Matéria de Capa ganhou mais terminais privados de importação de gás natural liquefeito. A Petrobras anunciou as mudanças de preço que valem para as distribuidoras de gás canalizado e para o mercado livre. E afirmou que os preços para as concessionárias estaduais podem cair até 10%, dependendo das negociações com as companhias. A corrida nesse mercado também é um estímulo para que a Petrobras inicie as operações no gasoduto Rota 3 (para receber até 18 milhões de m³/dia), dentro do prazo para partida ainda no segundo semestre de 2024; mantenha atenção na construção da unidade de processamento de gás natural do Polo Gaslub (Comperj), em Itaboraí/RJ, com capacidade para processar 21 milhões de m³/dia de gás. A Edge iniciou a operação de seu terminal de GNL em abril, sem autorização da ANP, que interditou as operações até que o aval seja dado. A Edge alega que opera o terminal com base em aprovação tácita, prevista na Lei da Liberdade Econômica. O que ia se resolver ainda em maio, e pode demorar mais um pouco, porque a autorização do TRSP estava na pauta da diretoria da Agência, mas, com o pedido de vistas do diretor Fernando Moura, pode demorar um pouco mais, até porque é um assunto que vai repercutir em outro impasse: o acordo com a Arsesp para harmonização na classificação do gasoduto Subida da Serra, da Comgás. Para entender melhor esse assunto, basta olhar para a Yara, , uma das maiores consumidoras industriais de gás do estado de São Paulo, que consome mais ou menos 700. 000 m³/dia; é quase do tamanho de uma distribuidora de gás. O transporte e distribuição de gás segue uma lógica parecida com a do Mercado Livre de Energia, onde se pode comprar gás de diversos vendedores, e a entrega é feita por uma companhia especialista, dedicada. O gás que a Yara compra vem da Bolívia e do Pré-Sal, saindo das unidades de processamento e tratamento, é transportado via gasoduto de transporte e, posteriormente, passa para o distribuidor. “Gostaríamos de já ter migrado para o Mercado Livre – ainda falta um pouco, então, a gente continua comprando 100% de gás da Comgás. No Mercado Livre, a gente usaria a infraestrutura da Comgás, e negociaríamos nossa molécula diretamente com o produtor ou comercializador de gás. O estado de São Paulo está trabalhando as questões regulató26
Petro & Química
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rias para viabilizar a migração”, conta Daniel Hubner, vice-presidente de Soluções Industriais da Yara. A Yara estabeleceu uma parceria com a Raízen, uma parceria que faz parte da estratégia de estar em um mercado livre. Nossa visão é migrar parcialmente para o mercado livre usando o biometano adquirido da Raízen e continuar comprando outra parcela no mercado regulado via Comgás. “Essa figura do parcialmente livre traz alguns desafios operacionais, mas é essa possibilidade que a gente quer. Devemos começar a receber o biometano ainda este ano. Essa compra de biogás é para complementar a necessidade da planta. A ideia é implementar a transição para o biometano gradualmente, começando com 3% do gás natural utilizado, até atingir 100% de biometano, até 2030. O processo de transição está programado para ter início no segundo semestre de 2024. Acho que é importante lembrar que o gás para gente é principalmente uma matéria-prima. Existem empresas e negócios que usam o gás como energia. No caso da nossa fábrica, para produzir amônia (NH3) a planta de Cubatão quebra o gás natural (metano, CH4) e tira o hidrogênio e associa com o nitrogênio. A planta usa uma parcela muito