ne n Associação Portuguesa de Estudantes de Física 1ª Edição Novembro 2020
Ficha Técnica Constança Alves Francisco Relvão Joana Moura Sílvia Santos
Editorial A principal missão da Physis, a Associação Portuguesa de Estudantes de Física, é promover a Física. Assim, surge a neon como mais uma iniciativa pensada para ti pela Physis, sendo esta a primeira edição, de Novembro de 2020. Este projecto dedica-se aos estudantes de Engenharia Física e Física, mas também visa a aproximação de alunos, especialistas, professores e universidades de forma a criar um meio de comunicação de cariz informativo para todo o aficionado da Física. Deste modo, procuramos divulgar as últimas novidades e descobertas do mundo da ciência com o leitor, em particular da área da física em Portugal, através de artigos científicos e secções sobre cultura e eventos atuais. Para além disso, temos rúbricas atribuídas a experts do campo, que te dão a conhecer as suas próprias experiências, percursos académico e profissional e muito mais. Conta também com orientações e conselhos de outros estudantes para te auxiliar na vida universitária. Estas áreas temáticas têm o intuito de ajudar o futuro físico a entender como pode ter um maior sucesso escolar e pessoal e onde se encaixar no mercado de trabalho com êxito. A neon vai manter-te informado sobre tudo o que um Físico ou Engenheiro atento e esclarecido deve saber e dinamizar a tua aquisição de novos conhecimentos. Pretendemos que seja feita, da maneira mais eficaz e atual, a comunicação entre todos os interessados da Física e os temas mais pertinentes e instigantes do momento.
Joana Moura
Índice 04 07
Carta de um ex aluno Dicas para a universidade Artigo científico À conversa com...
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Física na arte Review
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Eventos e Iniciativas Crónica de um aluno de física
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Quiz científico Os departamentos da Physis
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Carta de um
EX ALUNO
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Ouvi dizer que entraram em Engenharia Física. Boa escolha. Quer dizer, será? A verdade é que após ter concluído o curso e ter ingressado no mercado de trabalho, surge-me a questão - o que é que de concreto ficou da minha formação? Em que medida a minha formação contribui para o meu sucesso laboral? Claro, sei de cor a Lei de Gauss e cálculo vetores/valores próprios como um animal, mas isso não me é útil. Aliás, pouco do que aprendi me é diretamente útil. Talvez esta seja uma dor comum a todas as ciências exatas, talvez seja fruto de circunstâncias específicas da minha formação, mas a verdade é que de um ponto de vista, concreto, meramente utilitário, Engenharia Física fica algo aquém. No entanto, aprende-se algo mais intangível - a aprender. De facto, em Engenharia Física passa muito por adquirir ferramentas de aprendizagem. Aprendem-se formalismos e rigor matemáticos, análise e resolução sistemática de problemas, escrita científica, análise de documentação, intuição científica… Portanto coisas que não saem num teste, que se aprendem a mal quando tens de estudar a cadeira de Elasticidade toda em 4 dias, não foste às aulas e a pessoa a quem pediste apontamentos não sabe a diferença entre divergências, gradientes ou rotacionais. As verdadeiras coisas precisas num qualquer emprego de engenharia. Mas apesar de tudo intangíveis. Daí a minha reticência quanto ao curso. Portanto, em resposta à minha própria pergunta: será Engenharia Física mesmo uma boa escolha? Sim, mas é preciso ter esta noção, que não vem nas brochuras, de que este curso não é um fim em si mesmo, mas um começo, robusto, de um processo de formação contínua, talvez mais do que em outras engenharias. Xav��� Nu��s
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3. Evita distrações
1. Sê autonomo(a) A partir do momento em que entras na universidade, vais notar que grande parte do trabalho e estudo tem de ser feito fora das aulas e de maneira individual. Assim, começa por definir os teus próprios objetivos e fazer planos de estudo. Desta forma, vais conseguir monitorizar melhor o teu progresso e desenvolver habilidades de independência e autogestão, que farão toda a diferença no teu percurso académico.
2. Organiza-te Organizares-te é essencial para garantir que tenhas um bom equilíbrio entre estudar e o tempo que precisas de tirar para ti. Para isso, cria um horário semanal onde consigas mapear todas as aulas e tarefas que tenhas, bem como o tempo necessário para socializares e descansares.
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Estabelece regras. Enquanto estiveres a estudar afasta-te de possíveis distrações, como o telemóvel e televisão. Deste modo, vais conseguir concentrar-te no que realmente estás a fazer e rentabilizar melhor o teu tempo.
4. Soft skills Tão importante quanto os conhecimentos que adquires durante o curso são as capacidades que desenvolves fora do curso. Procura associações, atividades ou projetos que sejam do teu interesse e participa! Ao fazeres parte deste género de atividades, vais conseguir desenvolver e adquirir competências tais como: aprender a trabalhar em equipa, desenvolver o teu espírito de liderança, entre outras. São estas habilidades que te vão ajudar no teu percurso académico e destacar o teu o percurso profissional.
