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Dia Mundial da Saúde

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DIA MUNDIAL DA SAÚDE Expectativa de vida dos gaúchos supera a média brasileira, segundo IBGE

Por que doenças consideradas erradicadas ou controladas estão de volta? OMS define 10 prioridades de saúde para 2019 Crédito: Depositphotos

INFORME COMERCIAL - 06 DE ABRIL DE 2019


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INFORME COMERCIAL - 06 de Abril de 2019

Saúde universal: para todas e todos, em todos os lugares

crédito: unsplash

Campanha da OMS pede cobertura universal e atenção à saúde primária.

Combate ao sedentarismo é um dos pontos reforçados por profissionais da saúde para uma vida mais saudável. O Dia Mundial da Saúde é uma chance para celebrar a saúde e lembrar aos líderes mundiais que todos deveriam poder acessar os cuidados de saúde que necessitam, quando e onde for preciso. É assim que a Organização Mundial da Saúde (OMS) define a data marcada pelo dia 7 de abril em todo o mundo. O tema deste ano é o #HealthForAll (Saúde Para Todos), um modo de chamar a atenção para temas como igualdade e solidariedade e estimular a ação de políticos, profissionais de

saúde e indivíduos engajados em fazer da saúde uma realidade global. No lançamento da campanha, a instituição reforçou dois tópicos. O primeiro é a cobertura universal de saúde, que, sob o ponto de vista da OMS, significa que todas as pessoas tenham acesso a serviços de saúde de qualidade, sem dificuldades financeiras, a qualquer tempo ou local. Esse ideal é complementado pelo segundo mote, que reforça a necessidade

que os governos têm de investir em cuidados primários de saúde. A campanha também sugere que os pacientes precisam ser ensinados a se manter saudáveis, a fim de criar comunidades que possam cuidar da sua própria saúde. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, na região das Américas, o foco do movimento está na equidade e na solidariedade, abordando as barreiras ao acesso aos serviços e à saúde, em si.

Por que 7 de abril? O Dia Mundial da Saúde é comemorado nesta data em homenagem à fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1948. A cada ano, a instituição trata de assuntos que atingem a população mundial, alertando a respeito dos riscos e ensinando sobre a prevenção. Entre os temas escolhidos, já estiveram diabetes, hipertensão, envelhecimento saudável e segurança alimentar, por exemplo. O objetivo principal é conscientizar a população sobre a im-

portância de manter o corpo e a mente saudáveis. Em 2019, a data acontece entre dois eventos importantes: a Conferência Global sobre Atenção Primária à Saúde, já realizada em Astana, Cazaquistão, em outubro de 2018, e a reunião de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre Cobertura Universal de Saúde, que será realizada, em setembro, na cidade de Nova Iorque.

EXPEDIENTE Encartado no jornal Zero Hora, com distribuição em todo o Estado do Rio Grande do Sul. Produzido por Diretoria Comercial e Marketing. Analista de Produto: Bruna Mello

OMS dá dicas sobre como ajudar Não é necessário ser um político influente ou uma grande liderança para contribuir com a temática proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A instituição pontuou algumas atitudes que cidadãos, em geral, podem tomar para fazer a diferença.

Comunicar suas necessidades, opiniões e expectativas a formuladores de políticas públicas, políticos locais, ministros e outros representantes da população. Fazer-se ouvir por meio das mídias sociais para garantir que as necessidades de saúde da comunidade – e outras necessidades – sejam levadas em consideração e priorizadas em nível local. Convidar organizações da sociedade civil a ajudar para que as

necessidades da comunidade sejam de conhecimento dos formuladores de políticas. Compartilhar suas histórias com a mídia. Organizar atividades como fóruns de discussão, debates sobre políticas, concertos, marchas e entrevistas para proporcionar às pessoas a oportunidade de interagir com seus representantes através dos meios de comunicação e das redes sociais.

bruna.mello@gruporbs.com.br Execução: maré - conteúdo e estratégia contato@mareconteudo.com.br Textos: Marcos Carvalho e Nathane Dovale Projeto Gráfico: Giulia Pereira Diagramação: Taciana Pessetto Jornalista Responsável: Luiza Gaidzinski Carneiro (Mtb 16.616)

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OMS define prioridades para a saúde em 2019 Lista inclui o combate às mudanças climáticas e ao HIV.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) trabalha com objetivos expressivos. A instituição quer ampliar o acesso e a cobertura de saúde para atender 1 bilhão a mais de pessoas na comparação com números atuais, além de 1. Poluição do ar e mudanças climáticas Com nove em cada dez pessoas respirando ar poluído todos os dias, esse é o maior risco ambiental para a saúde, segundo a OMS. 2. Doenças crônicas não transmissíveis Doenças como diabetes e câncer são responsáveis por mais de 70% das mortes no mundo. A ideia da organização é reduzir a inatividade física em 15% até 2030. 3. Pandemia de gripe A OMS monitora, constantemente, a circulação dos vírus influenza. Instituições em 114 países estão envolvidas na vigilância e resposta global, para o caso de um novo surto. 4. Cenários de fragilidade e vulnerabilidade Cerca de 22% da população mundial vive em locais desprovidos de cuidados básicos. O

