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Revista Petro & Química n°389

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Artigo incidentes cibernéticos, com apoio dos próprios fornecedores de automação. Não é difícil de entender que, sem regras claras sobre o que deve ser feito, não há muito a ser feito, de maneira coordenada e com consistência. Os planos de respostas a incidentes cibernéticos definem como reagir, em caso de um potencial ataque cibernético, e esses planos podem ser focados aos sistemas de controle industriais, incluindo simulações para verificação dos procedimentos de maneira recorrente – isso é uma analogia ao que hoje é feito em todas as plantas industriais, com relação à segurança do patrimônio, pessoais e processos. Com base em um plano de respostas a incidentes cibernéticos (voltado aos sistemas de automação), aí sim cabe a habilitação de serviços disponíveis, para apoio em caso de potencial ataque. Assim como já mencionado anteriormente nesse artigo, o foco da contenção de um ataque cibernético é primeiramente o de controlar o impacto do problema, e retomar controle da produção industrial rapidamente, mas sem apagar os vestígios do ataque para que, durante a fase de melhoria contínua, as proteções existentes (ou não) sejam corrigidas, para que um mesmo tipo de ataque não venha a ter sucesso com a mesma instalação industrial. Por fim, entendemos que a exposição aos problemas de cibersegurança, no meio industrial, estão relacionados diretamente com a baixa proteção existente nos sistemas de controle instalados nas plantas industriais, por todo o mundo. É óbvio que plantas industriais caracterizadas como infraestrutura crítica, como, por exemplo, o mercado de Óleo & Gás, se tornam alvos importantes de iniciativas criminosas, que focam o im-

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pacto comercial, pessoal e até mesmo político, visto que estes trazem maior ganho financeiro por parte dos hackers. Isso posto, é fundamental sair do estado de negação (que isso não vai acontecer aqui comigo), e começar a abordar o tema de cibersegurança para os sistemas de tecnologia operacional de maneira séria. A busca por investimentos, para garantir que sistemas de controle estejam sempre atualizados, e utilizando soluções de proteção e monitoramento, é imprescindível, na situação em que vivenciamos atualmente. A abordagem de cibersegurança não é simples, mas ficar parado não ajuda. Realize auditorias de cibersegurança, para entender o estado dos processos, tecnologias e pessoas envolvidas na cibersegurança das plantas industriais. Com base nos resultados das investigações iniciais, defina planos de retenção, para controlar o problema em estágios de curto e longo prazo. Execute o plano, para que, em alguns anos, a conversa sobre cibersegurança para sistemas de controle seja completamente diferente para você! No plano de curto prazo, inclua soluções que ajudem com reparos rápidos, suporte de fornecedores de confiança, e serviços de resposta a incidentes, já que não há como controlar o que pode acontecer, até que o plano de longo prazo esteja totalmente em prática. Os riscos de um potencial ataque cibernético a plantas industriais não é mais uma hipótese remota, mas sim uma questão de tempo. Basta aos responsáveis por estes sistemas de controle colocarem em execução o plano, para que quando o problema ocorrer, o impacto seja mínimo.


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Revista Petro & Química n°389 by Editora Valete - Issuu