Dicas para a
Universidade
Artigo Científico Material cerâmico para aplicações eletrónicas na gama das micro-ondas S. Devesa, M. P. Graça, L. C. Costa
Nos últimos anos, o progresso ocorrido na tecnologia das comunicações conduziu a amplos estudos para o desenvolvimento de dispositivos eletrónicos miniaturizados, com alto desempenho eletromagnético, fiabilidade e baixo custo.
No sentido de dar resposta às solicitações de uma sociedade cada vez mais dependente das comunicações móveis e com recurso a satélites, têm sido desenvolvidos diversos materiais para aplicações em radiofrequências e micro-ondas, sendo o estudo das propriedades desses materiais objeto de pesquisa em diversas áreas da ciência. Mais recentemente, com o desenvolvimento comercial das tecnologias wireless, particularmente a 5ª geração de comunicação wireless (5G), a Internet of Things (IoTs) e os sistemas de radares militares, as frequências de operação têm estado continuamente a expandir-se para frequências mais elevadas.
Os materiais dielétricos mais comuns são os polímeros e os cerâmicos, tendo sido objeto, nas últimas décadas, de muitos estudos de desenvolvimento e caracterização, podendo ser usados em condensadores, ressonadores, filtros, radares, circuitos integrados, etc. Uma vez que os óxidos cerâmicos têm desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento de componentes para aplicações dielétricas na gama das micro-ondas, investigou-se o binário cerâmico FeNbO4–BiNbO4
FeNbO4–BiNbO4
De entre os niobatos metálicos, o niobato de ferro destaca-se pelo seu potencial para aplicações diversificadas. O FeNbO4 possui propriedades magnéticas e elétricas e tem sido usado como sensor de gás, catalisador, material fotoanódico e também como precursor na indústria cerâmica. Na gama das radiofrequências, o niobato de ferro destaca-se por apresentar valores de constante dielétrica colossais.
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Por outro lado, as propriedades dielétricas de compostos baseados em bismuto, e sem chumbo, como Bi1.5MgNb1.5O7, Bi2Zn2/3Nb4/3O7, Bi1.34Fe0.66Nb1.34O6.35 e Bi(Mg2/3Ta1/3)O3, têm sido estudadas, apresentando resultados promissores. . Em particular, no caso do Bi1.34Fe0.66Nb1.34O6.35 a substituição de bismuto por ferro proporcionou um aumento significativo da constante dielétrica.
As propriedades dielétricas dos materiais preparados foram determinadas a ≈ 2.8 GHz, recorrendo ao método de perturbação da cavidade ressonante.
Atendendo a estes resultados, e uma vez que uma das vantagens dos compósitos é a capacidade de adaptar as propriedades físicas dos materiais tendo em vista aplicações específicas, desenvolveu-se o binário cerâmico FeNbO4–BiNbO4, com a composição (1-x)FeNbO4–xBiNbO4 (x = 0.25, 0.50, 0.75).
E, uma vez que o comportamento dos materiais está intrinsecamente ligado às suas propriedades físicas, a caracterização estrutural e morfológica foi realizada por difração de raios-X e microscopia eletrónica de varrimento, respetivamente, e a densidade experimental foi determinada pelo método de Arquimedes.
Quiz
Figura 1(a)
Observa-se que, com o aumento da quantidade de niobato de bismuto, ou seja, com o aumento de x, a constante dielétrica aumenta e as perdas dielétricas apresentam a tendência oposta.
Figura 1(b)
Mostra que o aumento do teor de BiNbO4 contribuiu de forma evidente para a densificação do binário.
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Figura 1(c)
Apresenta-se a morfologia da amostra com x = 0.75, que apresentou as propriedades mais promissoras.
À Conversa com ...
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Fernando Nogueira Professor e investigador do Departamento de Física da Universidade de Coimbra. 1. Fale-nos um pouco sobre si.
Chamo-me Fernando Nogueira, tenho 51 anos, 3 filhos, sou investigador e professor no Departamento de Física da Universidade de Coimbra e trabalho na área da Física da matéria condensada teórica, ou seja, faço simulações de sistemas, que podem ser moleculares, extensos ou sólidos. De uma maneira geral, o meu interesse incide na excitação desses sistemas, o que acontece quando excitados por algum motivo, tipicamente radiação, luz. Sou de Coimbra, nasci em Coimbra e sempre estudei em Coimbra. Estou no departamento há muitos anos, desde sempre. Foi em 1986 que entrei no curso. Licenciei-me em Física e, no final da licenciatura, fui contratado como assistente estagiário, figura da carreira docente que já não existe. Fiz o mestrado em Física e também o doutoramento aqui no departamento e, em 1999, fui contratado como professor auxiliar e neste momento sou professor associado. Já aqui estou há mais de 30 anos. A minha área de investigação tem variado com o tempo. O mestrado foi feito na área dos fundamentos de mecânica quântica, algo que, hoje
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em dia, se aproxima de computação quântica. O doutoramento foi feito já em matéria condensada, mas em sistemas extensos e com técnicas perturbativas e depois tive uma breve incursão noutras áreas, nomeadamente, na área da geofísica, onde tenho dois trabalhos publicados, e, logo a seguir ao doutoramento, na área da otimização genérica, enquanto decidia o que fazer. Acabei por regressar à matéria condensada, nesta vertente de estudar as respostas dos sistemas, que, no fundo, consiste em ver a evolução no tempo de sistemas com átomos, (moléculas isoladas, sólidos) após uma perturbação e dentro dessa área outras coisas.