garantir prevenção contra emergências e melhorar o bem-estar global. Para facilitar a organização desses pontos, foram estipuladas dez prioridades para esse ano. Confira:

objetivo é fortalecer os sistemas de saúde, com foco em surtos de doenças e vacinação. 5. Resistência antimicrobiana A capacidade de bactérias e vírus resistirem a antibióticos é um obstáculo, por exemplo, no combate à tuberculose: a doença mata 1,6 milhão de pessoas todos os anos. 6. Ebola A inclusão do item na lista é uma resposta a pedidos que autoridades de vários setores fizeram ano passado, solicitando ações de preparação para situações de emergência. 7. Atenção primária de saúde Cuidados primários atendem à maioria das necessidades de uma pessoa ao longo da vida. Em 2018, governos renovaram seus compromissos com o tema em uma conferência.

Com mais de 250 unidades no Brasil, Magrass atinge 6 mil atendimentos diários

8. Relutância em vacinar Cerca de 2 a 3 milhões de mortes são evitadas, por ano, graças às vacinas. No entanto, outros 1,5 milhão de óbitos poderiam ser impedidos se houvesse maior cobertura global. 9. Dengue Estima-se que 40% de todo o mundo está em risco de contrair o vírus da dengue: são cerca de 390 milhões de infecções por ano. A OMS quer reduzir as mortes em 50% até 2020. 10. HIV Apesar dos progressos em remédios e prevenção, quase 1 milhão de pessoas morrem por HIV/AIDS a cada ano. Uma das estratégias para o combate é a introdução do autoteste.

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mais de 250 unidades no território nacional. 6 mil atendimentos diários. mais de 120 pessoas, em média, atendidas, diariamente, em cada unidade. 200 toneladas eliminadas (emagrecimento de sobrepeso) em 2017.

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A saúde e a história

Descobertas da medicina representaram avanços em todo o mundo. Ao longo da história, grandes descobertas da medicina ajudaram a ampliar o conhecimento sobre o corpo humano, aumentaram a qualidade e a expectativa de vida e, ainda, abriram horizontes para novos estudos. Com a ajuda da médi-

Século XVIII

Introdução das vacinas A primeira vacina de que se tem notícia foi criada pelo inglês Edward Jenner. O objetivo, na época, era combater a varíola, uma doença grave que podia levar à morte - e que se tornou, por consequência, a primeira doença infecciosa erradicada pelo uso de vacinação. Jenner fez a descoberta observando pessoas que haviam se contaminado por uma doença do gado, transmitida na ordenha das vacas, e pareciam imunes à varíola.

ca, pesquisadora e doutora em História Leonor Schwartsmann, o caderno Dia Mundial da Saúde separou quatro momentos marcantes na história da saúde mundial.

Século XIX

Anti-sepsia Em 1865, um médico inglês chamado Joseph Lister tornou-se o primeiro cirurgião a realizar operações em uma câmara esterilizada com um antisséptico pulverizado. Como resultado, um número alto de pacientes sobreviveu. O trabalho de Lister também influenciou a normatização de procedimentos como limpeza escrupulosa das salas de operação, desinfecção do pessoal em contato com o paciente e esterilização do instrumental cirúrgico.

Século XX

Antibioticoterapia O primeiro antibiótico do mundo foi a penicilina, descoberta pelo escocês Alexander Fleming. Testada em animais por alguns anos, foi ministrada em humanos somente durante a Segunda Guerra Mundial. Base dos antibióticos, a penicilina revolucionou a medicina e deu impulso decisivo à moderna indústria farmacêutica.

Weinmann inaugura área técnica na Capital

Século XX

Estímulo ao aleitamento materno A amamentação aparece nos livros desde a Mitologia Grega, estando presente com maior ou menor destaque ao longo da história. Em 1979, com a declaração OMS/UNICEF que propôs a valorização do aleitamento materno e, depois, quando foi assinado o Acordo firmado pela Associação de Fabricantes de Alimentos Infantis de cessarem com a distribuição gratuita de leites artificiais aos serviços de saúde a baixo custo, o assunto ganhou repercussão e adentrou o século XXI com bastante força.

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Novo espaço traz investimentos em infraestrutura e tecnologia.

- Com layout envidraçado, a nova área técnica alia a excelência no processamento de cada exame à possibilidade de visualização da operação dos materiais coletados. O espaço foi pensado, exclusivamente, para oferecer mais agilidade, comodidade, segurança e excelência no processamento de exames, explica Kátia Zanotelli Fassina, responsável técnica pelo laboratório. A inauguração também marca o início da comemoração dos 90 anos do Weinmann, celebrados em 2019.

