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Na saída e chegada da Base Aérea, as tripulações realizaram decolagens e aproximações táticas, com voos a baixa altura, para não serem detectadas por radares e serem atingidas por armamentos terra-ar. Ao atravessar a linha imaginária que dividia o território amigo e inimigo, as aeronaves de transporte já estavam suscetíveis às ameaças e foram treinadas manobras para aviões de carga como C-105 e C-130 fugirem de caças. Foram utilizados ainda dispositivos de autodefesa RWR (Radar Warning Receiver) e MAWS (Missile Approach Warning System) e despistadores para mísseis e radares. “A tecnologia evolui a cada dia para aumentar as chances de sobrevida da aviação de transporte nos ambientes hostis. Nesse exercício operacional, temos a oportunidade de testar nossas capacidades. Aqui revemos os erros e acertos para aperfeiçoar as tripulações”, afirma o especialista em guerra eletrônica, Capitão Aviador Bruno Américo Pereira.

Um dos procedimentos que passou por adaptações foram os voos a baixa altura. “Os voos agora são mais baixos e mais rápidos para que a aeronave fique o menos exposta possível às ameaças inimigas”, explicou o Tenente-Coronel Aviador Mauro Cézar de Azevedo Pereira, da Quinta Força Aérea (V FAE), unidade responsável pelos esquadrões de transporte. Os horários dos lançamentos também se tornaram menos rígidos para que fosse realizada a análise das “janelas de oportunidades” e o melhor momento para realizar a manobra. “Nós pretendemos evoluir a doutrina da aviação de transporte da FAB para que ela fique mais próxima possível da doutrina internacional empregada pela OTAN”, afirma o Tenente-Coronel Cézar. Durante a Transportex, foi realizada ainda uma manobra inédita na Aviação de Transporte da FAB: o lançamento de material pesado com a utilização dos óculos de visão noturna (NVG). O fardo de 1.750 quilos foi lançado em uma área a 15 km da Base Aérea de Campo Grande. “O objetivo é ter uma doutrina de emprego a qualquer hora do dia ou da noite. As missões com o NVG para lançamento de material pesado dão oportunidade à Aviação de Transporte da FAB lançar mais toneladas de suprimentos para tropas das Forças Armadas em solo, em tempos de guerra, ou missões humanitárias e apoio à população de cidades em situação de calamidade pública, em tempos de paz”, explicou o Capitão Bruno Américo Pereira.

Aerovisão

Out/Nov/Dez/2014

SGT BRUNO BATISTA / Agência Força Aérea

CAMPO GRANDE

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AEROVISÃO Nº 242 Out/Nov/Dez - 2014  

Operacional

AEROVISÃO Nº 242 Out/Nov/Dez - 2014  

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