2. Sempre aspirou em ser Físico? Ou em criança tinha outras ambições e planos?
Eu confesso que olhei para a pergunta e pensei: “não sei responder”. Tenho memória a partir do meu último ano do liceu. Quando cheguei ao 12º ano, sim. Claramente física era a pretendente mais forte, mas havia outras áreas que me interessavam, como bioquímica e informática. Aliás, no célebre boletim de candidatura foram os três cursos que eu coloquei:
Física, Informática e Bioquímica. Antes disso, honestamente não me lembro. Tenho ideia de ter tido um certo gosto pela biologia e pela história,
(...) sou um bocado fanático pela história. 3. Porque decidiu escolher o curso de Física? Não sei. O mais curioso é que eu queria Física porque queria ir para um laboratório, gostava imenso de mexer nas coisas, ainda hoje gosto, queria fazer física experimental. Agora estou a fazer física teórica, portanto vim para Física para ir para um laboratório e acabei por não o fazer, mas era essa a ideia. Havia um lado laboratorial de que gostava bastante. Queria medir coisas, experimentar coisas, fazer ciência com as “mãos na massa”. Não posso dizer que tenha tido daquelas ideias de descobrir os mistérios do universo. Era muito pragmático, não queria física teórica. Nem foi a versão romântica da cosmologia ou da física das partículas, não era aquela ciência que eu queria fazer, não era isso que estava na minha cabeça.
4.Qual foi o último livro que leu? Diga um que recomenda. Li a segunda parte do “Vernon Subutex”, da Virginie Despentes, uma autora francesa. Já tinha lido a primeira parte, agora estou à espera que saia a 3ª parte em Portugal. Essa pergunta é muito difícil de responder, haverá alguns 500 livros que podia referir. Só para escolher um autor português, Gonçalo Tavares, tem “O Jerusalém”, por exemplo, ou o que eu gosto mais dele, “Aprender a Rezar na Era da Técnica”, um livro absolutamente fabuloso.
5. O que fazia no seus tempos livres enquanto jovem?
Lia muito, em média, um livro por dia. Fazia desporto, o clássico futebol com os amigos, não que tenha muito jeito para o futebol, nunca tive, mas corria muito, portanto ajudava no jogo. Todos os anos mudava de desporto, experimentava uma coisa diferente. Fiz remo, ténis, basquete (…) houve alguns que mantive, a corrida, meio-fundo e fundo e a natação, que pratiquei durante muitos anos. Também programava. O primeiro computador que tive terá sido no final do 9º ano, talvez. Foi o célebre “ZX Spectrum”, que agora ninguém conhece, era um primeiro computador acessível, pequenino, que se ligava à televisão e que se popularizou rapidamente. Foi me oferecido e quis tentar perceber, tive o interesse de “mexer no bicho”. Era tipicamente para jogos, mas não tinha um fascínio enorme pelos jogos, de maneira que decidi aprender os rudimentos de programação, “código de máquina”, “Pascal”, “BASIC”, enquanto estava no secundário.
6. Quando é que, no seu percurso académico, soube que queria investigação?
Desde o início, quando decidi que era física, era física para fazer investigação. Não era para o ensino nem para os outros empregos que a física permite.
7. Se pudesse ter uma conversa de café com uma personalidade do mundo reconhecida que já faleceu ou não, quem seria? Essa é difícil. Talvez com o Faraday. É uma personalidade invulgar. Um grande físico experimental, sem qualquer formação académica, portanto autodidata, conseguiu fazer contributos incríveis na ciência e na física e, ao mesmo tempo, divulgar o que fazia, comunicar ao público em geral, regularmente, e de forma brilhante, aparentemente. Começou a carreira científica dele como assistente de um químico famoso, que dava conferências semanais para o público em geral, inicialmente a levar e montar equipamento para ele, auxiliando-o nas conferências. O Faraday acabou por, entretanto, ficar também a fazer conferências, na “Royal Institution”.
Faraday concilia duas facetas que eu acho importantes, (...)
