High School: O FUTURO DO INTERCÂMBIO PARA OS JOVENS
Laura
Quem vivenciou, conta: a experiência é inesquecível!
Poucas expressões ganharam tanta força no contexto escolar quanto ‘ensino à distância’ – e, infelizmente, por força de circunstâncias ruins. Jovens em todo o mundo se viram obrigados a estudar de casa, por meses a fio, em decorrência dos tempos pandêmicos. Mas a expressão pode ter um outro sentido, mais feliz e cujas memórias não são outras senão fenomenais. O gaúcho Humberto Tomé que o diga. Afinal, desde agosto de 2019 ele sabe muito bem como funciona o ‘ensino à distância’, graças aos mais de 10 mil quilômetros que separam a sua casa em Caxias do Sul da atual residência, em Zurique, cidade suíça onde passou um ano realizando parte do High School – e onde vive hoje como estudante da Universidade de Zurique. “Queria descobrir novos caminhos, viver novas aventuras, me atirar no desconhecido, conhecer o mundo e a mim mesmo”, conta o estudante sobre o que o motivou a fazer parte do ensino médio fora do Brasil. A professora de inglês e universitária Laura Moura Campos contou com motivações parecidas para tomar a mesma decisão, mas rumo a outro destino, a Itália. “Fazer um intercâmbio sempre foi meu sonho desde pequena, viver em um país completamente diferente do meu sempre me fascinou”, relembra a mineira de Ibirité sobre a experiência. O intercâmbio de High School conta com algumas particularidades.
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A mais óbvia, claro, é que se trata de uma experiência exclusiva para alunos do ensino médio. “O estudante deve ter notas boas e ter perfil de intercambiário – ser flexível e mente aberta”, explica Thiago Tanus, diretor da Agência Selo Belta BIL, sobre os requisitos. Já sobre o nível do idioma e duração do intercâmbio, existe flexibilidade nos países, segundo o especialista. “Exemplo: o intercâmbio nos EUA em escola pública exige nível intermediário de inglês; no Canadá, aceitam iniciantes”. O idioma é apenas um detalhe em meio ao turbilhão de novidades que vão surgindo à medida que o intercâmbio se desenrola. As experiências em sala de aula são uma parte fundamental da vivência no exterior – afinal, uma meta do estudante é evoluir e conquistar novos conhecimentos. Mas fora da escola, a vida ganha novos sabores. “O intercâmbio mudou completamente a minha visão de mundo”, deixa claro Sofia Salzberg, que estudou em uma pequena cidade no estado americano do Óregon entre 2019 e 2020. “Ao sair da minha zona de conforto, pude viver experiências únicas e passar por várias situações que me fizeram crescer e me tornar quem sou hoje. Eu me tornei uma pessoa muito mais segura”. Um dos pontos mais importantes da vivência do jovem no exterior é... a vivência. O dia a dia em casa, em meio a locais e a uma rotina muitas vezes bem diferente daquela no Brasil, faz com que o crescimento e a riqueza de experiências aconteçam de forma orgânica. Uma peça importante nesse processo é a host family, uma das principais opções de moradia para quem faz o High School no exterior,