1Bienal BlackBrazilArt
MULHERES
Catรกlogo_livro_arte_mulheres_in_visiveis
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2019
A Presença das Mulheres na Diversidade Artística Brasileira
Catálogo 2019-2020 Porto Alegre-RS Florianópolis-SC Curitiba-PR
Capa : Bienal Black Brazil Art, Aberto Caminho de Arte, 2019 Foto: Nilton Santolin Ficha catalográfica produzida por Black Brazil Art | Escritório de Arte | Curadoria | Exposição
Knecht, Patrícia Brito Bienal Black Brazil Ar BBB_A \ Black Brazil Art | Escritório de Arte | Curadoria | Exposição. Porto Alegre, 2020. Catálogo de Arte. Livro Arte. Bienal Black Brazil Art.
Contém fotografias e textos. ISBN 987-65-9901-251-8 1. Mulheres (in) Visíveis - Brasil. 2. A presença das mulheres na diversidade artística brasileira Brasil. 3. Arte Afro-Brasileira, Brasil. 4. Artes Plásticas - Brasil. 5. Arte Contemporânea - Brasil. 6. Arte Feminina e\ou Feminista - Brasil.
Bienal Black Brazil Art Patrícia Brito Knecht
CURADORA GERAL E IDEALIZADORA
Porto Alegre, RS - Florianópolis, SC - Curitiba, PR Brasil 2019-2020
A Black Brazil Art apresenta
1 Bienal Black Brazil Art
MULHERES (IN) VISÍVEIS 05 Nov 2019 - 07 Mar 2020
CATÁLOGO LIVRO ARTE
2020 catálogo exposição 1ª BienalBlack
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MULHERES (IN)
Visíveis
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Apresentação
Um evento inédito
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Palavra da curadora A arte é para todos
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Os artistas
15 25 53 89
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo A presença das mulheres na diversidade artística brasileira Museu Histórico de Santa Catarina Palácio Cruz e Sousa Sala Martinho Haro Mulheres (in) Visíveis Galeria de Arte do Mercado Público de Florianópolis O silenciamento constante Teatro da Ubro Conversadeiras - pondo os pingos nos iis
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91 126 134
Casa de Cultura Mario Quintana Fotogaleria Virgílio Calegari Instituto Federal do Rio Grande do Sul Campus Restinga O lugar do negro na arte
Museu Júlio de Castilhos
147
Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa Diversidade e práticas artísticas
191
Aberto Caminho de Artes Poerotisa
215
Associação Quilombo Areal da Baronesa Diversidade e práticas artísticas
225
Memorial do RS A arte dá forma à mudança cultural
285 319 324 326 330
Museu da UFRGS Memória e Trauma
Educativo
Vídeo sessão comentada
Artistas (em) Conversação
Agradecimentos e créditos finais
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ARTISTAS (EM)
Conversação 54
O lugar das mulheres nas artes: representatividade Mediado por Priscila Costa Oliveira
92
Imagem e Poder: Sexismo e racismo Mediado por Sandra Simões
127
O lugar do negro na arte Mediado por Patrícia Brito Knecht
135
Mulheres negras nas artes: a arte negra é apenas para o público negro? Mediado por Malena Mendes
148
Representatividade negra: afinal, temos ou não um lugar de fala? Mediado por Aline Andreolli
216
Diversidade e práticas artísticas Mediado por Patrícia Brito Knecht
244 309
O corpo negro: subjetividade na arte das mulheres negras Mediado por Renata Sampaio
Memória e trauma: reminiscência Mediado por Carla Menegaz
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Apresentação O atual clima político e cultural direcionou a atenção do mundo para o corpo feminino, os abusos sofridos e a força de toda mulher que desafia o preconceito e a injustiça histórica. Muitas artistas deram seus gritos de guerra transformando seus corpos em campos de batalha. O que mudou, é que muitas estão insatisfeitas em ter como referência e representatividade, a figura centrada no homem. Talvez como nunca na história, as mulheres estejam se unindo, falando, usando o sistema legal para denunciar seus agressores e seus inconformismos, apoiando-se mutuamente enquanto avançamos para uma nova era de feminismo, igualdade e um futuro em que todas as mulheres deixarão de ser invisíveis. Esta Bienal propôs usar galerias e museus como uma plataforma para examinar a maneira como esses artistas, homens e mulheres mas, principalmente mulheres negras, veem a ocupação desses espaços com as temáticas femininas e feministas, e como o diálogo se faz presente nessas instituições. Mulheres (in)Visíveis deram visibilidade para 164 artistas que foram selecionados com um conjunto total de 322 obras de arte que narraram em 150 dias, em três capitais no sul do Brasil, como é ser mulher nas artes.
"Queremos priorizar a participação das mulheres no sistema de arte. "
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Um evento inédito Para uma organização artística, 10 anos de existência é a idade da maturidade. Sem dúvida, a Black Brazil Art (BBA) encontrou seu lugar para o diálogo, a abertura de ideias e o mapeamento das artes, para garantir que cada artista aqui presente, possa também aqui encontrar essa abertura. Com a parceria de museus, galerias e espaços culturais como Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, Memorial do RS, Museu da UFRGS, Museu Histórico de Santa Catarina Palácio Cruz e Sousa, Galeria de Arte do Mercado Público de Florianópolis, Museu Antropológico do Rio Grande do Sul, Aberto Caminho de Arte, Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, Museu Julio de Castilhos, Casa de Cultura Mario Quintana, Museu de Arte Contemporânea, Fotogaleria Virgílio Calegari, Instituto Federal do Rio Grande do Sul - Campus Restinga e Associação Quilombo do Areal da Baronesa entre outros parceiros, tornamos viável a 1ª Bienal Black Brazil Art. É no compromisso mútuo e solidário desses artistas de diferentes linguagens, foi possível mostrar a ausência do protagonismo negro nos espaços de museus e galerias, que ainda tratam a arte negra como ocasional. Essa diversidade ainda é muito invisível e a presença das mulheres negras nesse cenário é inevitável. Precisamos aumentar a conscientização e o interesse em relação à participação e às contribuições da mulher negra na indústria das artes visuais e contemporâneas, elevando as histórias das artistas negras, reunindo processos criativos e difundindo-os na comunidade artística. O evento Bienal Black Brazil Art - fruto do impulso criativo de centenas de artistas de diversos lugares - prometeu ser um dos encontros mais unificadores, perfeitamente propício à descoberta de talentos notáveis, evoluindo com rapidez e frequência.
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A arte é para todas Pode-se facilmente imaginar uma exposição de arte onde o tema principal é a invisibilidade de mulheres ou ausência das mesmas, em espaços de política de arte? Pode parecer ambíguo, mas esta bienal criou uma situação em que a exposição pode examinar e refletir sobre como a arte produzida principalmente por protagonistas negros, está sendo produzida, circulada e consumida nos espaços de arte. Esse status aparentemente ambíguo da exposição, bem como ver no espelho, e tornar visível o que normalmente está ausente na arte, para que a autopercepção possa ser alcançada e observada. Uma provocação e situação de olhar atento foi criada, interrompendo a suspensão típica de descrença que acompanha a história da arte sobre si mesma. A Bienal Black Brazil Art é uma tentativa de chamar a atenção do sistema popular bienalismo através da exposição em si. Ao explorar o que uma bienal pode ser e fazer, nós nos valemos do caminho inverso para chamar artistas anônimos a ocupar como atores principais, seus lugares de fala. Dissolvemos as supostas fronteiras entre artistas e curadores e abraçamos práticas, discursos e acolhimentos, numa mesma linguagem sobre o quão invisível e delicado ainda continua sendo mostrar obras de artes de artistas negros e principalmente quando esses artistas são as "mulheres negras".
"Não é só uma questão de visibilizar a mulher, mas sim, de ouvi-la através da arte. " Uma exposição, portanto, nunca é uma coleção inocente de obras de arte, mas um conjunto de relações sociais sobre as quais a produção de arte é construída. As obras de arte dessa exposição podem ser vistas como intervenções, explorações, reflexões e até documentos para situar a história da arte e seus meandros. No final, a beleza, os traços e as formas complexas que se utilizaram das diversas técnicas e suportes artísticos, concentram na noção de individualidade com trabalhos abordando temas que incluíram retratos e representações de beleza, gênero, sexualidade, corpo, o que mostrou no coletivismo um fio comum, uma espécie de processo ritual pessoal experimentado pelos artistas na criação de seus trabalhos.