Assessoria médica é diferencial na atuação do laboratório Além de exames laboratoriais, testes de genômica e serviço de Coleta Domiciliar, em que uma equipe especializada realiza a coleta na casa, trabalho ou local de escolha do cliente, o Weinmann possui Assessoria Médica. Nesta área, os médicos do laboratório supervisionam e integram resultados, oferecendo apoio ao médico do cliente na investigação clínica. Depois, o trabalho é transformado em relatórios que trazem os resultados oferecidos a partir de diferentes metodologias diagnósticas, o que permite reunir o parecer consolidado de uma equipe multidisciplinar em um único documento. Isso garante a excelência em todas as fases do processo de análises clínicas.

crédito: Divulgação

O Laboratório Weinmann inaugurou uma nova área técnica para processamento de exames, em Porto Alegre. Localizado no bairro Floresta (Avenida Farrapos, nº 2.750), o espaço recebeu mais de R$ 5,3 milhões de investimentos em infraestrutura e tecnologia, distribuídos em uma área de 580m².

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Inovação a serviço dos pacientes

Empresas apostam em tecnologia para oferecer soluções na área da saúde. Não é de hoje que as possibilidades que a tecnologia oferece despertam a atenção do ser humano para novos produtos e invenções. E na área da saúde, eventos de repercussão mundial, como a conferência anual da Sociedade de Gerenciamento de Sistemas de Informação sobre Saúde (HIMSS, em inglês), têm recebido a atenção

FemTech, a tecnologia da medicina para mulheres Existe um nicho no ramo da tecnologia para a saúde voltado especialmente às mulheres, chamado de FemTech. E a startup americana NextGen Jane tem ganhado espaço no mercado, especialmente pela proposta de produto mais recente: o kit inclui um absorvente interno que a mulher deve usar por duas horas e, então, inserir num tubo de ensaio com um líquido que protege o material coletado. Depois, a amostra é enviada para um laboratório. A expectativa com a invenção é usar o sangue espremido dos absorventes para encontrar indícios precoces da endometriose - e, quem sabe, do câncer de colo do útero e outros distúrbios, também. A ideia agradou: a startup acaba de receber um investimento de 9 milhões de dólares.

de grandes empresas e audiências interessadas no futuro da medicina. O fascínio por técnicas diferentes na qualidade de vida e bem-estar também invade espaços que não são originalmente voltados para a saúde. Um exemplo é South by SouthWest (SXSW), que abriga nos painéis e palestras de gigantes como Google um espaço

Receitas pelo aplicativo Ainda não está disponível no Brasil, mas uma startup inglesa promete colocar os pacientes no controle de seus medicamentos, melhorando as taxas de adesão e tornando a vida com uma condição crônica muito mais fácil. A premissa da startup Echo é eliminar o transtorno de ter que pegar receitas com o médico todos os meses. Funciona assim: depois de assinar o serviço e baixar o app no celular, a empresa providencia receita, aplica descontos, entrega os remédios e envia um lembrete na hora de tomar a medicação. O curioso é que o fundador da Echo não é um profissional da saúde, mas ele mesmo um paciente diagnosticado com uma doença crônica.

cada vez maior dedicado ao que se convencionou chamar de Health Tech, ou a tecnologia para a saúde. O caderno Dia Mundial da Saúde separou três serviços e produtos lançados há pouco, que prometem movimentar o mercado.

Suprimentos pelos ares Os drones, que viraram febre entre os apaixonados por vídeo e fotografia, ganharam uma utilidade nobre: estão sendo operados para levar suprimentos médicos a áreas de difícil acesso. A fabricação específica para essa finalidade virou uma indústria à parte. Dados de uma das empresas pioneiras, a americana Zipline, mostram que em 2018 pelo menos 1,3 mil pessoas foram salvas com entregas desse tipo. Em 2016, eles já haviam fechado um acordo para fornecer sangue, plasma e plaquetas a 21 hospitais de Ruanda, na África.

Atendimento médico à distância está autorizado no Brasil A transformação digital na área da saúde é realidade. O conceito eHealth, ou saúde digital, é mundialmente discutido e diversas de suas ferramentas já são utilizadas na área. Além do mais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) colocou a “saúde digital” como prioridade, incluindo o uso seguro de tecnologias de comunicação e informação, como pesquisa, vigilância, educação e conhecimento para os 109 países membros.

No Brasil, a resolução Nº 2.227/18 do Conselho Federal de Medicina (CFM) definiu a telemedicina como o exercício da medicina mediante tecnologias para os fins de assistência, educação, investigação, prevenção de enfermidades e lesões e promoção da saúde, que podem ser realizadas em tempo real ou offline. No documento, o CFM deixou claro que o requisito obrigatório para se aplicar a telemedicina é a exis-

tência da relação médico-paciente presencial prévia e, apenas assim será possível um atendimento à distância, com o mesmo profissional, caso ambos, médico e paciente, estejam de acordo. Este modo virtual da relação médico-paciente, conforme a resolução, só será permitido em áreas geograficamente remotas, sempre que existirem as condições físicas e técnicas recomendadas e a presença de um profissional de saúde.

