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Revista RTI Maio 2024

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ISP EM FOCO

Deusomir Junior, diretor da DJR Consultoria

Práticas essenciais para trabalhos em altura em empresas de telecomunicações

No mundo das telecomunicações, onde a conectividade é a espinha dorsal da nossa sociedade moderna, trabalhar em altura é uma realidade diária para muitos profissionais. Mas com grandes alturas, vêm grandes responsabilidades, especialmente no que diz respeito à segurança. É preciso mergulhar nos desafios enfrentados por esses trabalhadores corajosos e explorar soluções eficazes para garantir que todos possam atuar sem riscos. Segundo dados do Anuário Estatístico da Previdência Social 2021, em relação aos acidentes de trabalho no Brasil, 40% dos 536.174 registros estão relacionados a quedas de trabalhadores em altura. São enquadradas como trabalho em altura situações em que os trabalhadores estão em plataformas, escadas ou andaimes com altura superior a 2 metros do chão, ou em uma vala ou poço com profundidade superior a 2 metros. Quando falamos de trabalho em altura, alguns desafios surgem no horizonte, como é o caso do acesso e mobilidade. Por trabalharem em espaços confinados e de difícil acesso, muitas vezes o colaborador se vê restrito a um pequeno espaço de atuação. Outra condição que impacta o serviço é o clima que, a depender de como estiver, pode aumentar significativamente os riscos de queda. Riscos elétricos, pela proximidade a fios e cabos, bem como a fadiga e o estresse físico, também são questões que merecem ser lembradas. Esta seção aborda aspectos técnicos, regulatórios e comerciais do mercado de provedores de Internet. Os artigos são escritos por profissionais do setor e não necessariamente refletem a opinião da RTI.

Antes de qualquer escalada, o preparo é fundamental. Isso significa treinamento rigoroso, não apenas sobre como subir e descer com segurança, mas também sobre como lidar com emergências. Um profissional bem treinado é um profissional seguro, e para isso o uso correto do EPI – Equipamento de Proteção Individual é crucial. Capacete, cinto de segurança para trabalho em altura, luvas e botas são apenas o básico. Cada peça deve ser inspecionada antes do uso, garantindo que esteja em perfeito estado. Estar atualizado com as normas regulamentadoras, especialmente a NR-35, que trata especificamente do trabalho em altura, também é essencial. Conhecer e seguir essas normas não é apenas uma questão de conformidade legal, mas de preservação da vida. Junto a isso, ter um plano de emergência claro e praticado regularmente pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Isso inclui saber como reagir em caso de quedas, falhas de equipamento ou condições meteorológicas adversas. Um fator que pode passar despercebido por muitos é a saúde mental dos trabalhadores em altura, tão importante quanto um bom preparo físico. Atuar em grandes alturas pode ser estressante, e ter um suporte psicológico é crucial para a segurança da equipe. Em alguns casos, o uso de tecnologias avançadas, como a inspeção por drones, pode evitar escaladas perigosas. Por fim, mas não menos importante, a criação de uma cultura de segurança dentro da empresa é fundamental. Quando todos, do chão de fábrica aos executivos, valorizam e praticam a segurança, o ambiente de trabalho se torna mais seguro em geral. Planejamento e análise de riscos Antes de qualquer atividade em altura, é crucial realizar um

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planejamento detalhado. Isso inclui a análise de riscos, identificando potenciais perigos e definindo as medidas de controle adequadas para mitigá-los. A análise deve considerar fatores como condições meteorológicas, características da estrutura e possíveis interferências no ambiente de trabalho. Medidas preventivas para mitigar acidentes • Inspeção de equipamentos: todos os EPIs e dispositivos de trabalho devem ser rigorosamente inspecionados antes de sua utilização para garantir que estão em perfeito estado de conservação e funcionamento. • Sistemas de ancoragem: utilizar sistemas de ancoragem confiáveis que possam suportar as forças geradas em caso de uma queda. • Limitação de acesso: restringir o acesso às áreas de trabalho em altura apenas aos profissionais capacitados e equipados adequadamente. • Uso de Barreiras e sinalizações: implementar barreiras físicas e sinalizações claras para demarcar as áreas de trabalho e alertar sobre os riscos. • Plano de resgate: desenvolver e treinar um plano de resgate eficaz, garantindo que a equipe esteja preparada para agir rapidamente em caso de emergência. • Monitoramento das condições climáticas: suspender as atividades em altura em condições climáticas adversas, como ventos fortes, chuva ou tempestades. Conclusão As empresas de telecomunicações têm a responsabilidade não apenas de manter o mundo conectado, mas também de garantir a segurança daqueles que tornam essa conexão possível.


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