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ADEMoreira ADRIANA Carminati AFROBERDIANA AKIMI Watanabe ALCYR Dias ALESSANDRA Loiola ALESSANDRA Noronha ALEXIA de Lara ALINE Brune A_MARIA ANA Iguana ANNA Magalhães ANNA Parisi ARYANI Marciano BEATRIZ Murad BEATRIZ Pinheiro BRUNA Bandeira BRUNA Moreira BRUNO Badaró CAROLINA Cerqueira CAROLINA Gracindo CATARINE Brum CLARA Magaldi CLAUDIA Escobar CLAUDIA de Lara CLAUDIO Benevenga CLEMENTINO Almeida CATMartins CECIFRANCE CESAR Mendes CORA Hors CRISTINA Rosa DANIELA Akemi DANIELA Vignoli DENISSENA DESIRÉE Santos DJALMA Brochado DJENANE Vera DOROTI Martz DULCE Helfer ELI Bacelar ELIZIA Gomes ELIZABETH Rocha ERICA Nogueira ERICSON Mendes ELSON Júnior EVAMM FALAV Augusto FELIPE Domingos FERNANDO Braune FIAMMA Viola GABRIELA Palha
GABRIELE Rosa GEORGIA Lobo GIOVANA Anschau GILDA Portella GUGIE GUSTAVO Rodrigo HELEN Aguiar HELENILCE Gusmão HULLY Roque ILANA Patermam ILIRIA Gomes ILSE Paim ISABELA Saramago IRIS Brito IRLA Franco JAINE Muniz JAPHETTE Ozias JANAÍNA Barbosa JÉSSICA Diskin JORDANA Braz JOSÉ Carlos JOYCE Cursino - LUCAS Moraga JÚLIA Ferreira JULIA Pa KAREN Venturelli KAROLYNE dos Santos KAROLLINE Oliveira KEILA Serruya KELLY Reis KHETLEN Costa LAIA Orisa LAIS Oliveira LAS Dos Coletivo LAURA Martelli LEANDRO Ice LEILA Sá Peixoto LEONARDO Vieira LIA Amazonas LIA Braga LIZ Mantovani LIZZA Dias LUIZA Magaly LUIZ Mota MADE Meireles MAILI Lantyer MaiMi MANU Assini MARCELA Brum MARCELO Vale Rio MARI Gemma MARIANA Lemmertz MARIANA souza
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MARINA Kerber MAURÍCIO Quadros MAYARA GOMES MAYARA SMITH MATHEUS Couto – ANA Paula Oliveira, CHRIS Tigra MATHEUS Dias MICHA MIRIÃ Cavalcanti NÁDIA Araújo NATASHA Pasquini NINA Satie NUCLEO de Estudos em Corporeidades Negras ÒKUN OUSMANE Mathurin PATRICIA Sousa PAULA Bleier PEDRO Carneiro RAILDES Moro RAPHAELA Joviano RAQUEL Bacelar RAYZA Rodrigues RODRIGO Bragaglia ROGEANE Oliveira – ANTÔNIA Oliveira ROSA Ferreira ROSA Paiva ROSANE Soares ROSIE Ames SABRINA Terra SOPAPO de Mulheres SOUPIXO SUELEN Lima SURAMA Caggiano SUSAN Mendes TAMARA Batista TAYS Villaca TATIANA Henrique TATIANA Silva THAIS Alessandra THAIS Berbe THAIS Linhares THAY Petit TEREZINHA Malaquias VANESSA Ferreira - PRETA Ilustra VERÒNICA Bonfim VITÓRIA Caroline VITORIA Macedo XILOPRETURA ZAIKA dos Santos WÀ Coletivo
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CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo Rua dos Andradas, 1223 Centro Histรณrico Porto Alegre-RS http://www.cccev.com.br/
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A presença das mulheres na diversidade artística brasileira Precisamos de mais artistas mulheres e negras... É sobre a representação das vozes das mulheres negras e onde e como elas são representadas, que espaços predominantemente dominados por homens, precisam se abrir para o diálogo. Nos últimos anos, as tendências artísticas produzidas por mulheres negras ou inspirados nas suas diásporas retornaram às salas expositivas timidamente, tornando-se disponíveis para todos aqueles amantes da arte fora das correntes globais, e que não questionam apenas as suas diferentes realidades, mas também desmantelam os estereótipos artísticos. Os trabalhos dos artistas participantes aqui, abordam questões como a invisibilidade das mulheres negras nas artes, o olhar marginalizado ao qual a arte negra é submetida até hoje; também denuncia os contextos repressivos em que mulheres especialmente às negras prevalecem, e também, questões mais íntimas como corpo, sexualidade, beleza e espaço. Curadoria Patrícia Brito-Knecht
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CRISTINA DA ROSA NASCIMENTO - @cristinascim COTIDIANO Vídeo arte 3' 42'' (RS)
Mostra a vida de meninas, mulheres negras. Fala da rotina que não é mostrada na televisão. Traz a leveza e a força de como nós mulheres negras queremos ser vistas, quebra o estereótipo da mídia que sempre nos coloca em cena como doméstica e dançarina de funk. O cotidiano retrata nossa luta na cor da pele. <https://www.youtube.com/watch?v=cw9cbrhIyR0>
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ANNA PARISI - @aluparisi HIATO SEM HÍFEN Vídeo arte 4' 25'' (SP - USA)
Aborda a ideias de opressão e violência contra corpos femininos negros no Brasil. Uso do corpo como um substituto para vozes negras que são silenciadas pela brutalidade policial, por governos e instituições que repetidamente procuram apagar sua expressão e existência. <https://vimeo.com/313893386>
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KEILA SERRUYA - @keilaserruya.sankofa SEM NOME_SEM (CEM) MORTOS Vídeo arte 3' 16'' (AM)
SEM NOME – SEM (CEM) MORTOS é um vídeo performance que trás o extermínio da população negra como um projeto muito bem estruturado pelo estado brasileiro que mostra as inúmeras balas nos corpos negros. Somos suspeitos. Nossa palavra de ordem é resistir. <https://www.youtube.com/watch?v=q2hrTIsEzhQ&feature=youtu.be>
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DESIRÉE DOS SANTOS - @desireedossantos LAMBENDO MINHAS FERIDAS Vídeo arte 5' 56'' (PR)
Vídeo-poema construído a partir da narração de três poesias de Desirée dos Santos e da captação de imagens no centro da cidade de Curitiba (PR). Afinal, a câmera pode virar um espelho da cidade? Como eu me olho no espelho? Qual é o poder que o espelho exerce sobre nós? <https://youtu.be/VAseEQCWohk>
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LIZ MANTOVANI - @liz_mantovani (COM) SEQUÊNCIA Vídeo performance 5' 01'' (SP)
Video performance que traz um manifesto dos números alarmantes de mulheres vítimas de violência de todo o tipo e faz uma reflexão sobre tipos de violência que se escondem no trabalho doméstico, no julgamento comportamental, nos casos de feminicídio. <https://www.youtube.com/watch?v=DmUomRYJ3vA>
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CORA HORS - @titapoint TITA FLOWER Vídeo arte 7'' (SP)
Tita Flowers, representa a força do cuidado e do amor para o nascimento de uma vida que é um ciclo. <https://youtu.be/F1jA6IouW2Q>
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CORA HORS - @titapoint RESERVAS DE COR E DE ALEGRIA Vídeo arte 33'' (SP)
Reservas de Cor e Alegria é um compilado de animações curtas onde a mulher negra é a protagonista de cores, alegria, beleza e ritmo aos olhos da vida. <https://youtu.be/Tn58jXc8frs>
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SALA MARTINHO HARO
Museu Histórico de Santa Catarina Palácio Cruz e Sousa Praça XV de Novembro, 227 Centro Histórico Florianópolis-SC http://www.cultura.sc.gov.br/espacos/mhsc
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Mulheres (in) Visíveis I Mulheres (in) Visíveis, esse é o tema da nossa Bienal Black Brazil Art que busca enaltecer a presença das mulheres na diversidade artística brasileira. Mulheres e homens desafiaram suas invisibilidades coletivas no mundo das artes e se envolveram com as questões sociais, culturais, políticas e estéticas sob o quão negligenciado é o tema da arte negra nos espaços de museus e galerias. “Os artistas expressaram uma infinidade de pontos de vista sobre o lugar de fala e a representatividade deste lugar. As obras de arte desta exposição usaram objetos, imagens e ideias atuais e históricas para embasar a percepção de longa data de que os corpos negros pertencem aos limites da história brasileira". Embora o Brasil seja comemorado como um país da diversidade cultural, as narrativas dominantes reduziram as experiências da arte negra brasileira a uma arte ocasional. Esses artistas questionam isso expondo traços históricos profundos da presença negra na diversidade artística brasileira. Ao apresentar várias vozes e sensibilidades, esta exposição interrompe narrativas simplistas e reconfortantes, ao mesmo tempo, em que afirma a relevância dessa discussão.
No seu núcleo está uma reformulação conceitual da imagem das próprias mulheres negras e como suas artes dialogam com o espaços que ocupam. Fotografias e várias linguagens de mídias artísticas, reposicionaram a presenã feminina negra das margens ao centro de debates sobre representação e criação de arte. Curadoria Patrícia Brito-Knecht
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FIAMMA VIOLA - @fiamaviola DIVAS INCOMUNS I e II Óleo sobre tela (pintura) 60 x 50cm \ 60 x 50cm SP - IT
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SUSAN MENDES - @susan_mendes A PELE EM QUE HABITO I e II Acrílica sobre papelão (pintura) 98 x 44cm \ 98 x 82cm RS
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MICHELE MICHA - @artistamicha EMINISCÊNCIA I e II Técnica mista (objeto escultura) 40 x 20cm \ 10 x 20cm SP
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MARCELA BRUNA - MABRU - @mabrurodrigues UNITED BODIES - RELEITURA MOÇA DO BRINCO DE PÉROLA UNITED BODIES - RELEITURA PIÈTA Impressão digital (fotografia) 30 x 40cm \ 30 x 40cm RJ
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VITÓRIA CAROLINE - @vitoria.c.a.r.o.l.i.n.e PROTEÇÃO TOCANDO A VIDA NA TERRA Técnica mista \ óleo sobre tela (pintura) 112 x 120cm \ 60 x 90cm SC
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JÉSSICA DISKIN - @jessica.diskin MULHER OBJETO FENDI QUADRO CARTAS Técnica mista (objeto escultura) 60 x 60cm \ 90 x 90cm SP
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ISABELA SARAMAGO - @saramagoisabela RESISTÊNCIA Metal reciclado (escultura) 43 x 14 x 70cm RJ
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MARCELO VALE RIO - @marcelo.valerio.50 ZACIMBA CANDACE Acrílica sobre tela (pintura) 65 x 90cm \ 65 x 90cm RJ
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ILAIA ORISA - @laia_orisa RESISTÊNCIA DOURADA Técnica mista (colagem) 60 x 90cm SC
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MAIMI - @maimiart CASTA OBSCENIDADE Acrílica sobre tela (pintura) 100 x 70cm PR
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ALESSANDRA LOIOLA - @loiolart FECHE OS OLHOS E ESCUTE SEU CORAÇÃO Spray sobre eucatex (pintura) 150 x 150cm SC
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JÚLIA FERREIRA - @juliaf3rreira GOD IS A WOMAN Técnica mista (colagem) 60 x 80cm RJ
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GEORGIA LOBO - @georgialoboart URCA Pintura ([oleo sobre tela) 150 x 120cm RJ
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GUGIE - @gugie.art OBRA DE ARTE Performance (SC)
Como metáfora é uma espécie de escultura as cegas, conceitos e direções intuitivas, ao mesmo tempo analisado, narrado, criticado, justificado e surpreendente como a vida ou a arte.