(...) o facto de ser um autodidata, ter feito muitas descobertas, sem treino formal, por pura intuição, o que é impressionante, e, simultaneamente, a capacidade de explicar aos outros, era um bom orador, conseguia explicar ao público o que fazia. Gostava de falar com ele.
8. Quais foram as suas maiores referências em termos de inspiração e valores?
Em primeiro lugar, claramente a família (...) (...) é inevitável. Aqui no departamento houve várias pessoas importantes, professores, não queria dizer nomes, vou me esquecer de alguns. Posso mencionar um sem ofender os outros, que infelizmente já faleceu, foi o meu orientador de mestrado, o professor Joaquim Maria Domingues, que me marcou em alguns aspetos de ética, de dedicação à profissão.
9. Depois de tantos anos e experiências, que dica daria a si próprio no passado, se pudesse? É uma pergunta complicada, porque uma pessoa tomou as decisões no passado pelo contexto do passado, portanto é difícil usar o contexto do presente para tomar decisões sobre o passado, mas talvez não estar sempre em Coimbra, talvez fosse mais importante.
10. Se não fosse físico, o que se via a fazer?
Possivelmente informática ou bioquímica, o que não deixa de ser curioso, porque o que faço, no fundo, é simulação, logo uso os computadores, programo e muitos dos sistemas que simulamos são biológicos. Por isso, de alguma forma, acabei por fazer física, bioquímica e informática na minha investigação, no meu trabalho. História continua a interessar-me muito, mas é como um hobbie. Não me via como historiador, nessa carreira, via-me facilmente como informático.
11. Que hobbies o ocupam atualmente?
Leitura, obviamente. Dos que tinha mantenho a atividade desportiva, agora centrada no atletismo, sou atleta federado, (corrida de) fundo e meio-fundo. Acrescentei a fotografia há uns anos, teve altos e baixos, mas está numa fase de retoma. Definitivamente captar os bons momentos, paisagens, que é o que mais gosto de fotografar. Tendo uma costela de física é inevitável que tenha um gosto por câmaras. Tenho várias câmaras. Sempre fui um grande resistente à mudança para o digital, durante muito tempo permaneci com as analógicas até ao limite, dentro do possível. Desisti. Ainda as tenho e ainda tenho filme, mas acabei por me ter de render à dificuldade de o processar, deixou de haver maneira de o processar em Coimbra.
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Não tinha condições em casa e já é uma fase da fotografia que não me agrada, é muito lento. Percebo o fascínio que algumas pessoas possam ter por revelar, pela fase de processamento da imagem, mas é uma fase que é muito demorada e não tenho tempo.
12. De todos os seus artigos publicados, qual é o de que mais se orgulha?
Há um artigo que publiquei em 2015 e que, de certa forma, tem sido a base de parte do trabalho que nos temos feito nos últimos anos. Constitui o desenvolvimento de um algoritmo de busca automática de novos materiais predefinindo a propriedade que nós queremos que eles tenham. Uma pessoa define, por exemplo, “quero encontrar um bom condutor de calor” e depois montámos um algoritmo, um processo de dizer ao computador, “olha pega na tabela periódica, inventa e descobre-me 100 bons condutores de calor”. Foi o primeiro artigo em que nós propusemos o método, que funcionou muito bem e agora estamos a usá-lo para várias coisas. O principal projeto é a busca automática de materiais com boas propriedades termoelétricas. A ideia é conseguirmos encontrar vinte, trinta candidatos que depois se possam passar a um laboratório para serem sintetizados e ver se, efetivamente, têm as propriedades que nós estamos a prever que eles tenham (…) acelerar o processo de procura de materiais novos com propriedades tecnologicamente interessantes. (…) Acho a ideia engraçada. Os outros (artigos) são quase que trabalho de rotina.
13. Sente que é uma pessoa realizada? O seu trabalho tem um grande impacto nisso?
Sinto, é evidente que para uma pessoa ser realizada o trabalho é importante. Não é tudo, está muito longe de ser tudo, mas sim, o meu trabalho a todos os níveis, a parte da
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docência, o contributo para o departamento, para a universidade, é uma parte muito importante.
14. Ensine-me algo que eu não saiba nos próximos 5 minutos.
Na área que eu trabalho, se calhar as pessoas não têm tanta consciência disso, mas uma das aplicações das simulações que nós fazemos é prever o espectro de absorção de materiais, de um certo composto, uma molécula. Nós conseguimos prever teoricamente a curvinha toda, os picos, onde tem os máximos e mínimos de absorção, que tipo de radiação absorve, com muito boa qualidade comparado com os resultados experimentais. Isso tem a sua piada porque o espectro de absorção é super sensível à estrutura da molécula. A mesma molécula, se nós a distorcermos ligeiramente, muito ligeiramente, nota-se imediatamente no espetro de absorção. É uma ferramenta muito sensível à forma. (...) (...) Estamos a falar de um processo que dura femtosegundos e isso consegue-se usando, precisamente, a espectroscopia, com uma técnica, “pump-probe”, em que se dispara um pulso de laser intenso, muito curto no tempo, na casa dos femtosegundos, ou seja, uma quantidade enorme de energia um intervalo de tempo muito curto, que excita, e depois dispara-se um segundo pulso, para ver se é absorvido ou não pela molécula.. (...) No futuro, começar a tirar praticamente “fotografias” aos eletrões, ver a resposta do sistema a uma escala temporal ainda mais baixa, mesmo muito pequenina. A pessoa vai apanhar as diferentes formas da nuvem eletrónica, acompanha-se a evolução da nuvem eletrónica no tempo.