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Ciência tipo exportação

Pesquisa liderada por brasileiro busca diagnóstico para o câncer a partir de bactérias do intestino. Cientistas tentam entender o câncer e suas causas há décadas. Pois uma resposta para diagnosticar o tipo colorretal pode estar entre os trilhões de micro-organismos que povoam nosso intestino. É o que aponta uma pesquisa divulgada no começo de abril, que mapeou 16 bactérias da microbiota que estavam presentes em amostras fecais de pessoas de sete países e três continentes diferentes. O estudo foi conduzido por cientistas do A.C. Camargo Cancer Center, da Universidade de São

Paulo (entre eles, Andrew Thomas, doutor em Bioinformática) e da Universidade de Trento, na Itália, e publicado na revista Nature Medicine. O câncer colorretal atinge cerca de 36 mil brasileiros por ano e causa quase 17 mil mortes, anualmente, no país. Atualmente, a principal forma de detectar a doença é pesquisando sangue oculto nas fezes. O caso pode evoluir para pesquisas mais aprofundadas, como

uma colonoscopia, por exemplo, caso o resultado seja positivo. Os cientistas descobriram, no entanto, que a simples presença das bactérias, de seus genes ou metabólitos na amostra fecal já pode indicar algo mais sério. A pesquisa destaca, por enquanto, apenas uma correlação entre as bactérias no organismo e o surgimento de doenças, mas os rastros metabólicos dos microrganismos já funcionam como um indicativo.

Ministério da Saúde tem número de WhatsApp para combater fake news Com a quantidade de plataformas de acesso à informação, se tornou comum que notícias falsas sejam compartilhadas como verdadeiras, independentemente do assunto. Mas quando o tema é saúde, a desinformação pode se tornar um problema ainda maior. Pensando nisso, o Ministério da Saúde lançou um espaço exclusi-

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vo para receber informações virais, que são apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira. E o melhor: dá para fazer isso direto pelo whatsapp, pelo número (61)99289-4640. Qualquer cidadão pode enviar gratuitamente mensa-

gens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de compartilhar. No site do Ministério, é possível consultar, também, uma lista de conteúdos que já foram desmentidos. É só acessar portalms.saude.gov.br/ fakenews.


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O futuro da medicina chegou O que podemos esperar dos diagnósticos e curas? Os avanços tecnológicos cada vez mais dão pistas de que o futuro da medicina tem tudo para ser fabuloso. E todas as descobertas e pesquisas que estão em curso mostram que isso não se trata de um roteiro para um filme de ficção científica: o futuro da medicina já está aqui e olha para nós. A evolução do conhecimento médico, em parceria com o domínio e o desenvolvimento de tecnologias, garantem inovações essenciais para a área da saúde. Procedimentos menos invasivos, diagnósticos mais precisos e mais rápidos, e até a facilidade para prever o aparecimento de doenças são apenas alguns dos tantos exemplos de desenvolvimentos progressivos da ciência médica que contamos. Mas o que podemos esperar das pesquisas que estão sendo realizadas? Quando se fala de transplantes de órgãos, o decano da Escola de Medicina da PUCRS e chefe do Serviço

de Cirurgia de Mão e Microcirurgia Reconstrutiva do Hospital São Lucas, doutor PHD Jefferson Braga, diz que, no futuro, não vai mais existir a necessidade de espera por doadores. - Esses órgãos serão fabricados em laboratórios, mas criados especificamente para os pacientes. Como cada paciente tem um tipo de órgão diferente é necessário que se crie um órgão específico para cada pessoa que precisa, disse Braga. Segundo o decano, a impressora 3D é uma das opções que pode ser utilizadas para criação de órgãos, porém, o mais importante é que se utilize a parte genética do paciente para receber a peça. O médico explica ainda que a medicina de ponta estará acessível para todos e em qualquer lugar, seja através da robótica ou à distância. Para o Brasil, no entanto, ainda não há previsão. - A robótica vai possibilitar reconstruções sem limi-

te na sua execução, o tamanho das estruturas não será mais impossível. Os nervos periférico e artificial serão acessíveis, possibilitando resultados mais significativos nos pacientes que tiveram perdas de estruturas nervosas na regeneração nervosa, disse Braga. Para as cirurgias do coração, segundo a cirurgiã cardiovascular Luciane Barreneche o tratamento das doenças cardiovasculares se transformou possibilitando um padrão de atendimento com abordagens minimamente invasivas. O resultado disso foram técnicas endovasculares com benefícios explícitos para o tratamento de aneurismas e das obstruções de artérias periféricas. Quanto aos casos das doenças venosas, Luciane destaca que a intervenção minimamente invasiva também pode ser um recurso para tratar as tromboses de grandes proporções, evitando o risco futuro de sequelas.