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SALA JOSÉ CIPRIANO DA SILVA
Galeria de Arte do Mercado Público de Florianópolis Rua Jerônimo Coelho, 60 Centro Histórico Florianópolis-SC http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/frankli ncascaes
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O silenciamento constante... "Se minha pele é o local da minha luta, seu despojo me favorece ou me aliena? Se minha pele é a camada externa do corpo em que vivo, sua representação é um fardo ou uma libertação para mim? Se minha pele é instável em seus desejos, suas lutas, sua personificação de minha identidade, de fato identidades, devo reconhecer ainda seu domínio privado e priorizar essa paisagem corporal, terrena, pública, externa em que meu corpo significa minha raça, meu gênero, minha classe, minha sexualidade..."
Proposta para dar visibilidade à produção artística de mulheres anônimas principalmente às mulheres negras, esse mapeamento das artes produzidas por mulheres de todo o Brasil e do exterior, reforçou o olhar e a narrativa da ausência dessa temática nos espaços de diálogos artísticos como museus e galerias, destacando o silenciamento constante.
Artistas expressaram uma infinidade de pontos de vista sobre o lugar de fala e a representatividade deste lugar. As obras de arte desta exposição usaram objetos, imagens e ideias atuais e históricas para embasar a percepção de longa data de que os corpos negros pertencem aos limites da história brasileira. Embora o Brasil seja comemorado como um país da diversidade cultural, as narrativas dominantes reduziram a experiência da arte negra brasileira a uma arte ocasional e esses artistas questionaram isso expondo traços históricos profundos da presença negra na diversidade artística brasileira.
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SUELEN LIMA
@SUELENF43
CONEXÕES Óleo sobre gesso (pintura)
65 x 100cm SP RESIDÊNCIA COMPARTILHADA - NEW YORK-US
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SURAMA CAGGIANO - @suramacaggiano HEROINAS NEGRAS Técnica mista (pintura) 160 x 180cm SP
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JOSÉ CARLOS ROCHA NEGA TIDE - A ETERNA CIDADÃ SAMBA II Técnica mista (pintura) 78 x 87cm SC
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ÒKUN - @okun_ FAZ PARTE DE MIM \ ORÌ Óleo sobre tela e lã (pintura) \ Urucum sobre papel (pintura) 50 x 70cm \ 21 x 29,5cm GO
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MAILI LANTYER - @lagartodevidro SEREIA ELEMENTAL \ NORNAS Técnica mista sobre papel (pintura) \ Técnica mista sobre MDF (pintura) 31 x 40cm \ 75 x 63cm BA
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DJENANE VERA EDUARDO - @djenanevera MULHERES NEGRAS Cerâmica (escultura) 18 x 20cm MG
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CLAUDIA DE LARA - @claularte LUA DA CURA Técnica mista (têxtil) 170 x 70cm PR
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KHETLEN COSTA DIASPÓRICA Técnica mista (objeto - livro) 42 x 30cm SC
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GUSTAVO RODRIGO RIBEIRO SILVA IYA MI \ YÈ YÉ OMO EJÁ Acrílica sobre tela (pintura) 35 x 45cm \ 50 x 70cm SC
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ALINE BRUNE - @aline_brune PONTO DE TRÁS Técnica mista (instalação) Medidas variadas BA
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LEILA SÁ PEIXOTO - @leilasapeixoto AFRICANAS - TRANSPARÊNCIA ILUMINADA Tinta esmalte sobre MDF (pintura) 90 x 90cm RJ
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KAROLYNE DOS SANTOS PACHECO - @karolynedossantos LINHAS VIVAS Técnica mista (pintura e têxtil) 90 x 90cm SC
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LEONARDO VIEIRA MULHER BRASILEIRA Tecnica mista (pintura) 50 x 70cm BA
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CLEMENTINO ALMEIDA - @tino_txai_arts GUERREIRAS SUPER VISÍVEIS Acrílica sobre tela (pintura) 125 x 100cm AC - PE
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ELIZABETH ROCHA - @cedrodagavea DIÁRIOS NOTURNOS I e II Técnica mista sobre papel (livro objeto) 51 x 67cm \ 42 x 67cm RJ
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NADIA MARIA DE ARAÚJO - @na_dia6513 AS TRÊS MULHERES Acrílica sobre tela (pintura) 120 x 74cm RJ
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CLAUDIA ESCOBAR AHONIKEN - ARTES MANUAIS TÊXTEIS Técnica mista (têxtil) Medidas variadas SC - PT
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TEATRO DA UBRO
Teatro da Ubro Rua Pedro Soares, 15, Centro, Florianรณpolis http://www.pmf.sc.gov.br/
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Conversadeiras pondo os pingos nos iis
Roda de vivências e leitura "Maria Lacerda de Moura diz que as mulheres cruas são aquelas cuja emancipação se resume em conversar colocando os pingos nos iis. Desta forma, convocamos a todos para um encontro a respeito dos aspectos profundos e sutis que envolvem arte, pesquisa e maternidade. Objetivando a construção de outras possibilidades de vida por meio da ação discursiva, as conversadeiras falam, leem, debatem e compartilham sentimentos coletivos em um espaço acolhedor para adultos e crianças, onde a imaginação e os afetos alimentam os saberes. A proposição visa discutir algumas concepções presentes na vida de mulheres artistas." As participantes foram convidadas a compartilhar textos, falas, pensamentos e ações.
Priscila Costa Oliveira
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FOTOGALERIA VIRGÍLIO CALEGARI
Casa de Cultura Mario Quintana Museu de Arte Contemporânea Rua dos Andradas, 736, Centro, Porto Alegre-RS http://www.ccmq.com.br
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Imagem e poder Uma imagem vale mais que mil palavras. Mas, na atualidade, nem sempre ao dizer isso, estamos conscientes do poder da imagem. Somos bombardeados por uma profusão de imagens no nosso dia a dia e, talvez, nem nos damos conta disso. «Em uma sociedade que só existem, só se produzem e só se consomem imagens ...», elas parecem banalizadas. Mas, na verdade, imagens moldam a sociedade e os hábitos das pessoas. Imagens fascinam, capturam, anestesiam ou despertam, afetando as subjetividades, o imaginário e os corpos. Imagens tem o poder de regular a vida social a partir de seu interior, pois como amaioria delas não é interpretada conscientemente, acabam se tornando mensagens subliminares. Se não me vejo representado em imagens é como se eu não existisse.Com isso, essa exposição reúne trabalhos de maneira única a partir de seus diferentes pontos de origem geográfica e temporal, a fim de proporcionar um espaço de diálogo e visibilidade para explorar o papel social e político das imagens criadas por mulheres. A Bienal Black Brazil Art considera necessária uma mostra fotográfica focada na imagemde mulheres negras, nessa época em que muitas mulheres, e negras estão em evidência em busca de tornar concreta nossa presença e nosso lugar no mundo, mais do que qualquer texto poderia fazê-lo. «... No fundo a fotografia é subversiva, não quando aterroriza, perturba ou mesmo estigmatiza, mas quando é pensativa.»(ROLAND BARTHES, 1984, p. 173)
Curadoria Sandra Simões
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RODRIGO BRAGAGLIA AVE VALร RIA Fotografia 110 x 70cm RS
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MARIANA SOUZA - @marianasouza.fotos RACISMO RE-VELADO Sublimação (fotografia instalação) 60 x 90cm RS - BA
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Racismo re-velado O projeto fotográfico Racismo Re -Velado tem como objetivo discursar sobre o racismo sofrido pelas mulheres negras e a objetificação de seus corpos que traz uma marca histórica de sexualização, opressão e desumanização. A objetificação dos corpos de mulheres negras é um dos instrumentos da opressão estabelecido desde a colonização em constante manutenção na nossa sociedade limitando, coisificando, estereotipando e subjugando esses corpos. Constantemente percebemos a desqualificação e a desassociação dessas mulheres como proponentes para a produção intelectual, para o poder de compra, para negar espaços e direitos básicos. O ensaio fotográfico se faz necessário ao utilizar a construção imagética fotográfica para levantar reflexões de como foram construídas as formas de olhar e pensar os corpos dessas mulheres e como as percepções/estigmas anteriormente citados influenciam nas relações de sexualidades e poder incorporadas no patriarcado. Precisamos continuar falando sobre racismo, abrir o lugar de fala, escuta, pensar o lugar social que a negritude ocupa para que a sociedade reconheça que o racismo não é um problema dos negros, mas da sociedade brasileira e também para avançarmos em políticas de Estado eficientes. E, por que não falar sobre esse problema tão urgente por meio de fotografias autorepresentativas? O Racismo ReVelado é um trabalho que dá voz, emponderamento e força para as mulheres negras. É um recorte de apoio e porta de entrada para conversar sobre as múltiplas facetas do racismo e potencializar a luta anti-racista.