15. Considera que o estado atual da investigação na área da Física em Portugal está a fazer contribuições relevantes para o campo?
Há muito bom trabalho. Nalgumas áreas temos investigadores com contributos decisivos. Em Coimbra, claramente o estudo de estrelas de neutrões e estrelas compactas pelo grupo da doutora Constança Providência. Há várias pessoas do departamento envolvidas na pesquisa da matéria escura. As grandes colaborações, experiências internacionais, seja no LHC (...) têm contribuições de Coimbra muito significantes. Também há grupos fortes em Lisboa e aqui em Aveiro. No fundo, o grupo está espalhado, na área da física dos buracos negros e cosmologia. Há contribuições muito relevantes na matéria condensada, aliás líderes mundiais no grafeno em Braga. Temos muitos sítios onde efetivamente temos gente muito boa, não em todas as áreas, mas o país também tem o tamanho que tem e não podemos ter contribuição para todas as áreas, não temos dimensão para tal. Não há físicos suficientes para isso, é difícil atrair estudantes não portugueses, mesmo pessoas reconhecidas. Portugal não é reconhecido como um centro de ciência a nível mundial, as pessoas não consideram um passo inteligente na sua carreira fazer o doutoramento e pós-doutoramento em Portugal. É um problema geral de falta de mão-de-obra de física em toda a Europa, nós sentimo-lo mais porque não somos um daqueles pólos onde toda a gente quer ir. O problema da língua existe sempre. Por alguma razão Inglaterra continua um dos sítios preferidos.(....) O outro problema que agrava esta situação é o da imagem científica do país, que ainda existe, mas está cada vez mais diluído, começam a haver investigadores portugueses a fazer boa ciência aqui e fora, há muitos alunos nossos lá fora e as pessoas veem que eles vêm bem formados e são super competentes, essa parte começa lentamente a normalizar, começamos a ser vistos como um país normal a fazer ciência, mas ainda não o suficiente.
(...) Há de se mover o futuro, com calma.
Joana Moura
Eventos/Iniciativas das
Universidades
NEDF/AAC
PhysikUP
Workshops de Gestão de Tempo, Palestra sobre Ansiedade e Sessões de Mindfulness Fevereiro 2021
Semana de Saúde Mental Dezembro 2020
O NEDF/AAC está a preparar estes workshops e talks com o objetivo de ajudar os estudantes a gerir o seu próximo semestre da melhor maneira, com uma boa organização do tempo, diminuição da procrastinação, gestão do stress e ansiedade e uma sessão de Mindfulness! O NEDF/AAC preocupa-se contigo, por isso acompanha as nossas redes sociais para mais informações futuramente.
NFIST A Escola de Verão de Astronomia Dezembro 2020 A EVA é uma iniciativa do Núcleo de Física do Instituto Superior Técnico (NFIST) destinada a promover a Astronomia e Astrofísica junto dos participantes. Realizar-se-á nos dias 21, 22 e 23 de dezembro, este ano em regime remoto. Ao longo de três dias, propomos discutir assuntos como: Gravitação, Evolução Estelar, Cosmologia e a Estrutura e História do Universo. Vais puder participar em palestras, sessões de resolução de problemas, workshops. Esta escola destina-se alunos do secundário (10º,11º e 12º ano). Inscreve-te até ao final de dia 11 de dezembro.
O PhysikUP está a preparar uma Semana de Saúde Mental, primeiramente, haverá uma Sessão de Sensibilização de Saúde Mental no dia 2 de dezembro às 18h, que contará com a presença da Dra. Sílvia João, responsável pelo PsiCa. Esta sessão pretende informar e esclarecer sobre os problemas, doenças ou transtornos do foro mental, com ênfase em problemas mais comuns no meio académico como a ansiedade, insónia e depressão. A par da mesma, haverá também um Workshop de Gestão de Stress no dia 4 de dezembro às 14h30. Este será dado pela escola Cirilo Desenvolvimento Pessoal Powered By DeROSE Method. Para mais informações sobre estes eventos e muitos mais, segue as redes sociais do PhysikUP!
