174 / Pensamiento IberoamericanoEl aumento de las desigualdades: ¿qué podemos hacer al respecto? / 174
A Conferência Ibero-Americana e a Agenda 2030
Ignacio Uriarte Ayala* Secretaria-Geral Ibero-Americana
Introdução Em setembro de 2015, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, um inédito e ambicioso compromisso internacional a favor das pessoas, do planeta e da prosperidade. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) representam um progresso teórico do conceito de desenvolvimento global. A abordagem multidimensional dos objetivos e das metas reflete a interdependência entre os múltiplos âmbitos que criam desenvolvimento humano. Tradicionalmente, estes âmbitos englobam-se em três dimensões: económica, social e ambiental; mas os especialistas já estão a analisar a influência no desenvolvimento dos âmbitos da cultura e do governo. Este novo paradigma do desenvolvimento, que consolida a teoria da interdependência,
* Diretor de Planificação da Secretaria-Geral Ibero-Americana. Trabalhador social, especializado em políticas públicas de assuntos exteriores, tem um mestrado em Cooperação Internacional para o Desenvolvimento pela Universidade Pontifica de Comillas, onde exerce as funções de docente e investigador. Doutorando em Migrações Internacionais e Cooperação para o Desenvolvimento, as suas principais linhas de investigação são: cooperação, desenvolvimento humano, migrações e Agenda 2030.
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obriga os agentes responsáveis pela implementação da Agenda 2030 e pela concretização dos ODS a trabalhar e a conceber mecanismos multidisciplinares para conseguir resultados efetivos das políticas públicas em termos de qualidade e impacto. Desta necessidade surge a importância de analisar quais os mecanismos de desenvolvimento atualmente existentes mais eficazes para promover a Agenda 2030. Os países ibero-americanos têm um grau de progressão na implementação da Agenda 2030 superior a outras regiões do mundo. O seu percurso histórico de compromissos internacionais de desenvolvimento, face a diferentes organismos internacionais, criou estruturas de planificação e coordenação eficazes que lhes permitiram assumir de forma imediata as exigências às quais a implementação da Agenda 2030 obriga. Este facto, unido aos 27 anos de história e ao trabalho realizado na Conferência Ibero-Americana, fazem com que a XXVI Cúpula Ibero-Americana de La Antigua Guatemala, de 16 de novembro de 2018, represente um ponto de viragem nos trabalhos da Ibero-América, promovendo e impulsionando qualquer sistema organizado de agentes a trabalhar em conjunto por objetivos comuns que promovam o desenvolvimento. Os documentos aprovados pelos Chefes de Estado e de Governo da Ibero-
América irão configurar o renovado Compromisso Ibero-Americano para o Desenvolvimento Sustentável.
A Conferência Ibero-Americana A I Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo teve lugar em Guadalajara, México, em julho de 1991. Nessa reunião arranca o compromisso de 22 países para trabalharem juntos através do diálogo político, cooperação técnica e promoção da solidariedade partilhada com o fim de fortalecer uma Comunidade Ibero-Americana que mantenha os laços que uniram milhões de pessoas dos dois continentes durante anos. A partir da I Declaração de Guadalajara subscrita pelos Chefes de Estado e de Governo, insiste-se especialmente nos desafios que unem os iberoamericanos nos âmbitos que afetam o desenvolvimento económico, social e ambiental. Ao longo dos quase 50 parágrafos que compõem essa declaração inicial, podemos observar o compromisso para com o desenvolvimento sustentável com o que nasce a Comunidade IberoAmericana de Nações. Quatro anos mais tarde, em 1995 na Argentina, realiza-se a V Cúpula Ibero-Americana de Bariloche. Os países ibero-americanos constituem formalmente a estrutura do sistema
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de cooperação que orientará as ações mandatadas pelos Chefes de Estado e de Governo. Através da Declaração de Bariloche aprova-se o chamado Acordo de Bariloche que fixa os critérios técnicos que devem marcar a Cooperação Ibero-Americana. Nesse mesmo Acordo aprovam-se os primeiros Programas de Cooperação Ibero-Americana em âmbitos de especial interesse, tais como educação e cultural. Com o objetivo de fazer um “acompanhamento permanente, um maior controlo e uma melhor coordenação da cooperação entre os nossos países, fortalecendo assim as relações entre os Responsáveis da Cooperação Ibero-Americana e aperfeiçoando os mecanismos para o início e desenvolvimento dos projetos e a procura das soluções financeiras que estes requeiram”, os países aprovam na Declaração de Havana em novembro de 1999 a implementação da Secretaria para a Cooperação (SECIB) como organismo internacional com sede em Madrid, Espanha. Será em 2004, após a XIII Cúpula de Santa Cruz de la Sierra e antes da XIV Cúpula de São José, quando os países ibero-americanos acordam em transformar a SECIB na atual Secretaria-Geral IberoAmericana (SEGIB), que para além de servir de apoio técnico à Cooperação Ibero-Americana será o organismo internacional encarregado de dotar de caráter institucional a Conferência Ibero-Americana.
