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rti_julho_2026

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Guia de empresas de serviços financeiros para provedores

O acesso ao mercado de capitais e a assessoria especializada vêm se tornando decisivos para a expansão no setor. Conheça as empresas que estruturam o crescimento dos provedores, reunindo serviços que vão de M&A à reestruturação financeira.

Wi-Fi 7:

oportunidade

para melhorar a experiência das redes de banda larga no Brasil – Parte 3

O artigo apresenta casos de implementação da tecnologia Wi-Fi 7 em universidades, redes residenciais e aeroportos no Brasil e no exterior, destacando ganhos de desempenho e capacidade de conexão, além de recomendações de políticas públicas para acelerar a adoção da nova geração de conectividade.

INCLUSÃO

Ar-condicionado para data centers

Com a refrigeração respondendo por aproximadamente metade do consumo energético dos data centers, fabricantes investem em soluções mais eficientes, modulares e voltadas a ambientes de alta densidade computacional, preparando-se para futuras aplicações de IA.

ESPECIAL24

Guia

de transceivers

ópticos

O levantamento reúne a oferta de transceivers ópticos, com informações atualizadas dos produtos, os recursos oferecidos, tipo de transmissão, distâncias máximas atingidas e formatos físicos de cada linha do dispositivo, como GBIC, SFP e CFP.

SERVIÇO34

NR-10

2026 e os novos

desafios na gestão de riscos elétricos

Atualizada em 2026, a NR-10 passou por mudanças, sendo a principal delas a gestão de riscos elétricos nas prerrogativas do GRO – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. O artigo mostra como essas mudanças podem alterar o cotidiano dos profissionais de telecomunicações.

SEGURANÇA DO TRABALHO36

Guia de fabricantes e distribuidores de produtos para cabeamento estruturado

O levantamento reúne os fabricantes e distribuidores de sistemas completos, cabos, componentes de conexão, patch panels e produtos para organização e testes de cabeamento estruturado.

SERVIÇO40

Infraestrutura óptica como motor da IA generativa

Com o avanço da IA – Inteligência Artificial, a arquitetura de interconexão torna-se essencial para o desempenho dos data centers. O artigo apresenta abordagens de simplificação de infraestrutura capazes de reduzir o número de elementos físicos, facilitar o gerenciamento e otimizar o consumo de recursos.

CONECTIVIDADE44

Ano 27 - Nº - 314

Julho de 2026

Capa: Vanessa Cristina da Silva Foto: Shutterstock

As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por RTI, podendo mesmo ser contrárias a estas.

6 PILARES

QUE COLOCAM A CONSTRUCAP ENTRE AS REFERÊNCIAS DA CONSTRUÇÃO DE DC

Com engenharia especializada, eficiência operacional e domínio técnico em obras críticas, a empresa fortalece sua atuação em um dos setores mais exigentes da infraestrutura mundial.

PLANEJAMENTO

A Construcap trabalha com as mais modernas metodologias e ferramentas disponíveis. Quando esses atributos são associados a uma equipe bem treinada e engajada, o resultado é um projeto extremamente bem controlado e transparente.

Esse modelo permite desenvolver estruturas mais preparadas para suportar altas demandas de processamento e consumo energético, reduzindo riscos e aumentando a previsibilidade da operação.

Organização dos ambientes

Desempenho térmico

Rotas técnicas

Racionalização

CONHECIMENTO ESPECIALIZADO

Com uma equipe engajada, selecionada a partir de formação altamente específica, a construtora investe continuamente na qualificação de seus times, promovendo treinamentos técnicos e certificações alinhadas às práticas internacionais do segmento.

Ao longo de mais de 80 anos de história, a valorização e o cuidado avançado com os colaboradores sempre foi uma característica norteadora das atividades empresariais do grupo.

Além disso, a companhia mantém contato constante com referências globais do setor, acompanhando tendências e soluções já adotadas nos principais mercados mundiais de infraestrutura digital. Para atendimento de uma demanda específica, foi realizada uma imersão nos Estados Unidos, para o entendimento completo dos protocolos exigidos para a construção de DC em território brasileiro, atendendo aos mesmos níveis de excelência.

CRONOGRAMAS RIGOROSOS

A construção de DC, para entregar um resultado à altura das exigências de mercado, deve atuar sob elevada coordenação, com baixa tolerância para falhas e exigências técnicas muito acima da média da construção convencional.

“O cronograma é parte fundamental do planejamento e deve ser construído em conformidade com as métricas atuais; a Construcap utiliza, há anos, as do DCMA (um guia padrão criado pela Defense Contract Management Agency), que hoje são referências no mercado”, afirma o superintendente de Obras da Construcap, Lucas Azevedo Capobianco.

A consistência desses resultados está diretamente ligada à disciplina operacional da companhia, baseada em controle contínuo, monitoramento técnico e gestão detalhada de cada etapa construtiva.

Planejamento detalhado

Controle contínuo

Entregas com padrões referência

Formação específica

Certificações e treinamentos

Imersão e troca de conhecimento

Referências globais

ENGENHARIA DIGITAL

A incorporação de ferramentas digitais à construção civil redefiniu a forma de desenvolver empreendimentos complexos. Na atuação da Construcap, estão tecnologias como BIM, o uso de modelos 3D e 4D, bem como de metodologias Lean Construction (gestão enxuta da construção).

Esses recursos contribuem para antecipar incompatibilidades, otimizar processos e reduzir desperdícios ao longo da execução. Mais do que modernizar a obra, a tecnologia passa a atuar como instrumento de controle, previsibilidade e eficiência.

CULTURA OPERACIONAL

Por trás de projetos altamente tecnológicos, existe um fator decisivo: as pessoas. A Construcap sustenta sua atuação em equipes experientes, processos consolidados e uma cultura voltada à excelência operacional.

A combinação entre conhecimento técnico, comprometimento e experiência prática fortalece a capacidade da empresa de atuar em ambientes de elevada complexidade e criticidade.

Esse modelo também contribui para manter padrões rigorosos de segurança, qualidade e confiabilidade, aspectos essenciais em obras voltadas à infraestrutura digital.

SOLIDEZ HISTÓRICA

O segmento de data centers traduz o que há de mais moderno em termos de infraestrutura no mundo hiperconectado atual. A Construcap, por sua vez, é uma empresa que integra passado e futuro, com um trabalho de excelência de alto nível e entregas de relevância histórica para a engenharia civil nacional.

Em mais de oito décadas, consolidou reputação associada à robustez operacional, capacidade de execução e atuação em empreendimentos estratégicos que exigem elevado nível técnico e gestão rigorosa.

A precisão operacional com que executa seus projetos, foco extremo na segurança do trabalhador, em equipes cada vez mais qualificadas e o forte compromisso com desempenho energético e sustentabilidade, são características que fazem da empresa um player preparado para os desafios do crescente cenário de DC ao redor do planeta.

Mais de 80 anos de história

Reputação e capacidade de execução

Empreedimentos estratégicos

Preparada para os desafios do futuro

Na próxima edição, conheça as certificações que sustentam o reconhecimento técnico da Construcap no decorrer de sua história.

Equipes experientes e comprometidas
Foco absoluto em segurança e qualidade
Excelência que gera confiança
BIM Lean Construction
Roberto Capobianco, presidente do Grupo Construcap

EDITORIAL

IA - Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma tendência tecnológica para se tornar o principal motor de expansão da infraestrutura digital no mundo. Modelos cada vez mais complexos, aplicações generativas, computação de alta performance (HPC) e serviços em nuvem estão impulsionando uma nova geração de data centers, muito mais potentes e, consequentemente, muito mais exigentes do ponto de vista térmico.

Esse movimento também já se reflete no Brasil. Segundo a consultoria Mordor Intelligence, o mercado brasileiro de climatização para data centers deverá movimentar cerca de US$ 600 milhões até 2031, crescendo aproximadamente 17% ao ano. Trata-se de um dos segmentos mais dinâmicos da infraestrutura crítica, impulsionado não apenas pela expansão das instalações, mas pela necessidade de suportar aplicações de IA com densidades computacionais cada vez maiores.

Nesse novo cenário, a climatização deixa de ser um sistema de apoio para assumir papel estratégico na disponibilidade, eficiência energética e sustentabilidade das instalações. Afinal, a refrigeração pode responder por cerca de metade do consumo de energia de um data center, tornando qualquer ganho de eficiência diretamente relevante para a redução do PUE - Power Usage Effectiveness. Ao mesmo tempo, racks que antes dissipavam poucos kW já dão lugar a aplicações que ultrapassam dezenas e, em alguns casos, centenas, de kW por rack, exigindo arquiteturas capazes de remover grandes volumes de calor com segurança e confiabilidade.

Como consequência, o setor vive uma profunda transformação tecnológica. Soluções tradicionais de climatização continuam evoluindo, enquanto arquiteturas híbridas, sistemas in-row , fan walls, free cooling e, principalmente, o liquid cooling passam a ocupar posição de destaque nos projetos voltados à inteligência artificial e à computação de alta densidade.

Nesta edição, a RTI reúne os principais fabricantes que atuam no mercado brasileiro, para apresentar suas estratégias, lançamentos e tecnologias voltadas a esse novo momento da infraestrutura digital. A reportagem especial mostra como o setor está respondendo aos desafios impostos pela IA, conciliando maior capacidade computacional, eficiência energética, disponibilidade operacional e sustentabilidade.

Mais do que acompanhar uma tendência, compreender a evolução da climatização para data centers tornou-se essencial para entender os rumos da própria transformação digital. Afinal, à medida que cresce o poder de processamento, cresce também a importância da engenharia capaz de manter toda essa inteligência funcionando.

ARANDA EDITORA TÉCNICA CULTURAL LTDA. EDITORA TÉCNICA LTDA.

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Diretores: Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves, e José Rubens Alves de Souza (in memoriam )

REDAÇÃO REDAÇÃO REDAÇÃO: Diretor Diretor: José Rubens Alves de Souza ( in memoriam ) Jornalista responsável: Jornalista Sandra Mogami (MTB 21.780) Repórter: Repórter: Fábio Laudonio (MTB 59.526)

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RTI Redes, Telecom e Instalações, revista brasileira de infraestrutura e tecnologias de - Redes, Telecom e Instalações, brasileira infraestrutura e tecnologias Telecom infraestrutura comunicação, é uma publicação da Aranda Editora Técnica Cultural Ltda. Aranda Editora Aranda Editora Técnica Cultural Ltda. Aranda Editora Redação, Publicidade, Administração, Circulação e Correspondência: Redação, Administração, Circulação e Correspondência: Alameda Olga, 315 - 01155-900 - São Paulo - SP - Brasil. Tel.: + 55 (11) 3824-5300 e 3824-5250 inforti@arandanet.com.br – www.arandanet.com.br

A revista RTI - Redes, Telecom e Instalações é enviada a 12.000 profissionais das áreas de telecomunicações; redes locais, informática e comunicação de dados; instalações; TV por assinatura; áudio e vídeo; segurança (CFTV e alarmes); automação predial e residencial; e sistemas de energia, aterramento e proteção elétrica.

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mercado brasileiro de provedores de Internet entrou em uma nova fase de consolidação. Depois de um ciclo de forte expansão impulsionado pela demanda durante a pandemia, o crescimento orgânico perdeu força, as margens ficaram mais pressionadas e a rentabilidade passou a depender cada vez mais de ganhos de escala. Nesse cenário, fusões e aquisições (M&A) deixaram de ser apenas uma estratégia de expansão e passaram a ser, em muitos casos, uma condição para a sustentabilidade dos negócios. É nesse ambiente que atua a IT Investimentos, de São Paulo, boutique especializada em operações de M&A e captação de recursos para os setores de telecomunicações e tecnologia. Fundada em 2013, a empresa afirma possuir o maior histórico de transações nos segmentos de telecom e tecnologia, tendo participado de alguns dos principais movimentos de consolidação do mercado brasileiro desde 2018. A carteira compreende 88 transações concluídas, sendo 73 envolvendo provedores de Internet, e um volume acumulado de R$ 14,2 bilhões em negócios. Entre as operações estão negociações envolvendo grupos como Giga+, Vero, Desktop, Americanet, Brasil TecPar, Alares, Sky/ZaaZ e V.tal/NiU.

Segundo Gustavo Barros, fundador e sócio da IT Investimentos, a consolidação observada atualmente é consequência direta da dinâmica econômica do setor. “Hoje quem consegue crescer acima de 5% ao ano tem um bom crescimento, mas esse ritmo é insuficiente para compensar fatores como inflação, aumento de custos operacionais e o elevado custo de capital no país”, afirma.

O cenário é agravado pela intensa concorrência. De acordo com Barros, o mercado brasileiro reúne entre 15 mil e 18 mil provedores, o que dificulta reajustes de preços. “Não é possível crescer e aumentar a escala, dado o nível concorrencial”, observa. Na prática, os provedores se tornaram tomadores de

preço, convivendo com receitas relativamente estáveis enquanto custos como energia, salários e infraestrutura continuam aumentando.

Nesse contexto, a busca por escala tornou-se fundamental. A ampliação da base de assinantes por meio da aquisição de concorrentes permite diluir custos, capturar sinergias operacionais e aumentar a massa crítica em regiões onde a operadora já possui presença consolidada.

A tendência tem provocado uma reconfiguração do setor. Para Barros, os provedores de porte intermediário, especialmente aqueles entre 30 mil e 100 mil assinantes, tendem a desaparecer gradualmente como empresas independentes. “Esses médios estão sendo consolidados”, afirma. A expectativa é de um mercado cada vez mais dividido entre pequenos provedores regionais e grandes grupos com centenas de milhares de clientes.

Atualmente, segundo a IT Investimentos, os grupos mais ativos em aquisições incluem Alares, ZaaZ e V.tal/NiU, enquanto operadoras regionais também vêm realizando movimentos de consolidação em mercados específicos.

Além da intermediação das operações, a IT Investimentos tem ampliado sua atuação como consultora estratégica para provedores que desejam se preparar para esse novo cenário. O trabalho envolve avaliação financeira, modelagem de negócios, análise de indicadores operacionais, revisão de governança corporativa, organização contábil e jurídica, além da coordenação de processos de due diligence e negociação.

O objetivo é aumentar a eficiência operacional e melhorar a rentabilidade antes de um eventual processo de venda, fusão ou captação de recursos, elevando a valoração da empresa.

A preparação prévia tem se tornado cada vez mais relevante porque o perfil dos investidores também mudou. Na visão da IT Investimentos, o ciclo de aportes de fundos voltados à expansão acelerada dos provedores perdeu força. Se entre 2018 e 2022 o mercado assistiu à entrada de diversos investidores financeiros, hoje predominam movimentos realizados por operadoras já estabelecidas ou por grupos que contam com estrutura consolidada de capital.

Outro fator que reforça a necessidade de adaptação é a dificuldade crescente de expandir redes em novas áreas. Segundo Barros, o retorno dos investimentos em infraestrutura aumentou significativamente nos últimos anos. “Até a pandemia, você fazia o investimento numa cidade nova e tinha retorno em 12 a 24 meses. Hoje esse retorno está em sete ou oito anos”, afirma.

Diante desse cenário, a IT Investimentos defende que os provedores concentrem esforços na retenção de clientes, na rentabilização da base existente e na diversificação de receitas. O executivo destaca especialmente o potencial do mercado corporativo. “Existe um espaço enorme. Há clientes nossos crescendo acima de 15% ao ano no segmento de B2B”, afirma.

A retenção de clientes também ganhou relevância em um ambiente de crescimento mais lento. Para a empresa, controlar o churn e aumentar a receita média por usuário são estratégias mais eficazes do que investir agressivamente na conquista de novos assinantes em mercados já saturados.

Em um setor que caminha para uma concentração cada vez maior, a IT Investimentos aposta que a preparação financeira, operacional e estratégica dos provedores será decisiva para determinar quem continuará crescendo de forma independente e quem passará a integrar os próximos ciclos de consolidação.

IT Investimentos – Tel. (11) 97102-8513 n Site: https://itinvestimentos.com.br/

crescimento acelerado dos data centers, impulsionado pela expansão das aplicações de IA - Inteligência Artificial, vem elevando a importância dos sistemas de climatização e refrigeração. Além de garantir a operação contínua dos equipamentos, essas soluções são fundamentais para a eficiência energética, a disponibilidade e a confiabilidade das instalações, fatores cada vez mais críticos em ambientes de missão crítica.

A evolução das cargas computacionais voltadas à IA também tem provocado um aumento significativo da densidade térmica dos racks. Enquanto data centers convencionais operam, em muitos casos, com densidades entre 5 e 15 kW por rack, ambientes dedicados ao processamento de IA podem ultrapassar 30, 50 ou até 100 kW por rack, impulsionando a adoção de novas estratégias de resfriamento e tornando a infraestrutura térmica um elemento estratégico para a operação desses empreendimentos.

Com mais de quatro décadas de atuação no mercado de climatização, a Climapress, de São Paulo, busca ampliar sua participação nesse segmento e já se posiciona para atender às futuras demandas relacionadas ao resfriamento líquido (liquid cooling), tecnologia que vem ganhando espaço em novos data centers de alta densidade voltados a aplicações de IA.

Fundada em 1983, a empresa é especializada em instalações de sistemas de ar-condicionado para aplicações industriais, farmacêuticas, hospitalares, comerciais e de missão crítica. Ao longo de sua trajetória, acumula mais de 1900 contratos executados e mantém uma estrutura própria voltada à engenharia e à fabricação de componentes para seus projetos.

Um dos diferenciais da companhia é a fábrica própria de dutos, em operação desde 1998. A unidade produz dutos retangulares do tipo TDC, dutos cilíndricos calandrados e espiralados, além de acessórios, estruturas metálicas e bases para equipamentos.

Segundo a empresa, essa verticalização contribui para o controle de qualidade, a otimização dos processos construtivos e o cumprimento dos cronogramas das obras.

Nos últimos anos, a Climapress intensificou sua atuação no segmento de data centers. Entre os projetos executados estão quatro instalações para a Scala Data Centers, em Tamboré, SP, consideradas pela empresa um marco importante em sua trajetória no mercado de missão crítica.