NFEF-FCUL Revista Dº D Grau, ou D° de forma abreviada, surgiu com o objetivo de ser uma revista de divulgação científica escrita, editada e ilustrada pelos alunos dos cursos de Física e Engenharia Física da FCUL. Inovadora e fora da caixa, "um degrau acima", como dizem os alunos, mas também os docentes e investigadores do Departamento de Física da FCUL. Para além dos artigos, a D Grau tem na sua primeira edição alguns puzzles e uma entrevista a um investigador do Centro de Física Teórica e ComputacionaL (CFTC).
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Crónica de um aluno de
Física
Na última década, os novos meios de comunicação social, em especial as redes sociais, foram um furacão nos métodos que até então eram tidos como eficazes em campanha política. Um personagem que antes tinha como oportunidades únicas de comunicação os curtos tempos de antena que lhe eram cedidos pela rádio e televisão em momentos específicos e formais, viu-se capaz de falar diretamente às pessoas através do telemóvel, enquanto está sentado na sanita. Se bem utilizado, o conceito parece excelente. Aumenta a transparência dos assunto políticos, encurtando a distância entre o povo e os líderes, eliminando camadas de ignorância e falta de informação que são o alimento essencial da corrupção e do abuso de poder, e permite ainda que o discurso político seja recebido pelas gerações mais novas, que foi, de resto, uma oportunidade aproveitada pela campanha de Barack Obama quando, em 2012, o anterior presidente dos Estados Unidos mergulhou no reddit, respondendo abertamente a questões colocadas pela comunidade do site, que é essencialmente jovem. Isto teve tanta adesão, que obrigou o reddit a adicionar sessenta novos servidores para abarcar a quantidade crescente de conteúdo na secção de Obama. De facto, nesse ano, o número de votos nos Estados Unidos em idades menos avançadas aumentou, e o Obama venceu as eleições.
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Com efeito, a ideia é aprazível, mas como grande parte daquilo que soa bem em política, nem sempre funciona assim tão bem. Bastou a ganância elevar-se como sempre acontece, e assim que alguém entendeu que podia usar esta ferramenta a favor da manipulação passiva no sentido da sua ideologia, rapidamente presidentes começaram a ser eleitos graças a propaganda suja e populista alicerçada em contas de apoiantes fictícios no Twitter, e partidos com uma significação outrora residual tornaram-se autênticas forças políticas com a ajuda de notícias falsas, ou manipuladas desmesuradamente com recurso a um sensacionalismo patego. Esta manipulação comunicativa vê-se facilmente indo ao Youtube e comparando os canais de dois partidos de ideologias essencialmente opostas. Por vezes lá aparece uma fração de um debate parlamentar, que num dos canais tem uma parte da conversa cortada, e o título é “O deputado do partido X dizimou os argumentos de Y”, e no canal do partido Y, vemos o mesmo clipe, com dez segundos adicionais que incluem a resposta ao suposto argumento irrefutável, com o título “Partido X fica sem palavras após intervenção de Y”. A discussão parlamentar é, mais do que nunca, um bolo do qual cada partido tira a fatia que lhe sabe melhor. O debate político deixou de ser objetivo e passou a ser aquilo que dá jeito a cada um.
É
claro que tudo isto sempre aconteceu, apesar de que sob uma forma um pouco diferente. Se não se alteravam títulos no Youtube, subornavam-se manchetes de jornais. Os novos meios não nos presentearam com a novidade dos fenómenos manipulatórios, mas sim com a dificuldade que é agora esquivarmo-nos a eles. Ninguém é obrigado a acreditar em notícias falsas, ninguém é obrigado a ver conteúdos alterados, mas também quase ninguém tem noção que as notícias são falsas, ou que os conteúdos foram alterados. Os números falam por si, e são estonteantes. Segundo um relatório do Facebook de 2020, há 2.60 mil milhões de usuários ativos mensalmente, dos quais 1,73 mil milhões são ativos diariamente. Estatísticas da SimilarWeb revelam que em junho de 2018, a média de utilização desta rede social, por dia, por utilizador, era de cerca de uma hora, e segundo a Statista, em 2019, 49% dos inquiridos num estudo afirmaram já ter partilhado informação que vieram posteriormente a descobrir ser falsa, e 10% partilharam notícias falsas propositadamente. Juntando todos estes números, não é difícil de perceber o absurdismo da lixeira de conteúdos que é a sociedade digital, e a quantidade ridícula de informação desfasada da verdade que todos os dias nos inunda os sentidos, quase como se a internet fosse uma pluralidade de universos paralelos, cada um com a sua versão de plástico da realidade. Mas nós podemos ser céticos em relação ao que vemos, não é verdade? O problema é que não. Aliás, há quem o seja, essencialmente nas gerações mais jovens, mas a maioria da população deixa-se levar pelos títulos fantásticos que acusam todos sem motivo nenhum. As pessoas querem sangue. E depois entra-se num poço sem fundo: as redes sociais pretendem que os utilizadores passem nelas o máximo de
tempo possível, já que isso equivale a maior financiamento publicitário, e para o fazer, desenvolvem algoritmos inteligentes que nos oferecem aquilo que percebem que nós queremos. Ora, um hipotálamo que produza dopamina perante maratonas de conspiração extremista, vai continuar a receber da internet o alimento para a sua excitação, e não vai sair dali a não ser por uma força de vontade consciente, que na maior parte da população, não existe. Este tipo de marketing torna-se quase um espetáculo de marionetas, e as marionetas votam. N’ ‘O Dilema Social’, especialistas na área da tecnologia afirmam que a democracia, como a conhecemos, vai mudar completamente nos próximos anos. Parece-me que já mudou. Inclusivamente em Portugal. Não concordo com os velhos de restelo no radicalismo carrancudo de que as redes sociais são um monstro social. Contudo, urge haver uma grande mudança no método funcional destes meios, eventualmente através de legislação no que concerne à aquisição e utilização dos nossos dados. Mas mais importante do que isto, urge mantermos um ceticismo cerrado, pesquisar várias fontes de notícias, discursos de esquerda, direita, do centro, e só então gostar, comentar ou partilhar. A consciência política é fatal contra o populismo, e por isso é fulcral haver uma educação política decente para todos, sem exceção, para que a consciência se torne uma barreira ao xarope de informação barata e mediatismo reles, e possamos então ter um melhor panorama político, adaptado de forma justa à realidade social.
