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Falo Magazine #35

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Nu vermelho, óleo sobre tela, 2021.

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Por mais que enxergue mudanças significativas na aceitação da figura masculina como objeto de arte (“há um crescente reconhecimento e apreciação pela forma masculina que vai além das noções tradicionais de masculinidade com um papel muito importante das redes sociais”), o artista sabe que depende do contexto cultural (“há também muita tensão na sociedade, especialmente em torno da masculinidade e como ela vem sendo redefinida). Na Ucrânia, as normas sociais e as restrições legais são bastante conservadoras, e o Ministério da Cultura regula estritamente o que é considerado arte ou pornografia, com interferência inclusive em remessas internacionais (“qualquer representação de um falo ereto torna quase impossível de obter permissão, pois seria automaticamente classificada como conteúdo explícito”). A consequência é uma autocensura, onde Balbyshev opta por se concentrar no que pode compartilhar abertamente, respeitando os limites definidos pelo ambiente em que trabalha. É nesse equilíbrio delicado que se “mantém a conversa sobre nudez masculina sutil e acessível”.

Balbyshev em seu estúdio.

A atitude contestadora de Bablyshev é também sonhadora, o que gerou a procura de colecionadores de todo o mundo por sua obra. Ele ainda espera pela oportunidade de se livrar “dessas correntes de moralidade retrógrada” e ganhar mais liberdade de expressão artística: Quero ver um mundo onde o nu masculino seja tão prevalente e aceito quanto o nu feminino, removendo seu valor de choque e normalizando-o como uma forma de expressão. Nós também queremos. 8=D


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