Nesse tipo de empreendimento, a empresa atua na execução completa dos sistemas de climatização, desde o recebimento dos equipamentos de arcondicionado fornecidos pelo cliente, incluindo sua movimentação horizontal e vertical, posicionamento e instalação nas respectivas bases de apoio, até a montagem das redes hidráulicas, com a instalação de tubulações, conexões, suportes, válvulas e demais acessórios necessários ao sistema. “Também realizamos o fornecimento e a instalação dos componentes periféricos de automação e controle, assegurando a integração e o correto funcionamento dos sistemas, além da execução das instalações elétricas associadas à climatização, abrangendo quadros elétricos, infraestrutura composta por eletrocalhas, leitos e eletrodutos, bem como o cabeamento de força e controle”, diz Antonio Tadeu de Oliveira Soares, diretor comercial da empresa.

vez mais relevante diante do crescimento das densidades computacionais e térmicas exigidas pelas aplicações de IA.

Embora os investimentos em data centers já estejam em curso no Brasil, a empresa acredita que a próxima fase de expansão do mercado, especialmente relacionada à infraestrutura voltada à Inteligência Artificial e às soluções avançadas de resfriamento, deverá ganhar ainda mais intensidade nos próximos anos. “Existe uma grande tendência e bastante projeto em andamento. Acredito que esses projetos devem ganhar intensidade a partir do início de 2027”, afirma o diretor.

Para as áreas administrativas dos data centers, são normalmente empregados sistemas de climatização convencionais de expansão direta, utilizando equipamentos do tipo VRF - Variable Refrigerant Flow, que proporcionam elevada eficiência energética, flexibilidade operacional e controle individualizado das condições de conforto térmico dos ambientes.

De olho na evolução tecnológica do setor, a companhia também firmou um acordo de prestação de serviços com a Vertiv. A parceria tem como objetivo preparar a equipe para atuar em projetos que utilizem sistemas de resfriamento líquido, uma tecnologia cada

Para capturar essas oportunidades, a Climapress tem reforçado sua área de engenharia e ampliado a oferta de serviços de engenharia de valor, prática que busca otimizar soluções construtivas, reduzir custos e aumentar a eficiência dos projetos sem comprometer seus requisitos técnicos, operacionais e de desempenho.

Com mais de 40 anos de experiência, equipe técnica especializada e atuação consolidada em ambientes de missão crítica, a empresa vê o segmento de data centers como uma das principais frentes de crescimento para os próximos anos, acompanhando a expansão da infraestrutura digital e a crescente demanda por capacidade computacional no país.

Climapress – Tel. (11) 99446-4169 n Site: http://climapress.com.br/

INFORMAÇÕES

WDC Networks lançou a linha Awire de CPEs - Customer Premises Equipment com tecnologia FWA - Fixed Wireless Access, voltada a provedores de Internet que buscam ampliar suas ofertas de conectividade móvel e criar novas fontes de receita. Mais do que uma alternativa à fibra óptica, a proposta da empresa é posicionar o FWA como solução de redundância e backup de conectividade, especialmente para aplicações corporativas que não podem sofrer interrupções.

Embora o FWA seja amplamente utilizado em países onde a infraestrutura de banda larga fixa ainda é limitada, como regiões da África e da Índia, o cenário brasileiro é diferente. Com grande parte das áreas habitáveis já atendidas por redes de fibra óptica, a tecnologia passa a assumir um papel complementar, funcionando como uma camada adicional de segurança para garantir a continuidade dos serviços.

Segundo Gustavo Barraboni, gerente de Produtos da WDC Networks, o principal desafio enfrentado pelos provedores no Brasil não é mais a ausência de conectividade, mas a vulnerabilidade das redes aéreas de fibra.

Em diversas regiões do país, rompimentos causados por caminhões, obras, intempéries ou interferências na infraestrutura de postes geram interrupções frequentes dos serviços.

failover. O equipamento recebe a conexão principal via rede cabeada e, em caso de perda do link óptico, realiza automaticamente a comutação para uma conexão móvel 4G ou 5G por meio de uma ONU bridge e chip SIM. Em caso de falha na fibra, o dispositivo identifica o problema e muda automaticamente a conectividade para o 5G. Quando a fibra é restabelecida, o sistema retorna à conexão principal sem necessidade de intervenção manual.

“Tem provedores que relatam mais de dez rompimentos de fibra por dia. Em alguns locais, basta a passagem de um caminhão para ocorrer uma interrupção”, afirma Barraboni.

Nesse contexto, as novas CPEs da Awire operam como uma solução de

Embora a solução possa ser utilizada em aplicações residenciais, a WDC vê no mercado B2B o principal potencial de crescimento.

Ambientes como escritórios, redes de hotéis, postos de combustíveis, agências bancárias, indústrias e operações de varejo dependem cada vez mais da disponibilidade contínua da Internet para realizar pagamentos, acessar sistemas em nuvem e operar serviços digitais. Nesse cenário, a redundância oferecida pelo FWA surge como uma alternativa de menor complexidade de implantação em comparação à contratação de um segundo link físico.

A WDC está comercializando a tecnologia em pronta entrega. A solução foi tropicalizada pelo time de P&D de acordo com as demandas dos provedores e seu público-alvo. “Esse é um grande diferencial da WDC frente às marcas globais, que não customizam produtos para mercados locais. Podemos adequar a tecnologia à realidade técnica, econômica e operacional do mercado brasileiro”, reforça.

A linha Awire inclui modelos indoor e outdoor. A versão interna combina recepção do sinal móvel e roteamento Wi-Fi 6 em um único equipamento. Já a versão externa foi projetada para aplicações em áreas remotas ou com menor intensidade de sinal, oferecendo maior sensibilidade de recepção e integração com roteadores instalados no ambiente interno.

Outro aspecto destacado pela WDC é o potencial de monetização para provedores que atuam ou investiram em operações de MVNO - Mobile Virtual Network Operator. Nos últimos anos,

muitos provedores passaram a oferecer serviços móveis próprios utilizando acordos com operadoras de rede. Entretanto, parte dessas iniciativas enfrentou dificuldades comerciais, resultando em estoques de chips e baixa utilização das linhas contratadas. O FWA pode ajudar a transformar esses ativos em novas receitas. Ao fornecer uma CPE equipada com chip móvel próprio, o provedor passa a comercializar não apenas o serviço de banda larga fixa, mas também uma camada adicional de conectividade móvel integrada ao pacote.

Além de funcionar com chips de operadoras tradicionais, os equipamentos também suportam redes privativas e projetos de conectividade em frequências licenciadas para aplicações corporativas, industriais e de cidades inteligentes.

A WDC também posiciona o FWA como alternativa à conectividade via satélite, oferecendo menor latência e maior simplicidade de implantação.

“Enquanto soluções via satélite exigem antenas dedicadas e frequentemente envolvem custos mais elevados de instalação e consumo de dados, as CPEs FWA podem ser transportadas e ativadas rapidamente utilizando apenas um chip móvel compatível”, finaliza.

WDC Networks – Tel. (11) 3035-3777 n Site: https://wdcnet.com.br/

MediQuo, com sede em Belo Horizonte, MG, fornece uma plataforma que permite aos provedores agregar aos seus portfólios uma solução de telessaúde como um SVA – Serviço de Valor Agregado.

INFORMAÇÕES

Com mais de 3 milhões de usuários, o MediQuo realiza atendimentos online com profissionais próprios como pediatras, dermatologistas, ginecologistas, psicólogos, nutricionistas e instrutores de educação física. Para animais de estimação, a plataforma viabiliza consultas com médicos veterinários.

“Um de nossos diferenciais é ter clínicos gerais 24 horas à disposição, como em um pronto-socorro. O titular e seus filhos menores de 18 anos têm acesso à telemedicina de forma ilimitada”, afirma Izabel Cristina Almeida Santos, diretora comercial da empresa.

Uma vez na plataforma, acessada via computador ou aplicativo para dispositivos móveis via App Store e Google Play, o usuário envia uma mensagem para o chat. Ao encontrar um profissional, o sistema inicia a consulta utilizando ferramentas de áudio e vídeo. Segundo a empresa, o tempo de espera na busca por atendimento de um clínico geral é de no máximo 10 minutos.

“Cerca de 90% dos casos já são resolvidos no primeiro atendimento da telemedicina. Em situações mais graves, o paciente é encaminhado a um hospital físico. Vale ressaltar que nossos profissionais são criteriosos na emissão de atestados com indicação de medicamentos ou dispensa de atividades laborais”, salienta Izabel.

Comercializada no modelo white label, a plataforma pode ser integrada aos sistemas de ERPs existentes, permitindo que os assinantes acessem, diretamente pelo MediQuo, funcionalidades como emissão de boletos e gestão de serviços de Internet. O número de beneficiários atendidos fica a cargo do provedor. A solução é oferecida em dois formatos de licença: individual, limitada a um único usuário; e familiar, que pode ser estendida a até três familiares (o titular do plano e mais duas pessoas maiores de 18 anos). Já dependentes menores de idade podem ser incluídos de forma ilimitada.

A operadora Algar Telecom já disponibiliza os serviços de atendimento médico da MediQuo e, em janeiro de 2026, adquiriu participação na empresa, apostando no potencial de expansão do mercado de saúde digital no Brasil.

MediQuo – Site: www.mediquo.com.br

soluções em engenharia em conformidade com as resoluções da Anatel, incluindo a disponibilização de responsáveis técnicos junto ao CREA e CFT, elaboração de ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, representação em processos administrativos e controle de recursos de numeração”, completa Bispo.

Engen – Engenharia de Provedores é uma consultoria especializada em conformidade regulatória para provedores de Internet e operadoras. Com sede em São Paulo, a empresa foi criada em 2024 a partir da divisão das atividades da Almeida ISP Cont, que manteve o foco na área tributária, enquanto a nova operação passou a se dedicar exclusivamente aos serviços de pós-outorga e regulação.

“Nosso objetivo é ser um braço da Almeida ISP Cont. Quando demandas relacionadas ao pós-outorga começaram a ficar mais acentuadas, entendemos que era o momento de criar uma empresa dedicada exclusivamente à área regulatória”, lembra Gilvânio Bispo, CEO administrativo da Engen.

O portfólio de serviços inclui o acompanhamento de todo o ciclo regulatório, desde a obtenção de concessões e licenciamentos junto à Anatel até a gestão contínua de obrigações pós-outorga para serviços SCM – Comunicação Multimídia, STFC –Telefônico Fixo Comutado e SEAC – Acesso Condicionado. “Também oferecemos

Para realizar os trabalhos, as empresas atuam em conjunto no mesmo endereço, sendo a equipe da Engen composta por profissionais da Almeida ISP Cont especializados em questões normativas. Desde a sua fundação, a Engen atuou com mais de 70 clientes, tendo gerado uma economia de R$ 50 mil aos seus clientes.

Engen – Tel. (11) 94669-6647 n Site: www.engen.net.br

Easy Auth, de Palhoça, SC, comercializa uma solução que possibilita aos provedores transformarem hotspots Wi-Fi em plataformas de marketing inteligente. O modelo de negócio surgiu a partir de uma experiência vivida por um dos sócios da empresa nos Estados Unidos. Ao entrar em uma cafeteria, ele solicitou o nome e senha da rede para se conectar ao Wi-Fi do estabelecimento, mas recebeu a informação de que o acesso era gratuito mediante um breve cadastro.

IA encontra a indústria da manufatura.

Entenda o que é necessário para implantar e dimensionar aplicações de IA.

A IA já não é um conceito futurista para a manufatura: é uma necessidade atual. O sucesso dependerá não apenas de investir em IA, mas também de construir a infraestrutura capaz de suportá-la. À medida que a indústria avança, começa a corrida para fechar a lacuna entre a ambição e a execução. Aqueles que conseguirem liderarão a próxima onda de inovação industrial.

A Vertiv está preparada para lidar com a sua demanda.

Saiba mais

INFORMAÇÕES

“No início, o modelo de cadastro da Easy Auth era baseado em check-ins em redes sociais. Na versão atual, trabalhamos de forma integrada ao usuário, dispensando o uso de aplicativos de terceiros”, lembra Vinicius Ribas Samuel dos Santos, CEO e um dos fundadores da empresa.

Compatível com diversos sistemas de ERP e CRM, a plataforma permite ao usuário se conectar a redes Wi-Fi disponibilizadas em estabelecimentos comerciais, como restaurantes e padarias, além de espaços públicos, como pontos turísticos e parques, mediante o preenchimento de um cadastro com parâmetros como nome, idade, cidade, telefone e e-mail. A tela de autenticação é white label, podendo ser personalizada pelo provedor, que também pode adaptar os campos do formulário de acordo com suas necessidades.

“Informações como nome, e-mail, cidade, idade e telefone são suficientes para a execução de uma campanha de marketing direcionada. Em conexões posteriores de uma pessoa no mesmo local, podem ser demandadas referências adicionais, como comida preferida e time do coração”, explica Santos.

Os dados coletados dos usuários que aceitam os termos do serviço são tratados e disponibilizados aos provedores seguindo diretrizes da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados e do Marco Civil da Internet,

com insights como frequência de conexão, local em que o usuário mais se conecta, dias e horários com maior fluxo de pessoas e até mesmo o tempo médio necessário para fazer login. A base é compatível com plataformas de mensageria. Para clientes que não contam com um serviço do tipo, a Easy Auth mantém uma parceria com a bip.marketing.

Além de campanhas de marketing direcionadas, a empresa oferece um serviço de Wi-Fi pré-pago. Voltado a eventos e locais que cobram pelo acesso à Internet, a modalidade funciona de maneira similar ao modelo gratuito, mas exige que o usuário adquira um pacote de dados após o preenchimento do cadastro. Um dos diferenciais da plataforma é a possibilidade de pagamento via PIX, com liberação automática e imediata da conexão após a confirmação da transação.

“O anúncio direcionado permite ao provedor comercializar produtos de maneira mais assertiva. Um exemplo é a oferta de um SVA de livros para usuários que frequentam bibliotecas”, afirma Gilnei de Pellegrin, também CEO e fundador da Easy Auth.

Com 10 anos de mercado e mais de 100 milhões de usuários autenticados, a Easy Auth ultrapassou a marca de 700 provedores atendidos. Além do Brasil, a companhia atua em países como Estados Unidos, México, Colômbia, Peru, Argentina, Chile e Angola.

Easy Auth – Tel. (51) 2399-2459 n Site: www.easyauth.net

O melhor do Bits

Tendências - A ABDIB - Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base lançou o Comitê de Infraestrutura Digital, iniciativa voltada à discussão dos desafios e oportunidades associados à expansão de um dos segmentos de maior crescimento no país. O grupo reunirá representantes de data centers, empresas de energia, construtoras, fornecedores de equipamentos de

conectividade e outros agentes ligados ao ecossistema digital brasileiro. A coordenação do novo comitê ficará a cargo de Luciano Fialho, vice-presidente sênior da Scala Data Centers. Segundo a entidade, o objetivo é criar um fórum permanente para debater temas relacionados à infraestrutura necessária para suportar o avanço da computação em nuvem, IAInteligência Artificial, conectividade de alta velocidade e armazenamento de dados. Site: https://abrir.link/dVSNO.

Mercado - A Padtec anunciou a criação da PMN - Padtec Marine Networks, unidade de negócios voltada ao desenvolvimento e à implantação de projetos de infraestrutura submarina e costeira. Como parte da estratégia, a companhia adquiriu 85% da LEV Brasil, empresa especializada em geociências aplicadas, engenharia marinha e licenciamento ambiental, com sede em Vila Velha, ES. Segundo a empresa, a iniciativa marca o retorno da Padtec ao mercado de infraestrutura submarina e amplia sua atuação na cadeia de valor dos projetos de conectividade. Site: https://abrir.link/fFLrA.

Infraestrutura - O BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou um financiamento no valor de R$ 10 milhões, com recursos do programa BNDES Fust, para ampliar a infraestrutura de telecomunicações da Aonet Serviços de Comunicação no interior paulista. Os recursos serão destinados à construção de aproximadamente 162 quilômetros de rede de transporte de alta capacidade em fibra óptica. Com conclusão prevista para janeiro de 2028, a estimativa da empresa é que a expansão conecte uma população de 175 mil pessoas nas áreas contempladas. Site: https://abrir.link/FRwbe.

Data centers - O Rio Grande do Norte está estruturando uma estratégia para se tornar um polo de infraestrutura digital voltado a IA - Inteligência Artificial, data centers e processamento de alto desempenho. O plano inclui a instalação de cabos submarinos internacionais, a implantação de um supercomputador previsto no PBIA - Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e projetos associados de energia renovável. O projeto contará com aporte de R$ 1,8 bilhão do governo federal, além de contrapartida estadual, e deverá ser concluído em cerca de 12 meses. Segundo o governo potiguar, o equipamento será voltado a aplicações de IA, ciência e inovação e deverá atuar de forma integrada ao segundo supercomputador previsto para a região Sudeste. Site: https://abrir.link/VwbOK.

O melhor do Bits traz um resumo das principais notícias sobre o mercado publicadas no RTI in Bits, boletim semanal enviado por e-mail para os leitores de RTI. Mais notícias podem ser encontradas no site: https:// www.arandanet.com.br/revista/rti/noticias.

INFRAESTRUTURA DIGITAL

Infraestrutura - Inclusão Digital -Amazônia 5G

Heróis do Norte: o consórcio de provedores regionais que está que conectando o Brasil as grandes operadoras esqueceram

Com R$ 500 milhões em invesmentos, tecnologia 5G e 4G, 12 mil km de backbone e uma rede cooperada de parceiros locais, a Amazônia 5G e a Infovia Digital avançam sobre a fronteira mais desafiadora das telecomunicações brasileiras

Por Jornalista DRT/BA 2431 - @joseamorim

José Amorim -

Parceiro Tecnológico Estratégico

eminvestimentos

beneficiados

beneficiadas até 2030 derodoviasfederaisalcançadas

Ecossistema integrado de conectividade: bra óptica, backbone, data centers e tecnologia móvel unidos para ampliar a inclusão digital na Amazônia.

