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Dentro da Célula

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Dentro da Célula | A Célula: guia do proprietário 15

Microscópios ópticos: As primeiras janelas para as células

Robert Hooke, o cientista bri-

tânico que cunhou a palavra “célula” usou provavelmente este microscópio quando preparou a sua Micrographia. Publicada em 1665, a Micrographia foi o primeiro livro a descrever . observações feitas por um microscópio. Foi um “best-seller”. CORTESIA DE IMAGEM DO NATIONAL MUSEUM OF HEALTH AND MEDICINE, ARMED FORCES INSTITUTE OF PATHOLOGY, WASHINGTON, DC

CONLY RIEDER

Os cientistas observaram pela primeira vez as células recorrendo a microscópios ópticos tradicionais. Na verdade, foi Robert Hooke (1635-1703) quem pela primeira vez cunhou o termo “célula” ao observar um fino corte de cortiça ao microscópio. Ele escolheu a palavra célula para descrever os pequenos compartimentos em forma de caixa das células vegetais porque lhe faziam lembrar as celas dos mosteiros. Gradualmente, os cientistas aperfeiçoaram as técnicas de polimento do vidro para obter lentes e desenvolveram produtos químicos que coravam selectivamente constituintes celulares de modo a serem mais facilmente observados. Em finais dos anos 1800 os biólogos já tinham identificado alguns dos organelos de maiores dimensões (núcleo, mitocôndrias e Golgi). Recorrendo a microscópios ópticos de alta tecnologia e marcadores moleculares fluorescentes, os investigadores podem, actualmente, observar os processos biológicos em tempo real. Os cientistas começam por ligar quimicamente um corante fluorescente ou uma proteína a uma molécula de interesse. A fluorescência colorida permite aos cientistas localizar as moléculas em células vivas e acompanhar processos – tais como movimento das células, divisão e infecção – que envolvem as moléculas.

Esta explosão colorida de fogo de artifício é uma célula em divisão de pulmão de tritão vista ao microscópio óptico e corada com corantes fluorescentes: cromossomas a azul, filamentos intermediários a vermelho, e fibras do fuso (microtúbulos em feixe para a divisão celular) a verde

Os marcadores fluorescentes estão disponíveis em muitas cores incluindo vermelho brilhante, magenta, amarelo, verde e azul. Usando um conjunto destes marcadores simultaneamente, os investigadores podem marcar múltiplas estruturas dentro da célula e seguir vários processos ao mesmo tempo. O resultado, multicolorido, permite uma excelente percepção das células vivas – e é uma forma espantosa de arte celular. Microscópios Electrónicos: os mais poderosos de todos Nos anos 1930 os cientistas desenvolveram um novo tipo de microscópio, um microscópio electrónico que permitia ver para além do que alguma vez alguém tinha sonhado que fosse possível. O conceito revolucionário na base desta máquina proveio da percepção que os físicos tinham acerca da natureza dos electrões. Tal como o nome implica, o microscópio electrónico não assenta no uso da luz mas de electrões. Os microscópios aceleram os electrões no vácuo, disparam-nos por meio de um canhão de electrões e focam-nos por meio de magnetos em forma de


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