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Geografia – 5o ano – 1o bimestre – Plano de desenvolvimento – 4a sequência didática

Explicar aos estudantes que os fatores de expulsão e de atração estão quase sempre combinados no processo migratório, mas podem ocorrer processos isolados, isto é, haver a expulsão independentemente de existirem zonas de atração. São situações em que as pessoas saem dos seus lugares de origem devido às condições extremas de pobreza ou violência e ficam sem ter para onde ir.

Aula 2: Migrações internas no Brasil Retomar com os estudantes o conceito de migrações internas. Explicar-lhes que, ao longo da história do país, os deslocamentos da população no Brasil contribuíram para a ocupação do interior do território e foram ajudando a definir as fronteiras e transformando a configuração territorial e constituindo a formação socioespacial do Brasil. Entre 1880 até o final de 2000, as migrações internas no Brasil passam a ser de longas distâncias e, além das migrações do campo para a cidade, ocorrem os deslocamentos de pessoas entre regiões. Propor as atividades a seguir. Primeiramente, fazer uma leitura corrida do texto. Decidir com os estudantes se preferem fazer individualmente a leitura, ou uma leitura coletiva.

1. O texto abaixo apresenta uma descrição sucinta dos principais fluxos migratórios que

ocorreram no Brasil no século passado. Leia-o com atenção e responda às questões a seguir: Principais fluxos migratórios no Brasil de 1880 a 2000

Os grandes fluxos de migração interna no Brasil passam a ser de longas distâncias a partir do final do século XIX. Além das migrações do campo para a cidade, surgem deslocamentos de pessoas entre os estados e as regiões brasileiras. Durante o ciclo da cultura do café, entre 1880 e 1930, no interior do estado de São Paulo, um grande número de pessoas deslocou-se para essa região para trabalhar nas fazendas de café. Para lá se dirigiram pessoas dos estados do Rio Grande do Sul e da Bahia. Entre 1879 a 1912 ocorreu o período o que ficou conhecido como ciclo da borracha na região amazônica. A extração do látex das seringueiras (Hevea brasiliensis) da Floresta Amazônica ocorreu nos territórios dos atuais estados do Amazonas, Pará e Acre. Para lá seguiram milhares de migrantes nordestinos, muitos deles fugindo de secas prolongadas do Sertão. Entre 1950 e 1960, quando a capital do Brasil ainda era o Rio de Janeiro, no antigo estado da Guanabara, foi construída na região Centro-Oeste a nova capital do país, Brasília. Para trabalhar na construção da nova capital (“Novacap”), deslocaram-se pessoas das regiões Sudeste, Nordeste e de áreas vizinhas da própria região Centro-Oeste. Os trabalhadores da construção de Brasília eram conhecidos como “candangos”. No período de 1940 até cerca de 1980 ocorreu a industrialização na região Sudeste, e muitos habitantes da região Nordeste migraram para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais para trabalhar nas indústrias e em outros setores da economia que se desenvolveram a partir dela. Outro fluxo de migração importante, que começou em 1970 até por volta de 1990, ocorreu devido à ampliação das áreas de agricultura no Brasil com a ocupação de territórios das regiões Centro-Oeste e Norte. Para essas regiões se dirigiram gaúchos e paranaenses, da região Sul, e muitas pessoas da própria região Centro-Oeste, interessadas em estabelecer negócios agrícolas.

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