Abeira do rio não tem placa, não tem endereço e, até pouco tempo atrás, não tinha sinal. Para chegar até lá, é preciso horas de barco, sorte com o clima e um técnico disposto a puxar cabo de fibra óptica pela lama, desviar de cobras e acampar dentro de aldeias indígenas. É nesse Brasil que nenhuma grande operadora quis entrar que a Amazônia 5G decidiu plantar sua bandeira.

"Nós sempre fomos movidos a resolver os problemas da nossa região", diz Luiz

Cláudio Pereira, CEO da Amazônia 5G e um dos sócios fundadores da Infovia Digital empresa associada à Inforbarra Telecom, uma das maiores redes de fibra óptica do país, com mais de 60 mil km de infraestrutura e presença em dezenas de estados. "Se alguém fez, a gente também pode fazer. Bora fazer."

UMAFRONTEIRAESQUECIDA

O Norte é a região mais extensa do Brasil e, ao mesmo tempo, a menos conectada Municípios imensos, baixa densidade populacional e rios que substituem estradas formam uma geografia que, historicamente, afastou os grandes

Quem não tem acesso à internet, não tem cidadania. O Norte é a região menos conectada do Brasil e uma das menos conectadas do mundo.

investidores em telecomunicações O mercado endereçável mapeado pela Amazônia 5G abrange cerca de 8 milhões de pessoas das capitais e grandes

centros da região Norte até pequenas cidades, comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas que as operadoras nacionais ainda não alcançam

"Quem não tem acesso à internet, não tem cidadania. O Norte é a região menos conectada do Brasil e uma das menos conectadas do mundo", resume Cynara Pereira, engenheira do grupo.

É nesse cenário que a Amazônia 5G se apresenta com uma proposta que vai além do negócio: digitalizar a economia regional e levar mobilidade a comunidades quilombolas, indígenas e ribeirinhas que, até hoje, dependem de soluções caras como as oferecidas por multinacionais, cujo custo médio de R$ 300 mensais é inacessível para a maior parte da população. A solução da empresa: chips a cerca de R$ 40, com planos pensados para baixa renda e infraestrutura construída pelos próprios atores locais.

AEPOPEIADAINFRAESTRUTURA

Há 25 anos no mercado, o grupo iniciou com redes de rádio no Maranhão, migrou para fibra no Pará — onde foi o primeiro a subir cabo na Serra dos Carajás e construiu, rota por rota, um dos maiores backbones privados do Norte: 12 mil km no anel principal, chegando a 22–25 mil km somando os parceiros. Grande parte usa tecnologia OPGW — fibra instalada nos linhões de energia, onde nenhum cabeamento convencional chegava.

"No Tocantins, hoje é muito difícil encontrar uma localidade sem fibra. Tem cabo passando em rio, no meio da floresta", conta Luiz Cláudio Essa base foi o trampolim para o salto seguinte: o mercado móvel.

DOBACKBONEAO5G—EAO4G

A entrada no mercado celular nasceu da aquisição das licenças de 3,5 GHz da Liga Telecom O próximo passo foi vencer o leilão de 700 MHz da Anatel, em maio de 2026 — arrematando o Lote A1 (Norte + São Paulo) com R$ 7.010.114,86, em disputa que precisou derrubar uma liminar das grandes operadoras para acontecer. Licenças válidas até dezembro de 2044

Os compromissos são concretos: 864 localidades beneficiadas até 2030, 680 mil pessoas impactadas e 6,5 mil km de rodovias federais recebendo sinal — incluindo trechos das BRs 101, 116, 135, 163, 242 e 364.

O MODELO QUE NINGUÉM VENCE SOZINHO

O maior diferencial não está na tecnologia. Está no modelo. Em vez de cobrir 25 mil km de floresta com equipe centralizada, o grupo formou um consórcio de 12 operadores regionais, cada um r e s p o n s á v e l p o r s e u e s t a d o , c o m infraestrutura compartilhada e autonomia local. São provedores que nasceram naquele território, conhecem os rios e têm vínculo real com as comunidades há sócios que passam o final de semana dentro de aldeias indígenas A infraestrutura também será disponibilizada em modelo white label para outros provedores regionais.

A Amazônia 5G impulsiona a inclusão digital, fortalece a economia regional e amplia oportunidades na Região Norte do Brasil

130TORRESECONTAGEMREGRESSIVA

Em junho de 2026, a Amazônia 5G concluía a implementação de 130 torres na região Norte para cumprir os compromissos com a Anatel ainda em 2026. O lançamento comercial — já em fase de testes — é esperado para as próximas semanas.

" Q u e r e m o s s e r a g e n t e s d e transformação digital na Amazônia, digitalizando educação, saúde e regiões remotas As operadoras não fazem esse papel. Todos os grandes desafios que entramos, concluímos. Acredito que esse não será diferente."

A história da Amazônia 5G, da Infovia Digital e da Inforbarra é, no fundo, a história de quem escolheu ir aonde ninguém foi. Não por obrigação — mas por propósito. E o Norte nunca mais será o mesmo.

Guia de empresas de serviços financeiros para provedores

O levantamento mapeia empresas que estruturam o crescimento dos provedores, reunindo serviços que vão de M&A e captação de recursos à reestruturação financeira e governança, mostrando como o acesso ao mercado de capitais e a assessoria especializada vêm se tornando decisivos para a expansão, consolidação e ganho de escala no setor.

M&A (Fusões e Aquisições)

Assessoria em

Empresa

IPV7 Valuex(11) 94596-0134 n contato@ipv7.com.br

IT Investimentos(11) 97102-8513 n contato@itinvestimentos.com.br

MJ8(51) 99647-6547 n roland.fabio@icloud.com

Prosper (11) 2640-0440 n contato@prospercapital.com.br

Telcobank (11) 94547-5061 n comercial@telcobank.com.br

Vispe Capital (51) 99338-2756 n brenda.mathias@vispe.com.br

Venda de empresas (sell-side)

Captação de recursos

Reestruturação financeira Consultoria estratégica e financeira Assessoria contábil, fiscal e societária

Preparação para mercado financeiro Mercado e investidores

Prazo médio de uma operação de M&A Número de transações concluídas (últimos 5 anos)

Volume financeiro total das transações (últimos 5 anos)

Estruturação e coordenação de processos de M&A

Negociação com investidores/compradores

Coordenação de due diligence

Apoio contratual em transações

Captação de dívida (bancos, fundos, FIDCs)

Aquisição de empresas (buy-side) Estruturação de debêntures

Captação de equity (fundos/investidores estratégicos)

Recapitalização Reestruturação de dívida e negociação com credores Acesso a linhas incentivadas (BNDES, Finep, etc.)

Estudos de viabilidade e expansão Planejamento pré-recuperação judicial e contingência

Planejamento estratégico

Modelagem financeira, valuation e análise de ROI

Estruturação societária

Implantação de governança corporativa Melhoria das demonstrações financeiras Apoio em auditorias independentes Planejamento tributário e adequação fiscal/regulatória

Estruturação para captação ou venda

Implantação de ERP e treinamento de equipes

Relacionamento com fundos e investidores

Acesso a investidores estratégicos (operadoras/grupos)

Condução de processos competitivos (leilão de propostas)

Menos de 6 meses

De

Acima de 12 meses

transações

Até 10

De 11 a 30 transações

Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 51 empresas pesquisadas.

Fonte: Revista Redes, T Redes, Redes, T Redes, Telecom e Instalações elecom e elecom e Instalações elecom e elecom , julho de 2026.

Este e muitos outros Guias de RTI RTI RTI RTI RTI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/rti e confira.

Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

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Wi-Fi 7: oportunidade para melhorar a experiência das redes de banda larga no Brasil – Parte 3

A terceira e última parte do estudo sobre Wi-Fi 7 apresenta casos de implementação da tecnologia em universidades, redes residenciais e aeroportos no Brasil e no exterior, destacando ganhos de desempenho, confiabilidade e capacidade de conexão. O documento também propõe recomendações de políticas públicas e atualização de infraestrutura para ampliar a inclusão digital e acelerar a adoção da nova geração de conectividade no país.

Este artigo foi resumido e adaptado do white paper “Desenvolvimento da Indústria de Wi-Fi no Brasil (20262028)”, lançado em fevereiro durante o Mobile World Congress (MWC) Barcelona 2026, na Espanha, em parceria entre a Huawei e o IPE Digital. A primeira parte, publicada na RTI de abril, apresentou as principais características tecnológicas do Wi-Fi 7.

A segunda parte detalhou a contribuição para o crescimento econômico e o papel do Wi-Fi 7 na transformação digital do país, incluindo aplicações em ambientes de negócios e na atualização de infraestrutura. Esta terceira e última parte trata das referências de aplicação do Wi-Fi 7 no Brasil e no mundo e as recomendações para atualização de infraestrutura. A versão completa do trabalho pode ser acessada no link: https://bit.ly/4d4OsYj.

Referências de aplicação do Wi-Fi 7

Educação – Selfnet na Alemanha

A Selfnet é uma associação estudantil fundada em 1999 com o propósito de fornecer aos estudantes uma rede de banda larga eficiente e de alto desempenho nos dormitórios e diversas áreas públicas nos campi universitários, além de permitir o desenvolvimento técnico e a troca de conhecimento

entre seus membros [1]. É uma das maiores organizações sem fins lucrativos da Alemanha.

Os principais serviços da Selfnet incluem segurança, otimização de desempenho, monitoramento e gerenciamento de rede. Os usuários podem acessar recursos de aprendizado online e experiências práticas por meio da rede, que é autogerenciada por seus membros. Alinhada ao objetivo de promover a transferência de conhecimento em TIC, desde outubro de 2013, a Selfnet começou a construir redes Wi-Fi em vários dormitórios, fornecendo acesso à rede sem fio além de conexões com taxas acima de 1 Gbit/s com fio em cada quarto. Atualmente, o acesso Wi-Fi está disponível em 14 áreas residenciais, cobrindo cerca de 3000 estudantes e uma média de mais de 1700 usuários simultaneamente. Como uma organização estudantil relacionada a TIC, a Selfnet tem estado na vanguarda do progresso tecnológico. Quando os produtos Wi-Fi 6 entraram no mercado global pela primeira vez, ela implementou tanto o Wi-Fi 6 quanto o Wi-Fi 6e. Em 2023, a Selfnet foi mais uma vez uma das primeiras a adotar pontos de acesso (APs) com Wi-Fi 7 e passou a considerar a substituição dos dispositivos Wi-Fi 6 existentes em seu escritório em Vaihingen por Wi-Fi 7.

Após a implementação dos primeiros dispositivos Wi-Fi 7, foram realizados testes em ambiente real [2], com resultados encorajadores. Em três cenários de teste com base na localização do dispositivo de teste –ótimo (dispositivo do usuário próximo ao AP), real (distância entre o dispositivo do usuário e o AP entre 2 e 10 m) e extremo (com o dispositivo do usuário e o AP separados por uma porta de metal, a cerca de 3 m de distância um do outro) –, foram observadas taxas máximas próximas a 3 Gbit/s. Mesmo no cenário extremo, a velocidade do terminal ainda pôde atingir 517 Mbit/s. Em todos os cenários, a taxa de download ficou consistentemente próxima ao dobro da do Wi-Fi 6.

Educação – Unifor - Universidade de Fortaleza

Um dos primeiros portos de desembarque do Wi-Fi 7 no Brasil foi no campus da Unifor - Universidade de Fortaleza, um espaço de 490 mil m2 com uma megaestrutura com cerca de 300 salas de aula e mais de 400 laboratórios especializados [3]. Em seus 40 blocos, de aulas, de atividades acadêmicas e de inovação, passam diariamente 20 mil alunos e 1300 professores, além de técnicos, funcionários e visitantes. A iniciativa de implantação do Wi-Fi 7 surgiu por meio da DTEC - Diretoria de Tecnologia da Unifor, no contexto da modernização da tecnologia Wi-Fi em todo o campus, para viabilizar projetos acadêmicos, suportar novos projetos de negócios pelas startups do Parque Tecnológico e melhorar a qualidade de conexão para os usuários no campus.

O projeto previu a implantação de lousas digitais e suporte a atividades interativas multimídia em salas de aula. Avaliações feitas pela Universidade mostraram que o desempenho do Wi-Fi 7, nesse caso, é primordial para suportar uma atividade em que 50 alunos estejam interagindo nesse ambiente digital muito dinâmico.

Nos espaços cobertos pelo novo Wi-Fi 7 a melhoria foi rapidamente percebida e resultou na total eliminação das queixas – até então recorrentes –

sobre a qualidade da transmissão e as constantes quedas de conexão, principalmente no roaming de um ponto de acesso a outro.

A Unifor também busca se valer da melhor confiabilidade das conexões na nova tecnologia para, por exemplo, aprimorar seus sistemas de segurança patrimonial. O Wi-Fi 7 traz a necessária confiabilidade de conexão aos coletores de sinais RFID, permitindo o rastreamento e localização em tempo real de equipamentos de estudo e pesquisa.

A alta conectividade favorece também projetos de IoT – Internet das Coisas desenvolvidos no Parque Tecnológico (TEC Unifor), que incuba cerca de 30 startups e seis empresas.

Banda larga residencial – Elisa na Finlândia

A Elisa é uma operadora finlandesa com uma forte base de usuários tanto em acesso fixo quanto sem fio. No entanto, o ambiente de mercado cada vez mais competitivo desde 2020, caracterizado por homogeneização de ofertas e guerras de preços, levou a Elisa a lançar um novo plano residencial Wi-Fi 7 [4]. Esse plano, além de oferecer aos usuários velocidades de acesso 2,5 Gbit/s, mais que duplicando a taxa de 1 Gbit/s normalmente oferecida nos planos dos concorrentes, também contribuiu para o aumento do ARPU - Receita Média por Usuário, impulsionando assim a receita e os lucros da Elisa.

Transporte – Empresa de gestão de aeroportos de Omã

A OAMC - Empresa de Gestão de Aeroportos de Omã opera quatro aeroportos civis no país: Mascate, Salalah, Duqm e Sohar. O Aeroporto Internacional de Mascate é o hub da Oman Air, lidando com 95.300 voos e 12,6 milhões de passageiros até o final de 2023, ocupando o primeiro lugar global na lista dos melhores aeroportos internacionais da AirHelp. A OAMC reformulou as redes de todos os quatro aeroportos, introduzindo tecnologias inovadoras como check-in sem fio, um sistema inteligente de gerenciamento de Wi-Fi e Wi-Fi 7,

alcançando a transformação digital e melhorando a qualidade do serviço [5]. A evolução foi necessária para atender à crescente demanda, até então não atendida pelas capacidades tradicionais de operação e manutenção de rede. A dificuldade operacional era agravada pela profusão de APs instalados em locais muitas vezes de difícil acesso, distribuindo sinais de Wi-Fi de baixa intensidade e com altos níveis de interferência, resultando em serviços degradados e de longos tempos para restabelecimento após ocorrências operacionais.

Após a atualização, a rede do aeroporto agora é visualizada em um único mapa, seus limites podem ser definidos em um segundo e pode ser otimizada com um único clique. A análise inteligente de problemas alimentada por IA identifica automaticamente as causas dos problemas e fornece sugestões de reparo, reduzindo o tempo médio de localização de problemas de horas para minutos e melhorando a eficiência da manutenção em 90%. Simultaneamente, pode fornecer Wi-Fi de alta qualidade, sem atrasos e com conectividade contínua para mais de 40 mil passageiros diariamente.

Educação – UTCC na Tailândia

A UTCC - Universidade da Câmara de Comércio da Tailândia teve início em 1940 como uma faculdade profissional de comércio e alcançando o status de universidade em 1984. Como uma instituição de ensino superior privada e sem fins lucrativos, a UTCC prioriza a excelência acadêmica em negócios, comércio e serviços, e foi pioneira em modelos de aprendizagem digital e híbrida no país. O Programa de Liderança Executiva da Tailândia em Comércio e Negócios (TEPCoT) da UTCC atrai líderes empresariais de todo o país, destacando a importância da universidade em escala global. Como pioneira em aprendizagem digital, a UTCC está comprometida em fornecer uma experiência de campus de última geração por meio de canais bem estabelecidos, como seu Sistema

INCLUSÃO DIGITAL

de Gestão de Aprendizagem (LMS), cursos online e híbridos, e o superaplicativo UTCC Plus para alunos e professores. Indo além, como parte de sua visão estratégica de se tornar uma universidade totalmente integrada à IA, a liderança da UTCC redesenhou proativamente os sistemas existentes para apoiar iniciativas focadas em IA. Para desbloquear totalmente os benefícios da educação impulsionada por IA, a UTCC vislumbra um futuro sustentado por um campus inteligente e seguro, salas de aula integradas à IA, um aplicativo de próxima geração que oferece serviços baseados em IA e conselheiros personalizados de IA. De acordo com essa visão, alunos e professores terão oportunidades ampliadas para usar plataformas de aprendizagem alimentadas por IA, acessar vastos recursos de dados e conduzir pesquisas computacionalmente intensivas. Ao modernizar sua rede [6], a UTCC visa capacitar a comunidade a participar plenamente da revolução da IA que está remodelando a educação e todas as indústrias. Portanto, a universidade está tomando medidas ousadas para atualizar a infraestrutura de rede, garantindo fluxos de dados contínuos, conectividade confiável e a largura de banda necessária para suportar ferramentas e aplicativos de IA de ponta.

Com sua nova solução de rede agora implementada, os funcionários e alunos da UTCC desfrutam de uma série de benefícios: um design totalmente redundante e um serviço de monitoramento de rede alimentado por IA garantem uma rede extremamente robusta que oferece uma experiência de usuário fantástica, ainda mais apoiada por monitoramento baseado em aplicativos, Qualidade de Serviço Hierárquica (HQoS) e roaming ininterrupto com suporte de IA. A conectividade de próxima geração dos APs Wi-Fi 7 é essencial para o projeto de modernização, ao habilitar conexões sem fio de alta velocidade que suportam totalmente a IoT. A cobertura sem fio é projetada para oferecer uma experiência contínua. E uma plataforma de gerenciamento

unificada monitora e opera redes com e sem fio em tempo real, com análise de rede alimentada por IA localizando falhas em questão de segundos: isso é O&M inteligente em ação no mundo real, entregando resultados muito reais para o benefício de todos.