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Abordagem de precisão para casos de depressão Considerada “o mal do século”, a depressão passa por significativas pesquisas para o seu tratamento. O Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), que é uma lista de sinais e sintomas usado para fazer diagnósticos, poderá ser abandonado completamente, segundo o pesquisador do Instituto do Cérebro (InsCer) e professor de psiquiatria da Escola de Medicina da PUCRS, Rodrigo Grassi-Oliveira. O pesquisador explica que o DSM-5 é importante para a área, porém é “como chamar um nariz escorrendo de tosse e fadiga de gripe” - quando na verdade esses sintomas poderiam ser causados por um vírus, uma bactéria ou até mesmo uma combinação de diversas alergias. - Na verdade, a gente sabe chamar de gripe, mas

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não sabe a causa. A psiquiatria tem sido o equivalente, como se fosse um médico de doenças infecciosas sem um microscópio ou uma capacidade de cultivar a causa real do problema. Então, no fim das contas, o tratamento acaba sendo mais inespecífico. Identificamos os sintomas e usamos nossas habilidades e experiências para adivinhar qual seria o melhor tratamento para a pessoa, disse o pesquisador. Para Grassi-Oliveira, é a experiência clínica dos médicos que ajuda no diagnóstico de psicopatologias. Porém, nos últimos anos, devido às pesquisas, principalmente de ciências básicas, com modelos em animais, com células, com exames de neuroimagem, e descobertas científicas, já é possível pensar em uma maneira mais segura de identificar as doenças mentais. - Não é ainda vinculada a um tratamento específico, mas descobrimos que, para as memórias de medos serem extintas, o DNA precisa sofrer uma modificação, precisa se reorganizar de uma maneira diferente. O resultado disso seria uma abordagem de precisão ou personalizada, levando em consideração as características particulares dos pacientes na hora de fazer o tratamento, explicou o médico.

crédito:Depositphotos

- Mais recentemente, o desenvolvimento de válvulas artificiais que são implantadas por cateter, apresentaram resultados promissores, principalmente para pacientes idosos, muito doentes e com diversos problemas de saúde associados, disse a médica.

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Tecnologia e pesquisas indicam um futuro promissor para saúde.


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Relacionamentos ajudam a viver mais

Segundo IBGE, expectativa de vida dos gaúchos supera a média brasileira. comunidade é capaz de melhorar a imunidade e liberar hormônios ligados à felicidade e ao relaxamento.

De 1940 a 2017, a expectativa de vida dos brasileiros aumentou 30 anos, segundo pesquisa divulgada, em 2017, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este mesmo levantamento traz a boa notícia de que a expectativa de vida do gaúcho, que é de 78, ultrapassa a média dos brasileiros, de 76 anos.

Veranópolis vai sediar Instituto de Longevidade

Quais os hábitos realmente fazem a diferença quando o assunto é longevidade? O médico referência mundial em geriatria, doutor PHD Emilio Moriguchi, nos dá os dados mais recentes, em porcentagem, dos fatores básicos que contribuem para uma vida mais longa e saudável. Segundo Moriguchi, o grupo dos hábitos saudáveis de vida, incluindo alimentação equilibrada e de boa qualidade; atividade física regular; repouso e sono adequados; lazer suficiente e adequado; e não fumar; representam 50% da contribuição com a longevidade. Já o ambiente, com quem você vive e com quem você convive representa 25%. Os fatores genéticos refletem 15% de influência e os avanços tecnológicos 10%.

- O relacionamento com o próximo, com quem a gente mais convive e pode contar nas horas de necessidade, têm impacto sobre longevidade tanto quanto os hábitos de vida saudáveis. Desde que seja em companhia agradável e com pessoas que nos apoiem, pode contribuir de forma tremenda para uma longevidade feliz,

O Instituto de Longevidade de Veranópolis tem previsão para ser inaugurado, na cidade da serra gaúcha, até o início de 2020. Conhecida como a Terra da Longevidade, Veranópolis, que possui 25 mil habitantes, ganhou a fama na década de 1990 após ter constatado como o município com a maior expectativa média de vida ao nascer do Brasil. Como a cidade estruturalmente se adaptou aos idosos, com adequação de calçadas, apoios diferentes em banheiros públicos, melhor acesso ao

explicou o geriatra. Um estudo da Universidade de Harvard sobre o desenvolvimento adulto, que já dura 77 anos e entrevista e monitora mais de 600 pessoas, também prova que o que garante saúde física e mental são as relações pessoais. Quem conseguiu se relacionar melhor com as pessoas e fortalecer laços viveu mais e melhor, para além do dinheiro, status ou emprego.

transporte público e à saúde, Veranópolis recebeu, em 2016, um certificado da Organização Mundial da Saúde (OMS) de Cidade Amiga do Idoso. A criação do Instituto de Longevidade é uma parceria entre a prefeitura do município, o Hospital comunitário São Peregrino Lazziozi e o Instituto Moriguchi e visa oferecer tratamentos multidisciplinares aos idosos, com ambulatórios de fisioterapia, nutrição, psicologia e cardiologia, e a unidade de pesquisa.

crédito: Letícia Ana Fracasso/Divulgação

Se você pudesse voltar no tempo e cuidar melhor da sua saúde, quantos hábitos não saudáveis você teria evitado para alcançar a longevidade? Não teria começado a fumar? Teria criado uma rotina de exercícios físicos? Cuidaria mais do sono? As respostas podem ser variadas. Até agora, infelizmente, a máquina do tempo não é uma realidade, mas sempre há tempo de cuidar melhor de você e alcançar mais uns anos de vida com sua família e amigos.