Mariana Souza
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RAQUEL BACELAR - @raquel_bacelar MULHERES DE AXÉ - BAILE MULHERES DE AXÉ - ABRE CAMINHO Fotografia 30 x 45cm \ 30 x 45cm BA
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FERNANDO BRAUNE - @fernandobraune ELZAI ELZA II Sublimação 200 x 200cm \ 200 x 200cm RJ
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DANIELA AKEMI - @danielaakemi SORORIDADE MULHERES Fotografia digital impressa em canvas com bordados manuais 60 x 40cm - 4 fotos \ 60 x 40cm - 4 fotos SP
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Trans-Parecer O projeto Trans-Parecer surgiu a partir da experiência pessoal de sua idealizadora, que passou por transformações em seu corpo no decorrer do processo de tratamento de depressão e ansiedade. O ganho de peso refletiu em seu emocional e, então, a arte abriu espaço para um caminho de autoconhecimento e auto aceitação. Ela passou a fotografar a si mesma, nua, e, em cima de seu corpo, bordou figuras que demonstravam aquilo que ela sentia, aquilo que ela queria enxergar. Nesse momento, não apenas a arte finalizada, mas todo o processo artístico simbolizada a ruptura dos padrões, a superação de seus medos e a construção de sua autoestima. A cada linha bordada, um mundo de possibilidades era criado para si mesma. No entanto, a aceitação de si mesma é uma dificuldade que permeia todo o universo feminino. Desde crianças, estamos acostumadas a ver mulheres “perfeitas” estampadas em revistas e estrelando comerciais. Mulheres irreais, que passam por edições e correções para se adequarem a um padrão de beleza imposto e inalcançável. O nu desses corpos é sexualizado e comercializado, pois o corpo feminino é tratado como um objeto a ser contemplado e desejado, sobretudo quando obtém as formas e cores “corretas”. Foi essa compreensão que impulsionou a vontade de compartilhar com outras mulheres essa busca por um lugar onde todas se sintam representadas. Mulheres reais, de todos os tipos, com todas as formas, todas as cores, todos os cabelos, todos os corpos. A experiência pessoal de uma única mulher tomou forma e se transformou em um projeto que tem o empoderamento e a sororidade como palavras-chave, pois anseia encontrar o poder feminino e dividir essa força com quantas mulheres for possível. A ideia do Projeto Trans-parecer foi ir na contramão daquilo que é chamado “padrão de beleza” e reverenciar tudo aquilo que é diverso, contemplando a dádiva de sermos diferentes, únicas e belas. Mas, mais do que admirar as diferenças, procuramos transparecer aquilo que existe de comum entre todas as mulheres, o que nos une, a força que existe dentro de todas nós para vivermos e resistirmos em uma sociedade ainda desigual e machista. Nossa proposta era a de realizar uma exposição fotográfica que tinha o objetivo de promover uma ruptura dos padrões estéticos impostos às mulheres, buscando ajuda-las na construção de autoestima e autoconfiança. Para isso, apoiamo-nos no caráter transformador e emancipador da arte, que pode estimular pensamentos críticos sobre a realidade e, a partir daí, transforma-la. Daniela Akemi
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COLETIVO LAS DOS - @adrimarchiori DIÁLOGOS ENTRE CARNES COMESTÍVEIS I DIÁLOGOS ENTRE CARNES COMESTÍVEIS II Impressão em papel matte sobre foam board 90 x 90cm \ 90 x90cm RS
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Diálogos entre carnes comestíveis A visibilidade da produção de artistas visuais mulheres ainda revela-se muito parca historicamente, refletindo a constituição milenar de uma sociedade que renegou a atuação e a criação feminina em muitas áreas, sob o consolidado e fossilizado discurso da superioridade masculina. Dentro do cânone das artes visuais, ao longo da história existem raríssimas autoras presentes, tanto do lado de quem produz as obras como de quem as estuda e sobre elas tece teorias – cabem à elas a função de modelos a serem retratadas (frequentemente em nudez passiva) ou o ofício da preservação e restauração das obras, o qual remete a um estereotipado instinto de maternidade. Evidentemente, essa é apenas uma das facetas de um preconceito institucionalizado e fortemente enraizado que impede o reconhecimento e o respeito à criação de muitas mulheres e à sua capacidade intelectual enquanto pensadoras, gestoras e geradoras de cultura e saberes. No ocidente em geral, apenas no último século nós mulheres recebemos algum espaço, e, ainda assim, em uma análise mais atenta, até mesmo os cargos e funções tipicamente “de mulheres”, quando em posição de maior prestígio e poder de criação, como ocorre na culinária ou na área da moda e da beleza, são ocupados por homens. Os maiores chefs de cozinha, coiffeurs, maquiadores e estilistas são em grande maioria homens. Como se vê, em diversos âmbitos de nossa sociedade, às mulheres constrói-se a identidade de portadoras da criação masculina, conforme miticamente foi vista por muito tempo a gravidez: elas literalmente carregam em seus corpos criações masculinas em desfiles, reproduzem-nas em cozinhas ou repassam-nas em salas de aula, mas não cabe a elas o poder de criar (ou pensar sobre) algo – servem ao deleite alheio. Em paralelo a isso, existe uma forte tendência à associação da mulher à natureza, como se percebe na massiva presença de uma imagética de animalização. Por consequência, ocorre a mercantilização – concreta ou imaginária – das mulheres. No mundo ocidental, assim como com os animais, percebe-se uma visão do corpo feminino (e, portanto, uma identidade) construída culturalmente para servir ao homem, seja na forma de servilidade, seja em forma de “consumo” desta carne humana (em âmbito sexual).
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Em nosso país, infelizmente, estes valores sociais levam a um comportamento masculino que sai do fetiche imagético do consumo para uma prática que precisa urgentemente ser combatida: oficialmente registrados, ocorrem 135 estupros por dia. No entanto, considerando-se que muitos casos sequer chegam à delegacia, o IPEA(1) estima que a quantidade real chegue a algo entre 820 e 1370 por dia, o que configura no mínimo 300.000 estupros por ano. Números chocam em sua crueza e crueldade. O número de animais mortos em nosso país é menos polêmico, mas igualmente surpreende: 16 milhões de frangos, 88 mil vacas e 121.000 porcos são abatidos por dia no Brasil, segundo o IBGE. A ligação entre esses números inicialmente pode não ser evidente, porém há um filósofo que pensou justamente o contrário: Jacques Derridá. Em O animal que logo sou, de 2002, Derridá considera a questão da animalidade algo decisivo hoje, por conta de seu valor estratégico, que vai além dos direitos dos animais o atravessar questões envolvendo o conceito de ser humano, o futuro da humanidade, ética, política, direito, direitos do ser humano, o crime contra a humanidade, genocídio, etc. Segundo ele, a construção de uma oposição homem-animal, da mesma forma que a estrutura binária homem-mulher, ao ser utilizada para justificar a violência e o assujeitamento humano sobre os animais, constrói uma lógica também sustentadora da violência humana contra aqueles humanos considerados como animais. Portanto, rever esse comportamento social diante dos animais pode provocar transformações na ética relacional com todo e qualquer outro, remodelando conceitos como compaixão, alteridade, respeito.
1 Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Coletivo Las Dos Adriana Marchiori Consuelo Vallandro Barbo
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MARI GEMMA DE LA CRUZ - @marigemma.art PEITO DE PEDRA Fotografia 74 x 100cm MT
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VITร RIA MACEDO - @vicmacedo.ph MAAFA Fotografia impressa em offset sobre MDF 40 x 60cm \ 40 x 60cm RS
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!"#$%&'" GRACINDO - @visualartecarolinagracindo !"&# & !"&# && *+,+-./01/ 2 ,34514/ 617,/ 7+8.2 9:/4/ ;2 <=!> ??@ A BC46 D<
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CAT MARTINS - @catmonk_ SEM TÍTULO I e II Afrofuturismo fotografia 30 x 45cm \ 30 x 45cm SP
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FALAV AUGUSTO - @falav_augusto THIS IS WHAT BLACK EXCELLENCE LOOKS LIKE Fogografia e técnica mista 120 x 80cm PR
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GIOVANA ANSCHAU - @gianschau_ CORPO ZERO - A MULHER COMO METALINGUAGEM Fotografia digital 30 x 40cm \ 30 x 40cm PR
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RAPHAELA JOVIANO - @raphaela_joviano A PONTA DOS PÉS Fotografia digital 30 x 40cm \ 30 x 40cm RJ
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CLAUDIO BENEVENGA - @claudio.benevenga QUEEN BLACK Painel em PVC adesivado 130 x 90cm RS
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ARYANI MARCIANO - @aryanimarciano PEÇO LICENÇA Performance - vídeo (2'42'') https://drive.google.com/file/d/1TGok5crWVYIIJhJhKXCK5os6rFjefCK7/view?usp=sharing Peço licença é uma videopoesia e registro de autorretratos instalados sobre uma árvore. Assim como espelho de Oxum se volta para a própria imagem, eu, como poeta flautista, peço licença aos olhares e aos ouvidos para me exibir por meio de pinturas, gravuras, fotomontagens e poesia.
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IFRS CAMPUS RESTINGA
Instituto Federal do Rio Grande do Sul Campus Restinga Rua Alberto Hoffmann, 285, Restinga, Porto Alegre https://ifrs.edu.br/restinga/
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O lugar do negro na arte
Imagens religiosas, denúncias sociais, os animais usados como símbolos, inconformismos, bem como beleza estética, harmonia, performances e instalações que em detalhes, fizeram dessa primeira bienal Black brazil art, a referencia para um amplo debate sobre a produção artística produzida por mulheres e homens negros e não negros, que carregaram como tema central de suas produções, a (in) visibilidade das mulheres. Estas são algumas das particularidades retratadas na 1 Bienal Black Brazil Art, em cartaz desde novembro de 2019, nas três capitais da região sul do Brasil. As mais de 300 peças reunidas em mais e 10 espaços de diálogo cultural que receberam as exposições, entre pinturas, desenhos, objetos, instalações, performances, vídeos e fotografias, sugerem uma reflexão sobre a presença do negro na diversidade artística brasileira. Tão fortemente representados na musica e na dança, as nossas artistas mulheres, principalmente as negras, ainda sentem na pele o descaso de ao menos se falar de suas produções, quem dirá mostra-las.
Patrícia Brito knecht
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THAIS LINHARES - @thaisqlinhares menorCidade JOSELITA e SHAYENE SANTOS Impressรฃo em papel 30 x 40cm \ 30 x 40cm RJ
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BRUNA BANDEIRA - @brunabandeira LEIO LOGO RESISTO (totem) Desenho 30 x 45cm \ 30 x 45cm SP
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LUCAS MORAGA e JOYCE CURCINHO - @pretaswebserie WEBSÉRIE PRETAS Episódio 1, 2 e 3 - vídeo (13'56'' \ 19'08'' \ 11'14'') https://www.youtube.com/watch?v=_KzAtJT3Oi8 Abigail é uma pugilista que enfrenta um verdadeiro turbilhão de desafios: seguir na carreira, criar a filha pequena em meio ao caos de uma sociedade que não perdoa a cor e os sonhos de uma criança e ainda precisar enfrentar os preconceitos por ser mulher e negra na Amazônia.