Recomendações

Atualização de infraestrutura

• Formular políticas de subsídios digitais para incentivar as famílias, as pequenas e médias empresas e os provedores regionais a substituir gradualmente os dispositivos Wi-Fi 5/6 herdados até 2026. A taxa teórica do Wi-Fi 7 atinge até 46 Gbit/s, em comparação com 9,6 Gbit/s do Wi-Fi 6. Isso pode suportar aplicativos emergentes, como vídeo 4K/8K e AR/VR. São necessários dispositivos econômicos para dar suporte à adoção generalizada do Wi-Fi 7.

• Implantar o Wi-Fi 7 em cenários de grande afluxo de público, como os principais aeroportos, campi inteligentes, arenas esportivas e hospitais públicos, por exemplo, e explorar pilotos de aplicações do Wi-Fi 8 no cenário de IoT industrial.

• Trabalhar com o Ministério da Educação e Ministério das Comunicações para fornecer banda larga educacional gratuita (BL + AP padrão Wi-Fi 7) para escolas em áreas remotas e promover políticas de inclusão digital.

• Acelerar o progresso dos projetos de melhoria e de expansão da infraestrutura, como por exemplo o Projeto Norte Conectado e Wi-Fi Brasil, incluindo a disponibilização de redes internas de escolas e pontos de acesso públicos.

• Explorar possíveis sinergias de infraestrutura, como estradas ou linhas de transmissão, para acelerar a cobertura de serviços de conectividade em áreas remotas.

• Incentivar a cooperação entre empresas de serviços de satélite (como a Shanghai Spacecom Satellite Technology, Starlink, OneWeb, O3b, entre outras) e entidades públicas e provedores de serviço para o uso da Internet por meio de satélites não

geoestacionários para fornecer conexões de backup de alta velocidade em áreas remotas.

• Incentivar a implantação de laboratórios nacionais de certificação e verificação de desempenho de dispositivos Wi-Fi. Testes em laboratórios nacionais podem ajudar a reduzir o tempo de obtenção da certificação de novos dispositivos e atrair investimentos internacionais.

• Criar programas de apoio e financiamento a faculdades e empresas no desenvolvimento conjunto das principais tecnologias Wi-Fi 8 (como alocação dinâmica de recursos orientada por IA e comunicação THz).

Formulação de normas e regulamentos

• Garantia de serviço na banda larga fixa: implantar o processo e estabelecer a regulamentação complementar necessária para comprovação de cumprimento ou descumprimento da velocidade contratada para a banda larga fixa, previsto no RQUALRegulamento de Qualidade dos Serviços de Telecomunicações, considerando as características e inovações trazidas pelo Wi-Fi 7 que contribuam para o asseguramento das taxas de transmissão estabelecidas contratualmente.

• Padrões técnicos unificados: direcionar padrões técnicos e políticas públicas que guiem as operadoras e prestadores de serviço a suportar o Wi-Fi 7 em novas implantações e cenários após 2027 para acelerar a eliminação gradual de tecnologias desatualizadas. Também é importante simplificar o procedimento de certificação de dispositivos Wi-Fi, por meio do reconhecimento de relatórios de conformidade de testes realizados por laboratórios estrangeiros acreditados.

• Reforço da cooperação internacional em padronização: integrar o grupo de trabalho do IEEE 802.11 para promover a incorporação dos requisitos do Brasil aos padrões Wi-Fi 7 e Wi-Fi 8 (como requisitos de dissipação de calor do dispositivo em climas tropicais e suporte a vários idiomas).

Conclusão

A atualização e o desenvolvimento do Wi-Fi não são apenas um salto tecnológico puro, mas também um passo fundamental para o Brasil avançar em direção à soberania digital e aos objetivos da equidade social e do crescimento econômico. Por meio de atualizações de políticas, avanços tecnológicos e colaboração internacional, espera-se que o Brasil garanta que 95% da população tenha acesso a conexões com taxas da ordem de Gbit/s até 2030, estabelecendo uma referência para inclusão e desenvolvimento digital global.

O Brasil adota políticas públicas e acompanha ações de entes governamentais e privados no sentido de melhorar a inclusão digital, promovendo a chamada “Conectividade universal e significativa”.

O Wi-Fi 7 se mostra, nesse sentido, uma ferramenta tecnológica fundamental ao melhorar a estabilidade e qualidade das conexões, seja em aplicações para o usuário final, seja em ambientes industriais complexos ou mesmo zonas “hostis” à radiocomunicação, ao possibilitar novas aplicações e melhorar a segurança, privacidade e eficiência energética, reduzindo o consumo e habilitando aplicações em cenários de baixa disponibilidade energética.

Importante destacar que a convivência entre o Wi-Fi 7 e os serviços móveis é não apenas possível, mas desejável. A alocação do espectro de 6 GHz, destinando a banda de 5925 MHz a 6425 MHz para o Wi-Fi 7, permite o aproveitamento de todas as características diferenciadoras da nova tecnologia, ao mesmo tempo que beneficia a complementariedade da conectividade através das redes móveis que farão uso da banda acima de 6425 MHz.

Por fim, vale salientar que o Wi-Fi 7 é uma tecnologia já consolidada e disponível em número crescente de equipamentos, ao mesmo tempo em que elimina um “gargalo de velocidade” da conexão com os dispositivos finais. Dessa forma, provedores e integradores de soluções de conectividade corporativa contam com uma tecnologia que lhes proporciona a “entrega” efetiva das taxas requeridas ou estabelecidas em contrato com seus clientes.

REFERÊNCIAS

[1] https://selfnet.de/

[2] https://blog.selfnet.de/en/blog/2023-10-18-wifi7evaluation

[3] https://unifor.br/web/pesquisa-inovacao/-/unifor-ea-primeira-universidade-das-americas-com-wi-fi-7

[4] https://elisa.fi/wifi7/ (em finlandês)

[5] https://gulfnews.com/world/gulf/oman/omanairports-first-in-the-world-to-deploy-wifi-7-1.500348003

[6] https://govinsider.asia/intl-en/article/a-smartcampus-enables-smarter-education-heres-how

Ar-condicionado para data centers

AImpulsionado pela expansão dos data centers e pelo avanço da inteligência artificial, o mercado brasileiro de climatização para essas instalações deve crescer cerca de 17% ao ano até 2031. Com a refrigeração respondendo por aproximadamente metade do consumo energético dos data centers, fabricantes investem em soluções mais eficientes, modulares e voltadas a ambientes de alta densidade computacional.

rápida expansão dos data centers no Brasil tem ampliado a demanda por soluções de climatização cada vez mais sofisticadas. Segundo a consultoria Mordor Intelligence, o segmento de climatização para data centers deverá movimentar cerca de US$ 600 milhões no país até 2031, sem considerar os investimentos em infraestrutura elétrica e equipamentos de TI. A expectativa é de crescimento composto da ordem de 17% ao ano no período.

A busca por maior eficiência energética é um dos principais motores desse movimento. Em um data center, os sistemas de refrigeração podem responder por aproximadamente metade do consumo total de energia, tornando qualquer ganho de desempenho relevante para a redução do PUE - Power Usage Effectiveness. Ao mesmo tempo, a popularização da IA - Inteligência Artificial vem elevando a densidade dos racks e a geração de calor nos ambientes computacionais, impulsionando a adoção de novas arquiteturas de resfriamento, incluindo soluções híbridas e liquid cooling . Veja a seguir as principais ofertas das empresas no Brasil em CRAC - Computer Room Air Conditioner, CRAH - Computer Room Air Handler, DTC - Direct-to-chip Cooling e CDUs – Coolant Distribution Units.

Airsys

Além do avanço de tecnologias de alta eficiência, como liquid cooling e sistemas integrados de climatização, a Airsys, fabricante global de sistemas de climatização de precisão, está fortalecendo sua estrutura regional, com a recente nomeação de Marcio Kenji para a vice-presidência da companhia para a América Latina. “O Brasil deverá representar cerca de 60% da demanda de data centers na América Latina nos próximos anos”, afirmou. A estratégia da Airsys inclui a expansão das áreas de prévendas, vendas e serviços, com formação de um time especializado em sistemas end-to-end

A empresa pretende concentrar parte relevante de sua atuação no fornecimento de soluções voltadas a ambientes de IA e computação de alta densidade. Para novos projetos hyperscale, o foco será o portfólio PowerOne , plataforma que reúne soluções integradas de refrigeração, incluindo chillers, unidades CRAH, fan walls , CDUs e sistemas de resfriamento líquido DTC.

A Airsys vê espaço relevante para o avanço do LiquidRack em aplicações de retrofit, edge computing e ambientes enterprise. A solução foi desenvolvida para permitir o aumento da densidade

da RTI

ESPECIAL

Marcio Kenji, da Airsys: o Brasil será um importante hub global de data centers

computacional em instalações existentes sem necessidade de reconstrução completa da infraestrutura.

“Muitas instalações na região já possuem energia disponível e licenças aprovadas, mas enfrentam limitações relacionadas à forma como a energia é distribuída dentro do data center”, explicou Kenji.

A estratégia da companhia está baseada em soluções modulares, de alta eficiência e sem consumo de água. “O desafio não é apenas quanta energia um data center possui disponível, mas quanto dessa energia pode efetivamente ser direcionada à computação”, afirmou.

Site: https://air-sys.com.br/

Daikin

Com tecnologia japonesa, o portfólio da Daikin para climatização de data centers reúne equipamentos para resfriamento por ar e por líquido.

Segundo Ronald Borduni, gerente nacional de Vendas e Soluções da Daikin Brasil, entre os principais equipamentos da linha estão os chillers até 10.000 kW com compressores de alto desempenho, tecnologia inverter e versões com free cooling integrado.

A empresa também oferece unidades CRAH, destinadas ao controle térmico de precisão em ambientes críticos. Com capacidades entre 30 e 250 kW, os equipamentos utilizam ventiladores EC de alta eficiência e arquitetura modular. Para instalações de maior porte, a linha inclui sistemas fan wall, com capacidades entre 200 e 700 kW.

Outro componente do portfólio são os gabinetes destinados à individualização do controle térmico dos racks. A solução permite

gerenciar a temperatura de forma independente em cada posição. Segundo a fabricante, a modularidade do sistema facilita a manutenção e reduz a área ocupada pela infraestrutura de climatização, ampliando o espaço disponível para equipamentos de TI.

Na área de automação e monitoramento, a companhia destaca o sistema iPlant Manager (iPM), plataforma que utiliza inteligência artificial e machine learning para otimizar continuamente a operação da central de água gelada. O sistema realiza o controle em tempo real de chillers, bombas e equipamentos auxiliares, buscando maximizar a eficiência energética e reduzir o consumo total da instalação.

Os equipamentos também contam com monitoramento contínuo, diagnósticos avançados, recursos para manutenção preditiva e ferramentas de medição e verificação com dashboards gerenciais. A integração com plataformas de gerenciamento predial (BMS) e de infraestrutura de data centers (DCIM) é realizada por meio de protocolos abertos. No segmento de resfriamento líquido, a estratégia da empresa contempla arquiteturas de resfriamento líquido indireto, incluindo sistemas DTC, CDUs e integração com sistemas convencionais de água gelada. As CDUs ocupam posição central nessa arquitetura, disponíveis em capacidades que variam de 300 kW a 10 MW.

A empresa também oferece arquitetura patenteada de pressão negativa, que reduz riscos de vazamento. A opção de adoção de arquiteturas híbridas, combinando resfriamento líquido para componentes críticos, como processadores, e resfriamento a ar para cargas residuais e condicionamento do ambiente, permite a migração gradual de instalações existentes para modelos de maior densidade, preservando investimentos e oferecendo maior flexibilidade no desenho da infraestrutura.

Fundada em 1924 no Japão, a Daikin está presente no Brasil desde 2011, com uma planta fabril em Manaus, AM, e escritório em São Paulo.

Site: https://www.daikin.com.br/

Huawei

A linha da Huawei Digital Power inclui sistemas de expansão direta (CRAC), sistemas de água gelada, sistemas in row e perimetrais, soluções de free cooling indireto e tecnologias de refrigeração líquida voltadas para ambientes de alta densidade.

Resfriamento evaporativo indireto FusionCol8000-E da Huawei

Segundo Bárbara Pizzolatto, diretora de Negócios Off-Grid da Huawei Brasil, o aumento da densidade de potência dos racks tem transformado as exigências de refrigeração. Entre os destaques está a família NetCol. A linha NetCol 5000 oferece climatização in-row por expansão direta, com capacidades entre 25 e 65 kW. Posicionados entre os racks, os equipamentos aproximam a refrigeração da fonte geradora de calor, reduzindo perdas e aumentando a eficiência energética em ambientes de média e alta densidade.

Unidade CRAH da Daikin

ESPECIAL

Para data centers que utilizam sistemas de água gelada, a Huawei disponibiliza as soluções perimetrais FusionCol8000 e NetCol8000-A, com capacidades entre 45 e 120 kW, além da linha fan wall FusionCol8000-C, destinada principalmente a grandes data centers e instalações hyperscale, com capacidades que variam de 110 a 440 kW.

A empresa também oferece soluções para ambientes de menor porte por meio do Fusion Module 500 , um data center modular integrado que reúne rack, UPS, baterias de lítio, detecção e combate a incêndio, controle de acesso e climatização de precisão de 3,5 kW.

No segmento de alta densidade, a Huawei aposta na refrigeração líquida. A solução FusionCool 600 utiliza líquido refrigerante à base de glicol para remover o calor gerado pelos equipamentos, permitindo suportar cargas computacionais significativamente superiores às encontradas em data centers convencionais.

A companhia também disponibiliza sistemas de free cooling indireto, na linha FusionCol8000-E, com capacidades entre 140 e 400 kW. Site: https://www.huawei.com/br/

Indústrias Tosi

A Indústrias Tosi tem investido em infraestrutura para atender à crescente demanda por soluções de climatização voltadas a data centers. O aporte inclui a certificação do laboratório de testes, a aquisição de novos equipamentos e a modernização de galpões industriais. Com a ampliação, a empresa projeta um crescimento de 30% ao final de 2026.

“Recentemente, a Indústrias Tosi filiou-se à AMCA – Air Movement and Control Association para certificação da linha de venezianas e dampers de alta estanqueidade para data centers com sistema de resfriamento adiabático”, ressalta Marcos Santamaria Alves Corrêa, engenheiro sênior de aplicação e produto da empresa.

O portfólio é composto por soluções CRAC, CRAH em configurações de insuflamento inferior, superior e fluxo por deslocamento de ar, além das linhas Rack Plug para instalação entre racks de servidores e fan walls de expansão direta ou indireta (água gelada). O grande destaque é a unidade independente de ar condicionado montada em parede, disponível em capacidades de refrigeração de 3,7 a 106 kW.

Como fabricante de soluções de climatização, a empresa tem observado algumas tendências de mercado, como o liquid cooling. “Pretendemos investir em parcerias com empresas estrangeiras para a comercialização ou fabricação de CDUs”, afirma.

Presente no mercado desde 1954, a empresa dispõe de um parque fabril em Cabreúva, SP, além de um escritório comercial na capital paulista.

Site: www.industriastosi.com.br

Johnson Controls

O portfólio da Johnson Controls para climatização de data centers abrange toda a cadeia de gestão térmica, desde a captação e transferência de calor até sua rejeição, incluindo equipamentos para diferentes arquiteturas e

níveis de densidade computacional. A oferta reúne chillers resfriados a ar e a água, sistemas com compressores de parafuso e mancais magnéticos, unidades de tratamento de ar, equipamentos CRAH, CRAC e CDUs, destinados a aplicações de resfriamento líquido para ambientes de alta densidade.

Segundo Naldo Aravena, diretor de Soluções para Data Centers da Johnson Controls América Latina, a estratégia da empresa é fornecer uma infraestrutura térmica integrada, associada a recursos de automação, monitoramento e controle. “A combinação de equipamentos de alta eficiência com plataformas de automação e monitoramento busca reduzir o consumo energético não relacionado à TI e melhorar o desempenho operacional das instalações”, afirma.

Entre os destaques do portfólio estão os chillers de absorção, desenvolvidos para aproveitar calor residual proveniente de sistemas de geração de energia. “Utilizando água como refrigerante, esses equipamentos reduzem a dependência da rede elétrica e podem proporcionar mais de 90% de redução no consumo de eletricidade do chiller, além de diminuir em aproximadamente 43% o consumo total de energia destinado ao resfriamento”, afirma o executivo. Segundo ele, a tecnologia também pode contribuir para uma melhora de até 8% no PUE - Power Usage Effectiveness. Para aplicações voltadas à inteligência artificial e ambientes de computação de alta densidade, a Johnson Controls desenvolveu arquiteturas térmicas integradas que combinam diferentes equipamentos da linha York e da Silent-Aire . Um dos equipamentos destacados é o chiller York YVAM , equipado com mancais magnéticos, que pode reduzir em até 40% o consumo de eletricidade, além de operar sem utilização de água no local.

Marcos Santamaria Alves Corrêa, da Indústrias Tosi: expectativa de crescimento de 30% em 2026

Para ambientes hyperscale e AI factories, a Johnson Controls oferece arquiteturas integradas do tipo chip-tochiller, combinando chillers York , fan coils , sistemas CRAH, CRAC, CDUs e plataformas de controle. Um dos produtos voltados a esse mercado é o York YDAM , capaz de fornecer até 3,5 MW de capacidade de resfriamento e até 20% mais densidade de capacidade em um espaço físico reduzido.

Em resfriamento líquido, a empresa dispõe de um portfólio de soluções modulares que inclui a plataforma Silent-Aire CDU, com capacidades escaláveis entre 500 kW e mais de 10 MW. Os sistemas podem ser instalados em configurações entre racks ou perimetrais e suportam diferentes arquiteturas de resfriamento líquido e híbrido.

A companhia ampliou recentemente sua atuação nesse segmento por meio da aquisição da Alloy, incorporando tecnologias de cold plates direct-to-chip, destinadas à remoção de calor diretamente nos processadores. Além disso, realizou investimento estratégico na Accelsius, desenvolvedora de soluções de resfriamento líquido bifásico,

tecnologia que utiliza a mudança de fase do fluido para aumentar a eficiência da extração térmica e reduzir o consumo energético.

