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National Institute of General Medical Sciences Casa das Ciências Aminoácidos
Cadeia da proteína em crescimento
Ribossoma
tRNA
mRNA
Os ribossomas fabricam as proteínas com base em instruções do mRNA. Cada ribossoma lê o mRNA, recruta moléculas de tRNA para obter os aminoácidos, e junta-os na ordem correcta.
da molécula encaixa com uma sequência de três unidades do mRNA, enquanto a outra extremidade transporta o aminoácido apropriado. Um de cada vez, cada molécula de tRNA encaixa no mRNA numa cavidade do ribossoma onde este liga os aminoácidos na ordem correcta. Uma cadeia de aminoácidos completa pode variar em tamanho desde umas poucas dezenas até vários milhares de aminoácidos. Algumas proteínas são constituídas por uma única cadeia de aminoácidos. Outras, particularmente grandes moléculas proteicas, são constituídas por duas ou mais cadeias. A tradução consome muita energia, mas dá-se muito rapidamente. Nas bactérias, por exemplo, os ribossomas conseguem ligar 20 aminoácidos por segundo. Algumas sequências de três unidades na mensagem do mRNA podem interromper imediatamente a síntese de proteínas. A leitura
de um desses sinais de terminação indica aos ribossomas que a nova proteína já possui todos os aminoácidos de que necessita, e que portanto a tradução deve acabar. Por essa altura, a maioria das proteínas produzidas pelos ribossomas livres da célula, presentes no citosol, estará essencialmente completa. As proteínas permanecerão no citossol, onde executam as respectivas funções, tais como transmitir mensagens químicas. Um final doce Esta história muda de figura para as proteínas produzidas pelos ribossomas no retículo endoplasmático rugoso (RER). No interior do RER, certas enzimas adicionam cadeias especializadas de açúcares (que são hidratos de carbono) às moléculas de proteínas, num processo conhecido por glicosilação. Em seguida as proteínas atravessam o Golgi, onde as cadeias de açúcares podem ser cortadas ou modificadas de modo a se obter o produto
Origami de Proteínas As proteínas existem em praticamente todas as formas imagináveis, cada uma contendo um sofisticado conjunto de curvas e dobras que lhes permitem realizar o seu trabalho. A forma tridimensional das proteínas é assim crucial para a respectiva função. Proteínas malformadas têm vindo a ser implicadas em diversas doenças, incluindo as doenças de Alzheimer, de Huntington, de Parkinson, esclerose lateral amiotrófica (a doença de Lou Gehrig), e fibrose quística. Contudo, as proteínas nem sempre conseguem concretizar correctamente as suas dobras acrobáticas por si próprias. Às vezes outras moléculas vêm ajudá-las nessa tarefa. Essas moléculas, que também são proteínas, são conhecidas por chaperones moleculares. Estes trabalham incansavelmente para evitar interacções moleculares inadequadas, promovendo as adequadas.