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gurança nacional, as alterações climáticas ou a gestão das cidades. Estes problemas persistem perante a dificuldade das instituições públicas e privadas se concertarem em torno de respostas adequadas. Diálogo, partilha, confiança, cooperação, coordenação, liderança colaborativa, participação, integração, qualidade e avaliação são fatores críticos de sucesso para pensar estrategicamente os problemas sociais complexos de forma sistémica. Assim será possível construir estratégias comuns, redesenhando os processos com que habitualmente aqueles problemas são abordados e definindo objetivos comuns que sejam socialmente alcançáveis. Nesta linha, os objetivos deste grupo de trabalho foram os de, primordialmente, refletir sobre os vários prismas, acerca deste problema social complexo, e avaliar soluções à luz de aplicação de soluções de governação integrada. Não procuramos estabilizar um conceito matemático e balizado de “problema social complexo” pois é consensualmente aceite que esse conceito não existe de forma definitiva. Também não se procurou encontra uma solução única pois não existe uma solução única mas sim um conjunto de atividades que conjugadas ou interligadas podem ajudar a minimizar os problemas. Um dos fatores a considerar nesta matéria é o de, não raras vezes, o problema social complexo ser visto como de tal forma complexo que não vale a pena procurar uma solução. Este ponto é pertinente pois essa reação pode gerar afastamento do problema o que ainda piora as coisas. De realçar ainda a importância da atitude e da disponibilidade para implementar sistemas de monitorização e acompanhamento e, dessa forma, medir o impacto das medidas por nós previamente interpretadas como pertencentes ao campo das soluções.

Metodologia Ao logo destes dois anos de participação no Fórum de Governação Integrada, como coordenador do grupo de trabalho Desemprego Jovem procurei envolver a generalidade dos atores que se confrontam diariamente com este problema. • Assim, estiveram envolvidas nestas atividades do grupo: • Instituições que têm como missão a operacionalização de políticas públicas que foram desenhadas para combater o desemprego jovem; • Instituições representativas da juventude; • Instituições com responsabilidade nas áreas da qualificação e educação; • Instituições não-governamentais e associações que têm projetos neste domínio; • Instituições vocacionadas para a investigação; • Instituições empregadoras (empresas e associações representativas de empregadores); • Jovens desempregados;

Ao longo dos vários encontros de trabalho e workshops, que ocorreram em 2014 e 2015, foi sempre pedido aos participantes uma reflexão sobre a sua visão do problema e formas inovadoras e enquadradas na lógica da governação integrada que pudessem ser implementadas. No fundo, a lógica foi a de refletir sobre o problema procurando conhece-lo nas suas várias amplitudes com quem se confronta com ele todos os dias ou, pelo menos, de forma frequente. 90

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Governação integrada: a experiência internacional e os desafios para Portugal  

Atas da conferências Internacional GovInt 15 a 16 de outubro de 2016

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