Os equipamentos da Johnson Controls incorporam recursos de digitalização, IoT, analytics e inteligência artificial. Entre as funcionalidades disponíveis estão manutenção preditiva, monitoramento contínuo, diagnósticos remotos e controles autônomos capazes de ajustar parâmetros operacionais de acordo com as condições da instalação. Os chillers conectados enviam dados de desempenho para a nuvem, enquanto a plataforma Metasys centraliza o monitoramento e o controle dos dispositivos, auxiliando na gestão da infraestrutura térmica e no planejamento de estratégias de contingência.

Site: www.johnsoncontrols.com.br

Sistemas de climatização de precisão da Johnson Controls

ESPECIAL

Klimatix

A Klimatix, empresa brasileira de soluções de refrigeração para data centers, fundada em 2022 como uma divisão de negócios da Mecalor, mantém um portfólio voltado à climatização de ambientes de missão crítica. A oferta está estruturada em três frentes principais: climatização de precisão para ambientes críticos, produção de água gelada por meio de chillers e soluções para aplicações de alta densidade térmica.

Na linha de climatização de precisão, a companhia disponibiliza equipamentos com capacidades entre 18 e 110 kW, incluindo modelos de expansão direta com condensador remoto, fan coils de água gelada, sistemas de resfriamento entre racks e versões compactas para instalações de menor porte. O portfólio também contempla chillers scroll, parafuso e modelos oil-free de mancal magnético.

Segundo João Paulo Mesquita, gerente comercial da Klimatix, a empresa busca atender diferentes perfis de projetos sem perder de vista os requisitos de disponibilidade e eficiência energética exigidos pelo setor.

Um dos destaques do portfólio é a fabricação nacional dos chillers Smardt de mancal magnético. A tecnologia oil-free elimina o atrito mecânico associado aos sistemas convencionais, contribuindo para ganhos de eficiência energética e redução dos custos operacionais.

Os equipamentos são compatíveis com plataformas de automação e supervisão, como BMS e DCIM. Isso permite acompanhar, em tempo real, parâmetros como temperatura, umidade, vazão, pressão, consumo de energia e alarmes operacionais.

A Klimatix também desenvolveu o Nexus, plataforma proprietária de inteligência operacional voltada ao monitoramento dos sistemas que utiliza algoritmos para identificar desvios operacionais e antecipar potenciais falhas. Embora não forneça diretamente os equipamentos de distribuição de líquido até os processadores, a empresa participa de projetos de resfriamento líquido por meio da infraestrutura de

João Paulo Mesquita, da Klimatix: foco em eficiência energética e alta disponibilidade

água gelada que alimenta essas aplicações. O portfólio é compatível com arquiteturas como DTC e RDHx - Rear Door Heat Exchanger. Com atuação concentrada principalmente em projetos de colocation, a empresa informa possuir mais de 20 mil TR instalados em operação e afirma contar com a maior base instalada de chillers de mancal magnético a ar do mercado brasileiro. Site: https://klimatix.com/

LG Electronics

A LG Electronics apresenta um portfólio de soluções de climatização voltado para data centers. Entre os destaques está o chiller centrífugo de mancal magnético a ar, equipado com compressor que opera sem contato mecânico, eliminando a necessidade de óleo e reduzindo os custos associados à manutenção. Para ambientes de alta densidade, a empresa também oferece a CDU, destinada a arquiteturas de resfriamento líquido. A solução realiza o gerenciamento térmico de racks com elevada dissipação de calor, utilizando líquido refrigerante para remover energia térmica de forma mais eficiente do que sistemas convencionais baseados exclusivamente em ar. Outro equipamento do portfólio é o Inverter Screw Chiller a ar, indicado para instalações de médio e grande porte. O sistema combina compressores do tipo parafuso com tecnologia inverter e condensação a ar, dispensando o consumo de água para rejeição de calor.

Portfólio de soluções de climatização da LG: aplicações de IA e alta densidade

Complementando a linha, a companhia ampliou recentemente a disponibilidade global de seu Chiller Scroll Inverter com condensação a ar e refrigerante R32.

O equipamento também utiliza o sistema proprietário HiPOR (High Pressure Oil Return), que melhora o retorno de óleo ao compressor. A solução ainda dispõe de recursos de redundância, recuperação automática após falhas de energia e funções destinadas a aumentar a continuidade operacional.

No campo do gerenciamento e monitoramento, a LG aposta em uma arquitetura integrada de controle. As plataformas ACP, AC Smart e LG BECON permitem supervisionar múltiplos equipamentos e dispositivos auxiliares, como bombas, válvulas e sensores, com o objetivo de otimizar o consumo energético e o desempenho da infraestrutura.

Site: https://www.lg.com/br/

Schneider Electric

A Schneider Electric vem ampliando seu portfólio de climatização para data centers para atender às novas demandas de densidade computacional, impulsionadas principalmente por aplicações de inteligência artificial e computação de alta performance. A oferta da companhia abrange desde sistemas tradicionais de refrigeração a ar até soluções de liquid cooling voltadas para ambientes de maior exigência térmica.

Segundo Luis Cuevas, diretor de Secure Power e Negócios de Data Centers da Schneider Electric no Brasil, entre as soluções de refrigeração a ar estão sistemas InRow, CRAC,

CRAH e chillers. A empresa também reforçou sua atuação em refrigeração líquida após a incorporação da Motivair, ampliando a oferta para aplicações de alta densidade.

Um dos destaques mais recentes é a linha Uniflair XCA, composta por chillers centrífugos com condensação a ar e versões com free cooling

Luis Cuevas, da Schneider Electric: portfólio combina refrigeração a ar, liquid cooling e monitoramento integrado

As capacidades variam entre aproximadamente 1,2 e 2,5 MW. De acordo com Cuevas, a plataforma incorpora recursos como controle avançado de bombas de velocidade variável, modulação de ventiladores e estratégias de free cooling. “Em climas moderados, os modelos com free cooling podem alcançar economia de energia de até 60% em comparação com sistemas convencionais de resfriamento mecânico”, afirma.

A integração entre climatização, energia e monitoramento é outro aspecto presente na estratégia da fabricante. As soluções podem ser gerenciadas por meio da plataforma EcoStruxure for Data Centers , que reúne monitoramento em tempo real, controle automatizado e integração com sistemas DCIM e BMS.

Na área de refrigeração líquida, a empresa disponibiliza um portfólio que inclui CDUs, cold plates para sistemas DTC, rear door heat exchanger (trocadores de calor para portas traseiras), chillers e sistemas de circulação de água para resfriamento tecnológico. As CDUs atendem aplicações entre 105 kW e 2,5 MW, abrangendo desde projetos dedicados por rack até clusters de IA de grande porte.

Entre as soluções destacadas está o sistema ChilledDoor, do tipo rear door heat exchanger, capaz de suportar densidades de até 75 kW por rack. Já a solução HDU oferece capacidade de rejeição térmica de até 100 kW em apenas 600 mm de largura, podendo

integrar arquiteturas com até 132 kW de capacidade térmica. Segundo Cuevas, a companhia também oferece arquiteturas híbridas que combinam refrigeração líquida e a ar. “Essa abordagem é especialmente útil em projetos de retrofit e em processos de transição tecnológica, permitindo a adoção gradual de novas soluções térmicas”, explica.

Site: https://www.se.com/br/pt/

Stulz Brasil

Com sede na Alemanha e presença no Brasil desde 2015, a Stulz combina fabricação local, engenharia própria, suporte pós-venda especializado e projetos customizados. A empresa conta com fábrica em Sorocaba, SP, escritório comercial e de serviços em São Paulo e equipe própria para atuar em todas as etapas dos projetos, desde especificação e dimensionamento até instalação e manutenção.

Segundo Eduardo Rusafa, diretorgeral e comercial da Stulz Brasil, um dos destaques do portfólio é a linha CyberBR, desenvolvida e fabricada no Brasil para atender às características operacionais e climáticas da região. A linha CyberBR oferece capacidades que variam de 17 a 140 kW nas versões CRAC de expansão direta e de 17 a 300 kW nas versões CRAH de água gelada.

Segundo Clebe Vitorino, Especialista de Engenharia da Stulz, o portfólio inclui a linha InterRack, voltada ao resfriamento de alta densidade diretamente nos racks. Os equipamentos podem ser utilizados em data centers com ou sem piso elevado e são compatíveis com racks de diferentes fabricantes. As capacidades variam de aproximadamente 10 a 45 kW, com opções de insuflamento frontal ou lateral, ventiladores EC de velocidade variável e compressores digitais para ajuste preciso da capacidade de refrigeração.

A Stulz também disponibiliza equipamentos entre racks, sistemas para alta densidade, soluções wall mounted para data centers em contêineres e uma linha crescente de produtos voltados ao resfriamento líquido. A empresa já possui CDUs com capacidades de até 5 MW e acompanha a evolução das demandas do mercado, que já projeta sistemas na faixa de 10 MW para atender aplicações de inteligência artificial e computação de alta performance. A estratégia inclui o desenvolvimento contínuo de novas soluções, testes e prototipagem para acompanhar o crescimento da densidade energética dos racks.

Suas soluções abrangem desde equipamentos de expansão direta de 10 kW até sistemas de água gelada de 300 kW, fan walls de até 600 kW e plataformas voltadas a resfriamento líquido.

https://stulzbrasil.com.br/pt-br/

Vertiv

A Vertiv oferece um portfólio completo de climatização para atender desde instalações de edge computing até ambientes hyperscale voltados para IA – Inteligência Artificial, combinando sistemas de expansão direta, água gelada e resfriamento líquido.

Segundo Fábio Olivetti, gerente de Soluções de Água Gelada HD e Liquid Cooling da Vertiv para a América Latina, o portfólio da empresa está estruturado em três grandes grupos. “O primeiro segmento é o de expansão direta, voltado para aplicações de pequeno porte. O segundo é o segmento de água gelada, com

Linha CyberFlow CW da Stulz

Fábio Olivetti, da Vertiv: soluções de liquid cooling ganham espaço em projetos de IA e alta densidade computacional

produtos mais densos em capacidade de resfriamento. E, finalmente, as soluções de alta densidade, focadas 100% em liquid cooling e IA”, explica.

Na linha de expansão direta, destacam-se os modelos Vertiv Liebert PEX e Vertiv Liebert CRV. O Liebert PEX é uma solução perimetral instalada na borda da sala de computação, disponível em versões de insuflamento superior ou inferior, com capacidades entre 35 e 120 kW. Já o Liebert CRV é instalado ao lado dos racks de TI e foi desenvolvido para aplicações com maior densidade térmica, alcançando até 66 kW de capacidade de resfriamento.

Para data centers de médio e grande porte, a Vertiv oferece soluções baseadas em água gelada. Entre elas está o Vertiv Liebert PCW , equipamento perimetral com capacidades entre 20 e 200 kW, que opera em conjunto com chillers responsáveis pela rejeição de calor para o ambiente externo. Complementando essa arquitetura, a empresa disponibiliza a fan wall Vertiv Liebert CWA , desenvolvida para ambientes de alta densidade ainda refrigerados a ar.

Na área de rejeição térmica, a Vertiv destaca o chiller Vertiv Liebert AFC. O equipamento foi projetado para operar com temperaturas de água mais elevadas, de até 25°C, o que favorece o uso de free cooling durante grande parte do tempo e reduz a necessidade de acionamento dos compressores.

A Vertiv também vem ampliando sua oferta de liquid cooling. A principal aposta é a arquitetura DTC. O principal produto dessa linha é o Vertiv CoolChip CDU, sistema de distribuição de líquido com capacidades entre 100 e 2000 kW. A solução é capaz de atender racks com densidades superiores a 200 kW.

A empresa também oferece a solução Vertiv CoolCenter Immersion, baseada em resfriamento por imersão. A tecnologia suporta densidades de até 250 kW por rack e proporciona remoção praticamente total da carga térmica por meio do líquido. Por outro lado, a adoção exige adaptações mais profundas na infraestrutura do data center, tornando sua implementação mais complexa em instalações já existentes. Como alternativa intermediária, a Vertiv disponibiliza o Vertiv Liebert DCD Rear Door Heat Exchanger. A solução utiliza uma porta traseira refrigerada a líquido para remover o calor gerado por racks de até 50 kW, permitindo aumentar a densidade computacional sem recorrer imediatamente a arquiteturas completas de liquid cooling

Site: https://www.vertiv.com/pt-latam/

Guia de transceivers ópticos

Com o crescimento das redes ópticas, os transceptores ópticos tornam-se cada vez mais importantes nas empresas, operadoras e provedores de Internet. Veja a seguir onde encontrar os fornecedores desses produtos no guia a seguir, que detalha informações como recursos, distâncias máximas atingidas e formatos físicos.

Empresa, telefone e e-mail

4LAN (11) 97060-4522 n contato@brazilmkt.com.br

Datacom(51) 3933-3000 comercial@datacom.com.br

DCA(41) 3021-1728 n contato@dca.com.br

Dicomp (44) 4009-2826 n contato@dicomp.com.br

Fiberwan(11) 97119-8742 n contato@fiberwan.com.br

FonNet (85) 98977-5885 n contato@fonnet.com.br

Gamma K (11) 99905-4183 n lhenrique@gammak.com.br

Intelbras (48) 2106-0006 sac@intelbras.com.br

MCONN (31) 98457-8798 n mconn@mconn.com.br

Rei do SFP (51) 99199-9933 n vendas@reidosfp.com.br

Skylane (19) 3514-6000 n vendas@skylaneoptics.com.br Tellycom (85) 4042-1245 n comercial@tellycom.com.br

TXO(43) 98803-0701 n raphael.bajo@txo.com

Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 94 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Redes, T Redes, Telecom e Instalações elecom e elecom elecom , julho de 2026. Este e muitos outros Guias de RTI RTI RTI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/rti e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

Formato físico Tipo de transmissão Tipo de fibra Distâncias máximas
QSFP-DD (400G)

NR-10 2026 e os novos desafios na gestão de riscos elétricos

Atualizada em 2026, a NR-10 passou por mudanças, sendo a principal delas a gestão de riscos elétricos nas prerrogativas do GRO – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, integrando-se ao PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos demandado pela NR-1. O artigo mostra como essas mudanças podem alterar o cotidiano dos profissionais de telecomunicações.

ODeusomir Junior, Engenheiro de Segurança do Trabalho e CEO da DJR Consultoria

MTE - Ministério do Trabalho e Emprego publicou no dia 29 de maio a Portaria nº 737/2026, promovendo uma das mais relevantes atualizações da NR-10 – Norma Regulamentadora nº 10 – Segurança em Instalações Elétricas e Serviços em Eletricidade. A nova redação incorpora formalmente os conceitos do GROGerenciamento de Riscos

Ocupacionais, previsto na NR-1, fortalecendo a gestão preventiva e a proteção dos trabalhadores expostos aos riscos da eletricidade.

Além de representar um marco para a segurança elétrica no Brasil, a atualização elimina uma divergência histórica existente entre a NR-10 e o atual modelo de gerenciamento de riscos adotado pela legislação trabalhista brasileira, alinhando a segurança em instalações e serviços em eletricidade às práticas modernas de gestão ocupacional. A integração com o GRO fortalece a gestão preventiva, amplia a identificação dos riscos e contribui diretamente para a redução de acidentes ocupacionais envolvendo eletricidade.

O que muda na prática

Desde a sua publicação em 2004, a NR-10 estabeleceu requisitos voltados à implementação

de medidas de controle e sistemas preventivos para garantir a segurança dos trabalhadores que atuam direta ou indiretamente com eletricidade.

Com a atualização, a norma passa a determinar expressamente que a gestão dos riscos elétricos seja conduzida dentro da metodologia do GRO, integrando-se ao PGR - Programa de Gerenciamento de Riscos exigido pela NR-1.

Na prática, os riscos elétricos deixam de ser tratados de forma isolada e passam a compor uma abordagem sistêmica de prevenção, contemplando identificação de perigos, avaliação de riscos, definição de medidas de controle, monitoramento contínuo e melhoria permanente.

Principais alterações

Integração com a NR-1

O item 10.1.1 passa a estabelecer que os requisitos da NR-10 devem observar os princípios e diretrizes do GRO previstos na NR-1.

Inclusão do capítulo 10.3 –Gerenciamento de Riscos Ocupacionais

A nova redação introduz uma parte específica dedicada ao gerenciamento dos riscos relacionados às atividades com eletricidade. O capítulo reforça a necessidade da identificação de perigos, avaliação dos riscos ocupacionais, implementação de medidas preventivas, monitoramento da eficácia dos controles e revisão periódica das medidas adotadas.

Avaliação obrigatória dos riscos elétricos

A norma passa a exigir formalmente a avaliação dos riscos decorrentes das atividades realizadas em instalações elétricas e suas proximidades. Entre os perigos que devem ser considerados destacam-se o choque e o arco elétrico, queimaduras, explosões, incêndios, energização acidental, falhas operacionais e riscos decorrentes de serviços em altura associados à eletricidade.

Acidentes elétricos no Brasil: um desafio persistente

A atualização da NR-10 ocorre em um cenário que continua exigindo atenção dos profissionais de segurança, engenharia e manutenção. Dados da Abracopel - Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade demonstram que o Brasil registra anualmente milhares de ocorrências relacionadas à eletricidade, incluindo choques, incêndios de origem elétrica, descargas atmosféricas e acidentes envolvendo instalações energizadas (figura 1). Levantamentos recentes indicam que o país apresenta mais de 2 mil acidentes elétricos por ano, com centenas de mortes decorrentes de choques elétricos (figura 2). Esses números evidenciam que a simples existência de requisitos normativos não é suficiente para eliminar os riscos, tornando indispensável uma gestão estruturada e contínua dos perigos elétricos.

A nova NR-10 surge justamente para fortalecer essa abordagem preventiva, integrando os riscos elétricos ao sistema corporativo de gerenciamento de riscos.