Relacionamento com o próximo O isolamento por desigualdades sociais e, muitas vezes, a busca por segurança em condomínios fechados, têm diminuído a capacidade das pessoas de viverem em comunidade, mas é muito importante destacar que o hábito de interação com o próximo é um fator importante para alcançar a longevidade. Diversos estudos científicos já provaram que esta integração a uma

Instalações serão inauguradas até 2020.

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Universidades em alerta para casos de depressão

Ambiente acadêmico pode fortalecer casos de depressão, aponta pesquisa.

As pressões acadêmicas e o medo do futuro são só alguns dos motivos que deixam os jovens universitários vulneráveis. Uma pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) mostrou que de cada dez estudantes oito já relataram que tiveram problemas com ansiedade, tristeza e sensação de desesperança. Mais de 6% relataram que tiveram ideias de morte e cerca de 4% tiveram pensamento suicida.

O alerta para os casos de depressão de alunos universitários fez com que projetos de assistência e acompanhamento surgissem nos ambientes acadêmicos. Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o projeto “Pega Leve” atende aos alunos que se sentem pressionados pelo ambiente acadêmico e também com casos já desenvolvidos na vida fora da universidade. A professora do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina Dr. Ana Margareth Bassols coordena o projeto junto a outros alunos, desde 2016. Com a proposta de trabalhar aspectos preventivos de saúde mental dos estudantes universitários, o projeto de extensão surgiu pelo evidente motivo do alto grau de adoecimento psíquico ou estresse durante a graduação. O projeto, que até então atendia apenas o curso de medicina da UFRGS, passou, em 2018, a atender todos os cursos de diversas universidades. O “Pega Leve” é organizado pela Faculdade de Medicina. A ideia é a capacitação para identifica-

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crédito: Unsplash

Até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). O mais recente relatório da OMS destaca ainda que no Brasil a depressão é a segunda maior causa de incapacidade, e assim é o país com maior índice na América Latina. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) levantou que há mais de 11 milhões de brasileiros diagnosticados com a doença.

Até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante, segundo a OMS. ção de alunos com problemas de depressão e ansiedade, oficinas e palestras. - Queremos trabalhar com os alunos para que eles sejam instruídos e que, no convívio acadêmico, eles consigam identificar possíveis riscos e assim indicar locais capacitados para tratamento. Nós vamos nesses lugares e falamos sobre saúde mental, explicou Ana Margareth. Na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) o projeto do Centro de Atenção Psicossocial (CAP) auxilia professores e alunos da universidade através da escuta e acompanhamento de qualquer situação que atrapalhe o crescimento pessoal e profissional.

O atendimento do CAP é para a alunos e professores de forma espontânea, mas também indicado por professores que identifiquem alunos que apresentam sinais de problemas relacionados à depressão e ansiedade. Segundo um dos coordenadores do CAP, Francisco Kern, o centro se alinha ao projeto da PUCRS de conectar todas as demandas e necessidade externas e internas dos alunos. - O aluno, quando vem com algum problema ou sofrimento intenso, nunca vem sozinho. Por isso, nos seminários de desenvolvimento de docentes abordamos como deve ser feito o acolhimento dos alunos na sala de aula e depois disso identificamos a demanda e entramos com o apoio da equipe multidisciplinar do CAP, explicou.


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Dia Mundial da Saúde tem programação em Porto Alegre

Agenda inclui atividades físicas e atendimentos. No próximo dia 7 de abril é comemorado o Dia Mundial da Saúde. Celebrado todos os anos pelos 191 países membros da Organização Mundial de Saúde (OMS), a data foi criada em 1948, pela própria OMS, com o objetivo de fundamentar o direito do cidadão na obrigação do Estado em promover o bem-estar. Com o tema “Cobertura Universal de Saúde”, diversas programações gratuitas estão sendo organizadas. Fique por dentro do que está previsto e participe! Dia 6 - Saúde na Praça

crédito: Divulgação Hospital Ernesto Dornelles

No dia 6, na rua Baldoino Bottini com a Carlos Scliar, em Porto Alegre, acontece o Saúde na Praça, das 10h às 12h. Na programação, que é gratuita, estão previstas aulas de alongamento, yoga, meditação e ginástica. Dia 7 - Programação do Hospital Ernesto Dornelles O Hospital Ernesto Dornelles, de Porto Alegre, por meio da Comissão Pró-Saúde, grupo multidisciplinar da instituição voltado para a promoção da saúde e bem-estar da comunidade, promoverá uma extensa programação no Parque Germânia. As atividades preveem, das 9h às 13h, a disponibilização de uma equipe de enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e grupos de apoio para esclarecer dúvidas e orientar os participantes sobre os benefícios de hábitos preventivos de saúde. Além disso, a programação oferece aos participantes atividades gratuitas como pilates, Quick Massage, alongamento, avaliações nutricionais, verificações de pressão e testes de glicose. Para os fumantes, o Grupo de Combate ao Tabagismo do hospital estará no local para ajudar o público a largar o tabagismo, que é um dos causadores de 90% dos cânceres de pulmão.

