 Abertura das candidaturas para

8 Início da 2ª Fase do VII Programa

a 3ª Fase do VII Programa de Estágios Académicos e Curriculares do Observatório Político.

de Estágios Académicos e Curriculares do Observatório Político.

10 Disponibilização do e-Working Paper #78.

31

Fim do Call for Papers para a

Revista Portuguesa de Política 10 e 11 | 2018.

Ciência

Abril: Fevereiro:

12 Disponibilização do e-Working

12 Disponibilização do e-Working

Paper #81.

Paper #79.

18-20

Atualização permanente plataforma POLITIPÉDIA.

da

O Observatório Político

irá estar representado, no IX Congresso da APCP, com o painel “Crise, Identidade e Protesto Político”, que terá lugar na Universidade do Minho (Braga).

Março:

12 Disponibilização do e-Working Paper #80.

29


30


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