Após 25 anos de cooperação iberoamericana o sistema conta atualmente com 25 programas e iniciativas nos quais os países participam de forma voluntária e horizontal. Cada país propõe um ponto focal da sua administração como representante no programa ou na iniciativa, pelo que mais de 300 pontos focais constituem uma rede de trabalho e de potenciais interações que, em muitos casos, abordam âmbitos diferentes dos que lhe dizem estritamente respeito. Esta malha de cooperação horizontal entre países representa um exemplo de modelo de integração de políticas públicas para o desenvolvimento que surge na cúspide do sistema, os Chefes de Estado e de Governo, para ir impregnando a relação entre as administrações dos 22 países iberoamericanos. O modelo de cooperação iberoamericana criado pela Conferência Ibero-Americana nos seus 25 anos de existência representa o exemplo de um mecanismo que pode promover a Agenda 2030, pois trata-se de um mecanismo integrador que tem os mesmos parâmetros que a Agenda 2030 considera devem orientar o desenvolvimento global no futuro. A Conferência Ibero-Americana é um mecanismo internacional multidimensional, multiagente e multinível. Uma vez aprovada a Agenda 2030 em setembro de 2015, a Conferência Ibero-Americana iniciou um processo
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Quadro 1:
Sistema de agentes da Conferência Ibero-Americana
CIDADANIA
Redes Ibero-Americanas Fórum Altas Autoridades de Povos Indígenas
Laboratórios de Inovação Cidadã
Fórum Migrações e Desenvolvimento
Políticas de Género na Ibero-América
Fórum Académico Fórum Cívico Fórum Empresarial Fórum Parlamentar Fórum Governos Locais REUNIÕES MINISTERIAIS • Justiça
CÚPULA DE CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO
• Cultura
OBSERVADORES CODEI OISS COMJIB OIJ
• Economia e Turismo
OEI Ministros das Relações Exteriores
• Trabalho e SS. • Administração Pública e RE
• Reunião Ordinária • Reunião de Ministros das Relações Exteriores NI
• Educação • Ciência, Tecnologia e Inovação
Coordenadores Nacionais e Responsáveis de Cooperação
• Altas Autoridades do Ensino Superior • Juventude
SETOR PÚBLICO
Fonte: elaboração própria
Campus Ibero-América
• Declaração • Programa de Ação • COOPERAÇÃO IBERO-AMERICANA II PACCI 2019-2022
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interno para analisar qual o seu valor acrescentado e utilidade para apoiar os governos ibero-americanos na sua implementação a partir da ação que se realiza há 27 anos. Para isso, no início de 2016 a Secretaria-Geral Ibero-Americana iniciou o processo de elaboração de um estudo sobre como a Ibero-América se devia posicionar quanto aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Agenda 2030. O relatório foi apresentado aos países iberoamericanos e serviu como primeiro documento técnico para orientar a estratégia da XXVI Cúpula IberoAmericana de Chefes de Estado que trata o tema do desenvolvimento sustentável e se subordina ao tema “Ibero-América próspera, inclusiva e sustentável”.
É a primeira vez que os próprios governos, num compromisso internacional desta grandeza, convocam outros agentes fundamentais e estratégicos para a consecução do desenvolvimento sustentável. O relatório faz uma primeira análise da situação da Ibero-América relativamente aos ODS e do possível valor acrescentado da Conferência
Ibero-Americana na implementação da Agenda 2030 por parte dos diversos agentes. Nesse sentido, observou-se que o próprio mecanismo ibero-americano, concebido como um rico ecossistema de agentes de desenvolvimento com uma experiência de fortalecimento de mais de 25 anos, era um quadro inigualável para a promoção das necessárias alianças estratégicas para o desenvolvimento sustentável que a Agenda 2030 solicita. A análise completa apontava para que o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 17 poderia ser uma das forças da Conferência IberoAmericana no futuro. Quanto aos temas prioritários da cooperação ibero-americana —cultura, coesão social, conhecimento e cooperação sul-sul—, mas também centrando-nos noutros temas emergentes e estreitamente relacionados com o desenvolvimento, tais como o quarto setor, temas migratórios, inovação, transformação digital ou desafio multinível do desenvolvimento, a Conferência IberoAmericana configurou um ecossistema inigualável de interação entre os agentes prioritários da Agenda 2030 e o setor público dos países a partir da sua máxima representação institucional nos Chefes de Estado. Ao longo de dois anos, todos os agentes que participam neste sistema da Conferência Ibero-Americana se reuniram com um objetivo comum: poder analisar que contribuições
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devem fazer a partir dos seus setores para conseguir promover dinâmicas de alianças estratégicas que contribuam e apoiem os países a impulsionar a Agenda 2030. Esta análise fará parte dos elementos da XXVI Cúpula IberoAmericana que orientarão os mandatos aprovados pelos Chefes de Estado e de Governo. Foram os próprios Ministros na II Reunião de Ministros das Relações Exteriores, realizada em La Antigua Guatemala no dia 17 de dezembro de 2017, que reconheceram que a “A Conferência Ibero-Americana, ao longo dos seus 25 anos de história, promoveu no espaço ibero-americano uma cooperação multidimensional e multiagente que representa uma plataforma valiosa para impulsionar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), promovendo as Alianças Estratégicas para o Desenvolvimento com a participação dos Estados, autoridades locais, Sistema das Nações Unidas e outros organismos internacionais, povos indígenas, afrodescendentes, sociedade civil, setor privado, comunidade científica e académica e toda a população, na mobilização da totalidade dos recursos disponíveis, tal como propõe a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”. Na mesma Declaração também aprovaram “promover a nossa ação conjunta para o ano 2030, com base nas vantagens comparativas da Conferência Ibero-Americana”. Esta visão acordada entre os 22 países marcou toda a estratégia ibero-
americana para a Cúpula da Guatemala de 2018.
