FERRAMENTAL
18 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – SET-OUT. 2022
Digitalização e sustentabilidade na fabricação de moldes As ferramentarias estão enfrentando mudanças significativas que influenciam seus processos. É difícil prever exatamente como elas trabalharão no futuro, de forma cooperativa, com suas contrapartes na fabricação em série. Entretanto, pode-se admitir que a digitalização e a sustentabilidade desempenharão papel fundamental, e estarão intimamente ligadas.
W. Boos, C. Kelzenberg, J. Boshof e T. Graberg
A
tualmente, o segmento de ferramentaria enfrenta muitos desafios. Mesmo antes da crise causada pela pandemia de Covid-19, o mercado de aquisição de ferramental tendia a ser hesitante. Ao mesmo tempo, mais e mais ferramentarias internacionais de alta qualidade entraram nos mercados locais, muitas delas estabelecendo suas próprias instalações para a prestação de serviços. A pandemia de Covid-19 fez com que a recu-
Wolfgang Boos é titular da Cátedra de Sistemas de Produção no Laboratório de Máquinas Ferramenta da Escola Superior Técnica de Aachen (Werkzeugmaschinenlabor WZL der RWTH Aachen) e diretor-administrativo da Academia de Ferramentaria de Aachen (Aachener Werkzeugbau Akademie GmbH, WBA). Christoph Kelzenberg é engenheirochefe da divisão de desenvolvimento de empresas da Cátedra de Sistemas de Produção no WZL. Julian Boshof é líder do Grupo de Gestão de Competência e Tim Graberg é pesquisador-assistente no Grupo de Gestão de Valor Agregado, ambos da mesma divisão mencionada acima. Este artigo foi publicado na edição de junho de 2021 da revista alemã Kunststoffe. Direitos para o português adquiridos por Plástico Industrial. Tradução e adaptação de Antonio Augusto Gorni.
peração da demanda global por ferramental fosse mais uma vez adiada. Além disso, é difícil prever o desenvolvimento a longo prazo das ferramentarias, pois isso depende de numerosos e diferentes fatores. Entretanto, hoje já se pode constatar que todos os cenários de desenvolvimento possuem dois pontos em comum em termos de conteúdo. Em primeiro lugar, as redes digitais: a longo prazo, as ferramentarias só poderão garantir a sua competitividade se aumentarem significativamente sua efi-
ciência e desenvolverem novos fatores de diferenciação. Essas duas últimas ações só são possíveis pela conexão digital, uma vez que o potencial dos métodos clássicos de manufatura enxuta já foi amplamente esgotado e os concorrentes internacionais estão cada vez mais se adaptando à diferenciação. Em segundo lugar, a questão da sustentabilidade: até agora, as atividades políticas e sociais relacionadas a ela tiveram um impacto muito limitado nas ferramentarias. No entanto, como os fabricantes