A meiose pode ainda gerar maior variabilidade genética através do fenómeno de sobrecruzamento. Durante este processo, os cromossomas de cada par de homólogos, fisicamente permutam segmentos entre si, gerando cromossomas híbridos, que são uma autêntica manta de retalhos dos originais. Estes rearranjos do material genético ampliam o número de configurações genéticas possíveis para as células filhas, aumentando ainda mais a diversidade biológica. Assim, graças à repartição aleatória de cada par de cromossomas e à permuta de material genético que ocorre durante a meiose, na verdade tu herdas uma miscelânea dos genes dos teus pais. Isto
explica porque os membros de uma mesma família podem ser tão diferentes, apesar de terem uma boa dose de genes em comum. A diversidade genética resultante da meiose (e resultante também de mutações genéticas ocasionais) aumenta a capacidade de sobrevivência de nossa espécie. A existência, numa população, de um leque muito variado de genes, aumenta as probabilidades de pelo menos alguns dos indivíduos terem o material genético necessário para sobreviver, face a eventuais surtos de doenças, ou de condições ambientais adversas, e transmitir esses genes à descendência. Assim, por várias razões, tu – e os teus pais – bem podem agradecer à meiose o simples facto de todos estarem aqui!
Compreendeste?
Compara mitose e meiose em termos de finalidade e em que tipos de células ocorrem.
As células dividem-se durante a interfase?
O que são pontos de controlo do ciclo celular, e porque são tão importantes?
A maioria das nossas células possui uma ou duas cópias de cada cromossoma?
Descreve dois processos genéticos que faz com que cada pessoa seja única.
Tu partilhas alguns genes, e consequentemente algumas características físicas, com os teus pais e parentes. Contudo, graças à meiose, és um indivíduo único.