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TREINAMENTO SUPERSÔNICO

O

país Vermelho invade o país Amarelo e ameaça o equilíbrio político, econômico e bélico de uma região. Preocupado com a paz e com minorias étnicas, o país Azul forma uma coalizão internacional para enfrentar o inimigo. A guerra aérea dura duas semanas, com aviões de caça pondo em prática as técnicas e táticas mais avançadas do combate aéreo atual. Foi esse o pano de fundo da Operação Salitre 2014, realizada no início de outubro no deserto do Atacama, o lugar mais seco do mundo, no Norte do Chile. Quatro caças F-5EM e um avião-tanque KC-130, acompanhados de um contingente de 73 militares, marcaram a presença da FAB no exercício realizado a partir da cidade chilena de Antofagasta.

ANTOFAGASTA

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Out/Nov/Dez/2014

Aerovisão

A missão dos brasileiros era escoltar as aeronaves de ataque. Mas para isso precisam enfrentar caças F-16 da Força Aérea do Chile em um combate simulado que envolveu o uso intenso de radares, armamentos inteligentes e sistemas de transmissão de dados (datalink). Os F-16 chilenos que desempenham o papel de força oponente estavam baseados em Iquique, a 400 quilômetros ao norte de Antofagasta, onde permaneceram os F-5 do Brasil e do Chile, os A-37 do Uruguai, os A-4 da Argentina, F-16 dos Estados Unidos, e outros F-16 do Chile. Para caças que voam acima de mil quilômetros por hora, a distância é pequena: após as decolagens, os combates começavam 15 minutos depois. Os combates ocorriam na área do Deserto do Atacama entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico. Os F-5EM voaram em velocidades supersônicas, chegando até os 1.600 quilômetros por hora e alturas de 5 a 12 quilômetros. “Nós temos que aplicar mais que nunca todas as técnicas e táticas que treinamos para poder fazer com que o oponente simulado se defenda e não consiga nos ameaçar”, disse o Major Aviador Marco Aurélio Soares, do Primeiro Grupo de Aviação de Caça. Equipados com o radar Grifo, os F-5EM participaram da Salitre 2014 com sistemas para simular o disparo de mísseis Derby, equipado com radar e utilizado para atingir alvos a até 60 quilômetros de distância, e Python 4, guiado por calor e usado para combate a curtas distâncias.

AEROVISÃO Nº 242 Out/Nov/Dez - 2014  

Operacional

AEROVISÃO Nº 242 Out/Nov/Dez - 2014  

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