A Conferência IberoAmericana face à Agenda 2030. A resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas A/RES/70/1, que aprova a Agenda 2030, faz referência expressa ao papel fundamental e à responsabilidade dos governos nacionais na sua promoção e implementação: “Os governos são os principais responsáveis pelo acompanhamento e análise, no plano nacional, regional e mundial, dos progressos alcançados para o cumprimento dos ODS”. Mas é a primeira vez que os próprios governos, num compromisso internacional desta grandeza, convocam outros agentes fundamentais e estratégicos para a consecução do desenvolvimento sustentável: “Na nossa viagem seremos acompanhados pelos governos, bem como pelos parlamentos, sistema das Nações Unidas e outras instituições internacionais, autoridades locais, povos indígenas, sociedade civil, empresas, setor privado, comunidade científica e académica e toda a população. Já se comprometeram com esta Agenda milhões de pessoas que a assumirão como própria”. Esta aposta num trabalho multiagente para atingir o desenvolvimento sustentável pressupõe um enorme desafio de coordenação e participação
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Quadro 2
Desafios da Administração Pública face à Agenda 2030
Coordenação ad intra > Coordenação Ministérios > Alinhamentos planos nacionais
Coordenação ad extra GOVERNO NACIONAL
> Planificação Estratégica
> Sociedade Civil > Parlamento Nacional
> Mobilização de recursos
> Alinhamento planos regionais
> Setor Privado > Universidades
> Monitorização de Indicadores
> Coordenação Secretarias Regionais
> Organismos Internacionais
> Organismos Internacionais GOVERNO REGIONAL
> Planificação Estratégica
> Setor Privado > Sociedade Civil
> Monitorização de Indicadores
> Universidades e centros educativos
> Mobilização de recursos
> Parlamento regional
> Coordenação Pelouros > Alinhamento planos locais > Planificação Estratégica
> Organismos Internacionais GOVERNO LOCAL
> Setor Privado > Sociedade Civil
> Monitorização de Indicadores
> Centros educativos
> Mobilização de recursos
> Corporações locais
DESAFIO MULTIDIMENSIONAL
Fonte: elaboração própria
DESAFIO MULTINÍVEL
DESAFIO MULTIAGENTE
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ao qual os governos devem dar resposta através das suas estratégias de implementação a fim de que seja realmente eficaz e consiga um impacto nas metas dos objetivos de desenvolvimento sustentável. A Conferência Ibero-Americana foi constituída em 1991 com o objetivo de impulsionar políticas públicas comuns no interesse dos cidadãos e do seu desenvolvimento. Nesse sentido, a Agenda 2030 constitui uma oportunidade de convergência entre todos os setores governamentais que permite conjugar esforços e buscar sinergias entre os agentes envolvidos. Para poder identificar que linhas de ação da Conferência Ibero-Americana podem ser mais úteis para os países membros quanto aos desafios da implementação da Agenda 2030, a SEGIB iniciou uma análise dos reptos que essa eficaz implementação envolve. Consideramos que os principais desafios de implementação são de caráter multinível, multidimensional e multiagente. Um dos maiores desafios com que se confrontam as administrações públicas para implementar e promover a Agenda 2030 nos seus territórios é a coordenação de agentes para dentro da administração (ad intra) e de outros agentes envolvidos no desenvolvimento e nas políticas públicas (ad extra). Simultaneamente, essa coordenação deve ser multinível e multidimensional, o que reflete
uma complexidade extrema na implementação da Agenda 2030 que irá constituir o grande desafio que todos os países enfrentam. Desta forma, concluímos que um dos grandes problemas é o de lograr conceber mecanismos nacionais de implementação eficazes que sejam capazes de enfrentar o desafio de coordenar este ambicioso plano multinível, multiagente e multidimensional de desenvolvimento sustentável. A América Latina é um exemplo de arquitetura institucional na qual convivem mecanismos criados ad hoc para a Agenda 2030 com outros que já existiam e que foram concebidos para implementar a Agenda do Milénio ou que servem de pontos de planificação nacional da administração pública.
