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À frente na bancada, da esquerda para a direita: Teseya Panará, Kanhõc Kayapó, Raoni Metyktire e Tutu Pombo Kayapó, dentre outros, ocupam auditório da liderança do PMDB nas negociações do capítulo dos indígenas na Constituinte em Brasília, no dia 31 de maio de 1988.

da história. Os “ladrões de imagem”, como pontua Watatakalu Yawalapiti, liderança feminina do Xingu e uma das colaboradoras da exposição. “Quem é o dono da imagem: quem fotografou ou quem foi fotografado?”, questiona Takumã, reforçando o que talvez seja o principal debate da exposição: as imagens são instrumentos de poder. “Essas fotografias são posadas, há um trabalho de luz, há todo um enquadramento. Há um recorte histórico para se contar uma história”, sinaliza o artista Denilson Baniwa sobre as reportagens da Revista O Cruzeiro, em exibição no IMS. A seLecT conversou com Guilherme Freitas e Marina Frúgoli, parte da equipe curatorial da exposição, sobre as estratégias de exibição de imagens já cristalizadas no imaginário pro-

blemático sobre os povos originários e os ecos do protagonismo indígena na fotografia e no audiovisual. seLecT: Como foi o processo de contraposição de materiais realizados por autores brancos e por autores não brancos e de materiais de diferentes naturezas, desde a parte das expedições etnográficas até a produção recente, protagonizada pelos povos indígenas?

GUILHERME FREITAS: Durante a produção do podcast, antes do lançamento, surgiu a ideia de transformar essa pesquisa numa exposição, porque tinha uma força ali. Ao longo de 2021, fizemos pontes com os pesquisadores, por um lado levantando mais imagens dessa história de olhares

FOTO: DIVULGAÇÃO


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