BiblióFalo
Meu corpo, minhas pregas: um ensaio proctográfico de Fabio Lopez (2024)
N
ão é à toa que escolhi criar uma revista e assinar o projeto gráfico: sou designer de formação e de mestrado. Hoje sei que minha escolha acadêmico-profissional foi apenas um caminho, uma ponte para me levar para onde eu sempre quis estar. E, nesse caminho, de idas e vindas, poucas conexões se mantiveram. Entre elas, o autor deste projeto “proctográfico”, que, para mim, para o meu gosto visual, é um dos melhores designers em atividade. Rio 2016, Clube de Regatas do Flamengo, Puc, IPHAN, War in Rio... São tantos projetos espetaculares que fica fácil comprovar minha afirmação. Mas esse não é o objetivo desta coluna. Aqui é pra resenhas de livros, então, é uma resenha de livro que vou fazer.
As duas capas do livro: uma mais comercial e a outra mais “selvagem”, como diz o autor. (Ed. Bebel Books)
Fui surpreendido por imagens nas redes sociais do Fabio Lopez que versavam sobre o cu. Isso mesmo, o ânus, furico, rosca, anel, olho cego e por aí vai. Primeiro, entendi como brincadeira. Só que a constante produção de imagens sobre o tema me deram a entender que era mais do que uma brincadeira e sim um projeto. De repente, um livro! Como assim, o mega designer de grandes marcas fazendo um livro sobre o cu? Juro que a primeira coisa que passou pela minha cabeça foi “finalmente, um aliado de peso”. Trabalhar – seja em texto ou imagens – com tabu é muitas vezes uma sentença de morte ou de chacota profissional.Veja o caso dos urologistas: quando falam que são médicos, todos aplaudem, mas quando revelam a especialidade, a profissão e a sexualidade são imediatamente
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