Miguel Gomes Mestrado em modelação e simulação computacional Universidade de Coimbra
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Física na arte
Habitualmente, temos tendência a pensar que a Física e a Arte são áreas muito distintas e, de alguma maneira, incompatíveis. No entanto, estas podem estar relacionadas de diversas formas. Através de técnicas físicas, é possível retirar informações importantes sobre a composição de uma obra de arte. Deste modo, conseguimos não só fazer um estudo acerca da sua veracidade, bem como desvendar grandes mistérios do seu passado. Ao longo do texto, iremos conhecer duas das técnicas mais utilizadas: a fluorescência de raios X e a refletografia de infravermelho.
No que diz respeito à fluorescência de raios X, esta trata-se de uma técnica analítica que é utilizada na determinação da composição química de diferentes materiais (sólidos, líquidos, pós soltos, entre outros). Além disso, ela também nos permite conhecer a espessura das camadas e revestimentos que constituem uma obra de arte. Trata-se de um método de emissão atómica. Através da irradiação de um feixe de raios X sobre a obra em estudo, são emitidos raios X fluorescentes com energias discretas, características dos elementos presentes na amostra, permitindo assim a sua identificação. O facto de ser uma técnica capaz de combinar a alta precisão e exatidão com a preparação de uma amostra simples e rápida, faz com que esta possa ser facilmente automatizada para ambientes industriais de alta produtividade.
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Relativamente à refletografia de infravermelho, estamos perante uma técnica de investigação não destrutiva, que utiliza a luz infravermelha. Consiste, então, em utilizar uma câmara digital especializada, equipada com um detetor de infravermelhos de alta resolução, que nos permite obter imagens de elevada resolução (4096 x 4096 pixéis) em resposta a uma radiação com comprimentos de onda compreendidos entre os 900 e 1700 nm. Para além disso, a câmara possui um filtro interno que bloqueia a radiação com um comprimento de onda inferior a 850 nm, dando-nos assim as imagens que pretendemos. Utilizando este método, conseguimos observar as capas e traços escondidos sob os pigmentos de uma pintura, captados nas imagens obtidas pelo método descrito anteriormente. Por isso, sendo, uma técnica muito utilizada no estudo de desenhos subjacentes a pinturas e na deteção de falsificações. Atualmente, são cada vez mais os investigadores da área da Física que se dedicam a estudos onde estas técnicas se aplicam e que contribuem assim, para um maior conhecimento da história por detrás de grandes obras de arte. Um exemplo disso é o estudo publicado em julho de 2020 pelo Centro de Estudos Científicos nas Artes, uma colaboração entre a Universidade do Noroeste e o Instituto de Arte de Chicago, que revela novos insights sobre a obra ‘La Miséreuse’ de Pablo Picasso. O artigo completo pode ser encontrado em https://bit.ly/2GUmphO.
Sílvia Santos
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Perdido em (M)arte Onde a Ficção encontra a Ciência
‘Perdido em Marte’ é um filme realizado
por Ridley Scott que estreou em 2015 nas salas de cinema portuguesas. Tendo em conta que este senhor realizou filmes como ‘Alien’ e ‘Gladiador’, o leitor presume que ‘Perdido em Marte’ constitui bom cinema. E está correto! Mas antes de mergulharmos nas profundezas do filme protagonizado por Matt Damon, proponho uma análise do género em que o mesmo se insere. Quando nos debruçamos sobre o vasto leque de oferta da ficção científica, rapidamente concluímos que existe um espetro de exigência para com o espectador, em sentido lato. No que respeita à verosimilhança, numa ponta temos longas metragens credíveis, enraizadas em factos do mundo real e com premissas plausíveis.