A Agenda 2030 constitui uma oportunidade de convergência entre todos os setores governamentais que permite conjugar esforços e buscar sinergias entre os agentes envolvidos. A novidade que envolve implementar a Agenda 2030 traduz-se na disparidade institucional dos diferentes mecanismos e na forma
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como cada país organiza e coordena a sua administração pública. Nalguns deles estão em funcionamento há mais tempo, mas noutros foram recentemente constituídos, pelo que se constata uma oportunidade única ao poder incorporá-los como agentes da Conferência Ibero-Americana e poder criar espaços de intercâmbio de conhecimentos, aprendizagens e boas práticas, que ajudem a fortalecer a implementação da Agenda 2030 em todos os países ibero-americanos, identificando padrões de eficácia relativamente aos desafios que assumem.
A Conferência Ibero- Americana pode ser um grande espaço de intercâmbio e de impulso de estratégias de implementação com outros agentes. Nesse sentido, na XXIII Conferência Ibero-Americana de Ministras e Ministros da Administração Pública e Reforma do Estado, realizada na Guatemala, nos dias 26 e 27 de julho de 2018, os participantes reconheceram que: “Fixámos como objetivo fundamental estabelecer padrões comuns e intercambiar experiências e conhecimentos que possam contribuir com melhorias para a implementação nos nossos países dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), por forma a alcançar uma Ibero-América
próspera, inclusiva e sustentável, tema da XXVI Cúpula Ibero-Americana.” Para isso, instaram a SecretariaGeral Ibero-Americana, com o apoio do Centro Latino-Americano de Administração para o Desenvolvimento a: • “Lançar um Fórum Ibero-Americano anual de mecanismos nacionais de implementação da Agenda 2030 para conceber um plano de trabalho que permita reunir e aprofundar conhecimentos sobre a implementação da Agenda 2030 e coordenar agentes de desenvolvimento capazes de criarem parcerias estratégicas eficazes e de qualidade para o desenvolvimento sustentável” (Parágrafo 12 da Declaração). • “Sistematizar as aprendizagens e experiências que possam ser úteis para a implementação da Agenda 2030, bem como aprofundar metodologias e capacidades na administração pública para criar parcerias estratégicas para o desenvolvimento no quadro do ODS 17” (Parágrafo 13 da Declaração). Este mandato dos Ministros da Administração Pública constituirá um dos eixos inovadores e fundamentais da XXVI Cúpula Ibero-Americana dado que a Conferência IberoAmericana pode ser um grande espaço de intercâmbio e de impulso de estratégias de implementação com outros agentes e, nessa perspetiva, apoiar os esforços nacionais a partir do
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próprio valor acrescentado desde há 25 anos de ação ibero-americana. Da mesma forma que os Ministros e Ministras da Administração Pública realizaram uma reflexão estratégica e operacional sobre como orientar o seu trabalho de consecução dos ODS, os restantes agentes da Conferência iniciaram o mesmo caminho. Na próxima XXVI Cúpula de Chefes de Estado e de Governo deverão ser adotados três documentos estratégicos para os próximos anos da Conferência Ibero-Americana e para a sua ligação ao desenvolvimento sustentável: > A Declaração de Chefes de Estado e de Governo da XXVI Cúpula IberoAmericana. > O Programa de Ação da XXVI Cúpula Ibero-Americana. > O Plano de Ação Quadrienal da Cooperação Ibero-Americana 20192022.
Estes três documentos estruturam o Compromisso Ibero-Americano para o Desenvolvimento Sustentável pois refletem a orientação política, estratégica e operacional de toda a Conferência Ibero-Americana para os próximos anos com uma clara vocação de promoção da Agenda 2030. O plano de trabalho impulsionará de forma integral a contribuição da Conferência Ibero-Americana para o desenvolvimento sustentável em âmbitos prioritários, tais como a cultura, coesão social e conhecimento, mas também noutros em que a IberoAmérica tem grande experiência e que devem fazer parte deste novo período, tais como a administração pública, economia, empreendedorismo, ambiente, promoção de políticas de género, turismo sustentável e abordagem territorial da nossa ação. A XXVI Cúpula Ibero-Americana de La Antigua Guatemala, deve ser o ponto de viragem estratégico de todo o sistema de agentes nos próximos 15 anos.