Principais não conformidades encontradas em auditorias de NR-10

Em auditorias de conformidade e processos de adequação, algumas falhas continuam sendo recorrentes, como o PIE - Prontuário das Instalações Elétricas inexistente ou desatualizado, inventário de riscos elétricos incompleto e falta de integração dos

contratadas e ausência de análises de risco específicas para atividades próximas de partes energizadas.

Com a atualização da norma, essas não conformidades tendem a receber maior atenção durante fiscalizações e auditorias.

Impactos para telecomunicações

O setor de telecomunicações está entre os segmentos mais impactados pela atualização da NR-10. Atividades realizadas em postes compartilhados, torres de telecomunicações, ERBsEstações Radiobase, redes FTTH –Fiber to the Home, data centers e ambientes energizados exigem avaliações detalhadas dos riscos elétricos e controles específicos.

A nova redação reforça a necessidade de inclusão dos perigos elétricos no inventário de riscos ocupacionais, revisão das APRs – Análises Preliminares de Risco e procedimentos operacionais, avaliação dos riscos em trabalhos próximos a redes de distribuição de energia, controle das atividades realizadas por equipes terceirizadas e capacitação contínua das equipes de campo.

Para empresas de telecomunicações, a adequação à nova NR-10 também representa uma oportunidade de aumentar a confiabilidade operacional e reduzir a exposição a passivos trabalhistas.

riscos elétricos ao PGR. Também são comuns diagramas unifilares desatualizados, procedimentos operacionais incompatíveis com as atividades executadas, ausência de evidências documentais dos treinamentos NR-10, falhas em sistemas de aterramento e proteção elétrica, inspeções periódicas inexistentes ou sem registros formais, deficiências na gestão de empresas

Impactos para data centers e infraestruturas críticas

A atualização também impacta data centers e ambientes de missão crítica. Equipamentos como UPS, bancos de baterias, geradores, painéis elétricos, barramentos blindados e sistemas redundantes exigem avaliações de risco mais detalhadas e integração formal ao gerenciamento de riscos.

Em infraestruturas críticas, como hospitais, provedores de Internet, operadoras de telecomunicações, concessionárias de energia e centros de processamento de dados, falhas elétricas

Fig. 1 – Principais causas de acidentes envolvendo eletricidade.
Fonte: Abracopel (2024)
Fig. 2 – Perfil de vítimas fatais em decorrência de choques elétricos. Fonte: Abracopel (2024)

podem gerar impactos operacionais, financeiros e sociais significativos. A nova NR-10 fortalece a gestão preventiva desses riscos e contribui para uma maior confiabilidade operacional dos sistemas.

Exemplos práticos de adequação

Empresas de telecomunicações

Em companhias de telecomunicações, os exemplos incluem a inclusão dos riscos elétricos relacionados a postes, torres e ERBs no inventário de riscos, atualização das APRs, revisão dos procedimentos para atividades em proximidade de redes energizadas e capacitação periódica das equipes.

Data center

Para data centers, a adequação envolve a revisão de procedimentos de operação elétrica, atualização dos planos de contingência, avaliação dos riscos em UPS, bancos de baterias e geradores, bem como a integração dos controles ao PGR.

Indústria

Na indústria, a conformidade é aplicada na atualização do PIE, revisão dos diagramas unifilares, inspeções periódicas dos sistemas de proteção e na implantação de indicadores de desempenho para monitoramento dos riscos elétricos.

Benefícios da integração com o GRO

A integração da NR-10 ao GRO proporciona benefícios como maior controle sobre os riscos elétricos, redução da ocorrência de acidentes, melhoria dos indicadores de SST – Saúde e Segurança do Trabalho, fortalecimento da conformidade geral, redução de passivos trabalhistas e previdenciários, bem como maior eficiência dos sistemas de gestão.

Além disso, contribui para uma visão mais estratégica da segurança do trabalho, integrando os riscos elétricos aos demais riscos presentes nas operações empresariais.

Conclusão

Mais do que uma exigência regulatória, a atualização da NR-10 representa uma oportunidade para que as organizações fortaleçam seus processos de prevenção e modernizem seus sistemas de gestão. A adoção de uma abordagem baseada em riscos permite decisões mais assertivas, maior eficiência operacional e ambientes de trabalho mais seguros.

Ao incorporar formalmente os conceitos do GRO, a norma amplia a proteção dos trabalhadores, fortalece a prevenção de acidentes e promove uma gestão mais eficiente dos riscos elétricos. Para setores estratégicos como telecomunicações, energia, data centers e infraestruturas críticas, a adequação à nova norma deve ser encarada não apenas como uma obrigação legal, mas como um investimento em segurança, continuidade operacional e sustentabilidade dos negócios.

Guia de fabricantes e distribuidores de produtos para cabeamento estruturado

O levantamento reúne os fabricantes e distribuidores de sistemas completos, cabos, componentes de conexão, patch panels e produtos para organização e testes de cabeamento estruturado.

Sistemascompletos Sistemascompletos Sistemascompletos Sistemascompletos Sistemascompletos

Cabeamento metálico S/FTP (3) U/UTP e F/UTP (1) (2)

Empresa, telefone e e-mail

4eX Solutions (51) 99114-5216 n

comercial@4exsolutions.com.br

Cabos Cabos Cabos Cabos

Cabeamento metálico Par trançado Versões construtivas

Cabos ópticos Multimodo Versões construtivas

Fabricante Distribuidora cat. 5e/classe D 6/classe E 6A/classe EA cat. 7/classe F classe 7A/classe 7A Cabeamento óptico Cabeamento residencial Cabeamento industrial Coaxiais Trunking U/UTP (1) F/UTP (2) S/FTP (3) Uso interno Uso interno e externo Riser Plenum LSZH (4) Sólido (5) Flexível (6) Multipares Trunking Monomodo OM1 OM2 OM3 (otimizada para laser) OM4 (otimizada para laser) OM5 (otimizada para laser) Uso externo Uso interno Riser Plenum LSZH (4) Cabos híbridos (cobre-fibra) híbridos

Arsitec(11) 98733-0004 n ••• arsitec@arsitec.com.br

Artiere (41) 3018-4444 n ••••• sac@artiere.com.br

Black Box (11) 4134-4020

vendas.latam@blackbox.com

Ceitel (31) 2522-4188 n ••••••••• televendas3@ceitel.com.br

Condufibra (31) 2532-8700 n

atendimento@condufibra.com.br

COOK (21) 99387-1021 n

cook@cookenergia.com

Corning (+1828) 9015000

ccsamericas@corning.com

Datalink (11) 95132-0544 n

cindy@afdatalink.com.br

DCA(41) 3021-1728 n

contato@dca.com.br

Dicomp (44) 4009-2826 n

contato@dicomp.com.br

Enerpel (41) 97402-7869 n

enerpel@enerpel.com.br

Faritel (54) 3321-0955 n

contato@faritel.com.br

Fibersul (41) 3275-4301

contato@fibersultelecom.com.br

Empresa, telefone e e-mail

Fibracem (41) 99946-0613 n

relacionamento@fibracem.com

FonNet (85) 3494-2077

contato@fonnet.com.br

Horus(61) 3486-8000 n

contato@horus.com.br

Intelbras (48) 2106-0006

sac@intelbras.com.br

Ladder Intereng (11) 99450-3756 n

lead@ladder-intereng.com

LAN(11) 4570-0999 n

info@lannetworks.com.br

Lanbras (91) 99100-6925 n

vendas@lanbras.com.br

Lantele (21) 99358-6967 n

lantele@lantele.com.br

Lightera Latam (41) 99962-1238 n

lightera@latam.lightera.com

Makro (62) 3216-4080 n

comercial@makroservice.com.br

Megatron (11) 4634-5252

vendas@megatron.com.br

Microcenter (11) 99936-7458 n

clayton@microcenter.com.br

Next Cable (43) 3029-1000 n

vendas@nextcable.com.br

NS(41) 99537-6457 n

vendas@nstelecom.com.br

Panduit (11) 99184-3702 n

gabriel.silva@groz.com.br

Plugmais (65) 3648-5701 n

cilene.santos@plugmais.com.br

Prysmian (15) 3235-9000

marketing.brasil@prysmian.com

Redetronic (27) 99963-4707 n

odilon@redetronic.com.br

Shoreline (47) 3170-0175 n

shoreline@shorelinetelecom.com.br

Telcabos (11) 91622-0819 n

telcabos@telcabos.com.br

Tellycom (85) 4042-1245 n

comercial@tellycom.com.br

WDC(11) 3035-3777 n

contato@wdcnet.com.br

Cabeamento metálico

e F/UTP (1) (2)

Cabos

Cabeamento metálico Par trançado Versões construtivas

Cabos ópticos Multimodo Versões construtivas

SERVIÇO

COMPONENTESDECONEXÃO COMPONENTESDECONEXÃO COMPONENTESDECONEXÃOPATCHPANELS PATCHPANELS PATCHPANELS

Plugues e acopladores ópticos (7)

Empresa, telefone e e-mail

4eX Solutions (51) 99114-5216 n

comercial@4exsolutions.com.br

Arsitec (11) 98733-0004 n

arsitec@arsitec.com.br

Artiere (41) 3018-4444 n

sac@artiere.com.br

Black Box( 11 ) 4134-4020

vendas.latam@blackbox.com

Brady (11) 4166-1500

sac@bradycorp.com

Ceitel (31) 2522-4188 n

televendas3@ceitel.com.br

Condufibra(31) 2532-8700 n

atendimento@condufibra.com.br

COOK (21) 99387-1021 n

cook@cookenergia.com

Corning (+1828) 9015000

ccsamericas@corning.com

ORGANIZAÇÃOETESTES ORGANIZAÇÃOETESTES

Fabricante Distribuidora A empresa é Abraçadeiras e grampos para cabos

Patch cords e jumpers

Tomadas e plugues modulares RJ-45 Conectores coaxiais (5) Plugues para blocos de conexão (6) SC LC MPO-MPO MPO-Fanout Outro Bloco de conexão (6) Ópticos Metálicos Industriais IP67

Em kits ou já equipados com tomadas/ conectores metálicos Duplicadores (splitters) (7) Baluns Vazios

Coaxiais RJ11 RJ45 (8 vias) Com acopladores ópticos Painéis “inteligentes” (8) Patch panels industriais Cassetes MPO Painel com PoE Painel de voz

Distribuidores ópticos de uso interno Eletrodutos e canaletas Calhas e perfilados Armação guia-cabos

Identificadores de cabos e painéis Etiquetas para cabos Etiquetadoras portáteis Software p/ gerenciamento Certificador de cabeamento

Testador de cabos

Datalink (11) 95132-0544 n •• cindy@afdatalink.com.br

DCA(41) 3021-1728 n ••••••••••••••••••••••••••••• contato@dca.com.br

Dicomp (44) 4009-2826 n

contato@dicomp.com.br

Enerpel(41) 97402-7869 n

enerpel@enerpel.com.br

Faritel (54) 3321-0955 n

contato@faritel.com.br

Fibersul (41) 3275-4301

contato@fibersultelecom.com.br

Fibracem (41) 99946-0613 n

relacionamento@fibracem.com

FonNet(85) 3494-2077

contato@fonnet.com.br Horus(61) 3486-8000 n

contato@horus.com.br

Intelbras (48) 2106-0006

sac@intelbras.com.br

Isoteck (11) 96869-9500 n

vendas@isoteck.com.br

Ladder Intereng (11) 99450-3756 n

lead@ladder-intereng.com

LAN(11) 4570-0999 n

info@lannetworks.com.br

Lanbras(91) 99100-6925 n

vendas@lanbras.com.br

Lantele(21) 99358-6967 n

lantele@lantele.com.br

Lightera Latam (41) 99962-1238 n

lightera@latam.lightera.com

Makro (62) 3216-4080 n

comercial@makroservice.com.br

Megatron (11) 4634-5252

vendas@megatron.com.br

Microcenter (11) 99936-7458 n

clayton@microcenter.com.br

Next Cable (43) 3029-1000 n ••••••••••••• vendas@nextcable.com.br

NS(41) 99537-6457 n ••••••••••••••••••••••• vendas@nstelecom.com.br

Panduit (11) 99184-3702 n ••••••••••••••••••• gabriel.silva@groz.com.br

Plugmais (65) 3648-5701 n ••••••••••••••••••••••••• cilene.santos@plugmais.com.br

Empresa, telefone e e-mail

Provitel (11) 95470-0788 n •

vendas@provitel.com.br

Prysmian (15) 3235-9000

marketing.brasil@prysmian.com

Redetronic (27) 99963-4707 n

odilon@redetronic.com.br

Seitec (19) 99802-7861 n

vendas@seitec.ind.br

Shoreline (47) 3170-0175 n

shoreline@shorelinetelecom.com.br

Telcabos (11) 91622-0819 n

telcabos@telcabos.com.br

Tellycom (85) 4042-1245 n

comercial@tellycom.com.br

WDC(11) 3035-3777 n

contato@wdcnet.com.br

Plugues e acopladores ópticos (7) Patch cords e jumpers Em kits ou já equipados com tomadas/ conectores metálicos

Tomadas e plugues modulares RJ-45 Conectores coaxiais (5) Plugues para blocos de conexão (6) SC LC MPO-MPO MPO-Fanout Outro Bloco de conexão (6) Ópticos Metálicos Industriais IP67 Coaxiais RJ11 RJ45 (8 vias) Com acopladores ópticos Painéis “inteligentes” (8) Patch panels industriais Cassetes MPO Painel com PoE Painel de voz Distribuidores ópticos de uso interno Eletrodutos e canaletas Calhas e perfilados Armação guia-cabos Identificadores de cabos e painéis Etiquetas para cabos Etiquetadoras portáteis Software p/ gerenciamento Certificador de cabeamento

Duplicadores (splitters) (7) Baluns Vazios

ORGANIZAÇÃOETESTES ORGANIZAÇÃOETESTES Testador de cabos

Abraçadeiras e grampos para cabos

Notas: (1) (1) (1) (1) Cabos de pares trançados não blindados (U/UTP = unshielded/unshielded twisted-pair); (2) (2) (2) (2) F/UTP = Cabos de pares trançados com blindagem geral (F/UTP = foil/unshielded twisted pair); (3) (3) (3) (3) Cabos de pares trançados com blindagens par a par e geral (S/FTP = screened/foil twisted pair); (4) (4) Baixa emissão de fumaça e livre de halogênios; (5) (5) BNC 75 Ω, tipo F 75 Ω e RCA; (6) (6) Blocos de conexão são também conhecidos como blocos IDC, blocos terminais ou blocos de engate rápido; (7) (7) Adaptadores, ou duplicadores, são módulos que funcionam como adaptadores de tomadas ou “benjamins”; (8) (8) (8) (8) (8) Painéis gerenciáveis on-line (painéis, incluindo o hardware e software associados, que permitem supervisão on-line das conexões.

Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 438 empresas pesquisadas.

Fonte: Revista Redes, T T Telecom e Instalações elecom e Instalações elecom e Instalações e Instalações , julho de 2026.

Este e muitos outros Guias de RTI RTI RTI RTI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/rti e confira.

Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

Infraestrutura óptica como motor da IA generativa

À medida que cargas de trabalho de IA –Inteligência Artificial escalam em complexidade e volume, a arquitetura de interconexão deixa de ser coadjuvante e passa a definir os limites reais de desempenho, eficiência e competitividade nos data centers. O artigo apresenta abordagens de simplificação de infraestrutura capazes de reduzir o número de elementos físicos, facilitar o gerenciamento e otimizar o consumo de recursos.

AJuliano Covas, Gerente de Vendas da Corning Optical Communications para a América Latina

IA - Inteligência Artificial atravessa um momento curioso: quanto mais avançam os modelos, mais fica evidente que o gargalo não está apenas no código. A sofisticação algorítmica, impulsionada por arquiteturas como a GPU Nvidia H100 e os superclusters do tipo Nvidia NVL72, escancarou uma realidade menos glamourosa, porém decisiva. A performance deixou de ser um atributo isolado do processamento e passou a depender diretamente da capacidade de conexão entre os elementos da infraestrutura.

Essa mudança de eixo transforma o data center em algo mais próximo de um organismo vivo do que de um conjunto de máquinas. GPUs, servidores e switches dependem de uma rede que funcione com precisão quase cirúrgica. Nesse cenário, a camada física deixa de ser invisível e passa a ser determinante. O ponto central é que a IA, especialmente em cargas de trabalho de treinamento distribuído, não tolera ineficiência na comunicação. Modelos de larga escala exigem sincronização constante entre milhares de GPUs, o que implica tráfego intenso de dados em padrões altamente sensíveis à latência. Aqui, um detalhe técnico ganha contornos estratégicos: o tempo que um dado leva para sair de um nó e chegar a outro pode definir o tempo total de treinamento de um modelo e, portanto, o custo e a viabilidade de sua execução.

Guias técnicos recentes, como os desenvolvidos pela Corning, deixam claro que a arquitetura física não pode mais ser tratada como uma camada isolada. Ela precisa ser pensada de forma integrada à lógica computacional. Isso significa que decisões sobre cabeamento, topologia e densidade passam a influenciar diretamente a eficiência do processamento.

A crise silenciosa da interconexão: quando a rede vira gargalo

O avanço para arquiteturas como o NVL72 representa um ponto de inflexão.

Ao concentrar dezenas de GPUs em clusters altamente integrados, esse modelo eleva drasticamente a densidade de interconexões necessárias. Não estamos falando apenas de mais conexões, mas de uma explosão combinatória de caminhos de comunicação.

Essa complexidade traz três desafios estruturais. O primeiro é físico: como acomodar um volume massivo de cabos de alta velocidade em racks cada vez mais compactos. O segundo é térmico: como dissipar o calor gerado por essa densidade sem comprometer a operação. O terceiro, e talvez mais crítico, é operacional: como manter essa infraestrutura gerenciável, escalável e resiliente.

A resposta tradicional, simplesmente adicionar mais camadas de rede, começa a falhar nesse contexto. Topologias clássicas, como o modelo spine-leaf,

foram desenhadas para ambientes corporativos e de nuvem tradicionais. [Nota da Redação: na arquitetura de rede spine-leaf, todos os switches de acesso (leaf) se conectam a todos os switches de agregação (spine).] Quando aplicadas a cargas de trabalho de IA em escala massiva, elas tendem a gerar ineficiências, tanto em termos de consumo energético quanto de complexidade operacional.