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NUCLEO DE ESTUDOS EM CORPOREIDADES NEGRAS @nucleocorporeidades ENCRUZIDANÇA Dança - vídeo (4'39'') https://www.youtube.com/watch?v=HScmfONlKLw&t=4s O trabalho traz corpos-encruzilhada de pessoas de diferentes idades e profissões que atravessaram esse processo entrecruzado por aprendizados e questionamentos. O ponto de partida e a inspiração para Encruzidança foi o livro Irmandade da Boa Morte e Culto de Babá Egum: Masculinidades, Feminilidades e Performances Negras, no qual a antropóloga baiana Joanice Conceição disserta sobre as feminilidades e masculinidades presentes nesses dois ritos mortuários da Bahia.
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MUSEU JÚLIO DE CASTILHOS
Museu Júlio de Castilhos - Sala do Piano Rua Duque de Caxias, 1205 Centro Histórico Porto Alegre-RS http://museujuliodecastilhos.blogspot.com/
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Mulheres negras nas artes: a arte negra é apenas para o público negro? Ela queria fazer imagens com a palavra - isso era o que mais interessava. Ao se permitir essa liberdade, ela revela o dilema de consolidar a política intrínseca de seu trabalho, sendo criativa. Os cansados também começaram a se reunir compartilhando o mesmo espaço e eles parecem se fundir juntos, unificando suas energias, embora fisicamente, a arte apareça em diferentes planos. Eles continuam a não ser produzido como figuras inteiras; sendo tão grande que possa ser cortado pela borda do espaço da imagem, sugerido por linhas ou sendo deixado de fora como fundo branco ou bege. Artistas continuam a explorar a brutalidade e os mitos em torno de seus medos, forças e beleza. Em outro desenho impressionante que descreve a insegurança de uma mulher que pode ser negra ou branca, a artista desenhou diversas mulheres reais, em papeis reais - usando o contorno do lápis, o que surpreende é o depois. Seus braços estão cruzados sobre o peito e aninhados debaixo das roupas. Parte de um de seus antebraços fica sem pintura, mas está dizendo algo mais comovente sobre perda, desamparo, deficiência, do que a tinta poderia fazer. Minha reação a essa torta e desconcertante vida real, provavelmente vem do completamente pessoal. A arte sem sombra de dúvidas é universal e não é feita para diferentes públicos. A experiência de ver arte produzida por mulheres isso sim é um desabafo que adota diferentes pose; às vezes durante tempos de ira fervente, ou em vezes reflexões de si mesmo, friccionada por causa sim, da ausência visível desses personagens nesses espaços onde estamos. Que mais arte pouse e repouse nesse e tantos outros espaços refletindo a ausência quase desnuda desse silenciamento constante. Nós, artistas negras, queremos sim dividir o espaço, mas não em terço, e sim, pela metade. Patrícia Brito Knecht
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MARIANA LEMMERTZ SCHWARZBOLD - @lemmertz_mari BARBIES QUE A MATTEL NÃO FARIA - PRESIDIÁRIA e MARIA DA PENHA Lápis (desenho) 42 x 20cm - 18 desenhos RS
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JAPHETTE OZIAS NINNINLA LANTONKPODE - @japhette_lant MINO Técnica mista sobre tecido (têxtil) Dimensões variadas - coleção SP
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O ser humano sempre buscou a representação figurativa Na era primária, isso se mostrava pelos rabiscos e desenhos feitos nas cavernas, na pedra, com próprios objetos da natureza. Essas representações figurativas ilustram várias vezes as crenças, a essência, a identidade, os anseios e buscas do ser humano. Na maior parte do tempo, essas representações são exclusivas de uma sociedade, de um grupo social. Com o decorrer dos anos, essas figuras juntos com os hábitos passam a formar a cultura que é carregada e passada de geração em geração, transmitindo aos novos membros do grupo social, os seus valores. Daí nascem as tradições, as práticas ancestrais. O design como uma ciência humana, vem estudando e representando clichés do nosso dia-a-dia. É nessa linha de raciocínio, que iremos usar as escarificações como base de trabalho, a fim de desenvolver um trabalho na área de design de superfície e de design de moda. As escarificações ancestrais, em sua maioria, étnicas, ligadas a uma etnia são vistas também como elemento de identificação e de afirmação de identidade. A moda sendo também influenciada por valores da sociedade, ela será nossa aliada no discurso que iremos construir sobre as marcas corporais.
Japhette Ozias Ninninla Lantonkpode
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COLETIVO SOPAPO DE MULHERES CÁRCERES Técnica mista (instalação) 250 x 250 x 250cm RS
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SABRINA TERRA - @sa_terraaa RECONHECIMENTO Técnica mista sobre planta (instalação) Dimensões variadas SP
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A_MARIA A_ INCOMPLETUDE - LACUNA Vídeo instalação (2'47'') https://www.facebook.com/BlackBrazilArt/videos/3157171067646851/ Videoinstalação interativa, que foi desenvolvida a partir de metáforas visuais sobre os processos de violência de gênero, sobretudo as questões que envolvem o silenciamento, a cobrança social e a idealização do universo da mulher na contemporaneidade, também trazendo ao decorrer do vídeo o impacto dessas vivências através de analogias visuais e sonoras à aspectos psicológicos e sensações, como por exemplo a hipervigilância, a ansiedade e a sensação de insuficiência e vazio. A obra é composta pelo vídeo.
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LIZZA DIAS VIVÊNCIA JONGO Vídeo dança - performance https://www.facebook.com/BlackBrazilArt/videos/2895450363834425/ O jongo é uma dança de roda, uma manifestação cultural oriunda dos escravos. Para muitos pesquisadores o ritmo é considerado o pai do samba. O jongo possui elementos de dança, canto e percussão de tambores e era dançado nos raros momentos em que os patrões saíam para as igrejas e os escravos podiam festejar, conversar e dançar.
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MUSEU DE COMUNICAÇÃO SOCIAL HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA
Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa Rua dos Andradas, 959 Centro Histórico Porto Alegre-RS https://cultura.rs.gov.br/musecom
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Representatividade negra: afinal, temos ou não um lugar de fala ? Quantas histórias negras cabem em um museu? Essa foi a questão que permeou os debates, e guiou os olhares do público que compareceu a todas as exposições promovida pela Bienal Black Brazil Art. Como historiadora da arte, mulher, negra e moradora da região metropolitana de Porto Alegre posso responder que muitas são as histórias negras. Em minha visita pela exposição Mulheres (in) Visíveis localizada no Memorial do Rio Grande do Sul, fui tocada de uma maneira que não esperava. Haviam tantas vozes e representatividade naquele espaço que, algo que deveria ter sido somente uma visita ao museu, se tornou uma experiência de alívio e contato.
As rodas de conversas promovidas pelo evento trouxeram diversos debates que acredito terem complementado as exposições. Na mesa “Mulheres negras nas artes (a arte negra é apenas para o público negro?” tive a oportunidade de falar e ouvir sobre tantas vivências que destoam das minhas, que ficou claro o porquê do debate ainda ser mais que necessário. Acredito na importância do fomento às pesquisas, para que eventos desse carácter continuem a existir, e tocar, e gerar trocas e embates no qual nós, como sociedade, possamos mudar. Em um momento de diversas transformações sociais e políticas no país, ver
que existem ― e resistem ― pessoas na pesquisas, como olhares tão plurais e engajados em promover um evento dessa proporção, que estimula o debate de gênero, ancestralidade e representatividade me traz bastante alegria. As artistas penso que não há nada a dizer além de agradecer. Agradeço pela resiliência perante ao momento atual e por acreditar em um mundo de mudanças. !"#$%" !$%&$'( Curadora convidada
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GILDA PORTELLA - @gildaportellaart TEREZA DE BENGUELA Pintura (guachê sobre tela) 20 x 30cm - diptíco MT
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ADRIANA CARMINATI - @adriana.carminati RENDA-SE Desenho (gravura digital) 66 x 150cm PR
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ALCYR DIAS - @adias.arte NEGRA DE TURBANTE Pintura (técnica mista) 70 x 50cm RJ
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DOROTI MARTZ - @doroti.martz TRAFÉGOS EM TRAVESSIAS Vídeo performance 11' 06'' (SP)
O vídeo performance Tráfegos em Travessias fala sobre os abismos cotidianos de um corpo, negro, feminino, que ora tenta enquadrar-se em uma sociedade excludente, ora torna-se rebelde, na tentativa de romper as barreiras estruturais que o classificam enquanto subcorpo. <https://youtu.be/YvUtG7U2rGU>
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DJALMA BROCHADO - @djalmabrochado XERINA NO QUARTO Pintura (óleo sobre tela) 40 x 50cm CE
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PRETA ILUSTRA @pretailustra QUEM NÃO LUTA TÁ MORTO Aquarela e técnica mista sobre tela (pintura) 30 x 40cm SP RESIDÊNCIA COMPARTILHADA - BOLOGNA-IT
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JAÍNE MUNIZ - @jaineniaj QUANTAS VEZES QUIS MORRER QUANDO NÃO PUDE FALAR? Vídeo performance 13' 55'' (SP)
Quantas vezes quis morrer quando não pude falar surge de inquietações e anos de silenciamento, os quais não posso ter de volta. <https://drive.google.com/open?id=1SD8HVrmVX87epseIPvsCl1jEKofHHFh>
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ILSE ANA PIVA PAIM EXPOSTAS 1 e 2 Pintura (acrílica sobre tela) 100 x 100cm RS
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BRUNA MOREIRA - @bromou MARIA FLOR Pintura (tinta PVA sobre lona) 140 x 220cm TO
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EVAMM @artevamm
GESTAÇÃO Acrílica sobre tela (pintura) 70 x 100cm SC - AR RESIDÊNCIA COMPARTILHADA - BOLOGNA-IT
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MATHEUS COUTO, ANA PAULA OLIVEIRA, CHRIS TIGRA - @mth.couto QUANDO ANA PAULA FALA Instalação (técnica mista) 219 x 235 x 190cm MG
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BEATRIZ MURAD, MARIA DAS NEVES OLIVEIRA DOS SANTOS - @beatrizmurad HISTÓRIAS PASSADAS GRAVURA (colagem e técnica mista) 28 x 26,5cm RJ
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HELEN AGUIAR - @helen.comh QUE PESO VOCÊ CARREGA Pintura (acrílica sobre canva) 120 x 80cm SP
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ADE MOREIRA - @adepinturaartistica PRESENÇA! Pintura (acrílica sobre tela e jornal) 70 x 50cm RJ
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LIA BRAGA CARREGO NO CORPO AS MARCAS DO MEU TEMPO Instalação (técnica mista) Dimensões variadas RS
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TATIANA SILVA - @taticasilva SORTE Gravura (técnica mista) 59 x 42cm SP
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ELI BACELAR - @eliezerbacelardasilva SER LIVRE Pintura (acrílica sobre tela) 113 x 80cm AM
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DENISSENA - @operariocultural NEGA DO CABULA Pintura (acrílica sobre tela) 60 x 60cm BA
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IRIS BRITO e MARGOT OLIVEIRA NÃO SOU TUAS NEGA Vídeo performance 24' 22'' (SE)
Não sou tuas nega” surge de uma imersão da fotógrafa Iris Brito Lopes e da performer Margot Oliveira em memórias ancestrais a partir de um olhar crítico/artístico sobre a condição das mulheres negras escravizadas no século XIX. <https://www.youtube.com/watch?v=WRwAo6GMZko>
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JANAÍNA BARBOSA - @jainaina.barbosadasilva OLUKONI ENCONTRO DE PROFESSORAS PRETAS DA RESTINGA Pintura (acrílica sobre tela e colagem) 60 x 60cm BA
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LUIZ MOTA - @luizmotaoficial TRANSFORMAÇÃO Pintura (acrílica sobre tela) 40 x 60cm MG
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CATARINE BRUM - @brumcatarine MEJE EWÀ - ALECRIM Instalação performática sensorial (técnica mista) Dimensões variadas BA
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Alecrim A palavra vem do latim "Rosmarinus" e significa "Orvalho do mar". Alecrim restitui rapidamente a energia perdida, dá mais estrutura de trabalho a quem lida com o mental, é uma erva calorífera que fortalece o centro vital, ajuda na depressão e estados de cansaço permanentes. É muito utilizada em diversos rituais mágicos em diferentes religiões. Pode se usado em banhos, chás, defumação, essência, Amacis (rituais de cabeça), limpezas de ambiente (batimento de ervas, sacudimento, vasos em ambiente), escalda-pés, dentre outras. A defumação pode ser utilizada para afastar negatividade em ambientes residênciais e comerciais, bem como atrair a coletividade com bons espíritos. "Defuma com as ervas da Jurema. Defuma com arruda e Guiné. Com Benjoim, Alecrim e Alfazema, vamos defumar filhos de fé."
