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REFERENCIAL GOVINT PARA A PROMOÇÃO DO ENVELHECIMENTO NA COMUNIDADE

• A gestão de casos. Este elemento de integração de papéis e funções permite dar uma resposta holística às necessidades das pessoas e servir como ponto de ligação entre os diferentes profissionais e serviços envolvidos no processo colaborativo, tornando mais eficaz e eficiente a utilização de recursos. O “gestor de caso” funciona como um facilitador da ativação dos recursos necessários para dar resposta à necessidades das pessoas mais velhas, procurando sempre potenciar a capacitação individual para lidar com o processo de envelhecimento. O “gestor de caso” poderá ter um papel ainda mais relevante no acompanhamento e suporte no acesso aos recursos necessários às pessoas socialmente mais isoladas e vulneráveis. A sua identificação deverá ter em consideração a sua proximidade e orientação em relação ao cidadão cliente ou beneficiário; • Adequação dos papéis ao processo colaborativo. A prestação de serviços integrados requer profissionais que tenham a capacidade de reinventar os seus papéis e funções no contexto das equipas interdisciplinares, sem pôr em causa a sua identidade socioprofissional. Este é um desafio que deverá ser debatido no contexto das organizações socioprofissionais (associações e ordens profissionais) para que não surjam entraves às dinâmicas colaborativas interdisciplinares e intersetoriais; • Espaços e tempo para a discussão de papéis colaborativos. É importante dar espaço e tempo para que as equipas interdisciplinares possam discutir os seus papéis e funções no quadro do processo colaborativo integrado. Estes espaços contribuem para aprofundar o relacionamento entre os profissionais e clarificar papéis no contexto das equipas interdisciplinares (team-building). Podem existir confusões sobre os papéis e funções de natureza disciplinar e interdisciplinar no contexto das equipas, devendo ficar claramente esclarecido aquilo que pertence ao conteúdo funcional da profissão e o seu enquadramento num processo colaborativo integrado; • Formação interprofissional e interdisciplinar. A formação interdisciplinar pode dar um importante contributo para o desenvolvimento de competências em colaboração interprofissional. Ou seja, desenvolver competências nas componentes transversais ao processo colaborativo e que não pertencem nem ao domínio disciplinar nem estritamente a um grupo socioprofissional específico. Neste contexto formativo, as matérias principais referem-se aos papéis e funções no contexto das redes interorganizacionais e metodologias de intervenção assentes nas estratégias colaborativas interdisciplinares e intersetoriais. A formação deve ser realizada a diferentes níveis: desde as lideranças aos diferentes técnicos e grupos socioprofissionais. Os obstáculos mais comuns à operacionalização dos elementos de integração de papéis e funções são: • Diferentes prioridades dos grupos socioprofissionais envolvidos no processo colaborativo;

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Referencial GovInt para a Promoção do Envelhecimento na Comunidade  

Esta publicação é uma edição da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e resulta do trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho dedicado às P...

Referencial GovInt para a Promoção do Envelhecimento na Comunidade  

Esta publicação é uma edição da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e resulta do trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho dedicado às P...

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