É aqui que a infraestrutura óptica assume um papel decisivo. Ao permitir transmissões de alta capacidade com menor perda e menor geração de calor, ela viabiliza um novo nível de densidade sem sacrificar eficiência. Mais do que isso, abre caminho para arquiteturas que priorizam desempenho sistêmico e não apenas conectividade pontual.

Shuffle e a lógica da simplificação: escalar sem colapsar

A introdução de arquiteturas de interconexão shuffle sinaliza uma mudança mais profunda do que parece à primeira vista. Em vez de tentar adaptar modelos existentes, a proposta é repensar a própria lógica de interconexão.

O conceito de shuffle parte de uma premissa estratégica: a complexidade não pode crescer na mesma velocidade que a escala. Em ambientes de IA, onde a expansão é exponencial, manter uma arquitetura linear é, na prática, inviável.

Ao reorganizar as conexões de forma mais inteligente, essa abordagem reduz o número de elementos físicos necessários, simplifica o gerenciamento e diminui o consumo de recursos. O impacto é direto: menos espaço ocupado, menor demanda energética e redução significativa na necessidade de refrigeração.

Mas o ponto mais interessante é outro. Ao simplificar a infraestrutura, cria-se um ambiente mais previsível. E previsibilidade, em operações de IA, é um ativo estratégico ao permitir planejar expansão, antecipar gargalos e reduzir o risco de interrupções.

Na minha opinião, esse é um dos movimentos mais relevantes do momento. Não porque resolve um problema pontual, mas porque muda a forma como pensamos a escalabilidade. Em vez de crescer adicionando complexidade, passamos a crescer reduzindo-a.

Infraestrutura como estratégia: eficiência, sustentabilidade e futuro

Outro aspecto que ganha força nesse contexto é a relação entre infraestrutura e sustentabilidade. A expansão da IA está diretamente ligada ao aumento do consumo energético dos data centers. Sem ganhos de eficiência, esse crescimento pode se tornar insustentável.

Soluções ópticas e arquiteturas mais inteligentes atuam justamente nesse ponto. A redução de perdas, a otimização do uso de energia e a diminuição da necessidade de refrigeração contribuem para um modelo mais equilibrado. E isso é uma questão ambiental, econômica e estratégica.

Empresas que conseguem operar com maior eficiência energética têm vantagem competitiva direta, reduzindo custos, ampliando sua capacidade de investimento e escalando mais rapidamente. Em um cenário onde a infraestrutura pode ser o fator limitante da IA, isso faz toda a diferença. Há ainda um ponto estrutural que merece atenção: a velocidade de evolução tecnológica. O ciclo de inovação em IA é extremamente curto. Infraestruturas que não foram desenhadas com flexibilidade tendem a se tornar obsoletas rapidamente.

Os guias de cabeamento para IA de próxima geração reforçam essa necessidade de preparação para o futuro. Isso inclui desde a adoção de padrões modulares até a capacidade de suportar velocidades cada vez maiores, como 800 Gbit/s e 1,6 Tbit/s. Não se trata apenas de atender à demanda atual, mas de evitar que a infraestrutura se torne um obstáculo para a inovação.

No fim, o que se desenha é uma inversão de lógica. A infraestrutura deixa de ser um suporte passivo e passa a ser um agente ativo de transformação. Ela não apenas sustenta a IA, mas define o quanto ela pode evoluir.

Ignorar essa camada é, na prática, limitar o potencial da tecnologia. Em um mercado cada vez mais competitivo, isso pode significar ficar para trás antes mesmo da corrida começar. A verdadeira vantagem não está apenas em desenvolver modelos mais inteligentes, mas em construir a base que permite que eles operem no seu máximo potencial.

Como a IA - Inteligência

Artificial afeta o projeto e a utilização de cabeamento estruturado balanceado nas redes de edifícios comerciais?

Há uma classe de cabeamento (ou categoria de desempenho) para IA?

Embora não haja uma relação direta entre IA - Inteligência Artificial e cabeamento estruturado, ou vice-versa, é inegável que a IA afeta os sistemas e serviços de telecomunicações e redes em vários de seus segmentos e aplicações, desde o projeto e a operação até a prestação de serviços.

Para a implementação de sistemas de automação, gerenciamento de redes, manutenção preditiva e outras aplicações, a IA demanda uma infraestrutura física robusta capaz de prover conectividade uniforme, de baixa latência e alta velocidade.

Embora cabos de fibra óptica e backhaul sem fio frequentemente dominem as discussões sobre redes modernas, o cabeamento estruturado balanceado em cobre continua sendo um componente importante das redes de telecomunicações e corporativas.

Nesta edição de Interface, vamos discutir como os sistemas de telecomunicações orientados por IA interagem com a infraestrutura de cabeamento e impõem alguns requisitos, a relevância do cabeamento estruturado balanceado e considerações práticas para a integração de projetos com foco em IA em redes existentes baseadas em cobre.

Esta seção se propõe a analisar tópicos de cabeamento estruturado, incluindo normas, produtos, aspectos de projeto e execução. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI RTI RTI RTI RTI, e-mail: info rti@arandanet.com.br.

Demandas de IA e a rede física

Podemos considerar que as aplicações de IA em telecomunicações se dividem em duas classes mais amplas: IA cujo foco é a própria rede, por exemplo, ferramentas de otimização e execução de tarefas, e IA em serviços, como aplicações entregues pela rede, análises em tempo real, realidade aumentada (AR), realidade virtual (VR), assistentes de voz e processamento de dispositivos e sistemas IoT - Internet das Coisas, etc. Ambas as classes impõem requisitos mensuráveis de latência, jitter, tolerância à perda de pacotes, largura de banda e confiabilidade. A baixa latência deve ser garantida porque muitas cargas de trabalho de IA alimentam modelos de machine learning que exigem latência de rede previsível. Para citar um exemplo, os data centers de borda (edge data centers) têm como principal função a manutenção da baixa latência e, para garantir essa característica, são montados em localidades próximas aos usuários dos serviços atribuídos a eles. Nessas infraestruturas, o cabeamento balanceado encontra aplicação com desempenho satisfatório.

No que diz respeito à largura de banda e velocidade de transmissão, embora as conexões de backbone e longa distância dependam cada vez mais de cabos de fibra óptica, o segmento final da rede, ou seja, o subsistema de cabeamento horizontal e ambientes comerciais e

Importante

E E E E E

stamos em estágio avançado na CE - Comissão de Estudo da ABNT/Cobei no desenvolvimento da norma brasileira para a entrega de alimentação elétrica remota em corrente contínua para cargas PoE em cabeamento balanceado.

corporativos, costuma oferecer uma boa relação custo/benefício para as aplicações comumente implementadas nesse subsistema, especialmente para sistemas que empregam dispositivos PoEPower over Ethernet.

A confiabilidade dos processos que envolvem IA também está associada ao meio físico. Portanto, nesse sentido, no subsistema implementado com cabos balanceados, a manutenção da confiabilidade está diretamente associada ao nível de qualidade dos cabos, hardware de conexão e práticas de instalação utilizadas.

A relevância do cabeamento balanceado na infraestrutura de IA

O cabo balanceado é uma solução econômica para curtas distâncias e, conforme mencionado anteriormente, apresenta desempenho e relação custo/benefício ótimos para aplicações PoE.

O suporte aos padrões para 2,5 GbE/5 GbE em cabeamento categoria 5e (100 MHz)/6 (250 MHz) e 10 GbE em cabeamento categoria 6A (500 MHz) estende a vida útil do cabo balanceado no subsistema de cabeamento horizontal. A utilização de sistemas Wi-Fi (com capacidade PoE) em conjunto com cabeamento balanceado nas localidades de interação com os usuários da rede (áreas de trabalho) é uma abordagem bastante comum e que complementa o cabeamento balanceado, uma vez que os pontos de acesso sem fio são conectados à rede (majoritariamente) por meio do cabeamento balanceado de alto desempenho. Cabos ópticos nessas localidades não são soluções economicamente viáveis atualmente. Outras facilidades que o cabeamento balanceado estruturado oferece são a reconfiguração da conectividade e menor tempo médio de diagnóstico e reparo.

Considerações de projeto e instalação do cabeamento balanceado para IA

Para garantir que o cabeamento estruturado balanceado atenda aos requisitos de redes projetadas para aplicações de IA, projetistas e operadores devem seguir as melhores práticas de projeto e instalação para o cabeamento com considerações sobre os requisitos característicos de sistemas e serviços de IA. Algumas recomendações são:

• Escolha da categoria de desempenho adequada - Em redes com requisitos de 10 GbE, a categoria 6A (500 MHz)/classe EA é a mais adequada. Em localidades, inclusive no mesmo projeto, que não necessitam de aplicações multigigabit, o cabeamento balanceado pode ser implementado com categorias de desempenho inferiores (Cat. 5e ou 6).

• Qualidade da instalação e boas práticas - Os comprimentos mínimos e máximos especificados por normas de cabeamento estruturado (NBR 14565 – Cabeamento Estruturado para Edifícios Comerciais, série de normas ISO/IEC 11801, ANSI/TIA 568, etc.) para seus subsistemas devem ser observados. Os testes de certificação em campo do cabeamento instalado para a categoria de desempenho correspondente à da instalação devem ser realizados conforme as especificações das normas de cabeamento; cabos e hardware de conexão projetados e fabricados para conexão casada ótima (o que caracteriza o conceito de sistema de cabeamento estruturado) devem ser utilizados; o planejamento e o gerenciamento da instalação são altamente recomendados; as práticas de equipotencialização do cabeamento devem ser observadas (com base na NBR 17040 – Equipotencialização da Infraestrutura de Cabeamento para Telecomunicações e Cabeamento Estruturado em Edifícios e outras Estruturas, por exemplo), entre outros procedimentos.

• Seleção de cabos e componentes adequados - Além da categoria de desempenho, os tipos de cabos e hardware de conexão (com ou sem blindagem) adequados ao ambiente de instalação devem ser utilizados. Quando utilizado cabeamento blindado, as práticas normalizadas de aterramento da blindagem devem ser observadas, em conformidade com a NBR 17040.

• Planejamento para PoE - Para atender aos requisitos para aplicações PoE, a instalação do cabeamento deve atender às boas práticas e requisitos para a entrega de alimentação remota em corrente contínua por meio do cabeamento balanceado, em conformidade com normas e boletins técnicos aplicáveis (ISO/IEC 29125, ANSI/ TIA/TSB 184-A, etc.).

Desenvolvimentos futuros e conclusões

O cabeamento estruturado balanceado continua relevante e deve, provavelmente, permanecer assim para muitos cenários de camada física em sistemas de telecomunicações e redes corporativas nos próximos 10 anos. Os avanços em multigigabit Ethernet, novos padrões PoE e melhores práticas de certificação do cabeamento instalado em campo ampliam a utilidade e a longevidade do cabeamento balanceado. Um exemplo é a inclusão de parâmetros de avaliação do grau de balanceamento dos cabos nos testes de certificação do cabeamento instalado, como o desequilíbrio resistivo e a resistência de laço, ambos em corrente contínua. Esses parâmetros são bons indicadores do desempenho do cabo balanceado para PoE, entre outras aplicações.

A IA amplia tanto as capacidades quanto as expectativas da infraestrutura de telecomunicações. Embora a fibra óptica e as redes sem fio sejam essenciais para a infraestrutura principal e para a capacidade de longa distância, o cabeamento estruturado balanceado continua relevante na camada de

Tab. I – Categorias de desempenho do cabeamento balanceado e principais características

Categoria Categoria Categoria Categoria Categoria

de

de Velocidade de Velocidade de Aplicações Aplicações máxima máxima cabeamento cabeamento máximo máximo transmissão transmissão transmissão transmissão suportadas (MHz) (MHz) (MHz) (MHz) (MHz) (típico) (típico) de canal (m) de canal (m) de canal (m) de canal (m) máxima máxima

Cat. 5e100 U/UTP1 1001 Gbit/s Fast Ethernet 1000Base-T PoE/PoE+

Cat. 6250 U/UTP1 1001 Gbit/sGbE

F/UTP10 Gbit/s2,3 10 GbE2 PoE+

Cat. 6A500 U/UTP10010 GbE3 10GBase-T F/UTP1 Data centers

PoE+/PoE++

Cat. 7600 S/FTP100 >10 Gbit/s3 Data centers Cat. 7A 1000 potencial Indústrias Ambientes sensíveis à EMI –Interferência Eletromagnética

Cat. 8.1 2000 U/UTP3025 Gbit/s3 25GBase-T F/UTP1 40 Gbit/s3 40GBase-T

Cat. 8.2 2000 S/FTP30

Data centers 1Típico. 2Em canais Cat. 6 com comprimento máximo de 55 m. 3As distâncias reais possíveis para taxas de transmissão elevadas (10 Gbit/s, 25 Gbit/s, 40 Gbit/s) dependem da qualidade da instalação, do hardware de conexão, de alguns parâmetros elétricos de transmissão, etc. A Cat. 6 pode atingir 10 Gbit/s em curtas distâncias (aproximadamente 30 a 55 m) em condições favoráveis.

acesso, alimentando e conectando muitos pontos de serviço de IA.

Em minha avaliação, novamente, embora não entenda haver uma relação direta entre a infraestrutura de cabeamento balanceado estruturado e aplicações de IA por si próprias, há uma relação em termos de desempenho da rede para baixa latência, alta confiabilidade e velocidade de transmissão no subsistema de cabeamento horizontal. De qualquer forma, essas características são fundamentais para qualquer aplicação em rede.

Ainda em termos de cabeamento balanceado, não acredito que veremos novos desenvolvimentos futuros em termos de um “super cabeamento balanceado” com capacidades extraordinárias. Na verdade, o cabeamento balanceado atingiu um grau de desenvolvimento elevado que não se poderia imaginar quando o sistema de cabeamento estruturado foi desenvolvido há pouco mais de 30 anos.

Note que velocidades de transmissão da ordem de 25 a 40 Gbit/s são possíveis em cabeamento balanceado atualmente, capazes de suportar aplicações com altos requisitos de desempenho em curtas distâncias, de até 100 m no máximo.

A tabela I apresenta um panorama geral entre as categorias de desempenho 5e (100 MHz), 8.1/8.2 (2000 MHz) e suas principais características. Ressalto que as aplicações apresentadas na tabela I são exemplos de aplicações mais comuns para cada categoria de desempenho e não representam uma lista completa e definitiva.

Paulo Marin é engenheiro eletricista, doutor em interferência eletromagnética aplicada à infraestrutura de TI e telecomunicações e mestre em propagação de sinais. Marin é membro sênior do IEEE - Institute of Electrical and Electronics Engineers, consultor, palestrante, coordenador da ABNT/Cobei e autor de livros técnicos.

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A exposição quântica também começa no link de conectividade

Nos últimos dois anos, participei de dezenas de conversas com gerentes de TI, arquitetos de redes e CISOs, em organizações dos mais variados portes e setores. A agenda de segurança era quase sempre construída sobre os mesmos pilares: firewall, EDR, SIEM, Zero Trust, conformidade regulatória. E quase toda vez que eu mencionava criptografia pós-quântica, recebia a mesma resposta: “Sim, já ouvi falar, mas isso não é uma coisa de dez anos, não é?”

A resposta curta é não. E o motivo não tem nada a ver com tentar adivinhar quando o computador quântico finalmente chegará. Tem a ver com o que está acontecendo agora, dentro dos links de fibra óptica que transportam os dados mais sensíveis da organização.

Este artigo não trata de teoria quântica, mas da lacuna de segurança que a maioria das organizações carrega sem perceber: o próprio link de conectividade. O backbone, o link dedicado, a interconexão de data centers e o transporte IP raramente incorporam mecanismos de proteção pós-quântica, e essa exposição já começou.

Os investimentos em infraestrutura de redes estão se acelerando em todo o mundo. Mesmo com esse ciclo de investimentos, a proteção criptográfica da infraestrutura continua fora das especificações da maioria dos projetos. Mas o que está, de fato, protegendo os dados em trânsito dentro desse backbone?

Esta seção aborda aspectos tecnológicos das comunicações corporativas, em especial redes locais, mas incluindo também redes de acesso e WANs. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI RTI RTI RTI RTI, e-mail: inforti@arandanet.com.br.

Não o firewall de borda. Estou falando dos próprios dados, à medida que trafegam por links físicos entre pontos de presença, entre cidades, entre data centers. Não há evidências públicas de interceptação em larga escala. Ainda assim, alguém pode estar gravando esse tráfego. Um adversário com recursos suficientes pode, hoje, interceptar e gravar tráfego criptografado protegido pelos algoritmos clássicos em que todos confiamos: RSA, ECDH, ECDSA. Hoje esse tráfego é ininteligível. Quando existir um computador quântico criptograficamente relevante, porém, ele poderá tornar-se legível retroativamente. O Global Risk Institute estima que a probabilidade de isso acontecer nos próximos dez anos está entre 28% e 49%. É essa a ameaça conhecida como capturar agora, decifrar depois.

Não se trata de ficção científica. A CISA, a NSA e o NCSC do Reino Unido emitiram orientações conjuntas alertando que adversários podem já estar executando operações de coleta em larga escala contra infraestruturas críticas. E a parte mais inquietante é o quão silencioso esse tipo de ataque é. A interceptação passiva em trânsito é quase completamente invisível. Não há alertas no SIEM, registros de autenticação suspeitos ou regras de firewall acionadas. Uma organização pode ser alvo por anos sem qualquer sinal visível disso.