Catarine Brum
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ABERTO CAMINHO DE ARTES - GALERIA
Aberto Caminho de Artes - Galeria Rua Dr Armando Barbedo, 356 Tristeza Porto Alegre-RS https://pt-br.facebook.com/abertoartes/
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Poerotisa Nem ninfomaníaca, nem simulacro erótico Poetizando com a vida Erotizando com as palavras Lambendo com a língua portuguesa Arrepiando os poros dos leitores Sexo, Vida, Revolução da poesia.
Ana dos Santos Escritora Performática
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PATRICIA SOUSA OUTONO Vídeo performance 10' 12'' (RJ)
Espetáculo de circo-teatro, é uma “poesia” declamada através do monólogo circense desenvolvido a partir do texto teatral “Caos Indigente” de Chico Nascimento e marca a estreia solo da artista circense Pati Sousa. <https://youtu.be/vw2g6G2XFGk>
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MADE MEIRELES - @mademeirelesart MARIA MARIA Pintura (técnica mista) 40 x 40cm SP
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FELIPE DOMINGOS ZAINE LIMA Gravura (técnica mista) 30,5 x 39,78cm SP
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TAMARA BATISTA - @tamaraartes_ FACES Pintura (acrílica sobre tela) 60 x 100cm RN
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
ILIRIA GOMES - @iliriaines A BELEZA DA MULHER EMPODERADA Pintura (acrílica sobre tela) 36 x 40cm RS
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ANA IGUANA - @atelie_anaiguana FASCÍNIO Pintura (óleo e acrílica sobre tela) 100 x 100cm GO
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HELENILCE GUSMÃO - @helenilcegusmao GRITO V Pintura (técnica mista) 70 x 70cm GO
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AKIMI WATANABE VEJO FLORES EM VOCÊ Pintura (acrílica sobre tela) 60 x 60cm DF
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Encontros Teus sonhos Foram meus projetos Teu trabalho Meu sustento Teu amor Nossos filhos Tuas lágrimas Meu silencio Tuas duvidas Meu medo Tua bebida Teu veneno Tuas brigas Minhas marcas Teus gritos Minha dor Tua solidão Minha companhia Tuas idas A esperança da vinda Tua partida enfim Minha liberdade E eu, não sabia. Akimi Watanabe
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MILENA DE AGUIAR CUANDU Pintura (acrílica sobre tela) 140 x 120cm DF
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BEATRIZ @pir4art
VIBRAÇÕES Técnica mista sobre tela (pintura) 42 x 29,7cm CE
RESIDÊNCIA COMPARTILHADA - SÃO PAULO-SP
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OUSMANE MATHRIN NDIAYE MATH ART Pintura (técnica mista) 25 x 50cm RS - SENEGAL
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ASSOCIAÇÃO QUILOMBO AREAL DA BARONESA
Associação Quilombo Areal da Baronesa Avenida Luiz Guaranha, 44 Cidade Baixa \ Menino Deus Porto Alegre-RS https://www.facebook.com/pages/Associa%C3% A7%C3%A3o-Comunit%C3%A1ria-CulturalQuilombo-do-%C3%81rea/1581123875548950
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Diversidade e práticas artísticas O maior desafio que identificamos como um obstáculo não apenas a uma imaginação coletiva inclusiva, mas, sobretudo, por extensão, à participação social e cultural de todas as mulheres e homens que pensaram a participação numa bienal de arte negra, continua sendo a sub-representação da diversidade da sociedade do Brasil no setor das artes. É impossível sentir-se integrado mesmo como maioria quando as produções artísticas e culturais não incluem as vozes ou os rostos de mulheres e principalmente das mulheres negras origens diversas. A participação na vida cultural depende em grande parte da capacidade das pessoas de se identificarem com o conteúdo cultural e de artistas que se assemelham a elas e / ou que ecoam suas realidades. É importante garantir a presença de uma diversidade de práticas artísticas e artistas de diversos horizontes nas produções culturais, a fim de refletir melhor as diferentes sensibilidades e preocupações existentes na sociedade. Essa representação mais justa da sociedade no cenário cultural permitiria que a diversidade fosse integrada à imaginação coletiva, o que constituiria uma verdadeira fundação e um verdadeiro passo à frente para a visão representada.
No desejo de avançar em direção a um cenário artístico e cultural, a imagem de uma bienal black brazil art mexe com a estrutura fixa de um sistema de artes previsível e viciado, garante que os locais de tomada de decisão nas artes e na cultura - posições de gerência, comitês, júris de seleção etc. - são também representantes e representados por uma camada da sociedade artística nem tão diversa. Essas posições são decisivas, pois orientam significativamente a oferta cultural e os artistas que terão a chance de serem divulgados e / ou financiados.
Patrícia Brito knecht
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LAURA MARTELLI - @lauramartellii Intervenção urbana coletiva
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KELLY REIS - @kelly.reis_art Intervenção urbana coletiva
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THAY PETIT - @thay_petit Intervenção urbana coletiva
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`WÀ COLETIVO - @wacoletivo Intervenção urbana coletiva
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MEMORIAL DO RS
MUSEU ANTROPOLร GICO DO RS
Museu Antropolรณgico do RS Memorial do RS Rua Sete de Setembro, 1020, Centro histรณrico, Porto Alegre-RS https://www.facebook.com/memorial.do.rs/
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A arte dá forma à mudança cultural A Bienal Black Brazil Art ilumina as transformações culturais, artísticas, sociais e políticas iniciadas pelas práticas criativas e curatoriais daquelas que se identificam como mulher negra ou aproximam seus trabalhos da arte negra. Com um senso de urgência e relevância, cada espaço expositivo multifacetado transformará, dará luz a um conjunto de artistas, usando de suas narrativas provocativas sobre as questões da invisibilidade das mulheres e da temática negra em espaços de museus e galerias mais prementes do nosso tempo. Identidade, corpo, memória e diáspora são componentes chaves em muitos dos trabalhos, todos os quais exploram temas sócio-pessoais variados, incluindo colonialismo, consumismo, gênero, gentrificação, violência, política, relacionamentos, racismo e sexismo. Ao examinar as tradições sociais e o impacto do mundo digital e das mídias sociais, essas exposições questionam e subvertem nossas normas sociais. Eles também esclarecem como o apagamento e a reconstrução do passado moldaram nosso presente e estão moldando nosso futuro. A experiência individual e a orientação única para desenvolvimentos culturais e ideológicos têm o poder de transformar perspectivas - para melhor ou para pior. O espaço também é um fator; os centros de exposições exibem pontos de vista de como criamos, mantemos e reforçamos nossos limites - tanto internamente quanto no mundo físico. De pintura, desenho, performance e multimídia, instalações experimentais e efêmeras, específicas de cada local, esses artistas de origens multiculturais compartilham suas ideias amplas e divergentes do mundo atual. Patrícia Brito Knecht Curadora.
