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Falo Magazine #32

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Jozias Benedicto em

Contos do Falo P raia G rande Ele seguiu caminhando pela areia, para trás ficaram a música e as risadas dos bares cheios, à frente apenas o rumor das ondas distantes e o piscar das estrelas em uma noite sem lua, nos dedos um resto de um baseado que logo se acaba. Passadas as dunas, finalmente ele avista o mar; à direita e à esquerda a praia se estende até o infinito, talvez dê para seguir para um dos lados e chegar ao Pólo Norte ou ao Pólo Sul, ele pensa nas mal estudadas aulas de geografia e no professor careca que contava histórias fascinantes sobre o mundo; escolhe um lado. O lado que ele conhece bem. No mar, longe, as luzes dos barcos de pescadores. É noite de pesca das lulas, elas vêm ansiosas aos milhares, encantadas pelas luzes fortes dos barcos e se enlaçam, aprisionadas nas redes. Na areia deserta, aos poucos ele consegue perceber um ou outro vulto, espalhados, um ou outro vulto com uma brasa entre os dedos, um cigarro ou um baseado, talvez uma lata de cerveja já quente pela espera. Ele está com sede. Pensa nas lulas, encantadas pelas luzes, e ele

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