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O
s filmes que caem neste campo não exigem do público uma suspensão do seu ceticismo para existir uma boa experiência de visionamento.
No outro lado, diametralmente oposto ao referido, surgem filmes muito mais ‘soltos’, por falta de melhor termo. É comum encontramos saltos lógicos ou aspetos narrativos mais maleáveis. Este grupo exige mais do espectador comum, sendo que ele tem de aceitar novas regras (ou ausência das mesmas) a um ritmo frenético. Assim de repente, lembro-me da saga Transformers, que ainda que uma maravilha do ponto de vista técnico (a mestria visual na conjugação de efeitos práticos com imagens geradas por computador é inegável), acaba por ser narrativamente débil. Ora, Perdido em Marte, é vastamente diferente (para além de não existirem robôs alienígenas e explosões a cada 5 minutos, obviamente).
O filme surge precisamente na primeira categoria elencada. Encontra-se tão mergulhado no plausível e logicamente aceitável, que até é possível esquecer que se trata de uma obra fictícia. O autor do livro em que o filme se baseou, Andy Weir, trabalhou com astronautas e cientistas como consultores e reconhece que existe apenas um elemento impossível: o catalisador do filme, a tempestade em Marte. Dado que a pressão atmosférica na superfície de Marte é tão diminuta, o máximo que poderia ocorrer era uma leve brisa. Porém, foi o único mecanismo que encontrou para colocar a história em movimento. O filme possui uma cinematografia belíssima, o que complementa a persistência da personagem principal na sua busca por salvamento.
Curiosidade Nas cenas de Slow Motion foi utilizada Voice Over porque os criadores não encontraram um método eficaz de conjugar o movimento da personagem com a sua voz.
A
inda que 80% do filme assente nos vários desafios impostos ao protagonista e respetiva resolução
(criação de água potável, plantação de batatas, busca por energia, despressurização, contacto com a espécie Humana), ‘Perdido em Marte’ nunca fica excessivamente denso ou complexo. A audiência consegue acompanhar com facilidade todo o jargão científico que possa surgir, servindo-se de momentos de exposição cirurgicamente colocados. Assim, Ridley Scott produz uma carta de amor à ciência, com elevado grau de coesão e satisfação.
João Guilherme Matos, Azar Cósmico Podcast (https://www.azarcosmico.com)
Engenharia do Ambiente Universidade de Aveiro
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QUIZ CIENTÍFICO
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1. No vidro, a frequência da luz violeta é... a) maior que a frequência da luz vermelha b) menor que a frequência da luz vermelha 2. Quem recebeu um prémio Nobel em 1935 por ter descoberto o neutrão? a) Werner Heisenberg b) Enrico Fermi c) James Chadwick 3. Se a corrente num fio é de 6 amperes, quanta carga fluí em dois segundos? a) 12 coloumbs b) 8 coloumbs c) 6 coloumbs 4. Quem foi a matemática conhecida por ter escrito o primeiro algoritmo a ser processado por uma máquina? a) Ada Lovelace b) Gertrude Belle Elion c) Vera Cooper Rubin
Soluções 1-b) ; 2-c) 3-a) ; 4-a) 5-b)
5. Qual dos dispositivos armazena e liberta cargas elétricas? a) Semi condutor b) Condensador c) Transístor
Os departamentos da Physis
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Pedagogia Com foco no Ensino, o Departamento da Pedagogia promove o debate sobre a qualidade do ensino da Física no país, procurando por possíveis formas de o melhorar, e pretende esclarecer as dúvidas pedagógicas dos seus membros. Além disso, é responsável por elucidar estudantes do Ensino Secundário sobre como são os cursos representados pela Physis.
Saídas Profissionais Procura promover parcerias com empresas, fazendo uma ponte entre os nossos membros e sócios e o mercado de trabalho. Esta divisão da Physis é, ainda, responsável pela organização de eventos de cariz científico, de modo a dar a oportunidade aos estudantes de aumentarem os seus conhecimentos fora da sala de aula e junto a oradores de renome nacional e internacional!
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Recursos Humanos
Imagem Está encarregue da divulgação das atividades da associação, da manutenção e renovação do site, da Revista da Physis e da gestão das nossas redes sociais. Procura, ainda, divulgar outros eventos e novidades relacionados com Física, facilitando o acesso dessa informação a todos os nossos membros e sócios.
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Têm como principal objetivo a formação interna da equipa, de modo a que cada membro possa desenvolver as suas capacidades e as aplique no seu respetivo departamento, sem nunca esquecer os momentos de lazer, focados no team-building. Este Departamento está, também, responsável pelas atividades recreativas e pela regularização dos sócios.
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