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ADITÂNCIAS

Missão: Encurtar distâncias Adidos militares representam a FAB no exterior e facilitam a condução de projetos e negócios estratégicos para o Brasil DANIELE GRUPPI WILLIAN CAVALCANTI

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Out/Nov/Dez 2014 Aerovisão

Adidância de Aeronáutica no Reino Unido

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acilitar transações comerciais, fazer contatos estratégicos, estreitar laços, encurtar distâncias. É esse o trabalho dos 17 adidos do Comando da Aeronáutica espalhados pelo mundo. E esse papel cresce a cada dia. Em 2013, a Indonésia, novo operador de caças A-29 Super Tucano da Embraer, também passou a ter um adido aeronáutico. O Brasil também planeja criar um posto de aditância na Suécia, país fabricante do caça Gripen NG, a ser recebido pela FAB a partir de 2019. “Seja na área de ensino, de intercâmbio operacional, de indústria de defesa ou mesmo na aproximação estratégica e política, tudo isso justifica a importância do adido militar em outro país”, afirma o Coronel Aviador José Aguinaldo de Moura, adido na Inglaterra e acreditado também na Suécia e Noruega. Um exemplo vem da África do Sul. Naquele país acontecem os testes do míssil A-Darter. Capaz de manobrar dez vezes mais rápido que um caça, o armamento inteligente poderá ser exportado para o mundo inteiro e é desenvolvido em parceria com o Brasil. O projeto conta com o apoio do adido aeronáutico local durante todas as fases de desenvolvimento. Não é somente o poderio armado dos países que determina a fixação de um adido militar. A possibilidade de

Coronel Moura: ligação da FAB com Reino Unido, Noruega e Suécia manter objetivos de defesa consoantes, a tomada de posições favoráveis nos colegiados internacionais e, ainda, abrir novos negócios estão entre os motivos para o Brasil manter representantes da Aeronáutica no exterior. A parceria com países mais próximos também é importante, como o Uruguai, onde o Brasil tem uma aditância desde 1975. Um exemplo é a doação pela FAB de estações meteorológicas, “que vão aumentar a capacidade de análises e contribuir com a

prevenção de catástrofes e a melhora da produção agropecuária do país”, explica o Coronel Aviador Arnaldo Silva Lima Filho, adido aeronáutico no Uruguai. Somados aos 17 adidos aeronáuticos fixos, a FAB tem mais oito em rodízio com a Marinha e Exército, e em outros 13 países é representada por militares da Marinha e do Exército. No total, são 40 aditâncias militares brasileiras. Como algumas são acreditadas em mais de um país, o total é

AEROVISÃO Nº 242 Out/Nov/Dez - 2014  

Operacional

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