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Thais Alessandra - @thais.alessandra_ LUGAR DE FALA? Performance https://www.youtube.com/watch?v=uXuwTVBKo54 A proposta dessa performance diz respeito ao silenciamento do negro (a) em grandes espaços. Ao trazer uma “África rainha”, dialogando com o conceito de afrofuturismo, que perpassa pela ancestralidade e pelo histórico em dialogo com o contemporâneo, transmitindo uma ideia de uma potência ancestral e contemporânea silenciada por uma mordaça social histórica através do sistema branco, patriarcal, hetero e acrescento colonizado. BLACKBRAZILART.COM.BR
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Elizia Gomes - @gomeselizia A SOLIDÃO DA MULHER NEGRA Performance https://youtu.be/tMK1QsYRfso Vídeo performático que retrata a tristeza de uma mãe ao testemunhar o racismo que sofreu sua filha de 4 anos ao ser rejeitada por um grupo de meninas só porque ela era negra. A solidão da mulher negra começa na infância e se perpetua por toda uma vida. Essas marcas ficam na gente, para sempre. BLACKBRAZILART.COM.BR
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Natasha Pasquini - @natini_shapas SEMENTES Performance Performance multissensorial, germinada com lágrimas de um choro engasgado desde o dia que Marielle Franco foi brutalmente assassinada. Sementes é ritual de ressignificação das dores ancestrais que ainda atravessam nossos corpos.
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KAREN VENTURELLI - @KVENTURELLI INQUIETUDE: MARIANA (série) Gravura (arte digital) 55 x 65cm SP - MG
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PAULA BLEIER - @paula.bleier BONECA Objeto (escultura) 60 x 60 x 60cm (mais tranças) SP
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ELSON JÚNIOR - @elsonjuniorr DUPLA GERAÇÕES Pintura (acrílica sobre canvas) 100 x 80cm BA
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CLARA MAGALDI - @claramagaldi7 MARIA INFORMA Instalação (técnica mista) 200 x 160cm SP
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LUIZA MAGALY - @luiza.magaly FLUXOS CONTÍNUOS Instalação (técnica mista) Dimensões variadas BA
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BRUNO BADARÓ - @brunobadaro_art RAINHA Pintura (técnica mista) 100 x 120cm SP - US
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PEDRO CARNEIRO - @carneiro.akapedro LAÇOS AFETIVOS Pintura (técnica mista) 195 x 170cm RJ
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O corpo negro subjetividade na arte das mulheres negras Os corpos das mulheres sempre criaram um alvoroço dentro da sociedade, principalmente pela aparente contradição entre a sexualidade feminina e a maternidade. Freqüentemente chamada de "dicotomia Madonna e prostituta", essa ambivalência faz do local do corpo feminino um espetáculo polêmico para homens e mulheres. Adicione a essa mistura a visão de um corpo feminino preto e o contexto racial que ele suscita, nos encontraremos no meio de uma conversa texturizada sobre feminilidade, raça e, inevitavelmente, opiniões da sociedade sobre ele. "O olhar masculino" é uma frase conhecida na teoria feminista relacionada à forma como as mulheres são retratadas na literatura, cinema, arte e sociedade em geral. O olhar é assumido de uma perspectiva masculina heterossexual. Geralmente objetifica as mulheres, as representa como objetos sexuais ou objetos de desejo de um homem. A aplicação disso aos corpos femininos negros também pode transformar as mulheres negras como objeto de fetichismo ou racismo, supondo que o homem ocupe uma cadeira de privilégio máximo (isto é, brancura) também. Socialmente, isso torna os corpos femininos negros sem poder para suas representações na tela, nos livros e na arte. O impacto na sociedade em geral é uma percepção desequilibrada das mulheres negras. Essas imagens criam essencialmente uma atitude anti-negra, uma sexualidade ameaçadora ou posicionam os corpos negros em servidão. Dentro de um contexto político, as mulheres negras foram tratadas injustamente através de injustiças sociais. No futuro, os artistas estão liderando a recuperação de espaço para os corpos negros principalmente os femininos - a fim de desafiar o público a pensar sobre eles de uma maneira diferente. Como objeto de arte, as figuras têm uma relação dentro da obra de arte, uma relação com o artista e uma relação com o público. Essas são as dimensões nas quais os artistas são capazes de brincar com o olhar masculino, moldar as percepções da negritude e falar sobre contextos sociais mais amplos. Há também algo a ser tirado do fato de esses artistas serem mulheres e de como suas vidas e arte se imitam. Patrícia Brito Knecht Curadora.
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MAURÍCIO QUADROS - @mauricio.quadros RESISTÊNCIA ANCESTRAL Pintura (acrílica sobre tela) 60 x 80cm RS
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CECIFRANCE AQUINO - @cecifrance10 MENINA DE COR (Série: O Segredo da Cor) Pintura (técnica mista) 60 x 80cm PR
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GABRIELA PALHA - @gspalha AFETOS (Série da exposição afetos) Fotografia 30 x 50cm BA - SC
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ZAIKA DOS SANTOS - @zaikadosantos BAST Fotografia Performance (impressรฃo em Fine Art) 84,1 x 61,8cm MG
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RAILDES MORO - @raildesmoro TÍTERE DO SEXO II Pintura (técnica mista com aplicação de bordado) 47 x 72cm PR
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Catรกlogo Bienal Black Brazil Art
DANIELA VIGNOLI - @danivignoli PALMAS PARA ELA Fofografia (impressรฃo Fine Art) 130 x 90cm RJ
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MIRIÃ CAVALCANTI - @arte.miria JANELA DA ALMA FEMININA Gravura e fotografia digital (técnica mista) 100 x 66cm SP
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ALESSANDRA NORONHA DIA E NOITE DA ALDEIA AO CUMBE DO CUMBE AO CANGAÇO Pintura (acrílica e spray sobre madeira) 87 x 56cm SP
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ALEXIA LARA - @afro.diteeee QUAL É A COR DA SUA PELE Pintura (técnica mista) 35 x 50cm SP
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
CESAR MENDES - @cesolamendes SOLITUDE Pintura (acrílica sobre tela) 90 x 70cm RJ
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MANU ASSINI - @manuassini OBÁ Instalação (objeto de técnica mista) Dimensões variadas PR
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
GABRIELE ROSA - @gabrielerosaarte MÃOS DELAS Pintura (técnica mista) 100 x 70cm SP
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MARINA KERBER - @marina_kerber_ SOLO ANAFILÁTICO Pintura e desenho (técnica mista) 43 x 53cm RS
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
MAYARA GOMES AUTORRETRATO SOU REBELDE PORQUE EXISTO Pintura (técnica mista) 50 x 50cm PR
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
NINA SATIE - @ninasatie LUMINAR Pintura (técnica mista) 90 x 130cm SP
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
RAYZA RODRIGUES - @xib_cria QUANDO OS RELÍQUIAS FINCARAM NOSSA BANDEIRA Pintura (técnica mista) 25 x 25cm MA - BR
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
ANNA CLAUDIA MAGALHÃES - @ins.annidades ESTRANGEIRO (projeto Risco) Instalação (técnica mista) Dimensões variadas SP
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LIA AMAZONAS - @liaamazonas BLACK AND BLUE Gravura (desenho digital) 56 x 70cm SP
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
DULCE HELFER - @dulce.helfer DE MENINA À MULHER Fotografia 95 x 65cm RS
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
ROSA FERREIRA - @rosaferreira.atelie SEM TÍTULO Pintura (óleo sobre tela) 22 x 26,5cm MG
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MUSEU DA UFRGS
Museu da UFRGS Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Av Osvaldo Aranha, 277, Bom Fim, Porto Alegre-RS https://www.ufrgs.br/museu/
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Memória e Trauma reminiscências Memória e trauma – reminiscência foi escolhido pela Bienal Black Brazil Art como o tema que delineou o acervo aqui exposto. Nesse cojunto de histórias de mulheres (e homens) negros racializados que concentram em suas narrativas imagens sociais, sistemas politizados, dor, perda e sentimento de renovação, a memória e o trauma se reunem nesses trabalhos de maneira única a partir de seus diferentes pontos de origens geográficas e atemporal, a fim de proporcionar um espaço de diálogo e visibilidade para explorar o lugar (espaço e tempo) dessas imagens criadas e divulgadas. Desde os tempos antigos até o presente, as mulheres em todo o mundo participaram das artes visuais de maneiras diversas e estimulantes. Seja como criadoras e inovadoras de numerosas formas de expressão artística, patronas e colecionadoras importantes ou contribuintes significativas para a disciplina da história da arte, as mulheres têm sido e continuam a ser parte integrante da instituição da arte. Na maioria das vezes, no entanto, a história da arte tradicional excluiu sistematicamente ou mascarou a participação das mulheres negras nas artes visuais. Em vez de reconhecer as barreiras sociais à entrada de mulheres negras que enfrentam ao tentar se envolver com o mundo da arte, consideraram as contribuições das mulheres como inexistentes ou inferiores às dos homens.
Como um discurso de gênero, a história da arte também contribuiu para as divisões sexuais socialmente construídas de uma sociedade patriarcal. A maioria dos historiadores da arte tem celebrado e privilegiado a criatividade individual como o apogeu da grandeza artística, que eles então designaram como propriedade de apenas uma masculinidade seleta. Foi necessária a intervenção do feminismo no final do século 20 para começar a reformular esse pensamento. O engajamento feminista ajudou a desviar a atenção da idealização tanto do artista criativo autônomo quanto ajudou a reparar ou amenizar a quase completa negligência das mulheres artistas negras. Nosso propósito é continuar inserindo as mulheres negras nesse circuito e debate. Patrícia Brito Knecht Curadora.
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
AFROBERDIANA - @afroberdiana CULTURA RETALHADA Instalação (técnica mista) 54 x 44cm RS
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287
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
JORDANA BRAZ - @j.brazj COSTURA MEMÓRIA - A MULHER ANÔNIMA Instalação (têxtil e técnica mista) 154 x 150cm SP
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Julia Pá MEUS DIAS COM ELA Vídeo experimental (documentário - série) https://vimeo.com/85081169 Filmado em uma pequena comunidade no norte da Colômbia, foi o primeiro capítulo de um projeto de imersão na vida de mulheres de comunidades rurais e isoladas pelo mundo.
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292
Rosa Paiva - @serpenser YONI Vídeo arte - performance https://vimeo.com/351505538/a613eb3f59
Num processo de gestação que durou 2 anos, gerei "Yoni", videoarte sobre o ciclo da vida-morte que reúne 8 mulheres em videodanças a partir dos estudo do corpo-fluxo e de mitologias do feminino.