Ainda assim, muitos profissionais questionam se a ameaça é realmente relevante no curto prazo. A objeção mais comum que ouvi é: “Mas o tráfego já está criptografado. Usamos TLS, temos IPsec.” É uma consideração legítima, e merece uma resposta precisa. TLS e IPsec de fato protegem os dados em trânsito. O problema está na parte que um computador quântico consegue quebrar, e que é exatamente a mais crítica. O algoritmo de Shor resolve

eficientemente os problemas matemáticos sobre os quais RSA, Diffie-Hellman e ECDH são construídos. Uma vez estabelecida a sessão, os dados em si são protegidos pelo AES-256, que computadores quânticos não conseguem quebrar eficientemente. Portanto, o payload não é o ponto fraco. O handshake é aquele breve instante em que as duas extremidades negociam a chave de sessão. Um adversário que tenha gravado uma sessão TLS completa poderá reconstruir a chave de sessão a partir dos mecanismos de troca de chaves quando estes forem vulneráveis ao algoritmo de Shor. Em agosto de 2024, o NIST publicou os primeiros padrões de criptografia pós-quântica: o FIPS 203 (ML-KEM), para encapsulamento de chaves; o FIPS 204 (ML-DSA), para assinaturas digitais; e o FIPS 205 (SLH-DSA), um esquema conservador de assinatura baseado em hash.

O Brasil também avançou. A Instrução Normativa do ITI nº 35/2026 incorporou ML-KEM e ML-DSA à cadeia criptográfica do ICP-Brasil, um sinal inequívoco de que o marco regulatório doméstico já se deslocou. O argumento de que os padrões ainda não eram definitivos perdeu a validade há quase dois anos.

O link de conectividade, portanto, não é infraestrutura passiva. É uma superfície de ataque ativa, exposta a uma ameaça que já está em movimento. O momento de agir não é o dia em que o computador quântico chegar. É agora, enquanto contratos são assinados, equipamentos especificados e novas infraestruturas projetadas. Incorporar proteção pósquântica aos critérios de seleção de equipamentos hoje custa uma fração do que custará adaptar a criptografia em infraestruturas legadas daqui a cinco anos, sob pressão de prazo regulatório e sem margem para improvisação.

A era do Mythos – Parte 2

Na última edição de Segurança (RTIjunho de 2026, no 313) comentei sobre o Mythos, a versão mais recente do Claude, o modelo de IA – Inteligência Artificial da Anthropic, considerado um ponto de inflexão no uso da IA em segurança cibernética. A repercussão foi tanta que o governo dos Estados Unidos proibiu o acesso por cidadãos estrangeiros ao Mythos e à versão anterior, Fable, o que fez com que a empresa interrompesse a comercialização de ambos pela impossibilidade de identificar corretamente a cidadania do usuário e efetuar o filtro. Muita água ainda vai rolar nessa história, mas o mais importante é que o paradigma da pesquisa, exploração e correção de vulnerabilidades mudou por completo. Cedo ou tarde, pesquisadores e criminosos ao redor do mundo terão acesso a modelos de IA capazes de replicar as façanhas do Mythos, e nem precisarão reproduzir tudo. Também não podemos esquecer que é apenas uma etapa, ou versão, da evolução do modelo. Dessa forma, as empresas precisam se preparar desde já, antes que seja tarde. E engana-se quem pensa que a resposta cabe em apenas duas palavras: use IA. Sim, a IA será e deve ser usada, mas a solução do problema envolve outros elementos, sendo o central a arquitetura. Não importa quão rápido um sistema de segurança baseado em IA tome uma decisão ou dê o seu veredito se a arquitetura não puder aplicá-los no momento correto e no local certo no ciclo de evolução do ataque. Esse ciclo de vida, ou de evolução, pode ser consolidado em cinco grandes etapas: ataque inicial, comprometimento do alvo primário, movimento lateral, consolidação e desfecho, que pode ser um ou vários ao longo do tempo, dependendo de quão consolidado estiver o atacante na infraestrutura da vítima. As medidas de

segurança diferem de acordo com cada etapa, apesar de compartilharem princípios comuns. E aqui voltamos aos princípios, entre os quais é preciso entender os vetores de ataque, não na teoria, mas na realidade de cada segmento e empresa, e aplicar as tecnologias e os processos corretos no momento certo.

Precisamos então voltar às bases, identificar os vetores que se aplicam ao negócio, entender as possibilidades de comprometimento e movimentação lateral, e mapear tecnologias e processos disponíveis e aplicáveis. A tarefa de aplicar IA vem sendo realizada, de uma forma ou de outra, pelos fabricantes. Mas eles nunca saberão, de fato, o que se aplica a cada empresa individualmente. É por isso que não acredito em tecnologias genéricas de segurança baseadas em IA. Na minha opinião, é mais um capítulo da busca eterna pela bala de prata que não existe, a solução definitiva para a segurança da informação. Não existe uma tecnologia para instalar e simplesmente esquecer. A IA ajuda as tecnologias a serem mais eficientes e menos dependentes de padrões estáticos. Ajuda a entender o comportamento e suas variações sutis, e a combinar dinamicamente fontes de informação que se atualizam o tempo todo. Uma tomada de decisão confiável permite a automação diretamente relacionada à velocidade. O novo paradigma trazido pela IA está mexendo diretamente com uma área até então, de certa forma, acomodada: a gestão de vulnerabilidades. Ela está gerando um descompasso entre as linhas de tempo dos atacantes e das empresas. Os primeiros são guiados pela velocidade, já que o sucesso muitas vezes reside em lançar um ataque antes que as vítimas estejam preparadas. Dessa forma, a descoberta da vulnerabilidade, execução da prova de conceito de exploração, criação do método de entrega (como fazer com que o exploit chegue ao alvo) e formatação do pacote de ataque precisam ser completadas no menor tempo possível. Atualmente, tal desempenho está reservado a grupos muito bem estruturados ou

patrocinados por governos, e equipes menores acabam dependentes deles. Mas é exatamente isso que a IA pode proporcionar a esses grupos menores: velocidade e independência.

Já as empresas estão acostumadas a uma linha de tempo muito mais conservadora, com prazo normalmente suficiente para o fabricante desenvolver uma correção ou um bloqueio virtual da exploração, testar e instalar. As companhias também precisam acelerar esse processo. Entretanto, muitas ainda não perceberam isso, enquanto outras não sabem como fazer. A IA ajudará em tal empreitada, fornecendo novos recursos para priorizar com mais eficiência e focar em vulnerabilidades que representam risco real para cada uma, em vez do perigo genérico e global representado por cada classificação no CVE - Common Vulnerabilities and Exposures. É uma combinação dos três pilares que, na minha avaliação, são os mais importantes de qualquer estratégia: visibilidade, contexto e inteligência.

Em vez da bala de prata da IA magicamente protegendo as empresas, a solução para a defesa na era do Mythos é aplicar os velhos conceitos de segurança: visibilidade, contexto, inteligência. Não há proteção para o que não se vê, e mesmo a IA não consegue solucionar isso. É necessário ver para agir. Aí vem o contexto, e o uso de recursos de inteligência é mais do que bem-vindo pois ajudam a ter mais conhecimento atualizado e relacionado com múltiplas fontes, embora todos saibamos que as IAs, por melhores que sejam, alucinam e erram. A inteligência deve então vir balizada por fontes e, ainda, por analistas confiáveis.

Marcelo Bezerra é especialista em segurança da informação, escritor e palestrante internacional. Atua há mais de 30 anos na área, com experiência em diferentes áreas de segurança cibernética. No momento, ocupa o cargo de Gerente Sênior de Engenharia de Segurança na Proofpoint. Email: marcelo.alonso.bezerra@gmail.com.

PRODUTOS

Caixas de emenda óptica

mm, largura de 445,5 mm e profundidade de 355 mm. Site: https://seitec.ind.br/.

Streaming de canais FAST

A Infortel desenvolveu as caixas de emenda óptica CEO72 e CEO144. Projetados para aplicações em redes FTTH e infraestrutura óptica, os produtos apresentam sistema de fechamento mecânico, que proporciona maior agilidade durante instalações e manutenções, além de vedação contra água, poeira e demais agentes externos. Disponíveis nas versões para 72 e 144 fusões. Site: https:// inforteltelecom.com.br/.

Suporte para armários outdoor

O suporte pedestal para armários outdoor da Seitec é confeccionado em cantoneira de aço ASTM A36. A proteção contra corrosão consiste em

galvanização a quente, aplicada ao conjunto após a montagem através do processo de soldagem MIG, o que permite maior controle do processo. Apresenta altura de 160

O Slim Fast , da Slim Pack, é uma plataforma nacional de canais FAST – Free Ad Supported Television desenvolvida para provedores de Internet. Com mais de 40 canais ao vivo e 1200 horas de conteúdo VoD – Vídeo on Demand, o portfólio inclui emissoras como Veja+, CNN e NSports. Site: www.slimpack.com.br.

Clivador

O FC-7LS é um clivador de fibra óptica portátil. Com operação realizada com apenas uma mão, lâmina para até 48 mil

clivagens e coletor automático de resíduos, é indicado para aplicações em redes FTTH. Fabricado pela Sumitomo Electric e comercializado pela Arsitec. Site: www.arsitec.com.br.

Transceptores ópticos

O s transceptores ópticos OSFP224, da Skylane Optics, estão disponíveis com taxas de transmissão de até 1,6 Tbit/s. A linha é indicada para data centers

e ambientes de IA –Inteligência Artificial de alta performance. Site: www.skylaneoptics.com.

Painéis de baixa

tensão

A Schneider Electric disponibilizou o PrismaSet-I , nova geração de painéis de baixa tensão desenvolvida para auxiliar

às crescentes demandas por segurança, eficiência e disponibilidade energética em aplicações críticas. Combinando design avançado, certificação e recursos que ampliam a confiabilidade das operações, a solução oferece até 50% mais agilidade na configuração, bem como redução de até 20% no espaço ocupado e otimização de 20% na distribuição interna de energia. Site: www.se. com/br/pt/.

Câmera Wi-Fi

A Tapo C246D , da TP-Link, é uma câmera Wi-Fi com duas lentes 2K de 3 MP. O equipamento conta com uma lente grande-angular responsável por capturar uma visão panorâmica do ambiente e uma segunda lente teleobjetiva que

permite ampliar detalhes com mais nitidez, além de zoom digital de até 10,8 vezes. A câmera utiliza IA – Inteligência Artificial para diferenciar diversos tipos de eventos. O armazenamento pode ser realizado localmente, por meio de cartão de até 512 GB, ou na nuvem via aplicativo Tapo Care. Site: www.tp-link.com/br.

Plataforma de segurança

O Genetec Security Center , da Genetec, integra videomonitoramento IP, controle de acesso e leitura automática de placas (ALPR), além de permitir a incorporação de funcionalidades adicionais,

como analíticos de vídeo, intercomunicação e monitoramento de perímetro. Os dados coletados podem ser transformados em dashboards customizados, com informações em tempo real e análises históricas para apoio à tomada de decisão. Site: www.genetec.com/br/

+30.000

300 25.000 m2 240h VISITANTES

MARCAS EXPOSITORAS

ÁREA DE EXPOSIÇÃO DE CONTEÚDO

m Rotulagem de Dados em Aprendizado de Máquina com Python, o autor Vijaya Kumar Suda mostra que a base da IA –Inteligência Artificial está em dados de qualidade e como eles são rotulados. Voltada para profissionais que desejam dominar o processo de criação de dados para treinar modelos de machine learning ou IA generativa, a obra apresenta técnicas para rotular dados tabulares, de texto, imagem, áudio e vídeo usando Python, Snorkel, LangChain, OpenAI e Azure Machine Learning com exemplos práticos e aplicações reais. Editora Blucher (https://abrir.link/xnBVj), 375 páginas.

constante evolução. Por meio de uma abordagem multidisciplinar, a obra, editada por Youssef Baddi, Mohammed Amin Almaiah, Omar Almomani e Yassine Maleh, aborda os desafios urgentes que as organizações enfrentam para proteger sua infraestrutura digital e dados sensíveis contra ataques cibernéticos. Editora CRC Press (https:// abrir.link/padov), 310 páginas.

o livro The Art of Cyber Defense: From Risk Assessment to Threat Intelligence, o leitor encontrará uma exploração abrangente dos princípios, estratégias e tecnologias de segurança cibernética essenciais para proteger ativos digitais e mitigar as ameaças em

Cetic.br, juntamente com o NIC.br e o CGI.br, disponibilizou a publicação Avaliação do Desenvolvimento da Internet no Brasil: Segunda Geração dos Indicadores de Universalidade da Internet da Unesco. Com 236 páginas, o relatório é uma referência importante para o compromisso do Brasil com os IUI - Indicadores de Universalidade da Internet desenvolvidos pela UnescoOrganização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Tratando-se da segunda avaliação nacional realizada com base no marco de referência ROAM-X (direitos, abertura, acesso, participação multissetorial e indicadores transversais), o documento examina a continuidade e as mudanças no panorama da governança digital do Brasil. Link: https://abrir.link/iXDhv.

mpulsionados por IA - Inteligência Artificial e LLMs – Large Language Models, os ataques DDoS –Distributed Denial of Service já evoluíram de táticas baseadas em volume para uma guerra inteligente centrada e de alta precisão. Esse avanço, marcado por maior furtividade e um ecossistema bifurcado de atores veteranos e agentes impulsionados por IA, faz parte do futuro global, segundo o 2025 Global DDoS Landscape Report, divulgado pela NSFOCUS, empresa global de cibersegurança. A alta exposição do Brasil e outros países da América Latina se explica pelo papel de destaque da região no cenário de segurança mundial. É a primeira vez que o Brasil figura como o segundo país mais alvejado por ataques DDoS no mundo, com 19,68%, atrás da China (26,64%) e à frente da Turquia (13,66%) e Bangladesh (10,97%). Em 2025, os ataques de negação de serviço que ultrapassaram 500 Gbit/s aumentaram 115,72% em relação ao ano anterior, marcando um aumento acentuado nas ameaças de alta intensidade. O pico atingiu 2,6 Tbit/s em maio, um salto significativo em relação ao recorde de 1,9 Tbit/s em 2024. A análise completa está disponível no link: https://abrir.link/CCUrD.

Aristóteles

Uma história construída por muitas mãos

A história da Internet brasileira é marcada por inovação, empreendedorismo e determinação de pessoas que acreditaram que a conectividade poderia transformar vidas. Ao longo das últimas décadas, o Brasil construiu uma das maiores redes de acesso à Internet do mundo, e os provedores regionais tiveram papel decisivo nessa trajetória.

Em 2001, com a regulamentação do SCM – Serviço de Comunicação Multimídia, milhares de empreendedores passaram a investir na oferta de Internet em cidades e regiões que não despertavam o interesse econômico das grandes operadoras. Foi esse movimento que permitiu ampliar o acesso à conectividade e reduzir a exclusão digital em diversas partes do país.

Foi nesse contexto que nasceu a Abrint. Fundada em 2008 por empresários e profissionais do setor, a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações surgiu com o propósito de representar os provedores regionais e defender condições mais equilibradas para o desenvolvimento do mercado.

O que começou como uma iniciativa de um grupo de empreendedores transformou-se em uma das mais importantes entidades representativas das telecomunicações brasileiras. Ao longo dos anos, a Abrint consolidou sua atuação junto à Anatel, ao Ministério das

Estaseçãoabordaaspectostécnicos, regulatóriosecomerciaisdomercado deprovedoresdeInternet.Osartigos sãoescritosporprofissionaisdo setorenãonecessariamenterefletem aopiniãodaRTI RTI RTI RTI

Comunicações, ao Congresso Nacional e aos diversos órgãos responsáveis por temas que impactam diretamente o setor.

A atuação da entidade também ultrapassou as fronteiras nacionais. Atualmente, participa de fóruns internacionais estratégicos, incluindo a CITEL - Comissão Interamericana de Telecomunicações, vinculada à OEA - Organização dos Estados Americanos, além de acompanhar discussões desenvolvidas no âmbito da UIT - União Internacional de Telecomunicações.

Esses espaços são fundamentais pois muitas das decisões que impactarão o futuro das telecomunicações começam a ser discutidas nesses ambientes. Participar desses debates exige preparo técnico, diálogo permanente e credibilidade institucional, atributos que a associação vem construindo ao longo de sua história.

Um dos reflexos mais evidentes dessa evolução está na consolidação da atuação jurídica da entidade. O ambiente regulatório das telecomunicações tornou-se cada vez mais complexo, exigindo acompanhamento permanente de normas, consultas públicas, projetos legislativos e disputas judiciais capazes de impactar diretamente os provedores regionais.

Nesse cenário, a Diretoria Jurídica da Abrint passou a exercer um papel estratégico. Mais do que atuar na solução de conflitos, sua missão é contribuir para a construção de um ambiente regulatório equilibrado, defender direitos dos associados e oferecer segurança jurídica para quem investe diariamente na expansão da conectividade brasileira.

A entidade acompanha processos administrativos e judiciais em todo o país, participa de consultas públicas e desenvolve contribuições técnicas sobre temas regulatórios relevantes. Somente em 2026, já foram realizados mais

de 200 atendimentos jurídicos aos associados, abrangendo questões regulatórias, tributárias, concorrenciais e operacionais. Em muitos momentos, esse trabalho representa a voz de centenas de empresas que, individualmente, teriam dificuldades para participar dos grandes debates institucionais do setor. É uma atuação frequentemente silenciosa, mas essencial para garantir isonomia concorrencial, previsibilidade regulatória e segurança para novos investimentos.

Hoje, a Abrint reúne colaboradores, conselheiros, diretores e associados comprometidos com o fortalecimento da Internet brasileira. Mais do que representar empresas, a entidade simboliza uma história de trabalho coletivo, construída por milhares de empreendedores que acreditaram no potencial de suas comunidades e ajudaram a levar conectividade para onde ela antes não existia.

Como Diretor Jurídico da entidade, tenho o privilégio de acompanhar diariamente essa transformação. A cada debate regulatório, ação judicial ou atendimento a um associado, reforça-se a convicção de que a inclusão digital brasileira foi construída pelo esforço de pessoas que decidiram investir, inovar e acreditar no futuro. A Abrint tem orgulho de fazer parte dessa história construída por muitas mãos.

Aristóteles Dantas é empresário, cofundador da Proxxima Telecomunicações de Campina Grande, PB, e Diretor Jurídico da Abrint. Com mais de 20 anos de experiência no mercado de telecomunicações, atualmente auxilia empresários em iniciativas de governança, ajudando na transformação de negócios e no crescimento dos provedores de Internet no Brasil.

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