O objetivo da data é promover a saúde gratuita a todos. Dia 11 - Programação do Governo do Estado A Secretaria Estadual da Saúde (SES), em conjunto com a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), por meio dos programas de Saúde do Servidor (Proser) das duas secretarias, vai disponibilizar uma série de atividades no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), na Capital. Na programação está incluso a apresentação do documentário, através de uma iniciativa do Programa Primeira Infância Melhor (PIM), do Governo do Estado, “O Começo da Vida”, da

cineasta Estela Renner, às 9h30. O filme trata da importância do incentivo ao desenvolvimento infantil. Durante a parte da tarde, na área externa do prédio, localizado na Avenida Borges de Medeiros, 1501, em Porto Alegre, serão oferecidas aulas de ginástica laboral e atividades lúdicas para servidores e visitantes. Além disso, serão promovidas oficinas sobre plantas medicinais e relógio biológico, além de uma roda de conversa sobre o uso de agrotóxicos, e aulas práticas de yoga, reiki e auriculoterapia (especialidade da Medicina Chinesa, ramo da acupuntura).

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Além das cores, as causas

Entenda as campanhas de saúde por trás dos meses temáticos.

O mês de outubro colore as ruas de rosa para a conscientização do câncer de mama. As instituições de saúde entram na divulgação de cabeça: prédios são enfeitados, luzes são colocadas em pontos turísticos das cidades e, assim, se fortalece a luta para informar como é importante para as mulheres estarem com seus exames em dia. No mês seguinte, em novembro, é a vez dos homens. A campanha agora é para lembrar que já está no tempo de fazer os exames de próstata e que a saúde masculina não pode ser deixada para depois. A associação de cores e causas relacionadas à saúde se mostra como um “marketing do bem” para lembrar da necessidade de estar em dia com o bem-estar, além de incentivar para importantes questões de saúde. As iniciativas das campanhas são de diversas instituições e ganham alcance por conta do engajamento. Você sabe qual causa e cor representa os outros meses do ano? Nós te contamos! Janeiro Branco O Janeiro Branco traz o alerta para os cuidados da mente. O objetivo é envolver toda a sociedade para temas ligados à saúde mental, emocional, harmonia nas relações e à psicoeducação. A campanha surgiu em Minas Gerais e, além do Brasil, países como Japão, Portugal e Estados Unidos já adotam a iniciativa. Fevereiro Roxo e Laranja O mês de fevereiro traz como temas o alzheimer, o lúpus e a fibromialgia, representados pela cor roxa. Apesar de terem características diferentes, as três doenças atingem milhares de brasileiros todos os anos. Já o Fevereiro Laranja é para alertar sobre casos de leucemia, um câncer muito comum e que, segundo o Instituto Nacional

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do Câncer (INCA), há mais de 250 mil casos por ano no Brasil. Março Lilás e Azul-marinho O Março Lilás alerta para o câncer do colo do útero, que é a quarta causa de morte de mulher por câncer no país. Já o Março Azul-marinho traz como tema o câncer de intestino, que segundo dados do INCA, em 2018, teve mais de 35 mil novos casos. Abril Azul e Verde Abril traz dois temas de saúde, o verde para a prevenção de acidentes de trabalho e azul para o autismo. O transtorno de autismo afeta aproximadamente 1% da população mundial e é até quatro vezes maior em pessoas do sexo masculino. O Abril Verde busca conscientizar para a prevenção de acidentes de trabalho, pois o Brasil é o quarto país na lista das nações com maiores índices de acidentes laborais. Maio Roxo e Amarelo O Maio Roxo se propõe a conscientizar sobre doenças inflamatórias do intestino e pode provocar o câncer colorretal. Já o Maio Amarelo busca debater sobre acidentes de trânsito, que matam muitos brasileiros. Junho Vermelho Por ser um mês em que a estação é o inverno e, segundo análises, esse período sofre bastante redução nos estoques de bancos de sangue, o Junho Vermelho é voltado para incentivar as pessoas à doação.

