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de resgate. Se uma missão desse tipo falhar, serão ainda mais pessoas em situação de perigo. Baterias de artilharia antiaérea, com mísseis pequenos o suficiente para serem levados no ombro, mas com potencial para destruir um helicóptero, são outros riscos em potencial. Há ainda a oposição de aeronaves de caça. Para enfrentar essas ameaças, o helicóptero de resgate nunca ia sozinho. Pelo menos mais dois deles seguiam próximos para servirem como cobertura. “Possuímos armamento e blindagem. O helicóptero é plenamente capaz de contrapor não somente as ameaças aéreas como também as ameaças de solo, seja uma tropa, um carro de combate, um radar”, conta o Tenente-Coronel Aviador Rodrigo Gibin, Comandante do Esquadrão Poti, equipado com o modelo AH-2 Sabre. Aviões A-29 Super Tucano também permaneciam próximos. E, dentro de cada helicóptero de resgate, uma tropa estava pronta para desembarcar e combater em solo. A missão poderia incluir ainda caças supersônicos e aviões-radar. Com tantos envolvidos, além da habilidade de tripulações e de tropas, o exercício operacional CSAR também foi um desafio de comando e controle. “É basicamente um exercício de coordenação. Foi uma quantidade expressiva de horas de voo, mas muito mais do que isso é a coordenação necessária entre cada componente, entre cada participante”, explica o Brigadeiro do Ar Carlos José Rodrigues de Alencastro, Comandante da Segunda Força Aérea. Ao todo, dez aeronaves participaram, entre aviões A-29 Super Tucano, uma Aerononave Remotamente Pilotada RQ-900 e helicópteros AH-2 Sabre, H-60 Black Hawk, H-36 Caracal, H-34 Super Puma e H-1H. Também fizeram parte

do exercício operacional CSAR 2014 o Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2° GDAAE), o Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1° GCC) e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento. A Segunda Força Aérea atuou na coordenação. Novo avião-robô O exercício CSAR 2014 também ficou marcado como a primeira vez em que a Força Aérea Brasileira utilizou neste tipo de treinamento a Aeronave Remotamente Pilotada Hermes 900, recebida este ano. O papel do avião-robô era atuar como um “olho no céu”, vários quilômetros acima, capturando imagens com suas câmeras de alta definição e enviando ao vivo para o centro de comando e controle. “A gente faz o esclarecimento da área em busca de ameaças”, explica o Tenente-Coronel Leandro Camboim, especialista em foto-inteligência do Esquadrão Hórus, unidade da FAB que opera Aeronaves Remotamente Pilotadas. Aerovisão

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AEROVISÃO Nº 242 Out/Nov/Dez - 2014  

Operacional

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