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CAROLINA CERQUEIRA - @carolinacerqueira90 DENEGRIR TORNAR-SE MAIS NEGRO Gravura (técnica mista) 39 x 27cm SP
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
MAYARA SMITH - @mayarasmith_ DIÁSPORA Instalação (têxtil e bordado sobre técnica mista) 152 x 66cm MG
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
SOUPIXO - @_soupixo_ ESCONJURANDO DEMÔNIOS ATIVANDO SISTEMA LÍMBICO HISTORIANDO FICÇÕES Livro - Objeto (escultórico sobre técnica mista) 14 x 20,5 x 2cm CE
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
ILANA PATERMAN - @ilanapatermanbrasil AGBÊ Pintura e Vídeo (aquarela e animação em vídeo) Dimensões variadas RJ
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ERICSON MENDES - @ericsonmendes_arte CONTRASTE DE PAZ (Releitura de Gregory Prescott) Desenho (técnica mista) 29,7 x 21cm SP
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HULLY ROQUE DORORIDADE Gravura (litogravura) 42 x 29,7cm RJ
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303
Catรกlogo Bienal Black Brazil Art
XILOPRETURA - @xilopretura MATRIARCAS Gravura (xilogravura) 34 x 45cm RJ
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
MATHEUS DIAS - @brothermatheus SEM NOME Desenho (técnica mista) 66 x 48cm RS
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
309
Memória e Trauma - reminiscências por Carla Menegaz Como faziam nossos ancestrais, em roda, compartilhamos nossas histórias-memórias. Circulando as lembranças, expressamos reminiscências de uma dor real, tantas vezes, invisibilizada. O racismo estrutural é um fato, o racismo subtil é um fato do cotidiano, em cada movimento, em cada esquina. O racismo nas entrelinhas, nas ausências, nas negações, nas violências explícitas. Os traumas da escravização do povo negro atravessam as gerações, fios de memórias, fios de cabelos! É duro, é ruim, é feio! O racismo sutil, cotidiano, desde a infância e aqui e agora, no olhar desconfiado do racista que muda de calçada. Na postura de vigiar, temer, ridicularizar, excluir o outro por ser negro. Marcas na pele. Marcas na alma. Memórias... É dor humana! Mas resistência, a resiliência caminham com esta dor. A resposta vem em lutas no cotidiano, vem com a potência da arte, ao recriar, tecer, fazer pulsar as subjetividades! Marcar presença em todos os espaços. Reivindicar com arte, com beleza, com alegria, com grito, com fúria, com a inteireza humana! E a roda de conversa foi ficando mais bonita, os olhares nossos reconhecendo e acolhendo a dor de si e do outro. Artífices de vida, todos somos! E saudamos nossos ancestrais, suas lutas que são nossas, sua herança sagrada: nossa existência vívida, no abraço, na coragem de seguir em frente, aquilombando-nos, (re) fazendo arte . Memória e trauma: reminiscências das dores e também da nossa força!
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Rogeane Oliveira e Antônia Oliveira GENEALOGIA Vídeo arte - performance https://studio.youtube.com/video/X3hEDdiaUz4/edit
"Genealogia" para além da escrita fala da relação que tenho com a matriarca da família, Dona Antônia, minha avó/mãe. Avó pela ordem que ocupa dentro da estrutura familiar e mãe, por ter me criado e ajudado a me construir enquanto pessoa.
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ÉRICA NOGUEIRA - @apipper ABDICANDO DA PRÓPRIA ESSÊNCIA EM DETRIMENTO DA LIVERDADE Desenho (aquarela e técnica mista) 29,7 x 21cm CE
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311
Catálogo Bienal Black Brazil Art
KAROLLINE OLIVEIRA - @karollroots NEGRAS PERUCAS Desenho (nanquim sobre papel) 42 x 29,7cm ES
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313
Catálogo Bienal Black Brazil Art
ROZANE BEZERRA SOARES - @rosanebezerrasoares PENÉLOPE FIANDEIRA Instalação (objeto escultórico e técnica mista) 200 x 80cm SE
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315
Catálogo Bienal Black Brazil Art
LAIS OLIVEIRA - @oliveiraslais EWÁ Gravura (xilogravura e técnica mista) 21 x 29cm SP
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
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EDUCATIVO
A Bienal Black Brazil Art levou em consideração a inclusão e o diálogo permanente com algumas escolas tanto da rede pública quanto privada, no que diz respeito à atividades pedagógicas de fomento ao ensino e aprendizagem relativos ao tema da bienal Mulheres (in)Visíveis, fazendo a provocação e o fazer pensar, do papel das mulheres na diversidade artística brasileira. Cada escola, teve autonomia para desenvolver seu próprio percurso e sua didática cabendo a Bienal Black Brazil Art, incitar o debate.
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Escolas parceiras: EFEM Dolores Alcaraz Caldas, EMEF Lidovino Fanton, EMEF Mário Quintana, EMEF Moradas da Hípica, EMEF Nossa Senhora do Carmo, EMEF Vereador Carlos Pessoa de Brum, EEEF José Loureiro da Silva, EEEF Felipe de Oliveira, EEEM Alcides Cunha, EEEF Ministro Salgado Filho, EEEF Porto Alegre, EEEF Professora Ana Iris do Amaral, Colégio Estadual Eupídio Ferreira Paes, EEEF Piauí Caic, EEEF Vereador Martim Aranha Colégio Estadual Júlio de Castilhos, EEEF Santos Dumont, EEEF Vila Cruzeiro do Sul (RS e SC).
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VÍDEO Sessão comentada
NA POSE Recorte da carreira artística da artista inspirada em seu livro Modelo Vivo publicado em 2005 pela editora Via Lettera. Filme curta metragem celebra os 25 anos do trabalho da artista como modelo vivo realizado no Brasil e na Europa. Fala de sentimento e do amor ao ato de posar.
Roteiro e Interpretação: Terezinha Malaquias Direção: Alex Mello e Vitor Kruter Fotos: Adi Leite e Vitor Kruter Duração: 14 minutos Mediação: Ana dos Santos
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
O lugar das mulheres nas artes: representatividade Mediado por Priscila Costa Oliveira Galeria de Arte do Mercado Público de Florianópolis-SC https://www.youtube.com/watch?v=zC3FbHLaeBE
Imagem e poder: sexismo e racismo Mediado por Sandra Simões Casa de Cultura Mário Quintana-RS https://www.youtube.com/watch?v=UtCb5qYVm3U BLACKBRAZILART.COM.BR
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
Mulheres negras nas artes: a arte negra é apenas para o público negro? Mediado por Malena Mendes Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa https://www.youtube.com/watch?v=780EIfiEO0A
Representatividade negra: afinal, temos ou não um lugar de fala? Mediado por Aline Andreolli Museu Júlio de Castilhos https://www.youtube.com/watch?v=N5kpi4-ze7g BLACKBRAZILART.COM.BR
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Catálogo Bienal Black Brazil Art
A arte imita a vida e a vida imita a arte: os esforços da arte negra fora do contexto de racialização Mediado por Veralinda Menezes Memorial do RS e Museu Antropológico do RS https://www.youtube.com/watch?v=zua3cDwfaIA
O corpo negro: subjetividade na arte das mulheres negras Mediado por Renata Sampaio Memorial do RS e Museu Antropológico do RS https://www.youtube.com/watch?v=xDvnDcsQcDk BLACKBRAZILART.COM.BR
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Memória e trauma: reminiscências Mediado por Carla Menegaz Museu da Ufrgs https://www.youtube.com/watch?v=85Dnax1jfl0
A participação das mulheres nos movimentos culturais Mediado por Marla Trevisan Aberto Caminho de Artes
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Agradecimentos institucionais
Governo do Estado do Paraná Prefeitura Municipal de Curitiba Fundação Cultural de Curitiba Universidade Federal do Paraná Governo do Estado de Santa Catarina Fundação Catarinense de Cultura Museu Histórico de Santa Catarina - Palácio Cruz e Sousa Prefeitura Municipal de Florianópolis Fundação Cultural de Florianópolis - Franklin Cascaes Galeria de Arte do Mercado Público Municipal de Florianópolis Teatro da Ubro Governo do Estado do Rio Grande do Sul Secretária de Estado de Cultura Memorial do Rio Grande do Sul Museu Antropológico do Rio Grande do Sul Museu Júlio de Castilhos Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa Casa de Cultura Mario Quintana Instituto Estadual de Artes Visuais Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul Fotogaleria Virgílio Calegari Centro de Desenvolvimento da Expressão Centro Cultural Ceee Erico Verissimo Prefeitura Municipal de Porto Alegre Associação Quilombo do Areal da Baronesa Instituto Federal do Rio Grande do Sul - Campus Restinga Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-Restinga) Aberto Caminho de Artes Universidade Federal do Rio Grande do Sul Museu da Ufrgs
Mídia https://bienalblack.wixsite.com/bienalblackbrazilart/imprensa
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Bienal Black Brazil Art
Esta é uma publicação da Black Brazil Art. Nenhuma parte deste catálogo pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo eletrônico, mecânico ou fotográfico, sem autorização prévia e por escrito dos autores.
Catálogo
Exposição
Projeto Gráfico Black Brazil Art
Concepção e execução Patrícia Brito Knecht
Capa Márcia Elisa Noronha da Rosa Nilton Santolin
Museografia e expografia Patrícia Brito Knecht
Fotografias do catálogo Isidoro Becker Guggiana Curadoria geral Patrícia Brito Knecht Curadoria convidada Malena Mendes Sandra Simões Textos da Exposição e Catálogo Carla Menegaz Malena Mendes Patrícia Brito Knecht Sandra Simões
Mediadores Renata Sampaio Aline Andreolli Veralinda Menezes Malena Mendes Sandra Simões Carla Menegaz Marla Trevisan Priscila Costa Oliveira Ana dos Santos
Assessoria de imprensa Isidoro Guggiana Relacionamento e Parcerias Jane Trein Difusão Internacional Marcel Pierre Patrícia Knecht Produção Mel Lugtenburg Guedes Neron Oliveira Patrícia Brito Knecht Apoio Alessandra Loiola Alex Sollus Bruno Barbi Carla Menegaz Música Dj Mari Poema Alberto Neto
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