Julho Amarelo Voltado para o tema Hepatites virais, principalmente os tipos B e C, considerados os mais graves, atingem 1,7 e 756 mil brasileiros, respectivamente, segundo o Departamento de Vigilância, Prevenção e controle das IST, HIV/Aids e Hepatites Virais. Agosto Laranja e Dourado O Agosto Laranja é voltado para a esclerose múltipla, em que as células de defesa do organismo atacam o sistema nervoso, causando diversos problemas. Já o Agosto Dourado busca conscientizar sobre a importância da amamentação. Setembro Amarelo, Verde e Vermelho Uma das campanhas mais famosas, junto com o Outubro Rosa e Novembro Azul, o Setembro Amarelo busca combater o suicídio, considerado pela OMS um grave problema de saúde pública. O Setembro Verde alerta sobre a importância da doação de órgãos. Já o Vermelho chama a atenção para doenças do coração. Dezembro Vermelho e Laranja O Dezembro Vermelho alerta sobre o HIV e o crescimento de casos no mundo. O Dezembro Laranja foi criado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia para alertar sobre a prevenção do câncer de pele, muito comum no Brasil.


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INFORME COMERCIAL - 06 de Abril de 2019

Elas voltaram!

Saiba porque doenças consideradas erradicadas ou controladas ressurgiram no Brasil. Doenças consideradas erradicadas e controladas pelo sistema de saúde voltaram a assombrar o país. O Brasil, que era considerado um país livre do sarampo, por exemplo, perdeu o certificado internacional de eliminação da doença, fornecido pela Organização Panamericana de Saúde (Opas), em 2016. O motivo: há mais de um ano, a doença circula no país. A informação é do Ministério da Saúde. Segundo o médico infectologista Alexandre Vargas Schwarzbold, o sarampo voltou a circular no Rio Grande do Sul no ano passado, com dezenas de casos. Até então, as últimas ocorrências haviam sido registradas em 2011.

Os motivos para o retorno do sarampo, segundo o infectologista, são variados, mas o principal é o não cumprimento da meta de cobertura vacinal. - O Brasil vinha de uma sequência de zero casos, em 2015, 2016 e 2017, foi quando, inclusive, ganhou o certificado da Opas. Mas, em 2018 foram 10.262 casos. Inversamente proporcional a este aumento acelerado foi a diminuição da cobertura vacinal da população, diz Schwarzbold. Dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) mostram que, a partir de 2015, caiu a cada ano o percentual da população imunizada com a vacina tríplice viral, para prevenir sarampo, caxumba e rubéola.

crédito: depositphotos

- Todos os registros haviam sido considerados importados e associados, principalmente, ao vírus que circulou na Venezuela, país que enfrenta surto da doença desde 2017. Mas foi o maior número de casos que tivemos desde 2000. Em quase todos eles foram pessoas consideradas não vacinadas ou que não tinham o registro de vacinação, explica o médico.

Fique atento aos fatores de prevenção e tratamento dessas doenças. O percentual dos brasileiros vacinados com a tríplice viral saiu de 96%, em 2015, para 95,4%, em 2016 e 85,2%, em 2017, segundo o Ministério da Saúde, que mostra que, em 2017, o índice de vacinação no país atingiu o menor nível dos últimos 16 anos. A meta não foi alcançada e apenas 71% a 84% das crianças de até dois anos foram vacinadas contra poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, difteria, varicela, rotavírus e meningite. O objetivo de imunização era de 95%. Segundo o infectologista, a situação do Rio Grande

do Sul para o sarampo é considerada controlada, em comparação com a região Norte, mas o risco de disseminação para outras regiões não pode ser ignorado. Outro motivo destacado por Schwarzbold para o aumento de casos de sarampo é a cultura anti-vacina. - É necessário estar atento a esse fator, pois essa propaganda anti-vacinal é feita de modo irresponsável pelas redes sociais e organismos não técnicos, complementa.

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Tuberculose também preocupa no RS Em março, o Ministério da Saúde apresentou o novo boletim epidemiológico da tuberculose. Os dados trazem um alerta para o Rio Grande do Sul: com um coeficiente de incidência de 40 casos para cada 100 mil habitantes, a média do estado é maior do que a do Brasil, que tem 34,8 casos para cada 100 mil habitantes. Segundo Schwarzbold, os principais fatores para o aumento da tuberculose são más condições de vida, como desemprego, falta ocasional de remédios, nutrição pobre e má educação. - Há ainda a resistência do bacilo da tuberculose a antibióticos, que vem contribuindo para o agravamento da doença no país. Outro elemento é que o tratamento básico da tuberculose pulmonar, que dura seis meses, não deve ser interrompido. O abandono do tratamento é a principal causa da resistência desse bacilo. A interrupção antes do período pode fazer com que o paciente adquira tuberculose multirresistente, mais difícil de cuidar e que exige tratamento mais caro e mais tóxico ao paciente, explica o infectologista.

- É difícil tratar das prevenções das doenças porque temos um sistema de saúde que remunera melhor o tratamento. Além do mais, os gestores públicos e governantes têm retorno político mais rápido com ações de atendimento do que com ações preventivas. Há ainda falhas no aparelho formador e escolas, para que as ações não sejam só curativas, finaliza.

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Para o médico, o Brasil precisa ampliar e atender as metas de vacinação em todas as regiões do país. Além disso, destaca que fazse necessário ações de prevenção.


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Dia Mundial da Saúde by Taciana Pessetto - Issuu