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Luz, cor & fé: Vale do Amanhecer

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O Vale do Amanhecer Leo Matos

A Doutrina do Amanhecer ou Obras Sociais da Ordem Espiritualista Cristã Vale do Amanhecer — OSOEC, em seu nome oficial, surge a partir das visões espirituais da sergipana Neiva Chaves Zelaya, conhecida como Tia Neiva. Nascida em 1925, já com seus 22 anos e quatro filhos ficou viúva e para conseguir se manter e a seus filhos, tornou-se, dentre outras profissões, fotógrafa, (que veio a lhe causar um enfisema pulmonar que a debilitou até a seu desencarne em 1985) e, posteriormente, a primeira caminhoneira registrada no Brasil. Trabalhou na construção de Brasília, sendo uma das poucas mulheres que vieram para trabalhar na edificação de Brasília. Aos 33 anos, iniciaram suas visões espirituais e em 1958 começaram os primeiros atendimentos espirituais às diversas pessoas que vinham procurá-la. Em 1959 ela funda a UESB, União Espiritualista Seta Branca, na Serra do Ouro, GO, atual Alexânia, posteriormente mudaram-se para Taguatinga permanecendo lá até 1959 quando Pai Seta Branca informou a ela que deveriam partir para o local definitivo que seria em Planaltina-DF. Tia Neiva teve seu primeiro contato com um ser espiritual chamado Pai Seta Branca, de aparência indígena que remonta sua última encarnação como um cacique de povos originários da América do Sul, os antigos Incas. Pai Seta Branca trouxe a mensagem que Tia Neiva seria a responsável por fundar uma nova doutrina, a doutrina do novo milênio, onde o principal objetivo seria trazer o doutrinador. Esse doutrinador tem como símbolo uma cruz adornada com um manto branco. Tia Neiva entregou ao doutrinador a responsabilidade por todos os processos e funcionamentos da doutrina do Vale do Amanhecer.

O Vale do Amanhecer se destaca devido ao colorido e brilho de suas roupas ritualísticas, indumentárias, tendo muitos grupos que se dividem conforme o local de ritualização. As mulheres possuem a maior número as mais variadas indumentárias, as quais muitas remetem a antigas civilizações da história mundial. São 23 grupos chamados de falanges. O Vale do Amanhecer conta com uma arquitetura bem diferente e expressiva, a exemplo do Templo em formato de elipse, dentro dele existem várias salas, chamadas de castelos, onde se realizam os rituais, trabalhos e celebrações da doutrina. A elipse é um símbolo que recorrentemente aparece em todos os locais do Vale. Outro local que se destaca é o espelho d’água em formato da Estrela de Davi e o lago artificial construído em homenagem a orixá Yemanjá. Existe também uma pirâmide com bustos da família de Amenófis IV, faraó da XVIII dinastia, conhecido como Akenaton, esposo de Nefertiti e pai do mais famoso faraó do antigo Egito, Tutankamon. Naquela pirâmide os visitantes podem entrar e escolher um dos muitos e coloridos bancos de pedra para sentarem e ficarem em meditação. A Doutrina do Amanhecer tem como pilares três preceitos universais que são o amor, a humildade e a tolerância e segundo Pai Seta Branca possibilitaria o resgate de dívidas contraídas em outras encarnações. Os médiuns do Vale acreditam que estão ligados a doutrina devido terem praticados atos em vidas passadas que vão contra os preceitos universais e por isso Seta Branca intercedeu junto a Jesus para ser possível que um determinado grupo pudesse ser reunido aqui no Vale do Amanhecer para que além do resgate dos próprios débitos, pudessem, também, receber, ajudar e contribuir com o equilíbrio espiritual de pessoas que estivessem aflitas e a procura de ajuda. Pai Seta Branca por meio de Tia Neiva explicou que todos os mundos habitáveis do universo de tempos em tempos passam por processos evolutivos. Significa que seus habitantes saem de uma condição de expiações e provas e passam para outro patamar que seria de regeneração em que sentimentos vis, como a inveja, o ódio, o desprezo, seriam substituídos por


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